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Jornal Nacional - 22/08/05

Estudo mostra que juventude brasileira tem dificuldade de acesso ao estudo

APRESENTADORA FÁTIMA BERNARDES: Um estudo inédito, que será divulgado pelo Ipea analisou o perfil do
Brasil em vários aspectos, como o econômico e o social. Um dos destaques dessa pesquisa é o retrato da
juventude brasileira, que ainda encontra dificuldades para ter acesso ao estudo.

REPÓRTER: Só mesmo correndo muito e com o fôlego típico dos 20 anos é que Francisca conseguiu chegar à
faculdade. Mas, para pagar os estudos , trabalha em três escolas.

FRANCISCA BARBOSA/ESTUDANTE: "Eu sei que vai ter o problema de chegar lá na frente e a pessoa que se
dedicou mais vai ter mais facilidade de arrumar um bom emprego e eu vou ficar um pouquinho para trás porque
eu tenho que dividir trabalho e estudo".

REPÓRTER: Émerson, de 20 anos, é entregador de gás no Recife. Segundo o Ipea -Instituto de Pesquisa
Econômica Aplicada - ele está entre os 94% dos jovens sem ensino fundamental que não estão matriculados em
cursos supletivos para recuperar o tempo perdido.

ÉMERSON/ENTREGADOR DE GÁS: 0"Parei de estudar porque é difícil trabalhar e estudar, os dois ao mesmo
tempo".

REPÓRTER: O Brasil é mesmo a nação da juventude. Daqui a 2 anos, em 2007, será atingido o maior número de
pessoas com idades entre 15 a 24 anos da história do país. Serão 35 milhões de jovens. Uma população tão
grande, que hoje corresponderia à soma dos habitantes das regiões Sul e Centro Oeste do país.

A pesquisa mostra que há trabalho para a metade dos brasileiros entre 15 e 24 anos de idade. Entre os mais
favorecidos, uma minoria trabalha. De acordo com o Ipea, só há escola para a metade dos jovens. Entre os mais
ricos, a oportunidade de estudar é bem maior.

Segundo uma previsão deste estudo, apenas 12% dos adolescentes que hoje têm 15 anos, vão chegar à
universidade.

PAULO TAFNER/COORDENADOR DA PESQUISA DO IPEA: "O maior problema da juventude está na educação. E
não no mercado de trabalho. Esse é um mito a ser derrubado".

REPÓRTER: Cursos de inglês, espanhol, informática e estudos no exterior fizeram parte da formação de Carla
que agora planeja ter a própria agência de turismo depois de se formar na faculdade.

CARLA/ESTUDANTE: "Posso afirmar que eu vou conseguir o que eu quero, com certeza".

Bom Dia Brasil - 23/08/05

Pesquisa mostra desenvolvimento desigual no país

APRESENTADOR EVARISTO COSTA: O Brasil produz muita informação sobre si mesmo. Agora o IPEA, Instituto
de Pesquisa Econômica Aplicada, fez uma radiografia do desenvolvimento brasileiro. O diagnóstico: um país que
ainda não conseguiu se desenvolver por igual, porque é carente de escolarização e de infra-estrutura.

REPÓRTER: Dayse é administradora, Ronaldo, economista. São profissionais experientes, com 20 anos de
mercado, e que só agora decidiram fazer mestrado.

RONALDO/ECONOMISTA: Hoje em dia uma especialização, no mínimo, o mestrado e doutorado, ampliam (sic)
barbaramente as possibilidades de um bom emprego.

REPÓRTER: Um levantamento feito pelo IPEA, o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, reforça esta
tendência. Em 16 anos, o número de profissionais que concluíram o curso de mestrado, aumentou mais de
700%. No mesmo período, o número de brasileiros que viraram doutores cresceu mais de 900%, mão-de- obra
qualificada, capaz de tornar o Brasil mais competitivo no cenário mundial.

E este é só um dos aspectos levantados pelo estudo. A pesquisa do IPEA que foi iniciada em 2004, e reuniu mais
de 100 pesquisadores, pretende fazer uma análise da trajetória do país, nos campos social, econômico do
meio-ambiente da cidadania e da juventude. Reforça a existência de contrastes que dividem a nação.

Segundo a pesquisa, na parte econômica existem setores da indústria e do comércio que não se modernizaram.
É um país que precisa de quatro trabalhadores para produzir o mesmo que um trabalhador americano. Mas o
estudo também mostra um Brasil moderno. Com pesquisas científicas do mesmo nível de países de primeiro
mundo, é neste lado do Brasil que a produtividade por trabalhador chega a R$ 74 milhões por ano, contra R$ 10
milhões por ano daquele trabalhador tradicional. O estudo aponta um desafio, diminuir esta distância,
concentrar esforços e investimentos em educação e infra-estrutura para unir os dois Brasis.

PAULO TAFNER/COORDENADOR DO ESTUDO: Certamente a produtividade no Brasil andou com uma velocidade
muito baixa por conta deste dois fatores limitantes. O primeiro deles, que é uma quase-tragédia nacional, a
escolarização básica do cidadão brasileiro, que é muito baixa, comparada com os padrões internacionais, e
segundo, nós temos já há quase duas décadas um precário investimento em infra-estrutura, e com baixa
infra-estrutura, a produtividade como um todo da economia, tende a se reduzir.

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