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EXCELENTÍSSIMO (A) SENHOR (A) DOUTOR (A) JUIZ (A) FEDERAL DA

VARA ÚNICA DA SUBSEÇÃO JUDICIÁRIA DE FLORIANO-PI – JUIZADO


ESPECIAL FEDERAL – SEÇÃO JUDICIÁRIA DO ESTADO DO PIAUÍ

APOSENTADORIA RURAL
PESSOA IDOSA

JOÃO SOARES DA SILVA, brasileiro, viúvo,


trabalhador rural, portador do RG n° 301013 - SSP/PI e inscrito no CPF sob o nº
169.321.728-79, residente e domiciliada na Localidade Angical, Zona Rural do
Município de Ribeira do Piauí-PI, CEP. 64.725-000, conforme se evidencia pelo
Parecer social, certidão eleitoral, ficha de cadastro do sindicato de trabalhadores
rurais, ficha de atendimento médico, ficha do SIAB, e demais documentos, ambos em
anexos, vem, por intermédio de seu Advogado, in fine assinado, com procuração em
anexo, respeitosamente, à presença de Vossa Excelência, com fulcro no artigo 201, I, e
§ 7º, II, ambos da Constituição Federal cumulado com o artigo 273 do Código de
Processo Civil, propor a presente

AÇÃO DE CONCESSÃO DE APOSENTADORIA POR IDADE A


TRABALHADOR RURAL COM PEDIDO DE ANTECIPAÇÃO DE TUTELA

em face do INSTITUTO NACIONAL DO SEGURO


SOCIAL - INSS, pessoa jurídica de direito público da administração indireta,
autarquia federal, a ser citada na pessoa do seu representante legal, estabelecido na
Rua Areolino de Abreu, nº 1.015, Centro, Teresina-PI, CEP 64000-180, pelas razões de fato e de
direito aduzidas a seguir:
1. DOS BENEFÍCIOS DA JUSTIÇA GRATUITA

Rua Raimundo Silva, nº 348, 1º Andar, Centro, São Raimundo Nonato-PI, CEP. 64.770-00
O Requerente pugna, inicialmente, pelos BENEFÍCIOS
DA JUSTIÇA GRATUITA, consagrados no Artigo 5º, inciso LXXIV, da CF/88 c/c o
Artigo 4º da Lei nº. 1.060/50, POR SER POBRE NA FORMA DA LEI, ou seja, não
dispor de condições econômicas para arcar com as despesas de eventuais custas
processuais e honorários advocatícios, sem colocar seriamente em risco a sua própria
manutenção ou de sua família, até mesmo, sobrevivência, razão pela qual faz jus ao
referido benefício (Declaração de pobreza inclusa).

2. DOS FATOS

O Requerente nasceu em 10 de dezembro de 1953,


trabalha com plantio no campo, nas terras de Senhor José Cantídio Borges de
Mesquita, na localidade Angical, Zona Rural de Ribeiro do Piauí – PI, conforme se
evidencia pelo Parecer social, certidão eleitoral, declaração, ficha de cadastro do
sindicato de trabalhadores rurais, contrato de comodato, ficha de atendimento
médico, ficha do SIAB e ficha do cadastro nacional de informações sociais, dentre
outros, ambos em anexos, na qualidade de comodatário, Zona Rural do Município
de Ribeira do Piauí-PI.
MM. Juiz, desde 1984 até os dias hodiernos o Requerente
exerce atividade como trabalhador rural sob o regime de economia familiar, sem
mão de obra assalariada, cultivando arroz, milho e feijão em uma área de
aproximadamente 03 (três) hectares, para sua própria subsistência, conforme
documentação acostadas aos autos.
Já com mais de 61 (sessenta e um) anos de idade, buscou
junto ao INSS no dia 10 de fevereiro de 2015 a concessão do benefício de
aposentadoria por idade, posto que preenchia todos os requisitos legais para
concessão.
Porém, tal benefício (NB 169.926.069-7) foi negado, diante
da alegação que não ficou comprovado o efetivo exercício da atividade rural, ou seja,
falta de período de carência, conforme a carta de comunicação do INSS em anexo,
apesar da considerável documentação apresentada para suprir tal requisito, tendo
em vista, que a Requerente sempre trabalhou na roça em regime de economia
familiar, contudo, figura-se como segurado especial.
Vale ressaltar, que em virtude dos problemas de
estiagem que atingem a nossa Região, o Requerente precisou sair do seu estado
para buscar serviços esporádicos nas grandes cidades metropolitanas, para auferir
renda para comprar sementes para a sua plantação, inclusive. Porém sua principal
fonte de renda é oriunda da agricultura, onde cultiva arroz, feijão e milho.
Por derradeiro, cumpre informar que a partir do ano de
2001, o Requerente não mais necessitou de sair do seu estado para buscar serviços
temporários, visto que a partir de então o Governo Federal passou a dar assistência
com programas sociais, inclusive distribuições de sementes, Bolsa Família e
Seguro Safra.
Desta forma, não restou alternativa, senão o ingresso da
presente ação, a fim de que o postulante possa ter garantido o seu direito
constitucional à obtenção do benefício em questão.

