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Aula 18

Edificações p/ EMBASA (Engenheiro Civil) - Com videoaulas


Professor: Marcus Campiteli
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Teoria e Questões
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E a Tabela 2 apresenta uma planilha orçamentária sintética.

Tabela 2 – Exemplo de uma planilha orçamentária sintética

OBRA : XXX
LOCAL: YYY CONTRATADA: XYZ
ÁREA : 375 M²
DATA: D/M/A
CUSTO CUSTO
ITEM DISCRIMINAÇÃO QUANTIDADE UN UNITÁRIO TOTAL
1 SERVIÇOS PRELIMINARES
01 01 RASPAGEM E LIMPEZA DO TERRENO 300,00 M² 0,48 144,00
01 02 BARRACO DA OBRA 30,00 M² 105,75 3 172,50
01 03 PLACA DA OBRA 6,00 M² 20,32 121,92
01 04 LOCAÇÃO DA OBRA 260,00 M² 0,85 221,00
01 09 REMOÇÃO DE ENTULHO 4,80 M³ 6,59 31,63
01 10 ATERRO 155,00 M³ 9,62 1 491,10
01 11 CORTE 85,00 M³ 6,69 568,65

TOTAL ITEM 001 5 750,80


2 INFRAESTRUTURA
02 01 ESCAVAÇÃO MANUAL DE VALAS ATÉ 2,00 M 97,00 M³ 6,26 607,22
02 02 APILOAMENTO DE FUNDO DE VALAS 34,00 M² 2,89 98,26
02 03 REATERRO APILOADO DE VALAS 86,50 M³ 7,71 666,92
02 04 ESTACA PRÉ-MOLDADA CONCRETO 20 T 360,00 ML 21,79 7 844,40
02 05 FORMA DE TÁBUA DE CEDRINHO PARA FUNDAÇÃO 136,00 M² 10,34 1 406,24
02 06 CONCRETO ESTRUTURAL TIPO B, FCK = 150 KGF/CM² - Fundações 88,00 M³ 227,90 20 055,20
02 07 AÇO CA-50 2 620,00 KG 2,26 5 921,20
02 08 AÇO CA-60 2 205,00 KG 1,48 3 263,40
02 09 LASTRO DE CONCRETO MAGRO 1,70 M³ 96,72 164,42
TOTAL ITEM 002 40 027,26
3 SUPERESTRUTURA
03 01 FORMA EM CHAPA COMPENSADA PARA CONCRETO ESTRUTURAL 291,00 M² 28,93 8 418,63
03 02 CONCRETO ESTRUTURAL TIPO B, FCK = 150 KGF/CM² - Estruturas 140,00 M³ 243,28 34 059,20

. . . . . .
. . . . . .
. . . . . .
19 SERVIÇOS COMPLEMENTARES
19 01 QUADRO PARA CANETAS,CONFORME DETALHE 2,00 UN 334,74 669,48
19 02 EXAUSTOR AXIAL, D = 30 CM 1,00 UN 107,76 107,76
19 03 EXAUSTOR EÓLICO, CONFORME ESPECIFICAÇÃO 1,00 UN 301,98 301,98
19 04 SISTEMA ACOPLADO DE SEGURANÇA, CONFORME ESPECIFICAÇÃO 1,00 UN 1 135,73 1 135,73
19 06 ARMÁRIOS SOB BANCADAS,CONFORME DETALHE 12,00 M² 71,73 860,76
19 07 MESA COM BANCOS EM CONCRETO APARENTE 5,00 UN 154,22 771,10
19 08 BANCADA COMPLETA 12,00 UN 698,57 8 382,87
19 09 GRAMA EM PLACAS 120,00 M² 3,48 417,60
19 10 LIMPEZA GERAL DA OBRA 374,00 M² 1,34 501,16
TOTAL ITEM 019 13 148,44
CUSTO TOTAL 195 535,09
BDI (30%) 58 660,53
TOTAL GERAL (REMUNERAÇÃO) 254 195,62

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O Manual de Metodologia e Conceitos do SICRO, de 2003,


apresenta a seguinte estrutura de custos, que totalizam o Preço de
Venda ou Preço Total:

Segue essa mesma estrutura apresentada de outra forma, no


Manual de Metodologia e Conceitos do SICRO, DNIT (2003),
reproduzido no Manual Implantação Básica de Rodovia do DNIT, de
2010, ajustado pela Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2012 –
LDO/2012 (Administração Local não faz parte do BDI) e art. 9º do
Decreto 7.983/2013:

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De acordo com a LDO/2012 (Lei 12.465, de 12 de agosto de


2011), art. 125, § 7º e o Decreto 7.983/2013, art. 9º:

“O preço de referência das obras e serviços de engenharia será


aquele resultante da composição do custo unitário direto do sistema
utilizado, acrescido do percentual de Benefícios e Despesas
Indiretas - BDI, evidenciando em sua composição, no mínimo:

I - taxa de rateio da administração central;

II - percentuais de tributos incidentes sobre o preço do serviço,


excluídos aqueles de natureza direta e personalística que
oneram o contratado;

III - taxa de risco, seguro e garantia do empreendimento; e

IV - taxa de lucro.“ (grifou-se)

Os tributos de natureza direta e personalística são: Contribuição


Social sobre Lucro Líquido (CSLL) e Imposto de Renda Pessoa Jurídica
(IRPJ).

De acordo com a Resolução 114/10, do CNJ, art. 15:

“A taxa de Bonificação de Despesas Indiretas (BDI ou LDI),


aplicada sobre o custo direto total da obra, deverá contemplar
somente as seguintes despesas:

a) Taxa de rateio da Administração Central;

b) Taxa das despesas indiretas;

c) Taxa de risco, seguro e garantia do empreendimento;

d) Taxa de tributos (Cofíns, Pis e ISS);

e) Margem ou lucro.

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Parágrafo único. Despesas relativas à administração local de


obras, mobilização e desmobilização e instalação e manutenção do
canteiro deverão ser incluídas na planilha orçamentária da obra como
custo direto, salvo em condições excepcionais devidamente
justificadas.”

Aproveita-se para apresentar demais conceitos que constam


nesses mesmos manuais:

- Custo direto dos serviços – representa a soma dos custos dos


insumos (equipamentos, materiais e mão-de-obra, inclusive
transportes) necessários à realização dos serviços de todos os itens
da planilha.

- Custos indiretos – Compreendem os itens A a G da fórmula


acima.

- Custo direto total – compreende a soma do custo direto dos


serviços com os custos da instalação de canteiro e acampamento e
das despesas de mobilização e desmobilização.

- Canteiro e acampamento – denomina-se de canteiro e


acampamento o conjunto de instalações destinadas a apoiar as
atividades de construção. Compreende número expressivo de
elementos, com características bastante diferenciadas que, embora
não se incorporem fisicamente ao empreendimento, representam
parcela significativa do custo de investimento e, como tal, devem ser
criteriosamente orçados.

Não existem padrões fixos para esses tipos de instalações. Elas


são funções do porte e das peculiaridades do
empreendimento, das circunstâncias locais em que ocorrerá a
construção e das alternativas tecnológicas e estratégicas para sua
realização.

- Mobilização e desmobilização - a mobilização e


desmobilização são constituídas pelo conjunto de providências e

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operações que o executor dos serviços tem que efetivar, a fim de


levar seus recursos, em pessoal e equipamento, até o local da obra e,
inversamente, para fazê-los retornar ao seu ponto de origem, ao
término dos trabalhos. A mobilização e desmobilização são,
essencialmente, operações de transportes.

2. BENEFÍCIOS E DESPESAS INDIRETAS (BDI)

O BDI é a relação entre o preço de venda ou preço final e o


custo direto de uma obra. Seguem demais conceitos de BDI extraídos
do relatório que acompanhou o Acórdão nº 325/2007-TCU-Plenário:

“O Instituto de Engenharia conceitua BDI como ‘o resultado de


uma operação matemática para indicar a margem que é cobrada do
cliente incluindo todos os custos indiretos, tributos, etc. e
logicamente sua remuneração pela realização de um
empreendimento’.1

André Luiz Mendes e Patrícia Reis Leitão Bastos definem BDI


como a ‘taxa correspondente às despesas indiretas e ao lucro que,
aplicada ao custo direto de um empreendimento (materiais, mão-de-
obra, equipamentos), eleva-o ao seu valor final’.2

O TCU, na Decisão 255/1999-Plenário, definiu o BDI ‘como um


percentual aplicado sobre o custo para chegar ao preço de venda a
ser apresentado ao cliente’.

Compreendida como uma relação matemática entre os custos


indireto e direto para formação do preço da obra, essa incidência
pode ser explicitada pela seguinte fórmula:

1
Instituto de Engenharia. Metodologia de cálculo do orçamento de edificações – composição do custo
direto e do BDI/LDI. Disponível em http://www.institutodeengenharia.org.br/IE_documentos html.
Acesso em 03/05/2006.
2
MENDES, André Luiz e BASTOS, Patrícia Reis Leitão. Um aspecto polêmico dos orçamentos de obras
públicas: Benefícios e Despesas Indiretas (BDI). Revista do Tribunal de Contas da União. Brasília, v. 32,
n.88, abr/jun 2001.

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PV  CD 1  LDI 

onde PV = preço de venda;

CD = custo direto;

LDI = taxa de lucro e despesas indiretas.”

De acordo com SARIAN (2009), o BDI corresponde ao valor das


despesas indiretas e do lucro da empresa. É usualmente expresso em
forma percentual e estabelecido como fator multiplicador que,
aplicado ao valor total do custo direto, fornece o preço final da obra.

Segundo o mesmo autor, o ideal é que apenas despesas


indiretas proporcionais ao custo total de execução ou ao preço final,
além do lucro, estejam no BDI. Para as demais despesas indiretas
que podem ser estimadas sem a utilização de percentuais é
recomendável que sejam especificadas na própria planilha
orçamentária. A uma, pela transparência do orçamento; a duas, pela
facilidade no gerenciamento dos aditivos; e a três, pela diminuição do
risco de cobrança de valores em duplicidade.

De acordo com o Manual de Metodologia e Conceitos do SICRO,


DNIT (2003), reproduzido no Manual Implantação Básica de Rodovia
do DNIT, de 2010, que denomina BDI de LDI:

Vale a pena repetir a estrutura de custos adotada pelo DNIT,


ajustada pela LDO/2012 e Decreto 7.983/2013:

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Os itens relacionados na composição de BDI são conceituados


pelo SICRO conforme a seguir:

- ISS (Imposto sobre serviços) - É um tributo municipal;


assim sendo, sua alíquota não é a mesma para todo o País. Ela varia,
conforme o Município, desde aqueles que isentam a construção civil
do tributo até os que a taxam com percentuais, que variam na faixa
de 2,0% a 5,0% sobre o valor da obra. Tendo em vista essa
circunstância, o SICRO adota alíquota média de 3,5%, para fazer face
a esta despesa. Entretanto, cabe ao projetista, por ocasião da
elaboração de um orçamento real, relativo a uma obra bem definida,
verificar a alíquota real de ISS a ser paga.

- Administração Central - Cada operação que o executor


realiza deve absorver uma parcela dos custos relativos à sua
administração central. Tais custos envolvem, entre outros: honorários
de diretoria, despesas comerciais e de representação, administração
central de pessoal, administração do patrimônio, aluguéis da sede,
comunicações, materiais de expediente, treinamento e
desenvolvimento tecnológico, viagens do pessoal lotado na sede etc.,
É um valor extremamente difícil de ser determinado por via analítica,
pois depende do porte da empresa, de sua estrutura organizacional,
de sua política de negócios e, ainda, do volume de obras que está

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realizando, ou seja, da composição do seu faturamento, sobre o qual


recai este ônus.

- Administração Local – Compreende o conjunto de


atividades realizadas no local do empreendimento pelo executor,
necessárias à condução da obra e à administração do contrato. É
exercida por pessoal técnico e administrativo, em caráter de
exclusividade. Seu custo é representado pelo somatório dos salários e
encargos dos componentes da respectiva equipe, que inclui pessoal
de serviços gerais e de apoio.

A administração local deve exercer certo número de atividades


básicas, que são: Chefia da Obra, Administração do Contrato,
Engenharia e Planejamento, Segurança do Trabalho, Produção,
Manutenção de Equipamento, Gestão de Materiais, Gestão de
Recursos Humanos, Administração da Obra.

Despesas Diversas: veículos leves para transporte de pessoal,


combustível e manutenção; energia elétrica para iluminação pública e
domiciliar; cópias xerográficas e heliográficas; telefonemas; telex;
fotografias; fax; material de escritório; medicamentos; consultoria
externa; aluguéis; segurança: polícia e vigilância; seguro saúde.

- Custos Financeiros – Resultam da necessidade de


financiamento da obra por parte do executor, que ocorre quando os
desembolsos mensais acumulados forem superiores às receitas
acumuladas. Tais custos são calculados como um percentual
equivalente à taxa de juros básicos do Banco Central (SELIC),
aplicado sobre o preço de venda menos a margem, durante um mês.
As despesas financeiras decorrentes de inadimplência do
contratante, por serem eventuais, não podem ser
consideradas na elaboração dos custos referenciais do DNIT.

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E por fim, a fórmula adotada no relatório que acompanhou o


Acórdão nº 325/2007-TCU-Plenário:

  
  
 1  AC / 1001  DF / 1001  R / 1001  L / 100 
LDI     1 x100
   I  
 1    
 
   100    

Onde:

AC = taxa de rateio da Administração Central;

DF = taxa das despesas financeiras;

R = taxa de risco, seguro e garantia do empreendimento;

I = taxa de tributos;

L = taxa de lucro.

Verifica-se que os itens Administração Central (AC), Despesas


Financeiras (DF), Risco, Seguro e Garantia (R), e o Lucro (L),
encontram-se no numerador, por incidirem sobre o valor total dos
demais custos previstos analiticamente na planilha e que o item
Tributos (I) encontra-se no denominador, por incidir sobre o valor
total resultante da incidência dos itens previstos no numerador sobre
os demais custos. Isso se explica porque os tributos recaem sobre o
valor final da nota fiscal, ou seja, sobre o valor total.

A Lei de Diretrizes Orçamentárias, atual LDO/2012 (Lei 12.465, de


12 de agosto de 2011), traz no § 7º do art. 125 os itens que devem
compor o BDI:

“O preço de referência das obras e serviços de engenharia será


aquele resultante da composição do custo unitário direto do sistema
utilizado, acrescido do percentual de Benefícios e Despesas
Indiretas - BDI, evidenciando em sua composição, no mínimo:

I - taxa de rateio da administração central;

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II - percentuais de tributos incidentes sobre o preço do serviço,


excluídos aqueles de natureza direta e personalística que
oneram o contratado;

III - taxa de risco, seguro e garantia do empreendimento; e

IV - taxa de lucro.“ (grifou-se)

Esse mesmo texto encontra-se no art. 9º do Decreto 7.983/2013.

Os tributos de natureza direta e personalística são: Contribuição


Social sobre Lucro Líquido (CSLL) e Imposto de Renda Pessoa Jurídica
(IRPJ).

Além disso, a administração do canteiro de obras, considerada


como Administração Local, deve fazer parte do custo direto para não
causar distorções, pois se esse item estiver percentualmente previsto
no BDI, e se ocorrerem aditivos, pode ocorrer uma desproporção
entre a elevação do preço do item Administração Local e o acréscimo
de quantidade de determinado serviço, por exemplo.

Suponhamos que houve a troca de um equipamento mais barato


por outro mais caro, com a mesma complexidade de instalação. Se a
Administração Local estiver no BDI, prevista percentualmente, seu
valor irá aumentar proporcionalmente ao aumento de valor do
contrato, em desfavor do contratante, pois não houve qualquer
alteração no seu custo.

De acordo com a Resolução 114/10, do CNJ, art. 15:

“A taxa de Bonificação de Despesas Indiretas (BDI ou LDI),


aplicada sobre o custo direto total da obra, deverá contemplar
somente as seguintes despesas:

a) Taxa de rateio da Administração Central;

b) Taxa das despesas indiretas;

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c) Taxa de risco, seguro e garantia do empreendimento;

d) Taxa de tributos (Cofíns, Pis e ISS);

e) Margem ou lucro.

Parágrafo único. Despesas relativas à administração local de


obras, mobilização e desmobilização e instalação e manutenção do
canteiro deverão ser incluídas na planilha orçamentária da obra como
custo direto, salvo em condições excepcionais devidamente
justificadas.”

O Acórdão TCU 2622/2013-Plenário definiu faixas aceitáveis para


valores de taxas de BDI específicas para cada tipo de obras pública e
para a aquisição de materiais e equipamentos relevantes, com
utilização de critérios contábeis e estatísticos, assim como controle da
representatividade das amostras selecionadas.

Seguem os valores definidos por este acórdão:

VALORES DO BDI POR TIPO DE OBRA

TIPOS DE OBRA 1ºQuartil Médio 3º Quartil

CONSTRUÇÃO DE EDIFÍCIOS 20,34% 22,12% 25,00%

CONSTRUÇÃO DE RODOVIAS E FERROVIAS 19,60% 20,97% 24,23%

CONSTRUÇÃO DE REDES DE ABASTECIMENTO DE 20,76% 24,18% 26,44%


ÁGUA, COLETA DE ESGOTO E CONSTRUÇÕES
CORRELATAS

CONSTRUÇÃO E MANUTENÇÃO DE ESTAÇÕES E 24,00% 25,84% 27,86%


REDES DE DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA

OBRAS PORTUÁRIAS, MARÍTIMAS E FLUVIAIS 22,80% 27,48% 30,95%

BDI PARA ITENS DE MERO 1º QUARTIL MÉDIO 3º QUARTIL


FORNECIMENTO DE MATERIAIS E
EQUIPAMENTOS 11,10% 14,02% 16,80%

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Além desses valores, o referido acórdão definiu os seguintes


percentuais detalhados, que compõem o BDI:

ADMINISTRAÇÃO CENTRAL SEGURO + GARANTIA RISCO

1ºQuartil Médio 3º Quartil 1º Quartil Médio 3º Quartil 1º Quartil Médio 3º Quartil

TIPOS DE OBRA

CONSTRUÇÃO DE 3,00% 4,00% 5,50% 0,80% 0,80% 1,00% 0,97% 1,27% 1,27%
EDIFÍCIOS

CONSTRUÇÃO DE 3,80% 4,01% 4,67% 0,32% 0,40% 0,74% 0,50% 0,56% 0,97%
RODOVIAS E FER-
ROVIAS

CONSTRUÇÃO DE 3,43% 4,93% 6,71% 0,28% 0,49% 0,75% 1,00% 1,39% 1,74%
REDES DE ABAS-
TECIMENTO DE ÁGUA,
COLETA DE ESGOTO E
CONS-TRUÇÕES
CORRE-LATAS

CONSTRUÇÃO DE 5,29% 5,92% 7,93% 0,25% 0,51% 0,56% 1,00% 1,48% 1,97%
MANUNTEÇÃO DE
ESTAÇÕES E RE-DES DE
DISTRIBUI-ÇÃO DE
ENERGIA ELÉTRICA

OBRAS PORTUÁ-RIAS, 4,00% 5,52% 7,85% 0,81% 1,22% 1,99% 1,46% 2,32% 3,16%
MARÍTIMAS E
FLUVIAIS

DESPESA FINANCEIRA LUCRO

1ºQuartil Médio 3º Quartil 1º Quartil Médio 3º Quartil


TIPOS DE OBRA

CONSTRUÇÃO DE EDIFÍCIOS 0,59% 1,23% 1,39% 6,16% 7,40% 8,96%

CONSTRUÇÃO DE RODOVIAS E 1,02% 1,11% 1,21% 6,64% 7,30% 8,69%


FERROVIAS

CONSTRUÇÃO DE REDES DE 0,94% 0,99% 1,17% 6,74% 8,04% 9,40%


ABASTECIMENTO DE ÁGUA,
COLETA DE ESGOTO E CONS-
TRUÇÕES CORRELATAS

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CONSTRUÇÃO DE MANUTEN-ÇÃO 1,01% 1,07% 1,11% 8,00% 8,31% 9,51%


DE ESTAÇÕES E REDES DE
DISTRIBUIÇÃO DE ENER-GIA
ELÉTRICA

OBRAS PORTUÁRIAS, MARÍ-TIMAS 0,94% 1,02% 1,33% 7,14% 8,40% 10,43%


E FLUVIAIS

BDI PARA ITENS DE MERO FORNECIMENTO DE MATERIAIS E EQUIPAMENTOS

PARCELA DO BDI 1ºQuartil Médio 3º Quartil

ADMINISTRAÇÃO CENTRAL 1,50% 3,45% 4,49%

SEGURO + GARANTIA 0,30% 0,48% 0,82%

RISCO 0,56% 0,85% 0,89%

DESPESA FINACEIRA 0,85% 0,85% 1,11%

LUCRO 3,50% 5,11% 6,22%

Este acórdão também estabeleceu percentuais de referência


para análise do impacto esperado para os itens associados à
Administração Local no valor total do orçamento:

Percentual de Administração Local inserido no Custo 1º Quartil Médio 3º Quartil


Direto

CONSTRUÇÃO DE EDIFÍCIOS 3,49% 6,23% 8,87%

CONSTRUÇÃO DE RODOVIAS E FERROVIAS 1,98% 6,99% 10,68%

COSNTRUÇÃO DE REDES DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA, 4,13% 7,64% 10,89%


COLETA DE ESGOTO E CONSTRUÇÕES CORRELATAS

CONSTRUÇÃO E MANUTENÇÃO DE ESTAÇÕES E REDES DE 1,85% 5,05% 7,45%


DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA

OBRAS PORTUÁRIAS, MARÍTIMAS E FLUVIAIS 6,23% 7,48% 9,09%

3. COMPOSIÇÃO DE CUSTOS UNITÁRIOS

Lembrem-se de que o entendimento do projeto básico não se


limita somente ao art. 6º, mas também ao restante da Lei nº

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trabalhador. O custo horário é o salário/hora do trabalhador acrescido


dos encargos sociais.

