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MERETÍSSIMO JUÍZO DE DIREITO DA VARA DE

FAMÍLIA E SUCESSÕES DA COMARCA DE NAZARÉ


PAULISTA – SP.

URGENTE

VITORIA GABRIELLY SOUZA MORAES, brasileira,


menor de idade, nascida em 23/10/2006, portadora do RG nº
63.809.494 – X - SSP/SP, neste ato representada por sua
genitora, ANDREIA SILVA DE SOUZA, brasileira, auxiliar
de produção, portadora da Cédula de Identidade RG nº
45.154.716-0 SSP - SP e inscrita no CPF/MF sob o nº
357.350.578/39, residentes e domiciliadas na Rua Expedito
Rodrigues dos Santos, 254, Nazaré Paulista - SP, titular do e-
mail - andreia.souza3086@hotmail.com - por meio de seu
advogado, vem, respeitosamente, à presença de Vossa
Excelência, com fundamento na Carta Constitucional, art. 226,
§ 3º, Lei nº 9.278/1996, Lei nº 5.478/68 e 11.340/2006, propor

AÇÃO DE ALIMENTOS E GUARDA

em face de ALEXANDRE CESAR DE MORAES, brasileiro,


autônomo, residente e domiciliado na Rua José Gonçalves,
78, Vicente Nunes, Nazaré Paulista, 12960 – 000, pelos
motivos de fato e de direito que passa a expor.

PRELIMINARMENTE

A Requerente, com fundamento no artigo 98 do Novo


Código de Processo Civil, requer sejam concedidos os benefícios
da Gratuidade de Justiça, visto que se encontra em estado de
insuficiência de recursos para pagar as custas, as despesas
processuais e os honorários advocatícios.

DOS FATOS

Conforme faz prova na Certidão de Nascimento anexa, a


Requerente é filha legítima do Requerido, fruto do
relacionamento entre o Demandado e a genitora, que viveram
em união estável.

Desde a separação dos genitores, a menor está sob os


cuidados de sua genitora, que possui guarda unilateral de fato.

Atualmente, a genitora vem enfrentando dificuldades em


manter o mesmo padrão de vida que a filha obtinha
anteriormente à separação.

A criação da Requerente não deve recair somente sob a


responsabilidade de sua genitora, que são muitas e notórias,
como, por exemplo, alimentação, vestuário, moradia,
assistência médica e odontológica, educação, entre outras.

A Requerente estuda, atualmente, em escola infantil,


demonstrando assim que sua genitora cumpre com as suas
responsabilidades a despeito das dificuldades e do descaso do
genitor.

Além das despesas gerais, a escolinha ainda demanda


alguns gastos esporádicos.

A Alimentanda é transportada à escolinha por meio de


transporte particular contratado pela genitora.

A situação do Requerido é estável e privilegiada.

Desde a separação do casal, o Requerido vinha


colaborando com valores variáveis e sem periodicidade e
regularidade, deixando a genitora em situação incerta quanto ao
pagamento das despesas da criança, e assim, não restando
alternativa, senão a propositura da presente ação.
A genitora já possui a guarda unilateral de fato, sendo
assim deseja que a guarda continue com a mãe da menor, com o
direito de visita a ser exercido a cada 15 (quinze) dias pelo
genitor, podendo ser realizadas visitas intermitentes, desde que
com consentimento da genitora e que não implique em prejuízo
da rotina da menor.

Diante dos fatos expostos, surgiu a necessidade de se


ingressar com a presente demanda para regularizar a guarda
definitiva da menor, bem como regulamentar as visitas do
genitor e fixar um valor mensal a título de pensão alimentícia
em favor da menor.

DA TUTELA DE URGÊNCIA

Dispõe o art. 4º da
Lei 5.478/68:

Art. 4º. Ao despachar o


pedido, o juiz fixará desde logo
alimentos provisórios a serem
pagos pelo devedor, salvo se o
credor expressamente declarar
que deles não necessita.

O insigne jurista, Humberto Theodoro Júnior, traz à baila


entendimentos que corroboram as pretensões da Requerente:

“Como o sustento da pessoa


natural é necessidade primária
inadiável, não pode o seu
atendimento ser procrastinado
até a solução definitiva da
pendência entre devedor e
credor de alimentos. (...)
Haverá, outrossim, sempre a
possibilidade de deferimento
da liminar, inaudita altera
parte, de uma mensalidade
para mantença imediata. Essa
concessão o juiz poderá fazer, a
requerimento do interessado,
mediante provisórios, em todos
as casos.” [2]

Preleciona Pontes de Miranda:

“Assim, tendo os alimentos


provisionais por finalidade
proporcionar ao alimentando
os recursos necessários para a
sua manutenção na pendência
da lide a fazer valer seu direito,
compreendem eles, além do
necessário ao sustento,
vestuário, remédio, também o
necessário para a procura e
produção das provas na causa
de que se tratar; as custas e
mais despesas regulares feitas
em juízo; os honorários de
advogado; a execução da
sentença.” [3]

Ademais, os alimentos provisórios encontram supedâneo


do NCPC, em seu art. 531.

