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EXCELENTÍSSIMO (A) SENHOR (A) PRESIDENTE DA COMISSÃO

ESPECIAL DE LICITAÇÃO DA REGIÃO OPERACIONAL DE


BRUMADO – BA

GILENO PAIXÃO NOVAIS LEITE & CIA LTDA, pessoa jurídica


de direito privado sob o nº de CNPJ 02.964.449/0001-03, com
estabelecimento comercial situado na Rua Sargento Antenor Santos,
nº 162, Bairro Das Flores, Brumado – BA, com endereço eletrônico
gilenonovais@hotmail.com, representado por GILENO PAIXÃO NOVAIS
LEITE, brasileiro, casado, empresário, portador do RG de
nº0241664022 e CPF sob nº 571.862.695-78, residente e domiciliado
na Av. João Paulo l, nº 1450, bairro parque alvorada, Brumado - BA
vem, tempestivamente, perante V. Exa., apresentar RECURSO
ADMINISTRATIVO com as inclusas razões, com fulcro no artigo 109,
inciso I, alínea a e demais dispositivos legais pertinentes à matéria, da
Lei Federal nº 8.666/93, c/c as disposições da lei estadual nº 9.433/05
e na lei complementar nº 123/06, exercendo seu DIREITO DE
PETIÇÃO, assegurado no artigo 5º, inciso XXXIV, alínea a,
da Constituição Federal expor e requerer o que segue:

Órgão entidade licitante:


COLEGIADO ESCOLAR DO COLÉGIO MODELO LUIS EDUARDO
MAGALHÃES
Modalidade número de ordem:
CONVITE/ Nº01/2018 (menor preço)
Finalidade de licitação objetivo:
Licitação teve por objetivo a aquisição de gêneros alimentícios

I. DO EFEITO SUSPENSIVO
Requer a RECORRENTE, sejam recebidas as presentes razões e
encaminhadas à autoridade competente para sua apreciação e
julgamento, em conformidade com o artigo 109, parágrafo 2º da Lei
nº 8.666/1993, concedendo efeito suspensivo à inabilitação aqui
impugnada até julgamento final na via administrativa.
“Art. 109. Dos atos da Administração decorrentes da aplicação
desta Lei cabem:
§ 2º O recurso previsto nas alíneas a e b do inciso I deste
artigo terá efeito suspensivo, podendo a autoridade
competente, motivadamente e presentes razões de interesse
público, atribuir ao recurso interposto eficácia suspensiva aos
demais recursos”.

