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UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA

Departamento de Engenharia Mecânica

Laboratório de Sistemas Hidráulicos e Pneumáticos – LASHIP

PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO EM ENGENHARIA MECÂNICA

Determinação das Características de Vazão em


Válvulas Pneumáticas: Análise de Normas

Fernado Furst
Guilherme Dionizio Alves
Joel Brasil Borges

Orientação:
Prof. Victor Juliano De Negri

Florianópolis, setembro de 1999


Índice

1 - SIMBOLOGIA................................................................................................................. 2
2 - INTRODUÇÃO ............................................................................................................... 3
3 – ESTUDO DO ESCOAMENTO COMPRESSÍVEL ....................................................... 4
4 – ANÁLISE DA NORMA ISO 6358................................................................................. 8
5 – ANÁLISE DA NORMA VDI 3290 ................................................................................ 6
6 - DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE CV ................................................................... 7
7 - DETERMINAÇÃO DA RELAÇÃO PARA O KV:....................................................... 11
8 - DETERMINAÇÃO DA RELAÇÃO ENTRE CV E QNn: .............................................. 13
9 - CONCLUSÃO ............................................................................................................... 14
10 - BIBLIOGRAFIA.......................................................................................................... 15
Determinação das Características de Vazão em Válvulas Pneumáticas: Análise de Normas LASHIP 2

1 - SIMBOLOGIA

SÍMBOLO DENOMINAÇÃO
γ Relação entre os calores específicos do ar
ρ Massa específica
Ψ Coeficiente adimensional
∆p Diferença de pressão
A Área da Seção transversal
A 12 Área de passagem do ar no orifício da válvula
b Coeficiente da Norma ISO, representa a razão de pressões, abaixo da
qual o escoamento torna-se saturado
C Coeficiente de vazão
p Pressão
QN Vazão nominal
qm Vazão mássica
q *
m
Vazão mássica para escoamento sônico
qm teste
Vazão mássica de teste
q m teste Vazão mássica de projeto
R Constante universal dos gases
T Temperatura
V Volume
v Velocidade
Cd Coeficiente de descarga
Cv Coeficiente de vazão
Kv Coeficiente de vazão
QNn Vazão nominal normal
Cv Calor específico a volume constante
Cp Calor específico a pressão constante

Os índices “1” e “2” dos símbolos acima descritos, referem-se a valores a montante e a
jusante do ponto considerado.
O índice “0” dos símbolos acima descritos, refere-se às condições normalizadas pela
Normas ISO 6358 [8], VDI 3290 [10] e ANSI/(NFPA) T3.21.3 [9].
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2 - INTRODUÇÃO

Para que se entenda corretamente as Normas ISO 6358 [8], VDI 3290 [10] e
ANSI/(NFPA) T3.21.3-1990 [9], deve-se retornar o estudo de Mecânica dos Fluidos,
especificamente na parte que trata de escoamentos compressíveis. É importante perceber que
o estudo do escoamento compressível envolve variação de massa específica, o que
normalmente não é levado em consideração quando se analisa escoamento de fluidos
considerados incompressíveis.
Este trabalho tem por objetivo fazer uma análise dos coeficientes b e C utilizados pela
Norma ISO 6358 [8], relacionando-os com conhecimentos de Mecânica dos Fluidos e
Termodinâmica a fim de possibilitar uma melhor análise de dados e informações
normalmente disponíveis no mercado.
Posteriormente será apresentado uma análise da Norma VDI 3290 [10], através de
catálogos, com o objetivo de esclarecer o significado dos termos empregados e a obtenção da
equação da vazão volumétrica.
Por fim serão representados os passos para a obtenção das equações de vazão de projeto,
conforme representado na ANSI / (NFPA) T3.21.3-1990 [9], onde se tem a representação do
coeficiente Cv. Será apresentado também as relações de QNn e do coeficiente Kv, conforme
apresentado no catálogo do fabricante FESTO.
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3 – ESTUDO DO ESCOAMENTO COMPRESSÍVEL

O estudo do escoamento começa a partir da análise em um fluido numa canalização,


conforme pode ser observado na figura abaixo.

A1 2

Figura 1 – Escoamento através da superfície de controle

A vazão mássica é obtida através do seguinte equacionamento:

q m = ρ2A 2 v2 (1)

A partir daí, são feitas as seguintes considerações:


• Supõe-se o fluido compressível;
• processo é isoentrópico;
• gás é ideal.