3. DO DIREITO

O suplicante preenche todos os requisitos exigidos em lei


para a obtenção do referido benefício, como será demonstrado a seguir. Estes são
determinados pelo art. 48 da lei 8.213/90, que preceitua o seguinte:

“Art. 48. A aposentadoria por idade será devida ao


segurado que, cumprida a carência exigida nesta Lei,
completar 65 (sessenta e cinco) anos de idade, se homem,
e 60 (sessenta), se mulher.

§ 1o Os limites fixados no caput são reduzidos para


sessenta e cinqüenta e cinco anos no caso de
trabalhadores rurais, respectivamente homens e mulheres,
referidos na alínea a do inciso I, na alínea g do inciso V e
nos incisos VI e VII do art. 11.

§ 2º Para os efeitos do disposto no parágrafo anterior, o


trabalhador rural deve comprovar o efetivo exercício de
atividade rural, ainda que de forma descontínua, no
período imediatamente anterior ao requerimento do
benefício, por tempo igual ao número de meses de
contribuição correspondente à carência do benefício
pretendido...” (grifado)

O artigo transcrito exige como requisitos para a concessão


da aposentadoria por idade rural: a idade mínima de 60 (sessenta) anos, se homem,
e a comprovação do efetivo exercício da atividade rural por tempo igual ao número
de meses de contribuição correspondente à carência do benefício.
A qualidade de segurado do Requerente salta aos olhos,
diante da sua história de vida, pois trabalhou como agricultor desde sua infância,
junto com sua família, em condições de dependência e colaboração, sendo
indispensável à própria subsistência do grupo familiar, sem a utilização de
empregados, o que, pela lei, o torna segurada especial perante a autarquia
previdenciária, consoante o art. 11, VII, c, § 1º da Lei nº 8.213/91, que apresenta o
seguinte texto:

“Art. 11. São segurados obrigatórios da Previdência


Social as seguintes pessoas físicas:

VII - como segurado especial: a pessoa física residente no


imóvel rural ou em aglomerado urbano ou rural próximo
a ele que, individualmente ou em regime de economia
familiar, ainda que com o auxílio eventual de terceiros,
na condição de:

c) cônjuge ou companheiro, bem como filho maior de


16 (dezesseis) anos de idade ou a este equiparado, do
segurado de que tratam as alíneas a e b deste inciso, que,
comprovadamente, trabalhem com o grupo familiar
respectivo.

§ 1o Entende-se como regime de economia familiar a


atividade em que o trabalho dos membros da família é
indispensável à própria subsistência e ao
desenvolvimento socioeconômico do núcleo familiar e é
exercido em condições de mútua dependência e
colaboração, sem a utilização de empregados
permanentes”.

MM. Juiz, conforme os dispositivos acima, é notório a


qualidade de segurado especial do Requerente, todavia, diante dos fatos expostos e
a documentação em anexo, resta comprovado todos os requisitos necessários para
obtenção do benefício, ora pleiteado, senão vejamos:
O demandante nasceu em 10 de dezembro de 1953,
conforme documentos em anexo, tendo então, no ano de 2014, preenchido o
requisito da idade mínima de 60 (sessenta) anos, por ser homem e trabalhador
rural.
Outro requisito para a obtenção do benefício ora tutelado,
consiste na comprovação do efetivo exercício da atividade rural por tempo igual ao
número de meses de contribuição correspondente à carência do benefício, o que
conforme documentação em anexo, corroborado com depoimento testemunhal,
certamente ficará comprovado.
Em virtude da inscrição do suscitante na Previdência
Social, como trabalhador rural, que é considerada a partir do início do exercício da
atividade rurícola, ter ocorrido anteriormente ao ano de 1991, a carência exigida para
a obtenção do benefício ora tutelado será regida pelo art.142 da Lei 8.213/91, in
verbis:

“Art. 142. Para o segurado inscrito na Previdência Social


Urbana até 24 de julho de 1991, bem como para o
trabalhador e o empregador rural cobertos pela
Previdência Social Rural, a carência das aposentadorias
por idade, por tempo de serviço e especial obedecerá à
seguinte tabela, levando-se em conta o ano em que o
segurado implementou todas as condições necessárias à
obtenção do benefício:

Ano de implementação das condições Meses de contribuição exigidos


1991 60 meses
1992 60 meses
1993 66 meses
1994 72 meses
1995 78 meses
1996 90 meses
1997 96 meses
1998 102 meses
1999 108 meses
2000 114 meses
2001 120 meses
2002 126 meses
2003 132 meses
2004 138 meses
2005 144 meses
2006 150 meses
2007 156 meses
2008 162 meses
2009 168 meses
2010 174 meses
2011 180 meses

Assim, como o Requerente implementou todas as


condições para a obtenção do benefício em 2014, deverá comprovar a carência de 180
meses de efetivo exercício da atividade rural. Esta pode ser comprovada através de
documentos e depoimento testemunhal que evidenciam a condição de trabalhador
rural do suplicante por um período bem maior que a referida carência exigida,
ambos em anexo.
Nesse sentido, urge trazer a baila a seguinte
jurisprudência:

PREVIDENCIÁRIO. CONCESSÃO DE
APOSENTADORIA RURAL POR IDADE.
COMPROVAÇÃO DO EXERCÍCIO DE ATIVIDADES
RURAIS EM REGIME DE ECONOMIA FAMILIAR.
ASSALARIADOS EVENTUAIS. ANTECIPAÇÃO DE
TUTELA DEFERIDA NA SENTENÇA. RECURSO
CABÍVEL. 1. Para a concessão de aposentadoria rural por
idade, necessário o preenchimento dos requisitos de idade
mínima (60 anos para o homem e 55 anos para a mulher) e
prova do exercício da atividade rural no período de carência,
isoladamente ou em regime de economia familiar, de acordo com
a tabela constante do art. 142 da Lei nº 8.213/91, sendo
importante ressaltar que para a demonstração do
exercício dessa atividade não há necessidade de
apresentação de início de prova material em relação a
todo o período que se pretende comprovar. 2.
Demonstrada a atividade rural através de início razoável
de prova material, complementada por testemunhos
idôneos colhidos em juízo, a parte autora faz jus ao
benefício pleiteado. 3. O auxílio eventual de terceiros não
descaracteriza a atividade agrícola em regime individual ou
economia familiar. 4. Contra antecipação de tutela concedida em
sentença é cabível a interposição de agravo de instrumento.
Precedente o Plenário desta Corte. (TRF 4,APELAÇÃO CÍVEL
Nº 2000.70.10.003397-2/PR, 5ªT., Relator Juiz Federal Ricardo
Teixeira do Valle Pereira, D.J.U. 11/02/04).

Diante do grande material probatório acostado aos autos,


que traçou, através de fortes evidências, a dura e desgastante vida de trabalho no
campo do Requerente, percebe-se que este preencheu todos os requisitos exigidos
para a concessão do benefício de aposentadoria por idade a trabalhador rural, quais
sejam, a qualidade de segurado, a idade mínima de 60 (sessenta) anos e a
comprovação do efetivo exercício da atividade rural por tempo igual e superior ao
número de meses de contribuição correspondente à carência do benefício, mas caso
haja dúvidas por parte deste Douto magistrado, poderão ser esclarecidas por meio de
prova testemunhal.
Esta total adequação à lei, impõe, em cumprimento a
mais inteira justiça, a concessão do benefício ora tutelado.

