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.:';· CÍPIOS DE
L ..• EftMODINÂMICA
PARAE.NGENHARIA
. ' :,~;;\?~~~-i~'..:.'.,<·

N.Ch.am. 536.7 M829f.Pv 7.ed.


l"ítulo: Princípios de tennodinâmica para
engenharia.

11111111111111111111111111111111111111111111111 lllll llll llll


Ac. 446429
Este livro c~tá organiE.ado por capítulos e >cçlies, dispo,tas ao longo de cada capítulo_ Consulte o sun1ário da obra par:1 visualizar a sequência
de capítulos e ~cções. Os conceitos fundarneniais e as equações associadas no interior de cada seção eslahclecen1 a base para aplicaçõc~ da
tcrniodiniírnica na engcnharia, proporcionuda por meio dos excn1plos resolvidos, dos problcinas de final de capítulo e exen.:ício~. e das di~cus­
~ôc~ co1Tcspon<lentes. ()s a>suntos destacados e1n hnxc.~ nas seções do livro permitcrn que você explore tcípicos selecionados, de forn1a 1nais
detalhada. co1no por excrnplo a di~cussào sobre as propriedades e n~o propriedades. aprcsé°nlad.1 no final da Scçiio ! .3.3.
Que~tiics contctnporâneas relativas lt tennodlnfunica são apresentadas ao longo do texto a partir de crês tem<JS con1 apresentações dcs1ai.:a-
das ctn hoxes temáticos: ENERGIA E MEIO AMBIENTE explor.i tópicos relacionados ao ;iproveitamento c.h: recursos energt:ticos e às questões
ambientais na engenharia, conforme pode ser visto na di~cussão sobre veículos hibridos, no final da Seção 2. l .l. BIOCONEXÕES ;ibrange tópi-
cos relacionados a aplicações na biornedicina e na bioengenharia, confornte pode ser ohscrvado na discussão que utiliza vulunies de controle
para <tbordar os seres vivos e seus órgãos no final da Seção 1.2.2. Os boxes Novos horizontes ~ tratam de tecnologias eniergentes e de
que~tõcs instigantes, como a discussão sobre nanotecnologia no final da Seção J .6.
()utras caracteríslicas fundainentais deste livro que facilitarn n seu estudo e contribuem paru o conheci1ncnto incluem:

Exemplos
~ ·São fornecidos nun1erosos exemplos rc~o!vidos comentados que rctracarn a metodologia de solução apresentada na Seção 1.9 e ilustrada
no Excn1plo 1.1. Os estudantes são estimulados a examinar esses cxetnp!os, incluindo os comentários que os acompanham.
li- Cada exemplo resolvido tennina com urna lista das flubilidades Desenvnlvi<las durante a resolução do exen1plo e com um Teste-Relâm-
pago que possibilita uma verificação imediata da compreensão adquirida.
_.. Exeinplo~ rnenos fom1ais são apresentados ao longo do texto. Eles iniciam com li'- POR EXEMPLO e tenninam con1 . ..; -<f. Esses
exe1nplos também devem ser estudados.

Exercícios
._. Cada capítulo possui um conjnnto de exercícios a serem discntidos sob o título 1::! fi'.l #;1414 [.pj 4• lf i l•ti •lif ;1#ij•;:1.\•1 /!;#·(• bj@l!Hâl (!!#!;!•@,
que podem ser respondidos individualmente ou em grupo. Eles pennitem que os estudantes aun1enten1 sua compreensão sobre o contclÍdo
do texto, estimule1n o desenvolvimento do pensamento crítico e testem sua compreensão.
11- Um grande número de problema.~ de final de capítulo, sob o título 1)J;! 0 J,J!Aftl·Ftl·if1#1'Q·l!•c@l(•f iif·l:ll!!·l·!·jiil'-iJ-!;f·i3H33:1\f·l;\i·'t.
0

ta1nbém são fornecidos. Estão reunidos logo após o assunto lecionado, confonne a ordem crescente de dificuldade. Estão também classifi-
cados em seções, de forma a facilitar o processo de seleção dos problemas de revisão que devem ser resolvidos. As respostas a prob!einas
selecionados estão disponíveis no site da LTC Editora para este livro mediante cadastro.
li- Uma vez que u1n dos propósitos deste livro é a preparação de estudantes para utilizar a tennodinâ1nica na prática de engenharia, foram
incluídas considerações de projeto relacionadas à termodinâmica. Cada capítulo possui um conjunto de problemas reunidos nas seções
.. PROJETOS E PROBLEMAS EM ABE.RTO: EXPLORANDO A PRÁTICA DE ENGENHARIA . Esses problemas fornecem oportunidade para
desenvolver a criatividade, formular e resolver projetos e problemas e1n aberto, con1 o auxílio da Internet para encontrar infonnaçôes
relevantes, fazer julgamentos de engenharia e desenvolver a capacidade de comunicação. Veja, por exemplo, o Problema LIOP, ao final
do Capítulo 1.

Outros Estudos de Apoio


li- Cada capítulo inicia con1 umu introdução que fornece o contexto de engenharia, descreve o objetivo do capitulo e !i~ta os resultados da
aprcndi:r.agcm .
.,.. Os capítulos se encerram com as seções Jo'-R.ESUMO DO CAPÍTULO E GUIA DE ESTUDOS que fornecem uni ponto de partida para o estudo
para exames.
Ili'- Para facilitar consultas rápidas. os finais dos capítulos 'possuein também uma lista dos li'- CONCEITOS FUNDAMENTAIS NA ENGENHARIA
e das li'- EQUAÇÕES PRINCIPAIS
li>- Os termos in1portantes são destacados em negrito nas laterais do texto, próxin1os a sua citação no texto principal.
.._ As equações mais importantes são destacadas com uni fundo sombreado, conforme a Eq. 1.8, na Seção J .5 do Capítulo l, por exemplo.
~ Os comentários TOME NOTA... , localizados nas lateriais das páginas, fornecem inforinações instantâneas que elucidam a discussão cni
andamento, como pode ser visto na Seção 1.2.3, ou que refinam a metodologia de resolução de problemas, confonne mostram as Seções
1.4. l e 1.7.3.
li>- Os símbolos (A..~-· nas laterais das páginas idcntificain animações que reforçam o assunto apresentado naquele ponto. Ess:.is anirnações
estão disponíveis 1nediante cadastro no site da LTC Editora. Para obter mais detalhes sohrc as animações, consulte a TOME NOTA ...
localizada no final da Seção 1.2.3 do Capítulo J. '
.._ O símbolo 1:... que aparece ao lado da numeração dos problemas de final de capítulo rccornen<la. caso possível, o u~p de programas com-
putacionais na solução.
li- Para facilitar a consulta rápida. fatores de conversão e constantes irnportantes são apresentados jl1nto à cap;t do livro .
.,_ Uma lista de sín1bolos cncontra-~e no final do livro, próxirno à quarta c;ipn.

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Fatores de Conversão ,'~·''- '.
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Massa e Massa Específica Pressão


1 kg = 2,2046 lb 1 "" = 1 N/Jn 2
J g/cm
3
= 103 kg/1n 3 = 1.4504 X L0- 4 lbf/in 2
1 g/cn1' = 62,428 lb/ft J l bar = 105 N/m 2
1 !b = 0,4536 kg = 1,01325 bar
1 '""
J lb/ft 3 = 0.016018 g/cm 3 l lbf/in 2 = 6894,8 Pa
l \b/ftJ = 16,018 kg/ni 3 l lbf/in 2 = 144 lbf/ft 2
1 atm = 14,696 lbf/in 2

Comprimento Energia e Energia Específica


l cm = 0,3937 in lJ =IN·m=0,73756ft·lbf
1m = 3,2808 ft 1 kJ = 737,56 ft . lbf
1 in = 2,54 cm l kJ = 0,9478 Btu
[ ft = 0,3048 OI
l kJ/kg = 0,42992 Btunb
l ft . lbf = 1.35582 J
Velocidade
1 km/h = 0,62137 milha/h
l milha/h = 1,6093 km/h

Volume
l cm
3
= 0,061024 in 3
1 Btu
1 Btu
1 Btu/lb
l kcal

1W
= 778,17 ft · lbf
= 1,0551 k.J
= 2.326 kJ/kg
= 4, 1868 kJ

Taxa de Transferência de Energia


= l J/s = 3,413 Btu!h

1 m.3 = 35,315 ft 3 1 kW = 1,341 hp
1L = 10-3 m 3 1 Btu/h = 0,293 W
1L = 0,0353 ft3 1 HP = 2545 Btu/h
1 in 3 = 16,387 cm 3 1 HP = 550 ft • lbffs
1 fc 3 = 0,028317 m 3 l HP = 0,7457 kW
l gal = 0,13368 fc 3
l gal = 3,7854 X 10- 3 1n 3 Calor Específico
1 kJ/kg • K = 0,238846 Bru/lb • ºR
1 kcal/kg · K = 1 Btu/lb · ºR
Força 1 Btu/h · ºR = 4,1868 kJ/kg · K
2
'l N = 1 kg · ni/s
l N = 0,22481 lbf Outros
) l!J( __ =._32,174..!!J :_(tis~. 1 TR = 200 Btu/min = 211 kJ/min ,
1 lbf = 4,4482 N
1 volt = 1 watt por ampere

Constante Universal dos Gases Pressão Atmosférica Padrão


):314 kJ/kmol · K 1,01325 bar
R= 1545 ft · lbfllb1nol · ºR 1 atm = 14.696 lbf/in 2 ,
{ { 760 mm Hg = 29,92 in Hg
l.986 Btu/!bmol · ºR

Aceleração Padrão da Gravidade Relações entre Temperaturas


T(ºR) ~ 1,8 T(K)
9,80665 m/s~
T(ºC) = T{K) - 273,15
X= { 32,174 ftís~
T(ºF) = T(ºR) - 459.67
.;

PRINCIPIOS DE
À

TERMODINAMICA
PARA ENGENHARIA
DEVOLVER NA DATA CARIMBADA

REGISTRO:
Devolutão J Visto Devolução Visto

Pv~ <J77;?/
f-i{,oc/ ~ P,_ X )';
efCt-!~pQ

---r-----~---c---

-------1----1-------+--
----+----+------- - - -

- - - - - -------- - - - - - - + - - - -
---··-----·-- .. - ------ --------- - -·----·---··--
- ------ - - - - - - - - - - ----------
·- ------ -- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - ------·- --------
PRESERVE O SEU !NSTRUfAENTO DE L/\.ZER.
CULTURA E INFORMAÇÃO .

....___ ----
..{
*~*
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~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ Nacional

O GEN 1 Grupo Editorial Nacional reúne as editoras Guanabara Koogan, Santos, Roca,
AC Farmacêutica, Forense, Método, LTC, E.P.U. e Forense Universitária, que publican1 nas
áreas científi.::a, técnica e profissional.

Essas empresas, respeitadas no mercado editorial, construíran1 catálogos inigualáveis,


com obras que tên1 sido decisivas na formação acadên1ica e no aperfeiçoa1nento de
várias gerações de profissionais e de estudantes de Ad1ninistraçào, Direito, Enfenna-
gem, Engenharia, Fisioterapia, Medicina, Odontologia, Educação Física e n1uitas outras
ciências, tendo se tornado sinôni!no de seriedade e respeito.

Nossa nüssão é prover o 1nelhor conteúdo científico e distribuí-lo de 111ancira flexível e


conveniente, a preços justos, gerando beneficias e servindo a autores, docentes, livrei-
ros, funcionários, colaboradores e acionistas.

Nosso co1nportan1ento ético incondicional e nossa responsabilidade social e a1nbiental


silo reforçados pela natureza educacional de nossa atividade, sem co1npro1neter o crcs·
ci1nento continuo l' a rcntabilidJdc do grupo.

..--
~

PRINCIPIOS DE
A

TERMODINAMICA
PARA ENGENHARIA
SÉTIMA ~DIÇÃO .

Michael j. Moran
The Ohio State University

Howard N. Shapiro
Wayne State University

Daisie D. Boettner
Colonel, U.S. Army

Margaret B. Bailey
Rochester Institute ofTechnology

Tradução e Revisão Técnica

Gisele Maria Ribeiro Vieira, D.Se.


Professora Adjunta do Departamento de Engenharia Mecânica do CEFET/RJ
(Capítulos 1a7, 9 e lü)

Paulo Pedro Kenedi, D.Se.


Professor Adjunto do Departamento de Engenharia Mecânica do CEFET/RJ
(Capítulos 12, 13 e 14)_

Fernando Ribeiro da Silva, D.Se.


Professor Associado do Departamento de Engenharia Mecânica do CEFET/RJ
(Capítulos 8 e 11)
Os ;m\C)rcs e a editora cn1pcnharan1-sc para citar adequadamente e dar o devido crédito a todos os
detentores dos direitos autor:tis de qualquer material u1ili1~1do neste livro. dispoudo-sc a possiveis
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que surjam em.>s no texto. Assim, são bem-vindas as comunicações de usuários sobre correções
ou sugestões referentes ao conteúdo ou ao nível pedagógk:o que auxiliem o aprimoramento de
edições futuras. Os comentários dos leitores podem ser encaminh,.dos à LTC- Livros Têcnicos e
Científico.~ Editora pelo e-mail ltc@grupogen.con1.br.

FllNDAl\1ENTALS OF ENGINEERINGTHERMODYNAMICS,SEVENTH EDITION


Copyright ©201l,2008, 2004, 2000, 1996, 1993, 1988 by John Wiley & Sons, lnc.
AH Rights Reservcd. This translation publishcd under license with tlte original publisher John Wiley
& Sons Jne.
ISBN; 978-0470-91768-8

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Capa: Leonidas Leite


lntagem de Capa: Vladi1nirtlrcam., 1 Drcmnstin1c.com
Editoração Eletrônica: Edel

CIP-BRASIL. CAT,\LOf;AÇÃO-NA-FONTE
SINDICA'fO NACIONAL DOS EDI1'0RES DE LIVROS, RJ

P947

Princípios de termodinâmica para engenharia/Michael J. Mornn .. fel al.]: tradução


Gise!c ivlaria Ribeiro Vieira. P3ulo Pedro Keneúi, Fernando Ribeiro d3 Silva. - Rio de
Janeiro: L'fC, 2013.
iL: 28 cn1
Tr3dução de: Fundaincntals of enginccring thcrn1odynamics, 7th ed.
Inclui índice
ISBN 978-85-216-2212-3
1. Tcnnudinfunica. 1. I\1oran, Michael J. 11. 'fítulo.
13-\588. CDD: 621.4021
CDU: 621.43.016
•Prefácio
Os professores Moran e Shapiro estão satisfeitos eni rece- A sétin1a edição tambén1 apresenta um novo e agradiível projeto
ber dois novos coautorc~ para a sétima edição de Princípios de grático com o intuito de ajudar os estudantes a:
Ter111odinâ11iica para Engenharia. A Ora. Daisie D. Boettner, • melhor compreender e aplicar o assunto; e
PE, professora de engenharia 1necânica da United States Mi-
litary Acadcmy em West Point e a Dra. Margaret B. Hailcy. • entender perfeitamente a in1portância dos tópicos para a pr<ítica
PE, professora de engenharia mecânica do Rochester fnstitute da engenharia e para a sociedade.
of Technology, trazem à equipe uma excelente experiência no Esta edição também oferece, nas guardas do livro - sob o títul0
ensino, na pesquisa e na prática da engenharia. Suas perspecti- Como Usar Este LiVTo de Forma Eflçaz: -, um roteiro atualizado com
vas enriquecem essa apresentação e complementam os pontos os principais recursos utilizados que tomam esta obra niuito cl'i·
de vista dos autores de maneira original e estimulílnte. ciente para a aprendizagem. Para entender na íntegra os n1uitos re-
cursos incorporados ao livro, leia atentan1ente esse roteiro.
Nesta edição, diversas melhorias para apriinor<ir a eficácia de
Um Livro para o Século XXI aprendizagem forain inseridas ou atualizadas:

No século XXI, a termodinâ1nica aplicada à engenharia exerce pa- • Novas animações referentes a assu11tos fundan1entais são
pel central no desenvolvimento de processos mais eficientes para oferecidas para aprirnorar a aprendizagen1. Os estudantes irão
fornecer e usar energia, ao mesmo tempo em que reduz os :;6ios desenvolver uma compreensão 1nais profunda do te1n11 envol-
riscos para a saúde humana e o meio ambiente que acompanham a vido ao assistirem aos principais processos e fenômenos nas
energia - incluindo a poluição atmosférica, a poluição da água e as animações.
variações climáticas globais. Além disso, as aplicações na bioenge- • Os elementos de texto especiais apresenta1n ilustrações in1·
nharia, nos sistemas biomédicos e na nanotecnologia continuam a portantes sobre a termodinâinica aplicada .'1 engenharia, volta-
surgir. Este livro fornece as ferramentas necessárias para especia- das para o meio ambiente, a sociedade e o mundo:
listas que trabalham nessas áreas. Para os não especialistas, o livro • Novas apresentações do tema ENERGIA E MEIO AMBIENTE ex-
fornece o conhecimento centrado na ton1ada de decisões que envol- ploram tópicos relacionados ao aproveitamento de recursos
vem tecnologia relacionada à tennodinâmica - seja no trabalho ou energéticos e às questões ambientais na engenharia.
como cidadãos conscientes.
Os engenheiros do século XXI precisam de um sólido conjunto • Discussões atualizatlas do tema BIOCONEXÕES abrdngem
tópicos do livro que consideram as aplicações contemporà-
de habilidades analíticas e para a resolução de problema~, assim
neas na biomedicina e bioengenharia.
como de fundamentos para tratar de importantes questões sociais
relativas à termodinâmica aplicada à engenharia. Esta sétiTna edi- • Características adicionais do tema «t Novos horizontes que
ção desenvolve essas habilidades e amplia significativamente a co- ligam o assunto a questões instigantes do século XXI e tec-
bertura das suas aplicações fornecendo: nologias etnergentes foram incluídas.

• o contexto atual para o estudo dos princípios da tennodinâ- Sugestões de leitura adiciona\ e fontes do conteúdo temático
mica; apresentado nestes elementos são fornecidas mediante pedido.*

• os conhecitnentos relevantes para tomar o assunto significati- • Os problen1as no final dos capítulos foram extensivamente
revisados e centena~ de novos problemas foram adicionados,
vo a fim de enfrentar os desafios das futuras décadas;
considerando-se os três grupos em que estão dispostos: con-
• os materiais significativos associados às tecnologias existen- ceituai, construção de habilidades e projeto.
tes levando em conta novos desafios.
• Materiais novos e revisados testados em sala de .-iula contri-
Nesta sélima edição, foram aprimoradas as características es- buem para a aprcndizage1n do estudante e a maior eficáeia do
senciais que tomaram o livro o maior destaque global no ensino professor:
da termodinâmica em-engenharia. (Para outras informações sobre • Conteúdos novos in1po11ante:> exploram co1no a terrnodin,"\-
a atual discussão das características essenciais voltadas para novos nlica contribui para enfrentar os desafios do s.:cu!o XXI.
__ aspectos, consulte o Prefácio da sexta edição.) Somos reconhecidos
por nossas explanações claras e concisas baseadas em fundamentos, • Foram reforçados aspectos-chave dos fundarnentos e das
pela pedagogia inovadora centrada na aprendizagem eficaz, e pelas aplicações de.~critos no texto.
aplicações relevantes e atualizadas. Por intern1édio da criatividade • A fi1n de adequar a apresentação de certos conteúdos i:ts ne-
e da experiência da equipe de autores, recentemente expandida, e cessidades de professores e estudantes, forani incluíd.-is as se-
com base na excelente avaliação de professores e estudantes, conti- guintes niudançm; testadas eni sa!a de aula:
nuan1os a aperfeiçoar aquela que se tornou a obra mais iniportante • o nú1nero de co1ncnt<ÍrÍos intitulados TOME NOTA ... lo-
dessa disciplina. calizados i:ts n1argens do texto principal foi ampliado para
facilitar a <1prendizagen1 do estudante;
Novidades da Sétima Edição • os assuntos organizados eni boxes pennitem que estudantes
e profc~sores exploren1 alguns tópicos con1 n1aior profun-
A principal diferença deste livro para as edições anteriores e para didade;
todos os outros textos destin;uJos no rncs1no públieo-alvo ac11dên1i-
eo sào as a11i11111çóes apresentadas, qut~ reforç:1111 a cornpreens1io
dos esl11dantes acerca dos fenômenos b.ísicos e de suas aplicações.
vi Prefácio

• Novos conct>itos, distribuídos pela~ margt!ns do texto principal ria civil, engenharia de produção. Pode ser utilizado ta1nbé1n, de
en1 todo o livro, ajudar11 a aco1npanhar os assuntos tratados. fonna mais profunda, en1 alguns cursos de pós-graduação que abor-
danl esse conteúdo.
Em cursos de graduação em engenharia mecânica, esta obra
Cursos para Aplicação pode ser utilizada como livro-texto da disciplina 'fermodinâmica
e niinistrado en1 uma versão condensada com duração de u1n se-
Este livro pode ser adotado por diferentes cursos de graduação, en- mestre ou em até dois semestres.Além disso, pode servir de apoio
tre os quais os de física, quíniica, engenharia mecânica, engenharia a outras disciplinas do curso, entre as quais Sistemas Ténnicos,
química. engenharia de materiais, engenharia elétrica, engenha- Máquinas Ténnicas, Refrigeração e Clin1atização.
tC'V" '"
\tJJic.· }1\.-;,iOj

•Agradecimentos
Agradeceinos aos muitos usuários de nossas edições anteriores. Muhamn1ad Mustafizur Rahman, Universicy of South
distribuídos en1 centenas de universidades e faculdades nos Estados Florida
Unidos, no Canadá e em todo o n1undo, que continuam a contribuir .Jacques C. Richard, Texas A&M University
para o desenvolvi1nento de nosso texto, por rneio de seus con1entá-
Charles Ritz, Califomia State Polytechnic Univ~rsity, Po1nona
rios e críticas construtivas.
Os colegas listados a seguir contribuíram para o desenvolvi- Francisco Ruiz, Illinois Institute of Technology
niento desta edição. Apreciamos profundatnente as contribuições Iskender Sahin, Westcm Michigan University
recebidas: Will Schreibcr, University of Alaba1na
John Abbitt, University of Florida Enrico Sciubba, University of Rome (ltaly)
Ralph Aldredge, University ofCa!ifomia-Davis Tien-Mo Shih, University of Maryland
Leticia Anaya, University of North Texas Larry Sobe!, Raythcon Missile Systems
Kendrick Aung, La mar University Thomas Twardowski, Widener University
Cory Berkland, The University of Kansas V. lsmet Ugursal, Da!housie University, Nova Scotia.
Justin Uaronc, Virginia Polytechnic Institute and Statc Angela Violi, University of Michigan
University K. Max Zhang, Comell University
Willia1n Bathic, Iowa State Univcrsity As opiniões expressas neste livro são de responsabilidade dos
Leonard Bcrkowitz, Ca!ifomia Statc Polytcchnic University, autores e não refletem necessariamente as opiniões dos colabora-
Potnona dores discriminados na listagem, assim como aqueles provenientes
Eugene 1''. Brown, Virginia Polytechnic Institute and State da Ohio State University, da Wayne State University, do Rochester
University Institute ofTechnology, da Academia Militar, do Departamento do
David 1,. Ernst, Texas Tech University Exército ou do Departamento de Defesa dos Estados Unidos.
Sebastien Fcve, Iowa State University Da mesma forma reconhecemos os esforços de diversos mem-
bros da equipe da editora John Wiley and Sons, lnc. - organização
Timothy Fax, Califomia State University-Northridge
que contribuiu com seus profissionais talentosos e sua energia para
Nick Glumac, University of Illinois at Urbana-Champaign esta edição. Aplaudimos o profissionalismo e o comprometimento
Tahcreh S. Hall, Virginia Polytecbnic Institute and State de todos eles.
Univcrsity Continuamos a nos sentir extremamente gratificados pela boa
Daniel \V. lloch, Univcrsity of No1th Carolina-Charlotte aceitação deste livro em todos esses anos. Nesta edição, tomamos
Timothy J. Jacobs, Texas A&M University o texto ainda mais eficaz para o ensino da tennodinâmica aplica-
Fazal B. Kauser, Califomia State Polytechnic University, da à engenharia e reforçamos consideravelmente a relevância do
Po1nona assunto para os estudantes que moldarão o século XXI. Como
sempre, comentários, críticas e sugestões dos leitores serão muito
MinJun Kim, Drexcl University
bem-vindos.
Joseph F. Kn1ec, Purdue University
Fcng C. l,ai, University of Oklahoma Michael J. Moran
Kevin Lyons, North Carolina State Univcrsity moran.4@osu.edu
Pedro Mago, Mississippi State University I1oward N. Shapiro
Raj M. Manglik, University ofCincinnati hshapiro@wayne.edu
Thuan Nguyen, California State Polytechnic University, Daisie D. Bocttncr
Pomona BoettnerD@aol.com
John Pfotenhauer, University ofWisconsin-Madison Margaret B. Bailey
Paul Puzinauskas, University of Alabama Margaret.Bailey@rit.edu
Material
Suplementar

Este livro conta com os seguintes n1aterials suplementares:

• Aniniações arquivos cm formato .swf contendo anitnações que reforça1n as


representações textuais (acesso livre);
• EES Solutions arquivos em fonnato .ccs contendo soluções para todos
os problemas de computadores n~so!vidos con1 o software lnteraccive
Thermodynamics IT3-1, em inglês (acesso restrito a docentes);
• Ilustrações da obra cm formato de apresentação (acesso restrito a docentes);
• lnteractive Thcnnodynaoiics software disponibilizado para ~er utilizado com os
problemas de co1nputadores. em inglês (acesso livre);
• rr Solutions arquivos em formato .it contendo soluções para todos os problemas
de computadores resolvidos com o software Jnteractive Thennodynamics IT3-I,
e1n inglês (acesso restrito a docentes);
• Lecture Slides arquivos em formato .ppt contendo apresentações para serem
utilizadas em sala de aula, em inglês (acesso restrito a docentes);
m Respostas dos Problemas Selecionados arquivos em fonnato .pdf contendo
resposta de alguns problemas do livro-texto (acesso livre);
• Solutions Manual aquivos em fonnato .pdf contendo solução para os problemas do
livro-texto, em inglês (acesso restrito a docentes).

O acesso ao 1naterial suplementar é gratuito, bast<1.ndo que o leitor se cadastre e1n;

http://gen-io.grupogen.com.br

GEN-10 (GEN l Infor111ação Online) é o repositório de materiais


supleinentarcs e de serviços relacionados con1 livros publicados pelo
GEN 1 Grupo Editorial Nacional. 1naior conglo1nerado brasileiro de editoras do
ran10 cientifico-técnico-profissional. co1nposto por Guanabara Koogan, Santos,
Roca, AC farn1acêutica, Forense, Método, i·rc, E.P.U. e forense Universitária.
Os rnateriais supleincntares fica111 disponíveis para acesso durante a vigência
das ediçües atuais dos livros a que eles correspondem.
'
•sumário
2.2 Ampliando Nosso Conhecimento sobre
1 Conceitos Introdutórios e Definições 1
Trabalho 31
i.1 Usando a Termodinâmica 2 2.2.1 Convenção de Sinais e Notação 31
1.2 Definindo Sistemas 2 2.2.2 Potência 32
1.2.1 Sistemas Fechados 2 2.2.3 Modelando o Trabalho de Expansão ou

i.2.2 Volumes de Controle 4 Compressão 33


2.2.4 Trabalho de Expansiío ou Compressão em
1.2.3 Selecionando a Fronteira do Sistema 5
Processos Reais 34
i.3 Descrevendo Sistemas e Seus 2.2.5 Trabalho de Expansiío ou Compressão em
Comportamentos 5 Processos em Quase Equilíbrio 34
i.3.1 Pontos de Visto Macroscópico e Microscópico da 2.2.6 Outros Exemplos de Trabalho 37
Termodinâmica 6
2.2.7 Outros Exemplos de Trabalho em Processos em
1.3.2 Propriedade, Estado e Processo 6 Quase Equilíbrio 38
1.3.3 Propriedades Extensivos e Intensivas 6 2.2.8 Forças e Deslocamentos Generalizados 39
1.3.4 Equilí'brio 7 2.3 Ampliando Nosso Conhecimento sobre
1.4 Medindo Massa. Comprimento, Tempo e Energia 39
Força 7 2.4 Transferência de Energia por Calor 40
1.4.1 Unidades SI 7 2.4.1 Convenção de Sinais, Notação e Taxa de
1.4.2 Unidades Inglesas de Engenharia 8 Transferência de Calor 40
1.5 Volume Específico 9 2.4.2 Modos de Transferência de Calor 41
i.6 Pressão 10 2.4.3 Comentários Finais 43
1.6.1 Medidas de Pressão 11 2.5 Contabilizando a Energia: Balanço de Energia
1.6.2 Empuxo 11 para Sistemas Fechados 43
1.6.3 Unidades de Pressão 12 2.5.1 Aspectos Importantes do Balanço de
Energia 44
i.7 Temperatura 13
2.5.2 Utilizando o Balanço de Energia: Processos em
1.7.1 Termômetros 13 Sistemas Fechados 46
1.7.2 Escalas de Temperatura Kelvin e Rankine 14
2.5.3 Utilizando o Balanço da Taxa de Energia:
l.7.3 Escalas Ce/sius e Fahrenheit 15 Operação em Regime Permanente 49
1.8 Projeto de Engenharia e Análise 16 2.5.4 Utilizando o Balanço da Taxa de Energia:
1.8.1 16
Projeto Operação em Regime Transiente 51
i.8.2 Análise 16 2.6 Análise de Energia para Ciclos 53
1.9 Metodologia para a Solução de Problemas de 2.6.1 Balanço de Energia para um Ciclo 53
Termodinâmica 17 2.6.2 Ciclos de Potência 54
Resumo do Capítulo e Guia de Estudos 18 2.6.3 Ciclos de Refrigeração e Bomba
de Calor 55
2 Energia e a Primeira Lei da 2.7 Armazenamento de Energia 56
Ter1nodinâmica 27 2.7.1 Visão Geral 56
2.7.2 Tecnologias de Armazenamento 56
2.1 Revendo os Conceitos Mecânicos de
Resumo do Capítulo e Guia de Estudos 57
Energia 28
2.1.1 Trabalho e Energia Cinética 28
2.1.2 Energia Potencial 29
3 Avaliando Propriedades 69
2.1.3 Unidades para a Energia 30 3.1 Conceitos Introdutórios 70
2.1.4 Conservação de Energia em Mecânica 30 1.i.1 Fase e Substância Pura 70
2.:.5 Comentário Final 31 3.1.2 Definindo o Estado 70

-~----····-· -·--
x Sumário

Avaliando Propriedades: Considerações 3.13 Energia Interna, Entalpia e Calores


Gerais 71 Específicos de Gases Ideais 99
99
. '
3.2 Relação p-v-T 71 3.13.1 Relações tlu, tlh, tlcv e CP
3.2.1 Superfície rrv~T 71 3.13.2 Utilizando Funções Relativas ao Calor
3.2.2 Projeções da Superfície t:rv--T 71 Específico 100

3.3 Estudando Mudança de Fase 74 3.14 Aplicando o Balanço de Energia


Utilizando Tabelas de Gás Ideal, Calores
3.4 Obtendo Propriedades Termodinâmicas 76
Específicos Constantes e Programas de
3.5 Avaliando Pressão, Volume Específico e Computador 102
Temperatura 76
J.14.1 Utilizando Tabelas de Gás Ideal 102
3.5.1 Tabelas de Líquido e de Vapor 76
J.14.2 Utilizando Calores Específicos
J.5.2 Tabelas de Saturação 79 Constantes 103
3.6 Avaliando a Energia Interna Específica e a 3.14.3 Utilizando Programas de Computador 105
Entalpia 81 3.15 Relações de Processos Politrópicos 108
3.6.1 Apresentando a Entalpia 81
Resumo do Capítulo e Guia de Estudos 110
3.6.2 Obtendo os Valores de ue h 81
3.6.3 Estados de Referência e Valores de
Referência 82
4 Análise do Volume de Controle
Utilizando Energia 125
3.7 Avaliando Propriedades Utilizando Programas
de Computador 83 4.1 Conservação de Massa para um Volume de

3.8 Aplicando o Balanço de Energia Usando


Controle 126
4.1.1 Desenvolvendo a Balanço da Taxa de
'
Propriedades Tabeladas e Programas de
Massa 126
Computador 84
4.1.2 Analisando a Vazão Mássico 127
3.8.1 Utilizando Propriedades Tabeladas 85
4.2 Formas do Balanço de Massa em Termos de
3.8.2 Utilizando um Programa de
Computador 87 Taxa 127
4.2.1 Formulação do Balanço da Taxa de Mossa para
3.9 Apresentando os Calores Específicos
Escoamento Unidimensional 127
Cv e Cp 89
4.2.2 Formulação do Balanço da Taxa de Massa para
3.10 Avaliando Propriedades de Líquidos e Regime Permanente 128
Sólidos 90 4.2.3 Formulação Integral do Balanço da Taxa de
3.10.1 Aproximações para Líquidos Utilizando Dados Massa 129
de Líquido Saturado 90
4.3 Aplicações do Balanço da Taxa de
3.10.2 Modelo de Substância
Massa 129
Incompressível 91
4.3.1 Aplicação em Regime Permanente 129
3.11 Diagrama Generalizado de
4.3.2 Aplicação Dependente do Tempo
Compressibilidade 93 {Transiente) 130
3.11.1 Constante Universo/ dos Gases, R 93 4.4 Conservação de Energia para um Volume de
3.11.2 Fator de Compressibilidade, Z 93 Controle 132
3.11.3 Dados Generalizados de Compressibilidade,
4.4.1 Desenvo!Vendo o Balanço da Taxa de Energia
Diagrama Z 94
para um Volume de Controle 132
3.11.4 Equações de Estado 97 4.4.2 Avaliando a Trabalho para um Volume de
Avaliando Propriedades com o Uso do Controle 133
Modelo de Gás Ideal 97 4.4.3 Formulação de Escoamento
3.12 Apresentando o Modelo de Gás Unidimensional do Balanço do Taxa
de Energia para uni Volume de
Ideal 97
Controle 134
3.12.1 A Equação de Estado de Gás Ideal 97
4.4.4 Formulação lnregra/ do Balanço da
:J.12.~. Modelo de Gás Ideal 98 Taxa de Energia para um Volume de
3.12.3 lnterpretaçàa Microscópica 99 Controle 134
Sumário xi

1 4.5 Análise de Volumes de Controle em Regime 5.2.3 Enunciado da Entropia da


Permanente 135 Segunda lei 188
1 4.5.1 Formulações em Regime Permanente dos 5.2.4 Resumo da Segunda Lei 188
1 Balanços das Taxas de Massa e de Energia 135 5.3 Identificando Irreversibilidades 188
1 4.5.2 Considerações sobre a Modelagem de Volumes 5.3.1 Processos Irreversíveis 188
de Controle em Regime Permanente 136
~ 5.3.2 Demonstrando a Irreversibilidade 189
1 4.6 Bocais e Difusores 137 5.3.3 Processos Reversíveis 190
4.6.1 Considerações sobre a Modelagem de Bocais e 5.3.4 Processos Internamente Reversíveis 191
1 Difusores 137 5.4 Interpretando o Enunciado de
1 4.6.2 Aplicação para um Bocal de Vapor 137 Kelvin-Planck 192
1 4.7 Turbinas 139 5.5 Aplicando a Segunda Lei a Ciclos

'
1
1
4.7.1 Considerações sobre a Modelagem de Turbinas o
Vapor e a Gás 140
4.7.2 Aplicação para uma Turbina a Vapor 140
Termodinâmicos 193
5.6 Aspectos da Segunda Lei de Ciclos
de Potência Interagindo com Dois
4.8 Compressores e Bombas 141

l 4.8.1 Considerações sobre a Modelagem de


Compressores e Bombas 142
4.8.2 Aplicações para um Compressor de Ar e um
Reservatórios 193
5.6.1 Limite da Eficiência Térmica 193
5.6.2 Corolários da Segunda Lei para Ciclos de
Potência 194
1 Sistema de Bombeamento 142
5.7 Aspectos da Segunda Lei Relativos aos Ciclos
4.8.3 Sistemas de Armazenamento de Energia
1 de Refrigeração e Bomba de Calor Interagindo
por meio de Bombagem Hídrica e Ar
Comprimido 145 com Dois Reservatórios 195
5.7.1 Limites dos Coeficientes de Desempenho 195
4.9 Trocadores de Calor 146
1 4.9.1 Considerações sobre a Modelagem de Trocadores
de Calor 147
5.7.2 Corolários da Segunda Lei para Ciclos de
Refrigeração e Bomba de Calor 196
4.9.2 Aplicações para um Condensador de uma
5.8 As Escalas de Temperatura Kelvin e
lnstalaçãó de Potência e o Resfriamento de um Internacional 197
Computador 148 5.8.1 A Escala Kelvin 197
4.10 Dispositivos de Estrangulamento 150 5.8.2 O Termômetro de Gós 198
4.10.1 Considerações sobre a Modelagem de 5.8.3 Escala Internacional de Temperatura 199
Dispositivos de Estrangulamento 151 5.9 Medidas de Desempenho Máximo para Ciclos
4.10.2 Usando um Calorímetro de Estrangulamento Operando entre Dois Reservatórios 200
para Determinar o Título 151 5.9.1 Ciclos de Potência 200
4.11 Integração de Sistemas 152 5.9.2 Ciclos de Refrigeração e Bomba de Calor 201

4.12 Análise Transiente 155 5.10 Ciclo de Carnot 203


4.12.1 Balanço de Massa na Análise Transiente 155 5.10.1 Ciclo de Potência de Carnot 204
4.12.2 Balanço de Energia na Análise Transiente 156 5.10.2 Ciclos de Refrigeração e Bomba de Calor de
4.12.3 Aplicações da Análise Transiente 156 Carnot 205
5.10.3 Resumo do Ciclo de Carnot 205
Resumo do Capítulo e Guia de Estudos 163
5.11 A Desigualdade de Clausius 205
5 A Segunda Lei da Termodinâmica 183 Resumo do Capítulo e Guia de Estudos 207

5.1 Introduzindo a Segunda Lei 184


~.-- .6 Utilizando a Entropia 219
5.1.1 Estimulando o Uso da Segunda Lei 184
5.1.2 Oportunidadespora Desenvolver Trabalho 185 6.1 Entropia- Uma Propriedade do Sistema 220
5.1.3 Aspectos da Segunda Lei 185 6.1.1 Definindo a Variação de Entropia 220

5.2 Enunciados da Segunda Lei l86 6.1.2 Avaliando a Entropia 221


5.2.1 Enunciado de C/ausius da Segunda Lei 186 6.1.3 Entropia e Probabilidade 221
s.2.2 Enunciado de Kelvin-Planck da 6.2 Obtendo Valores de Entropia 221
Segunda lei 186 6.2.1 Valores paro Vapor Superaquecido 221
xii StJmário

6.2.2 Valores de Saturação 221 6.12.2 Eficiência lsentrópica de Bocais 254


6.2.3 Valores para Líquidos 222 6.12.3 Eficiência lsentrópica de Compressores e
6.2.4 Determinação por Computador 222 Bombas 256
6.2.5 Utilizando Gráficos de Entropia 222 6.13 Calor e Trabalho em Processos Internamente
6.3 Utilizando as Equações T dS 223 Reversíveis em Regime Permanente 258
6.4 Variação de Entropia para uma Substância 6.13.1 Calor Transferido 258
Incompressível 225 6.13.2 Trabalho 258
6.13.3 Trabalho em Processos Politrópicos 259
6.5 Variação de Entropia de um Gás Ideal 225
6.5.1 Utilizando Tabelas de Gás Ideal 226 Resumo do Capítulo e Guia de Estudos 261
6.5.2 Assumindo Calores Especificas Constantes 227
6.5.3 Determinaçiio por Código Computacional 227 7 Análise da Exergia 281
6.6 Variação de Entropia em Processos 7.1 Apresentação da Exergia 282
1nternamente Reversíveis 228 7.2 Conceituação de Exergia 282
6.6.1 Área Representativo da Transferência de 7.2.1 Ambiente e Estado Morto 283
Calor 228
7.2.2 Definição de Exergia 283
6.6.2 Aplicação do Ciclo de Carnot 228
7.3 Exergia de um Sistema 284
6.6.3 Trabalho e Transferência de Calarem um
Processo Internamente Reversível de 7.3.1 Aspectos da Exergia 285
Água 229 7.3.2 Exergia Específica 286
6.7 Balanço de Entropia para Sistemas 7.3.3 Variação de Exergia 288
Fechados 230 7.4 Balanço de Exergia para Sistemas
6.7.1 Interpretando o Balanço de Entropia para um Fechados 288
Sistema Fechado 231 7.4.1 Apresentação de Balanço de Exergia para um
6.7.2 Avaliando Geração e Transferência de Sistema Fechado 288
Entropia 232 7.4.2 Balanço da Taxa de Exergia para Sistemas
6.7.3 Aplicações do Balanço de Entropia para um Fechados 292
Sistema Fechado 232 7.43 Destruição e Perda de Exergia 292
6.7.4 Balanço da Taxa de Entropia para Sistemas 7.4.4 Balancete de Exergia 294
Fechados 235
7.5 Balanço da Taxa de Exergia para Volumes de
6.8 Sentido dos Processos· 237 Controle em Regime Permanente 296
6.8.1 Princípio do Aumento de Entropia 237 7.5.1 Comparação entre Energia e Exergia
6.8.2 Interpretação Estatística da Entropia 239 para Volumes de Controle em Regime
6.9 Balanço da Taxa de Entropia para Volumes de Permanente 297
Controle 240 7.5.2 Avaliação da Destruição de Exergia em Volumes
de Controle em Regime Permanente 298
6.10 Balanços de Taxas para Volumes de Controle
7.5.3 Balancete de Exergia para Volumes de Controle
em Regime Permanente 241
em Regime Permanente 302
6.10.1 Volumes de Controle com uma Entrada e uma
Saída em Regime Permanente 241 7.6 Eficiência Exergética (Eficiência da
6.10.L Aplicações dos Balanços de Taxas a Segunda Lei) 305
Volumes de Controle em Regime 7.6.1 Adequação do Uso Final à Fonte 305
Permanente 242 7.6.2 Eficiências Exergéticas de Componentes
6.11 Processos lsentrópicos 247 Usuais 307

6.11.1 Considerações Gerais 247 7.6.3 Uso das Eficiências Exergéticas 309
6.11.2 Utillzando o Modelo de Gás Ideal 247 7.7 Termoeconomia 310
G.11.3 Ilustrações: Processos /sentrópicos 7.7.1 Custo 310
doAr 249 7.7.2 Utilizaçiio de Exergia em Projetos 310
6.12 Eficiências lsentrópicas de Turbinas, Bocais, 7.7.3 Custo da Exergio em um Sistema de
Compressores e Bombas 252 Cogeraçõo 312
6.12.1 Eficiência lsentrópica de Turbinas 252 Resumo do Capítulo e Guia de Estudos 316
Sumário xiii

405
8 Sistemas de Potência a Vapor 335
9.6.2 Ciclo de Ar-Padrão Ideal Brayton
9.6.3 Considerando Irreversibilidades e Perdas nas
Introdução à Geração de Potência 336 Turbinas a Gás 409

Sistemas de Potência a Vapor 339 9.7 Turbinas a Gás Regenerativas 412


8.1 Introdução às Usinas de Potência a 9.8 Turbinas a Gás Regenerativas com
Vapor 339 Reaquecimento e Inter-resfriamento 415
8.2 O Ciclo de Rankine 342 9.8.1 Turbinas a Gás com Reaquecimento 415
8.2.1 Modelagem do Ciclo de Rankine 342
9.8.2 Compressão com Inter-resfriamento 417
8.2.2 Ciclo Ideal de Rankine 344
9.8.3 Reaquecimento e Inter-resfriamento 420
8.2.3 Efeitos das Pressões da Caldeira e do 9.8.4 Ciclos Ericsson e Stirling 423
Condensador no Ciclo de Rankine 348 9.9 Ciclos Combinados Baseados em Turbinas
8.2.4 Principais Perdas e frreversibilidades 349 a Gás 425
8.3 Melhoria do Desempenho - 9.9.1 Ciclo de Potência Combinado de Turbina o Gás e
Superaquecimento, Reaquecimento e a Vapor 425
Ciclo Supercrítico 353 9.9.2 Cogeração 430

8.4 Melhoria do Desempenho - Ciclo de 9.10 Instalações de Potência com Gaseificação


Potência a Vapor Regenerativo 358 Integrada ao Ciclo Combinado 431
8.4.1 Aquecedores de Água de Alimentação 9.11 Turbinas a Gás para Propulsão de
Abertos 358 Aeronaves 432
8.4.2 Aquecedores de Água de Alimentação Resumo do Capítulo e Guia de Estudos 450
Fechados 361
8.4. 3 Aquecedores de Água de Alimentação
Considerando o Escoamento Compressível
Múltiplos 363 através de Bocais e Difusores 436
8.5 Outros Aspectos do Ciclo de Potência a 9.12 Conceitos Preliminares do Escoamento
Vapor 366 Compressível 436
8.5.1 Fluido de Trabalho 366 9.12.1 Equação da Quantidade de Movimento
para Escoamento Permanente
8.5.2 Cogeração 367
uh/dimensional 436
8.5.3 Captura e Armazenamento de Carbono 368
9.12.2 Velocidade do Som e Número de Mach 437
8.6 Estudo de Caso: Considerações sobre
9.12.3 Determinação de Propriedades no Estado de
a Exergia de uma Planta de Potência a Estagnação 439
Vapor 369 9.13 Análise do Escoamento Unidimensional
Resumo do Capítulo e Guia de Estudos 375 Permanente em Bocais e Difusores 439
Efeitos da Variação de Área em Escoamentos
9 Sistemas de Potência a Gás 389
9.13.1
Subsônicos e Supersônicos 439
Considerando Motores de Combustão 9.13.2 Efeitos da Pressão a Jusante sobre a Vazão
Interna 390 Mássico 441
9.13.3 Escoamento através de um Choque
9.1 Apresentação da Terminologia do
Normal 443
Motor 390
9.14 Escoamento de Gases Ideais com Calores
9.2 Ciclo de Ar-Padrão Otto 392 Específicos Constantes em Bocais e
9.3 Ciclo de Ar-Padrão Diesel 396 Difusores 444
9.4 Ciclo de Ar-Padrão Dual 399 9.14.1 Funçôes de Escoamento fsentrópico 444

Considerando as Instalações de Potência com 9.14.2 Funçôes de Choque Normal 447


Turbinas a Gás 402
9.5 Modelando Instalações de Potência com
1 O Sistemas de Refrigeração e de Bombas
de Calor 467
Turbinas a Gás 402
9.6 Ciclo de Ar-Padrão Brayton 403 10. 1 Sistemas de Refrigeração a Vapor 468
'.;.6.1 Calculando as Transferências de Calor e Trabalho 10.i.1 Ciclo de Refrigeração de Carnot 468
Principais 404 10.1.2 Desvios do Ciclo de Carnot 469
xiv Sumário

10.2 Análise dos Sistemas de Refrigeração por 11.5 Outras Relações Termodinâmicas 522
Compressão de Vapor 469 i1.5.1 Expansividade Volumétrica e
10.2.1 Avaliação do Trabalho e das Transferências de Compressibilidades Isotérmica e
Calor Principais 470 /sentrópica 522
io.2.2 Desempenho de Sistemas de Compressiío de ii.5.2 Relações que Envolvem Colores
Vapor Ideais 470 Espec1ficos 524
10.2.3 Desempenho dos Sistemas Reais de 11.5.3 O Coeficiente de Joule-Thomson 526
Compressiío de Vapor 472
11.6 Construção das Tabelas de Propriedades
10.2.4 O Diagrama p-h 476
Termodinâmicas 528
l0.3 Selecionando Refrigerantes 476 11.6.1 Desenvolvimento de Tabelas por Integração
10.4 Outras Aplicações dos Sistemas de Utilizando Dados da Relação p-v-Te do Calor
Compressão de Vapor 478 Específico 528
10.4.1 Armazenamento de Frio 479 11.6.2 Desenvolvimento de Tabelas Através da
10.4.2 Ciclos em Cascata 479 Diferenciação de uma Função Termodinâmico
Fundamental 529
10.4.3 Compressão Multiestágio com
Inter-Resfriamento 480 11.7 Diagramas Generalizados de Entalpia e
10.5 Refrigeração por Absorção 481 Entropia 532
10.6 Sistemas de Bombas de Calor 482 11.8 Relações p-v-T para Misturas de
10.6.1 Ciclo de Bomba de Calor de Carnot 482 Gases 537
10.6.2 Bombas de Calor por Compressão de 11.9 Análise dos Sistemas
Vapar 483 Multicomponentes 541
10.7 Sistemas de Refrigeração a Gás 485 i1.9.1 Propriedades Molares Parciais 541
10.7.1 Ciclo de Refrigeração Brayton 485 11.9.2 Potencia/ Químico 544
10.7.2 Outras Aplicações de Refrigeração
i1.9.3 Funções Termodinãmicas Fundamentais para
a Gás 489 Sistemas Multicomponentes 544
10.7.3 Ar-Condicionado Automotivo Usando Dióxido
11.9.4 Fugacidade 546
490
de Carbono
11.9.5 Solução Ideal 549
Resumo do Capítulo e Guia de Estudos 491
11.9.6 Potencia/ Químico para Soluções Ideais 549
11 Relações Termodinâmicas 501 Resumo do Capítulo e Guia de Estudos 550

Utilização das Equações de Estado 502


11.1
i1.1.1 Conceitos Introdutórios e Definições 502
12 Mistura de Gases Ideais e Aplicações
à Psicrometria 561
11.1.2 Equações de Estado com Duas
Constantes 502 Misturas de Gases Ideais: Considerações
11.i.3 Equações de Estado com Múltiplas Gerais 562
Constantes 506 12.1 Descrição da Composição da Mistura 562
11.2 Relações Matemáticas Importantes 507 12.2 Relacionando p, Ve Tpara Misturas de
11.3 Desenvolvimento de Relações entre Gases Ideais 565
Propriedades 510
12.3 Estimativa de U, H, 5 e Calores
11.3.1 Diferenciais Exatas Principais 510
Específicos 566
11.3.2 Relações entre Propriedades a partir de
12.3.1 Estimativa de Ue H 566
Diferenciais Exatas 510
12.3.2 Estimativa de c., e CP 567
11.3.3 Funções Termodinâmicas Fundamentais 514
12.3.3 Estimativa de S 567
11.4 Cálculo das Variações de Entropia, Energia
Interna e Entalpia 515 12.3.4 .Trabalhando em uma Base Mássico 567
11.4.1 Considerações sobre a Mudança 12.4 Análise de Sistemas que Envolvem
de Fase 515 Misturas 568
11.4.2 Considerações sobre Regiões 12.4.1 Processos com Misturas à Composição
Monofásicas 518 Constante 568

- - -·----------------
Sumârio xv

12.4.2 Misturando Gases Ideais 574 13.3 Determinação da Temperatura Adiabática de


Aplicações à Psicrometria 579 Chama 637
12.5 Apresentação dos Princípios da t3.3.1 Utilização de Dados Tabelados 638
Psicrometria 579 13.3.2 Utilização de Programa de Computador 638
13.3.3 Comentários Finais 640
12.5.1 Arúmido 579
72.5.2 Razão de Mistura, Umidade Relativa, Entalpia 13-4 Células de Combustível 641
de Mistura e Entropia de Mistura 580 13.4.1 Célula de Combustível de Membrana de Troca
12.5.3 Modelando o Ar Úmido em Equilíbrio com a de Prótons 642
Água Líquida 581 13.4.2 Célula de Combustível de Membrana de Troca
12.5.4 Estimativa da Temperatura de Ponto de de Prótons 643
Orvalho 582 13.5 Entropia Absoluta e a Terceira lei da
12.5.5 Estimativa da Razão de Mistura por Meio da Termodinâmica 644
Temperatura de Saturação Adiabática 586 13.5.1 Avaliação da Entropia para Sistemas
12.6 Psicrômetros: Medição das Temperaturas de Reagentes 644
Bulbo Úmido e de Bulbo Seco 588 13.5.2 Balanços de Entropia para Sistemas
12.7 Cartas Psicrométricas 589 Reagentes 645
13.5.3 Avaliação da Função de Gibbs para Sistemas
12.8 Análise de Processos de Condicionamento Reagentes 649
de Ar 590
Exergia Química 650
12.8.1 Aplicando Balanços de Massa e de Energia
aos Sistemas de Condicionamento 13.6 Conceituando a Exergia Química 650
deAr 590 13.6.1 Equações de Trabalho para Exergia
12.8.2 Condicionamento de Ar Úmido a Composição Química 652
Constante 591 13.6.2 Estimando a Exergia Química em Outros
12.8.3 Desumidificação 593 Casos 653
12.8.4 Umidificação 597 13.6.3 Comentários Finais 654
12.8.5 Resfriamento Evaporativo 599 13.7 Exergia Química-Padrão 654
12.8.6 Mistura Adiabática de Dois Fluxos de Ar 13.7.1 Exergia Química·Padrão de um
Úmido 601 Hidrocarboneto: C0 Hb 655
12.9 Torres de Resfriamento 604 13.7.2 Exergia Química-Padrão de Outras
657
Substâncias
Resumo do Capítulo e Guia de Estudos 606
13.8 Aplicando a Exergia Total 658
13 Misturas Reagentes e 13.8.1 Calculando a Exergia Total 658
Combustão 619 13.8.2 Calculando Eficiências Exergéticas de Sistemas
Reagentes 660
Fundamentos da Combustão 620 Resumo do Capítulo e Guia de Estudos 663
13.1 Introdução à Combustão 620
i3.1.1 Combustíveis 620 14 Equilíbrio de Fases e Químico 675
13.1.2 Modelagem de Arde Combustão 621
Fundamentos do Equilíbrio 676
lJ.1.3 Determinação dos Produtos de
Combustão 623 14.1 Introduzindo Critérios de Equilíbrio 676
13.1.4 Balanços de Energia e de Entropia para 14.1.1 Potencia/ Químico e Equi/ibrio 6n
Sistemas Reagentes 626 14.1.2 Estimando Potenciais Químicos 678
13.2 Conservação de Energia - Sistemas Equilíbrio Químico 679
Reagentes 627 14.2 Equação de Reação de Equilíbrio 679
lJ.2.1 Avaliação da Entalpia de Sistemas
14.2.1 Caso Introdutório 680
Reagentes 627
14.2.2 Caso Geral 680
lJ.2.2 Balanços de Energia para Sistemas
Reagentes 629 14.3 Cálculo de Composições de Equilíbrio 681
13.2.3 Enta/pia de Combustão e Poderes 14.3.1 Constante de Equilíbrio para Misturas de Gases
Caloríficos 635 Ideais 681
xvi Sumário

14.J.2 Exemplos do Cálculo de Composições de 14.6.1 Potencial Químico e Equi/1ôrio


Equilíbrio de Misturas Reagentes de Gases de Fases 698
Ideais 683
14.6.2 A Regra das Fases de Gibbs 700
14.J.3 Constante de Equilibrio para Misturas e
Soluções 688 Resumo do Capítulo e Guia de Estudos 702

14.4 Mais Exemplos da Utilização da Constante


de Equilíbrio 689 Apêndices Tabelas, Figuras e
14.4.1 Determinação da Temperatura de Equi/1ôrio de Diagramas 708
Chama 689
Índice de Tabelas em Unidades SI 708
14.4.2 Equação de van' t Hoff 693
14.4.3 Ionização 693 Índice de Tabelas em Unidades Inglesas 755
14.4.4 Reações Simultâneas 695 Índice de Figuras e Diagramas 803
Equilíbrio de Fases 697 Índice 814
14.5 Equilíbrio entre Duas Fases de uma Respostas dos Problemas Selecionados.
Substância Pura 697 Consulte o site da LTC Editora para este livro
14.6 Equilíbrio de Sistemas Multicomponentes e www.ltceditora.com.br e tenha acesso a este e
Multifásicos 698 outros conteúdos mediante cadastro.
-
.;

PRINCIPIOS DE
À

TERMODINAMICA
••.
PARA ENGENHARIA
. . SÉTIMA EDIÇÃO ·
fiui<Ju~ r_ori10 o ar e '1 agua exercem pressão, assur:to apresentado na Seção t.6. © Jeffrey Warrington/ Alamy

':iJf\JT[-:?':íO DE E!\!GEf~HARi.l\ Embora aspectos da termodinâmica tenham sido estudados desde os tempos antigos, seu
estudo formal começou nos primórdios do século XlX através da consideração relativa à capacidade de os corpos quentes
produzirem trabalho. Hoje o escopo é mais abrangente. Atualmente a termodinâmica fornece conceitos e métodos essen-
ciais para detectar questões críticas para o século XXI, tais corno o uso de combustíveis fósseis de forma mais eficaz, o
apoio a tecnologias envolvendo energia renovável e o desenvolvimento de mais combustíveis eficientes para os meios_~,.
de transporte. Tarnbérn são críticas as questões referentes às emissões de gases de efeito estufa e à poluição do ar e da
água.
A termodinàrnica é simultaneamente um ramo da física e das ciências da engenharia. O cientista está normalmente in-
teressado ern obter uma compreensão básica do comportamento físico e químico de quantidades fixas de matéria em
repouso, e utilizil os prinrípios da termodinâmica para relacionar as propriedades da matéria. Os engenheiros estão
geraln1e11te inten:>ssados crn r;c,tudar sisternas e con10 eles interagem com suas vizinhanças. Assim, para facilitar, a termo-
dinâmica abr;inge o estudo de si~. temas que admiten1 fluxo de massa, incluindo bioengenharia e sistemas biomédicos.
C1 objetivo des\e c:-ipítulo & n dP vpresentar ao leitor alguns dos conceitos e definições fundamentais usados no nosso
c•o,tucin de tt:rrn,-Jdinârnicc1 aplic;id;i à engenharia. Na maioria dos casos a <ipresentação é breve, e explicações adicionais
pud•~n1 O.e! '0'11c,:,:;Lt,11lns 1;us c;,pílulos subsequentes.
Conceitos Introdutórios
e Definições

Quando você completar o estudo deste capítulo estará apto a...


... demonstrar conhecimento de diversos conceitos fundamentais usados ao longo deste livro ... incluindo sistema fe-
chado, volume de controle, fronteira e vizinhanças, propriedade, estado, processo, a distinção entre propriedades
extensivas e intensivas, e equilíbrio .
... aplicar as unidades SI e as unidades inglesas de engenharia, incluindo as unidades para o volume específico, a pres-
são e a temperatura .
.-. trabalhar com as escalas de temperatura Kelvin, Rankine, Celsius e Fahrenheit.
... aplicar a metodologia de solução de problemas usada neste livro.

'
z Capitulo 1

~iJ~ Usando a Termodinâmica


Os engenheiro~ utilizam os princípios extraídos da termodinânüca e de outras ciências da engenharia, t<1is conio a 1ne-
ciinica dos fluidos e a tran~rnissào de calor e 1nassa, para analisar e projetar sisternas corno objetivo de atender às ne-
cessidades huinanas. Ao longo do século XX, as aplicações da ter111odinâ1nica na engenharia ajudaran1 a abrir caminho
para melhorias significati\'as na nossa qualidade de vida corn av:1nços en1 áreas imponantes, coino viagens aéreas, voos
espat:iais, transporte de superfície, ger<1ção e transniissão de eletricidade, construções coin sisteinas de aquecimento e
n:frigcração, e aperfeiçoaram as práticas n1édicas_ O a1nplo espectro de aplicações desses princípios está sugerido na
l'abela 1.1.
No século XXT, os engenheiros irão ctiar a tecnologia necessária para alcançar uin futuro sustentável. A termodiná-
inica continuará a avançar quanto ao bem-estar humano, abordando iminentes desafios sociais, devido ao del:línio das
fontes dos recursos energéticos: petróleo, gás natural, carvão e material físsil; aos efeito~ <la mudança cliinática global
e <10 au1ncn10 populacional. A vida nos Estados Unidos deverá mudar em vários aspectos importantes até 111eados do
século. Na área de uso de energia, por exc1nplo, a eletricidade terá um papel ainda tnaior do que o atua!. A Tabela L2
fornece previsões de outras alterações que especialistas dizem que serão observadas.
Se esta visão de vida de nicados do século estiver correta, será necessária a rápida evolução da nossa postura atual
de energia. Como no caso do século XX, a termodinâ1nica contribuirá significativatncntc para enfrentar os desafios do
século XXI, incluindo o uso de combustíveis fósseis de forma 1nais eficaz, o avanço da> tecnologias envolvendo energia
renová\•el c o desenvolviniento de siste1nas de transporte, de constn1ção e de prútic<is industriais 1nais eficientes cm
lermos energéticos. A Termodinâ1nica também desempenhará um papel importante na atenuação do aqueci1nento glo-
bal, da poluição at1nosférica e da água. Serão observadas aplicações na bioengenharia, nos sistemas de bioniédicos, e a
iinplantação da nanotecnologia. Este livro fornece as ferramentas necessárias para especialistas que trabalharn em todos
esses campos. Para os não especialistas, o livro fornece o conhecimento pan1 a to1nada de decisões que envolvani tecno-
logia relacionada à tennodinâmica - no trabalho, coino cidadãos infonna<los e corno líderes de governo e políticos.

Definindo Sistemas
Uni passo-chave inicial em qualquer análise en1 engenharia consiste em descrever de fom1a precisa o que está sendo estu-
dado. Em mecânica, se a trajetória de um corpo deve ser detenninada, nornialn1ente o priineiro passo é definir um corpo
livre e identificar todas as forças exercidas por outros corpos sobre ele. A segunda lei do 1novimento de Newton é então
aplicada. Na termodinâmica o tenno sisten1a é usado para identificar o objeto da análise, Uma vez que o sistema é definido
e as interações relevantes com os outros sistemas são identificadas, uma ou mais leis ou relações físicas são aplicada~.
sistema O sistema é tudo aquilo que desejamos estudar. Ele pode ser tão siniples como u1n corpo livre ou tão complexo coino
u1na refinaria química inteira. Podemos desejar estudar uma quantidade de matéria contida em um tanque fechado e de
paredes rígidas, ou considerar algo conto o escoamento de gás natural cm um gasoduto. A composição da matéria dentro
de um sistema pode ser fixa ou variar em função de reações químicas ou nucleares. A forma ou o volume do sistema que
está sendo analisado não é necessaria1nente constante, como no caso de u1n gás no interior de um cilindro comprimido
por um pistão ou quando um balão é inflado.
vizinhanças Tudo o que é externo ao sistema é considerado pane das vizinhanças do sistema. O sistema é distinguido de suas vizi-'
fronteira nhanças pnr uma fronteira especificada, que pode estar em repouso ou em movin1ento. Você verá que as interações entre ffil
o sistema e suas vizinhanças, que ocorren1 ao longo da fronteira, representam uma parte importante na termodinâmica
aplicada à engenharia.
Dois tipos básicos de siste1na são estudados neste livro. Eles são denominados, respectivan1enle, sistc111as fechados e
1•0!11111es de controle. Um sistc1na fechado refere-se a uma quantidade fixa de 1natéria, enquanto um volume de cnntrole
é uma região do espaço atr<1vés da qual pode ocorrer fluxo de massa. O tenno 1nassa de
co11trole é usado algumas vezes no lugar de siste1na fechado, e o terrno siste111a aberro
é usado cotno alternativ:i para volu1ne de controle. Quando os tern1os 111assa de controle
---,_, --- e volunte de controle são usados, a fronteira do sistema é frequente1nente cham~ida de
Gás --· Frontcirn
s11perffcie de CO/llrole.

1.2. l 1 Sistemas Fechados


@ ·------------
sistemr. lJm sistema fe(hado é definido quando uma deterniinada quantidade de matéria encontra-
f<:>:hi\'~" se etn estudo. Utn sistema fechado sempre conté111 a n1esn1a quantidade de rnatéria. Não
pode ocorrer fluxo de niassa através de suas fronteiras. Uin tipo especial de sistema
sist«m~ isolado fechado que não interage de tnodo algun1 com suas vizinhançus é dcnominadn sistema
isolado.
A Fig. l. l mostra uni gás ein um conjunto cilindro-pistão. Quando as válvulas estão
fechadas podenios considerar o gás conio um sistcn1a fechado. A fronteira cncontr<1-se
so1nente no interior das paredes do cilindro e do pistão, como niostram as linhas trace-
1
;;' jath1s na figura. Con10 a fronteira entre o gás e o pistão se rnove l:Offi o pistão, o volun1c
~-ig, l.'.!. Sistema fechado: do siste1na varia. Nenhunia 111assa atrave~sa essa ti·on!cira ou qualquer outra parte dn
um gás em um conjunto contorno. Se a co1nbustão ot:oner, a cornposição do si~tcrna n1uda confonnc a rni~lnra
cilintlro·pistão. inicial de con1bustível se transforn1a nos produtos da con1bus1ão.
Conceitos Introdutórios e Definições 3

Algumas Áreas de Aplicação da Termodinâmica na Engenharia


Sistemas de propulsão de aeronaves e foguetes
Sistemas alternativos de energia
Células combustiveis
Sistemas geotérmicas
Conversores magneto-hidrodinãmkos (MHO)
Geração de potência por energia térmica dos oceanos,
energia das ondas e marés
Geração de potência, aquecimento e resfriamento Painéis solares
ativados por energia solar
Dispositivos termoelétricas e termo iônicos
.. Turbinas eólicas
Motores de automóveis
Aplicações na bioengenharia
Aplicações biomédicas
Sistemas de combustão
Compressores, bombas
Resfriamento de equipamentos eletrônicos
Sistemas criogénicos, separação e liquefação de gases
Usinas de força movidas a combustível fóssil e nuclear Superfícies com
Sistemas de aquecimento, ventilação e ar-condidonado revestimento com
Refrigeração por absorção e bombas de calor controle térmico
Refrigeração por compressão de vapor e bombas de ca!or
Estaçào Espacial lntcmacional
Turbinas a gãs e a vapor
Produção de potência
Propulsão

Charniné
Gerador de vapor

.:1 Corrente
elétrica
'

'
Carvão Torre de
resfriamento
Cinza

Refrigerada Termoelétrica Motor de auto1nóvcl

Entrada de
con\bustívcl C5mara de
combustão
Compressor Turbina
1

de ar
gases quentes

Motor lurbojato Aplicaçfie, biomédicas


4 Capítulo 1

, .TABELA 1,2'"
Previsões para a Vida nos Estados Unidos em 2050
Com relação à caso
,.. As tasas são construídas de modo a reduzir as necessidades de aquecimento e refrigeração.
,.. As casas possuem sisten\as de monitoramento eletrônico e regulagem do uso de energia.
,.. Os eletrodomésticos e sistemas com aquecimento e ar.condicionado são mais eficientes em termos energéticos.
,.. O uso da energia solar para o aquecimento do espaço e da água é comum.
,.. Mais alimentos são produzidos localmente.
Com relação ao transporte
,.. A versão plug·in de veículos híbridos e veículos totalmente elétricos dominam.
,.. Os veículos híbridos utilizam principalmente os biocombustiveis.
,.. O uso de transportes públicos dentro e entre as cidades ê comum.
,.. Um sistema ferroviãrio de passageiros ampliado é amplamerite utilizado.
Com relação aa estilo de vida
,... As práticas de utilização da energia de forma eficiente são utilizadas em toda a sociedade.
,.. A reciclagem é amplamente praticada, incluindo a reciclagen1 da água.
,.. O ensino à distância é comum na maioria dos níveis de ensino.
,.. A telecomutação e as teleconferências constituem a norma.
,... A Internet é predominantemente usada para consun10 e comércio de negócios.
Com relação à geração de energia
,.. A eletricidade desempenha um papel maior na sociedade.
,... A energia eólica, solar e outras tecnologias renovávels contribuem com uma parcela significativa das necessidades de
eletricidade da nação.
,.. Uma mistura de usinas convencionais de energia movidas a combustíveis fósseis e usinas de energia nuclear represen-
tam uma menor, mas ainda significativa, parcela das necessidades de eletricidade da nação.
,... Uma rede nacional inteligente e segura de transmissão de energia se estabelece.

1.2.2 \Volumes de Controle

Na.~ seções subsequentes deste livro, as análises tennodinâmicas serão realizadas em dispositivos como turbinas e bom-
bas através das quais a massa flui. Essas análises podein ser conduzidas. a princípio, estudando-se u1na certa quantidade
de matéria, u1n sistema fechado, à medida que ela passa através do dispositivo. No entanto, em vez da análise anterior,
na n1aioria dos casos é mais simples pensar em tennos de uma certa região do espaço através da qual há fluxo de massa.
volume de Nessa abordagem, estuda-se uina região delimitada por uma fronteira prescrita. Essa região é chainada de volume de
controle controle. A massa pode cruzar a fronteira de um volume de controle.
A Fig. l .2a mostra o diagrama de uma máquina. As linhas tracejadas definem o volume de controle que envolve a
n1áquina. Observe que ar, combustível e gases de exaustão atravessa1n a fronteira. Un1 esquema como o da Fig. 1.2b
usualmente é suficiente para a análise de engenharia.

BIOCONEXÕES Os seres vivos e seus órgãos podem ser estudados como volumes de controle. Para o animal dé estimação mos-
trado na Fig.1.3a, ar, comida e bebida são essenciais para manter a vida e as atividades que entram através da fronteira, e para
a saída dos produtos que não serão utilizados. Um esquema como o da Fig. 1.3b pode ser suficiente para uma análise biológica.
Órgãos particulares, como o coração, também podem ser estudados como volumes de controle. Conforme está ilustrado na Fig. 1.4, as
plantas podem ser estudadas sob o ponto de vista de um volume de controle. A radiação solar é usada para a produção de substâncias
químicas essenciais nas plantas por meio da fotossíntese. Durante a fotossíntese as plantas retiram dióxido de carbono da atmosfera e
liberam o:i1igênio para a mesma. As plantas também absorvem água e nutrientes através de suas raízes.

Eixo de Entrada de ar
~transmissão
~ ~ Saída dos gai;es
.?, de cx;iustão Enlradu de
Entrnda tlc irc-~-c-=-~-c-=-~'~~~"'o-e-"' comhustivd
Pco111huslivel 1 <!---

~
l 1
1 -~ Eixode
i~ 1rnns111issâo
:'-~-~-~-=-~-º·-=-~-~~==~
= Ji1 Saidadosgas.::s
tle cxat1>tão
Fig. 1.2 Exemplo de um
rront.::11 a 1superf1uc de· conl! ok) - "',,:;::::;:;::;::-------r:,.. volume de (On!role (sistema
F1o>Llleira (,;11pe1 fíde de conliolc) <iberto). Um motor de
(aJ (b) automóvel.
Conceitos Introdutórios e Definições s


""""'",$~
lngcsr;to
C0 2, outros gases
1..:omida. hcbiJaj

___ J!"'__ ~olar


co~. outros gases
! \.

!ngc.<;tão
r>'"J ____ "
_J.,,_'i'~ 1
----1
1
1
1 Fronrcira
{comida, bebida) 1 ~ !-- Fronteira
1 . • 1 ,.<'·. 1
i Si;lcma circul<1tório !'<;~-',
1
l _, __ -t-__ ] 1 (~upcu1c1c I
de controle):
L

Rins
Tecidos 1
do corpo 1
Excreção 1 1

1
(produtos 1
; Corn..,ão I 1
inaprovcicadosJ '- -------E~-----~
Excreção Excreção
!._, -1i ---/ '
(co1nida não digerida) (urina) '-?"-- ---!:':=~,--­
~) w ! 120. nuncrais
Fig.1.3 Exemplo de um volume de controle (sistema aberto) em biologia. fig. 1.4 Exemplo de um volume de controle
(sistema aberto) em botânica.

1.2.3 0elecionando a Fronteira do Sistema

É essencial que a fr0ntcira do sistema seja cuidadosan1ente delineada antes do procedimento da análise tcrmodinârnica.
Entretanto, o mesmo fenômeno físico frequentemente pode ser analisado com escolhas alternativas do sisten1a, fronteira
e vizinhanças. A escolha de uma determinada fronteira que define certo sistenia depende profunda1nente da conveniên-
cia que essa escolha proporciona à análise subsequente.
Em geral, a escolha da fronteira de um siste1na é detenninada por duas conslderaçôes: (1) o que é conhecido sobre o
possível sistema, particularmente nas suas fronteiras, e (2) o objetivo da análise.
t - POR EXEMPLO A Fig. l .5 n1ostra um esboço de um compressor de ar conectado a um tanque de arn1azenamento.
A fronteira do sistema mostrado na figura engloba o compressor, o tanque e toda a tubulação. Essa fronteira poderia ser
selecionada se a corrente elétrica de alimentação fosse conhecida e o objetivo da análise fosse detenninar quanto tempo
o compressor deve operar até que a pressão no tanque alcance um valor especificado. Como a massa atravessa a fron- "l1pos_de_
Sistemas
teira, o sisten1a pode ser um volun1e de controle. Um volume de controle englobando apenas o eotnpressor poderia ser
A.1-Abasa,
escolhido se a condição de entrada e saída de ar do compressor fosse conhecida e o objetivo fosse detemlinar a potência
elétrica de acionatnento. - -oi <lf -<Ili ·----...,.
"º G1'

e Descrevendo Sistemas e Seus


Comportamentos
TO_ME NOTA ...
Animações rcforç.;im muitas
das apresentaçilesdo texto.
Você pode visuali?.ar estas
animações. consultando
o mat:e.rial suplementar de'5te
livro no 5fte da LTC Edi-cora
Os engenheiros estão interessados em estudar siste1nas e como eles intcragen1 com suas vizinhanças.
Nesta seção, introduziremos diversos termos e conceitos usados par<i descrever sistemas e como eles
As anlmaçiles e~n:Jo
indicad.35 em conteúdos
1
se comportam. e5pecificos. a traves de um
ícone na margem_
O primeiro desses ícone5

A'
ap;irece imediat.omente ab<'liXO.
Neste exemplo, o titulo '1
Tipos_de_Sistemas refere-se f!
;10 conteúdo do texl;o.
,--------------------------- -- - ' enquant:o A.1-Abas a, b & e t-
' referem-5eil animaçilo f
especiflr:a(A.1)oasabas j·
(Abas a, b &e) da anirn.1ção )
recomendada para .1 I
visualizaçiio para melhorar
Tanque ~; ' a sua compreensilo.
Con1prcs~or de ar 1'
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fig. 1.5 Compressor de ar e tanque de armazenamento.


6 Capítulo 1

1.3.1 1 Pontos de Vista Macroscõpico e Microscõpico da Termodinâmica


()s sis1cmas podcn1 ser estudados sob o ponto di! vista n1acroscópico ou 1nicroscópico. A abor<lagl!1n 1nacroscópica
da tcnnodinâ1nicii está preocupada co1n o con1porta1ncnto geral ou global. lsso algun1as vczc.~ é cha1nado de 1errno-
dinân1ica clâ.1·sica. Nenhun1 n1odelo da estru1ura da matéria cn1 níveis 111olecular. atón1ico e subatômico é utilizado
dirctan1cntc na tcrmodiniimica clássic<c Embora o comportamento dos sis1en1as seja afetado pela cs1rutun1 n1olecular,
a tcrn1odiniin1ica clássica pern1ite que imponantes aspectos do con1porta1nen10 de um sisten1a sejam avalii.i<los par1indo
da observaçiio do sístcn1a global.
A ahordagrm n1icroscópica da tern1odinârnlca, conhecida como tenuodiniin1ica csta1ú·1ica, se preocupa diretan1entt·
con1 a estrutura da n1atêria. O objetivo da terrnodinâniica estatí~tica é caracterizar por n1cios estatfaticos o con1portan1en-
to médio da~ partículas que con1põen1 o sistenia de interesse e relacionar l:"ssa inforn1ação com o co1nportan1ento 1na-
croscópico observado do siste111a. Para aplicações envolvendo lasers, pla.~n1as, escoamento de gases cm alta velocidade,
cinética quí1nica, ten1peraturas extrcn1amente baixas (criogenia) e outras, os rnétodos da tennodinâmic;1 estatística são
essenciais. A abordagcn1 1nicro~cópica é utilizada neste livro para interpretar a energia interna no Cap. 2 e a entropia
no Cap. 6. A!én1 disso, confonne é mencionado no (~ap. 3, a abordnge1n tnicroscópicn exerce um pape! fundarnental no
Jescnvolvi1nento de certos dados, con10, por excniplo, os calores csper:(ficos de gases ideais.
Para uma vasta g<in1a de aplicações na engenharia, a tennodinân1ica clássica não apenas fornece uma abordage1n con-
sideravelmente n1ais direta para a análise e o projeto, roas tarnbé1n requer n1enor co111plexidade maternática. Por essas
r11zões, o ponto de vis111 macroscópico é o adotado neste livro. Fin.:1lmente, efeitos relativísticos não são significativos
para os sisternas considerados neste livro.

1.3.2 \_Propriedade, Estado e Processo


Para descrever urn sisten1a e prever seu comportan1cnto é necessário o conhccin1ento de suas propriedades e di: como
propriedade estas propriedades estão relacionadas. Uma propriedade é uma característica macroscópica de um sistema, tal corno
inassa, voiu1ne, energia, pressão e temperatura, para as quais um valor numérico pode ser atribuído etn unl dado tempo
sem o conhecimento do comportamento prévio (história) do sisterna.
estado A palavra estado refere-se à condição de um siste1na como descrito por su11s propriedades, Já que existem normalmente
relações entre as propriedades de um sistema, com frequência o estado pode ser especificado fornecendo-se os valores de
uni subconjunto dessas propriedades. Todas as outras propriedades podeni ser detenninadas a partir desse subconjunto.
processo Quando qualquer uma das propriedades de um sistema é alterada, ocorre uma n1udança de estado e diz-se que o sis-
tema percorreu um processo. Um processo é uma traosfonnação de ucn estado a outro. Entretanto, se uni sistema exibe
regime o mesmo valor de suas propriedades em dois tempos distintos ele está no mesmo estado nesses tempos, U1n sistema é
permanente dito ern regime permanente se nenhunia de suas propriedades varia com o tempo.
Prop_Estado_
Muitas propriedades são consideradas no decorrer de nosso estudo sobre tennodinâmica aplicada à engenharia. A
Processo tennodinãniica ta1nbém trata de grandezas que não são propriedades, como taxas de'vazões mássicas e transferência de
energia por trabalho e calor. Exemplos adicionais de grandezas que não são propriedades são fornecidos nos capftulos
~ subsequentes. Unia maneira de distinguir propriedades de niio prop1iedades pode ser encontrada no boxe a seguir.