Chega-se então as seguintes expressões matemáticas para determinação teórica de pressão


de estagnação isoentrópica local e velocidade:

 (γ − 1) v 22 
−γ
( γ −1)
p 1 = 1 −  p2 (2)
 2 γ R T1 

onde:
T1 = Temperatura no ponto de estagnação isoentrópica;
p2 = Pressão estática;
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1
   γ −1 
   2
 2 γ R T1   p 2 

 γ  
v2 =  1 −  p  (3)
 (γ − 1)   1   

Como o processo foi considerado isoentrópico e o gás ideal, podem ser usadas as seguintes
relações vindas da Termodinâmica:

1
p γ
ρ 2 = ρ1  2  (4)
 p1 

p=ρR T (5)

Combinando as equações acima, chega-se as seguintes expressões:

p1
ρ1 = (6)
RT1

1
p  p γ
ρ 2 = 1  2  (7)
RT1  p1 

Combinando as equações (3) e (7), chega-se a expressão matemática da vazão mássica


teórica para fluidos compressíveis:

1
  2 γ +1
 2

qm =
 2γ
A 12
p1   p 2   p2 
γ
 −  
γ
 (8)
T1  (γ − 1) R  p 1   p1  
   

Analisando a equação (8), nota-se que a vazão mássica teórica para fluidos compressíveis,
é função da razão das pressões a montante e a jusante do ponto considerado na figura 1;
diferentemente do cálculo utilizado para fluidos incompressíveis, onde a vazão mássica é
função da diferença de pressões (∆p).
Determinação das Características de Vazão em Válvulas Pneumáticas: Análise de Normas LASHIP 6

Também é importante ressaltar que a equação (8), é válida para cálculo da vazão mássica
em qualquer ponto da canalização, não sendo específica para orifícios, o que fatalmente irá
ocasionar diferenças entre os resultados obtidos teórica e experimentalmente.
Quando se trabalha com orifícios ou bocais, utiliza-se o coeficiente de correção
experimental Cd.
A equação que modela a vazão mássica (8) é então reescrita conforme segue abaixo:

1
  2 γ +1
 2

q m = Cd
A 12  2γ
p1   p 2   p2 
γ
 −  
γ
 (9)
T1  (γ − 1) R  p 1   p1  
   

Conforme Andersen [1], trabalhando matematicamente a equação (8), consegue-se chegar


a razão de pressão crítica, razão esta que corresponde a máxima vazão mássica teórica do
fluido compressível. Os resultados são apresentados abaixo:

γ
 p2   2  γ −1
  =   (10)
 p1  cr  γ + 1 

v 2 cr = γ R T2 (11)

Adotando γ =1,4 (valor para o ar, e que pode ser utilizado quando se trabalha com ar
comprimido) e substituindo este valor na equação (10), chega-se a razão de pressões crítica
teórica:

 p2 
  = 0,528
p
 1  cr

Seguindo o raciocínio acima, percebe-se que é exatamente neste valor que ocorre a vazão
mássica máxima teórica. Segundo Andersen [1], para razões de pressão inferiores à razão
crítica, a vazão mássica teórica diminui apesar da velocidade poder aumentar, porque a
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redução de massa específica é muito maior. Este fato pode ser percebido se for feita uma
rápida análise na equação (1).
Analisando a equação (11), pode-se perceber que esta representa a própria velocidade do
som, e é justamente quando o fluido atinge esta velocidade que a vazão mássica teórica torna-
se máxima.
O gráfico abaixo [1] explicita o que foi apresentado:

qcr
q12

p2/p1
Gráfico 1

 p2 
  = 0,528
 p1  cr

A parte do gráfico localizada a esquerda de 0,528, caracteriza velocidades super sônicas e a


parte a direita de 0,528 caracteriza velocidades sub sônicas.
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4 – ANÁLISE DA NORMA ISO 6358

Até o presente momento está sendo feita uma análise estritamente teórica da vazão
mássica.
Quando o componente pneumático está submetido a razões de pressão inferiores à razão
crítica, ocorre uma saturação, significando que a vazão mássica na prática não diminui, e sim
permanece constante.
A saturação ocorre devido a propagação de pressão a montante ser igual a velocidade do
fluido a jusante.
Vieira [3], em sua dissertação de mestrado, apresenta um equacionamento que introduz
este efeito na modelagem do componente.
Para que haja um correto entendimento deste equacionamento, deve-se prestar atenção ao
artifício matemático utilizado.
A equação (8) é desmembrada em duas novas equações que serão descritas abaixo:

2
q m = C d A 12 p 1 Ψ (12)
R T1

1
  2 γ +1
 2
 γ  p 2 γ p  γ

Ψ=   −  2  (13)
γ − 1  p 1   p1  
   

Até o presente momento, nenhuma diferença entre o equacionamento teórico e o prático.


De acordo com Vieira [3], a proposta é a seguinte:

Ψ = Ψmax ω (a ) (14)

p 
Adotando γ = 1,4 e  2  = 0,528 , na equação (13), obtém-se o valor de Ψmax = 0,484 .
 p 1  cr
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Na determinação do coeficiente ω (a ) , Vieira [3] adota o seguinte critério:

p  p 
a real =  2  b cr teorico =  2  = 0,528
 p1   p1 

p
Para  2

 > 0,528 ⇒ ω(a ) = 1−
(a − b)
2

 p1  (1 − b )2

p 
Para  2  ≤ 0,528 ⇒ ω(a ) = 1 , quando b=0,528
 p1 

Para componentes pneumáticos, a equação da vazão mássica passa a ser então:

2
q m = C d A 12 p 1 Ψmax ω(a ) (15)
R T1

Segundo Leithold [2], a equação da elipse com centro na origem e vértices h e k, ( pontos
de intersecção com os eixos horizontal e vertical respectivamente), pode ser descrita da
seguinte forma:

x 2 y2
+ =1 (16)
h2 k2

Gráfico 2 – Gráfico da elipse centrada na origem

Trabalhando matematicamente a equação (16), obtém-se o seguinte modelo matemático:

 x2 
y = k 2 1 − 2  (17)
 h 
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Analisando o gráfico da página 11 da Norma ISO 6358 (1989) [8], percebe-se que é
possível fazer uma analogia entre esta curva e a curva que representa a elipse, desde que
sejam feitas as seguintes considerações:

x = a−b
h = 1− b
y = ω(a ) x
k = ω(a ) = 1

Substituindo os valores acima na equação (17), obtém-se a equação de ω (a).


Vale ressaltar que esta é a aproximação usada na Norma ISO 6358 [8] para situações
práticas.
Em condições reais, a razão de pressões a montante e a jusante do orifício do componente
pneumático não atinge o valor teórico, pois como a equação (8) não é específica para orifícios
ou bocais, ela não leva em consideração a barreira que é formada na área do orifício durante o
escoamento sub sônico. Esta barreira impede a propagação da onda de pressão.
Nos orifícios típicos de válvulas, o coeficiente b é menor do que o valor teórico de 0,528
apresentado anteriormente.
Para um correto entendimento desta afirmativa, deve-se observar atentamente o esquema
da pág. 3 da Norma ISO 6358 [8], para perceber que os medidores de pressão não estão
posicionados exatamente antes e depois do orifício do componente pneumático sob teste. Em
outras palavras, significa dizer que o valor do coeficiente b real é menor do que o valor citado
anteriormente de 0,528 em função de perdas.
Em condições reais este valor varia de 0,2 a 0,45, podendo ser determinado através do
seguinte equacionamento estabelecido na Norma ISO 6358 [8]:

∆p
p1
b = 1− (18)
2
q 
1 − 1 −  *m 
 qm 
Determinação das Características de Vazão em Válvulas Pneumáticas: Análise de Normas LASHIP 3

No item 6.3.2.2 da Norma ISO 6358 [8], há a recomendação para que o valor do
coeficiente b seja calculado pela média aritmética dos valores obtidos experimentalmente no
procedimento de teste citado na pág. 6 desta Norma, segundo as condições de escoamento de:

q * m = 0,8 q m ,

q * m = 0,6 q m ,

q * m = 0,4 q m e

q * m = 0,2 q m

Neste trabalho de pesquisa não foi encontrada nenhuma referência bibliográfica que
demonstrasse ou mesmo citasse a origem da equação (18).
O problema da equação (15) passa a ser a determinação do valor de A 12 , pois o mesmo
normalmente não está disponível.
Conforme apresentado em Vieira [3], pode-se obter a correlação da área de passagem
máxima do orifício do componente pneumático com o coeficiente C da Norma ISO 6358 [8]
através do seguinte desdobramento:

1 1
= R T1 (19)
R T1 R T1

p0
R= (20)
ρ 0 T0
A equação (20) refere-se ao estado termodinâmico do ar nas condições ambientais
normalizadas para a realização dos experimentos segundo a Norma ISO 6358 [8], condições
estas descritas abaixo:

T0 = 293,15 K

P0 = 1 bar absoluto

R ar 65% umidade relativa = 288J / Kg K


Determinação das Características de Vazão em Válvulas Pneumáticas: Análise de Normas LASHIP 4

Considerando-se que:

T1 1
=
T1 T1

e substituindo as equações (19) e (20) na equação (15), que é utilizada para determinação
da vazão mássica em componentes pneumáticos pode –se então escrever:

1
q m = A 12 p 1 2 R T1 Ψmáx ω(a ) (21)
R T1

p1 1
q m = A 12 2 R T1 Ψmáx ω(a )
p0 T1
ρ 0 T0

p1 T0
q m = A orificio ρ 0 2 R T0 Ψ max ω(a ) (22)
p0 T1

A norma ISO 6358 [8], define o coeficiente C, como sendo condutância sônica, e apresenta
o seguinte equacionamento para este coeficiente

q *m T1
C= (23)
ρ 0 p1 T0

A equação (23) também pode ser escrita da seguinte maneira:

T0
q *m = C p 1 ρ 0 (24)
T1

Para que se entenda o coeficiente C, é necessário igualar as equações (22) e (24), obtendo-
se:
p1 T0 T0
A orificio ρ0 2 R T0 Ψ max ω (a ) = C p 1 ρ 0
p0 T1 T1
Determinação das Características de Vazão em Válvulas Pneumáticas: Análise de Normas LASHIP 5

A orificio 2 R T0 Ψmax
C= , (25)
p0
Observando a equação (25), pode-se ter uma noção física do significado do coeficiente C.
A revista Konstruktions Jahrbuch 1997/1998 faz referência a este coeficiente.
Como q *m é justamente a vazão mássica na condição de escoamento sônico, pode-se
combinar as equações (23) e (24).
Assumindo ω (a) =1, obtém-se:

C p0
A orificio = (26)
Ψmax 2 R T0

A equação (25) expressa a área de passagem do orifício de controle do componente


pneumático em função do coeficiente C da Norma ISO [8]. Com o valor de A orificio , pode-se
aplicar a equação (15).
Apesar da equação (15) poder ser aplicada, ela por si só não resolve os problemas de quem
está projetando, pois os dados disponíveis em catálogos são na sua maioria relacionados à
vazão nominal e não à vazão mássica.
A própria Norma ISO 6358 [8], apesar de fazer referência no procedimento de testes a
medições de vazão mássica, não define claramente como isso é feito, dando a entender, que
na realidade, o que se faz é medição de vazão volumétrica.
A própria Norma ISO 6358 [8], apesar de fazer referência no procedimento de testes a
medições de vazão mássica, não define claramente como isso é feito, dando a entender, que
na realidade, o que se faz é medição de vazão volumétrica.
A vazão volumétrica pode ser relacionada com a vazão mássica q *m através do seguinte
equacionamento:

q *m = Q ρ 0 (27)
Determinação das Características de Vazão em Válvulas Pneumáticas: Análise de Normas LASHIP 6

5 – ANÁLISE DA NORMA VDI 3290

A VDI 3290 é uma norma que estabelece parâmetros para especificação da vazão nominal
através de métodos de medição. Define-se que a vazão nominal é a quantidade de ar por
unidade de tempo que pode passar através de um elemento com uma pressão absoluta de 7 bar
absoluto na entrada (p1) e 6 bar absoluto na saída (p2) com uma temperatura do meio
ambiente de 20 °C. A medição da vazão realiza-se quando existe uma queda de pressão ∆p=1
bar, que é conseguida através de uma válvula reguladora de fluxo posicionada na saída [7].

7 bar 6 bar abs


abs

VÁLVULA

1 bar

Figura 2 – Bancada de Teste

Segundo embasamento teórico exposto por Andersen [1], a equação que expressa a vazão
mássica através de ima sessão 1–2, para um escoamento em regime permanente de gases
ideais (9), pode ser manipulada por uma expansão em série binomial que resultará na equação
(28) que expressa uma aproximação para escoamento compressível quando se tem ∆p
pequenos.

q m12 = ε C d A 12 2 ρ 2 ∆p (28)

onde ε, é a expressão da aproximação em termos de ∆p/p1.


Fazendo-se ∆p/p1=0,01 o valor de ε será de 0,998≈1. O que levaria a concluir que a
equação (30) poderá ser aproximada à equação de fluidos incompressíveis com erros de
0,2%. Entretanto se a relação ∆p/p1 = 0,1 o erro poderá ser multiplicado por mais de dez
vezes (aproximadamente 2,5%). Portanto ao usarmos a equação de fluido incompressível é
prudente não ultrapassar um ∆p maior que 1,0% de p1 [1].
Determinação das Características de Vazão em Válvulas Pneumáticas: Análise de Normas LASHIP 7

Seria o mesmo que dizer que para ∆p muito pequeno a equação de fluido incompressível
pode ser usada para ar. Porém sabe-se que ∆p na ordem de centésimos não é possível e
analisando os dados da norma VDI estaríamos falando de um ∆p = 0,07 bar.
Como dito anteriormente ε é função de ∆p/p1 e no gráfico abaixo é fácil identificarmos
que a medida que a razão p2/p1 decresce a diferença (1 – p2/p1) = ∆p/p1, aumenta e com isso
a vazão mássica. Ou seja, seria o mesmo que, no teste estivéssemos abrindo a válvula
reguladora de vazão com um p1 constante implicando assim no aumento do ∆p sobre a
válvula.
Com base no que foi exposto, conclui-se que a vazão nominal estabelecida em norma é
com o maior ∆p possível para um ε mínimo aceitável.

qm qcr
q12

p2/p1 p2/p1 |proj

1 - p2/p1=∆p/p1 1 - p2/p1 |proj

1 0,47 0
Gráfico 3

Assumindo-se que a curva acima descreve o comportamento de uma determinada válvula,


para obtermos uma vazão especificada em projeto (nesta válvula) bastaríamos achar a relação
p2/p1 (proj) e levarmos à curva. Dentro de uma família de válvulas poderíamos escolher a que
menor ∆p oferecesse à vazão requerida.
Determinação das Características de Vazão em Válvulas Pneumáticas: Análise de Normas LASHIP 8

Assim conclui-se que para uma mesma válvula a variação da relação ∆p/p1 faz variar
também o ε da equação (28). Analisando-se ε na pior condição ou seja onde a relação p2/p1 é
crítica temos o valor igual a:

1 1
 3  2
 3 1 2
 1 −  γ 0,47   1 −  γ  
 2   2 7
ε=  = 0,14 ε=  = 0,883
 1 −  1 0,47    1 −  1 1  
 γ    γ 7 
       