II. DOS FATOS


Acudindo ao chamamento dessa Instituição para o certame
licitacional susografado, a recorrente veio dele participar com a mais
estrita observância das exigências editalícias.
No entanto, a douta Comissão de Licitação, presidida pela
funcionária Sra. Rita de Cássia de Jesus Correia Prodencio julgou a
subscrevente inabilitada sob a alegação de que a mesma não
apresentou no envelope de propostas de preços os seguintes itens:
 Descrição da proposta de preços;
 Declaração de elaboração independente de proposta
por isso, teria desatendido o disposto na PARTE I do Item n° 08 do
Edital.
Verificou-se também, no começo do processo de licitação, a
inércia da douta comissão de licitação ao NÃO CUMPRIMENTO DA
INABILITAÇÃO legal do concorrente JBA COMÉRCIO DE GENEROS
ALIMENTICIOS LTDA, pelo descumprimento do item “a”, 1.3 PARTE II
– HABILITAÇÃO, onde não foram juntados os documentos obrigatórios.
Saliento ainda que a empresa que foi habilitada não atende os
requisitos estabelecidos no edital e tampouco na lei, todavia a mesma
foi habilitada, sendo para tanto protagonista de uma brutal ilegalidade
uma vez que não atende os requisitos do instrumento convocatório que
torno a lembrar que ambas são vinculadas por força de lei
principalmente a administração pública, e ainda deixou de serem
assistidos os princípios regedores da administração pública descrito na
Carta Política.
Mesmo levando em consideração a inabilitação errônea da
concorrente que esta subscreve, considerou vencedora a concorrente
por claro descumprimento do item acima descrito, decisão essa que
não se mostra consentânea com as normas legais aplicáveis à espécie,
como adiante ficará demonstrado.
III. AS RAZÕES DA REFORMA
Contra a inabilitação do recorrente
A Constituição da República trata no art. 37, caput da
principiologia que rege a administração pública, fazendo para tanto rol
dos mesmos, portanto deve a administração pública assim como seus
administradores segui-los e serem fiéis a sua aplicabilidade e
execução.
Denota-se que a inabilitação da licitante é um ato ilegal uma vez
que não encontra respaldo na lei para tanto, ressalto que segundo o
princípio da legalidade não deve pairar nenhuma ilegalidade ou
suspeição sobre os atos da administração pública, uma vez que
licitação se dá para o aprimoramento do erário público.
A Comissão de Licitação ao considerar a recorrente inabilitada
sob o argumento acima enunciado, incorreu na prática de ato
manifestamente ilegal.
De acordo com o Item n° 8 do Edital, PARTE I - dispositivo tido como
violado -, a licitante deveria apresentar no envelope de propostas de
preços os seguintes itens:
 Descrição da proposta de preços;
 Declaração de elaboração independente de proposta
Em atenção a essa exigência, a recorrente apresentou os
documentos na fase de habilitação como fica comprovado
documento anexo, o mesmo encontrasse com carimbo e
assinatura de recebimento da vice-diretora da comissão de
licitação no dia 4/09/18.
Com o intuito de respeitar o princípio da celeridade processual, a
recorrente juntou o dito documento em momento pretérito do
momento de recebimento de propostas, mesmo assim, não deixou de
levar o mesmo documento novamente na sessão pública de licitação.
Além disso, a RECORRENTE cumpriu as exigências previstas no
edital de convocação, o que se extrai que não se prospera a sua
inabilitação.
Imperioso depreender também que conforme o disposto
no parágrafo 1º, inciso I, do artigo 3º da Lei 8.666/93,
"é vedado aos agentes públicos admitir, prever, incluir ou
tolerar, nos atos de convocação, cláusulas ou condições que
comprometam, restrinjam ou frustrem o seu caráter
competitivo e estabeleçam preferências ou distinções em
razão da naturalidade, da sede ou domicílio dos licitantes ou
de qualquer outra circunstância impertinente ou irrelevante
para o específico objeto do contrato”.
A exigência da confirmação de registro no Conselho Regional do
local da licitação, além daquele já expedido pelo Conselho da sede do
licitante, restringe o caráter competitivo do certame e estabelece
preferências ou distinções em razão da sede ou domicílio dos
interessados. Ademais, eventual exigência dessa natureza somente
seria devida por ocasião da contratação, e não da qualificação técnica
do licitante.
Nesse sentido, é o entendimento do STJ, senão, vejamos:
“ADMINISTRATIVO E PROCESSUAL CIVIL - ADMINISTRATIVO
- RECURSO ESPECIAL - PRELIMINAR DE PRECLUSÃO
CONSUMATIVA AFASTADA - MANDADO DE SEGURANÇA -
LICITAÇÃO - FORNECIMENTO DE ALIMENTAÇÃO ESCOLAR
(MERENDA) - INABILITAÇÃO - FALTA DE COMPROVAÇÃO DE
REGISTRO PERANTE CONSELHO REGIONAL DE NUTRIÇÃO DO
LOCAL DA LICITAÇÃO - DESNECESSIDADE - CLÁUSULA
EDITALÍCIA OFENSIVA AO PRINCÍPIO DA COMPETITIVIDADE.
(Recurso Especial nº 1.155.781/ES, Órgão Julgador Segunda
Turma do STJ, julgado em 01/06/2010, Relatora Ministra
Eliana Calmon)”

Confere assim, o documento apresentado pela recorrente, ao


revés do decidido pela Comissão de Licitação, atende ao exigido no
Edital.
Vale salientar a injusta inabilitação da recorrente, pelo fato de
ter apresentado a proposta de menor preço, nesse sentido ilustra o art.
45, inciso I da lei 8.666/93:
“Art. 45. O julgamento das propostas será objetivo, devendo
a Comissão de licitação ou o responsável pelo convite realizá-
lo em conformidade com os tipos de licitação, os critérios
previamente estabelecidos no ato convocatório e de acordo
com os fatores exclusivamente nele referidos, de maneira a
possibilitar sua aferição pelos licitantes e pelos órgãos de
controle.

I - a de menor preço - quando o critério de seleção da proposta


mais vantajosa para a Administração determinar que será
vencedor o licitante que apresentar a proposta de acordo com
as especificações do edital ou convite e ofertar o menor preço”.

