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UNIVERSIDADE FEDERAL DOS VALES DO JEQUITINHONHA E

MUCURI
FACULDADE DE MEDICINA_FAMED
CAMPUS JK - DIAMANTINA – MINAS GERAIS

APOSTILA TEÓRICO-PRÁTICA

Aparelho Locomotor

Professora: Luana Pereira Leite Schetino


Monitor: Rodrigo Aparecido Miranda
Normas Gerais e Orientações

O laboratório de Anatomia é um local reservado ao estudo do copo humano. Neste


espaço encontraremos cadáveres e principalmente peças anatômicas isoladas (segmentos),
visto que, a palavra Anatomia, significa: cortar em partes (dissecar). Todos que estiverem
neste local, sem exceção, deverão manter o silencio e respeito.

Regras de utilização dos laboratórios

É OBRIGATÓRIO

- O uso de jaleco, calças compridas, sapatos fechados e cabelos longos presos durante as
aulas práticas e monitorias no laboratório.

- Utilizar o laboratório somente na presença do professor, monitor da disciplina ou técnico


responsável.

- Guardar bolsas, mochilas ou similares nos escaninhos durante a estadia no laboratório.

- Cuidado ao manusear as peças cadavéricas e os modelos anatômicas evitando quedas,


forçar puxar ou encaixar estruturas que possam danificá-los.

É expressamente PROIBIDO

- Utilizar lápis, lapiseiras, canetas esferográficas, marca textos e similares para apontar
estruturas e riscar as peças anatômicas.

- Danificar qualquer material durante as aulas.

- Fumar e alimentar dentro dos laboratórios.

- Tirar fotografias dos cadáveres e peças anatômicas.

- A retirada de peças anatômicas das prateleiras ou gavetas. Caso precise de outros modelos
além dos expostos solicite ao técnico ou ao professor responsável.

Recomendações

- No laboratório “molhado”, o principal risco de acidente é o contato com formol na região


de mucosas, o que poderá ocasionar irritações. Caso isso aconteça, comunique ao professor
e lave imediatamente o local com água em abundancia.

- Mantenha o celular desligado durante as aulas.

- No laboratório “molhado" os cuidados devem ser dobrados considerando que este está em
cuidados do Departamento de Ciências Básicas (DCB) pertencente à Faculdade de Ciências
Biológicas e da Saúde (FCBS), que gentilmente cedeu o espaço para a realização de aulas
práticas da Medicina.

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- Sempre que deixar os laboratórios deixem-nos limpos e organizados, com seus bancos e
cadeira debaixo das bancadas e mesas. Procurem levar até a lixeira suas luvas, máscaras e
qualquer resíduo que produzir nestes recintos.

- É permitido o uso de computador nas aulas.

- As regras são válidas para todos os laboratórios de anatomia utilizados, seja de peças
sintéticas ou de peças cadavéricas.

Bibliografia recomendada

- MOORE, Keith L., DALLEY, Arthur F. Anatomia Orientada para a Clínica. 5ª ed.,
Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2007.

- GARDNER, Ernest; GRAY, Donald J.; O'RAHILLY, Ronan. Anatomia: estudo regional
do corpo humano. 4. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1988.

- DANGELO, José Geraldo, FATTINI, Carlo Américo. Anatomia Humana Sistêmica e


Segmentar. 2ª Ed. São Paulo: Atheneu, 2004.

- NETTER, Frank H. Atlas de Anatomia Humana. 4ª Ed., Rio de Janeiro: Elsevier, 2008.

- SOBOTTA, Johannes. Atlas de Anatomia Humana. 22ª ed., Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, v.1. 2006.

- SOBOTTA, Johannes. Atlas de Anatomia Humana. 22ª ed., Rio de Janeiro: Guanabara
Koogan, v.2. 2006.

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Prezados alunos,

Pedimos a todos que zelem pelo patrimônio que está sendo


disponibilizado para seus estudos.
Tenham muito cuidado ao manusear as peças anatômicas, não
risque, evite quedas e não force o encaixe de estruturas. Se tiver
alguma dificuldade, chame o professor, o monitor ou o técnico
responsável para lhe ajudar.
Ao deixar os laboratórios procure sempre deixá-lo organizado,
da maneira que encontrou, coloque seus acentos nos devidos
lugares, sempre leve até a lixeira luvas, máscaras ou qualquer lixo
que produzir.
Lembre-se: em laboratórios não se pode comer e nem
permanecer sem o uso de jaleco. O USO DE JALECO É
OBRIGATÓRIO.
No laboratório molhado não se esqueça de usar roupas e
calçados adequados e quem tiver cabelos longos mantenha-os presos
durante as aulas práticas.
Estas medidas a serem tomadas são importantes para manter a
organização e a integridade do ambiente, dos materiais e até de
vocês mesmos.
Caso queiram utilizar o laboratório seco de anatomia fora dos
horários de aula, procure os técnicos Juliana ou Luciano, de segunda
à sexta feira de 8 às 12 e de 14 às 18 horas, no Bloco 4 – FAMED
ou nos laboratórios morfofuncionais ou por email, caso prefiram (e-
mails: julianasalesbio2@hotmail.com e lucianofisio@hotmail.com), para o
agendamento prévio

Certo da compreensão de todos lhes desejamos bons estudos!!

Equipe de Anatomia Humana FAMED/UFVJM.

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MANUAL DE ANATOMIA DO APARELHO LOCOMOTOR

CABEÇA, PESCOÇO E CAIXA TORÁCICA

I – CRÂNIO (OSSOS)

1.0 Generalidades

1.0 Divisão

Neurocrânio: Viscerocrânio:
Frontal (1) Nasal (2)
Parietal (2) Maxilar (2)
Temporal (2) Lacrimal (2)
Occipital (1) Mandíbula (1)
Esfenóide (1) Zigomático (2)
Etmóide (1) Palatino(2)
Vômer (1)
Conchas nasais inferiores (2)

Vista superior do crânio


Suturas: Coronal, Sagital e Lambdoide.
- Pontos Craniométricos: Bregma, Lambda e Vértex.
Vista anterior do crânio
- Arco superciliar
- Órbita
- Abertura piriforme
- Septo nasal ósseo
- Processos alveolares da maxila e mandíbula (local onde se “encaixam” os dentes)
Vista lateral do crânio
- Processo mastoideo do osso temporal
- Meato acústico externo
- Arco zigomático
- Tubérculo articular
Vista posterior do crânio
- Protuberância occipital externa
- Linha nucal superior

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Vista inferior do crânio
- Coanas
- Côndilos occipitais
- Processo estiloide
- Processo mastoideo
- Processo pterigoideo do esfenoide
- Palato duro (maxilares e palatinos)
Base do crânio
- Fossa craniana anterior
. Lâmina crivosa do etmoide
. Crista etmoidal
- Fossa craniana média
. Sela túrcica
. Parte petrosa do osso temporal
- Fossa craniana posterior
. Forame magno
. Forame jugular

Mandíbula:
- Corpo da mandíbula
- Ramo da mandíbula
- Ângulo da mandíbula
- Processo condilar da mandíbula ou cabeça da mandíbula
- Processo coronoide da mandíbula
- Incisura mandibular
Osso Hioide

Músculos da cabeça e pescoço

MÚSCULOS DA FACE (MÍMICA)


M. occipitofrontal: ventre frontal e ventre occipital
M. prócero
M. orbicular do olho
M. orbicular da boca
M. abaixador do ângulo da boca
M. abaixador do lábio inferior
M. zigomático maior
M. zigomático menor
M. levantador do ângulo da boca
M. levantador do lábio superior
M. levantador do lábio superior e da asa do nariz
M. bucinador
M. risório

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M. auricular
M. nasal: porção alar e porção transverssa
M. depressor do septo nasal
M. mentual
M. corrugador do supercílio

Músculos da mastigação
M. masseter
M. temporal
M. pterigoideo lateral
M. pterigoideo medial

Músculos do pescoço
M. platisma
M. esternocleiomastóideo
M. escaleno anterior
M. escaleno médio
M. escaleno posterior

Mm. supra-hióideos
M. digástrico: ventre anterior e ventre posterior
M. estilo-hióideo
M. milo-hióideo
M. genio-hióideo

Mm. infra-hióideos
M. esterno-hióideo
M. Omo-hióideo
M. esternotireóideo
M. tireo-hióideo

Mm. pré-vertebrais:
M. longo do pescoço
M. longo da cabeça
M. reto anterior da cabeça
M. reto lateral

Vascularização do Pescoço e da Cabeça.


Principais artérias:
A. carótida comum
A. carótida interna
A. carótida externa

Principais veias:
V. jugular interna
V. jugular externa

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II- Caixa torácica e abdômen

1. Tórax
- Caixa torácica
- Parede torácica
- Conteúdo da caixa torácica
2. Costelas: 12 pares
Classificação:
– Verdadeiras: são os sete primeiros pares. Ligam-se diretamente ao esterno através de
suas cartilagens costais.
– Falsas: são os três pares seguintes. Suas cartilagens fundem-se na cartilagem costal da
última costela verdadeira.
– Flutuantes: são os dois últimos pares. Não possuem cartilagens.

Estruturas anatômicas: cabeça, colo, corpo, tubérculo, extremidade esternal e cartilagens


costais.

3. Esterno:
-Manúbrio:
- Corpo
- Processo xifóide
Estruturas anatômicas: incisura jugular, incisuras claviculares e costais e ângulo esternal.

Músculos do abdômen
M. reto do abdome
- origem:
- inserção
- ação:

M. oblíquo externo do abdome


- origem:
- inserção
- ação:

M. oblíquo interno do abdome


- origem:
- inserção
- ação:

M. transverso do abdome
- origem:
- inserção
- ação:

 Estudos mais aprofundados do pescoço, tórax, abdômen e pelve, serão realizados


nos módulos 8, 9 e 10, referentes à disciplinas do 2º período do curso de medicina
da FAMED.

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DORSO E COLUNA VERTEBRAL

Generalidades:
Dorso é a face posterior do tronco, inferior ao pescoço e superior às nádegas. Região do
corpo na qual estão fixados a cabeça, o pescoço e os membros.
Contém: pele e tecido subcutâneo; músculos: camada superficial (movimento dos
membros superiores) e profunda (movimento ou a manutenção da posição do esqueleto
axial); coluna vertebral; costelas (na região torácica em suas porções posteriores); medula
espinal com as meninges e nervos e vasos segmentares.

1 – Coluna Vertebral

- É o conjunto das vértebras e discos intervertebrais do esqueleto do pescoço e do dorso.


- Estende-se do crânio até o ápice do cóccix e no adulto, tem 72 a 75 cm de comprimento,
sendo aproximadamente um quarto formado pelos discos intervertebrais, que estão situados
entre as vértebras e as mantêm unidas.
- Possui 33 vértebras, organizadas em cinco regiões: 7 vértebras cervicais, 12 torácicas, 5
lombares, 5 sacrais e 4 coccígeas.

Funções principais:
 Protege a medula espinal e os nervos espinais
 Sustenta o peso do corpo superior no nível da pelve
 Garante um eixo parcialmente rígido e flexível para o corpo e uma base alargada
sobre a qual a cabeça está posicionada e gira
 Tem um papel importante na postura e locomoção (o movimento de um local para
outro).

