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Apontamentos de Geografia 8ºAno

População e Povoamento
1. A Evolução da População
Conceitos a saber:

Recenseamento: Estudo da população feito de 10 em 10 anos e que


permite ter acesso a dados demográficos tais como o numero de
habitantes, as idades, o agregado familiar, etc.
Demografia: ciência que estuda a população;
Natalidade: número de nados-vivos ocorridos durante um ano, num
dado território (N).
Mortalidade: número de óbitos registados durante um ano, num dado
território (M).
Crescimento Natural: Diferença entre a Natalidade e a Mortalidade.

Taxa de Natalidade: Número de nados-vivos ocorridos durante um ano


por cada 1000 habitantes de um dado território (TN).

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Taxa de Mortalidade: Número de óbitos ocorridos durante um ano por


cada 1000 habitantes de um dado território (TM).

Taxa de Crecimento Natural: crescimento natural ocorrido num ano por


mil habitantes de um dado território (TCN).

A Taxa de Crescimento Natural pode ser:


• Positiva (TN>TM): Países em Desenvolvimento;
• Nula (TN = TM): Países em vias de desenvolvimento;
• Negativa (TN<TM): Países desenvolvidos

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Na evolução da população mundial podem distinguir-se três fases:

1º Regime demográfico primitivo, até meados do século XVIII, que se


caracterizou por um ritmo de crescimento populacional lento. As taxas de
natalidade e de mortalidade tinham valores muito altos em todo o mundo, pelo
que as taxas de crescimento natural eram baixas;

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2º Transição demográfica, desde meados do século XVIII até meados do


século XX, que se caracteriza por um rápido crescimento da população mundial
(1ªfase) e as taxas de mortalidade nos países desenvolvidos diminuíram logo a
TCN teve um rápido aumento (2ªfase).

Isto deveu-se à:
• Revolução Agrícola: Conjunto de alterações na agricultura europeia
que sucederam a par da Revolução Industrial, por meados do século XVIII
(com origem no Reino Unido); Caracterizou-se essencialmente pela introdução
de novos métodos e técnicas de cultivo, que permitiram o aumento da
quantidade e variedade de produtos agrícolas.
• Revolução Industrial: Conjunto de transformações na atividade fabril
apoiadas na aplicação de uma série de inventos. Iniciou-se no Reino Unido em
1760, estendendo-se depois a outros países da Europa e, mais tarde, do
Mundo. Estas transformações na indústria tiveram repercussões sociais,
demográficas e económicas muito importantes

 Nas regiões onde não aconteceram estas transformações, como foi o caso
de Portugal, que só conheceu a industrialização posteriormente, manteve-se o
equilíbrio entre a taxa de natalidade e a taxa de mortalidade, ou seja, um
crescimento natural reduzido.

3º Regime demográfico moderno, iniciada no século XX, é a fase em que se


regista o maior crescimento da população mundial sobretudo devido às
elevadas taxas de natalidade dos países menos desenvolvido e à descida das
taxas de mortalidade em todo o mundo.

Após a segunda guerra mundial, Os países industrializados e as organizações


por eles formadas auxiliaram os países menos desenvolvidos, nomeadamente
nas áreas da saúde, da agricultura e da educação (ajuda internacional). Esses
auxílios provocaram uma grande descida das taxas de mortalidade que,
associada à manutenção de elevadas taxas de natalidade, deu origem a um
crescimento natural explosivo

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Contrastes de Desenvolvimento Mundial

Países Desenvolvidos Países em Desenvolvimento


Países em que o setor terciário é mais Países em que o setor primário
desenvolvido e que a indústria se (agricultura) é dos mais desenvolvidos.
começou a desenvolver há muito tempo.
A indústria começou apenas a
Melhores condições de vida, alimentação, desenvolver-se há pouco tempo.
saúde, educação
Graves problemas de alimentação,
A agricultura emprega pouca população. saúde, educação.

Diferentes Indicadores Demográficos

1. A Taxa de Natalidade

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Países Desenvolvidos Países em Desenvolvimento


Começou a diminuir a partir de finais do Ainda tem valores bastante elevados,
século XIX, devido: devido:

• Ao desenvolvimento do planeamento • Ás elevadas taxas de


familiar; analfabetismo;
• Grande participação da mulher no • Mulheres sem emprego, maior
mundo do trabalho; tempo para cuidar dos filhos;
• Aumento das despesas com os • Os filhos representam mão de
filhos; obra e rendimento para a família;
• Casamento tardio • Casamento mais jovem;
• Adiamento do nascimento do • Casais rejeitam o planeamento
primeiro filho. familiar e os métodos
contracetivos.

2. Índice de Fecundidade

Entende-se por índice de fecundidade o número de filhos por cada mulher


em idade fértil (dos 15 aos 49 anos). O valor mínimo do Índice de Fecundidade
para garantir a renovação de espécies 2.1

Pode-se concluir que:

• O índice de fecundidade é mais alto nos países em desenvolvimento e


mais baixo nos países desenvolvidos.
• No entanto, segundo as previsões, este indicador poderá ter valores
muito semelhantes nos dois grupos de países em 2050.

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3. A Taxa de Mortalidade

Países Desenvolvidos Países em Desenvolvimento


Começou a diminuir a partir de finais do Ainda tem valores elevados, mas tem
século XVII, devido: vindo a baixar no século XX, devido:

• Melhoria da alimentação; • Á ajuda internacional dos países


desenvolvidos e das organizações
humanitárias;
• Melhoria da assistência médica; • Melhoria da alimentação, da
assistência médica e das condições
de habitação e higiene.

No entanto:

Nos países desenvolvidos: tem-se registado um pequeno aumento da


mortalidade, devido ao envelhecimento da população.

Nos países em desenvolvimento: há ainda muitos países africanos que têm


as taxas de mortalidade altas por causa da fome, falta de condições de higiene
e saúde, conflitos armados e algumas doenças.