Pela condições da VDI tem-se que ε = 0,883 no que resulta num erro máximo de 84% se
considerarmos a igualdade de ε proj.= ε teste.
Para a escolha da válvula pela vazão requerida de projeto nota-se que para uma série de
válvulas com TN diferentes a relação ∆p/p1 decresce a medida em que se escolhe uma válvula
maior (gráfico 4). Isto implica em uma aproximação cada vez mais da relação ∆p/p1 (teste) e
consequentemente uma aproximação do ε do teste.
Para a escolha através da relação de pressão (proj.), verificamos que para uma relação
p2/p1 constante (gráfico 5), a distancia ∆p/p1 é sempre constante e consequentemente não
influencia na comparação entre os ε proj. e ε teste. O resultado é sempre uma vazão maior
para uma válvula maior.

qm qm
q12

q12

p2/p1 p2/p1

∆pa

∆pb ∆p/p1

Gráfico 4 Gráfico 5
Determinação das Características de Vazão em Válvulas Pneumáticas: Análise de Normas LASHIP 2

Quando o projetista calcula a vazão necessária ao acionamento de cilindro, ele determina a


vazão volumétrica que o cilindro precisa para executar uma velocidade especificada sob uma
pressão de projeto. Como os catálogos tratam a vazão mássica como a especificada em norma
(VDI) e não vazão volumétrica, faremos uma relação entre as duas equações para facilitar o
entendimento na hora de selecionar uma válvula.
Para escrever as equações e estabelecer uma relação entre vazão mássica de teste e vazão
mássica de projeto, serão definidos os seguintes índices:

qm test - Vazão mássica do teste;


qm proj - Vazão mássica do projeto;
A12 - Área de passagem do ar no orifício da válvula;
∆p - Diferença de pressão entre p1 e p2 na válvula;
ρ2 - Massa específica na saída da válvula;
Aa - Área efetiva do cilindro;
v proj. - velocidade de projeto.

Figura 3

A vazão volumétrica (qv cil) pode ser escrita através da expressão da vazão mássica (28)
dividindo a mesma pela massa específica do ar (saída da válvula e entrada do cilindro).

q m 12
qv cil = (29)
ρ2
Determinação das Características de Vazão em Válvulas Pneumáticas: Análise de Normas LASHIP 3

Desenvolvendo as equações da vazão mássica para as condições do teste pode-se escrever:

q m proj = ε C d A 12 2 ρ 2 porj ∆p proj (30)

q m teste = ε C d A 12 2 ρ 2 teste ∆p teste (31)

Considera-se agora uma diferença entre os εproj e εteste muito pequena ou seja, admite-se
que o ∆p de projeto é igual ou menor que 1 bar. Da relação entre (30) e (31) tem-se:

q m proj ρ 2 proj ∆p proj


= (32)
q m teste ρ 2 teste ∆p teste

Mas como a massa específica pode ser expressa em função de pressão e temperatura, tem-
se:

p 2 proj p 2 teste
ρ 2 proj = ; ρ 2 teste = (33)
R T 2 proj R T 2 teste

substituindo-se na equação (32) tem-se:

p 2 proj
∆p proj
q m proj R T2 proj
= (34)
q m teste p 2 teste
∆p teste
R T2 teste

Conforme a equação 20, pode-se fazer o seguinte equacionamento:

p1 p2
T1 = ; T2 =
R ρ1 R ρ2
Determinação das Características de Vazão em Válvulas Pneumáticas: Análise de Normas LASHIP 4

onde T1 é a temperatura a montante, T2 a temperatura a jusante e R é uma constante que


pode ser expressa em função da razão dos calores específicos Cp e Cv que é um parâmetro
adimencional (γ):

Cp – Cv = R; e Cp / Cv = γ (35)

A teoria cinética dos gases indica e a experiência verifica o fato de que os calores
específicos dos gases perfeitos dependem principalmente da temperatura, e para faixas (de
temperatura) não muito extremas pode-se estabelecer uma relação útil entre p, Cp e Cv
através da primeira lei da termodinâmica.[1].

Cv dT = −p dv
(36)
Cp dT = v dp

Com uma manipulação algébrica entre as equações (35) e (36) e, aplicando à equação de
estado pode-se escrever:

γ −1
T1  p 1  γ
=  (37)
T2  p 2 

Como referido anteriormente na obtenção da equação (9) o termo (p1/p2)γ-1/γ, pode ser
expresso através de uma expansão em série binomial como segue:

 γ − 1 ∆p γ + 1  ∆p 
2


T2 = T1 1 − +   + ... 
 γ p1 2 γ 2  p 1  
 

Assumindo as condições de teste onde temos p1 igual a 7 bar absoluto, p2 igual a 6 bar
absoluto e substituindo na equação acima, pode-se chegar a um valor aproximado de T2=T1
0,984 , para o qual adota-se T2 ≅ T1.
Voltando à equação (34) tem-se:
Determinação das Características de Vazão em Válvulas Pneumáticas: Análise de Normas LASHIP 5

q m proj p 2 proj ∆p proj


= (38)
q m teste p 2 teste ∆p teste

substituindo as condições de teste da VDI em (38) tem-se:

q m proj p 2 proj ∆p proj p 2 proj ∆p proj


= =
q m teste (6 ×10 )(1×10 )
5 5 2,449 ×10 5

q m proj = 0,4082 ×10 −5 p 2 proj ∆p proj q m teste (39)

