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RESPONSABILIDADE

CIVIL
RESPONSABILIDADE CIVIL

Créditos

Núcleo de Educação a Distância


O assunto estudado por você nessa disciplina foi planejado pelo
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o processo ensino-aprendizagem.

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O trabalho Responsabilidade Civil - Unidade 1: Introdução ao Estudo da Responsabilidade Civil de


Roberta Teles Bezerra, Núcleo de Educação a Distância da UNIFOR está licenciado com uma Licença
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RESPONSABILIDADE CIVIL
Unidade 1: Introdução ao Estudo da
Responsabilidade Civil

Breve Introdução
A disciplina de Responsabilidade Civil se destaca das demais disciplinas de Direito Civil pela

importância e amplitude que assume em todas as áreas de estudos jurídicos. Esta amplitude é tão

significativa que se recorre a ela para solucionar problemas na área do Direito Empresarial, Direito

Tributário, Direito do Consumidor etc.

Foi a partir da Constituição Federal de 1988 que a matéria cresceu em importância no ordenamento

jurídico brasileiro, com a previsão do direito à indenização no rol Dos Direitos e Garantias Fundamentais.

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos
brasileireos e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à
igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

X – são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o
direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação.

A Responsabilidade Civil visa reestabelecer o status quo ante, ou seja, permitir que a pessoa

lesada volte à situação em que estava antes de sofrer o dano.

A temática estudada nesta disciplina está em plena ebulição, com seus paradigmas em momento de

discussão. Este instante de revisão de conceitos visa otimizar a função principal da Responsabilidade Civil,

que é garantir que uma determinada pessoa não tenha que suportar o prejuízo do qual não deu causa.

Os novos paradigmas da Responsabilidade Civil indicam uma socialização dos riscos,

exigência da solidariedade social e da proteção ao cidadão. Isto significa dizer que para garantir

esta indenização não se buscará somente um culpado. A coletividade será chamada a indenizar – mais

ou menos como funciona no Contrato de Seguro.

Entrar na trilha desses novos caminhos, no entanto, exige um abandono do caráter

individualista ainda presente no Direito Civil. Deve-se passar a compreender o Direito Civil de

forma mais compatível com a axiologia constitucional.

É preciso estar pronto para estas mudanças conceituais e pra isto é preciso aprofundar o

estudo da Responsabilidade Civil em sua evolução e na forma como vem hoje sendo trabalhada pela

doutrina e nas Cortes Judiciais.

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Responsabilidade Civil

Para Maria Helena Diniz, Responsabilidade Civil é “a aplicação de medidas que obriguem
alguém a reparar dano moral ou patrimonial causado a terceiros em razão de ato do próprio imputado,
de pessoa por quem ele responde, ou de fato de coisa ou animal sob sua guarda ou, ainda, de simples
imposição legal.” (DINIZ, 2009, p. 34).

Sérgio Cavalieri Filho afirma que


Responsabilidade Civil é um dever jurídico sucessivo que surge para recompor o
dano decorrente da violação de um dever jurídico originário. Só se cogita, destarte, de
Responsabilidade Civil onde houver violação de um dever jurídico e dano. Em outras
palavras, responsável é a pessoa que deve ressarcir o prejuízo decorrente da violação de um
precedente dever jurídico. (FILHO, 2014, p. 14).

Para Pablo Stolze Gagliano e Rodolfo Pamplona Filho


a noção jurídica de responsabilidade pressupõe a atividade danosa de alguém que,
atuando a priori ilicitamente, viola uma norma jurídica preexistente (legal ou contratual),
subordinando-se, dessa forma, às consequências do seu ato (obrigação de reparar).
(GAGLIANO & FILHO, 2006, p. 9).

