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A IGREJA E O MINISTÉRIO COLEGIADO


INTRODUÇÃO
Hoje, quando a ênfase da administração é a qualidade total e a reengenharia de
sistemas e métodos, descobrimos que alguns dos princípios elementares da administração
eclesiástica começam a ser redescobertos.
Desde a reforma temos adotado como doutrina evangélica o conceito de sacerdócio
universal de todos os santos, onde cremos que cada crente no Senhor Jesus deve ser um
ministro a serviço do reino.
Cremos ainda que cada crente já recebeu um Dom específico do Espírito Santo e que
deve exercê-lo para que todo o corpo seja edificado.
Mas na prática a decorrência de tais doutrinas, que é trabalhar em equipe, nem sempre
tem sido experimentada. Nosso objetivo é tentar, neste grupo de interesse, ajudar os colegas
de várias Igrejas a não somente entenderem a filosofia do ministério colegiado, como também
oferecer dicas práticas de como exercê-lo com eficiência .
Muito do que será falado tem o seu fundamento, tanto na palavra de Deus quanto na
experiência do ministério colegiado da Primeira Igreja Batista de Curitiba. Não queremos
oferecer modelos, mas princípios que possam ser transpostos e aculturados a sua realidade
local.

DEFININDO O MINISTÉRIO COLEGIADO


Quando falamos em ministério colegiado estamos falando a respeito da execução da
obra do ministério, no seu sentido mais amplo, através de uma equipe de ministros,
remunerados ou não, com dons diferentes, mas que cooperam para o mesmo fim em uma
Igreja local

A BASE BÍBLICA PARA O MINISTÉRIO COLEGIADO


1. O conceito de delegação de autoridade no V.T.
 Nm 11.14-17 nos ensina que exercer o ministério sozinho foi pesado demais até
para Moisés.
14 Eu só não posso: levar a todo este povo, porque me é pesado demais.
15 Se tu me hás de tratar assim, mata-me, peço-te, se tenho achado graça aos teus olhos; e
não me deixes ver a minha miséria.
16 Disse então o Senhor a Moisés: Ajunta-me setenta homens dos anciãos de Israel, que sabes
serem os anciãos do povo e seus oficiais; e os trarás perante a tenda da revelação, para que
estejam ali contigo.
17 Então descerei e ali falarei contigo, e tirarei do espírito que está sobre ti, e o porei sobre
eles; e contigo levarão eles o peso do povo para que tu não o leves só.
 Por isso era necessário delegar responsabilidades.
 Mas, note que também era necessário delegar autoridade
2. O modelo de Jesus no seu colegiado Apostólico
 Os discípulos de Jesus ao mesmo tempo que aprendiam, ajudavam no
ministério.
3. O modelo da Igreja primitiva
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 Modelo de liderança exercido por Jesus foi compreendido e repetido pela Igreja
primitiva
 At 1. 20-21 a eleição de Matias foi o reconhecimento do ministério como um
colegiado ensinado por Jesus.
 At 2. 41-43; 4.33; 5.12 Cada apóstolo era um pastor desta grande congregação.
Então a primeira Igreja na terra tinha 12 pastores e uma rede de outros auxiliares para o
desenvolvimento do ministério.
 At 13.1 A Igreja de Antioquia copia o modelo do ministério colegiado com 5
pastores que são vistos como profetas e mestres da Igreja.
 As outras Igrejas que surgiram copiaram este modelo (I Co 16.15-16; At 20.17,28;
Fl 1.1; Tg 5.14).
4. O Modelo das equipes missionárias
 At 13. 2,5 O ministério missionário também seguiu o modelo colegiado
 At 15. 36-41 Nem as crises do ministério colegiado fizeram com que o modelo
deixasse de ser aplicado
 Paulo e Barnabé nunca fizeram a obra sozinhos
 Outros foram agregados como Timóteo, Tíquico, Epafras, Lucas .... II Co
1.1; Col 4.7-18
5. O Conceito do corpo de Cristo
I Co 12. 27-31
27 Ora, vós sois corpo de Cristo, e individualmente seus membros.
28 E a uns pôs Deus na igreja, primeiramente apóstolos, em segundo lugar profetas, em
terceiro mestres, depois operadores de milagres, depois dons de curar, socorros, governos,
variedades de línguas.
29 Porventura são todos apóstolos? são todos profetas? são todos mestres? são todos
operadores de milagres?
30 Todos têm dons de curar? falam todos em línguas? interpretam todos?
31 Mas procurai com zelo os maiores dons. Ademais, eu vos mostrarei um caminho
sobremodo excelente.
 É a unidade em meio a diversidade de dons que faz o corpo de Cristo exercer o
seu ministério na terra
 A interdependência é a dinâmica da Igreja.

A LIDERANÇA DE UM MINISTÉRIO COLEGIADO


1. Em toda a Bíblia podemos perceber que este colegiado é orientado por um de seus
pastores que é reconhecido como o líder da equipe.
 Pedro era o líder do colegiado apostólico (Jo 21.15-17; At 1.15).
 Paulo foi o líder das equipes missionárias.
2. Toda a equipe de trabalho precisa ter uma liderança, caso contrário, corre-se o risco de
não se produzir nada, e a própria Igreja precisa sentir segurança no processo colegiado.
Para isso algumas coisas simples precisam existir :
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 A visão do ministério, bem como seus alvos prioritários, devem partir do líder do
colegiado, o Pr. Titular da Igreja, para que haja unidade de propósitos na execução da
missão.