1.3.3 \?ropriedades Extensivas e Intensivas


As propriedades tem1odinãmicas podem ser classificadas em duas cla.~ses gerais: exten.~ivas e intensivas. Uma propriedade
propriedade é chamada extensiva se seu valor para o sistema como um todo é a soma de seus valores para as partes nas quais o sistema é
extensiva dividido. Massa, volume, energia e muitas outras propriedades, que serão apresentadas posterionnente, são extensivas. As
propriedades extensivas dependem do tamanho ou da extensão de ucn sisterna. As propriedades extensivas de uni sistema
podem variar com o tempo, e muitas análises termodinânticas consistem basicamente em avaliar cuidadosamente a~ varia-
ções de propriedades extensivas, tais corno massa e energia, 11 n1edida que um sistema interage con1 suas vizinhanças.
propriedade Propriedades intensivas não são aditivas no sentido considerado anteriorn1ente. Seus valores são independentes do ta-
intensiva 1nanho ou da extensão de u1n sistema, e podem variar de local para local no interior de uni sistema em qualquer 1nornen-
to. Assirn. proprieda<les intensivas podem ser funções da posição e do tempo, cnqu;into propriedades extcn~ivas pode1n
variar so1nente coni o tempo. O volurne específico (Seção l .5), a pressão e a ten1pernlura sào propriedades intensivas
i1nponantes; n1uitas nutras propriedades intensivas serão introduzidas ern C<tpítulos subsequentes.
,..:'.PQR.EXEMP.là para ilusLr<tr "diferença entre propried<!des intensivas e extensivas, considere tuna porçfio <le n1a-
têria con1 ten1peratura u11iforn1e e in1aglnc que ela ê composta de v.:irins p_artes, c:omo ilustrado na Fig. ! .6. A 1nassa do
Propriedades_
Ext_lnt conjunto é a son1a das 1nassns das paites, e o volume total é a sorna dos volurnes das partes. No cntunto. a temperatura
___ A.3 - Aba a do todo não é a sotna da ternperatura das partes; é <t n1esn1a para cada pane. A n1assa e o volutne são propriedades ex-
tw1-- tensivas, 1nas a tetnperatura é uma propriedade intensiva. -"' -<lll

~ (a)
Ffg. 1.6 Figura utilizada para discutir os
(Onceitos de propriedades extensivas e
intensivas.

·-------------------------
Conceitos lntrodutôrios e Definiçôe~ 7

Distinguindo Propriedades de Não Propriedades


Em u1n dado estado. cada propriedade possui um valor definido que pode ser atribuído sem o conhecimento de como
o sistema alcançou aquele estado. Logo, a mudança no valor de uma propriedade quarido o sisteri1a é alterado de urn
estado para outro é determinada somerite pelos dois estados extremos. e é independente do caminho particular pelo
qual a variação de estado ocorreu. Ou seja, a mudariça é independente dos detalhes do processo. Reciprocamente, se
o valor de uma grandeza é independente do processo entre dois estados, então essa grande1a corresponde ii variação
de uma propriedade. Isso fornece um teste para determinar se uma grandeza é urna propriedade: umo 9ro11deza é uma
propriedade se, e somente se, suo mudança de votar entre dois estadas é independente da processo. Segue-se que,
se o valor de uma determinada grandeza depende dos detalhes do processo e não apenas dos estados extremos, essa
grandeza não pode ser uma propriedade.

1.3.4 Equilíbrio

A termodinânilca clássica enfatiza principalmente os estados de equilíbrio e as rnudanças de uni estado de equilíbrio a
outro. Assin1, o conceito de equilíbrio é funda1nental. En1 1necânica, equilíb1io significa unia condição de estabilidade equilíbrio
mantida por uma igualdade de forças que se opôein. Em termodinâniica esse conceito é rnais abrangente, incluindo não
apenas um equilíbrio de forças, mas também u1n equilíbrio de outras influências. Cada tipo de influência refere-se a
uin aspecto particular ou geral do equilíbrio termodinân1ico. Consoante com esse fato, vários tipos de equilíbrio devem
existir individualmente para se estabelecer a condição de total equilíbrio; entre estes estão os equilíbrios n1ecftnico.
térmico, de fase e químico.
Os critérios para esses quatro tipos de equilíbrio serão con~idcrados en1 discussões subsequentes. Pode-se fazer um
teste para vciificar se o sistema está ein equilíbrio tennodinãmico através do seguinte procedin1ento: isole o sistema de
suas vizinbanças e aguarde por mudanças e1n suas propriedades observáveis. Se não ocorrcrcn1 mudanças, concluín1os
que o sistcn1a estava en1 equilíbrio no niomento en1 que foi isolado. Pode-se dizer que o sistema está em urn estado de estado de
equilíbrio. equilíbrio
Quando um sistema está isolado ele não pode interagir con1 suas vizinhanças; entretanto, seu estado pode mudar
con10 uma consequência de eventos espontâneos que estejam ocorrendo internamente, à medida que suas propriedades
intensivas, tais como a temperatura e a pressão, tcnda1n a valores uniformes. Quando toda~ essas mudanças cessam o
sistema está em equilíbrio. No equilíbrio a 1emperatura é unlforrne ao longo do sistema. 'fa1nbén1 a pressão pode ser
considerada uniforme, desde que o efeito da gravidade não seja significativo; caso contrário, pode existir uma variação
de pressão, como em uma coluna vertical de líquido.
Não há exigência de que um sistema que passa por uni processo esteja ern equilíbrio durante o processo. Alguns ou
todos os estados intermediários podem ser estados de não equilíbrio. Para muitos desses processos estamns limitados ao
conhecimento do estado antes de o processo ocorrer e do estado depois que o processo é completado.

Medindo Massa, Comprimento, Tempo e Força


Quando os cálculos de engenharia são efetuados é necessário preocupar-se con1 as unidades das grandezas físicas envol-
vidas. Uina unidade é uma certa quantidade de uma grandeza através da qual, por con1paração, qualquer outra grandeza
do n1esn10 tipo é medida. Por exemplo, metros, centímetros, quilôinetros, pés, polegadas e milhas são todas unidades de
co1npri1nento. De forn1a semelhante, segundos, 1ninutos choras são unidades de te111po.
Co1no as grandezas físicas estão relacionadas por 1neio de definições e !eis, urn nú111ero relativamente pequeno dessas
grandezas físicas é suficiente para conceber e mensurar todas as outras. Estas são chamadas de dilnensões prilndria.1'. As
outras sfto niensuradas em termos das di1nensões prin1árias, e são chan1adas de secundárias. Por exc1nplo, se o co1npri-
rnen10 e o tempo fossen1 considerados primários. a velocidade e a área serian1 consideradas secundárias.
Um conjunto de dimensões pri1nárias adequado para aplicações en1 111l'câ11ica consiste cm n1assa. con1primento e
le1npo. Outras din1ensões prirnárias são necessárias quando fe11ô1nenos físicos adicionais sào levados c111 consideração.
A temperatura é incluída para a termodinâmica, e <r <.:orrcnle elétrica é introduzida para aplicações que Cll\'OI ven1 eletri-
cidade.
Uma vez que uni conjunto de dimensões prin1árii1s é adotado. especifica-se unia unidade básica para cada din1ensfto unidad<i' básica
prin1ária. As unidades para todas as outras grandezas são então obtidas <l partir das unidades básicas. Vamos ilustrar
essas ideias considerando breve1nente dois sislen1as de unidades: as unidades SI e as unidades inglesas de engenharia.

1.4.1 Unidades SI

Na presente discussão va1nos analisar o sisten1a de unidades chamado SI. c1ue considera a 1n<1s~a, o cornprin1ento e o
te1npo corno dhnensões prin1árias e a força co1110 din1ensão secundária. SI é a abreviação p;ira Syslênll~ lnternational
d'Unités (Sisten1a Jnten1acional de Unidades), que é o sisten1a lcg;1hnente aceito na 1naioria dos p<tis..:~. ,.\s co11ve11~·ões
para o SI são publicad;1s e controladas por tratadns de u111'1 01~anização interna..:ional. 1\s unidades básicas do SI p;ira unidad~s
111as~a, co1nprin1cnto e tctnpo cnco11!r<1n1-se Jist;1das na Tabela 1.3 l' ~ão discutid;is no par•igral"" a Se.E;uir 1\ u11id;Hk· b~slcas dü SI
b.1sica SI p<ira a lcn1peralura é o !~elvin, K.
8 Capitulo 1

,T~BELA 1.3
Unidades para Massa, Comprimento, Tempo e Força
.i
SI Inglês
Grandeza Unidade Simbolo Unidade Sim bolo
massa quilograma kg ------··1i'b·;.;;:n:;as·sa ·· lb
comprimento
ten1po
força
metro
segundo
Newton
m

'N

segundo
libra·força
"
'ibf
(= 1 kg· mfs') (= 32,1740 lb · ftfs 2 )

A unidade básica SI de massa é o quilogra1na, kg. Ele é igual à massa de um determinado cilindro de unia.liga pla-
tina-irídio mantida pelo Escritório Internacional de Pesos e Medidas, próxin10 a Paris. A niassa-padrão para os Estados
IJnido., é mantida pelo Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia. O quilograma é a única unidade básica definida por
associação a um objeto fabricado.
A unidade básica Sf de comprimento é o metro, m, definido como o con1primen10 percorrido pela luz no vácuo
durante um intervalo de tempo especificado. A unidade básica de tempo é o segundo, s. O segundo é definido como a
duração de 9.192.631.770 ciclos da radiação associada a uma transição especificada do átomo de césio.
A unidade SI de força, denominada newton, é uma unidade secundária, definida em termos de unidades hásicas pani
massa, comprimento e ten1po. A segunda lei do movimento de Newton estabelece que a força líquida agindo em urn
corpo é proporcional ao produto da massa pela aceleração, escrito por F rx nza. O newton é definido de forma que a cons-
tante de proporcionalidade na expressão é igual à unidade. Assim, a segunda lei de Newton é expressa pela igualdade
F= ma (l.l)
O newton, N, é a força necessária para acelerar uma 1nassa de 1 quilograma a uma taxa de metro por segundo por
segundo. Utilizando a Eq. l.l
1N = {l kg){I m/s
2
) = l kg· m/s 2 (1.2)

~POR EXEMPLO parJ. ilustrar o uso das unidades SI introduzidas até aqui, vamos determinar o peso em newtons
de um objeto cuja massa é 1000 kg, em um local na superfície da Terra onde a aceleração devida à gravidade é igual
a um valor-padrão definido como 9,80665 m!s 2 . Recordando que o peso de um corpo refere-se à força da gravidade e
é calculado usando a massa do corpo, m, e a aceleração local devida à gravidade, g, partindo da Eq.
TOME NOTA... 1.1, obtemos
Observe 'J.Ue no C<ilculo da F= mg
força em newtons o fator de
convemão de unidades ti = (1000 kg){9,80665 m/s 2 ) = 9806,65 kg· n1/s 2
identificado por um par de linhas
verticais, Esse dispositivo é Esta força pode ser expressa em termos de newtons usando a Eq. 1.2 como uinfator de corrversiío de
_usad~ao longo do texto para unidades. Assim,
1dent1flcar conversões de
unidades.
F = (9806,65--,-kg·m)I
s
1N
1 kg - m/s 2
1 = 9806,65 N

Como o peso é calculado en1 termos da massa e da aceleração local devida à gravidade, o peso de um objeto pode
mudar em função do local, devido à variação da aceleração da gravidade, mas a sua massa permanece constante.
•POR EXEMPLO se o objeto considerado anteriormente estivesse na superfície de uni planeta c1n u1n local onde a
aceleração da gravidade fosse um décimo do valor usado no cálculo anterior, a niassa pern1aneceria a mesma, mas o peso
seria tnn décimo do valor calculado. -.iil -.iil

As unidades SI para outras grandezas físicas també1n são obtidas em função das unidades SI bási-
TABJ!LA 1.4 · cas. Algumas dessas unidades ocorrem tão frequenten1ente que são dados non1es e símbolos especiais,
como no caso do newton. As unidades SI para as gr<lndczas pertinentes à termodinâmica serão apre-
Prefixos das Unidades SI sentadas confom1e forem introduzidas no texto. Já que frequentemente se toma necessário trabalhar
Fator Prefixo Símbolo com valores extremamente grandes ou pequenos quando se usa o sistema SI de unidades, uni conjunto
10" tera T de prefixos-padrão encontra-se listado na Tabela 1.4, de niudo a simplificar o assunto. Por exemplo,
rn' giga G km significa quilômetro, ou seja, 10 3 m.
w' mega M
w' quilo k
1.4.2 \.Unidades Inglesas de Engenharia
rn' hecto h
10-' centi e
10·3 rnili
En1bora as unidades SI sejam um padrão mundial, atualmente muitos segmentos da coinunidade de
m
niicro
engenharia nos Estados Unidos usam regularmente algumas outras unidades. Uma grande parte do
rn ' µ
estoque de fcrran1cntus e máquinas industriais amcrican.is, be111 corno muitos dados valiosos dt: en-
10· 9 nano
10-" pico "p genharia. utili7-a outras unidades além das unidades SI. Ainda por ntuitos anos os engenheiro> nos
Estados Unidos deverão estar familiarizados con1 os v~írios sistenias de unidades.
Conceitos Introdutórios e Definições 9

Ncst•t se<;do considerare11\0S u1n ~is1c1na de unidades gcra!n1cnte utilizad<J no~ Est;1dos Unidus, dcnorniriadn sistcrna
inglês de cngcnhari<i ..<\s unidades básicas inglesas para n1assa. co1nprünento e tc1npo e~tão listada~ ua Tabela 1.3, e ~e- unidades
rão disctJtid;is nos parágrafos seguintes. As tJnidades inglesas para outras grandezas pertinentes à tenn,1dinâ111ica serão básicas inglesas
apresentadas confonne forein introdu.ddas ao longo do texto.
A unidade b;isica para o compriincnto é u pé, ft. definido cn1 tennos do metro por

J ft = 0,3048 rn (I.3)
A polegada, in, é definida en1 tern1os do pé
12in=lft
llnia polegada é igna! a 2.54 cm. Emboru unidudes co1no o minuto e a hora sejatn co1nurnen1e usadas em cngenhatia, é
conveniente selecionar o segundo co1no unidade básica de tempo para o Sistetna Inglês de Engenharia.
/\unidade básica de 1nassa no Sistema Inglês de Engenharia é a libra-massa, lb, definida ein tennos do quilograma
pm
1 lb = 0.45359237 kg (1.4)
O símbolo Jhm também pode ser usado para indicar a libra-mass;1.
U1na vez que as unidades básicas de 1nassa, con1primento e tempo do siste1na inglês de engenharia tenhan1 sido
especificadas, a unidade de força pode ser definida como para o newton, através da segunda lei de Newton, conforme
a Eq. 1.1. Sob esse ponto de vista, a unidade inglesa de força, a libra-força, lbf, é a força necessária para acelerar uma
!ibr.:i-massa de 32, 1740 ftls 2 , que é a aceler.:tçâo-padrão da gravidade. Substituindo esses valores na Eq. 1. t
llbf=(llb)(32,1740ft/s 2) =32,l740lb ·ft/s2 (1.5)
Nessa abordagem a força é considerada secundária.
A libr.1-força, lhf, não é igual à librã-massa, Jb, apresentada anterionnente. Força e 1nassa são fundamentalmente
diferentes, assi1n como suas unidades. Contudo, os dois usos da palavra "libra" poden1 causar confusão, e deve-se tomar
cuidado para evitar erros.
:..- POR EXEMPLO para ilustrar o uso dessas unidades cm um único cálculo detem1inarcmos o peso de um objeto cuja
n1assa é de 1000 lb (453,6 kg) em un1 local onde a aceleração local da gravidade é de 32,0 ftls 2 (9,7 m/s 2). Inserindo os
valores na Eq. 1. te usando a Eq. 1.5 como um fator unitário de conversão, obtemos

F = mg ~ (1000 lb)(32 'Oft)l--_!.J~!:_--1


s2 32,1740lb·ft/s2
= 994 59
'
lbf

Este cálculo ilustra que a libra-força é uma unidade de força, diferente da libra-massa, que é uma unidade de
massa. '· -<t ....: -<li

•D Volume Específico
Tres propriedades intensivas n1ensuráveis particularmente importantes na tennodinâmica aplicada à engenharia são o
volume específico, a pressão e a temperatura. O volume específico será discutido nesta seção. A pressão e a ten1peratura
serão consideradas nas Seções 1.6 e I.7, respectivamente.
Em uma perspectiva macroscópica, a descrição da matéria é simplificada quando se considera que ela é unifonne-
mente distribuída ao longo de uma região. A validade dessa idealização, conhecida como hipótese do contínuo, pode ser
inferida pelo fato de que, para uma classe extremamente ampla de fenômenos de interesse para a engenharia, o compor-
tamento da matéria obtido por essa descrição encontra-se cm confonnidade com dados medidos.
Quundo as substâncias podem ser tratadas conio meios contínuos é possível falar de suas propriedades tennodinãmi-
cas intensivas '"em uni ponto". Assim, em qualquer instante a 1nassa específica p em um ponto é definida por

li n1
P = r-v· (!!!-)
V
(1.6) Propriedades_
Ext_lnt
A.3-Abas
en1 que V' é o inenor volume no qual existe uni valor definido para essa razão. O volun1e V contém um ni.l.inero de par-
tículas suficiente para que as médias estatísticas sejam significativas. Ele é o menor volume para o qual a matéria pode
ser considerada um n1eio contínuo, e é nonnalmente pequeno o suficiente para ser considerado um "ponto". A massa
específica definida pela Eq. 1.6 pode ser descrita matematicaniente por uma função contínua da posição e do tempo.
A massa específica, ou a massa local por unidade de volume, é uma propriedade intensiva que pode variar de ponto a
ponto ein um sistc1na. Assirn, a massa associada a u1n certo volume Vé, em princípio, determinada por integração

nl = fvpdV (J.7J

e 11iio simplesmente pelo produto entre a massa específica e o volume.


O volume específico ué definido como o inverso da massa específica, u = llp. Ele é o volutne por unidade de nuissa. volume
As~irn co1no a massa específica, o volu1ne específico é uma propriedade intensiva e pode variar ponto a ponto. As uni- específi~o
dades SI para a 1nassa específica e o volutne específico são. respcctivan1ente. kg/nr~ e tn 1/kg. No entanto, elas também
;o.'ío expressas, frequcincrnen(e. por g/cin 3 e cm~/g. respectiv;1n1ence ...\s unidades ingle.~as par<1 a n1;issa específica e o
volurnc espcçífiro neste texto ~ao lb/ft' e n-~/lh, respcé:tÍ\'an1entc.
10 Capítulo l

En1 ~·ertas aplicaçücs é convc:nic11lt' expri111ir µropricUudes co1no o volurne e-;pecifico cn1 tuna base n1olar. e1n vez d,~
tnn;i ha~e 111ássiêa. (J n1ol eorrcspondc a 11ma 4uantid;1de Ue uma dctcnninada suhstància nurnerican1cnlc igual ao seu
base. mol~< pe~o 1no!ccular. N<'~te lh-ro cxpressare1nos a quanlid:ide de tuna substância c1n tuna base molar, cn1 tern1os do quiloinol
(krnol) ou da lihra-n1ol (lbn1ol1, corno for 1nai~ adequado. En1 cada caso ser;:i usado
....-v Nº l\"'lOIS
1 1n
11 = -·-· \Í.8)
,\I--,
,__... MK:.>,rl.

O nú1nero de 4uilo1nols, 11, de tllna substância é ohtido dividindn-~e a 1nassa, 111. etn quilogra1nas pc:lo peso n1ok·cnh1r,
i'VJ, cm kg/krnul. Analogamen1c, o núinero de libra-1nols. 11. é obtido dividindo-se a n1assa, 1n, e1n libru-massa pelo peso
molecular,/\!/, ern lh/lb1nol. Quando 1n é dado e1n gra1nas, a Eq.l.8 foruece n cn1 gra1na-1nol, ou 1nol, para abreviar.
Recordando da 411ín1ica, sabe-se que o núrnero de 1noléculas ein urn gran1a-n1ol, dcnoininado nú1nt:ro de Avogadro, é
6,022 x l 0" 1. As cl'ahelas A-\ e f\-1 E, do .A..pén<licc, fornece111 os pesos 1nolcculares de diversas substâncias.
Para assinalar que u1na propriedade está c1n base molar, unia barra é utilizada aciina <lo símbolo. Assin1, i.r significa
volume por knio! ou por lbn1ol, conforme o ca~o. Neste texto, as unidades usadas para li são n1 3/kinol e ft 3/lbn101. Com
base na F,q. 1.8, a relação entre li e v é

U=Mv (1.9)

na qual M é o peso n10Jecular en1 kglkrnol ou Jb/Jb1nol, confonnc o caso.

Cflt Pressão
A seguir, apreseHtaremos o conceito de pres~ão sob o ponto de vista do contínuo. Vamos iniciar considerando unia
pequena área A associada a um ponto e1n um fluido e1n repouso. O fluido cm um lado dessa área exerce u1na força
compressiva que é nonnal à área, Jioonnal· U1na força igual, mas cm sentido contrário, é exercida sobre a área pelo fluido
pressão situado no outro lado. Para um íluido cm repouso não existe1n outras forças além dessas agindo nessa área. A pressão p
no ponto especificado é definida con10 o li1ni1e

Propriedades_
Ext_lnt /J = \. (F""-"')
lffi
A~A·
·--
A
(1.10)
~A.3-Abad..
no qual A' é a área no ''ponto" co1n a n1csrna percepção de limite usada na definição de massa específica.

Grandes Esperanças para a Nanotecnologia··- -- ·· · ·· -- · ·- · - · ·· ·· ·· ·· ·· · -- ·- ·- ·· · ·- · ··· · ·-··- ··


A nanociência é o estudo das moléculas e estruturas aplicada, devido às interações entre os átomos em consideração.
moleculares, chamadas nanoestruturas, tendo uma ou Também, nessas escalas, a natureza do fenõmeno físico tal corno
mais dimensões menores do que cerca de 100 nanô- um fluxo corrente pode depender de forma exp!ícita do tamanho físi-
metros. Um nanõmetro é um bilionésimo do metro: 1 nm = 10-9 m. co dos dispositivos. Depois de muitos anos de frutíferas pesquisas a
Para alcançar esse nível de pequenez uma pilha de 10 átomos de nanotecnologia está agora pronta para fornecer novos produtos com
hidrogênio teria a altura de 1 nm, enquanto o cabelo humano possui uma ampla gama de utilização, incluindo dispositivos implantáveis
um diâmetro de cerca de 50.000 nm. Nanotecnologia é a engenha- de quimioterapia, biossensores para a detecção da glicose em dia-
ria da nanoestrutura em produtos úteis. Na escala relativa à nano- béticos, dispositivos eletrônicos modernos, novas tecnologias de
tecnologia o comportamento pode diferir das nossas expectativas conversão de energia e 'materiais inteligentes', corno, por exemplo,
macroscópicas. Por exemplo, a média usada para atribuir valores a tecidos que permitem que vapor de água escape enquanto a água
propriedades e1n um ponto no modelo contínuo nào pode mais ser líquida é conservada.

Se a área A' estives~-e associad;1 :t nov;is orien lações oriundas da rotação no ponto consid<:rt1do e se ;1 pressão fosse de-
tenninada para cada nova orientaçüo, iría1nos concluir que a pressi'io no ponto seria a 1nesn1a ern todas as direções, desde
que o.fluido esteja c1n repouso. Isso é unia consequência do equilíbrio de fon,:as en1 um elemento de volume circundando
o ponto. No entanto, a pressfiu pode variar de ponto a ponto em um fluido estático: exe1nplos são a variaçi'io da pressão
atmosférica con1 a altura eu viiriação da pressão coni a profundidade de oceanos, l11gos e nutros corpos d'água.
Considere. en1 .~eguida, uni fluido ein n1ovin1ento. Nesse caso. a força exercida sobre uma área as~ociada a um ponto
do fluido pode ser detenninada cm função de três con1puncn1cs n1utuamente pcrpendicuhires: un1 norn1al il área e dois
no plano da área. Quando expressos c1n tennos de u1na área unitária, a cun1punente normal à área é cha1nada de ten~iio
nur111af, e os dois componentes no plano da úrca são denon1inados 1e11.1·õ1.'.1· ci.w11/u111tcs. As n1agni1udes dessas tensões
gera!111en1e varia1n de aCõrdo cotn a orientação da árt:a. O estado de lt:nsão em u1n fluido en1 movimento é uni tópico
que normaln1ente é tn\l;ido em detalhes en1111ecâ11ico dos fluidos. A diferença entre u1na tensão nonnal e a pressão, que
setia a tensão nurinal caso o fluido cst1ve.-;se eu1 repouso, é nonnaln1cnie rnuito pequena. Neste livro ad1nitireinos 4ue
,1 lensào nonnal eni uni pontv t! igual <i pre~são naqucll~ punlt>. E~~a hip•}tese conduz a rcs11lcadu~ de prccisffo i.!CCittível
press~ü p<ira as ap!1c:içõc.-; lonsidcradas. O tcnno prcs:;J''· a não ~er que seja :1Jir1n:tdo algo eni cont1·ário, refere-se à ;J;essão
~bsoluta ah~o!ut~: a pre>siio que adota CüllHl zero o v~ícuo :1b~oluto.
Conceitos Introdutórios e Definições 11

1.6.1 \!"edidas de Pressão


------~-----~----
(õ:is a
rn.•s,ão !'
()s n1anô1nc1ros e os barón1etro~ n1eden1 a pressão en1 1erinos de uni cornpriinento de unia coluna de liqtti-
.1'
do. tal como o n1erclÍrio, a <ígua ou o óleo. O 1nanô1netro nioslrado na Fig. l .7 possui utn lado aberto para a
;1!1nosfcra c o outro ligado a tu11 tanque que conténi uni gás a pressão uniforrnc. Corno rresslies relativa:. à '
n1esn1a altura em unia 1nassa con1(n11a de u1n líquido ~1u uni gás en1 repouso são iguais. ;is pressõe~ nos pontos \
a e h, da Fig. 1.7, são iguais. Aplicando u1n balanço elcincntar de força.~. a pre;;são do g:is é
Tanqu~
P= Patm + pgL (1.11)
b
na qual pd1nt é a pressão atniosférica local, pé a rnassa específica do líquido do n1anôrnetro. g é a aceleração
da gravidade e L é a diferença entre os níveis do lfr1uido.
O barôn1etro n1ostrado na Fig. 1.8 é formado por u1n tubo fechado con11nercúrio líquido e un1a quantidade 1
pequena de vapor de n1erctírio, invertido c colocado cn1 um recipiente aberto con1 rnercúrio líquido. Como as Fluido
pressões nos pontos a e b são iguais, um balanço de forças fon1ece a pressão atmosférica, dada por manon1é1rico
Fig. 1.7 Manômetro.
(1.l2)
sendo Pm a massa específica do líquido n1ercúrio. Con10 a pressão do vapor do 1nercúrio é 111tiito menor do Varor de mcrcUrio. p,,., 1.,,
que a da atn1osfera, a Eq. l .12 pode .~er aproximada por Paim = PmgL. Para colun<is pequenas de líquidos, p e
g podem ser to1nados co1no constantes nas Eqs. l. ! 1 e 1.12.
As pressões 1nedidas con1 1nanôrnetros e b<1rôn1etros são frequenten1ente expressas e111 termos do co111-
pri1nento L cm mililitros de n1ercúrio (1n111Hg), polegadas de 1nercúrio (inHg), polegadas de água (inl·I 20J, e
assim por diante.
-T
P POR EXEMPLO urn barô1netro registra 750 mn1Hg. Se Pm = 13,59 g/cm 3 e g"' 9,81 ni/s~, a pressão at-
1nosférica, en1 N/n1 2 , é calculada coino a seguir:

Patm "" PmgL

~ [(13,59-"·;) I·! kg
3 11~',;'m l'l [9,81 "; ][(750 mmHg)l-+"-ll I 1N ,1
cm I0 g lm s IOmm lkg·m/s~
= 105 N/m 2 Fig.1.8 Barômetro.

Uni manômetro do tipo tubo de Bourdon ê mostrado na Fig. l.9. A figura apre-
senta um tubo curvo, que possui uma seção reta elíptica com uma extremidade as- Tubo de----1.4'===~;:
sociada à pressão que se deseja 1nedir e u1na outra conectada a uni pqnteiro por um Bourdon de
n1ecanismo. Quando o fluido sob pressão preenche o rubo, a seção ellptica tende a metal elíptico Cremalheira
--;;.; ·tom.ar Circular e o tubo se toma reto. Esse movimento é transmitido pelo rneca-
nisnio ao ponteiro. Calibrando-se a deflexão do ponteiro para pressões conhecidas,
urna escala graduada pode ser elaborada através da qual unia pressão aplicada pode
ser lida eni unidades convenientes. Devido à sua construção, o tubo de Bourdon
mede a pressão relativa às vizinhanças do instrumento. Conseq_uenternente,.Q mo.a:.
J.rador indica zero .quando as pressões intema c_cxte.m_a, :i.õ: tt!"bO Sã.Ois:. i~S~a·S:- Suporte --·
A pressão também.Pode Ser. medida por outros procedirnentos. Unia classe im-
portante de sensores utiliza o efeito piezoelétrico: uma carga é gerada no interior
de 1nateriais sólidos quando estes se defonnan1. Essa entrada mecânica/saída elé-
trica fornece a base para a medição de pressão. assin1 corno 1ncdidas de desloca-
niento e de força. Outro tipo ilnportante de sensor cmpregu un; diafragma gue
se deflete quando u1na força é aplicada, alterando 111na indutii.ncia, resistência ou Gás a pressão p
capacitância. A Fig. 1. l O mostra urn sensor de pressão pie?.oclétrico juntan1en1e
con1 uni sistcrna au1on1ático de aquisição de dados.
Fig.1.9 Medição de pressão por um medidor do tipo
tubo de Bourdon.
1.6.2 Empuxo
Quando um corpo cslá completarnente ou parciahncnte subn1crso crn uni líquido,
a força de pressão rcsulcante que age sobre o corpo é chan1ada força de empuxo. força de empuxo
Con10 a pressão au1nenta coni a profundidade a partir da superfície do líquido, as
forças de pressão que agern de baixo para cin1<1 são n1aiores do que as forças de
pressão que agem de cin1a para b<tixo, assim a força de e1npuxo age ve11icaln1entc
para cima. A força de empuxo tem magnitude igual ao peso do liquido deslocado
(jJri11ctíJio de Arquilnedes).
:;. POR EXEMPLO aplicando a Eq. l. l l ao bloco retangular submerso ilustrado
na Fig. 1.11, a magnitude da força de pressão resultante que age para cinia, a força
Je ctnpuxo, é dada por

'
-··-
'
-~-,

1: = A(p~ - /11) = A.(p,,1u, + pgl."C.) - .il...(p,,.,11 + pgLr) 1

= pgA.(L2 -· '-1) '1


Fig. 1.10 Sensor de pressão con1 aquisiçào de dados
= pg\/ automática.
12 Capítulo l

/'-""' sendo V o volume do bloco e p a rn;1ss<1 específica du líquido circunvizinho. A~­

--~----~ _1__
Líquido coai ma;sa específica p
r1----
1
sím, a 1nagnitude da força de empuxo que uge sobre o bloco.; igual ao peso do
líquido deslocado. · ~., -<4-<(

1.6.3 \_Unidades de Pressão

A unidade de pressão e de tcns:io no SI é o pascal.


2
1 pascal = 1 N/n1
En(retanto, niúltiplos do pascal são frequentemente utiliz.idos: o kPa, o bar e o
MPa.
l k.Pa = 101 N/111 2
1 bar= 105 Nlm"
1 MPa = 106 N/111 2
As unidades inglesas de uso corrente para a pressão e a tensão são a libra-força
Fig.1.11 Avaliação da força de empuxo para um corpo
por pé quadrado, Jbf/f! 2 , e a libra-força por polegada quadrada, !bf/in2 .
submerso. Einbora a pressão atn1osfêrica vaiie com a localização na Tcrr.i, um valor-pa-
drão de referência pode ser definido e utilizado para expressar outras pressões.

1,01325 X !05 N/m 2


l attnosfera padrão (atn1) = l4,696 lbffin 2 (I.13)
{
760 n1mHg = 29,92 inHg
Como 1 bar (10 5 N/m 2) é aproxitnadamcntc igual a uma atmosfera-padrão, pode-se considerá-lo uma unidade de
pressão conveniente, apesar de não ser uma unidade-padrão Sl. Quando se está trabalhando no SJ, o bar, o MPa e o kPa
são utilizados neste texto.
E1nbora as pressões absolutas devam ser utilizadas nas relações termodinâmicas, dispositivos de medição dt: pressão
frequentemente indica1n a diferença entre a pressão absoluta de um sisten1a e a pressão absoluta da atmosfera existente,
pressão externa ao dispositivo de medida. A magnitude dessa diferença é chamada de pressão manomêtrica ou pressão de vácuo. O
manométrica teimo pressão manométrica é aplicado quando a pressão do sistema é maior do que a pressão atmosférica local, p arm·
pressão de
vácuo p(manométrica) = p(absoluta) - Paini(absoluta) (1.14)
Quando a pressão atmosférica local é 1naior do que a pressão do sistema é utilizado o termo pressão
TOME NOTA ... de vácuo.
Neste livro. o termo pressão. p(vâcuo) = Paim(absoluta) - p(absoluta) (LIS)
a não ser que seja afirmado
algo em contrário. refere-se
Os engenheiros nos Estados Unidos frequentemente utilizan1 as letras a (absolute) e g (gage) para
à pre5são absolut<i. distinguir a pressão absoluta da manométrica. Por exe1nplo, as pressões absoluta e manoniétrica e1n
libra-força por polegada quadrada são escritas como psia e psig, respectivamente. A relação entre os
vários n1odos de i;:xpressar 1nedidas de pressão é apresentada na Fig. 1.12.

p (manométrica)

Pressão
absoluta maior --+----~-~ Pressão
do que a pressão at111osférica
atmosférica
local
p (absoluta)

Pressão
absoluta menor
do que a pressão .1
atmosférica
local

Fig, 1.12 Relaç;Jo entre


a~ pressões absoluta,
atn1osférica, rnanométrica e
de vâcuo.
.1
Conceitos lntrodutõrios e Definições 13

BIOCONEXÕES Um em cada três americanos tem pressào alta. Como isso pode causar doenças do coração. derrames e outras
complicações médicas sérias, os médicos recomendam a todos que a pressão sanguínea seja aferida de forma regular. Aaferição
da pressão consiste em determinar a pressão mâxima (pressão sistólica) em uma artéria, quando o coração está bombeando
sangue, e a pressão mínima (pressão diastõlica), quando o coração está relaxado, cada uma expressa em milímetros de mercúrio, mmHg.
As pressões sistõlica e diastõlica de pessoas s.iudáveis deveriam ser inferiores a cerca de 120 mmHg e 80 mmHg, respectivamente.
O aparato-padrão para aferir a pressão usado por décadas, envolvendo uma braçadeira inflável, um manômetro de mercúrio e um
estetoscôpio, está sendo gradualmente substituído devido à preocupação com a toxicidade do mercúrio em resposta às exigências es·
peciais, incluindo o monitoramento durante o exercício clínico e durante a anestesia. Também para o uso domiciliar e o monitoramento
próprio, muitos pacientes acham mais fácil usar dispositivos automáticos, que exibem os dados da pressão sanguínea de forma digital.
Isso tem !evado engenheiros biomédicos a repensar os equipamentos para aferir a pressào sanguínea e a desenvolver novas abordagens,
livres de rnerclirio e de estetoscópios. Urna delas utiliza um transdutor.de pressão altamente sensível para detectar oscilações na pressão
com uma braçadeira inflâvel colocada em torno do braço do paciente. O programa de monitoramento usa esses dados para calcular as
pressões sistõlica e diastõlica, as quais são exibidas digitalmente.

e Temperatura
Nesta seção a propriedade intensiva te1nperatura será considerada junta1nentc coin as fonuas de mensurá-la. O conceito
de temper<1tura, assiui con10 o de força, se origina das nossas percepções sensoriais. Elo: se encontra enraizado nas no-
ções de corpo "quente"' ou "frio". Usan1os nosso sentido do tato para distinguir corpos quentes de frios e organizar os Pra11riedades _
corpos en1 unia escala ern função da ordcn1 e111 que ele ê "1nais quente", decidindo que 1 é 1nais quente do que 2, que 2 Ext_!nt
é mais quente do 4uc 3, e assi111 por diante. No entanto, por mais sensível que seja o tato hun1ano, somos incapazes de A.3-Aba e,.:;_'-
avaliar essa qualidade de modo preciso. ~
É difícil estabelecer u1na definição de temperatura em termos de conceitos que sejani definidos independentemente
ou aceitos con10 básicos. Entretanto, é possível chegar a um objetivo entendendo a igualdade de temperatura levando em
conta o fato de que. quando a temperatura de um corpo muda, outras propriedades 1a1nbém n1uda1n.
Para ilustrar isso, considere dois blocos de cobre e suponha que nosso sentido nos diga que um é mais quente do que
o outro. Se os blocos fossem colocados em contato e isolados de suas vizinhanças, eles iriam interagir de uma maneira
que pode ser descrita como un1a interação térmica (calórica). Durante essa interação seria observado que o volume do interação
térmica
bloco niais aquecido decresceria u1n pouco com o teinpo. enquanto o volume do bloco mais frio aumentaria com o (calórica)
tempo. No devido tempo não seriam observadas mudanças de volume, e os blocos quando sujeitos ao tato produziriam a
111csma sensação ténnica. De inodo si111ilar, seríamos capazes de observar que a resist2ncia elétrica do bloco mais quente
decresce coni o tempo e que aquela do bloco mais frio aumenta com o tempo; no devido tempo, as resistências elétricas
tomar-se-ia1n também constantes. Quando todas as mudanças em tais propriedades observáveis cessarem. a interação
equilíbrio
1errnina. Os dois blocos estão, dessa fom1a, e1n equilíbrio térmico. Considerações desse tipo nos levam a concluir que os térmico
blocos possuem uma propriedade física que detennina se eles estão em equilíbrio térmico. Essa propriedade é chamada
temperatura, e podemos postular que, quando os dois blocos estão em equilíbrio térmico, suas temperaturas são iguais. temperatura
É tópico de experiência verificar que, quando dois corpos estão em equilíbrio térmico com um terceiro. eles estão em lei zero da
equilíbrio ténnico entre si. Este enunciado, que algumas vezes é denominado lei zero da termodinãmica, é tacitarnente termodinâmica
adnlitido em toda medição de tetnperatura. Então, se desejamos suber se dois corpos apresenta1n a 1nesma temperatura
não é necessário colocá-los ern contato e verificar se suas propriedades observáveis mudam com o ten1po, con10 foi des-
crito anteriorn1ente. É apenas nccess:írio verificar se eles estão individuahncn1e c1n equilíbrio térmico com u1n terceiro
corpo. O terceiro corpo~ usualn1entc uni rerr11ii1netro.

1. 7 .1 ~rmômetros

Qualquer corpo corn pelo n1enos uma propriedade rnensurável que varia confonne sua temperatura evolui pode ser propriedade
usado co1no u1n tennó1netro. Tal propriedade é chun1ada de propriedade termométrica. A substância específica que exihe termométric;;
n1u<lanças na sua propriedade tern1ométrica é conhecida como substância ten110111étrica.
U111 dispositivo faniiliar para a inediçào da temperatura é o 1crmô1nctro de bulbo, ilustrado na Fig. 1.13a, que consiste
en1 u1n tubo de vidro capilar conectado a um bulbo cheio de un1 líquido. corno o 111erctírio ou o â!cool, e selado na outra
cxtrenlidade. O espaço ucitna do líquido é ocupado pelo vapor do líquido ou por um gás inerte. Conforme a temperatura
aurncnta. o líquido se expande cn1 volu1ne e se eleva nu t<ipi!ar. O cornprimcnto L do líquido no capiiw· depende da
tcn1peratura. Conscqucnternente. o líquido é <t substância tenno111étrica e!_ é a propriedade tern1on1étrica. En1bora esse
tipo de tcnnôn1ctro seja geralnicnte uciliz;ido para 1nedições rotineiras <lc leniperatura, ele não é 1nuito adequado para
, aplicações ern que u1na precisão ex treina é necessári<1.
1. Sensores n1ais precisos. conhecidos con10 tennopare.1·, estão baseados no princípio de que, quando dois n1clais dis·
tintos são unidos tuna força eletromotriz (fen1), que é hasican1ente função da temperatura, será estabelecida em um cir-
cuito. En1 certos tern1oparcs um dos tios é feito de platina con1 unia pureza especificada e o outro é u1na liga de platina
e ródio. Os tennopares tarnhém u1ilizan1 cobre e constantan (urna liga de cobre e níquel) e ferro e constantan, e vários
outros <.:onjunto:- de 1nn1eri:1is. (Jutra classt' in1p(1rtanlc dc dispo,itivos de n1ediçílo de tcn1peratura é a dos sensores cle-
t lnirn::sÍ\li•:os. ~.'.s\t"~ ~ensnn·s s~lo ha>cado> nu f:no de que <l re.~isl~nci:1 c!é.trica de u111a série de 111ateri<1is vari:t de 111n<i
n1anrir;1 previsível co111 a tcn1pt:ratura. 0.-, 1na1eriais u~ados .:01n esse p1op,ísi10 >ào nonnahnente condutores (con10
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14 Cê!pilulu 1

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'- Líquidu l ' '' Fig.1.:!.3 Termômetros. (a) De bulbo.
(b) Resistência elétrica. (e) Termômetro
(a) (b) (e) infravermelho de ouvido.

platina, níquel ou cobre) ou seniicon<lutures. Os dispositivos que usan1 condutores são conhecidos con10 bulbos de resis-
1ê11cia. Os que utilizam seinicondutores são chamados de terinistores. A Fig. 1.13b mostra um tennômetro de resistênci;i
elétric<i a bateria usado atuahnente.
Unia variedade de instnunentos mede a te1nperatura através da radiaçiío, tal co1no o tennômetro de ouvido mostrado
na Fig. l. l 3c. Eles são conhecidos pelos termos terinlJ1netros de radiação e pirú1netros ópticos. Este tipo de tennômetro
difere daqueles considerados anterionnente, pois não é necessário que ele entre em contato com o corpo cuja temperatu-
ra deve ser detern1inada, o que é uma vantagem quando se lida coin corpos em movimento ou corpos com temperaturas
extrentamente altas.

ENERGIA E MEIO AMBIENTE Os termômetros de bulbo de mercúrio utilizados para a verificação de febre, antigamente
usados por quase todos os médicos, são coisa do passado. A Academia Americana de Pediatria considerou a mercúrio
como uma substância muito tóxica para estar presente nos domicílios familiares. Famílias estão adotando alternativas
mais seguras e se livrando dos seus termômetros de mercúrio. O próprio ato de descartar os termômetros cria um problema, afirmam os
peritos.
O descarte seguro de milhões de termômetros de bulbo de mercúrio obsoletos surgiu devido ii preocupação com o meio ambiente.
Para um descarte apropriado, os termômetros devem ser levados iis estações de coleta de materiais de risco e não simplesmente ser
jogados na lixeira, onde podem facilmente se quebrar, liberando o mercúrio. Fragmentos perdidos de termômetros quebrados e qualquer
coisa que tenha entrado em contato com o mercúrio deveriam ser transportados para locais apropriados para descarte em recipientes
fechados.
A presente geração de termômetros de bulbo para a verificação de febre e uso domiciliar contém misturas líquidas patenteadas não
tóxicas, alternativas seguras para o mercúrio. Outros tipos de termômetros também são utilizados em domicílios, incluindo os termômetros
de resistência elétrica de bateria.

1.7.2 \,Escalas de Temperatura Kelvin e Rankine


~-----

Formas enipíricas de rnedir a ternpcratura, tais coino as consideradas na Seção 1.7. I, poss11e111 limitações inerentes.
~ A tendência de o líyuido congelar em um tcnnô1netro de bulbo sujeill> ;1 baixas temperaturas Ítn·
põe uin li1nite inferior na gama de temperaturas que podem ser n1c<li<las. Em alias tecnperaturas os líquidos evaporam. e
dessa fonna essas tcn1peraturas ta1nbérn não podem ser dctcnninadas por uni tern1ômetro de bulho. Consequentemente,
diversos termô1nctros difere111es seriarn necessários para cobrir um 1unp!o intervalo de tecnperatura. ~,-<d.

Tendo e111 vista as limitações dos meios empíricos para a medição da temperatura é desejável ter-se um procedin1ento
de atribuição de valores para a temperatura, independente <las propriedades de qualquer substância en1 pa11icular ou de
classes <lc subs1ãncias. Tal escala é dcno1ninad!l escala 1ennodiiu/111ica de ten1pcratura. A e5cala Kelvin é u1na escala ter·
modinftnlica uhsolu1a que fornece uma definição con1ínua de temperatura, válida ern todos os intervalos de temperatura.
A unid;1de de tc1nperatura na escala Kelvin é o kelvin (K). O kelvin é a unidade-base SI para a teinpcratura.
Para o dcsenvolvi1nento da escala Kelvin é necessário o uso do princípio da conservação de energia e da segunda
lei da iern1odinftn1ica; assim, discussões adicionais sobre esse tópico serão adiadas para a Seção 5.8, depois que esses
princípios tivere1n sido <1presentados. No entanto, podemos notar que tl escala Kelvin pane de O K, e valores inferiores
a e~te não são definidos.
Pur definição. a e5cci;i R;inki1~(', cuja unidade é o grau Rankinc (ºR), é proporcional à tcniper<itura Kelvin <le acordo
con1

T(ºR) ~ l,8T(K)

- - - - ----------
Conceitos Introdutório~ e Definições 15

('onfori11i;: .:vidcni.:ia<lo pela Eq. 1. lfi, a escala Rankinc 1;11nb&1n é unia escala 1crmodi11ú1nic.1 ab~nluta, co111 uni Z<'fü
ab~olucu que coincide coin o 1.ero absoluto <la escal<i Kelvin. N;1s n:lações tenno<lin;lnti<:as .i teruperatura ,: seinpre
colo<:ada <"lll termos das escalas Rankine ou Kelvin, a não ser que seja estabelecido 11lgu <'Tll contrário. Aind;i .Jssini. as
escalas Cclsius e Fahrenheit, consideradas a seguir, sao frequentc1nente encontradas.

1.7.3 \Escalas Celsius e Fahrenheit

1\ Fig. 1.14 1nostra a relação entre as escalas Kelvin, Rankinc, Celsius e Fahrenheit, assirn corno os valores de tcrnpera-
tura correspondentes a três pontos fixos: o ponto triplo, o ponto de gelo e o ponto de vapor.
Com base em um acordo inteniacional, as escalas de ten1peratura são definidas por u1n valor numérico associado a
u1n ponto fixo padrão, que é facihnente reproduzível. Trata-se do ponto triplo da água: o estado de equilíbrio entre vapor, ponto triplo
gelo e âgua líquida (Seçlio 3.2). Por questão de conveniência, a ten1peratura neste ponto fixo padrão é definida corr10
273. 16 kclvins. abreviado por 273.16 K. Isso faz corn que o intervalo <le temperatura entre o ponto d(' gclo 1 (273,15 K)
e o ponto de vapor2 seja igual a 100 K e, consequentemente, estej.i e111 acordo com o interv.iln na escala Celsius, que
assinala 100 graus Celsius para essa diferença.
A escala de temperatura Cetsius usa como unidade o grau (~clsius ("C). que possui a 111es1na rnagnitu<le do kelvin. es~ala Celsius
.l\.ssi1n, as diferenças de temperatura em ambas as escalas são idênticas. No entanto, o ponto zero na escala Celsius é
deslocado para 273, 15 K, como ilustrado na seguinte relação entre a temperatura Cclsius e a ten1peratura Kelvin

T(ºC) ~ T(K) - 273,15 (l.17)

Disso pode-se eoncluirque na escala Celsius o ponto triplo da água é 0,01 ºC e que O K corresponde a -273, 15ºC. Esses
valores estão apresentados na Fig. !, 14,
Um grau com a mcs1na magnitude do utilizado na escala Rankinc é usado na escala Fahrenheit, mas o ponto zero é es~ala
transladado de acordo com a relação Fahrenhelt

T("F) ~ T("R) - 459,67 (J.18)

Substituindo as Eqs. 1.17 e 1.18 na Eq. 1.16, obtém-se


TOME NOTA,,, ~
~05 cálculo5de engenharia
T("F) ~ l ,8T(ºC) + 32 (1.19) e comum arredondar 05 ·
últimos números das Eqs. 1.17
Essa equação n1ostra que a temperatura Fahrenheit do ponto de solidificação (OºC) é 32ºF e o do ponto
de vapor (lOOºC) é 212ºF. Os 100 graus Celsius ou Kelvin entre o ponto de gelo e o ponto de vapor
e1.18para273e460.
respectivamente. 15$0 é feit;Q
frequentemente neste ljvr0 .
:
1
.
correspondem a 180 graus Fahrenheit ou Rankine, con10 mostra a Fig. 1.14 .

.,
Pontu de vapor -
-
N

Ponto triplo
8
da ágoa 1

=' -
6

=,,o_
Ponto de J 1,· N
~ulidificação
'

8.
~
r.
' ",
1
,i º"
11 ~1.
G

~. '
Zero ab,oluto - J..' 1'º'---''"-'---Lil'c'__J

Fig, 1.14 Comparação entre escalas de temperaturas.

1() esta<lo de cqu1hbrio entre gelo e água .'<<lun1da i1 pressão de 1 a1111.

='O esl;ulo <le equilíbrio entre v11por e ;ígua lí411ida à pr"s~f!o de 1 atin.
16 Capítulo t

BIOCONEXÕES A criobiologia, a ciência da vida a baixas temperaturas, compreende o estudo biológico de materiais e sistemas
(proteínas, células, tecidos e órgãos) a temperaturas que vão desde a criogenia (abaixo de aproximadamente t7.0 k) até a hipo-
termia (temperatura baixa do corpo). Aplicações incluem liofilização na indústria farmacêutica, criocirurgias para remover tecido
doente, estudo da adaptação de animais e plantas ao frio e armazenamento a longo prazo de células e tecidos (chamado de criopreser-
vaçào).
A crioblologia possui aspectos desafiadores para a engenharia devido às necessidades de refrige:radores capazes de alcançar as bai·
xas temperaturas requeridas pelos pesquisadores. Refrigeradores que suportem as temperaturas criogênicas requeridas pela pesquisa
em ambiente de baixa gravidade da Estação Espacial Internacional, mostrada na Tabela 1.1, são ilustrativos. Tais refrigeradores neces·
sitam ser extremamente compactos e econômicos em termos de potência. Além do mais, eles não devem causar riscos. Pesquisas de
ponta que requerem um congelador devem incluir o crescimento de cristais de proteína quase perfeitos. importante para a compreensão
da estrutura e da função das proteinas e, por fim, para o projeto de novos medicamentos.

Projeto de Engenharia e Análise


A palavra engenheiro tcn1 suas raízes no Lalin, en1 ing.eniare, relativo à invenção. Hoje, a invenção continua a ser un1<i
fLJnção fundan1enlal para a engenharia, com n1uilos aspectos que viio desde o desenvolvi1nen10 de novos dispositivos
até a abordage1n de questões sociais con1plexas eom o uso da tecnologia. E1n busca <lc 1nuitas dessus atividades, os en-
genheiros são chan1ados par;t projetar e analisar sistemas que tenham por objetivo atender às necessidades humanas. O
projeto e a análise são considerados nesta seção.

1.8.1 Projeto

lJm projeto de engenharia é uni processo de tomada de decisão em que princípios extraídos da engenharia e de outros
ca1npos, como econo1nia e estatística, são aplicados, usualmente de foona interativa, de n1odo a planejar uni sisten1a,
u1n componente de um sistema ou um processo. Os elementos básicos de um projeto incluem o estabelecimento de
objetivos, síntese, análise, construção, testes e avaliações. Os projetos nonnalmente estão sujeitos a uma variedade de
conúicionantes condicionantes associados a fatores econômicos, de segurança, de impacto ambiental, entre outros.
de projeto Os projetos geralmente tCm origem a partir do reconhecimento de uma necessidade ou de uma oportunidade que,
no começo, é apenas parcialmente entendida. Assim, antes da busca de soluções é itnportante definir os objetivos de
u1n projeto. Os primeiros passos cm um projeto de engenharia incluem a determinação quantitativa do desen1pcnho e
a identificação de projeto~ alternativos factíveis que atendan1 às especificações. Entre esses projetos factíveis existetn,
geralmente, um ou niais que são "melhores" de acordo com alguns critérios: custo mais baixo, maior eficiência, 1nenor
tan1anho, menor peso etc. Outros fatores importantes na seleção de um projeto final incluem a confiabi!idade, a pos-
sibilidade de 111anufatura e de rnanutenção e as considerações de mercado. Consequentemente, deve ser buscado um
cotnpromisso entre os vários critérios, e poden1 existir soluções alternativas de projeto que são viáveis. 3

1.8.2 Análise

Um projeto den1anda urna síntese: a seleção e a reunião de componentes de 1nodo a foonarum conjunto coordenado. No
entanto, como cada con1ponentc individual pode variar cm tamanho, desempenho, custo etc., é gerahncnte necessário
suhn1eter cada componente a um estudo ou a uma análise considerável antes que seja feita a escolha final.
WclJ.!fil,1!@f) uni projeto proposto para uni sistema de prevenção de incêndio poderia exigir u1na tubulação cor-
rendo pelo teto juntamente co1n numerosos sprinklers. Unia vez que u1na configuração global tenha sido determinada, é
necess;Íria u1na análise detalhada de engenharia para especificar o nún1ero e o tipo de sprink!er.~, o 111atcrial da tubulação
e os diâmetros dos tubos pura os vários ramos do sistema. A análise tan1bé1n deve assegurar que todos os cornponcntcs
fonnen1 uin conjunto honiogêneo de trabalho, ao 1nes1no tempo en1 que restrições in1po1tantes de custo, códigos e nor-
1nas técnicas sejain ;1tcndidas. -"1 -<'I

Os engenheiros frcquenternente realizam análises, seja explicitamente, eni fln1ção de u1n procedin1ento de projeto.
seja por algun1 outro propósito. As análises envolvendo os tipos de sistemas considerados neste livro usan1, direta ou
indiretamente, u1na ou niais de três leis básicas. Essas leis, que independem da substàneia ou do conjunto de substãncias
c111 consideração. são:
1. princípio da conservação de mass;i
2. princípio da conservação de energia
:J_ segunda lei da lcnnodinfinlica
Alé111 dessas leis, norinalmente é necessário que se utilizem relações entre as propriedades da substância 011 das substân-
i.:ias em questão (Caps. 3, 6, l l a 14). A segunda lei do movi1nen10 de Nev.•ton (Caps. 1, 2 e 9), relações corno o n1odelo
de Fourier para condução (Cap. 2) e os p1incípios de engenharia econômica (C11p. 7) tainhém podcn1 ser ernpregados.

'l'ara di'\"l"''-"'~ ;ulicionais. vqa A. Bejau, G. Ts.itsaroni> e M_ J. Morau. Thcn1wl JJc.,iJ!I! a11d Op1ioli~otion, J"hn \\'ilc~· & S<>ns, Ncw
y,,rJ.... !'!96,Cap. 1.
Conceitos Introdutórios e Definições 17

o, pri1nciros passos cn1 urna análise terrn0Jinã1nica s~o a d<:'finiç<it1 do si~te1na e a identiticaçào das interações relc-
van1cs corn as vi~.inh;inças. O_foC<l e~tiio se volta par;i :~s leis físicas pertinentes e para ílS relações que pennitam que 0
cnrnpon:uncnto do s1sterna SCJa dcscnto c1n ti:;rmos de tun modelo de engenharia. O objetivo da n1odelage1n é o de obter modelo oe
unia represcnlaçào simpli ti cada do con1porta1ncn10 do sistema que seja suficienteinente fiel pard o prop6sito da análise. engenhdrid
rnesn10 que 1nuilos aspectos exibidos pelo sistcn1a real seja1n ignorados. Por exen1plo. idealiz;içôcs comurnente usadas
eni uiec~nica par:1 sin1plificar a análise e obter um niodelo tratável incluem hip0tescs de 111assas pontuais. poli11s seni
acri!o e vigas rígidas. Uma modelagem adequada detnanda experiência, e é uma parte da arte da engenharia.
A análise de engenharia é m;iis eficiente quando é feita de fonna sisternática. fsso será consider;ido a seguir.

Metodologia para a Solução de Problemas de


Termodinâmica
A n1eta principal deste livro-texto é o de ajudá-lo a ap1·cnder a resolver problemas de engenharia que envolvarn os prin-
cípios da tcrinodinâmica. Para atingir ~sse objetivo são fornecidos nuinerosos cxe1np!os resolvidos. assini corno proble-
mas propostos ao final dos capítulos. E extremamente importante que você estude os exeinplos e resolva os problen1as.
já que o don1ínio dos fundamentos decorre unican1ente da prática.
De modo a maxi1nizar os resultados de seu esforço, é necessário desenvolver uma abordagc1n sisteinática. Você deve
pensar cuidadosa1nente .~obre sua solução e evitar a 1entação de con1eçar os problemas pelo rneio, com a seleção de uma
equação aparenten1ente apropriada. substituindo núrneros de 1nodo a "extrair· rapidamente un1 resultado coni sua calcu-
ladora. Essa abordagem ao acaso de solução de prob!en1as pode conduzir a dificuldades à n1edida que os problema~ se
tor11arcn1 n1ais cotnplicados. Dessa fom1a, é fortemente reco1nendado que as soluç,ões dos problemas scjatn organizadas
usando os cinco pas~·os a seguir, que são ernpregados nos exetnplos resolvidos desce texto .

. -- -- -- -- -- -·· ............. ----·--·· ... ----- -- -- - ........... -· - -- - -- -·


O Dado: enuncie de fo1ma sucinta, corn suas próprias palavras, o que se conhece. Isto requer que você leia o problema cuidadosamente
e pense sobre ele.
O Pede-se: enuncie concisamente, com suas próprias palavras, o que deve ser detem1inado.
9 Diagrama Esquemático e Dados Fornecidos: desenhe um esboço do sistema a ser considerado. Decida se a análise n1ais apropriada
deve ser feita utilizando-se o conceito de sistetna fechado ou de volu1ne de controle. e identifique cuidadosamente a fronteir.i. Adi-
cione ao diagra1na infonnações do enunciado do problema que sejam relevantes.
Liste todos os valores de propriedades que são fornecidos ou antecipe aqueles que podem ser necessários para cálculos subsequen-
tes. Esboce diagramas de propriedades apropriados (veja Seção 3.2), localizando pontos-chave de estado e indicando, se possível.
os processos executados pelo sistema.
A importância de bons esboços do sistema e de diagra1nas de propriedades não deve ser subestimada. Frequentemente eles são
insrrun1entos que o ajudam a pensar claramente sobre o proble1na.
O Modelo de Engenharia: para fonnar un1 registro de como você n1odela o problema. liste todas as hipóteses simplificadoras e as
idealizações feitas a fim de tornar o problema viável. Algun1as vezes essa informação pode ser adicionada aos esboços do pa~so
anterior. O descnvolvin1ento de um modelo apropriado é um aspecto-chave para o sucesso da solução do problema.
0 Análise: usando as hipóteses e idealizações adotadas, sintplifique as equações de governo e as relações adequadas. colocando-as nas
fonnas que irão produzir os resultados desejados.
É aconselhável trabalhar com as equações o máximo possível antes de substituir os dados numéricos. Após as equações serem sim-
plificadas e colocadas en1 suas fom1as finais, analise-as de modo a dete1minar quais infonnações adicionais podem ser necessárias.
Identifique as tabelas. os gráficos ou as equações de propriedades que forneçam os valores desejados. Esboços de diagramas de
propriedades adicionais podem s1:r úteis neste ponto para esclarecer estados e processos.
Quando todas as equações e dados estiverem disponíveis, substitua os valores numéricos nas equações. Cuidadosa1nente verifique
se o sistema de unidades ernpregado é c.:onsistente e apropri;ido. Realize. então, os cálculos necessários.
Finalmente, avalie se as n1agnitudes dos valores numéricos são razoáveis e se os sinais algébricos associados aos valores numéricos
estão corretos.
--·-·----------·····-·--·-·-·------·-·-----------········----·------------------·-···-·-
O forn1ato de solução de problemas usados neste texto tem por objetivo ~uiar o seu raciocínio. e não substituí-lo.
Dessa forma. você deve evitar a aplicação 1necânica desses cinco passos, já que somente isso traria poucos benefícios.
Realniente, à 1ncdida que urna certa solução avança, você pode ter que retomar a um passo anterior e revisá-lo tendo em
vista um 1nelhor entendimento do proble111a. Por exen1plo, poderia ser necessário adicionar ou suprimir uma hipótese,
rever uni esboço, detenninar dados adicionais de propriedades. e assiin por diante.
Os exe1nplos resolvidos fornecidos neste livro frequentemente possucn1 notas com vários con1entários para ajudar na
<iprendizagem, inclusive con1entários sobre o que foi aprendido, identificando aspectos-chave da solução e discu1indo
corno resuhados 1nelhores podern ser obtidos n1ediantc a e!in1inação de certas hipôteses.
Ein alguns exemplos anteriores e proble1nas no final dos capítulos o roteiro de solução de problemas pode parecer
de~necessário ou difícil. No entanto. à rnedida que os problem;is se 1oman1 rnais complexos você verá que ele ajuda a
redllzir t'rrn,. econorniza te1npo e fornece unia cornpreens\io n1ais profunda do proble111a cm quesc:'io.
() t:xcrnplo que .'>e segue ilustra o uso dcss;1 1netodologi11 de soluo;;ào. junuunente co1n in1ponantcs conceitos sobre
si,teina introdu7.idos prcvian1ence, incluindo a identificação das interações que ocorrem na fronteira.
.......................................................................
Usando a Metodologia de Solução e o Conceito de Sistemas
U1n gcr;;dor eólicn turhoelétricn é tnontado no topo de tnna torre. A eletricidade ê gerada à rnedida que o vento incide constanten1entc
através <las pá~ da turbina. 1\ saída elétrica do gerador alimenta utna bateria.
(a) Considerando apenas o ge1·ador cólicn turhoelétrico como o siste1na, identifique as posições nas fronteiras do sisterna. onde o sisk:n1a
interage co111 as vizi 11hanças. Descreva as n1udanças que o<.:01Te111 no sistema com o ternpo.
(b) Repita a análise par<t uni sistc1na que inclui apenas a bateria.

SOLUÇÃO
Dado: uni gerador <.'"6ltcu turhoelétrico fon1ece eletricidade para unia bateria.
Pede-se: para uni sis1<':1na yue consiste e1n (a) uni gerador cólico turboelétrico, (b,! u1na bateria, identifique os locais onde o sisten1a
interage corn as vizinhança\ e descreva as mudanças que oco1Tcm no sistema con1 o ten1po.
Diagrama Esquemático e Dados Fornecidos:
- - - - - - ranc(a) Modelo de Engenharia:
1
1 1. Na parte (a), n sistema é o volume de contro!1.: 1nostr<1do pela
linha tracejada na figura.
.·-TurhogertldOr 2. Na parte (bl, o sisternaé o sistema fechado mostrado pela linha
E~coatncmo de ar l;CO'i'jf'~
tracejada na figura.
3. A velocidade do vento é constante.

1 Fluxo de -------
1 çorrente '
1 elétrica
1 / ..................
1/
Fig. Et.1
Análise:
(a) Neste caso, a turbina cólica é estudada como um volu1ne de controle, co1n fluxo de ar através da fronteira. Outra interação princi-
pal entre o sistema e as suas vizinhanças ê a corrente elétrica que passa pelos fios. No entanto, sob um ponto de vista macrosc6pico
essa interação não é considerada uma transferência de massa. Com um vento uniforme, o
turbogcrador possivelmente atingirá um regime permanente de operação, em que a velocidade
de rotação das pás é constante e é gerada uma corrente elétrica constante.
@°Habilidades Desenvolvidas!
O (b) Neste caso, a bateria é estudada como um sistema fechado. A principal interação entre o ••••••••••••• ••••••••••• !
sistema e suas vizinhanças é a corrente elétrica que passa pela bateria através da fiação. Con- Habilidade paro...
fom1c discutido na parte (a). esta interação não é considerada uma transferência de massa. À D aplicar a metodolO{lia de solução
111edida que a bateria é carregada e ocorren1 rcuçõcs químicas em seu interior, a temperatura da de problemas usada neste livro.
superfície da hateria pode se tomar um pouco elevada, e tnna interação ténnica entre a bateria O definir um volume de controle e
e suas vi~.inhanças pode ocorrer. Essa interação possui possivelmente uma importância secun- identificar as interações que
dária. Alérn disso, confom1e <1 b<1teria é carregada. seu estado muda com o tcn1po. A bateria ocorrem em sua fronteira.
não está etn regin1e pcrrnanente.
O definir um sistema fechado e
identifü::ar as interações que
O Us;1ndo tennos familiarc~ vistos no curso de Física. o sistema da parte (a) envolve a conversiio
<le energia cinétic;1 cm eletricidade. cnyuanto o sistema da parte (b) envolve o an11oze11a111ento ocorrem em sua fronteira.
de energi11 no interior da bateria. O distinguir uma operação em
regime penn,1nente de uma
operação cm regime não
permanente.
Pode·se considerar que um sistema geral, que consiste no turbogerador e
na bateria, opera em regime permanente? Explique. Resposta: Não. Um sistema está em regime
permanente apenas se nenhuma de suas propriedades varia com o tempo.

Neste capítulo apresentamos alguns dos conceitos fundamentais e priedades e de processos. Três propriedades importantes discutidas
definições usados no estudo da tern1o<linãn1ica. Os princípios da neste capítulo são: o volume específico, a pressão e a temperatura.
termodinâmica são aplicados por engenheiros para analisar e pro- Em termodinãmica consideramos sistemas em estados de equilí-
jetar uin<1 grandt' variedade dt' dispositivos destinados a atender às brio e sistemas que passam por processos (mudanças de estado).
necessidades hun1anas. Estudamos processos nos quais os estados intermediários não são
Um aspecto in1portante da análise tern1odinâmica é o de identificar estados de equilíbrio e processos em que o desvio do equilibrio é
sisternas e descrevei o comportamPnto de sistemas cn1 termos de pro· desprezível.
Conceitos Introdutórios e Definições 19

Neste capitulo, iritroduzi1nos as unidades de niassa. comprimen- .. descrever o significaJo dos termos dispostos em 11egritu ao lon-
to, tempo. força e teniperatura no SI e no sistema inglês de engenha- go do capitulo e entender cada um dos conceitos relacionados. O
ria. É necessário se familiari2ar com ambos os sistemas de unidades conjunto de conceitos fundarnentais listados mais adiante é parti·
durante o uso deste livro. Os fatores de conversào podem ser encon- cularmente importante para os capitules ~c1bsequentes.
trados no Inicio do livro.
• usar as unidades de massa, comprimento, tempo, força e ternpe·
O Cap. 1 foi finalizado com discussões sobre como a termodinil-
ratura no SI e no sistema inglês de engenharia e aplicar apropria-
mica pode ser usada em um projeto de engenharia e como resolver damente a segunda lei de Newton, Eqs.1.16·1.19.
problemas de termodinâmica de uma forma sistemática.
Este livro possui várias características que facilitam o estudo e • trabalhar em uma base molar utilizando a Eq. 1.8.
contribuem para uma melhor co1npreensào. Para uma visão geral, • identificar uma fronteira apropriada de um sistema e descre\•er as
veja Como Usar Este livro de Forma Eficaz, no início do livro. ir.terações entre o sistema e suas vizinhanças.
Os itens a seguir fornecem um guia de estudo para este capítulo. • aplicar a metodologia de solução de problemas discutida na Se-
Ao término do estudo do texto e dos exercícios dispostos no final do ção i.9.
capítulo você estará apto a

~CONCEITOS FUNDAMENTAIS NA ENGENHARIA

equilíbrio processo temperatura


escala Kelvin propriedade vizinhanças
escala Rankine propriedade extensiva volume de controle
estado propriedade intensiva volume específico
fronteira sistema
pressão sistema fechado

~EQUAÇÕES PRINCIPAIS
n = m/M (1.8) Relação entre quantidades de 1natéria em uma base másslca, m, e uma base molar, n.

T("R) ~ !,8T(K) (1.16) Relação entre as temperaturas Rankine e Kelvin.