1.1 - Vértebras:
- Responsáveis pela flexibilidade da coluna vertebral (muitos ossos pequenos, separados
por discos intervertebrais elásticos). Só há movimento significativo entre as 25 vértebras
superiores. Embora o movimento entre duas vértebras adjacentes seja pequeno, em
conjunto as vértebras e os discos intervertebrais que as unem formam uma coluna bastante
flexível, porém sólida, que protege a medula espinal circundada por eles.
- As 5 vértebras sacrais estão fundidas nos adultos formando o sacro e as 4 vértebras
coccígeas se fundem para formar o cóccix.
- As vértebras tornam-se maiores à medida que a coluna vertebral desce até o sacro, exceto
cóccix (maior suporte de peso, maior atuação de osteoblastos para produção de matriz óssea
no tecido), principalmente de T IV para baixo.
- As vértebras transferem o peso para o cíngulo do membro inferior nas articulações
sacroilíacas (entre o sacro e ossos do quadril).

1.1.1 Vértebra típica:

1.1.1.1 Componentes
a) Corpo vertebral: parte anterior do osso, de maiores proporções, aproximadamente
cilíndrica, que confere resistência à coluna vertebral e sustenta o peso do corpo.
- O corpo vertebral é formado por osso trabecular vascularizado, revestido por uma fina
camada externa de osso compacto. Os espaços entre as trabéculas são ocupados por medula

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óssea vermelha, que está entre os tecidos com maior atividade hematopoiética do indivíduo
maduro.
- A maior parte das faces superior e inferior do corpo vertebral é coberta por discos de
cartilagem hialina (“placas terminais” vertebrais). Esta serve como zona de crescimento e
permite a difusão de líquido entre o disco intervertebral e os capilares no corpo vertebral.

b) Arco vertebral: posterior ao corpo vertebral e consiste em dois pedículos e duas


lâminas. Entre os pedículos e as lâminas se encontram os processos transversos e o
encontro entre as duas lâminas têm-se o processo espinhoso.
- O arco vertebral e a face posterior do corpo vertebral formam as paredes do forame
vertebral.
- A sucessão de forames vertebrais na coluna vertebral articulada forma o canal vertebral,
que contém a medula espinal e as raízes dos nervos espinais, juntamente com as
membranas (meninges), a gordura e os vasos que os circundam.
- As incisuras vertebrais são observados em vistas laterais das vértebras acima e abaixo de
cada pedículo. As incisuras vertebrais superiores e inferiores das vértebras adjacentes e os
discos que as unem formam os forames intervertebrais através dos quais os nervos
espinais emergem da coluna vertebral. Os gânglios sensitivos espinais (raiz posterior)
também se localizam nesse forame.
- Processos de uma vértebra típica: 1 processo espinhoso mediano (junção das duas
lâminas), 2 processos transversos (junções dos pedículos e lâminas) e 4 processos
articulares sendo dois superiores e dois inferiores (junções dos pedículos e lâminas) com
suas faces articulares que formam as articulações dos processos articulares
(zigapofisárias) que determinam os tipos de movimentos entre as vértebras adjacentes.

1.1.1.2 Diferenças regionais:

a) Vértebras cervicais – de C3 a C7
Localizadas no pescoço, entre o crânio e as vértebras torácicas e são as menores dentre as
demais.
- Possuem disco vertebral espesso em comparação ao corpo da vértebra, faces articulares
horizontais o que proporciona a maior amplitude e variedade de movimento de todas as
regiões vertebrais.
- O corpo vertebral é pequeno e mais largo laterolateralmente do que anteroposteriormente;
- O forame vertebral é grande e triangular, especialmente na região de C3 a C7 para abrigar
a intumescência cervical da medula espinal – plexo braquial – inervação dos membros
superiores.
- Os processos transversos possuem os forames transversários e tubérculos anterior e
posterior; artérias vertebrais e plexos venosos e simpáticos acompanhantes atravessam os
forames transversários de todas as vértebras cervicais, exceto C7, que dá passagem apenas
a pequenas veias vertebrais acessórias.
- Os processos articulares possuem as faces articulares superiores direcionadas
superoposteriormente; faces articulares inferiores direcionadas inferoanteriormente; as
faces articulares oblíquas são quase horizontais nessa região.
- Os processos espinhosos são curtos (C3–C5) e bífidos (C3–C6); processo de C7 longo, o
processo de C7 é mais longo em 70 % das pessoas (denominada “vértebra proeminente”).
- Os corpos vertebrais possuem uma inclinação (favorece à lordose cervical).

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 Cervicais atípicas:
 Atlas (C1): formato de anel e o mais largo das vértebras cervicais. Duas massas
laterais fazem o papel do corpo, das quais emergem os processos transversos.
- As faces articulares superiores das massas laterais articulam-se com os côndilos
occipitais.
- Possui os arcos anterior e posterior com um tubérculo na linha mediana da face externa
de cada.
- O arco posterior possui o sulco da artéria vertebral em sua face superior. O nervo C1
também segue nesse sulco.

 Áxis (C2): mais forte das vértebras cervicais. Permite a rotação de C1 pela
articulação com o dente da áxis.
- Possui faces planas de sustentação: faces articulares superiores (sobre as quais gira o
atlas).
- O dente é mantido em posição contra a face posterior do arco anterior do atlas pelo
ligamento transverso do atlas.
- C II tem um grande processo espinhoso bífido (palpado profundamente no sulco nucal).

b) Vértebras torácicas:
Localizadas na parte superior do dorso e nelas se fixam as costelas e por isso, possuem as
fóveas costais para a articulação com as mesmas.
- A fixação da caixa torácica associada à orientação vertical das faces articulares e aos
processos espinhosos superpostos limita a flexão e a extensão, mas permite grande
amplitude de rotação.
- As vértebras mais próximas às cervicais possuem características parecidas com estas e o
mesmo ocorre com as próximas às lombares (T12 = “estresse de transição”).

c) Vértebras lombares:
Localizadas na região lombar, entre o tórax e o sacro. Possuem grande massa óssea no
corpo vertebral.
- Os processos articulares são verticalizados no início mas à medida que descende na
coluna vão ficando horizontalizado.
- Faces laterais dos processos articulares inferiores da vértebra acima juntamente com os
processos superiores da vértebra abaixo facilitam a flexão e a extensão, permitem a flexão
lateral, mas impedem a rotação.
- Possuem um processo mamilar na face posterior de cada processo articular superior
(para inserção muscular).

d) Sacro:
Caracterizado pela fusão de 5 vértebras, sendo que a sustentação do peso corporal ocorre
apenas nas superiores pela transmissão de peso aos ossos do quadril e MMII.
- Forma o teto superior da cavidade pélvica.
- Possui o canal sacral – continuação do canal vertebral, terminando no hiato sacral que é
central e ao lado, em formato de U invertido tem-se os cornos sacrais.
- Possui os forames sacrais anteriores (pélvicos) maiores do que os posteriores (dorsais).
- Na região de S1 se encontra a base do sacro e na sua articulação com o cóccix se encontra
o ápice.
- S1 possui uma margem projetada anteriormente do corpo da vértebra denominado de
promontório sacral.

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- Face pélvica do sacro é lisa e côncava e a face dorsal é rugosa.
- Na face posterior ocorre a presença da crista sacral mediana, central, (processos
espinhosos rudimentares fundidos). As cristas sacrais laterais são as extremidades dos
processos transversos das vértebras sacrais fundidas.
- A face auricular é o local da parte sinovial da articulação sacroilíaca entre o sacro e o
ílio.

e) Coccix:
É caracterizado pela fusão de 4 vértebras. Localizado abaixo do sacro e com ele se articula
sendo um remanescente da eminência caudal embrionária.
Não sustenta peso na posição ortostática e serve para parte de inserções musculares.

1.2 Articulações da coluna vertebral:

a) Dos corpos vertebrais;


- São sínfises destinadas a sustentação de peso e resistência chamados de disco
intervertebral.
- Une um corpo vertebral a outro e possuem grande fixação.
- Possibilitam os movimentos vertebrais.
- Não estão presentes entre C1 e C2.
- Os discos são mais espessos na parte anterior nas regiões cervical e lombar, e a variação
de formatos é responsável pelas curvaturas secundárias da coluna vertebral.
- Possuem resistência elástica, gerando certa deformidade e consequente absorção de
choques.
- Composição dos discos:
 anel fibroso: parte externa (fibrocartilagem): mais fino posteriormente e pode ser
incompleto posteriormente na região cervical no adulto.
Obs: A vascularização do anel diminui progressivamente em direção central, e apenas o
terço externo do anel recebe inervação sensitiva.
 disco pulposo: parte central.
Obs: O núcleo pulposo é avascular; é nutrido por difusão de vasos sanguíneos situados na
periferia do anel fibroso e do corpo vertebral.

- Ligamentos entre os corpos vertebrais:


 Ligamento longitudinal anterior: fibroso e largo. Se estende da face pélvica do
sacro até o tubérculo anterior da vértebra C I nas margens anterolaterais dos corpos
verebrais. Impede a hiperextensão da coluna vertebral (único ligamento que limita a
extensão).

 Ligamento longitudinal posterior: mais estreito, um pouco mais fraco e segue


dentro do canal vertebral na face posterior dos corpos vertebrais. Está fixado
principalmente aos discos intervertebrais e une a gordura e vasos entre o ligamento
e a superfície óssea. Resiste pouco à hiperflexão da coluna vertebral e ajuda a evitar
ou redirecionar a herniação posterior do núcleo pulposo. É bem suprido por
terminações nervosas nociceptivas (de dor).

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b) Articulações dos arcos vertebrais:

- São as articulações zigapofisárias (articulações facetárias).


- São sinoviais planas e por isto permitem movimentos de deslizamento.
- Inervadas por ramos mediais dos ramos posteriores dos nervos espinais. Como esses
nervos seguem em direção posteroinferior, Cada ramo articular inerva duas articulações
adjacentes; portanto, cada articulação é suprida por dois nervos.

Ligamentos acessórios das articulações intervertebrais:


 ligamentos amarelos: possui tecido elástico na sua composição e unem as lâminas
de vértebras adjacentes. Limita a flexão abrupta da coluna vertebral.
 ligamentos interespinhais: são finos e fracos, entre os processos espinhosos.
 ligamentos supraespinhais: se une superiormente ao ligamento nucal, é forte entre
os processos espinhosos.
 ligamento nucal: constituído de tecido fibroelástico espesso, é forte e largo. Se
estende na região mediana da protuberância occipital externa até os processos
espinhosos das vértebras cervicais.
 ligamentos intertransversários: consistem em fibras dispersas na região cervical e
cordões fibrosos na região torácica que unem processos transversos adjacentes. Na
região lombar esses ligamentos são finos e membranáceos.

c) Articulações craniovertebrais:

- Articulação Atlantoccipital: entre atlas e o osso occipital. São articulações sinoviais do


tipo elipsóideo e têm cápsulas articulares finas e frouxas.
- Articulação Atlantoaxiais: entre atlas e áxis. São duas laterais e uma mediana. As
articulações atlantoaxiais laterais são sinoviais planas, enquanto a articulação atlantoaxial
mediana é trocóidea. A articulação atlantoaxial mediana é formada quando o arco anterior e
o ligamento transverso do atlas formam um encaixe para o dente do áxis.
O ligamento cruciforme é formado pelo ligamento transverso do atlas e os fascículos
longitudinais superior e inferior (que são verticais).
Obs: permitem maior quantidade de movimento comparado a todas as demais vértebras.