4. DA ANTECIPAÇÃO DA TUTELA

A tutela antecipada é uma medida provisória e satisfativa,


prestada com base em juízo de probabilidade. Ela visa a permitir a produção dos
efeitos (ou, ao menos, de alguns deles) da sentença de procedência do pedido do
autor, desde o início do processo (ou desde o momento em que o juiz tenha se
convencido da probabilidade de existência do direito afirmado pela demandante),
dando efetividade a este. Ora, de nada adianta a parte ter reconhecido um direito, se
os efeitos deletérios do tempo impedirem a mesma de usufruir dos efeitos do
comando judicial.
Tal instituto é regido pelo art. 273 do Código de Processo
Civil, apresentando-se os seus requisitos no seguinte fragmento deste, asseverando
que:

“Art. 273. O juiz poderá, a requerimento da parte,


antecipar, total ou parcialmente, os efeitos da tutela
pretendida no pedido inicial, desde que, existindo prova
inequívoca, se convença da verossimilhança da alegação
e:

I - haja fundado receio de dano irreparável ou de difícil


reparação; ou

II - fique caracterizado o abuso de direito de defesa ou o


manifesto propósito protelatório do réu.”
(grifou-se)

Diante do referido artigo, depreende-se que os requisitos


para a antecipação da tutela, além do requerimento da parte, consistem na existência
de prova inequívoca dos fatos arrolados na inicial com a constatação da
verossimilhança da alegação e o fundado receio de dano irreparável ou de difícil
reparação.
No caso em tela, a prova encontra-se consubstanciada
nos documentos anexados aos autos pelo requerente: os documentos de
identificação tradicionais, que demonstram sua idade já superior aos 60 (sessenta)
anos exigidos por lei e as outras provas documentais relativas à condição de
rurícola – já amplamente aceitas na jurisprudência pátria, que, conjuntamente, são
suficientes à comprovação da atividade rural mencionada nesta exordial,
demonstrando-se a verossimilhança da alegação do autor de ter direito ao
benefício ora pleiteado.
Sendo pessoa de avançada idade, o demandante já
enfrenta debilidades físicas, em virtude do desgastante e penoso trabalho no
campo. Na terceira idade, época que deveria ser de descanso, após uma vida de
trabalho, o Requerente sofre para conseguir se sustentar, sem condições de
enfrentar o sol escaldante e a enxada pesada para plantar uma roça. Tal situação é
ainda agravada diante dos problemas de saúde provenientes desta atividade, que
geram a necessidade urgente da aquisição de diversos medicamentos. Assim,
percebe-se a existência do fundado receio de dano irreparável e de difícil
reparação em relação à sofrida e miserável situação da suplicante, que não possui
as condições mínimas para uma boa sobrevivência, constituindo uma afronta ao
princípio da dignidade humana.
Acerca da antecipação de tutela, o Colendo Supremo
Tribunal Federal assim preleciona:

PREVIDENCIÁRIO E PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE


INSTRUMENTO. TUTELA ANTECIPADA CONTRA A
FAZENDA PÚBLICA. POSSIBILIDADE.
APOSENTADORIA POR INVALIDEZ. PRESENÇA DOS
REQUISITOS DO ART. 273 DO CPC.
1. (...)
2. A não-concessão da tutela pode acarretar um dano de
difícil reparação ante a natureza alimentar que envolve a
matéria (TRF - 1ª Região, Primeira Turma, AG
2000.01.119963-7/MG, rel. Juiz LuizGonzaga Barbosa Moreira,
DJU de 07/06/02, p. 82).
3. O entendimento de que não pode haver antecipação de
tutela contra a Fazenda Pública está ultrapassado, pois
fere os comezinhos princípios de direito, o direito que
todos têm de um tratamento igualitário. Inclusive o
Supremo Tribunal Federal entende que, em questões
previdenciárias, não se aplica o que foi decidido na ADC 4
(cf. Reclamações 1.157, 1.022 e 1.104, ajuizadas pelo INSS).
4. Agravo de instrumento não provido.
(AG - AGRAVO DE INSTRUMENTO – 199801000958649,
Relator: Desembargador Federal TOURINHO NETO, Segunda
Turma, DJ 19/04/2004)

PROCESSUAL CIVIL. AGRAVO DE INSTRUMENTO.


