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• Vamos estudar, agora, dois importantes modelos de política criminal: o Abolicionismo e o movimento de Lei e
Ordem.
• Os movimentos de política criminal procuram delinear a forma de reação ao delito. Eles podem ser: intervenci-
onistas ou não intervencionistas.

• ABOLICIONISMO:
• MOVIMENTO DE LEI E ORDEM:
• MODELO DE LEI E ORDEM:
• pugna pelo incremento das respostas formais do Estado.
• Sua base situa-se na proposta de drástica intervenção do Estado por meio Direito Penal.

LEI E ORDEM
• Nos anos 80, com o aumento da inflação e com o enfraquecimento dos ideais socialistas, (WELFARE STATE)
desenvolve-se, primeiramente na Inglaterra e posteriormente com muita força nos EUA, o Estado NEOLIBERAL
de mercado, regido por uma intervenção mínima junto à sociedade, que se desvencilhou de seus papéis costu-
meiros, privatizou empresas públicas nos anos 90, o que repercute num sentimento de insegurança coletivo.
• Diante disso, como seria possível esperar, há um aumento da criminalidade urbana, principalmente do tráfico
de drogas e dos crimes contra o patrimônio, o que exige uma intervenção do Estado para efetuar um controle
sobre tais descontentes.
• Em 1981, James Q. Wilson e Gerge Kelling divulgaram artigo intitulado Janelas quebradas: a polícia e a socie-
dade nos bairros, em que propagavam a necessidade de punir mesmo as menores incivilidades de rua, haja vista,
estas representariam o ponto de partida para uma deterioração e posterior desmoronamento dos bairros.
• A metáfora usada era a das “janelas quebradas”, ou seja, uma janela de um edifício está quebrada e se não for
consertada imediatamente, as demais janelas em pouco tempo também estarão quebradas, porque uma janela
quebrada e não consertada demonstra sinal de descuido, abandono, negligência.
• A teoria das “janelas quebradas” inspirou o surgimento da técnica policial intensiva conhecida como “Tolerância
Zero”, nome que provém da estratégia policial que se implantou em Nova York, na gestão do ex-promotor Rudolph
Giuliani, e que depois passou a ser aplicada em diversos lugares do mundo.

As características marcantes desse movimento são:


a)
b)
c)
d)
e)

A grande crítica ao movimento de lei e ordem é a expansão irracional do Direito Penal (hipertrofia da punição),
gerando:
1) Crise do princípio da legalidade: previsão de tipos penais de conteúdo vago e indeterminado;
2) Defeitos de técnica legislativa: o legislador deixa de empregar a melhor técnica no momento de elaborar as
figuras típicas;
3) Bagatelização do Direito Penal: o uso desmedido do direito penal;
4) Violação ao princípio da proporcionalidade das penas;
5) Descrédito do Direito Penal;
6) Inexistência de limites punitivos
7) Abuso de leis penais promocionais e simbólicas;
8) Flexibilização das regras de imputação;
9) Aumento significativo nos delitos de omissão;

Um dos princípios do "Movimento de Lei e Ordem" separa a sociedade em dois grupos:


a)
b)

ABOLICIONISMO

• MOVIMENTO DE LEI E ORDEM:


É um movimento relacionado à descriminalização, que é a retirada de determinadas condutas de leis penais in-
criminadoras e à despenalização, entendida como a extinção de pena quando da prática de determinadas condu-
tas.