 Movimentos da coluna:
- Flexão, extensão, inclinação lateral (flexão lateral), extensão e rotação. A quantidade de
cada um desses movimentos depende das características de cada segmento (especialmente
do formato das facetas articulares superiores e inferiores das articulações zigoapofisárias).

 Curvaturas primárias e secundárias da coluna vertebral:


- 4 curvaturas: 2 primárias e 2 secundárias
- Primárias: cifoses torácica e sacral. Desenvolvem-se no período embrionário e são
mantidas durante toda a vida.
- Secundárias: lordose cervical e torácica. São resultantes da extensão da coluna após o
nascimento e são mantidas por diferenças de espessura entre as partes anterior e posterior
dos discos intervertebrais.
- A lordose cervical é evidente quando um lactente começa a levantar a cabeça em
decúbito ventral e a manter a cabeça ereta na posição sentada.
- A lordose lombar é evidente quando crianças de 1 a 2 anos começam a assumir a
postura vertical, ficar de pé e caminhar.

13
1.4 Vasculatura e inervação da coluna vertebral

a) Artérias:
As vértebras são irrigadas pelos ramos periosteais e equatoriais das seguintes artérias:
- Artérias vertebrais e cervicais ascendentes no pescoço
- As principais artérias segmentares do tronco:
- Artérias intercostais posteriores na região torácica
- Artérias subcostais e lombares no abdome
- Artérias iliolombar e sacrais lateral e mediana na pelve

b) Veias:
As vértebras são irrigadas por plexos venosos ao longo da coluna vertebral dentro e fora do
canal vertebral e que se comunicam através dos forames intervertebrais:
- Plexo venoso vertebral interno (plexos venosos peridurais)
- Plexos venosos vertebrais externos
- Principais veias:
 Veias basivertebrais: emerge da face posterior do corpo vertebral, são grandes e
tortuosas. Drenam para os plexos venosos vertebrais externos anteriores e
principalmente para os plexos venosos vertebrais internos anteriores.
 Veias intervertebrais: recebem veias da medula espinal e dos plexos venosos
vertebrais.

1.4 Nervos da coluna vertebral

- Ramos articulares dos ramos mediais dos ramos posteriores: inervação dos processos
articulares.
- Ramos recorrentes meníngeos dos nervos espinais: os únicos oriundos do nervo espinal
misto. Se originando logo após a formação deste, antes mesmo de sua divisão em ramos
anterior e posterior e recebem ramos comunicantes dos ramos comunicantes cinzentos
próximos.
 No interior do canal vertebral, ramos transversos, ascendentes e descendentes
distribuem fibras nervosas para: periósteo (que recobre a face dos corpos vertebrais
posteriores, pedículos e lâminas); ligamentos amarelos; anéis fibrosos da face
posterior e posterolateral dos discos intervertebrais; ligamento longitudinal
posterior; dura-máter espinal e vasos sanguíneos no canal vertebral.
Obs: periósteo, anéis fibrosos e ligamentos – as fibras nervosas proveem receptores de dor.
Os anéis fibrosos e ligamentos: as fibras provem receptores de propriocepção (sensibilidade
sobre a própria posição). As fibras simpáticas para os vasos sanguíneos estimulam a
vasoconstrição.

1.5 Músculos do Dorso

Dois grupos principais:


 Músculos extrínsecos do dorso: músculos superficiais (controlam movimentos dos
membros) e intermediários (controlam os movimentos respiratórios); maioria desses
músculos é inervada pelos ramos anteriores dos nervos cervicais e atua no membro
superior. O trapézio recebe suas fibras motoras de um nervo craniano, o nervo
acessório (NC XI).

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 Músculos próprios (que poderiam ser denominados intrínsecos): atuam
especificamente sobre a coluna vertebral, produzindo seus movimentos e mantendo
a postura.

1.5.1 Músculos Extrínsecos:

1.5.1.1 Camada superficial


M. Trapézio:
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

M. Latíssimo do dorso:
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

M. Levantador da escápula:
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

M. Romboides:
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

1.5.1.2 Camada Intermediária


M. serrátil posterior superior
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

M. serrátil posterior inferior


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

1.5.2 Músculos Intrínsecos:

1.5.2.1 Camada superficial:


MM. Esplênio da cabeça e do pescoço
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

1.5.2.2 Camada intermediária:


MM. Eretores da espinha (iliocostal, longuíssimo e espinal)
Inserção proximal:

15
Inserção distal:
Ação:

1.5.2.3 Camada profunda (são denominados transversoespinais)


MM. Semiespinais (semiespinal da cabeça, semiespinal do tórax e semiespinal do pescoço)
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

MM. Multífidos:
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

MM. Rotadores:
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

MM. Interespinais,
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

MM. Intertransversários
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

MM. Levantadores das costelas


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Observações importantes: nos movimentos realizados pela coluna vertebral, assim como
em todos os outros segmentos corporais, a contração excêntrica (relaxamento controlado)
dos músculos antagonistas é fundamental para o movimento suave e controlado. Com isso,
ocorre a interação dos músculos anteriores (do abdome) e posteriores (do dorso) que
proporciona estabilidade e produz o movimento do esqueleto axial. O desequilíbrio dessa
sustentação entre os músculos agonistas e antagonistas podem propiciar o desencadeamento
de vários tipos de lesões na coluna vertebral.
Além disso, os mm. profundos e pequenos, possuem grande quantidade de fusos
musculares, proporcionando, por sua vez, maior propriocepção (“monitores
cinesiológicos”) para ajustes de postura e controle de movimentos que são feitos pelos
músculos maiores (geradores de movimento).

1.5.3 Músculos suboccipitais e profundos do pescoço


A região suboccipital é profunda na superior da região cervical posterior, abaixo dos mm.
trapézio, esternocleidomastóideo esplênio e semiespinal.

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M. Reto posterior maior da cabeça
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

M. Reto posterior menor da cabeça


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

M. Oblíquo inferior da cabeça


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

M. Oblíquo superior da cabeça


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Trígono suboccipital
Limite superomedial:
Limite súperolateral:
Limite inferolateral:
Assoalho:
Teto:
Conteúdo:

1.6 Conteúdo do canal vertebral:

Medula espinhal, nervos espinais e raízes nervosas, meninges e líquido cerebrospinal.

- A medula espinal é componente do sistema nervoso central sendo o principal centro


reflexo de condução entre o corpo e o encéfalo.
- É uma estrutura cilíndrica, ligeiramente achatada anterior e posteriormente, é protegida
pelas vértebras, por seus ligamentos e músculos associados, pelas meninges espinais e pelo
líquido cerebrospinal (LCS).
- Ela ocupa apenas os dois terços superiores do canal vertebral, sendo o restante do canal
preenchido por nervos que constituem a cauda equina.

- Os nervos fazem parte do sistema nervoso periférico.


- A parte da medula espinal que dá origem às raízes nervosas que formam um par bilateral
de nervos espinais é designada segmento da medula espinal e a sua identificação é a
mesma dos nervos espinais que se originam dela.
- É alargada em duas regiões relacionadas com a inervação dos membros.

17
 Intumescência cervical: estende-se dos segmentos C4 a T1 da medula espinal, e a
maioria dos ramos anteriores dos nervos espinais originados dela forma o plexo
braquial de nervos que supre os membros superiores.
 Intumescência lombossacral: segmentos T11 a S1 da medula espinal. Seus ramos
anteriores formam os plexos lombar e sacral de nervos que suprem os membros
inferiores.

Tabela1: Numeração dos nervos espinhais e vértebras.

Nível segmentar Número de nervos Nível de saída da coluna vertebral


Cervical 8 nervos – de C1 a Nervo C1: passa superiormente ao arco da
C8 vértebra C1
Nervos C2–C7: atravessam os forames
intervertebrais acima das vértebras
correspondentes
Nervo C8: atravessa o forame intervertebral
entre as vértebras C7 e T1
Torácico 12 nervos – de T1 a Nervos T1–L5: atravessam os forames
T12 intervertebrais inferiormente às vértebras
Lombar 5 (L1–L5) correspondentes
Sacral 5 (S1–S5) Nervos S1–S4: dividem-se em ramos anterior
e posterior no sacro, com os respectivos
ramos atravessando os forames sacrais
anteriores e posteriores
Coccígeo 1 (Co1) O nervo de S5 e o nervo coccígeo atravessam
o hiato sacral

18
MEMBRO SUPERIOR (MS)
O membro superior é caracterizado por sua mobilidade e capacidade de segurar,
golpear e executar atividades motoras finas (manipulação).
Existe interação entre as articulações do MS para a correta posição do membro em
vários tipos de movimentos.
Diferente do Membro Inferior (MI), não possui muita estabilidade, mas sim muita
mobilidade.

Possui 4 segmentos:
- Ombro: é o segmento proximal, possuindo as regiões peitoral, escapular e deltoidea,
- Braço: é o primeiro segmento do membro superior livre e o mais longo. Une o ombro ao
cotovelo e possui as regiões braquiais anterior e posterior
- Antebraço: é o segundo segmento mais longo do membro. Vai do cotovelo ao punho e
inclui as regiões antebraquiais anterior e posterior.
- Mão: parte distal. Consiste em punho, palma, dorso da mão e dedos.

1. Ossos do Membro Superior

Esqueleto apendicular superior = cíngulo do membro superior + ossos do membro


superior
- Se articula com o axial apenas na articulação esternoclavicular o que proporciona grande
mobilidade.
- As clavículas e as escápulas do cíngulo do membro superior são sustentadas, estabilizadas
e movimentadas por músculos toracoapendiculares que se fixam às costelas, ao esterno e às
vértebras, ossos relativamente fixos do esqueleto axial.

1.1 Clavícula

- Une o membro superior ao tronco e promove um suporte móvel para permitir a


movimentação da escápula sobre a parede torácica na “articulação escapulotorácica.
- Faz uma curva dupla no plano horizontal: metade medial é convexa anteriormente e a
metade lateral é côncava anteriormente (formam um S: aumentam a resiliência da
clavícula).
- Forma um dos limites ósseos do canal cervicoaxilar (passagem entre o pescoço e o
braço), protegendo o feixe neurovascular que supre o membro superior.
- Não apresenta cavidade medular apesar de ser um osso longo. Consiste em osso esponjoso
(trabecular) com um revestimento de osso compacto.

Acidentes anatômicos:
Extremidade esternal: alargada e triangular
Corpo da clavícula: em forma de S
Extremidade acromial: é plana
Tubérculo conóide: perto da extremidade acromial, serve para fixação do ligamento
conoide (a parte medial do ligamento coracoclavicular), para a sustentação do MS pela
clavícula
Face superior: é lisa
Face inferior: áspera (devido à união com a 1ª costela por fortes ligamentos)

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Linha trapezoidea: perto da extremidade acromial, serve para a fixação do ligamento
trapezoide (parte lateral do ligamento coracoclavicular).
Sulco do músculo subcávio: no terço medial do corpo da clavícula é o local de fixação do
músculo subclávio
Impressão do ligamento costoclavicular: na região medial, área oval, rugosa e
geralmente deprimida (lig. une a costela I à clavícula e limita a elevação do ombro)

1.2 Escápula:
- Osso plano triangular situado na face posterolateral do tórax, superposta às 2ª a 7ª
costelas.
- A espinha da escápula e o acrômio atuam como alavancas para os músculos neles fixados,
sobretudo o trapézio.
- A cavidade glenoidal é uma fossa oval, côncava, rasa, voltada em direção anterolateral e
ligeiramente superior além de ser bem menor do que a cabeça do úmero.

