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Trocador de Calor (TCP)

Prof. Ambrósio Florêncio de Almeida Neto


ambrosio@feq.unicamp.br

1. Objetivo
Projetar um trocador de calor do tipo placas para um determinado processo (descrito
abaixo). Será considerado que o trocador a ser projetado terá o mesmo comportamento de
transferência térmica do trocador experimental e, portanto, este será usado para se obter uma
correlação para os coeficientes de transferência de calor. Para o cálculo de queda de pressão deverá
ser usada uma das correlações disponíveis na literatura.

Preparação: No dia do experimento, cada grupo deverá ter uma proposta do procedimento para
obter a correlação para os coeficientes de transferência de calor.

2. Fundamentação Teórica
Um trocador de calor de placas é normalmente composto de placas corrugadas que são
montadas em um suporte. O fluido quente flui em uma direção em câmaras alternadas, enquanto
que o fluido frio flui em contra-corrente nas outras câmaras. Um diagrama esquemático desse
trocador encontra-se na Figura 1.
Os fluidos são direcionados para suas respectivas câmaras utilizando-se uma gaxeta ou uma
solda e tradicionalmente este tipo de trocador é usado quase que exclusivamente para transferência
de calor entre líquidos, embora atualmente muitas variações desse tipo de tecnologia têm se
provado úteis em aplicações onde ocorre mudança de fase (condensação e vaporização).
Trocadores de calor de placas possuem coeficiente global de transferência de calor (U) que
chega a ser de 3 a 5 vezes maiores que os de trocadores casco e tubos projetados para o mesmo fim,
resultando numa área de troca térmica bem menor para uma mesma aplicação. Estes valores altos
para o U se devem à indução de fluxo turbulento entre as placas o que também contribui para
reduzir problemas relacionados à incrustação.

Figura 1 – Diagrama de um trocador de calor de placas em contra-corrente


Entrada fluido
quente

Saída fluido frio


Placa
s

Parede
externa
Saída fluido
quente
Entrada fluido frio

Tendo em vista que a resistência à transferência de calor (dada pelo inverso do coeficiente
global) é a soma das resistências individuais à transferência de calor, tem-se que cálculo do
coeficiente global de transferência de calor é obtido pela seguinte expressão:
1 1 1 x
  
U hq h f k placa
(1)
x
O termo representa a resistência do material ao processo de transferência de calor por
k placa
condução, sendo x a espessura da placa, kplaca a condutividade térmica do material da placa e hq e
hf são os coeficientes convectivos de transferência de calor dos fluido quente e frio,
respectivamente.
O coeficiente de transferência de calor dos fluidos (h) pode ser calculado utilizando uma
correlação do tipo:
hD
Nu  a Re b Pr c 
k (2)
O valor do parâmetro c pode ser considerado igual a 0,4. Os valores do parâmetro b
dependem do tipo de regime de escoamento. A região de transição em trocadores de placas lisas
normalmente é maior que em trocadores de placas corrugadas. A partir dos dados experimentais e
do balanço de energia no trocador, é possível combinar as duas equações anteriores e obter os
valores dos parâmetros a e b.

3. Equipamentos e Materiais
3.1. Trocador de calor de placas confeccionado em aço inox, com 19 placas com altura de 20 cm,
largura de 10 cm e um espaçamento de 2 mm, com medidores de temperatura na entrada e saída
dos fluidos quente e frio.
3.2. Tanque pulmão com resistência elétrica para armazenamento de água quente.
3.3. Bombas para circulação dos fluidos quente e frio.
3.4. Medidores de vazão.
3.5. Painel de aquisição de dados, acoplado a um micro-computador.
3.6. Tubulações, válvulas e mangueiras.
3.7. Torre de resfriamento para o fluido frio.

4. Procedimento Experimental
A fim de se obter a correlação para os coeficientes de transferência de calor, deverão ser
seguidos os seguintes procedimentos:
 ajustar as válvulas de entrada dos fluidos quente e frio para um determinado valor de vazão
através da leitura dos rotâmetros;
 medir e anotar vazões e temperaturas;
 calcular os valores de troca térmica para os lados quente e frio, comparando os valores;
 repetir o procedimento anterior, variando as vazões de entrada, até que se tenha 30 conjuntos
de pontos experimentais;
 fazer a identificação do sistema experimental, determinando a ordem do mesmo, bem como
os parâmetros da sua respectiva função de transferência (FT);
 entregar uma cópia com os dados ao supervisor do experimento.

5. Cálculos e Análise dos Resultados


O relatório entregue deve, necessariamente, conter os seguintes itens:
 resumo de no máximo 1 página, contendo objetivo, resultados e conclusões;
 propriedades físicas dos fluidos envolvidos, nas temperaturas apropriadas (citar pelo menos
duas referências);
 procedimento de todos os cálculos envolvidos (balanços de energia, Re, Uexperimental, ΔT,
etc.);

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 algoritmo e programas utilizados para estimar os parâmetros a e b do coeficiente de
transferência de calor, sendo: Nu = a . Reb . Pr0,4;
 Gráfico U x Re para os lados frio e quente, comparando dados experimentais com a
correlação obtida no item anterior e analisando o resultado obtido;
 Gráficos relacionando o escoamento com os parâmetros da FT;
 comparação entre os dados experimentais obtidos e dados da literatura, discutindo as causas
de possíveis diferenças encontradas entre eles;
 análise e discussão dos resultados obtidos e também comentários sobre a influência da vazão
de escoamento dos fluidos quente e frio;
 projeto de um trocador de calor para satisfazer as condições de processo descritas a seguir.
Detalhar o procedimento;
 análise crítica dos procedimentos adotados;
 anexar dados experimentais obtidos no laboratório, tabelas com cálculos, resultados
intermediários, etc.

Dados do Processo: cada grupo terá que utilizar um fluido de processo, conforme tabela a seguir:
GRUPO FLUIDO VAZÃO (kg/s)
A Ciclohexano 1,5
B Benzeno 0,8
C Tolueno 1,2
D Etilbenzeno 0,75
E Metanol 2,0
F Etanol 0,75
G Hexano 0,8
H Heptano 1,2
I Ciclohexano 1,5
J Benzeno 0,8

 Fluido frio: água de resfriamento a 25 °C que deve retornar a 40 °C. A queda de pressão
permitida em função do circuito de água de resfriamento é de 20kPa.
 Fluido quente: a temperatura de entrada é 110 °C e deve ser resfriado a 30 °C. A queda de
pressão máxima limitada pela bomba é de 50 kPa. Não há mudança de fase no interior do
trocador.
 Placas disponíveis: a folga (E) entre as placas do trocador deve ser de 0,005m e a largura da
placa é 20% o valor da altura (L). As alturas de placas disponíveis estão mostradas na tabela
a seguir (valores dados em metros):
0,6 0,7 0,8
0,9 1,0 1,1
1,2 1,3 1,4
1,5 1,6 1,7

Trocador do laboratório: O trocador do laboratório é constituído de aço inox e tem 19 placas com
altura de 20 cm, largura de 10 cm e um espaçamento de 2 mm.

6. Bibliografia
 Hewitt G.F., Shires G.L., Bott T.r., Process Heat Transfer, CRC Press, 1993 (capítulo 8).
 Perry R. H., Green D. H., Maloney J.O., Perry’s Chemical Engineers’ Handbook, 7ª edição,
McGraw-Hill, 1999 (capítulo 11).
 Sinnott R. K., Chemical Engineering Design, Butterworth-Heinemann, 1996 (Capítulo 12).

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