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Leandro Rocha

Historia oral:
métodos
• A sociedade moderna
vive em meio à
tecnologia, em plena era
da informação difundida
pelo rádio, televisão,
telefone e Internet, nos
quais a oralidade se
destaca nesse processo
difusor da informação.
• Por outro lado há
sociedades baseada na
oralidade (camponeses,
etnias com forte tradição
Introdução oral, etc.
• [...] a história oral pode dar
grande contribuição para o
resgate da memória
nacional, mostrando-se um
método bastante promissor
para a realização de pesquisa
em diferentes áreas. É
preciso preservar a memória
física e espacial, como
também descobrir e
valorizar a memória do
homem. A memória de um
pode ser a memória de
muitos, possibilitando a
evidência dos fatos coletivos
(THOMPSON, 1992: 17).
A importância
• a uma postura com relação à história e às
configurações sócio-culturais, que privilegia a
O QUE É? recuperação do vivido conforme concebido por
quem viveu. (Alberti, 1990, p.5; grifado no
original)
A historia oral: uma
prática antiga

• O que conhecemos como história oral é


uma prática muito antiga, intimamente
ligada aos contos populares, ao universo
da comunicação humana. A História
surgiu contada, até constituir-se na
escrita do depoimento realizado, das
impressões registradas, da legislação
disciplinada em sólidas escritas que a
legitimam. Tudo issonuma nítida
vontade de perpetuar, de maneira mais
segura e perene, nosso passado
• Com raras exceções, o alcance é limitado
• [...] a história oral apenas pode ser
empregada em pesquisas sobre
temas contemporâneos, ocorridos em um
passado não muito remoto, isto é, que a
memória dos seres humanos alcance, para
Alcances e que se possa
entrevistar pessoas que dele participaram,
limitações seja como atores, seja como testemunhas.
É claro que, com o passar do tempo, as
entrevistas assim produzidas poderão
servir de fontes de consulta para pesquisas
sobre temas não contemporâneos
(ALBERTI, 1989: 4).
Sua relação com a
memória
• a história oral centra-se na memória
humana e sua capacidade de rememorar o
passado enquanto testemunha do vivido.
Podemos entender a memória como a
presença do passado, como uma construção
psíquica e intelectual de fragmentos
representativos desse mesmo passado,
nunca em sua totalidade, mas
parciais em decorrência dos estímulos para
a sua seleção. Não é somente a lembrança
de um certo indivíduo, mas de um indivíduo
inserido em um contexto familiar ou social,
por exemplo, de tal forma que suas
lembranças são permeadas por inferências
coletivas, moralizantes ou não.
• Portanto, a memória é sempre uma
construção feita no presente a
partir de vivências ocorridas no
Analisar essas passado. Memórias individuais e
coletivas se confundem; não somos
fontes de ilhas e, portanto, estamos sujeitos a
forma crítica influências, bem como a influenciar,
os grupos a que pertencemos e
com os quais nos identificamos.
• um método de pesquisa (histórica,
antropológica, sociológica,...) que
privilegia a realização de entrevistas com
pessoas que participaram de, ou
Como testemunharam acontecimentos,
conjunturas, visões de mundo, como
procedimento forma de se aproximar do objeto de
metodológico estudo. Trata-se de estudar
acontecimentos históricos, instituições,
grupos sociais, categorias profissionais,
movimentos, etc. (ALBERTI, 1989: 52).
• uma próxima das ciências
políticas, voltada para as
elites e
os notáveis
• outra interessada nas
„populações sem história‟,
situada na
fronteira da antropologia.