~-~~~~~~~~~~~+-~~-+-~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~-

T( ºC) = T(K) - 273,15 (1.17) Relação entre as temperaturas Celsius e Kelvin.


~~~~~~~~~~~~~+-~~-+-~~~~~~~·~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~·-

T (ºF) ""' T(ºR) - 459,67 (1.18) Relação entre as temperaturas Fahrenheit e Rankine.

T(ºF) = l,8T(ºC) + 32 (t.19) Relação entre as temperaturas Fahrenheit e Celsius.

. , ""EXERCÍCIOS: PONTOS DE REFLEXÃO PARA PS ENGENHEIROS


l. E1n ! 99S. devido a unia confusão envolvendo unidades. a sonda Mars 8. Quando se caminha com os pés descalços de um tapete para tnn piso
C!ilnare Orbiler lançada pela Nasa saiu de curso e se perdeu ao entrar na com a:i;ulejos de cerâmica, os a7.ulejos parecem mais frios do que o ta-
atmosfera de Marte. Que confusão foi essa'.' pete mesmo que ambas as superfícies estejam na mesma len1pen:nura.
2. Os centros cirúrgicos de hospirnis nonnalinente têm uma pres.~iio po- Explique.
si1iva cm relação aos espaços adjacentes. O que isso significa e por que 9. Ar a 1 atm e 70ºF (2 l, ! ºC), contido em uni tanque fechado, satisfaz a
isso é feito? hipórese de meio con1ínuo. No entanto, quando uma quantidade suficien-
3. () con1partin1ento onde fica o piloto de carros de corrida pode alcançar te de ar é extraída do tanque esta hipótese não se aplica ao ar restante.
60"C durante uma corrida. Por quê'! Por quê?
~- Você j:í deve 1.:r usado ern outra~ matérias dn eugenharia ou da Física
10. As pressões si.wólica e diasrólica registradas na aferição da pressão
a u11.idade de nrn&sa s/ug ( 14.6 kg). Qual a relação entre o slug e a libra- sanguínea sào absolutas, manométricns ou de vácuo?
rna!is~'? O shtt' é mna unidade de ma~sa conveniente'! 11. Quando o painel de instrumentos de um carro rorncce u teniperaturu do
5. Base:ido eni urna aniilise 1naero~cúpica. unm ql1ancidade de ar a 100 ar externo, onde está locnlizado o sensor de tcmpt:ratur;1"!
\.J';1 e 20"C cncontra->c cm c'luilíbrio. No entanto. os átomos e n1olécu!as l::!. De que fonna uma medida de pressão de 14,7 psig difere de uniam,·.
que compül·1n o ar encontn1rn-se cm com;tantc 1noviinento_ Como você <lida de pressão de !4,7 psia?
pude n!,olver t·~,~ aparente cunlr;1r.lio;ão'! L't O que é um 11n1101111!0?
(,. !.aur,t toni<t '' clc1·ador no décirno andar do prédio cni que trabalha para i·l. Se urn sisterna está eru regime pcnnanente. isso significa que suas
tlc,c.:r ao saguão. Ela dc1·cri<L esperar que n pressão do ar entn: o~ doí~ propriedades 1ritensivas si\o unifonnes e1n relação à posição ao longo do
níveis fo>se nu1i10 diferente'/ sistema uu ~ão constantes con1 o ten1po? Tais propriedades apresentam
7. Corno l":izc1n os dennmulogist;is parn r<'nl<wcr lesões pré·canccrosas na ainhos os comportatnentos. são unifo1mes com a posiç~o e cunslant<:s
pel<: :i!r:i1·c, da ,.,-iocinu~~ia"l con1 o tcn1po"I Explique.

Exp!orando Conceitos sobre Sistemas i.2 Conforme ilustrado na Fig. PI .2, .ígua circula mravés de urn sislema
de tubulação, suprindo várias necessidades domésticas_ Considerando o
1. 1 Usando a !11tcrnc1. nbl<'nh;1 inforr1wç\le' sobre a npcraç~o de tuna apli- aquecedor de iigua corno urn .~istc1ua, identifique os locais na frontcir;1
ca(;;"10 lisiada na Tc1l•d" 1 1 ()b!euh~ inforn1:1çiíes ~uficit:nlt:> para furne· do sístcrn.1, on<le o ~islcma. interage con1 suas vizinhanças e descreva a_<,
ç,·,- 111ua tko~nç;-10 <.\Hnpkta d« aplic<t\·;õo. junla.1Hcllt<: con1 o~ aspectos oçorrências significaiivas n(• interior do s1s1cma. Repita a aniílise para a
1c-k1·;t11lc' cb t.·• 111<>d1nci111il"a_ ,\prt·~cnlc ''' resultado' de sua pcsqui"' Cn\ lavadora Ue louçah e Jl"ra o chuvci1u. l\prcsc1Hc suas conclusücs cn1 un 1
ll!lt lllLU\\•l"lld<•. mc1norando.
Trabalhando com Força e Massa
J.{, Se o Sup,·t-Hnn1em possui u1na massa de l OU kg no planda onde nas-
ceu. chamado Krypcon, onde a aceleração d:1 gra\·idade <: 25 1n/s 2• deter-
mine (al se" pe~n en1 Krypto,1. cm N, e (b) sua 1nussa. cin kg. e seu peso,
cn1 N. na Terra, onde g = 9,~ 1 mi~'_
1.7 Urna pe''ºª cuja ma''ª 6 150 lb (6tl.0 kg} pe~a 144.4 lbf (642.3 N)_
Detcn11ine (a) a aceleraç;io /ocu/ da gravid<1dc cm li/s~ e (b) a .11assa <l1
pessoa, em lb. e o pc,o, cn1 lbf, se g = 32.174 ttls" (9.<:: m/s~).
Chuvcuo
J.a,·adnra 1.8 U1n gás octip:1 u1n volurne de 25 frl (0,71 ni-1 ) e peoa :15 lb!' ( 15.6 N) na
de louça Lu;i. onde a aceleração da gr:t1·idade é de 5.47 ftis 2 ( l .7 rn/s~L Detennin~
o :;eu peso. ern lbf. e sua tn<t)sa específica, cm lb/f1 3 , crn Marie, onde g =
12.~6 ft/s:! (3,9 rn/~'1.
1.9 Os pc~os a!Gr11i1:0 e rnokcu!ar de aigumas substãncias de uso corrente
estão listatl<l> nas tabelas doApêndicc A-l e A-\E_ Usando os dados da
tabela apropri:ula, dccerrninc
(a) a ma~~n. em kg, de 20 kmol de cada um~ das seguintes subsliinci<rn:
ar, C. H 20 e CCh.
(b} o nlÍrneru de lhn1ol cm 50 lb (22.7 kg) de cada uma das seguintes
,<:ubst~ncias: HJ. N 2. NH,. e C1H~.
1.10 Ein vários acidentes froncai; scvcnis de auton1óveis urna de,aco:lera-
Linlrn-' de drenos
<;iio de 60 g ou mai~ (g = 32,2 ftfs 1= 9.8 mh, 2 ) frcqucntemt:ntc resulta cn1
unw farnlidadc_ Que força. ~m lbf, age sobre um~• criança cuja massa é de
Fig. P1.2 50 Jb (22.7 kg), quando ~ujcita a unia desaceleração de 60 g'!
l .l l No supenncrcado você coloca urna alxíbora co1n uma inassa de 1:1.,5
1.3 Aquários de recife, con10 o dustn1dn na ~ig. P l.3. ~ão atr.1,,:ões popu-
lb (5.7 kg) cn1 urna balança de mola para produtos_ A inola da balan-
laro.<s. Tais instalaçiks e1npn:gan1 uma variedade tk di5po~ttívos. ineluin·
ça oper<1 de tal fonna que par.i cada 4,7 lbf (20,9 N) aplicada, a 1nola
do aquecedores, tJon1bas, fihros e conlroladorc-;, para criar um arnbiente
alonga unw pnlcg;1da. Se a aceleração local da gravidade é de 32.2 fús 2
saudável p<1ra os seres vivos que n:sidcm nu aquário. os yt1ais inclucin
(9.8 m/s 2 ), que distfmcia, em polegadas. a n1ol11 alongou?
tipicmnente espécies de peixes. juntan1entc com con1i~. n1arisco1 e anê-
rnorws. Consideran,Jo uni aqu5rio de recife como um sistema, i<lentifiqm: l.12 Uma 1no!;1 se compri1nc de 0.14 in (0.004 r11) para cadn I lbf (4,4 N)
os locais na fronteira do sistema onde este intera~e com sua> vizinhanças. de força aplicada. Ddennine a rnassa de urn objeto. c1n libras. que causa
Usando a lntcmcc. descreva as ocorrência,.; significativas no interior do uma deflexão da mola de 1.8 in (0,05 1n). A aceleração local da gravidade
sisterna e comento.< medidas para rnanter a saúde e a segurança da vida é dada por g = 3 ! ftJ,-2 ('J,4 mfs 2).
aquática. Repit11 a análise p:ira a lavadora de louças e para o chuveiro. 1.13 En1 uma certa altitude. o piloto de u1n balão ten1 mna ma~sa de l20
Apresente suas conclusões em um mcn1orando. Jb (54.4 kg) e urn pt:so de 119 lbf (529,3 N). Qual é a aceleração local
da gravidade, em ft/s 2, nesta altitude? Se o baliio flutuar para unia outra
allitudc, onde g = 32.05 ftfs 2 (9.8 1n/s2 ). qual será seu peso. cm lbf, e a
rnassa. en1 lb?
1.14 Estime a magnitude da força. cm lbf, exercida sobre uni ganso de 12
lb (5.4 kg). cm uma colisão de 10-3 s de duração com um avião decolando
a 150 milhas por hora.
1.15 Determine a forÇil aplicada para cima, crn lbf. necessária para ace-
lerar um modelo dr.< fogur.<te de 4.5 lb (2,0 kg) vercicalmente para cima.
coufonnc ilustrado na Fig. PI 15. com uma aceleração de 3 g. A única
nutra forç:1 .~ignificativa que atoa no foguete é a gravidade. e 1 g = 32,2
f\/s 2 (9,8 m/s 2 ).

m=4,5lh
· _,., a=3g

· ..1 Rc;1li1.c as ,cguinlcs convcl'i<•cs de Ltnidadc;:


(a) 1 Lpnr" int
(b} 6501 para 2tu.
(e) 0.135 kV-1 para fl · lb1/s
(d) 378 g/s pa1;i lbfinin
(e) 304 kPa para lhf/in2
(1) 55 rnJ/h para ft \Is
(g) 5U kni/h pan• f1/s
(hi 8896 N p<ua tonelada(= 2000 lhf)
1 3 Rca\i;r:c as seguintes çonvcr;iic-; de unidades:
(a) 122 in-' pan; L
(b) 778,17ft·!bfpara!d
Fig. P1.15
(e) !OOHPpara\...\V
(d) lOUO lb/h par<t ~g/, l.~6 U111 ohjclo cuja massa é dt: 51J Ih 122.7 ~g) é projt'tatln paracinia por
i_c) 29}92 lbllin" para b;n u1na tOrç" de· li! lbf 1.:\.:J,5 NI. A Línici fun;a 4uc ;1w;, '""''--'o nbjc!(• 0 a
1ri 25001t 'frnin para ni '1~ fno\·a d~ )!l'a\'ida<ic. A ac,·kra<;àu da gr:o\'id.odc é.~ = 3'2,2 ftl~' (9,8 1:1/
i_g) 75 n1illrns/h par" km/h s'L Dctconunc a ,,cckraçãu rc:itlltanlc do <•b_1c10, em flh:. A acclera1;ào
th) 1 tonelada(= 20tlll lllf) p.or,t N rt·\ull.111!c e' 11•"" c1n1;1 u~• parn hJ.t.,<>'!
Conceitos Introdutórios e Definições 2l

J. 17 l 'T:l i'" ;,.


.,,!, ••t.<ut.1 'IJI' ~; "'' T,·:' a. 1•1i-1c •· º n. ~ [ 1111_,c Qual ,, p,.,., ~ k~ <k Llfll ~:i.< '"'' '·''' , ., dlÍU"l•, ._1l1n,11 ''
1 .27 l !rn <,j-;l<'.l:t;! qHt" êOll'•'I<' •.'l:l
ci,i ·":1 '.•11.1u1 ... •:111 -'- c·r,. 1nn" -;,;1_,.,.,,' '-'~J'•U:l<d <"!ll "' i_,u,._ ',,.<],- :• :1<·cle! .• - 111q;,,, '"fre ,11;; 1•E<1ce'"' ,:u1;1;i("" qu.ii ·' r::ia~án <"1:trc· .: ;ir'-"""'-'.'
\ .-,,. .1., ~r.1·.-id:«i,· < I• 1n/•-' ' !: 'l"L"_,·,,- ( .uJa l'C><> crn lb( "t>liun,· csp<:~ilid • ,> dad:i !"'' r ,,"' "' , ,.,,_,101111. (J pr''"'''" ru 1,·r.• ,,,,,.,
Llli l ,and\l l>; Ja<ln~ d~ a.-<.:lna.;ilo h>c'al <l:I ;'1,,vid.l(_k ,_1;i lrHcr11t::l. dc1~r- /': "':~li k!'a. F: "' 1,5 1u' e tc11111n;1 co1n p2 "- !Dll kl'" l.ktt'n11i11~ o,,
111111l" o peso. cm t.:. de""'" r,·~sna cu,1a nrns"' ,, r.k ~u kg n1••1and" c:1n: !111nc '-'.o:pccíf1<·,, final. crn rn 'lkg. Rtcp1cscntL'" p1 nccs~·' ,-,n uni ~IJl;, ,, .Jt•
i<•i Cid:.. lc do :-.1éx•co. J\-lé1."'' prc "~Jn \ '" ""'" u \•OJll! me e'l'"<"ífi •·o.
lbi {'apc 'l"<_>wn. Áfn..:,t do Sul -J.28 IJ1n ;istcrna i'e,chado qt1e Ç(•[)$1>ile Clll 2 Ih (0.91 f.:.r! de ltrll sá> '"IC•·
\'-'! Ti'4"'"· Japà(• 1un pr<Kessodcn.inlc" qual a relação enlre a prcs~ão e o \o)u1n" ~ d.<d:i ;-·••1
(di Chicago_ IL pl""'"' CC'll.>'111111e. O r,roccssn .o:c "'íeia cun1 µ, = 2tl lhf/in' (!]7 ,.;\l(, 1':1.
1
(e) Cnpcnhagcl\, l'l1nam<orr;1 '.' 1 .o 1(1 J1 (fJ,:::!X n1) e termina Ul!n !'~ = JOI) lhfhn'- (684--1.XO f'Jl, \: ,
l.19 Lln1a ctdadc t.:rn urn,1 tone de ág11~1 cnJn t1111a ..:ap~t1daJe dt· 1 milhiío 2.9 f!·; lfl.(18 rn'J Deten11inc l<oJ o valor de,, e (I:>) o \'\>lurHc esriecniu•
de galflc"> de a1·:1Ja1.cn:urwncn. Se a nia~'ª e~pccífi<.:;, Ja {igu<i O: 62.-l lhfr't 3 nus cswdos l <: 2. cn1 ft-'1lb. Esbucc cada uni do~ prnces'"-' cn1 uni ,gi;if1c•_•
(')'19.~ kg!in:'J ç a acdc1;,\·àu local <la ~rav1dadc é dt• '.l2.1 ft/~ 2 (9.8 1n/s 2). ·- prcssâo·\'O)um~-
qual é" Ú>t<;a. cm lhf. yuc a ba,e cslrutllral d.:vc .ipn:sentar para suportaJ _l.29 Un1 si~cerna que consiste cm n1onóx1do de c;1rbonn (CO) cm llui c·oll-
a ;iguana tune'l _iunto eilin.Jro-pisriio. inicialmente ap 1 = 200 lhf!i11 2 113?9, U kl'·-1. ocupu
urn \'Oluinl' de 2.0 m_;. () 111onúxidn de carbono é cxpa11d1d.1 p.1rap 2 =- 411
Us~ndo Volume Específico, Volume e Pressão lht/in: 1275.8 kPn) e uni volume tind! de 3,5 in-'. Duran1c o pr0t:ess1>..1
relação c111re ;o pre;sào e o volurnc é linear. Detcnnine o voluine_ crn ft '.
(2Íl Um ,i~lcn1:0 fcchadu que <u11sislt• crn 0.5 ktnul de amônia ocupa uni
cn1 um esl;ido internicdi:írio c111 ql•e ;o pressão é de J 5(1 lhf/in 2 11 rn~. ~
v\>luinc de 6 m 1. D<"lcnninc (a) o pc~n do >istcn1a, cin N, e (h) o voluiuc
!..l'a). e t:sbocc o proccss(> cm uni gr;ífico de pressào •·crs•o volun"·
espccílíco. cm m 'lk1uol e m·'tki;. Considere g = 9.81 no/s 2 ' '
l.3U ,\fig. f'l .3U ilustra um gás cu1nidn en1 uni conjunto çihnd10-p1~!ã"
l.21 Uni b;tliio c.,férico de 10 fc Cl.O m 'ide di<1metro ..:ont~m 35 lh (15,9 kgJ
pis_liln vertical. li1n eixo vertical, .:uja ;írea transvcrs:il t' de O.i:i cn•' t'
-- de ar. Detenninc para o ar (a) o volume e~!)t:cífico. en1 ft 1/lb e fl 3/lbtnol. e
pies(• 110 topo do pistiío. Dt'lerrniue a 1113.gnicudc d;i força F. cni N. cruc
(b} u peso. c1n Jb!. Considcn• i; = 31,0 flls"(9.-l m/s1).
age ~obre o eixo. necessária se a pressão do g;is for de_:; bar. A' mas"'-'
L22 Uni recipiente fechado eon1 volume de 1 litro corué111 2.5 x !O'' 1110- do pistão ~ do eixo são 24.) kg e 0.5 kg, respectivamente. (l diân1e!n' <i<•
léculw; de v~pl'r de arnônia_ Detc1 mine pani a amônia (a) a quantidade pistão é de 10 cin. A pressão aln1osférica local ê l bar. Considere que o
_presente. t'n1 kg e l.rnol. e (b) o volurn" cspccítil'O, cn1 m"fkg e. 1n3fkn1ol. pistão St' 011"''-' 'uavcnientc no ciliudro e que g = 9.8 J rn!s'
1:2-3 O volume cspccílico do vapor d"água a O. l /\IH'a e 160ºC é dado por F
0,6'.i 1 nr11kg. Se o ""P"r d";íguaocupa uni volrnnc de 2 ltl 1 , det<:oninc (<•)
a 51uantul;1dc presente. cn1 kg c krnol. e (b) o nú1ncro de n1olécu!as_
l,24 A pressão do g;is contido no conjunto cilindro-pis1iío da fig. 1.1 varia Eixo -
t _,--A= 0.8 C!H!

1
com seu volun1c de acordo conl p "'A+ (B/V). onde A.: B são constan!t:s. Pistão - - p,,m "'1 bar
Se a pn.-ssf•n está c1n !bf/ft~ e o volurnc está cm ft1, quais são as u11idades
de A e B?
'
1.25 Confonnc ilustrado na Fig_ Pl.25, un1 gás está contido cn1 urn con-
jun1o cilindro·pistão. A m;~~sa do pistão e<• <irea trarn;versal estão indi-
<ados por 111 e A. respectivamente. A única força agindo sobre o topo do '.·_-.'f;/- ··_'.':)~i'.T~~~~:: - V=IClcn1

pistão é devida ii pressão alrnosférica. f'aim· Con>id.:rando que o pistão se


,)~' ._,Gás'á.p :j)i;ii.{{:::
movi: suavcn1cnle no cilindro e que a aceleração local da gravidade f: é
constante, rnostre que a pressiio do gás que age na parle inferior do pistão .' ,'- -· .;_;.- •. ':i·-:: .
- 'e<'~

permanece constante confonnc o volu1ne do g:ís vaJia. O que faria con1 Fig, P1.30
que o Jolume do gá~ variasse?
1;3Í Um gás contido en1 um conjunto cilindro-pistão sofre três processo~
Pislilo "'•A cm ~éric:
Processo l-2: compressão con1 pV = cu1is1an1e, partindo de p 1 = 1 har.
V1 = l,On1 3 atéV!=0,2n1 3
Processo 2-3: Expans~o a pr.:ssiiu consmnte acé V,= 1.0 nr'
Processo J-1: Vohunc constante
Esboc~ os processos cm série e111 uni diagran1a p-V, atribuindo valo1es
para prcssiío e volume a cada es1ado de~crilo.
tp2 Considere a Fig. 1.7.
, (a) para a pressão no tanque de 1.5 bar e a pressão aunosférica de l h:ir,
dcienninc !.. cm rnetros, par:i a águ:1 com mass~ especifica de 997 kg/rn-'.
Fig. P1.25 con10 o líquido do 1nanôn1ctrn. Considere .i: = 9.8! 111/.,!.
(h) dderrnine L, ern cin. ~e o líquido do ma11ôme1ro for o 111crcLírir1
l .2ó Uni conjunto cilindro-pistão vertical. cn1no ilustrado na Fig. P 1.26. cnm m~ssa especifica de 13.59 gfenr1 e i1 prcssJo do gás f<•r !,3 11<11 Um
contcnd" tini g:í~ é culoc<idn -'Obre u1n:o placa quente. O pisl~O inicial- harô1nctro ind1c;i qtu: a prcss~o ain1osféric:i local~ 750 n1mi-ig. Coris:d,·rt·
rut'lllt> 1·c·pnus:i Sl>brc os h<itt'n!cs. Com o início do aquecimento, a prc.>,àO g=9.8lmfs 1.
do g;\, au1ncnta_ Ern que pressão. ern bar. o 1>istào começa a subir"! Co11,i· l.J3 A f-ig. Pl.33 mos!ra uni tanque de :omwzcnmnenro de i.:<i~ na1uraL
dei~ que" pío:ti\o oc n1o•·c Sui11cn1erue nn cilindro e que g"' 9,81 111/~:. E1n uma sab de in~trun1entaçilo ao lado. uni rn;l!lômctro de tubo cn1 V de
1n~r<:tíriu en1 connl!l1cação corno ianque de arnwzern1n1cn1u in,1ica uma
leitura L = 1,0 111. Considerando que a pressJu ;nmosfé1ica é [(li kl'J, a
n1assa específica do 1ne1ckirio é l'.l,59 g/ctn 3 e K = 9.8! n1/s 2. d<'Wnninc :o
pr~ssHo do gá~ natural, em kf'a.

!\atente Pistão'
,,:_;í_, l/l = 50 kg
ru~ .

... ~ ' .•. ~

· !'laca <jtL•"nlC
Fig. P1.33
2i. i_;:;pitu\o

L_i4 ( ·..11:<>1<11<" dti,1!.t.i" 11:: I".~ l'l l·i. :, 'ai•.!.1 de· lll\I <<>1np:·"'"'1 de
µ.t>' "'ld 'ig .• d,, ·' rnn L«uq11c· ,,.,._,pi<"- rn~ni<·"d''" c'<1ntc·tidp d<> l:1H4tlC'
a uni:. 111c·,,~,, lk ~1)11 kl':•. I'""' a .•llll•_"Jcnc:o ll1ça[ ck 1 h;ir,
;i1t"'iS/i1>
qt:ai ,: a kiu,r.1 J11 n1;m'1n1c·1ru ,!e l:luuu:lun c1,1 p;1n:dc d" L:mquc,
n11>1ll~Jo
e111 ~p,,' F,1" •' urua p1é'i>;,,, dt" ,-,1.·110 "" tnna 11"'''''º
"""10111éln1a''
E\;•liq111:_

/lm,,,,,..,,.;,,"·'·""' 140 kl';i


Fig.P1.34
Fig. P1.37
l..',5 0 h<1rú1netro ,1p1c~cntadu n;i F1['.. P\ 1) c·ontérn 1ncrclirio {µ = i3.:'i9
~h:m 3 l. Sc" pre~são aunoqerica local é de 100 kP.i e.~= 9.8) Jn/s~. de- l.;'18 Confonn<'. i\t1'1tarlo na Fig. Pl..18. 11111 vckuh> de cxp!oraçào ~ubinci­
ltnnin<.: a allltra da coluna dt: TlLCrc1Íntl. L. enl rn1nHg e inllg. rina subtnergc de unia profundid"dc de 1000 ft i3U4J\ 11')- Co11si<lcrm1clo
que a pre'>~O alin,isfériça na supc.-ficic ê dto \ atm, a 1nas>a específica d:i
água é dc 62.4 lb/ft' (9CJ9.5 kg/ni'J" g = 32.2 flls' (9,8 1nls-'). dt:Lerminc a
\'aptu d" 1nercl1ri,1 pressão sübrc o ~·eicu\o c111 aun.

/'"'" = 1 aun •
.~ = _11.1111, 2

L
{',1m = 100 kl'a
"'·-
i _, __
\•_
.,., .
1000 fl

Fig. P1.35 i\.lercúri~ líquido, Pm = 13..59 g/ç,n 3

·1.:ü; Água e~cna a!ravés (k uni 1ncdidor Ve1u11ri. cunformc ilu~trado na


Fig. P l .36. A prc,sãn da á!'.u;• no tubo supuna culunas de água qu0;; dife-
·re1n de \O in (0.25 m) (k altura. Dctcrutinc a_<lift;rt:Jl<.,:l\_\l_t.e_p_r_e_s~-~{l__Ç_f!ll'._<õ__
üS pont_os a ,:-_h,_,:-11\_ ),h_t/in_~. :\ pré,,;'iu auinrnta nu diininui lia direç~t> do
t:<;t:oan1cnto~ A prc~~~o a11nosféric~ é de 14,7 lhf/in 2 (101.354 Pa), ovo-
lunic e~pccílit·o da água é de (IJJ J (,(J4 ft 3flb (0.001 1n3fkb) e a acclcraçíoo
da gravidade é f:"' 32,0 ftls 2 (9,i 1nis2).

/>_,,,, = 1-·!,7 lbf/in''


g=3:.ou1, 2
fig. P1.38
Ae\L,I
,, ~ o,11:r.rq n'n1.
.3'! ll1n 111anii111dro de vúcuo indica que a prcssào <lo> dióxido de carho110
c1n ull\ Ianque kch:td<• <:: -10 kPa. Uin barômetro de mercúrio l°•lrnt:ce
a ptcs''"' atll""k11c:t líll.·al dada prn 750 n1111llg. Dcl<'.nnine a rrcssào
;,h,.,lt1ia do diúxido Jc carbono. ctn kP:•. A tnas~;i ,:srJc·cillca do 1nc1cLír1,,
.: 13.59g/cni'c;:=9J)l n1/s~ .
.-Ili lJ1n i::í-; entra cin uni l't>1nprt:sso1 que proporci"rn' nn1a raz;lo de prc>-
s:I<> í_c111n: a prcs,àn de saida e a de <'lllrada) ignal a 8. Considerando
qu,· uni 111aniin1cl10 indtl'il que~' prcssiíl> rio!'-ª' na entrada~ (k 5,5 p~ig
(17 .92 l l'a}. qual d pre>são absoluta. cm jl,~ia. do g:ís 11a saida'1 Considere
que a pressão atiuosft.'rica é 1-!,5 lbf!tn: (99.975 Pa).
L-ll Conforme iluslri\do na Fig. Pl.41. uni conj111110 eilindro-pistào vcr-
..17 A Fi[!. Pl .37 •nr"lr•, t1u1 !Jnql1c no 1nkrior d" tun outro, caJ.1 um con- 1ical con1 um rc~i,;t<,r elétrico instalado cnntcJn ar. A atn1osttora cxcrct:
lt'nd" ar./\ r"''"'" ai1'1•lt!la ao 1a11qltC A é de 26'1.7 \;P.i (l n•anóu1c!r" L•rn~ rrcs>~'' tlc 14,7 lbf/in: (101.35-1- P:tJ no tppo do pi~t:1n. o qual tc·1n
A <'Sl.Í in,ta\aJo 11n inlco,-;," d<> tanqu<'. B '-' nc,:1,trn i-hl ~I'" {) m.onúmctr<> urna •n<1~s;1 de \(lll lb (4),4 kg) ,. Ltma 1irea frontal <:onespond~ a ! fl'
ele tlll'<' •:lll \_l c't•Ll<"'\a(\,, ;tu tanq11C R < OlHC'1l 1'1'-'JCrnÍO_ l_;,;111JP " ' dadn< 1(1.(!9 111:1_ (_',,llf'!Elll''" ~on<'nl~ dt.'!rÍcd P"'"' arravé, do r,_,_,i<;to1 o \'O-
<h• di.<;'.'"""J, d<'.lcnH<th; ., i''"''~" ~l"olu1a 11<' 1n1c1inr '1" la!lnuc il. ,..,, lunu: d<· .ir "'""''L1l::. c:ra-1uaE1lu o p•-t.io '""'"'e icn:;11nc11lL' no nlinchu
Ll':<. ;\ p;c'''·'" .1:n1•'-lc·Li, ;\,,., \'ll>nli:tro<;J:" de• t:inquc H ~ ck lrll kf'a A .\ .1c·,,icwç:1" lncal ,!., ~r:1vid~d·· ,_, g"' 3~JJ flh' (0,7 iul< J- Dctcnninc ''
0

,.,-._,:,·r;1<_-f<<> da!-'.'"' ;c1;1cic é e·= 'l.S 1 nli.<~ pr,_,,,5,\ dP :.r "" ,_,nniumo cilindn1-ri_,\;lo. cm \b!/111 2 e cn1 psi;:.

-·...-.-----
Conceitos Introdutórios e DeHniçõ<!s 23

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Fig. P1.41
Fig. P1.45
1.42 l:m c·nnju1Lto C"ilmdr<>-pJ>lf•o oriL'nlildo h0rizon1almen1<0 <.:on1C111 '"
qu<'nt<:. <.:nnfornw 111<1_,tr~ " Fi~. I' 1.-t'.:'.. () ar ér_esfn~<l!t lc11t_~111cnlc parlin· l..th A Fig. Pl.4(, ilustra urn 1n<u1f1111<:tro incfinr1do usad<• prna 1l1edir ,,
do do .-.. luu1c in1.:1:1l de O,O(i"l 1nl ":é o-,.;,lun1e fm,11de0.002 rn' Du1ilnk pres~iiu Je u1n [!<is crn uni rcscrvat(1ri,1_ (;1) Usan<l11 \'' d:id115 da lig11r<1.
(• p1occ.'~" '' n1ob :::x<.:rcc- Ui-na íurl'" <.jtie v;u-ia !inearn1en!~Uo \':tlor inici.d dc!enninc a prc~bãO do gás ein Jhflin~. (h} Expr<.<ssc a prc,,ão rn;m\lnH'-
Je '-11111 .'\! alt~ o valor fin.1! çonespnn<lc111e a tcro. ,\ p1<><~:io a!ll""ICrica tnca ou o pr~'-'ãu de váLu1>, conforme aproprii!do, c1n lbi/1n'. 1c·1 ()uai"
t: de lilll h.Pa. e a :irc;1 fruntal do pi>t;\o e de OJJ!:-) rn: O :cliilo en11c ,, v:n1tage1n 4uc !l 1nanômetro inclinado aprc.<<:nta sohrt• o 111.int.. nclro ,j,_.
pis1áo L' a parede do c1li11dru podes.;' ,1..,~prc~..tdo. f'<Jra o :ir L'Oílli<k> no tipo tubo cm L' 1noslr<1<lo 11a Fig. l 7'1
11lltnor do conjuntn cilindro-pi~r;lo dc1enn1ne a pr<'.<~ão inicia! e" final,
~inhas ~111 kP~ e al1n. -

.·\ =0.018 rn'

··--·--'-
i__ !',.,m = 100 kPa

- "rJ:AYiY~i/~1
A força da mola varia lim:atnicnk' de 'iOO !\ 4ua1Hlo
\:1 = 0.003 m1 até zcru quandc• V2 = 0,002 ni-1

Fig. P1.42 -(:ONVERSÃÔ


14,71bllin~= 1 x ID5Pa
L4J ,\ pres~ao da água er11 u1n encana111cnto f;Cral de ágti;i localiz;1do nu
2,2 f\/s! = 9,8 m/s2
nível <la rua pode ~er in1uficicntc para yuc a âilla alcanct: os amlare:> o--·
supcriore,, de edifícios altos. Nesse caso, a água podo; ser bun1heada para 1 (J in = 0. J:i n1
cin1a, en1 <li1cçào a urn tnnque que ahastcce 0 edifício de <igu.! por gr:1vi-
CY~=o.25111
dadc. Para u1n ianque de arrna~cna111enlü aberto, no topo d~ urn edifício
de 30() ft (91.4 111) <le altu1·a. dctern1inc a pressão, c1n lhflin'', no fundo
~5 lb-,-,,-
3 =-,-,3-,-ro-,-,-,,;-,·n-, --1
do t;inque quando conti'rn {igua até unia profundi<_!adc de 20 ft (6.J 111).
;\ 1n,,.<sa cspccffi~·;:,. d:t úgua é de 62.2lh/ft 1 1996.3 kg/n1JJ, 1; = 32,0 f1/sc 1,47 A Fig. Pl.47 n10,tra uina boia esférica con1 8500 N de pc><> e uni
(9:1 1n/s"). e a pressão a11nosféric:1 ](}c;J.] é de !4.7 lbf/in" ( 1O1.J54 PaJ. di~1nc1ro de t .5 m, ancorada nu fundo de um lago por n1cio de um çaho.
I.4-1 A f·ig_ PI .4'1 n10s!ra urn lanqcu;- de ·1 Jll J<: di~n1ctro us:1Jo para colclar Detenninc a força c,\crcida pelo cabo, c-n1 N. Con~iden: a nt«ssa especír1-
itg11a da cht1\'a. Co1110 ilu,;trado na figura. a proftu,,Jida(Í<' dv ~anqut: vari.o ca da água como 10 3 kg/m 1 <'g = <J,81111/s"
lincarnl<"llll' de:'\,) Jll cm seu c<:nrro a:> 111 no long<' du p<"rÍ1nctro_ A pn:s·
<;;io ;111110,frrica local é (k 1 har. a acclc1Jç5o da gr:ivid;"k é tk 9,8 111/s: --~--~------~----
e;, n1a''" '"P<'Liiic« da á_;:ua ~ 987.1 J...g!m'. Con>id<'ranllu que· o tanque
cs!á cheio de água, ddermrne
(:11 "prcs'~º- crn ~P.1. na pane· i11fc1t11r ccnu·al ,1., 1anqt1c.
(hl a ll'l"'\d lnlal, o.:lll kN, que agt' soh1~ o lu11dt> do lanqni:.
!J=l.5m
P.;so= 8500 N
!',,,,,. 1 b:ir
~
----K--------....
4111

>•n
.15rn

~ ~
-~------------"-

! ..J.:' C<•nsido.:1.111d.-, q11c" prc,<;ào da .i~•Jl<l na base da torre Ut• {1gua il11<;tr.llb
n., Fi~- 1'1-!5 é dt· .!.i5 hw_ ,k1Clll1Jl\t' ,, prc·,_.;.-, do"' <JpcisinnC<d<• '"""'"'
dH lll'·l'i dJ "~"·'· :rll h.11· (' .. n,Hlnç:i \'"-"·'·' '"·i'ccdi," J" .1gna c:"n10 l(l'
Fig. Pt.1+7
__;e: [· 111 ,·1: r"<k lic uri:.o I\Lj'lU1 ·' c·:n :11n tanque· ,k .Jr •10.11.c·n<1nlc•nt<> de \iku :;: •\ <lll<'Lrn;t de s:í, '1"\u1.oi u1111 '-' «r ":~ulw cTtl prnd•H•'' S·"º'"' <t
c:nlt'ITadu ..·•!,.'.ll•'' '"htc·1r:rne;" c"r.Ua!"dlll n·.> 1:nH.JH<' .i:,: J. p1·<>i"nndidadc !.'li:í~"C l:xpr"'''-' c•.1.; 1en1pl'l:tllu.t .:m i(_ "R c ºF.
il11"1;tda n.t Fig. l'l -!S o,·1c1·~1Üll" ,, j!IC.'·'"" '"' irncJÍ:•CC ;ilcq-;,gua e 1\(1 : ..~J ·\ lcnipcratura tle uni" cri.onça docmc u1n1 fchrc 1°01 rci;istr:.tb C<ilthl
l :.ind1• dn t;,nquc. :1111li:" cm ihl/in: iprC''""' 1>l«rlc•Jnt·11·ic,1J. :\, ª'"'"'-' c'i- -lO"C .-\ kn1pcrc!luru '"'"nai tlt: uma .:rian~·a t" 37"C. Cxprc''" a1nhas "'
pcc·iúc:,, da agu,1 ,. dn ol,·o -'·'"· r.:~pccl1\'an1cntl". 6.'. {993.i: e 55 •.Xi> l.\I,, lt'llll'Cr'1Ull~> .:Ili 'J-'
;nnh"' .;:n Jh/l 1' ik).:ln1' 1. J·.1,·a;; = ~~.2 ftJ\.' 1<1y 111/0: 1.
:'-l () gr"" Rankin,· repn.:,ent:i 1ulla unid<lde do: kinpcratura rnemH ou
ru~ior do que<> )'.r•w Kell·in'! Expli4uc .
.::3 A Fig. J'l ~~ n1osn;i 11n1 si'icma que (on~1'k en1 u1na harraciií11dnc·.1
de cobre ísol,1tb1 e1n ·"'ª <;uperfictc lateral. enquanto 'li;''
cxl1c·n1idaJc,
cst:lcl c::11 c·c•ulato com part'tks q11e!lll"'> e. fria~ n<1~ 1c111peraturas do: lOOOºR
(~l\2.4"C\ e )OO"R \4.fi"C}. respcctivanicnte.
(;•) E>bu<:c il 'adação de l'-'lllpenilur" con1 a pu.,i~ãn .\ ao klllgO da bdr-

,;,i1~i;::~~i~~~J~i1!:~;;
17 fl f".
! lb; A barra e.'> lá c111 equilíbrio'! E~plicjllC.

1
i
~--
Agua · 3h
Fig. P2.48

L-l;J ,\ l·ig. PJ.49 rnnstra lllll !anquc (o:d1~du ~ontcni.lo "' e 6!co. (jlJ:d "º 500°R
c>l:Í t·onccl;idu 11111 manÍ>rndro d~ tuho 0:1n li d" n1crcúriü ,. um manóinc-
lro de pnc:>s:io. Dt'lcnni1"' a_ kilura iuJicwJa 110 1na11l1111ciro de pressd<>.
cn1 lbf/in 2 (p1essão rnanon1é1rica}. A' lll<>'S:~'> '-''Pcl"ilicas do óleo e do
n1..::rcúrio são. r~spcçli"an1cntc, 55 1881.0J e 845 (l'.\5,4 x 101), ;imbas cin
Jb/fl 1 (kg/rn'). Faça g "':i2.2 f!I>' 1_9.8 n1/s 2 ).

Fig. P1.55

1.56 Qu;il é (<i) a lt·inpen<tura n1ais bai.x-a rcgis1n1da na Terra, qut: ocorre
11a1uralme11te. (b) a temperatura inais baix:a registrada em um lahurat!irio
na Tc1Ta? (e)" temperatura 1nais baixa registrada no sistema solar da Ter-
ra. e (ti) a 1en1pcratura do espaço profundo, cada uina cn1 K?
-~--

L, = 3 ft .~7 Qual é o auinento n1áxirno '-'a dirnintiição nníxitna rdal!va ~ tempe-


!. 2 =0.5 ri ratura nonnal do corpo. que é de 37ºC, que as pessoas podc1n suponar
L3 = 0.7.'i fl antes que: ocornun cornplicaçôcs 111édicas sérias'.' Escreva cada uina delas
cm ºC.
1.58 Para lennômelros de bulbo. a propriedade terrnométrica corrcspondt'
à variação no compriinerito do líquido no 1en11ômctro com a 1en1peratura.
Entretanto. 011tros cf,,üus preseritcs podc1n afetar a ten1p.,ratura lida cm
lai~ lcnnl\n1etros. Q_uais são alguns deles''

Revendo Conceitos
!.59 Rcsp<:onda con1 verdadeiro ou l'al"' à<; seguintes afirmativas. Expli-
que.
(<1) l11n sistcn1a fechado conté1n ~t:mp•'-' a incs1n;1 n1<1t~ri<i; não há tr.;11s-
fcréncia de rnat.:Oria .nral'és de sua lhin1óra.
Mercúrio{/' = 84.'i lb/l"l 1 ) (b) O volumt· de u1n si~1cn1a fechado potle n1udar.
i; " .l'.'..'2 ft/s
2
<e) l!n1 nano·~cgund<> é igual a 109 -;cgun<los.
Ld) Quandu um siskma fceh;ido sofre uni processo o:ntrc dois cst;•do~
'-''pecificadu~. a n1u<lança Ül' !ccnperutura entre o~ estado' cxtrcino> é in-
dqwndcntt: dus detalhe~ <lo prnc«~>O
1---------·-coNVEP.~,-_z-:.;------ 1 (~J Ó1giio' do corpo humano. ço1110 n cotação. cuja> fnrrnas 1nudrt1n i1
1 -i~-~-:>rt=0,91n1 ---1 111cdid11 que de> c.\ccut:nn su,ts f1111çiic<; 11onna1s podcrn ser cstuda<lu\
corno voltunc, de controle.
L~ = 0.5 ft = O. L'i 111 ---- --·1 (!) E>tc hvro adot" a ;1hordagc1n 111i,·1oscrit"''" da tern1odrn:"urucrt.

L, = o.75 rt" 0.23 111 ----~ _.. n Responda con1 l"Crdadciro Oli falso :1> ~eguintcs c1finn,11iv:". Expli-
que.
~:-SS1hffi'~1;-;i~1-,--
(a) 1 N ~ igual a J kg · rnf.>'. rnas l lhf "ª"
~ igtral " 1 Ih · fUs"2
p; 1)4) ][lffl'; !.3 Ir)~ \;g/m'
X (hJ O voh11nc espc1:íí1co. u volu1ne por u11id;itlc de 1na.«sa. ~ tnna prupric-
----·---·---- ---------- dalk intensiv;1 cnqu~n(o volu1nt• e n1;1s>« s:,o pr<1prio:d:idcs cxtcn~i\";i~.
g = 32.'.'. fch' = '!.K uils' (e 1 O q11i!ograma e p 1nclrn 1clativos i1s grandezus 1na>sa e comprimento.
rc<,pcctÍ\·a1nen1c. sf10 cxcn1plos d.: tiri1d:id'-'s b;i~ie>» do SJ dc!inid:1s por
Ei.'.µ\ooando a Ternpera1.;;ro «ssuciaç:to a UJn ohjt:to fabricado.
(d) Se o valor tlc qualquer propri'-'<bck de utn s1>1c1na v;11ia com o l'-'mpo.
l.:'!' \lá 30 ano,,. il teinpé•atura n1<'tlia cm Torori\•>. Cilnatl~. durante o \'C· '-"'c '>1Slcn1a n'"' pndc c<lar crn 1cgi111c pennancntc.
1ãu.; de 19,.'iºC e thirantco inverno~ rk-1.9ºC. ()t1ai' '"" '" 1empc·ratu- (e') A cü1npo.;iç~10 tlc 11111 ,;~tem<• i"erhado não podo: \"ar:ar.
'·" rn~tliu~ '-'quiv:•knrcs d" ,crão e d.: i1wc:no .:m 'f ,. c:n "R'' (1) Dt• ;i,·ordo con1" prin.;:ípi" (\,• ArqHÍ1ucde:<. ,\ n1,1;:nitu,k da forr;·a de
,; : Con''"na "' ,,,,l'.l'in1,., 1cmpc1atun" Jt: 'F par;; "r- c·n1pL1\(> •Iº'' "IC'" <,{)bn,: Hill cor:>n >UIJTll!"f"' é i;:u~I au pcsu do cnrp<l.
1.11 !'hºF.1hJ- ..>:r·r.1c1 50·!'.1J1 -11t"F. (c1 _1:'. r (f; -•~'.'.t'7"F !{c~p<H1da CC•l11 .1~
0

{,; ,-,·1d:1Util(' ou Lt!.>u 't:;'.LIT!li<:'< .1linnati'"''- E'l.pi.


C<Hl\"t'll'< c·.1da kn11'c"r;•\nra p;LI·" K. que
Conceitos Introdutórios e Definiçõe~ 25

r .11 L',.11cfri~e1cune .• 1;rna !''~'";" ab,_.lut;i tk é\X ,nrn "'1,í" ,:rn,1 P""".''-' ! d) l' P.I r,·cip<c'Jl;l" '""te rock• 0.5 k:1i"I d<' "·";;''"'" 'O:' ,·"n''''" '(, : . i ~i
rn,u1.-i111é1ric;1 de 11,:•. :.tn1. ~{>tk o,
.t-) Qu.mJo doi1 '1~1crn"o e'l<i\J ~n1 cquilil11io ic'rmico. ,, propricJallt· '·'"' Urll volume· Je ~untrok i cllll li)'\' t:'-pl"cial d.- '"kllt-! 1c.!,,"j" ·.Hit'
1entp~1alurJ t' d rnc~ma p:ira :unbu., "·'"'terna' n~o interage d..: ,ilgtl1n'1 frJnn,1 c,,.n :<ua 1·1111:han.,:,1
lc_1 O e:r:iu Rankine é urna unidatk- de iemi>t:rarnra n1cnor do lJUC \l grau (n ,, tlTlitfade de Jlfl"''"' p.~ia indi..:,1 uu1;1 pie~·'''º ab,;olt\la ..:1p1 '''"" ~"'
Kdv111. lbflin~

f.lf' Atualn1cnte, nu' E~!adw.. Unido,; quase 1<•da;; ek1riCÍ\bd<:' é r•••<.lt1- ajuJ;ir proprict;\ri<•.'> lk 1111rivcis" «tlcjuirir tais con1p0ncn1~~ ;t11:"·('' lk
1.1da f'''r usina' alnnl'ntadas com ç,unbu~líveís fós,ci<; a pa11i• tla yuei111a ..:tnpré,;tirnn~
e !ca.1ing. lnl'<.:stigta· e avalié" de fonna crítica"''~~ e oucr"'
do (arviio ou do gá> natura!. usinas nucleares e hidrelétrica.'. Usando a opçõt's para prorno\'er J in1plantaç:to de sistemas de cnergi~ ;,ilar dt's
l1ncrn..:l. dctenn1nt'. '" porc<::rll<igens das contrihuiçücs dto,scs hpo,; de ge· coberto> por nieto d~ grupo' tk <l1SCL1SSÕ<.<S to da tirili7,1çà\\ da !ntcind.
1m;~u de cletdcidadc p"ra o~ EL'A. con:<iderando o tot;.1\. Par:i c·a<la u;n Dcscte\"<l ~ua> iinpr'°'';-,e.; CHI urn po'iter para aprescnwção.
<l"s yu01lro !Ípos rne11ciona<lo>. de!enninc pelo rr1eno., três co11sidcraçôcs !.XI' {_) l!s{ig1110P1u111ô11w11n nor:n:.lrneritc 11~«dO para n1cdir :1 prcs~ã<l ><>n-
11n1hicnt:iis assnciadas importuntes e <.'Ou10 t:us aspectos an1hie[ltais afc·· guine<J esl<i ilu~trado n;i fig. PI .8l-'. Durant<:: o tcs1e a bra~'lodcirJ ~ Cülot"-
tan1 o projeto, a operação eu custo da respectiva usi[la. Escreva 11111 n;l<t- da é"ln vnlt:i du braço do paciente<:' é con1µletan1enlé" inflad;;., !h>I 111cio de
tó.-io com pelo 111enos nês ré"f~rências. repelida<; ron1pressüc~ 110 hulhn de infla~-ão. En!ào, à 1ncdida 4uc abra-
l.21' () nwrcúrio é 1<:<.:onhecido t·on10 umu substância que po$Sui uni ri~­ <,;adciro é gr;1dualmenle reduzida. os 'ons das artérias, rouh~cidos co111n
.;;u b1ol6gico significativo. E~se f~to !cvnu à clin1im1çAo do n1crcúrio cm »ons K(!ro1k11/j. são nionllt>r<ldos com urn estetoscópio. Usando esses Sl'll'
termóinctros tk· vidro (Vt:ja !':t1erg;11 e /'.-feio Ambie111e na Seção 1.7. l) cun10 parinnetro, as pressücs sisuílica e di11sl!Ífica pudc1n >t'r id(·ntofi,·a-
e u creSC<'nte rcgulamentaçiio de usinas ;1 carvão, cuja; cmissi"Jes ;ão a das. Essas pressões são rcgi;tradas cn1 tern1os do compnn1ento da coluna
p1·i11cipul fonte dL' cont:i1ninação do solG c <la :igua <lns EUA pnr mcr- de 1ncrclirio. Investigue a base físi..:a para os sons Korolkoll, sua fun<,;iiu
<.;Ú1io. J11ves1igue a~ curnpliear;ões 1110::dica~ dr< i::xposição ao mcrcúno e na identificação dJs pressões sistólica e di;istólica e por que e,sas pre~­
sc11 1n1pacto ecunõrnico. Rd;ile seus rc~uliados ern unia apresentação en1 sõe> são significativa~ na prá!ica da 1nedicina. Escrl:V« u1n rela16rio co111
Pt•\VcrPoint bem docurr1~nta<la. no 1nínin10 três ré"ferêucias.
l.31' A ·111edida da pegada ecológica da humanidade é uni indic•1dor de
su.,tentabilidade ambiental. Usanrlo a Internet, estime a quanlid;ide de tcr-
ra e <igua ncccs;,ários a[lualn1cntc para sustentar o seu consumo de bens
e s<·n·iços e para ahsorvcr seu,; desperdícios. Prepare um rt:latório con1
suas cstin1ativas e liste pelo n1cnos crês coisas qm: você pode fou:r para
reduzir a sua pegada. ---- Colu11a de incrcúrio
J.41' Um tipo dl: prótese depende de sucção para ficar presa ao membro - Braç:ideira par:i aferir
residual mnputado. O engenheiro deve considerar a diferença neccss:iria a pres.~ão, Pb
cnlre a pressão almosrérica e a prc~são no soquete protético para desen"
volver a sucção suficiente p;ira manter a ligação. Que outras considcra-
çüc-. são itnportantcs para os engenheiros projccurem este tipo de próte-
se"! Escreva um relatóno con1 $ua~ cn•1cluslics. incluindo pelo n1cnos tn:s
refcrênci;os.
1.51' Projete unia homba de ar de potência humana, de baixo custo, com-
pacta, de baixo pe»o. ponãtil, capaz de direcionar uma corn::ncc de ar para
Junpar teclados de computadores, placa.-. de circuitos e alcançar locais de l.'JI' Níveis elevados de arsênico. lJUe ê um veneno ~cm gnstn. sen1 odor
difícil acesso err1 dispositivo~ .:k1rf>nicos. A hoinLa náo pude us<ir eklri- e se1n cor, estão presentl:s e1n poços de subsolos qu'-" fon1eccn1 ;igua para
cidade, incluindo hatciias. nen1 en1preg"r quaisquer prupclcntes quinii- hcher a n1ilhões de pcs,;oas en1 todo o mundo. Identifique tecnologia~
et" Todos os rnatc-riJis devcnl ser 1eeiclávcis. Devid0 ii proteçdo das pa- de tratamento. de baixo custo, fácil descnvo!virncnto e utilização. rara
ttntc' existentes, a bo1nba deve ser unia a//enuuiv<' rli.1'/Ítllli para a ho1nha re1novcr o arst•nico dcs~a~ águas utilizadas para bdx·r. As h:cnologias
fan1iliar, a bo1nha de ;1r para a bicickta, os produto~ cxi~tcntcs des1inados consideradas podccn incluir abordagens de maleric1is i111eHxe111e.1· e outra~
a lirnp~r o cornpul'"lor mencionado e as rnref"s de lin1pcz~ delrôniea. nhurdagcns relativas it imnotccnologia, n1ns não devem estar li111i!adas iL'
1nesmao. Escrever uni relatório crítico a1'aliando as tecnologias (·xislcnles
l.61' () equipan1ento yue registra a in1~gern por ressonâ[lcia rnagn~tica e as propostus. Liste pelo znenos tr(,~ rcferêntias.
(IR~1l emprega uni forte can1po magnético para prõáu7.ir figllnts deta-
lhada~ de círgãos intetnos e tecidos. Confonnc ilustrado na Fig. PJ .61', !.!UI' Con<lui.a uni projeto eon1 prazo cstabele.::ido no raino da biocng"-
o ;iaci ... i:c se reco.,u sohre unia ine:-a que dc~li~:i para dentro de uma n!wria 4u~ pode s~r rcoli?adn de forn1a independente ou e1n tun pe4uewJ
.iht·r1u1a c1lind1ie.t onJl" P C:llllf"' e' criado. Co11<;iderando um »C<lll[ICJ grupo. O projeto envolve urn <li<;pn>iti\'o nu t.'.cniL·a panL ciru1."ias rnini-
iR~'I ccnno t11n si.,!C•ua. idculi11qttc PS loc:.is [la fronteira do siste1na matncnte invasivas. uni di,po\itivo i1nplantável µara adn1inisl1<11 1ncdica-
c111 que o si,tcn1a intei:igc' con1 ~'"" vizrnhanças. Dl·scrcva C:unbérn ,,, mentos. un1 hiossenq1r, sangue arcifici;tl ou alg0 de intere>sc t'Sprci~d p;1ra
OL(1nências ,;1gnificat1va, no in1erior de> »t<;lcrna eª' 1ncdid:i~ l<Jlllada' \l>Cê ou Sl"U grupo de pru3ctu. Vocé P'"I'~ lcv;ir 1·ár1os dias para pe,;qui'>;n
~obre a su;i idcüt de projeto e, ent~10. p1epar~r 111na breve propo'ta ,·,n1-
p.1r.1 o C<llif,,rt~> e a ><'gurança cio pac·1enle. Escrevi• um relatório corn no
111ínn11n lr0' •cfc,ê11cia'i. ta. 1rKlu1ndo diver~<l~ referências que forneo;:a111 u111:L dc'daraçào geral dn
conccil<>-ha:..c. ;ik'•n de tu11a 1io1a de ohjd1vos. Dur;1nle o!" ••jcl<'. ol>.>clY(·
os p1\1ccdirncnlos para u111 horn P"'jt·to, tai~ '''""º º' d<»cu1id"' na St·•;~•'
Scanner IRJ\.1
1.3 do Tlwruw/ [Jcsig11 ruul ()pti111i:a111111, John \V1ky ,<?,,_ '.)on:.. lnc .. N''"
Yor~. 1996. p.>r A. l-l<'jan, (; T,"tsarnni, e ~1. J. Jv1uran. 1-:<iCl'C\',I \1111 'el;i-
lório fin;il bcrn doL·u111cn1:ido. inrh1i11do três rel"cri.'1K·i:1,_
.1 fj• Condt1za um projeto com prazo t:St"bdecido e11,·ohend" a EsW(,':io
Esracial lnk1nacl(lnal. ilw;t1ada na T;1bcla 1 1. que pode .-a·r rc·;1ii7ad<, de
fo1ma indcpcndcn!e ou e1n un\ grupo pequeno.() 1110_1..:tn p<Jdc e1ivoln:r
urn experim~nlo cujn L·oinportarne"!o é n1clho1 ~1n u111 :1111htcn1e com baix:t
gravid<1de. 0111 d1spos1l;vo par" n cunl'ono ou uso do., ;tst1onau1as ou ai>'."
de inceres>e espé"dal para \'OCê ou seu grupo de projeto. Yol"ê p.1Jc Je·,,,r
diversos dia' para p~.;qui.,ar sobre a su,1 ;lki:i de projeto e. ent~o. prq1arar
llllla br~ve p1opo~ta <:'\tTilil. incluindtl ,·(irias 1ckrênl'ia> que f•lrnc<;,un lllll'\
dec.:lar,11·Jo gcr;ll do con,·dto-hase. "léu1 de urn;1 li<la de objetivos. OtH·,mtc
' '.· \' ·\ [>ti11cipal h.tí!C11;o p.11'00 lllTl:t ""'i•ir •rnplant:içCh• ti.' >i,1cma> de ener- n prOJ«H>, ob-;ervc ns p10C('dÍ!nl'l1!L'-' par:• "m bom proiLlo, luis t'<Jlll•J ,,,
O'"' -"':ar,.,,, i1n"''"' ,. l'''''"l'I"'''""'1"'"'"' e n Cll'(" ini,iJI p.ir;• adqunn .Ji,(tllidos na Se\·~,, 1 _l dt> Jh1·n11'il lh·.,1g11 u11u' Op1io1.'::,1lio11. .lullu \\'ik-,·
::; """"' 1,.L. __ !\Jcw York. l'J'J6. por A. l1c·.1,rn. (;_ T:...tl,:11un" ,. ;\·j J ~lnr, 1 ~;­
e Hh\ . .J:" o· ,- .. nr;pc·n~"\c'• ci<> :c:n.od" /1luai11w'1it'.. :dgu11' nnn11cÍ[':"' <'
"''"'''' ['Ut>l;,·n~ lÍ<l> i:"·'d"·' i_íoo.l<'' C,]jn dc·>e""'l!Clhl" pi:""" I'"'" E,;c1c.·\':o urn •d<lt•iri" lin;,I f>~n: doc:un1e1H:odo, i11dHÍ!ltt(' 110' rc1\·1l: 11 u_..,_
~--

.-_,:; . -··--···-
, ,: i1 ···~.· C•J1'

',-::;,,-;, '·'"· _j·,;_:.[hhtJ1'.f.


ü conLeito de energia é uni conceito fu11dan1ental ern terrnodinâmica, e um dos aspectos
ni.:;i~ ç1gniticéilivus de an51ise ein engenh<nic. Neste capítulo discutimos energia e desenvolvemos equações para a apli-
,-;i~.!n <J,~, princírio da cunser·;,içJo de energia. A an<'ílise e1n questão é restrita a sistenias fechados. !~o Cap. 4 a discussão
f> r·:,1<>r«:iirJJ J ·Jolur11e:. Je contruie.
!~ 11Uf~10 r_i,~ en·~;g:.2' i'; fan1i!iar, e você já conhece bastante sobre ela. No presente capítulo, vários aspectos importantes
·"''- i' ,J,_i <_lt11(e;t•• rJe e11ergia sílo desenvo!vidus. Você j,í se deparou com alguns desses aspectos anteriorn1ente. Uma
;,: ;,; \-.,\·,i•_c. v <1 .:\ qur~ f'õii~rgioi uuJé• s<>r orn:ozenad.p 110 ill\(•rior de sisten1as dt: várias mrirH:iras. A energia tarnbé1n pode
. :: :. • ,.-,-.',-f,' ,l c· L• ,n,-, ir, n:1<J 1_' 1~-, ou! 1;-1 r· l111ns{erida entre si·;ten1as. Para sistemas fechados, a en e;gia pode ser transferida
i"-..; 1p11, _i,1 .'1,cí:J,11.h._1 ·~ .j;, <•tJr:s(erénrio rlf .:nior. A quantidade total de energia é conservada en1 todas as transformações

· ,:,_',!er:10 1IP· t • • ,,;111::,ç, -· .-, ci,. ri1}·.. ~·1iz;,r ;";s.1°. icie!.:.s ~.n!Jre t·n·'rg-ia ele ;nodo <1pruprié1do parci unia ;:injlise de engenh<i-
11 ~,,, r··· :'.;':'' :_iuc. él.'llCi:'i111'> de e11e1gi.:1 oriu11d(JS d,1 1riec:1nic,1. (J conceito ten11odi11ân1'1co
,_:._. - '1'''' · 1-,-,c-, :oi1:.nc.:_:,-. do :.<.".r1:_• i[.-, d!.: er,<:'l_\:;ii1 e:n llh;cJ1-1iLiE.
..
,
.~
~


g
~
Energia e a Primeira

i Lei da Termodinâmica
••



1
1

Quando você completara estudo deste capítulo estará apto a...


1
..,_ demonstrar conhecimento dos conceitos fundamentais relacionados à energia e à primeira lei da termodinâmica ...
1
incluindo energia interna, energia cinética e energia potencial; trabalho e potência; transferência de calor e modos
de transferência de calor; taxa de transferência de calor; ciclo de potência; ciclo de refrigeração; e ciclo de bomba de
calor.
_.. aplicar balanços de energia a sistemas fechados, modelando apropriadamente o caso em estudo eobservando corre-
tamente as convenções de sinais para o trabalho e a transferência de calor.
~ conduzir análises de energia para sistemas submetidos a ciclos tern1odinâmicos, avaliando, conforme o caso. as
eficiências térmicas dos ciclos de potência e os coeficientes de desempenho dos ciclos de refrigeração e bomba de
calor.

'7
._____. -----

28 Capítulo 2

---··-----------
Revendo os Conceitos Mecânicos de Energia
,\ pJnir C,1~ <.:ontrihuiçôo.:~ de~ Galileu e üutros. Ne\vton l<innulou u1na dcs.::riç;lo geral du~ 1novi1ncn1os d11s ohjct<. 1 ~ sot> <1
i11!lu,;11L ia de ti11\:1' :1p lic:1d,1~-. A~ lei:-· do rnP\ in1en10 de Newton. qu,• fornt.:<.:e1n a base p;ira a 111ecàniL·a cl;iss1ca, cPndu-
1crn ao~ ,·onccitus de irnbuiho. c111~n;ia cinética e. energia rio/c11ci1d, o~ yu,11~ .O:\'t'tllual111t>ntc \e\·a111 a u1n conceito 111a;,;
;t111plo Jc energia_;\ rri.:..;en\<' discussão se inicia corn unia aplicaçào da segunda lei do 1novin1entr1 de Ne1Nh.1n.

2.1.1 ~rabalho e Energia Cinêtica

A ,·urv11 na Fig. Z. l rcprc:-.cnta a lrojetúria pcri.:on·ida por uni corpo de 1nu~s;1111 (uni ..;istc1na fcchaliuJ
TOME NOTA... e,~ rlllJVcndo·se c111 rehição aos cix.os c11ordcnados x-v 1110~1radus. A velocidade do centro de rna~~a do
00 ,_,imbolo5 em negnto -•,;., corpo é dcnotada por V. Sobre o corpo atua unia for,·a resultante F, que pode varinrem n1agnitude. de
ind1cdrn Vet-<WC[,_ l\s niagniWdt;" , posiç:Jo ;i p11sição. ati longo do can1inhn. A força resultante é decomposta en1 urna con1ponente F, t::tn-
dos vet<i~e,, »ào 1nost, ad«s ,-,, 11 ~ gcnt.: ~trajetória e c111 urna co1nponcnlc F" norm<Jl a trajett'íria. O efeito da componente F, é o de n1ud<Jr
tif'" nomial 1 a 1nag:1itude da vclocid:1de, enquanto o efeito da coo1ponente F,, é o de n1udar :1 direção da velocidade.
------·----·-·~~----. 1 Conf;ir111e ilustrado na Fig. 2.l, sé a posição instantânea do corpo 1nedida ao longo da crajc1ória, a
partir de alguin pon10 tixo indicado por O. Unia vez que n rnagnitude de F pode \·an·ar co1n a posü,.·Zio
ao long<l do can1inho. as rnagniludes de F_, e F., são, cn1 geral, funções de s.
Cnnsidercn1os o corpo enqunnto ele se inove de s:: -'1> en1 que a n1agnitude de sua velocidade é Vi. paras"' se. c1n
que sua Vt>lncidadc <' V 2_ \'ara 11 presente diSCllS$(iQ, adrnita que !túnica interação entre o corpo e SlHl vizinhança envolve
a força F. Pela segunda lei do mov11ncnto de Newton, :1 magnitude da cornponcnte F, csl<Í relacionada coru a variação
d,1 magnitude de\' por
dV
J·' = 1 n - t2. l)
s dl
Usando a regra da cadeia. a cquaçào anterior pode ser escrita cn1no
dV ds dV
F = 111----·""' 111V····- (2.2)
-' dsdl ds
na qual V :: dslilr. Rearranjando a Eq. 2.2 e integrando de s 1 a s 2, obtém-se

f\'~,,111V dV = ("F,ds
J,,
(2.3)

A integral no lado esquerdo da Eq. 2.3 é calculada con10 se segue:

v,111V 1 ']v, 1 '


-111(V2 - V~)
fV,
dV = -::;1nV-
- . V,
=
2
(2.4)

energia cinétiça A quantidade ~ 111V! é a energia dnética, EC, do corpo. A energia cinéticu é uma ~randeza escalar. A variaçüo da
energia <.:inética, Ll.EC. do corpo é

TOME NOTA ...


,,
.:::_\_ )
(2.5)

O sírr<bolo .:'i ;;igmfic:.i sempre


·e- v:;lcw rinal menn"' 0 •·alor- t\ integral no ladC) direito da Eq. 2.3 é o lrabalho rca!iz<1dn pela força Fs quando o corpl' se n1ovç
'·"'G'<ll'" de s 1 atê s 2 ao longo da lrajl'tória. () trJ.balho 1<11nbén1 é uma grandcz;i escalar.
Ltilizando a Eq. 2_4, a Eg.1.3 fil·a

l ' .,
,.
-· 111(V:; - v-)
2 - ' r F · ds (2.61

'I
1
/"

Fig. 2.1 Forças atuando sobre um sistema cm movin1ento.


Enprgi<J e a Primeira Lei da Trrrnodinãmica 29

,:111 qul' a c1,r1,·,,ftn p.:1·:1 , . lr.thalhu 1;11 t";c·;·il:i c111 ie11ll•'" do [lT<•d,~ti• esc·:.1.la: ·IO l't'[••r 1\11\.1 F pel<• ve101· Jc~lot:unento
i/s __.\ 1--:L] ~:(' ··~1.1h~·lt·L'l' que <' 1,-:1l1all10 1·e,di1adu í'cla J<>r\a re.,ultan1t· 'ubre \• c'(ff'fK' é' l!!ual ,·1 \an:t\'ào Ja ,u;1 ,·nc1 ~ 1 a ci.
nét1c.1. (jLi::tnUo o '" •rr" r :1ccleradn pcl11 (orç11 resul!:int<~. " ti'ahalhn reali1.aJo snhre "coqJo puc!e ser co11:<idcrado..<.:PlllO
urna 1ra11~/1•11'·11cia de ''ner~ia parti o cur·po, anna~e111ulo ~lJb :i fonna tle energia cinétiç;t
PcJtk-~e .itrihuir llrH valo1- it <.!ncr~ia cinética cPnllec<.!11dü-~l' apcníls a n1a.,sa do corpo e a 1nagn1lude da sua \·elo;;iddde
uisr.tnt:triea e111 rcl..tçih1 a u111 si~k'll•a de cnordcn;1d:<s especifi..::ado. se111 considerar corno es~;i ''l'lo<.:idaJc foi atingidll.
1\~>in1. ,1 en,'rc;iu t'i1u'ric11 é urnu fJ/'l•/•1·1eJode do ~orpo. (\>Hl<l a t'nc:rgia ..::inéti<.:a está assoc:iada ao corpo c:on10 uni !odo.
ela é u111:1 pruprieJa<le exfell.1i1·u.

:===============,
ENERGIA E MEIO AMBIENTE Você já desejou saber o que acontece com a energia cinética quando você pisa no pedal
1 1
do freio do seu carro em movimento? Esse tipo de questionamento fez com que engenheiros de automóveis chegassem I,
ao veículo elétrico híbrido, que combina a frenagern regenerativa, baterias, um motor elétrico e um motor convencional. 1 '
11
Quando os freios são aplicados em um veículo híbrido, parte de sua energia cinética é colhida e armazenada a bordo eletricamente para
uso quando necessário. Através da frenagem regenerativa e de outras características inovadoras. os veículos híbridos alc<inçan1 uina
quilometr<igem muito maior do que os veículos convencionais.
A tecnologia dos veículos híbridos está evoluindo com rapidez. Atualmente, tais veículos usa1n a eletricidade p<ir<i complen1entar a
potência do motor convencional, enquanto os futuros veículos híbridos p/ug-in usarão a potência de um motor menor para complemen-
tar a eletricidade. Os híbridos agora na estrada têm bateria suficiente a bordo p<ira a aceleração de cerca de 20 milh<is por hora (J2.2
km/h) e depois d'1sso, auxiliam o motor quando necessário. Isso n1elhora o consumo de combustível, porém as baterias são recarregadas
pelo motor - e nunca plugadas. Os veículos híbridos p/ug-in <i!cançam uma economia de combustível ainda melhor.
En1 vez de confi<ir no motor para recarregar as baterias. a maioria da recarga se rã realizada a partir de uma tomada elétrica. enquanto
o carro está estacionado - durante a noite, por exemplo. Isto permitirá que os c<irros obtenham a energia de que necessitam principal-
mente da rede elétrica e não por meio da bomba de combustível. A implantação generalizada da versão plug-in aguarda o desenvolvi-
mento de urna nov<i geração de baterias e ultracapacitores (veja Seção 2.7).
Uma melhor economia de combustível não só permite que a nossa sociedade sej<i menos dependente do petróleo para atender às
necessidades de tr<insporte, mas também reduz a emissão de CO, dos veículos para a atmosfera. Cada galão de gasolina queimada pelo
motor de um veiculo produz cerca de 9 kg (20 lb) de CO,. Um veículo convencional produ2várias toneladas de CO, por ano. Os veículos
híbridos citados produzem muito menos. Contudo, como os híbridos usam a eletricidade da rede, um esforço maior deverá ser feito para
reduzir as emissões das usinas de energia, incluindo mais energia eólica, energia solar e outras energias renováveis no mi:< nacional.

2.1.2 Energia Potencial

A Eq. 2.6 é o resultado principal da seção anterior. Oriunda da segunda lei de Newton, a equação
fornece uma relação entre dois conceitos definidos: energia cinética e trabalho. Nesta seção ela é
usada como ponto <le partida par<1 estender o conceito de energia. Para conieçar, dirija-se à Fig. 2.2,
que 1no~tra urn corpo de niassa 111 que se move verticaln1ente de uma altura z 1 até uma altura z2 em
relação à superfície <la 'fl·rra. A figura niostra duas forças agindo sobre o siste1na: uma força para
baixo. cn1 virtude da gravidade, com 1nagnitude 111g, e uma força vertical coin rnagnitur.le !?. que
n:present11 a ri:.-su!tante de tod;1s a~ v111ras forças que agen1 sobre o sistema.
O trahalhl1 realiz.ado por c;ida forç<i que atua sobre o corpo niostrado na Fig. 2.2 pode ser deter-
rniuíl<lo pe!<i definição dada an1eriorn1cntt~. O trabalho 10111! é a soma algébrica desses valores indi-
vidu<1is_ De acordo co111 a E4. 2.6. o trabalho tOtíll é igual à variaçao de energia cinética. Isto é,

2l 01(\'} - Vi) = • r·" !? d;, - j_r'• 1ng d:. (1.7)


111g
Z;
..-' ., _, ,. .
Urn ~in:d 11c:g<1tivo é introJuzido an1cs do ~egundo tern10 it direita, u1na vez que ;1 iorçu gravitacio-
nal (C'Tll ~cntido <.:(Hllrário ;1 oric·ntaçiio pusiti\·a de;::.
_j S11pcrfi<:k da Terra
' -- --·--·--· '-· ,_- __ ,,
r\ pii111eira intcg1·;t1 no lad(> <ltretto d;1 Eq. 2.7 rcprc~cn!a o trabalho realizado pela rorça R sobre
o cn1-po contorn1e ele se 111or,· vcrtiralniente de ~ 1 até z2 . A segunda integral pode ser calculada Fig. 2-2 Ilustração utilizada para
C'OlllO -.e ,,eguc:
apresentar o conceito de energia
potencial.

na qual n a<:eleraçiio da g1-avid<tdc foi considerada constante con1 a altura. !nc<1rpor<1ndo 11 Eq. 2.8 na Eq. 2.7 e r<.!arran-
jando

1\ qu;1ntidadc 111g~ é a energia potencial gravitacional. EP. A 1'11n11ríio Jl<J energia potencial gravitacional, ôEP. é energia
potencial
(2.10)

.\ <'nc1-~·:,1 •1(\Jcnci;1l c·~t,'1 ,t~Sf\Ciada i1 fu1·c;i de' gr;1vidad{' e é. c1111~equcn1cn1cn1c. t1:-i1 :1tribu10 •:•>11H11n 110 s1-.1c1n<i c:l'rll-
!"'~·t., pc·i.:co;pn L' rcla 'l~:T"- Nn ~·111:1nto. ;\ <l\':tliai.,·iio da rc.ri.,'il d{' g1:11·id;1dc L'U/110 "'"' pcrn1ite que a enc'rgi.i potencial
30 C01pítulo 2

t:r:l\·1tacÍ<•nal \t•_j,1 t.klcnnin.,d,1 fl<li"-t u1n ,!;td(> \'alc•r de X- c:t•nhccendu-~e '-'flc·na~ a 1n:is:<J d(1 corpo t' ,J ,1ia ,1ltur:i Sc1h
t''-'C jl( n1l" de vi~td. a t'.ncr~i;1 pocc11cial é con_o;[dcrad;1 corno 11rna propn.,dud<: l'Xil'll.'Íh1 do C\1rpo. ~\\l longo lk tudo este
hvro. \upOc-sc qut· as di ft·n:nças dt' altur;1 si'10 pcqut·.n;is u suficiente par<t que a 1"01\a grJvi!acional po~\a ~er cunsiJerada
co11~ta111e. Tod,1vi,1. u l'<)lltTito de encrgi;i polen..:ial gravitacional pode .'-,Cf fom1uladu de inodo a con:<idcrar a varia.;;tc>
da força graviL;icional co111 a c:lcvaçi"io.
\'ara atribuir u1n valo1· ii ene1·g1a C"inética ou:) energia p<ltencial de u1:1 s1~te1na, é ncces~ário dclinir uni n;fcrcncial l'
'-'"l'~·ci f1c,tr u111 V<t!or par:i :1 t'.randeza !lt'.S~e rcfcrenci;il. Os valores d:1 energia cinética e potc.11c::ial ~ao então Jetc:n11inad<•~
<:rll 1el._u;J10 a e,~a esciilh:i arbi\I {11·i:1 ele rt{<:"rencial e "'' ViJlür de rct'c1f.nci.-1. Entretanto. C<JllH • s~o nccc~~árias so111enll' '-<S
'a1 ia~·fie~ na <'Tll'rgia c1:ié11ca e po1encial entre doí~ <·srados. essa~ c·~pccific·•1~-ões arhitrúria~ de rcicrfncia se cancelarn.

2.1.3 \_Unidades para a-~·~!~~----------·------·--------·-----------·


O 1rab;!lho possui unidadt· de furça 1nultiplic:ida pela disu1rici:1. r\s unidades da cncrgi:i cinética e da cr1ergia po11:ncial
s:lo as 1nesnu1~ Jo trabalho. Nc1 SI. a unid;:ide da cncrgiu ~o ne\Vton,inetro. N · n1, denornin;idu jouk·. J. Neste livro é
,·on\·cniente utilizar-se o qu1lujou!e. kJ. A\ unid:tdcs inglcs<i~ gerahnente utilizadas par<t o trahal110, i1 energia cinética e
a enç-1-~ia porencial silo o pé-libra-lon;:1. ft · lhf. e a unidade ténnica hritàrnca. Bar.
(luandn ur11 siste1na está sujeito a uni processo e1n que a e11crgiu cinélica e a energia potencia\ varian1. deve-se totnar
u111 cuidado especial para oh!cr u11\ conjunto de unidades consi~iente.
lciiit•Tii®::it&!'l par;1 ilu~trar o uso adequado das \\nidades nos cálculns de tai~ tc;·1nos. considere um sistc1na co1n
11n1a niass;:i de l kg, cuja \'ClocidaJe aumt·nl<t dt' 15 in/s p<tr;1 30 1n/s enquanto ~ll<l a] Lura ditninui de 1O 111 e111 uni !oc·a]
c1n que g"' 9.7 rn/s~. Entilo

= 0,34 kJ

óEP = 1111:(z2 - Z1)

(1kg)(9.7 ~')( -10m)1-- 1 1


_N___ ;11· , --1 kJ
s2 1 kg - iO- N ·nus-, n1
= -0,10 kJ

Para utn si.~te111a co1n um,1 ma~sa de 1 lb (0,4 kg), cuj<i velocidade aumenta de 50 ft/s (15.2 111/s) para 100 ft/s (30,5 m/s)
enquanto sua elevação diniinui de 40 ft ( l 2,2 1n) en1 uni local em que g "' 32,0 ft/s 2 (9,7 m/s 2), te1nos

uEc = -~(2 1 lb)í(


l
100-~~)'
s
- (so ~~)']
s
l--____!___!!?_~---l l--··-1~~_1_!_-I
32,2 !b · f!Js 2 778 ft · lbf
0.15Btu

!lEP ( ft) Jlbf


(l lb) :;2,n-_, (-40ft) 1·.;----··
s-.
- --;;-1 --:---·-
li 1 B"' 1
.>2,2lb · ft/s- ,778.Jt · lbf
-0,05 8tu .,- .e;;

2.1.4 •, Conservação de Energia em Mecânica


~-··-- ·--------- --- ----·------~·-·-------- -· - - - -
/\ Eq. 2.9 cst:ibelcct' 4ue tr;1halho total rcali1.ado por tod;1s ;1s forças que an1;11n no corpo a partir de su<1s vizinhanç;i\, ~1
o
exc-«ç~\o da for~·a gravi~11c1011al. é igual ii sorn:r das vari;u;ões das energi<is cinética e polenci;_i] do curpo. Quando ;1 força
rc~ulta11!e cau.'a u1n au111c·11to n:l ahur:.i, u1n•t acelcr;:içiío rl<l corpci ou :u11bos, o trabalho realizado pela fon,:;1 pude ser
c;"n'iderad•l unia 1r1111~(er1'ncil1 de <·ner~ia f'tll"(( o c·111po, no qu:il é :irr11azen~1lb co1ll<) t.•ncrgi;i po1enci;1I gr:tl'itncion;d
<"/ou energia ciné\Íc;L A rl<lÇiíu de t.pJe 11 encrgiu se consen·u é a base des~;\ interpretaçào.
,\ interprr.:t;1çfto da Eq. 2.9 cpn10 unia expressão do principio du con~(~rvaçiío Uc ene1·gia pode sei- rcforçadu, consíde-
1·;11uJu o ca<;o .::spccial de uni corpo sohrL· o qual a únic:1 força atuante é aquela resultante da gravidade. Dc~se n1odo, o
l:tdu direito da equ:1~iio de~:tp;u\"CC e ela se reduz a

11n.1\ ~º - v~,) +
1
li
(lll
2 (2. l l)
1 , 1 '
-·- rnV~ ·- Ili 'v'-
' 2 '
-'>l>h ,.,,:h condi';\'c'S. :1 ,\(111u1 das .::ncrgia\ c\nétic:1 f' potencial F-ravi1:1cir>n;d l'cn1u1necl' co11_,/t111/e_ A Eq.
1 i ta111be.111 tlthl1:1" L•l•' de que' ;1 ener~i:1 pude ~cr 1·0111·,·n1.111 lh~ u111;1 1,1rrna cn1 (1lltra: p<1r;1 uni objeto cn1
quc<b. 11/'t'•!rl' ,ob ;1111fluCnc:1;1 d~1 gta\·id:•tk. a cnergi:1 pot,;11cial (kc1·esce1ia. t'nquanh) a energia t."in.:tica
:111n1crita1 ia da 1nc.:;;11:1 '\ll<11Hid:idc.
Energia e a Primeira L~i dil Termodin.imica 11

2.1.5 \,Comentário Final


---------- ---- ----·· ---------------- ---··-----·- ____ __________
,,

:\ apre,ent:u.::i(' alt' ;1gur:1 te1n se 0.:1)nrentratk· c111 '\'1t;>n1:1s pa1·:1 os '-{ll.JÍ'> :l~ for..;as :1pli..:<1d.ts Jfcta1n SlH\lc'!l.tc , 11 a Vt'-
!r•c'1dad,· e ~u:1 pr,,~11;:lt• gl"h<n:i. Entrt·tan!o. c•s '1s1eu1as d,~ inlt'll'S~<" en1 engcnhari:1 nor111:il1ncrll<' ;nt<'.ragcrn (.:01i1 sua~
vi1inh;1w:;:1.; acrav,:, de~ n1anciras rnais ("1•111plt•xa~. Ct>J1l \';11·ia~·0e'> eu1 <)tJtras p1-opric·J11dc> t:in1ho.'.rn. Para anali~ar tai.;
,i.,tt'•lla>. n-; c·o1H,:cit<l~ {k ene1·gia ..:i11~tic1 L" ptllc11c1ai sn~111hc1s Hílo ~:10 suti(.:ientc~, neru b;i.qa o pnncipin rudi1nen\ar
da cnn~c·rv,1~·:!0 de cner~i;i intr(lduzi<lu nest;1 ~cçiio. En1 tenrh1dinii.1n1ç<1, o conceito de ener,1;ia.; c.,tcndido Jt' n10J" ,l
l<:v~1r e fl\ ~<mia oulí'.L~ \'ari;H,:{>e_, observadas. e o p1·i11cípio da 1·n11.1·c1T11(·iio de e11c1;;ir1 é ,unpliado para incluir u1n;; a111pla
\',tl"ied:ide de ripos de intera\-~º entn' <.•S ~1~,tt'ma~ e ~u.1~ vizinhanças. Tais gencraliz:1ciic, lt~1n C\lrno base a evidência cx-
pt'1in1ent;1i. ! '.-;sas cxten>õc~ do conceito de cnerg1.t ~r.o de~~·nvoh·irtas no restante do capitulo. cun1eçandP pela pn•x 1n1a
.'<~~-~n ..:0111 u111,1 discu~_<.,fio 111;iis et'lllplcla ~obre rrab;1Jho.

flJ Ampliando Nosso Conhecimento sobre Trabalho____


O ti·abalho \1' realizado por. (•U snbrc, u1n siste1na ;iv<diad(• cn1 1ern10~ de forças e des!ocaini:ntos observáveis rnacros-
ç(,pi..:;.n1,~111e ê dado por

f''
\-V= J F·ds (2.12)

"
E~~:1 relação é Hnportanh~ e1n 1ennodinã1nic;;i, e é usad11, niai~ «diante. ne~ta scçilo, para calcular o tr;ibalho realizado n:1
coinpr<:ssão nu exp:u1srro de uni g<i~ (ou líquido). o a!onga111ento de unia hatTa sólida. e o estira1nento de unia película
líq111dd. F::ntretanto, :1 tcr111(1dinl1rnica 1a111bt.'n1 lida con1 fe11fl1neno.-, fora do escopo da n1ecânica; assii11, é necess;í.no
adotar nn1r1 interpretação nHtis a1npla do trabalho. con10 a seguir.
lhna certa interação é classilicada con1n lr11halho se satisfizer o seguinte critério, que pode ser considerado co1no
;i. definição termodinâmica de trabalho: 11111 sis1e111a reali;.a trabalho snhr(' suas rii:i11ha11r;as Sl' o único efei/(! .111h1r tudo defini~ão

aquilo r\"/c17ir1 lll' .l'iste111a puder ser o /e1'a1ua111en10 de 11111 pe.\'O. Note que o lc\'antaniento de un1 peso é, realn1e11te, unia terrnodinãrn!ca
força que age atra\'és de tnna di~tância. assin1 o conceito de trabalho en1 termodinümica é uina extensão natural do con- de trabalho
t:i:ito de tr<tb<1lho en1 111ecin1ica. No entanto, o teste para sahcnnos se unia interação 5ob a fonna de trabalho ocorreu não
está na vcriticação de que a eh:vação de uni peso reahnente ocorreu ou de que u1na força verdadeiran1cnte agiu através
de urna Jistãncia, 111as se o único efeito poderio s1'r co11siderudo como o levan1amt"nto de um peso.
,.,,, POR ÉXJ:MPtO· considere a Fig. 2.3, 4ue mo~tr<i dois sistcm<is denonünados A e B. No sísterna A, um gás é mistu-
rado por uni agitador: o agitador realiza trabalho sobre o gás. En1 princípio, o trabalho poderia ser calculado en1 termos
das forças t' dos r11ovi1ncntos na fronteira entre o ventilador<: o gás. Essa avaliação do trabalho é consistente eo1n a Ett-
2_ ! 2, 11:1 qual tr<lbalho é o produto da força pelo dcsloca1nento. Ein contraste. considcre o sistctna B, que inclui apenas
a bateria. Na fronteini do ~i:,tc1n<1 B. fon;a~ i: 1nc1\·iinentos não são evidentes. E1n seu lugar, há unia corrente elétrica i
induzida por urna diferença dt: potencial elétrico existente entre os terminais a e b. O motivo pelo qual esse lipo de inte-
ra<;:i<' pn<le ser classificado con10 trab•t!ho advéni da definição tern1odinâmica de trahalho dada anteriormente: podemos
in1aginar que a corrente alin1t>nta uni 1no1or elétrico hipotético que eleva um peso na vizinhança. -~ ~ ..ofl

Trabalho é u111 niodo de tr;inst'i:rir cnergi~1. Conscqucnten1en1e, o tenno trabalho não se refere ao que está sendo
tran~fcrido entre sisten1as uu ao que é ;irrna1Cn<1do dentro de um si~te1na. A energia e' transfcJida e annazenada quando
se rcaliz:i tr.ibalho.

2.2.1 ~onvenção de Sinais e Notação

.-\ tc•n11<1dinú111ica e111 enge11hari:i csl<Í freque11Lc'tno·1Hc preocupada con1 dispositivo~ tais co1110 rnotores de combustão
in1cr11;1 '-' 1urbi11as. rujo propú~ito é rc;ilizar trabalho. Assi111. ern contrasli.: corn a abordagcn1 geralrnente seguida cnl
nK·..:;-1n1c;1 ,, cc>n\·enicnte con~ide1·:1r trnb<ilho con10 pusitn'o. Isto é, ,,
+- \i' >O: trah;dho realizai.lo pr!o sistccna (EX PA/J.,Ã-0 1/'01- Ui'o\i~ eic!l)
\V< O: trabalho realizado 110 sis1en1a

r-:::=-
, 1.
' 1:
_
.'\g1t"dor
~,1
,I,
· ._ __ S1-ic·m" ;\

1:
,,
1

-'
i'
Fig. 2,3 001~ exemplos de trahalho.
32 Capítuio 2

(úl'VE:fl\<tO Cé L.q<1 convenção d.,, s1<>Ctt~:: ,a1li7aJ11 "º h1ngo deste ii·.-ro_ Ern algu1n<1s sítu;i~i'ies. e.ntn:tanto, é co11vcnientc c11n>idc1:u- o
>1nais Pª'ª trabalho 1·e,1h1ado ,,ui1re '' ~ü.ien1.t cu1110 pnsiuvo. COJJ1<.o loi leil<l na discus~.io da Seção 2.1. Para redu1_1r a ro~,ibilidad~·
tr~l!~lhn de algucu equívoco nc~~c~ casos. o sentalo nP qu:il a cntTgia é transferida é n1ostrado por urna sela no de~enho repn.:,~n·
tativo do si,;terna. e o 1rabalh11 é cofl~ider;ido positivo nc• senlido da ~Cl<!.
Para calcu\;ir ;1 inier,ral na Eq. 2. l ~. é necessário s;iher como as fur\·as ~aiiiun con1 o deslocain<'nto. Essa info1·n1;içàu
realça unia ideia iniportantl' ~obre o trahalho: o v:dor de \.V depende dos dc1alhe~ das interaçli<'S que ocorrcn1 cnlre o
trabalho sis1en1a t' a vizinhança duriln1c um proL·esso, e não apenas dos estados inicial e tina! do si~teina_ Assiin, o trabalho não
não lo- uma é unia prooriedade do -:i~1c1n:t ,1u d:1 vizinhança_ Além disso. os li111ircs de integração na Eq_ 2. l 2 ~ignific;im ··do estado
propiierlad<> 1 :10 e~tadP 2". e não P"dt·rn ~er intcrprcu1dos corno os i·alores do trabalho nt's~e~ estados. A noc;ào de trabalho ein llln
c~t;idn n1Jo 110.1sui s(i;n~li< rulo: a~si1n. o valor de.~S<l integr~ 1 nunca deve .~i..-r indicado como 1-V, - {\-'1.

Máquinas em Nanoescala a Caminho··· - · · · · · · - · · · · · · · · · - · · - · · · ·. · · · · - · - · ·. - - · · · - - · · · · - · · - · - · ·


Engenheiros que trabalham ílO campo da naflotecno· e reparação de células, circulaçào de oxigênio e digestão de comi·
logia. a engenharia dos dispositivos de tamanho mole- da. Esses estudos produziram resultados positivos. Moléculas que
cular, aguardam o momento em que possam ser fabrica· imitam a funçào de dispositivos mecânicos têm sido fabricadas, in-
das máquinas úteis em nanoescala capa1es de se movimentar, de cluindo engrenagens, rotores. roquetes, fretas, chaves e estruturas
percebei e responder a estíniulos tais con10 luz e sorn, entregando semelhantes a âb<JCOS. Um sucesso particular é o desenvolvimento
n1edicarnentos no interior do corpo, realizando cálculos e numero· dos n1otores moleculares que convertem luz em movimento linear
sas outras funções que promovam o bern-estar hurnano. Esse assun· ou de rotação. Embora os dispositivos produzidos até o momen:o
to inspirou estudos biológicos de engenheiros sobre n1áquinas em sejan1 rudimentares, eles demonstram a viabilidade da {Onsuução
nanoesca!a em organismos que rea!iz<rrn funções tais como criação de nanomáquinas, di?.em os pesquisadores.

A difercnci:tl do tr;;ha!ho, 8\V. ~ chan1ada de incxara porque, 1:111 geral, a integral <i seguir não pode ser c<ilculada sem
que sejan1 especificado~ os det<ilhes do proce~~o

f ow
2

= w
'
Por outro lado. a diferencial de unia propriedade é dita exara quando a variação de tuna propriedade entre doi:. estado~'-.
quaisquer não depende de maneira algu1na dos detalhes do processo que ligam cs~-cs dois estados. Por exemplo. ava·\
iiaçào do volunic entre dois estados pode ser detem1inad<1 pela integração da diferencial dV, setn considerar os detalhes '
do processo, con10 a seg,uir

na qual V1éovolurne110 estado J e 112 é o volume 110 estado 2. A dif<!rencial de toda propriedade é exata. As diferenciais
exatas sào escritas utilizando-se o símbolo d. Para enfatizar a diferença entre diferenciais ex.atas e inexatas, a diferencial
do trabalho é escrita c0n10 S\V. O símbolo 8 1an1bém é usado para identificar outr<is direrenciais inexatas encontradas
n1ais tarde.

2.2.2 ~otência
-·------------
!\1uit;is análises tennodin<in1icas preocupa1n-s::: eoin a taxa de ten1pu na qual a tran.~fen:'ncia de cncQüa <)COJTC. /\ 1axa de
transferência de energi<J r1'r 1neio de trahalho é dcflcl\11inada pott'TlliJ. e é reprcscnt11da por IV. Quando unia interação ~oh
<t fomia de trabalho envolve u111;1força1nacroscnpicarr1cnLc ob~crv;:ivel. a taxa de iransfcrência de energi;; sob a forn1a
<le tr<ibalho é igual ao produto da força pela velocidade no ponto de ap!ic<tção d;i força

\V= F ·V

1\0 longo deste hvrn. para indicar u111J taxa teinporal, é colocudo u111 ponto sohre o ~írnbolo. <:orno e111 \V_ E1n princípio,
a Eq. '.! 13 pode ser intcgntda do tenipo r1 ;;té o ten1po r~ para obtemios o tr<ibalho total realizado durante o intervak1 de
ten1po
[''
H' = J ít' dt f''F·\ld1
,, ,,
A 111e~1n<1 convenção de sinal ;,iplicad11 para Wé <idolada para \.V. Coino;; potência é o trabalho realizado por unidade
l!nidades ri<' de te1npo. e\;1 pode ser eÀpressa e1n lcnnos de quaisquer unid;ides de ent·rgia e te1npo. No SI. a unidade de potência é o
potência J/s. e é eha1n<1d;i de \Valt. Neste livro. é gcr;druente einpregado o qui\owalt (k\V-1. 1\s unidades inglesas 111ais utilizad<is
para poténcia são ft · lbff_,, Rtu/h e o flor1·cpo11·cr. hp.
~ p;-ua ilustrar o u~tl da l~q. 1 13, ~·•unos calcular a potência nece.~súr::i para ur11 ciclista. viajando a 20
niilha' p0r h(1rn. '>llpcr,u .i !on,:a de .11Tast1J irnp'1-;ta pt·lo ;;r ~to ~cu redor. E•"a fnrça d,· u1Tus1u arrodi11iíniico é daJ;, p(11
Energia e a Primeira Lei da Termodinâmica 33

Clll qUl' ('.1 é lllli<I ;;011Sl.lll{C çharn;HJa de •."l!(",/i~·ii"!f<" 1fl' t:r/'(l,\,'r._ .A, é:! Úíed fr1><Jl,li da h)CÍ<.:ll'(;J e d•, L"i,·!ist;i. e'
I' ,, a nta~;;:i ''\['c'ttfic;_1 d<l ar. i'c~la 1:4. __: l J. ;1 poténci<1 nt·,·cs\~Uia e F, 1 · V 1>u

~V,- {;(:, 1,\p\,-:.r\'

~('. 1 ApV 3

Usando \"ai ores típico~: (:d= !J,88. t\ = 3.9 fl' (O.Jó tnc't e p = (l_(J75 lb/ft.' (_l ,2 kg/111; 1, 1unco C<>rn V= 20 n1i/h =
2íJ.3.1 f1/s e', ale111 dt~so, <.:<1nvcnendo a~ unidade~ par;i HP, a potência necessária é

1v =::,1(0.88)(3.9 n-)
-
·(_o,n1s-r·,,
lb)(.2q.11 n)'I
.
11br ---2 1 --- ---thp
- 1------
· s
--- -- . 1 "I
i '.12,2 lb - fvs I 550 ft · lbt'/s
= 0.183hp

(Jarrdsto p1xle ~er reduzido ;itravés do conceito deno1ninado s1rea11ilini11g, que considera ;1 forn1a do objctu crn n1ovi-
n1cnlo, e usando a técnica conhecida co1110 drafring (veja o boxe a ~eguir).

Drafting
O drafting ocorre quando dois ou mais veículos ou indivíduos en1 rnovimento se alinham bem prõximos para redulir o
efeito global do arrasto. O drafting é visto em eventos competitivos, tais como corridas de automóveis, corridas de bi<i-
c!eta. patinação de velocidade e corridas olímpicas.
Estudos mostrarn que o fluxo de ar ao longo de urn Unico veículo ou indivíduo em movimento é caracterizado por uma
região de alta pressão na frente e urna região de bai;o:.a pressão atrâs. A diferença entre essas pressàes cria uma força.
chamada de arrasto, impedindo o movimento. Durante o drafting, como pode ser visto no d eseriho a seguir, ur.i segundo
veículo (ou indivíduo) estâ estreitamente alinhado com outro e o ar escoa sobre o par quase como se fossem um único
corpo, alterando assim a pressão entre eles e reduzindo o arrasto de cada treino. Enquanto os pilotos de corrida usam
o drafting para aumentar a velocidade, aqueles que não praticam esse esporte competitivo geralmente visam reduúr as
solicitações sobre seus corpos, mantendo a mesma velocidade.

2.2.3 \.Modelando o Trabalho de Expansão ou Compressão

Há várias maneiras pelas quais um trabalho pode ser re;ilizado por ou sobre urn siste1na. No restante desta seção, vários
exetnplos serão considerados, çomcçando corn o ünportancc caso do trabalho realizado quando ocorre a variaçilo de
volunlL' de uma cen;1 quantidade de uni gás (oo líquido) devido n urna expansão Oll conipressão.
Varnos avaliar o trabalho n::alizado pelo sistcn1a fechado ilus1n1do na Fig. 2.4, 4uc consiste cn1 u1n gás (ou líquido)
contido cm u1n conjunto cilindro-pistão à 1nedi<la 4u.: o gás se expande. l">urante u processo, a pressão do gás exerce
u1na fon;;i nonna! sobre o pistão. Considercp a pn.:ssf10 atuando na interface c11t1e o gás e o pistão. A força exercida pelo
g;is sobre o pistão é sin1ph:srnente o produto pA, no qual r\ é a área da face do pi~tiío. () trahalho realizado pelo sisterna
à n1cdida que o pist;Jo é deslocado de unia distância dx é
8\V = p,.; dx i2.13)

O pn)duto A dx na Eq. 2.15 é igual !t v1niaçiíu dl' voluinc do sis1en1a, d\!. A<>~irn, a C'\prcssão para o 1rahalho pode
ser escrita con10
Ott' = p d\!

F1omeira dosü,1cn1a
Área= A Presido média 11:0
faccdopistãoeep
~,~-~-~--~-~-~-~,..--~~,.,, . ,,,e----;,
, 1 F=pA / \'··' : 'l
/ Gásoo-r :,., ·_ \ ,
\,:_:S·-~'!~f~&~&.~~~>c'a·,,·,·___ _.k~·- -~~/;
f--- ,, : f~g. 2.4 [Aparisão ou con-ipressão d<o urn gâs ou lfr1uldo.
' '·
34 Capítulo 2

C•>lllO ,/l' é :_10~1ti1n quando'' \'Oi111ne <tLI1;1e11l'1.(> 1r:1h,i1\1,, n;; trn11ti:11:1 1nq1·c·I é po~11i1·,, qu;11h!•' o<;,.'!-"~( e_\l'"ndtc. l':u.1
uni;; ,;,-.1np1e,_,i[u ,,'\/c· nec:.1ti10. ,1s~i1n cu1nc• 11 trabalho c::dculad•' pel:1 i·:q _ _:'._!(,_ 1-:,·;,·s ,jn,11' c·~tiil; .le :i~·i>rdo vc>1n a
c<J111·i:rh;;iu Llc 'i11.us p:i1·;i u u·alJallH' .:~t,1hel.:cid<1 ,1nteriorrncnte
l\1ra unu1 1•ari;u1:;i(1 de volu1nc de \1 1 a1é \/ 2• o ![abalho é obtido a1r.1vés da i111cg1·;1çilo da !_,q_ 2. ifi

'\',

W= J -pdV ('.!.J i)
,,,

E1nhnr<! a Eq_ :!..17 scj.t deJu,,ida p<ira <' ca~o de u1n g;ís (<'LI liquido) <:1n uin c,1nj11ntP ci!iadrP-pist:1n. ,~I<! pod<' ~<'r apli-
cada a ~is1en1;1s de qaal<111<T l"onn<1. conl~nco que a pres~:uo ~ej;i urJi fon1ic coin ;i pos11;f10 ao lon:;.:o da f1·unlc·1r;1 !llÓ\'CL

2.2.4- ~abalho de Expansão ou Compressa~ em Processos Re:i_s_____________


,l\lão h:í exigfncia de que uni ~lste1na qut: passa por uni process1• cslc_ia L'/ll 1.·quihl1ri0 d11rt111U' o ptué·cs~o. 0\lg1J11~ ,111
todo~ os cstad•1' intcnnediürios podcni ser estados de não equilíbrio_ F.111 1~n:ihlS di: l::is processos_ <:~ta111<b l11nitados 110
c(>nhcciruento <lo e~tado antes de o proct·sso o.:: o ri er e do estado ;1pós u tirn dr> pro.:·essn_
Nnrnialnil~nlc, e1n uni cstado Ue niin eLJuilíhrio. a~ propriedades intcnsi1-,1_' 1;aria11i corn <1 po:.iç~o p:i.n1 u1n dado tcni-
po. l">c niodo ~c1nclhante. p:i.ra uma dch.~nninada p0sit,:flo ílS propnedadcs irnensiv;1s poden1 1·;uiar t:c1n1o1cn1pn, algun1:i~
;·ezcs de rn;incira caótica. Ern certos c.i.sos. as variai,:ücs espaciais l' lClllp(lrais <la~ propried~d.es podc.rn .'ier nieditht.,,
como oco1Tc para a te1nperatura, a press:io e' a velocidade. ou obtidas :itravés da solu~·ão Ja~ equações dl: ~nvcrno :1pr<1
priadas. que ~ão ein geral equaçfK·~ diferenciais.
A intcgraç:i0 da Eq. '.!.17 requer u1na r.:lação entre a pr.:ssão do gús 11afronteiro 111fiFel e n voluni.: ,1,i sistenta_ En-
tretanto. dcv1d0 aos efeitos de nflo equilíbrio dllrante uni prucc~~o real de expansão ou conipressão. es~a ri:J;it,:ão pode
ser difícil. ou inesmo impossível, de ser obtid<i. No cilindro de urn n1otor do.: autotnóvcl, por cxe1nplu, a con1bu,-,1:io e
outros efeilos de nITo o.:quilíbrio dâo lugar ;1 não unifonnidades por todo o t:ilindro_ Con~equenterncncc. s.: u1n transdutor
de pressão fosse n1ontado na cabet,:a do cilindro, o sinal de s<iida registrado poderia fon1ecer apenas t11na <tproxiin;ição
pílr<i a pressiio na face do pistão requerida pel;i Eq. 2.17 .Alén1 disso, rne~1no qu:indo a pressão 1nedida é esscncialinente
igual àquela na face <lo pis1ã0, pode existir unia escassez de dados para o grático pro.:ssão-vo!ume. con10 ilu~trado na
Fig. 2.5. Ainda assin1 a integr~ção da Eq. 2. l 7, baseada na curva ajustada aos d;1d0s, forneceria uma 1'sli111atil'a pla11sí-.:e/
para o trabalho. Veremos 1nais tarde que, nos casos eni que a falta da relação pressiio-volu111e necessária nos i1npe<lc
de calcul;u· o trabalho através da Eq. 2.17. o trabalho poderá ser calculado de modo alternativo a partir d<' um ba/anro
de energia {Seção 2.5).

2.2.5 \_Trabalho de Expansão ou Compressão em Processos em Quase Equilíbrio


Ü.'. proces~os são algumas vezes n1odelados como um tipo idealizado de processo chamado de processo en1 quase equl-
processo em !ibrio (ou quase estático). lJ111 processo en1 quase equilíbrio é aquele ern que o ara~t<iniento do equilíbrio termodinân1icn
quase equilíbrio é no 1náxirno infi11itesi1nal. Todos os estados por onde o ~istcn1a passíl. e1n uni processo de quase equilíbrio, podeJn so.:r
considerados estados de equihbrio. Con10 os efeitos de não equilibrio estão inevitaveln1entc presentes dun1nte (>S proceS··
sos reais. os sistemas de interesse para a engenharia podem. na 1nelhor das hipóteses, se aproximar de uni proce~so eni
quase cquilíhrio. inas nunca rea!iz;í-lo. Ainda assini, o processo de qna~e equilíbrio exerce uni papel eni nosso t.:studo da
tem1odinâmica aplicada à engenharia_ Para detalhes, vej;i o boxe adiante.
Para analisar conio uni gás {ou líquido) poderia ser expandido ou coinpri1nid0 de tuna n1aneira en1 qu:1se equilíbrio.
considere a Fig. 2.6. que 1nostra uni slsten1a q1H,, consiste en1 u1n gás init:i<ilrncnce crn 11n1 estado do.: .:4uil1brio. Con1u
ilustrado na fig,ur~. a pressfio do gús é n1antido coniplctame.ntc uniforn1.: acr,1vts <lc pt'.qucnas 1na.~sa~ eni íl'pouso sobre
o pístJo que se niovimo.:nta ltvre1nentc. lniagine que tuna das 1n;1ssa~ seja 1cn1ovida, pcrinitindo que o pisliío se n10\'a
para ci1na à niedida que o g<:is se e;.;:pande ligeiramente. Duranll' essa expansão, o cst;ido do gá.~ se afast;ir1a ap,,nas

M"-"''·' mfiu;1'»J!l1''i' n:rnüvi.I:" dl11a11lc'


"exp,111':icJ de um g;í, 011 llqu•Jn

0 Da<lt» 111edido~

._,,, Curvíl aju.,tada


"''·0'')-!
.,,f'
0 ..,, 2
E;:;,_
(,)·~·
0

0° 8-·-,'J'.

I___________ .:º:·º·",."'"º -
rig. :2.5 Press~o na face do pistào versus Fig. 2.6 l!u~tração de cirna C>~pansiio
volume do cilindro. ou compressão em qu~se equiiíbrio.
Energía e a Primi;-ira Lei da Termodinânika 35

lt:o'.<:'i:,11~;,·111..: ,[,, <'quihl>1·i,L En1 :1lgt1!1l nH>rn..:ntu." ·-1~1..:111;1 at1n~1na \l:n ll<)~o ,~,t:t<l<.• tk C'-JuildJr·i.,_ !IP qt1:.il a pn·s,;i" ,_-
1,,d,h "' (•uu:is l'topric,J;idl'.' 1nl<"1t~•·,.:1~ tc·ria1n no1',1111<"11le uni ·;;dur un1f1_>11\I<:' ..-\l~nl dis~'" se:< 111a."'ª lil~;;,· 1 ecolo~·,id;i,
, • ).'.:Í.' 1e1·ia '' '"li
eq<1do 1nie1al rl',1auradn, <'!hju,11110 n1;i1_, urn;t 1·cz o af~\st:uncnt<> d<l cqu1 líbrH, seria pequc-110 ,_ S1.: 1 ,iriiis
da~ ina.•;.,:1~ t"~"·n1 :·e111ovidas u111<1 ;1pós a <'tllra. o _t!<Í:; pa~_,;,ri;: por u111;1 _,e4u.:'nc1a de es1;1dos de :.:4t11líhrio >eru j;un:!h
S<' ;1f:1sl<1r do eqnilíl,rio. '.\\, lin1i:e, ,i 1ned1d;t queº' incre!Hen(os de !ll<J-'sa ío.,-'eJn se 1un1<111ll<l cad<J vc1. rnenorcs", "gás
passari<J pnr 11n1 pffn::esso de exp:1ns:io e1n quase equilíbri,>. lJn1a con1pr<-'.>s;jo cn1 qu:.ist· ,~quilibrio P"Je ser ,·,sualizada
C<llll consid,-r:i\·uc, ~iniilares_

Usando o Conceito de Processo em Quase Equilíbrio


Nosso interesse no processo de quase equilibrio S<' origina principalmente de duas considerações:
"" Modelos termodinàmicos simples que fornecern no mínin10 uma informação qualitativa sobre o cornportamt>nto de
siste;nas reais de interesse frequentemente podem ser de~envolvidos usando o conceito de processo em quase equi-
líbrio. l~so é semelhante ao uso de ideali7açÕE:5 coin o objetivo de simplificar a análise, tais como a mass.:i pontual ou
a polia sem atrito .
.. O (Oriceito de processo ern quase equil•brio coritribui para a ded11çâo das relações que existem entre as propriedades
dos sistc1nas e;n equilihrio (Caps. 3, ó i' 11).

A Eq_ 2. l 7 pode ser aplieuda para cak:ul:n o trabalho cru processos de expansão ou con1pressão c1n qua~e equilíhrio.
Para tais processos idealizados, a pressão p na cqu:ição <'a prc~são da quantidade total de g::is r_ou liquido) que pas~a pelo
processo, e não apenas a pressiio nn fronteir<J 1nóvel. .A. rclaçàc> entre a pressão e o vo!u111e pode ser gnífic;i ou analítica_
Trabalho __
Van1os prin1elr(1 considerar 1n11a rc!:ição g:r.1fíca. de_Comp
Lima rclrn,'ào gr;ifica é n1ostrada no diagnuna prcssão-voluine (díugran1a /'· \!) da f'ig. 2.7. Iniciahnente. a face do A.4- Todas as
pi.-, ião se enc(>ntra na posição x 1, e a pres,ao do g;ís é p 1; ao final do processo de i.:xpansão ein quase equilíbrio, a fa.cc Abas
do pi.~tao est;í na posiçao xi. i.: a pressão é reduzida a p 2 . Eni c(lda posição intennedi:íria do pistão, a pressao uni ronne
crn todo o gás.:: representada por urn ronco no diagran1a. A cunia, ou caniinho, que une os estados 1 e 2 no diagrama
·---~
Trabalho_
representa os estados de equilíbrio pelos quais o siste1na passou durante o processo. O trabalho realizado pelo gás sobre de_E~p
o pistiío durante a expansão é dado por &>t1v, 4ue pode ser interpretado con10 a área sob a curva pressão versus volun1e, A.5 - Todas as
1\ssl1n, a ire a soinbreada na Fig. 2. 7 corresponde ao trabalho para o processo. Se o gás fosse cornprirnido de 2 para 1 ao Abas
longo do n1esn10 ca1ninho no diagrarna p-V, a 111agnitude do trahalho seria a mes1na, 1nas o sinal seria negativo, indican-
do que para a con1pressão a transferência de energi11 foi do pistão para o gás.
A interpretação da área relativa ao trabalho cm uni processo de expansão ou compressão em 4uasc equilíbrio pennítc
um:1 demons1ração simples da idei<1 de que o trabalho depende do processo. Isso pode ser verificado observando a Fig,.
2.8. Suponha que uni gás e1n um conjunto cilindro-pistão evolua de um estado inicial de equilíbrio l para uni estado
r111al de cquil1brio 2 por dois can1inhos diferentes, denon1inados A e B na Fig. 2.8. Como a área abaixo de cada ca1ninho
representa o trabalho para aquele processo, o tr<Jbalho depende do~ detalhes do processo definido pela curva correspon-
tk·ntc e niio apenas dos estados extremos. lJsando o teste para uma propriedade apresentado n::i Seção 1.3.3, poden1os
concluir no\·an1ente (Seção 2.2.1) que o 1rabalho nJo é 11111a propriedade. O valor do trabalho depende da natureza do
proc.:1~s~o entre os estados inicial e final.

,,, r!
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1 2

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Área"' trabalho
para o proces~o A
1
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• _0-: :<'. :" Tr:i!J~lh(1 de urr1 proresso d<> cxpan~.ão ou Fhr. 2.8 llusrraçào de que o trabalho
conipre~s.10 en1 qua'-e Pquilíti1 io. def;ende do processo.
36 Capítulo 2

A r·<.'l.i<,--10 entre n p1<.''Sii<1 e· p l'l>lu1n<'. l•ll a pre~-;;t,, e o •·1dt1!lH.; ,·sp<.TÍ(1co, l<nnh21n p<1<.I•: 'c'J' de,'-rita <111ali1i<.·:11:1c:ntc
Urn rn_ice''º de quas\' L'l{Ud1bl!C' de~cnl'' p.1r p\·" = rr•11sin111e. nu p1i'"' 1·,n1.\'/111111'. nu ljllal 11 <!-.unia constante. l: ch<tJn:1d<1
prU(\'~~(l de p1ocesso politrópko_ (Juu-:ts forllHI'> ;1nalílic.L> para a reh1çüP pre,~<lo-\'nlun\t' la1nbén1 11od,·1n ,er c1111~id,·1ad;1\.
~,11i;rópico O eX<"rnpln a seguir ilu~t1a a aplic;1ç:-1t> da Eq. 2.17 e1n u1na 'ituac.':-u• o.'n1 que ,1 rela~·üo cntr•· :1 pre,,J..i e o l'(•]u111,;
dura111e 11111;1 L'Xpans~o ~ de,ciila an;il 11ica111ent<.' por/' V"= r·o11.1/11111.-

DN~&n~·I~ ..... -..... -......... -........ ' ..... -........... -....... -................ .
Avaliando o Trabalho de Expansão
li1n g<Í~ ~·n1 u11i tonju11t11 cilindro.. pi~t;'i.o pa~\a por uni proct'sso de .:xpans:l\l. cuj;i n:laçiio cnlrc a pn.:.~s:io e (_11olun1e é t!ad:i por
pl 1 " =- co11s1n11te
:\ prcs~ào inicial{; de_-, bar, o 1·olun1c inicial é <le O, 1 111; e o volun1c tina! é d,; 0.2 nr'. Delcrn1i11c o trabalho par:i o pro.::esso. c1n kJ, no
<.:a~\• ck f:iJ 11 = 1.5: (b) n = l.U: (e) 11 = {1.

SOLUÇÀO
Dado: uni g:b 1':111 un1 corqunlo cihndro-pi~tào p<i~sa Jl"r unia expansüo. na qual p \·" = con.1·11111/<'.

Pede-se: avalie o trahalho p<1r<1 (a) n = 1.5; (b) 11 = 1.0; IC) n = ()_
Diagrama Esquemático e Dados Fornecidos: a rc.l;i\·ào p· \1 dada e os àad0s f0rnecidos p;ira pre~\;lo ,. \"Oh11ne pndcni ~cr us<1do~ par<t
construir o d1agra1na pressiio·volurnc do processo correspondent<>.

Modelo de Engenharia:
1. O gás é u1n sistctn<t fechado.
2. A fronteira n16vcl é o úníl·n n1odo
l'i =-1.0ha1 de trabalho.
V1 =(l,l mJ 3. ,.\ expansão é urr1 p1·ocesso politró-
o ~ pico. O

0,1 0.2
Fig. E2.1

Análise: o~ vall>rcs pedido~ para o tra1'al110 sào obtidos pe!a integraçi'io da Eq__ 2. l 7 LJtiliz<1ndo a rel<içüo pre~sào-volun1e dada.
(a) Introduzindo :1 relação p"' co11sru11re/V" 11a Eq. 2.17 e realizando a integração

' J1''cr111sta11te
\V=
f,, /
J

'"
d\! =
------- dV
\!"

(cons1un1cj\I~ " - (constu11te)Vl


1 . " li
,\ constanle ne<,\a cxprcssiio pod,; ser rurncc::ida pot· qtia!qucr u111 dos c . . tados inicial nu fin,1[: co11s101uc = p 1V'1' =- f!! v;. /--. cxp1·css:Ju
para n trabalho torna·sC. enli'io.

(p:V2ll'l ,. - (f11\/'i')\/:- '' fie\/: --1 11111


\\'--co ---- -- - ---------- ---- -'--' ----------------- (a)
1 - li l -- li
E~la C.\pres,ào t' vúlid<t p:ir;1 tud,1~ os \~dores de 11. C.\t:c'\n 11"' 1,0. (l c:i~o 11"' 1,0 é' 11·at<1r!o n;t p<lrl•~ (b).
P<1ra calcular IV. a pre~~;1o 110 estadu 2 é necessúri<i. Esta pode ~'-'r obtida u~ando /11 \/'1' = P! \/'l 4ue. atra1'é-' de tuna n1anip11laç~o.
t<imece
0.1
(3 har) ( - "
·)u '""' l.06 bar
'O,_,
Cnnsequc n1ettl<:.' nte.

H' = ( (_1 .~~.?_<ir )~J_,_2__ ni_'. )_ _ _=:- J


_(_-:_2 (O_: 1) j ! U~ ~-~~11 j
2
i----
l___~J---1 -!-- 17,6 kJ
, l - \.5 _, ! 1 b:11 : 1 10' N · n1 i
(b) P:.u:.1 11 o; J.U a rcla1;~0 p1c,~au-vol:_1111c é 1i\-" = con1/<1111,· o•J I' ~ ,·u1L1·tu•rrel\1. (J r,-;\[1;dho é

\\' '--- i l'!/.11{//I/(


r
1 ( (-nn '.t11111c' ln
., V 1·,
Energia e a C'~in1eira Lei da Terrnodinàn1ica

_'\ub~l1tuinU.:1 •" 'al<JI"<~~

_. _ •• , i iO' :\/n1cj'; 1 f-.._I


\i- 1 -- 1_.)h:1rl\O.l1n)i-- ---- - -, - !n
1··n.~ \ _
}'·- +20 . ..-:Jf-..I
! 1 bar ! 1 1O N · ni \ (1.1
(e) Para/!= O. :i relaç:io prl·ssüu-volun1c rt'du1.-s<: a J! = <:011srn11/c. e :1 i1ncgral torna-,;e ~\/ = ['i l/? -- V1). o qut é urn <.:ase• ,-,pe~·1.d -J"
t:\prt:ssSo cncon1r;1d;1 na p<111e (a). Substituindo o~ valores econvl'r1<'.lltitl :is un1d<idcs. \·\-'= +30 kJ.
o -------------------~------- ·-------- ---- --------------
O En1 <.:;ida ca . . o, o trahalh<l para o processo pode ser in1c:rpretadn corno a ~n:;i soh a curva qu';
rt'pn:~enta o processo no diagran1a p- \1 co1Tcsponden1c. {)bserve que a~ área~ relanV<b 11 cs'ies
proccssos estão de acordo con1 os resultados nun1éricos.
a A lupôtest de Ull\ proces.<.o politrópicu,; ~ignificativa. Se a rela1;ão pres~ào-volun1c ron1cc1da flohii1dod1, ;.,'oro __

fos~c nhrida con10 utn ajuste de dados expcri1nentais referenlcs ;) pr<'ssiio-volumc. o valor d,~~' U aplrc<r il rtlc,todalogia de
d\" forneceria urna estin1ativa plausível para o trabalho apenas quando a pre.>silu n1tJida fosse suluç.'l0 r1e pt'obleinas.
essencialn1tnte igual àquela exero:: ida na f-.ice do pi~tào. U ;/cfini~ urn "''~;tema fe1 h;ido ,~
e Observe o U.\(} Jos fatores de conver~ão de unidades aqui e na parte (b). d.:ntol.,.,,,. :;s •nt.er·açnes que
O En1 cada uni dos casos considerados não é necessário identificar o g:ls (ou liquido) contido o~orr·em ,-,rn C'U·'' front-r:ir,,_
no interior do conjunto cilindro-pistão. o~ valores calculados para IV são detenninados pelo U C<ilcular o trabalho usar.do
can1inho percorrido pelo processo e pelo.> ~·stados inicial e final. Entretanto, si:: for de;;ej:ívcl
'~q 2 ·17.
ava!i;ir tuna propriedade como a temper;;tura, tanto a na1ureza quanto a quantidade da subs-
D "P I'Jr..;ir « relaç.;o pre5,,iJ.?·vr11,,.,,e ;'
tância deven1 ser fornecidas porque, entiio, scria1n necessárias rel;ições· apropriadas entre as
,L"1a rJnr pV" = can~r.:i.-,:__,_·
propriedades da ~ubstància e1n questão.

Calcule o trabalho, em kJ, para um processo em duas etapas que consiste


em urna expansão com n = i,o, de p, .. 3 bar, V,= o, J mJ até V= o, is m'. seguido por uma ex-
pansão com n = o. de V=- 0,15 m1 até V, = 0,2 m>. Resposta: 22,16 kJ.

2.2.6 ~utros Exemplos de Trabalho


Para a1npliar nossa con1preensão do conceito de trabalho, consideraremos agora sucinta-
1nentc vários outros exemplos de trabalho.

Alongamento de uma Barra Sólida


Considere um sistema que consiste e1n tuna barra sólida sob tração, con10 i!ustrado na Fig,
2.9. A barra está fixa cm x =O, e uma força Fé aplicada na extrenüdade opo~ta. A força é
representada por F = if A, na qual A é a área da ~eção transversa! da barra e rr a tensào 11or-
1naf que atua ria exrremidad<' da harra. O trahalho realizado quando a extren1idade da barra
.~e n1ove de uma distância dxé dado por OW =-a A dx. O sinal 11egativo é necessário porque
o trabalho é realizado sobre a barra quando d( é positivo. O trabalho relativo à variação do
con1prin1ento de x 1 a x 2 é dado pela integraçr10

12.18) Fig, 2.9 Alongamento de uma barra sólida.

A Eq. 2.18 para u1n sólido é equivalente à Eq. 2.17 para u1n gás subn1etido a tnna cx:pan~ão
ou conipressão.

Estiramento de uma Película Líquida


A Fig. 2.10 111ostra urn sistema formado por uma película líquida suspensa en1 uma ;innação de
aran1<:. As duas superfícies da película supor1an1 a fina can1ada líquida no inrerior da arntação .".nnoçào 1 ígida d~ <1ran1c
por tneio d11 efeito da tensiio superficial, re.>uHante de forças n1icruscópicas entre as 1nolé~tdas
próxin1as à interface líquido-ar. Essas forças oríginan1 uma força rnac-roscópica perpendicular
a qualquer linha na superfície. A força por unidade de con1prirnentn através de u111a linh:i con10
esta é a tensão superficial. Chamando a tensão superficial que v.rua 110 ara111t' tniível de.--, a força
F indic;ida na figura pode ser ex: pressa pur F = 2/T, na qual o fator 2 é in1roduzido pnrqtie duas
.
'
películas superficiais agen1 no ara1ne. Se o aran1e n16vel ê deslocado de ffx. o trabalho é dado por
óW = -2/.- dx. O sinal negativo é necessário porque o trabalho ê realizado Yohrc o sistema quando
dx é positivo. Um deslocamento dxcorresponde a unia alter-.ição na área total d~s supcrl'ícies em
contato con1 o ararne, dada por dA = 21 tlr, assini a expressào pura o trabalho pode ser escrita
alternativa1nente con10 OW =-•d A. O trabalhn rL'lativo a un1 aun1ento da ârea ,,up..::rficia!. de A 1 i
_,__-- '·-
aré A:_, ê obtido pela integração d.1 expressiio
,x
H' = ·- f''', dA Ffg:. :::.:·J Estrramf!nto 11(' uma t-o"'lir_1 1:.,
líquida_
"
38 Capitulo 2

Potência Trans1nitida por urn Eixo


L1111 t•i:-.." giratório é u1n <.>len1en10 de 1náquina trequentc1ncntc encor1t1·ado. C011~idc·n• u1n eiXI) gir:111do corn u111a \<'·
loc·idade :,11gul:;r '"e e~ercendo urn to14ue ?J na ~ua \·1zinhança. Scpt esse Iorque e~pre ..,~o <?"ru tcnnu~ dt: unia ion;a
tan)!encial r·, e raio R: '.T = F,R. A vcl<>cidade no pontu de aph..:<ição da furç<1 é\'= Rw. no qu;il 10
é cxpre~,;o elit radiauos jl<lr unidade de ternpo. Usando css11s relaçõc~ e a Ey. ~_ J _l_ 1)bte1nu~ \11\l:o
e~ rre_<.sào para :11101<1ncia transrnitida do ei.\o para a vizinh;Jnça

i{ 1 = f',V' ,.- ('3'/R)(Rw) = :-fw •.2.20)

l 'rn caso se1nt~lhanl<' envolvendo uni g;ís rnisturadv por uni agitador fol considera,k> n<i di_,cu~~ão
da Fig. 2.1.

.A;---------
Potência Elétrica
1\ Fig.2.1 l niostra uni sis1en1a !.:onsticuídt) por urna célula eletrolítica_ A célula est;i. conectada a u1n cir-
cuito extcn10 atrav·és do qual passa u1na corrente elétrica i. A corrente é induzida por u111a diferença de
p(ilencial clC:irico '!; cxistent1~ entre os tern1inais dcnon1inados <r e b. E~se tipo de interação pode ser ch1~si­
Front~ira il!.:ado corno trabalho. conin foi considerado na discussão da Fig. 2.3.
do ·ask•na, ,\taxa de tran;;fer2ncia de energia por meio de trabalho, ou potência. é

Ü1 = -'li l2.21)
l lrna vez que <1 COJTenlc i é ifual a dZJd1. o trabalho pode ser expresso na íorn1a diferencial C<)ll!O
OH'= -'&dZ \2.22)
Fig. 2.11 Célula eletrolítica
utilizada para discutir a ~endo rlZ <t quantidade de carga elétrica que flui para o .~isterna. O sinul negativo que iip;irece nas Eqs. 2.21
potência. e 2.22 é necess<irio para que a expressão fique de acordo corn nossa convenção de sinais para o trabalho.

Trabalho Devido à Polarização ou Magnetização


Vamo~ a ~eguir nos referir de n1odo sucinto aos tipos de trabalho que podern ser reali-.ados e1n sisternas
TOME NOTA ... no interior de ca1npos elétricos ou magnéticos, conhecidos como trabalho de polarização e n1agncti-
Ou ando a potência é c<Jlculada zaçào, rcspcctiva1nentc. Do ponto de vista microscópico. dipolos elétricos no interior de dielétricos
e.11 termos de watt e a unidade resisten1 à 1nudança de orientação e, portanto. o trabalho é realizado quando eles são alinhados por urn
de currerrte é o amp~re ca1npo elétrico. Do mcsmo rnodo, dipolos rnagnéticos resistem à n1udança de orientação, e o trabalho
(uma unidade básica do SI). é realizado cm ce1ios n1ateriais quando sua rnagnctização é alterada. A polarização e a inagnetização
a unidade de potencial elécrico dão orige1n a variações detectáveis 1nacroscopica1ncnre no 1nomento dipolar total à n1edida qu<;>; as
é o voli::. deíinido ciimo ·1 watt partículas que comp6en1 o material são realinhadas. Nesses casos, o trabalho e.~ti associado a forças
por a•npCte. impos1as no siste1na global por campos em suas vizinhanças. As forças que atua1n no material no ín-
tcrior do sistema são chamadas de forças de corpo. Para essas forças, o desloca111ento apropriado a ser
utilizado no cálculo do trabalho é o deslocan1ento da matéria sobre a qual as forças de corpo atunn1.

2.2.7 \..Outros Exemplos de Trabalho em Processos em Quase Equilíbrio


(Jutros sisten1as, alén1 de u1n gás ou un1 líquido cn1 um conjunto cilindro-pistão, podem 1ambén1 ser considcr<idos corno
~isten1as submetidos a processos do tipo 4uase equilíbrio. Para aplicannos o conceito de processo cn1 qua~e equilíbrio
cn1 qualquer des~es ca~os. é necess<irio considerar uma siruoçüo ideal, en1 que a$ forças externas que atuan1 sobre o
si.~h:ma poden1 variar tão pouco que o descquih1lrio resultante é infinitesimal. Co1no consequência. o sisten1a passa por
urn processo sern jan1;1is ahist;;r-~e do equilíbrio tennodinâmico de m:1neira significativa.
(J alo11g;11nento de unia b<1rr;1 sólida<' 0 estiran1ento de u1na película superticial líquida podem ser prontamente vi,;1w-
li,,;<1dos <:01no oco1TfllL'Ías cn1 quase cquilíhrio, por analogia direta con1 o caso do cilindro-pístiio. Para
;1 barr:t na Pig_ 2.9, a força externa pl1dc ~er aplicad;1 de n1aneira que ela difira apenas lcvenit:nte d:i
TOM!" NOTA ..•
força opcista interna. A tensão nornial é então esscnci;1lrncnte uniforn1e ao longo da seção rela e pode
Al,funs kit,r;rcr. poder:T opt.:w
~er detcnninada co1110 unia função do cornprin1ento instantáncu: 1r = a(x). Da 1ne~n1a n1aneira, para
rH)C :<dJ;<t'" lc,\;iWi1 d.;i,, s,,Ç(ie~;
a película liy11id;1 mostrada na Fig. 2.10. a força externa pode ser ;iplic·tida à arrna\·ão de aran1e rnóvel
·~-? "l e? 2.,a, e ê•t'tJLÚ•· d1rrLc'
de n1odo que a fon,:<1 difira apenas levemente da força oposta no interior da película. l)urante es1c
l'·~r-:i" E·rçJa 2.3•. ru <]Uni o
processo. a tensão superficial é essen<:i;ihnente unifonnc ao longo de toda a película superficial..: csHi
relacionada à área instantftnca: T = T(A). En1 cada un1 desses casos, unia vez conhecida a relaç:io fun-
cional neccssüna. pcode-sc c;llcular o trabalho utilizando-se a Eq. 2.18 ou 2.19, rc~pe..:riv;imente, en1
tern1os de propriedades do sistcn1a <:orno uni todo à tnedida que ele passa por estados de equilrln·io.
Pode-se irnaginar ta1nbé1n outros sisre1n;1s subn1ctidos a processos en1 quase equilíbrio. Por exen1-
pln. é possível visunlizar unia bnteria sendo carregada ou desC<HTegada en1 quase cquil1brio ;1jus1ando a diferença de
11oto:ncial entre os tcrrninais. de forn1a a ser ligeiramente niaior ou nicnor do que tun potencial .ideal chan1ado dcjórça
rfl•1ro111n1ri: <la h<1teria (fcn1l. A transfc1ência de energia através de trabalho para a passagen1 de u1na quantidade dil<:·
ro:ncial ck carga p11r11 a b11teria, d7., é dada p<:la relaçiin

1::.::31
~,;_-;,-;a e,1u:11:<i(1 1. ro:prc~c'lllil a l'e111 da bateria. u111a propried:tdt' intl'.n~iva da h<iteria, e 11{10 apt·n~s ;1 dife1 en~·a Je p•_itt'llc"Ía]
c'lltr..: º' ti:1111111at~. cu1no na l::q. 2.22.
Ener!Sia e J Primeira !_\;ida Termodinàrnica 39

l",111~ickre a ,e,~lur 111n 11iillL'rial Ja·i,'1r11." •li' 1nt..:1ii•r úc· uni u11111"' .·11,:n,·o ,1ni/;1n11<" :\ lr.onsi"c:r,;11ci: 1 úc
c11cr_,;1il por llh't•.l ,k' uah:dlt" J11 :-,1111p11 qu,11;Jq a pular11"t.;Ch1O:lc·\·etill"l~te11Ull1<:'.IH~1d<1 L'.
,)IF --- -E· d(_\rl') ( 2:.2-l i
en1 que o \·etor E{' a intensidade· Ju c·:unpo ele111cu l!<l 1uteriur tk• ~i.,11.·111a. o Vl'tor PC o rnuul<'nln do Jip1•!!>
i.:lc'Jril·u por unidade- de volurne l' \.'é o -,·olun1c d,i sistc111a_ U1nLt eqt1Ltç:l1) si1nil<11 par a a trau.;;len:~nc1:1 de cnergi:t
pur 1ncio de trah:1lho de 11111 C/1111/'" 111<1g11t:'1ico 1111iff1rn1<: '-{llanJu a 111agnet1Za\':iO é leven1cnte a:1n1en1ad~1 e'
(~.~5)

na 4ual u V(?'\Or ~l L' :t i111t·n..,1dadc d(> c,1111µ0 1n;1gnc~ti,·o no 111lerÍPr do sí~tc1na, n vel\1r 1\1 e'(' 1nu111cnto do d1p,1l1•
inag:nécic:o por un1dJtk~ de ,·ulun1c e' Jl,, é u1na con~tantc. a pern1cuhilidade do esr;i~·o li,-rc. ( l sin.il ncg;,11vo que'
apurt'cc n;i~ ln':~ últ11n;1s ~'qt1a\"Õe~ está de acord<) c1nn no<>sa cnnveu~·ã.-, de .;;inais <'SlabcleciJa a11\<!fionne11t1.•
para ,1 trahalhu: \V 1-ecehc o sinal n<'-"gacivo quand,, :1 tran~feréncia de energia é pura o síscerna.

:\ ~e1nt>ll1an.;:a entre ;i> c·xpn:s~õcs pa1a l' trabalho en1 proccssus de quase <'qui!íbric' eono.;íderadi1~ ;n<.' agor;i f
urn !i.ic0 que pode sei· oh~ervado_ Ern çad:.i c:iso. a e:1.pn:~sàu rara u traba!ho ç. escrila sob a fonna de uina pro-
pncd;ode inlcnsiva e a diferencial dt- llTna propriedade extensi\'a_ Isso é n1oslradt• pela seguinte expressiio. que
pernlÍ!l' que uni ou ntais desses n1od0s de trabalho esteja presente ein uni prot:e~su
8H1 ~ i' d\! - ad(Ax} - Til A - ·-[ dZ - E· d(VP) - µ 0 H · d(l-'l\1)--:- (2.26)
onde as rcticénçías representarn outro.~ produtos de urna propriedade intensiva P•'I~ diferencial de un1a proprie-
dade extensiva relat:i(>nada. 1espons:.iveis púl~ re;di~a~·àu de trah;ilhn_ Por causa da noção de que o trabalho é uni ,---------~

produto de t0rça por dcsluca1nento. a propric~d;ide inlensi\'a nessas relações é às vezes chamada de força "gene- Agitador
raliz<1d:.i". e a prüprieda<lc extensiva é çha1nada de u1n <lesloca1nento ''gGnenilizado", 111ui10 em hora as quantida-
des que (Xl1npõc1n as cxpn::ssfles para o tr<lhalho possa111 não trazer à mente forças e dcslocarnentos factíveis.
Devido à restrição fundaniental de quase equilíbrio. a Eq. 2.26 não representa todos os tipos de trabalho de
interesse prátiço. Urn exc1nplo é dado por uni agit<1dor que agita uni gás ou líquido considerado con10 sistema.
Sc1nprc que qualquer ação de cisalharnenlo oc,11Tcr, o sistema nccessaria1nentc passa por estados de não equilí-
brio. Para perccbernio~ de n1odo 1nais con1plcto a~ iinplieações do conceito de uni processo en1 4uase equilíbrio
é nccess;írio considerar :1 segunda lei da lc11nodi11ú111ica. portanto este conceito é discutido <le novo no Cap. 5,
após a apresentação da segunda lei.

Ampliando Nosso Conhecimento sobre Energia


() objetivo desta seção é usar nosso profundo conhccin1cnto sobre trabalho, obtido na Seção 2.2, para an1pliar nossa
con1precnsâ<1 ~obre a energia de um sistema. Ecn particular. considcrarnos a energia total de um sistema, que inclui a
energia cinética. a i;n.ergia potencial gravitucion<il e outras formas de energia. ()s exen1p!os a seguir ilustram algumas
des~;1s fonnas de energia. 1\1llitos oulros l'XC1nplos poderian1 ser apresentados sobre a n1es1na ideia.
Quando se realiza trabalho para comprinür uina 111ola, annazena-se energia no interior da n1ola. Quando ucna bateria
é carregada. a energia arn1azcnad11 c1n seu interior aurne111a_ E no inomento en1 que uin gás (ou líquido), inicialn1cntc cm
utn estado de c4uilíhrio l'lll uni rcscrv111ório fccha<l<> e isolado, é agitado con1 vigor e colocado en1 repouso alé atingir
uni c~1ado linal de equilíbrio, a energia do g:ís <n1n1enta durante o processo. [le acordo com a discussão sobre trab;1lho
na S{'ção 2.2. pode-se pensar cin outr;is n1<1neiras ern que o trabalho realizado sobre siste1nas auincnte a energia am1aze-
nada nesse~ sísk~111as - ço1nn o 1rab;dho rclilcionad(' con1a1nagnctização, por excn1plo. Em cada utn desse~ exemplos,
a variaç.to da energia d1i «istcrna não podc ser atribuída a variações na energia cinétic.i ou potencial gravitacional global
do sisccn1:1, dada pela~ Eqs_ 2.S e '.'.. 1O. rc\pectivan1e1He. ,\ v:1ri<1ç~o de energia pode: ~er expliç;ula ein tenno~ de cnc1;i;ia
i111rn1a. corno é :ipre-.a:n1ado a segui:·.
Na tcrn1udin:i111ic;1 aplic:1d;1 I1 engcnh<iria, considera-se que a variação da energia lota! de u1n sisten1a é cornpnsta
de três contrihuiçi:"'e" 11uu·r11.1uí/!ic<1s llni<t e a vari:1.;ào d<i cncrgi:, cirK'tica, '1ssociada a0 111ovi1ncnto do sis1c1n;1 co1110
111111odo <0111 n;·l:içiio ,1 uni ,i51c1na de eixo~ coo1dcn:1do~ exlcr110. ()ulr;1 é a V<triaç·ào da energia potcucial gra\'itacional,
associada it posi..;ào d\l sistc1na co1110 u1n toe/o no e;unpo gravitacional terrestre. ToJ:!:ts as outras variaçUes de energia
silo reunidas na ene1gia int.;rna dn sis1c1n;1. /\~sin1 cun10 a energia cinética e a Cnl~rgia potencial gravit<icional. a energia energia in!erna
i111er11a r; 1111111 propriedade c.1/1·11si1-'11 do sis1cn1a. co1110 o é a cnergi;1 total.
A. encrgin 1nk·rn:1l'.1·cpn:~enlad:i pclo ~í111hnlo l:'. e a variação de energi~1 interna ern u1n procc~so é li-;,_ - l.' 1. /\ cncr-
gi;t 1111erna específic:1 (: ~i111boli1,:1d:i po1 /1 \.'li li del'endcndo de ser cxpre5Sit p11r unid<tde ele 1nas~a ou cn1 base molar.
respccri \·a rnentc.
A variaçiín total de energia de u1n síste111;1 e
12.27;.i) Eriergia_Total
A.6-Abaa __

12,271!1
·-- ·v.;J
A id<"1Hitic:aç.io d;1 i:acrgia in!<.'rn<l c._11110 \lllld fonna 1na~Tosc.ípi~-a Je cncr,t'.Ca ,_, urn pas\u 'igni11cati 1·0 nu de~<·n1 oh i-
1nc1H\• ' .111 qt1e:.tJ(1. po1 < ~ep~tra u con..:e1to de. energ,ia t.111 1e.rn1c1dinf1niic~1 d<1quele da n1ecfu11ca. !\o C .1p. 1 aprt'ndere111os
,t cak:ul:u c,iria.;•ºJt<, de çnergia in1crr1a cn1 ca~os de 1n1ponânci:t pi_itic:i c·nv11hendu )-'.;IS<.'..~. líquidos e sólido' 11liliza11tlo
d:ulo' e111pírieu~
Pant n1elhur;.r nn~;il conipreensào ~obn· cne1·gia interna. con<>idt1"<-' u111 >istcrna que freljUCJ\ternenlc •·11contraren1''~
nas S<'.Ç<les ~uhsctp1cntes de.-.;1e livro, 1un sisten1a cun~tituídn de uni g:is contido e1n uin tanque. \"<1n1us dcsenvoiver tuna
'n (..,., µr•21 a ç~" 1nte1 pre\ação rll;(fOS(Ópica d;:i energia interna pen<;ando n<i cnergi<i atribuída aos 111ovin1ent.ls t' às confígura<;ôt:S d<i> 1nolé-
m1L1o~c~µicr. oi« culas individuai.,_ Jl(lllXl' e particulas suh(ltÓm1cas que cornpõcm a n1atéri:1 n" sislenia ...\s inolécula~ lk• ;;:is rnovc1n-st..'
p11~r;;ia .i1t""'ª de um lado par:.. l' outro. encontrando outras n1ol(>cul<1s llll ;i, paredes d0 ri:cipieiac. P;irt.: da energi<t interna do gás t•
pa1a urn gá~
a entTgi:1 cinétic<i de tra11sla1,·âv ditS n10Jéculas. Outr<tS .:ontribuiç0c~ p;ir;1 a c11ergia interna incluc1n H energia cinética
devida à n1tuçdo d;1~ 1nolécu las cn1 ic!ação aos seus centros de n1<1~sa e a energia cinética associada aos n1ovirnentos de
1'ihrtu,·1/o dentro das 1noléc11l:is. Alé111 di~so. energia é arniazenada na~ ligações quín1ic<.1s eutre os átornos que con1põen1
:i:; molécula.,. (J arni.11.L·n;i1nent0 de enc1·gia cn1 llÍ\el atôn1ico inclui :• energia a~~ociada ao,. es!ados orhita1.' do~ e!ét1"lln~.
·'f'in nuclear e fu1ças de ligação 110 núcleo. En1 gases densos. líquidos e sl1lido.~ <1s torças i1nerrnoleculares 1·cprcsentani
urn pape! imponante cn1 relação à energia intern<1.

Transferência de Energia por Calor


Ati: o n1on1ent<>, consideran1os quanlitath'an1e11te apenas dS interações entre um siste1na e ~ua vizi-
nhançii que podem ser clas~ificadas co1no trabalho. No cnl<into. o~ slsten1as fechado~ tarnhérn poden1
interagir com suas vizinhanças de uina 1naneira que nàn pode si:r definida corno tntbalho.

@4•liJ@3út@!:) quando um gás en1 un1 recipiente rígido interage com urna placa quente a energia do gás aumenta,
1nes1no que nenhurn tr<tbalho seja realizado. '·~~-<li

transterência de Esse tipo de interação é chamado de transferencia de energia através de calor.


energia através (:ocn base em provas experimentais. a eonit·çar pelo trabalho de Joule no início do século XlX. sabe1nos que a trans-
de calo1 ferCncia de energia por calor ê induzida apenas con10 resulc;ido de u1na difercnç::i de ten1pcratura entre o sís1cma e sua
vizinhança. e oron·e so1nente no ~entido decrescente de ten1peratura. Devido à importância desse conceito cn1 tcrn1odi-
~ nü11iica, esta seção é dedicad:i a urna consideraçi\o adlcion;il sobre a transferência de energia por calor.

·o
-<;J" \~O 2.4.1 \..Conve_nção de_ Sinais, Notaçã~ e Taxa de Transferência de Calor
t'l".:' C· .\'
..,'(> \46' e(;' O sírnbolo Q 1nd1c.1 unui quantidade de energia transferida at1avés da frontc1r.1 de um sistem.i en1 unia interação de calor
t'
(, f.J''r-/'_0 \..t-<(.{_ con1 a v1z1nhanca do sistema. A transferência de calor para um sistema é cons1dcr.ida positivu, e a transferência de calor
8 .,~- de um siste1na é t.:onside1ada negativa.
r" • •' \I'
~· 11~1 Q >O: transferência de calor para o siste1na
Q <O: transferência de calor do sistema
convenç"iw de_ E~sa convenção de sinais é utilizada ao longo de todo este livro. Entretanto, assi1n con10 foi indicado para o trabalho,
sinais para a!gun1as vezes é conveniente mostrar o sentido da transferência de energia por urna seta no desenho do sistcn1a. Assim,
transt-.=rencia de
a transferência de calor é considerada positiva no sentido da seta.
calo1
/\convenção de sinais para a tran~ferência de calor é justamente o ú1vrr~·o daquel;1 adotada para o trat>alho. na qual
o v<ilnr positivo para W significa urna transferência de energia do sisten1a para a vizinhant,:a. Esses sinai.~ para C<tlor e
trabalho ~ão uni legado de engenheiro~ 0 cientist;t~ que estavarn preocupados principalrnentc co111 n1otore~ a \':Jpor e
ll'oíl(IOS de íC outros di~positivos que produze1n trabalho na s"aída a partir de unta entrada de energia por rneio J<: transíerCncia de calor.
A.7-Abaa Para tais apl icat,·i\e~ cr<i convenientt· considerar 1anto o trabalho produzido quanto a entrada de energia por transferência
t;.,- • de calor con10 4uantidades positivas.
:'\quantidade de ,·alur transferida depende dos detalh,·s do processo. e niio apenas dos estados inicial e final. 1\ssim,
o c'!n1 do n1esrno 1nodo que p trabalho, o i::a.!or não & u:i1a propriedade, e su:1 dilCrcncial é escrita co1no <'lQ. A quantidade d<:
nao"' urna energia tr<insferid;i por e:tlor durante u1n proct's~o é dada pela integral
fH'JIHiedi<Ó"'

(2.281

na qtt<d p,, linütes de· integraç:io signilican1 ·'do estado l ao estado 2·· e n,io se refere111 aos valores do calor nesses esta-
dos. 1\~si111 corno para 0 trabalho, <i noçii<l de "calor" cnl u1n ~-stado n;\o tc1n sentidu, e a in(egral 111111ca deve ser t:<dculada
<:on10Q,· (] 1.
~axa d'.' J\ ta;a de transrc-r~nda de .:ator líquida~ r<'prc~entada por Q. ~\ princíplo. a quantidade de energia tr;1n~ICrida sob a
tr<l!lS\,,renci~ r!,- funna de calor durante urn período de tentpo pot!e s,~r calcul:uJ;t inlegrando·~e do 1en1po 11 au tcn1po 12
calor
( 1,

(J 1 Q ,/1 <2.29!
,,'
Energia e a Prin1eira L2i da Termodinâmica 41

1 11~ col,,;u11' ,·"''" .:· c011v,·111<'l~1.:: utiiil..i1· ti f/11.to ,;,· ""'ior. <i. que e' a 1.,x;1 ,!,:: tr:1n,f.::réiK·ia ele c<.1lor por tll11d;1dc .(,• :íre,i
de' ~upc1 i ... ·1,· du -:iste111:1 . .-\ ia.x" !íquid,, (k tra11sf.::n•ri..:i<1 de c·:ilnr. Q, cst<i rei"cio11ud;1 ;10 11uxo de 1.::dur 11 pcl;i i111cgutl

() '"O" f '-Í d.".


..\
e111 que;\ 1·,·prcsenta a úrea n;i f:·o1itc·ir:• do _,istcn1<.1 n11 qual ocorre ;i transfo:rência dc calor.
:\s uni(!adcs par~ a transferên<.:ia de c:ilor Q e a ta.1;;1 de H'ansferência dc calor Q ~ão <is rnesma~ apré'scnt<ida.~ antes
par;i W e \.-\!. n:sp<·~·ri1·;,n1enle. _::.,.,unidades par;i o flux1i de calur são a~ da ta.~a de tran~ferência dc c·:.dor por unidi.!dt: de
árc·a: k\\'fnr'.' 0~1 Blllfh · rt 2.
!\ pala\'fa adiabático ~ignl!i.:a ljllC niio luí tra11sferí!111:iu de calor. Assi1n, se urn siste.rna rassa por urn proccs~o que. arJ1ab~;" o
não en1·olve Lransferênc1a de calor con1 sua 11izinha11ça esse processo~ cha1nwJo de proces.>o adhd1d1ico.

BlOCONEXÕES Pesquisadores médicos descobriran1 que um aumento gradua! da temperatura do tecido canceroso para 41·45ºC )
leva a uma maior eficiência da quimioterapia e da radioterapia para alguns pacientes. Diferentes abordagens podem ser usadas. 1
inclui11do o aun1ento da temperatura do corpo inteiro com dispositivos de aquecimento e, de tnodo mais seletivo. por meio de 1
feixes de micro·ondas ou ultrassom sobre o tumor ou órgão afetado. As especulações sobre o motivo do aumento de ternperatura ser
benéfico variam. Alguns dizem que isso ajuda a radioterapia a penetrar certos tumores mais facilmente por ineio da dilatação dos v2sos l'.1
sanguineos. Outros acham que isso ajuda a radioterapia em virtude do aumento da quantidade de oxigénio nas células do tumor, fazen-
do com que elas fiquem mais receptivas ã radioção. Os pesquisodores informam que é necessârio um estudo adiciona! ontes que seja
estabelecida a eficâcia dessa abordagem e os mecanismos por meio dos quais os resultados positivos são alcançados.

2.4.2 \Modos de Transferência de Calor


J\1élo<los b;1seados crn experimentos estão disponíveis para avaliar a transferência de energia sob a fonna de
calor. Esses n1étodos identificarn dois mecanismos b.ísicos de transferência: condução e radiação tér111ica.
Alén1 disso, relações empíricas estão disponíveis para avaliar a transferência de energia que envolve um modo
co111bi11ado charr1ado convecção. U1na breve descrição de cada u1n desses modos é dada a seguir. Conside·
rar,;ões rnais detalhadas são deixadas para um curso de transferência de calor apEcado à engenharia, no qual
esses tópicos são c~tudados cm profundidade.

Condução
A transferência de energia por conduçlio pode ocorrer en1 sólidos, líquidos e gases. A condução pode ser ilna-
ginada corno a tr<insferência de energia das partículas rnais energiticas de u1na substância para as partículas
adjacentes que sflo 1ncnos energéticas, devido a interações entre as partícula<;_ A taxa teinporal de transferên-
cia de energia por condução é quantificada 1nacroscopica1nente pela lei de Fourier. Como uma aplicação ele-
mentar. considen:' a Fig. 2. ! 2, que n1ostra uma parede plana de espessura L em regime permanente, na qual a C·•...
1·-. - .
tcrnpcra(ura T(x) varia linearmente c~1m a posição x. Pela lei de Fourier, a taxa de transferência de calor através
Fig. 2.12 !lustração da lei
de qualquer plano nornial à direção x, Q_,, é proporcional à área da parede, A, e ao gradiente de teinperatuni
de Fourier da condução de
na direçãox, dTfdx: calor.
(2.31) lei de Fourier

cn1 que a constante de proporcionalidade ki~ unia propriedade ch<1n1ad;i de condutividade térmica. O sin<d negativo é
unia consequência da transferência de energia no sentido decrescente da tempcra(ura.
~Í!~ no caso da Fig. '.:'.12 a tcn1pcnr1ura varia linearn1entc: assíni. o gradiente de ten1pcratura é
dT T~ -- 7·1
-- ~ _. ___ (<O)
dx L
e a taxa de trilnsferéncia de calor na direção x ~,então,

(Js valurcs para a cond11tivid;1de ténnica são dados na Tabela A-19 p;ir;i n1atcriais usuais. As substàncias c0n1 valores MNl!>S _(I~ _T';
elevados de condutividade ténnica, como o cobre, são boa~ condutoras, e aquelas corn haixas condutividades (cortiça e A.7-t!bab _
cspun1a de poliestireno) são boas isol<intcs. • ----0J
A radiurât' l<'l'lnir:o é ~·n1iLi<la pela 1n;1lé1i:i eo1110 resuh;ido de rnudanças na configuração c!L'trflnica dos aln1nos ou
tnokculi•S no ~eu inle1·ior. A energia t' transportada por Pndas clctro1nagni'ticas (nu fríton~) [)ifcrcntl· J., ~-c>nduçãu. :i
1,alia\·:io [er1n1c:1 1u\,i lllT<"SSil<l de nenhuin mei~i para propi.!gar-se, e pode até 111es11H• 01.:orrcr 110 vácuu r\_, ~11pcrhcies
42 Capítulo 2

,ól~d;i:,_ ,h !!-tSt", ,~ ,,, liquid,,, c:niiletl~. ah~01\-t•1n c 1ran,n1iLL·1n •;uli;1~·:!11 tt":n~:,-a c:rn \·;irio~ l!rau~ \ 1•1.~d n:1 qu:tl a <:"nc·r
,·n11t1da. (J, ,: 1•ur11r tft' '.1111;1 ~uperficic (ic" a1c<1 t\ ,. qu:11111tic:!d~1 lll<llT,1,;,-, •r1("<1n1ente
.s::" e' p(I! 11111:1 !in 111.t 111nditic;nL1 da
!i·I Q,. Stpf,~n :,,;de Sí.,,far.-f>,1it1mann
'30'.' ""ª""
que 1no~tra 4ue a r.1di:1(Üu tfnn1cJ t'~t<Í a.-,~uc1,1Ja à 4uar1a pu1~1h:ia d;± ten1pera1ura ahsulu!;1 d;i ~uperl k·ie, f h- ,\ <:n11sst\' i-
dade, e. t~ u1na propri,~dad« da _,upcrfí..:ic q11c 111dica ~' cficiént·ia da ~npcrfície i1n1Jianlc (O 5: e~ l ,OJ, ,. '' ,, "cnustar1le
de Stefan-Bol1·1nwnn:

Ern gei:1I. a 1;1x;1 líquidu de ir;insfe12ncia de energia por r<idiaçii.u tén11i..:a en(rC Ju,ts superficics cnvo! 1•c rclaçõc~ cn1rc
a~ pruprierladc' tL1s superf1eic~. ~uas orie1Ha\"Üt·s, en1 n:laçik• un1,1 à our1-;i. a t·:-.tensáo na qual •J 1ncio <lc propagaç;\o
L·,palha_ crnilt'. t'. <th"11·1·t radi;H,:<\l• tt.'nnic:i. e "litros íatore,_ \.iin c,1~0 .:-spe..:ial lJUC ocnne frequ<:n1cn1entc é a troc;.i <le
Modos d~ _TC
radiação cnu·e un1;1 .-uperfícic ii ternpGra1ui:1 Ti, e unia supe1"fície circunvilinha rnuito inaior a 1~. cl11nc1 1nos1ra a Fig.
A.7-Abad 2_ I J_ t\ 1oxa líqui<1'1 <k troca radiante entre a superfície rner11>r, cuja ú1·ca é A,,~' emissividade é P., e a surerfícic circun-
t.l~ -----· 1·i~.inha rnuito 1nai<)r é

(2.33)

Convecção
,\ tra11sferi:nc1<1 de en<:rgi<1 cnlre u1na ~uperfície sólida a tuna tcrnperatura Ti, e 11111 gá~ ou líqllido adjacenre ern niovirnen-
[o a unia out1·a ternpcr<lluru 7\ 1en111rn p<1pel nnportante no desc1npcnho de n1uito~ dispo~itivns de interesse· prático. Essa
lransfer\:ncia,: usu.:hnen!c. den(nninad;i cvn1'1:T<;tlo. Con10 dustraçiit1, consi<lt're a Fig. ~.14. <:ln 4uc Tí, > Tr. Nesse caso.
a en,~rgia é tran~l"crida 110 .1e111idn i1ufiçado prla .1ct11 devido aos efeitos co111hi11adux da coudU\'àO no ar t·- d11 rnovitnento
gloha\ do ar. A taxa de tr«nsferl'ncia de- energia da supcrfícic para n ar pode ~er quantificada pela seguinte expressão
e111píric,;:
(2.34)

lei do conhecida con10 lei do resfriamento de Newton_ Na Er+ 2.34, A é a área d;i supe1iTcie, e o fator de proporcionalidade h
resfriamento de é charnado <le coejicienre de t1"//11.1j"erê11cia de r·a/or. En1 aplicações subsequen!es da Eq. 2.34 uni sinal negativo pode
Newton ser introduzido no lado direito t·rn conforniidade co1n a convcnr,:ão de sinais para tran~ferência de calor apresentada n<1
Sc<,:iío 2.4. l.
O coeficiente de transferênci<1 de calor 11iio é unia propriedade !cnnodinãinica. Ele é u1n parâmetro ernpírico que in-
corpora, na rc!aç;io d<t 1ransfcrência de caloL a natureza <lo padrão de escoan1ento próxi1no à superfície, as propriedades
do fluido e :i gcon1c::tria. Quando os ventiladores ou bombas provocan1 o n1nvlrnen10 de utn fluido, o valor do coeficiente
de transferência de calor é gcraln1entc n1aior do que quando ocorren1 n1ovimcntos re!atívan1cntc lentos induzidos por
Modos_ilc __TG v;iri<tÇâ(• de massa específica. Essas duas ca1cgorias gerais são chamadas de convecção forçadn. e livre (otl natural), res-

.-. '
~e-------
A.7-Abac pectiva1nente. /\•til bela 2.1 fornece valores típicos para o coeficiente de transferência de calor para a convecção forçada
e livre.

~-" ,,_f"'B)il.JA' 2~Js'.'(~:


' ., ~ ' .. '-'•

Valores Típicos do Coeficiente de Transferência de Calor por


Convecção
.l\p\iC«ÇÕe~ h (1N/m' · Ki h (Btu/h · ft' · ºR)
(nnvecção iiv1c
Gas"'s .::'-~5 0,)5·t+,f1
Líquidos 50-1000 8.8-iSo
Con·;ecçiio forçtida
Gast's is-r,o 4,4-t1L+
Líquido~ 50-20.000 8.8·3<;00

-~---------
/_.~--

/
~"p·c:flc1c d.1
,,,_;ni..111ç,1,o ·1,·: ·ri.
"--,\

Supn r·;~,. ,-.,;u '""''"" id.<dt· 1\

1
(

Fig. ~-l ~ Tr<!La il()t•ida de 1adiac.'in. Fig_ ::>..14 ilu51raçào da lei do resfri:im<>nto de N1•wton.
Energi;i e a Primeira Lei ria Terrnodi11âr11ica 43

2.-t.3 \ Comentários Finais


------. --- - - - - - -- ---- ---~

() prirnciro pas\O c'lll Ulrlii <Jll,ili'C' {Cl'lllOd1nfin1Íc·a é de1Jnir O ,j'\{\:111:1 S,\ depois da ::'\p:;cÍtiCaÇàO d,\ frunteir:! dn '\l.'1c'llli1
e pos~iv::I con~idcJar <1~ inrer<içües d~ cai<Jr corn ;, 1·i·1.inh;i1J\d. pois est;is sf10 sc111prc a1,a!i;1da~ na lroílt<:•ra do si.<t<"rll.t
.~;1 conver';' di:ína o ienJlll t 11/or ~ f1eqlll'llleu1tn[e utilii<tdt> quanJo o 1çn110 e11e1-:;ia se1ia rna1s con·eto tc·nnodlnarnrca-
1nt·ritc. Por \''\en1pio. alguCin poderi<1 ouvir: ··Por fa1·or, feche a puna ou tl ·calor· sc:r;í perdido'" En1 :er111odil1<i111ico, t>
c:tior rc·l·cn:-;;e ~111en:1s a um n:,:10 p;;nicuiar através d" quo1l ;, energia.: lransfenc!a. Ele não >e n:li:re al> qlic', cst;\ ;end,,
u·o1n~1·c1·id<> r,-ntre os ~i,t::rn:is ,_.u ao que t:' :ttTIJal<'.nado nn, s1sl<.'lll<l:<. A energia é !rans!'.:rid:t e ann,11cnada. n;lo o calor
Ait'.urna, V<.'ZC'S a ll'ansl<:r0nc1a de encr·;;ia sob a fo.-rn.1 de calor par-:1 ou a panir de urn 'istern:: p••Úe set· de.~prc1,<1d<t.
fsso pod<.'l"la ocorrer J'Or d1l'cr~''' razf•c·~ rc·J:_icion;ida~ ª"' 111eLanis111n-,; para a tr:_inst'c1·f.r1cia de calor di;;cu1id,)s arilc1-ii>r-
!l\,•n1e l ;:na dela, pode1::1 ser que"~ Hlalcn:.iis que cctcan1 o sis1cn1a ,;1r. bon, isnlantc,, ou que a tr;.nsf"erén..:ia <lc calor
nJo seri<r ~1&n"ii1c<J\Í\''' ptnquc ll[i u1nJ peyuen11 drfcrc11,-.1 d,: tcn1pe1·atura entre u ~1.\tc111a e '\U:• viz1nlra11\<-J. L:111<t tctceira
r<J;·:"io ~t~ri:1 11iio haver urna ,irç:1 ~ur,~rficial ~ufiri<'.lllt'. pa:a perrniur que urna tran~ICrénci<r de c;1lor signifieativ;i o.-nrr:i.
()uand" ;1 transJer{~ncia de .;_·al(•r ~desprezada. urna 011 1n;1is dcss;is eonsidt:raçõcs se aplica.
Nas di,cussõcç a seguir o \";dt>r <lc Q é fornecidü ou é uina incógnita na an;ílise. Quando{} é l'ornecido podt·-se
co11~itJ::n1r que(> valo1· !'oi (!,·1crn1in,uJo pelos inétodns ;1prcsent<Jtlt•"- ;-\e Q niio é conhe.:·ido. o seu ":tlor é usu<-1hnenle
calcul;1dt> .ttrav.'.s dn /1,i/unço d<' t111·rgin. dist:uti<lo e1n ~C§'tlld<1_

~bilizando a Energia: Balanço de EnergÍ~


para Sistemas Fechados
c:onforn1<' no~sa~ discussõe~ anteriores indicarain, o~ únicos canúnhos para variar ;i energia de uni sístcnu1 fechado ~iío
através da transferência de en.;:rgia por 1neic1 de trabalho ou de calor. Além disso, co1n base nos expcriinentos de Joule e
outros. uni aspcchi fundan1c111;il do concei10 de energia é que a energia se co11.1·erl'a: rhan1an1os esse" fato de primeira lei primeira lei da
da termodinâmica. Para niais detalhes sobre a pri111eira l<'.i. vcj;1 o boxe a seguir. termodinâmka

Os Experimentos de joule e a Primeira Lei


Em experimentos clássicos conduzidos no início do século XIX, Joule estudou processos através dos quais um sistema
fechado passa de um estado de equilíbrio a outro. Em particular, ele considerou processos que envolvem interações
de trabalho, mas não interações de calor, entre o sistema e sua vizinhança. Qualquer desses processos ê um processo
odiobôtico, de acordo com a discussão da Seção 2.4.1.
Com base em seus experimentos, Joule deduziu que o valor do trabalho líquido ê o mesmo para todos os processos
adiabáticos entre dois estados de equilíbrio. Em outras palavras, o valor do trabalho liquido realizado por ou sobre um
sisten1a fechado que passa por um processo adiabático entre dois estados dados depende somente dos estados inicial
e fino/, e não dos detalhes do processo adiabático.
Se o trabalho líquido é o mesmo para todos os processos adiabáticos em sistemas fechados entre os estados inicial
e final, pode-se concluir da definição de propriedade (Seção 1.3) que o trabalho líquido para tais processos é a variação
de alguma propriedade do sistema. Essa propriedade ê chamada de energia.
Corri base no argumento de Joule, a variação de energia entre dois estados é definido por
E,-E,"'-Wad (õ)

em que o símbolo Edenota a energia de um sistema e W0 o1representa o trabalho líquido para qualquer processo adiabá-
tico entre os dois estados. O sina! negativo antes do termo do trabalho está de acordo com a convenção de sinais para o
trabalho. estabelecida previamente. Por fim, observe que como qua!quer valor arbitrário E, pode ser atribuído à energi<1
de um sistema em um dado estado l, rienhum significado especial pode ser associado ao valor da energia 110 estado 1
ou em qualquer outro estado. Somente as variações de energia de um sistema possuen1 sigriificado.
A discuss.'io precedente ê bi!St:Jda em provas experimentais, a começar pelos experimentos de joule. Em razão das in-
certezas experimentais inevitáveis não é possível provar através de medidas que o trabalho líquido é exatamente o mesmo
para todos os processos adiabáticos entre os mesmos e~tados inicial e final. Entretanto, evidências experirnentais apoiam
essa conclusão e, portanto, adota-se como um princípio fundamental que o trabalho é realmente o mesmo. Esse princípio
é uma formulação alternativa da prin1eira lei, e foi usado pelos cientistas e engenheiros subsequentes como um trampolin1
para o desenvolvimento do conceito de conservação de er1ergia e do balanço de energia como os conhecemos hoje.

'::.:~stJminú.u os. Con•:eitos óe 'ênergia


·rodos
vra,:
o~ ;1~pecio_,

l
de energia 11presentados nesre livro até o 111ornento poden1 ser rcsurnidos através das seguin1cs pala-

l
~
quantidade liquida de qu;1ntldade fíqiliria de
1·11ri<11,Y/,, da qu<Jntidadel
e11cr~ia t1ansferitlap11r11 i energia transferida 1111ra

r
j
de ener.1;ia cun\1d;1 no
si>1crna dt11,u1:c u1n
,·,·n·' 11rh·r 1:ilc' •'«~
-,
j
r
j
de111rn au-:H·é.'> r.h1
lro11(<·11a do ~1~!e111:i por
1i·;in~f,·1l'1:..:i;: Jc' calor .
foro através lia
- froOlC'lJ'a do ~.Í~tClllil por
/rlihu/Ílu dur,u1lc o i
L TC!i•i"''' __J ~-i•ll anti.: ,_, '11t ·1-,.,.:,, <ie 1cn1po _j
0 L in1er,·:tl<> de tcn1p<• J
44 Capítulo 2

!'.ss~, de·,·!.ir<i~·;j"
é· .i)'c·n<1:- li'11 1>.d,111~·,; '"nl:il>il p;ua a en,~r'c!i.1, L!!ll h.dJnço de ·~nc·r;;i:t. Elo.: re4uL·r que Clll ·Jll:t.lqucr pro-
cts~o pa~-a u111 .;i,t<:n1a fet:h;,iJ"" c'llt~rg1<> do .-;1_,1e111a :1urnc11lt' ou d1111ir!ua d<:> u111;i quantiU.ule i~'.ual 21 qu;1nudad<: liquida
UI" enen~ia lr~·n~to;rida ;1l!~11és da :ron1eir;1.
i\ e~j11..:.<.sJo <11u111ti,hliil' /íq1údn u~ada !ll' <'llll11Ci<ido do bai.u1Ç•l <k cnergi:1 Jeve ~,·r interpretada l"(Hll cuid;ido, ri que·
pode h;ivcr transferê1H.:i;1~ de energia por 1ne10 de' calor ou trabttlh,i ern 1ntiiras µosiçôe~ di!'erentl"S da fronteira de Ulll
~l:\!~1na. f:1n alguns locals as tn1nsferênc'1a~ de' energia pude1n ~er para o ~i,;t<'n1a. enqu<1nto en1 outrps silo par;1 fora do
~1sterua. (ls <l<oi;; tcrn11>,'i n\1 ladn direiru s;lo n·.\puns:Í\'ci.~ pcln'i n~~llliildos líquidos de toda~ as transft::rénc111s dt> cntrgia
por rneio de calnr e de lraballiu. rcspce1ivanll;nte. que 1•co1Te111 durante ,1 intervalo cJe rcnipn considc1-;tdo.
O balanço 11e .,11<o•gia rock ser descri lo pel;.i cxpressJo

Q w ('.L35a1

[ntroduzi:1do a Eq. 7..27, urna r,irina alter11ativ;1 .; dada por

Ll.EC' + .3.EP + !:J.Li = (! - 11-' (!.35h)

que rno~traque un1:1 rnuisferê.nci3 de energia atrav(~s da fro1ueir;1 <lo sistenia rc<;ulta em 11n1a variaçllo de um<i ou mais
fonna.~ 1nacrusc!Ípica~ J..: encrgi11: energi<i cinética, energia potenci~1! gr11vitacional e energia interna. Todas as refe,
réncl:is anteriure~ r·eJarivas à .:.:ncr!!ia eo1no urna quantidade que S<-' con;erva eSÜll) in..:Juídas co1110 C<JSO~ especiais da~
cxpressue~ da Eq. 2.3:'i.
Observe que os scnai~ algébricos antes dos tcnnos de calor e trah:i!ho da~ expre~$Õcs relativas ii Eq. 2.35 ~fto diferen-
Bal_de Energia __
tes. Isso.: c.:on;equ2nci<i da convenção de sinais <idotada an1eriorme1ue. li1n sinal negativo aparece antes de H" porque
Sis_ Fechadns
A.8-Todas a transfer2ncia de energia por ineio dt.~ trabalho do sisten1a paro a vizinhança é Cl1nsidcrada positiva. lJn1 sinal positivo
aparece ant<:s de Q porque este é considerado positivo quando a transferéncia de energia por calor ocorre da vizinhança
~~~~- para o sistema.