Acidentes anatômicos:
- Face anterior e posterior
- Margem medial, lateral e superior
- Ângulo inferior, lateral e superior
- Espinha da escápula
- Fossa subescapular
- Fossa supra-espinal
- Fossa infra-espinal
- Acrômio
- Cavidade glenoidal
- Processo coracoide
- Tubérculo deltoide

1.3 Úmero:
- Maior osso do MS, articula-se com a escápula na articulação do ombro e com o rádio e a ulna na
articulação do cotovelo.
Acidentes anatômicos:
- Cabeça do úmero
- Colo anatômico
- Tubérculo maior
- Tubérculo menor
- Sulco intertubercular
- Colo cirúrgico
- Corpo do úmero:
- Tuberosidade do músculo deltoide
- Sulco do nervo radial (nervo radial e a artéria braquial profunda)
- Côndilo do úmero
- Tróclea do úmero
- Capítulo do úmero
- Fossa do olécrano
- Fossa coronóidea
- Cristas supraepicondilares
- Epicôndilo medial
- Epicôndilo lateral

20
1.4 Ulna:
- Estabiliza o antebraço e é o osso medial e mais longo dentre os dois ossos do antebraço.
- A extremidade proximal é maior para se articular com o úmero e com a cabeça do rádio
lateralmente.
- A extremidade é fina e possui um alargamento, a cabeça da ulna.
- A ulna não chega até a articulação radiocarpal e, portanto, não participa dela.

Acidentes anatômicos:
- Olécrano
- Incisura troclear
- Processo coronoide
- Tuberosidade da ulna
- Incisura radial
- Corpo da ulna
- Cabeça da ulna
- Processo estilóide da ulna

1.5 Rádio:
- É lateral e mais curtos dos ossos do antebraço.
- A extremidade proximal é menos proeminente que a distal.

Acidentes anatômicos:
- Cabeça do rádio
- Circunferência articular
- Colo do rádio
- Corpo do rádio
- Tuberosidade do rádio
- Processo estiloide do rádio
- Incisura ulnar
- Face articular carpal
- Tubérculo dorsal do rádio

Obs: Entre as faces interósseas da ulna e rádio, se encontra a membrana interóssea:


- membrana fina e fibrosa, segue um trajeto obliquo com função de transferir forças
recebidas pelo rádio (através das mãos) para a ulna, que depois são transmitidas ao úmero.

1.6 Ossos da Mão:

Carpo (Punho):

- Formado por 8 ossos carpais dispostos em duas fileiras, proximal e distal, de quatro ossos
com função de permitir flexibilidade ao punho pois, as duas fileiras de ossos carpais
deslizam uma sobre a outra; além disso, cada osso desliza sobre aqueles adjacentes a ele.
- É convexo posteriormente e côncavo anteriormente.

Fileira proximal:
Escafoide: é o maior osso na fileira proximal, se articula proximalmente com o rádio e tem
um tubérculo escafoide;

21
Semilunar: mais largo na parte anterior do que na posterior, forma de lua, se situa entre os
ossos escafoide e piramidal e articula-se com o rádio na parte proximal.
Piramidal: se encontra na face medial do carpo; articula-se na porção proximal com o
disco articular da articulação radiulnar distal
Pisiforme: osso pequeno situado na face anterior do piramidal

Fileira distal:
Trapézio: situado na região lateral do carpo; articula-se com os ossos metacarpais I e II,
escafoide e trapezoide
Trapezóide: articula-se com o metacarpal II, trapézio, capitato e escafoide
Capitato: é o maior osso carpal; articula-se com o metacarpal III na parte distal e com os
ossos trapezoide, escafoide, semilunar e hamato
Hamato (hâmulo do hamato): na região medial da mão; articula-se com os metacarpais
IV e V, capitato e piramidal

- As faces proximais da fileira distal dos ossos carpais articulam-se com a fileira proximal
de ossos carpais, e suas faces distais articulam-se com os metacarpais.

Metacarpos:
- Forma o esqueleto da palma da mão entre o carpo e as falanges.
- Formado por cinco ossos metacarpais, cada uma com base, corpo e cabeça.
- As bases dos metacarpais, proximais, articulam-se com os ossos carpais,
- As cabeças dos metacarpais, distais, articulam-se com as falanges proximais e formam as
articulações metacarpofalângicas da mão.
- Metacarpal I (do polegar) é o mais largo e mais curto desses ossos.
- O metacarpal III é distinguido por um processo estiloide na face lateral de sua base.

2. Fáscias do Membro Superior

- Pele epiderme e derme


- Tela subcutânea (hipoderme ou fáscia superficial) contém gordura, vasos superficiais e
nervos
- Fáscia muscular (reveste os músculos e os separa em compartimentos).
- Fáscia peitoral: é fixada à clavícula e ao esterno e reveste o músculo peitoral
maior sendo contínua inferiormente com a fáscia da parede anterior do abdome.
- Fáscia da axila – forma o assoalho da axila: a fáscia peitoral deixa a margem
lateral do m. peitoral maior e dá origem à ela.
- Fáscia clavipeitoral: é contínua inferiormente com a fáscia da axila e se situa
profundamente à fáscia peitoral e ao m. peitoral maior (envolve o m. subcálvio e o m.
peritoral menor).
 Entre o m. peitoral maior e subclávio da fáscia ocorre a perfuração do nervo
peitoral lateral, responsável pelo suprimento do m. peitoral maior.
 Inferior ao m. peitoral menor: o ligamento suspensor da axila, sustenta a
fáscia da axila e traciona esta para cima e a pele sobrejacente a ela durante a
abdução do braço, formando a fossa axilar (“sovaco”).
- Fáscia deltoidea: desce sobre a face superficial do m. deltoide a partir da clavícula,
acrômio e espinha da escápula e é contínua com a fáscia peitoral anteriormente e a fáscia
infraespinal densa posteriormente.

22
- Fáscias subescapulares, supraespinais e infraespinais: cobrem superficialmente os
músculos dessas regiões e são extremamente densas.
- Fáscia do braço: é contínua superiormente com as fáscias dos músculos deltoide,
peitoral, axilar e infraespinal e é contínua com a fáscia do antebraço.
 dela saem dois septos: os septos intermusculares medial e lateral e dividem o
braço em compartimentos fasciais anterior (flexor) e posterior (extensor), e
cada um deles contém músculos que apresentam funções semelhantes e
inervação comum.
 importantes do ponto de vista clínico, pois também restringem e direcionam a
disseminação de infecção ou hemorragia no membro.
- Fáscia do antebraço: é contínua com a fáscia do braço, separada pela membrana
interóssea e apresenta espessamento posterior para formar retináculo dos m.m extensores
(contenção dos tendões destes músculos). Na região anterior, esse espessamento recebe o
nome de retináculo dos flexores (ligamento carpal transverso) e forma uma concavidade
anterior, denominado de túnel do carpo que permite a passagem, no seu interior, dos
tendões dos músculos flexores e nervo mediano.
- Fáscia palmar: contínua com os retináculos dos músculos extensores e flexores
sendo espessa, tendínea e triangular que forma a aponeurose palmar.

3. Articulações do Membro Superior:

Conceitos importantes:
- Ritmo escapuloumeral: razão de 2:1 nas articulações glenoumeral e escapulotorácica,
respectivamente, para a elevaçãodo membro.
- O movimento de 15 a 20° da articulação acrômioclavicular, permite o posicionamento da
cavidade glenoidal necessário para os movimentos do braço.
- Movimentos importantes do cíngulo do membro superior são os movimentos escapulares:
elevação e depressão, protração (movimento lateral ou anterior da escápula) e retração
(movimento medial ou posterior da escápula), e rotação da escápula.

Articulações:

3.1 Articulação esternoclavicular:


Classificação:
Movimentos:
Músculos que movimentam a articulação:

3.2 Articulação acromioclavicular:


Classificação:
Movimentos:
Músculos que movimentam a articulação:

3.3 Articulação do ombro ou glenoumeral:


Classificação:
Movimentos:
Músculos que movimentam a articulação:

23
3.4 Articulação do cotovelo:
Classificação:
Movimentos:
Músculos que movimentam a articulação:

3.5 Articulação radioulnar proximal:


Classificação:
Movimentos:
Músculos que movimentam a articulação:

3.6 Articulação radioulnar distal:


Classificação:
Movimentos:
Músculos que movimentam a articulação:

3.7 Articulação radiocarpal:


Classificação:
Movimentos:
Músculos que movimentam a articulação:

3.8 Articulações do carpo:


Classificação:
Movimentos:
Músculos que movimentam a articulação:

3.9 Articulações carpometacarpais e intermetacarpais:


Classificação:
Movimentos:
Músculos que movimentam a articulação:

3.10 Articulações metacarpofalângicas e interfalângicas:


Classificação:
Movimentos:
Músculos que movimentam a articulação:

4.0 Irrigação neurovascular do Membro Superior

4.1 Veias superficiais:


A rede venosa dorsal no dorso da mão (vv. perfurantes formam comunicações entre as v.v.
superficiais e profundas) se ramificam dando origem às duas veias principais: cefálica (em
direção à cabeça, com membro em posição embrionárica) e basílica (em direção à base,
com membro em posição embrionária)

 V. cefálica: segue lateralmente no antebraço e braço e no sulco deltopeitoral entra


no trígono clavipeitoral unindo-se à parte terminal da v. axilar.

 V. basílica: segue medialmente na face anterior do antebraço e da parte inferior do


braço onde perfura a fáscia do braço e segue com a artéria braquial e nervo cutâneo

24
medial do antebraço até a axila, onde se funde com as veias acompanhantes da
artéria axilar para formar a veia axilar.

Obs: a v. cefálica e a v. basílica comunicam-se na fossa cubital (cotovelo) anteriormente


por meio da v. intermédia do cotovelo que possui trajeto oblíquo

 V. intermédia do antebraço: muito variável. Tem seu início na base do polegar (na
face dorsal) e ascende entre a v. cefálica e v. basílica.

 Veias Profundas:
 Internas à fáscia muscular e geralmente são pares de veias acompanhantes (com
interanastomoses contínuas) que seguem as principais artérias do membro e
recebem o mesmo nome delas.

