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Estatuto da Criança e do Adolescente

Aula 1

- Natureza dos Direitos da Criança e do adolescente, advém de um caso de maus tratos na época da
primeira guerra mundial, qual seja: o caso da menina Mary Ellen, espancada pela madrasta e
encaminhada à Sociedade de prevenção de Crueldade contra animas já que não existia Prevenção de
crueldade contra Crianças.
Apesar do artigo 2 do ECA indicar como únicos beneficiários da norma as crianças e os
adolescentes, ele admite a aplicação do ECA, de forma excepcional, às pessoas entre 18 e 21 anos
de idade (ex.: Art. 40 e 121, parágrafo quinto, do ECA), e não há que se falar na revogação deste
artigo pelo Código Civil, tendo em vista que a motivação de se fixar a idade de 21 anos em nada se
relaciona com a antiga maioridade civil do Código de 1916, mas sim com o prazo máximo da
medida de internação, que é de 03 anos

- O ECA tem de fato como natureza jurídica, o direito público, que faz com que todos, inclusive o
poder público sejam obrigados a cumprir suas determinações. Além disso, pode-se dizer que o
Direito da Criança e do Adolescente ter fontes e princípios norteadores, este é um direito autônomo

- Fundamenta-se em 6 princípios, quais sejam estes:


1 – Princípio da prioridade absoluta – artigo 4º do ECA
2 – Princípio do melhor interesse -
3 – Principio da municipalização – artigo 277 parágrafo 7º
4 – Principio da cidadania
5 – Principio do bem comum – deve-se sempre buscar o ponderamento na defesa dos direitos não
havendo defesa de um direito em detrimento de outro
6 – Principio peculiar do desenvolvimento – todos devem entender que a criança e o adolescente é
um ser ainda em fase de crescimento, tanto físico quanto, bio psciosocial.
O artigo 2º define criança como a pessoa que tem até 12 anos incompletos e adolescente quem
tem entre 12 e 18 anos de idade. Esses 18 anos de idade devem ser lidos como incompletos, pois,
a partir do momento em que a pessoa completa 18 anos, ela é considerada adulta. Aquele que
completa 18 anos passa a ter plena capacidade tanto na esfera cível quanto também na penal,
podendo ser considerado imputável.
Quanto ao limite máximo de idade para perdurar a internação, esse permanece sendo o de 21
anos

Aula 2

- O ECA tutela os direitos do nascituro, em seu artigo 7º e 8º, ao garantir à gestante atendimento pré
e perinatal bem como o atendimento psicológico da gestante pré e pós natal. Além disso o ECA
tutela até mesmo a mãe em caso de manifestação de vontade de entrega de seu filho à adoção, ao
dizer que tal manifestação deve ser comunicada à autoridade judiciária, sob pena de se consagrar a
infração administrativa prevista no 258 B do ECA.

- Vale ressaltar que o referido estatuto garante o direito ao aleitamento materno, inclusive em caso
de detentas gestantes.

- O Estatuto em estudo, estabeleceu no artigo 10, 5 obrigações que devem ser devidamente
cumpridas pelos hospitais públicos ou particulares, visando a saúde do recém-nascido. O
descumprimento do estabelecido neste artigo caracteriza crime do artigo 228 ou 229 do ECA,
punido na modalidade dolosa ou culposa.
1- Manter registro dos prontuários por 18 anos
2- Identificação do recém-nascido por meio da impressão plantar ou digital
3 – Realização do teste do pezinho
4 – Fornecer a declaração de nascido vivo com as intercorrências do parto
5 – Alojamento conjunto com a mãe

Nos artigos 11, 12, 13 e 14, o ECA visou estabelecer garantias a criança e ao adolescente, com
relação a vida e saúdem. Respectivamente, o legislador buscou garantir, o tratamento médico
universal e igualitário às crianças e aos adolescentes, inclusive aos deficientes; Assegurou o direito
de permanência de um dos pais ou responsáveis para acompanhar o menor enfermo; Determinou
que o hospital ou qualquer estabelecimento hospitalar que detectar suspeita de maus tratos ou
confirmação do mesmo, deverão comunicar ao Conselho Tutelar, para que sejam tomadas as
medidas cabíveis; Por fim, como medida de prevenção determinada ao SUS a promoção de
programas de assistência médica e odontológica, além das campanhas de vacinação obrigatórias.

