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PRECESSÃO, NUTAÇÃO E MOVIMENTO DO PÓLO
PRECESSÃO, NUTAÇÃO E
MOVIMENTO DO PÓLO
PRECESSÃO, NUTAÇÃO E MOVIMENTO DO PÓLO Prof. Dra. DANIELE BARROCA MARRA ALVES

Prof. Dra. DANIELE BARROCA MARRA ALVES

INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO

No posicionamento por satélites os sistemas de referência adotados são em geral globais e geocêntricos

Devido ao movimento dos satélites que ocorre ao redor do centro de massa da Terra

As

estações

terrestres

são,

 

em

geral,

representadas

em

um

sistema

fixo

à Terra

e

rotacionam com ela sistema terrestre

INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO

O movimento dos satélites é melhor descrito no

sistema

celeste

equatoriais)

(sistema

de

coordenadas

Definidos e realizados os dois referenciais, é necessário conhecer a relação entre eles para poder modelar as observáveis de modo adequado

No

ajustamento

dos

dados

provenientes

do

posicionamento

por

satélite,

é

essencial

que

posições

de

satélites

e

estações

terrestres

sejam

representados

no

mesmo

sistema

de

referência

INTRODUÇÃO
INTRODUÇÃO

A transformação do sistema celeste para o terrestre é realizada empregando uma sequência de rotações que levam em consideração:

  • a precessão (P)

  • a nutação (N)

  • a rotação e orientação da Terra (S), incluindo o movimento do pólo

  c X T  SNPX
c
X
T
SNPX

onde

 X T
X
T

e

 X C
X
C

representam vetores posicionais nos

sistemas terrestre e celeste

INTRODUÇÃO – Precessão, Nutação e Movimento do Pólo
INTRODUÇÃO – Precessão,
Nutação e Movimento do Pólo
  • O eixo de rotação da Terra e seu plano equatorial não estão fixos no espaço, mas rotacionam em relação a um sistema inercial

  • Isso se deve a atração gravitacional da Lua, do

Sol

e

dos planetas sobre

a protuberância da

Terra

 
  • Componente principal: precessão

  • Secundária: nutação

  • Seu eixo de rotação ainda varia com respeito à figura da Terra

    • Movimento do pólo

Realizar

OBJETIVOS uma revisão teórica
OBJETIVOS
uma
revisão
teórica

sobre

os

movimentos de precessão, nutação e movimento do pólo terrestre

Demonstrar matematicamente as causas desses movimentos

TORQUES SOBRE A TERRA
TORQUES SOBRE A TERRA

A interação gravitacional da Terra com os outros corpos celestes do sistema solar, incluindo principalmente a Lua e o Sol, mas também os planetas, faz com que o movimento orbital da

Terra divirja do modelo Kepleriano de movimento

de dois pontos de massa no espaço

Como

a

Terra

não

é

uma esfera homogênea

perfeita, sua rotação também é afetada pela

ação gravitacional dos corpos do sistema solar

TORQUES SOBRE A TERRA
TORQUES SOBRE A TERRA

Se não existissem outros planetas (somente o

sistema Terra/Lua) a órbita

do sistema

Terra/Lua ao redor do Sol seria essencialmente

um plano

eclíptica

fixo

no espaço. Este

plano define a

TORQUES SOBRE A TERRA  Se não existissem outros planetas (somente o sistema Terra/Lua) a órbita
TORQUES SOBRE A TERRA
TORQUES SOBRE A TERRA
  • A ação gravitacional dos planetas faz com que o plano da eclíptica se comporte de uma forma dinâmica, chamada precessão planetária

  • Se a obliquidade da eclíptica fosse nula (ou se a Terra não fosse achatada nos pólos), não haveriam torques causados pelo planetas agindo sobre a Terra

Sol,

Lua

e

TORQUES SOBRE A TERRA
TORQUES SOBRE A TERRA

Como a obliqüidade da eclíptica não é nula e a Terra

é achatada nos pólos e bojuda no equador

TORQUES SOBRE A TERRA Como a obliqüidade da eclíptica não é nula e a Terra é

o Sol, a Lua e os planetas causam uma precessão do

equador terrestre (e portanto do pólo)

TORQUES SOBRE A TERRA Como a obliqüidade da eclíptica não é nula e a Terra é

precessão luni-solar e nutação, dependendo do período de movimento

TORQUES SOBRE A TERRA – EM RESUMO  O fato do bojo equatorial (plano do equador
TORQUES SOBRE A TERRA
– EM RESUMO
 O
fato
do
bojo
equatorial (plano
do equador

celeste) formar um ângulo de 23,5° com o plano orbital do Sol e da Lua (plano da eclíptica), e da Terra ser um corpo não uniforme, o que ocasiona

uma atração luni-solar, causa um torque constante que produz a precessão luni-solar.

A

precessão

planetária juntamente com a

precessão luni-solar é conhecida como precessão

geral.