Dessa maneira, requer digne-se Vossa Excelência a


antecipar a tutela pretendida com fundamento no artigo 294 e
seguintes do NCPC, determinando ao Réu que efetue o
pagamento dos alimentos, na proporção de 1/3 do salário
mínimo vigente de modo a garantir o sustento e a própria
sobrevivência da Requerente, evitando maiores danos, que
serão de difícil, senão impossível, reparação.
Diante da prova pré-constituída do parentesco, que se faz
através da Certidão de Nascimento e RG anexos,
resta comprovado o fumus boni iuris.

O periculum in mora se dá pela própria natureza do


pedido, posto que não há nada mais urgente que o direito a
alimentos, pelo simples fato de assegurar a vida e garantir a
sobrevivência.

Em razão do receio de difícil reparação, requer a Autora


digne-se Vossa Excelência a conceder a tutela antecipada de
urgência, determinando o pagamento dos alimentos no importe
de 1/3 do salário mínimo vigente pelo Réu, nos termos do
art. 294 e seguintes do NCPC.

DO MÉRITO

Dispõe os art. 2º da Lei 5.478/1968:

Art. 2º. O credor,


pessoalmente, ou por
intermédio de advogado,
dirigir-se-á ao juiz competente,
qualificando-se, e exporá suas
necessidades, provando,
apenas o parentesco ou a
obrigação de alimentar do
devedor, indicando seu nome e
sobrenome, residência ou local
de trabalho, profissão e
naturalidade, quanto ganha
aproximadamente ou os
recursos de que dispõe.

O artigo 1.696 do diploma Civil diz que:

Art. 1.696. O direito à


prestação de alimentos é
recíproco entre pais e filhos, e
extensivo a todos os
ascendentes, recaindo a
obrigação nos mais próximos
em grau, uns em falta de
outros.

A Requerente encontra amparo legal no


artigo 1.695 do Código Civil, que diz o seguinte:

Art. 1.695. São devidos os


alimentos quando quem os
pretende não tem bens
suficientes, nem pode
promover, pelo seu trabalho, à
própria mantença, e aquele, de
quem se reclamam, pode
fornecê-los sem desfalque do
necessário ao seu sustento.

Ademais, o dever de prestação de alimentos está


expressamente previsto na Constituição Federal, em seu
artigo 229, sendo dever dos pais satisfazer as necessidades vitais
da Autora, vez que esta não pode provê-las por si.

DO PEDIDO

Por derradeiro, restando infrutíferas todas as tentativas


para uma saída suasória, não restou à Requerente outra
alternativa senão a propositura da presente ação de alimentos,
para que seu genitor, ora Requerido, seja compelido a contribuir
com o mínimo necessário para que a Requerente tenha o padrão
de vida que seus genitores podem lhe fornecer, com dignidade.

E para tanto requer:

a) A concessão da tutela provisória de urgência, com o


arbitramento de alimentos provisórios, em valor equivalente
a 1/3 do salário mínimo vigente, a ser depositado na conta
corrente da genitora do Banco SANTANDER, Agência -
0320, Conta Corrente - 01015751-7;
b) O deferimento dos benefícios da Justiça Gratuita por ser
pobre na acepção jurídica da palavra, não podendo arcar com as
despesas processuais sem privar-se do seu próprio sustento e de
sua família;
c) A citação do Requerido, acima descrito, para que compareça
em audiência a ser designada por Vossa Excelência, sob pena de
confissão quanto à matéria de fato, podendo contestar dentro do
prazo legal sob pena de sujeitar-se aos efeitos da revelia, nos
moldes do art. 344 do NCPC/2015;
d) Com fulcro no art. 319, VII, do NCPC, determinar designação
de audiência de conciliação;
e) A intimação do representante no Ministério Púbico para
intervir no feito;
f) A procedência na presente ação, condenando-se o Requerido
na prestação de alimentos definitivos, na proporção de 1/3 do
salário mínimo vigente, a ser depositado na conta corrente da
genitora;
g) Seja deferida a guarda definitiva da menor à genitora e
regulamentado o direito a visita a ser exercido a cada 15 (quinze)
dias pelo genitor, podendo ser realizadas visitas intermitentes,
desde que com consentimento da genitora e que não implique
em prejuízo da rotina da menor;
h) Seja condenado o Requerido ao pagamento das custas
processuais e honorários advocatícios, nos moldes do
art. 546 do NCPC/2015.

Protesta provar o alegado por todos os meios de prova em


direito admitidos, que ficam desde já requeridos, ainda que não
especificados.

Dá à causa o valor de R$ 1.000,00 (mil reais).


Nestes termos, pede deferimento.

De Bom J. dos Perdões p/ Nazaré Paulista (SP).

(data do protocolo).

Alberto Tomasoli da Silva Braga


SP201174