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AlfaCon Concursos Públicos

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO
ÍNDICE
COMPETÊNCIA�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������2
Foro por Prerrogativa vs Deslocamento���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������3
Foro por Prerrogativa vs Júri���������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������4
Prorrogativa por Foro de Função Extensível ao Particular�������������������������������������������������������������������������������������4
Perpetuação no Tempo�������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������������4

Lei do Direito Autoral nº 9.610, de 19 de Fevereiro de 1998: Proíbe a reprodução total ou parcial desse material ou divulgação com
fins comerciais ou não, em qualquer meio de comunicação, inclusive na Internet, sem autorização do AlfaCon Concursos Públicos.
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COMPETÊNCIA
Ratione personae
Neste caso, é importante se perguntar: o réu possui foro por prerrogativa de função?
Algumas autoridades, em razão da função do cargo, serão julgadas diretamente por um tribunal.
Alguns entendedores podem acreditar que isso é uma benesse, mas nem sempre. Vejamos: o Presi-
dente da República, quando achar necessário, a quem proverá recurso após decisão do STF a respeito
de uma ação cuja prerrogativa é do chefe do Judiciário? Pois é, é quase instintivo afirmar que a
decisão dada pelo STF é trânsito em julgado.
Dentre a relação de Poderes, o STF julga crimes da alçada Penal, Eleitoral e até mesmo Militar. O
mesmo vale dizer a respeito do STJ, o qual unicamente perde grau para o STF. É importante salientar
que a competência do Tribunal de Justiça (TJ) e do Tribunal Regional Federal (TRF) é excepcionada
pela competência do Tribunal Regional Eleitoral para o julgamento das infrações eleitorais.
Atenção especial também deve-se dar aos vereadores, os quais não detêm nenhum tipo de prer-
rogativa atribuída pela Constituição Federal, apenas a imunidade parlamentar.

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Foro por Prerrogativa vs Deslocamento


No caso de autoridade (que possua prerrogativa no TJ ou no TRF) cometer um crime fora do local em
que exerce a prerrogativa de função, de acordo com a Jurisprudência, ainda assim será julgada no local
em que possui o foro por prerrogativa de função.

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Foro por Prerrogativa vs Júri


Para as autoridades que possuem foro por prerrogativa de função oriundo diretamente da Cons-
tituição Federal, quando praticarem crimes dolosos contra a vida, o órgão competente é o Tribunal
respectivo, e não o Tribunal do Júri (Súmula 721 do STF). O mesmo não ocorre quando o privilégio é
estabelecido apenas pela Constituição Estadual, como acontece com o vice-governador.
Súmula 721 do STF – “A competência constitucional do Tribunal do Júri prevalece sobre o foro por
prerrogativa de função estabelecido exclusivamente pela Constituição Estadual.”
Bastante atenção quanto a esse aspecto. Salienta-se que, somente prevalece o foro por prerrogati-
va se houver previsão expressão na Constituição Federal. Do contrário, vai para o Tribunal do Júri.
É o caso de um deputado estadual cometer um crime doloso contra a vida, pois será julgado pelo
Tribunal do Júri.
Prorrogativa por Foro de Função Extensível ao Particular
O cidadão comum originariamente pode ser julgado diretamente em Tribunal, desde que em
conjunto com um agente público que detenha a prerrogativa do foro (Súmula 704 do STF). Não fere
a súmula 245 do STF, a qual afirma que “A imunidade parlamentar não se estende ao correu sem essa
prerrogativa”.
Súmula 704 do STF – “Não viola as garantias do Juiz natural, da ampla defesa e do devido processo
legal a atração por continência ou conexão do processo do corréu ao foro por prerrogativa de função de
um dos denunciados.”
Saliente-se que se o particular cometer um crime em concurso com um agente que detenha prer-
rogativa de função, sendo esse crime julgado pelo Tribunal do Júri; de acordo com o STF, todos
deverão ser julgados no Tribunal em que houver a prerrogativa funcional. No entanto, esse aspecto
não é harmônico com a doutrina.
Perpetuação no Tempo
Se alguém comete um crime antes de ser investido no cargo de deputado estadual, e logo após
toma posse, adquire a prerrogativa de ser julgado no respectivo tribunal em que há prerrogativa.
Com a declaração de inconstitucionalidade dos parágrafos 1º e 2º do art. 84 do CPP, foi determi-
nado que o foro por prerrogativa de função se estende até o término do mandato. Após isso, haverá
decaimento para o Juízo de primeira instância. No caso de improbidade administrativa, não há tra-
mitação perante foro por prerrogativa de função, e a ação já deve ser julgada pelo Juiz de primeiro
grau.
Posto isso, o STF norteia a ideia de que vigora o princípio da “atualidade da função pública”, a
qual afirma que só haverá prerrogativa enquanto houver função pública atinente ao cargo com prer-
rogativa.

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Exercícios
01. No ano de 2013, a Constituição de determinado Estado brasileiro passa a prever que Pro-
curadores do Estado e Procuradores da Assembleia Legislativa sejam julgados perante o
Tribunal de Justiça pela prática de crimes comuns. Em 2016, no território dessa unidade
federativa, Jorge, Procurador da Assembleia Legislativa Estadual, vem a cometer um crime
de homicídio doloso contra a esposa. Já Tício, Juiz de Direito, no mesmo ano e local, foi
autor de um crime de lesão corporal seguida de morte contra Alberto. Por fim, Maria,
Senadora, também em 2016 e no mesmo Estado, praticou crime de infanticídio. Diante da
situação narrada, é correto afirmar que os órgãos competentes para julgar Jorge, Tício e Maria
serão, respectivamente:
a) Tribunal do Júri do Estado, Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal.
b) Tribunal de Justiça, Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal.
c) Tribunal do Júri do Estado, Tribunal de Justiça e Tribunal do Júri do Estado.
d) Tribunal do Júri do Estado, Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal.
e) Tribunal de Justiça, Superior Tribunal de Justiça e Superior Tribunal de Justiça.
02. A competência para julgar Governador de Estado que, no exercício do mandato, cometa
crime doloso contra a vida será do Tribunal do Júri da unidade da Federação na qual aquela
autoridade tenha sido eleita para o exercício do cargo público.
Certo ( ) Errado ( )
03. A competência ratione personae prevalece sobre a competência ratione loci.
Certo ( ) Errado ( )
Gabarito
01 - A
02 - Errado
03 - Certo
Referências Bibliográficas
LOPES JR, Aury. Direito Processual Penal. 13. ed. São Paulo: Saraiva, 2016.
REIS, A.C.A; GONÇALVES, V.E.R.; LENZA, P. Direito Processual Penal Esquematizado. São Paulo: Saraiva, 2014.
CAPEZ, Fernando. Curso de Direito Processual Penal. 19. ed. São Paulo: Saraiva, 2014.

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