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AS MULHERES DESTERRITORIALIZADAS DO RELATO DE UM


CERTO ORIENTE DE MILTON HATOUM

Adriana Mattoso Rodrigues (UnB)1

RESUMO
A narrativa de Milton Hatoum gira em torno do difícil dilema do estabelecimento de
identidades através das relações das personagens com os espaços da narrativa. Propõe-se
aqui a análise de como se dá a difícil tentativa de estabelecimento das identidades
femininas em meio às heterotopias da narrativa desse certo Oriente a partir do olhar
deslocado da narradora, vista nesse artigo como alguém à margem (SCHMIDT), e detentora
da posição privilegiada de exilada em seu próprio país (SAID, 2005).
Palavras-chave: desterritorialização, heterotopias, exílio e identidade.

O território (...) como fruto da interação entre relações sociais e controle


do/pelo espaço, relações de poder em sentido amplo, ao mesmo tempo de
forma mais concreta (dominação) e mais simbólica (um tipo de
apropriação). (HAESBAERT, 2004, p. 235)

INTRODUÇÃO

A desterritorialização pode ser construída pela mobilidade "forçada" ou pelo simples


fato dos “limites” de nosso território, mesmo quando claramente estabelecidos, serem
definidos ou estarem sob o controle ou o comando de outros. Partindo desse conceito pode-
se fazer uma leitura da identidade feminina. Se para se territorializar um território constitutivo
de uma identidade é necessário que seus limites e definições sejam pertencentes àqueles
que ali vivem os que não o definiram são desterritorializados em seu próprio território. Nesse
caso, a mulher, que nunca teve o poder de definir seu próprio território onde o público e
político sempre fora território masculino e o comando mesmo da casa e do privado pode ser
considerada desterritorializada por excelência. Em casos que essa dinâmica não ocorre é
devido somente à decisão masculina de empoderar a mulher dentro do ambiente doméstico.
Via de regra a mulher não tem território com o qual firmar sua identidade. As mulheres estão
trancadas do lado de dentro ou do lado de fora dos espaços2 da narrativa mostrando uma
enorme dificuldade em ocupá-los e se identificar com eles.

                                                            
1
 Graduada em Letras Português e Francês pela Universidade de Brasília e aluna do Programa do Pós-Graduação em
Literatura da mesma universidade.
2
 “(...) e pensei em como é desagradável ser trancada do lado de fora; e pensei em como talvez seja pior ser trancada do lado
de dentro; e, pensando na segurança e na prosperidade de um sexo e na pobreza e insegurança do outro, e no efeito da
tradição na mente de um escritor, pensei finalmente que era hora de recolher a carcaça amarfanhada do dia, com suas
impressões e sua raiva e seu riso, e atirá-la num canto.” (WOOLF, p. 33)
 

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Os espaços da narrativa assumem uma importante função no romance. Eles não são
simplesmente espaços habitados ou inabitados, públicos ou privados. Eles, mais do que as
personagens, tem o papel de inserir e significar os sujeitos da narrativa do grande Relato.
Analisar esses espaços como os que Foucault denomina "heterotopias", espaços exteriores
(reais) que tem o poder de nos atrair para fora de nós mesmos onde decorre "uma erosão
de nossa vida, nosso tempo, de nossa história, é ver como esses espaços proporcionam
uma séria reflexão entre o público e o privado colocando os indivíduos em situações muitas
vezes desconfortáveis consigo mesmos. As heterotopias da narrativa são os espaços nos
quais as personagens buscam se firmar nas relações com os outros. Repletos de
significados também para construção do enredo. O espaço onde se passa a história não é
nem a Manaus banal de nossas imagens nem tão pouco o Oriente orientalista do imaginário
Ocidental. O espaço foge dos estereótipos para expor de fato a dificuldade das personagens
em estabelecer e relacionar neles suas identidades.