“Visão mais visão é igual a divisão” (1)


 A linha doutrinária da Igreja deve ser dada pelo líder da equipe ministerial.
 Se o colega tiver alguma diferença doutrinária irredutível, o que se espera
é respeito, tanto por parte do Pr. Titular que o poupará do exercício de atos
que firam a sua consciência, como por parte do auxiliar que não deverá
praticar ou ensinar aquilo que seja divergente à linha doutrinária do Pr. Titular.
 Cada membro da equipe ministerial deve saber claramente o que o Pr. Titular e a
Igreja esperam dele bem como a sua função na equipe.
 Mas o membro da equipe ministerial deve ter liberdade para pensar, criticar,
argumentar, propor, planejar, ter um estilo diferente do Pr Titular, para que de fato
seja uma equipe ministerial.
 De preferência esta orientação deve ser reconhecida por toda a Igreja. Abaixo
transcrevo alguns artigos do Estatuto e Regimento Interno da PIB Curitiba a título de
ilustração :
Art.9º  A orientação espiritual da Igreja, bem como a direção dos atos de culto, cabem ao Pastor titular, que pode receber honorários pelo
exercício exclusivo dessa função.
        § 1º  A Igreja avaliará trienalmente e se pronunciará em Assembléia Extraordinária, sob a forma de plebiscito e em votação secreta,  a
respeito do ministério do Pastor titular e dos pastores auxiliares.

        § 2º  A Igreja  poderá  ter  tantos  ministros auxiliares quantos necessários a seus serviços religiosos, cuja nomeação ou exoneração,
referendadas em Assembléia Ordinária, far­se­á por indicação do Pastor titular, podendo, de igual forma, receber honorários pelo exercício
exclusivo dessa função.
Art. 14   O ministério   da   Igreja será exercido por um pastor titular e por tantos ministros auxiliares quantos necessários aos serviços
eclesiásticos,   que   poderão   receber   honorários   pelo   exercício   dessas   funções,   residência   pastoral,   amparo   social,   transporte   e   outros
benefícios, a critério da Igreja, ouvido o Corpo Diaconal, nos termos do Art. 24 letra "h" deste Regimento.
Art. 15   A orientação   espiritual   da Igreja,   bem   como a direção dos atos de culto, cabem ao Pastor titular, que poderá dividir essa
responsabilidade entre seus ministros auxiliares e outros membros da Igreja, a seu critério.
Art. 17  O convite  a um ministro  para  desenvolver atividades específicas de uma Diretoria ou Coordenadoria, implicará em que essa
função será exercida pelo respectivo ministro, desde que homologada anualmente pela Assembléia por ocasião da eleição das Diretorias e
Coordenadorias.
Art. 20  São atribuições do Pastor titular;
      a) ocupar, por tempo indeterminado, o cargo de Presidente da Igreja;
      b) indicar à Assembléia, para nomeação ou exoneração, ministros auxiliares, se julgar conveniente;
       c) convidar pregadores ou conferencistas para trabalhos especiais, observando que, se houver gastos financeiros em razão disso, o
convite ficará condicionado à previsão orçamentária ou prévia autorização da Igreja;
      d) participar de convenções, congressos e outros eventos denominacionais, a critério da Igreja e às expensas da mesma;
      e) zelar pela disciplina dos membros da Igreja, consoante preceitos bíblicos, a exemplo de Mat. 18:15­18, II Tim. 4:2, Tit. 1:13, 2:15 e
3:1­2;
       f) visitar os membros da Igreja, dando assistência às famílias, especialmente em caso de enfermidade e falecimento, com apoio das
organizações responsáveis pela atividade;
      g) exercer clínica pastoral para atendimento aos membros da Igreja e a outras pessoas interessadas;
      h) dar atendimento às congregações da Igreja, visitando­as periodicamente, com apoio das organizações responsáveis pela atividade;
      i) orientar o trabalho dos ministros auxiliares, fazendo acompanhamento de suas atividades;
      j) cuidar do doutrinamento dos membros da Igreja;
      l) zelar pela observância das decisões da Igreja e pelo cumprimento dos termos do Estatuto e deste Regimento;
      m) zelar pela forma e conteúdo do boletim dominical, com apoio da Coordenadoria responsável pela atividade.
Art. 21  As atribuições  constantes  do  Art. 20 deste Regimento, exceto as previstas nas letras "a" e "b", poderão ser delegadas pelo Pastor
titular aos ministros auxiliares ou a quaisquer outros membros da Igreja, observadas as necessidades do trabalho.