Precessão planetária + Precessão luni-solar = Precessão Geral

TORQUES SOBRE A TERRA – EM RESUMO
TORQUES SOBRE A TERRA
– EM RESUMO
  • Como a atração gravitacional não é constante, pois a distância e a direção de atração dos corpos muda devido à:

    • Elipticidade das órbitas

    • Divergência da órbita da Lua em relação a eclíptica

  • Ocorre uma consequentemente,

  • variação

    na

    no

    torque,

    e,

    precessão,

    chamada

    nutação, ou nutação forçada

    • Como a precessão e a nutação estão associadas às mesmas fontes de erros, elas se distinguem pela duração do movimento.

    TORQUES SOBRE A TERRA – EM RESUMO  O movimento suave e de longo período é
    TORQUES SOBRE A TERRA
    – EM RESUMO
     O
    movimento
    suave
    e
    de
    longo
    período
    é
    a

    precessão.

    • Já o movimento de curto período é a nutação.

      • Os períodos de nutação dependem principalmente do movimento orbital da Lua relativo ao período orbital da Terra.

      • Os modelos mais recentes de nutação também contém efeitos de curto período relativo aos movimentos dos planetas (JEKELI, 2002).

  • Movimento suave e de longo período : precessão

  • Movimento de curto período: nutação

  • PRECESSÃO
    PRECESSÃO

    A

    A

    PRECESSÃO
    PRECESSÃO
    • Precessão planetária

    0   A 0  M
    0
    A
    0 
    M

    média em t 0

    Eclíptica

    Eclíptica média em t

    Equador médio em t 0

    A

    • As eclípticas e o equador são fictícios, pois é considerado que eles são afetados pela precessão (não pela nutação)

    • é o ângulo entre as eclípticas médias em t 0 e t

    A

    • é a longitude eclíptica devido à precessão planetária

    A

    • A se refere ao ângulo “acumulado” entre uma época fixa t 0 e outra época t

    PRECESSÃO
    PRECESSÃO

    Os ângulos

    A

    e

    A

    podem ser expressos como

    séries temporais cujos coeficientes são baseados na dinâmica celeste dos planetas . Geralmente, as séries são dadas por (JEKELI, 2002):

    sen

    A

    sen

     

    A

    s t

    t

    0

    s

    1

    t

    t

    0

    2

    s

    2

    t

    t

    0

    3

    sen

    A

    cos

     

    A

    c t

    t

    0

    c

    1

    t

    t

    0

    2

    c

    2

    t

    t

    0

    3

    As seguintes fórmulas também podem ser usadas:

    A

    sen

     

    A

    4,197

    0,752

    T

    0,0004

    T

    2

    0,194

    0,0006

    T

    2

    0,0001

    3

    A

    cos

      

    A

    46,81

    0,001

    T

    0,0053

    T

    2

    0,05

    0,003

    T

    2

    0,0003

    3

    onde:

    T

    t

    F

    t

    0

    36525

    t t

    F

    36525

    12,5

    0,5

    PRECESSÃO
    PRECESSÃO
    • A precessão planetária resulta em uma lenta rotação da eclíptica na direção ocidental

    • Aproximadamente

    0,5

    por ano, que corresponde a

    12,5

    por século

    um movimento do equinócio de

    • A precessão

    planetária também causa uma

    mudança na obliqüidade da eclíptica, ela decresce

    uma taxa de

    47

    por século

    • Porém, a precessão é causada principalmente pela atração gravitacional exercida pela Lua e pelo Sol (precessão lunisolar)

    PRECESSÃO
    PRECESSÃO

    Precessão luni-solar

    • Ocorre pois a Terra não é esférica

    • É achatada nos pólos e bojuda no equador

    • Seu diâmetro equatorial é cerca de 40 km maior do que o diâmetro polar

    • O plano do equador terrestre está inclinado 23° 26' 21,418" em relação ao plano da eclíptica

    • O plano da eclíptica está inclinado relação ao plano da órbita da Lua

    8'

    em

    PRECESSÃO
    PRECESSÃO

    As forças diferenciais tendem não apenas a achatá-la, mas também a "endireitar" o seu eixo, alinhando-o com o eixo da eclíptica

    Como a Terra está girando, o eixo da Terra não se alinha com o eixo da eclíptica, mas precessiona em torno dele

    PRECESSÃO  As forças diferenciais tendem não apenas a achatá-la, mas também a "endireitar" o seu
    PRECESSÃO
    PRECESSÃO

    Eixo de rotação

    Equador celeste

    Bojo equatorial

    Centro de massa do bojo equatorial

    R 2 C 2 F 2 R 1 C 1 F 1 r Sol Plano da
    R 2
    C 2
    F 2
    R 1
    C 1
    F 1
    r
    Sol
    Plano da eclíptica
    • A atração nos bojos terrestres é expressa pelas forças F1 e F2

    F

    1

    k

    m

    T

    m

    S

    r

    2

    >

    F

    2

    k

    m

    T

    m

    S

    r

     

    r

    2

    • A força centrífuga existe devido ao movimento da Terra ao redor do Sol

    C

    1

    • 2 C

    r

    <

    2

    2

    r  r

    PRECESSÃO
    PRECESSÃO
    • As forças resultantes

    R

    1

    F C

    1

    1

    e

    R

    2

    F C

    2

    2

    As forças Terra

    R 1 e

    R 2 aplicam um torque sobre

    a

    R 2 C 2 F 2 R 1 C 1 F 1 r Plano da eclíptica
    R 2
    C 2
    F 2
    R 1
    C 1
    F 1
    r
    Plano da eclíptica
    Sol