Os equipamentos são representados pelo número de horas ou


fração de horas necessárias para a execução de uma unidade de
serviço, multiplicado pelo custo horário do equipamento. Na tabela 3,
o único equipamento utilizado é a betoneira.

A forma de composição de custo unitário da Tabela 3, acima,


em que os coeficientes de consumo/produtividade referem-se à
unidade de serviço, no caso o m2, é adotada pelo SINAPI e pela PINI.
O SICRO2 adota outra forma de composição, em que os coeficientes
referem-se à unidade horária (h), conforme consta na composição da
Tabela 4, a seguir:

Tabela 4: Composição de custo unitário do Sicro2

A existência das composições dos custos unitários não só


importa para o cumprimento da lei (art. 7º, §2º, inciso II), mas
permite que se saiba o que se levou em conta para a obtenção dos
preços a serem contratados. Cabe ressaltar que a elaboração dessas
composições requer um projeto detalhado, com todas as informações
possíveis a respeito da obra a ser executada.

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Percebam que para se obter o preço unitário, divide-se o custo


horário de execução (R$ 2.684,90), pela produção da equipe (320
m3), obtendo-se R$ 8,39/m3. Em seguida, aplica-se o LDI, de
27,84%, resultando no preço unitário de R$ 10,73/m3.

Veremos mais sobre as composições do SICRO no capítulo 7,


específico sobre esse assunto.

De acordo com o art. 13 da Resolução 114/10, do CNJ,


“deverão fazer parte da documentação que integra o orçamento-base
no procedimento licitatório:

a) composições de custo unitário dos serviços utilizadas no cálculo


do custo direto da obra;

(...)”

E de acordo com o art. 14 da mesma resolução:

“Os editais de licitação deverão exigir que as empresas licitantes


apresentem os seguintes elementos:

a) composições unitárias dos custos dos serviços de todos os itens


da planilha orçamentária;

b) composição da taxa de BDI;

c) composição dos encargos sociais.”

4. ORÇAMENTO SINTÉTICO E ANALÍTICO

Um exemplo de orçamento sintético está na planilha apresentada


na Tabela 1 da nossa Introdução, que contém a listagem de itens
e/ou serviços, com as respectivas quantidades e preços unitários.
Outro exemplo está no trecho de uma planilha orçamentária, abaixo:

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analítico é imprescindível para a realização da licitação de obra


pública.

5. ENCARGOS SOCIAIS

Os encargos sociais são encargos obrigatórios exigidos pelas Leis


Trabalhistas ou resultantes de Acordos Sindicais adicionados aos
salários dos trabalhadores, representados por uma parcela percentual
que pode variar de acordo com a região e com as peculiaridades da
obra.

Os encargos sociais dividem-se em três níveis: encargos básicos e


obrigatórios; encargos incidentes e reincidentes; e encargos
complementares.

De acordo com o Manual de Metodologia e Conceitos do SICRO, do


DNIT, 2003, os encargos sociais são divididos em 4 (quatro) grupos:

- Grupo A: neste grupo estão incluídas as obrigações, que incidem


diretamente sobre a folha de pagamento e que são regulamentadas
de acordo com a legislação.

- Grupo B: neste grupo são considerados os dias em que não há


prestação de serviço, mas que o funcionário tem direito de receber
sua remuneração. Sobre estes dias incidem também os encargos do
grupo A.

- Grupo C: neste grupo estão os encargos pagos diretamente aos


empregados e, assim sendo, os que não incidem sobre eles os
encargos do Grupo A.

- Grupo D: neste grupo estão os encargos referentes à incidência


sobre outros encargos: incidência do Grupo A sobre B e incidência de
multa do FGTS sobre o 13° salário.

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Percebam que o grupo C refere-se à dispensa do funcionário. Os


valores mencionados na tabela acima referem-se à uma taxa de
rotatividade média adotada pelo SICRO de 9 meses, para 95% dos
empregados, conforme se demonstra adiante. Esse prazo médio varia
de empresa para empresa. Portanto, verifica-se que os encargos
são variáveis conforme as peculiaridades da empresa.

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Os encargos acima relacionados referem-se ao profissional horista,


que se encontra previsto nas composições de custos unitários dos
serviços. Já os mensalistas, representados, por exemplo, pelos
profissionais da Administração Local da obra, cuja remuneração não
está diretamente relacionada à quantidade de serviços executados,
não incide nos encargos o repouso semanal remunerado, feriados,
auxílio-enfermidade, licença-paternidade e outros. Com isso, os
encargos sociais dos mensalistas são menores que os dos horistas,
conforme se vê no cabeçalho da composição do SINAPI a seguir:

Sobre o custo da mão de obra podem incidir também os seguintes


encargos:

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A parte principal dos encargos sociais está apresentada acima. Nas


próximas páginas desse capítulo apresento a memória de cálculo dos
percentuais do Grupo B, C e D, para quem tiver interesse em
compreender melhor os detalhes desses grupos. Senão, vocês podem
pular para o próximo capítulo. Afinal,

Memória de Cálculo do Grupo B

- primeiramente, calculam-se as horas efetivamente trabalhadas


por ano de acordo com os seguintes parâmetros:

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- das horas trabalháveis por ano, devem ser descontados os dias


não trabalhados, previstos pela legislação, (conforme abaixo
indicado) para se obter os dias efetivamente trabalhados:

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- Cálculo das horas correspondentes aos dias não trabalhados:

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- Cálculo dos percentuais do Grupo B:

Memória de Cálculo do Grupo C:

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Memória de Cálculo do Grupo D:

5.1 – Encargos Sociais do SINAPI

Segue abaixo a planilha de encargos sociais adotada pelo


SINAPI tanto para horistas como para mensalistas.

Reparem nas diferenças entre horistas e mensalistas, em


especial quanto à consideração do repouso semanal remunerado e
nos feriados, que não oneram os encargos sociais dos mensalistas.

O SINAPI considera no item B7 os dias de chuvas.

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6. SINAPI

O Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção


Civil – Sinapi é o referencial oficial adotado para balizar os preços dos
serviços e insumos pagos com recursos de origem do Orçamento da
União, conforme o art. 125 da LDO/2012 (Lei 12.465, de 12 de
agosto de 2011) e o art. 3º do Decreto 7.983/2013:

“Art. 125. O custo global de obras e serviços de engenharia


contratados e executados com recursos dos orçamentos da União
será obtido a partir de composições de custos unitários, previstas no
projeto, menores ou iguais à mediana de seus correspondentes no
Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da
Construção Civil - SINAPI, mantido e divulgado, na internet, pela
Caixa Econômica Federal e pelo IBGE, e, no caso de obras e serviços
rodoviários, à tabela do Sistema de Custos de Obras Rodoviárias -
SICRO, excetuados os itens caracterizados como montagem industrial
ou que não possam ser considerados como de construção civil.”
(grifou-se)

Fonte:
<http://www1.caixa.gov.br/gov/gov_social/municipal/programa_des_urbano/SINAPI/saib
a_mais.asp>

O Sinapi é um sistema de pesquisa mensal que informa os


custos e índices da construção civil e tem a CAIXA e o Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística - IBGE como responsáveis pela
divulgação oficial dos resultados, manutenção, atualização e
aperfeiçoamento do cadastro de referências técnicas, métodos de
cálculo e do controle de qualidade dos dados disponibilizados pelo
SINAPI.

A rede de coleta do IBGE pesquisa mensalmente preços de


materiais de construção, equipamentos e salários das categorias
profissionais, junto, respectivamente, a estabelecimentos comerciais,

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industriais e sindicatos da construção civil, nas 27 capitais da


Federação.

A manutenção da base técnica de engenharia, base cadastral de


coleta e métodos de produção é de competência da CAIXA. Os
projetos, a relação de serviços, as especificações e as composições de
custos, constituem a base técnica de engenharia do sistema.

Com o conhecimento dos materiais e suas respectivas


quantidades, bem como a mão de obra e o tempo necessário para
realização de cada serviço, é possível, a partir dos preços e salários,
calcular o seu custo. Somando-se as despesas de todos os serviços,
determina-se o custo total de construção relativo a cada projeto. Em
caso de projetos residenciais e comerciais, um mesmo serviço pode
ser executado de acordo com diferentes especificações que atendem
a diferentes padrões de acabamento: alto, normal, baixo e mínimo.

A partir da ponderação dos custos de projetos residenciais no


padrão normal de acabamento, são calculados os custos médios para
cada Unidade da Federação - UF. Ponderando-se os custos obtidos
nas UF's são determinados os custos regionais e a partir destes, o
custo nacional, que dão origem aos índices por UF, Região e Brasil.

As séries mensais de custos e índices do SINAPI referem-se ao


custo do metro quadrado de construção, considerando-se os
materiais, equipamentos e a mão de obra com os encargos sociais.
Não estão incluídos nos cálculos os Benefícios e Despesas Indiretas –
BDI, as despesas com projetos em geral, licenças, seguros,
administração, financiamentos, e equipamentos mecânicos como
elevadores, compactadores, exaustores e ar condicionado.

Desde sua implantação as séries de custos e índices sofreram


algumas descontinuidades, ora devido às atualizações das referências
técnicas do sistema, ora devido aos planos econômicos. A série
atualmente publicada foi iniciada em janeiro/99 (base dez/98=100).

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Mensalmente são publicados:

- Relatórios de Preços de Insumos e Custos de Serviços;

- Custos de Projetos - Residenciais, Comerciais, Equipamentos


Comunitários, Saneamento Básico, Emprego e Renda;

- Conjuntura - Evolução de Custo e Indicadores da Construção


Civil; e

- Consulta Pública - Composições Analíticas com a discriminação


dos insumos utilizados e das quantidades previstas por unidade de
produção.

O módulo de orçamentação do SINAPI denomina-se SINAPI-SIPCI.

7. SICRO – SISTEMA DE CUSTOS RODOVIÁRIOS

O SICRO é um sistema de cálculo dos custos unitários dos insumos


e serviços necessários à execução das obras de construção,
restauração e sinalização rodoviária e dos serviços de conservação
rodoviária e foi desenvolvido para servir como referencial de custos
para as licitações de obras rodoviárias.

Assim que abrimos o arquivo do SICRO com as tabelas de preços


referenciais, aparece a seguinte tela:

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Além disso, os preços dos insumos (mão de obra, materiais e


equipamentos) são pesquisados mensalmente nas capitais dos
estados.

Os preços são apresentados com abrangência estadual e regional,


conforme a seguir:

Percebam que vocês podem escolher para verificar os preços


referenciais da região Norte ou do estado do Amazonas. Os preços
dos estados são os pesquisados nas capitais e os regionais são
estabelecidos pelos seguintes critérios:

- Materiais e Equipamentos: menor preço pesquisado entre os


estados da Região;

- Mão de obra: maior piso salarial da região pesquisada, resultante


de Convenção Coletiva de Trabalho. Para as categorias não
contempladas nas Convenções de Trabalho, realiza se pesquisa
salarial e adota-se o valor médio.

Vejamos mais detalhes sobre a pesquisa de preços do SICRO.

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7.1. Custos Unitários dos Insumos

7.1.1. Custos da Mão-de-obra

A coleta dos custos da mão-de-obra deve ser feita, em todos os


estados, através de:

- Pisos salariais acordados nas Convenções Coletivas de


Trabalho, celebradas entre os Sindicatos dos Trabalhadores e
Patronais, da Construção Pesada e, na ausência desta, no da
Construção Civil.

- Para as categorias não contempladas nas Convenções


Coletivas, realiza-se pesquisa dos valores médios praticados,
obtidos junto aos sindicatos regionais ou em outras fontes.

- Sugere-se freqüência anual mínima para as revisões de


rotina, podendo haver pesquisas intermediárias caso ocorrem
mudanças significativas no mercado de mão de obra.

O estabelecimento do salário ocorre da seguinte forma:

- Para as categorias de serventes e operários qualificados, que


têm o piso básico determinado nas convenções coletivas de trabalho,
são adotados, para a região, o maior valor encontrado nos diversos
estados que o compõem, conforme vimos anteriormente.

- Para as demais categorias devem ser calculados pela


fórmula:

- Padrões salariais das principais categorias das regiões que


compõem o SICRO2:

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O custo da mão de obra é calculado pelo SICRO considerando


todo o trabalho desenvolvido em horas normais. Não serão
incluídos no sistema os cálculos do custo da mão-de-obra em horas
extraordinárias e em trabalho noturno.

Lembrem-se que sobre os salários pesquisados incidem os


encargos sociais, que estudamos no Capítulo 5 desta aula.

Além dos encargos sociais, devem ser feitas as seguintes


observações com referências a outros custos que incidem sobre a
mão-de obra, a seguir relacionados, que foram intitulados de
ADICIONAL À MÃO-DE-OBRA, pois são diretamente proporcionais à
mão-de-obra empregada.

Percentuais correspondentes aos itens acima relacionados:

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- Equipamento de Proteção Individual: Percentual mínimo de


equipamento de proteção individual de segurança sobre a mão-de-
obra é de 1,12%.

- Transporte:

- percentual do transporte em relação ao salário médio: 6,8%

- participação dos empregados de acordo com art. 9, inciso I,


do decreto 95.247/87 = 6%

- percentual de dedução fiscal de acordo com instrução do


MAJUR de 1996 = 25%

Transporte = [0,068 x (1-0,06)] X ( 1-0,25) X 100% = 4,79%

- Alimentação:

- percentual do custo médio de alimentação em relação ao


salário médio - 16%

- percentual da participação máxima do trabalhador permitida


de acordo com a Lei 6.321, de 14 de abril de1976 - 20%

- percentual de dedução fiscal (instrução do MAJUR de 1996) -


25%

Alimentação = [0,16 x (1-0,20) ] X (1-0,25) X 100% = 9,60%

- Ferramentas Manuais

- percentual sobre a mão-de-obra do custo com ferramentas


manuais, necessária a execução de determinados serviços, é de
5,00%.

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7.1.2. Custo dos Materiais

Os custos dos materiais devem corresponder aos preços de


aquisição dos materiais levantados pela pesquisa e que atendem às
seguintes condições:

- Se refiram a preços para condições de pagamento à vista;

- Contenham toda a carga tributária que sobre eles incide;

Nos estados onde se realizam pesquisas, são coletadas


informações de preço para cada material, em pelo menos três
estabelecimentos. São considerados como informantes os
estabelecimentos comerciais credenciados, preferencialmente
atuando no comércio atacadista, que comercializem regularmente os
materiais pesquisados e que sejam expressivos para o comércio local.
Para os estados onde não seja possível a pesquisa de um item, deve
ser considerado o preço unitário estimado para a região.

O SICRO buscará aumentar o tamanho das amostras de coleta


de preços de materiais e equipamentos (ideal: mínimo de três preços
de cada item) ou, na impossibilidade, utilizará preços colhidos por
outras entidades, reconhecidamente idôneas, como aferidores das
reais condições de mercado, permitindo, ainda, que se alcance leque
de ofertas mais amplo que não está sendo atingido pelas pesquisas.

Os preços dos materiais, levantados pelo sistema de coleta,


não incluem fretes para seu transporte até o local da obra,
uma vez que estes se destinam à inclusão nas tabelas do SICRO2,
para uso genérico e não para o caso de qualquer obra em particular.
O engenheiro de custos, ao elaborar um orçamento específico, deve
utilizar composições de transporte comercial, para levar em conta o
custo desse deslocamento.

Os preços dos materiais betuminosos são os acompanhados e


divulgados pela Agência Nacional do Petróleo – ANP, de acordo com a
Portaria 349, de 6/3/2010, do DNIT, conforme o art. 1º, que diz:

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“Art. 1º - Todos os materiais betuminosos necessários às obras


ou serviços rodoviários do DNIT financiadas com Recursos Ordinários
do Tesouro serão inseridos nas planilhas de quantidade de projetos e
de planos de trabalho, para aquisição pela empresa contratada, com
os preços definidos pelo acompanhamento de preços regionais de
distribuição de asfaltos, realizado pela Agência Nacional do Petróleo –
ANP, acrescidos das respectivas alíquotas de ICMS e com LDI
de 15% (quinze por cento).” (grifei)

7.1.3. Custo dos Equipamentos

O custo horário de um equipamento é a soma dos custos de


propriedade, manutenção e operação referidos à unidade de
tempo (hora).

- Custo de Propriedade

- Depreciação

- Custo de Oportunidade do Capital

- Seguros e impostos

- Custo de Manutenção

- Reparos em geral

- Material rodante / pneus

- Partes de desgaste (bordas cortantes, dentes de


caçamba, ferramenta de penetração no solo,entre outras)

- Custo de Operação

- Combustível

- Filtros e lubrificantes

- Mão-de-obra de Operação

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7.1.3.1. Custo de Propriedade

a) Depreciação

Relativamente à parcela de depreciação, o valor


correspondente depende do valor de aquisição do equipamento
e seu valor residual (ao final da vida útil) e da vida útil do
equipamento.

O modelo adotado pelo SICRO2 é o método da linha


reta, que se traduz na seguinte formulação:

Sendo:

Para o valor de aquisição é considerado o preço à vista,


acrescido dos impostos (ICM e IPI), frete e embalagem. Serviços
extras como supervisão de montagem, garantia, assistência técnica,
peças de reposição, etc, não deverão ser incluídos no preço dos
equipamentos. Eventuais bonificações praticadas pelo fabricante ou
distribuidor autorizado, como desconto por quantidade ou qualquer
outra mensurável em dinheiro, deverão ser utilizadas visando
melhor aproximar o preço coletado com o realmente cobrado pelo
estabelecimento.

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Nos estados onde se realizam pesquisas, são coletadas


informações de preço, preferencialmente, junto aos representantes
autorizados. Caso não exista representação local, são considerados os
preços cobrados pelos fabricantes, ou seus distribuidores nacionais
acrescido do respectivo custo de frete até a capital do estado.

O valor residual é obtido por meio de pesquisa de mercado de


máquinas usadas, nas praças do Rio de Janeiro e São Paulo. Além
disso, o SICRO pode adotar valores percentuais, obtidos por
pesquisa, em relação ao valor de cada tipo de equipamento novo,
conforme a seguir:

Valor Residual
Tipo de Equipamento (%)

Caminhão Basculante 20

Distribuidor de Agregados 10

Escavadeira Hidráulica 20

Motoscraper 15

Rolo Compactador Pé de Carneiro Vibratório 10

A vida útil é obtida por pesquisa junto a fabricantes, usuários e


publicações especializadas. A vida útil é influenciada tanto pelas
condições de manutenção como pelas condições de trabalho. O
SICRO2 considera as três condições de trabalho: Leves, Médias e
Pesadas. Contudo, as composições de custos levam em conta os
custos horários dos equipamentos trabalhando em condições
médias.

Segue um trecho da tabela adotada pelo SICRO2:

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b) Custo de Oportunidade de Capital

Dentre os diferentes itens tradicionais que compõem a


estrutura de custos de construção encontram-se os juros sobre o
capital imobilizado para o desenvolvimento da atividade. Eles
representam o custo, incorrido pelo empresário, pelo fato de aplicar,
num negócio específico, seu capital próprio ou o capital captado de
terceiros. No que diz respeito aos juros relativos ao capital aplicado
em equipamentos, existem duas alternativas de imputação.
Tradicionalmente, eles são imputados diretamente no cálculo do
custo horário do equipamento. Outra forma de fazê-lo, seria
computar seu valor agregado ao resultado da operação global, ou
seja, remetê-los ao LDI. Embora a forma tradicional de cálculo
apresente algumas vantagens, dentre as quais a principal é a
maneira simples como se efetua seu cálculo, optou-se por incluir
essa parcela de custo no LDI, ou seja, a margem de lucro
prevista é que deve remunerar o custo do capital investido em
equipamento de construção.

c) Seguros e Impostos

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Regra geral, devido ao alto custo envolvido, os grandes frotistas


de equipamentos não fazem seguro de todos seus equipamentos em
companhias seguradoras, a não ser em casos especiais.

Eles próprios bancam os riscos, representados principalmente


por avarias, já que os roubos de equipamentos de maior porte são
raros. Já com relação aos veículos o procedimento é distinto. A
porcentagem dos que são segurados tende a crescer, mas é muito
variável de empresa para empresa.

O SICRO2 considera, a título de Seguros e Impostos,


somente o IPVA e o Seguro Obrigatório necessário para a
regularização do veículo.

O IPVA, (Imposto de Propriedade de Veículos Auto Motores),


imposto estadual relativo a licenciamento de veículos, varia com a
idade do mesmo, segundo regras próprias para cada Estado, além do
Seguro Obrigatório, ligado a ele, seriam os únicos valores a serem
considerados nessa rubrica, totalizando incidência total de 2,5%
sobre o investimento médio em veículos.

7.1.3.2. Custo de Manutenção

Os custos horários de manutenção utilizados pelo SICRO 2 são


obtidos através da expressão:

Sendo:

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Os valores do coeficiente k, variáveis para cada modalidade de


equipamento e em função da qualificação/habilidade dos operadores
e das condições de trabalhos, estão, com base em modelos dos
fabricantes, tabelados pelo SICRO.

Os custos de manutenção incluem materiais e mão de obra


necessários para execução dos reparos em geral, material rodante ou
pneus e materiais especiais de desgaste.

Admite-se, como premissa dos cálculos de custo, que o


equipamento será operado razoavelmente e terá bom atendimento
para sua manutenção.