Historias orais
• É importante lembrar que a história oral reconhece
a confluência
multidisciplinar e valoriza a contribuição da
psicologia, em particular a
psicanálise, basicamente pela necessidade de
considerar a experiência
O caráter de outras dimensões da realidade, como o
inconsciente. O historiador
multidisciplinar da oralidade também se utiliza de outras disciplinas
da história oral que contribuem de
forma importante para as pesquisas centradas nas
fontes orais, como: a
linguística, o folclore e a semiótica (métodos para
análise dos conteúdos
do relato oral).
Sua relação com a História do Tempo
Presente
• Em relação a outras áreas do
saber histórico, a história oral
possui maior proximidade com o
presente, uma vez que depende
da
memória “viva” e de relatos já
efetuados anteriormente.
• Entrevistas
• Transcrições
• Observação
Participante (diário
de campo)
• Pesquisa Participante
• Pesquisa ação
• =dialogo com a
antropologia e seus
Técnicas métodos
Dificuldades
metodológicas
• A entrevista dirigida prende a
testemunha num questionário
preestabelecido. A não-dirigida
pode fazer com que a testemunha
se afaste do tema. A mais indicada
é a semi-dirigida, é um meio termo
entre a fala única da testemunha e
o interrogatório direto.
• Quanto à fase de transcrição, algumas regras devem ser
observadas:
• A transcrição deve ser feita pelo próprio entrevistador, o
quanto antes;
• as passagens pouco audíveis devem ser colocadas entre
colchetes;
• as dúvidas, os silêncios, assinaladas por reticências;
Cuidados • as pessoas citadas, designadas por iniciais (se necessário);
• as palavras em negrito serão as de forte entonação
• anotações como risos devem ser grifadas;
• subtítulos para facilitar a leitura;
• os erros flagrantes deverão ser corrigidos: datas, nomes
próprios etc.
Críticas
• Imprecisões
• Necessidade de uma minuciosa
reflexão crítica e metodológica
• Pouca confiabilidade
• subjetividade
• Mas pergunto: Essas criticas não
são também válidas para as demais
fontes?
• criado em 1973 e tem como
principais atividades a pesquisa
histórica e a constituição,
O CPEDOC da preservação e divulgação de um
Fundação expressivo patrimônio de
Getúlio Vargas arquivos pessoais e de
depoimentos orais de pessoas
que atuaram na história
brasileira posterior a 1930.
Possibilidade futuras
• outra crítica à fonte oral refere que ela só pode ser usada em pesquisas
sobre temas contemporâneos. Essa crítica apenas se fundamenta enquanto
não constituirmos e formarmos arquivos especializados em fontes orais, os
quais guardarão as fitas, filmagens e transcrições das testemunhas. Esses
arquivos possibilitarão a historiadores em futuro distante a pesquisa e
estudos de tempos passados e não necessariamente do presente. Assim,
como as pesquisas em jornais somente são possíveis a partir de arquivos
constituídos de forma cuidadosa e organizada, os estudos através da
oralidade também dependem dessa organização. O historiador da oralidade
é criador da própria fonte, pois a entrevista precisa ser extraída da
testemunha e somente se torna fonte após a transcrição.
Bibliografia comentada
• FERREIRA, Marieta de Moraes; AMADO, Janaína. [orgs.] Usos &
abusos da história oral. Rio de Janeiro: FGV, 2006.
Este livro, organizado por Ferreira e Amado, traz textos de diferentes
pesquisadores, que abordam temas e problemas – teóricos e
metodológicos – importantes para a realização de trabalhos que
envolvam a história oral. Conceitos como memória e tradição oral,
biografia e tempo presente são desenvolvidos, entrelaçados à discussão
sobre os usos de narrativas orais (sua contribuição e suas dificuldades).
Para finalizar, a obra também trata de documentos e da criação de
arquivos de história oral.
• ALBERTI, Verena. Manual de história oral. Rio de Janeiro: FGV, 2005.
A obra de Verena Alberti tem a preocupação em tratar dos procedimentos quanto à
pesquisa e às entrevistas de história oral. O livro apresenta e discute as etapas de
preparo, realização e tratamento das entrevistas. Além disso, a autora também
discute a importância das novas tecnologias e as mudanças que elas trazem na
concepção de documento, assim como no tratamento e na criação de acervos
voltados à preservação e publicização das fontes de história oral.
• MEIHY, José Carlos Sebe Bom; SALGADO RIBEIRO, Suzana L. Guia prático
de história oral: para empresas, universidades, comunidades, famílias.
São Paulo: Contexto, 2011.
A obra foi pensada no sentido de se expandir o trabalho com história oral
para fora da Academia. É um guia que atualiza conceitos já discutidos em
outros livros de Meihy, e apresenta procedimentos que possam ser usados
na elaboração de projetos a serem desenvolvidos por empresas, entidades
e comunidades. Para isso, indica caminhos operacionais e exemplos para
os interessados em realizar esse tipo de trabalho. Acredita-se, nesse
sentido, que a história oral não seja reduto dos acadêmicos. Isso não
significa, no entanto, abandonar o rigor científico na condução das
entrevistas, na análise e na fundamentação teórica.
• FERREIRA, Marieta de Moraes; FERNANDES, Tania Mara; ALBERTI,
Verena. História Oral: desafios para o século XXI. Rio de Janeiro:
FioCruz; FGV, 2000.
A obra apresenta um panorama amplo e importante sobre a história
oral em diferentes continentes. Vários pesquisadores tratam da história
oral, não apenas como metodologia, mas como importante
instrumento de organização, mobilização social, elaboração de
memórias e identidades. Questões como a relevância da história oral
no contexto da América Latina ou os silenciamentos e distorções de
lembranças devido aos traumas do nazismo, na Alemanha, permitem
que se pense o tratamento às fontes orais com especial atenção e
cuidado, reconsiderando leituras mais restritas e positivistas sobre elas
e levando em conta atributos próprios delas, como as subjetividades.