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• A questão é interessante e serve como um dos meios de se amenizar o caos penitenciário em que se encontra
o país. Isso porque – segundo eles - pode ser aplicada rapidamente e apresentará resultados a curto prazo, esta-
belecendo penas somente aos atos criminosos que atinjam, verdadeiramente, o indivíduo ou a coletividade.
• A prisão não é útil, despersonaliza e dessocializa o preso; o sistema penal, de outro lado, é mui-
to burocratizado (não escuta bem as pessoas envolvidas nos conflitos, procura reconstruir os fatos de maneira
superficial, fictícia, e a consequência disso é a aplicação de medidas fictícias, irreais; assim como o menu não é a
refeição, o processo não é o fato real); só se interessa por um acontecimento isolado, um “flash”, dando pouca
importância para o contexto biopsicossociológico do agente; ele, ademais, conforme Nils Christie, “rouba o confli-
to” das pessoas envolvidas, isto é, marginaliza a vítima de tal forma que se torna impossível qualquer contato
entre ela e seu agressor; o sistema penal, por fim, só conta com um tipo de reação, a punitiva, logo, percebe-se o
quanto ele foi concebido só para o mal, para a violência (vingança).
• “Se afasto do meu jardim os obstáculos que impedem o sol e a água de fertilizar a terra, logo surgirão plantas
cuja existência eu sequer suspeitava. Da mesma forma, o desaparecimento do sistema punitivo estatal abrirá,
num convívio mais sadio e mais dinâmico, os caminhos de uma nova justiça”,

Conforme os abolicionistas, eis as razões para eliminar o sistema penal:


1)
2)
3)
4)
5)
6)

Devemos, realmente, abolir o Direito Penal?


“Temos que admitir talvez a possibilidade de se encarcerar alguns indivíduos [...]”(Mathiesen)

ATENÇÃO
A meta do abolicionismo de Hulsman é, o desaparecimento do sistema penal, mas isso não significa abolir todas
as formas coercitivas de controle social.

Crítica:
• A proposta abolicionista pode conduzir à desestabilização da sociedade e, por consequência, à instalação de
uma justiça arbitrária e insegura, afinal não haveria limites à intervenção punitiva.
• O moderno Direito Penal deve seguir um modelo garantista, repudiando os extremos (abolicionismo e autorita-
rismo).
• O garantismo estabelece critérios de racionalidade e civilidade à intervenção penal, deslegitimando normas ou
formas de controle social que se sobreponham aos direitos e garantias individuais.
• Assim, o garantismo exerce a função de estabelecer o objeto e os limites do direito penal nas sociedades de-
mocráticas, utilizando-se dos direitos fundamentais, que adquirem status de intangibilidade.
• Alertamos, no entanto, que o garantismo não pode compreender apenas a proibição do excesso. Diante do
plexo de direitos e garantias explicitados na Constituição, tem o legislador (e o juiz) também a obrigação de prote-
ger os bens jurídicos de forma suficiente.
• O moderno Direito Penal deve seguir um modelo garantista, repudiando os extremos (abolicionismo e autorita-
rismo).
• O garantismo estabelece critérios de racionalidade e civilidade à intervenção penal, deslegitimando normas ou
formas de controle social que se sobreponham aos direitos e garantias individuais.
• Assim, o garantismo exerce a função de estabelecer o objeto e os limites do direito penal nas sociedades de-
mocráticas, utilizando-se dos direitos fundamentais, que adquirem status de intangibilidade.
• Alertamos, no entanto, que o garantismo não pode compreender apenas a proibição do excesso. Diante do
plexo de direitos e garantias explicitados na Constituição, tem o legislador (e o juiz) também a obrigação de prote-
ger os bens jurídicos de forma suficiente.

Direito Penal do Inimigo


Fatores de Criminalidade e Prevenção

QUESTÃO 08: (CESPE/CEBRASPE – SDS/PE – DELEGADO DE POLÍCIA) Acerca dos modelos teóricos
explicativos do crime, oriundos das teorias específicas que, na evolução da história, buscaram entender o
comportamento humano propulsor do crime, assinale a opção correta.