BIOCONEXÕES A energia requerida pelos animais para viverem é oriunda da oxidação da comida ingerida. Com frequência,
falamos que a comida é queimada no carpo humano. Essa é uma expressão apropriada, porque os experimentos mos"tram que
quando a comida é queimada com oxigênio em uma câmara, aproximadamente é liberada a mesma energia de quando a comida
é oxidada no corpo. Assim como ocorre com o dispositivo experimenta! perfeitamente isolado apresentado na Fig. 2.15, que corresponde
a um calorímetro a volume constante.
Uma amostra de comida, pesada com cuidado, é colocada na câmara de um
calorímetro junto com oxigênio (O,). Toda a câmara se encontra submersa no
Tennôrnetro banho de água do calorímetro. Os conteúdos da câmara são, então, inflamados
I Porta de acesso eletricamente, oxidando completamente a amostra de comida. A energia libera·
- + <?--
da durante a reação no interior da câmara resulta em um aumento da tempera-
tura do calorímetro. Com o aumento de temperatura medido, a energia liberada
pode ser calculada através d e um balanço de energia, considerando o caloríme·
tro como sistema. Esse é o valor da caloria da amostra de comida. informado
usualmente em termos de quilocaloria (kcal), como pode ser visto no item '"calo·
r:::= .... ·1 rias" nos rótulos dos alimentos.
i 02 .- :;:
• T~rmina1sj"
détricos jl
d'--~1, Agitador
i
l---.
Ain~lra 1
----J

Banho d.i água

Fig. 2.15 Calorímetro a volume constante.