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4. A Taxa de Mortalidade Infantil

Podemos concluir que as taxas de mortalidade infantil:


• Mais baixas pertencem maioritariamente a países desenvolvidos;
• Mais altas são registadas em muitos países de África

5. A Esperança Média de Vida

Esperança média de vida: Número de anos que, em média, cada


individuo tem probabilidade de viver no momento em que nasce.

O aumento da esperança média de vida é um fenómeno demográfico que


marcou o século XX. Este aumento foi muito maior nos países em
desenvolvimento. Nos países desenvolvidos esta média chega aos 80 anos de
idade, enquanto que nos países de baixo desenvolvimento não ultrapassa os
50 anos.

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O aumento da esperança média de vida deve-se a fatores, tais como:

• Alimentação mais rica e variada;


• Melhores condições de vida;
• Avanços na medicina;
• Assistência aos idosos;
• Cuidados de saúdes eficazes.

6. Taxa de Crescimento Natural

Através da análise do gráfico, conclui-se que:

• As TCN mais altas pertencem à maioria dos países africanos,


asiáticos e na América do Sul e Central

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• Pelo contrário, na Europa, Japão e Canadá tem TCN baixas


• Já Portugal, tem a TCN negativa.

A Evolução da População Pirâmides Etárias

Os comportamentos demográficos influenciam a evolução da população e


a sua estrutura etária – composição de uma população por idades.

Para caracterizar a estrutura etária, é habitual considerar três grandes


grupos etários:

• Os jovens (menos de 15 anos);


• Adultos (dos 15 aos 65 anos);
• Idosos (com 65 e mais anos).

A estrutura etária pode ser representada através de uma pirâmide etária –


gráfico de barras na qual se divide a população por idades.

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Contrastes Mundiais nas Estruturas Etárias

Países em Desenvolvimento Países Desenvolvidos

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Políticas Natalistas e Antinatalistas

1. Políticas Natalistas

Por política natalista entende-se o conjunto de medidas utilizadas pelos


países desenvolvidos para incentivar os casais a terem mais filhos.

Principais medidas que são ou podem ser usadas:


• Atribuição de subsídios, como o abono de família;
• Redução de impostos para as famílias com mais filhos;
• Alargamento do período de licença de maternidade ou paternidade;
• Criação de um maior número de infantários;
• Aumento da redução do horário de trabalho;
• A assistência médica gratuita na gravidez e nos primeiros anos de vida
das crianças;
• Facilidades no crédito à habitação para as famílias mais numerosas;

2. Políticas Antinatalistas

Por políticas antinatalistas entende-se o conjunto de medidas utilizadas


pelos governos para incentivar os casais a ter menos filhos, principalmente nos
países menos desenvolvidos.

Principais medidas que são ou podem ser usadas:


• Divulgação do planeamento familiar;
• Divulgação dos métodos contracetivos;
• Realização de campanhas de informação;
• Legalização da interrupção voluntária da gravidez (aborto);
• Promoção social da mulher.

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A Estrutura Etária da População Portuguesa

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1. População e Povoamento
1.2. A Distribuição e a Mobilidade da População
Existem fatores que tornam os locais mais atrativos ou não para a vida
humana.

Os fatores que influenciam a distribuição da população podem ser:

Atrativos Repulsivos
• Boas acessibilidades naturais ou • Fraca acessibilidade;
construídas;
• Abundância de água; • Escassez de água;
• Facilidade de emprego e de condições • Falta de emprego e de condições de
de vida; vida;
• Clima Ameno; • Clima de rigoroso;
• Relevo pouco acidentado. • Relevo montanhoso.

Para medir o grau de concentração da população num dado país ou região,


utiliza-se a densidade populacional – relação entre a população absoluta e a
superfície total do território.

DP = População total / superfície (km2)

Vazios Humanos vs Concentrações Humanas

A população mundial encontra-se desigualmente repartida à superfície


terrestre, existindo grandes vazios humanos, onde a presença humana é rara,
enquanto que outras regiões são densamente povoadas, constituindo grandes
focos de concentração demográfica.

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Os grandes vazios humanos localizam-se:

• Nas regiões polares e subpolares;


• Nos grandes desertos quentes;
• Nas áreas de floresta equatorial;
• Nas grandes cordilheiras montanhosas.

Razões dos Vazios Humanos:

Regiões polares e Desertos quentes Florestas Equatoriais Cordilheiras


subpolares Montanhosas
Precipitação escassa Precipitação escassa Precipitação abundante Clima rigoroso
Temperaturas baixas; Temperaturas elevadas Falta de luz Temperaturas baixas
Inverno longo Escassez de água Ambiente quente e Inclinação das
húmido vertentes
Solos gelados Solos quentes Solos arrastados Solos pobres

As maiores concentrações demográficas, onde vive 70% da população


mundial, são:

• Ásia Oriental, região mais povoada do planeta;


• Ásia Meridional, segundo foco populacional;
• Europa Ocidental e Central, terceiro foco populacional;
• Nordeste dos EUA, quarto foco populacional.

Razões das concentrações demográficas:

Ásia Oriental e Meridional Europa e Nordeste dos EUA


• Presença de civilizações antigas; • Forte industrialização e urbanização;
• Existência de solos férteis nas planícies • Grande oferta de emprego
aluviais;
• Temperaturas elevadas e precipitações • Boas vias de comunicação;
abundantes;

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• Elevadas taxas de crescimento natural • Climas Temperados;


• Solos férteis e vastas planícies.

Densidade Populacional em Portugal

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Tipos de Migrações

Migração - a deslocação da população de uma área para outra, temporária ou


definitivamente.

Emigração- saída de pessoas de um país para residir/trabalhar no estrangeiro;

Imigração- Entrada de estrangeiros num país para

As migrações podem ser classificadas, de acordo com quatro temas: área,


forma, legalidade e duração.