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A) O modelo positivista analisa os fatores criminológicos sob a concepção do delinquente como indivíduo racional
e livre, que opta pelo crime em virtude de decisão baseada em critérios subjetivos.
B) O objeto de estudo da criminologia é a culpabilidade, considerada em sentido amplo; já o direito penal se im-
porta com a periculosidade na pesquisa etiológica do crime.
C) A criminologia clássica atribui o comportamento criminal a fatores biológicos, psicológicos e sociais como de-
terminantes desse comportamento, com paradigma etiológico na análise causal-explicativa do delito.
D) Entre os modelos teóricos explicativos da criminologia, o conceito definitorial de delito afirma que, segundo a
teoria do labeling approach, o delito carece de consistência material, sendo um processo de reação social, arbitrá-
rio e discriminatório de seleção do comportamento desviado.
E) O modelo teórico de opção racional estuda a conduta criminosa a partir das causas que impulsionaram a deci-
são delitiva, com ênfase na observância da relevância causal etiológica do delito.

Item D.

(PROMOTOR DE JUSTIÇA – MPE/SC) Em sua obra "O Novo em Direito e Política", José Alcebíades de Oli-
veira Júnior cita interessante trecho da doutrina de Luigi Ferrajoli: "a sujeição do juiz à lei já não é de fato,
como no velho paradigma juspositivista, sujeição à letra da lei, qualquer que seja o seu significado, mas
sim sujeição à lei somente enquanto válida, ou seja, coerente com a Constituição". A interpretação da fra-
se em destaque nos remete ao conteúdo do modelo garantista.

a) Certo b) Errado

Com o surgimento de novos delitos decorrentes dos riscos pós modernos e a expansão do Direito Penal, como
consequência do aumento das tipificações, se criou uma situação em que o Direito tem que acompanhar a evolu-
ção dos criminosos e se adequar juridicamente para proteger a sociedade.

A teoria do doutrinador alemão Gunter Jakobs, denominada “Direito Penal do Inimigo” vem, há mais de 20 anos,
tomando forma e sendo disseminada pelo mundo, conseguindo fazer adeptos e chamando a atenção de muitos.

Resumidamente, pretende o alemão a prática de um Direito Penal que separaria os delinqüentes e criminosos em
duas categorias: os primeiros continuariam a ter o status de cidadão e, uma vez que infringissem a lei, teriam ain-
da o direito ao julgamento dentro do ordenamento jurídico estabelecido e a voltar a ajustar-se à sociedade; os
outros, no entanto, seriam chamados de inimigos do Estado e seriam adversários, representantes do mal, caben-
do a estes um tratamento rígido e diferenciado.

Os três pilares que fundamentam a teoria de Jakobs, são:


A)
B)
C)

De uma forma sintética, essa Teoria tem como objetivo a prática de um Direito Penal que separaria os delinqüen-
tes e criminosos em duas categorias:
1)
2)

Rogério Sanches Cunha, por seu turno, ensina que é possível identificar o direito penal do inimigo em determina-
do sistema, mediante a adoção das seguintes características:

ATENÇÃO
• Jakobs sustenta também que mais vale legalizar o que já vem sendo feito silente e implicitamente. O que ele
teoriza, é feito de fato através de ações das autoridades às escondidas, ou mais recentemente, com o ocorrido no
atentado de 11 de setembro nos Estados Unidos, foi colocado em ação contra o povo islâmico
• o Direito Penal do Inimigo, apesar de bem amparada filosoficamente, tem recebido enumeras críticas por parte
da doutrina, principalmente frente ao fato de o mesmo ser previsto em plena vigência de Estados Democráticos de
Direito, e por, ao mesmo tempo, afrontar vários ditames dos mesmos.
• Câncio Meliá destaca que, “Direito penal do cidadão é pleonasmo, e Direito penal do inimigo uma contradição
em seus termos”

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PREVENÇÃO DELITIVA:
• Na visão de alguns, prevenção do crime é o ato de convencer o delinquente a não cometer o delito, para ou-
tros, importa inclusive na modificação de espaços físicos, novas arquiteturas, aumento de iluminação pública,
obstáculos e meios tecnológicos, todos com fim de dificultar e inibir a prática do crime, até mesmo sua reincidên-
cia.