Na tabela a seguir são apresentados os valores de K de alguns


equipamentos calculados pelo SICRO:

Tipo de Equipamento Coeficiente K

Caminhão Basculante 0,90

Distribuidor de Agregados Rebocável 0,50

Escavadeira Hidráulica 0,90

Motoscraper 0,90

Rolo Compactador Pé de Carneiro Vibratório 0,80

7.1.3.3. Custo de Operação

a) Combustível

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Com base em pesquisas em Manuais de Fabricantes e


Revistas Técnicas especializadas, o SICRO2 adotou as seguintes
taxas de consumo específico de combustíveis, valores esses que
incluem as despesas com lubrificantes s filtros:

Para os equipamentos a gasolina, elétricos ou a álcool, as taxas


de consumo adotadas são as seguintes:

b) Filtros e Lubrificantes

O SICRO2 adota para os motores a óleo diesel, acréscimo de


20% sobre o custo de combustível, para incluir as despesas de óleos
lubrificantes e filtros, e para motores a gasolina, acréscimo de 10%.

c) Mão de Obra de Operação

No custo horário da mão-de obra de operação devem ser


incluídos o salário horário dos motoristas e operadores, os encargos
sociais e o adicional à mão de obra.

7.1.4. Custo de Transporte

O SICRO considera dois tipos de transporte: local e comercial.

a) Transporte Local

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Os transportes locais são aqueles realizados no âmbito da obra


para o deslocamento dos materiais necessários á execução das
diversas etapas de serviço.

A produção do equipamento de transporte depende do tipo de


Rodovia e da distância percorrida, as quais irão determinar a
velocidade média de trajeto.

A produção, também, é dependente dos tempos gastos em


manobras para carga e descarga e dos tempos de carga e descarga.

A produção horária de um caminhão é dada pela expressão:

Onde:

Vemos que a questão está exatamente de acordo com o que


vimos, ou seja, com o Manual de Metodologia e Conceitos do SICRO,
de 2003. Correta.

b) Transporte Comercial

São aqueles relativos ao deslocamento de materiais que


vêem de fora dos limites da obra.

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Esse tipo de transporte é feito, geralmente, com caminhão


carroceria, a não ser no caso de brita e areia cujo transporte
comercial é feito em caminhão basculante.

Para o cálculo do preço do transporte, devido às longas


distâncias, despreza-se a parcela fixa relativa a manobras, carga e
descarga.

Para o caso particular do cimento a granel, a prática no


comércio é a do fornecimento CIF, isto é, a Fábrica entrega o
cimento na Central de Concreto do comprador. Portanto, o
transporte já está incluído no preço do material, logo não é aqui
considerado.

c) Transporte de Material Betuminoso

O transporte de material betuminoso é regulado pela Instrução


de Serviço nº 2, de 18/1/2011, do DNIT, a qual prevê equações
tarifárias que distinguem, por um lado, o transporte do material a
quente e a frio e, por outro, o tipo de revestimento da rodovia em
que este se realiza, a saber: rodovia com revestimento asfáltico,
rodovia com revestimento primário e rodovia em leito natural.

7.2 – Composições de Custos Unitários

Até aqui vimos como são estabelecidos os preços dos insumos


necessários para a execução dos serviços rodoviários. Agora, para a
obtenção do preço unitário do serviço, é necessário relacionar os
insumos. Para tanto, apresento a vocês, nos parágrafos seguintes, as

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principais premissas adotadas pelo SICRO para a montagem das suas


composições.

Na maior parte dos casos, os serviços de construção são


realizados por grupos de equipamentos de diferentes tipos, que
trabalham em conjunto constituindo o que usualmente se denomina
equipe mecânica ou patrulha. Do fato de ter cada um desses
equipamentos, nas condições em que trabalha, uma determinada
produção efetiva, resulta a necessidade de se dimensionar a
quantidade dos diferentes tipos de equipamentos de forma a
maximizar a produção da patrulha. Isso é usualmente
denominado otimização do equilíbrio interno da patrulha.

Obter-se-á sempre maior economicidade no trabalho da


patrulha quando o equipamento escolhido para comandar seu ritmo
for aquele de maior custo horário.

Outro ponto a ser observado é o que se refere à determinação


da incidência dos insumos na composição, que é a quantidade de
determinado insumo, necessária à realização de uma unidade de
produção.

A "produção efetiva" traduz a quantidade de serviço


produzido pelo equipamento por hora de operação efetiva.

Os equipamentos, em geral, realizam operações repetitivas, ou


seja, trabalham em ciclos. Entende-se por ciclo o conjunto de ações
ou movimentos que o equipamento realiza desde sua partida, de uma
determinada situação, até seu retorno a uma situação semelhante,
que marca o início de um novo ciclo. O tempo decorrido entre as duas
situações é denominado “duração do ciclo” ou “tempo total do
ciclo”, que determina um intervalo, durante o qual o equipamento em
questão realiza certa quantidade de serviço.

Para o estabelecimento do equilíbrio da patrulha, o


equipamento principal trabalha sem parar, ou seja, em 100% do

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tempo ele é operativo, e os demais equipamentos, com velocidade de


produção distinta, precisam esperar por tempo determinado, a cada
ciclo, para também produzir. Com isso, esses equipamentos
apresentam parcela do tempo improdutivo.

Durante a hora operativa, o equipamento está operando


normalmente, sujeito às restrições que são levadas em conta quando
se aplica o fator eficiência. Na hora improdutiva, o equipamento está
parado, com o motor desligado, aguardando que o equipamento que
comanda a equipe permita-lhe operar.

Em conseqüência desses conceitos, o custo horário operativo


é calculado somando-se os custos horários de depreciação,
operação, manutenção e mão-de-obra. O custo horário
improdutivo é igual ao custo horário da mão-de-obra. Não se
consideram os outros custos, pois se admite que estes ocorram
somente ao longo da vida útil, expressa em horas operativas.

O coeficiente de utilização produtivo é o quociente de divisão da


produção da equipe pela produção de cada tipo de equipamento e é
sempre menor ou igual a 1. O coeficiente de utilização improdutiva é
obtido por diferença.

Está ficando complicado, né pessoal? Mais à frente apresentarei


uma composição do SICRO2 para aplicarmos os conceitos aqui
apresentados, de forma a simplificar a compreensão.

A produção das equipes mecânicas corresponde sempre à de


seu equipamento principal.

Esta produção pode ser determinada por métodos teóricos, que


levam em conta as características de catálogo do equipamento ou por
meio de métodos empíricos, que implicam medições feitas
diretamente no campo.

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7.2.1. Método Teórico

Conforme vimos anteriormente, a produção da patrulha é a do


seu equipamento principal, que é calculada por meio de fórmulas, as
quais levam em conta uma série de variáveis intervenientes, que são
função das características do equipamento e do serviço que este
realiza, bem como alguns fatores de correção:

- fator de eficiência

- fator de conversão

- fator de carga

a) Fator de Eficiência:

É a relação entre o tempo de produção efetiva e o tempo


de produção nominal.

Em regra, o SICRO2 adota a seguinte consideração: para cada


hora do tempo total de trabalho do equipamento, será estimada a
produção efetiva de 50 minutos, para que sejam levados em
consideração os tempos gastos em alterações de serviço ou
deslocamentos, preparação da máquina para o trabalho e sua
manutenção.

Para as obras de restauração o fator de eficiência adotado é de


45 min / 60 min = 0,75.

Para os transportes locais, o Fator de Eficiência acima citado é


multiplicado por 0,90, que supõe a perda de 10% do tempo
realmente utilizado no trabalho, em esperas causadas por
interferências de outras frentes ou equipamentos em serviço na obra;
desta forma, para os transportes locais o Fator de Eficiência fica:
(0,90 x 0,83 = 0,75).

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b) Fator de Conversão:

É a relação entre o volume do material para o qual está


sendo calculado o custo unitário e o volume do mesmo material
que está sendo manuseado. Na terraplenagem, representa a
relação entre o volume do corte e o volume do material solto.

O SICRO2 adota os seguintes valores:

Percebam que o fator de conversão está relacionado ao fator de


empolamento. Cada material apresenta fator de empolamento
específico. Contudo, o SICRO2 adotou valores representativos de
materiais mais comuns em terraplenagem como o intuito de
estabelecer preços referenciais.

c) Fator de Carga:

É a relação entre a capacidade efetiva do equipamento e sua


capacidade nominal.

Os valores adotados encontram-se nas faixas recomendadas


pelos fabricantes e são os seguintes:

d) Cálculo do preço unitário

Pessoal, a ESAF costuma cobrar o cálculo das composições do


SICRO. Portanto, apresento a aplicação dos conceitos do SICRO na

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composição de preços para facilitar a compreensão dessas


informações.

Segue a composição do serviço de ECT – Escavação, Carga e


Transporte de material de 1ª Categoria, para DMT entre 1.200 m e
1.400 m com motoscraper:

No cabeçalho vocês podem perceber a data-base, de


Janeiro/2011, e o estado a que se refere o preço unitário, Goiás.
Outra importante informação neste espaço é a “Produção da Equipe”,
de 320 m3. As composições do SICRO referem-se à produção horária,
portanto, a produção da equipe representada nessa composição é de
320 m3/h.

No campo “A – Equipamento” podemos verificar a composição


da patrulha mecânica, formada por 1 trator de esteiras, 8
motoscrapers e 1 motoniveladora. Observando os coeficientes de
utilização operativa e improdutiva podemos identificar o equipamento
que comanda a patrulha, que corresponde ao que está 100%
operativo ou com coeficiente de utilização operativa igual a 1, que é o
trator de esteiras.

O custo horário da patrulha corresponde à soma dos custos


horários dos equipamentos. Para facilitar a explicação, segue a

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obtenção do custo horário dos motoscrapers: 8 x (0,89 x 312,02 +


0,11 x 19,44) = 2.238,73.

Lembrem-se que o valor de R$ 19,44 corresponde à


remuneração horária do operador, já acrescida de encargos sociais e
adicionais de mão de obra.

Soma-se o custo horário da patrulha ao custo horário da mão


de obra obtendo-se o custo horário de produção. Dividindo-o pela
produção da equipe, obtém-se o custo unitário do serviço. Aplica-se o
BDI ou LDI e encontra-se o preço unitário do serviço.

Contudo, como é que se chegou aos coeficientes de utilização


operativa e improdutiva? É aí que se aplicam várias premissas que
vimos até aqui, tais como os fatores de correção e tempo de ciclo.
Repete-se a composição sem os preços para melhor visualização:

Apresenta-se agora a planilha com a memória de cálculo dos


coeficientes da composição que vimos acima:

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Primeiramente, descobre-se a produção da equipe por meio da


produção efetiva do equipamento principal, no caso, o trator de
esteiras. Para tanto, basta multiplicar (15,3 m3 x 0,90 x 0,77 x 0,83)
= 8,8 m3. Essa é a produção efetiva do trator de esteiras em 1,65
minutos. Para se saber a produção efetiva horária, basta multiplicar
8,8 por 60 minutos e dividir por 1,65 minutos = 320 m3/h. Essa é a
produção efetiva horária da equipe. Convém esclarecer que o trator
de esteiras nessa patrulha tem a função de pusher, ou seja, de
empurrar o motoscraper no momento que ele está cortando o
terreno. Portanto, após o trator de esteiras empurrar o motoscraper,
este fica carregado com 8,8 m3 de material de 1ª categoria.

A partir produção efetiva horária da equipe encontraremos o


equilíbrio da patrulha. O motoscraper, como vimos, também produz
8,8 m3. Contudo, a sua produção horária é de 8,8 x (60/11,78) =
44,82 m3/h. Para atingir a produção horária da equipe são
necessários 8 motoscrapers, que têm capacidade de produção efetiva
de 8 x 44,82 = 358,56 m3. Para eles se adequarem à produção de
320 m3, basta que fiquem uma parcela do tempo parados
aguardando a sua vez. Com isso, temos que o coeficiente de
utilização operativa é de 320/358,56 = 0,89. E o coeficiente
improdutivo é de 1 – 0,89 = 0,11.

No caso da motoniveladora, ela somente é utilizada para a


manutenção dos caminhos de serviços. Com isso, os coeficientes de
0,30 e 0,70 foram estabelecidos pelo SICRO2.

Há ainda que se considerar os custos de transporte, refletidos


na composição acima pelos tempos de ciclo, para os quais deve-se
considerar as etapas de Carga, Descarga, Manobra e Transportes na
Obra. Os custos de transporte são, em geral, calculados através de
equações lineares que comportam dois termos; um fixo e outro
variável: Y = ax + b, onde:

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- Y- Custo total da tonelada transportada

- a – Custo unitário por tonelada-quilômetro transportada

- x – Distância de transporte

- b – Custo fixo relativo às operações de carga, descarga e


manobra

7.2.2 – Método Empírico

Pessoal, cuidado aqui para não confundir os conceitos do


Método Teórico, baseado em considerações teóricas e manuais dos
fabricantes, descritas acima, a partir do qual são montadas as
composições de preços referenciais do SICRO2, com os do Método
Empírico, baseado em observações de campo e ainda não adotado
pelo DNIT para formulação das suas composições referenciais oficiais.

A avaliação empírica da produtividade dos equipamentos, na


realização de certos serviços, requer que se conheçam basicamente
os valores de duas grandezas: produção realizada durante um
período determinado e os tempos de cada uma das fases por que o
equipamento passou, ao longo do mesmo período, isto é seu tempo
operativo e seus tempos improdutivos devidos às diversas causas
inerentes ao serviços realizados, sejam elas normais ou ocasionais.

A determinação da produção realizada não oferece maiores


problemas. Ela será calculada pela através da diferença de duas
medições; a primeira, realizada no início do período e, a segunda, no
seu término.

A mensuração dos intervalos de tempo, correspondentes às


diversas fases atravessadas pelo equipamento durante a realização
dos serviços, requer algumas considerações preliminares que têm por
finalidade definir que tempos devem ser levantados e de que forma
fazê-lo.

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A rigor, tais tempos podem ser classificados em:

• Operativo

- Produtivo

- Em esperas

• Improdutivo

Tempo operativo é aquele em que o equipamento está dedicado


ao serviço, na frente de trabalho, com seus motores ou acionadores
ligados, quando for o caso, ou em condições de trabalho, quando se
tratar de equipamento não propelido mecanicamente. O equipamento
operativo comporta duas situações: produtivo e em espera.

Quando em espera, o equipamento está aguardando que algum


outro componente da patrulha complete sua parte, de modo a abrir
frente para que ele possa atuar. Tais esperas têm sua origem em
desequilíbrios internos, e resultam de se juntar numa mesma
patrulha equipamentos com capacidades e níveis de produtividades
diferentes, de tal sorte que o ritmo do mais lento condiciona a
produção do conjunto. Aplica-se este conceito apenas quando as
esperas forem de curta duração que não justifiquem desligamento de
motores. Durante as esperas, assim caracterizadas, os motores
estarão funcionando em marcha lenta ou os equipamentos realizando
pequenos deslocamentos para melhor se posicionarem.

Os tempos improdutivos, por sua vez, comportam paradas de


mais longa duração, em que os equipamentos continuam vinculados
ao serviço e seus operadores permanecem mobilizados, mesmo que
seus motores tenham sido desligados. Tais paradas podem ter as
mais diversas razões como, por exemplo, chuva, falta de material,
necessidades do operador, quebra ou falha do equipamento em
questão ou de algum outro componente da patrulha, reabastecimento
de combustível etc.

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Tomadas essas providências iniciais e preparatórias, o método


mais óbvio para se realizar as apropriações de tempo seria a
cronometragem contínua. Nela, um apontador, munido de
cronômetro, acompanharia o equipamento durante todo o tempo em
que este estivesse na frente de trabalho, anotando as horas de suas
mudanças de fase. Trata-se de trabalho enfadonho, que possibilita
distrações e perda de informação, além de oneroso, pois imobiliza um
apontador durante todo o tempo em que cada equipamento esteja
sendo levantado.

Com vistas a evitar esses inconvenientes, preconiza-se que os


levantamentos dos tempos característicos das fases de trabalho dos
equipamentos sejam feitos mediante a utilização do Método das
Observações Instantâneas. Segundo este, que é um método de
amostragem estatística, em vez de acompanhamento
contínuo, o equipamento é observado em momentos precisos.

Com relação aos momentos em que serão feitas as observações


instantâneas, alguns cuidados devem ser tomados. Estes decorrem,
sobretudo, do fato dos serviços observados serem cíclicos, isto é, se
processarem num determinado ritmo e de forma repetitiva. Se, por
ventura, o intervalo de observação também fosse cíclico, poderia
ocorrer um vício de observação, pois esta estaria sujeita a recair
sucessivamente sobre a mesma ou as mesmas fases. Este
inconveniente pode ser evitado fazendo com que o horário de
observação seja gerado a partir de uma Tabela de Números
Aleatórios.

Intervalos de tempo que se deseja levantar:

• Tempo Operativo Produtivo

• Tempo Operativo em esperas

• Tempo Operativo em manobras

• Tempo Improdutivo

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8. QUANTIFICAÇÃO DE MATERIAIS E SERVIÇOS

A unidade de medição adotada para cada material e/ou serviço


sinaliza a forma de quantificação a partir dos projetos e desenhos
existentes.

Sobre esse assunto, o Cespe costuma explorar a quantificação de


serviços de terraplenagem, em que o volume de escavação é o
volume medido no corte, por meio dos desenhos de projeto, e o
volume de aterro é considerado após compactação. Deve-se atentar
para o volume transportado, que corresponde ao volume do corte
divido pelo fator de empolamento (< 1) ou o volume do corte
multiplicado pelo empolamento (> 1).

Com relação aos serviços de edificações, cabe trazer alguns casos


que diferem da simples intuição, tomando por base o “Manual de
Obras Públicas – Edificações – Projeto” da SEAP (vale verificar os
casos em que há desconto de vazios e/ou vãos):

- Levantamentos Planialtimétricos: considera-se a área


efetivamente levantada, medida no plano horizontal, em m².

- Sondagens:

- por poços de inspeção: volume efetivamente escavado, em


m³, medido no poço.

- a trado, rotativas e a percussão: metro efetivamente


perfurado no subsolo.

- sísmicas por refração: metro de superfície efetivamente


percorrido.

- Ensaios: unidade de ensaio

- Construções provisórias – escritórios, depósitos, oficinas,


refeitórios e dormitórios: área da edificação, descontando-se as
áreas de beirais, iluminação e ventilação, em m².

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- Tapumes e cercas: área efetiva em m², considerando a altura


desde o nível do solo até a borda superior do tapume e o
comprimento corrido, descontando-se portas ou portões (se estes
foram pagos à parte).

- Portões: área efetiva dos portões instalados, em m².

- Demolição de concreto simples: metro cúbico de concreto


demolido, obtendo-se o volume através das dimensões de projeto.

- Demolição de concreto armado: metro cúbico de concreto


demolido, obtendo-se o volume através das dimensões de projeto,
incluindo cortes da armadura.

- Demolição de estruturas metálicas: peso em kg da estrutura


demolida, obtido através de pesagem em balança ou através dos
pesos padronizados de tabelas.

- Demolição de madeira: volume de estrutura de madeira


efetivamente desmontado, em m³.

- Demolição de pisos: metro cúbico de piso demolido, obtendo-


se o volume através das dimensões de projeto.

- Fundações – escavação de valas: volume escavado, em m³,


medido no corte, cujas dimensões em planta estão limitadas por
linhas paralelas distantes de 0,50 m das faces laterais das
fundações. Essa distância adicional de 0,50 m é necessária para
haver espaço para a montagem de formas dentro da escavação.

- Estacas pré-moldadas de concreto armado, protendido e


de madeira: metro de estaca cravada, considerando-se o
comprimento definido pela cota de fundação na ponta da estaca e
pela cota de arrasamento, sendo tolerado apenas o que exceder no
comprimento, até 3,00 m acima da face inferior do bloco.

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- Estacas metálicas: comprimentos originais das estacas


utilizadas, independentemente da profundidade atingida.

- Estacas moldadas no local – Broca, tipo Strauss, tipo Raiz,


Escavadas (estacão): metro, considerando-se o comprimento
desde a cota de fundação até a cota de arrasamento.

- Estacas moldadas no local – tipo Franki: comprimento de


estaca efetivamente executada, em m, obtido pela soma dos
comprimentos dos tubos de revestimento.

- Formas para escada: dimensões indicadas no projeto,


apurando-se a área efetivamente em contato com o concreto, em m².
Não são deduzidas as áreas dos vazios triangulares dos degraus.

- Concreto protendido – peças protendidas – formas:


dimensões indicadas no projeto, apurando-se a área efetivamente em
contato com o concreto, em m², sendo integralmente descontadas as
áreas de vazios previstas no projeto, quando superiores a 0,30 m².

- Concreto protendido – peças protendidas – armadura de


protensão: resumos indicados no projeto, em kg.

- Concreto protendido – peças protendidas – bainhas: metro


de bainha instalada, conforme o projeto.

- Estruturas metálicas: peso obtido das listas de materiais


indicadas no projeto, em kg.

- Estruturas de madeira: volume da estrutura, conforme o


projeto, em m³.

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- Paredes de alvenaria: m², apurando-se a área conforme as


dimensões indicadas no projeto e descontando-se integralmente
todos os vãos, áreas de vazios ou de elementos estruturais que
interfiram nas alvenarias.

- Paredes de divisórias de chapas compensadas: área


delimitada por montantes extremos, rodapés e vergas de cada
conjunto de painéis, sem considerar desconto algum, em m²,
conforme as dimensões indicadas no projeto.

- Porta de madeira: unidade colocada, conforme as dimensões


indicadas no projeto.

- Porta de vidro: área da esquadria, obtida através das


dimensões indicadas no projeto.

- Vidro comum liso e temperado liso: área de vidro obtida


através das dimensões indicadas no projeto, em m², devendo ser
arredondadas para mais, em múltiplos de 0,05 m.

- Vidro aramado: área de vidro obtida através das dimensões


indicadas no projeto, em m², devendo ser arredondadas para
mais, em múltiplos de 0,25 m.