Situação Veia Região drenada


Superficiais Cefálica Face lateral do MS
Basílica Face medial do MS
Intermédia Palma da mão e antebraço
Profundas Arcos palmares Mão e dedos
Radial Face medial do antebraço
Ulnar Face lateral do antebraço
Braquial Antebraço, cotovelo, braço e
úmero
Axilar Braço, axila e parede
toráxica súpero-lateral
Subclávia Braço, pescoço e parede
toráxica

4.2 Drenagem Linfática do Membro Superior

- Origem: plexos linfáticos na pele dos dedos, palma e dorso da mão e acompanham as
veias superficiais.
 Linfonodos: cubitais (próximos aos epicôndilos mediais e medial àv. basílica)
 Linfonodos axilares umerais (laterais)
 Linfonodos axilares apicais
 Linfonodos deltopeitorais (superficiais)
 Tronco linfático subclávio
Linfonodos profundos são menos numerosos e acompanham as grandes veias no membro
superior (basílica, cefálica e braquial) e terminam nos linfonodos axilares umerais.
 Drenam linfa das cápsulas articulares, periósteo, tendões, nervos e músculos

4.3 Artérias do membro superior


Artéria Distribuição
Subclávia Pescoço,ombro, encéfalo e medula espinhal
Axilar Ombro, mm. torácicos e escapulares e
úmero
Braquial Braço
Radial Face lateral do antebraço, punho e mão
Ulnar Face medial do antebraço, punho e mão

25
Arco superficial palmar Palma da mão e dedos
Arco profundo palmar Palma da mão e dedos
4.4 Inervação do membro superior
Derivados do plexo braquial - nervos espinais C5–T1 (maioria) ou do plexo cervical - C1
a C4 (profundamente ao músculo esternocleiodomastóideo). Ver mais a frente na seção de
Axila.
Inervação sensorial: Nervos Cutâneos do Membro Superior (vários nervos)

5. Músculos do Membro superior

5.1 Músculos toracoapendiculares anteriores


- Também denominados de peitorais.
- Movem o cíngulo do membro superior: peitoral maior, peitoral menor, subclávio e serrátil
anterior.

M. Peitoral maior
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

M. Peitoral menor
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

M. Subclávio
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

M. Serrátil anterior
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

5.2 Músculos toracoapendiculares posteriores e escapuloumerais:


Os músculos toracoapendiculares posteriores (grupos superficial e intermédio dos músculos
extrínsecos do dorso) fixam o esqueleto apendicular superior (do membro superior) ao
esqueleto axial (no tronco).
Divididos em três grupos:

Músculos toracoapendiculares posteriores superficiais (extrínsecos do ombro):


M. trapézio
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

M. latíssimo do dorso
Inserção proximal:

26
Inserção distal:
Ação:
Músculos toracoapendiculares posteriores profundos (extrínsecos do ombro):

M. levantador da escápula
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

M. romboides
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculos escapuloumerais (intrínsecos do ombro):

M. deltoide
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

M. redondo maior
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Manguito rotador: formam um manguito rotador musculotendíneo ao redor da articulação


do ombro (supraespinal, infraespinal, redondo menor e subescapular).

M. supraespinal
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

M. infraespinal
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

M. redondo menor
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

M. Subescapular
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

27
6. Axila

- Espaço triangular inferior à articulação do ombro e superior à fáscia axilar na junção entre
o braço e o tórax que dá passagem ou “centro de distribuição” de estruturas
neurovasculares envoltas por tecido adiposo (gordura axilar).
- Possui um ápice, uma base e quatro paredes:
 Ápice (canal cervicoaxilar): passagem entre o pescoço e a axila, limitada pela
costela I, clavícula e margem superior da escápula.
 Base: pele côncava tela subcutânea e fáscia da axila (muscular) e são limitadas pelas
pregas axilares anterior (peitoral maior) e posterior (latíssimo do dorso e redondo
maior), parede torácica e face média do braço
 Parede anterior: m. peitoral maior e m. peitoral menor, e pelas fáscias peitoral e
clavipeitoral associadas a eles.
 Parede posterior: escápula e m. subescapular em sua face anterior e m. redondo
maior e latíssimo do dorso inferiormente.
 Parede medial: parede torácica (costelas I a IV e m.m. intercostais) e o m. serrátil
anterior.
 Parede lateral: parede óssea estreita formada pelo sulco intertubercular no úmero.

Conteúdo da axila:

6.1 ARTÉRIAS:

Artéria subclávia
- Ramos: Artéria torácica interna e tronco tireocervical

Artéria supraescapular

Artéria axilar
- Ramos: a. torácica superior, a. toracoacromial, a. torácica lateral, a. subescapular, a.
circunflexa anterior do úmero, a. circunflexa posterior do úmero e a. subescapular.

Artéria subescapular
- Ramos: circunflexa da escápula e toracodorsal

Artéria Braquial:
-Ramos: braquial profunda, colateral ulnar superior e inferior

6.2 VEIAS:

Veia axilar:
- Distal na face anteromedial da artéria axilar, e sua parte terminal é anteroinferior à artéria.
- Se forma pela união da veia braquial e veia basílica na margem inferior do músculo
redondo maior.
- A veia axilar tem três partes que correspondem às três partes da artéria axilar e termina na
margem lateral da costela I, onde se torna a veia subclávia.

28
- As veias da axila são mais abundantes do que as artérias, são muito variáveis e
anastomosam-se com frequência.
- A veia axilar recebe, direta ou indiretamente, a(s) veia(s) toracoepigástrica(s), que é(são)
formada(s) pelas anastomoses das veias superficiais da região inguinal com tributárias da
veia axilar (geralmente a veia torácica lateral). Essas veias constituem uma via colateral que
permite o retorno venoso em caso de obstrução da veia cava inferior

6.3 LINFONODOS:
- Contidos no tecido fibroadiposo da axila (gordura axilar). (Será melhor explicado adiante
na apostila)
- Organizados em cinco grupos principais: peitoral, subescapular, umeral, central e apical.
Os grupos são dispostos de um modo que reflete o formato piramidal da axila (3 grupos na
base triangular e 1 em cada ângulo da pirâmide)

6.4 PLEXO BRAQUIAL:


- Importante rede nervosa que origina a maioria dos nervos no membro superior e supre o
membro.
- Começa no pescoço e estende-se até a axila.
- É a união dos ramos anteriores dos nervos C5, C6, C7, C8 e T1.
- As raízes atravessam a abertura entre os músculos escalenos anterior e médio
acompanhando a artéria subclávia
- Possui fibras simpáticas em cada raiz do plexo (ramos cinzentos dos gânglios cervicais
médios e inferiores)

Raízes – troncos – divisões – fascículos – nervos periféricos

- As cinco raízes dão origem a 3 troncos:


- tronco superior (C5 e C6)
- tronco médio (C7)
- tronco inferior (C8 e T1)
- Ao atravessar o canal cervicoaxilar (posterior à clávicula) os troncos se dividem em:
-Divisão anterior (suprem os compartimentos anteriores - flexores)
-Divisão posterior (suprem os compartimentos posteriores - extensores).
- A divisão dá origem a 3 fascículos:
- lateral: divisões anteriores dos troncos superior e médio
- medial: divisão anterior do tronco inferior
- posterior: divisões posteriores dos três troncos
- Nervos formados:
- n. musculocutãneo
- n. axilar
- n. radial
- n. mediano
- n. ulnar
- Ramos supraclaviculares (n. supraescapular, n. subclávio, n. toráxico longo e n. dorsal da
escápula) e infraclaviculares (n. peitoral lateral, subescapulares superior e inferior, n.
peitoral medial, cutâneo medial do braço, cutâneo medial do antebraço, n. toracodorsal).

29
7. Braço
- Estende do ombro até o cotovelo.
- Músculos: grupo anterior e posterior separados pelos septos medial e lateral que são
ramificações da fáscia do braço.
- Os mm. podem atuar na articulação do ombro ou cotovelo dependendo da sua inserção
proximal e distal.
Músculos do braço
 Flexores – compartimento anterior (mm. bíceps braquial, braquial e
coracobraquial), supridos pelo nervo musculocutâneo,
 Extensores – compartimento posterior (mm.tríceps braquial e ancôneo) suprido
pelo nervo radial ancôneo

7.1 Compartimento anterior – flexores


M. bíceps braquial
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

M. braquial
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

M. coracobraquial
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

7.2 Compartimento posterior – extensores


M. tríceps braquial
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

M. ancôneo
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

7.3 Conteúdo neurovascular do braço:

- Artérias: braquial (continuação da a. axilar). É a principal.


É inicialmente medial ao úmero (pulsações são palpáveis no sulco bicipital medial). Após
situa-se anterior à crista supraepicondilar medial e tróclea do úmero.
Ramos: artéria braquial profunda, artéria nutrícia do úmero, artéria colateral ulnar superior
e artéria colateral ulnar inferior.

30
-Veias: cefálica e basílica (superficiais) e veia braquial (profunda)
- Nervos: musculocutâneo, radial, mediano e ulnar.

8. Fossa cubital:
- Depressão na face anterior do cotovelo,
- Limites da fossa cubital triangular:
- superiormente, uma linha imaginária que une os epicôndilos medial e lateral
- medialmente, mm. flexores do antebraço no epicôndilo medial (pronador redondo).
- lateralmente, mm. extensores do antebraço no epicôndilo lateral ( músculo
braquiorradial)
- assoalho: mm. braquial e supinador
- teto: fáscias do braço e do antebraço (muscular), aponeurose do músculo bíceps
braquial, tela subcutânea e pele.
- Conteúdo da fossa cubital:
- final da artéria braquial (entre o tendão do m. bíceps braquial e o n. mediano) e o
início de seus ramos terminais, as artérias radial e ulnar.
- tendão do m. bíceps braquial, n. mediano, n. radial (profundamente ao m.
braquiorradial e m. braquial),
- na tela subcutânea: v. intermédia do cotovelo (anteriormente à a. braquial) e os nn.
cutâneos medial e lateral do antebraço seguindo as veias basílica e cefálica.

9. Antebraço

- Estende-se do cotovelo até o punho e contém dois ossos, o rádio e a ulna, que são unidos
por uma membrana interóssea.
- os músculos com objetivo e inervação semelhantes são reunidos nos mesmos
compartimentos fasciais no antebraço.
- Músculos extrínsecos: possuem sua inserção proximal longe da sua ação.
- Músculos flexores situam-se em posição anterior e os músculos extensores, posterior.
- O epicôndilo medial e a crista supraepicondilar são locais de fixação dos músculos
flexores do antebraço, e as formações laterais garantem a fixação dos músculos extensores
do antebraço.
= compartimento anterior: anteromedial (flexor–pronador) e supridos principalmente
pelo n. mediano mas também pelo n. ulnar. Possui comunicação com a palma pelo túnel do
carpo.
= compartimento posterior: posterolateral (extensor–supinador) e supridos pelo n. radial.
Não possui comunicação com a mão, a fáscia termina na articulação do punho.

9.1 Músculos do antebraço:

Músculos flexores: organizados em três camadas: superficial, intermediária e profunda


Camada superficial: todos possuem inserção no epicôndilo medial.
M. pronador redondo
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

31
M. flexor radial do carpo
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

M. palmar longo
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

M. flexor ulnar do carpo).


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Camada intermediária:
M. flexor superficial dos dedos
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Camada profunda:
M. flexor profundo dos dedos
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

M. flexor longo do polegar


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

M. pronador quadrado
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculos extensores: organizados em camada superficial e profunda

Camada superficial:
M. braquiorradial:
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

M. extensor radial curto do carpo


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

32
M. extensor dos dedos,
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

M. extensor do dedo mínimo


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

M. extensor ulnar do carpo


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Camada profunda:

M. supinador
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

M. extensor do indicador
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

M. abdutor longo do polegar


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

M. Extensor longo do polegar


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

M. Extensor curto do polegar


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

9.2 Tabaqueira anatômica:


* É uma cavidade triangular formada pelos mm. abdutor longo do polegar e extensor
curto do polegar (limite anterior) e o m. extensor longo do polegar (limite posterior). E
é visível durante a extensão total do polegar.