2.5.1 1 Aspectos Importantes do Balanço de Energia


' ------- -- . -·-- -··------
V <irü1~ forinas e~peci11is de balanço de cncrgi<i p(>dern ~c1· escritas. f"•r e;;ernplo, u hal~nço de energia na fo1111a diferen-
cial é

d!~· = ôQ ··· 8\V

'ieJldtl lj\!C Jf~· é <l difcfCllCÍal d:1 CllL'rgia. lllll<l prt 1 p1-ieJ;1dc. l:o'llln {_j <' \V 11:jn ~JO fllPjHil"•_iadt•\. ,-ll~l\ d1(e1:.·n,·i:<t' <,,"1"
cscnt:i.' c<1n10 ti(! e 8\\l. ro;spt~c.:1iv:n11ence.
Enrr :ia e a Primeir~ Lei da Termodinâmica 45

~·.J ' " ' 1 '-~


.-_~H.:i:< ;>;.
'' . r',, ~ ,.
•e-o (! -- \.V
d'

de 1•uriuç"iío l
1ax1, .
u1_\<1 lic1uida na

qual a energia C'l;Í ·1


) 111xa h4uid:1 !la l
r
ten1pr1ral da cnr.:rgi;1 1-"-
Cünti<la no ~i.-acnia !
r sc·ndo rran'ifenda
! para <lenlr<· por
-1
~c·ndu transti.~rid,1
.
1 tj'la] a entorf,'ia <"-'(ª ;
1
l
1
para !Pra pu1· 1
L no ll'llli'I' t J li lransfert':n..:1:1 <le 1
trabalho !lo 1r:111p11 .~
.;;dor 110 /e1111>0 1 .J
(.\uno a taxa tc:n1poral de v;iri:v/io dc cnergi:1 é dada por
d/:: dEC dEP dC'

A f::q 2.37 pode ser expressa allernarivan1e111c con10


d1
"' dr

dEC: dEP dL'


·t + =Q--\{' <2.3~1
d' IÍi dt
.t'\.s Fqs. '.!..35 a '.!..38 fornt>cen1 form:1~ alternativas para o bah11u,:o de energia que sào punlns de partida convenientes
para a aplica(;ão <lo principio da conscrvaçfin da energia a si~t.;n1as fechados. No Cap. -1 o priucípio <la con~erv;içiío
de .;-ncrgia é expresso sob fonna~ adcquadas para a análise en1 voh1m<'~ <lc controle. Quando apllcarnios o bal<inço <lc
energia em qualquer das suas forn1a~. é iinponantc 10111111· cuidado eo1n os sinais e unidades e faLcr .t distinção cuida-
dosa entre taxas e qltanlidades ...\lérn dissu. é irnportantc reconhecei que a localização da fronteira <lo ~istc1na pode ser
relevante para dc!enninar se u111a transferência de energi<1 espccítlca será considcratl;i con10 calor ou tcabalho.
d4•J;jiitj31íli)@ considere ;i Fig. 2.16, na qual são n1ostrados três siste1nas alternativos 4ue inclucn1 unia quan-
tidade de gás (ou líquido) e1n um recipiente rígido, heni isolado. Na Fig. 2.!6a o próprio gás é o siste1na. Confonne
a corrente passa atr;1vé~ da placa de cobre !1á uma transferência Jc energia da placa de cobre para o gás. Já que ess;.i
transferêHe1a de energia ocorre corno resultado <le unia diferen<;a de temperatura entre a placa e o gás. ela é classificada
con10 transferência de calor. E1n ~cguida, considere a Fig. 2.16/J, na qual a fronteira é desenhada de 1nodo a incluir a
placa de cobre. Conclui-se, da definição tcnnodinâ1nica de trabalho, que a tra11sferência de energia que oco1Te conforme
a corrente atravessa a fronteira desse sislcnu1 devt: ser considerada con10 trabalho. Por fi1n, na Fig. 2. l 6c a fronteira e~tá
localizada <le inaneira que ncnhu1na energia é transferida através de!a por meio de calor ou trabalho. ·. """'-<!!

Placa Eixo
de cobre giraiório
'1Gás ou líquido
Gá>
: º ..."''H~e:::: llU
líquido
lV

\V,,,O ,,
'-··-·· '
...
;- :"<,1·m'i. ii;;;;~~ Gcr~d<•r : *t,~'i:<T:;;i'l(;":.f,i:.Ç,
-"·;-··--·&:o
~··: 1
détricn À
Fronteira
do ·'"le111a
Isolamento

1\1ª''"
honlcira
riu ,jqerna ILJ
'~ ~'

j

' <.
From,-;,,,
do _,;,i.,,.,,"
('c.\',\1-.c(I
~sr.olha~ a!r'"rr•a:i1·as para
lei a l:,;nteiia de uw ~i~tem<o.
46 Capí1u\o 2

.·\te'. "~nr;i, ticl·1nos o L11idadn ,!e cnfati1_ar queª·' qu'-lnlidadcs sirnholizad<±~ p<H" \\' t' Q 1n1., equaçl1cs anlcriurc'~ ,ii_o rc''>·
pons;ívei, por rr'-111.-rc1 ênL1,1s de t·11;;1-,;ia e não por rransi"c:rências de trah;1lho t calor. rtspcct1varllcntc· o~ k·rrnu~ crabailvl
e ..:alor inJ"1ca111 1neio.1· di fcrenlc·s pelo~ quai~ a energia e' transferida, l. não o 11111' é transferido Enu·ctanto, por ccun.1111'1a
dc expres~:u1 na~ di ,cu~sfw~ subsequ"'ntes \\."e Q são <..n1n frcquC-ncia referenciado~ si1nr!csn1cnte con10 transferência d,~
trabalho e L:1lor. n.:sp<.:ctivanientt'. Ess<i 1naneira de falar inais infonne é ba~t<1ntc usdda na prática de engenharia.
Os ei11..:u excr:1plos Ú•nieciJos nas Seções 2.5.2 a 2.5.4 Ln1zen1 ideias ünpor!anlcs SPbre energi'-1 e o balanço Ü<:' cr.cr-
t'ia. Eles devem 'er cstudJJos CPn1 cuid<ido, e <ihord:tgcns sirnil<irc.<. devem ~cr usadas para resolver os prohh:n1.i~ d"
tinal do capitulo. 1'\!eslt" livro, a n1<1ioria di.ls apl1caç-Oes do h'-llanço dt' encrgi:1 niio en\·olverá \·aria~·f>es signilic;aiva~ Jc
cnL·rgia ci11Ctlca :iu po1e11cial. 1\ssi1n. p<ir<i acelerar as soluçôcs dos 1nui1us excinplos subsequenlt'.s e dl\S probk·rnas ao
final do capitulo indic11n:rnos HO enuncí<1do do problcrna que e;;tas vanaçõcs pod~·1n ser desprczndas. Se is~o 11.'io es\l\"('1
explícito nu enunciado do proble1na você deve del'.idir. coni base no probh:rna e1n CSll1do. qual a tlll'lhor 1naneira de lidar
corno~ lcr111os de enc1·gra cinética e potencial no balanço de energia.

2. ';.. 2 \ Utilizando o Balanço de Energia: Processos em Sistemas Fechados


()s düis exe1nplus a seguir ilustram o uso <lo balanço de t'nergia para pn1ccsso~ e1n sisten1as fechadus. Ne.~.,cs cxeniplns
sflo fornecidos dados para a energia interna. No Cap. 3 aprendl'recnos con10 ohtcr a energia interna e outros dados de
propricdadc:s tennodin;irnica~. utilizandri tabelas. gráficos e progra111as de Clln1putador.

~JW.'.'!8- -- -----. --...... -....................... ·- -. -........... ··- .... -· -. --.. .


Resfriando um Gás em um Cilindro-Pistão
Uni ('<Jnjurno cilindro-pistão contérn 0.4 kg de ucn certo gás. (J gás está sujeito a uni processo no qual a relação prcssão-volun1e é

pV1•5 = constante
/-\ pre~são inil'.i'-11 é de 3 bi.lr, o volun1e inicial é de 0,1 m \e o volun1c final é de 0,2 in 3. A variação da energia interna especifica do gás
no processo é 112 - u 1 = -55 kJ/kg. Não há variação significativa da energia cinética ou potencia!. Detcmiinc a transferência de calor
líquida par;1 o processo, en1 kJ.

SOLUÇÃO
Dado: uni gás ein uni conjunto cilindro-pistão é submetido a un1 processo de expansão para o qual são especificadas a relação pressiío-
volume e a variação da energia interna específica.
Pede-se: dc:lcnni11e a transferência de calor líquida para o processo.
Diagrama Esquemático e Dados Fornecidos:

Modelo de Engenharia:
l. O gás é uin sistenia fechado.
1-'"· 2. O processo é descri10 por 11V 1 ·~"' 1·ons-
1an1e.
'
'1• ' 3. Não há variação da energia cinética ou
'
' potenci<1I do sis1cn1a.
pVI·~= :L.~:~F~-~
--'~:S~O~!~ - _'. ~~
-------~-
V fig. E2.2

Análise: uni h•llançn de c~ncrg,ia para o si~tc1na fechado to1na a forn1a

na qual o~ lennos d'-1..; energias cin~Lica e potencial 1ornarn-se nulos pela hipótese 3. Então, t_>scrcvcndo ó.li cu1 ccnnos das cn,·rgi:i~
interna~ e.'pccítlcas o hah1n~o de energia se torna

Q = 111(11o_ -- llr) + \-\1


Energia e à Prin1e1ra lei da T"'.rmodinâmic.1 47

() ,·;d,n d" t1ahalh,, pa1;1 ,,,,l'. rnx:e~'º :' Jctc111unado n,, p;ntc (;~) (t1 ~ul11~·;j,, d<• i::"·;11pl·J :::'.!· \\.' -.-17.n kJ ,\ \;11·ii1c·;in t\;l t'!I• i!!"'
i111,·n1.t é ubtiJ;, ntilizandu-'<t' (l~ d<1dn~ furneciJus

(l ' 4 ""
<O i -"i')
\ - -
-- 22 \..;J

Substitu1nd,) o~ valores
1) =- ---12 ~ 17,6"" -4,4 kJ
-------------------------------------·--------------·-------
O /\ rclai,:iio fornecida c11tn: a pr,·.ssfhJ e o volurnc per;nitc que o proce~so seja represc·ntadtJ pelo
c1un1nho n1ostrado no diagran1a correspondente. A. árc;i ~ob ;i curv;i repn:~enla u trabalho. (~orno
não são propriedades, o~ valores do trahalho e da transferência de. calor dcpendcn1 do~ detalhes
(0 ................
l-iahüidac!P.::; 08Ren\'c\·i 1."
:. ':'"'. '.

Jn p1ocesso t: não podern ser dett'rminad(>S a partir dos e~tadus inicial e final sornt:n[e_ Habilidade para ..
a ()sinal negativo para o 1·alor de Q sip:lli1ica que un1:1 qua1ni<lade líquida de energia foi lransfi:- ;J dc'inrr '.H'l ''"'"''"1<1 f"c1,,,r.1,, .,
ri<la dn sistema para a vizinhança por transniissão de ca!oJ id(,r>C•f;c,,,,. ª" 1,1:,er,1.;:Uc:s que:
ôC01·c·cm Cr>l SLJ<> f ,.,, ti :;t;tr;,,

U aplrc«r· o baf,inço de CJ>erejr•• 3


Se o gás percorre uni processo no qual pV =roos/ante e D.u =o, detPrrnine urn e>ist,omci fc;ch,ido.
a transferência de calor, em kJ, rnantendo fixos a pressão inicial e os volumes fornecidos. Res-
posta; 20,79 kJ.

No próxin1t> exe1nplo retoniarno.~ a discussão da Fig. 2.16, considerando dois sisten1as altc111ativos. E~se exen1plo
ressalta a neccssid<1de de le\·ar en1 conta corret<1n1eate as interações de calor e trabalho que oco1Ten1 na ínintein1, assirn
t:nn10 a variação de energia.

Considerando Sistemas Alternativos


Ar está contido en1 um conjunto cilindro-pistão vertical equipado co111 unta resistência elétrica. A atn1osfera exerce urna prcssiío de J 4,7
lhf/in~ (101,3 kPa) no topo do pistão, que possui uma nia~sa de 100 lb (45,4 kg) e cuja área da face é de J ft 2 (0,09 cn~). Uina corrente
elétrica pa.~sa através da re'i~tência e o volun1e de ar aun1enta lentamente de 1,6 ft3 (0J)4 1113), enquanto sua pressão pern1anecc constan~
te, A ena.~~ª do ar é 0,6 lb (0,27 kg) e ~uu energia interna específica aumenta de 18 Btu/lb (41,9 kJ/kg). O ar e o pistãu estão cin repouso
no início e no fi1n do processo. O rnateria! do cilindro-pistão é um con1posto cerâmico e, portanto, nm bon1 isolante. O atrito entre o
pistill1 e a parede do cilindro pode ser desprezado, e a aceleração da gravidade é g = 32,0 ft/s 2 (9,7 n1/s 2l. Detennine a transferência de
calor da n:sistência para o :ir, e111 Btu, para u111 sistcn1a composto de (a) apen<is ar, (b) ar e pistão.

SOLUÇÃO
Dado: são fornecidos dados relativos ao ar contido ern um conjunto cilindro-pistão vertic;il equipado con1 unia resistência elétrica.
Pede-se: considerando c;ida urn dos dois sisternas alternativos. determinar a tran~ferência de calor da resistência para o ar
Diagrama Esquemático e Dados Fornecidos:

:- Pistão
/',.,,, = 14,7 lbf/in 2 Fr'1ntóra do

F-~~1_1,;\ 1;,---~-
Frt>nteira do "'P""'" = ] 00 lh sÍ.'>tcnw para
'i'tc'1Tla Pª"'
a p:ulC (J.l
''"'''"" "- 1 ll:
r-- '_ _ _ "pa11e (bl
i
1
--- 1: Ar :,-,":º-~'+:-~
1 1 , '

1:
,, '- ''"c='f'-~
11 __ ., .. ________ " 111,,, = 0.611>
\'~ - l-'1 = 1.6 ri-'
1.11,,, = 18 Bn1/ll>
(al Fig. E2.3

Modelo de Engenharia:
1. Dois sistc1nas ft·ch;idos são constderados, con10 ilustrado nos diagran1as.
2. ,\ única transfcn?ncia de calor significativa é ela re~is!Encia para o ar, durante a qual o ar se e.~pandc lcnta1ncnte e sua pressão r..:n11n-
nccc ..:onstJnce.
3 Nf10 h:í vari:i;,Jio líqu1d<1 na c"llt'rgia cinéti<::i; a \arino,:iio da energia pnto.:ncial do aré dO?sprezíve!. ej:i que o 1uattl"Í:1! dn pi~t;'\(, é i:n;
ll<•n1 1,t1L111tc. ,1encr!'i,;111r~nl<I do pisl1tu nf10 e ;1lt·1;iüa pela 1ransfc1·i'nci;1 de· calor
4. () atri1.i ~ntic'" )'lólà.o ,. :. pan·nt· dn Lilnulru ~ J.:~prc'Z\\'Cl.
5 .'\ ;1..:0.:kr:i,;iio da g:r:ivi1Udc t'.· C(lpq;nllc: x'""' :•2.fl f1/, 2
l'a1·;1 cs~e ·'"kn~:i." trah:1lhu e 1<::ili:-:ad•• l'ela Coisa d;t p1·es'iil• JI q11L· a1u;t no /i111dt> (hl pisti'il'• conronne u ar .,e c.xpancil'. C'oin a Eq_
2.17 e ;1 hip.í1c'c Je prl'.'-S;io constante

H' ~ j' pd\l = p(\'! - F1)


'
Para detenninar a prt·~s:ío I'- usa111us Ulll ilal;111ço de Ján.;as no pistfui sc1n arrilo que ~e 1n0Ye len1a1neute. ,\ fon.;a para çj111a. exercida
pc'll> ar ~nhrc; n jia1do do riq[!,-,_ t' igu;1J ª"
P'"º do pi~rao n1a1s a fon;:a para h<li;i,.o da aunnsfer;_i que atu;_i 110 101111 du pisliio. ,\ssin1

Re.~oln:ndo par:i ;1 L" 1n$crindu o~ v.dor.-s

/! =

(__1()(~_1_~1·11~:.{J_'.·:~~!.'1·· --- _l__ ~if - i f1 2· 1


)hf lhf
J n-' 11.2 Jh. ft/s 1
! : 144 -i1;·1 -I + 14.7 l.'i.4 '
lJI -

As,i1n. n l1abalhu é

\V= p(V:_ - \11)

~
( _ lbf)
\
..
2
14-+ in j' i 1 Btu 1
lo.4 -, (!,óirl --- ,- j
in-. ,
-
! n- 1 778 /t. lbf
'I'
= 4.56 Btu -1

Q '--" li' + 111 0, ( ~u.,)

= 4.56Btu + (0,61b) 18 -
1 ( Bw)
b-- = l.'i,36 Blu

(b) Considere ::i seguir urn sisterna i::ornposto pelo ar e pçlo pistào.1\ variação de energia do sisten1a global éa soma das variações de
energia do ar e do pi;tâo. Assiin, o balanço de energia, Eq. 2.35, é dado por
(ô.C--f:u -!·~o+ ilU)or + (A-C--tº + 6EP + ..ô:l:1°)P;"ã" Q ~IV
cn1 que os tennos indic;1do.<, se canccli.!m pela hipótese 3. Re~olvendo para Q

Q = n: .;. (L\ EP)r;,c,-..) + ( 0. U)ar


Para e~.~c sisterna, trah<tlho é re;ilizado no iopo do pi~tüo it n1edida que este cn1pu1T<1 a al!nosfer;.i vizinha. Aplicando a Eq. 2.17
·\'.

H' ~ J /1 d\/ = fla 1,.,( V, - 1i;)


I',

=
. lhf) .;
( 14 · 7 ·i~2- (l, 611 )
l----11:;:;---11718!·[-.
'"4;,,'i1 1 "'" ii1rl 1 = 4.35 Btu

A vari:u;:ITo dt: altura. i'I.::. ni::ce~~,íria para calcular a vai"iaçiio de energia potencial do pi-:tão. pode ser cnçonlrada a partir da variação
cio \·0!111111'. d<1 ar~· d;i :írt·a d<t face d•• pi-;1ã\1

~,
v. - V
'
1.6 J't_I
- 1,6 li
:\.;.,;.,. 1 n'
Então. <1 vari<1(,'.ão da energia pol<.:nc1al dP pi~tãu ,;

( ~EP) 1 ,,,'"'" = 111 1,.,,_," gil:::

"",1001h·1 .'i2,0--;; (i.6fl) ") '1 1 Ih!'-- 11 1 Bt"


,11·--, .-- . 1
0.2 Btu
· s~ (
_-,2.~ lb · f(/s- , 778 ft · lbl]
Fin;1]1ne11tt'.,
Q \\/-!- (ilEP) 1 ,,, 1 ~" + 11r ..,~11,,.

- -ti" H111 i- O,:'. Btu -r- (0.6 Jb '1( J X ~-tu) "' 1:'i J:' Btu
' lb !
Energia e.~ Primeira Lei da Termodinâmica 49

!) Lr11h1r1;1 o \"alor de ~J 1,,·_1;i ,, ril<:·.'-fn(1 p.ir;1 ~-dd:t ,j~1c111;1, ,,1),c'.í"-l' que o~ val.u·, .., de\\" d,t>rc: 1 ~ 1
( l!"l'f\ l'. 1a1nhc·1 n. '-jllc' :1.-; ':ir 1ac_c.le, dt• é'llt:r>:.ia d1fc1·er11 d.:pc:11dc:11d•) dtl si>tc·n1;J cjll·.· j>->dc· ~e::
c•11l·;t1tuido -1pe11~1~ pc·lo :lr\ill [>c·l1> ,li- e o 1'1.,r:i•>.
E) J';,,-,, \P ;i<.lc'lii:• da pa!'tL' ( h )_ ,) -.;ef,'.Uill!t~ />u!ti1J1"('/(' t/e <"llf"l"_,;i11 ;1prc·~t:rlta ;1 COnlahti1d<1.Jt" C<)n rpJt:-
[;1 d.1 l1<1n>t,·r-~rk 1a tk· t'll<.'í_!!l:! p1ir ;n,;if> tk c:ilur par~ o sistc·rna: U ,:,..~·iw s,"c"t """""' fr,cf'uJ,,.,
Energia que Entra por Transferência de Calor ,;lt1Tr:ao1vf1c, e''""""''''"'-~'" J<J
i"'u:r·"'', ôes qu<' ucnrrt·r:, wn
J'i ..li Btu ,-,,,3 t~onteira_

Oisposiçào da Energia que Entra :.J c,,:cuiiu- o tr.õ<balhc, "',,;nau


.::fq 17 z
E11c·r,;1a arn1;1;<cn:.tb 1
Energia interna do <ff 10.8 Blu t 70,4(J,q '"'"'"'3'·',,
U ''f1 i.;dr ,;- fJ;,)çinço ac
ur·1 s.;,tcma fc,:h~Jo.
E11c·rgi:i putcnci:il do p1-,tiio 0.:2 Bru ( l ..:i''/r·)
O d~t>envot;··;r um bal._uiçc~
Er1erµia 4ue sai por trabalho 4,35 Btu (28.Jr/,,)
----- - -- <1.~ cneróli<l.
!5.}5 Btu ( JIJ()C/,-)

·------,,,
Qual a variação da energia potencial do ;ir, em Btu? RP~posta; "'10-3 Blu.
; ............... ..
~------------------------------

2.5.3 \Utilizando o Balanço da Taxa de Energia: Operação em Regime Permanente


U1n ~istc1na está crn regin1e pcnnancntc se ncnhun1a das suas propriedades variaª'' lon;.:o do tempo ISeçào 1.3). Muitos
dispositivos opera1n ern reginie pennanente ou próxin10 do regirn<.' pem1anente. significando que as variações das pro-
priedades cun1 o tenipu são pequena~ o ~uficientc par;1 serenl ignoradas. Os dois CXE"n1plos a seguir ilustrarn a aplicação
da e4ttaçào da energia sob a forrna de 1axa a sístcnias fechados en1 regin1e pern1anente.

Avaliando as Taxas de Transferência de Energia de uma Caixa de Redução em Regime


Permanente
Durarne urna operaçào err1 rcginlc~ pennancnte urna cai;.;:;1 de redução recebe 60 kW através do eixo de entrada e fornece potência através
do cixu de saída. Considcr;111Uo a caixa de redução cornu sisterna, a 1axa de transfcrê11cia de energia por çonvecção é
Q= -- hA('fb - Tr)

cn1 que h = 0,!71 k\V/rn 2 · K é o coeficiente de transferfncia de çalor, .i\ = 1,IJ n1 2 é a área da supcrtTcie externa da caixa dt: redução.
7j,= 300 K (27"(~) é a tcrnperatura da surcrfíc1c externa e 'fr= 293 K (20ºC) é a temperatura do ar da vizinhança longe das lrnedüiçõcs
da caixa d<" câinhio_ Para a caixa de engrcn;1gc11s. calcule a taxa de transferência de cah1r e a potênci;i fornecida através do eixo de
saída. a1nhas l'lll k\V

SOLUÇÃO
Dado; unia caixa de reduo;;\o opera ein regi1ne pcn11<111ente co111 unia potência de entrada conheçida. Urna cxprcssiin para a taxa de
tran~ferl-1H:i:1 dl~
calor da superlicie externa tan1hém é conhecida.
Pede·se: de!..:rn1inc ~1 taxa de transfcr2neia de r:.ihn e .1 pott'nci;i rornccida aln1\·és do ci,\ü dt' ~:tída, :unhas cm kW_
Diagrama Esquemático e Dados Fornecidos:

r ,=~--=-.:~:.=-;l
1 i--~---,

IV 1 = -o(l k\\' 1 Modelo de Engenharia:


1j'.) 1. ,\caixa de reduçiío é urn si~k:1na fechado c111 rcgiine pe1-
' -ft .--: 2'!~ K
111anente_
h-,,U,171 k\\/rn· !-; 2. ]\ira a cai>.a de rcduçào, o lll{>do de transfcrencia de calor
donlinantc é a convec~·fto.

eulr.<da

Su1"·;1>C1c" ~;.lt'll

,\ "- 1 li"''
50 (,Jpítulo 2

/ k\V \ _
1 il,171 -, ------; j(IJ)ur')(JOO - :::'.4'.\J K
\ 111 • K 1

1.-.: k\\i

(__)_,,:,.li lll't!~:ti\'O para (_J 1ndic"i1 que ;1 c'ne1-~1a <' :·1·1ir<1d11 da c~ti\d de n~duçã,, pn1· ira11~f'c·réllc'1;, de calor.
() h,d.int,:<> d« ta\:t d.:· c:nt.:rgi<t. E<.j. 2_:>7, c·111 1·cg1rnl' ilenna:1~·111e. rt'duz-s•: a

\,\! <•ll \~! =- (J

H' +Ü'J=Q
1

Kcsulvç11d0 para \~'2 1nscrindo Q = -!,2 k\V e ~(· 1 = ----60 k\V, 11\l qual ü -;inai neg;11i1·n é neces-:iírio Jllll"ljlll~ o eixo de entrada trazenc:rgi<-1
pora u siscen1a, te1TI(h
\Vc = Q- \.Í-'1
(-l,2k\V) - (-60kW)
--!-58,8 kW
O O sinal positivo par;i 1V2 indil:a que a energia é 1n111sfçrida do sisten1a, atr;;vés do ei\o de saída, con10 esperado_

O [Je acordo co1n a convenção de sinais para a 1axa de tr;;nsferéncia de calor no balanço da tax;1
de energia (Eq. 2.37), a Eq. 2.34 é e~crita con1 un1 sinal negativo: Qé negativo desde que Tu
seja 1naior do 4ue Tr.
rJ6.... ...... ..
J--Iabilidades Desenvolv:ic!as
, , ,.,., ... ,.
!{} As p1opriedadcs de um sistema cni regime pennancnLe não varian1 co111 n te1npo. A energia E Habilidade paro...
é unia propriedade, n1as a transferência de calor e o trabalho não são propriedades. U definir um sistema fechada e
O Para e-;se siste1na, a 1ransferência de energia por trabalho ocorre ern dois locais distin1os, e o identifícar· as interações que
~inal :i.ssoci<1do aos setJs valores é diferente.
acorrem ern sua fronteira_
0 No regin1e pennanente. a t<ixa de transferência de c;ilor da caixa de reduçdo é responsúvel O caic1Jlar il taxa de energia
pela diferença entre a potência de entrada e de saída. Isso pode ser resuniido pelo ~cguinte
tr;in<;ferida por convecção
"balancete" da taxa de energia etn tcn11os d<tS 111oi:;ni111des:
O aplic;Jro C1alanço d;i tilx;i de
errcr,;j1.i pRra uma oper;;ção
Entrada Saída
cm <'egimt: permanente.
60 k\V (eixo de entrada) 58,8 k\\' (eixo de saída) O desenvolver- um ba/anQ'ted;;;
1.2 kW \transferência de l:l!l1r) tf!x;; de en;:rgia.
----
Total: (10 l~\V 6() kV..'

Considerando uma emissivídade de o,8 e que T, = T1• use a Eq. 2.33 para de·
terrn1riar a taxa líquida ria qual a energia é irradiada da superfície externa da caixa de reduç~a.
cm kW. Resposta: 0.03 kW.

~~·····································································-
Determinando a Temperatura da Superfície de um Chip de Silício
em Regime Permanente
Uni chip de silício n1edindo 5 111111 de ladu e 1 1nn1 de espessura e~l~í inserido nu11L substra(\> C':i-i'i1nico. [111 rcgi111e p..:r111;111enti: o chip
Lenl uu1a potência elétrica de entrada de 0,225 \V. A superfícil· superior do chip está exposta 11 urn ro>frígcra1n~· cuja tc111pt'1alllf:t ó de
20ºC_ () coclicic-nte de tr;1n~ferência de calor para a t:onvecçã1> entre o chip C" <l refrigerante é 150 W/n1=' · K. Se .l 1r;1n,..-fcré11cia de calnr
por C<llldução entre o chip e o suhslr;i,to ror desprezível, Jeco;>rnline a ten1rll·r;11ura da -'uperfkit' du chip, en1 ºC

SOLUÇ.Ô,O
Dado: ;, ~up<.:rflc"ic ,;upc·1·i,11· de u1n rlup eh~ 'il1ci<1 (iL' (li tlll'l1'1)c,..- c·1•il lic\·1d<t~ ,, L'.\ i'('~1a :t 11111 1cti-i/!e1" l•tl'. 1\ !" >\l·nn:t <'k!rtL"i• tk· ·:11lr.1,l;1
e'' ~-u.~r1cicntc de tr<1n,1·.-rt'ncia tk calo1 por cnn,·ec"\"il<l 'iio '-'-'nho>cidtts.

Pede-se; ck~tcrn1inc ~1 te1111JL·ra1ura da ~ttpcrfic1c do d1ip ern rt:"g11nc pe1·n1;1no>11lt'


Energia e a Primeira Lei rJa Terrnodinâ1nica 5>

Diagr«ma Esqu;:m,;t i<:o "' Dados Fornecidos:

R<:fr,~<:'.rnlt Modelo de Engenharia:


!; ' 1 '.;, \\'/:n: h'. 1. Cl chip e u111 s1s1cn1a rech;idu en1 rcgin1t' pt'.1n1ancn1<:
.",c-2(l'L'~~ 2. :'..::iü h:i transfer(·riL·ia de calor cnlre o chip e o ~ubstntl<.>.

___.-/ _,_ lf<-'.;.. -r- '...


/~ ~:'.:~;r::~/·'I ~

~:·~~"·_'~
Sub_,1ra10 ,-~r>urncu Fig. E2.5

Análise: a tcn1pcratur<-l da superfície do chip, Th, pode ser dctcn11\nada utilizando o hulanço de taxa de energia, Eq. 2.37. 4uc e1n rcginlt'
pcnnanentc rcdu~·Se ~

d'
:!;" Q- "'
'
'~

('on1 '' tiipôtcse 2. a ünica tr;u1~fo::rência de calor é por convecção par<l o refrigerante. NcsS<l aplicação. a lei <lo resfria1nento de Nt'\V!on,
Eq. 2.34. lo111a a fonna

Q -hA(7;, - Tr)
Juntand" as duas cqu:1\·ôe~

Rt·solvcndo para 1i,


-w
T1i = -hA- + Tr
N.:ssa expressão, ~V= -0.225 W, A := 25 x 1Q-fi tn 2. h "' l 50 Vv'/111 2 · K e T1"' 293 K, assi1n
.. -(-0,225 W)
1 = -·--------·---··-··-------- - -2- + 293 K
( 150 W/111 • K)(25 >: JO-~ n1
1
h )
@...
Habii;d;i.àes Desenvolvidas
............. ·······
353 K (8üºC) ,
Habi;idade pora...
O defini!" um sistem:i f.,chad<J,,
O A.s propriedades de urn sistema ctn rcgin1e pennaneute não varhun con1 o ten1po. A energia r:
identificar as inr.eraçõcs que
é unia propriedade. rnas a transferência de calor e o trahalho não siio propriedades.
ocon·em em sua fro"t"ira.
O De acordo com a convençiío de sinais para a 1ransferência de calor no balanço da taxa de
[J c.alcul.or a tax;1 de energi;1
enei"gia (Eq. 2.37). a Eq_ 2.34 é escrita con1 um sinal !K'gativo: Óé negativo desde que Ti. seja
nuiior do que T1. r.ransferid;;, por convecção.
D aplicar o biJlanço da taxa de

.. ' ',,- .. ' ..


·:feSte;RELÁMPAGo_
Se a temperatura da superfície do chip não deve serrnaiordo que 6oºC, qual 1 encrgi"' par,,. uma oi>eraçãu cm
req!mc per,71,--mtmte.
a gnrna de valores correspondentes requerida para o coeficiente de transferência de calor por con· :
vecçào. admitindo que todas as outras grandezas permarieçam co11stantes? Resposta: h ~--:: zis !
W/rn'·K. L .•
·----- __J

Í\-!uitos dispusiti1'('~
csião sujei1os a pcriudos de opefação transiente. no~ quais o cs1adu V<iria con1 o tcn1po_ Isso é nb-
ser~:1do durante os períodos de partida e p<11-<1d;1. O prúxi1no cxen1plo ilustra a aplic<içâo do balanço <la taX<l de energia
a u111 rnotor elétrico durante a pa11ida. O excn1plo t<1n1hén1 envolve tanto trabalho elétrico quanto potência tr<insmitid;i
por Uni l'l\\l_

Investigando a Operação Transiente de um Motor


.'\ ia,\a de· tr<1nSfl·rên<.·i;1 de' ,·alor enl 1·e uni certo nn1ror elétrico e sua vi.rinhança varia con1 o te1npu confonne

-"'ndo 1 c·ru 'C)-:"lldo, ,. (j c·:11 ,_111ilu"·atb_ () c·ix•_• dn !l1\>U1r ~i~-;, ;: Ullh< v,·10,:id;tJc co11s1an1~· de·"'"' 100 rad/.~ (cc1·c;1 de 'J)5 rev"ll;Çf>e~
,_, 1 111 1 1111!•', 1•u l<i'fl.1J t• :q1)1c.t u111 tt•rq111· c<ni-tantc J,· :Y"' !1' ~ · n1 ;, 11111.1 C.!1):'1 extcr11;1 {) n101or c1•n~on1t· 11111<1 pot.,ncia clétri~;• ele
11
c'lili.L(i« ,__ ,) 11 ,1.:nll' ,. lt'.lldi :: ::'..<! f.\\- 1':11::" 111"l"1-. rc'jllc'.-c'lllc' ;:1-:dlc:1111i:111c· (J c \i'..uuhr,;; <'lll k\V . ..: <t \'.:ri•H;:i" ck• L'!l<'"•;1J..\/'.-, c111 J.
cull••-• t1n1c<><:-' du 1e1n1"'- d,·:=- 11 ;1 .' = i211 -.. Ccn1cc11lc

'>Oi...l.~Ci..i.,
Dado: 1J1:1 111ul<·r· ''!'L'l'<l c•>1111"11.:nc::t1:lc't1·iL-., dl· enlraJa. \'C-lo.:1Jadc de eixo i:' l\)lljliC apl1catlo c·on~tantcs_ /\ l:J\<l de lran:;fçri'11.:i;1 Jc
c<•h'r \a11arido c'01n o ic:npu ~ntrt' '' 1n1•101· e ,ua .,.iz111h:ul<.;a é co11l1ec1d;1.
Pede·se; 1c·prc~(·n<t:" .l'r:dlcanicntc. L'- ii' t' ;){-. 1·er1·u1 " lcn1p•). !J1~cul'L
Diagrama Esquemático e Dados Fornecidos:

i = 1~ ;< '" Modelo de Engenharia: u ~i~1.::1na ilu.'>lia<lo no csbn~-o currt>~pon<lc•nte e tcrn


w'"' IUO '"";/, ~i~lt'!li.1 fc·l:hado.

-- ,..... "'"i ~\>,


Fig. E2.6a

Análise: a tax,1 tcrnporal Je variaçãc1 da crll~:-g:ia do si~tt>rna é

li' 1·eprt·~enla "- por<"nl:ia //,111id11 do si~1<:111a: a ~nn1a da poiênci;i ;1ssociada :i rotaç;:ií\ dn eixo, 1~~;«, .::0111 a potênci:t as~ociad:i. ao lluxo d.:
Clt'lriciJ;1úc·, ll1,.1c,:

11' = \\'c,x.; + lJ!cld


A taxa ii~·lct é t:onhecida Jo cnunci<1do <lo .<,istctna: 1~;.k, = -2,0 k\\I, no qual o sinal neg;nivo é nel:essário porque a energia é transferida
para o siste111:1 por 1neio dt> trab;llho elétc·ico_ () lcrrnu ~i 1c"" pode ser c::ik:ulado com a Eq. 2.20. da seguinte fornia

Ü-',.'"' = :'.F1,1 = ( 18 N · 1n)( 100 rad/s) = 1800 \V = + 1,8 k\V


(:01no ;1 <:ncrgia sai do sis1cn1a através do eixo. essa taxa de transferência de en..:r;ia é positiva.
F.rn rcsutno,

iV= íl-1,,:~, ·!·IV"""= {-~.Ok\\I) + (+l,Sk\\') = -0.2kW


ern que o sinal negativo indica que a pntência e!ét1ica de cntr;td:i é 1naior do que a po!Cncia transferida para fora através do eixo.
Con1 esse re-;uh<1Cln para 1-Í-' e l:Olll a expressão dada para Q, o halanço da taxa de energia fica

dE n,~e(- 0.1151,I
-0,2[ 1 - ei ·-o.osri] - ( -0.2)
dt
lnti:grando

"-'"·'}]
'
()~ ,»r:íiic<" c111rcs11011dc11tc,_ Fi'.,;'- l!.:.ú/1 c e. s:tcl cl;1bor:1dos. utilrtando se ;1 ,,._\prcs>ãn f<)l!\t:c1d« para Q. e a~ o'\prc,s0..:~ pa1·:1 \V,.
/';.{;' l'lllidas <LI a111il1..;c E111 virtude da no<,:;;i t:onvcnção de ~inais p:1r;1 ,·al<ir e trabalho.º" valore~ de Q,.:: lÍ', .>il(' n..:g;1tivns. :'--io' pri-

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\li ~il 'il! !.cl -,'I ~IJ 'Ili lílP

Tempo>,
Energia e <1 Primeiril Le< da Termodi:iàn1ica 53

n1t·ir• •s puuL·u~ -<c';_:\lnd< ·~ a l.tX<.1 /i111111.'u ll,t ;_;uai ;1 :ºll<'.12'.1'1 L' e•Hrt'guc· .111 :1vt·~ de l1 ah:olho e.\•. ,·d,·
•'lil 1:1111(<• ,, l<i\~: n'-l ,111;d ;1c·nt'1p_iaé1c;eirad:1111>r11·:u1~1"t.:rCnc·i;1 de t-alur. Con-<\·quenletnt'nlc·. ,,
::11<'Q!1<1 :1nn:i1,cnad.i íl(> :1lílhlr ~1u1ncrlta r:q>1d.1111e1~1t;, ,-<,nf,11 n1e o nu11or "aqut"ce ·· .-\ prupor.,::\t•
qut' ll i.~rnpn p.i_<,~a" \.,1101 de(}~,· <1prox1rna de \\'.e' a t·.1xa de anna1rn•HHenlo de c11cr~_1;1 l-fa~·1lidar.:e para ..
d111tinui .-\pós ccrl,t de· !DO;;, c.'-'t' 1u0Jo de· opt.:raçào 1rans1c111c está pratica111cntc enc<"rrJdo '.J rh·finir um ;i,,tc"''" ,,,,.h,.,:h ~
t' ~l<Í piou<:a vana1,-<ío na qt:a1111d;1cle d<: en.-.rg1;1 :.nnuu.enad<i nu de qual4uer \>Utr;i l'rOpriedatJe.
i1_;,,,,t,tú;,Jt· "" :~rcr.:i,.ã,-,, r rw
O 1'1«le1nu" di1.er enr:iu qul' o 1n1•l\l/ es1,\ e1n rt"giinc pcrrnilll<-'!lte. 1
------------------- --·-·------- OC·,,·c<:tt'""'bu.-, fr(mr~·.r_,,
..,. -. LJ avl•c ..w ,-, b,ôifln.,:" ,J,. t.,.~_-J de
v .-\' r·1gura" E_'..'_6{1 \' ,- P< 1Jer11 '<T c·labor;,J:1<: utiliz;inJo->e pru."'.ram<ts de co1npt1taúur pn1prios
uu 1·ot!t·n1 ~e: desenh;1d;1i. à iniio_ ,·n"'"'~"' r"iu• '-'l"'c_1(i1,,.
@ !:.111 reg1111,; pcnnanente. n 1•alor de(! [ll~1·n1anec·c c·1_in,1;in1e ern -0.2 k\\'. Es~e valor con~(antt~ r'ª""'"'-"ti··,,
par~ a l<JJ•.;1 de transferên;; ia d e L·tl or pode ser cun>1der<Jdo corno a pun.Jio d:, po1t·1K·ia ciCtnc'a --- U de~envolvr,;- e ;,.,ter;'"';
de c-n1n1da que não é C<lll\'enida c-111 poc.?n.:i:i rnt:.:â11ica de ~aíd;1 dt'\'ido a t'ft'itn~ i1Hernos ao infurnuç.6"~<1rat:~"''
rnot<>r. !ais ~·uniu a rr,istênc·ia elétrica'-"" atritll.

Uf$ll]i!!l'tffl
9.,__ •• -~ Cons1deranno que o modo oornrnarite de trari~feréricia de c.-ilor da supf'rfí
--
OI' externa do motor e convecção, determine. no regime permanente, a temperat1.Jra T1 d;i s1.Jper
1 ílc1e externa. em K. para h = 0.17 kW/m' · K. A= 0.1 m' e 7~ ,_ 293 K Resposta: 297 K
-'------------------------------------------' ......... - ............. .

'8 Análise de Energia para Ciclos


Nesta ~eçfto sã" ilustrados o~ conceitos de energia desenvolvidos até agora, através da aplicação a sislernas subnictidos a
ciclo~ tern1odinârnicos. U1n ciclo termodinâmico é unia sequência de processos que começa e lerniina no rnesn10 estado. ciclo
No final do ciclo todas as propriedades tén1 os mesrnos va!ore.s que tinh<1m no início. Consequcnte1nente. tenninado o termodinâmico
ciclo o s1ste1na não cxpenn1en1a nenhurna variaçãl' liquida de estado_ Ciclos que se repetem periodicamente exerceni
papéis proecninentes en1 rnuitas áreas de aplicação. P"r exemplo, o vapor que circula uo longo de uma tern1oclét1ica
executa uin ciclo.
O escudo de sistenias percorrendo ciclos tcn1 un1 papel in1portante no dcsenvolvin1ento do assunto termodinâ1nica
aplicad;i ;\engenharia. Tanto a pri1neira lei quanto a segunda lei da tennodinâ1nica têrn raízes no estudo dos ciclos. Alén1
disso, h;i muitas aplicaçücs práticas in1portan1cs envolvendo geração de energia, propulsão de veículos e refrigeração
para as quais a compreensão dos ciclos tennodinâniicos é essencial. Nesta seção os ciclos são considerados sob a pers-
pectiva do princípio da conservação de energia. Os ciclos ~ão estudados e1n rnais detalhes nos c<1pítulos subsequentes,
usando-se o princípio da conservação de energia e a segunda lei da tcnnodinân1ica.

2.6.1 ~~lanço de Energia para um Ciclo

U b;ilan\'O de energia para qualquer sístenia sujeiln a urn ciclo tern1odinân1ico H•n1a a fonna
(2.39)

na qual Qcccl" e 1v..c1., represcnla111 quantidade;; líquidas Uc transferência de energia por calor e trabalho, respcctivamen1e.
para o ciclo. Co1no o sis1cn1a re!l>rn<i ao seu es1ado inicial após o ciclo não há uma varlaçfio /(quida da sua energia. Corno
cons<:quência. o lado csquerdl> da Eq. 2.39 é igual a zero, e a cqu;ição reduz.se a

{2.411)

i\ Eq. :'..·10 é u1na expressà(1 do princípio da conservação da energia que ten1 qne ser satisfeita por todo ciclo tern1odinfi-
n1ico, não in1ponando <t sequência de processos seguida pelo sisten1a suhn1etido ao ciclo ou a naturcza das subsulncias
que con1põen1 o sisten1;1.
A Fig. 2.17 furnccc urn c~qucn1a sirnplificado de dt1;1~ classe~ gcr.üs de ciclos consider.idas neste
TOME NOTA ...
livro: ciclos de po!2neia e ciclos de refriger:1.;ão e hP1nba de c;dor. En1 cada caso n1ostr;1do, uni sisten1a
Ouzmdo a:ialis.>mos creios.
percorre uni .::1clo enqu,into se conninica tern1ica111cnle corn dois corpos, uni quente e o outro frio. Es-
no~malmro:nt:e corrc,1der,1mos a
ses corpos são sisterna.\ lu.:alilados n.i \·iz!nhança do sisten1a snbinecido ao ciclo. Dnrante cada ciclo. transferencia de energi;; come
h:í tan1h<.'.n1 u1na quanudadc 1i4uid<1 de <'ncrgia trocada com a vizinhança por rneio de trabalho. Observe positiva no sentié!o da set;il
cu111 ;itenç·:lo que. ao 11lilizar os sírnb<olns Qenora e (}";na Fig. 2.17. nos aras1an1os da convcnçJo de p<·,-,,-cnte ''º 6'>boçodo sist;cm,i
s111.us par·;:" cr.u1sfc·rfncia de t"alor prcv1a1nentc estabelecida. Nesta scçiío é vantaj<lsu eonsiderar º""""
e e,;çrt:v< r.105 o l>;;.l"rrç 11 de
t' (!,,,, l'••1110 r1·an~rerfncia~ de· çnergi;: n(>~ ,,c1uidos indicutfo,- 11c/as ·'"1<1"- () ;entido do rr;.h;dho líq1Hdo l'n,,,·gr,,. :J" u,-;ardo '"'"1 •:-;,;a
d<> c1çío. lt 0" 1,,. 1.1111/,,.-111 ,, 1nd11·11do ("'! 111110 11'1<1. l'or f11n. n"tc que· os ~enlidu~ d,· 1ransfcrfnc::1 de
<."llt'r.~i:1 llh>.'>frad<>S n;• Fi.~- '._'_ J 7/i s;'10 npusco~ ~quele' na f-'ig. 2 ! lo.
' ,,
' (!,,,,,.:;

~ ,,·- ·-'"""

Fig. 2.17 Diagramas esquemáticos de duas


classes importantes de ciclos. (a) Ciclos de
potência. (b) Ciclos de refrigeração e bomba
((jj <bJ de calor.

2.6.2 \_Ciclos de Potência


--------- - - - - - · - - · - - - - · - - · -
o~ sisLenia;; que perco11·cn1 ciclos d•) tipo ilu~lrado na Fig . ., 17<1 forn~ccrn unia transferência líquida ~oba fonna de
ddo de trab;1lho para :;u;i vizinh;inr,:a dur;trllC cada ciclo. Qualquer un1 dc~scs cic~los é chan1ado d,, cido de potência. !)a Eq. 2.40,
potência a entrada Je trabalho líquido é igual à transferênc.:ia de calor liquida para o ciclo. ou

(ciclo de polênciaJ (2.41)

e1n queº"""" representa a transferência de energia por 1ncio de calor do corpo quente para o sisten1a e Q,ª; representa a
transk:réncia do.: calor quo.: sai do ~istcnia para o C\•rp11 frio. Da Eq. 2.--1-1, fica claro que Qenir.1 tem que ser 1naior do que
º""para um ..:iclo de potência . .4. energia fornecida por transferência de calor para u1n ~isten1a que percorre un1 ciclo de
potêncii.! é nornu1hncntc oriunda da queima de uni cornbustível ou de u1na reação nuclear moderada; ela ta1nbém pode
~cr oh1ida da radia~·ã11 solar. A energia Q,,i ê gcralnicnk· descarregada para a aunosfera circundante ou para ucn corpo
d· água próxirno.
O dese1npcnho de u1n ~iste-111:1 que percorre un1 r:iclo de porênr:ia pode ser descrito em tern1os da extensão na qual a
energia adicionada pur calor, íJomra• é co11ver/Ída cm trabalho líqL1ido na saída, H', 10iu· A exten~iío da conversão de energia
e-ficiência de calor p:ira trabalho é expressa pela seguinte razão, con1urncnte chan1ada de eficiência térmica
têrrnica

(ciclo de potência) (1.42)

Introduzindo a Eq. 2.41. ohté1n-sc unia fonna alternativa dada por


-0
Q~""" ""''"' = 1 - -----Q
1J = ------------ '·" (ciclo de poténcia) (2.-1-3)
º"ª"·' ºº1'""
Con10 a cné":-gía se cunserva. conclui-se que a eficiência ténnica ja1nais p0dc si:r n1aior do que a unidade ( 100'1{'). No
entanto. a expcriCncia L'Oln ciclo" de po1ência reais 111o'ilra que o valor da eficiência ténnic.i é scn1prc 111e1u1r do que a
unidade. ()u sej:1. ncni tut.la a energia adicionada uo sistcina por tr<1nsterência de culor é convrrtida cn1 irabalho: unia
Gicl~ :ip ,0 ntên~i.1 pane é rcjé"itada r:1r;1 o corpo frio por tr:1nsfcréncia de calor. 1 ltiliznnd\> <i se1~11nda lei d;1 tcrn1(1dinf11nfc;1, 1nos1rarcrnos
A.9 -Abas~ & b no (-:1p. S que :1 C•lll\·cr.<io de calor e111 trab<dho n:io RJAde ser alcançada to1ah11rn1c por nenhuin ciclo de potência. A.
Eg,,- - - ·• clici0ncia ténnica de óoJo ciL·lu de p\1tê11cia cen1 que sei· inenor do que a unidade· T/ < J ( [()()'/{•).

ENERGIA E MEIO AMBIENTE Atualmente usinas de energia movidas a combustível fóssil podem alcançar eficiências térmi-
cas de 40°/c, ou mJis. Isso significa que mais de 6oú/o da energia adicionada por transferên<-ia de calor durante o ciclo da
usina são descarreg;id0s da usina de outra maneiro. além de trabalho, principalmente por transferência de calor. Um modo
de resfriJr a usin;i pode ser alcançado utilizando-se águd 1etirada de um rio vizinho ou lago. A água finalmente retorna ao rio ou lago,
porém a urna ternperalur:i mdiS alta, o que causa as mais diversas consequências ambientais possíveis.
O retorno de grandes quantidades de iigua aquecida para um rio ou lago pode afetar sua capacidade de manter gases dissolvidos.
induindo o o:<igênio necessdrio para a vida aquâtica. Se a temperatu1a da água que retorna for maior do que cerca de 35º( {95ºF), o
o:<igênio dissolvido pode ser muito baixo par;:i manter algun1as espécies de peixe. Se a temperatura da água que retorna for muito maior,
al?,llíllilS espécies ta1nhém pl1dem fic<1r estressadas. À medida qllf" os rios e lagos torn,1111-se aquecidos. espécies não nativas que resis-
tern ao c;;lor pod\'m assurni1 o controle. ,i1,\Cn1 diss0, a ág;:a aquecida favorece as populações de bactéri;is e o cresdmento de algas.
1

l A.~ê11ua~ r.:gutanurc>~ tr•n ,1gido no sentido de li,nil<ir d•.'S(arg,1s de iigll<l ;;qu,-c irlc orit;11dil~ ae tJsini!S de energi<i, fazendo tom que a
i~pre~•!:l'.il de to1res d..: :e,,f·ia•nc>nlu íSeçdo 1?.9) ;Jd:,1c~ntes se lo~;;e 1.rna CJratterlstico [•.>~tJn1 Oi•5 usin;.s.
'-----·--- - - - --·---------·--- - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - -
------- - - - - · ------------·-·-----·---··----··--- - -
. ---------------
----
Energia e a Primeira Lei da Terrnndinàmica 55

2.6.3 ·,_Ciclos de Refrigeração e Bomba de Calor

:\ ~c~u1r. ,·.,;;·,idcrc· ')' Ci(ius óe rptrigeraçãu t' lio:nba de calur llh•~ln1Ju~ 1111 F11; 2. i 7h. ParJ c1çh,s Je>-;,·_ tip<> (!"''"·'e a , ir;u~ <!~
,·:1..::ig1:1 tra1b1t•n(L-1 ;101 c~.lu1 d\1 C<lrjlo t:·co para o o;i'ill'Tll.t qu,· l'CIL'Oflt.: o ciclo. e (_J,,,, é' :1 L·nergí;1 dc~(:l.11L'gJda I'º'- :r;uJ'i· '"ir ;g~ r ,) '""'
rt:rl·nct<l dl' c:1ln1- d,• .,1.'1ern<1 pau; <! c:<irp•' quenll· P;ira re:il1 l<H c~sa_., trans1'e1·ru,·1a~ de euergi:i é necc.,~.ína J e111rad11 de· '''•.1lll« .j,• ' o.;•,'
íl ahalh<_i líquidu, 11-',.d.,· .to.~ qua1ll1J;1de' (!,.,.,,,,. (! ,,, e \\', " 1,. <:'S!iiC' n;l;1cionad11s entre ~1 pelu balanço de L'IlergÍ« que. par J
ciclo•.' de n~lng<:'ra.,::1c> e~ ill•rnb:i de c•tlt>r. [011\'1 :1 furrna

(_\,1110 IV,,,,- 1,. é positivo nc_<,s;1 c-qua,·.'.iu. conclui-.,e queª'"'{· rnaiur do qll{' º"'"'"'
En1hor;1 !l~nha111 _;;;1d1• tra1,1J(>S do 1nes1no 1nodo até <'SIC pl>ntr>, 11a rcai idade os ciclos dC' refriger11~·ão e b1.,1nba de calor
1é1n ubje1:\·os Jifercnti:s. () uhjeti>'' de tJJn c:ic!o de refrii;era~flo é redur.1r a tcinpcratura de uni cspaço refrig.t,rado 0ll
1n;1n1cr a teruperatura do 1nl<'rior d,• tuna rc~idéncia, ou o,• outra constru\·iio. abaixo d;iqu<!la do rncio an1biente. O objeti-
1·0 de· urna hon1ha de calor 6 n1anter a lencpcr atura do intcno1 de urna residência. ot1 nulr<i con\lruç-ãCl. aci1na daquela J,1
n1c·1n an1hit'11te ou t(,rnecer ;iqueciiilento pai-;! certos pruc'~~sos indu.'lri;âs que (l('Orren1 a !e1npcraturas elevadas.
C."1n10 O> c:i..:!os de n;frigcra\'ào e h11111ba d<:' calor t<31n ohjetivus difr·renles, seus parârnetrus de de~en1pcnhu. ch;n11:,.
tlo,, d1~ , ·ocficie11/1'S ,ie dl'Sc1111H·11i10, sfto Jt'finido~ de forcn:1 diferenie. Esse~ coeficientes de dc~enipenho sào con'>id('ra-
dos ;1 ~eguir.

Cicfos de Refrigeração
() dese111penho dos ciclos de rt'.fi·igeniçân p(ldc ser deS(Titn COl\lt} ;l razão entre a quantidade de energia r.;-cebida pelo
si.~rerna percorrendo o cich1 du corpu fno. º"'""''e n trabalho líquido sobre o sisten1a p<ir;t pioduzir esse efeito. \\1cod~·
A~siln. o coeficiente de desempenho, {3. é ~oefirier.te dio
desempenho:
refrig~ra~âo

/l ººº"" (ciclo de refrigeração) (2.45J


1'1"ciclo

lntroduzindo a Eq. 2.44. u1n;i expressão alternativa para {3 é obtida

f3 = -- .C?.".!.·~·~'--- (ciclo de rcírigeração) (2.46)


Q,ac - Qcn•rd
Para uni refrigerador don1éstic:n, Q,.i é descarreg<1do para o an1biente no qual o refrigerador está localizado. Wc,do é
nonnalrncnte fun1ccido sob a forma de ele1ricidade para a!in1entar o rnotor que <!clona o refiigerador.
§@•J;j#3$fifil'kii) cn1 urn refrigerador u co1nparti1nentu interno ag.c conio o corpo frio, e o ar a1nbicn1c c1n tomo do
refrigerador con10 n corpo quente. 1\ energiaº"""·' passa dos alinientos e dt·n1ais itens do cornpanin1enll• interno para o
lluiJo Jc «efrigcrw;:ão circulante. l';tra essa transferencia de calor ocorrer a temperatura do rcfrigcranle está necessaria-
n1ent<! abaixo t!JquelJ du ..::ontcúdo do refrigerador. A energia Q,,,; passa do fluido de refrigeração para o ar ambiente.
Para essa transfcrêi1cia de calor ocorrer a tcn1pcratura do t1u'1do de refrigeração circulante deve necessaria1nentc estar
ac:in1a daquela do ar ambiente. Para se ohter esses t.feitos e necessário o for11eci1nenro de 1raba!ho. Para um rcfriger:1dor.
11'.;;d,, é: fornecido siJb ;1 forn1a de cit•trícid;ide. , -<>: 1

Ciclos áe Bomba de Caior


() desen1pc111ln da~ /10111/Ja.1 til' ,fi/(Jr [XJdc ~cr dc~crito C\l!llO a ra~.ãu cn1re a qu;intidadc de f'nergia d'~'ca1T<\g.ada pelo
s1sten1:i que pcrc:orrc o ciL·lo p:ir;i u corpo qu.-nte. Q, .. ,. e o 11:1balhP líquido sobre tl sistl'rna p<tra produzir cs~e efeito.
lf,," 1". 1\s,ir11. o co'!f:dent<; de rlese1npenho_ ')'. 0 ~cJefio i<>flÍ<C í;C·
0.:e~E'1t(;t.,;,.:,:

Q,,,,
y \cic:lo de bon1ba de calor) L!.-:7 i

Intrndu1.indu :i L~q. 'J ).1. üh!éni ,,. t1n1;i cxpressãu alternal1v;1 rxir~1 esse cuclicie111e d<' de~ernpenho:

;;1,;1., .,,.
; (ciclo d<-' hornba de calor) 12.-l'.i1
R~ft :g~r:,._, .• ,,
A.10-Abas
f)cs~a equação pode-se perct·bcr que o valor de y nunca é inrerior ;\ unid;ide. Para b<)lnh;is de calor residenciais a quan-
tid<lde de energia(!"""" é ger;drnenle retirada da atmosfera circundante, do ~oln ou de un1 corpo d' água próxin10. O • a~
tr;1halh•>. 1cprescn1;1do J'l'r \\1u, 1,,. é nonna!111e111e fornecido pur rneÍ(l de clctrieid:1de. ,:;c!G_ J~ ü:•nob;-,
Os çoelicicntcs de Je,enlpenh(• f3 e y ,;Lf' clelinid•h l• 1rlhl ª·' raz(ics entre a transft"rência de calur dc,\t·_ia(bi t' o cu~IO cie i:aior
~ 111 lL'llUu.< d<:' 1rab,dli<1 p;ir:1 ~1.· •1hrc·r ,·s,,· <'lt·ito_ C>nn h;1sc 11.1s d,·r.nic;l><::,, <~ dt'~e_j;í1'<·I tcr1111>Ji11ar11ica1ne11lc· que c,,cs A.11 -Ab~s
, ,ic:fi; 1enlcs 1enhan1 ,,., n1:ii,1n". \';d:i;-t''- l'"~'í i·c'i~ En1rct;:1uu. ,-unf"ri:w l'ut di ..;c·in ido no ( ';ip_ 5, \l.<; c,:1cficie.-,1c_.; d~- dc- "b
,,·n1pc·:1l\li tlcve1;, ,atisf.orc1 r·~s11·1i;(1c, unp<>',t.JS p..:I;• ~,·_!!u:1d'1 !c1 Ja !er11H•d111;"u111,-,1.
56 (;ipi!ulo .>

~- ···----------------- -------·---
Armazenamento de Energia
--------·-----
\\·~ia seção ê :1ho1 dado " ;111! >;1/e11ar:1entn de encrgi« que lll)S dia~ alu:iis. é con.~i(lerado ulllil nece,siditde crítica n:-tCiL>-
nal e rr.,,·avcln1ente continu;\l':Í a S<'f no.'- próxi1nos anos_/\ nl'Ce<,::id;1Ue f gencraliLad:t. inclllindn as usinas rnu,·ici'1\"
t·u1nbusu'vcl fóssi 1 cnn1;enc1nn;i1, ,._as us111as nucleare>. '1'
usinJs que u1 il izan1 fonte> r::no1·;\\'ci~ lÍl' eni:rgia cun1ri a ~nlar
e -t e<,Ji,:a. e as inüinc"ra~ apl1c·:u,;Oc~ ao tr~inspone, J1a 1ndús1ri:1. llU-' n,•g_ócios. ,. no l;1r.

2.7.1 1. Visão Geral

E1nbora itlguns aspectos da presente discussão sobre arnu1zena1ncnlo de energia ~<:1an1 ;in1plan1cn1e relevantes. es-
tan1os preocupados principalrnc1He co111 o am1azen<irncnt<l e a recaptura de eletricidade. A t'lctricidade pode ~er ar-
1nazenada coino energia interna. energi:i cinética e energia potencial gravitacion:d l'- conl'ertida de no1·n en1 energia
elêtrica quand<• necess<irio. Entreianto. de1·ido a !iniitaçfles tern1odiniirnica~ asso«1ad~1s ;1 tal~ con1,ersOes, C<)Jno pL•r
excn1plu o~ cf..:tto~ do ;1trito e 1.h1 n:si~léncia elétnca, urna perdti ;;luhal de ele..:U"iciJade. d;1 entrada par;, a saíd<i. é
se111pre Ob">erv;ala.
Enl!c as opçõe.'> de annazt:nanicnto 1ccnica.1nl'.nll: vi<lvei.~. a <'.'COIKlflJiJ e111 geral do;-tennina st._ quando e con10. "
:1nnazcnan1cnto é i1npler11en1ado. Para as c1np11·sa~ eh; en<::rgia, a de1nanda dus lllll~un1idores de eletricidad<: e unia
questão fundan1ental na~ to1n<idas Je dcc1sfles de arn1azcnamcnlo. /\ cic1nanJa dt1 c\•nsurnidor varia ao longo do dit: <.:.
nonnaln1cn(e. ê n1Jio1 nn perindo de 8h00 a 2(Jh00, c<.Hn pir.v.1· de dc1na11da durante c~~e intervalo. A dcn1and<1 é n1c11or
na~ horas d<i llllil<.: fora do i111er\·a10, no~ fins de se1nana e nos fenados priricip:iis. ,<\ssi1n. as en1prcsas de cncrgi<i de1e:n
decidir que opçilo fa~, niais .-;entido eeonon1ica1nente: a con1crciahzação da eletricidade conforn1c gerada, o anna7.ena-
1nerno desla para uso postt~rior. ou urna con1binação - e se for an11a1.eni1da. corno arn1azenã-la.

2.7 .2 \ Tecnologias de Armazenamento


~

Esta seção te1n co1no foco cinco tecnologias de armazenamento: baterias, ultracapacitorcs. 1nagne\os supercondutores,
sisternas cinéticos (volantes), e produção de hidrogênio. O annazenamento ténnico é considerado na Seção 3.8. O born-
hean1ento de :ígu:1 e o an11a1.c:na1ncnto de ar co1nprin1i<lo são considerados n;1 Seção 4.8.3.
/\s baterias são um n1eio bastante utilizado de armazenamento de eletricidade prcsentcs em telefones celulares. con1-
putadorcs portáteis, autom(iveis. sisten1as de geração de energia, e inún1eras outras aplic<1ções. No entanto. fabricante.~
de ha1erias lutan1 para :ico1npanhar as den1andas de rnennr peso, n1aior capacidade, maior durabilidade, e de unidades
recarregad;is mais rapida1nente. Durante anos. as baterias tên1 sido objeto de fone investigação e de progran1as de desen-
volvi1nento. Através desses esforços, baterias tem sido desenvolvidas proporcionando 1nelhorias significativas sobre as
baterias chu111bu-ácidus usadas por décadas. Estas inclucn1 baterias de sódio-enxofre c1n larga escala e os !ipos híbridos
de ton-l{tio e 11iquel-111ccal vistos em produtos de consu1no e veículos híbridos. Novas baterias h<Jseadas ern na11(1tec-
nologia prornetcn1 uni descn1penhu ainda n1elhor: maior capacidade. vida títil n1;tis longa. e um 1empo de recarga 1nais
rápida, todos os quais são essenciais para o uso cm veículos híbridos.
Os ultracapacitorcs são dispositivos de armazenamento de cnergiu que funcionarn co1no grande~ versões dos capaci- llilll
tores elétricos co1nu11s. Qu11ndu uni ultracapacitor é can·egado eletric::in1entc, a energia.; annazenada con10 11ma carga
sobre« supe1ffr·ic de: un11n;Hcrial. En1 contraste co1n a~ baterias. os ultr;1çap;1cito1·cs uiiu necessitam de reações quícn1cas
e. em consequl'ncias. desfruta1n de tuna vid<t útil n1uito mais long<t. Esse tipo de annazc11ami:nto tambén1 é capaz de
c;irrcgar e descarregar de rnaneira n1ais rápida. /\s aplicaçt>cs atuais incluen1 loc(>1notivas e ca1ninhões a diesel. ()s u!-
trarapacitorcs 1an1bérn sã0 u~ados e111 'Veículos híbridos. nos quais trabalh:un c1n con_iunlt> con1 baterias. Nos híh1·idns.
ns u!tracapacitore" são os 1nais adequados para a realização de funções de cuna duração, tais c-on10 ti «rn1a~,enan1cnro
de eletricidade atra\·és d;i íre11age1n regenerativa e o forncci1nento de energia p;u·a a <1cclcr<•(;.:io durante o :.iste111a de
partida-parada de cond11ção. enquantoª' baterias fo111,·ccrn a energia necessária p;U'a suslcnt;1r o nh>V in1.;nlo do veiculo.
ttld<Js co1n n1enor n1as~a lota! e \'Ída tüil n1ais longa do que eorn apen~;; as hak:!'i:t\_
(ls sistcrnas supcrcondu!nrcs 1nagnéticos <ir111a1e11a1n 11111;, cn!rad;i elétrica n" c,unµo tnagn6rico criado pelo ílu.\<•
de corr('ll\e c\ctr\ca cn1 u1na hub1na de n1a1<:ri;1I supcrconr!ul(>r criogenic<u11crH1'. n:~1ri;1d;1 Este !tpu de annazen;nncn-
10 fornece ~·ncrgia quase que inst;1nl:\l1<~<11nentt' e co111 haixí~si1na perda de e!etrici,lade da entrada para a saída. <)s
sisten1<1s supercondutore~ r11;1gnéticos são usados por trens de alta vclt1cid:1<ll' co111 kvilação 111agnética. por ~ervi<.;o~
p1íblicc1s par:.t o controle da qualidade de energia. e pela indústria para aplici\·fles cspcciai~. como a 1·;1bric;1ção de
111icrochips.
(l.\ si~tcrna~ cinético~ ( 1·olarucs) l"urnc·ccrn outra rnant~ira de anna/cnar tuna c11ir:1d;1 ckrrica - l'OlllO a de energia
cinética. Qu<in<lo a eletricidade é neces~ária. a energín cinética ê trunsfcrida J,1 v11l;111te e1n rotu;ão e furncl·ida a un1
gerador. Os voh1nl..:s. cn1 ger;d, exibe1n baixa perda de c]e(ricidade da e1nr:id;1 p;ira a .';;iíd;i. () ~u-1nazcnan1eílto Jl<lf n1..:io
de volante é usado. por exé1nplo, por provedores de Internet para proteger o equip:tn1e11!0 o:nntra falhas d.: energia_
O hidrogCnio lan1hén1 tern sido proposto Clllllü u1n n1,·io de ;1rn1<1zcn<11nerHO Je enL·rgi;1 para elctricid;id,~. c:o1n esta
abordagern. <1 eletricidade é u~ad;t parJ d1.1.1·vcit1raágua ein hidrogt-niu. acn11·és da re,iyào Je eicrrális<". ti~() >li:+ Y~
()o_ O hidrog.O:nio ['JPduzido dcs\c 111odl' pude o;cr ar111a7_cn;ido p:c.ra atender d~ dfl·eio;as ntct,s1dadcs. inc!uind<-' ;1 g<'ra-
<:,;·ãu de t·lctrieidad,· por cc'lul"s a c:on1hu,tÍ\ei atra\'é., da 1ca\Jtu ir1•'er_,u: li;:~- 1-i (l_: ----. H/). \__i1n;t deficifnci.t dc~lL' ilp<>
d!' arnta/.,·nanicnru é ~1 '\lil perda o;ignificati"a r.11accerí,cie11 de ·:lctncidadL· d11 t'.lllr<td<t para a o;aíd:±. l'ura :1 t!1sco~-.;l,, da
produçi'ui de h1drogé11i(1 p:1r,1 u~o 1·n1 1·.;íçt!IO\ co1n (.'l~lui11~ ;1 ron1l111~1lvel, 1·eia 1\'01·os J for;~1111/es n:1 Seçà" ~.:; __,_
Energia e il ?rimPira lei da TennodiniirnkJ S7

NPStP capitulo, co11sideramos '-1 c_o1v_eito ae er11crgia ~ob urna ners· çõ·"~ de e[1f'rg:a são cont~biliLadas por tnPio dr, balanço Ci' enerf'ia
perrivo de engenharia e introduzimos baiar1.;os de energia ;iarJ apl1 O bal;inço de energi,-i para um processo em um siste1na tech;id~ e
caro princípio da const-rvaçiío de energirt a siste111as tec_hados. IJina cindo pela lq. 2.35, e de rr,odo dnd!ogo. ea1 tern1os de tilAa de temoo
ideia básic_a é que a energia pode s<:>r arlT'a;t>nada nos sisteonas soo é dado peta tq. 7 ._\7 A E:q 2.1,0 é uma forma especi<>! do balançQ de
:'êS formes m,1crosr6p1cas: energid in!er:1a, e11i>rg1<1 cinética e ener- énergia para u1n sisterna que d\:'.streve uni ciclo tern1odinân1ica
gia potencial gr,ivitar•nn<Jl. A energia tc.r11llén1 pode ~er tra11sferido Os itens a seguir fornecern um guia de estudo para ;>ste capi:ulo_
para os si•.te1nas e do~ sistemas.
Ao tér1nino do estudo do texto P dos exercícios dispostos tl0 final do
A energia podP. ser transferida de e par~ os -;istern<Js fechado'> capítulo voe,:. estarâ apto J
por meio de duas formas apenas: traü<Jlho e transferência rie c;ilor.
O trabalho e il uansferência de calor sâo identificados nrt fronteirJ ~
dpscrever o significado dos lermos dispos!os em negrito ao lon-
do sisteona. e nâo são propried,:;des. Ern mecân1c<J v trabalho é a go do capitulo e entender cada um dos conceitos relacionados. o
transferênci;i de energia associada a forças macroscôpicas e df'S· conjunto de conceitos fundamentais listados mais adiante f! paiti·
loc_ainentos na fronteira rio sistema_ A deflni~ào termodinárnica de cularmente importante para os capítulos subsequentes.
traba!ho Introduzida neste capítulo amplii:! a noçáo de trabi:!lho da ._ cal.:ular ess<Js quar1lldades de energia
mecânica. de maneirrt a incl1_;ir outros tipos de trabalho_ A transferên· variações da energi.i clnétic<J e potencial, utilizando as Eqs. 2.')
ci;i de energia por calor. para ou de uni sistema, é devida ,1 diferença e 2.10, respectivarnente.
de temperatura entre o slsiem<J e 5Uil vi1inhança, e ocorre no sentido trabalho e potência, utilizando as Eqs. 2.12 e 2.13, respectiva·
decrescente da temperatura. Os modos de trar1sferência de c11lor in- mente.
cluem condução, radiação e convecção. As S<>guintes convenções de - trabalho de expansão ou compressão. utilizando a Eq. 2.;7.
sinais são usadas para o trabalho e a transferência de calor: ~ aplicar balanços de energia a sistemas fechados em cada uma das
formas alternativas. modelando de maneira apropriada o caso em
• w,w. { > o: trabalho realizado pelo sisterna
estudo, observando corretamente as convenções de sinais para
< o: trabalho reali1ado no sistema trabalho e transferência de calor e i!plicando com cuidado as uni-
. { :> o: transferência de calor para o sisterna dades do SI e do sistem<J inglês .
• Q.Q < o: trans ferenc1a
' · de1 do·
ca or s1stemJ i-- condu1fr análises de energia para sistemas percorrendo ciclos ter·
modinâmicos utilizando a Eq. 2.40 e avaliar, conforme o caso, as
A energia é uma propriedade extensiva de um sistema. Apenas eficiências térmicas dos ciclos de potência e os cot'fic_ientes de
variações na energia de um sistema possuem significado. As varia- desernperiho dos ciclos de refrigeração e bomba de calor.

_. COt.!CEl'!'OS FUNDAMENTÁIS NA ENGENHARIA

adiabático ciclo termodinâmico energia potencial gravitacional


balanço de energia convenção de sinais para trabalho potência
ciclo de bomba de calor convenção de sinais para transferência de calor primeira lei da termodinâmica
ciclo de potência energia cinética trabalho
ciclo de refrigeração e11ergia interna transferência de calor

· · · ..- EQUAÇÕES PRINCIPAIS '·

1 !
(i :.:7) j Variação da energia total de urn sistema.
. i
1

! (2.sJ 1 Variação da ene1gia tin.:.tica de uma 111as'>il rn.

---~.'.:: ~ CJ'~--111~~~--~ J (c.w_)_1~::::,;';;:: '':1gie po1e"1icl~='i!<i~:"~~=Ll-~"" ~~''i'"" "---·-


0

.= EP )__ ,.

f'.: 1:' 1 =· Q -- \V \2._;5;;) ! Balanço de >:>11••rgi;i p<iiii si~t21r.a'., h·d1<idv<;.


1
dE
dr Q - l\ 1
1
(2 '{7l i
1
Balilrir;o rld taxa de O'>nergi,'l p.>!J. sic,f(•n1a'.. f0cr_hado~-

--1----1---
1
~~---- --· --·-··--····-·· ···----·-·· ·- -~ ·----~--~

\V'" f''F·ds (2.12) 1 Trab<Jlho i'n1 virtude da ação de urn<i força F.

"
1V= F ·V
'\",

IV '---- 1 p d\' 1,;- 1'.I 'T1Jbu\r,z, ric_ t:~piinsd•J ~"J 'l•;r;;•r•_·'"-'-''. ··,!;,._,,_,,«"•:" "'"' ,, !,, •. ,.~:,, ·J,-, 'I ,;fi>:·
,. : '-''"t 1'·~ :.;!
.L --- -------'-------
Ciclos Termodinâ1nlcos

·Ir Bal-anco ,;~ :~~~~i-~-p~ra u1n {i~;,~ ~e p&;ência_ C0:n11 n~ ~~g~-~-.:~-u. :oo'as as
\.l'C•d" 0'crotr" --
º'·" grandezas s.3:> it:gistradrts con1c p0~itivas.