- Cobertura com telhas de barro, de fibrocimento, alumínio,


chapa acrílica etc.: área de projeção da cobertura no plano
horizontal, conforme projeto, em m².

- Pisos cimentados, cerâmicos, de pedras, de mármore, de


granito, granilite, de alta resistência, de tacos etc.: área de
piso, conforme as dimensões indicadas no projeto, em m², sendo

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descontadas as áreas de vazios ou interferências que excederem a


0,50 m².

- Contrapiso e regularização da base: m², conforme projeto.


- Revestimentos de paredes – chapisco, emboço, reboco,
argamassas especiais: m², obtendo-se a área de acordo com o
projeto, descontando-se os vãos maiores que 2,00 m², áreas de
vazios ou interferências.

- Revestimentos de paredes – cerâmicas, azulejos,


ladrilhos: m², descontando-se no que exceder a 1,00 m², os
vazios cujas superfícies de topo não sejam revestidas.

- Revestimentos de paredes – pedras, mármore, granito,


madeira, laminado melamínico: m², conforme o projeto.

- Revestimentos de forro – gesso acartonado, gesso em


placas, PVC: m², conforme o projeto.

- Pinturas – Massa Corrida, Tinta: m², descontando-se,


apenas o que exceder a 2,00m², áreas de vazios ou interferências.

- Impermeabilizações – multimembranas asfálticas,


emulsões hidroasfálticas, resinas epóxicas, cristalizadores:
m², conforme projeto, considerando os dobramentos verticais e
descontando as áreas de vazios ou interferências que excederem a
0,30 m².

Com relação aos serviços rodoviários, segue a listagem do SICRO


com a unidade de medição de cada serviço. Verifiquem que a maior
parte dos serviços são medidos por m3, logo, vale a pena atentar

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para os serviços que são medidos em outras unidades de medição,


tais como m2 e m, na listagem a seguir:

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9 - QUESTÕES COMENTADAS

1) (12 – CGU/2012 – ESAF) Para a obtenção do preço final


estimado de um empreendimento, é preciso aplicar sobre o
custo direto total da obra a taxa de Benefício e Despesas
Indiretas (BDI). Essa taxa contempla o lucro da empresa
construtora e seus custos indiretos, e, aplicada sobre o custo
da obra, eleva o preço final dos serviços. O quadro abaixo

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apresenta despesas relacionadas a um empreendimento para


demonstrar a composição analítica da taxa de Benefício e
Despesas Indiretas utilizada no orçamento-base de uma
licitação. Com base nestas informações, o valor correto para a
taxa de BDI corresponde a

a) 25,77%.
b) 18,77%.
c) 22,98 %.
d) 20,68%.
e) 27,56%.

Houve a troca do I de impostos por 1 na fórmula. Contudo,


para quem já conhecia essa fórmula pôde calcular o seguinte:

BDI = [((1+5%)x(1+0,5%)C(1+1%)x(1+5%))/((1-(3%+3,62%+0,65%))

BDI = 20,68%

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Percebam que a Administração Local e o IRPJ não entram na


fórmula do BDI, de acordo com o art. 9º do Decreto 7.983/2013.

Gabarito Preliminar: D
Gabarito Definitivo: Anulada

2) (37 – CGU/2008 – ESAF) Baseando-se na metodologia e


nos conceitos empregados pelo Sistema de Custos Rodoviários
do DNIT (SICRO), o único item que não integra o LDI (Lucro e
Despesas Indiretas) é:

a) impostos incidentes sobre o faturamento.


b) instalações de canteiro.
c) administração da obra.
d) despesas financeiras.
e) margem de lucro.

Pessoal, a composição de BDI – Bonificações e Despesas


Indiretas adotada pelo DNIT apresenta uma peculiaridade em relação
à composição de BDI prevista no Decreto 7.983/2013, que é a
previsão da Administração Local.

Em regra, nos orçamentos de obras públicas, este item não


deve constar no BDI. Contudo, por razões de economicidade
específicas do setor de obras rodoviárias do DNIT, o TCU tem
admitido a presença deste item na composição de BDI do DNIT.

Segue a versão da composição do BDI do DNIT, de 12 de junho de


2012:

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Portanto, baseando-se na metodologia e nos conceitos


empregados pelo Sistema de Custos Rodoviários do DNIT (SICRO), o
único item que não integra o LDI (atualmente denominado BDI) é o
de instalações de canteiro.

Gabarito: B

3) (20 – CGU/2008 – ESAF) No cálculo de orçamento de


obras de edificações, é necessária a presença de um
profissional com experiência no ramo para montar planilhas
de composições de preços, identificar os componentes do

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custo direto e o Benefício de Despesas Indiretas – BDI, entre


outras atividades.
Nesse contexto, assinale a opção correta.
a) Os EPIs - Equipamentos de Proteção Individual não devem
ser classificados como encargos complementares.

Conforme consta no Manual de Metodologia e Conceitos do


SICRO, além dos encargos calculados (Grupos A, B, C e D), devem
ser feitas as seguintes observações com referências à outros custos
que incidem sobre a mão de obra, a seguir relacionados, que foram
intitulados de ADICIONAL À MÃO-DE-OBRA, pois são diretamente
proporcionais à mão-de-obra empregada:

Para considerá-los no cálculo dos custos da mão-de-obra, o


SICRO calculou os percentuais correspondentes aos itens acima
relacionados.
• Equipamento de Proteção Individual: percentual mínimo de
EPI de segurança sobre a mão de obra é de 1,12%.
• Transporte:
- percentual do transporte em relação ao salário médio 6,8%
- participação dos empregados de acordo com art. 9º, inciso I,
do decreto 95.247 de 87=6%
- percentual de dedução fiscal de acordo com instrução do
MAJUR de 1996 = 25%

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Transporte = [0,068 x (1-0,06)] X ( 1-0,25) X 100% = 4,79%

• Alimentação
- percentual do custo médio de alimentação em relação ao
salário médio - 16%
- percentual da participação máxima do trabalhador permitida
de acordo com a Lei 6.321 de 14 de abril de1976 - 20%
- percentual de dedução fiscal (instrução do MAJUR de 1996) -
25%
Alimentação = [0,16 x (1-0,20) ] X (1-0,25) X 100% = 9,60%

• Ferramentas Manuais
- percentual sobre a mão de obra do custo com ferramentas
manuais, necessária a execução de determinados serviços, é de
5,00%
O SINAPI considera, na planilha de encargos sociais do Rio
Grande do Sul, os itens Vale-Transporte e EPI como encargos
complementares:

Tisaka (2006) considera como encargos complementares os


seguintes itens:
- Transporte do trabalhador de sua residência ao local de
trabalho – Lei nº 7.418/85 e Decreto 95.247/87
- Café da Manhã – Acordo Coletivo de Trabalho
- Almoço e/ou jantar – Acordo coletivo de trabalho
- EPI – Equipamento de Proteção Individual – Art. 166 da CLT e
NR-6 e NR-18 da Lei nº 6.514/77
- Ferramentas manuais – fornecimento da empresa.
- Seguro de vida – se constar do Acordo Coletivo.

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Portanto, os EPIs fazem parte dos encargos complementares.


Gabarito: Errada

b) Os custos de mão-de-obra são calculados em função dos


salários e dos encargos sociais, não devendo ser incluídos
nesses custos as ferramentas de uso pessoal.

Conforme vimos no item anterior, as ferramentas de uso


pessoal são consideradas como encargos complementares que
incidem diretamente sobre o custo da mão de obra.
Gabarito: Errada

c) No serviço referente a transporte de carga mecanizado, os


coeficientes de consumo devem incluir a carga e a descarga do
caminhão.

Conforme consta no Manual de Metodologia e Conceitos do


SICRO – Tomo I – Terraplenagem e Pavimentação, o custo do
transporte será pago por momento de transporte, cuja unidade de
medição adotada é a t.km. No entanto, as parcelas relativas às
operações de manobra, carga e descarga do equipamento, que
independem da distância a ser percorrida e do tipo de revestimento
da rodovia utilizada, são computadas no custo de execução do serviço
correspondente.
Portanto, por este exemplo, verifica-se que os tempos de carga
e descarga podem ser considerados nos coeficientes de consumo dos
serviços de terraplenagem e não no item transporte especificamente.
Gabarito: Errada

d) Despesas de comercialização são despesas administrativas


que devem ser enquadradas como despesas indiretas.

De acordo com Tisaka (2006), as despesas comerciais são


aquelas que não se enquadram nem como despesas diretas nem
como indiretas, pois, a rigor, não são despesas administrativas.

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São despesas impossíveis de ser alocadas a uma ou outra obra


específica, pois incluem gastos com muitas tentativas frustradas de
insucesso comercial ou em licitações públicas, e poucas satisfatórias.
São considerados como despesas comerciais os seguintes
gastos:
- Gasto que a empresa faz para promover seu nome no
mercado ou diretamente junto aos seus clientes preferenciais visando
a determinadas obras.
- Divulgação da empresa em anúncios de revistas técnicas,
anúncios comemorativos, folder de apresentação da empresa,
brindes, etc.
- Despesas para a compra de edital, preparação de proposta
técnica, consultores especiais, custo da documentação e da pasta
técnica, seguro de participação em licitações, ART e certidões do
CREA, despesas cartoriais com certidões, reconhecimento de firma e
autenticações de documentos, cópias xerográficas e fotográficas,
viagens e estadia para visita à obra, etc.
- Gastos com representação comercial, tais como despesas de
viagem e hospedagem, alimentação, comissão do representante, etc.
- Promoção de eventos, brindes e presentes de Natal,
contribuições beneficentes, contribuições político-eleitorais, etc.
Gabarito: Errada

e) O autor do orçamento deve recolher ART – Anotação de


Responsabilidade Técnica, específica para cada obra objeto da
licitação, atestando a sua autoria.

Essa obrigação consta no art. 10 do Decreto 7.983/2013, em


que a anotação de responsabilidade técnica pelas planilhas
orçamentárias deverá constar do projeto que integrar o edital de
licitação, inclusive de suas eventuais alterações.
Gabarito: Correta

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Gabarito: E

4) (35 – TCE-RN/2000 – ESAF) Dados: - Traço de um


concreto, em massa e areia seca: 1: 2,2 : 2,8: 0,55.
- Massa específica do concreto = 2.358Kg/m3.

- Custo atual do saco de cimento = R$ 11,00.

O custo exato do cimento para a produção de 60 m3 deste


concreto é:

a) R$ 4.620,00

b) R$ 3.112,56

c) R$ 5.187,60

d) R$ 4.752,00

e) Os dados são insuficientes para calcular o custo do cimento

O traço em massa significa que para cada kg de cimento,


consome-se 2,2 kg de areia, 2,8 kg de brita e 0,55 kg de água.
O volume de 60 m3 corresponde a 141.480 kg de concreto
(2.358 kg/m3).
Se considerarmos o todo do concreto dividido em 6,55 partes (1
+ 2,2 + 2,8 + 0,55), teremos que uma parte será de cimento.
Portanto, dividimos 141.480 kg por 6,55 = 21.600 kg = 432 sacos de
cimento de 50 kg, que multiplicados por R$ 11,00 resulta em R$
4.752,00.
Gabarito: D

5) (18 – CGU/2012 – ESAF) Assinale a opção correta sobre


os encargos sociais.

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I. Os encargos sociais são obrigatórios, exigidos pelas Leis


Trabalhistas e Previdenciárias ou resultantes de Acordos
Sindicais adicionados aos salários dos trabalhadores.
II. Os encargos sociais são divididos em três níveis: Encargos
Sociais Básicos e Obrigatórios; Encargos Incidentes e
Reincidentes e Encargos Complementares.
III. Os custos com ferramentas manuais e EPI (Equipamentos
de Uso Individuais) fazem parte dos encargos
complementares.

a) Apenas o item I está correto.


b) Apenas o item II está correto.
c) Apenas os itens I e III estão corretos.
d) Apenas os itens I e II estão corretos.
e) Todos os itens estão corretos.
De acordo com Maçahiko Tisaka, no livro Orçamentação na
Construção Civil, os Encargos Sociais sobre a mão de obra são
encargos obrigatórios exigidos pelas Leis Trabalhistas ou resultante
de Acordos Sindicais adicionados aos salários dos trabalhadores.
Os Encargos Sociais dividem-se em três níveis:
• Encargos Básicos e Obrigatórios.
• Encargos Incidentes e Reincidentes.
• Encargos Complementares.
Os Encargos Complementares são:
• Vale-transporte
• Refeição Mínima
• Refeição - Almoço
• Refeição - Jantar
• EPI - Equipamento de Proteção Individual
• Ferramentas manuais
Logo, todos os itens estão corretos.

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Gabarito: E

6) (21 – MPOG/2006 – ESAF) A depreciação é um termo


geral e amplo que engloba todas as influências que atacam os
bens materiais ao longo do tempo, ocasionando perda de valor
ou diminuição de preço. Dessa forma é correto afirmar que:
a) a depreciação funcional corresponde ao desgaste ou
deterioração dos materiais, enquanto a depreciação
econômica constitui a perda de utilidade do bem.

O Manual de Conceitos e Metodologia do DNIT traz o gráfico


reproduzido a seguir, que representa a evolução dos principais
componentes de custo de um equipamento ao longo de certo período
para ilustrar o conceito de vida útil sob o ponto de vista econômico:

De acordo com o gráfico apresentado, pode-se ver que os


valores de depreciação vão diminuindo com o número de anos em

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que o equipamento é utilizado, enquanto o custo dos reparos para


mantê-lo em condições de utilização, vai aumentando com o passar
dos anos.
Existe um momento, em que as economias de custo de
manutenção, que se pode obter pela utilização de um equipamento
novo, são suficientes para cobrir a diferença para mais no custo de
depreciação. Este seria o ponto ideal de troca, pois, embora nesse
preciso instante, os custos totais das duas opções sejam os mesmos,
o equipamento antigo entrará, daí por diante, em regime de custos
crescentes e o novo em regime de custos decrescentes.
Portanto, a depreciação constitui a perda de valor monetário de
um bem.
Gabarito: Errada
b) a vida útil é o tempo decorrido desde que um bem é posto
em serviço até a data em que é avaliada sua depreciação.

O SICRO considera como vida útil do equipamento o número de


anos indicado pelos fabricantes multiplicado pelo número de horas
trabalhadas desde a sua aquisição até o momento de necessidade de
sua troca, que pode ser definido como o momento em que o
equipamento entra em regime de custos crescentes.
Gabarito: Errada
c) a depreciação pode ser calculada pelo método da linha reta,
que consiste em considerar uma provisão variável para cada
ano de serviço, ao longo da vida útil do bem.

No método da linha reta o valor horário da depreciação é dado


pela fórmula linear:

Em que:
dh = depreciação horária;

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Va = Valor de aquisição;
R = Valor residual;
n = Vida útil (em anos);
HTA= Quantidade de horas trabalhadas por ano.

Portanto, verifica-se que o método da linha reta considera a


depreciação constante ao longo do tempo.
Gabarito: Errada
d) a vida remanescente é o período contado desde a data da
observação até a data prevista para que o bem deixe de ser
economicamente interessante.

Ok, a vida remanescente seria o restante de vida útil do


equipamento desde a data considerada de análise.
Gabarito: Correta
e) o valor residual refere-se ao valor da propriedade
determinado a partir do custo necessário a sua substituição
por outra igualmente satisfatória.

O SICRO adota o preço de venda dos equipamentos que


atingiram a vida útil estimada pelos fabricantes (n x HTA, sendo n =
anos de vida útil e HTA= Quantidade de horas trabalhadas por ano)
no mercado de máquinas usadas.
Gabarito: Errada

Gabarito da Questão: D

7) (39 – CGU/2012 – ESAF) A partir da planilha de produção


horária apresentada a seguir, assinale a opção correta.

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a) A produção horária da equipe é de 235 m3.

Pessoal, a produção horária da equipe é determinada pela


produção horária do equipamento que comanda a patrulha ou equipe
mecânica, ou seja, na composição acima é a carregadeira de pneus,
identificada pelo coeficiente de utilização operativa igual a 1.
Portanto, a produção horária da equipe é de 214 m3.

b) O equipamento mais requisitado na equipe mecânica é a


motoniveladora.

O equipamento mais requisitado é o que possui menor


coeficiente de utilização improdutiva, no caso zero, da carregadeira
de pneus.

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c) O trator de esteira passará cerca de 10 minutos, a cada


hora de trabalho, aguardando o carregamento dos caminhões.

O coeficiente de utilização improdutiva do trator de esteiras é


0,09, ou seja, ele aguarda 0,09 x 60 = 5,4 minutos a cada hora.

d) Se a distância percorrida pelo trator fosse de 20m, sua


produtividade diminuiria para 230 m3/h.

Pelo contrário, se a distância diminuísse ocorreria aumento da


sua produtividade, pois ele preencheria a sua capacidade de carga
em menos tempo. Isso reduziria o tempo total de ciclo, que é
inversamente proporcional à produção.

e) Utilizando-se caminhões basculantes com capacidade de 10


m3 por viagem, sua produção horária será de 53 m3.

Pela fórmula da produção horária, a capacidade de carga é a


letra b. Alterando esse item de 14 para 10 m3, o valor de 74 reduz
para (74 x 10/14) = 52,86 m3, ou seja, aproximadamente 53 m3/h.

Gabarito: E

As questões 38 a 40 deverão ser respondidas com base na


Composição de Custo Unitário de Referência e na Planilha de
Produção da Equipe Mecânica apresentadas na figura abaixo:

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8) (38 – CGU/2008 – ESAF) Para execução do serviço de


escavação, carga e transporte de material de 1ª categoria,
DMT 400 a 600m, com carregamento, qual a utilização
operativa e improdutiva do trator de esteiras em horas,
respectivamente?

a) 1,00 e 0,00

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b) 0,91 e 0,09
c) 0,95 e 0,05
d) 0,93 e 0,07
e) 0,50 e 0,50

Na primeira planilha verifica-se que a produção horária da


equipe é de 214 m3/h. A produção da equipe mecânica corresponde à
produção do equipamento que a comanda. Verifica-se na segunda
planilha que o trator de esteiras pode produzir 235 m3/h. Contudo,
ele precisa de um tempo de espera para se adequar à produção da
equipe de 214 m3/h. Com isso, tem-se 214/235 = 0,91 ou 91% do
tempo operativo e (1 – 0,91 = 0,09) ou 9% do tempo improdutivo.

Gabarito: B

9) (39 – CGU/2008 – ESAF) A planilha de Produção da


Equipe Mecânica considera a utilização de caminhões
basculantes com 14m3 de capacidade para compor a equipe
mecânica. Qual o tempo total de ciclo deste equipamento e o
número de caminhões necessários para garantir a
produtividade da equipe?

a) 3,75 min e 1 caminhão.


b) 6,56 min e 2 caminhões.
c) 6,56 min e 3 caminhões.
d) 5,31 min e 2 caminhões.
e) 5,31 min e 3 caminhões.

O tempo total do ciclo corresponde à soma do tempo fixo


(carga, descarga e manobra), tempo de percurso (ida) e tempo de
retorno = 2,81 + 2,50 + 1,25 = 6,56 min.

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Quanto ao número de caminhões, verifica-se que a produção


horária de um caminhão é de 74 m3/h e a produção horária da
equipe é de 214 m3/h. Logo, são necessários 214/74 = 2,89
caminhões, ou seja, são necessários 3 caminhões.

Gabarito: C

10) (40 – CGU/2008 – ESAF) Considerando que existam


1000m3 a serem executados do serviço 2.S.01.100.11.
Quantas horas improdutivas do equipamento E006 serão
gastas para realizar este volume de serviço?

a) 0,55 h
b) 4,67 h
c) 0,65 h
d) 2,83 h
e) 4,02 h

Pela primeira tabela verifica-se que o equipamento E006 é a


motoniveladora. A utilização improdutiva da motoniveladora é de
86% ou 0,86 do período.
Em uma hora a equipe produz 214 m3. A quantidade de horas
consumidas para a produção de 1.000 m3 é de 1000/214 = 4,67
horas.
Para se saber o número de horas improdutivas, basta
multiplicar 4,67 por 0,86 = 4,02 horas improdutivas.

Gabarito: E

11) (41 – CGU/2008 – ESAF) Os índices de produtividade,


sempre que possível, devem ser apropriados, ou seja,
conferidos durante a execução das obras. Ao apropriar o

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serviço de regularização do subleito de uma rodovia, avaliou-


se a produtividade da motoniveladora. Durante um dia de
trabalho, das 7h às 17h, foram feitas 100 observações
aleatoriamente distribuídas ao longo da jornada. A produção
da motoniveladora, medida ao final do dia, foi de P (m2),
correspondente à largura x comprimento da via. As
observações pretendiam levantar os tempos operativos
produtivos, em espera e em manobra, além do tempo
improdutivo. A tabela a seguir apresenta o número de
observações realizadas durante o dia.

Dessa forma, o tempo operativo da motoniveladora será de:

a) 7,8 horas. b) 2,8 horas. c) 6,6 horas. d) 5 horas. e)


6,2 horas.

O procedimento descrito na questão é o da avaliação empírica,


descrita no item 5.3.2 do Manual de Metodologia e Conceitos do
SICRO2 do DNIT, de 2003.
Na avaliação empírica o tempo operativo considera duas
situações do equipamento: operativo e em espera.
Os tempos improdutivos, por sua vez, comportam paradas de
mais longa duração, em que os equipamentos continuam vinculados
ao serviço e seus operadores permanecem mobilizados, mesmo que
seus motores tenham sido desligados. Tais paradas podem ter as
mais diversas razões como, por exemplo, chuva, falta de material,

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necessidades do operador, quebra ou falha do equipamento em


questão ou de algum outro componente da patrulha, reabastecimento
de combustível etc.
Com base na tabela acima, pela metodologia da avaliação
empírica, observa-se que 22% do tempo total é improdutivo e 78% é
operativo. O período total considerado é de 10 horas (17h – 7h).
Portanto, 78% de 10h resulta em 7,8h de tempo operativo.