Da equação (29) pode-se escrever a equação (39) na forma de vazão volumétrica que nas
condições normais assume a seguinte forma:

q v proj ρ proj φ = q v teste φ ρ teste φ 0,4082 ×10 −5 p 2 proj ∆p proj onde

ρ teste φ = ρproj φ ; q v teste φ = Q Nn ; q v teste φ = vazão proj. normal

Substituindo tem-se a equação final na forma:


qv proj N
Q Nn = (40)
p 2 proj ∆p proj 0,4082 × 10 −5

Segundo o sistema internacional (SI), a pressão é expressa em Pa e a vazão em l / min


porém a norma VDI 3290 apresenta a pressão em bar e a vazão em Nl / min. Logo, uma vez
que a equação (39) trata da razão entre vazões, pode-se escrever:

[
qv proj litros
min
] = 0,4082 x10 −5
[1 / Pa ] [
p 2 proj ∆p [bar ]x 105 × qv teste litros
min
]

logo:

[
qv proj litros
min
] = 0,4082 [
p2 proj ∆p [bar ]× qv teste litros
min
]

e a equação (40) pode ser reescrita, para pressões em bar e vazões em l/min, como:
Determinação das Características de Vazão em Válvulas Pneumáticas: Análise de Normas LASHIP 6

qv proj N
Q Nn = (41)
p2 proj ∆p proj 0,4082

Para cálculo da vazão volumétrica de projeto (figura 3) de um cilindro que avança com
velocidade ‘’v’’ a uma pressão “p” tem-se:

q v proj2 = v A ; onde “A” é a área líquida do cilindro

ρ proj N q v proj N = q v proj2 ρ proj2

ρ proj 2 p proj 2
q v proj N = q v proj 2 ; q v proj N = q v proj2 ; (42)
ρ proj N pφ

Levando-se (42) em (41) tem-se a vazão nominal normal em N l/min , que no catálogo do
fabricante nos fornece o tamanho da válvula.
Com a temperatura em que foi realizada a determinação experimental de QN (VDI 3290), é
a mesma adotada pela Norma ISO 63458 [8], a equação (21) pode então ser reescrita como:

ρ0
q m = A orifício p1 VDI 2 R T0 Ψmáx ω(a N ) (43)
p0

Igualando as equações (27) e (43), obtém-se:

Q N p0
A orifício = (44)
p 1 VDI 2 R T0 Ψmáx ω(a N )

Igualando as equações (26) e (44) obtém-se a relação entre o coeficiente C da Norma ISO
6358 e QN:

QN
C= (45)
p 1VDI ϖ(a N )
Determinação das Características de Vazão em Válvulas Pneumáticas: Análise de Normas LASHIP 7

6 - DETERMINAÇÃO DO COEFICIENTE CV

Para a apresentação da origem do coeficiente Cv apresentado na Norma ANSI/(NFPA)


T3.21.3 (1990) [9], partiremos do equacionamento da vazão mássica apresentado por
Andersen[1] para orifícios, como apresentado no início deste trabalho na equação (28), sendo
esta reexpressa abaixo:

q m12ar = ε C d A 12 2 ρ 2 ∆p

3 ∆p
1− (28)
2 γ p1
ε=
∆p
1−
γ p1

Esta equação representa uma simplificação da equação de vazão mássica que passa por um
orifício quando submetido a pequenas diferenças de pressão. Para pequenos ∆p, ε assume
valores próximos da unidade, simplificação esta que pode ser estendida para diferenças de
pressão maiores, com um pequeno erro introduzido no resultado final.
Para o teste de componentes pneumáticos, são realizados experimentos com a utilização de
água como fluido de teste, obtendo-se um coeficiente de correlação entre os diversos
componentes pneumáticos existentes no mercado.
Esta informação pode ser verificada junto aos catálogos dos principais fabricantes, como
por exemplo da empresa FESTO; entretanto esta informação não pode ser confirmada junto a
Norma que regulamenta este teste (ANSI/(NFPA) T3.21.3 (1990)) [9], pois esta não faz
menção explicita quanto ao tipo de fluido utilizado durante o procedimento de teste.
Prosseguindo a análise do coeficiente Cv como apresentado no catálogo da FESTO,
obtém-se o significado físico do coeficiente Cv, que representa a vazão de água que passa por
um determinado orifício, expresso em galões americanos por minuto, quando este é
submetido a uma diferença de pressão de 1 psig com a água a uma temperatura de 68 °F.
Portanto, o teste para a obtenção do coeficiente Cv é realizado com o escoamento de um
fluido incompressível (água), o qual a vazão volumétrica pode ser representado
matematicamente pela equação:
Determinação das Características de Vazão em Válvulas Pneumáticas: Análise de Normas LASHIP 8