'
\'I """ ,.,
i):.~·:>i i Efidé:icia mica de eido :.Jt é!Olência.
té1 1111.1
" ·------
(J,·u\;,,
-· ''
,1
--1- ...!.--·-- - - -- . --- -- .
11'.,, 1,. ...
C!,.i, QC<>lr.,
1 Balanço de ~nergia pai<: urn ~iclo
di: refrigera{âo ou !Jom/Ja âe calor. Co1110
1 ! na f-ig. 2.r'(h, todds as grandeza~ ~ao registradas corr.o pos1til!~S.
'
p (t,."'"' \ Coe:lc;trite de dcse111pe11ho de um éicto de refrige1<1çàn.
11'," '" '
(!"' (.'--4ii 1 (üt:ficientE' de dese1npPnh0 de urn ciclc. de Don1ba d>' calor.
y
\\/cedo 1

J. Pur queº' cncfocicrotcs de ~rrasto acro<lin,~inico do' c"urru~ de corrida ..::kllo111;,g11c'liu1 cm 1nn,·1uH;11\u. A \u~ rnctdcntc Jevc -~'-'r C<'n.,iderada 1ra-
d~ Fórnrnla 1 SflO llllfl!ialu1c111<: !llllÍlo rnaiun:s do que os dos autonlu\'ci" ha\ht> ou trai"fe1C1a·i:o d..:: calor'!
co111un~-:
llf. Ein n·lai,:i"J à Flg. l.8. 4uc pro.:<';oo, .-\ou 8. 1en1" rnJto1-\n1n,rcrê·nt1u
2. Quais silo :is vária.~ coi~as que você conio indivíduo pode fo.zer par;i de ~<ilor''

reduzir o ("OllSUlll<l de energia e1n sua casa·! E com n'l"';:io as suas nccc>- 11. Pc1r yue cm uin halan<;<l ck c·nerg1a de um >istc1n:i fr:d1,1tk>, l'Ill Sll<i
'idadcs de Lransporlc? l'onn:. dift'tf'IU;ia/, dE"' f)Q - li\\ 1, O: usai.lo d e não 15 p:.ra a d1fcr~ne1al do
:t Cu1no 2 pu~sívcl que a le1nper;,tur:i do ar aprisionado ein urn bal5o lado esqllcrJo'!
pos~;i i<U!ncntar".' E di1ni11uir'' l'.::. ()uando d,>i~ ca1Tinho" de balid<t d..:: un1 p;1rque de d1vcisõcs colidein de
4. Por qu<.: C incurrdo Ui:>;cr que uni >istcn1a co111i111 cal oi? frente e chcsam a pon1r, coino vocC considera a c11ergi,1 cinéliç~ que o r.1r
5. QuaÍ$ os excinplos de transferência de calor por condução. radiação e tinha i1nedi;1tarnentl' anlc> da G;lisãu"'
convccçào qt1c vocC cncon1ra quando utiliza uma grelha a carl'ào? 13. Que fonna o balanço de cncrg\;1 ton1a p;1ra um sÍMctna 1suludo·1
6. Ap{x> correr S milh;1s l"lll tuna esrcíra no seu campus, Ashley obs.:n·a 14. Q11c forn1a' de cnl·rgia e lransferCncia de eiwrgia e>tãt> !'re>entc,; ll<'
que u cÍíll\1 (,li; ~ua C>tcin1 c>tá aquecido qt1ando o toca_ Por que o cinto ciclo de viria de uma ternpc~t:ide"'
cslfi a4uec1do'.' 15. Con10 vucC definiria urna eficiência adequ;tda para o 1110\or dq Ex~in­
7. Quando ~ào irradiadas 1nicro-ondas sohrc uni tumor .Jurante unia tera- plo 2.6'.'
pia para o cfi11ccr tx1n1 u ObJclÍH> de <iumcnt1u a teniperatura du turno•~ essa 16. Q11c 4uant1d;ilio;: de ..:ncr~ia cindica pür unidade de n1"ssa um c>pi•ro
interação o< conside1<1da tr"h;ilho e não iran~fcrCncia de calor. Pc>r qut:'I humano dc,cnvolvc?
1\. !'ma un1a boa a..:elcração. o que é 1nai~ impor!anlc pa1a um molur t.k 17. Qu<1111;1s \011cbdJs de co~ são rrodt1zid"~ auualmcntc pnr lllll :tutornó
auton1úvcl. ;1 p'>t<'-ncia ou o lorque'l vd COl\\'CllCl<lllal?
'i. Há rcgi;.1ros de que n10\orcs n1olect1lan:s c~pcrimemai~ exibem movi-
111..::nt\• n;; ;ü1so•·çiio de luz. ak<1nçando assinl u1na conver~;lo da radiação

f::yp~orr;ndo Conceitos sobre Energia 2 .3 U1n objdo cujo pc~o é 1(1() lhf ( 4.J.-!.8 N) C\!JCl'i111cnl;• Hiil Jccrf',..;int• •

na '-'llCl'~ia ci11~l1ca ,jç 5(1(1 il · lht" 16 77 ,'! N • rn) " 11111 «Ul1l'-'nlo na <"llt'rt:1;1
~.iUn1,1 bo)<i de be1~ebul 1c111 urna 1na;s;t d.; O.J lh (O.l·I kg). Qual é a po\t'nci:d de 1~()() fl · lbf \l(JJJ.7 N • n1). A 1elocidade rniei.il e« ai!"
cncrgia unéltca cn1 rcl;u;~o Ot base principal (/10111'· /1/111,·1 (],· tirnat hula a r:i d<J ohicto, an1b;i, en• 1cl,,,J,u ;, '"P'-'rtlc;c d.• Tcrra. ·'·''' .:() i"th \ i ~-~
94 nlilh:" P'" hc1ra (~2.0 ulf<;), cn1 Hlu~ inlsJ e Jll fl ('1.1 111). re,pcc·1i,,1nw111c_ C(•n,idc1.1nd11 que x = >:::>.".' fl/,'
19,8 n1l;."'1. d\'lo:rnline
(a) a ,·Llu..:id;idc final_ en1 ft/,
(h) "ahur;1 rrna\. e1:1 i"l
2.-1 U1n !1Jnl11 Ue 2,5 Y ~.5 X 6 in (0,0(, >: 0.{19 /, U. ! 'i 111\. ct<j<i 1;ta'"'' ,.,_
pccí1ic:1 é 120 lh/fl; ( 1922.2 kg/111 1) ..:'..:nrrq:a tio lOP<• Jc uni c-di1f,-;,, c'tn
conslru<,.Õ<> e cai (J') i"t (21.0 Jll). P:ua,: = _'\2,ll !"ilsc ('l.7 mi,-'\. (kt<>rm:ne ,,
vari«çf"' '"' c-ncrg:ia p<Hl'nci<•I _>::• :"·il;tei'"'''I do lljoln. c1n ft · lbf
2.5 Qual é a vuria<,:~<' global de çn,·q;:ia P"lc-nl"ial. cn1 f1 · !h( ~ lltu. para n111
automó,-d pc>>Hldo 2500 lhf ( 1 ! .1 kNJ •dativa :i u111 pas,c10 \k Saci Dieg".
CA. :1t~ Sarn.11-'t·, i'\rvr! Suponha;, acelcru1;:io d:i g:r:ividadc cLlr1't;nH<~-
'.!Ji Urn ohjc!n ,·11j;o ma'"' e •k 1(1(1(1 \..~. irn..:ialrnetlk ap1e,cntar1d<> \Jl1'·'
1.dnc1dat!..: de· 100 1nh. dc>.tct"ier.i alt' l1no.1 \'elocidoitlt· f1n:1l d..:::'.!\ 111/,
Qual e~ ,,u·'"'''" d..: ··n~r~ia c:r1<·1,..:a dn oh_ic·rn. t'm \.._r'
-'::. l'cn <'hi..:to Clqa ni;i,sa ~ 40(\ \..~ <.:'>l:i \oc;d1/adu ''urna altu~<i Jc 25 1n ~-7 L'rn .i>i:i<• wrhll·il~ltu· de _;p lura"·~_ l"UI« 111·'-"" ~ (;,. 1-l.•Hlf• k~- ckc·1•
<>Ct1na d~ 'll~"'rlicic Ja Terra_ P,u,;-g = 9,78 ml,'. dclcnnine a cnc1_!!i;1 pu la de· LCJl1 '""to>pono ,. •;\er1tuoL11t1c11lc" alc'.1nç·;, -"'·' n·ln<.:1d.1d<· tk ,fllf.<"""
letK ..11 t:r'''·i1acion,,I d" nhj<'IO. ,·111 ld, c111 rcl;i..::10 !i '"l'<'I i'icic d:i TciTa. de ((lf\ k<ltlh l' "'"ª :ol!Hlld~ d~ i(l_(~)1) 110. !':.r;L g"' '),"ili 111/,:. detc<:r:in1·
EnerE:ia e a Primei'ª Lei di! T"'rr11odinân1ka 59

.1 '·"'"'•"" 11,, ,_.,"-')'-'" '-'"!«\«_,, ·~" "'"""'"' 1.. 1 ,-11..:1µ,.1 J'"lenc1a: ,1,. .1\1'!<>. l.11; 1-'.i[ll"'k> du lc'!)<lll'(<. llBL ''h_lt''' c••n> :'(l() l.,• .lc· '1"""•' dc·,lp' "'',
"' ll !>.p ,-,,1 '- _1
1>.. 1xu ,.,,, u1ua 1ar:')'~ tk 11: 1n '~" , , '"'!''''"""ln_,\ '""'P" ~''" ''"- !i;• ..,:., _,,.
~ ..')'.U1n aul"lllu\·c·l ..:<1rn ll(Jú !-.µ ck 111.1."" inH 1:dn1c·111e ,;,·inove"'' longn ,1,- 1•111 iÍfl)!.Ui.1 ti<' .\IJ' d ;i.tPIL d" hori1.••n1.,I ..:;,_. ;, '~"'\cr.,i;, du .ll "" ,,1:or,,
.1nl.! ,·,11ad" ,, 1(1(1 ~111/1\ e1n t·;la.,:<!" ,, c'Sl;L /'.;n 'q;u1da. Súhe u1n;, l'Plir1:1 entre" ohit't•• e· a ralnp:• f.,1~111 ,k_'l'"':';\·eis. de1çrrnHI<' .1 •·ci"'''b k .J,.
«l_i(• cttn1e •:-1:i a )() 1n au1na "'' fLh{'I d.t <:'l'aua e de paryuc' ,-111 uniJ 1,hjclO, Clll HI/,. «t> ii11<tJ <1;, l'11llpa C•ll1'iJt'll' ~ -- 'i,~ 1 11'1>'
ai '"' Je Je,ç;n1'~· iocal 11 ad.1 ,111. 1lett· rn11 ne "' '""'ª'''"'' ""' 1·1w rgia, e i11C- 2.17 J.1~k. '!\I" pe_,;, J_~il lbl-(!>(17.2 [\!"). ,·.,1·1c _'i inilhas c'llL .I.'\ llllnLH•o; ,-,"
11,·:1" pote.,,:í.d I'""' q :wl<Hno,c·I. arnb;" err1 kJ. !'arde.oda '-luantu.l:ak de un1.1 '"1ea.1 iull111;1da de 1 ~''""· {) v1,u1 da ~ll«ir<I n1o~tra '1"" clt• .;;w1
encr;:1", C-!llClll:t ,. f"'iericia!. "'pccifi411.· '' c's~·qJl..1 dn p.int<~ Jc· parlid" e ""'" 6]() kuil ,_::r~<J_'i,8 kJ;_ Pa!J J,1cl COllMllllir" ;Jl<:>ffiO lllÍ!ll'''" .Jc· C.0-
o v~I< •r ,k 1<:1'er~;Ki,, .1dotad" neste, C'""'"i,•1c· -~ - '!,.~ l 1111\ ·. 1... ,,,~. qua1,1.is 1:.ço.,; de ~"r'·<'IC de b.1u111!1<., ck i'"'lc to•nar .11"''" "."
2.'1 A,, znr:"' J., d<:lnrrn:oç:"i<' de uni veículo"'-"' prujcl.•da,; p.. 1.i .il'>:onc1 llciFl1H!lt'l\l•I !
i:nt•r;:1a dutantc u111 irnp«<'I•' p<H- rnciP L1cfrH1n.H,;fi<0 d<: "'~"l'1r;i '' rcd111i1 "
iran,,1,·1hwi:< Jc c11ergia para"-' o~·up.ui!cs Dt·tc•rrninc a encr;;ía e1n<'tic:i.
c111 Hill, que ur;1a zo11a <k dei'\ll'Ulõ!Çi-'I' dc"e :1b,or1·er p:ir<I prolcgcr plcna-
mi:utc ''-' (1cup;in1cs Uc· urn veíu1lq Uc 3000 Ih ( l _~(,(),8 kg) que. de rcpe1111<,
dc'.i,·de1a dt· 10 ,, \) niilh.i~ p<•1 hora 1 lú, l a (1 krn/hJ'
2. tO llnt ol>jct<.l cuja 111as'a é de .lflíl lb 1! 36,i k~) S<•i'r~ unia variaçào
cn1 ""'-' c11ergi:1' ci11étic'a e pn1cnc1"l cn1 'inodc ti" ;iç;\o <.k urna for\·.1
rcsuil.11\ll' R. (\ lrahal110 re;ilizado pl'!:i 1\11ç" re,ult:onle >Ub1e '> objct.1 0
140 Htu ( 1..\7.7 kJl. Nào <:,\i,ll· nenhuin.1 nutra 1nl(T<1çãc1 enl1e n ohjelo r:
Sll.t \i1inh;u11·a_ Se <1 ;iltura do 1•bjeh' :iun1cnrn d~: 10() fl i'.>0.5 1111 e sua
l'l'l<>t.idade fir1<1l t' 201) fr/,; f(il.ll n1h,i, qual (a su;1 velocidade ini,;ial c1n
a1,·1 Cun,idcrc ;: "'.12.:'. n1-.~ l<J,8 m/s"1
Fig. P2.17
~.l l l lrn V<•lamc nn l••nnato de d1'<'Cl, de· lll<l''ª espe,·ifiGt unifoime f', r.iio
cAt<:rno .1\ e· t''l'e';ura .,., dr:• coin urn;i vt:loc1.Jade an!:'ular w, c·m radh.
(:i) tt-ll>'!rç que" moniel•l~dc inéiei:i. / = 1{H.:,:ll', p<':dc ~erexp1essocon10
l., Avaliando Trabalho
I = 1'f'1.-IC!:.'.. e a <.:FICrgia c111é1ica pode -;er c~pre'-'ª C<>rl\" EC = fo)/2. 2.18 Um sisteina corn 8 kg de massa, i11ic1alrr1cnl<' n1ovcndu -'<' horizun!al-
lb) P;H"a um \1>IJnlc dt.> aço g11;1ndo a '.>000 !-.'.PM, decern1ine ;1 ern:rgia 1\ll'"lc con1 U!llil vcio<:id;idc de· JO rn/s. expcrirne11ta urna dc.vacciera1·iiu
::inctlc1. <'Ili N m. e '' massa. e1n kc, se H" 0.:1:-.: 111 ,, w = 0.025 n1. h"riznntal eonstanle de J nlfs' devido à rn,'ào Jr ""'" f<lrÇ<t re.,ultanl<'.
(e) Dctennin<' "r.1io, elll 111. e~ m:c-;~a. t·m kg. de uni vu]~nle de al1nnínio C"rno conseql•i:ncia, o sislema atjngc o repouso_ Deccnuine a nwgnirudc
q"c tcrn a mcSllld largura. velocidade an.cular e e11c1·giu ciné'!ica <ln Í!Clll (lJ). da força resultante, cm N. a quantid;ode de cnergiJ transferida por Crah«-
2..1..'. Us;md<> a rd;iyiio EC" f,,//2 da l'ioblcrn;, 2 l l(a), <lcterrnine ;1 ve- lho, cn1 kJ, e a tlistânci;1 (Ola], en1 m, que n sistc1na percorre.
lo,;ilbdc cor11 que urn volante ct1jo 1nonwnto de i11ircia i 200 lb · fr! (8,4 2. l9 Un1 objeto inicialm<'n(c em repouso t.>Xperimc11la lima acelcraçiio h01 i-
kg· 111~) deveria girar, cm rpn1, parn :1nualcnar uuta quantidade de eucr- zontal constante Jcl'ido à ayiio de unia força rcsl!llantc apli..:ad;, por 1O'- ( J
gia ci11ética cqui,·alenle à energia rorcncinl d..: urna inassu de JOO lb (45,4 trabalho da força rcsult;intc é de 10 Bru (L0,5 kJ). A mas'a do objeto e J·~
111) clcv1Jd;1 de urna altura de 30 fl (9,1 n1) aci1na da superfície d;i Terra. 55 Ih (24,9 kg). Detcnnine a acelcraçflo horizontal constante cm fl/s 7.
f;iça g = '.>2.2 fi/<;! (<l,í-! m/s!).
2.20 A furç<i tk arrasto, F<J, imposta pelo ar ao redor Jc um ~eiclllo '-JU<' ,,,;
2.IJ !),,,,
ohjcl"s com inassas diferentes c:1c1n li,'rcrncntc sob a aç;io da 111ovc com velocidade V, ~ dada pur
gravidade'' pmtir tio n.:pouso e da mesma altura inicial. DespreZi!ndo
o efeito da resistência <lo ar. 1nostrc que ;is n1agni111d"s das velocid~dcs Fd = CdA~pV 2
düs objetos sHo iguais nn rnoruento imediatamente antes de atingirem ;1
na qual Cd é unia constante chainada de cocficicnle de arrasio. A é 1l árc;•
superfície da Terra
frontal projc1ada do veículo e f' i " ma~sa específica <h1 ar. Dciermirw
..'..l-1- U1n ohjctn çuja ma~sa é <.k 50 lh (2'!.,7 kg) é projctm.lo par:i ciina a a potênci;i, e1n J-IP. ncccss[1ria para vencer o arra>1o aerorlinâmico p.1,,1
partir da S•;p<:rl í~-i~ da Terra cn1n velocidade inicial de 200 ftls (61,0 m/s). uni aut\lnióvr:l n1ovendu-sc a (a) 25 n1ilhas por h,1ra (40,'2 ktn/h), ib) 7(1
,\ tinica !(ir<,:" ljUé atua ><:•brt• o objelo é a força da gravidade. Faça lllll n1i!has por hora 1_112.6 km/h). Considere C0 = 0.28, A= 25 ft 2 (2,J 1n21e
gr<ili~o da Vl'k•ci<ladc cio olijelu ver.1·11I a aluna. Dctcnnine a altura do
f'" 0,075 lb/ft1 (1,2 kghu 1 ).
ohj«tn, cm fl. quando sua velocidade :ilç~nç;ir o \'alur zero. A aceler:iyiin
2.21 U1na fon;·a i1nportantc que se opõe ao movimento de um veiculo e a
da gravidade e g; _{l ,5 fc/s 2 19.6 m/s~).
rcsislêuci~· dos pneus ao 1olan1cntu. F,, dada por
2.!5 Durame" p•n~·c·''º de cn1hal:1gern, uma law de "'da d,· 0.4 kg dç
mas'~ se rno'e par.1 baixo cn1 unia ~npcrficie 111cli~ada 20' cn1 rcla<,·~o ii F, ""'f"IV
h•lrl~c1111al, l·un10 il11>lraJo na Fi~- P2_ l_'i A lata sofre" intlt1ê11cia <k unia
f< •l\:'1 f~ t'Oll'l;rntc. p.tralda f1 Sllfl~I f1eic i11clinadLl e da f1nça <la gra\•idadc. crn qt'" f e un1;i constante çhan1ada <1" ç<Jcflcie11t~ de f('~'~t~ncw "" 1ola-
A rna!!rntude da fori,::1 R con,l,1n1c <'de OJJ.'i ·°"- r.~no1:tndo o <1trito entrt'. <l rnc1110 e ·ir,:: o peso do l't'Ículo. Deterinim: a potê1JÇi<t. cm k\\', nc,·c~s~ri"
lat"" " superf1~1c inclina<l.i. dc'lcf11\ll!e a vn1 ia;,';iu d;i e11crg1,1 ê1n<:'tÍ(a da pata ''CllC«r a re>i-tênci~ ao rolmn<:nhl par:• utn canlinhào 4uc pc"l _;~~--"i
l,1ta. <:Til J." "'ela c~ti1 ;Hnn«nWndu 011 diminwndo. :':e o alritn entre" l111a kN que c~l~ se """'Clld(> ;\ j 10 k1n/h. Co11~alcr(~ f"' O,(JOl>ll
e a '\l\'''riÍL'I<: 111dt1i.1d:• fn.,~c '1gn1lical1\0, ljll" e:._ ito lt'rl:t sobre o valor 2.22 As duas t'oiçu> niai_, i111port11nrc_, que se 01Hlern "" rno\·in1cntq de ut'l
ela '':li 1<1\·ãn J:1 l'l1«rgia L'llléllca'' F.t\'ª ~ = f_!_S 1111,-' vekulu e111 11111;1 <'>llad;i plana sC•o :1 rc~is1~ncia d1•' pneu>"" rolan1c•.t•l.

l'nsição inicial

'"" 0.-1 kg
F,. ~ ,, 1"1'"' ,k ·'""'!" '1l'l•1t1Ln:1r11i<'<' d,,·" '-'-""·'"d•l "" ccd<>E J., ·,,:í,·uio. I'""''·'" lin.>I .'de~ har. iklCllHUlC" r•1t·,;,, .. 11i:rc;,l_ c'J\• º·"· ~" l(:tb.d!."
,,. dad.!'_ ll''[l<'• 1L', :>r11t·ntc. I'''' [l.1i:t"i'l<'Lc'S'•-\c·11!~J.,.-;(.tl!I~ '1. (h1r1 - i.<··_:Jn = I.;_

!-,,
z,::.s () 1-'"' llL!logl·nio (-'°<, \ ,·1n uni l'OllJ<lfllo .-tltndru-p1,1Jn ~ofrl' t1111a •.in1-
pn·s,:iu de;•.= IJ.2 ,\ll'i1. 1· "-_,_7) in 1, ,,,,: ucn ,-,1ado e•n que/'·--':>
,cnd" i e ( ''""1an1, .. ,-.. n~1eciJ." cu•\1<\ cc•cf1,·1cntc d,• 1c,t>!C11·~1<• "" (Vlf'a. A r~l:o.;·;;,, <::r.lr1' ;o prc·;,;,,_, <' <l \C•ll!mc dur,Hlle '' rrcK'.<"''º '' />1' '' ~
1.,l:<1Hl"Fll" •: coellctt"nl<' de <111-.l,!<J. •c•pc,-tl\aTncnlc. w·
c A 1ã11" pe:>c• ,·011.v1to11.-. f'a:a e>>.;,_ dctcirn•nc Ú•i 'J volLun(· "" l">l;tdoi -~-cm 1n'. c· ,b) o
e!<• 'Ckui•> e OI :Hca f,<>111~1 1•rn1c1"d.1. r<:-'jlCcliV~!llLllll'. \: C .J \cloci.:ialk traha!ltl•. ""' k.I
du "-j,·uln e P <' ~ """'" "'i''·,·il"'~ do,,,- l'.,ra ucn çarn' ,k l'ª''"i" cOTll - 2.29 () !o?,<Ís nxig~nic1;()~1 .::lt 1;n1 conjunto çtl1íl•lc-(•-pi,1ã!l r•"-'•' por um;1
li 0 _;)51) lbf ( l 'i.~ k"'-'1. ,.\-= 2_; __'\ h- 1·c.~ 1n~) e l,, =- 0:1.i. e ljUa11do cx ,;111 ,~,., ind,1 J,, un, ,·.,iuFnc 1· ;{)_OI m' :ti<' uni \c>lurnc 1 ~ = 0,0'1 '"'
1 1
{ = {:_(!~ ~ !' --- li.Ili; Ih.li"\'; i ~ k~1111-'1 .-\ rda,<io l'lllrC" l"C~<-,q l" o >nlurnc· d11ran1<·" r•lll'f''-'º ~/' =A\ 1 1 +11_ n\l
1." i dL!l"1 rn111t "pnti:-nna rl<Tt'_,,aria. l"tn 111' Pª"' 'cncci " r"'l'ICm:i:o ao que:\"' llJi6 har. nr' eu~ ;_,) h'1r. P;,ra 0 (), JdcTnHnc 1.•1·1 prcssf•c., ª'
,,,1,.,:oenl<> e,-, •..-r.,.;(" "'"'"Ju1:ln11co qu.n1d" \'e~" 1111/h r::.1_(, rui~)- ' i111<:ial l" licial. ~rnha-; l"l11 ha1 "íh1 <l trahalho:crn l.J.
L \b) :·a~--' utlJ 21«fil'<' cb vdoc·ubrk d0 ;·ncu~n <:'ntrc· (i ,. 75 n11/h {33.:'i 1n1,) ·
. . . -
_ . , .
• . - , >O l-in ,:1-;tc1na kLli:ido 4uc ,-º"'"te c·m 1--l 1 Ih (6,ti k!'.I tk '"
.
:i,u !'"'"ª
<·c1~1-11_,1;1:•p<•tcn.:.1.1p~r"''cncc1:.1(;'"!nK,<>ao!ola111cnlll.(tt1"r''l~n<.1a --- ,_ - _, ~- , - , .'
p:or;, ,-,·:i<"cr 0 arra-;1n ;,cr.idiciámi.:o e iiiiJ" potêiu:i.i t"tal. luda> Clll hp. u1~l jl!<•<:.::_,_,,) f'""ir"JJ"~º de i'1" 80 lbtf11r ,__,~ 1<•:.[:<•)e "1 = 4 f[-f!b f,IJ.~
7
!)ua" '"' iniplic•\·iks p.<r:. ,, Cc'OI1uinia ;Jc LOJlÜlU~li'cl dn icoculP que 1n fkt• ia~<' l!fll <-'.'>tado tcnal l"l11 q11ep~ = ::!U lhl/1u· t l.' .9 ~Pal. to~'-' 11 fl I
potkrn ,c- 1 dcdui.td;,> dos ft"SUlt:iJo, Jo lll'llL (t>J"-' Ih i0.7 1n-'ikg1 f1c1c1rninc a qu11n1idade de cn~rg1a tr;w,krilb I"" JBC1<> tlt-
·. 11;1b.1ll10, , ..,, Btu. rar« '-' !""et·''º-
L ::..::._; A 1;,t1c1.1" >e'!_'.Utr lnrih'I-<' d;«!u~ 111,·dici\h rar<• :; prc.,~:lo ,.,.,_,11.1" "'-
lt1!!1l' due<rnl<·" LOHl['IC'';'" <k lllll 1cfri)!.cr,,n1e "" _-L)in<l10 de um ('c>lll· - 2.31 ,\, l·oni1du ""' u111 um.1u11\0 cili11J10-pi-;1;," e lentamell!t' ;,4ucuJo_
P"""" ,,,,, 11tl1 ""c111;o tk 1cf11g.cração. Utih1.,111do "' tbJo" d;, tabel~. Confornic 1l11sttado na Fig. Pl_]l. th1r:mi,- c'S'( 1>ro~c~"';, pressão pn
~ucupkll' u -"·~uinl<':
n1.:i10 va1ia lincannt:n!e (Olll o ,-,,1un1<:
'<•) l"lct«r11.,nc· '"11 ;airn de 11 l"I que u' d.td<>_, '"j.1111 aju~!:ulo" parJ uma De1cnn•nt"" lr,1ln1lh•1 li>lal. <:-111 kl.
cqu<o<,;ãn d" tipu 11V- = '<"i.'ila1r1,·
• hi Calcult- .tna1L11,:.u1w1ttc (> :r;ib;dhu ;cali1;odo 'ohrc o tcfc igt•r«ntc, e1n
Btu, uuii;ando a Eq 2 li cn1 conjlrnlo ~0111" rc>ul1adr1 do item {a) ~ 50 1
.

\l') Utiti1_"ndq rnlq_::ra\-,;u ;~r:,tic:1 011 1111n1ó ILd du; d;ido,;, c;ilcok •l traba-
iho 1caii1.tJo ,;ohr<: o ici'11;_:cranl\'.. cn1 Hni. lüll
I'
{d) Co1up.uc l'> dif<:rcinc' 111~10Jo~ par:• ;1 ~,fiurnll'" do tr;ibal~10 lltiliz~­ (k\-'a}
Ju~ IH1' i1c11s \bJ e (cl Po1 que _,Jo c'hHlatil'a,;'!
so
1
Ponto p {lbf/in') V(in )
----~---·-·-----·- __ L ___ L
13,0
"'
,,, o.rno 0,070
'3 157
ll,O
9,0 Fig. P2.31
's• '97 7,0

6 ,,,
270 5,0
3,0
2.,32 Uni g:i, comido t:1n um conjunto cilindro pi~tão pa>sa ror três pro·
cessos cn1 sÇric:
(__ 2.24 A tahcb a seguir fon1c~c
(bdos medidos para a pressão l'Cr.,·tis o l'Olu-
l'rocesso 1-2: vo\u1nc constante dcp 1 = l bar. \' 1 = 4 atê o estado 2, em m'
mc durante a expansão\[,,, gasc·s no rilindro d<' uni niotor <lc con1bustào
ljUC /'~ = 2 hJr_
irucrna. Utili;o;i111do o~ ():idos Ja labe!;1, faç;, o seguinte:
(a) D<:lcrrniHc uni v~lor de 11 la[ que o; dado_, ~eja11111justado~ para uu1a !'n1ccssn 2·3: coinprc,,5o alé ~", = 2 nt 1, dnrantc ;1 qual a relação prcssão-
c4u;i1;âo do t1p» p\!" = 1 ""·'10111c
l'olunie é pi-'= cot1.<ta111e.
\h) Calcule analiticantcn!C o uabalho rcali1..ado reios gi•~c~. t:m k.1, utili- l'n>ccsso J-4: prcssHn constank at~ u esr:ido 4, <'111 que I', = l 1n-'
1_1111do n Eq. 2. 1~<'Ili ronjunto t:on1 o rc,1tiltadü do itc1n (al. Eshocc os prtKesso' e1n ~érie crn urn diagran1a p- \! ,, det!:'nnine o trahal!10
\C") lltili~ando 1ntt:gr"'''º g1alica ou nurnénc·a do' d:idm;. C!ilculc <> trah:i- para cada proecs~o. cn1 kJ.
lho rc<tli7~<du pelo> gasc,, <"lll kJ. -2.3,'1 O gás inon<Íxido d~ carbono (COi çonti<lo crn uno conjunto cilindro·
(,1'1 Cot11J"1n· "' dik1<·ntes :nc'lt•dos para a <:'tin1:tti\'a dlJ uahalho i:tili7.a- pi~tiio p:is>'< por trê> p1 cni série: '"'""º'
Uos '"" 11~11' I~') ~ (_t·). f',11- qu.-: ,}o ~>li1natcva-;~
l'rcic~ssll 1-2; e\panofLo de p, = 5 l:>ai. V1 = O.'.:' ni l até 1'1 = l m 3. Jurante a
PcJ11(0 [! (!iiir l V(cm'J qual a rcla\·l10 prto>-=io-\"<>lun1,· é p\I = GOH.<hn11c.
---------
JOO f'nic'"'º 2·3: aqucc1111cn10 a ''nlu111c con,t«llte Un eswJo 2 ah; o estado 5,
'5
3t;1 c1n lJllC /'.' = :'i har_
3
"9 !159 l'l'<JCt'S.<;u _>. \: c111111n"ss<l<l a press.'io ,-on>l;tlltl' até u c<:tadn inicial_
6 E'hocc O> l''"CCSS<1> cm se' ri.: t"lll uni Ji:1grama J>- \! ,. dcterrnint: ,, !rab~lho
4 (i/1!1
~;1 cada pHk'C'"'· cm kJ.
9
'• 903
16i"\8 (~' ,';,- con11J,, cm uni conjucoco cihndro-pi<:t.lo I'"''ª pur tri'S prnce»>0S
" ' CllL :,l"t"lt""
rC:;Y L;1r1 ga~ cr>11l1do cn1 11111 c·c1101nnh1 ,·ilirHli ""l'i'\;"in p:os>a pot t•n1 p•occ'"
Prl>l'<'S.'<> 1·!: co1np><~'';'" ;, pr"''~" conslan!C ck /'L " 1IJ lhflin! (óS.9 kl'a)_
'ºnu <pL:tl a icl .. ,:ao -:11l1•: a [lll",,,;;_,, <' t> \<llllllll' é Jatla por pi'-'.,, ,·1111_1/11/i·
.'<'. '\ prt:,,."10 ulic1:ol e de 1 h.1r, Ll 1·olu1ne 1111cial ~ dc 0.1 111' e a prc,,;:,o
1-' 1 =-l,011' 10, 11 111 ~J "1<! '' ~sl:1do :'. .
1in.tl " clt: 'I bar De1~r1n1ncc r" J o \OltHtl<' f.11:,i_ t•n1 ,,,-,, c- ih) o tr<•h:llhn p.Lr<l l'r"ce.%n :!-1: :oqt1t"C1111cnto a ,·olurnc const:lll!l' u1é (> c>1:1dn 3. cn1 qt1c I'• =
,, il'"~c_'"'· '-"" ~.I. SfJ lhl/i11' i.l-1-t.7 kl'a)_

2.:•.{\ O !;•Í~ ,11<-l\!tl•> de carbono 1_('(), \ ern uni nm_1unto .:ilindro-pi>!J.u pa<;· l'ru..:csso -~-l:
c\pans:or> a:t' o estado inicial, Ju1antc ;1 qual a rclaç:lo prcs-
'ª pur \t111a l'\[l<lll';'º· p;1rlindo de urn ~,l,1Jn e1n quep 1 = 21) ll1ffln' ( l 37.<J ~~p-,·olu1nc·e' f'\' = 'on1·1a11/''·
~l'a1. \' 1 = il.) I!' (OJJI rn-'_1, "k nn1 e_,\:1th• ern que 1' 2 = 5 lht/111: (.~-'l.5 Esh,1cc os pi .,,·cs-o-; ctn oéric em u1n diag1arna p-V. Dctcrrninc (a) o volu-
1
~l·a1. V_= ~.5 I!' i0.(J7 rn )_ /\ n:b<;a<l l'tl1!'l"" p1e,~àu e o vn!t1me durante n•C 110 estado 2, crn rt 1. e (til o tral->alho para uula processo. em 13tu.
")'l•><'c'-'" c I' o·,\-.- li\!."·' qu'd A,. li"°'" t"<Jn_,l.rnTc''- '") !'ar.i o CO:. 2..\.5 t\ li~adci1a tlc c·i11ra ilus1r<oda na Fig. P2.3S 1cm uina \'cloc1JaJc Jc
dc1.:nni11e o 1• d1ajl10., ,,, Tt • lh1 ,. Brt1. ,h, Cakul,, A. ,·ru 1111·1,,,:. e li. crn l'Urro-1:0 dt' 15(10 fl!rnin f7.(j nt/sj_ O Cüefi<:icmc de 11\nlu enlrc a hxaJc·ira
ilhf/11:-'i/!t.
t' tlllL<> -11;•e1 fi, 1c lk n1:1Jeira cornp~n,~J:i ql•l' c-r:·, ,~ndu lcrn1inad;1 <! (l.2_

... :~ 1 ri·~"' ·»rn ,.:i1·º''!·''':'-,1lind1ll·E>i,t-"' )"'"•' f'''I "'" l"'"''"'' d<" \<: " J,.rç:o • ""' r:i:J! 1 d11igid .. par J ti:1ixn ~ubrc :1 l1x:1<k1ra é Je 1:'i lhf ((1(1.'
""''l''"'','h> "" '!"·";, ":L,-,;;,. t'J.õH ,1 p1•·,,:,,, •:" ;<>\nnll"" d«d.t P"I /'\" N). d<'lc1n1inl· ~-d :t i•.ité·n,·i,1 ::-.. 11,miuda 1><·ia cinta . .:111 B1w\" c·i11 H!'. e·
, , "' ,,'a•ll< t J '<
•!urnc ini, ;,,! ~ de· ll. l ::i' , ' ·, ,,1un1·· tin:ol ,: de li.O.! rn·' e " (h 1 n U ah:,111• • 1c·ali1ado l'lll uni n1i1n110 d'-' "P"'"'·:10. l"lll HllL
Energia e a Prir11eira Lei da Teronodi11âmic,1 61

'aL "l'lci\li:i '""" ''"l'"-'"'i\) 1>:1;·;," II"''·':11" rc•";,,_,,d•. 1.i ._-,r;_,11 a pt :oc·i
'"'' t~: '"''' d., :c·u,,;,, '"P"' (,, '"I e. ,j, ·e• '"li'' 111wni.1 • ~ d,, ,k,:q,·,,
\•
clt"ll"'1!lL!I~" !r.1h.dlln ,,.,tiLl;olÍH. t"I]; .1. -'''. ! ~
i1 .. 5 dll .. \.r ~" :- Ull •
~5 ~ i (1 ' :\i.:·rn.

2.-12 l 1111a :no;a, ço1n u111 u•rnp1imcnl!l 1n1<·o:d de 1,} yuan<in in.J,-fr""""b
é ,·,hc":HI,, pnr 11n1:, hlr'Ç<t f- ;,plicad:. <·n1 "''' <'.\l1<'n1id:ide. ,,,nf\,nr.-· c-,1,;
1\nc11a<lll "" hg-. i'~ 42. O C•1111primCFO\(• (!,, 1n•1l:t 'i'"'n,i!\ csJ1,;1Ja e (!.,,j,,
por ! l'L"l;1 fri d,· Jf,,, ·~··· .1 lurça eqa lm~a• 11wnõl" rela, 1,-,n .. d .. :·1 exl<'r1s;i,.
d,J !IVJla I''" F ~ k<f - '"I. n<i qual J: e .l 11g1111·~ d.i llh•la (__\·•1bidt·r~11<h1
<jllC ,, n~idt:' l· c·o11,;la1i1e.
(a) 01btenha unia ("X[lrt•,_,;·,., p;tra o traLalho rc;.i,Y.a<lu :J<· ,-;,,-i,., n ~UH\f•r1
Ili e tito d;, >no!;. d" (, para ''-·
Fig. P2.35 ,_[l) ,·akulc o Lr:ib:dhn 1eal1za,J.>. cm J. ;;,; 1., = \ ,·rn. 1 1 -o- to C•n. /'"" :11, 1i,_
e a ri!'.1d~1 e k"' 10• N.'1H

~.J(, lirn:L polia Jc· U.15 !11 de· difünc110; Ftl•.»'imc11ta t1111a n1nciJ f<.Lc·1u.iu
g1r~i u ci~o 1nolor d;1 1->.,111ha <.k urna u"na. () loryuc ;1plicadn pc·l;. <'OH<'>«
'<>l>n· a polo;1 <' dt• '.'_(X);..;· 111. e a p.ili'n<.""' tran,1111lid;< <' <.k 7 k\\' Dctcr -----~-

lllllll" a ior.,:a ,,._,ult,u1I<" ,1p)i<:;uJ;, [Wl;1 ,·,·rrcia ,OiJlc ,, i"'ILa. CIH k:-.J. c;,
l'LÍ<>Cldadt· dr ro1a~;-1<> Jo ei~o. c:rn to! f'.r..1_
·.:::::_, .~\L>i:<
-~ ind~rnr111a<la
:~
'-,
l •.17 Urna barena d" JO V !rnn~cc utna co1reutc cun,1,mtc· de IJ.~ ,o, par.•
urn;i Jt'~i>léra·ia por .i(l 111in la) Dctcrmua: '' rc,;i,t0ru-i.1, .;1n nhm"i. ih)
l'ar;1 " baicrta. dt'ICI rninc a yuantodadc tk c11crg:La 1n111 ..;ft-,,da poi trab;,ll1n.
en1 kJ

2.:IS lir11 ani!!o tk um;, 1ec·j,1" tk C•rro' al-1nna q11c" polên,·i" IV l"<lrnt:ci-
<la por u1n 1110!0• de ;n1ttHT1t'" ,·!, oo>111 hp. <' cakubda inulliplicand.1" Iorque Fig. P2.42
~i. cm H ·Ih!', pd.i 1·dq, 1d;1Jc tk nHmJ10 w <lo t:ixo de aeionamenlc>. e1n
rprn, c di,·idindo por unia c1>ns1antc·
Avaliando a Transferência de Calor
,-·---...
w ~&' Urn ventilador força o ;ir ;uravé~ de tinia pl:rca d<.< circuito de C<101pu·
e ta<lor com 70 cn1~ de área de superfície para evitar o superaquecirnc1uo.
A t~n1pcratura do ar é de 300 K, enquanto a te1nperatura <la superrícic da
Qunl é o 1·alor e ao; unitlnd(·s da con~l:u\lc C'! placa de circurtu é de 340 K. Utilizando os dadt" da Tabela 2. 1. deterniinc
2.39 Os pÍ>lf•es de uni motor de nutoJn(il'd V .(l <lc.,envolvem 226 hp ( l 6íi.5 a 1naior e a 1ncnur taxa de trnnsferéncia de calor, c111 V-.', que poderia1n ser
k\VJ. Considerando que a l'elocidndc de •01açf.0 do eixo de aciona1nento cncout1adas para a cunvecçii<.> !"orçada.
do 11101or é de 4700 rpn1 e o lorque é de 2-18 ft · lbf (.~'.16.2 rn · N_l, quc -2.44 Conforr11e mostrado na f'ig. Pl.44, a parede externa de Ulll e<lifkio
porcentagem d« pocêncr<• desenvolvida t\ tran~lerida ª"
et1:.o'! O que ex- tcrn 6 in (U,! 1u) de espes>ura e possui unw condutividade téonica mictia
plica a difcrcn~·a de potência" Será que um rnotor desse tan1anho atende de 0,'.12 R1u./h · ft · ºR (0.55 Vo//n1 · K}. Em regime pcnnanente, a te111p~­
às .>Uas nc..:cssidm.lco; de !1w1,portc? Comente. rarur11 da p<rredc <li1ninui linearmente de T 1 = 70ºF (21,I ºC) na supcrfktc
2.-10 Uni fio de aço su,;pc11'0 \crticalmcntc. confor111e Íili>lrado na Fig. interna para Tz na superfície externa. A 1cn1pcratura externa relativa ao
P2A(l, lcn1 unia área A de M:ção 1ra11svcr.-al e uni cun1p111ncnto inicial ar arnbientc é To= 25ºF ('l3.9ºC) e o coeficiente de transferência de ca--
'a- l!ma força F para bai~o. aplicada~ exlreniidadt· do fio faz com que lor por con1'ecçàn é 5,J B1u/h • ft' · "R (29,0 V.'/m~ • K). Detem1iue l«l a
est<: '"'estique. A 1cnsão 1u)r111al no fio ''<l!Ja lincitrn1ente de acordo co111 ten1peratura '/)_.em ºP. e (h) a taxa de transferência de calor atravc;~ da
(r = CF. ern que t:. é a Jefonnaçiio, <l;rda por i; = (x - .1 0)1.iu. cm que x é o parede. e1n IJtu/h por ft' de área de superfície.
comprin1emn·du tio e~ticado. ('é um" to11s1a11tc du JTiatcrial (nicidulo dt·
YoungJ. i\dmi!indo que n área da ;;L·ção lran~vcrsal pcnnanccc constante, r Parede
(11) ob1c11ha (1T11a e.~p•es'ã'' para <l tr;1b:illiu realizado sohrt' o tio
1 1
{b) calcule u !r~b;,lhu r~alizado .1ohrc o lio. cm ft · lbl. e a rn:rgnitudc tia
f,1rç:rd.rigida para haixP_ c"IT1 lbf. ~C.\,,= 10 f! (.',() 111) ..1· = 10,IJI ft (},() n•l.
1\ = 0,1 in=' (65 3 JO-'' rn'). e C= 1.5 / 107 lbf/in=' (1,7 x 10 11 Pa). K:: 0.32 Btu/h · f1
1j, = '.'.5ºF
·ºRI
h=5.I Btu/h
1

Tl--;,"
t,
- Scç;lo \oam,versal
:ire.1 =A
·-·--·- 6 in ---·~1

___ ,,. fig. P2.44 1 :


,
___

, __29confo11nc i!ustrJdo na Fig. P2...l5, ;1 parede de uni forno~ con1pn<l"


- por un1<1 caina<la dl' ;i~·o de 0,25 in (0.006 mJ de espessura. ~endo k,, = .~.7
r
Hlll/h · f1 • "R (15,1 \Vfm · Kl e urna eania<la de ti,1ulo~, oen<lo k, ;- O..\'.'.
Htufl1 · ft · "R (0,7.> \\'hn • KJ. En1 r<'l!imc pe1n1ancntc <lçnrre urn d.,,.,-,•,_
'..'.--1[ 1 ·;11,1 !'di1 nia de '"b"" ,: '""-!''·'"·'·' c"ILl t1n1:t ,n11i:1\:td de• :1rar11(·. ',_,n ,·in1n de 1empcr;olu1 ,, dt• 1.?.ºF (217 .1 º(' J '1<1 c.=inada de <iÇ<>. A lcn•r'-'' ·''"'"
i<H IHt" .t I·•!' .' l <.I {'1 ;H .t1n,; ··'"" ~dÍ<;u i" <Íc">l"c'Jd" íJUr 1:1<'10 <k ll!ll.• for.,::t i11tl'll1a rei ar,,-,. ,-, MtpcrfKic ,._,po.>ta da cam;"I.' Je a.,-,,.:; :'i4()"f' 1'.'.S.'._'· ( ·
:rpin:dd" F (".,110,1dt·r;,nJ<> qnt" :i lcw<i"' ·'"i'<.T!w1al llt'!'rlo:U,c·,:<." '-'""'!:rnl~. Se :r lcn11,l·•·•lt1r;• <1<1 ;upe:fícre l'.\lLJrlJ du 11.iolo n;.,, pude ,;~1 m"t<1r <Í<'

----·--------- -------------------------------
lf"c' tr)~ i { 1:1_r,-c, Jc'\<'l"lll'"'. a '-"'l'~''u'" n1::t1n1" <k 1:p1J,,, t'!" 1n. qu\· !~, ,__ 27"C
""c-~l!r'.< •ili<''"''-' lnr•llt' .-e'}'l .cic:.m,ad<'- ~ ,-- 1(1 \Vlnr' k

,.[·--j----- -. r-- r,~d7"C

.•·oo(l:n

____ __//
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, r-=!r= ~; 1~. s 105°!=
'·'- ',
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·-·- ··---'

-· ~;·1·-.: ~·,e'
- - - - f-1> _ _ _ _,

----------
--------; :------;
lí 1

fig. P2.i-,5 ____ J ~-----'

'.': ...li> t ·111a pJ1c<k pb11a ,·o:npu~la "'"'i~i-- ,.,,, um:, l"<unada de bloec>s
de t->e1;,u "'""" "ol.111tc. de 1-:' i11 (O.~ rn) de e'i'"·'~<Jra, ;endo k, = 0,27
Bw/li · li · ºR ((1.--17 \V/1n · K l..:: LI"'"
e"1uad:, lk pi:«.:<•> de !'e~so (/;" =
1.11 R1ulh · 11 · "f{ = !,(/ \\"/rn • K\ ,\, 1en1pcr.;tur:<s d<t~ ~up<:rff.;w,
Fig. P:z.52
,·~knurt-' do bcl:io e d11 ~"-''º s~n -160º1~ r-17,6ºt'J <.: 51í()ºf~ í38,0"C).
f<'SJ't'Clll -Hllt'IJlC, e c:>.i>lc lllll con(ntt> pt•i-kuu na intt'rfacc entre a> daas
carnadJ_,_ Dclc1111ine. cn11.:g1n1c pcnna11cntc, atai.a instJn1ánea de trans- Usando o Balanço de Energta
icréHC1;1 Jc <.:alor. en1 B1ulh P<lr [( 2 de árcil de _,upcrficie. e :1 ternperaiura.
2.51 Cada linh:i na ta\">cl<i J seguir fornece· in(t>tn>a<,:0<:~ sohrc •11n pruc·çs~o
em cR. na u1lcrfa,·c entre'-' bel;"ío e" gc'"'·
cn1 uni sistema t<:cllado. Cada en[rada tcn1 as 11u::sma~ unidade, de <'flt,r-
:!.47 Urna parede plana ..:omposca Ctln,is1c cn1 u1n11 ,:an1;oda ck isolanic do;c gia. Complete os C$paços c111 branco na tabela.
75 nun <.k esr1t:~St!f<1 (k, ~ 0.05 \V/tn • K) ~ llllla camada de tijolo> de 25
rnm Lk t·spcs~tlta (k"" 0,10 \V/1n · K). A temperatura interna relativa ao Processo Q w--- E, E, M
----------· ----·--"-'
i~olaritc é 20·-c. A len1peratura externa do-; tijol\>~ é -1 ~ºC. Dt·terminc.
_,º
---------~----

cr11 regi1nc permancn1e. (a) a 1empcratura na interface entre as duas c;una- ' +50

Jas. c111 "C. e (bi a l«Xa de iransfcrenci.i de caior atral'és tia p;ircdc. crn W b •50 •50
por 1n2 de área dt: su1>crfítle.

' -60 ;60
''º
2.48 A c.,trutura de unia pal'ctlt· iSl>lada de ltma c<1sa pos~t11 condutivi<l«de d •50 o
ténnica média d,; OJl-1 Blt1/li fl · "R (0.07 \V/111 K). A espessura da pa- •so
''º
1t·dc •' Je 6 in (0.1 ~ rn). ·"· 1cmpcratul'" do ar interno é 70ºF (2 l.1 ºC), <.' o ' +150 +20

cocficicntt• de lrJn>fcrê-ru.:Ê;1 de calnr pnr convecçfm entre o ar interno e a 2.54 Cadd linha na tabeb a ~e,guir fornece inforn1Jçõ.cs, Clll Btu, sof.re um
parede é 2 B!u/h · h 2 · "R 1,J 1.--\ \\'/rn: · K). No lad0 cxwrno. a tempera·
processo cm u1n SlSlema fechado. Complelc us l"-'PªÇ'" c.rn branco 11:.
lura do ar an•t>icnl.: é _1"2vf (0º(' ! ·~o coefit:l<'lllc de transferência Jc calor 1;1bd<1. c1n Btu.
por co1wccç~o t·ntrc ,, parede e· u ar cxtt•tno é 5 Bcu/h • ft 2 · vR l'.:'8,..\ \V/
K). Dc·lcnninc a 1:1x.t de lrl!n,fcrfn(Ía ele calor 11lrl!V~:; di! p~rt:dc. e1n
0

<ll" •
PrrJce~.Sü r, [-, ó[
1t:;•i1nc perrn:.nt;n1c. Clll Htu/h por ft: .!e «T<'•' de >upen-ícic.

'.:'.--\'> Rt"l'"nd.l '"' segH1nte ç\ercic-10 us;mJo '" rc·laçücs de transfcrl'llcia 'b
.
"
'4º
li!'
- - - - - - - - - - - - --
''5 "5
J~ t.dor •5 q +;>2

l:ti C.un reia,,.,, a l't;;. 2 1~. d<"tci mine a lJ.,.1 liqu1.J:i dc• 1n1.:" radL;mlc, ""' -8
\\ !'·"'·';; ~ 0,1' . .-\ " o, 125 :n: -1~ "'..:7~ K:r,"' ?<J8 r.::. ' ··/1
"''º
d rn --10 -20
1hl Cono reli!\;'"" Fi;• '.:'.1--\. Jctc111t11llo" rª"' de lrander~ncia de c;ilnr
e •3 3 ·-S
i'"' cnri\•·,\''i" tb 'upcrfi,·i,· par" <l ~r. c·•n \\',rara h" 10 \Vfln2 K A"'
O.l~~nr' r,,_,_1(1:iK.'1,=:?'JSK
C.-~5 Urna "'"'s.1 d" 10 ~,g passa l"'I" lllll l'f•''-'l'S>O Jurant<' o qti:il h'i trar"-
' C:•I l i1n« 'onda •nlc1pbne1:iro:t t:~kri< :o. , a11t:~arl.1 cktnJ11Lc;u1Lt:lllt. de lcr,'ncia lle c.1ln1 d:• m.1<"1. a urn;, 1a-::i de 5 kJ por k,_:, <: ultl dcnt''u""'
i 1. ~ l\l ,k di~nocl1\o, ''"' 1,·~i11w pc< ll>«tlt:Tllc. 1r,1n.,(c1 e t:11ergi:< por r;id1ação de~() 111 rda\;vc' ;, ;oliura. e urn <tUll\Ctllo na 1·el.,.:id.tde de l.'i m.', par"
de lua ~1•µ<·1l-1c·"· exh·rna J lll1t:1 ta~a de i'i() \\'.Se a ""nda nii•• recchc· J(I 1nf,-. ,\ cncrgi;1 inTc·•-n:• ,·sµecíficJ din1inu1 de S kJ/lg ._• .> acekr<HJL< •da
radi;iç:i" ri., S<>I ou dn '-''Pª«º· qual C a 1cn1p;:r;1111ra da supcrfki'" ''!" K'-' gra\·iJ:ulc,; cono:lan!c t· ,.,kg'° CJ.7 rui>' Dcicrrninc o lrah:tilhl Jl"ra "
C"n"d,·rc,; -, O.~- f'l(Ke,~o. Clll kJ.

l ! IH ~· >rpu c'ui" ~rc.1 'llJl<'•-fi.-t.1l {, 1)_'; Jlt '. c"llll'Sivitl~ck ~ (!.~ <: 1c·n1p<:· .'..Sr, Cunl1>rmc 1lu~t1·:ulo 11a F1~- \'2.'iú, 11rn "'is co11lal<l ~rn 11111 ~vn1un­
r.LtLlrH e' l _'-0º(' •.'. u_,[,,l dd11 em u1na g1.111(k çó1rn;or;1 de ':kuo, cL•_i«s parede~ tu cilindto-p"t;io, inici.dnwnl~; a uni \'Oltnn~ de ()_ I rn 1. p:t:<SJ P''' ~rna
,,r~,, a~-~-,(· tJual '' \;i_'" de r;idt.)~;i<• ,,..,;tida pela >upcrffcie. c1n \\''! e\pnnsão :i p1e''''\I C<mSlanlc de~ hilr "1,; o \'O)l!llll' linal de ll,12 m-'.
()LJal ;o la.\a h,1111da <ll' r,•di,1ç:to 1roc<1da c'nlrc ;1 "tpcr!ícic c a.c µar<:dc-' da enq11;1ntn.: aquecidu lentan1e11tc :ttravl\ da hn>e- A va11a<,'<lo <l;• energia
("~ITl"r:t. Clll \>,''/
•nlcrnadc• gás,; dt· 0.25 kJ Considere que a~ pa,ec!cs <lo pisl:ip e rln cilin-
~.;:.: _.\ ~up,·rfíl"I,. C.\lc1na J.L grdh;i c1"n uibc·rtltla rlH>Strad,i n:t F.g_ P:? 52 J,o s:u> Lthricad;" c-011111El11nate1ial resi~tcntc "ºc'<ilL>r e qu<: o pistão se
"'t:l :, 4-;- · (" e 'lia '" n1~' 11· tJ<oJc· e< >r1<•spnnJc :1 1I_ ti_ l _() c"Pl"ÍIL ienlc d<: ti"º'.· rno~c.j<.·nramcnl<: 1i.~ ç1Ji11drc • .-\ prc>sD..i ;it1ne1sf~ric;1 loc-;d ~ de 1 bar.

''"~','"' 11" .-.• 1,., \'"' •"'"'"''''' t·ntrç ~ ~"·lh:t c a \;r.iniJ,111\-' ,. 10 V.,'.1 1,, 1 lletcrnnuc" u-.,h;,Jh,, .- "l"""f.:1i:riu:t d<' calor. rnnb•" <"rn lJ, consr-
,,,~ r-. : Jc'l<'l"TllLrll'" l.t\.L lhjlnJ., .k :n1n,T1•1i•rt, i:t dc caiL>E <:rlllc· •' ~tcli,.o .ki.tnd<> ,, S'" '-'<>lltn n "'1,·n1.J.
'tn11!,;•fl<., ;·"I '"""'"·--'(" ,, 1;LdL1\:'u cu: ~ \\" pnr ll>~ .i,, :tr:·.1 cl<- '" '1>1 Dcicrntll\L" n;,l>:dlH' e .• '"'"·'\:."ico <~.l t''lecs1a l'"ll:nc·i:LI, :in1h•JS t''11 kJ_
f"Trí~rc cnn"dcr;ondo (} ri;1:-H\ C<ll]Hl I ' ~"l<'f:•.I.
En"r<:ia e J P11rreir;i Lei di! Termodinâmica 63

.. :' \ ll'., ,.
i-'""'"'
:--.' ·'' ' •,,.,,, ,-,·nr ' "' '·'I '''°' .l! l"h"" n:., •:i" r_l'1 '' , n1é 1,,-,, ç La I _! '' 1 P.,J ·,
u rei r:l!'-'r~llll' ,klcr 1n1ne '' lt'ahalhrl ·~· ,, 1r:r11'kr•'1H·t:• d·· ,;,),.r. :unh•" . '"
~j t b: Dc·1ct rn111•.: " ,·ai," tia l"••n,t.rnrc· I\_ 'i''" :q)at,••:e "·' <cb~,;,, ·k 1, _,,,_,_
lc'l~TlLla .j,~ c.ll<l! "'"lll<:.:id.1. c·r:i ~\~111•Lfl .
1J,2 l':n g:i' e •11<1mLd,, ,·rn tHlJ """.JUEtl<l ciiit1dr'>-PL'l,i.> veru,·.tl I''" um
-! ;• ~ ' ;,,,, p1,;1Jo C<'l11 1111) ih! l•l-14.S N'1._k p,;,,. e" \tlU:O ;;r,·:1 de· lace· 11" ..\(1 ,,.:- \ll.U1
rn') ,\ at,llthkr:o ~'<'f("(" urn,, pr<.'s-;;;,, de· J~.7 !b11;.,: \111] __< kf'. 1) "'h"·
1\_ i "'.
V,º-
Gás 1 V "'(• !2 n/ o !Ol'<l do r"cfio l 'n; "t°n:cdoll lran~l·:ic' ~ H1u < ~-! f;J 1 úc ""'"-~'ªpar.• n

f___ 11'2 - //!1~r •. 2~u


g;i, ciura111,· un1 i""'"c"''" lll' ,jtJ<tl o f''"-''' <' clc"·''''' dl' T ~r 1) r1stiin t' .,
. 1
,-,[,u,Jro '''" """" u1nd•J1<•'<'-' lcnntl''" e'' a!n\•' c·nr:c· el<:> p••d<' "'' <J,-,
l"c'z"J"_ ))"'1crr111nc ;, v"nar,:i<, d:i t'n<'r.~'" :111c·1ri;, d•J ::.:'. '"" H•:r.
1 ___ J 2.: •. \ l_:n1 f!li;: · C•>mpriu11J•_, c'ill u:n L'<JllJlH>I<• c·ihi.d"'-Jl"I;-,., de I': '---:: b.:1
L__ - - - - - - - - - - --- ,,r,• :':=:-\lo.",. 1 7_ ()J(' '"·. em 1nn prc,,;,·s"' Jur.itltc" <• qu:.I:. rc·b\·;,.,
t'íl\rL" ;o!'".'-'-''",, n "\>lunw ~ l'\:l.i"' ,.,,,._,,,,,./, t\ ;\1:1SS.J ti•• 1':·,,, é 0.2- i.~­
Fig. P2.56 (J Se .t ~n<"1gi:. inlc'llla ,,,,,c.-íf1c:, do g:í, .H111h:nt.rr dc 50 kl/lg durant, u
pr'\c"<">SO, lkti:11r1i11"" :1.1n~lt:rêrtcia de· (';ilrll. e;n 1.:.1. (h cfr'1HS 1t:l~t""~
2.57 l'n1 ~:is ("Dllhdo l'.11' ll1lL c.m_iunto ciln<Jn> pi11:·1(· !""''' P•lr u, .. ~ pnl- "' e .. c·1·gi:" UJLdica" po1c·•iciJI s~n despre/Í\C-i,,
Cl'.SSCl"<_A e H, l"'"ll o:-""'·""'" c11i11lo,, <'tUI'""'·' 1 e 2. ""' q•w p, ~- 1 ba1. 2.•i-' (Ju'>:<o quil.1gr<"Hª' de rn'""" ith' di: Lll I" 111(, 1( '/ _)'• e,1;"' c1n1!id"' •::i.
\.' 1 = 1 111 1. U, =.:\(XI k.I ,. /':~Ili h:ir. l': =olJ,l m\ f_:~ "-..;~O f'..I llll\ \:,nqu,· 1igOd·· <Ulll LIJJI "''!""''-'de 1 tll () l«nlJU'-" ,.,l:l t«jlltpaÚl'l'<>lll

f'r·o<:cs.~nA: proet~SS<J a 1<il11111c e<111>1ank úo t'S!ad(• 1 "urna p:e,s:"io ,1,· l!I u111 <o.~uadnrq10<: :1:•n,Ji:re e11crg1'1 p:u11 o ((la <t111a iax:i ;_·un>1<1nlc ,k l.l
bar. '>tguido por un; pHn;<'>'(' a 111c,>à•, c·on-;tan!t· <11é o c·>tado '.:'_ \V r<•I 1 h Uur.111k <' !"'''"''''
a .:nc·rg1:i irHc:1na espcL·ífica d<1 TJl<_tf10Xid<'
Jc· c".t:t1on•1 a.Jllll'lli" CÍ<' IU kJ/kg Se n:io hou1<·1 '"rl<t\'iL<• n:,~ c1Kig1.,s
l'rt•I"~"''ºli: proccs;o <.h: 1 ~fé 1. duranlt: o qt1al .1 1cla\JO pn·'''"'-'''lun1e l:
CWi:li,·a,.. )'c'l<'ll<'l:t:. ddCrlll]llC
dfülJ P'-"-1'\!" c1111s1111!1•'-
(a,I o v"luini: c~pccifi~o nu "'1adu (111;11. .:111 rn'.tkr_
o, dt•iH>s da.' t'rH,:rgia~ cin~\H:a e potc11c1al p1•lklll '"r desprez.u\o,. Para 'h 1 a tra11,f..:1 C·ncia de· cnc·1sia alr:1vé, d<' trahallio. cn1 ~:J.
c;1da uni dos pruce,,<;os. dado-; l'"r A e B. (al lracc o di:t!'.f:llll<l p \! du
processo. (b) calcule" trabalho. ,·1n ~J, ,. lc) calcule« 1ran,rcrênc1a de
ICI a t1a<"l"rênria d,· en,·rg.i<• air<i''t' de calor, cn1 kJ. e· o sen1idc1 do ç;,:"'
l1:msfc·rid(•.
c;ilo1·. c1n kJ.
2.65 Urn la11que ríg.i<l" J",_.ch«d<> contém o gá' hcli<>_ Un1d rcsistt'nt:i,1 <'i<'t; I·
2.5X Urn gús corllido crn uni conjunto cili11dro-pistiio passa por dt>J~ pro-
Gl nn tàlll)llt' tran>fc<e cncrg_iJ p11ro o g;is a un1:1 C<iX.i C<JllS!aJlll' de l k\V.
cessos, A c B. com O> 1111·1mo,, es1udo.< «.trn•mos. 1 e::. C111 lJtlt" p 1 " 1f) \l;1r.
A 1ra11skr~nci:t de c~dor ncotTc ,/o gá~ para ,ua 1·izinloança a uma !a~a d•
V 1 = 0,l n1'. U 1 =400 kJ ep~"' 1 har. \'~ = 1.0 rn-'. !_!~ ~ ::oo kJ:
Si watb. cn1 que/ é o kn1po, (·m 111inutos. T1acc a vari~çii<• de .:ncrg1a <io
PnKessoA: prucc,so <le 1 até 2, dur:intc o qual a relação prt•ssâo-v,1lum!'. é hélio. c111 kJ. para 1 ~O e con1cnte.
dada por 11\/ =constante.
:!.66 Vapor cm uni conj.,nto cil<ntlro-pistão p:issa por uin processo pdfilr<Í·
Processo li; processo a volu111c con>tante do estado 1 a tuna prc>são de 2 pii'o, Ct•íll 11 = l, d(: uni c~tarlo inic·ial cn1 qt1t; V1 "'2f!!10,06 rn 1.1, l'i"
bar. seguido por uni pnx:esso prcs>âO-\"Olun1e linear a!C- o estado 2. --l'i!l lbllin! ( 3, 1 !'v!l'n). e 11 1 = 1322,--l Bt11/lb (3075.9 kJ/kg.l até tun estado
Os cfeilns das energias cindica e potencial podc1n scr d~~pn:zados_ Par« final cm q11c 11!" 1036.0 Ileu/Ih ('.::409.7 kJ/kgl eu~= J.39_{ f! 3/lh 10.21
cada urn dn, proces~os. dados por A e íl, (a) trace o di.1gran1a p-1' do m 1/kg). ;\ u\assn de v~p()r é 1.14 lb (0.52 kg). Dcsprclando as vari~1l1\~S
proc.::sso, (hl calcule o trabalho. 'cn1 >.:J. e (e) calcule il transt.:1Cncia dt nas cncrgi:i~ t:iné1icn e potenctal, dctcrrnino:: o volu1nc específico inici:d.
calor. crn kJ. en1 ft 1 /!b. eª' energias tran,fcridas por melo rlc trabalho e de culor. <unb~s
2.59 Uni 1notor cl<!u-ic<J cousornc unia cnrn.. 11tc d,, 1O A com urna vl1l1agcrn cn1 Btu.
,te 1 1O V_ O eixo de saída dc>c1ivolvc um torqu~ dt 10.2 N · 111 e urua 2.67 Urn gft> >ofrc urn prüCC-''º de 11111 \•qadn 1, cm qtit p 1 °' 40 lhf/111 2
vclocidadt rot;1ciu11al lk' 1000 Rl'l\·1- Para a opcr;H,;ão cn1 rcgi1n~ p.:nna- (27'i.::> kl'a), u 1 = -1-.0 tl 1/lh (ü.25 m'/kg). ale' urn esrndo 2. c1n qu~ /'''""
nente, dd<'rmiuc p:.ira o n11_1l\Jr, e1n kW 14 lbf/in! 1'16.5 kP11 l. de nc0rdo co1n pu 1·' = ('<111s1anrc. A rcbçiiv entre a
(<1) a polênci:1 délrica rcquerida. p1es>ãll. o \olun1c c'pc.:ílico e'' .:ncrgia interna é
(b) a potência desenvolvida pelo ci~o de saída.
(e) a taxa de transr~rência de c;tlor. Rtu
0.7095-----
2.<>0 Confonne ilustrado na Fig. P2Ji0, a >upcrfícit c\ierna ck lll" tr;in- ih
~istor ~ resfriada por uni c~coarncnto de ai induzido poi u111 "enl\lador ,cndo p e111 lbf/in', v l'rll t'l'llh e 11 e1n B\u/lb llc,_1pr.,zando "" cfe1!u~ d.t'
a uma 1en1pcra1ura de 25º('.:: tnna pressão de J al111. e\ área (b >llf'<'rHc1c <:ne<gias cinét1c;i e pnt<:<lC-ial. d,-1ennrnc ;i tra11'ktétK1a ,k <:alor pur lllll·
exltm:.i dn (ran,i-;tnr é) x IO" 111 2 E1n rcgi111e pcru•.rncntc. ~· [l"lê11eia (bd<: tk 1n.1ss:o. c1n Htuilh
détrica do tr.m~i,t<>r é 3 \V. Dc~prt~t a lran•Jcréneia de ea!<Jr qtc'' <>e<lrr<:
2.6X Ar é 1n~trol1<!0 e1n um cunJlllll•' nlindro·pi,riic• vç1t1cal por 11111 pt,1:·10
alrav~> da base do trans1.,tor. () cocfiei<·ntc de lrau>ferênci.t de t:alor ]l!l!'
cotn 25 kj! lk 1na'"" t: llllla <Írca tlt• i':icc de li.IJ!l'i m: !\. 11L:L<><I tk :11 \e1n
convecção é 100 \V/111! · I\__ Dl'l<'fltlll\C (a)~\ la~a de lr:i:i,frn:":nd;, Jt' <.'alor
:0.) !! e i111ci;il111cn1" ocupa tllll 'olun1e dç :2.5 l11ros_ A al11Hl,tl"r:J e\~t<:<'
çntre o tr~n"i"lor t" <J '"· ctn \\'.e tbJ a te111pcran11a d,1 'llpçrfidc externa do
11n1a pr,·,~i"ln de !OIJ kPa -;obre <1 topn do pi,!5('- O volul!le de• :ti' dn1nnu1
tr~n>islor. çn1 ºC.
kn1a111cnlc par" llJIOI m' c,-.11ro1111<: :< energi~ ~ lcnl:nneme 1en1ov1d.1 l'"'
t•·Jn~krên,·i~L dê i;,do>1 e1>n\ u1na n1ag11itu<k Jç 1 kJ. Dt:>pr<:l«lltln • • .11< 11• •

jj____Q Ai a 2.lºC. 1 at111,


i;nlre o jHsl:"' ,. a jl<•i'<:cle eh• eil1nd1••. di.:t<·<1n111c a ,;ui.ição d;o <"Tlt"rf'i"
inlt:•íl<l <:spcnlic·;1 dn :ir.'-""' ~lrlg rCJn>hk1c_:; '-' 9.SI n1!~'

V - O h = IOOW/m!· K l.li'I (;;i' ("(),e' 1n:tntido e1n 111n <:unjrnilo ,·ili"<l<n-p1,t:"10 vc!'lll:Ol pn< uni
pi''''" ~n1n SO kg dl' ni;1"'' e lu11:1 :ii<·:t de fael' de O.OI m: . .-\ 11!"~"' ck
cn, tem -l g <_l r<"J: 1ni~t:1!int:nl<' '" up.1 um ,.,,Jl1111e de ILllOS 1n' e "l""-
sent<• un,;, <:'11<'rip:: inlc'1<1.1 '"!"'eílic" <lc ú7:i k.I/~~- A aunc»i"e1a e~c·1cc
lll":I P'"·"''" de 100 >.:Pa ,<ol_•tc' n ro;•o Jo [H,>l.io. lirna l<<lli,frrêuêia ,lc
Fig. P2.60 ,-:dor de l .'15 kJ de 1n:tgnitude nc·orne lc'at:u11c·11t<: do C() 2 para a vi1i.,haro-
'.'"· e" ,·olurnc de•("(), di111in111 par:t fl.0025 ri1' O atri!n <:nlre o pi,!5o e"
ll.ned~ ,h, ~il111dro p11:k ·"" tlcsprer,.,lo_ ,\ <K<·kt.1Çãu [,,ç,il da g:·av1dadc ~
2.61 Urn kg de rcfngeranl~ 22. inicialn1e111e ap 1 =11.9 :\Il':t" 11, = ~12_ 92-
1.:J/kg. t·stá conlido <:lll um Ianque rígidu ft·ch;1do. O tm1q<1<' -ç_,t:í cqu11 1 ad.1 ~ ~ l,l l-\ 1 1nio' !-'ara nC(\,. cktl·nnÍ<!c' la) ,L !''"'''''" "'"
U'.1. e: (h1 <• e11("<S>=t
illtcn1:1 ··~pcc-(!ica 1u1.d, em kJik;:.
con1 nn1 agitJdor que !ran,tl·•r ctwrgia 1•aro " n·fri~eranle ,, u111a '"·'"
,·\m.<tantc d,· O.! k\.\' A tr:mskr{'!K'i~ Jç ,·;dor J,, 1e1;·1g<·"nttt' (U"•' "'" ~ 7~f A l·ip J'_' ·u i!u,11J "'"e·•" '""ti<k· ·:: 0111 ,·,,:i,.1.-m, , iil·1dr» •''·'''"'
<·i1.inhan1,a '""""'" urn:i i·''"
1,,:1, <"l\1 kV..", en1 qu~ !..: ~- ""'" c·on,1.m1,- ,.,,, .. ,·r•1cal 1 :,., '"·'" ··cnrc.:l. •'")" :11·_.t ,j_, "'\:·'" ir.rn,, .• ,,:oi · J . • li,',,"'
k\\' pnr nointilu. ,. t ,, 1e1np<'. ,-n, rni11ul"' J)q'"" \k 2!11nin"1'" """"" -:~:•d(\,,,.' 'P" dto :>"!"" /\ '""''" 1tH.tl ,I•: !""'°""· ,. ,:
,.,~,, lk "") kc· '- ""-
64 Capítulo i

:nnur ,, .,.,_,e "'-1'''-''-id<• kn1;1•nct1i<'. "'ª


cnc1~1.1 inlcn•a :iu1>1c·nl:J de 0.1 ~J, l.'-1 U111 ):<i- <;Oln LJlll CtJlljllllhl :il111Jro-pi-;(;l11 ptTCor1( Uõl> ,-,ç1., ll'r111ud1-
",·neo:i« p»lc· 1 "· 1 ~1 do ,·n1tj•"1:u eixo- f''·'l5o ,w111c111;i_ ~k 0.2 kJ. e a li"\ª n:"11n1cn ~.m1p0Sf<> por trÇ, pro<.:<"'"" cu1 "'nc_ 11uc1,1ntln no c,rado !. crn
•k 1·1 i.1 ;-,; e' "'"'ud;i_ s"h'" o cixn. <:<Hll<' 1ius!r<1d<1 "~ figura. () pio;iã•> '-' q1ic p 1= l bar.\',= 1,5 111-', enmn ~ 't~urr
,, ,d,ndH> ''"''·' n1aus cundu1,>rcs tcrn1icos ,. o "u1lo P"<l<'- s~r <lcspn:zado !'roce''" 1-Z: cnn1prc,siio cnrn !'\' = c1111sran1e, 1'1' 1c_ =- -10.! !..J, IJ 1 " 512
,\ prc-,,;i,, a~n10,1l'ri;_·;, loc-1] c' de 1 ha1 e g = 9); 1 u•I>" [)clcr111iiw (aJ n i,.J, IJ-.._ = (,9{} kJ.
lrahalhl' rc:d1;-<1d<) jl<'h• ci.\O. :b1o1n1lialho realizado pdo dcslocarnt>nlo
Pro\T>SO 2-J- \l'~c; = O,<!-:"= -150 kJ.
e111 '•'trlutk da <ilm<1~fcr;1. (e)" lr~nsfeii:nt•a <lc çal01 !'"'"" "gâs. toxlos crn
kJ. 1d J U,rl,.d\> os drtd\J~ fornc~ido; '-"e.ileu lados. dl'~en'<lh'a u111 ba/anr, o l'r<'Cl'S,0.~·l: f\'31=+){_)kJ.
det~lh;,d" d.1 11:,a,krCncia de ene1gi:i por ineu> de calor jlilfa O gás. Não h;\ l'a1iaçõcs "" ene1!'ia cinc't1.;;i ou pu1c·ncia1.
(;;) Üdcnnrnc QI'.'.· Q:<1· e' L',. iodo,; e1n ~J. lbJ E~~c <tdo l"-x!c ";t de
1-·"" 1:;_1-1-N
1>o!i'nc1;1" Expliqt1c.

t 2.75 U1n gú, em uin cnujurllo cili11drq-pis15o percorre um cidu tcn11ridini1-


mico t:Ollll'"~t" pnr tri:s pnlCC\.>Õ\l~;

Pr"çcs~t> 1·2: cornpn:ssJ.o coro pi'= ,·onsta!!lc, de µ 1 = l l>ar, \1 1 = 2 m-' até

l
L.._1_ Doo!Onn
1-', = 0,2 1n1, U1 - U 1 = lOO kJ_
f'ro•·t·~so 2·3: vnlurnc constant<", acé p_, = p 1.
J'ro<:css" 3-l: p1cssão con~!ancc e pruct:sso adiabático.

N~n há variações sig11ificativas na e11ergi;1 cinitica ,,u potencia!. Dcte•-


niint: o trabalho rcsullaute du ciclo, c1n kJ, e. a lransfcrénci<• de calor para
o processo '.':-J, e111 kJ. E~se é uni ciclo de potência ou de rcfrigeniçiiL>''
Explique.

'------'e> - _1 I
2. 76 lln1 gás e1n uni con1unto eilíndro-pisciio pcrcnrrc Ulll ciclo tcnnodinii·
111ico comp<l'lo por três processo~:
l'n•ccs.~o 1-2: 1·olurnc- co11stu11te, 11 = U,028 m~. U 2 - IJ 1 = 26,--1 kJ_
Prvccss\I 2-3: cxpansào com pi'"' r·onslanrc. // 3 = V,.
Fig. P2.70 Q l'nwc~so J.J: pressão constante, p = 1,--1 bar. "'J 1 = -10,5 kJ.
Não há variações significativas na t•nergia cinitica ou potencia!.
(a) Esboce o ciclo cin um diagrama p-V.
Analisando Ciclos Termodinâmicos
(b) Calcule o lr.1balho líquido para o ciclo. ern kJ.
2.71 1\ ,egui1nc iabela fornece dados, ern kJ, para uni si~tcn1a que percorre (e) Calcule a lransfcrt•ncia dt: culor para o processo 2-3, c1n kJ.
uni ~·iclo de potência cornposlo por quatro processo~ e1n série_ Determine (d) Calcule a transferência de calor puru o processo 3- l. e1n U.
(a) os dados qae fa!tarn na 1abeb, todos em kJ, e (b) a eticíência ténnic,,_ Este é um ciclo de potência ou de rcfrigcr.1ção?
2.77 Um gás ein um conjunto ci!indro-pistào percorre um ciclo tcrn1odinii-
Processo Q w
----------------
,_,
i·2 '"
-1200 o
n1ico co1nposto por crês procc~sos cn1 ~éri.::, corno 1nostn1 a Fig. P2.77:
l'roecsso J-2:cornpress~10 coin = lf 1• u.,.
800
Prucessn 2·3: resfriamento a volun1e constante atê p3 = 140 kP~. V 3 = 0.028
3-4 -200 -200
01 3 .
4-, 400 600
3-1: expansão a pres~ào conslarne. coin 11'31 = 10.5 kJ.
l'n•ces.~CI
2.72 A ,cg1.1i111c tabeb fornece dado~. en1 Btu. para uni ~istcma que per- Para o ciclo, \Vct<i<> = -8,3 kJ _ Não há variaçües na cncrgi11 cinétic:t ou
c·orrc u111 ciclo tcrrnodinámico composto por quatro processos en1 série. potencia!. JJetenninc ía) o volu1nc no estwJo l. cm 111 \ (b) o tral>alhu e a
Dcte1·mi11e (<•) º'
d:i.dos que fal1,,1n n:1 tabela, lodos cn1 Bcu, e (b) a cfici· transfcrênci<r de calor para o processo J -2, amhos cn1 kJ. Este pode $Cr un1
~ncia ténn1c1•.
ctc!o de po:11fncia'! Pode ser um ciclo de rcfr"1gcração'1 Explique.
Processo "1.EC Q w
"" !1EP ;E
------------·----- -
1-2 950 50 o 1000
' 3 o 50 -450 450
3-4 -650 o -600 o
4-1 ·100 -50 o
'°º
2.73 .-\Fig. 1'2_7'.l """ll<t t1n• c1do de p{ltê1icia ef<"!uado por L•n1 gá~ eu1 urn
conjnnto t:ilindrP-pi't~o- P:ira o processo 1·2. r;'-- V,= 15 kJ. Para o pro-
cc~'" J-1, Q,, = JO kJ. N~u h'i wiriaçõc' na energia cinética ou potencial.
Dele·• mine (:: 1 o 1rabalho para cad~ proc·e~;u. cm kJ, (b) ;i tran~fcn~ntia de
.-alur p;:,r~ u~ p10.:c~~u5 1-2 e 2-_\ dlllbo> ~in !;J, e \e) a cficii:ncia térrnica.

Fig. P2.77

2.78 Par.t uni ciclo de potência (lperando corno na Fig. 2.17(a). as ln•n>-
f~rências de eal1Jr siio Q0 .,.,, °' 75 kJ c Q.,; = )iJ kJ. Dc1e11111nc" trab:dho
líquido, cm kJ, e a diciêi1cia 1én1nca.
2.79 A cfic1encia 1érrnica de uni cicll> de pol~ncia operando corno na f'i~
2.!7(11) t: de 3070, e(!,,;= 20 /1-lJ_ De:1cn11inc o trabalho líquido clcs~nvoi­
vido e a lransforineia de calorº"""·'· ainb\lS crn l;J.
2.l\O Para um cido de·. potência operando corno na Fig_ ~.l71al. \V<"'''"'
800 Btu (844,0 kJ) e Q,,, = 1800 l:ltu 1_1399.! kJJ. Qual Ç a t·Jicií'ne"la
oL- '
-~---_!__ _ _ _____L_
- '
__ ~ ténnica?