33
Estruturas: artéria radial (assoalho), processo estiloide do rádio (proximal) e a base do
osso metacarpal I (distal da tabaqueira anatômica), ossos escafoide e trapézio (assoalho,
entre o processo estiloide do rádio e o metacarpal I).

9.3 Conteúdo neurovascular do antebraço:

Artérias: ulnar (irrigam os músculos da região medial e central do antebraço, a bainha


comum dos músculos flexores e os nervos ulnar e mediano) e radial (irrigam músculos nas
faces adjacentes (anterolaterais) dos compartimentos dos músculos flexores e extensores).

Veias: cefálica, basílica, intermédia do antebraço (superficiais) radial, ulnar e interóssea


(profundas)

Nervos:
- N.mediano (inerva mm. das camadas superficial e intermedia dos mm. flexores do
antebraço (exceto o músculo FUC) e profundos (exceto a metade ulnar do músculo FPD).
- N. Ulnar (no antebraço inerva apenas o FUC).
- N. Radial (tem funções motoras e sensitivas no braço e no antebraço, mas apenas
sensitiva na mão).
- N. cutâneo lateral do antebraço: continuação do nervo musculocutâneo.
- N. cutâneo medial do antebraço: ramo independente do fascículo medial do plexo
braquial.
- N. cutâneo posterior do antebraço: ramo do n. radial.

10. Mão
- Parte distal do membro superior separada do antebraço pelo punho.
- Funções: movimento livre, capacidade de preensão, manuseio de precisão e pinçamento.
- Possui duas eminências: uma eminência tenar lateral, maior e mais proeminente, na base
do polegar, e uma eminência hipotenar, medial e menor, proximal à base do 5º dedo.

10.1 Fáscia e compartimentos palma da mão:


- Fáscia palmar: contínua com os retináculos dos músculos extensores e flexores sendo
espessa, tendínea e triangular que forma a aponeurose palmar.
- Compartimentos: compartimento hipotênar, compartimentos tenar, compartimento central,
compartimento adutor.

10.2 Músculos da mão:

Compartimento tenar – mm. tênares


M. abdutor curto do polegar
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

M. flexor curto do polegar


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

34
M. oponente do polegar
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Compartimento adutor:

M .adutor do polegar no compartimento adutor


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Compartimento hipotênar – mm. hipotenares

M. abdutor do dedo mínimo


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

M. flexor curto do dedo mínimo


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

M. oponente do dedo mínimo


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Compartimento central: mm. curtos da mão

Mm. lumbricais
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

mm. interósseos
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Obs: Bainhas sinoviais dos dedos.

10.3 Conteúdo neurovascular da mão:

Artérias:
- são numerosas e possuem muitas ramificações e anastomoses.
- são relativamente superficiais e estão situadas sob a pele.

35
- A. radial: origina o arco palmar profundo
- A. ulnar: ramos terminais: arco palmar superficial e o ramo palmar profundo

Veias:
- Arcos palmares venosos superficiais e profundos

Nervos:
- N. mediano: entra na mão através do túnel do carpo.
*Túnel do carpo: região delimitada pelo retináculo dos músculos flexores superiormente,
os tubérculos dos ossos escafoide e trapezoide na região lateral e o osso pisiforme e o
hâmulo do osso hamato na região medial.
- N. ulnar
- N. radial

Drenagem Linfática
Antes de entrar nas estruturas anatômicas da drenagem linfática do membro superior e
inferior, defina alguns conceitos importantes, utilizando para isso, o capítulo 1 do Moore,
Anatomia Orientada para a Clínica, Sistema Linfático.

Conceitue:

Linfa:
Edema:
Vasos linfáticos:
Plexos linfáticos:
Linfonodos:
Linfócitos:
Órgãos linfoides:

O que é o sistema linfático e quais as suas funções?

Quais os principais ductos linfáticos do corpo humano?

Vasos linfáticos superficiais e profundos:

Os vasos linfáticos superficiais acompanham a drenagem venosa e convergem nela bem


como nos vasos linfáticos profundos que acompanham as artérias. Eles atravessam os
linfonodos (geralmente vários conjuntos) em seu trajeto no sentido proximal.

Todos os linfáticos atravessam os linfonodos, efetuando o trajeto em da região distal indo


para proximal, e tornam-se maiores à medida que se fundem com vasos que drenam regiões
adjacentes. Esses vasos maiores entram em grandes vasos coletores, denominados troncos
linfáticos, que se unem para formar o ducto linfático direito ou ducto torácico.

Drenagem Linfática do Membro Superior

36
Vasos linfáticos superficiais: originam-se de plexos linfáticos na pele dos dedos, palma e
dorso da mão e ascendem com as veias superficiais, como as veias cefálica e basílica.

- Linfonodos cubitais: situados proximais ao epicôndilo medial e mediais à veia basílica.


- Linfonodos axilares umerais (laterais)
- Linfonodos axilares apicais
- Linfonodos deltopeitorais

Linfáticos que acompanham a veia basílica entram nos linfonodos cubitais, que emitem
seus vasos eferentes no braço terminando nos linfonodos axilares umerais (laterais).

Vasos linfáticos profundos: são menos numerosos, pode haver alguns linfonodos
profundos em seu trajeto e acompanham as grandes veias profundas. Terminam nos
linfonodos axilares umerais. Drenam a linfa das cápsulas articulares, periósteo, tendões,
nervos e músculos.
- Os linfonodos axilares são drenados pelo tronco linfático subclávio.

Linfonodos axilares:

A axila contém grande quantidade de linfonodos (na gordura axilar) que se organizam em 5
grupos principais: peitoral, subescapular, umeral, central e apical refletindo o formato
piramidal da axila.

Linfonodos peitorais: são anteriores, de três a cinco linfonodos situados ao longo da parede
medial e recebem linfa da parede torácica anterior como a maior parte da mama
(principalmente o quadrante súperolateral superior externo e o plexo subareolar.
Linfonodos subescapulares: são posteriores, seis ou sete linfonodos e recebem linfa da face
posterior da parede torácica e região escapular.
Linfonodos umerais: são laterais, quatro a seis linfonodos e recebem quase toda a linfa do
membro superior, com exceção da que é conduzida pelos vasos linfáticos que acompanham
a veia cefálica, que, na maioria das vezes, drenam diretamente para os linfonodos axilares
apicais e infraclaviculares.
Linfonodo central: recebe a linfa dos 3 linfonodos supracitados. São de 3 a 4 linfonodos.
Estão situados profundamente ao músculo peitoral menor, perto da base da axila,
associados à segunda parte da artéria axilar.
Linfonodo apical: recebe linfa dos linfonodos centrais, de todos os linfonodos e também
dos que acompanham a veia cefálica proximal. Localizado no ápice da axila. Seus vasos
eferentes passam pelo canal cervicoaxilar e formam o tronco linfático subclávio e/ou dos
linfonodos claviculares (infraclaviculares e supraclaviculares) e daí formam o ducto
linfático direito juntamente com os troncos jugular e broncomediastinal. No lado esquerdo,
o tronco subclávio une-se com maior frequência ao ducto torácico.

37
MEMBRO INFERIOR (MI)

Os membros inferiores são extensões do tronco especializadas para sustentação do


peso do corpo, locomoção e manutenção do equilíbrio. De fato, as adaptações para o
suporte de peso e para a estabilidade, assim como as histórias diferenciadas de
desenvolvimento dos membros contribuem para as grandes diferenças estruturais e
funcionais entre os membros superiores e inferiores. As regiões inguinal e glútea são
importantes zonas anatômicas de junção entre o tronco e o membro inferior, através das
quais nervos e vasos que seguem longitudinalmente podem passar em uma ou outra
direção.

Regiões do MI:
- A região glútea: região de transição entre o tronco e os membros inferiores. Inclui as
nádegas e a região do quadril lateral.
- Região da coxa: parte proximal do MI da região glútea ao joelho.
- Região do joelho: parte distal do fêmur e da parte proximal da tíbia, a cabeça da fíbula e
a patela, bem como as articulações entre essas estruturas ósseas.
- Região crural: é a parte situada entre o joelho e a parte estreita e distal da perna.
- Tarso ou Região talocrural: é a parte distal do membro inferior que contém o tarso, o
metatarso e as falanges.

11. Ossos do Membro Inferior


Esqueleto apendicular inferior: formado pelo cíngulo do membro inferior e pelos ossos
do membro inferior livre.

Cíngulo do membro inferior (pelve óssea): é um anel ósseo formado pelo sacro e pelos
ossos do quadril direito e esquerdo unidos anteriormente pela sínfise púbica. Fixa o MI ao
esqueleto axial.

Pelve óssea (ossos do quadril + sacro+ cóccix)


- Abertura superior da pelve
- Abertura inferior da pelve
- Ângulo subpúbico
- Pelve maior
- Pelve menor
- Cavidade pélvica
- Articulação sacroilíaca
- Sínfise púbica

11.1 Osso do Quadril


É o grande osso pélvico plano formado pela fusão de três ossos primários: ílio, ísquio e
púbis. Os ossos começam a se fundir entre 15 e 17 anos; a fusão está completa entre 20 e 25
anos.

Aberturas:
- Forame obturado
- Acetábulo

38
Acidentes Anatômicos:

Cíngulo do membro inferior

Osso do quadril
- Acetábulo
- Fossa do acetábulo
- Incisura do acetábulo
- Face semilunar
- Forame obturado

Ílio
- Asa do ílio
- Crista ilíaca
- Tubérculo ilíaco
- Espinha ilíaca ântero-superior
- Espinha ilíaca ântero-inferior
- Espinha ilíaca póstero-superior
- Espinha ilíaca póstero-inferior
- Fossa ilíaca
- Linha arqueada
- Face auricular
- Tuberosidade ilíaca
- Face glútea: Linhas glúteas

Ísquio
- Corpo do ísquio
- Túber isquiático
- Espinha isquiática
- Incisura isquiática menor
- Incisura isquiática maior

Púbis
- Corpo do púbis
- Tubérculo púbico
- Ramo superior do púbis
- Linha pectínea do púbis

11.2. Os ossos do membro inferior livre


Os ossos do membro inferior são os três componentes fundidos do cíngulo do membro
inferior: o fêmur e a patela (coxa); a tíbia e a fíbula (perna); o tarso, o metatarso e as
falanges (pé).

