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Aula 00

ADC (item de Auditoria) p/ TCE-SC - AFCE - Cargo 2 - Contabilidade

Professor: Rodrigo Fontenelle

00000000000 - DEMO
Curso de ADC (parte de Auditoria) para TCE/SC
Teoria e exercícios comentados
Prof. Rodrigo Fontenelle Aula 00

AULA 00: Noções de Auditoria financeira (Normas


Técnicas de Auditoria - NBC TA). Estrutura conceitual.
Objetivos gerais da auditoria do auditor independente
e a condução da auditoria em conformidade com
normas de auditoria.
SUMÁRIO PÁGINA
Apresentação 01
Contextualização 04
1. Conceitos 07
2. Auditoria Independente 09
3. NBC TA – Estrutura Conceitual 16
4. Requisitos do Auditor 22
Lista das questões comentadas durante a aula 52
Referências bibliográficas 63

Observação importante: este curso é protegido por direitos autorais (copyright), nos
termos da Lei 9.610/98, que altera, atualiza e consolida a legislação sobre direitos
autorais e dá outras providências.

Grupos de rateio e pirataria são clandestinos, violam a lei e prejudicam os professores


que elaboram os cursos. Valorize o trabalho de nossa equipe adquirindo os cursos
honestamente através do site Estratégia Concursos ;-)

Olá, Pessoal!

Meu nome é Rodrigo Fontenelle, sou Analista de Finanças e Controle da


Controladoria-Geral da União (CGU), lotado em Brasília/DF e
atualmente estou cedido ao Ministério da Fazenda, exercendo o cargo de
Assessor Especial de Controle Interno do Ministério da Fazenda. Sou
professor de Auditoria Privada, Governamental e Técnicas de Controle em
cursos presenciais preparatórios para concursos públicos em SP, MG, RJ,
00000000000

BA e DF, além de cursos online. Sou economista, formado pela UFMG,


com pós-graduação em Finanças pelo IBMEC, especialista em Auditoria
Financeira pela UnB/TCU e mestre em Contabilidade, pela UnB. Sou
autor dos livros Auditoria - Mais de 200 questões comentadas (Ed. Elsevier)
e Auditoria Privada e Governamental – Teoria objetiva e mais de 400
questões comentadas (Ed. Impetus), este último em co-autoria com o
parceiro e amigo, Prof. Claudenir Brito. Além da CGU, fui aprovado em
outros concursos no país, entre eles Consultor Legislativo da Assembleia de
Minas Gerais, EPPGG do Estado do Espírito Santo e 1º lugar no concurso da
Controladoria-Geral do Estado de Minas Gerais. Sou membro efetivo do
Instituto de Auditores Internos do Brasil – IIA Brasil –, filial do The Institute
of Internal Auditors e possuo duas certificações internacionais: Certified

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Government Auditing Professional – CGAP e Certification in Control Self-
Assessment - CCSA.

Após essa breve apresentação, vamos falar um pouco de como será


desenvolvido este Curso de Análise das Demonstrações Contábeis
para o TCE-SC/2016.

Em primeiro lugar, devo ressaltar que este curso aborda apenas o item
10 dessa parte do edital, pois é o item que se refere à auditoria.

Acredito muito na fixação de conhecimento a partir de exercícios, por isso


comentarei, no mínimo, 150 questões acerca dos temas abordados, nas
04 aulas que preparei para vocês, dando preferência, é claro, para
questões do CESPE, mas também trarei diversos exercícios mais recentes,
de outras bancas como ESAF, FGV e FCC. A extensão média de cada
encontro será de 60 páginas. Esta primeira aula, especificamente, é muito
pouco cobrada pelo CESPE, razão pela qual temos poucas questões da
banca.

Considerando as mudanças ocorridas nas normas de auditoria (interna,


externa e governamental), destacarei, em cada questão que tenha sido
elaborada a partir da legislação revogada, as diferenças em relação às
normas atuais, destacando os principais pontos que vocês deverão ficar
atentos a partir da implementação da nova legislação.

Como sempre falo antes das aulas, meu objetivo aqui não é ensinar
auditoria, mas fazer com que vocês aprendam a resolver questões de
auditoria. Para quem ainda não tem uma familiaridade muito grande com
a disciplina, verão que as questões se repetem ao longo dos anos. Dessa
forma, focando nos principais temas que sempre estão presentes nas
provas, conseguirão, de forma objetiva, interpretar e resolver as questões.

Assim, procurarei focar nos temas mais cobrados nas provas. Por isso, não
se assustem se determinados tópicos de cada aula tiverem apenas três ou
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quatro questões, e outros apresentarem quinze, vinte. Isso será proposital


e baseado na análise acerca da probabilidade de cobrança de cada tema, a
partir de provas anteriores.

Cronograma

O curso será dividido didaticamente em 04 aulas, da seguinte forma:

DATA DA
AULA CONTEÚDO PUBLICAÇÃO
DA AULA

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Noções de Auditoria financeira (Normas
Técnicas de Auditoria - NBC TA). Estrutura
conceitual. Objetivos gerais da auditoria do
Aula 00 19/12
auditor independente e a condução da
auditoria em conformidade com normas de
auditoria.
Planejamento da auditoria de demonstrações
Aula 01 contábeis. Resposta do auditor aos riscos 23/12
avaliados
Documentação de auditoria. Evidência de
Aula 02 15/01
auditoria
Formação da opinião e emissão do relatório de
Aula 03 25/01
auditoria.

Qualquer dúvida em relação à matéria, dinâmica do curso ou comentário,


estou à disposição no fórum do Estratégia.

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sobre cursos, concursos, dicas de auditoria, além da participação em
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segundas e quartas à noite. Me adicionem: @profrodrigofonte
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Feitos os devidos esclarecimentos, vamos à matéria. Sejam bem-vindos!

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Principais normas abordadas na aula de hoje:

NBC TA 200 NBC TA – ESTRUTURA


CONCEITUAL

Contextualização

Antes de apresentarmos alguns conceitos de Auditoria, vamos imaginar a


seguinte situação:

- Você possui um livro (nós sabemos hoje em dia você tem uns 500,
mas vamos fazer de conta que é só um).

Saber onde esse seu único livro está é relativamente fácil: vai estar na
estante, na pasta, no carro, aberto na sua frente às duas da manhã. Não
se exigem grandes esforços para se controlar apenas um livro.

Agora, se você tem 10 livros, você pode ter um pouco mais de dificuldade,
pois não vão estar sempre com você. Alguém pode pegar emprestado e “se
esquecer” de devolver. Um irmão menor ou seus filhos podem rabiscá-los,
rasgá-los. Isso vai te exigir uma dedicação um pouco maior para zelar por
eles.

Até aí, tudo bem. Mas vamos complicar um pouco a situação e considerar
que você tem 10.000 livros. Bom, aí já ficou bastante difícil. Com essa
quantidade de livros, emprestando, doando, lendo, envelhecendo nas
prateleiras, se você não quiser passar o dia inteiro cuidando deles, vai
querer contratar alguém para fazer isso por você, remunerando-o pelo
serviço prestado.

A ideia contida na origem do controle foi mais ou menos essa. Conforme o


patrimônio da sociedade foi crescendo, foi ficando cada vez mais difícil ter
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certeza de que este estava sendo corretamente utilizado, exigindo


controles cada vez mais complexos.

Ou seja: se meu patrimônio crescer, vou ter que contratar alguém para me
ajudar a cuidar dele, e vou ter que controlar a forma com que esse
contratado está gerindo meus bens. Superficialmente, é isso.

Na definição de controle, podemos citar Castro (2008), que esclarece que,


com a incorporação da palavra “controle” aos diversos idiomas, esta
obteve sentido amplo, podendo significar, dentre outros: vigilância
(fiscalização contínua), verificação (exame) e registro (identificação).

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Entretanto, o autor afirma que o vocábulo “controle” sempre esteve ligado
às finanças.

Carvalho Filho (2010) afirma que a fiscalização e a revisão são os


elementos básicos do controle. Citando Di Pietro, define fiscalização
como o poder de verificação que se faz sobre a atividade dos órgãos e dos
agentes administrativos, bem como em relação à finalidade pública que
deve servir de objetivo para a Administração. Sobre revisão, indica que se
trata do poder de corrigir as condutas administrativas, pela necessidade de
alterar alguma linha das políticas administrativas, para que melhor seja
atendido o interesse coletivo.

Para Hely Lopes Meirelles, controle, em tema de administração pública, é


“a faculdade de vigilância, orientação e correção que um Poder, órgão ou
autoridade exerce sobre a conduta funcional de outro”.