" '
\ 1 (111''>
' 5
2..1;1 U1n sistcn1a '!li<' pL'r~on·c urn cicl" dç pntê·nu~ rt'qiocr u1na L'Hl•"«d;, <k
energia por 1ransfer{"11<·•a de c:iiurdc 10" Rw ( 10,.'i ll·lJ) para Lati:.~\~ · h
<il' trabalho líquido de<cnvolv1d<l. IJL'!<:11ni11l' a efiriéneia l.:'nnica.
Energia e a Primeira Lei da Tern1orli11âmica 65

'.!.8~ Lnt ~ki1 de potcnci,o r,·.;cl1•.· ,•n.:r~1;1 por lra11,(cr,;nuv ,k c:alo• ,1,,
'!'"·una ck U'11 ,·,,,ubu,,11,·d c·m u1ua 1.1.\,1 !oquida ,h:: 1)!) i\\V./ A c·li('LC11c1a
ll"n11"·" d" coc·I" ~ ·IO'·:;
la 1 D.:lc1n1111c a la>.a líqtaJa cn1 qtJe '' ,,.1do 'ccdlc cncig,;1 por tr:<n~fo:rC:n­
Cl'1 Jc calor. e111 lvt\V.
\bJ Para 8000 l1ur,1s lk opcraçáo anuais. de1cr111iuc o uahalho lí4uüJo :c-
;1h;.:ido, cn1 k\V · 11 íJOf anu.
{e) Calculando o lr;;halho lí4u1do produz1d<> a $0.f!li por k\V · h. dc1cr:n1-
11c o valor <lo <rahalbo lí11ui<lo crn 1- pnr auo.
~.K:> A Fig. P2.83 1nostr;1 doi~ cid<" de· potência..\ e B, l>p.:rando '""
~enc, com a translt:rêucia de encrgia P"r calor para o ciclo B •gtrnJ crn
111agni1u1k. à \ransfcréncia <lc cncrg;<1 por calor provcnicntc dtl ciclo A_
Todas as tran~fcrl·ncrn> <lc cncrg'" s.io positi~·as no scntal0 indicado pdas
seca,. Dc1erm1nc unia expn:s~ão para ;1 eficiência cénnica do ciclo global
<:<msliruido pclus e idos A c B ju11Hh. cn1 tcrrrios das rcsp~-divas .:!icién-
c1as tfnnica' individuais. Fig. P2.87

2.88 Para um refrigerador n'm deg1·lo autorn;ílico e urn r1cl'l.t'.r na p«:I•·


supcriHr, u cuslo anual de detriçidade é de S55_ (a) C:iku\ando" cleuici
dadc a l.0.08 por k\V · h, delcrmi"c <• cnn~uniLl anual de ckt1tc1dadc dn
1cfrigcrador, cm k\\. · h {b\ ( "on.,idcrandu que o ç(1e!icicrH1· de d::~e•npc­
nho do rcfrigcr"dor (' 3, dcknnine a 4uanud"dc encrgi:i ren10,•idoi ,1nuai·
nientc de 'cu c~paç<> rcfnger<Ldo. Clll l\1J.
2.8\1 Uni refrigerador d<11n~.>IÍc<, upc«t cunnnuarncntc. e co111 uni t·n,_fi-
c1ente de dc~crnpenJ1u de 2.-< reinove energia do espaço refrig-cradu e111
Q,
unia taxa de 600 B1t1/h ( 17).8 \Vj. Cakuland<• a c!ctricid~dc ;1 R$0,08 P'''-
k\V · h. dc.ccrmine 11 Cll,l<> de •·ktric1dadc cn1 urn rné' ern 4u_c o n:frigcr:i-
dor opcrn por 360 horas_ -
w, 2.90 Uma hornba de cal<>r upcrando etn rci;in1c perrHanentc recchc c11t::rg1a
por transferência de calor da água de uni poço a 1O"C e rejeita cnt'rg1a r->r
transferência de calor para uina rcsidéncia a urna taxa dc 1.2 x i O' kJ/h_
Em urn período de 1--t <li.is u1n 1ned1lh•r de energia elétrica ~cgistra lJU<" d
bomba tJt, calor recebe 1490 k\V · h de eletricidade. Es..'a.~ ~ão as únie_,_~
Fig. P2.83 (u)AeHen1séne (b) Ciclo glohal formas d<' transferência de energia envolvidas_ Deterrnine (aJ a quanti-
dade d.: energia que a bon1ha de calor ret:ebe da âgua do poço cin u1n
período de 14 dias por transfcn?nci~ de calor, ein kJ, e (b) o coefidcnlc de
2.8-l- A Fig. P2.84 1noslra unia central de co,geraçào de energia operando
desempenho d<> bun1ha de calor.
en1 um ciclo tennod1nân1ico em n:gime pcnnanente. A central fom.:cc
eletricidade para urna c0munid.idc a u1na taxa de 80 MW. A energia rc- 2.91 Uma bo1nba de calor n1a11té1n urna residênçh1 i' 68"F (20.0ºC). Qu .. n-
j~itada pela central por transferência de calor eslli indicada na figura por do operando em regin1c permanente, a potência de entrada da bun1ba d.:
Q.,;. Desta. 70 MW é fornecida à comunidade para o aquecimcnto da calor é de 5 hp (3,7 kW), e a bo1nha de c;olor rel:ebc energia p<lr cransfc-
água e o resto é rejeitado par:i o amhiente sc1n ser usado. A eletricidade rência de calor da água de til\! poço" 55ºF (12,SºC) a urna 1axa de )l){)
vale $0,08 por kW · h. Se a eficiência térmica do ciclo for de 40~/o. de- Btu/rnin (8792,2 W).
lc11ni•1e (a) a luxa d" energia adicionada por transferência de calor, em (a) Determine o coeficiente de desen1pcnh".
MW. (bj a taxa dc energia rejeitada para o alnhiente, º"""ªcm M\V, e (e) {h) Calculando a eletricidade a $0.!0 pnr k\V · h. dcicnuine o cus1<. d;1
,, va!ur da eletricidade gerada, cm S por <nlO- elctricid;ide e1n uni n1ês eni que ;i b<"lrnb" opera por 300 horas.
•' 2.92 Urna bo111ba de calor fornece energia por lransfcr~nc1<11k calor par:i
uma rcs1dênci;i a ucna taxa de 40.000 Btu/h (11.7 k\VJ. O cocfi(ienl~ oc
descnipcnho do ciclo é 2,8.
(a) Dc1ennine a potência fornecida ao ciclo. ern hp_
(b) Calculando a clc.1ricid<"k a $0.085 por l;\V · h. dccennine o ct1s10 d<"
eletricidade durante o inverno, (juand.i a hornh~ de calor opera por~()(~)
horas.
2.93 Lima unidade de ar condici1ln<tdo con1 eoeficicnle Jc dc:-cmpcnho de
2,93 furnt'Ce 5000 Bcufh ( 1465.4 \Vj de res!riarncnro. e11quat11•.> opcr;1 du
rantc o veriio, 8 horas por dia durantt: 1~5 Jia~. Calci:lando :1 cletric-ida1.k a
ooqLI"'-Lm<n!<>
SO,!O por k\\' · h, dt·tcnn1nc" rusto de eletricidade d11r"n1c o ,·eráo.
da ·~Lia

Revendo Conceitos
Fig. P2.84
2.')4 Re>ponda se eada unia das ;eguinto:s afin11ativas é vcrdadnra ou fal-
2.83 U•n ciclo de rcfrigcntção operando con10 mostra a Fig. 2_ l 7(/1) apre- sa. Explique.
(a) Confonnc umn niob é C\l!Hpnniida ad1ahali,;itncnle, ~ua c11er~1a i1l-
'cnta Q_,,j = 1000 Btu ( 1055.1 kJ) e \-V0 ,c1u = 300 Btu (J 165 kJ j. Dctcnnint·
tcm<1 aun1enta_
o cocfici.:11tc de dc;c111pcnho para o ciclo.
(b) As transferências de cucq!ia por incio d<' calo1 or:nrrcin apenas C•ºfllll
2.86 Un1 ciclo de refrigeração que opera co•no mostr;i a Fig. 2.17(h) aprc- urn rcsultadtJ de unt.t diferença de ternperacura e111re uin ,i,1erna e '<ll.t
scnrn um coeficiente de dese1npcnho fJ = 1,8. Para o ciclo. Q"' = 250 kJ. vizinhança.
Dcté'nninc Q<"''" e wcodo. a1nbos cm kJ. (e 1A energia tot<il de urn sisicma fed1;1do pode mudar çoa10 tim resultado
2.87 O refrigerador rnO>[rado na fig. P2_87 opcr;i e1n rcgimc pennancntc da tn1nsferência de cncrgi;t "lrnvé' Ja frnntcir" do sistema pur mein Jc
C(>ln unia potência de entrad~ de O, l 5 k\V, enquanto rejei1a energia pnr calor e de trabalho c co11l a translcrêncin de c·ncrgi<1 quç ''~'-'lllp~nlia ,,
tr;,_íl';r"crCncia de talor para o ;nnhicntc a uma taxa de ü,6 k\V Dcrcnninc lluxn de niassa 4ue a1ra"<'-'';1" fro~w1ra.
'' 1a~<1 na <jllal "ener.!'.i<i <' n•1novid;; por 'neiu d<' transft·rCncia de c;ii<Jr (dJ A ''"n"~·;io d;i t•ncr~·i,1 Ll"':'lti.1. c!ll Hrn. de ur:1~ 11'"'"' <k [0 Ih(-:,~
do e'l'"i'" rd-ri::yrado. c·rn k\li, e o l·oc\i,-icnk' dt: desempenho do rclri- l:!!-1. cu,1,, vclocid;.dc dunt111ri d<' 1llO 1·c1s 1_>()_ ~ 1n/s.1 p;u.1 50 fr ·. 1l 5,2 ª'·'•;
~cr«do•. édc l.'i Hcu11.6kJ_r.

------------------
66 Capítulo 2

,,., :-,.,·,1·.· i.-,.,,,," ~'"fl'I''"''""'·''~" ._·:tl"r i'·"·' "'" '''-lt;1,_, lt:ch.uln e"~"' 11'.' "''l\IC":li<-' ;" ,·a1i11\'""' d<" •."!lt'ri!"' cn:n· J,lJ, c>tad<" eh- un; ,j,1e<i:.•
l>:dh" g•:1lt.'."i" "'!>" LJl11 '"1c·111.1 iediad" -'''" .•lllÍ"" ,·,,n.;.,l,·r:.Jr,.; 1""1- _,:;" o;1,-111!"tcanlé': rwnhu:n ''~n1(1c:1dr> 11ud,· iL! dlnl>tnd":: '"""'~~''' ,.,,,
IL\<'~- L' · ''" :r ·''· ""'l'cc11 .• ir11c·nt<-' Lllll c·,1.tch '-
{(_ .1 ·\ i:o~:t de fi;n1,k•·ê11,·1a de écrlnr po1 , "ndu~·;io ;nr;n·o;:~ d;, parcdl.' J,- !lnl
2.·I~ i(c•.Jle•lld.1 "' • ~,: .• ""'·' d.t, '<'gU1111es .tli• L:Ja[L\ ·" .. vc·1d,,Jci1" '"' :.>1 ·'''·'''e,,,~;,,, _,e'' p.•rcde fn1 i'.1!1nc:id;o de 1:1:t<içir;o C-••rnpl'll.,ad:i Jo que
''J l ,pl1c;uc
tk li.1010. l'<11l"dcr~ndo •' ill<-'Stna '1rc" tk parede c" r11t:,n10 gri1<l1e11tc cic
L.L, 1:nr pr11,~q>1(1. , • :;ahalh" .k e~p .. n,i'Hr pP<k -cr '" .il1:id.-. :1,ar1dP i1' ,;'V
1c1:•1n·1,,tu;.1
'·""" Pª"' o pr•n·,.,,,, de ~\P"'l\.lo ,-c;d 4u:L1ll<· p.tra "de qu.1."·-equilí-
bt•<>
\cl'I (Ju'""'!o LH\I '"ll'.111.l '"fr"
urn pro\.<''~" quc '"11\Ph''' a lrnnsfen:ncia ,lc
c.tlur ,·,nn ,u;i ,-;1_C11!oan,:i, rnas n;!o hú ii<•h~lh,1 en-.ol•·1du. esse )ll•XL''"
•I\) '\ vari1'\J,, i,, <>!·'''~"' i11,'l'."ll•' Cllll"c' doí• l'>l.tci•" d,• llnl .>1<.tclll.L 0 :1
,. d,·nunlin.1d1> 11duiÍHÍl1< o
·.:Lri;•·,·f10 J;, l"ILl'O~·i •• ; .• ;,Li t"!l[lt" " ' J,>1,; e<1;1<h•.' J,, 'l'ie<11.1 JllCll"' :•~ \;1-
(t:J _.\ r:oJ1.<\•i•l 10i 1111ca pode· ocnnc'r no 1·:ÍU1<>.
1'"' '",.das t"!ll'I ~-:"' ''"~1..::.i ,. pn1erKi<il f"" 11;" J«JJ:tl emre I.';>'<'' "q"J"' ;!.'i{ Rt>spnnda 'e cad.t unia da> :.eguinle~ aúnn;Htl·as ~ 'e1Jadci1;, c)U t'.JI-
dn ,j,[l.'l:1'•.
':'- J-:.(pl1que (a) Uni '"1ema rc;<ilDt trahall1n sobre ,u,t Yizmham;a 'e o
f, I () \'di<•r d" c\Lc'fL,"ll'llll' Jc> d~,;c·J:t;WllhU J;i, !J"n\i-,;,-; ,i_. t':JIPr Ili"/('(/~
,-,.,;n1 <"k·1L(I ,,,bre tu(\<J aq1•ilo e~l(·n111 ao S1\tcn1" pude1 '"'r '' ic1'<111Wmc11-
llla\uJ d" qut· 1
lP de uni peso.
illl ;\ varia<,•"' da c11crC!i" jllll<flê!al gr:•vicae1nnal de ;:in.1 m;"'" til' 2 Ih
1h1 O 1,_,,fr, .. 1111'11\<l J,,, C•llnpon<'rl!c,; do'-'' 1111pu1:1Jor alcan~aJo pt'I{• !lu~''
(u.-11 kg), ""J"~ltllutk d1n11nui ,i,. ~11 pt·_, (12.2 1>11, 4uand" l-'"' 12.2 f!f,'
de ar :nd1111<1,, :''" uni 1·.::nlil:idor c;u no Jonunin da lra1i.,f,·r~ncü1 de l·~lor
1'1 ~ m/s·'1.<' l k - ' _'il,,fl ll1l l-l.:·h.õ1_
!''" L.HlidL,;:L"
(1·1 ,\ tai..:i de l''""'rc·1ê·nn<o de calor pn"·~n1t"11tc Jc 1u:i~ C.,olal:L .tssada
1,c 1 l';,1.1 !••d1> cicl'J ter111t1Ji11i1n1i~o. o~ ,·~]tires hq:adfl.\ Je u.in,ferência d,·
qut••H·· pata{) <tlllhll.'11•<· ( 111.!hl! ~"'ª <."OJ)\'C(\"flO t< .. •;ad:i dP qLll' COJll (.olll
l<'(\'.'\u 11all1r~I
~1wr;:1a I'"' n1ei•1 J<: •·alore uahalho rur cldo 'ª" igui!is.
i dl l~''' 1 ,,1.111' <' qt1t· g,ir<> Jt:1·1do ;i u1n<l c111r.1J<1 de tlll'r~;::i d é trita <1r1n;,7e-
~.')(, P.c·sp,.11d,, ~e c·ad:t urna tbs St·~uin1c-,; ,dirru;1li\';" ,; \'c·rdadeii;! ou 1:11- 11a enc1_,,;., 11., f,,, 111:1 de ent:rgi.i inlc1H1'.
S.L i:,p:iqt1c• (;i\ llt'l .,i<wni;, c·st<í ern rr·g1n1<' ;'<'n11u111'1!/•'. MO nUn n1a1> Jo (C\ A, élL<"t,CJ~' ,111.:'lic.1 c p• 11cnc1al >ào mnh<is propried;«k~ i".\k'ns1v;1\
que :1~11" tlc 'uª' rrurncd.H.lc., "''ria co110 o fl'ntpo. de ttn1 o;i>1,·:n.1.

2. IP \'i~1le unra loja lo~al cll· cl·~trod<uné,tico~ e çokll" tladt1' ,;olirc a.s nc- 2.71' l-'roprio:1;írios de 1nHívei>preocupado~ ~0111 ;, internipçfio de ener~ia
c<:,s1tfaJ<-'s cncrgt'''l<l' Jc d1fero::111e., 111odclu> das v;\rias classe' de ele- elétrit·a t1n sL1n cidadG por cau~;1 das cond1ç,1c~ de 1en1po anunciadas e
:rodnin~~ti~·,1~. incluindo rcf1igcradore> eum ".,e111 n1;i4uina' de gelo. Ja inlt:ITUpÇ<"•o do sis1en1a púhhço de cnergi:i el~lrica pndcn1 Jdquirir uin
!ava-l<>tl\'1S e l~varlor;1~ "sceaJora, de roupas. •nas n;lo se lirnitc" ;1pcrnis geradoi ;1u.\ihar que produza eletricidade utilizando o g{i' natural cxis-
c;tes aparelho>. Prepa1e lllll rd<1t61'io li.,1ando os dif<:tCH(C> nlo<ldos de tcnw cm ca~a ou propano líquido (LP} c·on10 fonte de co1nbus1íveL Para
cada ,·las'e ,'\Hll bw,l' no consunio de cnergi". junlarneme c01n U!ll<l dis- a rcsidCncia de u1na única fan1ília Je sua o::~enlha, identifique um gerador
cu,são eonc'>rundcnrc considcrando n ClO>tl' a varejo,, outras questões auxiliar que forneceria ektrici{fode durante uma interrupção de encr,gia
peitlllt!ltCS. para um conjunto de dispositivos e aparelhos essenciais cspccilicado.> por
2.21' Sdecionc 11111 a!!iµP quç P'"sa str produzido u'ando rna1eriais reei- você. Resu1na seus resultados en1 tun u1cmorando, incluindo o custo de
c!ado., c·un10 urna lat;1 de alundnin. u1na gaffafil dt vidro. ou •una satola instalação e <lados do custo opcracionf1I.
plá-;t1c;1 OLI de papd de supl·rnterca.Jo. f'esqu1>e o~ Hrnterrai>. o eun>1u110 2.81' Apesar da prome-;sa da nanoto::cnologia ( vej:1 1Vot·o;· Horizrmtcs nas
encq~~llc<>, os int'tod"' de fal>11c;tção. º'
i1npacto.> amhicnt;1i~ e os custos Seções 1.6 e 2.2), "lgl•ns dizcn1 yuc cst;lo envolvidos riscos que rcquereni
:issuciado' Lo1n ;1 rroduç:lc> tlu anigo pura"' 1n.i1~riao-prirna~ e os rnalc- t1n1a análise in1nuciosJ. Pur ex.en1plo, o tacnanho pequeno das nanopaití-
riats recidadu,. Esci'L'va urn 1·l'lat.1no ~oin pelo nieno> lrê, J<-'ferCncias. culas poderj pcnnitir-lh~s evadir das defesas naturais do corpo hutnano.
2 ..if' Proje[c uni si~lcn1a de r•oteç~o <:orilra o venlo par« nucrofrines (capa e a fahric;•\·ão ctn 1mt1o~scala podcní lcv<lr a danos Jmhientais e <io uso
de sopro) qL!c püs>a >c:i· l,,.;idu e us.1d11 c1n <JU,!14u~.r lu!!"ar. p<Lra ati<·idades ç~C~>,1vo du,, 1c<:tirsos energético>. Pesquise os riscos que acon1pa11ha1n
<L<• ai livre· c «l1•·ici..tde< di;íria> ,·.1su:1i,. int luindo !c1n1ar banh<• de ,oJ, ler, ;1 produçio e a i!nplarna<,:~o ,!;i nJnotccnnlo!!ia difundida. Para cadu ris-
c.ui11h"r e f;ozcr piqLJe:11yla· (J SISl<:lll~ devL _,er k'''-'· p<!n:i:i\, !<icil Uc ~" idcntiti..:.odo, d<:'SCn\'oh·a )'\\li1ie;1s <lc· ie,·un1cnJaçüe' par<t protego::r os
EJ1i•nw;car "d<: h<i1À<• LüSt<>. L:111;1 r.:<;tri~:1•> 11npu1larll<õ ,-. quc· o si,lema c<rn,u1n1durc\ e o llltio "1nhiente. Escreva um rdatúrio com pelo inL·no'
deve p<ldcr >l'r in>t.1l"d" ein q1Jalqu~r lut'.ar, 1nch•i11do .'uperficies dunt.,, 1rC~ rekrências.
tai~ c·on10 es1ac'""·!lllCn!P~ ahcnu,. dtquc' d~ 1J1;1deira. páti"~ de l1iolo e 2.Ql' Crie u1n projeto prclin1inar Jc unia 1esiJência elicicnlc cn1 lermo'< de
c.>n,·rt:t<'. e a pr.1i.1. Uni.1 .tnCLii>e de cu,in, ckvc· acump.1Jlhar ,, projct<> cnc1gi" c1n u1n IPc:1I de sua csculh:1. Considere falon::.< com\) a in,calação
1.,lf' No> <Hgatn>1u1h "<'ll<:l'g•<o é ann«7enada nJ molteu];, de ruie"110.1·i11a d:1 1·c\iclc'ncia no lolc. os 1nc10~ de aqt1e,cimcu10 <:de 1-..:frigcra<,:~P da re,;i
1n/;1,1/(1l11, cll.u11.uLo 1\'l l'. para ah1evi;.,_ Dil.->l" que a ATP a1'((l COI!"' 11111a J~nc1.1. ("; 11w10, de 1l>rncci111ento de ;ígua qtJcnle. ll~ cktrndon1<'<tiu" e
1,.,,,., ,,,, ;1ntla/l'!l:.nJu ''"crgi:• qu;1ndo n~o ~olintJd.t e !ihe1andl• in.'1an!a- ''' 111.1tc1i.ri, de c·qnslJu(,·;,,,_ por6111 11ão ><' lin1ite ,, c>le5 faiorc~. O Çll-'l"
ncan1<:111c· energia qt1a11dH "'"'''"~ário !rin~,ligllt corno a e•wrgi.t é arn1a- H•l<rl n.lo tlc,·c -''-'r 1n:.inr dei quc o cu.,tu n1édi" das rcsidtncias rec<'rn-
t.<'n:1d.• e·" l'-<pel d:l ..'d I' 11.-" I"""""'' b1ui<•'!it"n' J,,çll"\·:t lllll 1cb1<í1io """<lroúh' rio lvcal 'ck,·ionad<>. Prcpaic• u1na aprc-;entaçilo do seu proje-
111cl•.0111d11 11• 1 mim 111(• '.J ~' rc·f.::ti:""';" 10no1-'01Vc•l'L>1nl, i1icluindol pelo lllt:lllh lll'.I rcfciênciw,.
2_ º!' O alcane<' gl .. b.11 J.L intcr11<:1 dc<1 .cup.>nc· " u111 r{op!du att1JJ~lllü dt• 2.l :Jl' l ii11 :tntíncio Jcscr,·ve tun aqt1ct:edor portátil que afirma reduzir mai'
e(ll1'u1nidnrcs e Cnl[lres,tS de· c111nCr«Íu ck1r<inicu. Algt111~ di1~m que· eo- de 50'ii dn, Ct'-l"-' n·lati""S "ºaquecimento en1 un1;o ca~a. Dil-se que o
111é1T1<\ elc1rúnic<• rc"1l;,.1:1 en1 il.'d1rt,·(jes llqui,1:1, t;intn com rclaçi"' ao "pardhn po<.k ;,quccer gr<tndes quarl"-" c111111inutos. sc111 que a oupcrfkie
c"l"ltlll·• <le .:1Wr'-',i.t ·~'"'"''' _.,,.,, 1"c·t1';,i•1 :, :ihc·roi\·:io ~li:n;ítica t'.lob:il. ex1e1 "'' fi,!L"; ~\•111 lllna ten1pcra1ura alta, reduzi1alo ;i tun1dadc e os nív.:i~
li>.ond,, .< !"h:nwl, c1\l1c<i•l,1s <•llll ,·,pc·c,:<li,1.1'. e .~rup0<; de c!"c11'"'''· de oxig2nLL> nu produz11ido n1on(•~icJo dt· n1rbo110 Uni pusiciqmm1entu
idci·,;if1(jll<' dtl'C['~" "•tlllll'I' lll1potl<il1!e' d<c ~PIH<'.l(i" ck11\i11iLlJ (jllC ro· típi,·11 t'S\{1 ilu>lrado na Fig:. 1'2. lOP. () aquceedlir <' LllTI recinto conl<:ndo
de111 k1·ar a \:11> rcdtL\'Úc\ RL"l,uc seu., rc;,ullaJ<b c1n 11rn incmt•randu eo111 1;11nf'atbs elc'tricas de inftal'enndho de quartzo que hrilha1n ~obre tubos
pch• 1ncn<" ul:,; rc·ll.'1~:•ci:t:,. Jc• ~obre. O ar 'Ug<ido paril o recinto por um vcntil:1dor escoa sobre n:-
-"·"F I ;,,·:1 unla I"'" d:" "I'>"'"-'' de 1ct11g,·r;1çàu rc~1Llcnc'1,tl 1\lai' CO!l\LHI' rubns e c·nti<l é di1ecinnado de '<1lt;t if ~;ila de estar. Oe acordo com co
cn1 "1ª luc<>i1da<k l':u.1 l"'S'" np~ó~s e ..:on~ide1m1dn 11m.i e;L<a de 23(>() antincio. tnn aquccedo1 capaz de ~qut>ccr urn quarto de :•t« 300 f! 2 (27,9
t"I', ': "\_~ ;n·:1. '"li;p,u" ·" c:t-<1•" Jc• lthi:t!.1<.,·:"10. ~" cn1j,,,-,,:, de ,-,1rbo11n. ,. n1'; de :i1ea tíliJ cl11ta cerca de J~S-'!00. enqu;mto uin pJra uni quartel com
'" l.'.O.L' ~JIH.Lh de ·io·tr,~Ld:idt·. ULJ.ii d."1'['Ç<h-, é a '"·"''C<nJO,)Hll'"" ["11.t :il~ IO(fll 11' U·!:'" 111'\ <k <ire« l:ttl cnqa ccre~ de R.5')110. i\u:11Jse .:nuca-
'""·', 1da ,._,1.k j :'. ,.,,. "•' I' '<' , c·lt11,,·:<1;1tk ·- L"Ta• d,,.,, \l"!.<"' o"'" 1·u;1,1 :11eF11" "' 1nt111o>s 1•:L11;cn ,. ccon,·1u11t'O d« 1ai.<. aqUo;:C(•tlnres. E,ncv;; urn
:.: ... d l'icr.,,,· '-'"' i'·' .1~: I'·''·' ·'1""''"''1.ll ,,..,,, '"'"ll:•c1'" 1ei;1u'""' 1nc!ut11du no 1nín:111111r(-,, 1cfrri·nLi"'·
Energiíl e a Primeira lei da Termodinâmica 67

•'i''"'·" tnr:w,,· "'" ' '·c·1i,·,.·1Hc cit• d··"·r:,p,·nil<> '"I"'""'. "'i'"·lc . ,, I•. ''r,
h;" dc· ,,LÍP! l'nn' /f'll.'<"' d.·"' ,·,•nJt• [,trnh.,11 1 c\H,J ''"1.,: .\'·"'' ·"·"" ,,
fl, •lto!'a' J;: ,:al»I ,fr """" :\•~Hll. '' :n·-·rn:• li Ct>ilc !:.1 cjuc· !:,·, 111: '" ,., . .: 1ur:;•
");llt iic.tl i •·a .: ""' ll' i:.\;j, l '" '' ~·u '"" ,\,.,d' <,t· ,TL! i..:~ 1 nn:h" , ": ~, ""\ ·" , ,j,.
orl' cllli•r 1;,crc1·;1 urn rcla!prio t'• "ll '"' 1ni1anJ<, 11 l·> :d,·ci·Liu." .

• -<~r.'.',

Cuipo quente:
interior <la residência

Fig. P2.:1.0P

'.!.! [ i' 1.J1n invl·nr()r propó> tomar cmprC',\/ada ;igtia do 'iistcnia adutor rnu-
nicipal e arn1alená-la 1cu1porari11111erue cn1 um tanque na> instahições de 'gua ·stS em· 1
Bomba dto calor
urna ;-c~idCncia equipada coin uma bo1nba de calor. Coufonnc ilustrado adutor
~-·----"1 +
na fig. P2 ! 1!', a águii arrnazcnada ;i1ua conHi o corpo Frio par.1 a hon1ba 1
~
·~~~~~--<•
de c;ilor. e a própna rcsidCncia atua co1n" o cu1110 quente. Para ruantcr Á!!u,t para o
a t.:rnpcr:<1ura do curp(t frio dentro de 111na gaina ade4uada de funciona- .'>1>lel!\a adutor
n1enlo, a água é reürada pciiodicamc11!e do sistema e urna quantidade Co1po frio: tanque de __ _I L Porã"
igual de água, a haixa energia, re10111a ao sistcrn;t. Como J invenção não annalcnamcnto cnn!cndo água
rcqucl' água /(qaida do sislc111;i. u inventor afirma que nada é pago pelo
uso d<t água () inventor tan1bérn <ifinna que .:~se lipo de abordagcin não Fig. P2.11P
-- ,_-'"
·"' -
-.'.- •. '

COIV1EXTO [l.E ENGENHARIA A aplicJção do balanço de energia o um sisten1a de interesse requer o conhecimento das
proprierlades desse sistcrna e de como essac; propriedades es1_ão relacionadas. Este capítulo tem como objetivos apre-
sentar relaçües de propriedadeo. relev2ntes ~ [(•rinodinârniC,'l voltada paru il engenharia e fornecer diversos exemplos
ilustrando o uso do balanço de energia pare <J sistema fech;ido, junto com as relações das propriedades consideradas no
presente capítulo.

oS
Avaliando Propriedades

1
'ili\\lfilJJ"·""""'"'";•1·;·~·1•1•§·z•,•,•.r•.•1®""·...*""!i"ilfil··""il"l•1•.1•p·1•J•iJ'""i!"i"rat"

Quando você cornpletaro estudo deste capítulo estará apto a...
IJ>- demonstrar conhecimento dos conceitos fundamentais ... incluindo fase e substância pura, princfpios dos estados
equivalentes para sistemas simples compressíveis, superfície p-u·T, temperatura de saturação e pressão de satura-
ção, mistura bifásica líquido-vapor, título, entalpia e calores específicos.
P- aplicar, com dados de propriedades, o balanço de energia para um sistema fechado.
;..- esboçar os diagramas T-v, p-v e o diagrama de fases, e localizar os estados principais nesses diagramas .
... obter dados de propriedades a partir das Tabelas A-1 a A-23 .
.,._ aplicar o rnodelo de gás ideal para análise termodinâmica, incluindo a determinação de quando a utilização do mode-
lo de gás ideal é apropriada.

~--
70 Capi!tdo 3

N,»;\:1 ,..,~.;í" ,,·rün .iprcsentado' L'once11r1s que ;1poian1 no>S<' e~ludo <lt· 1ei:1,·1les de p1opncdactc:;, 1nc:luind" t.1sc. 'llh~­
;:11Ki;1 pur~, e n pnn.:íp10 do~ <''l<Jdns equ1;;±knte> para ~tste1nas :-i111pk'.

3.1.1 \ Fase e Substância Pura


·-----·-·---·--·----------------·------. --- --.~·----- -·-------------
fase f) lcnno fase n;lerc-'c a u1na quantidade de tnatéria qu1~ é t1ornug~ne;i cr!nl" urn tudo. tanto ein con1posic;ã< 1 quín1ica
,-.,1110c1n estrLJ!~Jía fí~ica. 1h1111o~ent.'idade c111 eslnll\ll''! fi~ica ~ignific<l qu,~ <1 111all~ria é toJa _vífida. toJ:t !fq11idu ou loLi:t
•·u;Jr1r (oll_ de lo: n1a 1:4uivaleni..-, H1Ll;1 gth l \ l1n ~1~!e1n<1 pode C<nHer unia ou 1n~1is !'ase'.
~ase
Subs!fmci~
®•l+j@~ u1n si~!ern<1 de :ígua líquid;-1 e ''ªP''r dº:ígua (\'apor) crnllc111 d11us fa~c_o; Uin _-.1~tcn1:1 de ;\_\.'.ua líqu1tl.i
Pu<a
l'fClO, incluindo o ca~n de neve derretida. 1an1bén1 contérn duas 1;1scs_ <..~a<t"' .•·01il<1. por c_\cn1plo, ,, ''''!-'2nio e o nitn1-
A.12-Ahas
a&b
gêr110 pOdClll C\(;11· JJl!S!iffad0'1 Ç!ll qu;il4uer [lf<>pl!l\flO par:i fOTlll<lr lllll<l IÍl!fr-,: fa;c gaSP~<l. c,~rl<.1' Jíqt1i(Ü1~. l:OlllO :Ík<lOI
~.·· ----0 C <Í~LJ:i. ruden: ~CI n1isu1radüS Í01llla11do ll;l 1a 1i11i<"(I fa~\~ Jíqu1lh1. ]V[as Jí4u1dos t:UlllO úh·u t• ;Ígl'd. éjtl<.' n;io ~;lo illl~CÍV<.'i~.
forrnan1 duos l<1se~ lÍLiuida~. -, -<! 4
Duas fa,es CO<';>;:Ísle1n durunte processns de 11111do11y·(1s rh·.fase, e uniu ra11nri~ru/'io _(us,-;:.J e suh!h1111~ iio.
substãncia pura lhna subslànd~ pura é aqueh1 cuj:i compo~içlio quínlira ê unifonne e i11varí;i1·el. lJn1-i subst5ncÍ<t pui<i pode ex1,!ir
ern 1nais de unia fase. 111a.<; sua t:On1pO'>içâ\l q11ín1ic>< Úe\·e ser a 1nes1na L·in c:ad:t fase.
ttO".\llUl:\í:J@!f» se :ígua liquida e vapor d':ígua fornHun urn sister:1:1 ~orn tiua> fa.,c-~. csS<.' sistc1na pç>de ser 1·i,to
corno unia subst;1nci<t pura porque cadi! fa~e tcrn a n1c.~n1;i cornpo~1~·iin. lJn1:1 n1isltffa unifurnic de ga~es pod.: ser vista
t:omo tuna ~ubstâni:ia pura d<.·sd,~ que ela se ruantenha co1nn um gás e niiu re~ija quir11iean1entc. {) <•r pude ~i:r consid<.'ra-
do con10 urna ~ub~tância pura. desde que pernianeça coino t1n1;t 1nistura d..: ga.>es; in<±s se unia f<±~c li(.p1id;1 flJ~st fom1<1d:1
por resfrian1e1110 o líquido teria unia con1posição diferente d:i f:isc ga~osa. c o sisten11l não poderi<i 1na1s 'cr considcr;ido
u1n:i substància pura. -·: -<<Ili
TOME NOTA.,. t~ As rnudanças de cornposição devidas a reações quírnicas scr;\o C{lnsideradas no Cap_ !J.
A ternperatura T. a pressão p.'"- !
0
volume específico u. a enerljia
•nternu específica u, e a
13.1.2 \.Definindo o Estado
entaipiacspecifica ilsão O estado inrensivo de um sistecna fechado e111 equilíbrio ê sna condição descrita por valores de suas
prupried;idesintensjvas. propriedades tennodinâniicas intensivas. A pa11ir da observação de n1uitos sistt:n1as tt:rniodiuâniicos
Vej;i as Seções
17
1.3.3. 1.5 a 1 sabe-se que nerr1 todas as propriedades são independentes entre si, e que o estado pode ser t1nica1nentc
· e :-:s.6.1. 1 determinado pelo est;ibc!ecimento dos valores de uni subconjunto das propriedades intensivas indepe11-
~--~- dentes. Os valores de todas as outras propriedades tennodinân1lcas intensivas são deten11inaàos a partir
desse subconjunto de propriedades independentes especificado. Unia regra geral conhecida corno princí-
princípio pio dos estados equivalentes foi desenvo! vida corno um guia na deienninação do ntirnero ck: propriedaJes independentes
dos estados necessárias para se <leterniinar o estado de llln sis1<::n1a.
equivalentes
Para as aplicações consideradas neste livro esta1nos interessados no <jllt.' o rrincípio dus es1;,dos equivalentes afirnia
sobre o e~tado intensivo dl'. sistcn1as de substâncias pura~ comun1ente cncon1n1das. con10 a água e rni'1uras de gases
sistemas não reativos. Esses sistern:1s são dcnoininados sistemas compressíveis simples_ ,\ experiência 1nostra que os sistcnias
compressíveis con1pr<"S~Í\<'is sirnples ocorn;1n e1n urna vasta gania de aplic:içfks da cr.genhana 1-':ir;i ('S~cs ~Íslc111a~. o princípio dns
~irnples
estadl)s e4u1\·alentes in<lic;1 que a especificação do, Vi!lores de d11a.1 propneJades 1errnodin:'in1iça~ intensiva~ indl'j'<'ll-
de11te.\ q11oisq11cr fixará os valon:s de todas as outras propriedades tl'.TJnodi11â1nic:1s inten~i•as.

~lmim no caso de lllll g:ís. a len1pcratura e <Hl[~a fffUpricdadc intt:n~i,·;i, •:urno" \'Olu1n<'.
t'spccífico, poden1 ,,er ~eleci1)nada~ .;01110 ;ts duas prnpri(·d;uies i r\dcpendentes_ () r'11ncipi•1 lh>~ e,tad\1'
TOME NOTA..•
equivalentes e11tão e_,ta!>clecc que pre~~:'io. Cil('rgia interna c«p~·cifica c rud~t" :1~ d<'lllai~ p1oprit'dadc'
i'ar·;J Utn S•c;lem;, C!•tr,';ir6..,,,/w i illlt'llSh'ns pcrtinenle~ são f11n<;Õt'~ de ·r e 11: 1> =- ;1(T. l'I. 11-= 111 T. v). e ,1s<;i111 por dianlt:_ A<. rcla-,·f•t:~
"'"'l'h·"· a C5f11'Cliir;,-;ç;io Ju~. f'u11ci<1nais seria1n dctenninadas u11iiz:1nd(1 ()S d.ido, c~peri1;1cnt<lis e dcpt:ndcria1n cxpli.:i1an1e11(t' dn
v,.r,,,·cs de d1us pro;wicd.1J,:c; identidade quí111ica pa1·ticular d:1s substfu1ci;,s que L·on rp(le111 t) SP,lt'1ua_ {J dc'iell' •_ol\·in1<.'1:h_) tk''ª-" 1'1111-
ten11orinid•nic.:..s r11te11;;w;,c,
..;ôes é d1~cutido 110 (':ip_ 1 l <::
'"!Í'f!Cndenr,es r<tU•S(fU"r fixará
05 valore~, dr: Uid.:b.<!5 outras Propriedades intensi,·;:s, <.:Oll\ü 1·e!ocidadt: e elcvaç~o. que t;;rn valurcs dc1cr111i11ados <:;111 r<~1'1çJ.u ,1
l"·opriedarles ter 111oôin.imocas tl:fer.:nciai~ 1·x1crnos au sistc111a. ~<lo e~clur'da~ cl:i~ preSc'.llles C\>nsictcr~u.,:t•CS. 1\lén1 di~_.,n. cu1no o prú-
p1·i1~ no111c ~u~crt'. ;dtcr<1r;l1\:s de volunK' pude1n ter unia intlui:nL'ÍJ sil!1llfieati~:t na Cnt'.rgia de sistcn1<1.>
siinph·.1· r(J111prt1ssil·fis. (l unic·o 111odo de 1r:111sfcrênci;1 de c11crg1a atravé-; de lr:ihalhn que fl'hk Q<.:orrer
it n1edida que uni si~.tc1n;i .>i1nples co1npres~Í\'l'l C suhn1t0li<.k• ~· p1Ll<.·essus </!l<l.\C e.111iricl)S (S~-ç:10 2.2 Sl
cst<i as~Ol'.Í:1d(l a rnudança~ de volu111e, e é dadn por ~l d V. Para inaiores infor111~l\·{1es sobre si.,tc111a~ ~in1ples eu principi<l
dos cst<ldOs equivalentes, veja n boxe.

Principio dos Estados. Equivafentes para Sistemas Simples


Cor.i bilse €m c··;ir1ência<; Pn1oíriccs nod·:>-SP r.0nclui1 q;_;e e~ic,[e LJ"•il pror,riecidde ir,ct.:rer1Ce11r" ceie,-< cild,; for1n~ pe!J
qual a er1•'1gia de uni sisten1;;1 pode ~er v<triotJa i11Jt-pPndent•_•n1cn1+:. V1rno~ 110 t dp. ;-. q~'" a ,_,1,,-·r?,JJ •.le un• 5is1er110 'Pena·
do pode ~er ?.lterad,1 i11dependent€111en:e por cal(•I ou por traballov. F.m U"!sequl>11çí,1, ll':ld µrJprit.,~~í'.e in,;.opendente
~-,on·c 5•~' "-'~ocii1dJ il quaritida'.le ue c.Jluc lra11~if·ridJ
como r(,'[1l" de v~ria:;,'io (!,; enei?,i3 .jt: un· '.·i~te:n.1, ~s~ 1 n, rJJr:1<J ou-
: iii~ ;1:0p<1'."jad~s independente~ f•O(l~,n ~er (On51<JeraC!as 031 a '- Jd<J form<l relt·.<irlte de dlter d'. .io d;! t"H'rg1;J rJ'"i '.ISl\·f;ia
:e•.uitil:l((· Jo trabalho_ Po: tan~o. <:orn b<J~e em evidênc1.1 e;.per':nen!?.I, o principio do~ Pstadvs eqi.ivali•nr~s Of!lf'rn1iP1,1
q._:•:> o ncirnero de propried.1de, indepenc1entes é iguill il ur" n1<, 1 5 o 1i.;rnero d,; interações re/e'/ar:res do -,,strma devido a
rr;1balho. N,1 deterrniria\ào do nGfl1ero ':ie interações relevantes rl'sultdntes do 1rabalho é suticie11te con,,iderJr ~oment"
aquelas que seri?.rn ~ignifican[CS c>n1 ;:irocessos quase estóticos ao si-.tem.-i.
O :<"uno sislerna sirnp/es é aplicaUo quariciv existe somente uma Forma pelil qual <i ero.,rgia do si5(ema pode ~er ,;I
terada de fllOGu significativo po1!labalhoà111eüida que o siste1na é subrn!'tido ;1 'Jm processo quase est?.tito_ PnrtariEJ,
considerando uma proplied;:ide indepertd(·nte parJ a tra:isferênci,1 de calai e outra µara a úriic;:i inrr~ração viJ ttaLalho,
chega-sr: a uri1 total de duas propriedades nf;'ce~siirias para J determinação do estado de urn s:stema ~irnoles. [s5f' e
o princíp1v dos esrados eauivulentes poro <,ÍS!emos simples. F.mbora nt'nhum siste!nd seja ser.1pre reolrnr::nU• ;.irnplr·5,
muito~ 5isternas poden1 ser rnodel<Jdos como sistemil;. ;.imple~ para !ins de análise terrnodin<irnica. Ornais in1portar1:e
d(·~5e'> rnoOelo:;. para as aplicações considerad<is nest\' livro é o sisl.omu simples r:ornprf'ssfvcl. Outlos tipos de si~to"inas
5irnple~ sâ(' os 5iste1n;;s .:/Osticos s1111µies e o~ sistemas rnognCticos ~iniµles.

Avaliando Propriedades: Considerações Gerais


A primc:ir~1 p;irlc dcstL· capítuln L'S!:i, de n1:1nei1a geraL relacionada co1n propriedade:; 1ern1ndinfunic<•S dt· "i~ll·rnas ~i1n­
plts co111p!·c~~ívci~ cui11po~to_, de: substância~ p11rr1s 1.:n1a substância pura é aqHcla do: con1posi,;f1n quín1Í<.:<1 unif111111ç
<: in'ltriável. Na s..:gunda parte do presrn!e ca;Jítu!o COíl~idcran1Ps a ;!\·aliação da p1uprieJado: de u1n (·asn especial: q
111odt!o de i.;ds ideal. Relaçôes <lc· propric:dades par<1 sístc1nas nos quJ i~ a conl)'Osiçüo ~e ;1ltt'.:·a de\· ido ii rc;u;ii" quú111ca
sün apresentadas no Cup. ! J.

Relação p--v-T
lnician1os nosso estudo das propriedades de substâncias puras sirnplcs l'o1nprcssívcis e das relações entre essas pro-
p1iedades con1 a pressão, o vohune específico e a len1peratura_ A panir de conhecinierito experiniental sahe-~c que a
ceinpenuura e o 1·olume específico pude1n ser considerados independentes e a pressãu detenninada conio função dcs~es
dois: p = p(f, 1•). O gnífico dessa função é urna superfície; a superfície p-v-T. superfíde
p-u-r

3.2.1 Superfície p--v-T


.::.. Fig. 3. l ilustra a superfície p-u-1' d..: uma substância corno a água. que se expande durante a solidific:l(;i.io. A Fig.
J.'.". corresponde a u1na suh.~târicia qut se contrai durante a solidificação. sendo que a 1naioria das subs!âncias :::dhc esse
cornportan1ento ..ti...s coordenadas de uni ponto na superfície p-v-1' rcprcsentan1 0S valores que a pressão, o volun1e c~­
pecí1ico e ,1 L\:n1pcr<uura assu1ncin quan<lo a substância se encontra en1 equilíbrio.
As Figs. 3.1 e :l.2 aprcsl·nta111 regiões nas superfícies p-v-1' denon1inadas sólida, liquida e vapor. No interior dessas
rcgiôcs 111011ofri.1·ico~ o estado é detenninado por quaisquer duas das seguintes propriedades: pressão, volun1e cspecíficu
e ten1pcratura. unia vez que todas são independentes quando hú unia Linica fase presente. Localizadas tntrc as rcgiôe:.;
n;onnfiÍsicas esti.io a~ seguintes regiões bifásicas, onde duas f;ises coexiste1n c1n equilíbrio: líquido-vapor sólido-liquido regiões
,~ .,ólido-vapor. Duas fa~cs podcni coex.istirdurantc pro~·essos de mudanç:1s de fase. o::on10 vaporiza~-~º- fu~;lo <: sublin1a- b\f:íSl('1S
1;;io. No int<:ri(lr dessas re~iócs bifásicas. pre~sâo e te111peratura não são independentes; ou seja. u1na não p(i<l,~ so:r rnodi-
f1cada sc1n a alceraçüo da outra_ No interior des~a~ regiôcs, o estado não pode ser detcrniinado sor11cnlc por te1nperatura
l~ p1c>são. [nlretanto, o estado pode Sl'f e~tabclecido pelo volume especifico e unia outra propriedade: :1 prcs~fto ou a
1c-1npcra1ura. 'fri:~ fa~es pndcr11 cno:xiscir e111 cquih1)r·io <10 longo d;1 linha dcnoniinada linha tripla. tônhê tripl~
() e~lado no 4ual un1.11nudança de f<1sc cou1ei,:a ou tennina é dent•rninado estado de saturação. f\ 1cgiáo :;rn forinato estado de
d.:: ~ino ro1nposta pelos cst;idos hif;ísicos liquido-vapor é cha111ada de don10 de vapor. As linh:i~ que dcfincin o contorno :;;_;tll•<>çiio
rio ti0n1{1 d.: vapor s:tn dcnoniinada~ linh;1~ de líquido saturado e de vapo1 >aturado. O lopt> do du:nu. onde a.-; l1nh;1~ dome, Ue '°''"''
do: líquido,_, de vapor saturados .-;e c11co11lr;u11. é denoniinado ponto critico_ A lr•11111crau11'(1 ,.,.(fica 'f:. de u111a sub,t.'uiciJ pOr.(iJ ~· lfi,·c,
pu1-;t çorro:sp(111de ft lt'1npcratu1·a 111úxi1na na qual as fase' líquida e de vapor podcin corxistír <:111 cquilibrio. /1. prc~~:lo
no pníl\O cri1 ico 0 d<"no1nin11da flres.l'iio crí1ir11. p,. O volu1ne espccífico nesse cstad<J é dcnuniinado 1·0/111'!1' ('.<fN'c{jir ·o
crírico. \/ai ores dns propriedades no ponto crítico para di1'crsas substâncias s:io apr..:~entados rias l;1b,~!;1s A-1 localizada~
no 1\pêndit:e_
A supcrflc1e tridirnens!onal p-11-T é útil par:t se ohLe1 as relações gcr;tis o:nire as trê~ f;iscs d:1 111a1L:1-ia ,1uc são gc111l-
1ncntc eon~idcrad.is. Entr<:lanto, cn1 geral é n1ais Cl>nveniente trabalhar c11n1 p1·ojeç6<0s h1din1cnsinn:ti~ d<:s~a ~uperfíci<"':.
l:::~sa~ projççôes são consideradas a seguir.

3.2.2 \ ' Projeções da Superfície p-u-T


__ , ______ _ __ , __________ ___ , , -~

O Diagran1a de fases
<-;,· :1 ~lll'<'rfi, 1e /' 11 1' e' p1 OJc't;1d;1 _,nhrc , ' pl:tn<> prcssiil'-tc·1npc:i <tlura, uni di:1~~r.una de pr<>Jll 1ed,ide~ '"ni1,'\'ido ('< •ll •U Óli>>:'<l:-Co<, IH"_
díiip;r<irna de fas<>~ ,, (lht1d(> C(•111,1 du"1r.1<h1 n;1s l'igs_ :1_ i /1,: J_2/i. quando :1 SU)'crfícic· e p1<1_j1:tad~t dtsse 111odn ;1s re<.·16.-" f~Sl"S
72 Ca~iítu!o 3

ft!)

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1
1[..,·
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V
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l'onto !11plo
V"'º'
11 vapor
Linha tripla
Fig. 3.1 Superfície p-v-T e
projeções para uma substância
que se expande durarite
a solidificaçào. (a) Vista
·r em1'<'ra1ur.1 Volutni: cspl·dfi~o tridimensiorial. (b) Diagrama
(b) (e·) de fases. (e) Diagrama p--v.

hi l'üsic:a~ se reduzcrn a fi11/iu.1. llrn ponto cn1 qualquer dessas linhas rcpre~enta toda~ as 1oisturas bif:isicas na temperatura
e na pr,~ssãl> especificadas.
êl'mpe1atur;:i dl' U tcrn10 te1nperalura de saturação indica a tetnperatura na qual urna mudança de fase ocorre para u!ll<J dada pressão,
saturação que é denorninad<l pressão de saturação par:i a dada tcrnpcnltura. O~ dia!.~ra1nas de fase mostr<1n1 que para cada pressão
pressão Ut· de saturaçiiu há llllla ti1lica 1emperatura de saturação. e vice· versa.
saHJi<t~áo A linha triplo ria ~upcrficie p-v-Ttridi1nensional é projetada cn1 uni l1nico ponto no diagnnna de fases. Esse ponto
p-:•nto 11 Tplo l' den<lTllin<ido ponto triplo. Vale recordar que o ponto 1riplo da á~u~t é usado C<lTno referencia na definiçã<.> de escalas de

(ernpera1ur;\ (Seção 1.7.:1). Po1 convenç:lo, ;\ tcn1peratura as.1·,,ciad11 ao ponto triplo da ágL1a é de 273, 16 K (41J1,69''R).
1\ pre,são 111,_.d1da nu ponto tripl<> da âgua ~de 0,61 !3 kPa (0Jl0602a1n1).
i\ linha <..juc ~-cprc~enta a região hif~sica sólido-líquido no diagra1na de fa~es se inclina pa1·u a <'squerda para suhs·
t;"1nci:1s qtu: ~c c~pa11de1n dur;uitc d sol1diticaçilu c pura a direita para a4uelas qut· ;..e contrac1n. En1bora unia única fase
s(>i1da ,,:j;1 lll•'>ll':u.la llP' diagsan1;1~ de \a,ç tL1;.. Figs. 3.l e '.'L2. ~1í!ido" podern c~·1stir c-n1 dife·;cntes fases s6Jidas_ Por
l'Xcn1plu. '<'I<' di1i.'r•:ntcs l't>rmas cnstalin:.h fora1n idcntillc-adas par;1 ii ;íg11~1 1111 fa,c s61id;i (gi.'.)o).

!'roJ<'Tar ,, ~upcn ic1e p-v-· 'F -"ibr<.'. o p!at11l pressào-volun1e cspccllico n:sult<.1 no riiagrarna fr''. co1110 ilu~trado nas Fig;...
:~. 1< c J_~1· Es~;1s fti;u1·as aprc,cnl<1n1 !ern1os jü discutidos ;1nteriurn1cnte.
[)uran1c a re;..oluç;in de proble1n<1:.. uni e~boço do diagraina p-!' é, en1 geral, conveniente. Para facilitar o uso desse
c~b' >(;!1 (>h~c1 ,.e ,, co1np<irt<11nenio da~ linha.-; dr ten1peratura c11n,t:in1c (i,otcnn:i,). (Jh~l"r\·ando-sc ;i~ Figs. 3. l e e 3.2c
pudc-_,ç '>'CI que pa1.t quak1ul'r tcn1p1'.ra!ur;1 c~pcc1!\çada inf;;rior ~ tl'lllpcratura crítica ll pressão se 1nantén1 constantt:
ao J,1i;go Jc urll<I transf(lflll,t\ãü líquitln-v<qK>r, E11trcC.tnto. para as regiões munofásicas de líquido e de vapor. a pressào
t\in1 Íntti. par:\ urna dad:1 tc111per;11u1 :1. ;1 n1cdida que o volu111c e<;pccíTico aun1cnta. P<ir<i tc1nperatur<1.<: superiores uu iguais
ii tc111pcr:1tura cr·i11c:1, a prcssào ~e rcdu1. cuniinuan1cntc. ]Kt!'a u1ua dada tc1nperan1ra, à 111edid;i que o volu1ne espccír1co
<IUTllc'llla. Nào h:i pa~s:1gcn1 p,:la r·csião hifá.,ica líyuido·v<ipor. 1\ isnccn11a crític;1 passa por u1n ponto de in1lcxào corn
111ri1na,-i'10 nul:111\• ponlcl críricu.

1':-·1jcl.111Un "' rCt'1(1,;o; e;,· ifq11id". l,:j,1.,1C;• líquitl\>-\';!pt>r \'de "<ipo:- da 'lll'Crfícic [>-1•- 'f sobre O planu IClll[lCf~llU!;l­
\'PiUHlC ,.,1,,·cíficn ,,hté111-s,· 01n di~gr;;;cJ.-, T_,. c'nn1u ilustrado ua l_.ig. ·' _\ Unia V<"l que carac·tcrísiica' ,cn1clhantc" siiu
Avaliando Propriedades 73

'"'
- -.--- - .
,r-- L
l l1
,
1

1'
1 1 "'
·~ Srilid('
Liquido
['onto '
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1' ,~I

:::::" i 1 "
' L
crítico
'
(
"
V 1' > '!;.
Vapor ·1;_
s Fig. 3.2 Superfície p-11-T e projeções
V
Ponto !íiplo
----~
[_ S1ilido-vapor
-----------
T < ·1; para uma substância que se controi
durante a solidificoçâo. (o) Vista
Temperatura Volrnue '-''pecíf1n.1 tridimensional. (b) Diagrama de fases.

"' (e) Diagrama p-v.


(/,)

apresentada~ para o c:ou1pona1ncnto p-11-T de todas ;tS substâncias puras, o diagrama T-v para a água mostrado na Fig.
1.J pode ser considerado repn.:sentativo_
Co1no para o díagrarna p-u. utn esboço do diagrarna T--u é frcquen1en1ente conveniente par<i a resolução de problc-
1n<1s. Para fac-ilitar o usn dcss..-: csboço observe a fornta das linhas de pressão constante (iSobáric;1s). Para pressões infe-
riore.1 à prcssãt) critica. corno ;1 isobárica de l O MP a da Fig. 3.3, ;1 pressão se n1anté1n co11stante em relação à 1e1npcratura
it 1nedida qut: a n:gi:ln bif<ísica é percorrida. No intt:rior d;ts rt:giüt'.s monofásicas de líquido e de vapor a tc1nperatura
;iun1cnta. para tuna dadil pn:ssfto, it tncdida que o vo!u1ne ..-:spt:cífico aun1enta. Par:i prcs~õc~ superiores ou iguais à pres-
são crític<1. con10 a d<'" 30 /l.1P:i na Fig. 3.3. <1 te1npera1ura aumenta continuan1cnlc eo1n o volutnc ei.pecífico para uina
<lada pres~à"- Nã(' há p:1ss;1gt:n1 pela região bifásica líquido-vapor.
,\s pr·n_ieções da 'Superfícit: p-v-r u~i li1.adas neste livro p;1: a ilustrar os pr0ccssos c1n geral não são desenh11das cn1
,~~<:;il:i. (l 111•·s1n(> cu1n.-nt:írio se aplica 11 outro~ di:1gra111as de propri('d<ides que ~cr:'ío apresentados depois_

J', = ~~.(r'I .\1 l'a (321)--l lhílin')

fig. 3.3 Esboço rle um di~.grarna temperatur.1-


~ll-'. votume '."~pecífito para,, agua rno~trando a<. rf'gíiies
"-·~· 1 ) : de líquirio, bilá~ica liquido·vapor e de v;ipor (for;i de
esc;il<i).
74 CaDitulo 3

(J C~!ud•' d,,_, t:'\'c~l:ll1' (jllt:: •\COI f<_'.lll qU<l!itlO \!:\\a -'Uhst:Í!ll.:1:1 pura passa f"H iJ!lla lllUd:JllÇa de r:!SC
é ÍJlS(i-llli\'0 {\ira COJllt'-
'> :!r. l:C>nsid,·11·u111 ·'i~[Ctll<-1 lé~ilad<J 0e n1;,_.;,,1 u11i?ana li kg ou 1 \b) de :íg:1~1 liquíd:1a2o"C168nF) cunlid,t !10 interit•r de
u111 l"(>njui.r<i ,;i1i:1d10-pisu\(>, ~,1n10 ilu,l!i•dL' 11:1 Fi~'.- :l.--lo. Esse e;aado t.' n:prest::t1t;1do p.o!o ponl<l l n;1 fig. :l.3 Suponil<±
que a :1!--'.u;1 ,: aquec:d:i ll·n1a111cnte c11t.1u,1n10 -'liª pr~-s~iín (· 1nant1da ,·cu1st.~11ic e uni f(1rn1<:: no interin1· do sistc'111a <t l _O 14
b•:i- ( 1-1-,7 lh1/111: 1

Estados de líquido
/\ rne.Jida q11!-' o si~teni;o ,; aq11t:c1do <1 u11w pr<:'ss:io l"•'tl~l;11l!t'- a lC!Ilp<'r<ilur;1 au1nenl;1 C(>nsidcravelnu:nte. eriqu;into o
•\lllltnc .,;~pt'~·íríul ap1·e,cn1;i urna ckva~·i10 1i1eru" signiric:1tiva. Por lint, 11 sistt'1na atinge o est;1do representado por í 1~a
Fig. :..1. i:,~l' (: (l e~tad(\ de líquido ~alUl'<ldO Ç(I] rc·,pundenle à pre,siiu e~peci r1cada. 1';1r;i :ígua a 1,014 b;1r [ l-1-.7 lhf/in 2),
"tc1npcra1u1 'I d,, -'aturaç:"io é de l llíl~l: ('.? 1'.:."F). ()~ e~tado~ dl' lú.p1ido ao luni;o do ><~g1ncnto 1-f da Fig. 3.3 são, algunias
líquido suli- IT~e.,_ déll<Hllin,,do' c'stad(•S de líquido sub-resfriado. u111a vc~. (jll(' a tcu1pcra1ura uesse_, <'Stados é inferior~ 1en1pera1t1ra
r~sfr;ado de san1raçilu n,1 p1 t:S-'ão c~pcc1f1cnd<1. Ele, ,;\u 1<11nbén1 (knouiin:nlos cstad<1S de líquido ~ornprirnido. un1.i ve7. 411e a pres-
líquido \;Jo c·.1n l:<id:1 C.'>lado é "upcr it1r à prL'S~ão de sal11ra1Jio corn:spondcntc~ i1 le111peralura no e~tado ..As deno11~inaç:fies líquido.
rornprirnidro
líq11ido \Ub-rc-'i"riaJo e líquido con1pri1nido .'>fio u1ilizad,1s de 111odt• eqtii1·alen1e.

/v\istura Bifásica líquido-Vapor


Q11a11do o 'istc1na '>l' c11contr<i no esl<ido de líquido ~aturado (csta1lo f da Fig. 3 ..'H unia 1ransft:"1Cncia de c;dor adicional
:1 pressüo \"OTl~lante n::sulta na for111;1r,::ío de vapor sc1n quai4ucr 1nudanç<1 de ten1pc-r<1tur::i.. 1nas con1 uni considerável <-1U-
n1cnto do: vulun1e t:Sl-'ccífieo. Conf,1nne ilu5lrad" 11a Fig. 1.4b, u sis1cn1a .<.Cria con1posto de unia niisnu·;, bifásic(1 líquido-
\~tpOr. (_.)uandn u1na nii~tur;i de líquido e vap•1r e:xistc en1 equilíbrio, a f<L~c líquida~ uin liquido sa1urado e a fase vap,1r
é u1n vapur .-at11:-<ido. Se o sislc1na cnntit111a a ser aquecido até que a últirna porção de liquido tenha sitln vapori.wda, ele
rn)stura é levado ;10 P''11to;; da Fig. 3._l, 0 estado de 1·apor saturado. 1\~ misturas bifásicas líquido-vapor intcrn1ediârias pode1n ser
bifásica dislinguidus entre si pelo /(11.<io, urna propriedade intensiva.
lfquido·vapor
Para unia 111is1ura bitií~ica líquido-v:1p0r, a razão cntre a n1ass<1 de vapor pre.<.entc e a n1assa total da nii.~rurn é seu
titulo título, x. En1 fonua n1atcn1á!Íca. tenios

X (3.1)

O valor do titul,, varia de zero ~ué a unida!le: para estados de líquido saturado, x "°O, e para estados cio: vapor saturado,
x: 1.0. En1hora dclinido con1l> urna raz:lo. o título é geralrnen1e expresso con10 porcen1agen1. Exen1plos ilustrando a
utiliz:ição du título são '1pre.'>entados na Scr,:ão 3.5. Parilnictros s.:1nclhantes podcn1 ser definidos para n1i~turas bifásicas
sólido-vapor e slilido-líquido.

Estados de Vapor
Vollc1ne>~ li lOnsiderul- as Fif'.S. 31 e 3.4. (Juando o ~i~1cn1a S(' cnconlr<l no estado de 1·apoi saturado {cstad0 g na Fig.
3.11. o aqu.:cin1cnto suple111e11l:1r à prcs~5o cnnstan1c result<i no~ aurnentns de 1emperatur;i e de vo!u1ne específico. 1\
t:ondiçâo dn ~i,1e111a seria .igun1 rcpre'>Clltil\Í<E pela Fi.-;. :l.4\cl. (J estado indicado por~ na Fig. 3J é reprc~en1ativo dos
,-,t;idu'> que seria1n ulcançadus cunli11u;111du n :1qucci1nento. ~ 1ncdicta 4ue a prcssiio é n1anlid;1 con.'tantL· Uni c~taJo
'''l•Or co1110 sé nnnnal1ne11ie ch<nnadu dt'. t.',,1;1d0 de vapor superaquecido, t11na ''t.:7. q11c o ~is1.:1n;1 cstari.i ;1 ur11a t<:1npera1ura
; 1: Í' C~~ C'.<IE'Lid <J .'>tqk·riot :1 [('tllpt::r:itll!'.1 d,- s;,1ur:i.;;10 '""lT':"l'"nd,·ntc p.1ra a pn:,;~:·u> JaJ:,_

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1 Água líquida
L___ _'_J
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["[g. 3 .Íj l\ttS\;ii(.JO d<! Uno(I !•a•1~for:n<J.;iir. i;Q\JIClrl·V(l~O; flil'il (! água
.:i ;ires~?.o constant~.
Avalic1ndo Propriedade~ 75

( "un,1dci·c, ;~ ~egu li '' !lll" ,:i'', : :1< i11ci":., rt·:il:1.. "~'.> p.u" .• ~ nu ti"' p1 ç_,ç,·"~-' ,·nn'>.
t:nl!c~ 111di.;.1d ..1' llJ !'1:- ~·'·!li \·1/'a 1 l-l:'iO lh1/in~1. :_:;__119 ;\·1f'", 1~114 lhli'in'l ,~ 1(1
"-ll'<t í-1-3~ 1 ~b1:'i11 ) .. \ pnn1c·i:a d::"~,,1.' prc~s(ic' e 11~1(";-ior ~ pn·_,,:io trÍlit:<t dJ ;,l!U<L
2

:1 '<'g-und;i <'a p1c·.s,ã11 LTfu,·,1 e:; 1<:rce1n! é supt:n<lr i"i rrcsslu .::rtuca. (_"01110 .i~·;,·,,
1·011sid<'.l"C o S•~lt.:rna co111cnt.lu 1nici:d1nenlt' lí4lluJu ;i ::o~c_· i(,.'\ºFl. f'rin1cir", ,:on,i-
dcre111n, o si~ie11J<1 l'aso <:~lt' tos~e ;iquecido l<0nt<.11ncn1c ,1 l(11'.1P:i ( 1:1:'0 lhr/in·1 1. ,\
,.. ~~•• ["!! C\,ão :,t·na fo1·n1;1J( • vap1 •I a ~1n1:~ h.·inpcratura supcnr>r a oh~erv;1d:1 1101 e.\e111-
pl• > :11H ..~Tior. 111n.t ve1. 411~ •t r~~,;10 de sarur:1ção é ,up~11Pr (c"n~ultc a Fig. 3.~\i.
:\ k111 lh.<..<.o. '> ,1u1nentu J•_: ,.,_,lt1111c c~pc·.:íf1c·o dn líquido '"1uradl' ;ite v:.ipui S<.Hurad,1
:•e"! la :JJI\ JlOlll (l Tl!Cll<!I". C• 'Ili< 1 !llr•Stf<HiO r("j(\ C~!l'C.il:11llt'lll\• d;; n:t:1;1(• de ~<l!UfaÇiÍI '· /\
Snl1d"
despeito dis,o. •"l ..:nntp.,n2nK·11ln glohal sena" ni.:sn10 dt' autc·~. ·'"•l•lirna~·;!o
,\ 'cgu ir. l"unsiderc o <.:on1pnrt:11nrnto de u111 ~1~1<:·111a 4u,- 'cjd aquccalu il pr·,~ss~>1 '
c1·itica. ou ~llf'l'.l"iPr 1~ <"<ta. Cu1nc1 ,,. venf1cou ao .<.C St'guir a jq1hárt1.::1 <.:rit1<.:a d<1 Fig
.\. '· não Ol0J"1t'ri:1 a niuJ:.in~-., de· fa~<" de líquido pi1r:.i vapo1 !'<1r;1 tndcl~ o.<. cstad<>.'>
,,·· ,,
-
CX!Sli~i;r ~LllJlc•ntt' lllll;! fa'>C. C!11lf•1nllc TilOSl!':i a )infla .i-/,-< do di,1gnuna de Íl!SCS
d;1 Fig. 3.5. a ~'a/>ori:üçÚ<' lc ,, processo inve1su de r·11111lr11.,aç1Io) pode ll1..0r-re1·
SPllltll!<' quanJr, a prcs,ão é 1nfc1io>1 iJ µre,silo crÍ!ica. í:n1J1•. para cstaÜ<\<: ein que
a pressão'~ 111.iior que a pn;'~s:'10 ~·n'tic::i º' !cnno~ !iquiJo l' ,·;1pt1r !cndcn1 a pl·rder
~cus sii;.nificado> A111d:1 de n10dé> ;i faciliri.lr <t rcfc1f11cia ;; e'se~ estadus. usa1nn~ o Fig. 3.5 Diagrama de fases ~ar?. <J água (fvra de
tenuo liquido quando ;1 tc1nper;Hura é 1n1erior à teniperatur;1 critica. e vapnr quando escala).
a 1e1npcr<1tura é 1naiur que ;1 Cc111pt·ra1ura crílic;i. E~sa <.:011\'Cll\"::it• e~t:i u1dicada na
Fig. 3.5. Liquido_11ara _
Enquanlo a condensaçilo do caprir d'águ~ pa1·;1 líquido e o resfria1nenCn adicional a unia 1en1pcratur., inieriur à do Vapor
A.13-Abas
!íquidu siio faciln1..:nte i111<1gi11ada~ e <1!~ 1ncsn10 J<1zc111 pane· de nosso co(idiano, ga~cs liquefeitos diferentes do v<1por a&b .
d' úgua podein nãP ser tão f;uniliafes. ('ontudo, há aplí..:a.:;-ões irnportantes envolvl'ndu º·" n1e~rnos. Veja o boxe próxiniu
-~,;jj
·--
p;u-<1 aplicações Jo nitrogênio nas formas líquida e g<1sos11. Va11ar _para __
Líquida
A.14-Abas
•& b
Nitrogênio, um Herói Anônimo
O nitrogênio é obtido usando a tecnologia comercial de separação do ar, que extrai oxigênio e nitrogênio do ar. Enquan·
to as aplicações para o oxigê,1io são amplamente reconhecidas, o uso do nitrogênio tende a ser menos alardeado, mas
ainda assim abrange situa~ões com as quais as pessoas lidam todos os dias.
O nitrogênio líquido ê usado para o congelamento rápido de alimentos. Os túneis de congelamento empregam uma
esteira transportadora de alimentos para submeter o alirnento a um processo de pulverização de nitrogênio líquido.
enquanto grupos de freezers possibilitam que ;.s alimentos fiquern imersos em um banho de nitrogênio líquido. Cada
tipo de freezer opera com temperaturas menores do que -185º( (-3ooºr). O nitrogênio liquido também é usado para
preservar amostras empregadas em pesquisas médicas e por dermatologistas para remover lesões {veja BIOCONEXÕES
no boxe a seguir).
Como um gás. o nitrogê11io. com outros gases. ê inserido nas embalagens de alimentos para substituir o oxigênio,
prolongarido <1ssim o prazo de validade do produto - os exemplos incluem o gás inflado em sacos de batata, salada
verde e queijo ratado. Para melhorar o desempenho de pneus. o nitrogênio é utilizado para inflar os pneus de carros
de corrida e de aviÔ('S. O nitrogênio está entre as várias alternativas de substâncias injetadas em formações rochosas
subterrâneas pat<J estimular o fluxo de ôleo preso e gás natural para a superfície -procedimento conheddo corno fra-
turamento hidráulico. Indústrias químicas e refinarii!s utilizan1 o gás nitrogêriio como agente de inertização pari! evitar
explosões. Máquinas de corte a laser li!mbém usam o nitiogêr,io e outros gases espedais.

E1nhora .1~ 11H1da1u;~s <k i"a~c tk !iqt11tin par<• \'<tpP1 (\·apllrir.;ti,:Jnl e de vapor para líquido (~·onden.~ação) SC'j:ini ;1s d..:
princip ..11 in1t'1"t'~·''. nc~tc livro.<: (a111hé1n i111p,11·t:int<· ~·11n~idt"r•11· as 11HuL1nça~ dt:: 1:1~c dL· ~l'llidl• para líquido (fusiioi <'de
s1'>l ido p:11·a v;ip(•r (:'ubl 1111<1ç:k1). !\tr,t t::st11dar ..:~sas lransi(,'.(-1c-;. c1111~iderc u1n si~rc111;1 que co:1s1slc' cn1 unia n1as~:.i unitíiri:r
dt:: gelo a uma 1en1per<.1tura inl'eno!" ii do ponto triplo. inic1en10~ (.:0111 o caso c1n que,> ~iste111;1 :,e encontra nc• estado 11' da
Fi~. 3.5. no qu;d ;1 prcs.'>iio é <;Upt::riur :1 prcssiin do pon!<) LTÍ1i<;(1. ,\d1nila 4ue o sísie1na é aquecido Jcnlarnente enquanto
.'ua pre.;s:1o é 1T1antida C'<'llS!:intc" unifnrnl<" no 1ntcTior do sistc·n1a. ,\ len1p..:r;1tura aurnenl:i ct1n1 o aqut'ei1nen10 a1é que
o pont\1 /1' d:t Fi,c. 3.5 '-C_Fl alcanr;ado. 1'\!c'SSC cs!Jdo. "gc'lo 0 lUll ~ólalo satur;1do. A lransli:ré'ncia dt• calur adir!t'nal il.
prc ..;,Jo e\\nst:illlt.: k·va i1 fr>1 ll1<1(,·ao de i íquiJu sc1n ljl!dlqucr altcr;içftu de tl'1Hpcr<1(t!l·a. ('onfnnnc o aqucci111cn10 dn ~is­
tenl<'. pro.~.-c~ue. <>gel<! con1inu:1 a '-C fundir até qu<'.. ª'' r1n;il, :1 l1!cin1a parcel:t ~e tra11~for111a, e o sistc1n:i pa~s:l a c()nler
~(otllentc' líquido ~•ttunido. /)ur;111!l' o p1·ucc~'º dt.: \11sJo a prcq«iin e'' tc1npt.:ratura s.: 1nanl~r11 constantes. f';tr<t a niaiuria
d;o~ substâncias (1 voh11nc c~pccítico aun1en1;1 durunl..: a fus.lo. n1a~. par<t a :í.sua. o vplun1e c·specífico do líquido~ infcrio1·
;10 volcune c~pec·í!icu do ~(ilid,1. :\ <.:L>ntinuidadc d\• p1<lCt:'>su de aqurcinlt'rlto à pro·~sil1l l'Onstan1c lcv:i ;111111 aurnento d,·
ler11pe1·a1ura ;i 1nt"diJ;i que o s1~1<::111a é l.:vado ao t"1nh> e' da Fi~. 3.5 . .'\ ;;cguir. <.:llli~l<.Í<"I"\' u ca~u crn que" sis1r111a -:e
l'llL\H1tr;1 1111..:ial;11i:llll' n1· ~,l;id1• 11" t.l.t l--~g. ~.-..no ciU.Ji :1 pr··,.;J.u (' i11fr'nl" :1 µPo:~,:-i,1 dr• i'<Hl!O triplo. Ne~~c L"ª'"· ~e,,
"'iL'rua i'c•1 aq11t'c1if,_," ;>'<'~';ir' ,·011,l<l!ll<' cl<' i'<t,,,.,-a pc:l;1 ,.,,~;:\\• h11":Í'-!L:l ,r,lid,, "ªf'"r. -"·;i.ii, k·\·a(k> p;1:·.t :1 r,·!'i:u> ik
1·;1p"1· an !.111~0 d;i ILnÍ1.1 ,i'' -/>" _, ... Tlh"trad:11>.1 )'1;.: •.5. LI" e·, o,·n1·1t· a ~uloli111;1ça. 1 .
76 Capitu!r, 1

.' ------====='-~=-~...==----=-~=====,==------ ----~


'1i··1
BIOCONEXÕES Conforme discutido nei boxe destinado ao nitrogênio nesta seção. o nitrogênio é utilizado em muitas aplicações.
incluindo aplicações mêdicas. Uma delas corresponde à prática da crfocirurgia, utiliza da pelos dermatologistas, que consiste no j1
congelamento localizado do tecido da pele para a remoção de lesões indesejáveis. inclusive lesões prê-cancerosas. Para esse 1 i
tipo ded cirurgia ª.Ptic o-,de nitrogê ui? tíquido a partir de ~m s~r~y ~u ~dma sonda .. ~ criocirurgi_a ê rapidamente r.e~lizat do, he. emdg:,ra,,l. se~
1
,1
o uso e anestesia. 0 s ennato 1agis1as armazen~m o n1trogen10 1qu1 o necessario para mui 1os meses em rec1p1e11 es c ama o,, asco,, 1..
\ Dewar, similares às garrafas a ·~ácuo. 1
1
~=--=~· ~---- ------------- =-----
~~---~------- ---------
~Obtendo Propriedades Termodinâmicas
IJ;iJus Jc prnl'ried;1de~ terna.•dinfu11iea~ podt>in sei nhti<l[l'> de várias fnnna~. inciuin<ln lah.:la'. gnífic·,~s. equ:H;i"lt'S e pr~>·
~ rct1na~ de cPn1put<1dnr. As St·\õc·~ 3.5 e 3.ó Jjl) ên fo..:e Ii utiii1.<1Ç ;lu dt· /(,'i1,·/a.1· d..: prop1 it·dadc~ tc·n11odi11f1n1ica~ que t"'i!~n
ll()flll•thnente d1sponiv1·i~ para''-' ~llb>ülncia' pur,1~ ~in1plc~ con1pre.-.,sí1t·i~ d.: inter.:~'l: en1 ,·ng.enh:11ia. O 11so de~s:i~
(,1hel;:s C\\n~titui u1na in1pc1rta1H<.: habilidade· /\ cap11cidadc de l\1c:ili:éa1 C.'>tados t1n uni diagyarna dt prop1·itdadeg con~­
:nui un1<i i111portante habilidade· as.-.,0<-iad:i. () prog:-<una (_k: con1plltadnr l111cracti1·e 1hcn11odr11(Jrnic.I'_' JT é apn:senladn
na Se..;;ío 3.7 cc utiEzad{) ~c\eti1·;1111.:ni,~ e1n exernplo~ e pr11blen1:\s n\l final deste capitul1i_ ~<> t"htan10. convén1 n's~ah;n
4u~· oull(•~ pr,.granl!<S '<1n1i\:tn·s p<-.rkrr1 ser t1tilizntl1J.<: para a .'-(>lu~·ãu dos pnihk1nas apréSL'ntadns. O uso apropriad,~ de
lcthelu~ e d1agra111a~ til' propried;ides é un1 pré-1-equi~ito par:i (1 efcriva utili1.;1(:5.o do prugr'1nl:J c'un1pucac1,1r1al na obtenÇií< •
de dildos de 1•1opnedades tern1odinf11niea~.
LJn1a vez lJll<' 1ahi:l;1s p;u-a diferentes ~uhstâncias são, cn1n frequ~nci;i, coloç;1da~· no 111es1110 fon11ato. ;i pn.:senle di.'-
cussão ~erfi centrada princ1p<iln1entc nas 1'<1beias r\-2 a ;\-h. 4uc forneceril propriedade~ par;1 a águ<i; e~sas tabelas sün
tabelas de con1u11n~ntc dcno111inada.~ tabelas de vapor. !\s 1'ahe!as A- 7 a A-9 para o Refrigerante 2:'., as Tabelas r\.- ]Ü a!\- [2 par<1
vapor o Refrigerante \ 34a. ;is 'fabehi~ A-13 a r\-15 para ;i an1ônia e a~ T<'lbelas A-16 a 1\- l t) para o propano silo utilízad;is de
tnodo similar. da n1cs1na n1aneira que tabelas par;1 outras ~ubstàncias encontradas na lilcranir:J de cn~'.t'nharia. As tabelas
c~tf10 Uisponíveis nos 1\pt':ndices e1n nnid;idcs SI e ing\c~as ..l\s 1;1hela'i e1n unid;ide,, inglesa<; e.qào Je~1gn11das pe!a letra
E. J'<)r exemplo. as \;thelas de vapor ern unidades inglesas são tis 'làbcla~ A-2E a A-6E.
As substâncias co1n os da<los tabelados apresentados neste livro foran1 selecionadas cn1 vinuclt· de ~-ua iinportância
prática. Contud(), el:i.~ sfio n1erame11le repn:sentativas, consider;tndo a v;1sta ga1n;1 de substfincia.~ in1ponante~ nil indús-
tria. P;1ra saLi~fazer íls 1nudanç;is de requisitos e li<lar coin as nect~~sidades espcci;1is. frcquentcinenlo:: são introduzida~
substâncias novas, enquanto outras se 1on1111n oh.~olcta.~.

ENERGIA E MEIO AMBIENTE O deserivolvimento de refrigerantes contendo cloro. no sêculo XX, como o Refrigerante 12,
ajudou a abrir caminho para os refrigeradores e condicionadores de ar desfrutados hoje. Entretanto. em virtude da preocu-
pação relativa aos efeitos do cloro sobre a camada de ozônio que protege a Terra. acordos internacionais têm sido feitos
para abolir de modo gradual o uso desses refrigerantes. Substitutos para eles também passaram por críticas por serem nocivos para o
ambiente. Assim, a busca por alternativas e os refrigerantes naturais estao recebendo um olhar mais atento. Os refrigerantes naturais
incluem amônia, alguns hidrocarbonetos - propano, por exemplo - dióxido de carbono, água e ar.
A amônia, outrora amplamente utiliza da como um refrigerante para apllcações do1nésticas. porêm suspensa por ser tóxica, está rece-
bendo interesse renovado pelo fato de ser uni refrigerante eficaz e não coriter cloro. Refrigeradores utilizando propano estão disponíveisj
no mercado global. apesar da persistente preocupação em virtude de o propano ser Inflamável. O dióxido de carbono é perfeitamente
adequado para sistemas pequenos e leves. como os automollvos e as unidades portáteis de condicionadores de ar. Embora o C0 2 libe-
rado para o ambiente contribua para o aquecimento global, apenas uma minúscula quantidade está presente em uma unidade típica, e
até mesmo esse caso estaria suieito a uma manutenção adequada e aos protocolos disponíveis para unidades de refrigeração.