MULHERES TRANCADAS DO LADO DE DENTRO

Os relatos se passam em diferentes épocas, mas a maioria deles em Manaus. Ou na


Parisiense, na praça ou no sobrado de Émilie. Na loja-casa da Parisiense Émilie possuía um
quarto onde podia guardar todas as suas relíquias de imigrante. Na visão de Said (SAID,
1995) é impossível fazer um corte preciso que separe o imigrante de sua terra natal. Ele
sempre carrega consigo objetos que tentam lembrá-lo daquilo que foi perdido. A perda não é
a simples perda do passado, mas sim a da identificação com o território. Émilie guardava
mais que objetos que lembrassem a sua terra. Ela mantinha uma vida que a ligava ao
Líbano. Ela se correspondia com parentes e amigos dentro de um espaço (o único) que era
só dela. Quando a família se mudou para o sobrado a matriarca carregou sozinha o baú
como fazem os imigrantes que carregam tudo que lhes resta, a casa, nas costas.
A relação de Émilie e também de Samara Délia com o quarto na Parisiense é mesmo
intrigante. Parece que lá é o espaço que essas mulheres podem ocupar plenamente e suas
identidades abaladas (ou partidas) só lá encontram conforto. Ele abrigou as relíquias
libanesas de Émilie servindo com uma heterotopia da fuga (ou refúgio) para ela que foi
forçada a vir para o Brasil. Depois, serviu como uma heterotopia do desvio para Samara
Délia que ao perder a filha precisava redefinir seu espaço. Esta era outra exilada, tendo
considerado durante toda a infância a casa dos pais como a sua própria foi obrigada a se
enclausurar no quarto durante toda a gravidez e também durante todo o primeiro ano de
vida da sua filha. Samara foi proibida de ocupar o mesmo espaço que os irmãos “terríveis”
dela. Temia também pela filha e o tipo de ameaça que podia sofrer dos irmãos. Logo após

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esse período, a personagem só pode ocupar o espaço nos horários onde não havia risco de
encontro com as duas figuras.
A personagem tenta criar um mundo próprio onde ela e sua filha não pudessem ser
atingidas pelos olhares recriminadores de todos. Ambas foram tão desterritorilizadas que a
casa não era mais o lugar delas, ficaram apenas com o quarto onde também não podiam
mostrar sinais de vida. Com o tempo Soraya, como qualquer criança, foi crescendo e
ocupando despreocupadamente os espaços da casa, ela foi reterritorializando aquele
espaço. A surdez dela foi em parte responsável por esse processo. Ela não podia ser
atingida pelas palavras rudes de ninguém. A mudez da menina surge como uma metáfora
do silenciamento e das restrições impostas à mãe. Soraya não pode falar, mas contesta
com a sua própria existência as punições impostas à mãe. Ela ocupa pouco a pouco o
espaço que fora tirado da mãe.
O jardim é o espaço de crescimento da menina Soraya. Ele aparece como o espaço
privilegiado da casa. Ocupado diariamente por todos os habitantes da casa, ele mescla
elementos da fauna e da flora amazonenses com aspectos estruturais dos jardins orientais.
Possuí a fonte no centro como representação da vida enquadrado por animais. Definido por
Foucault como a heterotopia por excelência o jardim é uma representação da vida. Ele
também foi o único lugar que pode ser plenamente ocupado por Soraya. Lá, no jardim, a
menina conseguia se identificar e desenvolver seus sentidos, definindo seu espaço na
família nem que fosse pela imobilidade, parada na frente da estátua de anjo. Foi o espaço
do jardim que possibilitou à menina o mínimo de convivência com o avô que fez com que
este deixasse de vê-la como uma criança maldita e acabou iniciando uma reterritorialização
para mãe e filha. Elas voltavam paulatinamente a ocupar os espaços da casa como aparece
nesse trecho do relato de Hakim à narradora:

Com o passar do tempo permitiu e até exigiu que mãe e filha sentassem à
mesa para almoçar, e sorria quando a menina imitava as cenas vistas lá
fora, ao retomar dos nossos passeios. Essa complacência do meu pai
encolerizava ainda mais meus irmãos, que eram obrigados a engolir a raiva
e a dissimular o riso com aquela expressão apalermada e doentia de quem
não consegue extravasar nem a cólera nem o cômico. (HATOUM, 2008, p.
102)