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Causas das Migrações

Principais Fluxos Migratórios

Através da análise do gráfico podemos concluir que as principais áreas de


chegada de imigrantes são:

• Europa Ocidental e Central, sobretudo de África e Ásia

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• América do Norte; onde chegam de todo o mundo, mas mais da América


Latina
• Austrália, sobretudo da Ásia Meridional e do Sudeste.

Consequências das Migrações Internacionais

Indicadores Demográficos

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1. População e Povoamento
1.3 Áreas de Fixação Humana

O número de cidades e a sua dimensão têm crescido consideravelmente.


Para além do crescimento das cidades, deu-se também uma expansão das
áreas suburbanas, sendo difícil distinguir os limites de uma cidade.
A Urbanização consiste no processo de crescimento da população
residente nas cidades que adota uma forma de vida distinta da do meio rural.

Grande parte das maiores aglomerações urbanas encontra-se nos países


em desenvolvimento, assumindo particular destaque na Ásia Oriental e na Ásia
Meridional.

Nos países desenvolvidos, o ritmo de crescimento das grandes cidades


tem diminuído devido a:
• Redução do êxodo rural;
• Saída das grandes cidades para as suas periferias.

Nos países em desenvolvimento, o crescimento urbano acompanhou a


explosão demográfica e deve-se:

• Ao intenso êxodo rural;


• Ás elevadas taxas de natalidade

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Classificação de uma Cidade

Critérios Demográficos: Recorrem ao número de habitantes e/ou densidade


populacional, definindo um limiar mínimo a partir do qual as aglomerações
populacionais são consideradas cidades.

Critérios Funcionais: Devem predominar atividades relacionadas com os


setores secundário e terciário.

Critérios Administrativos, Políticos e/ou Históricos: Aplicam-se a cidades


definidas por decisão legislativa.

Critérios Morfológicos: Tipo de edifícios e densidade das vias de


comunicação.

Poder de Atração das Cidades (Fatores de Localização)

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Grandes Cidades, Grandes Problemas

Nos países desenvolvidos:

• Produção de grandes quantidades de resíduos urbanos – lixos e esgotos


domésticos e industriais;
• Intensa circulação de transportes rodoviários e o congestionamento do
trânsito;
• Situações de pobreza e criminalidade;
• Emissão de muito gases poluentes.
• Temperaturas mais elevadas;
• Chuvas ácidas mais frequentes.

Nos países em desenvolvimento:

• Falta de sistemas de tratamento do lixo e dos esgotos;


• Desemprego e falta de condições de vida;
• Má alimentação e falta de higiene

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Estrutura das áreas urbanas

No espaço urbano, é possível encontrar uma grande diversidade de


funções (comercial, financeira, administrativa, cultural, residencial e industrial)
que se organizavam em áreas mais ou menos homogéneas e com
características próprias – áreas funcionais.

A localização das áreas funcionais é influenciada:

• Pelo custo dos terrenos, dos imóveis e das rendas;


• Pelo grau de acessibilidade dos lugares

Áreas Funcionais

• Centro (CBD - Central Business District) – Designa a área central de


uma aglomeração urbana de maior dimensão e importância. Em
Portugal, esta área é designada por baixa.

O CBD caracteriza-se por ser uma área da cidade para onde convergem
as principais vias de trânsito o que origina uma tendência para a
descentralização e as pessoas tendem a viver na periferia.

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Áreas Residenciais:

As áreas residências são as que ocupam maior espaço, distribuindo-se por


diferentes áreas da cidade.

• Classes mais favorecidas: instaladas em vivendas ou em apartamentos


de condomínios de luxo, que ocupa, os melhores locais da cidade;
• Classes médias: residem em bairros de menor qualidade arquitetónica,
quase sempre constituídos por blocos de apartamento. O desenvolvimento
dos transportes permitiu que se deslocassem para as periferias das
cidades
• Classes baixas: residem em áreas antigas da cidade, bairros de habitação
social ou mesmo barracas ou bairros de lata.

Áreas Industriais:

Nos países desenvolvidos: A função industrial foi sendo gradualmente


deslocada para a periferia porque:

• As indústrias são grandes consumidoras de espaço;


• O tráfego de veículos pesados é muito intenso;
• A poluição atmosférica e sonora é muito grande

Atualmente promove-se a criação de espaços próprios destinados à industria –


os parques industriais.

Nos países menos desenvolvidos: A função industrial está ainda a


ganhar importância nas cidades.

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Tipos de Cidades

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Conceitos Importantes

Metrópole: Cidade Central de área urbana formada por cidades ligadas entre
si fisicamente ou através de fluxos de pessoas e serviços;

Megalópolis: Extensa área urbanizada constituída por várias cidades


independentes, mas muito próximos;

Conurbação: Área urbanizada constituída por poucas cidades independentes,


mas tão próximas entre si, que ficam com muita área urbana á volta

Áreas Metropolitanas: Extensa área urbanizada resultante da junção de


vários concelhos, com aglomerados urbanos ou não urbanos (pequenas
cidades, vilas, aldeias, etc.)

Periurbanização: processo de expansão urbana em que não há distinção


entre o campo e a cidade.

Suburbanização: Processo relacionado com o desenvolvimento de subúrbios


em torno das grandes cidades e áreas metropolitanas.

Principais Funções da Cidade

Função Educativa: Oxford e Coimba

Função Política e Administrativa: Nova Iorque, Lisboa

Função Cultural e de Lazer: Paris

Função Científica: Valley

Função Residencial: Queluz

Função Comercial e de Serviços: Singapura, Roterdão

Função Industrial: Turim e Sines

Função Militar: Elvas

Função Religiosa: Jerusalém, Fátima

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Morfologia do Espaço Urbano

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As Cidades em Portugal

Viver no Campo ou na Cidade

Espaço Rural Espaço Urbano


Baixa densidade populacional Elevada densidade populacional
Predomínio das habitações de um ou Predomínio da construção em altura –
dois andares; edifícios de vários pisos
Agricultura, Pecuária Comércio, Serviços, Indústria
Dispersão de atividades ligadas à Grande concentração de atividade
indústria económica
Poucos hospitais, poucas escolas Muitos hospitais, muitas escolas

No entanto, hoje em dia os modos de pensar e os hábitos de vida são


diferentes em muitos aspetos. Essas diferenças tendem a esbater-se devido:

• À difusão dos meios de comunicação social;

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• Ao alargamento das redes de transporte e à crescente utilização do


automóvel particular, que assim se deslocam às cidades para ir aos
grandes centros comerciais;
• Desenvolvimento e difusão da Internet.