Trazendo esses conceitos para nosso exemplo de controle dos 10.000 livros
que você tem, podemos dizer que o controle seria a faculdade de vigilância
do patrimônio (os livros), orientação (a correta forma de zelar pelos livros)
e correção (ajustar os erros identificados) que o proprietário (você) exerce
sobre a conduta funcional de outro (o contratado para zelar pelos livros, na
sua ausência).

Resumindo, podemos dizer que, para adequar os resultados reais aos


planejados, comparando-os com padrões previamente estabelecidos,
procuramos medir e avaliar o desempenho, corrigindo-o no que for
necessário. E isso é controle.

Para complementar a definição, vamos nos remeter à Constituição de 1988,


que faz referência, em seu Art. 70, à fiscalização dos recursos públicos
federais:

“A fiscalização contábil, financeira, orçamentária, operacional e


patrimonial da União e das entidades da administração direta e
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indireta, quanto à legalidade, legitimidade, economicidade,


aplicação das subvenções e renúncia de receitas, será exercida pelo
Congresso Nacional, mediante controle externo, e pelo sistema
de controle interno de cada Poder.” (Grifei).

Vale lembrar que o que difere o Controle Externo do Interno é que o


primeiro é realizado por órgãos de controle que não fazem parte da
estrutura do ente fiscalizado, enquanto no segundo, o órgão de controle é
integrante do Poder que está sendo fiscalizado.

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O que difere o Controle Externo do Interno é que o primeiro é


realizado por órgãos de controle que não fazem parte da estrutura do
ente fiscalizado, enquanto no segundo, o órgão de controle é
integrante do Poder que está sendo fiscalizado.

Na prática, o Controle Externo no Brasil, em todas as esferas de


governo, é atribuição do Poder Legislativo, que conta com o apoio dos
Tribunais de Contas, enquanto o Controle Interno é exercido por órgãos
inseridos nos Três Poderes, com essa atribuição.

A base do Controle Externo no país é a CF/88, que o vincula ao Poder


Legislativo. O Art. 75 da CF/88 estabelece que as normas estabelecidas
para o Controle Externo se aplicam à organização, composição e
fiscalização dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal, bem
como dos Tribunais e Conselhos de Contas dos Municípios.

Os Tribunais de Contas são órgãos técnicos que auxiliam o Poder


Legislativo, mas não são subordinados a ele. São órgãos constitucionais
autônomos.

Da mesma forma, não há subordinação entre os Tribunais de Contas, a


competência de cada um é definida pela origem dos recursos.

 TRIBUNAL DE CONTAS DA UNIÃO: recursos federais;


 TRIBUNAIS DE CONTAS DO ESTADO: recursos estaduais;
 TRIBUNAL DE CONTAS DO DISTRITO FEDERAL: recursos do DF;
 TRIBUNAL DE CONTAS DOS MUNICÍPIOS: recursos municipais
nos Estados BA, CE, GO, PA. São órgãos estaduais;
 TRIBUNAL DE CONTAS DO MUNICÍPIO: recursos municipais das
capitais RJ e SP. São órgãos municipais.
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Agora que já temos uma noção do que seja controle, vamos falar um pouco
sobre auditoria.

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1. Conceito de Auditoria

Escolher um conceito universal para Auditoria não é uma tarefa simples.


A maioria dos autores escreve sobre uma das diversas especializações da
matéria, e, no momento da definição, acaba privilegiando a Auditoria
Interna ou a Auditoria Externa (não se preocupe com essa diferença,
trataremos dela mais a frente).

Crepaldi (2010) afirma que se pode definir Auditoria, de forma bastante


simples, como o “levantamento, estudo e avaliação sistemática das
transações, procedimentos, operações, rotinas e das demonstrações
financeiras de uma entidade”.

Aprofundando a definição, podemos dizer que se trata de testar a


eficiência e a eficácia do controle patrimonial, sem nos limitarmos aos
aspectos contábeis do conceito. Por ser uma atividade crítica, em sua
essência, traduz-se na emissão de uma opinião sobre as atividades
verificadas.

Auditar é testar a eficiência e a eficácia do controle patrimonial,


não se limitando aos aspectos contábeis. Por ser uma atividade crítica,
traduz-se na emissão de uma opinião sobre as atividades
verificadas.

Franco e Marra (2011) definem auditoria da seguinte forma:

“A auditoria compreende o exame de documentos, livros e registros,


inspeções e obtenção de informações e confirmações, internas
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e externas, relacionadas com o controle do patrimônio,


objetivando mensurar a exatidão desses registros e das
demonstrações contábeis deles decorrentes”. (Grifei)

Quanto ao termo auditor, a doutrina se divide em citar sua origem latina


– audire, audição, ouvinte – e a expressão inglesa to audit – examinar,
certificar. Em nossas aulas presenciais, gostamos de explicar que auditar
é ouvir o administrador – aquele que detém a responsabilidade pela
administração do patrimônio alheio – para saber como é que ele está
agindo na condução de suas atividades, e se essa conduta está
alinhada com o que o proprietário espera dele.

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Em linhas gerais, vamos mais uma vez nos remeter à obra de Franco e
Marra (2011) para definir o objeto da auditoria:

“Conjunto de todos os elementos de controle do patrimônio


administrado, os quais compreendem registros contábeis, papéis,
documentos, fichas, arquivos e anotações que comprovem a
veracidade dos registros e a legitimidade dos atos da administração,
bem como sua sinceridade na defesa dos interesses
patrimoniais”. (Grifei)

Neste ponto, vamos dividir a Auditoria em dois grandes grupos. De


acordo com o ambiente em que será aplicada, a Auditoria poderá ser
Governamental ou Privada.

A Auditoria Governamental – ou Pública, do Setor Público – é, conforme


disposto na Instrução Normativa 01/2001, da Secretaria Federal de
Controle Interno (da Controladoria-Geral da União - CGU), o conjunto de
técnicas que visa avaliar a gestão pública, pelos processos e resultados
gerenciais, e a aplicação de recursos públicos por entidades de direito
público e privado, mediante a confrontação entre uma situação
encontrada com um determinado critério técnico, operacional ou legal.
Tem por objetivo primordial garantir resultados operacionais na
gerência da coisa pública. Basicamente, é o que vocês serão logo após a
nomeação: Auditores Governamentais (aqui não estou falando da
nomenclatura do cargo, mas da essência, ok?).

A Auditoria Governamental engloba todas as esferas de governo – federal,


distrital, estadual e municipal – e níveis de poder - Executivo, Legislativo e
Judiciário -, e, claro, alcança as pessoas jurídicas de direito privado, caso
se utilizem de recursos públicos.

A Auditoria Privada – ou Independente, Empresarial, das Demonstrações


Contábeis, das Demonstrações Financeiras – é uma técnica contábil,
constituída por um conjunto de procedimentos técnicos
sistematizados, para obtenção e avaliação de evidências sobre as
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informações contidas nas demonstrações contábeis de uma empresa.

Relembrando... Para atingir suas finalidades, a Contabilidade utiliza-se das


seguintes técnicas contábeis:

- Escrituração (registro dos fenômenos patrimoniais);


- Demonstrações (balanços e outras demonstrações);
- Auditoria; e
- Análise de balanços.

Assim, podemos concluir que a Auditoria tem a natureza de técnica


contábil utilizada pela Contabilidade para atingir seus objetivos, sendo a
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Auditoria Contábil a técnica contábil cujo objetivo é emitir uma opinião
sobre as demonstrações contábeis (também denominadas financeiras).

Portanto, qual o objetivo de uma Auditoria Independente?

Segundo a NBC TA 200, o objetivo da auditoria é aumentar o grau de


confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários. Isso é
alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre se
as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos
relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro
aplicável.

Agora trataremos um pouco mais sobre esse tipo de auditoria, que é o


abordado nessa parte do edital do TCE-SC.

2. Funções da Auditoria Externa (Independente)

Definições importantes para o tema:

Estrutura de relatório financeiro aplicável é a estrutura de relatório financeiro


adotada pela administração e, quando apropriado, pelos responsáveis pela
governança na elaboração das demonstrações contábeis, que é aceitável em vista
da natureza da entidade e do objetivo das demonstrações contábeis ou que seja
exigida por lei ou regulamento.

Distorções são a diferença entre o valor, a classificação, a apresentação ou a


divulgação de uma demonstração contábil relatada e o valor, a classificação, a
apresentação ou a divulgação que é exigida para que o item esteja de acordo com
a estrutura de relatório financeiro aplicável (ou seja, a diferença entre o que é
para o que deveria ser). As distorções podem originar-se de erro ou fraude. Uma
distorção é relevante quando pode vir a modificar a opinião do usuário.

