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Aluno: Raphael Eduardo Menezes Pequeno

Matéria: Saúde pública

Curso: Medicina
Interesse pelo assunto:

Escolhi como tema para abordar, o sedentarismo. A minha escolha foi feito devido à
importância e ao impacto que essa doença causa na sociedade nos dias atuais. O
sedentarismo é definido como a falta de atividade física no dia a dia. Uma porcentagem
muito grande em todo mundo é afetada por essa enfermidade, pois não se propõe a
incrementar uma simples caminhada durante o seu cotidiano. Muitas pessoas colocam
como empecilho o trabalho, a falta de tempo e etc. E por mais que exista essa falta de
tempo não deveria ser um obstáculo para realização de exercícios durante o dia. Alguns
exemplos fáceis seriam evitar o uso de elevadores, preferindo assim as escadas,
estacionar o carro mais longe do local de trabalho, e assim por diante.

Também é valido mencionar que é muito importante a infraestrutura de uma cidade,


locais arborizados, com calçamento, parques com pistas para caminhada, locais que
incentivem a população a fazerem esse tipo de exercício.

Outra razão que me levou a escolher esse tema é o risco que o sedentarismo tem como
um fator predisponente para outras doenças como a hipertensão arterial, diabetes,
dislipidemia, obesidade, infarto do miocárdio entre outras.
Citações de literatura cientifica:

1. As diferenças entre o significado de “atividade física”, “exercício físico” ou


“atividade física no tempo de lazer” já foram bem exploradas na literatura.
Contudo, os estudos epidemiológicos sobre a prática de atividades físicas têm
encontrado um problema fundamental, qual seja, a dificuldade de encontrar uma
justa medida que proporcione parâmetros concretos de medição. Ao decidir-se
por um critério, o pesquisador encerra de certa forma, a possibilidade de
caracterizar-se a prática de atividades físicas por outro modo. Isso não seria
problemático se as diferentes medidas não refletissem resultados tão díspares. A
mensuração “objetiva” do sedentarismo, na verdade, talvez passe pelas
percepções subjetivas de cada um de nós, ou não esteja suficientemente
elaborada. Nesse sentido, quaisquer tentativas de empreender confrontações
entre dois ou mais estudos ou associações com a ocorrência de doenças estariam
dificultados. De fato, qualquer tentativa de definir o que seja “sedentarismo”
deverá esbarrar em sérios problemas. O conceito é vulgar, isto é, não é
científico, uma vez que não pode ser apreendido e compreendido com precisão.
Ademais, o conceito, em que pese parecer ser simples, tem sido amplamente
utilizado nos estudos epidemiológicos, mas pouco tem sido objeto de reflexão.
Esse tema, entretanto, já havia sido trazido à tona por Fraga (2006), quando
questionou as disparidades entre os valores de “sedentarismo” encontrados nas
pesquisas científicas. Em artigo recém-publicado, Pate, O’Neill e Lobelo (2008)
debruçaram-se sobre a questão, esmiuçaram em profundidade e sintetizaram um
conjunto de ideias de como os pesquisadores têm averiguado e concluído sobre
o comportamento sedentário. O ponto central abordado pelos autores diz
respeito à falta de objetividade das medidas. Confrontações, por exemplo, com
medidas realizadas a partir da utilização de acelerômetro permitiram observar,
por exemplo, que uma pessoa classificada como sedentária, na maioria dos
estudos, por não se engajar durante no mínimo 30 minutos em uma atividade
física moderada ou vigorosa, realizou atividades físicas leves ao longo de 75%
das treze horas do dia monitoradas. De modo 108 Rev. Bras. Cienc. Esporte,
Campinas, v. 31, n. 2, p. 105-119, janeiro 2010 diferente, outro sujeito analisado
teria sido classificado como ativo, uma vez que se engajou durante uma hora em
atividades vigorosas, a despeito de ter passado o restante do tempo de forma
sedentária ou em atividades de baixíssima intensidade.