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1. População e Povoamento
1.4. Diversidade Cultural

Diversidade Cultural: São diferenças culturais ao nível da história, da língua,


religião, vestuário, tradições, etc…

Cultura: Conjunto de costumes e tradições adquiridas pelo homem ao longo do


tempo, em contato com o meio em que vive e que são transmitidas de geração
e, geração.

Etnia: Grupo de indivíduos que apresenta um conjunto de características


sociais comuns como: a língua, os costumes e a religião.

Fatores de Identidade Cultural

Características dos homens e das mulheres que permitem, por semelhança,


integrá-los no mesmo grupo e simultaneamente distinguir cada grupo de todos
os grupos. Dentro deles temos:

1. Físicos
A espécie humana distingue-se pela cor da pele, pelas feições, etc…
Assim temos:
• Caucasianos: Povos originários da Europa essencialmente, de
pele branca.
• Mongoloides: povos de pele amarela originários da Ásia e da
América;
• Negróides: povos originários de África com a pele escura.

2. Culturais
Hábitos e valores partilhados por uma população. São ao nível da
gastronomia (comidas típicas), na forma de comer, nas habitações,
música, pintura, danças etc…

3. Linguagem
As pessoas comunicam utilizando línguas diferentes;

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As sete línguas mais faladas são: mandarim, espanhol, inglês, árabe,


bengali, hindi e português.

4. Religiosas

Existem povos com regiões monoteístas - que só acreditam num deus e outras
politeístas – que acreditam em vários deuses.

O que é o fundamentalismo religioso:


O fundamentalismo religioso é uma atitude radical de quem se empenha em
seguir e impor os princípios ou práticas que estiveram na origem de
determinado movimento religioso.

Defende:

• Uma união entre a religião e lei política, isto é, o Alcorão é a lei e


o estado deve faze-la cumprir;
• Expansão do islamismo nu mundo, pelos seus seguidores;
• Rejeição da cultura ocidental;
• O emprego de violência (guerra) para obter os seus objetivos. Ex.
atentados terroristas.

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5. Diversidade de modos de vida


O contraste entre os países desenvolvidos com melhor nível de vida, e os
países em desenvolvimento, com maior pobreza e menos possibilidade de
acesso de bens e serviços, também faz com que o modo de vida das
populações seja diferente.
Muitos outros aspetos são elementos de identidade e diferenciação de povos
e culturas, como por exemplo:
• Arte – música, literatura, artesanato, etc.
• Celebrações e Rituais – festas e datas associadas à religião, etc.
• Lazer - danças, jogos tradicionais, desportos, brincadeiras, etc.
• Gastronomia: Pratos associados geralmente a produtos regionais.

Diversidade Cultural em Portugal

Raça: Branca

Língua: Português

Religião: cristianismo

Festividades: Santo António (Lisboa)

Gastronomia: Bacalhau, ovos moles, tripas à


moda do Porto;

Arte: Galo de Barcelos

Habitações: Casas típicas da Madeira

Diferenças nos Processos de Integração

Os jovens imigrantes com culturas diferentes podem ser amigos.


Normalmente, os imigrantes têm tendência a fazer um processo de
assimilação, ou seja, a adquirir a cultura do país para onde imigraram,
perdendo por vezes a sua identidade cultural.

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Mas nem todas as pessoas conseguem e estão dispostas a renunciar a


sua cultura e aí há apenas um processo de integração.
Segundo este processo, os imigrantes participam nas atividades
e aderem ao conjunto de valores da comunidade de
acolhimento, mas não se fundem completamente na nova
comunidade, conservando alguns aspetos da sua cultura de origem. Por
exemplo, as mulheres árabes não abandonam as burcas.
Vivem em bairros próprios, e criam a própria cidade dentro de uma cidade
maior. (Ex. ChinaTown na cidade de Nova Iorque)

Globalização

“A globalização é como uma onda gigante que tanto pode engolir nações
como empurra-las para a frente” Joseph Stiglitz
Podemos dizer que é um processo económico e social que estabelece uma
integração entre os países e as pessoas do mundo todo. Através deste
processo, as pessoas, os governos e as empresas trocam ideias, realizam
transações financeiras e comerciais e espalham aspetos culturais pelos quatro
cantos do planeta.

Vantagens Desvantagens
A expansão dos mercados Desemprego
Desenvolvimento tecnológico Instabilidade financeira
Aumento da produtividade Ameaças ao ambiente global
Melhorias nos padrões de vida

Problemas Resultantes das relações entre diferentes culturas

• Xenofobia: é um comportamento de fobia associado à aversão que um


individuo sente por pessoas de outras culturas (estrangeiros).

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• Etnocentrismo: o etnocentrismo é uma atitude discriminatória e


preconceituosa que consiste no facto de um determinado grupo étnico
se considerar superior a outra.
• Racismo: O racismo é a discriminação de indivíduos, grupos ou povos
em função da sua origem histórica ou aparência física, sobretudo a cor.

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2. Atividades Económicas
2.1. Exploração de Recursos Naturais e Produção de
Alimentos
A exploração dos recursos naturais deve ter em conta as suas diferentes
características, pois existem:
• Recursos renováveis: aqueles que a Natureza consegue repor, à
medidas que são utilizados, como, por exemplo, a água e a maioria
dos recursos vegetais e animais;
• Recursos não renováveis: aqueles cujas reservas são limitadas,
como acontece com a maioria dos recursos do subsolo, como, por
exemplo, o carvão, os metais, o petróleo, etc.