Data vênia da ilustre presidente da comissão de licitação em seus


argumentos que foram expostos na ata de licitação, aplicou-se
incorretamente e injustamente a inabilitação do recorrente, uma vez
que apresentou todos os documentos necessários e apresentou a
menor proposta de preço, respeitando o procedimento descrito nos
dispositivos acima mencionados. Assim sendo, deve ser declarada
vencedora do certame por não possuir vícios no procedimento
de licitação e também por possuir o menor preço dentre as
propostas, levando o município economizar recursos.
Contra a habilitação do concorrente
De acordo com Edital da licitação em apreço, estabelecido ficou,
entre outras condições de participação, que as licitantes deveriam
apresentar declaração de proposta de preços, conforme item n°
08, PARTE I do Edital.
Ocorre que a concorrente não apresentou o referido documento
de declaração de amostras, indo contra o exposto na PARTE III, SEÇÃO
I (fls13) do edital, ficando claro a exigência da apresentação de
amostras.
Fora esse fato, a proponente JBA COMÉRCIO DE GENEROS
ALIMENTICIOS LTDA, deveria incluir no envelope de habilitação os
documentos ORIGINAIS descritos no item a, seção I, parte II
(habilitação):
“a) comprovação de aptidão para o desempenho de
atividade pertinente e compatível em
características, quantidades e prazos com o objeto
da licitação, através de apresentação de um ou mais
atestados fornecidos por pessoas jurídicas de direito
público ou privado, preferencialmente de acordo
com o modelo constante da PARTE II desde
instrumento”
Documento este também pendente de apresentação pela
concorrente, pois apresentou cópia simples sem autenticação do
citado documento, não sendo compatível com o que fora solicitado no
edital, sendo assim, é explicito o edital quando em seu item de nº 3,
seção I PARTE II, elucida:
“a licitante deverá incluir no envelope de habilitação os
documentos acima relacionados, SOB PENA DE
INABILITAÇÃO”.

Difere dessa situação a recorrente, que apresentou em


tempo hábil, toda a documentação prevista no edital.
A conduta do agente público responsável mostra-se
absolutamente irregular, desatendendo aos princípios da licitação, não
podendo prevalecer de forma alguma, haja vista que acabou
frustrando, senão restringindo a competitividade do certame, o que,
de certa forma, é expressamente vedado pela Lei 8.666/93, em seu
art. 3º, § 1º, I, vejamos:

“Art. 3º. A licitação destina-se a garantir a observância do


princípio constitucional da isonomia e a selecionar a proposta
mais vantajosa para a Administração e será processada e
julgada em estrita conformidade com os princípios básicos da
legalidade, da impessoalidade, da moralidade, da igualdade,
da publicidade, da probidade administrativa, da vinculação ao
instrumento convocatório, do julgamento objetivo e dos que
lhe são correlatos”.

§ 1º. É vedado aos agentes públicos:


I - admitir, prever, incluir ou tolerar, nos atos de convocação,
cláusulas ou condições que comprometam, restrinjam ou
frustrem o seu caráter competitivo e estabeleçam preferências
ou distinções em razão da naturalidade, da sede ou domicílio
dos licitantes ou de qualquer outra circunstância impertinente
ou irrelevante para o específico objeto do contrato”.

Segundo esses dispositivos, não pode haver licitação com


discriminações entre participantes, seja favorecendo
determinados proponentes, seja afastando outros ou
desvinculando-os no julgamento. A igualdade entre os
licitantes é princípio irrelegável na licitação.

Celso A. Bandeira de Mello afirma que "o princípio da igualdade


consiste em assegurar regramento uniforme às pessoas que não sejam
entre si diferenciáveis pôr razões lógicas e substancialmente (isto é, a
face da constituição) afinadas com eventual disparidade de
tratamento”.

III – DOS PEDIDOS


De sorte que, com fundamento nas razões precedentemente aduzidas,
requer-se o provimento do presente recurso, com efeito para que seja:

a) Reconhecida as razões do presente RECURSO


ADMINISTRATIVO, dando-lhe PROVIMENTO, culminando
assim com a anulação da decisão em apreço, declarando-se a
RECORRENTE GILENO PAIXÃO NOVAIS LEITE & CIA LTDA
habilitada para prosseguir no pleito.
b) anulada a decisão em apreço, na parte atacada neste, declarando-
se a empresa JBA COMÉRCIO DE GENEROS ALIMENTICIOS LTDA,
inabilitada para prosseguir no pleito.
Outrossim, lastreada nas razões recursais, requer-se que essa
Comissão de Licitação reconsidere sua decisão e, na hipótese não
esperada disso não ocorrer, faça este subir, devidamente informado, à
autoridade superior, em conformidade com o § 4°, do art. 109, da Lei
n° 8666/93, observando-se ainda o disposto no § 3° do mesmo artigo.

Nestes Termos
P. Deferimento

Brumado – BA, 10 de setembro de 2018

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GILENO PAIXÃO NOVAIS LEITE & CIA LTDA