O jardim foi também o lugar que abrigou parte das relíquias de Émilie que não
couberam no armário do sobrado após a transferência do baú da Parisiense. Foi também o
lugar de convívio da narradora com a prima. Como um lugar vivo por si só que não pertencia
somente aos moradores da casa, comportava o convívio de todos, empregados, moradores
e visitantes, o jardim é talvez um dos lugares que a narradora mais se identificou. Ele

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aparece nas lembranças de praticamente todos os personagens e lugar semelhante ela
escolhe para dormir na casa da mãe assim que chega à Manaus.
Samara Délia, desde o nascimento da filha, vivia onde lhe era permitido. Seu espaço
foi restringido pouco a pouco se resumindo ao quarto durante a gravidez e o primeiro ano de
vida da filha. Sofrendo uma pequena expansão provocada pelas atitudes da filha e após a
morte dela, seu espaço voltou a ser restringido. Por vontade própria ela escolheu morar no
quartinho da Parisiense, o único lugar onde poderia se territorializar, longe do convívio da
família pois aquela que permitia a ocupação dos espaços no sobrado já não existia mais. O
lugar também não é um lugar qualquer, era o antigo refúgio de Émilie. O espaço ideal para
que ela transformasse sua atitude resignada numa atitude de controle da própria vida,
quando decide então se libertar dos quartos que a aprisionaram a vida toda e viver em
algum lugar longe do conhecimento da família. Um lugar que fosse realmente definido por
ela, onde ela fosse realmente territorializada.
Anastácia Socorro, a empregada da família, tem seu espaço restrito tal qual Samara
Délia. Ela fica restrita a cozinha e à área de serviço podendo ocupar o resto da casa apenas
para realizar o serviço doméstico, fora isso apenas em ocasiões especiais. A índia trabalha
de graça para família, como era costume nas famílias da região. Pode manter a convivência
com sua família apenas quando é do interesse da patroa que aproveita os sobrinhos da
empregada para cuidarem dos pequenos serviços da casa. Relegada à cozinha e ao
quartinho dos fundos tem uma vida dura e um tratamento quase escravo podendo somente
comer algumas iguarias que entopem a dispensa da casa quando o filho predileto de Émilie
a acoberta. O pouco de respeito concedido à empregada na permissão de comer à mesa
com o resto da família foi apenas fruto da gratidão de Émilie a seu tio por ter resgatado o
corpo do irmão de Émilie do rio. Mesmo assim, durou pouco, quando ela começou a ter
acesso à mesa e um tratamento melhor por parte dos patrões os filhos de Émilie (os
terríveis) não conseguiam comer. Mostravam ter nojo da presença da empregada e
conseguiam deixar a família toda desconfortável a ponto do próprio Salim admitir ter sido um
alívio Anastácia deixar de comer à mesa com os outros.

MULHERES TRANCADAS DO LADO DE FORA

A única personagem trancada do lado de fora, a narradora do Relato, é a


personificação do deslocamento. A dificuldade dela em estabelecer ligações identitárias com
a terra é tão grande que durante toda narrativa ela permanece sem nome. Muitas vezes
durante o texto percebemos ou pelas palavras dela ou pelo modo como as outras
personagens se comportam na sua presença que ela nunca é a figura desejada naquele