Gabarito: A

12) (22 – CGU/2012 – ESAF) Na fase de execução, são


estabelecidos critérios de medição e de progresso físico.
Assinale a opção incorreta para determinar estes critérios.
a) Para medir o serviço de impermeabilização, recomenda-se
identificar a área (m2) de superfície acabada, de acordo com o
projeto. Já o progresso físico é representado pelo percentual
da área total de impermeabilizações prevista.
b) Para a fabricação de pré-moldados, usa-se a área (m2) das
peças acabadas, incluindo formas, armação, cabos e bainhas
para medir. O progresso físico é o percentual da área das
peças pré-moldadas previsto.
c) Para a drenagem, usa-se como critério de medição o
comprimento da tubulação assentada e a unidade para caixas
de passagem. O progresso físico é determinado pelo
percentual do comprimento total da tubulação previsto e o
percentual da quantidade de caixas prevista.
d) Para aterros usa-se o volume (m3) medido no local. O
progresso físico é dado pelo percentual do volume total de
aterro previsto.
e) Os vidros são medidos pela área (m2) de vidros assentados.
As portas e divisórias em vidro devem incluir as ferragens e

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acessórios. O progresso físico é dado pelo percentual da área


total de vidros prevista.

O item errado é o B, pois os itens bainha e cabos integram elementos


de concreto protendido, os quais são medidos por volume (m3) em
vez de área (m2).

Gabarito: B

13) (21 – CGU/2008 – ESAF) Considerando-se o croqui


apresentado a seguir, referente à planta de forma da
cobertura da estrutura de concreto armado de um galpão, e
havendo a necessidade de realizar o quantitativo para o
orçamento das formas de concreto, tem-se que os
quantitativos de formas (em m2) para o pilar P1 e para a viga
V1 são, respectivamente:

a) 2,725 e 2,225

b) 2,825 e 1,200

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c) 3,000 e 1,20

d) 2,677 e 2,700

e) 2,625 e 2,310

- Área do pilar: o pilar é quadrado nas dimensões 0,25 m x 0,25 m.


- Altura do pilar: distância entre pisos subtraída da altura das vigas,
que é de 0,30 m de uma lado e 0,40 m de outro.
- Área da face 1 do pilar: (2,8 – 0,4) x 0,25 = 0,6 m2
- Área da face 2 do pilar: (2,8 – 0,3) x 0,25 = 0,625 m2
- Área das faces externas do pilar: 2 x 2,8 x 0,25 = 1,4 m2
Somando as áreas acima resulta na área total de forma do pilar
P1 de 2,625 m2.

A área de forma da viga V1 será:


- base de V1: 3 x 0,25 = 0,75 m2
- lateral interna de V1: 3 x (0,30 – 0,08) = 0,66 m2
- lateral externa de V1: 3 x 0,30 = 0,90 m2
Somando as áreas acima resulta na área total de forma da viga
V1 de 2,31 m2.

Gabarito Preliminar: E

Gabarito Definitivo: Anulada

Pessoal, para o cálculo da área de forma acima foi necessário


considerar o pilar P1 com seção quadrada. Contudo, a questão não
traz essa informação. Essa seria a primeira inconsistência.

Outra inconsistência seria a questão não ter informado a


espessura das chapas de forma consideradas, de 10 mm, 12 mm ou
de 20 mm. O cálculo acima só considerou a área das faces das peças
estruturais, mas não considerou a espessura. Por exemplo, na viga, a
forma inferior teria que avançar, além da largura da viga, a

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espessura da chapa lateral da mesma viga. O mesmo ocorre no pilar,


onde em uma das faces, a forma avança, além da largura dessa face,
a espessura da chapa da outra face do pilar.

14) (37 – MPOG/2006 – ESAF) Para executar a sapata da


figura será preciso um volume de concreto de:

a) 0,52 m3.

b) 0,36 m3.

c) 0,26 m3.

d) 0,82 m3.

e) 0,16 m3.

Para calcular o volume dessa peça, podemos desmembrá-la em


uma pirâmide de base quadrada, conforme a seguir:

Computando-se para o volume da nossa sapata metade do


volume dessa pirâmide, e mais os volumes das partes restantes,
além da base:

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Volume da pirâmide: (1/3).Abase.h = (1/3).(1,6.1,6).0,2 = 0,17 m3.

Para a sapata, divide-se esse volume por 2: 0,17/2 = 0,085 m3

Volume das partes restantes:

Volume1 = [((2 – 0,4).0,2)/2].0,2 = 0,032 m3

Volume2 = (0,2.0,4).0,2 = 0,016 m3

Volume3 = [(0,8.0,2)/2].0,4 = 0,032 m3

Volume da base = 2.1.0,1 = 0,2 m3

Volumetotal = 0,085 + 0,032 + 0,016 + 0,032 + 0,2 = 0,365 m3

Gabarito: B

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15) (36 – Metrô/2008 – FCC) Dentre os conceitos utilizados


no planejamento de uma construção, o termo “composição
unitária” significa a quantidade

(A) de serviços necessários para a execução de uma unidade


dos insumos.

(B) de insumos para a realização de uma unidade de


determinado serviço.

(C) total de material, equipamento e mão-de-obra para a


execução de um serviço completo.

(D) de mão-de-obra necessária para a construção de 1m2 de


um determinado serviço.

(E) de tempo necessária para a elaboração de um determinado


serviço.

Mattos (2006) apresenta o seguinte exemplo de composição


unitária:

Portanto, a composição unitária significa a quantidade de


insumos para a realização de uma unidade de determinado serviço.

Gabarito: B

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16) (49 – Metrô/2009 – FCC) Dos itens abaixo, fazem parte


do cálculo do preço unitário de um concreto estrutural virado
em obra APENAS:

(A) 1 - 3 - 5 - 8 – 9 - 10 - 12

(B) 1 - 3 - 5 - 6 - 7 - 8 - 9 - 10

(C) 3 - 5 - 6 - 7 - 8 - 9 - 10 - 12

(D) 1 - 2 - 3 - 4 - 5 - 6 - 7 - 8 - 9 - 10

(E) 2 - 4 - 6 - 8 - 10 – 12

O SINAPI apresenta a seguinte composição de concreto virado


na obra:

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Observa-se que não fazem parte da composição do concreto os


itens 2, 4, 7, 11 e 13.

Gabarito: A

17) (37 – Analista Legislativo SP/2010 – FCC) Considere a


seguinte tabela de insumos:

Na composição do custo unitário para a execução do metro


quadrado de formas planas plastificadas para concreto
aparente, o custo da mão de obra representa, em relação ao
custo unitário do serviço, o percentual de

(A) 28,00 (B) 40,00 (C) 52,00 (D) 60,00 (E) 66,67

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Total de mão de obra = (2 x 4,20 + 2 x 3,50) = R$ 15,40.

Custo unitário do serviço:

Formas planas plastificadas para concreto aparente (m2)

Custo
unitário Custo
Insumo Unidade Qdade (R$) total (R$)
Carpinteiro hora 2 4,20 8,40
Ajudante de
carpinteiro hora 2 3,50 7,00
Pontalete pinho de
3"x3" m 3 4,00 12,00
Tábua de pinho de
1"x12" m2 0,1 17,00 1,70
Chapa compensada
plastificada e = 12 mm m2 0,3 28,00 8,40

Prego kg 0,2 5,00 1,00

TOTAL 38,50

Custo da MO / Custo total = 15,40/38,50 = 40%

Gabarito: B

18) (29 – Fundação Casa/2013 – VUNESP) No emboço


externo de uma edificação, de espessura de 2 cm, o custo da
mão de obra é R$ 150,00/m3 e o do material é R$ 100,00/m3.
Se a área de revestimento é igual a 3 000,00 m2, então o custo
total desse emboço é

(A) R$ 6.000,00.

(B) R$ 10.000,00.

(C) R$ 12.000,00.

(D) R$ 15.000,00.

(E) R$ 18.000,00.

Espessura estimada do emboço = 2 cm

Volume do emboço = 3000 x 0,02 = 60 m3

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Custo total = 60 x (150 + 100) = R$ 15.000,00

Gabarito: D

19) (30 – Fundação Casa/2013 – VUNESP) A área de


revestimento de espessura 4 cm de uma edificação é igual a
5.000,00 m2, e o peso específico do material utilizado é 20
kN/m3. Em kN, a carga vertical permanente devido a esse
revestimento é de

(A) 2 000.

(B) 3 600.

(C) 4 000.

(D) 4 200.

(E) 5 000

Carga total = 5.000 x 0,04 x 20 = 4000 kN

Gabarito: C

20) (55 – Fundação Casa/2013 – VUNESP) Considere um


concreto de traço em peso (1:2:3:0,5) onde se utilizam 500 kg
de cimento por m3 e areia de custo unitário R$ 60,00/m3.
Sabendo que a massa unitária da areia é igual a 1 000 kg/m3,
o custo total do insumo areia na produção de 5 m3 de concreto
é

(A) R$ 480,00.

(B) R$ 450,00.

(C) R$ 400,00.

(D) R$ 300,00.

(E) R$ 280,00.

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Traço: 1 de cimento para 2 de areia, 3 de brita e 0,5 de água

500 kg de cimento corresponde a 1000 kg de areia

1000 kg de areia corresponde a 1 m3 de areia

Portanto, 5 m3 de concreto consome 5 m3 de areia

Custo total da areia = 5 x 60 = R$ 300,00

Gabarito: D

21) (59 – Metrô-SP/2012 – FCC) O custo unitário de um


serviço é o valor ou a importância correspondente a uma
unidade do serviço considerado. Pode conter os custos de mão
de obra, de materiais e de aplicação de equipamentos para
uma unidade do serviço considerado. Os elementos abaixo
estão contidos na composição analítica de custo unitário de
um serviço, EXCETO:

(A) os preços unitários dos insumos.

(B) os coeficientes de consumo dos materiais.

(C) os coeficientes de produtividade de mão de obra por


categoria de operários.

(D) os coeficientes de utilização de equipamentos.

(E) a descrição dos insumos analisados e respectivos


fabricantes.

De acordo com o parágrafo 8º do art. 102 da LDO/2013 (Lei


12.708/2012), entende-se por composições de custos unitários
aquelas que apresentem descrição semelhante a do serviço a ser
executado, com discriminação dos insumos empregados,
quantitativos e coeficientes aplicados.

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Não há necessidade de descrição dos fabricantes dos insumos


na composição do custo unitário. As características técnicas dos
insumos devem constar nas especificações técnicas do projeto.

Lembrem-se que os custos unitários dos serviços são obtidos a


partir das suas respectivas composições, as quais são constituídas
pela combinação dos coeficientes de consumo unitário dos insumos
(material, mão-de-obra e equipamentos) que integram o respectivo
serviço.

O valor do custo unitário do serviço resulta do somatório das


multiplicações dos coeficientes de consumo dos seus insumos pelos
correspondentes custos unitários, incluindo os encargos sociais da
mão-de-obra, conforme a tabela a seguir:

Gabarito: E

22) (77 – TCE-AM/2012 – FCC) Considere a planilha de


composição de custo unitário seguinte:

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Na composição do custo unitário de execução de um metro


cúbico de alvenaria de fundação e embasamento com tijolos
maciços comuns,

(A) o custo da mão de obra representa mais de 35% do custo


unitário.

Custo da mão de obra = R$ 45,50 + R$ 47,50 = R$ 93,00

R$ 93,00 / R$ 262,00 = 35,5%

Gabarito: Correta

(B) os custos dos materiais representam menos de 60% do


custo unitário.

Não há equipamentos na composição. Logo, o % do Custo do


material = 100% - 35,5% = 64,5%

Gabarito: Errada

(C) a relação entre os custos de materiais e o custo da mão de


obra é menor que 0,40.

R$ 93,00/ R$ 169,00 = 55%

Gabarito: Errada

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(D) o insumo areia representa o maior custo percentual da


composição.

O maior custo percentual é do tijolo, que representa R$ 112,00 / R$


262,00 = 42,7%

Gabarito: Errada

(E) os custos dos tijolos representam 30% do custo unitário.

Conforme vimos acima, eles representam 42,7% do custo unitário.

Gabarito: Errada

Gabarito: A

(DNOCS/2010 – FCC) Para responder às questões de números


44 a 46, considere a tabela de valores de referência abaixo,
obtida de um banco de dados de engenharia para o cálculo de
preços unitários e orçamentos.

23) 44. O valor correto para o custo, em reais, de mão de


obra de 1 m2 de concreto, lançado em uma laje de espessura
média de 20 cm, corresponde a

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(A) 11,50.

(B) 21,25.

(C) 17,85.

(D) 28,25.

(E) 10,85.

O valor total da mão de obra será = 1,00 + 4,90 +0,15 + 0,70


+ 0,70 + 0,35 + 0,45 + 0,2 x (0,70 + 6,65 + 5,65) = R$ 10,85

Gabarito: E

24) 45. O valor correto para o custo, em reais, de materiais


de 1 m2 de concreto, lançado em uma laje de espessura média
de 20 cm, equivale a

(A) 83,33.

(B) 201,75.

(C) 100,00.

(D) 95,55.

(E) 123,45.

Valor total de materiais = 34,20 + 1,00 + 1,05 + 7,45 + 0,23 + 7,00


+ 0,2 x 162,00 = R$ 83,33

Gabarito: A

25) (59 – TCE-PR/2011 – FCC) A elaboração de uma


composição de preços para serviços de engenharia é tarefa
bastante complexa, pois os insumos a serem considerados são

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bastante variados. Esta composição deve levar em conta tanto


os custos diretos quanto os custos indiretos. Para serviços
prestados ao DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura
de Transportes), devem ser verificadas as composições de
preços padronizadas pelo órgão. Atualmente, a composição de
preços de serviços e insumos do DNIT é disponibilizada
através de tabela denominada

(A) TCPO – Tabelas de Composições de Preços para


Orçamentos.
(B) SINAPI – Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e
Índices da Construção Civil.
(C) TPU – Tabela de Preços Unitários.
(D) SICRO – Sistema de Custos Rodoviários.
(E) TCU – Tabela de Custos Unitários.

O DNIT adota o SICRO – Sistema de Custos Rodoviários para


orçar obras ou serviços de natureza rodoviária.
O SICRO, juntamente com o SINAPI – Sistema Nacional de
Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil são os referenciais
oficiais de preços adotados para balizar os preços dos serviços e
insumos pagos com recursos de origem do Orçamento da União,
conforme o art. 125 da LDO/2012 (Lei 12.465, de 12 de agosto de
2011), conforme a seguir:

“Art. 125. O custo global de obras e serviços de engenharia


contratados e executados com recursos dos orçamentos da União
será obtido a partir de composições de custos unitários, previstas no
projeto, menores ou iguais à mediana de seus correspondentes no
Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil
- SINAPI, mantido e divulgado, na internet, pela Caixa Econômica
Federal e pelo IBGE, e, no caso de obras e serviços rodoviários, à

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tabela do Sistema de Custos de Obras Rodoviárias - SICRO,


excetuados os itens caracterizados como montagem industrial ou que
não possam ser considerados como de construção civil.”

O Sinapi é um sistema de pesquisa mensal que informa os custos


e índices da construção civil e tem a CAIXA e o Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatística - IBGE como responsáveis pela divulgação
oficial dos resultados, manutenção, atualização e aperfeiçoamento do
cadastro de referências técnicas, métodos de cálculo e do controle de
qualidade dos dados disponibilizados pelo SINAPI.

A rede de coleta do IBGE pesquisa mensalmente preços de


materiais de construção, equipamentos e salários das categorias
profissionais, junto, respectivamente, a estabelecimentos comerciais,
industriais e sindicatos da construção civil, nas 27 capitais da
Federação.

A manutenção da base técnica de engenharia, base cadastral de


coleta e métodos de produção é de competência da CAIXA. Os
projetos, a relação de serviços, as especificações e as composições de
custos, constituem a base técnica de engenharia do sistema.

Já a TCPO trata-se de uma publicação da editora PINI com Tabelas


de Composições de Preços para Orçamentos.

E TCU corresponde a Tribunal de Contas da União.

Gabarito: D

26) (81 – TCE-PR/2011 – FCC) Para a concretagem de um


tubulão cilíndrico, com diâmetro igual a 160 cm e altura de 6
m deverá ser encomendado concreto a ser transportado em
caminhão betoneira. Recomenda-se que o volume mínimo de
entrega de concreto não seja inferior a 1/5 da capacidade
máxima do caminhão betoneira. Considerando que os

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caminhões serão carregados com 2/3 da capacidade máxima,


de 10 m3, há necessidade de

(A) 1 caminhão.
(B) 2 caminhões.
(C) 3 caminhões.
(D) 7 caminhões.
(E) 20 caminhões.

2/3 da capacidade de 10 m3 = 20/3 m3


Volume do tubulão = 6 x (3,14) x (0,8)^2 = 12 m3
Quantidade de caminhões = 12/(20/3) = 1,8 caminhões
Portanto, são necessários 2 caminhões.
Gabarito: B

(TCE-SE/2011 – FCC) Considere o texto abaixo para responder


às questões de números 67 e 68.

A execução de um metro quadrado de alvenaria de tijolo de


barro maciço com espessura de um tijolo requer os seguintes
materiais: 0,080 m3 de areia (R$ 80,00/m3); 14 kg de cal
hidratada (R$ 0,35/kg); 7 kg de cimento (R$ 0,40/kg); 140
unidades de tijolo comum maciço (R$ 0,20/unidade), além de
2,4 horas de pedreiro (R$ 5,00/h) e 3,20 horas de servente
(R$ 4,00/h).

27) 67. Para esses insumos, o custo unitário, por metro


quadrado, da execução desse tipo de alvenaria, sem contar os
encargos e leis sociais, é, em reais,

(A) 24,80

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(B) 33,45

(C) 42,10

(D) 66,90

(E) 91,70

Segue a composição de custo unitário da alvenaria de tijolo de


barro maciço descrita no comando da questão:

Alvenaria de
tijolo maciço custo custo
(m2) unidade consumo unitário total
areia m3 0,08 80,00 6,40
cal hidratada kg 14 0,35 4,90
cimento kg 7 0,40 2,80
tijolo maciço un. 140 0,20 28,00
pedreiro h 2,4 5,00 12,00
servente h 3,2 4,00 12,80
TOTAL 66,90

Gabarito: D

28) 68. Na composição do custo unitário de execução de um


metro quadrado de alvenaria de tijolo de barro maciço com
espessura de um tijolo,

(A) o custo da mão de obra representa mais de 35% do custo


unitário.

Conforme a composição acima, a MO representa 24,80/66,90 = 37%.

Gabarito: Correta

(B) os custos dos materiais representam menos de 50% do


custo unitário.

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Conforme a composição acima, ao materiais representam


42,10/66,90 = 62,9%.

Gabarito: Errada

(C) a relação entre os custos de materiais e o custo da mão de


obra é 0,40.

A relação entre os MAT e a MO é 42,10/24,80 = 1,7.

Gabarito: Errada

(D) a relação entre os custos da mão de obra e o custo de


materiais é 1,50.

A relação entre a MO e os MAT é 24,80/42,10 = 0,59.

Gabarito: Errada

(E) os custos dos tijolos representam 20% do custo unitário.

Os tijolos representam 28,00/66,90 = 42% do custo unitário.

Gabarito: Errada

Gabarito: A

29) (48 – Infraero IV/2011 – FCC) BDI é o elemento


orçamentário destinado a cobrir todas as despesas que, num
empreendimento (obra ou serviço), segundo critérios
claramente definidos, classificam-se como indiretas, e,
também, necessariamente, atender ao lucro. Na planilha de
orçamento de uma determinada obra foram listadas as
despesas de acordo com o projeto e a execução. Dentre as
parcelas apresentadas abaixo, a que NÃO pode ser incluída no
BDI é:

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De acordo com Mattos (2006), dá-se a designação de Benefícios


(ou Bonificação) e Despesas Indiretas (BDI) ao quociente da divisão
do custo indireto (DI) - acrescido do lucro (B) - pelo custo direto da
obra. O BDI, portanto, inclui:

- despesas indiretas de funcionamento da obra;


- custo da administração central (matriz);
- custos financeiros;
- fatores imprevistos;
- impostos;
- lucro.
Tanto o termo benefícios quanto bonificação querem dizer
lucro.
Em termos práticos, o BDI é o percentual que deve ser aplicado
sobre o custo direto dos itens da planilha da obra para se chegar ao
preço de venda.
Segundo Tisaka (2006), o BDI é composto dos seguintes
elementos:
- Despesas ou Custos Indiretos: são os custos específicos da
Administração Central diretamente ligados a uma determinada obra,
tais como gerente de contrato, engenheiro fiscal e as respectivas
despesas de viagem e alimentação e o rateio de todos os custos da
Administração Central constituídos por salários de todos os
funcionários, pró-labore de diretores, apoio técnico-administrativo e
de planejamento, compras, contabilidade, contas a receber e a pagar,
almoxarifado central, transporte de material e de pessoal, impostos,
taxas, seguros, etc.
- Taxa de Risco do Empreendimento
- Custo financeiro do capital de giro
- Tributos
- Taxa de comercialização
- Benefício ou Lucro.

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Pessoal, cabe atentar para o caso de obras públicas custeadas


com recursos federais, pois só cabem as parcelas previstas na LDO,
conforme vimos na questão anterior. Portanto, se a questão falasse
que a obra é federal, todos os itens relacionados não deveriam
constar no BDI.

(A) equipe administrativa de campo.

Essa equipe integra a Administração Local da obra. De acordo


com Mattos (2006), ela faz parte do BDI. No caso de obras custeadas
com recursos federais, esse item não poderia estar no BDI.

