Historia oral:
métodos
• A sociedade moderna
vive em meio à
tecnologia, em plena era
da informação difundida
pelo rádio, televisão,
telefone e Internet, nos
quais a oralidade se
destaca nesse processo
difusor da informação.
• Por outro lado há
sociedades baseada na
oralidade (camponeses,
etnias com forte tradição
Introdução oral, etc.
• [...] a história oral pode dar
grande contribuição para o
resgate da memória
nacional, mostrando-se um
método bastante promissor
para a realização de pesquisa
em diferentes áreas. É
preciso preservar a memória
física e espacial, como
também descobrir e
valorizar a memória do
homem. A memória de um
pode ser a memória de
muitos, possibilitando a
evidência dos fatos coletivos
(THOMPSON, 1992: 17).
A importância
• a uma postura com relação à história e às
configurações sócio-culturais, que privilegia a
O QUE É? recuperação do vivido conforme concebido por
quem viveu. (Alberti, 1990, p.5; grifado no
original)
A historia oral: uma
prática antiga
Historias orais
• É importante lembrar que a história oral reconhece
a confluência
multidisciplinar e valoriza a contribuição da
psicologia, em particular a
psicanálise, basicamente pela necessidade de
considerar a experiência
O caráter de outras dimensões da realidade, como o
inconsciente. O historiador
multidisciplinar da oralidade também se utiliza de outras disciplinas
da história oral que contribuem de
forma importante para as pesquisas centradas nas
fontes orais, como: a
linguística, o folclore e a semiótica (métodos para
análise dos conteúdos
do relato oral).
Sua relação com a História do Tempo
Presente
• Em relação a outras áreas do
saber histórico, a história oral
possui maior proximidade com o
presente, uma vez que depende
da
memória “viva” e de relatos já
efetuados anteriormente.
• Entrevistas
• Transcrições
• Observação
Participante (diário
de campo)
• Pesquisa Participante
• Pesquisa ação
• =dialogo com a
antropologia e seus
Técnicas métodos
Dificuldades
metodológicas
• A entrevista dirigida prende a
testemunha num questionário
preestabelecido. A não-dirigida
pode fazer com que a testemunha
se afaste do tema. A mais indicada
é a semi-dirigida, é um meio termo
entre a fala única da testemunha e
o interrogatório direto.
• Quanto à fase de transcrição, algumas regras devem ser
observadas:
• A transcrição deve ser feita pelo próprio entrevistador, o
quanto antes;
• as passagens pouco audíveis devem ser colocadas entre
colchetes;
• as dúvidas, os silêncios, assinaladas por reticências;
Cuidados • as pessoas citadas, designadas por iniciais (se necessário);
• as palavras em negrito serão as de forte entonação
• anotações como risos devem ser grifadas;
• subtítulos para facilitar a leitura;
• os erros flagrantes deverão ser corrigidos: datas, nomes
próprios etc.
Críticas
• Imprecisões
• Necessidade de uma minuciosa
reflexão crítica e metodológica
• Pouca confiabilidade
• subjetividade
• Mas pergunto: Essas criticas não
são também válidas para as demais
fontes?
• criado em 1973 e tem como
principais atividades a pesquisa
histórica e a constituição,
O CPEDOC da preservação e divulgação de um
Fundação expressivo patrimônio de
Getúlio Vargas arquivos pessoais e de
depoimentos orais de pessoas
que atuaram na história
brasileira posterior a 1930.
Possibilidade futuras
• outra crítica à fonte oral refere que ela só pode ser usada em pesquisas
sobre temas contemporâneos. Essa crítica apenas se fundamenta enquanto
não constituirmos e formarmos arquivos especializados em fontes orais, os
quais guardarão as fitas, filmagens e transcrições das testemunhas. Esses
arquivos possibilitarão a historiadores em futuro distante a pesquisa e
estudos de tempos passados e não necessariamente do presente. Assim,
como as pesquisas em jornais somente são possíveis a partir de arquivos
constituídos de forma cuidadosa e organizada, os estudos através da
oralidade também dependem dessa organização. O historiador da oralidade
é criador da própria fonte, pois a entrevista precisa ser extraída da
testemunha e somente se torna fonte após a transcrição.
Bibliografia comentada
• FERREIRA, Marieta de Moraes; AMADO, Janaína. [orgs.] Usos &
abusos da história oral. Rio de Janeiro: FGV, 2006.
Este livro, organizado por Ferreira e Amado, traz textos de diferentes
pesquisadores, que abordam temas e problemas – teóricos e
metodológicos – importantes para a realização de trabalhos que
envolvam a história oral. Conceitos como memória e tradição oral,
biografia e tempo presente são desenvolvidos, entrelaçados à discussão
sobre os usos de narrativas orais (sua contribuição e suas dificuldades).
Para finalizar, a obra também trata de documentos e da criação de
arquivos de história oral.
• ALBERTI, Verena. Manual de história oral. Rio de Janeiro: FGV, 2005.
A obra de Verena Alberti tem a preocupação em tratar dos procedimentos quanto à
pesquisa e às entrevistas de história oral. O livro apresenta e discute as etapas de
preparo, realização e tratamento das entrevistas. Além disso, a autora também
discute a importância das novas tecnologias e as mudanças que elas trazem na
concepção de documento, assim como no tratamento e na criação de acervos
voltados à preservação e publicização das fontes de história oral.
• MEIHY, José Carlos Sebe Bom; SALGADO RIBEIRO, Suzana L. Guia prático
de história oral: para empresas, universidades, comunidades, famílias.
São Paulo: Contexto, 2011.
A obra foi pensada no sentido de se expandir o trabalho com história oral
para fora da Academia. É um guia que atualiza conceitos já discutidos em
outros livros de Meihy, e apresenta procedimentos que possam ser usados
na elaboração de projetos a serem desenvolvidos por empresas, entidades
e comunidades. Para isso, indica caminhos operacionais e exemplos para
os interessados em realizar esse tipo de trabalho. Acredita-se, nesse
sentido, que a história oral não seja reduto dos acadêmicos. Isso não
significa, no entanto, abandonar o rigor científico na condução das
entrevistas, na análise e na fundamentação teórica.
• FERREIRA, Marieta de Moraes; FERNANDES, Tania Mara; ALBERTI,
Verena. História Oral: desafios para o século XXI. Rio de Janeiro:
FioCruz; FGV, 2000.
A obra apresenta um panorama amplo e importante sobre a história
oral em diferentes continentes. Vários pesquisadores tratam da história
oral, não apenas como metodologia, mas como importante
instrumento de organização, mobilização social, elaboração de
memórias e identidades. Questões como a relevância da história oral
no contexto da América Latina ou os silenciamentos e distorções de
lembranças devido aos traumas do nazismo, na Alemanha, permitem
que se pense o tratamento às fontes orais com especial atenção e
cuidado, reconsiderando leituras mais restritas e positivistas sobre elas
e levando em conta atributos próprios delas, como as subjetividades.
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