Os artigos 15,16,17 e 18 do ECA visam tratar do direito à liberdade, à dignidade e ao respeito,


definindo-os num único capítulo, pelo fato de eles se complementarem.

Aula 3

- Direito a convivência familiar e comunitária: o ECA preve que toda criança ou adolescente tem
direito de ser criado e educado no seio da sua família e excepcionalmente, em família substituta,
assegurada a convivência familiar e comunitária em ambiente livre da presença de pessoas
dependentes de substâncias entorpecentes. - O Eca sofreu alteração pela lei 12962/14, que passa
estabelecer que será garantida a convivência da criança e do adolescente com a mãe e o pai privado
da liberdade, por meio de visitas periódicas promovidas pelo responsável, ou nas hipóteses de
acolhimento institucional, pela entidade responsável, independente de autorização judicial.
Via de regra a condenação do pai ou da mãe da criança e do adolescente não implica na
destituição do poder familiar, exceto nos casos de condenação por crime doloso, sujeito a pena de
reclusão, contra o filho ou a filha. Ex: estupro.
Como família natural, entende-se a comunidade familiar formada pelos pais ou qualquer
deles e seus descendentes. Família extensa, aquela que se estende para além da unidade de pais e
filhos ou da unidade do casal, formada por parentes próximos com os quais a criança ou adolescente
convive e mantém vínculos de afinidade e afetividade.
Acolhimento Institucional: se refere ao antigo abrigamento (artigo 90, IV, ECA) por
instituições voltadas à proteção temporária da criança e do adolescente, e que não se confunde com
privação de liberdade destes. A permanência da criança e do adolescente neste programa de
acolhimento não se prolongará por mais de 2 (dois) anos, salvo comprovada necessidade que atenda
ao seu superior interesse, devidamente fundamentada pela autoridade judiciária.
Acolhimento familiar: se refere a um programa em que famílias dispostas a receber e
proteger crianças e adolescentes que não possam permanecer junto a suas famílias. Elas são
cadastradas para esta finalidade e, surgindo a necessidade, serão a família acolhedora destas
crianças e adolescentes. Este programa prevalece sobre o acolhimento institucional, sempre que
possível, e conta com o acompanhamento de profissionais como assistentes sociais e psicólogos.
- Perda e suspensão do poder familiar (artigo 155 ECA): são decretados judicialmente, em
procedimento contraditório, nos casos previstos na legislação civil, bem como na hipótese de
descumprimento injustificado dos deveres e obrigações a ele inerente.
- Família substituta: a colocação em família substituta far-se-á em 3 modalidades: guarda, tutela ou
adoção. Adoção que veio sofrer alteração promovida pela Lei 12955/14 que incluiu o parágrafo 9º,
que determina que terão prioridade de tramitação os processos de adoção em que o adotando for
criança ou adolescente com deficiência ou doença cronica.
Existem 4 modalidades de família substituta, quais sejam estas:
- Guarda: modalidade que não retira o poder familiar dos pais, diferentemente da tutela, que
pressupõe perda ou a suspensão desse Poder Familiar. Existem portanto três espécies de guarda.
Sendo estas: GUARDA PARA REGULARIZAR A POSSE DE FATO (Quando é possível que a
criança já esteja sendo criado por alguém que não possui o termo da guarda), GUARDA LIMINAR
OU INCIDENTAL NO PROCESSO DE ADOÇÃO (quando é possível que durante o processo de
adoção, os futuros pais adotivos tenham a guarda da criança ou adolescente), GUARDA PARA
ATENDER SITUAÇÃO PECULIAR OU PARA SUPRIR FALTA EVENTUAL (esta guarda, pode
por fim ao processo, decidindo com quem vai ficar o menor. Porém, nada impede a revogação dessa
guarda, consoante com o disposto no artigo 35 do Estatuto. Aqui o que prepondera é o interesse do
menor e não da pretensão dos pais ou do guardião.) A guarda ainda possui efeitos como por
exemplo: a prestação de assistência material, moral e educacional; Passagem do menor a figurar
como dependente para todos os fins e efeitos de direito inclusive penitenciários.
A adoção produz seus efeitos a partir do trânsito em julgado da sentença, exceto na hipótese de
adoção pós-morte, caso em que terá força retroativa à data do óbito.