Parte livre do membro inferior


Fêmur
- Cabeça do Fêmur
- Fóvea da cabeça do Fêmur
- Colo do fêmur
- Trocanter maior
- Trocanter menor

39
- Crista intertrocantérica
- Corpo do Fêmur
- Linha áspera
- Tuberosidade glútea
- Face poplítea
- Côndilo medial
- Epicôndilo medial
- Côndilo lateral
- Epicôndilo lateral
- Face patelar
- Fossa intercondilar

Patela
- Base da patela
- Ápice da patela
- Face articular

Tíbia
- Côndilo medial
- Côndilo lateral
- Face articular superior
- Eminência intercondilar
- Tubérculos intercondilares lateral e medial
- Corpo da tíbia
- Tuberosidade da tíbia
- Margem anterior
- Maléolo medial
- Incisura fibular

Fíbula
- Cabeça da fíbula
- Ápice da cabeça da fíbula
- Colo da fíbula
- Corpo da fíbula
- Maléolo lateral
- Face articular do maléolo lateral
- Fossa do maléolo lateral

11.2.5 Ossos do Tarso


- Os sete ossos do tarso ocupam a metade proximal do pé. O tarso e o carpo são homólogos,
mas os elementos do tarso são maiores, refletindo seus papéis no suporte e na distribuição
do peso corporal. Assim como no carpo, os ossos do tarso são dispostos em fileiras
proximais e distais, mas medialmente há um único elemento tarsal intermediário, o
navicular.

- Fileira proximal:
Tálus
Calcâneo

40
- Fileira distal:
Cuneiformes medial
Cuneiforme intermédio
Cuneiforme lateral
Cuboide
Navicular

Acidentes Anatômicos dos Ossos do Tarso


Tálus
- Cabeça do tálus
- Colo do tálus
- Tróclea do tálus
Calcâneo
- Tuberosidade do calcâneo
Navicular
Cuneiformes medial, intermédio e lateral
Cubóide

11.2.6 Ossos do Metatarso:


- Os cinco ossos metatarsais se localizam na metade distal do pé e fazem a conexão entre o
tarso e as falanges. Como os metacarpianos, eles são ossos longos em miniatura, e possuem
uma diáfise, uma base proximal e uma cabeça distal. Exceto pelo primeiro e o quinto, as
diáfises são longas e delgadas, apresentam uma convexidade longitudinal dorsal e
concavidade em suas faces plantares.

Primeiro metatarsal a quinto metatarsais:


Acidentes Anatômicos dos Ossos metatarsais (I-V):
- Base metatarsal
- Corpo metatarsal
- Cabeça metatarsal

11.2.7 Falanges
- Em geral, as falanges do pé se assemelham às das mãos: existem duas para o hálux e três
para cada um dos outros pododáctilo.
- Ossos dos dedos – Falanges (I-V)
- Falanges proximal, média e distal.

11.2.8 Sesamoides
A- maioria dos ossos sesamoides possui alguns poucos milímetros de diâmetro e seu
formato é variável. Alguns possuem uma localização previsível, mas muitos outros variam
em termos de localização e frequência de ocorrência. Alguns sesamoides se ossificam,
enquanto outros permanecem cartilaginosos. A maioria dos sesamoides é envolta pelos
tendões em íntima proximidade com as articulações. O seu papel exato ainda não é
compreendido; acredita-se que possam alterar a direção da tração muscular, diminuir a
fricção e modificar a pressão.

12. Tela subcutânea e Fáscia


- O tecido subcutâneo (tela subcutânea) situa-se profundamente à pele e consiste em tecido
conjuntivo frouxo que contém uma quantidade variável de gordura, nervos cutâneos, veias

41
superficiais (veias safenas magna e parva e suas tributárias), vasos linfáticos e linfonodos.
A tela subcutânea do quadril e da coxa é contínua com aquela da parte inferior da parede
abdominal anterolateal e da nádega. No joelho a tela subcutânea perde sua gordura e
funde-se à fáscia muscular, mas a gordura está novamente presente distal ao joelho na tela
subcutânea da perna.

- A fáscia muscular do membro inferior é bastante forte e reveste o membro com uma meia
elástica. Essa fáscia limita a expansão externa dos músculos que se contraem, o que
aumenta a eficiência da contração muscular na compressão das veias para empurrar o
sangue em direção ao coração. Os músculos da coxa são separados em três
compartimentos, anterior, medial e posterior. As paredes são formadas pela fáscia lata e
três septos intermusculares, sendo o septo intermuscular lateral o mais forte.

-Fáscia lata: fáscia muscular da coxa. Apresenta grandes dimensões porque encerra os
grandes músculos da coxa, sobretudo lateralmente, onde é espessada e fortalecida por
outras fibras longitudinais de reforço para formar o trato íliotibial.

-Fáscia muscular da perna: fixa-se as margens anterior e medial da tíbia, onde é contínua
com seu periósteo. Mais espessa proximalmente em comparação com a parte distal. Forma
os retináculos dos músculos extensores na região talocrural, porem apresenta-se espesso.
-Septos intermusculares anteriores e posteriores: partem da superfície profunda da
fáscia muscular lateral da perna e fixam-se às margens correspondentes da tíbia. A
Membrana interóssea e o septos dividem a perna em três compartimentos: anterior
(dorsiflexores), lateral (fibular) e posterior (flexores plantar). O Septo intermuscular
transverso divide os flexores plantares em profundos e superficiais.

13. Articulações do membro inferior

Articulações dos ossos do cíngulo do membro inferior

13.1 Articulação Sacroilíaca


Classificação:
Movimentos:
Músculos que movimentam a articulação:

Articulação do membro inferior livre

13.2 Articulação do quadril


Classificação:
Movimentos:
Músculos que movimentam a articulação:

13.3 Articulação do Joelho


Classificação:
Movimentos:
Músculos que movimentam a articulação:

13.4 Articulação tibiofibular


Classificação:

42
Movimentos:
Músculos que movimentam a articulação:

13.5 Sindesmose tibiofibular


Classificação:
Movimentos:
Músculos que movimentam a articulação:

13.6 Articulação talocrural


Classificação:
Movimentos:
Músculos que movimentam a articulação:

13.7 Articulação talotarsal ( Talocalcaneonavicular e Subtalar)


Classificação:
Movimentos:
Músculos que movimentam a articulação:

13.8 Articulação transversa do tarso (Linha de amputação de Chopart)


Classificação:
Movimentos:
Músculos que movimentam a articulação:

13.9 Articulações do tarso (Cuneonavicular, intercuneiformes e calcaneocubóidea)


Classificação:
Movimentos:
Músculos que movimentam a articulação:

13.10 Articulação tarsometatarsais (Linha de amputação de Lisfranc)


Classificação:
Movimentos:
Músculos que movimentam a articulação:

13.11 Articulação Intermetatarsais


Classificação:
Movimentos:
Músculos que movimentam a articulação:

13.12 Articulações metatarsofalângicas


Classificação:
Movimentos:
Músculos que movimentam a articulação:

13.13 Articulações interfalângicas do pé


Classificação:
Movimentos:
Músculos que movimentam a articulação:

14. Irrigação neurovascular do Membro Inferior

43
14.1 Drenagem venosa do Membro Inferior
- As veias do membro inferior podem ser subdivididas, como as do membro superior, em
grupos superficial e profundo. As veias superficiais são subcutâneas e repousam na fáscia
superficial; as veias profundas (abaixo da fáscia profunda) acompanham as grandes artérias.
As válvulas estão presentes nos dois grupos, mas são mais numerosas nas veias profundas.
(Válvulas são mais numerosas nas veias do membro inferior que nas veias do membro
superior.) Os plexos venosos ocorrem no interior e entre alguns músculos do membro
inferior. As principais, denominados veias superficiais, são as veias safenas magna e parva;
suas numerosas tributárias, em sua maioria, não são nomeadas.

14.1.1 Veias superficiais do Membro inferior


- As duas principais veias do membro inferior são as veias: safena magna e safena parva.
A maioria das tributárias não tem nome.
 Safena Magna: formada da união da veia dorsal do hálux e o arco venoso
dorsal do pé. Ascende anteriormente até o maléolo medial, segue
posteriormente ao côndilo medial do fêmur, anastomosa-se livremente com a
veia safena parva, atravessa o hiato safeno da fáscia lata e desemboca na
veia femoral;
 Safena Parva: origina-se na face lateral do pé, a partir da união da veia
dorsal do quinto dedo com o arco venoso dorsal. Ascende posteriormente
ao maléolo lateral como uma continuação da veia marginal lateral, segue
ao longo da margem lateral do tendão do calcâneo, inclina se em direção à
linha mediana da fíbula e penetra na fáscia muscular, ascende entre as
cabeças do musculo gastrocnêmio, drena para a veia poplítea na fossa
poplítea;
 Veias Perfurantes: penetram na fáscia muscular perto do local onde se
originam das veias superficiais e tem válvulas que permitem o fluxo
sanguíneo apenas da veias superficiais para as veias profundas.

OBS: Bomba venosa (muscular)


- Na posição de pé, o retorno venoso do membro inferior depende amplamente da atividade
muscular, especialmente da contração dos músculos da panturrilha e do pé. Isso é
conhecido como “bomba muscular”, cuja eficiência é auxiliada pela fáscia profunda, firme.
Veias perfurantes conectam a veia safena magna às veias profundas (particularmente
próximo ao tornozelo, à parte distal da panturrilha e ao joelho). Suas válvulas são
organizadas de modo a prevenir o refluxo sanguíneo das veias profundas para as
superficiais. Quando os músculos da panturrilha se contraem, o sangue é bombeado em
direção proximal nas veias profundas e é normalmente impedido de dirigir-se às veias
superficiais pelas válvulas nas veias perfurantes. Durante o relaxamento muscular, o sangue
é direcionado para dentro das veias profundas pelas veias superficiais.

14.1.2 Veias profundas do membro inferior


- Veias profundas dos membros inferiores acompanham as artérias e seus ramos.
 Veia Femoral: A veia femoral acompanha sua artéria, surgindo no hiato adutor
como continuação da veia poplítea e terminando posteriormente ao ligamento
inguinal como veia ilíaca externa;
 Veia femoral profunda: A veia femoral profunda é anterior à sua artéria e recebe
tributárias correspondentes aos ramos desta artéria. Através dessas tributárias, ela

44
conecta - se distalmente à veia poplítea e proximalmente às veias glúteas
inferiores. Às vezes, a veia femoral profunda drena para as veias circunflexas
femorais medial e lateral, apresentando uma valva imediatamente antes do local
onde escoa na veia femoral;
 Veia tibial anterior: recebe sangue das veias perfurantes;
 As veias plantares medial e lateral da face plantar do pé formam as veias
posteriores e fibulares, situadas posteriormente aos maléolos medial e lateral.

14.2 Drenagem linfática do membro inferior

14.2.1 Vasos Linfáticos Superficiais: se iniciam no pé e convergem e acompanham as


veias safenas e suas tributárias. Se situam na fáscia superficial ou tela subcutânea.

- Os vasos mediais do pé são maiores e mais numerosos que os laterais e drenam a face
medial e plantar do pé convergindo para a veia safena magna e a acompanham até o grupo
vertical dos linfonodos inguinais superficiais e daí para os profundos.

- Os vasos laterais do pé drenam a face lateral, plantar e dorso e do pé e acompanham a


safena parva até a fossa poplítea, onde entram nos linfonodos poplíteos.

- Linfonodos poplíteos: recebem os vasos linfáticos que que acompanham a veia safena
parva que se situam circundando a veia poplítea na gordura da fossa poplítea.