OS FATORES DA CRIMINALIDADE
a) Fatores criminais endógenos:
b) Fatores criminais exógenos:

Shecaira considera que os fatores exógenos ou sociais mais comuns são:


1) Fatores sociofamiliares:
b) Fatores socioeconômicos:
c) Fatores sócio-ético-pedagógicos:
d) Fatores socioambientais:

para o Estado de Direito atingir o objetivo, prevenção de atos nocivos, é fundamental a necessidade de dois tipos
de medidas: atingir indiretamente e diretamente o delito.
A)
B)

em seguida temos que nos aprofundar um pouco nesses três níveis de prevenção, a fim de que possamos enten-
der o trabalho de profilaxia que cabe ao Estado.
1. Prevenção Primária
2. Prevenção Secundária
3. Prevenção Terciária

VERTENTES CRIMINOLÓGICA DA PREVENÇÃO.


A)
B)

• Prevenção primária
• Prevenção secundária
• Prevenção terciária

CONCLUSÃO.
• Não se pode eleger apenas uma das espécies de prevenção, senão trabalhar com o conjunto, haja vista que
possuem, necessária complementação ou ciclos para que dinamicamente se possa ver frutificar o que semeou a
prevenção sob a ótica global ou geral; em um verdadeiro escalonamento de estímulos entre a prevenção primária
sobre a secundária e, esta, sobre a terciária. Respeitando, assim, a cronologia e o método da sua aplicação e
desenvolvimento.
a) prevenção geral
b) prevenção especial

COMO FAZER A PREVENÇÃO AOS DELITOS NO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO?

a)Teoria da reação social a ocorrência do crime gera uma reação criminal em sentido contrário, sendo que essa
reação hodiernamente possui três modelos:
1) Dissuasório (modelo clássico):
2) Ressocializador:
3) Restaurador (modelo neoclássico):

COMO FAZER A PREVENÇÃO AOS DELITOS NO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO?

b) Penologia:

Temos três teorias sobre a pena:


1) Teoria Absoluta:
2) Teoria Relativa:
3) Teoria Mista:

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Modelos modernos para a prevenção criminal:
A Justiça Restaurativa como modelo moderno de prevenção criminal

(DELEGADO POLÍCIA CIVIL – VUNESP | DP-1/SP) A prevenção criminal que está voltada à segurança e
qualidade de vida, atuando na área da educação, emprego, saúde e moradia, conhecida universalmente
como direitos sociais e que se manifesta a médio e longo prazos, é chamada pela Criminologia de preven-
ção:

A) primária.
B) individual.
C) secundária.
D) estrutural.
E) terciária.

(A) primária.

São fins básicos da Criminologia, dentre outros,

A) os valores do ressarcimento e da indenização da vítima pelos danos sofridos.


B) a prevenção e o controle do fenômeno criminal.
C) o processo e o julgamento judicial do criminoso.
D) o diagnóstico e a profilaxia das enfermidades mentais, mediante tratamento ambulatorial e internação hospita-
lar.
E) a vingança e o castigo públicos do criminoso.

b) a prevenção e o controle do fenômeno criminal.

A importância da justiça restaurativa como política de prevenção criminal, utilizada como estratégia para dirirmir
conflitos

Embora segundo alguns doutrinadores a Justiça Restaurativa é uma vertente que está buscando um conceito,

Justiça Restaurativa
Em funcionamento há cerca de 10 anos no Brasil, a prática da Justiça Restaurativa tem se expandido pelo país.
Conhecida como uma técnica de solução de conflitos que prima pela criatividade e sensibilidade na escuta das
vítimas e dos ofensores, a prática tem iniciativas cada vez mais diversificadas e já coleciona resultados positivos.

No Brasil, a desjuricização ainda é pouco utilizada para solucionar conflitos, embora já exista a previsão legal em-
basada na lei 9.009/95, lei dos Juizados Especiais, que introduziu o procedimento de conciliação penal, e media-
ção penal.