Muitas atividades económicas estão diretamente relacionadas com a


obtenção e transformação dos recursos naturais, o que se reflete na sua
classificação.

População Ativa: Empregados, desempregados temporariamente, população


a prestar serviço militar.

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População Não Ativa: Estudantes, reformados e donas de casa. Restante


população não trabalhadora (crianças, inválidos e os que vivem de
rendimentos).

Indústria Extrativa
A Indústria Extrativa é uma atividade do setor primário que procede à
extração de inúmeros minerais na crosta terrestre. Essses minerais são
recursos naturais não renováveis, pois as suas reservas são limitadas.
Habitualmente, classificam-se em:
• Minerais Metálicos, como o ferro, o alumínio, magnésio, cobre e o
ouro;
• Minerais Não-Metálicos, como o potássio, os fosfatos, os nitratos e o
diamante,
• Rochas Industriais, como o calcário comum e as rochas
ornamentais, como o mármore e o granito.
• Recursos Energéticos, como o carvão, o petróleo, o gás natural e o
urânio.

Produção e Consumo de Minerais Energéticos Não Renováveis


Maior parte da energia utilizada pelos humanos vem dos combustíveis
fosseis: carvão, petróleo e gás natural.

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O carvão foi a principal fonte de energia até meados do século XX. A


partir daí, a sua importância decresceu e, atualmente, o petróleo é a fonte
energética mais utilizada. Por ser menos poluente que os outros dois, o gás
natural é o único recurso energético não renovável cuja importância tende a
aumentar.
A maior parte dos países da Europa, Japão; Austrália e EUA importam
grande parte do petróleo que consomem. O médio Oriente é a zona que mais
produz.

Impactes da Exploração dos Recursos Minerais Não Renováveis


• Problemas Sociais e Económicos: Nas zonas onde a atividade
extrativa é a principal empregadora de mão-de-obra, pois o
encerramento das minas, pedreiras e outras explorações faz com que a
parte da população fique desempregada.

• Problemas Ambientais:
- Destruição da paisagem natural e a poluição;
- Desastres ambientais;
- Poluição atmosférica;
- Radioatividade.

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• Problemas Económicos:
- Dependência dos países importadores (os que compram) face aos
exportadores, o que comporta riscos como a subida de preços, que
influencia, negativamente, a economia dos países industrializados;
- Dependência da economia dos países produtores em relação às
exportações de combustíveis.

Outros Recursos Energéticos - Renováveis


• Energia Geotérmica: A Energia geotérmica existe desde que o nosso
planeta foi criado. “Geo” significa Terra e “Térmica” significa calor, por
isso, geotérmica é a energia calorifica que vem do interior da terra.

• Energia Solar: É a designação dada a qualquer tipo de captação de


energia luminosa, proveniente do sol.

• Energia Eólica: É a energia que provem do vento, esta consta em


aproveitar a força do vento para impulsionar hélices.

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• Energia da Biomassa: Material biológico proveniente de seres vivos


pode ser convertido em energia.

• Energia Hídrica: A energia cinética das águas dos rios e das ondas e
marés pode ser transformada em energia elétrica, através de centrais
localizadas nos rios e nas águas costeiras.

Vantagens e Desvantagens da Utilização dos Recursos

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2.Atividades Económicas
2.2. Agricultura

Fatores Condicionantes da Produção Agrícola

A atividade agrícola é influenciada por fatores naturais, como o clima e o


relevo, que influenciam a temperatura e a qualidade dos solos.

Clima: As necessidades de calor e de água variam de planta para planta. Os


climas temperados são os mais propícios para a prática da agricultura;

Relevo: Os solos das altitudes elevadas são pobres (devido à erosão) e


difíceis de cultivar e impedem o uso de máquinas. As regiões mais apropriadas
para a agricultura são: planícies, planaltos de baixa
altitude e vales.

A construção de socalcos atenua as condições


naturais adversas.

Solo: Nem todos os solos são aptos para a prática da agricultura.

Agricultura Moderna e Agricultura Tradicional

No mundo atual, existem diferentes sistemas de produção agrícola que


podem ser agrupados em dois tipos principais:
• A Agricultura Moderna, cuja produção se destina ao mercado nacional e
internacional;
• A Agricultura Tradicional, cujas colheitas se destinam ao autoconsumo,
isto é, a satisfação das necessidades alimentares do agricultor e da
família e ao mercado local ou nacional.

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Principais formas de Agricultura Tradicional

Agricultura itinerante: É praticada por povos nómadas da


seguinte maneira: o agricultor lança o fogo a uma clareira
(depois de cortar as árvores), servindo-se das cinzas para
fertilizar o solo. Faz o cultivo desse terreno durante 2 ou 3
anos (até os solos ficarem esgotados) e depois procura novos lugares onde
repete todo o processo.

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Agricultura sedentária de sequeiro

• Predomina nas regiões de savana;


• A população concentra-se em pequenas
povoações, rodeada de campos que são
propriedade da comunidade;
• Faz-se em sistema de policultura extensiva associada à criação de
gado;
• Pratica-se o sistema de rotação de culturas para evitar o esgotamento
dos solos.

Agricultura da Ásia das Monções ou Rizicultura Intensiva (ou agricultura


intensiva de subsistência)

• Praticada nas regiões de clima tropical


húmido no sul e sudeste asiático,
submetidas às Monções.
• O arroz é o alimento base desses povos.
• Praticada de forma intensiva, com campos de pequena dimensão e
frequentemente em socalcos.

Agricultura de Plantação

• É praticada nos países em desenvolvimento;


• Localizam-se junto ao litoral, rios navegáveis
e boas redes de transporte, para facilitar o
escoamento dos produtos;
• As plantações pertencem a empresas
(multinacionais) dos países desenvolvidos, para onde vai quase todo o
seu lucro,
• Cultivam-se produtos tropicais (café, cacau, cana do açúcar, algodão)
em regime de monocultura, destinados à exportação;
• São utilizadas tecnologias modernas com a utilização de mao-de-obra
local (mais barata).