    Centro de massa do bojo equatorial

    Bojo equatorial

    Equador celeste

    Eixo de rotação

    PRECESSÃO
    PRECESSÃO
    • O torque aplicado em um corpo que rotaciona gera uma precessão

    que

    é o movimento

    do eixo

    direção normal ao torque

    de rotação

    do

    corpo na

    • A precessão luni-solar move o eixo de rotação da Terra vagarosamente ao longo de um cone cujo eixo de simetria é perpendicular ao plano da eclíptica

    PRECESSÃO
    PRECESSÃO

    precessional

    Eclíptica   Equador celeste Eixo precessional Cone
    Eclíptica
    Equador
    celeste
    Eixo
    precessional
    Cone
    precessional Eclíptica   Equador celeste Eixo precessional Cone
    PRECESSÃO
    PRECESSÃO
    • A precessão lunisolar depende de parâmetros geofísicos da Terra

    • Não existem fórmulas analíticas disponíveis para este fim, devido à complicada forma e constituição interna da Terra

    • Newcomb forneceu um parâmetro empírico, chamado constante precessional de Newcomb

    P N

    P

    0

    P 1
    P
    1

    t

    t

    0

    com P 1 = -0,00369 arcsec/século

    • É baseado em valores observados da precessão

    • Este parâmetro não é estritamente uma constante, ele depende suavemente do tempo

    PRECESSÃO
    PRECESSÃO

    O parâmetro de Newcomb descreve o movimento do equador médio ao longo da eclíptica da seguinte forma:

    P

    N

    cos

    0

    P

    g

    sendo

    na época t 0 e P g = 1,92 arcsec/século

    0

    23 26 21,448

    

    um termo relativístico geral

    P 1 ,

    P g

    e

    t 0 = J2000,0

    0

    se

    referem

    a

    época fundamental

    O ângulo acumulado na precessão lunisolar do equador

    ao longo da eclíptica é dado por

    A

    PRECESSÃO
    PRECESSÃO

    Ângulos

    acumulados

    da

    precessão

    planetária

    e

    lunisolar, e também da precessão geral (em longitude)

    terrestre em t Equador terrestre em t 0 média em t 0 Eclíptica A A P
    terrestre em t
    Equador
    terrestre em t 0
    média em t 0
    Eclíptica
    A
    A
    P
    Equador
    0
    A
    p
    A
    média em t
    Eclíptica
    A
    0

    movimento do equinócio vernal médio ao longo do equador médio

    precessão planetária

    movimento do equinócio vernal médio ao longo

    da eclíptica média precessão lunisolar

    precessão geral acumulada

    PRECESSÃO
    PRECESSÃO
    • É fácil formular precessão

    relações entre os vários tipos de

    • Basta considerar os limites dos ângulos acumulados quando o tempo tende a zero, seja:

    lim

    A

    t

    t

    0

    lim

    A

    t

    t

    0

    p

    lim

    t

    t

    0

    p

    A

    PRECESSÃO
    PRECESSÃO

    Utilizando a geometria da figura e as igualdades

    0 A   A P    0  A  A p A
    0
    A
    A
    P
    0
    A
    A
    p
    A
    Eclíptica
    média em t
    Eclíptica
    média em t 0
    Equador
    terrestre em t 0
    Equador
    terrestre em t

    p cos p cos

    A

    A

    A

    0

    PRECESSÃO
    PRECESSÃO

    Aplicando a lei dos senos no triângulo esférico

    MP

     M média em t 0 Eclíptica Eclíptica média em t Equador médio em t 0
     M média em t 0 Eclíptica Eclíptica média em t Equador médio em t 0
     M média em t 0 Eclíptica Eclíptica média em t Equador médio em t 0
    M
    média em t 0
    Eclíptica
    Eclíptica média
    em t
    Equador médio
    em t 0
    A
    A
    0
    0
     A   P    0 A A p A Eclíptica média em
    A
    P
    0
    A
    A
    p
    A
    Eclíptica
    média em t
    A
    0
    Equador
    terrestre em t
    Equador
    terrestre em t 0
    Eclíptica
    média em t 0

    sen

    A

    sen

    A

    sen sen 180  

    A

    sen

    A

    sen

    180

     

    sen

    A

    sen

    A

    PRECESSÃO
    PRECESSÃO
    • Como o seno de um ângulo pequeno é o próprio ângulo e

    sen180  sensensensen

    A

    A

    A

    A

    sen

    s t t

    0

      s 1
     
    s
    1

    t t

    0

    2

    s

    2

    t t

    0

    3

    • Considerando apenas o termo de primeira ordem

    A

    sen

     

    s

    s

    sen

    0

    • Fazendo algumas substituições em

    p cos

    0

    (fig.)