(B) vigia do canteiro.

O vigia do canteiro também faz parte da Administração Local da


obra.

(C) água e luz no canteiro.

As despesas de água e luz no canteiro são despesas de


funcionamento da obra, as quais, para Mattos (2006), fazem parte do
BDI. De acordo com Tisaka (2006), essas despesas fazem parte da
Administração Local, cujos principais itens de despesas são:

- Aluguel de equipamentos administrativos: mobiliário do


escritório, telefones fixos e celulares, computadores, aparelhos de ar-
condicionado, ventiladores, geladeiras e fogão para copa, extintores
de incêndio, relógio de ponto, etc.

- Aluguel de veículos leves e sua manutenção para locomoção


na obra e serviços administrativos;

- Consumos: materiais de escritório, materiais de limpeza,


água e café, despesas com contas de água, energia e telefone,
combustível para abastecimento de veículos, etc.

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- Salários: engenheiro responsável, engenheiros setoriais,


mestre de obras, técnicos de produção, planejamento e de segurança
do trabalho, enfermeiro, apontador, almoxarife, vigias, segurança
patrimonial e demais funcionários administrativos, exceto pessoal
diretamente envolvido na produção que faz parte dos custos diretos.

- Serviços de apoio estratégico e logístico da obra: medicina e


segurança do trabalho, controle tecnológico de qualidade dos
materiais e da obra.

Percebam que Tisaka (2006), acima, ao discriminar os itens do


BDI, não considera a Administração Local, mas a Central. Portanto,
segundo Tisaka (2006), essas despesas não fazem parte do BDI.

A LDO, ao regular sobre obras custeadas com recursos federais,


também não as prevê no BDI, conforme a questão anterior.

O DNIT, de forma excepcional, prevê a Administração Local no


BDI.

(D) aluguel de equipamentos.

Esse item faz parte das despesas gerais dos custos indiretos,
constituindo, portanto, o BDI, segundo Mattos (2006).

Conforme o item anterior, Tisaka (2006) considera-o como


parte da Administração Local, não a prevendo no BDI.

A LDO, ao regular sobre obras custeadas com recursos federais,


também não prevê aluguel de equipamentos no BDI.

(E) matéria prima.

A matéria prima da obra é representada pelos materiais


aplicados na obra. Ao materiais, mão de obra e equipamentos
(insumos) são considerados como custos diretos da obra.
Portanto, a matéria-prima não faz parte do BDI.

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Gabarito: E

30) (50 – TJ-PI/2009 – Arquitetura – FCC) Na composição do


BDI (benefício e custos indiretos), a taxa entendida como uma
provisão de onde será retirado o lucro do construtor, após o
desconto de todos os encargos decorrentes de inúmeras
incertezas que podem ocorrer durante a obra, difíceis de
serem mensuradas no seu conjunto, é a taxa denominada de

(A) Rateio da Administração.

(B) Risco de Execução.

(C) Reserva de Contigência.

(D) Benefício.

(E) Operacional de Risco.

Conforme vimos na questão anterior, tanto o termo benefícios


quanto bonificação querem dizer lucro.

De acordo com Tisaka (2006), o Orçamento para a execução de


obras e serviços na Construção Civil é composto pelos seguintes
elementos ou etapas de cálculo:

a) Cálculo do Custo Direto: despesas com material e mão-de-


obra que serão incorporadas ao estado físico da obra. Despesas da
administração local, instalação do canteiro de obras e sua
manutenção e sua mobilização e desmobilização.

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b) Cálculo das Despesas Indiretas: despesas que, embora não


incorporadas à obra, são necessárias para a sua execução, mais os
impostos, taxas e contribuições.

c) Cálculo do Benefício: previsão de Benefício ou lucro


esperado pelo construtor mais uma taxa de despesas comerciais e
reserva de contingência.

Ainda segundo Tisaka (2006), a taxa adotada como Benefício


deve ser entendida como uma provisão de onde será retirado o lucro
do construtor, após o desconto de todos os encargos decorrentes de
inúmeras incertezas que podem ocorrer durante as obras, difíceis de
serem mensuradas no seu conjunto. É diferente da taxa de risco de
execução, do qual já falamos anteriormente.

Podem fazer parte da taxa do benefício algumas eventuais


despesas com:

- Pagamentos de assessorias jurídicas ou custas judiciais.

- Eventuais falhas na elaboração do orçamento.

- Atrasos nos pagamentos absorvidos pela empresa.

- Falha no dimensionamento da mão-de-obra indireta.

- Reservas de contingência para furtos em obra, assaltos,


chuvas e inundações excepcionais, mudanças não previsíveis na
economia etc.

Gabarito: D

31) (57 – Metrô-SP/2012 – FCC) Para a orçamentação de


uma obra ou serviço, é comum a adoção de um percentual que

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se adiciona aos custos diretos referente a todas as despesas


indiretas da Administração Central, as quais devem cobrir os
gastos de aluguel da sede, almoxarifado e oficina central,
salários e benefícios de todo o pessoal administrativo e
técnico, pro labore dos diretores, todos os materiais de
escritório e de limpeza, consumos de energia, telefone e água,
mais os tributos e o lucro. A esse percentual dá-se o nome de

(A) Margem de custo.

(B) Custos Indiretos.

(C) Lucro.

(D) Benefícios e Despesas Indiretas.

(E) Margem de preço.

De acordo com a Lei de Diretrizes Orçamentárias, atual LDO/2013


(Lei 12.708, de 17 de agosto de 2012), art. 102, § 7º, a taxa de
rateio da Administração Central faz parte do BDI:

“O preço de referência das obras e serviços de engenharia será


aquele resultante da composição do custo unitário direto do sistema
utilizado, acrescido do percentual de Benefícios e Despesas
Indiretas - BDI, evidenciando em sua composição, no mínimo:

I - taxa de rateio da administração central;

II - percentuais de tributos incidentes sobre o preço do serviço,


excluídos aqueles de natureza direta e personalística que oneram o
contratado;

III - taxa de risco, seguro e garantia do empreendimento; e

IV - taxa de lucro.“ (grifou-se)

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Conforme vimos nesta aula, de acordo com o DNIT, a


Administração Central envolve os custos da sede da empresa
executora, tais como: honorários de diretoria, despesas comerciais e
de representação, administração central de pessoal, administração do
patrimônio, aluguéis da sede, comunicações, materiais de
expediente, treinamento e desenvolvimento tecnológico, viagens do
pessoal lotado na sede etc..

Gabarito: D

32) (65 – TRF2/2012 – FCC) Para o cálculo do BDI é


necessário previamente determinar as Despesas Indiretas.
Estes são gastos que não fazem parte dos custos da obra, mas
que são necessários para a sua execução. São basicamente
despesas da administração da sede da empresa, mais os
encargos financeiros do capital de giro necessários na
produção e os riscos envolvidos no empreendimento. Dentre
os gastos que compõem a administração, NÃO é correto citar
como componente para o cálculo do BDI:

(A) equipamentos, como computadores.

(B) o aluguel dos imóveis.

(C) o alojamento.

(D) mão de obra indireta.

(E) serviços de copiadoras.

O alojamento faz parte do Canteiro de Obras e os demais itens


fazem parte da Administração Local da obra.

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De acordo com Tisaka (2006), acerca da estrutura de um


canteiro de obras, a infra-estrutura física da obra que possibilite o
perfeito desenvolvimento da execução consiste no seguinte:

- Regularização do terreno do canteiro de obras, construção


provisória para escritório da obra, sala para a chefia, sala para a
fiscalização, sanitários completos, oficinas, bandeja salva-vida no
caso de prédios, etc.

- Alojamentos completos, refeitórios, vestiários, guaritas, etc.

- Instalações provisórias de água, esgoto, telefone, eletricidade,


iluminação, tapumes, cercas, etc.

- Estradas de acesso, pavimentação provisória, etc.

- Placas de obra de acordo com as especificações do cliente.

Nas obras custeadas com recursos federais, de acordo com a


LDO, a Administração Local não faz parte do BDI. Exceção a esse
comando ocorre nas obras contratadas pelo DNIT, que inclui a
Administração Local no BDI, conforme a planilha a seguir:

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Percebam que o Canteiro de Obras não faz parte do BDI do


DNIT.

Conforme vimos em questão anterior, Tisaka (2006) também


não considera o Canteiro de Obras no BDI. Contudo, Mattos (2006)
contempla este item no BDI.

O importante é sabermos que a banca da FCC considera a


Administração Local no BDI e o canteiro de obras fora dele. Contudo,
se a obra for custeada com recursos federais, vale o que diz a LDO.

Gabarito: C

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33) (51 – TJ-PI/2009 – Arquitetura – FCC) Num orçamento,


para calcular o BDI (benefício e custos indiretos), é necessário
ter em mãos uma série de informações que vão constar da sua
composição:

I. custo direto da obra;

De acordo com Mattos (2006), chama-se BDI o fator a ser


aplicado ao custo direto para obtenção do preço de venda.

O preço de venda é o preço final da obra.

O BDI é percentual obtido pela divisão entre os custos indiretos


e lucro e o custo direto da obra.

Portanto, precisamos saber o custo direto da obra para


estabelecermos o percentual de BDI.

Gabarito: Correta

II. prazo de execução da obra;

Conforme vimos, a FCC considera que a Administração Local faz


parte do BDI. O custo total da Administração Local depende do prazo
da obra, pois abrange os profissionais mensalistas e demais custos
administrativos mensais da obra.

Gabarito: Correta

III. ISS da prefeitura local;

Conforme vimos na aula, o ISS faz parte dos tributos que


integram o BDI.

Gabarito: Correta

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IV. se a contabilidade da empresa é por lucro real ou


presumido.

O lucro faz parte do BDI. A forma como o lucro da empresa é


apurado contabilmente interfere na base de cálculo do IRPJ e da
CSLL. Portanto, a alteração da alíquota desses tributos interfere no
BDI.

O IRPJ e a CSLL são considerados tributos de natureza


personalística. Nas obras custeadas com recursos federais, a LDO
veda a sua inclusão no BDI.

Gabarito: Correta

É correto o que consta em

(A) I e IV, apenas.

(B) II e III, apenas.

(C) II, III e IV, apenas.

(D) I, II, III e IV.

(E) II, apenas.

Gabarito: D

34) (48 – Metrô/2009 – FCC) São fatores que devem ser


considerados no cálculo do BDI:

(A) COFINS; ISS; IPTU; IRRL.

(B) Custos de telefone; salários de operários; contas de água e


energia.

(C) IPTU; IRRL; UTM; GPS.

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(D) COFINS; ISS; Lucro; CSLL; Imposto de Renda.

(E) Salários de operários; contas de água e energia; IPTU;


IRRL.

O TCU, no Acórdão 2369/2011 – Plenário, estabeleceu a


seguinte composição de BDI, aplicável a obras de edificação
custeadas com recursos federais:

Nesta composição não consta o IRPJ e a CSLL, pois esses


tributos são personalíssimos e, portanto, vedados pela LDO.

Contudo, a questão não particularizou tratar-se de obras


públicas federais. Logo, pode-se incluir estes tributos no BDI.

Gabarito: D

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(TRE-PB/2007 – FCC)Para responder as questões de números


58 e 59 considere o texto:

Na composição de preços e custos na construção civil vários


termos são utilizados: custos direto e indireto, encargos
sociais, BDI, entre outros.

35) 58. No cálculo das leis e encargos sociais, NÃO é correto


considerar

(A) parte do salário refeição custeado pelo empregador.

Conforme consta no Manual de Metodologia e Conceitos do


SICRO, além dos encargos calculados (Grupos A, B, C e D), devem
ser feitas as seguintes observações com referências à outros custos
que incidem sobre a mão de obra, a seguir relacionados, que foram
intitulados de ADICIONAL À MÃO-DE-OBRA, pois são diretamente
proporcionais à mão-de-obra empregada:

Para considerá-los no cálculo dos custos da mão-de-obra, o


SICRO calculou os percentuais correspondentes aos itens acima
relacionados.
(...)
• Alimentação

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- percentual do custo médio de alimentação em relação ao


salário médio - 16%
- percentual da participação máxima do trabalhador permitida
de acordo com a Lei 6.321 de 14 de abril de1976 - 20%
- percentual de dedução fiscal (instrução do MAJUR de 1996) -
25%
Alimentação = [0,16 x (1-0,20) ] X (1-0,25) X 100% = 9,60%

Portanto, deve ser considerada nos encargos sociais.

(B) parte do vale transporte custeado pelo empregador.

Dando continuidade ao item anterior:


(...)
• Equipamento de Proteção Individual: percentual mínimo de
EPI de segurança sobre a mão de obra é de 1,12%.
• Transporte:
- percentual do transporte em relação ao salário médio
6,8%
- participação dos empregados de acordo com art. 9º,
inciso I, do decreto 95.247 de 87=6%
- percentual de dedução fiscal de acordo com instrução
do MAJUR de 1996 = 25%
Transporte = [0,068 x (1-0,06)] X ( 1-0,25) X 100% =
4,79%

• Ferramentas Manuais
- percentual sobre a mão de obra do custo com ferramentas
manuais, necessária a execução de determinados serviços, é de
5,00%
O SINAPI considera, na planilha de encargos sociais do Rio
Grande do Sul, os itens Vale-Transporte e EPI como encargos
complementares:

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Tisaka (2006) considera como encargos complementares os


seguintes itens:
- Transporte do trabalhador de sua residência ao local de
trabalho – Lei nº 7.418/85 e Decreto 95.247/87
- Café da Manhã – Acordo Coletivo de Trabalho
- Almoço e/ou jantar – Acordo coletivo de trabalho
- EPI – Equipamento de Proteção Individual – Art. 166 da CLT e
NR-6 e NR-18 da Lei nº 6.514/77
- Ferramentas manuais – fornecimento da empresa.
- Seguro de vida – se constar do Acordo Coletivo.

Portanto, deve ser considerado nos encargos sociais.

(C) licença paternidade.

Segue abaixo a planilha de encargos sociais adotada pelo


SINAPI tanto para horistas como para mensalistas:

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Portanto, deve ser considerado nos encargos sociais.

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(D) o PIS/PASEP que incide sobre o faturamento bruto.

Conforme vimos nas questões sobre BDI, o PIS/PASEP integra o


BDI, não fazendo parte, portanto, dos encargos sociais, que incidem
diretamente sobre os salários da mão de obra.

Portanto, NÃO deve ser considerado nos encargos


sociais.

(E) dias de chuva, faltas justificadas e acidentes de trabalho.

Conforme vimos na composição acima, esses itens integram os


encargos sociais.

Gabarito: D

36) 59. NÃO se deve considerar no cálculo dos custos


indiretos, chamados de BDI (Benefício e Despesas Indiretas),

(A) a administração central (apoio técnico, supervisão,


administração, etc).

(B) despesas com manutenção do canteiro de obra.

(C) custos financeiros.

(D) encargos fiscais (imposto de renda, PIS, PASEP, ISS, etc).

(E) a administração local (apoio técnico, supervisão,


administração, etc) da obra.

Conforme vimos nas questões sobre BDI, as despesas de


instalação e manutenção do canteiro de obras não integram o BDI.

Gabarito: B

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37) (58 – Metrô-SP/2012 – FCC) Em função da fase em que o


empreendimento se encontra, o detalhamento do projeto é
distinto e, por isso, as informações disponíveis para a
orçamentação também diferem, principalmente com relação à
aderência das quantidades estimadas das executadas. A
avaliação do preço global da obra, obtida através do
levantamento dos serviços e quantitativos obtidos dos
projetos básicos, fundamentado em planilhas que expressem a
composição de todos os custos, é conhecida por orçamento

(A) detalhado.

De acordo com Mattos (2006), o orçamento analítico ou


detalhado é elaborado com composição de custos e extensa pesquisa
de preços dos insumos. Procura chegar a um valor bem próximo do
custo "real", com uma reduzida margem de incerteza.

O orçamento detalhado é o mesmo que orçamento analítico,


descrito a seguir.

(B) estimativo.

Segundo Mattos (2006), a estimativa de custos é uma avaliação


expedita feita com base em custos históricos e comparação com
projetos similares. Dá uma idéia da ordem de grandeza do custo do
empreendimento.

Em geral, a estimativa de custos é feita a partir de indicadores


genéricos, números consagrados que servem para uma primeira
abordagem da faixa de custo da obra. A tradição representa um
aspecto relevante na estimativa.

No caso de obras de edificações, um indicador bastante usado é


o custo do metro quadrado construído. Inúmeras são as fontes de
referência desse parâmetro, sendo o Custo Unitário Básico (CUB) o

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mais utilizado. Cada construtora, no entanto, pode ir gerando seus


próprios indicadores com o passar do tempo.

Outros indicadores genéricos são:

- Custo por metro linear de rede de drenagem ou esgoto;

- Custo por hectare de urbanização;

- Custo por megawatt de energia instalado (para usinas


hidrelétricas);

- Custo do quilômetro de estrada;

- Custo do quilômetro de linha de transmissão de alta tensão.

(C) preliminar.

De acordo com Mattos (2006), o orçamento preliminar está um


degrau acima da estimativa de custos, sendo um pouco mais
detalhado. Ele pressupõe o levantamento expedito de algumas
quantidades e a atribuição do custo de alguns serviços. Seu grau de
incerteza é mais baixo do que o da estimativa de custos.

No orçamento preliminar, trabalha-se com uma quantidade


maior de indicadores, que representam um aprimoramento da
estimativa inicial. Os indicadores servem para gerar pacotes de
trabalho menores, de maior facilidade de orçamentação e análise de
sensibilidade de preços.

Em obras similares, a construtora pode ir gerando seus próprios


indicadores. Embora os prédios tenham projetos arquitetônicos
distintos e acabamentos diferentes, nota-se que os indicadores não
flutuam muito.

(D) analítico.

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Segundo Mattos (2006), o orçamento analítico constitui a


maneira mais detalhada e precisa de se prever o custo da obra. Ele é
efetuado a partir de composições de custos e cuidadosa pesquisa de
preços dos insumos. Procura chegar a um valor bem próximo do
custo "real".

O orçamento analítico vale-se de uma composição de custos


unitários para cada serviço da obra, levando em consideração quanto
de mão-de-obra, material e equipamento é gasto em sua execução.
Além do custo dos serviços (custo direto), são computados também
os custos de manutenção do canteiro de obras, equipes técnica,
administrativa e de suporte da obra, taxas e emolumentos, etc.
(custo indireto), chegando a um valor orçado preciso e coerente.

(E) sintético.

No orçamento sintético consta a discriminação dos serviços,


com as respectivas unidades de medição, e preços ou custos unitários
(com e sem BDI, respectivamente), sem as respectivas composições.

Percebe-se que, com base na literatura especializada, o


comando da questão enquadra-se na descrição do orçamento
analítico ou detalhado. Por isso, as letras A e D estariam corretas sob
o ponto de vista da literatura especializada.

Gabarito Oficial: B

Gabarito Proposto: Anulação

38) (43 – Defensoria/2009 – FCC) Assinale a alternativa que


apresenta coerência de margem de erro e elementos técnicos
necessários para o tipo de orçamento citado.

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Limmer (1997) considera uma margem de erro mínima de 5%


para o nível máximo de detalhamento do projeto.

De acordo com a Cartilha “Obras Públicas: Recomendações


Básicas para a Contratação e Fiscalização de Obras de Edificações
Públicas”, do TCU, de 2008, com relação ao nível de precisão
adequado, pode-se tomar por base as informações da tabela abaixo:

E o IBRAOP (Instituto Brasileiro de Obras Públicas), na sua OT –


IBR – 004/2012, apresenta a seguinte tabela:

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Ávila, A. V., Librelotto, L.I., Lopes, O.C. (2003) apud Gonçalves


(2011) apresentam os tipos de orçamento, as margens de erro
comumente esperadas, bem como os elementos técnicos que os
caracterizam:

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Portanto, o item C está correto.

Gabarito: C

39) (39 – Metrô/2009 – FCC) Dimensionar a equipe implica


em estipular o número de operários necessários para a
realização de uma determinada atividade, que depende de
vários fatores, dentre os quais é correto destacar:

(A) tamanho da obra e suas interferências; especificidade das


tecnologias adotadas no canteiro; implicações estabelecidas
nos padrões comportamentais dos recursos humanos.

(B) a ocupação dos trabalhadores; o volume de trabalho a ser


executado; a importância do cumprimento do orçamento
estabelecido nas auditorias da qualidade.

(C) a disponibilidade de material alocado no canteiro; a escala


de trabalho estabelecida pela gerência de

produção da obra; o fator de relação hora-homem × homem-


hora.

(D) ensaios tecnológicos dos materiais; planilha de custos de


mão-de-obra; tempo de experiência e formação profissional
dos operadores registrados.

(E) a quantidade de serviço a ser executada; a produtividade


da mão-de-obra, mensurada por meio de indicador
predefinido; o prazo destinado à execução do serviço.

O dimensionamento de uma equipe necessita da definição dos


serviços a executar, das suas quantidades, do prazo e das
produtividades dos diferentes profissionais.

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Gabarito: E

40) (61 – TCE-MG/2009 – FCC) Em relação às diversas


modalidades de contratos de mão-de-obra para a construção
civil (preço fechado, administração por homem/hora etc),
considere as afirmações abaixo:

I. Escavação de vala-medição − executada pelo volume


medido (“cubicado”) no corte. Para o transporte do material é
preciso considerar o empolamento (aumento de volume), que
depende do terreno e fica em torno de 25%.

Exato, a medição de escavações é realizada pelo volume do


corte. Para a estimativa do transporte necessário do material
escavado, deve-se considerar o volume do material solto. O volume
solto resulta da multiplicação do volume do corte (estado natural)
pelo empolamento (> 1), o qual depende do material, conforme a
tabela a seguir, de Mattos (2006):

Mattos (2006) considera o fator de empolamento (<1, inverso


do empolamento) com o nome de fator de conversão, também
adotado pelo Sicro2.