∆p
q vteste = q V H 2O = C d A orif 2 (46)
ρ H 2O

Realizando-se a razão qv teste/qv projeto, e sendo a vazão volumétrica de teste referida a CNTP
técnica e com todas as suas unidades referidas no SI, chega-se a expressão (47), através da
razão entre as expressões (28) e (45):

2 ∆p testeH 2 O 2 ∆p testeH 2 O
C dH 2 O A orif C dH 2 O A orif
q vH 2 O ρ H 2O ρ H 2O
= = (47)
q vN ar C d ar A orif C d ar A orif 2 p 2 ∆p
2 ρ 2 ∆p
ρo ρo R T2

→ ∆p testeH 2 O , p 2 e ∆p [ Pa ]
→ ρ H 2 O e ρ o [ kg / m 3 ]
→ q vN ar e q vH 2 O [m 3 / s]
→ T2 [ K ]

Para a expressão (47), os coeficientes C dH 2O e C d ar (coeficientes de descarga em orifícios)

podem ser eliminados caso possuam o mesmo valor. Isto ocorre caso o número admensional
de Reynolds junto ao orifício do componente pneumático em teste possua um valor próximo
ao da condição de projeto, operando com ar.
Sendo mais rigoroso com relação ao teste, a relação entre o número de Reynolds e o
coeficiente de descarga pode ser obtido a partir da seguinte curva:

Gráfico 6 – Coeficiente Cd x Re1/2


Determinação das Características de Vazão em Válvulas Pneumáticas: Análise de Normas LASHIP 9

Substituindo a constante dos gases (R=286,8 J/Kg K), massa específica da água a 68 °F
(ρH2O≈1000 Kg/m3), massa específica do ar nas CNTP técnica (ρo =1,205 Kg/m3) e diferença
de pressão da água no teste sobre o componente( ∆p testeH 2 O =1psig=6894,75 Pa) pelos seus

valores na equação, obtém-se:

53,619 q vN ar
q vH 2 O =
p 2 ∆p
T2

→ p 2 e ∆p [ Pa ] (48)
→ q vN ar e q vH 2 O [ m 3 / s]
→ T2 [ K ]

A equação sugerida pela Norma ANSI/(NFPA) T3.21.3 (1990) [9] apresenta as seguintes
unidades de entrada:

• q vH 2 O ,que representa Cv [galões americanos/min];

• q vN ar em [litros/segundo];

• p 2 e ∆p em [bar];

• T2 [K]
Determinação das Características de Vazão em Válvulas Pneumáticas: Análise de Normas LASHIP 10

Para isso, serão introduzidos coeficientes de conversão de unidades, que possibilitem a


entrada dos dados nas unidades sugeridas pela norma. Segue abaixo as relações de grandeza
entre as unidades e a equação modificada:
m3 l
1 = 10 3
s s
3
m gal americano
1 = 15850
s min
−5
1Pa = 10 bar

1
53,619 qvN ar
1 10 3
qvH 2O = ; onde
15850 1 1
p 2 −5 ∆p − 5
10 10
T2
→ p 2 e ∆p [bar abs ]
→ qvN ar [l / s ]
 gal 
→ qvH 2O  americano 
 min  (49)
→ T2 [ K ]

Obtém-se por fim a seguinte equação:

q vN ar
q vH 2 O = C v = (50)
p ∆p
117,663 2
T2

, que assemelha-se com a expressão sugerida pela ANSI/(NFPA) T3.21.3 (1990) [9]:
qvN ar
Cv = ; onde
p2 ∆p
114,5
T1
→ p2 [bar abs] e ∆p [bar]
→ qvN ar [l / s] (51)
 gal 
→ qvH2O  americano 
 min 
→ T1 [ K ]
Determinação das Características de Vazão em Válvulas Pneumáticas: Análise de Normas LASHIP 11

Como diferença observada entre as equações tem-se o numeral existente no denominador,


que pela dedução das equações obteve-se 117,6 e a Norma sugere o valor de 114,5.
Como segunda diferença encontrada tem-se o local onde é realizado a medição da
temperatura do ar. Pela equação sugerida pela norma, a tomada de temperatura é realizado a
montante; pela equação deduzida a temperatura é tomada a jusante do componente. Acredita-
se que esta diferença ocorre por uma possível simplificação que considera T1=T2.

7 - DETERMINAÇÃO DA RELAÇÃO PARA O KV:

Para a determinação do coeficiente Kv, deve-se seguir as determinações da norma VDI


2173 [11], que estabelece como condições do teste os seguintes parâmetros, segundo o
catálogo do fabricante FESTO:

• Fluido de teste: água;


• Temperatura do fluido de teste: 5 a 30 °C;
• Queda de pressão sobre o componente: 1 bar;
• Kv: representa a vazão, em m3/h, que passa pelo componente testado, sob as condições
listadas acima.