    p

     P cos   P  N 0 g Newcomb
    P
    cos
    P
    N
    0
    g
    Newcomb

    s

    sen

    0

    cos

    0

    p

    P

    N

    cos

    0

    P

    g

    PRECESSÃO  Como o seno de um ângulo pequeno é o próprio ângulo e sen 

    Fórmula da precessão geral

    s

    cot

    0

    PRECESSÃO
    PRECESSÃO
    • Existe uma outra forma de calcular a precessão geral,

    sem utilizar a constante de Newcomb

    • A precessão geral pode ser decomposta em ascensão reta, m, e declinação, n

    n

    A

    A

    sen

    0

    m

    A

    A

    cos

    0

    A

    0 Equador terrestre em t 0 P m A A n  0   
    0
    Equador
    terrestre em t 0
    P
    m A
    A
    n
    0
     
    0
    A
    A
    p
    A
    média em t
    Eclíptica
     
    0
    Eclíptica
    média em t 0
    Equador
    terrestre em t
    PRECESSÃO
    PRECESSÃO
    • Utilizando limites

    n sen

    0

    m

    cos

    0

    • A taxa de precessão geral em longitude é dada por:

    p m cos

    0

    nsen

    0

    PRECESSÃO
    PRECESSÃO
    • A precessão geral acumulada em declinação (n) também é designada

    A

    • No lugar da ascensão reta, m A , são utilizados outros dois elementos para facilitar a transformação

    m z

    • Além disso, o pólo médio, Z 0 , na época t 0 , move-se devido à precessão geral para a posição Z, na época t

    PRECESSÃO
    PRECESSÃO
    • Elementos de precessão

    Z 0

    A

    Equador médio em t 0 Equador médio em t   0  A  A
    Equador
    médio em t 0
    Equador
    médio em t
     0  A
     A
    z A
    Z
    • A transformação da época t 0 para época t é:

    r

    m

    R

    3

    z

    A

    R

    2

    A

    R

    3

    A

    r

    0

    P r

    0

    PRECESSÃO
    PRECESSÃO
    • Para calcular a precessão os seguintes valores podem ser usados:

    A

    47,002 0,066T 0,0005T

    2

      0,033 0,0005T

    2

    0,00006

    3

    A

    174º5234,9  3289,478T 0,606T

    2

      869,808 0,504T 0,035

    2

    A

    5038,778 0,492T 0,0001T

    2

     1,072 0,001T

    2

    0,001

    3

    A

    10,552 1,886T 0,00009T

    2

      2,380 0,0008T

    2

    0,001

    3

    p

    A

    5029,096 2,222T 0,00004T

    2

    1,1110,00004T

    2

    0,000006

    3

    A

    2306,218 1,396T 0,0001T

    2

    0,3010,0003T

    2

    0,017

    3

    z

    A

    2306,218 1,396T 0,0001T

    2

    1,094 0,00006T

    2

    0,018

    3

    A

    2004,310 0,853T 0,0002T

    2

      0,426 0,0002T

    2

    0,041

    3

    A

    23º26 21,448

     

    46,815

    T

    0,0005

    T

    2

    0,001

    T

    3

    46,815

    0,001

    T

    0,005

    T

    2

     

    0,0005

    0,005

    T

    2

    0,001

    3

    ,

    PRECESSÃO
    PRECESSÃO
    • O eixo de rotação da Terra completa um ciclo de precessão em 25765 anos

    • Que corresponde a um movimento do equinócio de

    50,3

    por ano na direção ocidental

    • A contribuição do Sol no movimento precessional anual do equinócio é de

    20

    • A contribuição da Lua é de

    30

    PRECESSÃO
    PRECESSÃO
    • Os pólos celestes não ocupam uma posição fixa no céu

    • Cada pólo celeste se move lentamente em torno do respectivo pólo da eclíptica, descrevendo uma circunferência em torno dele

    • Atualmente

    o

    Pólo

    Celeste Norte está nas

    proximidades da estrela Polar, na constelação da Ursa Menor

    • Daqui a cerca

    de 13000

    anos ele

    estará nas

    proximidades da estrela Vega, na constelação de

    Lira

    PRECESSÃO
    PRECESSÃO
    PRECESSÃO
    PRECESSÃO
    PRECESSÃO
    • Apesar do movimento de precessão ser tão lento, ele foi percebido já pelo astrônomo grego Hiparco, no ano 129 a.C.

    • Timocharis (273 a. C.) tinha medido que a estrela Spica estava a 8° do ponto vernal, mas Hiparco media somente 6°

    • Ele concluiu que

    o

    2 graus em 144 anos

    ponto

    vernal

    havia

    se movido

    • No entanto, a explicação do fenômeno de precessão foi dada por Newton no séc. XVII

    NUTAÇÃO
    NUTAÇÃO
    NUTAÇÃO
    NUTAÇÃO
    • O movimento precessional discutido é resultado de um torque externo constante que age sobre a Terra

    • Ocorrem pequenas variações de caráter periódico no torque externo que perturbam o movimento precessional

    • Essas variações são causadas principalmente por:

    Elipticidade da órbita da Terra ao

    redor

    do

    Sol

    o

    torque varia com um período de 6 meses

    Elipticidade da órbita da Lua ao

    redor

    da Terra

    o

    torque varia com um período de 29 dias;

    Inclinação do plano orbital da Lua em relação ao plano da eclíptica aproximadamente 5°11.

    NUTAÇÃO
    NUTAÇÃO

    Para a precessão, é determinado o movimento do

    pólo médio e equinócio médio dentro de um

    intervalo, de t 0 a t. A transformação relacionada

    a precessão ocorreu de um frame médio a um

    outro frame médio.