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Impactes Ambientais e Sociais da Agricultura

Os maiores problemas ambientais provocados pela Agricultura Moderna:

• A degradação dos solos, devido ao uso de fertilizantes;


• Poluição dos cursos de água e das águas subterrâneas;
• Aumento da resistência genética das pragas aos pesticidas;

Os impactes ambientais da Agricultura Tradicional são:

• Erosão dos solos provocada pela redução dos tempos de pousio:


• Desflorestação devido à necessidade de expansão de áreas de cultivo;

Também existem problemas económicos e sociais:

• Na agricultura moderna, há muitos excedentes alimentares e que por


vezes não são vendidos logo cria graves prejuízos aos agricultores.
• Na agricultura tradicional são as produções insuficientes e a
destruição de colheitas por doenças e pragas que provocam períodos de
fome e de proliferação de doenças.

Será possível encontrar soluções? Agricultura Biológica

A preocupação de diminuir os impactes ambientais estimulou a agricultura


biológica, que tem como objetivos:

• Produzir alimentos de elevada qualidade nutritiva, sem resíduos de


substâncias tóxicas;
• Manter e melhorar, a longo prazo, a fertilidade dos solos;
• Reduzir o consumo de energia fóssil;
• Combater pragas e doenças com métodos e técnicas tradicionais,
melhorados com os novos conhecimentos científicos.
• Os alimentos são mais saborosos e mais benéficos para a saúde.

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No entanto, também existem desvantagens da utilização deste tipo de


agricultura, tais como:

• São mais caros que os produtos feitos pela agricultura convencional;


• São produtos de baixo rendimento e baixa produtividade;
• Ainda existem poucos locais de venda destes produtos.

2.Atividades Económicas
2.3. Pesca
Fatores Condicionantes da Obtenção de Alimentos de Origem Marítima

Há fatores naturais, como, por exemplo, a maior ou menos profundidade


das águas, que favorecem a abundância de peixe e de outras espécies
marinhas em determinadas áreas.

As plataformas continentais são áreas de grande riqueza de recursos


piscatórios, devido:

• À fraca profundidade, que permite maior penetração de luz solar e favorece


a formação de plâncton;
• Às águas mais agitadas e, por isso, mais ricas em oxigénio e em plâncton;
• À menor salinidade das águas, graças a agitação e às águas dos rios que
nelas desaguam;
• À grande riqueza de nutrientes orgânicos e inorgânicos que são
transportados pelos rios;

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Também existe maior abundância de fauna


marinha onde ocorre frequentemente o fenómeno
de upwelling – ascensão à superfície de águas
profundas e frias, que trazem consigo grandes
quantidades de nutrientes depositados nos fundos
marinhos.

No entanto, os países não podem pescar em todos os sítios que querem.


Existe uma área restrita chamada de ZEE (Zona Económica Exclusiva), área
que vai ate 200 milhas da costa e cujos países exercem direito de soberania,
exploração e conservação das águas, do solo e do subsolo marinho.

Tipos de Pesca

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Técnicas das Pesca Industrial (Moderna)

Impactes da Pesca Industrial:

• Sobreexploração dos recursos piscícolas; devido à grande


quantidade de pescadores que existe, sem legalização muitas das
vezes;
• Pesca indiscriminada até de espécies que não se pretendem pescar
como golfinhos, tubarões, etc.
• Extinção de espécies piscícolas; porque os pescadores não tem em
atenção o ciclo de renovação das espécies;
• Poluição por hidrocarbonetos, oriundos dos tanques de gasolina dos
navios.

Soluções para o problema das Pescas

• Penalizar práticas de pesca demasiado intensivas, como a de arrasto;


• Proibir pesca de peixes de pequena dimensão;
• Estabelecer períodos para os peixes jovens terem tempo de crescer;
• Proibir a captura de espécies em perigo de extinção;
• Apostar na aquicultura como alternativa ao fornecimento de peixe para
alimentação humana.

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Aquacultura – o que é?

A Aquicultura ou aquacultura, consiste na criação em cativeiro, de forma


controlada, de espécies piscícolas (peixes, moluscos e crustáceos).
Realiza-se normalmente em tanques de Terra e pode ser feita em regime
extensivo, semi-intensivo ou industrial, obedecendo a alguns princípios
básicos, como a seleção de espécies adequadas ás condições naturais e
resistentes de doenças.

Aquacultura em Portugal

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Pesca em Portugal

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3. A Indústria, o Comércio e os Serviços


3.1. A Indústria
A produção industrial destina-se totalmente ao mercado, contribuindo para
o desenvolvimento do comércio, que é cada vez mais intenso e global.

O comércio internacional de bens de serviço é fundamental na economia


dos países.

A Indústria Transformadora

A indústria transformadora é a atividade mais relevante do setor


secundário tanto na criação de emprego como na riqueza.

No entanto, a nível mundial, existem países com alto nível de


industrialização e outros com pouco.

Os EUA, a Rússia, a União Europeia, os NPI são alguns deles.

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NPI (Novos Países Industrializados)

O Crescimento dos NPI deve-se essencialmente a:

• Desenvolvimento registado no setor dos transportes;


• Á crescente importância do Japão na economia Mundial;
• À mão de obra disponível, de baixo custo;

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Assiste-se, atualmente, a um processo de deslocalização industrial.

Muitas indústrias estão a transferir-se de países desenvolvidos para


países em desenvolvimento, Porque:

• O custo da mão-de-obra é mais baixo;


• Incentivos ao investimento estrangeiro;
• Menor exigência com os direitos dos trabalhadores;
• Reduzido controlo dos impactos ambientais;
• Desenvolvimento dos Transportes e das Tecnologias;

Fases do Processo Industrial

Artesanal: quando o artesão tinha o domínio de toda a produção (matéria


prima ate ao produto final)

Manufatura: Os artesãos reuniam-se em oficinas, havia uma divisão de


trabalho, porém os instrumentos de trabalho eram manuais e o rtimo de
trabalho era imposta pela força humana.