A Justiça Restaurativa, adotada como política pública para prevenção criminal, é ainda pouco aproveitada no Bra-
sil, acostumado com a cultura da pena e do modelo retributivo, pautada na perpetuação do conflito e na vingança.

A Justiça Restaurativa , contraria o modelo retributivo de justiça, que não reabilita o infrator, ao contrário, nessa
prática, procura-se transmutar o conflito, cujo objetivo maior é atingir o bem-estar entre as partes de modo a res-
taurar a relação que foi quebrada por ocasião do conflito, sendo um procedimento informal, que funciona com a
colaboração de uma equipe interdisciplinar, formada pelo facilitador (pessoa capacitada para promover o encontro
da vítima, ofensor, comunidade, família, escola, etc.).

Quem realiza a Justiça Restaurativa?

Não é o juiz que realiza a prática, e sim o mediador que faz o encontro entre vítima e ofensor e eventualmente as
pessoas que as apoiam. Apoiar o ofensor não significa apoiar o crime, e sim apoiá-lo no plano de reparação de
danos.

• Qual é a diferença da Justiça Restaurativa e da conciliação?

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Como assinalou Nils Christie, o Estado roubou o conflito das partes. A Justiça Restaurativa, por sua vez, conside-
rada como a justiça do Século XXI, devolve as partes o conflito que foi roubado pelo Estado, para que os verda-
deiros donos possam conjuntamente encontrar a melhor solução para o caso concreto.
É importante a adoção de Políticas Públicas voltadas para a pacificação de conflitos que inspirem um retorno efi-
caz para todos os envolvidos, quer na prevenção de crimes, quer na prevenção do egresso ao sistema penitenciá-
rio e sua inclusão na vida social , através das práticas restaurativas, visando, assim, atender a nova orientação
constitucional num novo paradigma de justiça criminal,

Atenção!

Para a aplicação do processo de Justiça Restaurativa, é imprescindível que:

A) o delito tenha consequências exclusivamente patrimoniais.


B) o infrator e a vítima tenham vínculos afetivos.
C) o infrator admita sua culpa.
D) a vítima tenha menos de 16 anos.
E) a vítima reconheça sua responsabilização parcial sobre o delito.

c) o infrator admita sua culpa.

Em busca do melhor sistema de enfrentamento à criminalidade, a criminologia estuda os diversos mode-


los de reação ao delito. A respeito desses modelos, assinale a opção correta.

A) De acordo com o modelo clássico de reação ao crime, os envolvidos devem resolver o conflito entre si, ainda
que haja necessidade de inobservância das regras técnicas estatais de resolução da criminalidade, flexibilizando-
se leis para se chegar ao consenso.
B) Conforme o modelo ressocializador de reação ao delito, a existência de leis que recrudescem o sistema penal
faz que se previna a reincidência, uma vez que o infrator racional irá sopesar o castigo com o eventual proveito
obtido.
C) Para a criminologia, as medidas despenalizadoras, com o viés reparador à vítima, condizem com o modelo
integrador de reação ao delito, de modo a inserir os interessados como protagonistas na solução do conflito.
D) A fim de facilitar o retorno do infrator à sociedade, por meio de instrumentos de reabilitação aptos a retirar o
caráter aflitivo da pena, o modelo dissuasório de reação ao crime propõe uma inserção positiva do apenado no
seio social.
E) O modelo integrador de reação ao delito visa prevenir a criminalidade, conferindo especial relevância ao ius
puniendi estatal, ao justo, rápido e necessário castigo ao criminoso, como forma de intimidação e prevenção do
crime na sociedade.

c) Para a criminologia, as medidas despenalizadoras, com o viés reparador à vítima, condizem com o modelo
integrador de reação ao delito, de modo a inserir os interessados como protagonistas na solução do conflito.

Lei de combate à Intimidação Sistemática (bullying)

A recém-aprovada Lei nº 13.185/15, além de trazer uma definição legal para o bullying, ali denominado “intimida-
ção sistemática”, cria uma política nacional de combate à prática e assegura atendimento psicológico aos alvos,
impondo a escolas, clubes e agremiações o dever de “assegurar medidas de conscientização, prevenção, diag-
nóstico e combate à violência e à intimidação sistemática”.

