Anda di halaman 1dari 7

EMB.DIV. NOS EMB.DECL. NO AG.REG.

NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO
955.173 ALAGOAS

RELATOR : MIN. DIAS TOFFOLI


EMBTE.(S) : WOLFRAN CERQUEIRA MENDES
ADV.(A/S) : CLÊNIO PACHÊCO FRANCO JÚNIOR
EMBDO.(A/S) : UNIÃO
PROC.(A/S)(ES) : ADVOGADO -GERAL DA UNIÃO

DECISÃO

Cuida-se de embargos de divergência opostos contra acórdão


prolatado pela Segunda Turma desta Corte, assim ementado:

“Agravo regimental no recurso extraordinário. Direito


Administrativo. Gratificação de Atividade de Segurança
(GAS). Extensão aos servidores inativos. Natureza jurídica.
Discussão. Legislação infraconstitucional. Ofensa reflexa.
Precedentes.
1. A discussão acerca da natureza da Gratificação de
Atividade de Segurança (GAS), bem como a possibilidade de
sua extensão aos servidores inativos, demandaria, no caso, a
análise da legislação infraconstitucional, o que é inviável em
recurso extraordinário.
2. Agravo regimental não provido.
3. Majoração da verba honorária em valor equivalente a
10% (dez por cento) do total daquela já fixada (art. 85, §§ 2º, 3º e
11, do CPC), observada a eventual concessão do benefício da
gratuidade da justiça.”

Opostos embargos de declaração, foram rejeitados.


A divergência é suscitada com supedâneo no RE nº 731.203/MG-
AgR, oriundo da Primeira Turma e relatado pelo Ministro Marco Aurélio.
Aduz o embargante que

“o servidor faz jus à percepção e aposentadoria integral


quando tenha sido aposentado por invalidez, mesmo após a

Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13520828.
RE 955173 AGR-ED-EDV / AL

Emenda Constitucional n.º 41/2003. Trata-se, pois, do mesmo


caso do Embargante, não havendo que se falar em análise de
matéria infraconstitucional. No julgado divergente, o Exmo.
Ministro Marco Aurélio entendeu justamente o que se pede no
presente caso: o servidor público aposentado por invalidez tem
direito à integralidade da verba, levando-se em consideração as
gratificações e a composição da remuneração quando o
indivíduo estava na ativa.”

Afirma que a matéria versada na presente lide alcança status


constitucional e que o acórdão prolatado pela Corte a quo viola os arts.
40, § 12, 41 e 201, §11 da Constituição Federal. No mais, reitera os
argumentos já lançados por ocasião do recurso extraordinário.
Intimada, a parte contrária não ofertou contrarrazões.
Decido.

O recurso não deve ser conhecido.


Cumpre notar que os embargos divergentes consistem, sabidamente,
em recurso voltado à uniformização da jurisprudência interna do
Tribunal, sendo oponíveis quando verificada divergência interna entre
acórdãos de mérito (art. 1.043, inciso I, Lei nº 13.105/2015) ou entre
acórdão de mérito e outro que não tenha conhecido do recurso, embora
tenha apreciado a controvérsia (art. 1.043, inciso III, Lei nº 13.105/2015).
Em razão disso, sua admissão pressupõe a existência, ao menos em tese,
de dissenso entre julgados; dissenso este cuja ocorrência será constatada
por meio da análise comparativa de quadros fáticos similares.
Logo de início, destaco que o presente recurso não se enquadra em
qualquer das hipóteses de cabimento dos embargos de divergência
previstas no art. 1.043 do Código de Processo Civil. Isso porque, embora o
julgado paradigma elencado seja propriamente um acórdão de mérito, o
acórdão paragonado limitou-se a assentar que a matéria ali ventilada é
infraconstitucional, não incorrendo em qualquer tipo de análise do tema
de fundo ventilado no recurso.
Conforme se extrai do inciso III do já mencionado art. 1.043, é

Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13520828.
RE 955173 AGR-ED-EDV / AL

possível o aviamento do reclamo com base em acórdão no qual não se


conheceu do recurso, mas ainda assim é imprescindível que tenha havido
incursão no mérito da demanda, o que não ocorreu na espécie.
Ainda que assim não fosse, estes embargos divergentes não
comportam conhecimento também por outro motivo: a ausência de
identidade fático-jurídica entre o acórdão impugnado e o representativo
da controvérsia.
A similitude fática entre os acórdãos paradigma e paragonado é
essencial, posto que, inocorrente, estar-se-ia a pretender a uniformização
de situações distintas, finalidade à qual, obviamente, não se presta esta
modalidade recursal. Tanto é assim que o § 4º do art. 1.043 do Código de
Processo Civil exige do embargante que demonstre a dissensão,
mencionando as circunstâncias que identificam ou assemelham os casos
confrontados. Na hipótese, conforme já destacado, a necessária
coincidência de quadros fático e jurídico não se verifica.
O acórdão paradigma – RE nº 731.203/MG-AgR – não cuidou do
tema “gratificação de atividade de segurança”, nem mesmo de
gratificações em geral. Naqueles autos, o que se debateu foram as
situações nas quais a aposentadoria por invalidez dar-se-ia com
proventos proporcionais ou integrais. E o que ali se assentou foi que,
tendo a aposentadoria ocorrido por motivo de moléstia grave
especificada em lei, os proventos seriam devidos em sua totalidade,
considerada a última remuneração, mesmo após a vigência da EC nº
41/03. Aliás, vale registrar que equivoca-se o embargante ao afirmar que
a Primeira Turma desta Corte entendeu que o servidor aposentado por
invalidez faz sempre jus à integralidade – consoante explanado, o que ali
se compreendeu é que isso somente ocorreria em determinada hipóteses.
O quadro é deveras diferente daquele delineado nesta lide.
Aqui, o que se busca discutir é a natureza da Gratificação de
Atividade de Segurança (GAS), a possibilidade de extensão de tal
vantagem aos servidores inativos e a incidência da contribuição
previdenciária sobre a referida parcela.
O acórdão paradigma em momento algum cuidou da incorporação

Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13520828.
RE 955173 AGR-ED-EDV / AL

de gratificação recebida na ativa aos proventos, da viabilidade da


extensão de gratificação aos inativos ou do dever de devolução dos
valores pagos a título de contribuição previdenciária em razão da não
incorporação da GAS aos proventos de aposentadoria.
Portanto, verificada a ausência de rigorosa identidade entre as
circunstâncias fáticas e jurídicas entre os julgados paradigma e
paragonado, conclui-se que a peça recursal não atende aos requisitos
exigidos pela norma, sendo de rigor a sua inadmissão. Nesse sentido,
confira-se:

“AGRAVO REGIMENTAL. EMBARGOS DE


DIVERGÊNCIA EM AGRAVO REGIMENTAL EM RECURSO
EXTRAORDINÁRIO COM AGRAVO. PRESSUPOSTOS
ESPECÍFICOS DE ADMISSIBILIDADE RECURSAL NÃO
PREENCHIDOS. ART. 1.043, III, DO CPC/2015. ART. 330 DO
RISTF. DISSENSO JURISPRUDENCIAL INTERNA CORPORIS
NÃO DEMONSTRADO. NÃO CABIMENTO DOS
EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA. AGRAVO REGIMENTAL
INTERPOSTO SOB A VIGÊNCIA DO CPC/2015. 1. Mostra-se
inespecífico, não evidenciando o dissenso de teses necessário a
autorizar a admissibilidade dos embargos de divergência,
aresto paradigma assentado sobre premissas fáticas diversas da
decisão embargada. 2. Firmada a jurisprudência do Plenário da
Corte no sentido da decisão embargada, são incabíveis os
embargos (art. 332 do RISTF). 3. Agravo interno conhecido e
não provido, com aplicação da penalidade prevista no art.
1.021, § 4º, do CPC/2015, calculada à razão de 1% (um por
cento) sobre o valor atualizado da causa, se unânime a votação.
4. Ausente condenação anterior em honorários, inaplicável o
art. 85, § 11, do CPC/2015. 5. Agravo regimental conhecido e
não provido.” (ARE nº 960.628/SC-AgR-EDv-AgR, Tribunal
Pleno, Relatora a Ministra Rosa Weber, DJe de 17/5/17)

“AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE


DIVERGÊNCIA NOS EMBARGOS DEDECLARAÇÃO NO
AGRAVO REGIMENTAL NO RECURSO EXTRAORDINÁRIO

Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13520828.
RE 955173 AGR-ED-EDV / AL

COM AGRAVO.EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA INCABÍVEIS.