Pode-se observar que o coeficiente Kv possui uma grande semelhança com o coeficiente
Cv, havendo apenas diferenças nas unidades de queda de pressão (de psi para bar) e de
vazão(de galões americanos/min para m3/h). Com isso torna-se possível a determinação de
uma correlação direta entre Kv e Cv, a partir da correlação entre as suas unidades:

gal americano m3
1 = 0,2271
min h
1psi = 0,06894 bar

Como as condições de temperatura do fluido utilizado nos testes são praticamente as


mesmas, pode-se afirmar que ρ H 2O em ambos os testes é uma constante; o mesmo ocorre com

os coeficientes C d e A orif , que são os mesmos em ambos os testes, pois estes são parâmetros

inerente do componente testado.


Determinação das Características de Vazão em Válvulas Pneumáticas: Análise de Normas LASHIP 12

Portanto obtém-se a seguinte relação isolando-se os termos constantes:

 gal  ∆p [ psi ]
C v = qV H 2O  amricano  = C d H 2O Aorif 2 (51)
 min  ρH O
2

 m3  ∆p [bar ]
K v = qV H 2O   = C d H 2O Aorif 2 (52)
 h  ρH O
2

1
∆p [bar ]
C d H 2O Aorif ∆p [ psi ] 0,0689
= =
2  gal amricano  1  m3 
CV  Kv
ρH O2
 min  0,2271  h 

 gal  1  m3 
CV  amricano  Kv  
 min  = 0,2271  h 
∆p [ psi ] 1
∆p [bar ]
0,0689

∴ C v = 1,156 K v

Segundo o catálogo da FESTO, a relação apresentada é C v = 1,17K v , o qual aproxima-se


muito da relação deduzida.
Determinação das Características de Vazão em Válvulas Pneumáticas: Análise de Normas LASHIP 13

8 - DETERMINAÇÃO DA RELAÇÃO ENTRE CV E QNn:

A relação entre Cv e QNn pode ser obtida associando as equações (41) e (49). Como a vazão
que encontra-se referida na equação (41) encontra-se expressa em l/min, é necessário realizar
uma modificação na mesma visando obter uma compatibilidade de unidades com a equação
(50). Sendo assim, a equação (41) pode ser expressa por:

0,4082
q v proj. N = Q N n p 2 proj ∆p proj. ;
60

Com isso é possível realizar a substituição desta equação na equação (49), obtendo a
seguinte expressão:

0,4082
Q Nn p 2 proj ∆p proj
Cv = 60
p 2 ∆p
114,5
T1 (53)

como T1 = 293 K, temos :


C v = 983,21 Q Nn
Determinação das Características de Vazão em Válvulas Pneumáticas: Análise de Normas LASHIP 14

9 - CONCLUSÃO

Quando se trabalha com pneumática, deve-se sempre ter atenção para o fato do escoamento
ser compressível. No escoamento compressível, a vazão varia com a massa específica do
fluido, e está relacionada com as variáveis pressão e temperatura.
As informações normalmente disponíveis comercialmente tem por objetivo apenas
apresentar de forma bastante simplificada os produtos do fabricantes. Estas informações não
são padronizadas pois fazem referência a diferentes Normas.
Isto justifica porque não se deve apenas comparar vazões, pois este procedimento, embora
usual, pode acarretar erros. Dependendo das condições de temperatura, pressão e unidades
utilizadas, os erros podem ser bastante elevados.
O trabalho mostra através da dedução de diversas expressões matemáticas, que a utilização
da vazão mássica em vez da vazão volumétrica facilita o entendimento das informações
disponíveis comercialmente.
Percebe-se uma tendência na padronização das Normas utilizadas pelos fabricantes, o que
com certeza, irá facilitar a comparação entre os dados disponíveis e as necessidades de quem
projeta. Pode-se dizer que as Normas ISO representam esta tendência.
Determinação das Características de Vazão em Válvulas Pneumáticas: Análise de Normas LASHIP 15

10 - BIBLIOGRAFIA

[1] – ANDERSEN, BLAINE W. The Analysis and Designa of Pneumatic Systems :


copyright 1967 John Wiley & SONS, INC. 1967.

[2] – LEITHOLD, LOUIS . O Cálculo com Geometria Analítica : ed. Harbra ltda, 1994.

[3] – VIEIRA, Agnelo Vieira . Análise Teórico Experimental de Servoposicionadores


Lineares Pneumáticos : Universidade Federal de Santa Catarina, 1998 . (Dissertação,
Mestrado em Engenharia Mecânica).

[4] – SANTOS, Eduardo Alves Portela . Revista abhp . Uma Introdução a


Servoposicionadores Pneumáticos – Parte 1 - , mar/abr/97.

[5] – DE NEGRI, Victor . Apontamentos de aula , 1999.

[6] – SHAMES, Irving H. Mecânica dos Fluidos. Ed: Edgard Blucher– São Paulo, 1973
Volume 2,

[7] – Catálogo Festo Pneumatic.

[8] – ISO 6358 Pneumatic Fluid Power – Components Using Compressible Fluids –
Determination of Flow–rate Characteristics. 1989

[9] – ANSI/(NFPA) T3.21.3 – Pneumatic Fluid Power – Flow Rating Test Procedure and
Reporting Method – For Fixed Orifice Components. 1990

[10] – VDI 3290*

* Informações obtidas através de catálogos devido a indisponibilidade da Norma.