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instante. Ela, de início, sempre causa um desconforto. Muitos prefeririam encontrar seu
irmão a ela. Ela não é revelada ao longo da narrativa. Personalidade e aparência parecem
nebulosas, sua presença é requisitada apenas pela avó.
O deslocamento sentido pela narradora é vivenciado pela ocupação e a hesitação na
ocupação dos espaços do texto. Ela dorme no jardim (do lado de fora) da casa da mãe. Adia
diversas vezes o encontro com a avó, rodeia os espaços hesitante antes de penetrá-los. A
narradora seria uma desterritorializada em seu próprio espaço. Ela não definiu seu território
e ele sempre ficou muito longe do seu alcance. A trama da personagem, parece ser uma
busca pela sua própria história, mas na verdade ela busca o espaço.
É estranho para o leitor o fato da narradora não se hospedar na casa da avó. Essa
recusa talvez se dê pelo claro estabelecimento das relações entre sua mãe e Émilie que
foge aos desejos da narradora. Ambas ocupam parcialmente ou insuficientemente o espaço
na vida da narradora. Embora ela diga considerar Émilie como mãe insiste em tratá-la por
Émilie durante a maior parte da narrativa, mesmo quando fala a seu irmão, com quem
deveria compartilhar essa intimidade. Ao mesmo tempo ela se sente impedida de ocupar o
espaço com o qual se identificaria, a casa da avó, como pode-se perceber do trecho
extraído do relato que ela faz ao irmão:

Quase sem perceber tinha dado uma volta pelas ruas do centro, quando na
verdade podia ter encurtado o percurso, atalhando por uma rua que liga a
igreja ao sobrado. Caminhava apressada, não para chegar logo, mas para
fugir, como se a pressa fosse um anteparo para evitar a multidão apinhada
nas calçadas e na entrada da casa, como uma árvore deitada. (HATOUM,
2008, p.121)

Porque fugir da casa de uma pessoa que se ama? Porque ela não consegue
encontrar a avó? Porque fugiu tanto tempo de Manaus e da família? Esses espaços revelam
a intensidade da sua desterritorialização e ela tem consciência disso. Seria sempre uma
exilada. A casa da sua infância é lugar com o qual não pode se identificar porque sabe que
não pertence plenamente àquele lugar. A consciência de sua posição de neta ilegítima e
filha indesejada a impedem tanto de ocupar a casa da mãe quanto a da avó.

Foi doloroso não ver Émilie, aceitar com resignação a impossibilidade de


um encontro, eu que adiei tantas vezes essa viagem, presa na armadilha do
dia-a-dia, ao fim de cada ano pensando: já é tempo de ir vê-la, de saciar
essa ânsia, de enfronhar-me com ela no fundo da rede. (HATOUM, 2008,p.
122)

A narradora transita entre espaços estranhos e desterritorializantes, a casa da avó


que não explica de onde ela vem, quem é seu pai, o hospício, a casa de uma mãe que
nunca a acolheu e a região distante onde escolheu morar, mas que também não consegue a

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territorializar. Ela possui uma necessidade de entender a sua condição tão grande que não
consegue se desligar daquela terra. O questionamento foi tão intenso por parte da narradora
que ela foi parar no hospício, pelo que ela conta. Apesar de não ficarem muito claros os
motivos da internação sabe-se que a vontade de compreender o porque da sua
desterritorialização foi um dos responsáveis por isso, como a própria narradora conta no
trecho abaixo:
Pensei na tua repulsa a esta terra, na tua decisão corajosa e sofrida de te
ausentar por tanto tempo, como se a distância ajudasse a esquecer tudo, a
exorcizar o horror: estes molambos escondidos no mundo, destinados a
sofrer entre santos e oráculos, testemunhas de uma agonia surda que não
ameaça nada, nem ninguém: a miséria que é só espera, o triunfo da
passividade e do desespero mudo. (...) Eu, ao contrário, nunca pude fugir
disso. De tanto me enfronhar na realidade, fui parar onde tu sabes: entre as
quatro muralhas do inferno. (HATOUM, 2008, p. 120)

Uma heterotopia da crise, o hospício onde foi internada à força pela própria mãe, tem
um importante papel para entender a narradora. Um lugar como esse, impossível de ser
territorializado por quem quer que seja foi o lugar onde ela mesma escolheu permanecer,
mais do que o recomendado, para se encontrar. Lá ela compreende que nenhum dos
territórios pelo quais transitara é capaz de territorializá-la.

