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O verbete identificação projetiva, cunhado por Melanie Klein, foi fundamental para o progresso

da clínica psicanalítica. Elucidou aspectos da transferência – que até então estava relegada ao
passado – que abriram vias de acesso até então obturadas pela arcabouço clássico.

O caso clínico apresentado em sala revela como a identificação projetiva é uma mecanismo de
defesa agressivo e ao mesmo tempo regressivo. A maneira como respondia as intervenções da
terapeuta mostra a precariedade da sua constituição psíquica, que deixava perceber as tópicas
altamente clivadas.

Entende-se por identificação projetiva o mecanismo de defesa que, ao clivar e expulsar partes
do self identificadas com o objeto, projeta-as neste afim de possuí-lo e controlá-lo. Joseph
Sandler, ao citar Hannna Segal, enumera alguns dos objetivos da identificação projetiva:
“A identificação projetiva possui objetivos múltiplos: pode ser dirigida no sentido do
objeto ideal, a fim de evitar a separação, ou então dirigir-se no sentido do objeto mau,
a fim de alcançar controle da fonte de perigo. Várias partes do self podem ser
projetadas, com objetivos variados: partes más do self podem ser projetadas a fim de
livrar-se delas, assim como para atacar e destruir o objeto; partes boas podem ser
projetadas para evitar a separação ou para mantê-las a salvo das coisas más de dentro,
ou, ainda, para melhorar o objeto externo mediante uma espécie de primitiva
reparação projetiva.” (SANDLER, 1989, p. 24).

Ao final, é importante pensar de que maneira o analista está preparado para receptar o
aparelho psíquico da criança, sendo capaz de operar as já citadas funções de holding,
continência e rêveriè. É necessário, portanto, um aparelho psíquico poroso mas
seletivo, capaz de permitir que os conteúdos indesejados e clivados sejam projetados
no analista, passando neste por um processo de tradução, que retornará ao paciente
descarregado de sua moção agressiva, através de uma intervenção analítica.
O analista, ao compreender que a identificação projetiva é uma forma de comunicação,
tentará captar menos da sua dimensão agressiva que lhe é direcionada, fazendo do seu
aparato psíquico uma rede de contenção para o que há de mais repulsivo na mente do
analisando. O analista funcionará, por conseguinte, como um “para-raios” do paciente.
Identificação projetiva, segundo Melanie Klein:

Grande parte do ódio contra partes do self dirige-se agora no sentida da mãe. Isto conduz a
uma forma particular de identificação que estabelece o protótipo de uma relação objetal
agressiva. Sugiro que se dê a esses processos o nome de “identificação projetiva”. Quando a
projeção deriva principalmente do impulso que tem o bebê a causar danos ou controlar a mãe,
ele a sente como perseguidora. Nos distúrbios psicóticos, esta identificação de um objeto com
as partes odiadas do self contribui para a intensidade do ódio dirigido contra outras pessoas.

Todo o processo ocorre, segundo Klein, dentro da fantasia.

“A contratransferência do analista é um instrumento de pesquisa do inconsciente do paciente.”


“[...]a contratransferência do analista é não apenas parte integrante da relação analítica, mas é
a criação do paciente, faz parte da personalidade do paciente.”

Identificação concordante e complementar:

Identificação concordante: ocorre quando o analista se identifica com a própria representação


fantasiosa do self que o paciente faz no momento.

Identificação complementar: sucede quando o analista se identifica com a representação


objetal na fantasia transferencial do paciente.

A reação contratransferencial poderia então constituir uma fonte possível de informações, para
o analista, a respeito do que estava acontecendo no paciente.

A evacuação do seio mau se efetua através de uma identificação projetiva realista. A mãe, com
sua capacidade de reveriè, transforma as sensações desagradáveis vinculadas ao “seio mau” e
proporciona alívio ao bebê, que então reintrojeta a experiência emocional mitigada e
modificada, isto é, reintrojetada (...) um aspecto não sensual do amor da mãe.