    Mas,

    para

    a

    nutação,

    será

    determinada

    a

    diferença entre

    a posição

    média

    e

    a

    posição

    verdadeira para uma época particular t

    (geralmente a época atual conhecida como época

    da data) (JEKELI, 2002).

    NUTAÇÃO
    NUTAÇÃO

    A

    nutação

    períodos

    descreve

    a

    dinâmica

    em curtos

    Será determinada a diferença entre a posição

    média e a posição verdadeira para uma época t

     T   
    
    T
    Equador Equador   
    Equador
    Equador
      

    verdadeiro em t

    médio em t

    Eclíptica

    média em t

    NUTAÇÃO
    NUTAÇÃO
    • Esse movimento é realizado por dois ângulos,

    e

    , que descrevem respectivamente:

    • A mudança (do médio para o verdadeiro) na inclinação do equador com respeito a eclíptica média (nutação em obliquidade)

    • A mudança ( do médio para o verdadeiro) do equinócio ao longo da eclíptica média (nutação em longitude)

     T   
    
    T
      
      

    Equador verdadeiro em t

    Equador médio em t

    Eclíptica

    média em t

    NUTAÇÃO
    NUTAÇÃO
    • A nutação em longitude ocorre principalmente devido a elipticidade das órbitas da Terra e da Lua, causando um efeito precessional luni-solar não uniforme.

    • A nutação em obliqüidade ocorre principalmente devido a obliqüidade da órbita da Lua em relação a eclíptica.

    • O efeito combinado da nutação em longitude e da nutação em obliqüidade é chamado nutação forçada, ou simplesmente nutação

    NUTAÇÃO
    NUTAÇÃO

    No estudo do movimento de nutação não é necessário transformar da eclíptica média para a verdadeira

    o interesse

    está somente na dinâmica

    do equador

    verdadeiro (e consequentemente do pólo verdadeiro)

    Modelos para os ângulos de nutação:

    n

    n

     

    C

    i

    cos

    A

    i

    C senA

    i

    i

    i 1

    i 1

    sendo que o ângulo

    A

    i

    a l

    i

    b l

    i

     

    c F

    i

    d D

    i

     

    e

    i

    representa

    uma combinação linear de ângulos, ou coordenadas eclípticas, do Sol e da Lua (e seus planos orbitais) na esfera celeste

    Os valores utilizados para C i podem ser vistos em Jekeli (2002)

    NUTAÇÃO
    NUTAÇÃO
    • Principais períodos de nutação

    Período Amplitude Nome (dias) Longitude Obliquidade 9,1 -0°0261 +0°0113 ------ 13,7 -0°2037 +0°0884 Quinzenal 183 -1°2729
    Período
    Amplitude
    Nome
    (dias)
    Longitude
    Obliquidade
    9,1
    -0°0261
    +0°0113
    ------
    13,7
    -0°2037
    +0°0884
    Quinzenal
    183
    -1°2729
    +0°5522
    Semi-anual
    365
    +0°1261
    0
    Anual
    6798
    -17°2327
    +9°2100
    Nutação de Bradley

    Período de nutação mais conhecido, de 18,6 anos, foi descoberto

    por Bradley em 1727

    Além dos períodos de nutação da tabela, CEU (2004) também cita um período de nutação de 9,3 anos (período de rotação do perigeu lunar)

    NUTAÇÃO
    NUTAÇÃO
    • A nutação

    move

    o

    eixo

    de

    giro

    da

    Terra

    ao

    longo

    de

    um

    cone

    estreito

    • Sua origem coincide com a origem do cone de precessão

    • eixo

    Seu

    move-se

    ao

    longo

    do

    cone

    de

    precessão

     Terra de precessão Movimento de Nutação Movimento
    Terra
    de precessão
    Movimento
    de Nutação
    Movimento
    NUTAÇÃO
    NUTAÇÃO
    • A próxima figura descreve o movimento do pólo terrestre devido ao efeito combinado da precessão lunisolar e do termo de nutação de Bradley

    • O movimento total do pólo na esfera celeste ocorre devido a superposição da precessão geral e de todas as nutações

    Precessão 18,6 anos Movimento verdadeiro do pólo Pólo eclíptico médio
    Precessão
    18,6 anos
    Movimento verdadeiro
    do pólo
    Pólo eclíptico
    médio
    NUTAÇÃO
    NUTAÇÃO

    A

    transformação

    realizada

    em

    relação

    movimento de nutação é dada por:

    m

    r R  R  R r Nr

    1

    3

    1

    m

    ao

          T Equador Equador  média em t Eclíptica médio em
          T Equador Equador 
      
    T
    Equador
    Equador
    

    média em t

    Eclíptica

    médio em t

    verdadeiro em t

    NUTAÇÃO
    NUTAÇÃO

    O movimento combinado de precessão e nutação

    é dado por:

    r NP r

    0

    NUTAÇÃO
    NUTAÇÃO
    • Em 1980 a International Astronomical Union (IAU) adotou uma teoria para nutação baseada no modelo de elasticidade da Terra