- Tutela:Consiste em um encargo de carater assistencial, que tem por objetivo suprir a falta de
representação legal, substituindo assim o poder familiar, em se tratando de menor de 18 anos.
A tutela confere ao tutor plenos poderes de representação, em virtude da destituição ou suspensão
do poder familiar ou ausência dos pais, o que não ocorre na guarda, que pode coexistir com o poder
familiar. As hipóteses de tutela são: pais falecidos ou ausentes e pais suspensos ou destituídos do
poder familiar. Cessa-se a condição de tutelado: com a maioridade ou emancipação ou caso a
criança ou adolescente, volte a estar sob o poder familiar, no caso de reconhecimento da filiação ou
adoção. Sessa-se portanto as funções do tutor, ao expirar o termo de tutela, ao sobrevir escusa
legítima e ao ser removido. AS espécies de tutela são: TUTELA TESTAMENTÁRIA (quando os
pais nomeiam um tutor, conjuntamente, através de testamento), TUTELA LEGÍTIMA (na falta de
nomeação dos pais, a nomeação pode ser feita judicialmente, dentre os parentes consanguíneos,
TUTELA DATIVA(que é cabível na falta do exercício das possibilidades anteriores)
A destituição da tutela será decretada judicialmente, em procedimento contraditório, nos
casos previstos na legislação civil, bem como na hipótese de descumprimento injustificado dos
deveres e obrigações inerentes ao instituto.
- Adoção
- Adoção internacional

Aula 4 – Educação, cultura, esporte, lazer, profissionalização, proteção no trabalho e prevenção,


produtos e serviços.

O direito à educação, instituído na CRFB, foi devidamente reafirmado no ECA, em seus


artigos 53 a 59.
O ECA afirma sobre o exercício do direito à profissionalização e à proteção no trabalho que
estas devem necessariamente respeitar a condição peculiar de pessoa em desenvolvimento do
adolescente, e promover a sua capacitação profissional adequada ao mercado ao trabalho.
Vale ressaltar, que o Estatuto, objeto de estudo, visou proteger as crianças e adolescentes até
mesmo no que concerne a produção de produtos voltados para o menor.
O Estatuto também, se preocupou em estabelecer as regras inerentes a viagem do menor,
sendo estas regras definidas nos artigos 83 e 84 respectivamente.
Aula 5 – Política de atendimento e procedimento de apuração de irregularidades em entidades de
atendimento.

- Política de atendimento: Conjunto de leis, instituições políticas e programas criados pelo poder
público que visa promover e atender aos direitos de crianças e adolescentes. São políticas
embasadas nas diretrizes de política assistencial social, tendo em vista a descentralização político-
administrativa e participação popular.
No artigo 88, o legislador traçou as diretrizes da política de atendimento, ou seja o conjunto
de instruções que devem ser seguidas na elaboração e na implementação dessa política, quais sejam:
municipalização, conselhos de direitos da criança e do adolescente, criação e manutenção de
programas específicos, fundos dos conselhos de direitos, integração operacional dos órgão para
atendimento do adolescente infrator, Integração operacional dos órgãos para atendimento de
crianças e de adolescentes inseridos em programas de acolhimento familiar ou institucional e
participação da sociedade.
As entidades de atendimento estão reguladas no ECA logo após as normas gerais que
norteiam a política de atendimento. Essas entidades destinam-se à execução das medidas protetivas
e socioeducativas, atendendo a crianças e jovens em situações de risco pessoal e social, e acolhendo
adolescentes autores de atos infracionais. Elas, são fiscalizadas pelo Judiciário, pelo Ministério
Público e pelos Conselhos Tutelares.
Pela Lei 8069/90 o dirigente da entidade que desenvolve programas de acolhimento
familiar ou institucional é considerado equiparado ao guardião

Revisão das aulas 1 à 5