Segundo Mario Ramidoff “A nova Lei destina-se principalmente à regulamentação de comportamentos de crianças
e de adolescentes, que, para o mais, nem sempre se constituirão em atos infracionais (condutas conflitantes com
a lei), mas, em sua quase totalidade, tão-somente em atos de indisciplina. Isto é, “nem tudo pode ser entendido
como violência, isto é, na agressividade que procure eliminar simbólica, imaginária e realmente o outro; enfim,
nem toda agressividade, disputa e conflitualidade interpessoal se caracteriza como bullying! O ato de indisciplina
certamente não deve ser confundido com o que se tem considerado como bullying; senão, muito menos como ato
infracional – isto é, ação conflitante com a lei –, nas hipóteses em que for atribuído à criança, adolescente ou jo-
vem.
E, assim, consequentemente, todo e qualquer ato de indisciplina quando constatado no âmbito escolar, por certo,
deve ser resolvido de acordo com as regras estabelecidas para o desenvolvimento das atividades educacionais, e,
não, diversamente, pelas instâncias judicializadas”

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Mário Luiz Ramidoff
Conceito:
• BULLYING Importada da língua inglesa, aparentemente ganhou o sentido hoje usado a partir das pesquisas do
Professor Dan Olweus, na Universidade de Bergen – Noruega, iniciadas no fim da década de setenta.
• Nos anos 90, há grande interesse internacional despertou em relação ao problema. Atualmente, além da Noru-
ega, os Estados Unidos, Portugal e Espanha são países com maior desenvolvimento de pesquisas sobre o tema.
• No Brasil, o primeiro grande levantamento foi realizado pela Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção
à Infância e Juventude - ABRAPIA, entre 2002 e 2003. A pesquisa, que envolveu 5.875 estudantes de 5ª a 8ª sé-
ries de onze escolas cariocas, revelou que 40,5% desses alunos admitiram ter estado diretamente envolvidos em
atos de bullying naquele período, sendo 16,9% vítimas (ou alvos), 10,9% alvos/autores (ou “vítimas/bully) e 12,7%
agressores (ou autores de bullying).

Personagens - características:
a)
b)

INTOLERÂNCIA E PRECONCEITO:
a) intolerância é definida como a atitude de ódio sistemático e de agressividade irracional com relação a indivíduos
e grupos específicos, a sua maneira de ser, a seu estilo de vida e às suas crenças e convicções. Essa atitude
genérica se manifesta por meio da discriminação de caráter religioso, nacional, racial, sexual, étnico e de classe,
entre outros
b) preconceito, por seu turno, é caracterizado por uma “atitude de hostilidade nas relações interpessoais, dirigida
contra um grupo inteiro ou contra os indivíduos pertencentes a ele, e que preenche uma função irracional definida
dentro da personalidade”.

INTERNET, CYBERBULLYING
• É evidente que os avanços da tecnologia são surpreendentes, e são capazes de criar um novo universo de
relações, especialmente as consideradas a partir do referencial da sociedade digital ou da sociedade da informa-
ção. Acentuadamente, cada dia mais, a pessoa humana se encontra na dependência dos meios eletrônicos, onde
o trânsito de suas informações pessoais (autorizadas e não autorizadas) a expõem a constante risco.
• O mau uso da internet promove a possibilidade de aproximações indevidas, abusivas e lesivas. Quando os
delitos virtuais se proliferam, surgem as situações danosas que afetam diversas dimensões da vida do indivíduo.

Nesta modalidade:
a)
b)

Cyberbullying - Características:
a)
b)
c) Diversas, portanto, são as razões que levam ao aumento da violência entre crianças e adolescentes:
1)
2)
3)
4.