2. Quando vamos discutir sedentarismo atualmente, vemos a necessidade de atrelar


esta situação à tecnologia. Marx inaugura uma ideia de tecnologia inserida em
modalidades complexas (abrangendo processos de produção, de valorização,
trocas e circulação), sendo que a criação tecnológica não se resume aos meios de
produção, mas se estende, também, aos objetos sociais produzidos, como o
DVD, o CD-ROM, o disquete gravado, a página impressa. Há, também, o
conceito de hipertexto, de ciberespaço, de realidade virtual que são considerados
produtos tecnológicos com novos significados na esfera da cultura. Ao
considerar a força tecnológica como sendo contemporânea da revolução
industrial, sua gênese está na própria relação de ruptura com o artesanato. A
tecnologia é, em si, uma abstração de todas as artes específicas indicando que o
tecnológico é uma forma pela qual a espécie organiza e estrutura um conjunto de
procedimentos sociais diversificados, vinculados a ações de produção cultural e
material. Como decifrou Marx, tecnologia é um saber social objetivado. Em
princípio, a tecnologia é criada com fins de ser um facilitador da sociedade e,
ainda, como uma ferramenta para se economizar tempo nas ações. Num mundo
em que as informações chegam a nós de maneira instantânea e quase que tudo
que temos acesso é dito “ao vivo”, em tese as pessoas deveriam ter mais tempo
para cuidar de outras coisas, como por exemplo, de sua saúde. Incoerente com
este quadro, na prática, isso não ocorre. Pelo contrário, percebemos que quanto
mais tecnologia é criada menos tempo as pessoas têm para se dedicar à
manutenção de sua saúde. Por conta disso, o sedentarismo passa a ser uma
grande preocupação de praticamente todas as grandes nações do mundo, pois
designa o estilo de vida moderno, em que o ser humano, devido ao grande
avanço da tecnologia, precisa de pouco ou de quase nada de esforço físico para
conseguir meios necessários para a manutenção de sua vida. Além disso, o
sedentarismo está ligado ao mesmo tempo com o consumo e avanços
tecnológicos na produção de alimentos, antes inexistentes na história da
humanidade, como é o caso dos hipercalóricos (produtos industrializados), que
aumentam consideravelmente o sobrepeso das pessoas. Neste mundo em que
“tudo é fast”, principalmente em alimentação, devemos nos atentar aos riscos
que estas condições podem nos levar. Neste sentido, o pouco ou nenhum esforço
físico atrelado com o consumo contínuo de alimentos hipercalóricos leva a
sérios problemas de saúde. Este modo de vida se torna altamente prejudicial à
saúde, já que o homem precisa colocar em funcionamento e exercitar todas as
suas células, tecidos, órgãos e sistemas, a fim de evitar doenças e atrofias.
Apresentação do problema:

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o sedentarismo, obesidade e


ausência da pratica regular de exercícios físicos em crianças e adulto nos dias atuais é
um dos problemas mais importantes que a saúde pública enfrenta no Brasil e em outros
países do mundo, pelo fato de não ser apenas um problema estético que incomoda por
causa da “zoação” dos colegas. Inúmeras pesquisas cientificas feitas em diferentes
épocas apontam que doenças crônico-degenerativas como: Elevados níveis de
colesterol sanguíneo, hipertensão, osteoartrite, diabetes, acidente vascular cerebral,
vários tipos de câncer, doenças coronarianas, depressão, ansiedade, além dos problemas
sociais, estão diretamente relacionadas ao péssimo estilo de vida adotado, vale ressaltar
que essas disfunções elevam sensivelmente os índices de mortalidade e morbidade de
acordo com Guedes & Guedes.

Pesquisas evidenciaram claramente que o sedentarismo está relacionado com a


obesidade e é um dos fatores de risco mais prevalente na população brasileira (em torno
de 70%) de acordo com Sandra Matsudo.

A ausência do exercício físico regular vem acarretando efeitos maléficos na saúde,


principalmente pela falta de orientação de profissionais de Educação Física registrados
pelo CREFs, além disso, pelo estilo de vida adotado de comportamentos sedentários:
várias horas na frente da televisão, computador, vídeo games, falta de tempo por causa
do trabalho entre outros, de acordo com pesquisa de Ishitani mostram que a população
atual gasta bem menos calorias por dia, do que gastava há 100 anos, o que explica o
aparecimento de diversas doenças, problemas articulares, baixas produtividades na vida
diária e o famoso stress que está relacionado a ausência do exercício físico regular.
Atividade física nos ajuda a permanecer saudável, com energia e independente à medida
que envelhecemos. Há fortes evidências de que as pessoas que estão ativas têm um
menor risco de doença cardíaca, acidente vascular cerebral, diabetes tipo 2, alguns tipos
de câncer, depressão e demência.
População vulnerável:
Em uma determinada pesquisa, foram avaliados 4.060 adultos (de 30 a 64 anos) e 4.003
idosos (65 anos ou mais) de 41 municípios de 100 mil ou mais habitantes de Rio Grande
do Sul, Santa Catarina, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Piauí.
Todos os indivíduos selecionados residiam em áreas de abrangência de unidades básicas
de saúde. A análise teve como base uma versão curta do Questionário Internacional de
Atividade Física (Ipaz), que verifica os exercícios realizados no tempo de lazer, no
deslocamento de um lugar para outro, nos serviços domésticos e em atividades
ocupacionais. Os estudiosos consideraram que 150 minutos de atividades ou menos por
semana atribuíam ao indivíduo a classificação de sedentário.