Mecanizada: uso de máquinas a vapor, impondo o ritmo de trabalho ao


operário, especialização de produção.

Fases da Revolução Industrial

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Conceitos:

Especialização: Aperfeiçoamento dos operários em determinado tipo de


trabalho industrial, o que lhes permite executar, com precisão, as suas tarefas.

Produção em Série: Fabrico de grandes quantidades do mesmo produto. Leva


à redução do número de operários e aumenta o rendimento das máquinas o
que se reflete no menor custo dos produtos.

Trabalho em Cadeia: Caso particular da produção em série, em que os


operários permanecem nos seus lugares de trabalho, sem necessidade de
qualquer deslocamento. Os materiais ou objetos em fase de construção
passam de mão em mão ate estarem concluídos.

Divisão do Trabalho: Atribuição, aos operários, de tarefas específicas


simples, de modo a poderem ser executadas rapidamente e com menor fadiga.
Cada operário tem a seu cargo apenas uma das várias tarefas, pelo que só tem
de repetir indefinidamente os mesmos gestos.

Automatização: Funcionamento das máquinas por meios mecânicos


automáticos em que não é necessária a intervenção do homem.

Tipos de Indústrias

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Classificação das Indústria segundo o grau de Utilização dos fatores de


Produção
• Intensiva em Capital: Construção naval, siderurgia, aeronáutica
• Intensiva em Mão-de-Obra: Têxtil, vestuário e calçado, alimentar.

Classificação da Indústria por Ramos


• Extrativa: Extração mineira (de carvão, de petróleo)
• Transformadora: Têxtil, química, produção e distribuição de energia.

Fatores de localização Industrial

São razoes que influenciam a escolha do local para instalação de uma


indústria:

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Consequências Ambientais, Sociais e Económicas da Atividade

Ambientais:

Poluição do ar, com a emissão de gases poluentes;


• Poluição da água dos rios e dos mares, para onde, muitas vezes,
são lançados efluentes líquidos;
• Problemas de armazenamento e destruição de resíduos;
• Degradação da paisagem, pela acumulação.

Económicas e Sociais:

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Algumas soluções:

A Indústria em Portugal

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3. A Indústria, o Comércio e os Serviços


3.2. O Comércio
É através do comércio que se realizam as trocas de bens entre pessoas,
regiões e países. Na segunda metade do século XX, deu-se uma grande
expansão do comércio internacional de mercadorias.

O grande aumento do comércio mundial tem como principais razões:

• Crescimento da população mundial;


• Intensificação da produção industrial
• Modernização dos Transportes;

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• Desenvolvimento das Telecomunicações;


• Desenvolvimento do mundo empresarial.

Principais fluxos de Comércio Internacional

Os fluxos comerciais mais importantes realizam-se entre as regiões mais


desenvolvidas – América do Norte e Europa e Ásia

Tendo em conta o nível de desenvolvimento da maioria dos países, conclui-se


que:

• Nas exportações dos países desenvolvidos predominam os produtos


industriais;
• Nas exportações dos países em desenvolvimento predominam produtos
agrícolas e minerais;
• Como os produtos industriais têm maior vaor, o comércio internacional é
mais vantajoso para os países desenvolvidos;
• Nos NPI, os produtos industriais ganham cada vez maior importância
nas exportações.

O Comércio Externo Português

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O comércio internacional português carateriza-se peça grande concentração


geográfica das trocas comerciais e pelo predomínio dos produtos industriais:
veículos, têxteis e vestuário, calçado e metais comuns.

3. A Indústria, o Comércio e os Serviços


3.3. Os Serviços
O sector terciário engloba um grande número de atividades económicas
designadas por serviços, por exemplo, a educação, a saúde, a banca, os
serviços administrativos, o turismo, os transportes, as telecomunicações e os
correios.

Os serviços podem ser pouco qualificados, como os serviços de limpeza e


cabeleireiros e muito qualificados como a cirurgia, investigação científica, etc.

Por que razão houve um grande crescimento do sector dos serviços?

• Expansão de serviços tradicionais, como a banca, seguros e o


comércio;

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• Aparecimento de novas atividades, na área da informática,


telecomunicações e do lazer;
• Deslocalização da Indústria, que fez desenvolver os serviços às
empresas.

Classificação dos Serviços

Quanto ao caractér:

• Comércio: Comércio retalhista (lojas, supermercados e hipermercados);


• Cultura e lazer: Teatro, cinema, concertos, exposições, desporto
• Transportes e telecomunicações: Infraestruturas, empresas
transportadoras, comunicação social, empresas de telecomunicações;
• Turismo e Hotelaria: Alojamento, Restauração, Agências de Viagens;
• Sociais: Saúde, Educação, Ação Social, Segurança Social;
• Financeiros: Bancos, Seguradoras; Bolsas de Valor;
• Serviços e Empresas: Limpezas, Segurança, Alimentação;
• Administrativos: Administração central, administração local, justiça.

Quanto à disponibilidade:

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3. A Indústria, o Comércio e os Serviços


3.3. Os Serviços
3.3.1. O Turismo

O Turismo é um conjunto de atividades ou técnicas preparadas para as


viagens ou as estadas de recreio e lazer.

Até meados do século XX, o turismo estava relacionado com as classes


privilegiadas. O turismo entro em expansão após os anos 60 porque houve
evolução nos transportes e evolução social (melhoria nas condições de vida,
diminuição do horário de trabalho, aumento do período de férias, férias pagas,
etc…)

Principais Regiões de Turismo Mundial

Fatores atrativos para o turismo:

• Raízes históricas e culturais


• Dinamismo das empresas de Turismo
• Praias exóticas, de água quente e límpidas
• Diversidade de paisagens naturais
• Grandes cidades

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Principais Tipos de Turismo

Turismo Balnear: associado à praia, rios e albufeiras Ex. Algarve


Turismo Cultural: relacionado com atividades culturais e com o
património histórico-cultural Ex. Lisboa
Turismo Rural: relacionado com vivências no campo, casas tradicionais
e trabalhos agrícolas. Ex. Alentejo
Turismo de Montanha: geralmente associado à neve e desportos de
inverno. Ex. Serra da Estrela, Gerês
Turismo Religioso: relacionado com lugares de culto e peregrinação.
Ex. Fátima
Turismo Termal: está associado ao aproveitamento de nascentes
termais Ex. Luso.