1 Pr. John Robert, Igreja Batista da Costa do Marfim, com 80.000 membros e uma grande equipe ministerial
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Art. 22  Os ministros  auxiliares  terão  as seguintes atribuições, que serão desempenhadas sempre de acordo com a orientação do Pastor
titular;
      a) desenvolver as atividades especiais para as quais foram convidados;
      b) substituir o Pastor titular, sob indicação deste, do vice­presidente ou da Assembléia, em suas faltas ou impedimentos, assumindo as
atribuições descritas no Art. 20 deste Regimento, exceto as previstas nas letras "a" e "b";
      c) prestar contas periodicamente de suas atividades ao Pastor titular ou à Assembléia;
      d) auxiliar o Pastor titular no doutrinamento dos membros da Igreja;
      e) zelar pela disciplina dos membros da Igreja, consoante preceitos bíblicos, a exemplo de Mat. 18:15­18, II Tim. 4:2, Tit. 1:13, 2:15 e
3:1­2.

O REALACIONAMENTO DENTRO DA EQUIPE


1. Uma equipe ministerial só terá sucesso se os membros da mesma estiverem dispostos a
gastar tempo juntos .
2. É preciso que se conheçam muito bem, que estejam ministrando uns na vida dos outros,
que possam ter um lugar para que possam afiar-se mutuamente na visão que Deus tem
dado para a sua Igreja
3. É preciso também que se delegue autoridade e que a Igreja perceba que a Equipe
ministerial respeita a autoridade delegada de uns para com os outros .

FORMANDO UMA EQUIPE MINISTERIAL


1. Creio firmemente em Mt 9.38” Rogai, pois, ao Senhor da seara que mande trabalhadores para a sua seara.”
Por isso uma equipe ministerial deve ser formada na base da busca em oração daqueles
obreiros que Deus já separou.
2. O ministério colegiado não depende de dinheiro mas de visão, pois ele nada mais é do
que gostar de trabalhar em equipe.
3. Os membros de uma equipe ministerial poderão ser sustentados pela Igreja
integralmente, parcialmente ou exercerem um ministério voluntário.
4. Dois conceitos orientadores na formação de uma equipe ministerial:
 O conceito de procura horizontal , Quando procuramos em Igrejas, em outros
ministérios, ou até nos seminários, o obreiro devidamente qualificado para desenvolver
uma área do ministério, que sintamos necessidade de implementar.
 Vantagens É que temos alguém pronto para o exercício imediato do
ministério e portanto, mostrará resultados em menor espaço de tempo.
 Desvantagens É que este método é mais oneroso; exige maior tempo de
convívio do Pr. Titular com o novo membro da equipe que não conhece a
filosofia, a visão e a doutrina da Igreja; pode levar ao perigo da clericalização
da Igreja .
 O conceito da formação vertical Quando formamos a liderança de que
necessitamos na própria Igreja local, investindo em seu treinamento e
supervisionando os seus estágios no ministério da Igreja .
 Vantagens A visão, doutrina e filosofia da Igreja já estão na mente e no
coração do novo ministro, ele está mais aberto a fazer mudanças e a aprender
novas coisas, permite que os leigos da Igreja estejam constantemente sendo
mobilizados ao exercício do seu ministério.
 Desvantagens A formação de um ministro exige um trabalho de longo
prazo, paciência com as falhas iniciais e muita supervisão.
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O PERIGO DO COLEGIADO
Se de um lado percebemos que o ministério colegiado é um princípio e uma filosofia
divina de ministério ; vemos também que ele tem um perigo :O CLERICALISMO
Me parece que este perigo de alguma forma passa pela mente de Lucas pois ao
escrever o livro de atos ele faz uma pausa nos relatos do ministério apostólico para narrar a
instituição dos diáconos bem como o seu ministério .

A Eleição dos diáconos como oficiais da Igreja tinha como objetivo assessorar o
ministério colegiado para que estes pudessem manterem-se nos seus objetivos principais -> At
6.2,4; AT 1.15
Mas Lucas nos ensina que os diáconos não somente serviram as mesas, mas de
alguma maneira se incorporaram ao ministério da Igreja e cooperaram na pregação da palavra
Exemplos :
ESTEVÃO - At 6.5,8,10
FILIPE -
a. Diácono Evangelista , dirigente da congregação de Samaria AT 8.5
b. Também subordinado a autoridade pastoral do colegiado Apostólico AT 8.14
c. Mas sempre pronto a servir onde e como o Senhor lhe mandasse AT 8.26-27
Mas o propósito de Deus em termos de serviço é maior ainda EF 4.11-12
11 E ele deu uns como apóstolos, e outros como profetas, e outros como evangelistas, e outros como
pastores e mestres,
12 tendo em vista o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de
Cristo;
O objetivo principal do ministério colegiado é :
APERFEIÇOAMENTO PARA : OBRA
EDIFICAÇÃO QUE SE CONSTATA EM : UNIDADE
CONHECIMENTO
MATURIDADE
A filosofia de Deus para o seu ministério nunca foi 1 por todos mas sim TODOS POR
CRISTO

CONCLUSÃO
O trabalho em equipe na base dos dons do Espírito Santo é a vontade de Deus para a
sua Igreja e através dele podemos chegar muito mais rápido aos objetivos do nosso Senhor
para ela.
Que sua equipe ministerial possa ser abençoada através dos conceitos que estamos
tentando transferir .