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Finalidade da Auditoria Externa: busca conferir credibilidade às


demonstrações contábeis, visto que, para os interessados nas
informações financeiras, não basta uma opinião interna, sendo
indispensável a opinião independente da Auditoria Externa.
Não é atribuição do auditor independente garantir a viabilidade futura
da entidade ou fornecer qualquer tipo de atestado de eficácia da
administração na gestão dos negócios.

De acordo a NBC TA 200, ao conduzir a auditoria de demonstrações


contábeis, os objetivos gerais do auditor são:
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“(a) obter segurança razoável de que as demonstrações


contábeis como um todo estão livres de distorção relevante,
independentemente se causadas por fraude ou erro, possibilitando
assim que o auditor expresse sua opinião sobre se as
demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os
aspectos relevantes, em conformidade com a estrutura de
relatório financeiro aplicável; e

(b) apresentar relatório sobre as demonstrações contábeis e


comunicar-se como exigido pelas NBC TAs, em conformidade com
as constatações do auditor.” (Grifei)

Ou seja:

 Obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis


estão livres de distorções relevantes.
 Expressar sua opinião sobre se as demonstrações foram
elaboradas conforme a estrutura de relatório financeiro
aplicável.
 Apresentar relatório sobre as demonstrações contábeis.

A finalidade da emissão dessa opinião é dar a maior credibilidade possível


às demonstrações contábeis elaboradas pelo setor de contabilidade e
divulgadas ao conhecimento dos interessados no conhecimento da “saúde
financeira” da Companhia.

Assim, uma auditoria independente envolve a aplicação de técnicas e


procedimentos especializados, em busca de evidências que digam
respeito aos valores divulgados nas demonstrações contábeis, incluindo a
avaliação das práticas contábeis utilizadas e da razoabilidade das
estimativas apresentadas pela administração (mensuração de itens que
não podem ser definidos com precisão).

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O objetivo principal da auditoria independente á a emissão de uma


opinião sobre a adequação das demonstrações contábeis à estrutura de
Relatório Financeiro Aplicável.

De acordo com Franco e Marra (2011), essa fiscalização dá maior


consistência e veracidade aos registros e demonstrações contábeis, pelas
seguintes razões, dentre outras:

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 O profissional que executa os registros contábeis o faz com
maior atenção e rigor, pelo simples fato de saber que seu
trabalho será examinado e seus erros apontados.
 Empregados e administradores temem erros e fraudes, na
certeza de que estes poderão ser apontados aos poderes
superiores.
 Os titulares do patrimônio, por sua vez, prestam contas,
através da auditoria, a seus credores e ao fisco.

Complementarmente, ainda segundo os autores, a auditoria independente


apresenta as seguintes vantagens aos usuários das demonstrações
contábeis:

 Contribui para maior exatidão das demonstrações


contábeis.
 Possibilita melhores informações sobre a real situação
econômica, patrimonial e financeira das empresas.
 Assegura maior exatidão dos resultados apurados.

Entretanto, a auditoria independente, como qualquer outra atividade,


apresenta algumas limitações que devem ser conhecidas pelo auditor, a
fim de que possa reduzi-las a um nível coerente com o cumprimento de
seus objetivos. Essas limitações dizem respeito, principalmente, ao fato de
que a auditoria não pode ser interpretada como substituta da
administração no cumprimento de seus objetivos de gestão.

A administração conta com uma Auditoria Interna para executar um


trabalho de assessoramento, auxiliando no cumprimento dos objetivos
operacionais da empresa.

A auditoria independente, por sua vez, não dispõe de meios suficientes


(pessoal, tempo, recursos) para uma análise aprofundada de todos os
aspectos das demonstrações financeiras, limitando-se aos mais relevantes
(aqueles que têm possibilidade de influenciar a opinião do usuário quanto
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às demonstrações). O auditor trabalha por amostragem, dessa forma,


irregularidades podem passar despercebidas pelo auditor, o que não quer
dizer que seu trabalho não tenha sido bem feito.

O profissional responsável pelo trabalho de auditoria é denominado


auditor independente, normalmente integrante de uma firma de
auditoria contratada pela empresa a ser auditada para a emissão da opinião
sobre as demonstrações contábeis.

Se o objetivo principal do auditor independente é a emissão de sua opinião,


qual seria um dos objetivos secundários mais importantes?

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Coloquem-se na condição de um profissional que deva emitir uma opinião,
e que, para isso, é contratado anualmente. Imaginem ainda que há uma
concorrência entre as empresas de auditoria, e que sua opinião servirá de
base para centenas, até milhares de pessoas decidirem os rumos de seus
investimentos para o próximo ano. Qual seria o atributo essencial a ser
perseguido pelo auditor, no intuito de se manter no mercado?

Acertou quem pensou em credibilidade. O auditor que não tem


credibilidade é incapaz de emitir um relatório que cumpra o papel de atestar
as condições da situação econômico-financeira de uma empresa,
apresentada nas demonstrações contábeis. E provavelmente não seria
novamente contratado para novos trabalhos.

Para que a opinião emitida pelo auditor possua credibilidade, além da


qualidade indispensável a qualquer trabalho profissional, ainda mais com a
responsabilidade inerente à auditoria, faz-se necessária uma padronização
das técnicas e procedimentos utilizados, assim como da elaboração de
relatórios. Para tanto, são elaboradas as Normas de Auditoria. Atualmente,
no Brasil, as mais importantes são as Normas Brasileiras de Contabilidade
– Técnicas de Auditoria (NBC TA) e Normas Brasileiras de Contabilidade –
Profissionais de Auditoria (NBC PA), as quais serão a base do nosso curso.

O auditor também pode ter outras responsabilidades de comunicação e de


relatório, perante os usuários, a administração, os responsáveis pela
governança ou partes fora da entidade, a respeito dos assuntos decorrentes
da auditoria, como, por exemplo, de comunicação com os responsáveis pela
Governança, responsabilidades em relação a fraudes, dentre outras, desde
que estabelecidas por lei, regulamento ou normas do CFC.

Em todos os casos em que não for possível obter segurança razoável e a


opinião com ressalva no relatório do auditor for insuficiente nas
circunstâncias para atender aos usuários previstos das demonstrações
contábeis, as NBC TAs requerem que o auditor se abstenha de emitir sua
opinião ou renuncie ao trabalho, quando a renúncia for possível de acordo
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com lei ou regulamentação aplicável.

QUESTÕES COMENTADAS

1 - (FCC/TCE-RS/2014) - Os manuais, de uma maneira geral,


definem auditoria como um exame analítico e pericial das
operações contábeis, desde o início até o balanço. Nos termos da
NBC TA 200, o objetivo da auditoria é:
(A) levantar informações suficientes e adequadas que permitam comparar
as metas fixadas com os resultados alcançados.

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(B) controlar os procedimentos contábeis para evitar que informações de
interesse da instituição auditada sejam divulgados.
(C) aumentar o grau de confiança das demonstrações contábeis por parte
dos usuários.
(D) estabelecer metodologia para ação integrada de todos os setores da
instituição auditada.
(E) apurar e consolidar irregularidades contábeis em relatório para
subsidiar eventual investigação de ilícitos administrativos e penais.

Comentários:
Segundo o item 3 da NBC TA 200, o objetivo da auditoria é aumentar
o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos usuários.
Isso é alcançado mediante a expressão de uma opinião pelo auditor sobre
se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos os aspectos
relevantes, em conformidade com uma estrutura de relatório financeiro
aplicável.
Resposta: C

2 - (TRT-24/Analista Contábil/2011/FCC) - Ao conduzir uma


auditoria de demonstrações contábeis, são objetivos gerais do
auditor obter segurança:
A) razoável de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres
de distorção relevante, devido à fraude ou erro, possibilitando que o auditor
expresse opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas,
em todos os aspectos relevantes, em conformidade com a estrutura de
relatório financeiro aplicável.
B) razoável de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres
de distorção irrelevante, devido a erros, possibilitando que o auditor
expresse opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas,
em todos os aspectos relevantes, em conformidade com a estrutura de
parecer financeiro.
C) total de que as demonstrações contábeis em parte estão livres de
distorção relevante, devido à fraude ou erro, possibilitando que o auditor
expresse opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas,
00000000000

em todos os aspectos relevantes, em conformidade com a estrutura de


relatório financeiro aplicável.
D) total de que as demonstrações contábeis em parte estão livres de
distorção irrelevante, devido à fraude, possibilitando que o auditor expresse
opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos
os aspectos relevantes, em conformidade com a estrutura de relatório
financeiro aplicável.
E) razoável de que as demonstrações contábeis em parte estão livres de
distorção irrelevante, devido à fraude ou erro, possibilitando que o auditor
expresse opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas,
em todos os aspectos considerados, em conformidade com a estrutura de
parecer financeiro consolidado do auditor independente.