AMPARO ASSISTENCIAL. ANTECIPAÇÃO DE TUTELA.
CAUSA DE NATUREZA PREVIDENCIÁRIA.
POSSIBILIDADE. SÚMULA 729 DO STF. AUSÊNCIA DE
PROVA CAPAZ DE DESCONSTITUIR A TUTELA
DEFERIDA. AGRAVO NÃO PROVIDO. 1. A decisão
prolatada pelo Supremo Tribunal Federal na Ação Direta
de Constitucionalidade n. 4, que determina a observância
do artigo 1º da Lei 9.494/97 e impede a concessão de tutela
antecipada contra a Fazenda Pública, não se aplica à
antecipação de tutela em causa de natureza
previdenciária (Súmula 729/STF). 2. A antecipação dos
efeitos da tutela somente poderá ser concedida quando, existindo
prova inequívoca, o Juiz se convença da verossimilhança da
alegação e do fundado receio de dano irreparável ou de difícil
reparação (art. 273, I e II, do CPC). 3. Na hipótese vertente, o
INSS não trouxe aos autos prova suficiente capaz de
desconstituir o conjunto probatório que ensejou o deferimento
da tutela antecipada. 4. Agravo de instrumento não provido.
(TRF-1 - AG: 25554 MG 0025554-88.2008.4.01.0000, Relator:
DESEMBARGADORA FEDERAL MONICA SIFUENTES,
Data de Julgamento: 30/08/2010, SEGUNDA TURMA, Data
de Publicação: e-DJF1 p.538 de 10/09/2010)

Isso posto, fazem-se presentes os requisitos para o


deferimento da tutela antecipada, já que estão comprovadas as condições
necessárias à concessão do benefício de Aposentadoria por Idade a Trabalhador
Rural em favor do postulante.

5. DOS PEDIDOS

Diante do exposto, requer a Vossa Excelência:

a) A concessão dos benefícios da justiça gratuita, com


fundamento no artigo 4º da Lei n°. 1.060/50, a teor do que igualmente autoriza o
artigo 5º, inciso LVXXIV, da CF/88, por ser o Requerente pobre na forma da lei, uma
vez que não pode arcar com as custas processuais e honorários advocatícios sem
prejuízo de seu sustento e o de sua família, declaração que presta sob as penas da Lei;

b) A concessão de tutela antecipada initio litis e inaudita


altera pars, determinando-se ao INSS a imediata concessão do benefício de
Aposentadoria por Idade de Trabalhador Rural em favor do Requerente,
mantendo-se os efeitos dessa decisão antecipatória até o trânsito em julgado da
decisão final prolatada na presente ação;

c) A citação do INSS, na pessoa do seu representante legal


para, querendo, contestar a presente ação, sob pena de revelia e confissão;

d) Caso seja contestada a presente ação, desde já a cópia


do Processo Administrativo referente ao Benefício nº. 162.926.069-7, junto a
Autarquia Ré, conforme assevera o artigo 11 da Lei nº. 10.259/2001;
e) A total procedência dos pedidos deduzidos na
presente demanda judicial, com a condenação do INSS à concessão da
Aposentadoria por Idade de Trabalhador Rural em favor do demandante, bem
como ao pagamento de todos os valores que injustamente deixaram de ser pagos ,
desde o requerimento administrativo do benefício em questão ( NB 162.926.069-7)
em 14/01/2014, atualizados com correção monetária e juros legais, além da
condenação do INSS aos honorários advocatícios no patamar de 20%, nos termos
Artigo 20, §3º do CPC;

f) A renúncia do crédito excedente a 60 salários mínimos,


quando da atualização, se for o caso, para que possa o Requerente optar pelo
pagamento do saldo via RPV, conforme lhe faculta o artigo 17, §4º da Lei nº.
10.259/2001.
Protesta provar o alegado por todos os meios de prova em
direito admitidos, especialmente depoimento pessoal, provas testemunhais,
documentais, periciais e outras providências probatórias que se fizerem necessárias,
o que desde já fica requerido.
Dá-se à causa o valor de R$ 17.356,00 (dezessete mil
trezentos e cinquenta e seis reais).

Nestes termos,
Pede deferimento.

São Raimundo Nonato-PI, 27 de novembro de 2015.

DR. ADALTON OLIVEIRA DAMASCENO


OAB/PI Nº 13.267