Tendo em vista que a maior parte dos materiais escavados


correspondem à terra comum, considera-se que o empolamento fica
em torno de 25%, para efeito de estimativas preliminares. Contudo,
para orçamentos e projetos básicos, o empolamento deve ser o
específico do solo a ser escavado.

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Gabarito: Correta

II. Alvenaria − descontar apenas a área que exceder a 2,0 m2


em cada vão. Por exemplo: calcula-se a área da parede inteira,
depois desconta-se os vãos; para aqueles com 5,0 m2 serão
considerados apenas 3,0 m2. A área de 2,0 m2 é devido ao
trabalho que o pedreiro terá para requadrar o vão.

De acordo com Mattos (2006), a área de alvenaria servirá de


base para o levantamento de quantidades de outros serviços, tais
como chapisco, emboço, reboco, pintura e azulejo.

Quando num pano de parede existirem aberturas - portas,


janelas, basculantes, elementos vazados etc, há algumas regras
práticas para o levantamento da área de alvenaria:

- Área da abertura inferior a 2 m2 - despreza-se o vão da


abertura, isto é, não se faz desconto algum na parede;

- Área da abertura igual ou superior a 2 m2 - desconta-se da


área total o que exceder a 2 m2.

Essa regra parte do pressuposto que a execução da alvenaria


nas bordas da abertura demanda tempo com ajustes, arestamento,
escoramento dos blocos, colocação de verga e contraverga, e que
esse tempo seria equivalente ao que o pedreiro levaria para
preencher o vão se a parede fosse inteira. A regra não é perfeita
porque faz uma compensação de homem-hora por material, mas
ainda assim é uma prática muito difundida entre os orçamentistas.

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Gabarito: Correta

III. Concreto − mede-se na planta ou na própria obra. Alguns


índices médios de consumo nas estruturas de concreto: Peso
do aço − 80 a 120 kg/m3 de concreto aplicado; Área de formas
− 10 a 12 m2/m3 de concreto aplicado; Agregado para
concreto – as soma dos volumes de areia + brita 1 + brita 2
para a preparação de 1 m3 de concreto é de 1,62 m3.

De acordo com Mattos (2006), o volume de concreto de um


pavimento engloba pilares, vigas, lajes e escadas. Define-se
espessura média como a espessura que o volume de concreto do
pavimento atingiria se fosse distribuído regularmente pela área do
pavimento. Mattos (2006) sugere os seguintes indicadores:

A espessura média refere-se apenas à superestrutura do


prédio: não inclui concreto de fundações (blocos, tubulões), quadras
esportivas etc.

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Mattos (2006) sugere alguns traços de concreto, a exemplo da


composição unitária a seguir:

Mattos (2006) também sugere que os volumes de brita e areia


totalizam aproximadamente 1,65 m3 para cada 1 m3 de concreto.

A questão apresenta os seguintes dados:

- traço em volume – 1:3:4,5

- consumo de cimento: 6 sacos/m3

- 1 saco = 36 L

Com isso, temos que:

- Para 1 m3 de concreto consome-se 6 sacos de cimento = 300


kg de cimento, equivalente a 216 L.

- O volume da areia = 3 x volume de cimento = 648 L

- Volume de brita = 4,5 x volume de cimento = 972 L

Somando os volumes de areia e brita teremos 1.620 L = 1,62


m3 de agregados, conforme o item III da questão.

Com relação à armação, Mattos (2006) destaca que embora


lajes, pilares e vigas tenham solicitações distintas e que sejam
armados com diferentes densidades de aço por metro cúbico de
concreto, verifica-se que em construções prediais a taxa de aço
média fica numa faixa, conforme a seguir:

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E quanto às fôrmas, segundo Mattos (2006), embora a


quantidade de fôrma para moldagem de um pilar seja bem mais
representativa do que para uma laje, verifica-se que a utilização
média de fôrma cai sempre numa determinada faixa, conforme a
seguir:

Para a determinação do quantitativo de fôrmas, é importante


que haja um projeto executivo, com o detalhamento das diversas
peças.

Para fôrmas de madeira, normalmente encontram-se os


seguintes componentes: chapa compensada (resinada, plastificada),
sarrafo, prego, desmoldante. Só com um projeto de fôrmas é que o
orçamentista pode estimar com segurança o quantitativo de todos
esses elementos.

Taxas por m2 de fôrmas:

- pregos: 0,20 a 0,25 kg/m2

- desmoldante: 0,10 L/m2

Portanto, as taxas apresentadas no item III aproximam-se das


indicadas pela literatura especializada para estimativas
orçamentárias.

Gabarito: Correta

Está correto o que se afirma em

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(A) I, apenas.

(B) I e II, apenas.

(C) I, II e III.

(D) II e III, apenas.

(E) III, apenas.

Obs.: Dado: traço em volume 1: 3: 4,5 consumo de cimento: 6


sacos/m3 1 saco = 36 L

Gabarito: C

41) (35 – TRE-MS/2007 – FCC) Admitindo um volume de


terra, medido no corte de 8.000 m3, o volume solto para efeito
de transporte é, em m3, de aproximadamente:

(A) 10.000

(B) 8.900

(C) 8.000

(D) 7.200

(E) 6.400

Conforme vimos na questão anterior, considerando um


empolamento de 25%, teremos o volume solto de 8.000 x 1,25 =
10.000 m3.

Gabarito: A

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42) (71 – TCE-PI/2005 – FCC) Dados relativos aos produtos


P1 e P2. O consumo médio de matéria-prima para cada
unidade de produto fabricado é:

- Para o produto P1: 6 unidades métricas

- Para o produto P2: 3 unidades métricas

Foi feito o seguinte plano de produção para fevereiro de 2005:

- Produto P1: 1.850 peças

- Produto P2: 360 peças

São desejados os seguintes estoques finais para a matéria-


prima:

- Para o final de janeiro de 2005: 14.090 unidades métricas

- Para o final de fevereiro de 2005: 14.300 unidades métricas

A quantidade de matéria-prima a ser adquirida, em unidades


métricas, é

(A) 210

(B) 2.210

(C) 11.970

(D) 12.180

(E) 12.390

A matéria-prima a ser adquirida corresponde à produção


prevista para fevereiro de 2005:

- produto P1: 6 x 1.850 = 11.100 unidades métricas

- produto P2: 3 x 360 = 1.080 unidades métricas

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Total a ser consumido = 12.180 unidades métricas

Deseja-se estoque adicional de 14.300 – 14.090 = 210


unidades métricas.

Portanto, deve-se adquirir 12.180 + 210 = 12.390 unidades


métricas.

Gabarito: E

43) (36 – Analista Legislativo SP/2010 – FCC) Para a


construção de uma laje utilizou-se concreto com traço em
peso (1:2:3:0,5) com consumo de 350 kg de cimento por m3
de concreto, areia com inchamento de 20% e massa unitária
seca de 1.400 kg/m3. Se o custo do m3 de areia é R$ 50,00, o
custo total do insumo areia é

(A) R$ 15,00

(B) R$ 20,00

(C) R$ 26,00

(D) R$ 30,00

(E) R$ 45,00

A água contida na areia é contabilizada no fator x,


água/cimento = 0,5, indicado no traço. Portanto, o traço representa a
proporção do peso seco dos agregados e cimento.

De acordo com o traço (c:a:b:x) = (1:2:3:0,5), o peso da areia


seca é o dobro do peso do cimento. Portanto:

Peso da areia seca = 2 x 350 kg = 700 kg

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O coeficiente de inchamento é dado pela relação entre o volume


úmido da areia e o volume seco da areia (Vh / Vo).

O volume seco da areia (Vo) é:

Vo = 700 kg/1.400 kg/m3 = 0,5 m3

O inchamento é de 20%. Com isso, temos:

(Vh / Vo) = 1,2 Vh = 1,2 x 0,5 = 0,6 m3

O caminhão do fornecedor traz a areia comprada úmida, no


caso, com umidade que provoca inchamento de 20%. Portanto:

Custo total da areia = 0,6 x 50,00 = R$ 30,00

Gabarito: D

44) (60 – TRE-PB/2007 – FCC) Os critérios normalmente


utilizados para apropriação dos custos na locação de uma obra
e nos serviços de drenagem e escavação manual de um
terreno são, respectivamente, área

(A) de projeção da edificação e volume transportado pelo


caminhão.

(B) total do terreno e volume transportado pelo caminhão.

(C) de projeção da edificação e volume de terra medido na


vala.

(D) total do terreno e área do talude.

(E) total do terreno e volume de terra medido na vala.

De acordo com o Manual de Projeto da SEAP a medição da


locação será efetuada por metro quadrado, apurando-se a área de

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projeção de cada edificação, medida em planta, conforme o projeto,


descontando-se os beirais, áreas de ventilação e iluminação.

Conforme vimos nas questões anteriores, a medição da


escavação será efetuada pelo volume escavado, medido no corte em
m3.

Gabarito: C

45) (60 – Metrô-SP/2012 – FCC) Um engenheiro pretende


estimar o valor a ser dispendido na elaboração de um projeto
geométrico, na escala 1:1000, para avaliação do traçado de
uma extensão de uma linha de Metrô existente. A extensão
dessa linha terá 4,5 km em linha reta. Esse projeto será pago
por folha de desenho formato A1 produzida, sendo que cada
desenho será remunerado em R$ 6.000,00. Sabe-se que uma
folha A1 tem 841 × 594 mm, o valor a ser pago pelos
desenhos do projeto será, em R$, igual a

(A) 36.000,00.

(B) 30.000,00.

(C) 42.000,00.

(D) 60.000,00.

(E) 24.000,00.

Escala 1:1000 significa que cada 1 m na planta corresponde a


1.000 m no terreno.

Em uma planta com 0,841 m de comprimento caberia até 841


m de comprimento no terreno, desconsiderando-se as margens do
desenho.

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Dividindo-se 4.500 m/841 m, obtém-se a necessidade de 5,35


folhas A1, ou seja, haverá necessidade de 6 folhas A1.

Valor total = 6 x R$ 6.000,00 = R$ 36.000,00

Gabarito: A

46) (57 – TRE-AM/2003 – FCC) Num terreno de 1.500 m2


está sendo implantado um edifício de 10 pavimentos (térreo
mais 9) e um subsolo com as áreas de construção abaixo.

Dados:

Áreas de construção:

- subsolo: 1.500 m2

- térreo e demais pavimentos: 800 m2/cada

Espessuras médias de concreto:

- fundações: 10 cm/m2

- outras lajes: 20 cm/m2

Preço do concreto: R$ 800,00/m3

O custo da estrutura de concreto em R$ × 1.000 é,


aproximadamente,

(A) 1.528

(B) 1.640

(C) 1.648

(D) 1.656

(E) 1.768

Fundações: 1.500 m2 x 0,1 m de concreto = 150 m3

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Laje do subsolo: 1.500 m2 x 0,2 m de concreto = 300 m3

Outras lajes: 10 x 800 x 0,2 m = 1.600 m3

Volume total = 1.900 m3

Preço total da estrutura: 2.050 x 800 = R$ 1.640 x 1.000,00

Gabarito: B

47) (64 – TCE-SE/2009) Para a execução de um piso


cerâmico foram indicados os seguintes consumos abaixo
relacionados:

Para um piso retangular de 32 m2 as quantidades de areia, cal,


cimento e placas de piso cerâmico, serão, respectivamente, de

Quantidades:

- 32 x 0,0305 = 0,976 m3 de areia

- 32 x 1,83 = 58,56 kg de cal hidratada

- 32 x 8,6 = 275,2 kg de cimento = 5,5 sacos de cimento

- 32 x 1,19 = 38,08 m2 de piso cerâmico = 423 placas

(A) 0,70 m3; 58 kg; 5,60 sacos de 50 kg; 421 placas.

(B) 0,80 m3; 59 kg; 5,70 sacos de 50 kg; 422 placas.

(C) 0,97 m3; 58,56 kg; 5,51 sacos de 50 kg; 423 placas.

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(D) 1,00 m3; 60 kg; 5,80 sacos de 50 kg; 424 placas.

(E) 1,01 m3; 61 kg; 5,91 sacos de 50 kg; 425 placas.

Gabarito: C

48) (65 – TCE-SE/2009 – FCC) Considere os dados abaixo.

De acordo com a tabela e analisando as unidades e


quantidades, o número mínimo de caçambas de entulho com
capacidade para 4 m3 é

(A) 15 (B) 25 (C) 55 (D) 80 (E) 150

- Volume de alvenaria = 160 x 0,25 = 40 m3

- Pisos e contrapisos = 100 x 0,1 = 10 m3

- Laje de concreto = 45 x 0,15 = 6,75 m3

- Remoção de azulejos = 155 x 0,01 = 1,55 m3

- Volume total = 58,3 m3 14,58 caçambas 15 caçambas

Gabarito: A

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10 – QUESTÕES APRESENTADAS NESTA AULA

1) (12 – CGU/2012 – ESAF) Para a obtenção do preço final


estimado de um empreendimento, é preciso aplicar sobre o
custo direto total da obra a taxa de Benefício e Despesas
Indiretas (BDI). Essa taxa contempla o lucro da empresa
construtora e seus custos indiretos, e, aplicada sobre o custo
da obra, eleva o preço final dos serviços. O quadro abaixo
apresenta despesas relacionadas a um empreendimento para
demonstrar a composição analítica da taxa de Benefício e
Despesas Indiretas utilizada no orçamento-base de uma
licitação. Com base nestas informações, o valor correto para a
taxa de BDI corresponde a

a) 25,77%.
b) 18,77%.
c) 22,98 %.
d) 20,68%.
e) 27,56%.

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2) (37 – CGU/2008 – ESAF) Baseando-se na metodologia e


nos conceitos empregados pelo Sistema de Custos Rodoviários
do DNIT (SICRO), o único item que não integra o LDI (Lucro e
Despesas Indiretas) é:

a) impostos incidentes sobre o faturamento.


b) instalações de canteiro.
c) administração da obra.
d) despesas financeiras.
e) margem de lucro.

3) (20 – CGU/2008 – ESAF) No cálculo de orçamento de


obras de edificações, é necessária a presença de um
profissional com experiência no ramo para montar planilhas
de composições de preços, identificar os componentes do
custo direto e o Benefício de Despesas Indiretas – BDI, entre
outras atividades.

Nesse contexto, assinale a opção correta.

a) Os EPIs - Equipamentos de Proteção Individual não devem


ser classificados como encargos complementares.

b) Os custos de mão-de-obra são calculados em função dos


salários e dos encargos sociais, não devendo ser incluídos
nesses custos as ferramentas de uso pessoal.

c) No serviço referente a transporte de carga mecanizado, os


coeficientes de consumo devem incluir a carga e a descarga do
caminhão.

d) Despesas de comercialização são despesas administrativas


que devem ser enquadradas como despesas indiretas.

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e) O autor do orçamento deve recolher ART – Anotação de


Responsabilidade Técnica, específica para cada obra objeto da
licitação, atestando a sua autoria.

4) (35 – TCE-RN/2000 – ESAF) Dados: - Traço de um


concreto, em massa e areia seca: 1: 2,2 : 2,8: 0,55.
- Massa específica do concreto = 2.358Kg/m3.

- Custo atual do saco de cimento = R$ 11,00.

O custo exato do cimento para a produção de 60 m3 deste


concreto é:

a) R$ 4.620,00

b) R$ 3.112,56

c) R$ 5.187,60

d) R$ 4.752,00

e) Os dados são insuficientes para calcular o custo do cimento

5) (18 – CGU/2012 – ESAF) Assinale a opção correta sobre


os encargos sociais.

I. Os encargos sociais são obrigatórios, exigidos pelas Leis


Trabalhistas e Previdenciárias ou resultantes de Acordos
Sindicais adicionados aos salários dos trabalhadores.
II. Os encargos sociais são divididos em três níveis: Encargos
Sociais Básicos e Obrigatórios; Encargos Incidentes e
Reincidentes e Encargos Complementares.
III. Os custos com ferramentas manuais e EPI (Equipamentos
de Uso Individuais) fazem parte dos encargos
complementares.

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a) Apenas o item I está correto.


b) Apenas o item II está correto.
c) Apenas os itens I e III estão corretos.
d) Apenas os itens I e II estão corretos.
e) Todos os itens estão corretos.

6) (21 – MPOG/2006 – ESAF) A depreciação é um termo


geral e amplo que engloba todas as influências que atacam os
bens materiais ao longo do tempo, ocasionando perda de valor
ou diminuição de preço. Dessa forma é correto afirmar que:

a) a depreciação funcional corresponde ao desgaste ou


deterioração dos materiais, enquanto a depreciação
econômica constitui a perda de utilidade do bem.

b) a vida útil é o tempo decorrido desde que um bem é posto


em serviço até a data em que é avaliada sua depreciação.

c) a depreciação pode ser calculada pelo método da linha reta,


que consiste em considerar uma provisão variável para cada
ano de serviço, ao longo da vida útil do bem.

d) a vida remanescente é o período contado desde a data da


observação até a data prevista para que o bem deixe de ser
economicamente interessante.

e) o valor residual refere-se ao valor da propriedade


determinado a partir do custo necessário a sua substituição
por outra igualmente satisfatória.

7) (39 – CGU/2012 – ESAF) A partir da planilha de produção


horária apresentada a seguir, assinale a opção correta.

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a) A produção horária da equipe é de 235 m3.

b) O equipamento mais requisitado na equipe mecânica é a


motoniveladora.

c) O trator de esteira passará cerca de 10 minutos, a cada


hora de trabalho, aguardando o carregamento dos caminhões.

d) Se a distância percorrida pelo trator fosse de 20m, sua


produtividade diminuiria para 230 m3/h.

e) Utilizando-se caminhões basculantes com capacidade de 10


m3 por viagem, sua produção horária será de 53 m3.

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As questões 38 a 40 deverão ser respondidas com base na


Composição de Custo Unitário de Referência e na Planilha de
Produção da Equipe Mecânica apresentadas na figura abaixo:

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8) (38 – CGU/2008 – ESAF) Para execução do serviço de


escavação, carga e transporte de material de 1ª categoria,
DMT 400 a 600m, com carregamento, qual a utilização
operativa e improdutiva do trator de esteiras em horas,
respectivamente?

a) 1,00 e 0,00

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b) 0,91 e 0,09
c) 0,95 e 0,05
d) 0,93 e 0,07
e) 0,50 e 0,50

9) (39 – CGU/2008 – ESAF) A planilha de Produção da


Equipe Mecânica considera a utilização de caminhões
basculantes com 14m3 de capacidade para compor a equipe
mecânica. Qual o tempo total de ciclo deste equipamento e o
número de caminhões necessários para garantir a
produtividade da equipe?

a) 3,75 min e 1 caminhão.


b) 6,56 min e 2 caminhões.
c) 6,56 min e 3 caminhões.
d) 5,31 min e 2 caminhões.
e) 5,31 min e 3 caminhões.

10) (40 – CGU/2008 – ESAF) Considerando que existam


1000m3 a serem executados do serviço 2.S.01.100.11.
Quantas horas improdutivas do equipamento E006 serão
gastas para realizar este volume de serviço?

a) 0,55 h
b) 4,67 h
c) 0,65 h
d) 2,83 h
e) 4,02 h

11) (41 – CGU/2008 – ESAF) Os índices de produtividade,


sempre que possível, devem ser apropriados, ou seja,
conferidos durante a execução das obras. Ao apropriar o

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serviço de regularização do subleito de uma rodovia, avaliou-


se a produtividade da motoniveladora. Durante um dia de
trabalho, das 7h às 17h, foram feitas 100 observações
aleatoriamente distribuídas ao longo da jornada. A produção
da motoniveladora, medida ao final do dia, foi de P (m2),
correspondente à largura x comprimento da via. As
observações pretendiam levantar os tempos operativos
produtivos, em espera e em manobra, além do tempo
improdutivo. A tabela a seguir apresenta o número de
observações realizadas durante o dia.

Dessa forma, o tempo operativo da motoniveladora será de:

a) 7,8 horas. b) 2,8 horas. c) 6,6 horas. d) 5 horas. e)


6,2 horas.

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12) (22 – CGU/2012 – ESAF) Na fase de execução, são


estabelecidos critérios de medição e de progresso físico.
Assinale a opção incorreta para determinar estes critérios.

a) Para medir o serviço de impermeabilização, recomenda-se


identificar a área (m2) de superfície acabada, de acordo com o
projeto. Já o progresso físico é representado pelo percentual
da área total de impermeabilizações prevista.
b) Para a fabricação de pré-moldados, usa-se a área (m2) das
peças acabadas, incluindo formas, armação, cabos e bainhas
para medir. O progresso físico é o percentual da área das
peças pré-moldadas previsto.
c) Para a drenagem, usa-se como critério de medição o
comprimento da tubulação assentada e a unidade para caixas
de passagem. O progresso físico é determinado pelo
percentual do comprimento total da tubulação previsto e o
percentual da quantidade de caixas prevista.
d) Para aterros usa-se o volume (m3) medido no local. O
progresso físico é dado pelo percentual do volume total de
aterro previsto.
e) Os vidros são medidos pela área (m2) de vidros assentados.
As portas e divisórias em vidro devem incluir as ferragens e
acessórios. O progresso físico é dado pelo percentual da área
total de vidros prevista.