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Comentários:
De acordo a NBC TA 200, ao conduzir a auditoria de demonstrações
contábeis, um dos objetivos gerais do auditor é:
“... obter segurança razoável de que as demonstrações
contábeis como um todo estão livres de distorção relevante,
independentemente se causadas por fraude ou erro,
possibilitando assim que o auditor expresse sua opinião sobre
se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos
os aspectos relevantes, em conformidade com a estrutura de
relatório financeiro aplicável”.
Assim, a única alternativa que atende ao pedido é a de letra A. As
alternativas C e D falam de segurança total que não se aplica. As letras B
e E falam de distorção irrelevante, quando o correto seria relevante.
Resposta: A

3 – (FCC / TRF 2ª Região / 2012) – O auditor independente ou


externo:
A) tem como objetivo principal a prevenção e a detecção de falhas no
sistema de controle interno da entidade.
B) deve produzir relatórios que visam atender, em linhas gerais, a alta
administração da entidade ou diretorias e gerências.
C) tem que fazer análise com alto nível de detalhes, independentemente
da relação custo-benefício, para minimizar o risco de detecção.
D) deve produzir um relatório ou parecer sobre as demonstrações contábeis
da entidade auditada.
E) tem menor grau de independência em relação à entidade auditada do
que o auditor interno.

Comentários:
A letra A está errada, pois o objetivo principal do auditor
independente é emitir uma opinião sobre se as demonstrações contábeis
foram elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com
a estrutura de relatório financeiro aplicável.
Em relação à alternativa B, trata-se de auditoria interna e não
externa.
00000000000

A letra C também está incorreta, pois o custo-benefício deve ser


levado em conta em qualquer tipo de auditoria.
Por fim, foi visto que quem tem menor grau de independência é a
auditoria interna e não a externa. Portanto, a alternativa E está errada.
Resposta: D

4 - (SEFAZ-SP/AFRE/2009/ESAF) - Sobre a auditoria


independente, é correto afirmar que tem por objetivo:
A) auxiliar a administração da entidade no cumprimento de seus objetivos.
B) apresentar subsídios para o aperfeiçoamento da gestão e dos controles
internos.
C) emitir parecer sobre a adequação das demonstrações contábeis.
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D) levar à instância decisória elementos de prova necessários a subsidiar a
justa solução do litígio.
E) recomendar soluções para as não-conformidades apontadas nos
relatórios.

Comentários:
Questão bastante comum em provas de auditoria. Para respondê-la,
basta saber o objetivo de uma auditoria independente, que é, segundo a
NBC TA 200, “aumentar o grau de confiança nas demonstrações contábeis
por parte dos usuários. Isso é alcançado mediante a expressão de uma
opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram
elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma
estrutura de relatório financeiro aplicável”. (Grifei)
Deve-se ressaltar que a questão ainda traz a opinião do auditor
independente com a nomenclatura antiga (“Parecer”), pois foi elaborada
antes da nova normatização. A partir da edição da NBC TA 700, o produto
do auditor independente, por meio do qual ele manifesta sua opinião,
passou a chamar Relatório do Auditor Independente.
As letras A, B, D, e E são características e/ou objetivos da Auditoria
Interna.
Resposta: C

5 - (CESGRANRIO/LIQUIGÁS-Auditor/2012) - São objetivos gerais


do auditor, ao conduzir a auditoria das demonstrações contábeis,
A) obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão
livres de distorção relevante, causada por fraude ou erro, permitindo que o
auditor expresse sua opinião sobre a elaboração dessas demonstrações
consoante a estrutura de relatório financeiro aplicável.
B) rastrear fraudes e identificar se a aplicação dos recursos financeiros da
empresa está de acordo com as normas impostas pelos órgãos de
fiscalização e regulamentação.
C) apresentar relatório sobre a administração e comunicar-se conforme
exigido pelas Normas Brasileiras de Contabilidade.
D) identificar se a empresa apresenta informações nas demonstrações
00000000000

contábeis de acordo com as normas impostas pelo Ministério Público.


E) comprovar se os ativos e passivos sofreram variações conforme
estipulado no planejamento estratégico da empresa.

Comentários:
Questão praticamente literal, em que a opção correta é a letra A.
Não é um objetivo geral do auditor independente rastrear fraudes,
nem apresentar relatório sobre a administração. Além disso, não é o
Ministério Público que impõe normas acerca das demonstrações contábeis,
mas sim leis, normas emitidas pelo CFC, CVM, etc.
Por fim, não é objetivo do auditor independente verificar variações
no planejamento estratégico da empresa.
Resposta: A
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3. NBC TA - Estrutura Conceitual

Antes de focarmos no objetivo maior da nossa matéria, faz-se necessário


explicar alguns pontos da NBC TA – ESTRUTURAL CONCEITUAL (alterada
em 25/11/2015 pelo CFC), que trata dos trabalhos de asseguração
executados por auditores independentes. Ela proporciona orientação e
referência para auditores independentes e para outros envolvidos em
trabalhos de asseguração, como aqueles que contratam um auditor
independente. Mas o que seria “essa tal” de Asseguração?

3.1 Definição e objetivo do trabalho de asseguração

Segundo a nova redação da norma supra, alterada em 25/11/2015,


Trabalho de asseguração é o trabalho no qual o auditor independente visa
obter evidências apropriadas e suficientes para expressar sua conclusão,
de forma a aumentar o grau de confiança dos usuários previstos sobre
o resultado da mensuração ou avaliação do objeto, de acordo com os
critérios que sejam aplicáveis.

Segundo esta Estrutura Conceitual, existem dois tipos de trabalhos de


asseguração cuja execução é permitida ao auditor independente:

a) Trabalho de Asseguração Razoável:


O objetivo do trabalho de asseguração razoável é reduzir o risco do
trabalho de asseguração a um nível aceitavelmente baixo,
considerando as circunstâncias do trabalho como base para uma
forma positiva de expressão da conclusão do auditor independente.
Ex.: Auditoria.

Não precisa nem dizer que este é o tipo de asseguração que


interessa para nossa matéria, certo?!

b) Trabalho de Asseguração Limitada: é o de reduzir o risco de


00000000000

trabalho de asseguração a um nível que seja aceitável, considerando


as circunstâncias do trabalho, mas em que o risco seja maior do
que no trabalho de asseguração razoável, como base para uma
forma negativa de expressão da conclusão do auditor independente.
Ex.: Revisão.

Cuidado! Nem todos os trabalhos executados por auditores independentes


são trabalhos de asseguração. O exemplo clássico de um trabalho que o
auditor independente executa, mas que não é de asseguração é a
Consultoria.

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Auditor
Independente

Trabalhos de Outros
Asseguração trabalhos

Asseguração Asseguração
Ex.:
Razoável Limitada
Consultoria
(Auditoria) (Revisão)

3.2 Elementos do trabalho de asseguração

São elementos de trabalho de asseguração:

(a) Relacão de três partes, envolvendo o auditor independente, a


parte responsável e os usuários previstos.
(b) Objeto apropriado.
(c) Critérios aplicáveis.
(d) Evidências apropriadas e suficientes.
(e) Relatório de asseguração escrito no formato apropriado para
trabalho de asseguração razoável ou para trabalho de
asseguração limitada.

Relacionamento entre três partes


00000000000

Os trabalhos de asseguração envolvem três partes distintas:

a) O auditor independente
b) A parte responsável
É a pessoa (ou as pessoas) que é responsável pelo objeto do
trabalho. Ex.: O auditor é contratado para opinar sobre as
demonstrações contábeis. Quem é responsável por sua elaboração
é a empresa contratante (auditada). Dessa forma, a parte
responsável é a empresa.

c) Os usuários previstos
São a pessoa, as pessoas ou o grupo de pessoas para quem o auditor
independente submete seu relatório de asseguração. A parte
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responsável pode ser um dos usuários previstos, mas não pode ser
o único.

A parte responsável e os usuários previstos podem ser de diferentes


entidades ou da mesma entidade. Um exemplo dessa segunda situação, na
estrutura de administração dualista, o conselho de administração pode
procurar asseguração acerca da informação proporcionada pela diretoria
executiva da entidade.