(DELEGADO DE POLÍCIA SUBSTITUTO | CESPE PC-GO) Em busca do melhor sistema de enfrentamento à


criminalidade, a criminologia estuda os diversos modelos de reação ao delito. A respeito desses modelos,
assinale a opção correta.

A) De acordo com o modelo clássico de reação ao crime, os envolvidos devem resolver o conflito entre si, ainda
que haja necessidade de inobservância das regras técnicas estatais de resolução da criminalidade, flexibilizando-
se leis para se chegar ao consenso.
B) Conforme o modelo ressocializador de reação ao delito, a existência de leis que recrudescem o sistema penal
faz que se previna a reincidência, uma vez que o infrator racional irá sopesar o castigo com o eventual proveito
obtido.
C) Para a criminologia, as medidas despenalizadoras, com o viés reparador à vítima, condizem com o modelo
integrador de reação ao delito, de modo a inserir os interessados como protagonistas na solução do conflito.

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D) A fim de facilitar o retorno do infrator à sociedade, por meio de instrumentos de reabilitação aptos a retirar o
caráter aflitivo da pena, o modelo dissuasório de reação ao crime propõe uma inserção positiva do apenado no
seio social.
E) O modelo integrador de reação ao delito visa prevenir a criminalidade, conferindo especial relevância ao ius
puniendi estatal, ao justo, rápido e necessário castigo ao criminoso, como forma de intimidação e prevenção do
crime na sociedade.

c) Para a criminologia, as medidas despenalizadoras, com o viés reparador à vítima, condizem com o modelo
integrador de reação ao delito, de modo a inserir os interessados como protagonistas na solução do conflito.

INTERNET, CYBERBULLYING

• A prática do cyberbullying ganhou relevância e destaque no mundo todo, sobretudo, a partir do ocorrido com
Megan Méier, de 13 anos, nos Estados Unidos, em outubro de 2006. A jovem manteve um “namoro virtual” com
um suposto adolescente de 16 anos, chamado Josh Evans, que havia conhecido através do Myspace. O romance
terminou quando o tal jovem subitamente passou a ofendê-la, mandando-lhe mensagens, tal como “o mundo seria
melhor se você não existisse”. Após o fato, Megan foi encontrada morta, por enforcamento, devido à prática de
suicídio.
• O suposto jovem que incitou Mégan à prática de suicídio, na realidade, era uma dona-de-casa chamada Lori
Drew, de 49 anos, que criou um perfil falso no site de relacionamento Myspace. Lori foi condenada no dia
26/11/08 pela participação no caso de "trote" na internet 29 29 Disponível em: . O caso de boato pela internet com
desfecho trágico chocou a população e ensejou a aprovação de uma das primeiras leis americanas de combate
ao cyberbullying, no Estado Missouri. Referida lei despertou nos Estados Americanos a consciência sobre o
Cyberbullying e suas conseqüências. A partir de então, outros Estados editaram normas para a proteção, sobretu-
do, das crianças e adolescentes, contra agressões e perseguições na internet.

Modalidades

O cyberbullying constitui gênero, cujas condutas podem ser subdivididas nas seguintes espécies:
a) Flaming:
b) Cyberstalking:

No Cyberstalking o agressor recebe o nome de stalker e pode espalhar boatos sobre a conduta profissional ou
moral da vítima. Esse comportamento possui determinadas peculiaridades:
c) Substituição da pessoa:
d) Outing:
e) Exclusão:
f) Sexting:

CONCLUSÃO: algumas das condutas que se enquadram no Bullying e no cyberbullying podem configurar infra-
ções penais, acarretando, portanto, num procedimento penal

PENA: TEORIAS JUSTIFICACIONISTAS E EVOLUÇÃO HISTÓRICA


• A pena como reação punitiva a uma conduta delituosa, caracterizada por seu teor aflitivo ao atingir determina-
do direito do condenado, necessita de uma fundamentação para que seja legitimada, principalmente num Estado
Democrático de Direito.