- Linfonodos inguinais superficiais


- grupo superior ou horizontal:
- grupo inferior ou vertical: recebe os vasos linfáticos que acompanham a safena
magna

Obs: linfa desses linfonodos seguem para os linfonodos ilíacos externos situados ao longo
dos vasos ilíacos externos ou

14.2.2 Vasos Linfáticos Profundos: os vasos linfáticos superficiais e profundos começam


no pé e acompanham as veias superficiais e os principais feixes vasculares,
respectivamente, acompanham veias profundas e também entram nos linfonodos poplíteos.
Dos linfonodos poplíteos a linfa segue para os vasos linfáticos profundos que desaguam nos
linfonodos inguinais profundos e destes ela segue até os linfonodos ilíacos externos e
comuns e, em seguida, chega aos troncos linfáticos lombares.

- Linfonodos poplíteos profundos: circundam os vasos e recebem linfa da cápsula articular


do joelho e dos vasos linfáticos que acompanham as veias profundas da perna. Os vasos
linfáticos dos linfonodos poplíteos seguem os vasos femorais até os linfonodos inguinais
profundos.

- Linfonodos inguinais profundos: também recebe a linfa provinda dos grupos superior e
inferior e se localizam sob a fáscia muscular na face medial da veia femoral)

45
14.3 Artérias do Membro Inferior

Artérias Anteriores e Mediais da Coxa


Artéria Distribuição
Femoral Ramos suprem as faces anteriores e
anteromedial da coxa
Obturatória O ramo anterior supre os músculos
obturador externo, pectíneo, adutores da
coxa e grácil; o ramo posterior supre
músculos dixados ao túber isquiático

Artérias das Regiões Glútea e Femoral Posterior


Artéria Distribuição
Glútea superior Ramo superficial: supre o m. glúteo
máximo; ramo profundo: segue entre os
mm. Glúteos médio e mínimo, suprindo
ambos e o tensor da fáscia lata
Glútea inferior Supre os mm. Glúteo máximo, obturador
interno, quadrado femoral e as oartes
superiores dos músculos do jarrete

Artérias da Perna
Artéria Distribuição
Poplítea Faces lateral e medial do joelho
Tibial anterior Compartimento anterior da perna
Artéria dorsal do pé Músculos no dorso do pé,
Tibial posterior Compartimento posterior e lateral da perna
Fibular Compartimento posterior da perna e lateral
da pernas (ramos perfurantes)

14.4 Inervação do Membro Inferior


- Os nervos derivados dos plexos lombar e sacral inervam o membro inferior.
- O plexo lombar está localizado profundamente por dentro do músculo psoas maior,
anteriormente aos processos transversos das três primeiras vértebras lombares.
- O plexo sacral localiza-se na pelve, na face anterior do músculo piriforme, externamente à
fáscia da pelve, que o separa dos vasos pudendo e glúteo inferior. O tronco lombossacral
(L4 e L5) emerge medialmente ao músculo psoas maior (na parede abdominal posterior) e
repousa sobre a asa do sacro, antes de cruzar a extremidade pélvica para unir-se ao ramo
anterior de S1.

Nervos Cutâneos do Membro Inferior: sensibilidade

46
Nervos das Regiões Glútea e Femoral Posterior
Nervo Origem Área de inervação da pele
Isquiático L4 a S4 Não supre os músculos da
região glútea; supre todos os
músculos do compartimento
femoral posterior
Glúteo superior Plexo sacral L4-S1 Inerva os mm, glúteo médio,
glúteo mínimo e tensor da
fáscia lata
Glúteo inferior Plexo sacral L5-S2 Supre o músculo glúteo
máximo
Nervo para o m. quadrado Plexo sacral L4-S1 Inerva a articulação do
femoral quadril, mm gêmeo inferior
e quadrado femoral
Nervo para o m. obturador Plexo sacral L5-S2 supre os músculos gêmeo
interno superior e obturador interno

Nervos da Perna
Nervo Origem Área de inervação da pele
Tibial Nervo isquiático Supre os mm. Posteriores da
perna da articulação do
joelho
Fibular comum Nervo isquiático Supre a pele da parte lateral
da face posterior da perna
através do nervo cutâneo
sural lateral; também supre a
art. do joelho através do seu
ramo articular
Fibular superficial Nervo fibular comum Supre os mm. fibulares
longo e curto e a pele no
terço distal da face anterior
da perna e dorso do pé
Fibular profundo Nervo fibular comum Supre os mm. Anteriores da
perna, dorso do pé e a pele
da primeira fenda
interdigital; envia ramos
articulares para as
articulações que cruza

Nervos do Pé
Nervo Origem Área de inervação da pele
Safeno (1) Nervo femoral Supre a pele na face medial
do pé anteriormente, ate a
cabeça do 1º metatarsal
Fibular superficial (2) Nervo fibular comum Pele do dorso do pé e todos
os dedos, exceto a face
lateral da 5º dedo e as faces
adjacentes do 1º e 2º dedos
Fibular profundo (3) Supre os músculos extensor

47
curto dos dedos e a pele nas
faces contíguas do 1º e 2º
dedos
Plantar medial (4) Maior ramo terminal do Supre a pele da face medial
nervo tibial da planta do pé e as laterais
dos três primeiros dedos;
também supre os músculos
adutor do hálux, flexor curto
dos dedos, flexor curto do
hálux e primeiro lumbrical
Plantar lateral (5) Maior ramo terminal do Supre os músculos quadrado
nervo tibial plantar, abdutor do dedo
mínimo, flexor curto do
dedo mínimo; o ramo
profundo supre, os músculos
interósseos plantares e
dorsais, três lumbricais
laterais e adutor do hálux;
supre a pele da planta ,
lateralmente a uma linha que
divide o 4º dedo
Sural (6) Geralmente se origina dos n. Face lateral das partes
tibial e fibular comum posterior e média do pé
Ramos cutâneos (7) Nervo tibial e sural Pele do calcanhar

15. Músculos do Membro Inferior

Músculos Anteriores do Quadril


- Neste grupo só deve ser contado o M. iliopsoas constituído pelo M. ilíaco e M. psoas
maior que aqui, com referência ao esqueleto da perna, é o único que vai mais longe sobre a
articulação do quadril. Os outros músculos que ficam na frente da articulação do quadril
correm também para a articulação do joelho e devem, por isso, ser reunidos com os
músculos da coxa.

Músculo ilíaco (parte do M. iliopsoas)


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculo psoas maior (parte do M. iliopsoas)


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculo psoas menor (parte do M. iliopsoas; músculo inconstante)


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

48
Músculos Posterolaterais do Quadril
- O M. glúteo máximo define o relevo da região glútea e cobre quase completamente os
músculos restantes desse grupo.

Músculo glúteo máximo


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculo glúteo médio


- Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculo glúteo mínimo


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculo tensor da fáscia lata


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculos profundos do quadril

Músculo piriforme
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculo obturador interno


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculo gêmeo superior


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculo gêmeo inferior


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculo quadrado femoral


Inserção proximal:

49
Inserção distal:
Ação:

Músculo obturador externo


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculos anteriores da coxa


- De proximal para lateral corre o M. sartório, espiralando-se sobre a coxa para distal
medial. A maior parte da massa muscular anterior da coxa consiste no M. quadríceps
femoral.

Músculo Quadríceps femoral


- é o mais potente e volumoso músculo do corpo
- possui 4 cabeças de origem reto femoral e vastos: medial, intermédio e lateral
- as 4 cabeças são inervadas pelo nervo femoral e fazem a extensão da perna
- o músculo reto femoral por ser bi-articular, além da extensão da perna faz a flexão da
coxa.

Músculo Reto Femoral


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

M. Vasto Medial
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculo Vasto Lateral


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculo Vasto Intermédio


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculo Sartório
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculos Mediais da Coxa (Adutores)


-Mais medialmente encontra-se o M. grácil. De proximal par distal estão dispostos os Mm.
Pectíneo, adutor curto, adutor longo e adutor magno.

50
Músculo pectíneo
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculo grácil
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculo adutor curto


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculo adutor longo


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculo adutor magno (uma separação incompleta proximal do M. adutor magno é


denominada M. adutor mínimo).
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculos Posteriores da Coxa (Músculos Isquiocrurais)


- Os músculos d posteriores da coxa consistem, em sequencia, de lateral para medial, em
M. bíceps femoral, M. semitendíneo e M. semimembranáceo.

Músculo bíceps femoral


Inserção proximal:
Inserção distal:

Músculo semitendíneo
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculo semimembranáceo
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculos Anteriores da Perna


- O abaulamento superficial e medial mais distinto é o M. tibial anterior. Para o lado medial
segue-se como mais próximo o M. extensor longo dos dedos; de sua margem lateral
frequentemente ai o M. fibular terceiro, Mais profundamente situa-se o M. extensor longo
do hálux.

51
Músculo tibial anterior
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculo extensor longo do hálux


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculo extensor longo dos dedos


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculo fibular terceiro


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculos Laterais da Perna


- Superficial e lateral está o M. fibular longo e, abaixo dele, o M. fibular curto.

Músculo fibular longo


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculo fibular curto


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculos Posteriores da Perna


- O relevo da panturrilha é marcado pelas cabeças do M. gastrocnêmio. Ele fica por fora do
M. sóleo, junto com ele, o M. tríceps sural. O diminuto plantar pode ser entendido com
quarta cabeça desses músculos.

Músculo tríceps sural


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculos Posteriores Profundos da Perna


- O mais proximal possível, estende-se obliquamente o M. poplíteo, de lateral para a
articulação do joelho. Entre os músculos que se seguem para o pé, encontra-se o M. tibial

52
posterior. Medialmente está localizado o m. flexor longo dos dedos e, lateralmente, o M.
flexor longo do hálux.

Músculo poplíteo
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculo tibial posterior


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculo flexor longo dos dedos


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculo flexor longo do hálux


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculos do Dorso do Pé
-Ambos os músculos do dorso do pé salientam-se pouco a baixo da pele. De uma pequena
área de origem, o M. extensor curto do hálux dirige-se para o hálux e o M. extensor curto
dos dedos, para os dedos restantes.

Músculo extensor curto dos dedos


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculo extensor curto do hálux


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculos Medias da Planta


- O contorno da margem medial do pé, a eminência plantar medial, é formado na primeira
linha do M. abdutor do hálux. Ele abrange o M. flexor curto do hálux; lateralmente, segue-
se o M. adutor do hálux.

Músculo abdutor do hálux


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculo flexor curto do hálux

53
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculo adutor do hálux


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculos da Parte Média da Planta


- Aderente à aponeurose plantar proximal está o M. flexor curto dos dedos. Abaixo corre o
M. quadrado plantar unido ao tendão principal do M. flexor longo dos dedos. De suas
quatro ramificações tendíneas nascem os Mm. Lumbricais do pé I-IV. Os Mm. Interósseos
plantares I-III e os Mm. Interósseos dorsais do é I a IV preenchem o espaço entre os
metatarsais.

Músculo flexor curto dos dedos


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculo quadrado plantar


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculo lumbricais do pé I a IV
Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculo interósseos plantares do pé I a III


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculo interósseos dorsais do pé I a IV


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculos lumbricais da Planta


- Ao longo da margem lateral do pé estende-se o M abdutor do dedo mínimo. Abaixo de
sua face plantar, estende-se o M. flexor curto do dedo mínimo e o M. oponente do dedo
mínimo.

Músculo abdutor do dedo mínimo


Inserção proximal:
Inserção distal:

54
Ação:

Músculo flexor curto do dedo mínimo


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

Músculo oponente do dedo mínimo


Inserção proximal:
Inserção distal:
Ação:

55