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O BANCO DE TEMPO COMO ESPAÇO DE APRENDIZAGEM

As potencialidades do Banco de Tempo enquanto espaço de aprendizagem têm vindo a ser


identificadas e aprofundadas em diferentes contextos de reflexão conjunta.

Na III reunião internacional do projecto FABT, retomámos este tema e da reflexão colectiva
definiram-se os contornos e especificidades deste contexto de aprendizagem, do qual resultam
um enriquecimento de competências e uma transferência de saberes de natureza diversa.

CIRCULAM DIFERENTES TIPOS DE SABERES

No Banco de Tempo circulam saberes que decorrem da acção, assentes nas experiências
individuais, ricos do ponto de vista do “saber-fazer”. Ensinar e aprender a confecionar um
prato vegetariano, a bordar, a jogar xadrez, a usar tintas de óleo, a fazer enfeites de Natal, a
usar um computador, são exemplos de saberes práticos que se partilham e experimentam no
Banco de Tempo.

Circulam também saberes de natureza mais teórica. Por exemplo, no Banco de Tempo podem
ser aprofundados temas da actualidade, temas de história, o saber em torno da educação de
crianças, da geriatria… Pode também aprender-se mais sobre as cidades e os seus
monumentos, sobre música clássica e sobre literatura, poesia…

APRENDE-SE A SER E A VIVER COM OUTROS/AS

O Banco de Tempo é um espaço de aprendizagens relacionadas com o “aprender a ser” e


“aprender a viver juntos”, na linguagem de Jaques Delors. Aprende-se, através das trocas
paritárias, novos comportamentos, atitudes e valores, tais como ajuda mútua, a valorização
das pessoas, das suas capacidades e diferenças, a reciprocidade e a simetria na relação entre
as pessoas. Numa palavra, aprende-se a confiar e desenvolve-se um sentido de pertença e de
segurança.

Também no Banco de Tempo se aprende a repensar e a intervir nos modos de vida das
comunidades, ao longo de percursos de cidadania activa que se vão construindo. Estas
aprendizagens têm lugar e são aprofundadas à medida que se vai avançando em processos
coletivos orientados para a transformação social.

Cada pessoa tem também a possibilidade de se conhecer melhor a si própria, na relação e nas
trocas com outros/as, descobrindo e valorizando talentos, competências, características
pessoais. Neste sentido, podemos considerar que se trata de um contexto favorável à
autoformação.
OS SABERES NÃO SÃO HIERARQUIZADOS

No Banco de tempo não há uma hierarquização dos saberes, não há saberes mais e menos
prestigiados, todos os saberes têm o mesmo valor: o tempo que dura a troca. Esta
horizontalidade dos saberes nega posições de privilégio a alguns tipos e retira outros da
invisibilidade e até do descrédito (por exemplo saberes tradicionais, alternativos, actividades
de cuidado).

A RELAÇÃO É CENTRAL NA APRENDIZAGEM

Aprendemos em interacção com os outros, num clima descontraído, de conversa, diálogo, de


troca de ideias e de experiências, compartilhando o que sabemos fazer, os nossos
conhecimentos, o que pensamos e, desta forma, participando na partilha que os outros fazem
dessas mesmas coisas.

O Banco de Tempo afirma-se como um espaço aberto de aprendizagem onde os saberes se


constroem e reconstroem na e pela interacção social.

ESPAÇO DE APRENDIZAGEM EM LIBERDADE

O processo de aprendizagem é voluntário. No Banco de Tempo escolhe-se o que se quer


aprender, bem como com quem, quando e onde queremos fazê-lo. Fazem-se aprendizagens
não por imposição ou obrigação, mas pelo prazer de aprender, porque se gosta de um assunto,
se tem interesse, uma motivação pessoal. A necessidade e o desejo são os motores da
aprendizagem, a não pré-configuração das situações de aprendizagens potencia a criatividade
permanente: o mesmo saber pode ser ensinado/aprendido quantas as pessoas que estão
envolvidas e a sua ligação ao saber em questão.

O processo de aprendizagem é voluntário. No Banco de Tempo escolhe-se o que se quer


aprender, bem como com quem, quando e onde se quer fazê-lo. Fazem-se aprendizagens não
por imposição ou obrigação, mas pelo prazer de aprender, porque se gosta de um assunto,
porque se tem interesse, por motivação pessoal. A necessidade e o desejo são os motores da
aprendizagem. A não pré-configuração das situações de aprendizagem potencia a criatividade
permanente: o mesmo saber pode ser ensinado/aprendido de tantas formas quantas as
pessoas que estão envolvidas e de tantas formas quantas as ligações que tiverem ao saber em
questão.

ALTERNAM-SE OS PAPÉIS DE APRENDENTE E MESTRE

No Banco de Tempo, potencialmente, todos ensinamos e todos aprendemos. Todos os


membros estão capacitados e credenciados para ensinar. Não são requeridos nem valorizados
os diplomas, as qualificações sociológicas, ao contrário do que domina na sociedade de
mercado.
Como nos diz Paulo Freire, “Ninguém ignora tudo. Ninguém sabe tudo. Todos nós sabemos
alguma coisa. Todos nós ignoramos alguma coisa. Por isso aprendemos sempre”.

APRENDE-SE SEMPRE E EM QUALQUER IDADE

O Banco de Tempo, ao facilitar o encontro entre membros que desejam partilhar os seus
saberes e aqueles que desejam adquiri-los, proporciona a cada um a oportunidade de
aprender, qualquer que seja a sua idade e sem custos financeiros. Todas as pessoas têm a
possibilidade de comunicar os seus conhecimentos, tornando-os acessíveis e disponíveis a
todos os interessados. Assim, multiplicam-se as oportunidades, quer de aprender, quer de
ensinar.