INEXISTÊNCIA DE IDENTIDADE. AUSÊNCIA DE
PRESSUPOSTO DE ADMISSIBILIDADE DO RECURSO
EXTRAORDINÁRIO RECONHECIDA PELO ACÓRDÃO
EMBARGADO. AGRAVO A QUE SE NEGA PROVIMENTO.
MULTA APLICADA. I – Para os embargos de divergência
serem cabíveis, é necessário que haja identidade entre a questão
julgada pelo acórdão embargado e a decidida pelo acórdão
paradigma, sendo incabível o recurso quando presentes
distinções fáticas entre as situações. II – A jurisprudência do
Supremo Tribunal Federal é firme em não admitir embargos de
divergência, quando, a despeito de o acórdão embargado
apenas houver reconhecido a ausência de pressuposto de
admissibilidade do recurso extraordinário, o embargante
apontar como paradigma um aresto que tenha examinado o
mérito de determinada questão constitucional. III – Agravo
regimental a que se nega provimento, com aplicação de multa
(art. 1.021, § 4º, do CPC).” (ARE nº 927.862/DF-AgR-ED-EDv-
AgR, Tribunal Pleno, Relator o Ministro Ricardo Lewandowski,
DJe de 24/3/17).

“Agravo regimental nos embargos de divergência no


agravo regimental no recurso extraordinário com agravo.
Ausência de similitude fática e jurídica. Não atendimento aos
requisitos processuais de admissibilidade. 1. A ausência de
siimilitude fática e jurídica entre o acórdão embargado e os
paradigmas de divergência invocados obsta o seguimento do
recurso de embargos de divergência, não ficando tal requisito
superado pela simples existência de pontos em comum. 2. Os
embargos de divergência não se prestam para rediscutir
matéria já devidamente apreciada no julgamento do recurso
extraordinário ou no agravo. 3. Agravo regimental não provido.
A título de honorários recursais, a verba honorária já fixada
deve ser acrescida do valor equivalente a 10% (dez por cento)
de seu total, nos termos do art. 85, § 11, do novo Código de
Processo Civil, observados os limites dos §§ 2º e 3º do citado

Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13520828.
RE 955173 AGR-ED-EDV / AL

artigo e a eventual concessão de justiça gratuita.” (ARE n.º


898.896/RJ-AgR-EDv-AgR, Tribunal Pleno, minha relatoria, DJe
de 14/3/17).

Não obstante, deixou a parte de atender a outro requisito de


admissibilidade, qual seja, a correta realização do cotejo analítico. A
respeito do mencionado cotejo, bem esclarece o eminente Ministro Celso
de Mello:

“A utilização adequada dos embargos de divergência


impõe ao recorrente o dever de demonstrar, de maneira objetiva
e analítica, o dissídio interpretativo alegado, reproduzindo,
para efeito de sua caracterização, os trechos que configuram a
divergência indicada e mencionando, ainda, as circunstâncias
que identificam ou tornam assemelhados os casos em
confronto. O desatendimento desse dever processual legitima o
indeferimento liminar da petição recursal ou justifica, quando já
admitidos, o não conhecimento dos embargos de divergência.”
(RE nº 433.856 AgR-ED-ED-EDv-AgR-ED/CE, Relator o
Ministro Celso de Mello, Tribunal Pleno, DJe de 12/5/15 - grifo
nosso)

Da leitura da peça recursal, o que se depreende é que a parte


embargante não explicitou, de modo claro, específico e singularizado,
qual a semelhança entre o paradigma e o acórdão guerreado e onde eles
estariam a diferir. Não houve demonstração objetiva e analítica do
dissídio interpretativo alegado e tampouco comparação entre os trechos
que confirmam a divergência indicada. Pelo contrário, o recorrente
limitou-se a transcrever a ementa do acórdão e trecho do voto do Relator,
alegando, genericamente, a existência de dissensão.
Ante o exposto, nos termos do artigo 21, § 1º, do Regimento Interno
do Supremo Tribunal Federal, não conheço dos embargos de divergência.
Determino que, a título de honorários recursais, a verba honorária já
fixada em desfavor do réu, ora embargante, seja acrescida do valor
equivalente a 10% (dez por cento) do seu total, nos termos do art. 85, § 11,

Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13520828.
RE 955173 AGR-ED-EDV / AL

do Código de Processo Civil, obedecidos os limites dos §§ 2º e 3º do


citado artigo e observada, ainda, a eventual concessão de justiça gratuita.
Publique-se.
Brasília, 29 de agosto de 2017.

Ministro DIAS TOFFOLI


Relator
Documento assinado digitalmente

Documento assinado digitalmente conforme MP n° 2.200-2/2001 de 24/08/2001, que institui a Infraestrutura de Chaves Públicas Brasileira - ICP-Brasil. O
documento pode ser acessado no endereço eletrônico http://www.stf.jus.br/portal/autenticacao/ sob o número 13520828.