- ~---~--- - __ - --- -, - ~- -_ -~

3.5.1 ~abelas de Líquido e de Vapor


------··------- ---------------~--·---·-··------~- -----------
r\s propric<l;uJcs do v.1pur d'<ígu:1 e~Uk> li.q;1Ja.~ 11.1s l:thcla.~ r\-4 e ~1~ dt: :t~\la líquida na~ Tab..:\.1, A-5_ Est,1~ ~fto gc-
ral111entc denon1i11;uJas t11belas t\e V:lpOI' .~lfj!Cl"<l(/lll'i'ÍlÍO e 1abcla~ tk liquido CUli!/l(Í/llÍc/!1, 1·espcctiv:\l11Cl\\C. () C'hoço n
do diagnunn dl· Í<iSt"S n1n~tr;1dn oa Fig. :>.6 nprc~enta <1 csirutura dc'is~1s tabcl:is, ("01110 a prc~~:10 \'a tt"1npcratur;1 ~ào
prupricda<ll'~ indcpcndcrncs 11;,s icgiõcs 111un0Cí~icas de 1í4u ido t'. ele v;q1, >r. ela~ po,k1n ~cr :ili liz11d;p; p:1r:1 a dt·tc·rr11ina-
;·fio de 11111 es1a<lo cn1 urna dt·s~~lS reglf,c,_ f'.rn l·nnscquência, ;,s T <ibcLis .:\-·1 L" /\-) o:>~tàq 1nt1ntad:1s tlt" n1odo ;1 1'11rnt·cer
\'<1k•I<''- de \';iri:l_, rrolp1icd;1tlc.-., c'lll fun1;~1<1 tlc v.1\•JTt~S dn ~11"t'~'>ii<' e da lt'r:1pl'!:olu1-:1. ,\ :w;nlt'iTa P·~·1•nc'i!adc Ji,t:id.t" ,,
"' >lu1ne 1.:'pecitlc11. ,\' dc·n1a1s pr< •]li ied:uic·, ~crão di~cuud:i, 1,:,s ,,:.,p·,·~ H1l•,,'., ]Ue:•Jc:,_
1':1r,1 c:ad<1 prc,,:·1" Ji,tat!a_ '" v:1inre' dadh~ n:• 1abcla d<~ \';IJ'Ur ~11rc·r,1qu,·cidl• i'lab,·1;1 _·\-..;1 ,·,11r1,·<r1111 ..:urn ,, L"'lad"
de 1:1prn S<ltllr'1dc1 \' <:n(;-lP pi- ·~se~'llCill pai" \L'l!l]'L'{!\l(il"il' surcrit)ll'>"- ( )-.,· d;1dt'.' \b );\l"-'l;o tk líqu1d<_; Lllfll/'rilllÍth> IT:j·
Avaliando Propriedades 77

hc·la ."'.·51 lrnnino111 ,·r,111 :>~ c·,t:t<Í·•~ de· IÍ'-)U•d•> >JtLHadu. ],lp <', f'•"ª urn.1 d<1d<t \ ' 1.,t,,· j ,\> :..- J ''!Uh h • ~ror• 'i'~' [11 ;,j, ' l 1or lt~L<'n1
prt:,>i:h> '" \a!o1·l"'• Ja.' pr(•[lrl<·dadl':' -;,i,, J;,d,,., [la!;; lê:Tlj\<'.:atu:·as .:1·c,;r,:11[e;; ,11~ " '' · ,·01110 fun.;;;, .•lei"· T
n e,1ad" de .,au1r:•ç:i.1. Pai" e·,S,L> 1;..bc-],,, "' 'akirc·~ tll•J'>tl"Jd":< cnu·(· pa1·C'utc.,,.,
ap,·1," prt,>ii.o !\\l top" da Lah,~k1 v0rr·c-;p,,nde111 a ;c·1Hpt:r<!tura d•.' <.alur<1í;â<'. \ -• ·-·~ l'urno
•::itJLn
@ijoiffii5j1~!@!eJ ll<!S ·ntbeia~ :\-4 e .A.
5. par<1 :.irna picssAo de 10,0 .\l!'a. Lu;uit.lo
a r.:rnp.:nitura ,\e ,;1tun11;à\J é l1,1Jd,t ,·011u1 311.IJó"C. Na~ -i:ah.:las 1\-4E e
.·\··SE. n:1 ;ire~são de 500 Jht/in 1. a rcn1penHura de satur11\·fui é Ii~lild,, corno
467.!"F -<l!-t"lf

SólC.Jo V~por
@4•l;j;[j@$!Q!.,) para <1dquirir 1naio1 c;o;pcriCnc1a con1 ::is Tabelas.-'.-.+<" /1.-5.
verifu1ue o ~eguintc· a Tahela A--+ fo1uec.: \) volurnc c.,pecitico <lo v<Jpo1 Lfágua ' . ,.\, 1;,l>d"' <i..:
a Hi.ü Ml'a e 60(J"C cnnto ~c;n<lo 0.03X.•7 rn 1/kl'. A 10.0 t<.1Pa e](){)"(' ;1 'fahcla ·--·---.,----
. . vapor :<upcra~"c~ido
A-5 fornc-cc o volu1nt.' -~~pcciúco da ái;uJ líquid11 cp1110 1JJj85 x io·-' ni 1/kg . .-\ i ·-, .
,...--•-- lorn<:<:<0m l'. " t.
·n1bcl:1 r\--i [: fornece n v,J!u111c espe,·ífico do l'apur d' água ;1 500 !hf/iu: e 600" F ; i ,·om(1 frn1("' d,· 1,, T
cnn1" l .15li ft'llh. /\ 500 lbllinê e J(Hf'F a Tabela A ·SE forncçc o volurne cspL'-
cílic<• da água líquid,, <.:01110 O,OJ(,1(16 H'ilb. '· ""'• -4

Ll~ (_'~lados envolvido, 11:1 1c~oluçà\t de pnJhlen1:is gerahn<:nte ni10 cstiio con-
iidos 11•1 cunjunto dt· v;1lnres !úrnec1do~ pelas tahei:<S d.: propried;1cies ..A. inz.;r- Fig. 3.6 Esboço do diagrama de ta ses para a água
l'ºlurâu i:ut1 e valore~ adjacente~ das tabela~ ~e 1orn;1, de'~ª m;u1cira, nt0<:es~ária. utilizado para a di~cussào da estrutura das tabelas dr
Senipre dcvc-~e l<'r 111ui10 cuidado duran1e. a !nterpolaçán dos valoies da 1;ibe!a. vapor superaquecido e de líquido cornprin1ido (fora d<.!
escal<1) .
.'\s iabt'"las di.>poniveis no Aptindicc foram l'Xtraídas de t;ibelas rnai-; <:on1plctas
que são con~lrufda~ de tnodo 411c a Interpolação linear. ilustrada nn cxcrnplu a sc-guir, pod<: ~cr utilirad:i cnin precisão interpolaçãü
accil<ivcl. Considera-se que a interi11ll"ção ltncar pcrn1anece válida quando aplil:ad;t a tabela." menos refinadas, coino as line>H
disponi\"ei~ neSlt' livro. para exen1plos resolvidos e prohlcn1as de final de capítulo.

fmlX•hJ~lJU1lal[.,) de1ern1inc1110.-;; o voluineespccífico do vapor ll"<igua para uni estado no qu:il p = 10 bar e 'f= 215nC.
A Fig. 1. 7 1nostra uni conjunc.1 de d;1dos extraído da Tabela r\-4. Para a pressão de l O bar a temperatura e~pecilicada de
21."'iºC se en<.:onlra entre os valon:.' labehidos de 200º( e 240ºC, que são mostrados em negrito. (ls valores de voluine
específico correspundernc~ ~~o !arnb.?rn rnostrados cm negrito. Para dctcnninar o volu1nc específico v correspondente a
2!5ºC podemos pensar na ilu:linuçiiu de uma linha reta que nne os estados adjacentes da tabela, corno se segue

. . _ (0,2275 - 0,2060) m 31kg (v - 0,2060) rn 3/kg


111cliriaçao = ·- --·-· ·-- --· --- -----···-- = --·--···-----·--·
(240 -· 200)ºC (215 ·- 200)ºC
Re~o! vendo para u, o resultado é v = 0.2 l 4 l 1111/kg. ~i -<I -C -e

'
r-' ( ~40º(', 0.2'.!.75 ~'.;-)
o
i
-·-- -----
ôi. ; 1 p= !O bar
~

~
1----- ('.!.15ºC, Pl ,q-·~;J/kg_)
ei -------
(10 U.2060
1
' 21~ ,. = 7
Ul~ ____ !_l:~?75
[( ~oO"C o.~060-~~i) 1

i ______
~()() ~
L ___ ··-·--·----
l:í
T!"C1 Fig. 3.7 Ilustração da interpolação linear.

CJs c.~crnplos a So'guir <1t>on.hu1~ o uso de esboço~ de ú1ag1atnas 11--11 <: T-u junta111,~nlc com dados tabelados dc 1na-
11eira a cstül:il·lec.:r o~ es1;idns inicial e tina! de uni pruce.,so. De acordo LO!ll o prinLípio dos estados equivalentes, duas
propricd;idcs intensivas independente~ dcve111 St~r conhecidas para que scja1n C'itabelec1do~ os estados do sislen1a .iqui
cons1denu.!o.

- . ' .. - . - ... - .... ' ... - - .. -- . -- . - .. ---- . -------- . - .. ' ... - . - - .. - .. -- . -- ...
Aquecendo Amônia a Pressão Constante
l'n1 c11njunto cdiudr\l-pistf1o veni<.:al c:rontendu (l.I lh (()J)..t k_\:'.J de <tn16nia. inicíalnu;nt\· corno \·apor saturado, é colocado sohie unia
pl~ica aqu,~ciJa Ül"\ 1d(> ao pc~n do piq~.1.: d;1 prL·~~.ln <1l1nPsl;~ric'a io<.:;d a pressão d;i an16nia é de 20 lhf/in" ( 117.9 kf'a). O aqut•ci1ne1nu
,,,:nr:t~ lentan._·111,·. e a a111i1111:1 ~t: c'Xpande a p1e~~~h' t'c>ll>larnc at~ ;i tt111p1:raa1ra fin<d dL· '?7'"\- C:'..)·'C1. /\·his1n'" t'.stad(l~ inicia) L' final º'
..:1n di;,g:·an:as ·r-1· <:: /! !', t' dr.::!c1n~1nc'
78 Capi!'llü 3

»L'\~!),od\• peJ:t ,!l!lÚlll~I Clll Lotd:i l"l.nÍ<I_ C:lll f\'


(a)(• \.'Ulll111c·
(b) o traha!h" fc' .±111.aJo dtff;ullc' d pruc·c•,_<u. c'Tll l~lU

SOLUÇÀ0
Dado: ;_u11ôni.t l· itq::c·c1da a u1n" p:c·~~iio ..:1J11sta1ue en1 uin CuTljU!llo cilindiu-pis1ãn a panl!' Jo <'.'-lado de ''apor ~aturado até unia le1npc
ratura !in;il ennh«c•Úa
Pede-se: lll<JStre us c:-.t<i<lus Hnci,11 e JinJ.I cn1 •liagraruas 7··Ve1i-v e detcrrnirie o V<Jlunte t'.Jll cad;i e~tado e o éraballhl realilado durante
0 proces~o.

Diagrama Esquemático e Dados Fornecidos:

// ~,,,
r-----
1 7~ '!, = ::~ (
_,/ \. i -·- ··-- ----1
i r-ló,63ºF"'-~7ºC 1
1-;(;~~~1~-~1~7,9 ~J'a __]

,.

Modelo de Engenharia:
77ºF 1. ,\ a1nõnia constitui u1n sisteina fechado.
2. Os estados 1 e 2 são estados de equilíbrio.
3. O processo· ocorre a uma pressào constante.
4. O trabalho relacionado ao moviinento do pistão é o único n1odo de
tn1balho pres<::nte.

Análise: o estado inicial é de vapür sainritdO a 20 \bf/in 2 . (~orno o processo ocorre a unia pressão Cl)nstantc, o estado final se encontra na
região de v<ipor superaquecido e é dctcm1in;1do por p~ = 20 lhf/in 2 e 1·2 = 77ºF. Os estados inicial c final são inustrados nos diagran1as
'f'.-v e p-1• da Fig. E3.1.
(a) Os volun1e~ ocupadns pela an1õnia nos estados 1 e '.1. são obtidos utilizando a niassa dada e os respectivos volumes específicos. t\
partir da ·rabcla /\- i 5E para p 1 = '.1.ü lb!i'in 2 e doi LctnpcrJtnra de saturação corrc.spondentc. otncn1u~ 1• 1 = v~ = 13,497 ft'llh. Então

V1 =1nv 1 = (0,l lh)(l3,497ft~1Jb)


= L35 ft'
Interpolando na Tab:'la.-\. !.'\E p;ira p-2 = 2ú !bflln: e T:_ = 77ºF'. obtemos v 2 = 16.7 f!'/lb. EntJo

V:'º- 111u 2 = (O.l lb)( lfi.7 rr'llbi = 1,67 rc'


(b) Para csl.: caso, 0 :rabalho pode ~cr ,;alcul~!do uiilizando a Eq. '.1.. !7 ('onsidera11du qttc ;i prc~sãn
é constante
·\:,

iv = ;I ·,,d\'= ,,r v" -- \":)


,, '-laril1dade para...

Suhstituind<' •>S valores :..J di•rini' '''ll <,t'it""'" fP,,-:h,;do,,


"-:Jcr.Ufi,:,." d5 intcrdções '\LI~
2 14~ in' 1 I 1 8Lu 1
r·u,r·nan ~'" 5Uil frnn~cira_
(20 lbf/in )( 1.07
l 11-' ! 778 11 . )hi-: :J •: ,bc\.ar-0c' '11.<gr;;rnas r-v ~ ·'' v
0

1, ! 8 Btu "i,c·c:alo;:,"- "''~.:idn•, '""""''"'


'°''dgramas.
O ()b~crvt a utili1_açàn de fatores Je convcrsiio no c:ilcuk1. :.J ~;iln11Jr o ~t<1b-alhn lI5.'l<'do
aC.q217.
LJ ü:7t'~r ,J.Jdr.'0 d1· !""''~'neri.,J,:s diJ

Co;;:;:~:~;~-~~:-~ -a-q;:e:·i:;;;;~~o11tiriu~ a20 lbfíiri' 111/.Q ·;p~~;;;,:] ª"'''"''' i'd""i' e<_.-r,.,aos .-.ic '"'f"""
77ºf \2',ºC)
..
J f, =9ü''f (32,2ºC_J. dfo'terini;1e o 1r<ibal110 rraliza'io c!ur;;nte o P:oces5o 2·3 er:i Bt1,. !'
. '· "·"~iJ<·~\o- 0.1~ l!tu. -· ----~- ------ ·-- __ ------------- -------- _______ }.
Avaliando Prop1iedaCe~ 79

3.5.2 , Tabelas de Saturação

.\" L•hci:,o ,Je >«l!..ir;1r;:io. T:.heL•~ ,\-l _ _.\ ~e' :\-(l. l"rn..:ct:1n dado, dt' pro1_1,·icd<icte~ p:~r<i ,1 .lgu;; n<•' c·stadu~ de !i uin,,
4
":lt11.1d(', ck ':'l'"r :;a;u1-;Jcl•1 e üL ·"'lid11 ·''nuradn_ .'\s Tat1 <"l:h .-\ l e· ,.\.J <lo (1 l°(>L" (1(1 pre:,en!t' dis.-u.~s;i, 1 _ (-:ida un1;i
dt\\J.S t;~hrla~ Í\\fllt'Ll· d<id"~ d,· l14uidP san1r<ido e di:: c;ipor '"!ui ado. í_h valores de propriedade\ p<!IU e>se~ <:''1adn~ ,,1,,
d<'ll(>t<H.I"' pelos 'uhscntl>\ f e g. fl'Spcc[Í\·a1nentc_ A T;tht:l:1 :\-2 é (ba111:ida de Euh1'!t: de /('n1;H'rtil11ra. unia vez que 1cn1·
peratura~ ,,jc, 1i>!J.da~ "'' pnnlc'll':t colu11:1, e:u 1ncren1t:n1os (;unv.:niente,_ .r... .'egunJa (.'clluna ftu El(.'<.T º' \·alores de p1cs-
sâu d1· ~,1ruraçii1• corrc·srh•nd.::nl<·,. :\.-, Ju.i~ -::ulun<1~ suhscqu.::nh·:; :·on\t:c·c1i1. r.:sptTn,·arncrllc, o 'olun1<.: específ1c·'·' do
!íquid<l s:1turado. 1•,. <: :> "-'iu1nr.: espccít!L·u d'' vapur ':Jllirado. •·~· :\ 'Jl1hela :\-1; 1._: cha111ada de 1ul1e/u de pn,s.,iin. i<Í '-JUC
a~ pre~Sf•es ~:h- !1,1:.id:t~. cr;\ incren1e1llPS r11n\'e11i.:11tcs. e1n sua prin1eir.1 c,1luna_ ()s \'al"rcs Jc' lernpc~ratura de sall;~,içiln
u •rTt'sr,•ndcnlc~ ,;,o r"o1 nc·c:idt'~ 11;1 ~ef:1111J;, l nluna_ As Juas ç,_.]unas sub~eyuen1cs 101 nccen1 u 1 e vg. 1\'Specti\ anicnlt'.
() \nlu1:1e e~pccilic11 de urn<t rnis1ura bifrbiea \íquid.1-vapor pod.:: ser de1l'rn1inad,, pc·lrr utilizaçiil> da.<, tahelas dc sa-
u1n1çãn e pela dl'finio,::lo áe título d<ida pela E4- 3.1 ck·scrila '' 'cguir. (J \'(•lume lot;il da rnisiur<i ('-a soi1na dos \"1olu111.;~
d<is !a~cs li'qu1d:o e Je 1aru1

V "--- Vi.~ ! V,""


J)iYidinJu pc·h: 111;1<:sa 101:_,: da 1nislut:i. 111. é oh!ldo urn \11lu111e especii"1co 1r1tidio pa!J. a 1nis1ura
1· V
'"• -i- '•'I'
,,,
{ '1na Vt'Z que ;, faM: liquida .' cornpthla pnr J14nidq <-:Hurad(>
"' t~ lJUl" a l-<1sc vap(11- .:. eo111posl;1 por vaptir .><i1u1ado. 1-'1;, ==
1
llli;4V1 e 1'.,,,r"' 111,.• ,1,I'~- Clll:lü

Utilizando a definição de título ..1 = 111,., 1/n1. e notando que 1111.q/11; == i - x. a expres.'>i'll> anterior se torna

v = (_! - x)v1 + xv~ = u 1 +x(vg ·- vr) (3.2)

O aumento de \'1\lu1ne espccítico durante a vaporiz:ição (11r. - 111) é tan1bé1n representado por vr~-

lll$ijuJ$f#25~1l~!.ljt considl're urn sisterna que consiste en1 ui na n1istura bif;ÍsÍca líquido-vapor de água a 1OOºC e título
de 0.9. Da ·nibcla A-2 a lOOºC, 11r ,_, l,íl435 x 10-3 111'/kg e T\· , ,_ ! ,673 m 1/l;g. () volun1e e~peçítico da inislura é

u = vr + _\(v~ - v 1 ) = l.0435 >< 10--.l ·!· (0.9)(L67:l -- J,0435 X 10-:i) = l,506111 1/kg

L)c n1aneir;i ~cn1clhantc. o volunie e.;;;pecítico de u1na 1nistura bifá~ica líquido-\'apor ;1


::'. l 2°F e llfll título de 0,9 é Ponto critoçn

u'""' ur r .r(uf: - 1•1) --= 0,ll1672 + (0,9)(26.S(J - OJJ1672) ~= "24,12 ft:;/lb

e1n que os l"<tlorcs Jc l'fe L'g silo obtido> da Tabela c\-2E_

Par;1 facilitar ;1 k>cali7,açilo d..: cstadns nas t;1b<::las t'"rll gi:.ral é convl'niente o n~o de
va!ure~ da~ l«bcL_is de 'a!Unl(.;ão juntan1entc co1n uni csbuçu de u1n diagran1a T--11 ou
p-11. !'or .:xcn1p!o, se 11 vl1lu1nc esp,:cíf1<.:o v e ,1 \1:1npcratur<1 'f s<1o l·onht:ç•.Jos, utili7_~~
:1 i<thela de ic111prratura ~1propriada, Tahel~1 t\-'2 uu 1\-0:J:. e· dt•icnntne o~ vaiorc·s Jc i•:
e v~. l ~111 dí.igrania T-11 1n.istrand0 esse~ dados é <1p1·c~cntado na Fig. 3.8. Se(> volu111t:
rspcc·ítico dado'"' c·ncontr:1 entre 111 e• 11.,, (\ s1sten1a con~i~tc e1n u111a 1nisll!fa hi1:isi~':J
l1tjllidu-1 apor. e a pre.,<10 é a pre.,~:10 Je '",.alura\·:1u conespondc'11le i; 1e111peratura dad;1. __ J_ - - - - - - - _____ ]_ __ _
() lilulo p(1d,· sere11cu111radu p<:la tc'~(1)uc,:iio d:i 1-:q_ 1.2. Se o '"lurn<: e~pecílic11 ,: n1;1i.1r ,,
do que i•f. o l'Stado se ,·nconlra na rcgi:-10 dl' l'<ipur ~upero1qt1e( ido. l'orl,ullu. p111 inter· \'olum~ '"'l'~.;ili,·o
pola(Jio n;1 T,1h\'l.1 :\-•t .iu A-.:IE. a pre.<:~~o e outra-> p1•)1•1-itlh1dt:s lísl;1<la~ pode111 SL'r d,,_ Fig. 3.8 E~boço d~ urn diagrama í-11 p;.1,1 a agua
lcnninada~ . ."ie o 1·:dur d.ido de l'<>lurne .:spc'cili( p é inl"o-rinr ;1 t11. :1 ·rahcla A.:'i ou r\- 5E utilizado para discutir a localização de estados
pode <.er utilizada pa;a delen11in:tr a pre.<.siio e outra~ pruprit:dades_ n~s tabelas.

~ dt"léT1nin<:·Hiu.~ ;1 rrt:~~iio da {t~u:1 ("11\ c,1da u1n de tr,•s cstad"-' delinido~ p1·l:i le111pcr;nur:~
1
de l(ll)"{ ·e vol\!HIC.' 1'Sj1t.:c:ÍJiLn, dt:. re>pl·,·1iva1Hc'1He. 1·! = 2-.4.'\4 rn '/k.~, "~ = 1Jl n1 /1.g e i· i " 1.0-121; x 10-'
in\'kf'. 1't:li1_.u1d11 a tc1nperatura cunhecitb. .•1 Taht_>);:i .-\-:'. forn<.:L" ,,, v~i)(11l·~ de 11, e dt.' u,,. 111 "' 1.114}5 x 10-'
"
ru \/k.';':. ''e"' 1.67} ti\ '!kg. lJ1n;1 l\'l ljU(" v 1 é sup~·r·ior ;i t'~· o c'>l:,do i se encontr<1 na n."giiÚ> de v:qJ1>r /\ 'r<.1hc!a
A.-4 decei-1nin•l a prcssilu cu1110 0.10 har. :\ .'egui1·. i;t que v,
~e cne.intra enlre 1•, e ''e· a pressiio é a prc:ssào de
>alun1\·iio co1Te~pondcntt.: a !OOºC. que t' de l ,Oi·! bar Por rin1, cn1110 1•, é 111feri0r a u 1. o estado 1; se c11con1ra
""cl +-
na 1e;!t.I" de Jíquidti ,\ Tab,']a ,\-5 1ndiça <illl' :1 pre.,s:lo e' de :'.5 ~.ir ..: -<

() e\<"l!l)'l1• ;1 ·'"::.u1r .1\h 1rd:i , ' ''"'de 1u n ,.,)-., '\•' cio"• di:1~'; ;111::• l 1' iu11t:1111<:1:~c cor11 (:ado' 1;.hel<uh" de 1n•"!u ;o t",\;il•~
iel'c'f '•_•, l'~t:id< '-' 1n1,:::1i ,. :111.d d.: taP 1'1·, ,c·c -'~' •. 1),· "~''' dn Cl•ll! " :'11nc•i"" eh" ,.,1,,. i,1-; "''!"" .!ien1e,. r!u;i- prop1 i1'd:1di:'
tl!lt'lhl'··a' 1udcpe11dc·11\,' de'\ ,;1u ,,.r ~-1,.1l1e,·1da~ ; •<li :1 >l" clt-1 i1;1: '!' ,.,l.1th '~ ri<! ,1stc·111., -'<\Ui ·- ·nt:'>tdt'r.td< '-

---·---~~---------------
80 Capítulo 3

..................................................................
Aquecimento de Água a Volume Constante
Uni re~ervatiírio rlg.1do e fechado de O.'i 1n' de voluine é cnlocaJo S(lhf<' u111;1 placa ;1qu,·cida_ ln1ciaJn1ente u n:~ervatónn cnnté1n un1,1
1nis1ura b1fá~tca de água liquida saturada e de vapor tfdgua ~aturado a f'; o:= 1 ha1 ~·uni títu)n de 0.". Apo~ ll aquel·1111entl1 .l pre~.;;ln d"
1e~crv;,,torio ~de''""" !,5 baL indique o~ estados 1nltial e final e1n u1n diagran1a t~ dctt·rnune r-v
(a) a ie:npcratura. ern '<:. 110~ estado~ l e 2.
(b) a 1na~~a de vapor pre~ente no~ cs\ado,.., 1 e 2. crn kµ_
(e) Con~idcrando que 0 a4utTllllento co11t1nua, dctennine a pre~~ão. ern bar. na yu:ll o f(~~erva1ório cunté1n ~u1nentc Y<ipor ~atlll"<ldl>.

SOLUÇÃO
Dado: unia mi~tur<i bifásica líquid<>-vapnr de água cn1 urn n:serv:itório rígido e fechado é ayuc:~'id<i ~ohre u1na placa quente ..A. pres~ào
e o títul(• iniciais e a pre~sõlo fina! ~ão conhecidos.
Pede-se: indique os estados inicia! e final en1 uni diagran1a T--t' e detern1ine ern cada es(<1do a tt·mpcratu1a e a rnas~a de vapor d"ügua
presente. Prosseguindo o pr<Jcesso de aquec1n1cnto, dclernüne, ain<hi. a press:to na 4ua\ o re~ervatório cnnté111 suniertte '•1po1 saturado.
Diagrama Esquemático e Dados Fornecidos:

ri Modelo de Engenharia:
l. A ;it:ua no n~..,erl'at6no ~e consti-
tui ein uni ~isrerna fechado_
1 2. Os e~tados l. 2 e .1 são estados lle
'
1 equilíbrio.
l'i = l bar 3. O volun1c Jo reservalório penna-
x 1 = 0.5 1
I" = l,5 bar
X~= LO
' '''' nc<:c <:On~tantc.

l f>ar

------------------ -·---- Fig. E3.2


'
Análise: duas propriedades independentes são ncces-sárias para determinar os e:>tados- ! e 1. ,"lo ..:~tat!o inicia! a pres.~ão e o título são
conhecidos. Con10 estes são independentes. o estado está d<!tenninado. O estado l é niostrado no diagrama T-v no interior da rcg,lào
bifásica. O volume específico no estado 1 é determinado utili<:ando o título dado e a Eq. 3.2. Logo.

v1 = vn + x(v~i - vr1)

DaTabclaA-3 parap 1 "' J bar, vn = l,0432 x 10--:< 111 1/kge Vgt = 1.694 111 3/kg. Logo,

Vi= 1.0432 X to J + 0,5(1,694 -· 1,0432 X 10 ·'.<) = 0,8475 n1


1
/kg
Para o estado 2 a pressão é conhecid;1. A outra propriedade necessária pa1·a a determinar,:ão do es1ad0 é o volnrnc c~pecífico v1 _ (}
volume e a niassa são ambos constantes,.:: então vz = v 1 = U,8475 111 3/kg. Para p 3 = J.5 bar, a TabclJ..1\-3 fornece 111:' = l .0:'>:-:2 x 10-J
n1'fkg e ug2 = ! ,59 m 3/kg. Unia vcz que

o ~ ~<~
6 o estado 2 deve se encontrar d11 nu:s111a n1aneira 11;1 região hifásica. O estado 2 <.' ta1nhCni 1nostradn no diagra111;1 T-11 dado.
(a) Unia vez que o~ cstados 1 e 2 se en<:ontrarn 11:1 rcgiào bifásica líquido-vapor. a~ tt1npcraturas con.:sponde;n às h:111peratut·a, d..: ~;i
turaçfio 11;1s rr~·s::;ií~s (i<tdas. t\ T,1hcla 1\- 3 frJ1ncce
T1 =- ~9.63ºC
(b) Para achar a 1nassu de l'apor d"á!!ua presente, uti li7.arno~ inici<ilnicntt' o volun1c <.~ 11 V\>lu111e e~pccí!tcu p•1ra de1cnn1nar a 1n;iss;i 1111a/.
111_ Ass1111.
V 0.5 111'
ri! =
,, """' {l,51J kg
0.8475 111'/kg

111~1 = ,t1lll o-- 0.5(0,59 kg)= 0,295 kg


A n1;1ssa de vapor no estudo 2 eencontrada de n1odo si1nilar u1iliz;indo l' títulü x 2 _ P:ira detcnninar .rJ. n'sülvcrno~ a Eq. J.2 parJ o título e
utiliza1nos dados de volume específico da 'fabela A-:> para a pressão de l ,5 bar, juntan1~ntc co1n n~ valore~ d:1d(Js de ti, cun10 a segui:
l' - V~ 2

IJ.K--175 l.115~8 >.-: lll


1.159 1.0528 A]()
Avaliandü Proprit•Jade~ 81

nic: =- 11.'l:"l(U.59 kg) _o__ 11.--131 l.:µ


(e) !"'ros~tg•Hnd1> o pn>tcs<;o de a4t1<'c 11nc·n1<1 11 ..:~tado J <:~!aria nn linha de vapur saturi\Jo. ..:ornu H.;tirirdDde pal(J __
ilu_,lrllJo no di;1gra1n~1 T-1• J;1 Fig El:'. f)c,so.: 1nodo. a prc.~~ào sena a pro.:~são th; :;atur;_i,::ío cor :J d~dirnr ""' sistem<• fech;.do e
rc~pond..:nll' lnicrp,>l;_indu n;_i T,1be!a ..\ J p<ira v~"' 0,8-4/'i rn-'/kg:. <lbten1(1~ p, °" 2, 1 1 bar_ •tlenliilcar ª'-' int,,raç-'lc,:; qu~
ocorn:m e:m ~"" frorrtc•ra
e o pr•>ccdiJll('ll{(l pilr;i a di:termina~·ii.o do ('~!adu :'é() lllt'SJ!lO aptc~cni.ili•· na Ji~cu~s:ío da Fig. CI "sboç;:ir os diag~.:iin;is T-u e Í
1.8. locariz.<w estados ne~ 5 e 5 f
6 Urn;, \'e/. que l> processo il<::Orre a vo!un1LO específico constafl!LO, o~ estados ~e enconti-Jnl ao dbgr-amas. t
lr.n!,'.U de urna linha \"t'rlicaL
CI ob~er dados d1" Propriedades r
dj; á<Juci para est;;dos f,
liquido-vapor. ut111z;indo 0 iltulo

Prosseguindo o aquecimento com volume específico .constante a partir


do estado 3 até um estado em que a pressão é de 3 bar, determine a temperatuia nesse estado,
-- ___:__ ____J
em ºC. Resposta: 282º(

Avaliando a Energia Interna Específica e a Entalpia

3.6.1 \,Apresentando a Entalpia

En1 di\"lTSHS análises tcnnodinii1nicas a soni<i d<(energia interna U ~orn o produto da prc~são p pelo volu1nc V se faz
rn·scntc. llrna vez que a ~orna LI+ pV vai aparecer tão frequenternente e1n discussões futuras, ê conveniente dar a essa
co1nbinação uni non1c. ~a, e um símbolo específico. li. Por delinição enta!pia

lí = U ·!· pV (3.3)

Cprno fl, 11 e V são roda~ propriedades. essa combinação é t<imbém unia propriedade. A entalpia potle ser expressa c1n
base rn:íssica
h·-u--i--pu (3.4)
e cni base rnolar
h u ·i- pu (3.5)

1\s unidades de entalpia sào as 1ncsn1as utilizadas p<1ra a energia interna.

3.6.2 \_ObtendoosValoresdeueh

t\s 1abclas de prr.pried:iú..:s aprl.'se11tadas na Seção '.l.5 fornect'1n v<ik>rc~ de pressão. volu1ne específico e te111pcratura e
(a1nt>é'rn valon~s dc ..:ncrgia interna específica 11, LOntalpia '1 e entropia s. A utill7.açãu dcs~as tabeh1s para avali;ir u eh é
d..:,;..:rila na rre~cnic si:ção: a con~ideraçãu di! c1nropia é posterg<1da a!é sua apresenl:u,:ão nu Cup. (1.
()s d<id"s para energi;_i ir1lcrn~ espt'CÍtica 11 e a ~nlulpia li s:-10 obtidos a partir das tabela~ de propriedades, da n1csn1a
n1;1!1t'.ir;1 que o \'olurnc especifico. Para estado~ d(· ~aturaçiio os valore~ de ur e "f' assin1 como de hr e hf. são tabelados
e1:1 i'unçliu da prt'~sào de saturação e da ternpl·-ratur~1 de saturaçlin. A. ener6Ü1 interna específica para uma 1ni:;1ura bifásica
líquido-vap,ir é c;dculadit para 111n dadu litul<l da u1esrna maneira que o vo!un1c CSJ'l'Cítico é calcui;1<lo

() a11n1cntu de e11,:rg111 interna E"~pccifica d1.1r:1nl<.: a vaporiza,·üo (ui< - 11:) é gcralnien:e reprc~cntadu por ufg· De n1odo
~1nlilar. a en1alp1a esp<.:citiea de u111;r u1Íslura hif;ís1ca líqu1do·vapor· é dada cn11c11nos do título por

h = (1 - x)hr + xh1< = hr + x(hg - hi) (3.71

() au1ncnto de cntalpia durante a v:1p<niz<1çfoo (h1: -- /ir) ê nonnaln1enle !<thclado por conveni.3ncia sob o sírnbolo h1~­
m&J'.W1iilQJ:G» p;_i1a ilustrar o u,;o Jas Eq~. 3.6 e 3.7. delt'rn1inan10~ a enlalpia específica do Refrigcran1e 22 quan-
do sua ternperatur:i é 12''( e sua energia inten1a cspecí1ica é 144,58 kJ/kg_ !)e aconJn con1 a Tabela A-7, os valore~ dados
de \'ller_,;1a irllt'.rn:1 St'. cru:nntran1 c11t1t' l<r e· ug a l 2"(': dessa n1ancira. o estaci<> ~e cn<.:ontra na região bif;ísica líquido·
,-.ipor. () tiHilu da rnistura 0 encunirado uti!ii'.a111__h)-'LO a l':q_ J ú e o.o Lh•dos da T<!htcl:1 /\-7, l"\HIH) se ,c~uc:

i-1--1-.:'i~ '>S.77
' " 11,

230,:>:-i :-.X.77
- ()_5
li"
'"
82 Capitulü]

,,
'·' -<. <( 4

Nas lalll·i;1~ dé vapnr ,up..:raqll<~cld" 11 L' h s;'i,1L1llt'k1du.'1untarnc111t: LO:r1 ir ((•Jl1o r'u11~·ãu da 1en1p..:r.1tura e prcs-;iin_

~;t•l•i#Xrn~ ;1-,·alic1n·" T. u eh pa:·;i ;igu<i :• n.10 '.l.1f':• e urna c11cr~i" ullerna t'-'P'-'cíflca •k: '2.~ ;7_:; k.lik;;. \lpi-
1.u1do ii Tabela ,j,,-:"._ 1\<'tc· que u 1·alu1 t\.,Jn de <r e' :;uperi(•!' a u,: :t {I_) tvlJ>a \u,,'"' :'..'i()(i.1 kJ(Kgl Es~c i.1r" 'uger<: qu,•
'' e\l:td<> se ent"••nl1~1 n;i '"egíiiP dt' V<l\'Or stq,e1,1quccidP_ ,\ panir da Tahel<l .!\--f ohtt·111u' T = 1:i.n~l:. u =- l,'l.J:l in 3 fk~ ,.
h = :'.716.6 kJ/\.,,g i lt' n1an,·i1-., ;,lt(:rnati\a, a Jefin1r,:1p de/; rc:l:1çíona li<' u
Ít = 11 ; f'V

/
1 iO'
\ n1·
N)_,( 1 79·~
\ ' - . kg
m')I
- 1 -- lkJ
! !O' N · til r

25.17,.\ _,_ 17'J,_l =- 2116.tí k.1-'kg


(\n110 outro ,.;.;,·1npl". ~·ons1de1-c· <igua l"lll u1n dad,i t"Stadcl dcfir.1do por UITta p~e~sf10 igual J i--1.7 lhfli11: c unia !cn1pcra-
tu1-,1 de ?.50''F. !);, T<lhc·I~ A--IE, l' = :::'.X.,12 11'/lb.11 = IO'il,5 Btu/lbe it =: l !(18.X Htu/lb_ ClHTI<ijá rlescrilo anterinrinen!c.
// plick ser c;1k·ul;1<io a partir dc 11. Entf1<)
fi '~- /l -! fH!

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( !4,7 in- / lb
'44 ! n')l "'°
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1 ft-
.-- -
1778 ll · lhf
·1 ' ' " ' ' ·1

= 1091,5 + 17,3 = llú8,8l:Hullb

Dados de energia interna e de cntalpia e~pecíficos para estados de líquido da :igua siío apresentados na Tabela A-5.
O fonnato dessas tabelas é o mes1110 da!< de vapor superaquecido consideradas anteriom1erne. Desse 111odo, valores de
propriedade.~ para estado di:: líquido são obtidos da n1esma 111aneira que paia e~tados de v<lpor.
Para a água. as ll1ticlas 1\-6 fomecen1 as propriedades de equilíbrio de sólido.~ saturados e de vapor saturado. A
pri1ncira coluna lista a temper<itura e a segunda fornece a pressão de saturuçãu correspondente. Esses estados estão cn1
pressões e lernperaturas inferiores às do ponlo triplo. As dua~ colunas que se seguen1 fornecen1 o volun1e específico do
sólido saturado, u" e do vapor saturado. vg, u:spectivan1e11te. A tabela tamb<!rn fornece valores de energia inte111a espe-
cífica. cntalpi<t e entropia para o sólido satnrado e p:ira o vapor saturado en1 cada t11na da~ te1nperaturas listadas.

3.6.3 ~ta~os de Referência e Valores de Referência

Os valores deu. h e~ fornecidos pelas tabcl;1\ de propríedades n;lo s;\o obtidos~ partir de rnedidas djr<'las. n1as são ea!-
culados a panir de outros dados n1ais facilruentc detern1inados de nianeira cxperinit:ntal. ()s prnccdi1nentos de cálculo
re411ercrn o uso da segunda lei da tennodinã1nica. assirn 3 considcraç:1o dc.-;ses proeedi111entos é adiad;1 para o C<-1p. 11.
estados de após a seguntla lei ter ~ido apn.:~eutad<t. l'.:ntret<into, uina vez quc 11, li t: s são calculados, a questílo de estados de referên-
referência cia e de valores de referênda se t0r11a ímportant<'. e será discutida de 1na11cira breve no_, parágrafo~ que ~c o;egucni.
valores de Quando balan~·ps de ener!'ia .>ã(1 aplicados. <lS dif"ert'llÇn.f de encrg:ia inten1a. cinCtica e potencial entre dnis cs1ados t:
referência 411e são import:u11es. e 1u"io t•h valores di:ssa.o; quanudades de energia c111 c;ula u1n de~'es dois cst:.1dos.
lf!...Jkí@§,~iij@ Ct1n~1dere o çao;o da L'llt'rgi:i pntcnci~I ()valor nunic;ricu da cncr~ia potencial n1cdid;t ern relação
;, ~uperi"ície da Tcrra (:diferente Ju valor relall\ll .Hl tor(' de uni eú1fíci(I no n1c~1110 loL·al. Entretanto. <t diferença de
c'n<.':rg i;, pu!C'll(:ial cnHc duas clt:v:t\·ôcs difcrc·ntc~ e' <'.\.-tla111e11tc a n1e;;1n:1 a dc~pcitn dll refere11L 1<1I uti liJ:ado. u1na vc1. que
o valor dn r«rcr«nLi;ll é cancc:Lidu Jur,inlc· o cúkulu_ -o;-...;

Do 111e_q11n r11<>d<_>. r(\Jc'lll-sc· atnhu•r ..-rdPrc~ a l"i\t'igia 111terna cspçcifica <' :'1 l'nlalpia l'lll rela<J1u :t valur"t'O: de rc-
fe12ncia arbi1r:í1io, c:n cst~1c1uc: de rcl\:rênci:i arhitr:\rio~. Cn1no p:H-;t o'-'ª·"' da t'lll"l'g1a po1cnei:tl con~rdcr;id" :1nte.'>. a
lll1 li1ar, cl1 > de• v.d11r<::: di: u1n:1 prop1·ied.itlt• pan•L-u l,ir \kternti 11:1Lk1~ t'lll 1<-·la1. ;lo :1 ;1n1;i n·tlY:'nc·i:i :11 bitr:í1 i:1 t' :i11ic·.1. dc:.~dt"
que o~ c:"1h:u](>s feitu~ cnvolva111 so111e111c Ji!'ert·11ça~ de~sc1 propncd.tdc p:11·:1 a~ yuais o valor dt n~ferência ~e tanccla.
í:ntrctantu. quando rcaçl1cs qu•n1ica~ :u..:<Jntt·ccni c·ntrc as 'uh~1i\nci<1s consider~ida'. devc-St' d<ir atc:nçJt> e.-;pci.:í:ii p<ira a
q11c~~LJ0 d·.'·' e,1,1do> l' v;1lon'~ r1:: refcrl-r1c1a. !_! 1na discu<;são de COllhl 1.·;dure~ de propnedadcs _,;-10 :1t1·ibuídos no 11101ncnto
da anúli\c' lk ,,,1,·n1<1' rc·:ilt''" '2 .ipl't'.'.l'lll:Hl:1 no C:a!'· I:\_
(ls \":tlore~ t:il:iel;odo> Je u t' h p:n.i ci :igua. a arri<lnia. u propano~· ;1s Rcfri;;er<-tn1es :;~ t 134:. l\irnccidu<; !l<) 1\p.:11dict·
~~<\ relali1·oo; ª"' c,1;1du.' e \alo1e'' de rc~rerênc1a t'un1cn1ado.-> :1 ~cgu1r f\ira a :igti.i. o c~tado de 1etcr2nci.i ~ u de' líql1ido
s~turado a 0.1) 1~e (3'.::!.IJ:''F). Nts'e estado a energi.t inll'rn<i c·~peci!ic:i é cnnsid1:r;1d;1 1,,,-,_,_ V:dorcs da einalpia específica
<io t:alculados a p.ircir de li= u + 11-v. uti!izandn os valore~ tabela<lo~ de/'- v ,~ 11. !--'.ir« a a111t111ia. o propano tos rcfrige-
ralltt'~. n <"S!a1k> de· rcferênci.1 e' o de· liquid<' ,:uurado <l -J(f'(' (---i(J"PJ p<ir:i ,is t:ibc·la' <:n1 1111idades ingles:1.'I. f-':ir<1 e;;,e
,-~1;1dc.> de- reh·i ênc•a a t'ntalria c~rccíi'tcil ,, c1n1,ider<1rla zc·ru_ V<i!,.re~ dt· t'llc'Q!i<I int<·n1;1 c~ptc1fir,1 ~ão c,ilc\J lach's :1 partir
de u ~ h / '' · UI i l17;u 1dn ,,~ '::!"rt•, l.tbel<id<" df' I'· t' ,. /1_ f)c•\ <"-~l" ll(olar. na T.1bc~l<> A-1. que i~'" leva a lll Ll vai< 11· !lL'galÍV<'
j'«I:: -' c-;!c":C"··t in1-~1n01 ''"' '''t."\,, dL· rei'er·~11•.1<1 '' qu.; c·11!;1t1.'.! lill<' (• <11lf'•':-«n11c 11;,n ':i-• i.,
,·:ol<lrc» l!lllll<'i"lco.; _,nihulâ•>.,
·' ,., c f, '·1 n ~.-, 1da•:.· <''l:<\Í•" •na-, ~i '" :1·, :li/(·.-. 'l'í'", til""''~ p1-<lpric:d:tdc"' e11tre ,·,t<HI"'- (h 1·:il"1 e~ :11_nht1 íd1 '-' " tH\I ,·,;.1d''
_,.-;,, l\!\!·lir1caJ,,,, ·'' \, ~'t:t<l1• ,IL '''i't:rê•1•·i<1 <•li,, \-:1](1r,k· r,·fc:r·!"c1a ~,· .1l1c·r:1. it1;1' :-u;t d1i"<:r«;,._·" p,-:-111:.11c'~·c a 111t"~111a_
~ .. - - - · - · - - - - - - - - - - - - - - - -------------------------
~· Avaliando Propriedades Utilizando Programas de
_,,,_,, Computador
- - - - - - - - - -------- ---------------
_A. u11l1Fa~·;lo de' progr<nnas de' c·on1put1aior p.,;:i a ;tvalia~·<io dl" rropried;1dcs tcrn1od111;J1111-"''~ o'~!a se ti•rna11tk1 práric<t
c1i1nu111 n<1 engenharia. (h p~l1gr;,111a, d!' co11tputad<•r [!(l<lc•n ,..,r clcfiuid(1_, cm Jua~ ca:egn1ia~: dquc:h::_;; que fon1tcc1n
,J<,Jç·~ soinc·nte para c~1adPs individuai~ e aqueles 4uc fornt·ccn: dad"' de propnedadc:- corn11 r<ir1e dl' um pacote de
si1nulaçào 111<11s geral.,\ ll:rr;1nicnta 1!11r,roc1"•c Thrn11ody•1<J1111c.1. rrp11d1· ser ulili1.ada nJ" ~vll•cntc para a ~0luç·[l,1 dl"
pn.ibk·1n;1~ <:on1ur1~. fl•ruccendo d;idn'i cin est<1dos e~peciíiru~. nia~ ttl111bé1n p<ira siniul;i.,::10 e ana]i,c. (Jutro~ progran1a'.
;ilé111 do rr. 1a1nhém podcin ~cr utihzad<h çnrn c~.\CS pr(lp{1situ~. Veja \> boxe p11ra u111a ;:1i1áh~e do soft\vare U\<1du c111
t.:rn1ud1nâ1111<.':i.

Utilizando Programas de Computador em Ter:nodtnân1ica


Prog:arnas de computador. como o lnteracrive Thermodyna1nics: IT ou ~imilares, podem ~<'r utilizados como ferramentas
de auxílio µara o aprendiiado da termodinârnica aplicada â engenharia e para a solução de prob!enias de engenharia. O
IT é construído em torno de um programa que aluar.a solução de equações e ê aprimorado com dados de propriedades
termodiílãmicas e outras características valiosas. A partir do IT pode-se obter uma solução numérica singular ou variar
parâmetros para investigar seus efeitos. Pode-se obter também uma saída grãfica e utilizar qualquer processador de
texto do Windows ou planilhas eletrônicas para gerar relatórios. Além disso, funçõi:s do IT podem ser chamadas a partir
do ú:cel, permitindo o uso dessas funções termodinâmicas enquanto se 11abalho cor!\ o Excel. Outras características do
/Tinchiem:
,.. uma série de telas de ajuda guiada e diversos exemplos ~eso!vidos para ajudar a aprender como usar o programa.
,.. dados que podem ser arrastados (drag-and-drop) em 1nuitos tipos de problemas-padrões, incluindo urna lista de
hipóteses que você pode personalizar para o problema.
,.. cenários predeterminados para usinas e outras aplicações importantes.
,. dados de propried,1des termodinâmicas pa1a a água, os refrigerantes 22 e l34a, a amõrtla. misturas água-vapor
d'água l' um número de gases ideais.
,.. a capacidade de erttrar com dados do usuário .
.. a capacidade de utilizar rotinas do usuário.
Muitas características do /T são encontradas no conhecido Engineering Equation Solver (EES). Leitores habituados con1
o EES podem preferir utilizá-to na solução dos problemas deste livro.
A utilização de programa~ de computador em anãlises de engenharia é uma poderosa ferrarnenta. Entretanto, algu·
mas regras devem ser observadas:
,. Programas de computador complementa1n e ampliam análises cuidadosas, mas não as substituem.
,.. Valores obtidos a partir de progran1as di: computador devem ser verificados seletivamente com outros valores calcu-
lados manualmente ou, ainda, de 1nodo alternativo, detern1inados de man!'ira independente.
,.. Gráficos gerados por computador deven1 ser analisados a fim de verificar se as curvas parecern razoáveis e se exibem
as tendências esperadas.

() /7" forn<:cc dado.~ paru as suhstàncias que constarn d:i;, tabela' do /\pêndi..:c. r~m geral. os c!;,dus sã1\ obtidos a panir
de declarações sin1plcs que são inserid<is no l"Spaç<• de trab<1!110 d" programa.
Wfil443~ çon;,idc1·c a 1nistura bifásic;i líqutdo-vapor no e.-,1adro l tio Ext:niplo .1.'..l p:ira o l{U:tl p = l b;ir, 1• =
0,84 75 n13fkg. /\ seguir. u1na descrição de co1nn os ctad<>S p;ir<i !l"!llperat\lnl úc saturaç:lo, título e energia interna cspC!'.Íf1
ca ;,:\o olJtid~S uti!i~;indO-~L' O f"f". 1\S funÇÕCS para f. 1! ('li ;,)i(' obtidas pc]J L'SCUJha d:i up;·itO .'Í.gu.v'\/aµ<ir d'água ( \l\\!LL'i·/
Stc<11n) do 1nenu de proµricdadC'~ (Propcrtics1. F.~cplhenlhJ unidades SI d11 111<·1111de1.'!li•ladcs (llnits), cnnt/> e111 har, T
c111 º(,e a quantidade da sub~tftn<.:ia c1n kg, o progr;1111<1 //"~e lurn<i

p = 1//bar
v = o,8475//rn 3/kg
T = Tsat_PC'Water/Steam",p)
v ''"' vsat_Px{"Water/Steam"".p,x)
u = usat_Px("Water/Stearn"",p.x)

P1·e~sionando o botão de Resolver tSolvc), o progra111a fun1cec os v;.ilores tlc "f"= 99.63ª(~. t =O,:\ eu= l 4f\2. kJ/kg. E~ses
valores poden1 sei· verificados utilizando-se dados d;i ·rabeia 1\-3. Nnrr.: que o 1cxto insc·rido entre o sín1holu i! e o fin;d
da linha é considerado corno {'.On1cnt:írio. ""- ..q
(l exr.:inplo anteriur ilus1ra tuna in1ponantc c<1ractcrí~1ic:1 dn /"/" Fn1h(•r;1 n título. 1. c-'lcja 1111plícito n.1 lis1:1 de ;11i;t1-
nicn!i•s na L'\l'lc<~;K, para D ,.< ,J u·,ne e;,pec ificu, 11:\0 h;. \h'''.'''"i~Jc th' ,.,."' >1' 1'< ;1 ·~Xt•i·: ,,;1·. • <oi ~:dor',·; an 1e1u~ p.<r<> ,\ i·.; ri
iu~:at de~\:I r~~(l)l!~"à() algélJ1iC:1 O p•·ognnna rod,, ;.,!]CUiar ·' t:llljll,Ull<l t> illÍillC"l(l dl" •:quac<-Jl"' ioll i~n:ti ;,n ll•'lflt'I\\ dt•
111,·ógntl<lS.

-----------
84 C<ipitu(o 3

() rr la111bén1 j()l"llt:.._t: v,:l\l1c·:- de pr•ipnc·d.icte, li<! rc,:1:.0 dt~ v;ip.ir 'llpt:raqnl·..:iclü.

mmt•Wi!') .._-on.>1lk·re o \<tpor s11per:u.1ui.·i.:1ti11 (k· a111,·1nia nn es1ad,1 :'. lhl 1-:xt:lllf>lP .1.!. p<11·;1 ,, qu<tl p"' :'.U lbt/
1n-' e T = '7''f'. Selt·i.:ion<i~td• 1 <•nlc"•111a (,.\111111011ffi_I do m,·nu de: l'ruprieclad,-, {Propl•.rties l e e'c' i!hendo uniUadc' i ngle~as
nc• nienu de L:111dadc~ ( UHiLSI. valoit:\ de vo\u1ne específ11:11. energia intem'-' ,. cntalp1:l sJ,1 t>btaios a parllr do rr L\ 1n1"

_,e 'egue:

p =- 20//lbf/in 2
T'"/7//ºF
v v __ PT("Arnmonia",p,Tl
u u __ PT("Arnmonia".p.D
h h_PT("Amn1oni?.",p,T)
Pres,ionando o bolil.n de Res,1lvcr (Solrc). o progra1na fornece os valores deu= !6.67 ít-1/lh, 11 = 593.113tuilti eh=
655,3 ílru/lti, ;-r:-~pc~·ri1a~11t:nte. E~scs valores estão de ;1cl>r<lo con1 os valores correspondenrcs ohtidos :1travé~ de Í1Jler
p1'l<1\'ã(> da Tabela:\" J 5 E. ·' ...:: --< --<1

Aplicando o Balanço de Energia Usando Propriedades


Tabeladas e Programas de Computador -~~~~~~~--~~

(J bal;inço de energia par<1 sistcnws fechados foi apresentado na Seção 2.5. Exprcs~<les alternativa;; fonun dadas pela.~
Eqs. 2.35a e 2.35b. que sãn equações aplicáveis aos processos entre os estados indicados por! e 2. e pela Eq. 2.37. que:
corresponde. a uma fom1ulação ern termos da taxa ternporal. Nas aplicações em que a>. variações das energia~ cinética e
potencial gravitacional entre os estados inicial e finul poden1 ser ignoradas, 11 Eq. 2.35h fica reduzida a
(a)
e1n que Q e \{' reprcsencan1, respectivamente. a transferência de energi<i por calor e por tuthalho entre o sis1en1a e sua vi-
zinhança durante" o proce~so. O tenno (J2 - U 1 representa a variação da energia interna entre os estados inicial e final.
·ro1nando a água corno exemplo, para siinplificar, vatnos considerar con10 o terrno de energia interna é avaliado cm
três casos representativos de sistemas envolvendo uma únicu substância.

Caso 1: Considere uni sistema que consiste, em seus estados inicial e final. em unia únic::i fase da água, vapor ou líquido.
,\ssim, a Eq. (a) toina a fonna
(h)

en1que111 é a tnassa do sistema e u 1 e u7. indicam, respectivamente. a energia interna espccíti,ca inicial e <t energia in-
terna específica final. Quando ;is te1npera1uras inicial e final T 1, T2 e as pressões p 1, p 1 são conhecidas, por exemplo,
as encrgi<is intern;is 11 1 e 11 2 podem ser faciln1ente ohtidas a partir das tabe/(IS de l'(l{'Or ou utilizando prograrnas de
computador.
['aso 2: Considere uni siSl<'.!THl que consiste. en1 seu estado inicial, e1n vapor d' água, e. e1n s.-u c:stado final. tk· unia
tni>tura bifásica de água líquida e de vapor d.água. (:01110 no caso 1, escre\'Cn1os U 1 =111u 1 na Eq. (a), n1a~ agora

U:_ O"' ( U114 + U,ar)


(i:)

en1 que- 111 1,-4 e 111 1."l' n:·prcscnta1n, rcspectiv;a11enlc. a\ rn;is~as de líquid,J saturado e de vapor ~aturado prcscntt.:\ no
estado final, ur eu~ si\o a.> energias internas espccílicas co1Tespondcntes dctcrn1u1ad;1\ pela tetnpcr;11ura tin:1l T2 (011
p<:ht pn;ssà(> final /l:.l-
Sc o título .1 1 é conhecido. a Etj. 3.6 r0t!e si:r usada pa1·a dctcn11in;1r a energia interna e~pccífica, ui- lLi 1nistura
hif;\~ic;.1 líquido-1 apor. l ,ogo. 1../ 2 = 11111 1, preservando assirn a eqll«Ç~o do hal;111ço de energia l'>.pres~a pcl;1 Eq. 1h1.
{'u.\n .1: Considere uni slstc1na que C(ltlSiste inícü11inc111e enl dua~ 1na~sas ~eparada~ dt: \·apor d';it'll" que se niistur:11n
para for111ar unia rnassa total de vapor d' água. Neste c~so
U1 =111'11(T',p') ·!· 111"11(7.",p") ldl
ú' 2 = (111' -1-- n1")11(T:_.f!2)
= rnu(J'.,,p 2 ) ((')

c1n que 111' e 111" :-.ão as rnnssas de vapor d'água, iniclaln1entc scpar;idas en1 'f', p' e T". p", respectivan1enll~, que sc
inisturarn para forrn<ir 111na rnassa tOt<1l, 111 = 111' + 111", em u1n estado final ern que a 1en1pt·ratur<1 é '(2 e a prl'Ssão é
fl2. {Juan<lu a~ 1e1nperaturas e prc~xõcs nos respei.:livo~ c:~\;ulos são conhecida~. pür exc111plo. a~ t'rl<~rgia' intcrn••~
c~pl·cí1-1cas das Eq,. (li) e (e) podc111 ser facilrncnlc obtiUas a p:.irtir d;is tah-:lus de •·apor ou usandr> u111 prograrn<1 th.'
contputadoi.
l'-'scs casl)s 111,.~tra1n que lJUan<lo ti balanço de cncq;i;i ê aplic.1do, é in1po11:.n1c co11,idcr;1r S<· (> ''sr:;111;1 tc1n u1n.1 p:;
dua~ l;i~<:'-. L'1n<L aplicação pcnincnte é a de 11n11u:1,1u:1nc111n de c11ergiri rt'n1'ico, cOn\icierada no hOX<" a 'eg11i1·
Avaliando Propriedade•. 85

Armazenamento de Energia Térmica


[n1 geral. J er:ergia está d1~ponível um,i UP.i(il ·,ez. poré1:1. se crma1f'nada elil pc.de ser mdi'> v,>l1o~a .1u '..:Sdda de manei·
'ª m,1is ericien:e cm uut;o,, rnu1!1entos. f ss~s considera~('""' s ,',tentan1 vã rio~ mt·ins ae ar n1;J2enJr energia. inclc1lndo os
rnéiodos ap1esen1ados na 5eç ào 2 .7 e os aiscutido5 aqui.
A f'nerg1d solar é cn1i.>lddJ durante o éia, rnas rnuit.15 •C<:e~ f n(·cessária ern OlJ\ros rnomentos -·para aque,eros edi·
fícios ::lur ante a r1oite. por ex_en•plo. A~sin1, sis1t'm.<s de armazrnainento de energia térmic,1 réin sido desenvolvidos pílra
a~ender ílS nece-,s1d<Jde~ dP <Hrnazename11to de energia solar e de outras forrn<lS d"' energiél sirniiares. O tern10 ent!rgio
!érrnir;o 1nilizadc> deve :.e• .-n1endidu <orno e11er9ic interna. ~·
Os r:'eios Uóados e•n \•'remas de arin?.?enamento de energiil ténni(<o ~of;ern i!ltelJí do d€' tempera1ura e/ou fase. Al-
guns sistPmas dt• ;;rma,:enamento simplesniente armazenvn1 enersia a!ravés do aquecimento de água, df' óleo minera[,
ou de OLltra~ ~ubsiãncias n1antidas em <lm tanqulõ' d<: armazf'lldlTit'nlo. em geral pressurizado, até que a enerr,ia <'!rma·
zenada seia nece~sáriíl. SóiEdos como o concreto ramltém poden1 ser u rneio_ Si~:erna~ em rnudonço df' fase arrnazenarn
t·nergia po1 ineio díl fus5o ou da solidificação de um;;i ~ubsiânci<.>, >:eralment<' J água ou t..rn sol fundido (cutéricoj. A
escolha do n1eio de armazeílarne11to é determinada pele~ exigência~ de temr·eratura d<1 aplicação do armazeoamento
em questão, junto com os CtJStos oper<1donais e de capital relacionados com o sistema de arrnazenaa1ento.
A disponibilidadt' d<" eletricidade relativamente barata ;-;erada em períodos de baixa demanda, em geral durante ~.
a noilE' ou durílnte finais de sernana. if'va a estra!égias de arm<12en;imento. Por exemplo. eletricidade a baixo custo é
fornecida a um sistema de refrigeração que resfria <'igua e/ou produ; gelo duraílte as horas rnais frias da noite quando
n1enos energia do refrigerador é nece~sária. A tigua gelada e/ou o gelü são arma1enados ern tanqu!:'s até serem necessá·
rios. Esse método púde ~e1 Llti!iz;ido, por exemplo, para sati:.-fcizer as necessidades de refrigeraç.ão de edificios, durante
a parte rnais quente dos dias de ver<io. quando a eletricidade é mais cara.
....
.

TOr-.'IE NOTA .•.


3.8. 1 \.Utilizando Propriedades Tabeladas Nos djagramas de propriedade$, '
as linhas sólidas siío reservadas
Nn~ Exe1nplos 3 ..1 e 3.•I, sis1en1as fechados sub1netidos a pro..:esso;; sãn <ulalisados utilizando o balanço para processos que passam por
de energia_ Ern cada o::aso, esboços dos díagrarnas p-i• e/ou T-v são utilizados ern conjunto com as estados de equoilbrio: processos
tabelas apropriadas para obtc!' os dado~ <le propriedades necessários ...\ utiliz:ição de <l1<igt<11nas de pro- de quase equilibrio (Seçiío 2.?..5)
priedades e tabelas introduz un1 nível adicional de eo1nplcxidade quando coniparado ct,111 problemas Uma linha tracejada riesses
si1nilares do Cap. 2. diagramas indica apenas que um
processo ocorreu entre os
estados inicial e final de
equilíbrio. niio definindo portanto
a trajetória do processo_

Agitando Água a Volume Constante ~~---J


t.:n1 tanyue isolado e rígido t:oni uni volun1e de 1O fr 3 (0,28 n1:1) conté1n vapor d' água saturado a 212ªF ( 1OOºC). A água é rapidan1cl:le
nlisturada até urna pressão dt· 20 lbfhn" (137,Y kPa). ()etcnnine '' tcn1pcratura no c~tado final. en1 ºF, e o lrahalho rcali.'ado durante e•
proccssn, en1 Btu.

SOLUÇÃO
Dado: através de ag,itação râpida, vapor d'úg;ua eni uni tanque isolado e rígido é levado de um estado de vapor saturado a 212ºF a Uffi'<1
prt'ssãn ctc 20 lhf/in:.
Pede-se: lh::1c11ni11e a Lc1npcratura no rstado tin:il e o trabalho n:ahzHdo.
Diagrama Esquemático e Dados Fornecidos:

Modelo de Engenharia:
1. A água constitui un1 sisie-
111:1 !'ct:h<tdo.
2. (ls cstadns inicial e Jinal
são es1adlls de equilihrio.
Nilo PCOITC!ll variaçiíe~ da~
energias cinética e poten-
cial.
l'r<Hllc'iíJ
3. Não oco1rc transferéno::i;1
,, de calor pura a vilinhança.

1\ ~
T',
;
'
20 lbflinz
2
4. (J volun1c do tanque pcr-
1nancce constante.
20 lbf/inl \
,. '1,,
14.7 lbf/inz
:t
'

14.7 lbfhn 2 \:{ 1


!
1~-~·~'l.' /

Fig. E3·3
86 Capitulo 1

Análise: 1>...11<1 Jc'lt'fi11111:11 "t.:,1;1d(, f•ri:d de cq111hl1nn .;;1" nc'ct:'>,_ín.,, '" ;·,1h•r<~' ,\,· c1u:1~ p1·1•rrit:Uadv~ 1111cr1q1:i~ 1nJc'pt.:11dente' 1)111;1
Jela-. ~a pre~~ú". ,'_·"_'li ih~-1111-'. e a ou;:·a e" 1'!ilu:ne '-''!'c'cil1c·n lh = ": ( J<, vnlurllt"'> t:~pccíficos inicic1I e Jinal ~.to igu;i1~, u111a \·<:/.que:
a :ll<>~~;i 1'1t,i! "" \"Ola;;;1· T<>l<tl pc•n:1;111ece1:1 inal!erJJu.'> ,Jurante u pr".:e,_.;;1. ()s .-~l<<d(J~ fin,d ~ :111c1:il c~t::Ou 1eprc~t:nt:1d(J'- ihl_, di:tgra111a'
Í--l' C {' 1" ,'<li rt!S)lOT\llClll<'~-

[),l 'Ld'Clil ,'\-.:'.f;. ll = 1•.1212º!'; = 2u.RO it'ilb. u 1 ~ u~1_2l2''!·J e" Jfl-:-7.h 8tullb. Utíli1;<lndl• l•c = t'; e lnterp,1l;1ndo 1\<l ·r:ibelu t\.-4F
parap:" -~11 lhi"hn 2
T- '~ -t45ºF.
,:\,..,_~ui:, co1n ª·' hi;'"lt:'<'' ']e_-; ,1 b,tl.tTi~<' de cncrt:ia p<1r" o ~1"ten;:i ~<' rcduY <!
(' ~ ,,
:ili+ :iJ!C + !J.f.I' ==- @ -- H'

0.3 .'3 lh
"'
í'inJ lntc111L·. ,ub~ti1ui11{h) 1>:' l'd],,rç\ na exprc,_~ão para iV
(ll.37?- lhJ( 1:úJ/, l07"7,6J Htuilb -'- -?-1.3 Btu
1'.nl qu« n "inai 11et::ui1·,1 ~1~11ir1c;i que n r1an.;fe-rência de 1·11crgi:1 a1r,1vés de lrabalho é rcaliz~d;:i
para o si~lç1n;i_ h',1biliâadc ;iara ...
- - ---------------------------- '.J acfirnr um S1>it:/ ;na f{;,;ha,;c"
O E111bui a o~ c~lado~ inicial l' final sciatn de e4u1!ih1·io. os cstadus i111cnned-iários nfio (> sf10_ Pilril 1dentifit::;w as 1nteraçõc;'o ".\''"'
enfatiz;1r c·-tc aspcc10 (> procc~~o loi indicado nu~ diagra1nas [-v c 11--v 1x•r linhas trace_iadas_
ocorr·cm ""'sua fr:J111:eir«
Linha~ cheias t~1n diagriln1:is de propri.:da,1e.~ sfio reserv<i<lil.\ a processo.~ qu<' passan1 sun1ente
D aplicar· o ba:.inço de energi~
por estados de equilíbrio (proce~sos de qu;ise eyuilíbrio) . .t\. ;inál i<:.e niostra ;i iinporliincia de se
esboç;ir cuidado~a1nen1e 0S diagr;11uas de propriet1adcs C<HllO ferramenta auxiliar na rcsoluçfiu com dados das ~abei..i5 de V.>pcr·
de prohlcm:is. D :'!sl>oç<1r os dJagram:is T-v,:;
,.,.v e locaiizarestados ne,;se,,-,
-·. --·~. 'J
. •' .
'' reste·RELAMPAGO
. .. Determine a transterênda de calor, em Btu, Sf' o isolamento fosse rer11ovido
diagr;lmas_

do tanque e a água resfriada a volume constante de T, "' 445ºF (229,4°C) a T3 -= 3ooºF (t48,9ºC).
Resposta; -J9,5 Btu.

Analisando Dois Processos em Série


Águ11 contida ern uni conjunto cilindro-pistão t' suhrnetid;i ;i dois processos cni ~érie a partir de u1n e~tado inicia!. no '-{Uai :i pressão é
de ! O har e a ternpcr atura é 400"C.
Processo i-:z.: a água é resfriada à n1edidn que é con1primida :i uma pressffo con~cantc a partir de 10 bar <1lé ak:<111çar o estado de vapor
saturadu
Processo .z-3: :i água é resfriada a \'Olun1e cnns\antc a1é 150"C.
(a) Esh0ce: an1ht1~ os proccs~\lS c1n di:igranias 1~--v e 11-v.
(b) D..::1crn1inc o trabalho para o proc:es~o g!ob;1\, ern kJ/kg.
(e) !)ctcrini nc a quantidade de calor tninsfcrida p<tr'-l (1 processo gluh<1!, c:rn kJ/l::g.

SOLUÇÃO
Dado: <\;::ua contid;1 e111 u1n conjunto tilindro-pi~CÜP é ~ub1nctid;1 a dois processos: é rcsfriad~1 e cornpri1nida cnqu:into :i press~o ,: n1an-
tida conslantc. e poqerionne111e ê rcstria<l:1 ;i 1·olurne constan1'~-
Pede-se: <:~boce o.< proce''ll~ en: diagra1na> /'--11 e p-1J l)cll-rn1inc o lT aba lho líquido e a 4uanlidadc de~ L·al0r líquid:i tr:insft'rid;, para o
pro.:.:esso g \oba! por un1dack: d,: n1a_..;.,.1 contid:i no L<H\iunro cilindro· p1qão.
Diagrama Esquemático e Dados Fornecidos:
110har
, 1
- · - ,HJIPC
''I ---------\
Modelo de Engenharia:
l . .o\ :igua c<ni.-ti1ui uni

.,~~·r'
1
10bar \2 400'C siste1n.1 fech:1du.
2. () !rJbalho rclaciurHl-
li Água i,_p do at~ rno"irnento do
l~--=--'-'----j;cl_.
' / 4.7~8 har '\
179.'J-('
I,__
/
t~o_·c~._ _,__
·- 4.-.'.'i).; 11ar
'i,,,-/
p1st:1(1 l' o tini._:(_• llH id1>
de lrah:ilho prcsenlc.
3. !'\;111 (•C<•ITCll~ V<l!-l<t·
/ ----
;
•. --
\ ----) '<(l"!

/
-' t.'(\l'~ .Í:I tilL'Õ~.'<1 <'llJ<:
llC:l <>LI Jlll\t'll<'l;i].
Avaliando Propriedades 87

Análise:
~a) {Js d1a.~1-ar11:1> T-t' ~ f'- " 0..:(>lTc~µ"ndc·ui.·\ n1ostr ,1111 os dui> ;n uct:,,os. l :I11a Vt"/ <.jlit: a lc;npL'r,ltur .! nu est;JJ<• ; . f; = .1(11_1-( '. ,, -.up,·r:o:
:• <C11.'peral11r;, Je 'ªllffa1/l.i corrc~r·•nckrnc ªl'r--= JI) h,u· l 7<J.9"(:. o ,·,Lado 1 'e eoh.:onua '"! n·t;iàu de vapor ~upeiai_jt1<.:L:li•'.
(b) l_.111a l'l'/. que O traha!hU 1l'i<H:I01litdC! au Ul<_l\l!ll< .. ll\ll d,1 p1,l:J" l' O UllicO pil'St:rll<-'
i :·
1 p il't ---;-

'
A '<:gunda 1nt<:gral '" anul:i.. j<i que" ·.. >1u1nc e' C<•llS!anle durl!Oh' o Pn1cc\:-o ::-.' l)ivídindu pel;i •T«ts,;;1 ,. ul1Ji1.Jndo 1> f.ttíl ck qu,·"
pie,~iío ,, conslanlo: no Pruc·e~'() ! -'..'.

O volun1e espt'çifit·o no e~tado J é ohtido da T;ihcla A-:1 utilizando p 1 "' Jll bat c t 1 = ..\OO"C. L'i = O..l06ó n1 ;'hl!. Alé1n disso, 11 1 =-:'li~~.
kJ/kg_ O volun1e cspecíiicn no cstadiJ 2 lern 0 '-altlf' de vapor 'allir;1dp"' !O bar: t•~ =e 0.J 944 111 1/lg. a ;ianir da Tabela A-3 Entã•'

~r ~ -(-rn'\!1o~N/n1:il lkJ
-- ---=(lOba1)(0,l944-0,.J066J ---11 .. ----------1 1 - 1
111 ,kgll !bar liJU 1 N·1n!
-- J 12.2 kJ/kg
(_) sinal net::itivu indica que u trabalho é rcaliL;ulo sobre o vap<)f ll' água pelo pi~t:io.
(e) O balanço de energi;i para o processo global se redur. a

111(11:< -- u 1) Q w
Rca1Tanjando

O cálculo da quantidade de calor transíerid;i requer que se saiba o v<ilor de 11,, a energia interna espccilica no estado 3. Co11H1 "f_; e dad;<
e v 3 = v~. duas propriedades intensivas irH.!epcndentes são conhecidas e. em conjunto. deterrninan1 o estado 3. Para achai 11,, pn11ic1ro
resolvemos para o título
0,1944 -- 1,0905 X\{) __ ,
.\_. = -------- -· •• -- ----------- e.= 0494
VgJ -- lln 0.3928 - 1,090) X J0- 1 '

e1n que u0 e vgJ sihl obtidos da Tabel;i A-2 a J 50ºC:. Entilo


u3 = un + x 3 (11~ 3 -
= 1584,0 kJ/kg
uu) = 631,68 + 0,494(2559.5 - 631.68)
~.J:'.~?~1~~~~':~ !~".'·;~r:~·?í::~-:1:; 1
Habilidade para... . ,l
en1 que u0 e 11~:< são obtidos da Tabela A·2 a 150ºC. O definir·.,m sistema feç11a,; 0 ,;
SubstituindÜ os valores no balanço de <:nergia
•derttifü:ar as •nterdç:àe,_, <jLW t
ocorr"m er11 su.:• f1·0.1te1r;1
Q
m
= L584,0 ~ 2957 .3 + ( - 112.2) 0
= ~ !485.5 1-.J/kg ~ émalj,;,;ir a trabalh!:l utilizando
;, E'\· 2.1 ·,1_
O sina! ne.gaciv(1 indica qur; cneigia ê !fansferida parr1 foro do ~istc111a dcvitln i:i trausfcréncia de ~ aplFC<<r ri bJ•.!l'l~o de en~rgr;,
calor. .-:om dado.o; das ~:.~elilc; .:ir. v;;: "''
'.J •;c;t:>C(dr·o,; rfo•qra"1;i-; :· 11,. ;· 11
e ICJç;ili~ar· est;,dos ~e ,, ..
Considerando que apôs os dois processos esp<>rificados ocorre o Pro;~-s~ ,J,,,,~rar><d"'
13-4, durante o qual a água passa por :.11n processo de expan~ào à ternpl'•atura constante ae i
115oºC até o estado de vapor saturado. delern1lne o t'abaiho, f'm kJ/kg, pél'il o pr:-ir.esso globo! !
.,~~.-~4. Re_sposta: W/m = -17.8 kJ/kg. - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - - · -··--·---------

O Execnplo 3.5 apresenta a utilização do /1111·rc1ctil'e Thcn11udyna111ics: rr par~1 a solnçiío de rrohlc1n:" Nc~sc çaso, ,1
prograrna :i.v<Jlia os dado;; de propriedade, calcula o.\ re~ultados e ns aprcscnl« gr·a1ic<Jnler.lc_ Ou!rP~ prngran1:1:- ,i1nilart'S
po<leni ser usados p<1ra <1 (lblcnçâo da solução aprescinada_

alMJ:!@&IQ!·Hj!M- -· -·- · · -· · · -· · -· -· · · · · · · · -· · · · --·


Representando Graficamente Dados Termodinâmicos Utilizando um
Programa de Computador
í'ant o ~i~tt'Jlla do Escn1pk• 3.:l, reprl'~<:lllt' ~r.•tí,-;1olt'n1<· ~= <-1U"n:1d;odc· de cal' 11 1: :1n.'!~1-id:'- e:" k 1. " " 111:"·'ª de' \ ;ipur s:11 :J: ,,J,1 I'' ,·,:cr:"·
enl kf'-. c<_>!lHI funçfi<l da P""~si10 ll(• estado 2 qut' ,-;,na d~ 1 .1 '.: '"" D"c"l" t•~ r"'11ir:uh•~-

--------------------------
88 Cdpítulo 3

SOLUÇÃO
Dado: .in1a n1isuir;i hi! ;isica líqu1dP-vap<l1 ck águ;1 (•rn u1n rescrvat<"u io rii.::1do e lc<.:h:ido C :iqucc•da ~obre \11lla p\<1<::1 aquecida_ -~ pr<:'ss·Ju
e o ti1ulu iniriJ.1~ e a p1c~s~n final s:io ..:,,nhecictns. /\ prc,são no <"'l:idn final vana de 1 a':'. har.
Pede-se· [cpn::sc1Hc g1·ativa1nentc :t 4uantid;1(k; de calor tran.~feri<l<1 e ,i n1;is~::t de v:ipor ~aturad(' µre~crHl'., <trnhos crn função da pre,sá; •
nq cstaJ<l tin:il L)is~·1na
Diagrama Esquem<itico e Dados. Fornecidos: vej;t a Fig. E3 .2.
Modelo de Engenharia:
l. Nâu h;í tr<ibalho rcal1z;,d('
2. Cls efe110' das energia" cinéuc:t e potcnçial ~ão ,1c,pre1.ivcis.
3. \rc_Fl P Exe1nplo 3.2 pa1a outras hípótt>.~es.
Análise: A quon11dadc de c;i\nr ti-ansfcrida é obtida ;1 partlf do balanço de energia. C01n as hipó!c~cs l e::'. o bal<u1ço de energia se. rctluz. ;1
l' o ()
ncr + ó.E('+ ll~P = Q - W
''" Q = 111(u 2 -- ll1 l
Selecionando Águ;1/Vapo1 cf água nn 1ncnu de Propriedades (Propertics) e selrt.:ion<indo unidades SI no 111\·nu de l ln1dades íUnit.;),
o pru~~T:.:111a
/T p::ir:I u .::<ilcuin do.~ dados ncce~s:írios e <1 construção dos gráfico~ fit:<i

// Given data-State 1
pi = i//bar
X1 --""' O 5
V = o.)//ml
/í Evaluate property data-State l li Calculate the mass of saturated vapor present
v1 = vsat_Px("Water/Steam", p1,x1) mg2=x2*m
u1 = usat_Px("Water/Steam", p1,x1) li Determine the pressure for which the quality is unity
li Calculate the mass V3 = Vl
m = V/v1 v3 = vsat_Px{ "Water/Steam",p3,1) o
/í Fix state 2 li Energy balance to determine the heat transfer
V2 = Vl m * (U2 - Ul) = Q - W
p2 = 1.5// bar w =o
/í Evaluate property data-State 2
v2 = vsat_Px ("Water/Steam", p2,x2)
u2 = usat_Px("Water/Steam", p2,x2)

1
Prc;..sione o botão de Resolver (Solve) para obter a solução para p 2 = 1,5 bar. O progran1a fornece os valores de v 1 = 0,8475 nr /kg e
1r1 = =
0.59 kg. Alé1n disso. a p 1 = 1,5 har. o progn11na ron1ece 1n~2 0,431 J kg. Esses valores cs1ão de al:ordo com ;1queles obtidos no
Excn1plo 3.2.
Unia Ve7. que o código cun1putacio11al foi verificado, utilize o botão de Exploração (Explore) para variar a pressão de l a 2 bar ein
in1erv<1los de O, l bar. E1n ;..eguida, utilize o hotiio de Exibir (Graph) para construir os gráficos pedidos. Os resultados podeni ~er vistos
oa Fig_ E3.5:

600 r- -------- ----------------------, n.6 - - - - - · - - - - - - - - - - ·


1
500: - O,'i
1
.11_~)
,1- (l,.i

-
~~ JllOi
'
/ 0.3
1

°' ' 1
1

'º"! / 1
: : 1~
~/_,
1
0.Ha,)ilidacle.~ !
"'.:
1 1.1 I.~
- - " - ··' __ _L__ _ _ ____!___ ____
l.l 1.4 l.:i 1/i i.7 l.8 1,9
J
2
o i:_
1
_j__ __
l.I
~-~
1.2 l.3 ! -~ 1.5
·--------'
' 1
l.6 L7 !,li 1,9 2
' 1
1

. --- . . --- .DeserrvolV?.é!éls


'
Hab1/idadc paro ...
. -. . . . .. - . . ;
'

Pressão, tJ~r D .>pliçar o !o"-al;inço de e<1erg•a


parJ um sistema fechado.
Fig. E3-5 O Utilizar o IT ou um programa
;:,im1l;or para obterd.idoo; de
l\1t.k1110~ conrlui1 d,i prirnc:iro desses gráfil:oS que a quantidade de calor tran