A prevalência de sedentarismo foi significativamente maior no Nordeste, para ambas as


faixas etárias. A pesquisa também verificou que a falta de exercícios físicos foi
significativamente mais frequente entre os homens, em comparação às mulheres, sendo
as diferenças marcantes entre os adultos e de pequena magnitude entre os idosos. Baixa
renda familiar constituiu fator de risco para o sedentarismo em adultos e idosos. A
escolaridade foi observada como aspecto determinante somente entre a terceira idade.

Dos adultos consultados, 76,1% receberam prescrição de exercícios na unidade básica


de saúde no último ano. Apenas 30,3% dos idosos tiveram a mesma recomendação.
Além disso, os estudiosos destacam que, no Sul, os idosos que obtiveram prescrição
para a prática de atividade física apresentaram em relação aos que não receberam
proteção para o sedentarismo.

Os pesquisadores explicam que, embora as pessoas tenham consciência da importância


de fazer exercícios com regularidade, a prescrição de atividades físicas em unidades
básicas de saúde ainda é insuficiente para promover mudanças comportamentais ligadas
à prática.
Promoção e prevenção à saúde:

Na sociedade moderna o sedentarismo é combatido com prioridade e a ideia de


mudança de estilo de vida sedentário para um estilo de vida mais ativo vem sendo
embutido a cada dia; adotar uma pratica moderada de exercícios físicos como, por
exemplo, 30 minutos de caminhada por 5 dias na semana representa menor risco de
doenças a cardiovasculares, diabetes e entre outros; com o alto impacto na saúde publica
em 2002 a OMS( organização mundial de saúde) declarou que seria o ano de combate
ao sedentarismo e com isso foram veiculadas a nível mundial campanhas com incentivo
a de atividade física.
Como a expectativa de vida tem aumentado significativamente, e para ter qualidade de
vida e saúde são essenciais práticas mais saudáveis e isso deve tornar se habitual, com
uma pratica saudável de exercícios se diminui o risco de aterosclerose e suas
consequências (angina, infarto do miocárdio, doença vascular cerebral), ajuda no
controle da obesidade, da hipertensão arterial, do diabetes, da osteoporose, das
dislipidemias e diminui o risco de afecções osteomusculares e de alguns tipos de câncer
(colo e de mama). Também auxilia no controle da ansiedade, da depressão, da doença
pulmonar obstrutiva crônica, da asma e diversas doenças crônicas não transmissíveis,
além de proporcionar melhor autoestima e ajuda no bem-estar e socialização do
cidadão.
Os benefícios da atividade física: Praticar atividade física regularmente traz como
benefícios: reduz o risco de morrer prematuramente, reduz o risco de morrer de doença
cardiovascular, diminui o risco de desenvolver diabetes, reduz o risco de desenvolver
pressão alta, ajuda a diminuir a pressão sanguínea em pessoas que já têm diagnostico de
hipertensão, reduz o risco de desenvolver câncer de colón, diminui os sentimentos de
ansiedade e depressão, ajuda a controlar o peso corporal, aumenta a massa magra, ajuda
a manter ossos, músculos e articulações saudáveis, ajuda os idosos a ficarem mais fortes
e mais ágeis, a atividade física regular pode ajudar a controlar o inchaço nas
articulações e dor e promover o bem-estar psicológico.
Referencias Bibliográficas

 http://www.saocamilo-
sp.br/pdf/mundo_saude/56/01_nao_ao_sedentarismo.pdf
 http://www.oldarchive.rbceonline.org.br/index.php/RBCE/article/view/506/
415
 http://www.ciaathletica.com.br/blog/exercicio-e-remedio/sedentarismo-x-
obesidade-x-vida-saudavel/
 http://globoesporte.globo.com/eu-atleta/saude/noticia/2015/08/velhice-x-
sedentarismo-importancia-da-pratica-de-atividade-fisica-por-idosos.html
 https://agencia.fiocruz.br/estudo-indica-alta-preval%C3%AAncia-de-
sedentarismo-em-adultos-e-idosos
 http://www.appp.com.br/blog/sedentarismo-e-a-saude-da-populacao/2041/