13) (21 – CGU/2008 – ESAF) Considerando-se o croqui


apresentado a seguir, referente à planta de forma da
cobertura da estrutura de concreto armado de um galpão, e
havendo a necessidade de realizar o quantitativo para o
orçamento das formas de concreto, tem-se que os

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quantitativos de formas (em m2) para o pilar P1 e para a viga


V1 são, respectivamente:

a) 2,725 e 2,225

b) 2,825 e 1,200

c) 3,000 e 1,20

d) 2,677 e 2,700

e) 2,625 e 2,310

14) (37 – MPOG/2006 – ESAF) Para executar a sapata da


figura será preciso um volume de concreto de:

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a) 0,52 m3.

b) 0,36 m3.

c) 0,26 m3.

d) 0,82 m3.

e) 0,16 m3.

15) (36 – Metrô/2008 – FCC) Dentre os conceitos utilizados


no planejamento de uma construção, o termo “composição
unitária” significa a quantidade

(A) de serviços necessários para a execução de uma unidade


dos insumos.

(B) de insumos para a realização de uma unidade de


determinado serviço.

(C) total de material, equipamento e mão-de-obra para a


execução de um serviço completo.

(D) de mão-de-obra necessária para a construção de 1m2 de


um determinado serviço.

(E) de tempo necessária para a elaboração de um determinado


serviço.

16) (49 – Metrô/2009 – FCC) Dos itens abaixo, fazem parte


do cálculo do preço unitário de um concreto estrutural virado
em obra APENAS:

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(A) 1 - 3 - 5 - 8 – 9 - 10 - 12

(B) 1 - 3 - 5 - 6 - 7 - 8 - 9 - 10

(C) 3 - 5 - 6 - 7 - 8 - 9 - 10 - 12

(D) 1 - 2 - 3 - 4 - 5 - 6 - 7 - 8 - 9 - 10

(E) 2 - 4 - 6 - 8 - 10 – 12

17) (37 – Analista Legislativo SP/2010 – FCC) Considere a


seguinte tabela de insumos:

Na composição do custo unitário para a execução do metro


quadrado de formas planas plastificadas para concreto

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aparente, o custo da mão de obra representa, em relação ao


custo unitário do serviço, o percentual de

(A) 28,00 (B) 40,00 (C) 52,00 (D) 60,00 (E) 66,67

18) (29 – Fundação Casa/2013 – VUNESP) No emboço


externo de uma edificação, de espessura de 2 cm, o custo da
mão de obra é R$ 150,00/m3 e o do material é R$ 100,00/m3.
Se a área de revestimento é igual a 3 000,00 m2, então o custo
total desse emboço é

(A) R$ 6.000,00.

(B) R$ 10.000,00.

(C) R$ 12.000,00.

(D) R$ 15.000,00.

(E) R$ 18.000,00.

19) (30 – Fundação Casa/2013 – VUNESP) A área de


revestimento de espessura 4 cm de uma edificação é igual a
5.000,00 m2, e o peso específico do material utilizado é 20
kN/m3. Em kN, a carga vertical permanente devido a esse
revestimento é de

(A) 2 000.

(B) 3 600.

(C) 4 000.

(D) 4 200.

(E) 5 000

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20) (55 – Fundação Casa/2013 – VUNESP) Considere um


concreto de traço em peso (1:2:3:0,5) onde se utilizam 500 kg
de cimento por m3 e areia de custo unitário R$ 60,00/m3.
Sabendo que a massa unitária da areia é igual a 1 000 kg/m3,
o custo total do insumo areia na produção de 5 m3 de concreto
é

(A) R$ 480,00.

(B) R$ 450,00.

(C) R$ 400,00.

(D) R$ 300,00.

(E) R$ 280,00.

21) (59 – Metrô-SP/2012 – FCC) O custo unitário de um


serviço é o valor ou a importância correspondente a uma
unidade do serviço considerado. Pode conter os custos de mão
de obra, de materiais e de aplicação de equipamentos para
uma unidade do serviço considerado. Os elementos abaixo
estão contidos na composição analítica de custo unitário de
um serviço, EXCETO:

(A) os preços unitários dos insumos.

(B) os coeficientes de consumo dos materiais.

(C) os coeficientes de produtividade de mão de obra por


categoria de operários.

(D) os coeficientes de utilização de equipamentos.

(E) a descrição dos insumos analisados e respectivos


fabricantes.

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22) (77 – TCE-AM/2012 – FCC) Considere a planilha de


composição de custo unitário seguinte:

Na composição do custo unitário de execução de um metro


cúbico de alvenaria de fundação e embasamento com tijolos
maciços comuns,

(A) o custo da mão de obra representa mais de 35% do custo


unitário.

(B) os custos dos materiais representam menos de 60% do


custo unitário.

(C) a relação entre os custos de materiais e o custo da mão de


obra é menor que 0,40.

(D) o insumo areia representa o maior custo percentual da


composição.

(E) os custos dos tijolos representam 30% do custo unitário.

(DNOCS/2010 – FCC) Para responder às questões de números


44 a 46, considere a tabela de valores de referência abaixo,

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obtida de um banco de dados de engenharia para o cálculo de


preços unitários e orçamentos.

23) 44. O valor correto para o custo, em reais, de mão de


obra de 1 m2 de concreto, lançado em uma laje de espessura
média de 20 cm, corresponde a

(A) 11,50.

(B) 21,25.

(C) 17,85.

(D) 28,25.

(E) 10,85.

24) 45. O valor correto para o custo, em reais, de materiais


de 1 m2 de concreto, lançado em uma laje de espessura média
de 20 cm, equivale a

(A) 83,33.

(B) 201,75.

(C) 100,00.

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(D) 95,55.

(E) 123,45.

25) (59 – TCE-PR/2011 – FCC) A elaboração de uma


composição de preços para serviços de engenharia é tarefa
bastante complexa, pois os insumos a serem considerados são
bastante variados. Esta composição deve levar em conta tanto
os custos diretos quanto os custos indiretos. Para serviços
prestados ao DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura
de Transportes), devem ser verificadas as composições de
preços padronizadas pelo órgão. Atualmente, a composição de
preços de serviços e insumos do DNIT é disponibilizada
através de tabela denominada

(A) TCPO – Tabelas de Composições de Preços para


Orçamentos.
(B) SINAPI – Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e
Índices da Construção Civil.
(C) TPU – Tabela de Preços Unitários.
(D) SICRO – Sistema de Custos Rodoviários.
(E) TCU – Tabela de Custos Unitários.

26) (81 – TCE-PR/2011 – FCC) Para a concretagem de um


tubulão cilíndrico, com diâmetro igual a 160 cm e altura de 6
m deverá ser encomendado concreto a ser transportado em
caminhão betoneira. Recomenda-se que o volume mínimo de
entrega de concreto não seja inferior a 1/5 da capacidade
máxima do caminhão betoneira. Considerando que os
caminhões serão carregados com 2/3 da capacidade máxima,
de 10 m3, há necessidade de

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(A) 1 caminhão.
(B) 2 caminhões.
(C) 3 caminhões.
(D) 7 caminhões.
(E) 20 caminhões.

(TCE-SE/2011 – FCC) Considere o texto abaixo para responder


às questões de números 67 e 68.

A execução de um metro quadrado de alvenaria de tijolo de


barro maciço com espessura de um tijolo requer os seguintes
materiais: 0,080 m3 de areia (R$ 80,00/m3); 14 kg de cal
hidratada (R$ 0,35/kg); 7 kg de cimento (R$ 0,40/kg); 140
unidades de tijolo comum maciço (R$ 0,20/unidade), além de
2,4 horas de pedreiro (R$ 5,00/h) e 3,20 horas de servente
(R$ 4,00/h).

27) 67. Para esses insumos, o custo unitário, por metro


quadrado, da execução desse tipo de alvenaria, sem contar os
encargos e leis sociais, é, em reais,

(A) 24,80

(B) 33,45

(C) 42,10

(D) 66,90

(E) 91,70

28) 68. Na composição do custo unitário de execução de um


metro quadrado de alvenaria de tijolo de barro maciço com
espessura de um tijolo,

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(A) o custo da mão de obra representa mais de 35% do custo


unitário.

(B) os custos dos materiais representam menos de 50% do


custo unitário.

(C) a relação entre os custos de materiais e o custo da mão de


obra é 0,40.

(D) a relação entre os custos da mão de obra e o custo de


materiais é 1,50.

(E) os custos dos tijolos representam 20% do custo unitário.

29) (48 – Infraero IV/2011 – FCC) BDI é o elemento


orçamentário destinado a cobrir todas as despesas que, num
empreendimento (obra ou serviço), segundo critérios
claramente definidos, classificam-se como indiretas, e,
também, necessariamente, atender ao lucro. Na planilha de
orçamento de uma determinada obra foram listadas as
despesas de acordo com o projeto e a execução. Dentre as
parcelas apresentadas abaixo, a que NÃO pode ser incluída no
BDI é:

(A) equipe administrativa de campo.

(B) vigia do canteiro.

(C) água e luz no canteiro.

(D) aluguel de equipamentos.

(E) matéria prima.

30) (50 – TJ-PI/2009 – Arquitetura – FCC) Na composição do


BDI (benefício e custos indiretos), a taxa entendida como uma
provisão de onde será retirado o lucro do construtor, após o

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desconto de todos os encargos decorrentes de inúmeras


incertezas que podem ocorrer durante a obra, difíceis de
serem mensuradas no seu conjunto, é a taxa denominada de

(A) Rateio da Administração.

(B) Risco de Execução.

(C) Reserva de Contigência.

(D) Benefício.

(E) Operacional de Risco.

31) (57 – Metrô-SP/2012 – FCC) Para a orçamentação de


uma obra ou serviço, é comum a adoção de um percentual que
se adiciona aos custos diretos referente a todas as despesas
indiretas da Administração Central, as quais devem cobrir os
gastos de aluguel da sede, almoxarifado e oficina central,
salários e benefícios de todo o pessoal administrativo e
técnico, pro labore dos diretores, todos os materiais de
escritório e de limpeza, consumos de energia, telefone e água,
mais os tributos e o lucro. A esse percentual dá-se o nome de

(A) Margem de custo.

(B) Custos Indiretos.

(C) Lucro.

(D) Benefícios e Despesas Indiretas.

(E) Margem de preço.

32) (65 – TRF2/2012 – FCC) Para o cálculo do BDI é


necessário previamente determinar as Despesas Indiretas.

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Estes são gastos que não fazem parte dos custos da obra, mas
que são necessários para a sua execução. São basicamente
despesas da administração da sede da empresa, mais os
encargos financeiros do capital de giro necessários na
produção e os riscos envolvidos no empreendimento. Dentre
os gastos que compõem a administração, NÃO é correto citar
como componente para o cálculo do BDI:

(A) equipamentos, como computadores.

(B) o aluguel dos imóveis.

(C) o alojamento.

(D) mão de obra indireta.

(E) serviços de copiadoras.

33) (51 – TJ-PI/2009 – Arquitetura – FCC) Num orçamento,


para calcular o BDI (benefício e custos indiretos), é necessário
ter em mãos uma série de informações que vão constar da sua
composição:

I. custo direto da obra;

II. prazo de execução da obra;

III. ISS da prefeitura local;

IV. se a contabilidade da empresa é por lucro real ou


presumido.

É correto o que consta em

(A) I e IV, apenas.

(B) II e III, apenas.

(C) II, III e IV, apenas.

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(D) I, II, III e IV.

(E) II, apenas.

34) (48 – Metrô/2009 – FCC) São fatores que devem ser


considerados no cálculo do BDI:

(A) COFINS; ISS; IPTU; IRRL.

(B) Custos de telefone; salários de operários; contas de água e


energia.

(C) IPTU; IRRL; UTM; GPS.

(D) COFINS; ISS; Lucro; CSLL; Imposto de Renda.

(E) Salários de operários; contas de água e energia; IPTU;


IRRL.

(TRE-PB/2007 – FCC)Para responder as questões de números


58 e 59 considere o texto:

Na composição de preços e custos na construção civil vários


termos são utilizados: custos direto e indireto, encargos
sociais, BDI, entre outros.

35) 58. No cálculo das leis e encargos sociais, NÃO é correto


considerar

(A) parte do salário refeição custeado pelo empregador.

(B) parte do vale transporte custeado pelo empregador.

(C) licença paternidade.

(D) o PIS/PASEP que incide sobre o faturamento bruto.

(E) dias de chuva, faltas justificadas e acidentes de trabalho.

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36) 59. NÃO se deve considerar no cálculo dos custos


indiretos, chamados de BDI (Benefício e Despesas Indiretas),

(A) a administração central (apoio técnico, supervisão,


administração, etc).

(B) despesas com manutenção do canteiro de obra.

(C) custos financeiros.

(D) encargos fiscais (imposto de renda, PIS, PASEP, ISS, etc).

(E) a administração local (apoio técnico, supervisão,


administração, etc) da obra.

37) (58 – Metrô-SP/2012 – FCC) Em função da fase em que o


empreendimento se encontra, o detalhamento do projeto é
distinto e, por isso, as informações disponíveis para a
orçamentação também diferem, principalmente com relação à
aderência das quantidades estimadas das executadas. A
avaliação do preço global da obra, obtida através do
levantamento dos serviços e quantitativos obtidos dos
projetos básicos, fundamentado em planilhas que expressem a
composição de todos os custos, é conhecida por orçamento

(A) detalhado.

(B) estimativo.

(C) preliminar.

(D) analítico.

(E) sintético.

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38) (43 – Defensoria/2009 – FCC) Assinale a alternativa que


apresenta coerência de margem de erro e elementos técnicos
necessários para o tipo de orçamento citado.

39) (39 – Metrô/2009 – FCC) Dimensionar a equipe implica


em estipular o número de operários necessários para a
realização de uma determinada atividade, que depende de
vários fatores, dentre os quais é correto destacar:

(A) tamanho da obra e suas interferências; especificidade das


tecnologias adotadas no canteiro; implicações estabelecidas
nos padrões comportamentais dos recursos humanos.

(B) a ocupação dos trabalhadores; o volume de trabalho a ser


executado; a importância do cumprimento do orçamento
estabelecido nas auditorias da qualidade.

(C) a disponibilidade de material alocado no canteiro; a escala


de trabalho estabelecida pela gerência de

produção da obra; o fator de relação hora-homem × homem-


hora.

(D) ensaios tecnológicos dos materiais; planilha de custos de


mão-de-obra; tempo de experiência e formação profissional
dos operadores registrados.

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(E) a quantidade de serviço a ser executada; a produtividade


da mão-de-obra, mensurada por meio de indicador
predefinido; o prazo destinado à execução do serviço.

40) (61 – TCE-MG/2009 – FCC) Em relação às diversas


modalidades de contratos de mão-de-obra para a construção
civil (preço fechado, administração por homem/hora etc),
considere as afirmações abaixo:

I. Escavação de vala-medição − executada pelo volume


medido (“cubicado”) no corte. Para o transporte do material é
preciso considerar o empolamento (aumento de volume), que
depende do terreno e fica em torno de 25%.

II. Alvenaria − descontar apenas a área que exceder a 2,0 m2


em cada vão. Por exemplo: calcula-se a área da parede inteira,
depois desconta-se os vãos; para aqueles com 5,0 m2 serão
considerados apenas 3,0 m2. A área de 2,0 m2 é devido ao
trabalho que o pedreiro terá para requadrar o vão.

III. Concreto − mede-se na planta ou na própria obra. Alguns


índices médios de consumo nas estruturas de concreto: Peso
do aço − 80 a 120 kg/m3 de concreto aplicado; Área de formas
− 10 a 12 m2/m3 de concreto aplicado; Agregado para
concreto – as soma dos volumes de areia + brita 1 + brita 2
para a preparação de 1 m3 de concreto é de 1,62 m3.

Está correto o que se afirma em

(A) I, apenas.

(B) I e II, apenas.

(C) I, II e III.

(D) II e III, apenas.

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(E) III, apenas.

Obs.: Dado: traço em volume 1: 3: 4,5 consumo de cimento: 6


sacos/m3 1 saco = 36 L

41) (35 – TRE-MS/2007 – FCC) Admitindo um volume de


terra, medido no corte de 8.000 m3, o volume solto para efeito
de transporte é, em m3, de aproximadamente:

(A) 10.000

(B) 8.900

(C) 8.000

(D) 7.200

(E) 6.400

42) (71 – TCE-PI/2005 – FCC) Dados relativos aos produtos


P1 e P2. O consumo médio de matéria-prima para cada
unidade de produto fabricado é:

- Para o produto P1: 6 unidades métricas

- Para o produto P2: 3 unidades métricas

Foi feito o seguinte plano de produção para fevereiro de 2005:

- Produto P1: 1.850 peças

- Produto P2: 360 peças

São desejados os seguintes estoques finais para a matéria-


prima:

- Para o final de janeiro de 2005: 14.090 unidades métricas

- Para o final de fevereiro de 2005: 14.300 unidades métricas

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A quantidade de matéria-prima a ser adquirida, em unidades


métricas, é

(A) 210

(B) 2.210

(C) 11.970

(D) 12.180

(E) 12.390

43) (36 – Analista Legislativo SP/2010 – FCC) Para a


construção de uma laje utilizou-se concreto com traço em
peso (1:2:3:0,5) com consumo de 350 kg de cimento por m3
de concreto, areia com inchamento de 20% e massa unitária
seca de 1.400 kg/m3. Se o custo do m3 de areia é R$ 50,00, o
custo total do insumo areia é

(A) R$ 15,00

(B) R$ 20,00

(C) R$ 26,00

(D) R$ 30,00

(E) R$ 45,00

44) (60 – TRE-PB/2007 – FCC) Os critérios normalmente


utilizados para apropriação dos custos na locação de uma obra
e nos serviços de drenagem e escavação manual de um
terreno são, respectivamente, área

(A) de projeção da edificação e volume transportado pelo


caminhão.

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(B) total do terreno e volume transportado pelo caminhão.

(C) de projeção da edificação e volume de terra medido na


vala.

(D) total do terreno e área do talude.

(E) total do terreno e volume de terra medido na vala.

45) (60 – Metrô-SP/2012 – FCC) Um engenheiro pretende


estimar o valor a ser dispendido na elaboração de um projeto
geométrico, na escala 1:1000, para avaliação do traçado de
uma extensão de uma linha de Metrô existente. A extensão
dessa linha terá 4,5 km em linha reta. Esse projeto será pago
por folha de desenho formato A1 produzida, sendo que cada
desenho será remunerado em R$ 6.000,00. Sabe-se que uma
folha A1 tem 841 × 594 mm, o valor a ser pago pelos
desenhos do projeto será, em R$, igual a

(A) 36.000,00.

(B) 30.000,00.

(C) 42.000,00.

(D) 60.000,00.

(E) 24.000,00.

46) (57 – TRE-AM/2003 – FCC) Num terreno de 1.500 m2


está sendo implantado um edifício de 10 pavimentos (térreo
mais 9) e um subsolo com as áreas de construção abaixo.

Dados:

Áreas de construção:

- subsolo: 1.500 m2

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- térreo e demais pavimentos: 800 m2/cada

Espessuras médias de concreto:

- fundações: 10 cm/m2

- outras lajes: 20 cm/m2

Preço do concreto: R$ 800,00/m3

O custo da estrutura de concreto em R$ × 1.000 é,


aproximadamente,

(A) 1.528

(B) 1.640

(C) 1.648

(D) 1.656

(E) 1.768

47) (64 – TCE-SE/2009) Para a execução de um piso


cerâmico foram indicados os seguintes consumos abaixo
relacionados:

Para um piso retangular de 32 m2 as quantidades de areia, cal,


cimento e placas de piso cerâmico, serão, respectivamente, de

(A) 0,70 m3; 58 kg; 5,60 sacos de 50 kg; 421 placas.

(B) 0,80 m3; 59 kg; 5,70 sacos de 50 kg; 422 placas.

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(C) 0,97 m3; 58,56 kg; 5,51 sacos de 50 kg; 423 placas.

(D) 1,00 m3; 60 kg; 5,80 sacos de 50 kg; 424 placas.

(E) 1,01 m3; 61 kg; 5,91 sacos de 50 kg; 425 placas.

48) (65 – TCE-SE/2009 – FCC) Considere os dados abaixo.

De acordo com a tabela e analisando as unidades e


quantidades, o número mínimo de caçambas de entulho com
capacidade para 4 m3 é

(A) 15 (B) 25 (C) 55 (D) 80 (E) 150

11 – GABARITO
1) Anulada 13) Anulada 25) D 37) B
2) B 14) B 26) B 38) C
3) E 15) B 27) D 39) E
4) D 16) A 28) A 40) C
5) E 17) B 29) E 41) A
6) D 18) D 30) D 42) E
7) E 19) C 31) D 43) D
8) B 20) D 32) C 44) C
9) C 21) E 33) D 45) A
10) E 22) A 34) D 46) B
11) A 23) E 35) D 47) C
12) B 24) A 36) B 48) A

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12 – REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

- DNIT. Manual de Custos Rodoviários. 2003.


- DNIT. Manual de Implantação Básica de Rodovia, 2010.
- DNIT. Manual de Pavimentação, 2006.

- Ávila, A. V., Librelotto, L.I., Lopes, O.C.. Orçamento de Obras.


Universidade do Sul de Santa Catarina – Curso de Arquitetura e
Urbanismo – Planejamento e Gerenciamento de Obras, 2003.
- Gonçalves, Cilene Maria Marques. Método para Gestão do Custo
da Construção no Processo de Projeto de Edificações.
Dissertação de Mestrado. USP, 2011.

- González, Marco Aurélio Stumpf. Noções de Orçamento e


Planejamento de Obras. Notas de Aula. Unisinos. 2008.
- Limmer, Carl Vicente. Planejamento, Orçamentação e Controle
de Projetos e Obras. Rio de Janeiro: LTC, 1997.

- Mattos, Aldo Dórea. Como preparar orçamentos de obras: dicas


para orçamentistas, estudos de caso, exemplos. São Paulo.
Pini:2006.

- Tisaka, Maçahiko. Orçamento na Construção Civil –


Consultoria, Projeto e Execução. São Paulo: Editora PINI, 2006.

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