Objeto

O objeto e a informação sobre o objeto de trabalho de asseguração podem


tomar várias formas, como:

 Histórico de desempenho ou condição financeira (por


exemplo, histórico de posição financeira, desempenho financeiro e
fluxos de caixa) para o qual a informação do objeto pode ser o
reconhecimento, a mensuração, a apresentação e a divulgação
representada nas demonstrações contábeis;
 Condição ou desempenho financeiro futuro (por exemplo,
posição financeira, desempenho financeiro e fluxos de caixa
prospectivos) para o qual a informação do objeto pode ser o
reconhecimento, a mensuração, a apresentação e a divulgação
representada na projeção ou previsão financeira;
 Condições ou desempenhos não financeiros (por exemplo,
desempenho da entidade) para o qual as informações do objeto
podem ser os indicadores principais de eficácia e eficiência;
 Características físicas (por exemplo, capacidade máxima de
ocupação do prédio) para o qual a informação do objeto pode ser
documento de especificações;
 Sistemas e processos (por exemplo, o controle interno ou o
sistema de TI da entidade) para o qual a informação do objeto deve
00000000000

ser declaração sobre sua efetividade;


 Comportamento (por exemplo, governança corporativa,
conformidade com regulamentações, políticas de recursos
humanos) para o qual a informação do objeto pode ser uma
declaração de conformidade ou declaração de efetividade.

Critérios

Os critérios são os pontos de referência (benchmarks) usados para avaliar


ou mensurar o objeto, incluindo, sempre que relevante, referências para a
apresentação e a divulgação.

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Os critérios podem ser formais. Ex.: Na elaboração de demonstrações
contábeis, os critérios podem ser as práticas contábeis adotadas no Brasil.

Quando se relatar sobre controle interno, os critérios podem ser a


estrutura conceitual estabelecida de controle interno, ou objetivos de
controle individual especificamente planejados para o trabalho.

Quando se relatar sobre conformidade, os critérios podem estar


relacionados com lei, regulamento ou contrato.

Exemplos de critérios menos formais são: código de conduta


desenvolvido internamente (como o número de vezes que se espera que
determinado comitê se reúna durante o ano) ou nível acordado de
desempenho.

Critérios adequados apresentam as seguintes características:


(a) Relevância: Critérios relevantes resultam na informação do objeto
que auxilia a tomada de decisões dos usuários previstos.
(b) Integralidade: Critérios são plenos quando a informação do objeto
preparada de acordo com eles não omite fatores relevantes que
poderiam se esperar, razoavelmente, que afetem decisões dos
usuários previstos feitas com base nessa informação. Critérios
plenos incluem, quando relevantes, referências para apresentação
e divulgação.
(c) Confiabilidade: Critérios confiáveis permitem a mensuração ou
avaliação consistente de determinado objeto, incluindo, se
relevante, apresentação e divulgação, quando usadas em
circunstâncias similares por auditores independentes diferentes.
(d) Neutralidade: Critérios neutros resultam em informação do objeto
que está livre de tendências como apropriado nas circunstâncias
do trabalho.
(e) Compreensibilidade: Critérios compreensíveis resultam em
00000000000

informação do objeto que pode ser compreendida pelos usuários


previstos.

Relatório de Asseguração

Em trabalho de asseguração razoável, o auditor independente expressa


a conclusão de forma positiva, por exemplo:

“Em nossa opinião, as demonstrações contábeis apresentam


adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial
e financeira da entidade em [data], o desempenho de suas operações e

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seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data de acordo com a
estrutura XYZ.”

Esta forma de expressão conduz à “asseguração razoável”. Tendo


executado procedimentos de obtenção de evidência de natureza, época e
extensão que foram razoáveis, dadas as características do objeto e outras
circunstâncias relevantes do trabalho descritas no relatório de asseguração,
o auditor independente obteve evidência apropriada e suficiente para
reduzir o risco do trabalho de asseguração a um nível aceitavelmente baixo.
Esta é a forma de conclusão que veremos no Relatório de Auditoria
Independente.

Já em trabalho de asseguração limitada, o auditor independente expressa


a conclusão de forma negativa, por exemplo:

“Com base nos procedimentos realizados e nas evidências obtidas, não


temos conhecimento de nenhum fato que nos leve a acreditar que a
entidade não tenha cumprido, em todos os aspectos relevantes, com a lei
XYZ.”

Esta forma de expressão conduz a um nível de “asseguração limitada” que


é proporcional ao nível dos procedimentos de obtenção de evidência
aplicados pelo auditor independente, dadas as características do objeto e
outras circunstâncias do trabalho descritas no relatório de asseguração.

 Asseguração é gênero,
Auditoria é espécie.

 Auditor Independente não


faz apenas trabalhos de
asseguração.

 Em trabalhos de
asseguração existem 3
00000000000

partes: Auditor, Parte


Responsável e Usuários.

QUESTÕES COMENTADAS

6 - (CESPE/DPF/2013) - É licita e aceitável a realização de


trabalhos por auditores independentes que não estejam em
conformidade com as Normas Brasileiras de Contabilidade –
Estrutura Conceitual para Trabalhos de Asseguração (NBC – TA).

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Comentários:
Correto, pois os auditores independentes também podem realizar
trabalhos de não asseguração, como consultoria, por exemplo. Nesses
trabalhos não precisam seguir a NBC TA – Estrutura Conceitual.
Resposta: C

7 - (FCC / COPERGÁS / 2011) – De acordo com as disposições


constantes da NBC TA Estrutura Conceitual – Estrutura Conceitual
para Trabalhos de Asseguração, é correto afirmar que:
(A) os trabalhos de asseguração envolvem três partes distintas: o auditor
independente, a parte responsável e os usuários previstos.
(B) o trabalho de asseguração limitada de demonstrações contábeis é
denominado auditoria.
(C) os trabalhos de consultoria representam uma das espécies dos
trabalhos de asseguração.
(D) o trabalho de asseguração razoável de demonstrações contábeis é
denominado revisão.
(E) a parte responsável, nos trabalhos de asseguração, é a usuária das
informações a serem fornecidas pelo auditor em seu relatório.

Comentários:
Para que as alternativas B e D se tornem corretas, basta substituir
asseguração limitada por razoável na primeira e fazer o inverso na
segunda.
A letra C está incorreta, pois consultoria é um trabalho realizado pelo
auditor independente que não faz parte dos trabalhos de asseguração.
Por fim, a letra E está errada, já que a parte responsável, nos
trabalhos de asseguração, é a própria empresa auditada, não sendo,
necessariamente, a única usuária das informações.
Resposta: A

8 - (FUNDATEC / CAGE-RS / 2014) – De acordo com a estrutura


conceitual de trabalhos de asseguração, são elementos que
necessariamente devem estar presentes em um trabalho de
00000000000

asseguração executado por um auditor independente, exceto:


a) Relacionamento entre duas partes
b) Objeto apropriado
c) Critérios adequados
d) Evidências apropriadas e suficientes
e) Relatório de asseguração escrito de forma apropriada

Comentários:
Segundo a NBC TA ESTRUTURA CONCEITUAL, o trabalho de
asseguração envolve o relacionamento entre três partes, envolvendo o
auditor independente, a parte responsável e os usuários previstos.
Resposta: A
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4. Requisitos do Auditor

4.1 Ética Profissional

De acordo com o dicionário online Michaelis, ética é o conjunto de


princípios morais que se devem observar no exercício de uma
profissão.

Ou seja, não estamos falando em conceitos técnicos, nem do


cumprimento de leis e normas, mas de princípios morais. Dessa forma,
determinada atitude profissional pode até cumprir todos os requisitos
legais, mas não ser aceitável, do ponto de vista ético (moral).

Para entendermos um pouco mais esse conceito, vamos voltar um pouco


no tempo. No início dos anos 2000, foram descobertas manipulações
contábeis em uma das empresas mais importantes dos Estados Unidos, a
operadora de commodities de gás natural ENRON. De acordo com Borgerth
(2007), sob a investigação da SEC (Securities and Exchange Comission), a
empresa admitiu ter inflado seus lucros em aproximadamente US$ 600
milhões nos últimos quatro anos (naquela época).

Não vamos nos aprofundar no mecanismo utilizado para a manipulação,


mas o que importa e que ficou evidenciado que o comportamento dos
advogados, dos analistas de mercado e dos auditores independentes da
empresa também se caracterizaram pela falta de ética.

Para vocês terem uma ideia do estrago, na época, a indicação de “compra”


de ações da empresa era quase unânime. Com o escândalo, ocorreu o
desequilíbrio do mercado, com os acionistas buscando vender as ações o
mais rápido possível, os preços caindo, e o desespero se instalando.