    • é calculado utilizando uma expansão em série com

    106 coeficientes

    com 64 coeficientes

    9,2025cos 17,1996 sen  0,5736 1,3187sen2F cos2F 2D 2D 220,0977 0,2274 cos sen2F n2F 22

    • é a longitude eclíptica média do nodo ascendente lunar

    • D é o alongamento médio da Lua para o Sol

    F

    M

     

    com

    M

    sendo a longitude eclíptica média da Lua

    • No entanto,

    IAU 2000 em 2000, a IAU decidiu na
    IAU 2000
    em
    2000,
    a
    IAU decidiu na

    General Assembly substituir:

    sua 24ª

    o Modelo de Precessão de 1976 (IAU 1976 Precession

    Model)

    a teoria de nutação de 1980 (IAU 1980 Theory of

    Nutation)

    • Utilização do modelo de precessão e nutação de 2000 (Precession-Nutation Model IAU 2000), a partir de 1 de janeiro de 2003

    IAU 2000
    IAU 2000
    • O modelo IAU 2000A contém 678 termos lunisolares e 687 termos planetários

    • Provê direções do

    pólo celeste no Geocentric

    Celestial Reference System (GCRS) com acurácia de

    0,2 mas

    • O modelo IAU 2000B inclui 80 termos lunisolares e uma influência planetária

    • A diferença entre os dois modelos não é maior que 1 mas depois de aproximadamente 50 anos

    MOVIMENTO DO POLO
    MOVIMENTO
    DO POLO
    MOVIMENTO DO PÓLO
    MOVIMENTO DO PÓLO

    Depois de eliminar, via transformação, as

    influências externas à Terra

    MOVIMENTO DO PÓLO Depois de eliminar, via transformação, as influências externas à Terra seu eixo de

    seu eixo de rotação ainda varia com respeito à

    figura da Terra

    MOVIMENTO DO PÓLO Depois de eliminar, via transformação, as influências externas à Terra seu eixo de

    principalmente pelas suas propriedades elásticas e

    interação com a atmosfera

    MOVIMENTO DO PÓLO
    MOVIMENTO DO PÓLO

    Definição: O movimento do pólo é a rotação do

    pólo celeste verdadeiro (eixo

    de rotação

    instantâneo) em relação ao pólo de um sistema de

    referência convencional

    fixo

    a

    Terra

    (CIO

    -

    Conventional International Origin)

    x p y p Pólo instantâneo no instante t y x CIO
    x p
    y p
    Pólo instantâneo
    no instante t
    y
    x
    CIO
    MOVIMENTO DO PÓLO
    MOVIMENTO DO PÓLO
    • Os parâmetros de orientação da Terra não podem ser descritos por teoria

      • determinados a partir de observações

    • Por um longo período, observações astronômicas foram utilizadas para esse fim

      • inicialmente sob o auspício do International Latitude Service (ILS)

      • depois pelo International Polar Motion Service (IPMS),

    juntamente com o BIH

    • Em 1de janeiro de 1988 essas duas agências foram incorporadas ao IERS, que passou a realizar essas funções

    Atualmente, as tecnologias utilizadas são: o VLBI, SLR, GPS, LLR , etc

    MOVIMENTO DO PÓLO www.iers.org
    MOVIMENTO DO PÓLO
    www.iers.org
    MOVIMENTO DO PÓLO www.iers.org
    MOVIMENTO DO PÓLO
    MOVIMENTO DO PÓLO
    • O movimento polar afeta as coordenadas de todos os pontos terrestres

    Esse

    movimento

    é

    causado

    por

    variações

    na

    distribuição de massa da Terra e de sua atmosfera

    • Essas variações podem ocorrer devido a fenômenos meteorológicos, geológicos e geofísicos, tais como:

      • Movimento da atmosfera e dos oceanos

      • Mudanças (erosão)

    na

    distribuição

    de

    massa

    da superfície

    • Mudanças na crosta e nos fluidos (erupções vulcânicas, terremotos)

    • Movimento entre a crosta terrestre e seu interior

    MOVIMENTO DO PÓLO
    MOVIMENTO DO PÓLO
    • O fenômeno do movimento polar surge do fato de que o eixo de giro da Terra não coincide com o eixo de máximo momento de inércia (eixo de simetria)

    • Euler investigou esse fenômeno em 1765 e chamou de nutação livre

    • O movimento polar foi conhecido como um conceito teórico por mais de 100 anos, antes que pudesse ser provado através de medidas

    MOVIMENTO DO PÓLO
    MOVIMENTO DO PÓLO
    • Como foi descoberto???