• TEORIAS JUSTIFICATIVAS DA PENA: Ao longo da história, surgiram várias teorias que tentaram definir o
fundamento da pena:
1. Teoria absoluta
2. Teoria relativa da prevenção geral
3. Teoria relativa da prevenção especial
4. Teoria mista
5. Teoria garantista

Prevenção especial do delito (ressocialização do criminoso)


• MOMENTO:
• DESTINATÁRIO:
INSTRUMENTOS UTILIZADOS:
FIM PERSEGUIDO:

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TERRORISMO

O terrorismo efetivamente é um fenômeno globalizado, que alastrou-se para todo mundo, desde centros urba-
nos mais desenvolvidos até regiões mais remotas. Os atos de terrorismo se caracterizam basicamente como atos
contra a vida, a integridade física das pessoas, destruição ou interrupção dos serviços públicos, ou apropriação de
bens ou pessoas.
No Brasil, conforme a Constituição Federal e a novíssima Lei 13.260, de 16 de março de 2016, que regulamen-
ta o disposto no inciso XLIII do art. 5º. , da Constituição Federal.
“XLIII - a lei considerará crimes inafiançáveis e insuscetíveis de graça ou anistia a prática da tortura, o tráfico
ilícito de entorpecentes e drogas afins, o terrorismo e os definidos como crimes hediondos, por eles respondendo
os mandantes, os executores e os que, podendo evitá-los, se omitirem”;
Embora o Brasil não esteja no radar do terrorismo, tornou-se tema urgente em face da constância dos ataques
de atividades terroristas, especialmente em países europeus como a França, Itália, Alemanha, Espanha nada
impedindo que algum ou outro venham sofrer futuramente novo ataque terrorista. Inclusive, esta nova lei já foi
aplicada recentemente, quando a Polícia Federal prendeu suspeitos de planejar ações terroristas, em atos prepa-
ratórios, durante a Olimpíada do Rio de Janeiro (agosto de 2016), com supostas relações com grupos terroristas.

O QUE QUALIFICA ATO TERRORISTA?

A doutrina costuma dividir os diversos tipos de terrorismo em pelo menos cinco modalidades, a saber:
I - Terrorismo físico
II - Terrorismo psicológico
III - Terrorismo de Estado.
IV - Terrorismo econômico
V - Terrorismo religioso

Esta legislação trouxe significativas mudanças ao arcabouço normativo brasileiro:


a)
b)
c)

A Lei 13.260/16 trouxe mais aspectos interessantes:


A)
B)
C)

a nova lei traz em seu texto, os considerados atos de terrorismo, que são:
I – usar ou ameaçar usar, transportar, guardar, portar ou trazer consigo explosivos, gases tóxicos, venenos, con-
teúdos biológicos, químicos, nucleares ou outros meios capazes de causar danos ou promover destruição em
massa;
IV – sabotar o funcionamento ou apoderar-se, com violência, grave ameaça a pessoa ou servindo-se de meca-
nismos cibernéticos, do controle total ou parcial, ainda que de modo temporário, de meio de comunicação ou de
transporte, de portos, aeroportos, estações ferroviárias ou rodoviárias, hospitais, casas de saúde, escolas, está-
dios esportivos, instalações públicas ou locais onde funcionem serviços públicos essenciais, instalações de gera-
ção ou transmissão de energia, instalações militares, instalações de exploração, refino e processamento de petró-
leo e gás e instituições bancárias e sua rede de atendimento;
V – atentar contra a vida ou a integridade física de pessoa:

Pena – reclusão, de doze a trinta anos, além das sanções correspondentes à ameaça ou à violência.
• Denomina-se “lobo solitário” o terrorista que age sozinho, no momento e no local que julgar conveniente. Seu
surgimento, na história, deu-se no final do século XIX, quando indivíduos simpatizantes dos anarquistas, por conta
e risco próprios, tomavam a iniciativa de planejar e executar atentados. Ao longo do século XX, surgiram outros
“combatentes solitários”

ATENÇÃO!

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