A empresa de auditoria independente – Arthur Andersen, uma das big five


na época – não se recuperou mais. No Brasil, por exemplo, era a segunda
00000000000

em volume de negócios. Hoje em dia, consideramos apenas as big four


(PWC, Deloitte, KPMG e Ernst & Young).

E os escândalos não pararam na ENRON. Foram descobertas outras


manipulações na Worldcom, Xerox, Bristol-Myers Squibb, Merck, Tyco,
Imclone systems, Parmalat (Itália).

Grande parte das alterações promovidas para “mascarar” as


demonstrações contábeis foram realizadas dentro dos princípios legais, por
meio de brechas na legislação. Ações em conformidade com a lei, mas
eticamente criticáveis.

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Viram como a falta de ética pode prejudicar um grande número de
empresas e investidores?

Nesse ponto, cabe destacar que tanto faz o objetivo da realização de uma
ação contrária à ética: não importa se em proveito pessoal ou da empresa
(a chamada “boa intenção”). A ética deve ser seguida de forma
inflexível, e deve permear todas as relações internas e externas. É uma
postura essencial.

Como já dissemos, nem sempre a atitude do gestor é ilegal, mas pode ser
pouco ética, o que vai prejudicar a imagem da Companhia frente ao
Mercado.

A Resolução CFC nº 803/96 aprovou o Código de Ética Profissional do


Contador – CEPC – que tem por objetivo fixar a forma pela qual se devem
conduzir os Profissionais da Contabilidade, quando no exercício profissional
e nos assuntos relacionados à profissão e à classe.

De acordo com o referido Código, são deveres do Profissional da


Contabilidade, e consequentemente do auditor independente, dentre
outros:

 Exercer a profissão com zelo, diligência, honestidade e


capacidade técnica, observada toda a legislação vigente, em
especial aos Princípios de Contabilidade e as Normas Brasileiras de
Contabilidade, e resguardados os interesses de seus clientes e/ou
empregadores, sem prejuízo da dignidade e independência
profissionais; (ZELO, INTEGRIDADE E COMPETÊNCIA)

 Guardar sigilo sobre o que souber em razão do exercício


profissional lícito, inclusive no âmbito do serviço público,
ressalvados os casos previstos em lei ou quando solicitado por
autoridades competentes, entre estas os Conselhos Regionais de
Contabilidade; (CONFIDENCIALIDADE)
00000000000

 Inteirar-se de todas as circunstâncias, antes de emitir opinião


sobre qualquer caso; (EFICIÊNCIA)

 Renunciar às funções que exerce, logo que se positive falta de


confiança por parte do cliente ou empregador, a quem deverá
notificar com trinta dias de antecedência, zelando, contudo, para
que os interesse dos mesmos não sejam prejudicados, evitando
declarações públicas sobre os motivos da renúncia;
(CREDIBILIDADE)

 Cumprir os Programas Obrigatórios de Educação Continuada


estabelecidos pelo CFC; (QUALIDADE)

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Segundo o Código de Ética, o Contador na função de perito, assistente
técnico, auditor ou árbitro, deverá:

 Recusar sua indicação quando reconheça não se achar


capacitado em face da especialização requerida;

 Abster-se de interpretações tendenciosas sobre a matéria


que constitui objeto de perícia, mantendo absoluta independência
moral e técnica na elaboração do respectivo laudo;

 Abster-se de expender argumentos ou dar a conhecer sua


convicção pessoal sobre os direitos de quaisquer das partes
interessadas, ou da justiça da causa em que estiver servindo,
mantendo seu laudo no âmbito técnico e limitado aos quesitos
propostos;

 Considerar com imparcialidade o pensamento exposto em laudo


submetido à sua apreciação;

 Mencionar obrigatoriamente fatos que conheça e repute em


condições de exercer efeito sobre peças contábeis objeto de seu
trabalho;

 Abster-se de dar parecer ou emitir opinião sem estar


suficientemente informado e munido de documentos;

 Assinalar equívocos ou divergências que encontrar no que


concerne à aplicação dos Princípios de Contabilidade e NBC
editadas pelo CFC;

 Considerar-se impedido para emitir parecer ou elaborar laudos


sobre peças contábeis, observando as restrições das NBC editadas
pelo CFC;

 Atender à Fiscalização dos Conselhos Regionais de Contabilidade


00000000000

e Conselho Federal de Contabilidade no sentido de colocar à


disposição desses, sempre que solicitado, papéis de trabalho,
relatórios e outros documentos que deram origem e orientaram a
execução do seu trabalho.

De acordo com Attie (2010), a função da auditoria deve ser exercida em


caráter de entendimento e o trabalho executado deve merecer toda a
credibilidade possível, não podendo existir qualquer sombra de dúvida
quanto à honestidade e aos padrões morais do auditor.

Para o autor, a profissão de auditoria exige a obediência aos princípios


éticos profissionais, que fundamentalmente se apoiam em
independência, integridade, eficiência e confidencialidade.
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Já a NBC TA 200 informa que os princípios fundamentais de ética


profissional relevantes para o auditor quando da condução de auditoria de
demonstrações contábeis estão implícitos no Código de Ética Profissional
do Contabilista e na NBC PA 01, que trata do controle de qualidade. Esses
princípios estão em linha com os princípios do Código de Ética do IFAC, cujo
cumprimento é exigido dos auditores. Esses princípios são:

Competência e
Integridade Zelo Objetividade
Profissional

Comportamento
Confidencialidade (Conduta)
Profissional

Integridade

De acordo com Attie (2010), o auditor deve ser íntegro em todos os seus
compromissos, que envolvam:

 A empresa auditada quanto às suas exposições e opiniões,


exercício de seu trabalho e os serviços e honorários profissionais;

 O público em geral e pessoas interessadas na opinião emitida


pelo auditor independente, transmitindo validade e certificando a
veracidade das informações contidas nas demonstrações
contábeis ou de exposições quando não refletidas a realidade em
tais demonstrações;
00000000000

 A entidade de classe à qual pertença, sendo leal quanto à


concorrência dos serviços junto a terceiros, não concessão de
benefícios financeiros ou aviltando honorários, colocando em risco
os objetivos do trabalho.

A integridade constitui o valor central da ética do auditor, obrigado a


cumprir normas elevadas de conduta de honestidade e imparcialidade
durante seu trabalho e em suas relações com o pessoal das entidades
auditadas. A percepção da integridade dos auditores é que faz com que a
confiança da sociedade seja preservada.

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Pode ser medida em função do que é correto e justo, e exige que os
auditores se ajustem tanto à forma quanto ao espírito das normas de
auditoria e de ética.

Exige também que os auditores se ajustem aos princípios de


objetividade (ou imparcialidade) e independência, mantenham normas
acertadas de conduta profissional, tomem decisões de acordo com o
Interesse Público, e apliquem um critério de honestidade absoluta na
realização de seu trabalho.

A integridade constitui o valor central da ética do auditor, e pode ser


medida em função do que é correto e justo, exigindo que os auditores
se ajustem tanto à forma quanto ao espírito das normas de auditoria e
de ética. A percepção da integridade dos auditores é que faz com que
a confiança da sociedade em seu trabalho seja preservada.

Confidencialidade (Sigilo)

Este item sofreu uma modificação em 25 de março de 2014, quando a NBC


PG 100 revogou a NBC P1 – IT 02 e NBC P 1.6, normas que tratavam do
sigilo da profissão de auditor. Essa nova norma é geral, aplicada não apenas
a contadores que exercem a função de auditor, e seus principais pontos são
abordados a seguir.

O princípio do sigilo profissional impõe a todos os profissionais da


contabilidade a obrigação de abster-se de:

(a) divulgar fora da firma ou da organização empregadora


informações sigilosas obtidas em decorrência de relacionamentos
00000000000

profissionais e comerciais, sem estar prévia e especificamente


autorizado pelo cliente, por escrito, a menos que haja um direito
ou dever legal ou profissional de divulgação; e
(b) usar, para si ou para outrem, informações obtidas em
decorrência de relacionamentos profissionais e comerciais para
obtenção de vantagem pessoal.

O profissional da contabilidade deve manter sigilo das informações


divulgadas por cliente potencial ou empregador.

O profissional da contabilidade deve manter sigilo das informações dentro


da firma ou organização empregadora.
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O profissional da contabilidade deve tomar as providências adequadas para


assegurar que o pessoal da sua equipe de trabalho, assim como as pessoas
das quais são obtidas assessoria e assistência, também, respeitem o dever
de sigilo do profissional da contabilidade.