As atividades turísticas estão cada vez mais diversificadas, pois procuram


atingir o maior número de turistas. Assim sendo, nasceram novos tipos de
turismo:

Turismo sénior: oferece apoio e atividades às pessoas idosas;


Turismo de Aventura: ligado aos desportos radicais e que geralmente
é mais praticado pelos jovens; Ex. Arrábida
Turismo Ecológico: promove o contacto com a natureza, nos parques
e reservas naturais e em áreas pouco humanizadas. Ex. Alentejo

Impactes Económicos, Sociais e Ambientais do Turismo

Vantagens:

• Permite a entrada de mais economia;


• Cria emprego nos serviços ligados ao turismo;
• Promove outras atividades económicas como o comércio;
• Ajuda a divulgar as tradições nacionais de cada país

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Desvantagens
• Poluição das praias, matas, parques;
• Destruição da Fauna e da flora e a pressão sobre o litoral
• Crescimento desordenado das áreas urbanas do litoral

Turismo em Portugal

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3. Redes e Meios de Transporte e de


Telecomunicação
3.1. Diferentes Meios de Transporte
Os transportes e as telecomunicações aproximam as pessoas e facilitam as
trocas comerciais ao reduzirem a distância-tempo e a distância-custo.

Meios de Transporte

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O transporte Marítimo

Foi o primeiro transporte que permitiu trocas internacionais de mercadorias e


ainda hoje é o modo de transporte mais importante ao nível das mercadorias.

Vantagens Desvantagens
• Custo inferior ao de outros • Reduzida Velocidade
transportes; • Necessidade de ter outro meio
• Grande capacidade de Carga de transporte terrestre

O transporte Fluvial
Este transporte é menos importante que o Marítimo e é feito em rios. Apenas
tem alguma importância em países que têm grande extensão de rios.

O Transporte Rodoviário

Dentro destes transportes temos o autocarro, os pesados de mercadoria,


etc…

Vantagens Desvantagens
• Transporte porta a porta de • Muito poluentes;
mercadorias e passageiros; • Congestionamento do trânsito
• Grande flexibilidade de rotas provoca atrasos;
(caminhos); • Perda de vidas e danos
• Confortáveis e espaçosos. materiais elevados.

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O Transporte Ferroviário

Este tipo de transporte é bastante seguro e tem baixo consumo de energia e


poluição. Fazem parte dele, o metro, o elétrico e o comboio.

Vantagens Desvantagens
• Viagens mais rápidas; • Mais lento que o Avião em
• Mais seguro e menos poluente; deslocações internacionais;
• Tráfego Internacional: TGV • Menos capacidade que os
transportes marítimos para
trafego de mercadorias.

O Transporte Tubular
O petróleo e o gás natural podem ser transportados em condutas tubulares
conhecidas por: oleodutos e gasodutos.

Óleodutos: no caso do transporte de petróleo e seus derivados;

Gasodutos: no caso do transporte de gás natural

Vantagens

• Redução dos custos de transporte dos


recursos energéticos;
• Diminuição da poluição.

O Transporte Aéreo
O transporte aéreo é o mais utilizado no tráfego internacional de
passageiros a longas distâncias devido à sua grande comodidade e velocidade.

Nos países desenvolvidos, o transporte aéreo é mais utilizado porque a


população realiza mais viagens no estrangeiro e tem as companhias aéreas
mais bem equipadas.

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Vantagens Desvantagens
• Viagens mais rápidas; • Custo elevado;
• Mais seguro e menos poluente; • Reduzida capacidade de carga;

Apesar dos custos elevados, a utilização do transporte aéreo está em grande


expansão e por isso mesmo andam-se a tomar medidas para evitar os riscos
de colisão. Por isso:

• Os novos aeroportos localizam-se fora das cidades;


• Sobrepõem-se mais rotas em altitude;
• Investe-se na modernização dos aviões.

Contrastes no Desenvolvimento das redes de Transporte

Redes de Transporte: conjunto de estradas, ferrovias, aeroportos, portos (etc)


– que asseguram a mobilidade de pessoas e mercadorias, pelo que influenciam
o desenvolvimento económico e social de qualquer região ou país.

As regiões mais desenvolvidas têm geralmente uma maior qualidade e


densidade de redes de transporte.

A modernização dos transportes permitiu:

• A construção de pontes, túneis, autoestradas e comboios de alta


velocidade
• Aumento da capacidade de carga;
• Especialização dos veículos;
• Redução do consumo de energia;
• Especialização dos veículos;
• Redução do consumo de energia;
• Aumento da segurança,
• Redução do tempo entre zonas.

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Transporte Intermodal

Em muitas situações é necessário conjugar diferentes modos de transporte


para transportar as mercadorias e os passageiros. A isso chama-se transporte
intermodal.

O transporte intermodal de passageiros obriga à:

• Criação de locais específicos, estações ou terminais (interface) que


permitam a troca de transporte.
• Conjugação de horários entre os deferentes transportes, para evitar
perdas de tempo durante as ligações necessárias.

3.2. Telecomunicações
Existe uma grande diversidade de serviços de telecomunicação, tais como:

• Video-comunicação: videoconferência e videotelefone;


• Telefax
• Internet

O desenvolvimento das telecomunicações facilita a troca de experiências,


modos de vida, de cultura e de crenças entre as pessoas de todo o mundo.

No entanto, os países desenvolvidos são quem tem maior acesso a esta rede
de telecomunicações.

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