    Em 1884 Kuestner em Berlin detectou uma variação do eixo de rotação da Terra com uma amplitude de

    aproximadamente

    0,2

    Isto conduziu a uma campanha observacional em 1891, onde uma série de observações astronômicas feitas

    Isto conduziu a uma campanha observacional em 1891, onde uma série de observações astronômicas feitas

    simultaneamente em Berlin e Hawai analisadas

    180

    foram

    Isto conduziu a uma campanha observacional em 1891, onde uma série de observações astronômicas feitas simultaneamente
    MOVIMENTO DO PÓLO
    MOVIMENTO DO PÓLO

    Nesse mesmo ano (1884), Chandler analisou algumas observações antigas e chegou a conclusão de que o movimento polar é resultante de duas componentes:

    • uma com um período anual

    • e outra com um período de 428 dias, posteriormente chamado de período de Chandler

    Embora

    houvesse

    dúvidas

    no

    começo,

    estes

    resultados foram logo confirmados pelo experimento

    Berlin-Hawai

    Em 1892, Newcomb mostrou que a elasticidade da Terra é responsável pelo movimento de Chandler

    MOVIMENTO DO PÓLO
    MOVIMENTO DO PÓLO
    • A amplitude do período de Chandler é de 0,2 arcsec

    • Já o movimento

    anual,

    devido a

    que

    ocorre

    redistribuição de massas pelos processos geofísicos e meteorológicos, tem amplitude de 0,05 0,1 arcsec

    • Outros componentes do movimento polar incluem:

    a

    oscilação

    diurna

    somente predita)

    (até

    agora

    não

    foi detectada,

    • o chamado passeio polar, que é o movimento secular do pólo

    • Durante 1900-2000, o eixo de giro da Terra se moveu aproximadamente 0,004 arcsec por ano na direção do meridiano 80° O

    MOVIMENTO DO PÓLO
    MOVIMENTO DO PÓLO

    Movimento polar de Chandler de 1890 a 2000

    MOVIMENTO DO PÓLO  Movimento polar de Chandler de 1890 a 2000
    MOVIMENTO DO PÓLO
    MOVIMENTO DO PÓLO

    http://hpiers.obspm.fr/

    MOVIMENTO DO PÓLO http://hpiers.obspm.fr/
    MOVIMENTO DO PÓLO
    MOVIMENTO DO PÓLO

    Equação da conservação do momento angular, que é conveniente para descrever o movimento polar:

    Onde :

    dH

    dt

    L

    H é o momento angular de um corpo rígido expresso em um sistema coordenado fixo ao corpo

    L são os torques externos

    Além disso:

    H C

    I

    I

    I

    I

    I

    XX

    YX

    ZX

    XY

    I

    YY

    I

    ZY

    XZ

    I

    YZ

    I

    ZZ

    é o vetor de velocidade angular

    C

    C é o tensor de inércia instantâneo ,

    os termos da diagonal são chamados de momentos de inércia, fora da diagonal são chamados de produtos de inércia

    MOVIMENTO DO PÓLO
    MOVIMENTO DO PÓLO
    • I repersenta a distribuição de massa em relação a um ponto

    • Se o sistema coordenado fixo ao corpo é escolhido de forma que os produtos de inércia sejam zero, os eixos resultantes serão os eixos principais do corpo

    • Depois de algumas manipulações matemáticas:

    com

    H

    t

    H

    L

    C

    H

    L

    C

    A

    0

    0

    0

    B

    0

    0  

    0

    C

     

     

     

     

    1

    2

    3

    A

    1

    B

    2

    C

    3

    MOVIMENTO DO PÓLO e i j k   H      C
    MOVIMENTO DO PÓLO
    e
    i
    j
    k
    H
    C
     
    i
    A
     
    j
    B
     
    k
    A
     
    k
    C
     
    j
    B
     
    i
    1
    2
    3
    2
    3
    1
    3
    1
    2
    1
    2
    1
    3
    2
    3
    A
    B
    C
    1
    2
    3
    C
    B
     
    i
    A
    C
     
    j
    B
    A
     
    k ,
    2
    3
    1
    3
    1
    2
     Portanto:
     A
    C
    B
     
    L
    1
    2
    3
    1
    B
    A
    C
     
    L
    2
    1
    3
    2
    C
    B
    A
     
    L
    3
    1
    2
    3
     Assumindo
    que
    os
    torques
    externos
    foram

    tratados, pela precessão e nutação, tem-se:

    L1 = L2 = L3 = 0

    MOVIMENTO DO PÓLO
    MOVIMENTO DO PÓLO

    Além disso, assumindo equatorial : A = B

    que

    o

    corpo

    tem simetria

    Assim:

    A

    A

    1

    2

    C

    3

    C

    A

     

    2

    3

    C

    A

     

    1

    3

    0

    0

    0

    • As equações acima são EDOs lineares de primeira ordem

    • Resolvendo a terceira equação tem-se:

    3

    const .

    MOVIMENTO DO PÓLO
    MOVIMENTO DO PÓLO
    • Substituindo

    C A

    A

    3

    nas duas primeiras equações:

    A

    1

    A

    2

    C

    A

     

    2

    3

    C

    A

     

    3

    1

    0

    0

    A

    A

    A

    A

    1

    2

    C

    A

    A

     

    2

    3

    C

    A

    A

     

    3

    1

    0

    0

    1

    2

    

    2

    

    1

    0

    0

    Para solucionar, basta substituir a 1ª equação na 2ª:

    Da 1ª equação:

    

    2

     

    1

    2

    1

    2

    

    1

    MOVIMENTO DO PÓLO
    MOVIMENTO DO PÓLO
    • Substituindo na segunda:

    

    1

    

    1

    • Solucionando:

    0

      

    

     1
    1

    2

     

    1

    0

    r   r  r  i

    2

    2

    0

    2

    2

    • Portanto as soluções dessa EDO são:

    e

    it

    e

    e

    it

    • A solução geral é dada por:

    1

    c

    1

    cos

    t

    c sent

    2

    com c 1 e c 2 constantes

    MOVIMENTO DO PÓLO
    MOVIMENTO DO PÓLO
    • Como c 1 e c 2 são constantes, pode-se assumir:

    c

    1

    a

    1

    cos a

    2

    c

    2

     a sena

    1

    2

    com a 1 e a 2 constantes

    • Assim:

    a

    1

    1

    cos

    t

    cos

    a sent sena

    2

    2

    a

    1

    1

    cos(

    t a

    2

    )

    Substituindo:

    2

    a sen t a

    1

    2

    • A solução é dada por:

       a cos(  t 1 1    a sen  
     a
    cos(
    t
    1
    1
     a sen
    t
    2
    1
     a ) 2  a  2
     a
    )
    2
     a
    2

    frequência angular

    amplitude

    fase

    MOVIMENTO DO PÓLO
    MOVIMENTO DO PÓLO
    • As equações anteriores descrevem o movimento circular do eixo de rotação da Terra

    • Este movimento pode ser determinado através da observação de latitudes astronômicas

    • Como as observações da latitude se referem ao eixo instantâneo de rotação, qualquer desvio entre esse eixo e o eixo de simetria será detectado nas latitudes astronômicas

    porque crosta

    elas são

    fixadas a

    observatórios, e então a

    MOVIMENTO DO PÓLO
    MOVIMENTO DO PÓLO
    • Observando a latitude astronômica continuamente, o movimento polar pode ser detectado

    Eixo de rotação

    Eixo de simetria

    Eixo de rotação Eixo de simetria t 1 t 2 P 1  2 
    t 1
    t 1
    t 2 P 1  2 
    t 2
    P
    1
    2
    MOVIMENTO DO PÓLO
    MOVIMENTO DO PÓLO
    • Nas equações anteriores, foi discutida a parte física do movimento do pólo

    • Basta

    agora

    componentes

    calcular,

    geometricamente, as

    desse

    movimento,

    como

    também

    verificar qual é a matriz de rotação apropriada

    Seja

    a latitude astronômica, longitude e

     

    t

    ,

    t

    e

    A

    t

    azimute observados (instantâneos) na época t

    Seja , e A os ângulos correspondentes com

    respeito ao pólo terrestre convencional (CIO), de

    forma que:

             

    t

    t

    A A A

    t

    representem as correções aos ângulos observados

    MOVIMENTO DO PÓLO
    MOVIMENTO DO PÓLO
    • Observando a figura, as coordenadas polares foram colocadas de forma que:

    • Para a latitude, utilizando o triângulo F-CIO-PI

      d cos

    

    180   

    t

    CIO alvo  astronômico Meridiano de Greenwich Meridiano médio t t 90  90  
    CIO
    alvo
    
    astronômico
    Meridiano
    de Greenwich
    Meridiano médio
    t
    t
    90 
    90  
    t
    F
    d
    p
    y
    p
    x
    A
    A
    A
    Pólo
    Instantâneo (PI)
    Círculo vertical
    Observador (O)
    MOVIMENTO DO PÓLO
    MOVIMENTO DO PÓLO
    • Depois de algumas manipulações matemáticas:

       d cos  cos   d sen  sen t t 
      
    d
    cos 
    cos
    d sen
    sen
    t
    t
     Utilizando os valores de x
    e y :
       x cos   y sen
    p
    p
    p
    t
    p
    t
    CIO
    d
    x
    p
    Meridiano
    y
    Pólo
    p
    astronômico
    Instantâneo (PI)
    
    t
    F
    90  
    90 
    t
    alvo
    A
    t
    A
    Meridiano médio
    A
    Círculo vertical
    de Greenwich
    Observador (O)
    MOVIMENTO DO PÓLO
    MOVIMENTO DO PÓLO

    Para o azimute,

    usando a lei dos senos no triângulo

    esférico CIO-O-PI, tem-se:

    sen

     

    A

    sen d

    sen 180    

    t

    sen 90   

    F d   p y x p t A A A   t 90
    F
    d
    p
    y
    x
    p
    t
    A
    A
    A
    
    t
    90  
    90 
    t
    astronômico
    Meridiano
    de Greenwich
    Meridiano médio
    Instantâneo (PI)
    Pólo
    Círculo vertical
    Observador (O)
    CIO
    alvo
    MOVIMENTO DO PÓLO
    MOVIMENTO DO PÓLO
    • Novamente depois de manipulações matemáticas, tem-se:

      

    A

    x

    p

    sen

     

    t

    y

    p

    cos sec

    t

    MOVIMENTO DO PÓLO
    MOVIMENTO DO PÓLO

    Finalmente, para a longitude, basta aplicar a lei dos senos, no triângulo QRM

    sen

     

    A

    sen  

    sen 90

    sen

    t

    t   t A instantâneo Pólo y p p  CIO x  Q M
    t
    
    t
    A
    instantâneo
    Pólo
    y p
    p
    CIO
    x
    Q
    M
    R
    MOVIMENTO DO PÓLO
    MOVIMENTO DO PÓLO
    • Manipulando matematicamente:

      

    x

    p

    sen

     

    t

    y

    p

    cos