Segundo essa nova norma, a necessidade de cumprir o princípio do sigilo


profissional permanece mesmo após o término das relações entre o
profissional da contabilidade e seu cliente ou empregador. Quando
o profissional da contabilidade mudar de emprego ou obtiver novo cliente,
ele pode usar sua experiência anterior. Contudo, ele não deve usar ou
divulgar nenhuma informação confidencial obtida ou recebida em
decorrência de relacionamento profissional ou comercial.

A seguir, são apresentadas circunstâncias nas quais os profissionais da


contabilidade são ou podem ser solicitados a divulgar informações
confidenciais ou nas quais essa divulgação pode ser apropriada:
(a) a divulgação é permitida por lei e autorizada pelo cliente
ou empregador, por escrito;
(b) a divulgação é exigida por lei;
(c) há dever ou direito profissional de divulgação, quando
não proibido por lei.

O auditor independente, quando solicitado, por escrito e


fundamentadamente, pelo Conselho Federal de Contabilidade e
Conselhos Regionais de Contabilidade, deve exibir as informações obtidas
durante o seu trabalho, incluindo a fase de pré-contratação dos serviços, a
documentação, os papéis de trabalho e os relatórios.

Ao decidir sobre a divulgação de informações sigilosas, os fatores


pertinentes a serem considerados incluem:
(a) se os interesses de terceiros, incluindo partes cujos interesses
00000000000

podem ser afetados, podem ser prejudicados se o cliente ou


empregador consentir com a divulgação das informações pelo
profissional da contabilidade;
(b) se todas as informações relevantes são conhecidas e
comprovadas, na medida praticável. Quando a situação envolver
fatos não comprovados, informações incompletas ou conclusões não
comprovadas, deve ser usado o julgamento profissional para avaliar
o tipo de divulgação que deve ser feita, caso seja feita;
(c) o tipo de comunicação que é esperado e para quem deve ser
dirigida; e
(d) se as partes para quem a comunicação é dirigida são as
pessoas apropriadas para recebê-la.
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Resumindo...

Como regra, o auditor não pode divulgar as


informações obtidas durante o seu trabalho
na entidade auditada, a não ser que:
 Tenha autorização expressa da
entidade auditada.
 Haja obrigações legais ou normativas
que o obriguem a fazê-lo.

4.2 Ceticismo Profissional

Ceticismo profissional é a postura que inclui uma mente questionadora


e alerta para condições que possam indicar possível distorção devido a erro
ou fraude e uma avaliação crítica das evidências de auditoria.

O auditor deve planejar e executar a auditoria com ceticismo profissional,


reconhecendo que podem existir circunstâncias que causam distorção
relevante nas demonstrações contábeis. O ceticismo profissional inclui
estar alerta, por exemplo, a:

 evidências de auditoria que contradigam outras evidências


obtidas;
 informações que coloquem em dúvida a confiabilidade dos
documentos e respostas a indagações a serem usadas como
evidências de auditoria;
 condições que possam indicar possível fraude;
 circunstâncias que sugiram a necessidade de procedimentos de
auditoria além dos exigidos pelas NBC TAs.

A manutenção do ceticismo profissional ao longo de toda a auditoria é


necessária, por exemplo, para que o auditor reduza os riscos de:
00000000000

 ignorar circunstâncias não usuais;


 generalização excessiva ao tirar conclusões das observações de
auditoria;
 uso inadequado de premissas ao determinar a natureza, a época
e a extensão dos procedimentos de auditoria e ao avaliar os
resultados destes.

4.3 Julgamento Profissional

Julgamento profissional é a aplicação do treinamento, conhecimento e


experiência relevantes, dentro do contexto fornecido pelas normas de

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auditoria, contábeis e éticas, na tomada de decisões informadas a respeito
dos cursos de ação apropriados nas circunstâncias do trabalho de auditoria.

O auditor deve exercer julgamento profissional ao planejar e executar a


auditoria de demonstrações contábeis. O julgamento profissional é
necessário, em particular, nas decisões sobre:

• materialidade e risco de auditoria;


• a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria
aplicados para o cumprimento das exigências das normas de
auditoria e a coleta de evidências de auditoria;
• avaliar se foi obtida evidência de auditoria suficiente e apropriada
e se algo mais precisa ser feito para que sejam cumpridos os
objetivos das NBC TAs e, com isso, os objetivos gerais do auditor;
• avaliação das opiniões da administração na aplicação da estrutura
de relatório financeiro aplicável da entidade;
• extração de conclusões baseadas nas evidências de auditoria
obtidas, por exemplo, pela avaliação da razoabilidade das estimativas
feitas pela administração na elaboração das demonstrações
contábeis.

4.4 Evidência de auditoria apropriada e suficiente e risco de


auditoria

Para obter segurança razoável, o auditor deve obter evidência de auditoria


apropriada e suficiente para reduzir o risco de auditoria a um nível baixo
aceitável e, com isso, possibilitar a ele obter conclusões razoáveis e nelas
basear a sua opinião.

4.5 Condução da auditoria em conformidade com NBC TAs

 Normas guiam o auditor na condução dos trabalhos.


 O auditor deve cumprir com exigências legais e regulatórias, além
das NBC TAs. 00000000000

 Conformidade com as NBC TAs relevantes + procedimentos


adicionais.

Independência

A Resolução CFC nº 1.311/10 aprovou a NBC PA 290, que trata da


Independência, estabelecendo condições e procedimentos para
cumprimento dos requisitos de independência profissional nos trabalhos de
auditoria. Em maio de 2014 o CFC alterou essa norma, segundo a
atualmente vigente denominada NBC PA 209 (R1).

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Segundo a referida norma, os conceitos sobre a independência devem
ser aplicados por auditores para:

Identificar ameaças à independência

Avaliar a importância das ameaças identificadas

Aplicar salvaguardas, quando necessário, para eliminar as ameaças


ou reduzi-las a um nível aceitável

Quando o auditor avalia que salvaguardas apropriadas não estão


disponíveis ou não podem ser aplicadas para eliminar as ameaças ou
reduzi-las a um nível aceitável, o auditor deve eliminar a circunstância ou
relacionamento que cria as ameaças, declinar ou descontinuar o trabalho
de auditoria. O auditor deve usar julgamento profissional ao aplicar estes
conceitos sobre a independência.

Em suma, Independência é a capacidade que a entidade de auditoria


tem de julgar e atuar com integridade e objetividade, permitindo a
emissão de relatórios imparciais em relação à entidade auditada, aos
acionistas, aos sócios, aos quotistas, aos cooperados e a todas as demais
partes que possam estar relacionadas com o seu trabalho.

Um aspecto interessante quanto à independência, que é tratado na norma,


é que não basta ser independente, sendo necessário parecer ser
independente, já que a independência compreende:
00000000000

a) independência de pensamento - Postura que permite a


apresentação de conclusão que não sofra efeitos de influências que
comprometam o julgamento profissional, permitindo que a pessoa
atue com integridade, objetividade e ceticismo profissional.

b) aparência de independência - evitar fatos e circunstâncias


significativos a ponto de um terceiro bem informado, tendo
conhecimento de todas as informações pertinentes, incluindo as
salvaguardas aplicadas, concluir dentro do razoável que a integridade,
a objetividade ou o ceticismo profissional da entidade de auditoria ou
de membro da equipe de auditoria ficaram comprometidos.
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Não basta ser independente, é necessário parecer ser


independente, já que a independência exige:
a) independência de pensamento; e
b) aparência de independência.

Das diversas situações que podem caracterizar a perda de


independência da entidade de auditoria em relação à entidade auditada,
chamo atenção para duas, que são mais exploradas pelas bancas:

 Vínculos empregatícios ou similares por administradores,


executivos ou empregados da entidade auditada, mantidos anteriormente
com a entidade de auditoria. Nesse ponto, a NBC PA 290 (R1) estabelece
que “a independência em relação ao cliente de auditoria é requerida
durante o período de contratação e o período coberto pelas demonstrações
contábeis. O período de contratação começa quando a equipe de auditoria
começa a executar serviços de auditoria. O período de contratação termina
quando o relatório de auditoria é emitido”.

 Membros da entidade de auditoria que, anteriormente, eram


administradores, executivos ou empregados da entidade auditada. Nesse
ponto, a NBC PA 290 (R1) estabelece que:

“Durante o período coberto pelo relatório de auditoria, se um membro


da equipe de auditoria desempenhou a função de conselheiro ou diretor
do cliente de auditoria, ou foi empregado em cargo que exerce
influência significativa sobre a elaboração dos registros contábeis do
cliente ou das demonstrações contábeis sobre as quais a firma emitirá
relatório de auditoria, a ameaça criada seria tão significativa que
nenhuma salvaguarda poderia reduzir a ameaça a um nível aceitável.”
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A NBC PA 290 (R1) considera as seguintes categorias que podem gerar


ameaça à independência:

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Ameaça de • É a ameaça de que interesse financeiro ou outro


interesse interesse influenciará de forma não apropriada o
próprio julgamento ou o comportamento do auditor.