O conceito de Responsabilidade Civil decorre da cláusula geral em que todos estão obrigados a
não prejudicar ninguém. Vários conceitos podem ser arrolados, mas o mais importante é a compreensão
do objetivo e da função do instituto.
A compreensão deste conceito e da função da Responsabilidade Civil pode ser reforçada
pelo texto da Lei, do Código Civil, sendo importante destacar que o estudo da Responsabilidade
Civil exige conhecimento do texto legal, uma vez que os artigos que orientam não se apresentam
de forma sequenciada.
O Art. 944 do Código Civil prevê: “A indenização mede-se pela extensão do dano”. Dele se
extrai um dos principais princípios da Responsabilidade Civil: o Princípio da restitutio in integrum.
Este princípio prevê que a pessoa deverá ser ressarcida na mesma medida do dano sofrido. Isto
garantirá o retorno ao status quo ante.
O parágrafo único do Art. 944 vai atenuar a força do seu caput, ponderando situações em
que a efetiva reparação do dano possa prejudicar severa e desproporcionalmente aquele que causou
o dano: “Se houver excessiva desproporção entre a gravidade da culpa e o dano, poderá o juiz
reduzir, equitativamente, a indenização”.
Relevante compreender que a Responsabilidade Civil tal qual está posta hoje nos livros e nas
decisões judiciais passou por longo período de evolução, remontando épocas em que não se conseguiria
distingui-la da Responsabilidade Penal. Os casos de danos mais remotos foram resolvidos com vingança
e até banimento do causador do dano da comunidade em que vivia.
A evolução da Responsabilidade Civil passa pela Lei de Talião (dente por dente, olho por olho)
e pelo período de Composição, mas suas origens mais remotas são as que mais se assemelham com a
noção contemporânea, é a da Lex Aquilia de damno, que consolida a ideia da culpa como pressuposto

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Responsabilidade Civil

para a responsabilização e a presença do Estado como mediador dessas relações.


Com o passar do tempo, e por imposição das novas relações da sociedade, impulsionada
principalmente pela Revolução Industrial, passou-se a perceber que nem sempre seria possível identificar
o culpado e delimitar sua conduta, o que resultaria em diversas situações onde a vítima ficaria sem
indenização. Isto caracterizaria um cenário de injustiça e, para reequilibrar tais situações, passou a ser
prevista também a responsabilidade independente de culpa. A responsabilidade com base no seguinte
fundamento: quem tem que suportar os riscos é quem se beneficia do negócio.
Assim se tem a responsabilidade polarizada em dois tipos:

• Responsabilidade Subjetiva – com fundamento na Culpa

• Responsabilidade Objetiva – com fundamento no Risco

Conhecer a diferença entre a Responsabilidade Objetiva e a Responsabilidade Subjetiva é


condição para a continuidade nos estudos da Responsabilidade Civil.
Também é imperativo estabelecer a diferença entre a Responsabilidade Contratual e
Extracontratual, uma vez que as relações aqui estudadas são as que rompem ou transgridem um dever
jurídico imposto pela lei, e não por um Contrato, nem vínculo obrigacional preexistente.
A Unidade IX do conteúdo programático da disciplina estudará a Responsabilidade
Contratual, mas, para fins didáticos (os quais nem sempre coincidem com as situações reais),
parte-se da ideia de que as situações geradoras de dano são decorrentes de condutas entre pessoas
sem vínculo formal anterior. Às situações onde existia vínculo anterior, aplica-se as regras previstas
no próprio contrato, as regras do Direito Contratual, e, subsidiariamente, a Responsabilidade
Civil para resolver o que não estava literalmente previsto.
O quadro sinótico apresentado por Sergio Cavalieri (2014) esclarece bem as divisões
deste estudo:

Responsabilidade Culpa Provada


Subjetiva Culpa Presumida
Responsabilidade Abuso de Direito
Objetiva
Atividade de Risco
Extracontratual Fato do Produto
Responsabilidade Fato de Outrem
Civil Fato da Coisa
Do Estado e Dos prestadores
de Serviços Públicos
Nas Relações de Consumo
Com Obrigação de Meio
Contratual
Com Obrigação de Resultado

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Responsabilidade Civil

Para concluir esta Unidade, deve-se compreender quais os efeitos da sentença penal
condenatória e da sentença penal absolutória na Responsabilidade Civil, partindo a compreensão
prévia de que: o que está definido e tipificado como crime pode gerar pedido de indenização, mas
nem tudo o que é passível de indenização está tipificado, e nisto reside uma das principais diferenças
entre a Responsabilidade Civil e a Responsabilidade Criminal.

Importante
Embora a Responsabilidade Criminal seja independente da Responsabilidade
Civil, esta independência não é absoluta, pois há situações que envolvem as duas
jurisdições, podendo uma decisão depender da outra, até mesmo para que estas
decisões não sejam conflitantes.
Art. 935. A responsabilidade civil é independente da criminal,
não se podendo questionar mais sobre a existência do fato, ou
sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se acharem
decididas no juízo criminal.

Estude os temas aqui tratados, aprofundando-os nos livros indicados


na Bibliografia Básica e Complementar do seu Plano de Aula. Tire
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