CONCLUSÃO

No hospício a narradora reflete e tenta compreender a natureza de suas relações e


ao tentar escrever sua história acaba fazendo um mural de retalhos onde se vê o rosto de
uma mulher – ela mesma. O espaço dela é a junção dos relatos. A falta de territórios, de
poder ocupar e identificar os espaços torna fluídas as relações da narradora fazendo com
que ela consiga enxergar através delas.
Entrar ou ficar de fora são os grandes dilemas da narradora. Ela busca se identificar
com o espaço, mas não consegue ocupá-lo. Dorme no jardim da casa da mãe, não entra na
casa da avó para ver o corpo ainda agonizante, não entra depois para velá-lo e não sai do
carro para acompanhar o enterro. Fica sempre de fora, à margem, hesitante. A vantagem da
posição marginal da narradora é que ela não apenas se encontra às margens dos espaços
quanto das narrativas, da voz e da legitimidade por ter tido a oportunidade de ocupar o
centro, mas possui a consciência da existência da periferia, pois ela não pertence a nenhum
desses lugares. Apenas ela consegue trazer à tona esse certo Oriente rico e complexo que
pode mesmo tocar em estereótipos sem reforçá-los. A consciência da sua própria condição
que a faz se sentir desconfortável em qualquer lugar que torna a narrativa rica em imagens
relativas de um espaço sem forma fixa e relações mal definidas.

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Mais do que histórias que se girem em torno de Émilie, o grande Relato é na verdade
a busca da narradora por esse espaço que poderia ser o seu território. As respostas às suas
perguntas e a relatividade desse relato só podem ser dadas pela capacidade da narradora
de transitar entre as posições. Ela fica na margem do centro e da periferia e é essa
habilidade que faz com que não se perceba que é ela quem conta a maior parte do texto e
que todos os personagens contam a ela a história, mesmo que seja uma história que
ouviram de outra pessoa.
Ao colocar como narradora uma personagem consciente da sua desterritorialização Milton
Hatoum deixa transparecer através de sua existência translúcida os outros
desterritorializados da narrativa e seus dilemas de identificação com o espaço. A narradora
do Relato é o intelectual no exílio na visão de Said:

Mesmo que não seja realmente um imigrante ou expatriado, ainda assim é


possível pensar como tal, imaginar e pesquisar apesar das barreiras,
afastando-se sempre das autoridades centralizadoras em direção às
margens, onde se podem ver coisas que normalmente estão perdidas. (...)
A condição de marginalidade, que pode parecer irresponsável e
impertinente, nos liberta da obrigação de agir sempre com cautela, com
medo de virar tudo de cabeça pra baixo, preocupados em não inquietar os
colegas, membros da mesma corporação. (SAID, 2005, p.70)

Ela tem sua capacidade reforçada pela condição feminina. O fato de ser mulher já a
coloca com uma predisposição natural à desterritorialização, a sua história de vida a desloca
do centro e sua consciência da margem permite que ela faça emergir a riqueza dos outros
relatos. Sua contribuição é a razão pela qual esse certo Oriente se abre diante da narrativa
sem amarras, sem forma fixa e sem determinismos.

REFERÊNCIAS:

FOUCAULT, Michel. De outros espaços; in Estética: Literatura e Pintura, Música e Cinema.


Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2001.

HAESBAERT, Rogério. O mito da desterritorialização. Rio de Janeiro: Bertrand do Brasil,


2004.

HATOUM, Milton. Relato de um certo Oriente. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.

SAID, Edward. Cultura e Imperialismo. São Paulo: Companhia das Letras, 1995.

_____. Representações do Intelectual. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.

SCHMIDT, R. T. Pensando (d)as margens: estará o cânone em estado de sítio?. In: V


Congresso da ABRALIC, 1997, Rio de Janeiro. Cânones e contextos: ANAIS do V
Congresso da ABRALIC. Rio de Janeiro: ABRALIC, 1996. v. 1. p. 287-292.

WOOLF, Virgínia. Um teto todo seu. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2005.
 

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