• É a ameaça de que o auditor não avaliará


apropriadamente os resultados de julgamento
Ameaça de dado ou serviço prestado anteriormente por ele
autorrevisão nos quais o auditor confiará para formar um
julgamento como parte da prestação do serviço
atual.

Ameaça de
• É a ameaça de que o auditor promoverá ou
defesa de
defenderá a posição de seu cliente a ponto em que
interesse do
a sua objetividade fique comprometida.
cliente

• É a ameaça de que, devido ao relacionamento


Ameaça de longo ou próximo com o cliente, o auditor tornar-
familiaridade se-á solidário aos interesses dele ou aceitará seu
trabalho sem muito questionamento.

• É a ameaça de que o auditor será dissuadido de


Ameaça de agir objetivamente em decorrência de pressões
intimidação reais ou aparentes, incluindo tentativas de exercer
influência indevida sobre o auditor.

Quando são identificadas ameaças, exceto aquelas, claramente,


insignificantes, devem ser definidas e aplicadas salvaguardas
adequadas para eliminar a ameaça ou reduzi-la a um nível
aceitável. Essa decisão deve ser documentada. A natureza das
00000000000

salvaguardas a aplicar varia conforme as circunstâncias.

Já o Código de Ética do Contabilista prescreve que, no desempenho de


suas funções, é vedado ao Profissional da Contabilidade renunciar à
liberdade profissional, devendo evitar quaisquer restrições ou
imposições que possam prejudicar a eficácia e correção de seu trabalho.

A NBC PA 01, que trata do Controle de Qualidade para Firmas (Pessoas


Jurídicas e Físicas) de Auditores Independentes determina a necessidade
de implementação e a manutenção de políticas e procedimentos de
supervisão e controle interno de qualidade que forneçam segurança
razoável do cumprimento das normas profissionais, regulatórias e
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legais, particularmente, nesse caso, quanto à necessária independência do
auditor, exigindo uma declaração individual dos profissionais da entidade
de auditoria da existência, ou não, das seguintes questões relacionadas a
entidades auditadas:

 Interesses financeiros;
 Operações de créditos e garantias;
 Relacionamentos comerciais relevantes estreitos com a entidade
auditada;
 Relacionamentos familiares e pessoais; e
 Membros da entidade de auditoria que já foram administradores,
executivos ou empregados da entidade auditada.

Assim, podemos concluir que a independência do auditor está


intimamente ligada não apenas à ética profissional, mas também à
qualidade das auditorias realizadas.

Por fim, cabe ressaltar que a independência do auditor frente à entidade


salvaguarda a capacidade do auditor de formar opinião de auditoria sem
ser afetado por influências que poderiam comprometer essa opinião. A
independência aprimora a capacidade do auditor de atuar com
integridade, ser objetivo e manter postura de ceticismo profissional.

QUESTÕES COMENTADAS

9 - (FCC/TCE-GO/2014) - Com relação aos requisitos éticos


relacionados à auditoria de demonstrações contábeis, no caso de
trabalho de auditoria ser de interesse público e, portanto, exigido
pelo Código de Ética Profissional do Contabilista e pelas normas
profissionais do CFC, nos termos da NBC TA 200, requer-se que o:
(A) auditor seja independente da entidade sujeita à auditoria.
(B) trabalho de auditoria seja realizado por perito com experiência
comprovada de no mínimo 5 anos e nomeado por autoridade judicial.
00000000000

(C) auditor seja profissional competente para executar o trabalho com


experiência comprovada de no mínimo 2 anos.
(D) trabalho de auditoria seja realizado pela auditoria interna com a
supervisão de auditor independente com experiência comprovada de no
mínimo 5 anos.
(E) auditor seja independente e não tenha realizado trabalho de auditoria
na entidade nos últimos 10 anos.

Comentários:
Vamos aos erros:
B – não precisa ser perito, nem ter experiência de no mínimo 5 anos,
nem mesmo deverá o auditor ser nomeado por autoridade judicial. O

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auditor deve ser bacharel em ciências contábeis com registro no CRC e, no
caso de auditar companhias abertas, também deverá ter registro na CVM.
C – a NBC TA 200 não apresenta exigência de experiência mínima.
D – a auditoria das demonstrações contábeis é realizada pelo auditor
independente, que pode ou não utilizar do apoio do auditor interno da
entidade auditada.
E – não há essa exigência de não ter realizado trabalho na entidade
auditada anteriormente.
Resposta: A

10 - (FCC/TCE-RS/2014) - O objetivo de uma auditoria é aumentar


o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos
usuários. Isso é alcançado mediante a expressão de uma opinião
pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram
elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade
com uma estrutura de relatório financeiro. Esta declaração
identifica a auditoria:
(A) operacional, em conformidade com as NAT TCE.
(B) governamental, em conformidade com as NAT TCE.
(C) governamental, em conformidade com as NAG TCU.
(D) independente, em conformidade com as NBC TA.
(E) de regularidade, em conformidade com as NAG TCU.

Comentários:
Segundo a NBC TA 200, norma técnica de auditoria independente,
o objetivo da auditoria é aumentar o grau de confiança nas demonstrações
contábeis por parte dos usuários. Isso é alcançado mediante a expressão
de uma opinião pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram
elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade com uma
estrutura de relatório financeiro aplicável.
Resposta: D

11 - (FCC/TCE-RS/2014) - O auditor está sujeito às exigências


éticas e deve sempre estar alerta, por exemplo, à condição que
00000000000

possa indicar fraude, como informações que coloquem em dúvida a


confiabilidade de documentos e respostas. Esse estado é
denominado
(A) alerta constante por parte do auditor.
(B) perfil investigativo do auditor.
(C) capacidade de percepção do auditor.
(D) ceticismo profissional do auditor.
(E) ética profissional do auditor.

Comentários:
Ceticismo profissional é a postura que inclui uma mente
questionadora e alerta para condições que possam indicar possível

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distorção devido a erro ou fraude e uma avaliação crítica das evidências de
auditoria.
Resposta: D

12 - (FCC/TCE-RS/2014) - Nenhuma auditoria pode garantir


segurança absoluta de que as demonstrações contábeis estão livres
de distorção. Uma das fontes de limitação inerentes a uma auditoria
é a:
(A) capacidade técnica do auditor.
(B) idade média dos registros contábeis.
(C) cumplicidade do auditado com a auditoria.
(D) necessidade de que seja realizada num período de tempo razoável.
(E) finalidade social da instituição auditada.

Comentários:
Segundo o item A45 da NBC TA 200, as limitações inerentes de uma
auditoria originam-se da:
• natureza das informações contábeis;
• natureza dos procedimentos de auditoria; e
• necessidade de que a auditoria seja conduzida dentro de um período
de tempo razoável e a um custo razoável.
Resposta: D

13 - (FCC/TCE-RS/2014) - As NBC TAs − Normas Brasileiras de


Contabilidade TAs são escritas no contexto da auditoria de
demonstrações contábeis executada por um auditor. Se, durante os
trabalhos de auditoria, o auditor concluir que determinado
procedimento estabelecido por uma NBC TA será ineficaz no
cumprimento do objetivo dessa exigência, deverá
(A) alterar o escopo da auditoria.
(B) executar procedimento alternativo.
(C) comunicar o fato ao Conselho Federal de Contabilidade.
(D) interromper imediatamente a auditoria.
(E) executar o procedimento, uma vez que é obrigatório.
00000000000

Comentários:
Segundo item 23 da NBC TA 200, em circunstâncias excepcionais, o
auditor pode julgar necessário não considerar uma exigência relevante em
uma NBC TA. Em tais circunstâncias, o auditor deve executar
procedimentos de auditoria alternativos para cumprir o objetivo dessa
exigência.
Resposta: B

14 - (FCC/ASLEPE/2014) - De acordo com as Normas Brasileiras de


Auditoria, entre os princípios fundamentais de ética profissional
relevantes para o auditor quando da condução de auditoria de
demonstrações contábeis, figura a:
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(A) integridade.
(B) publicidade.
(C) fidedignidade.
(D) legalidade.
(E) oportunidade.

Comentários:
Forma típica de cobrança desse assunto. Dos apresentados na
questão, apenas Integridade se refere a um dos cinco princípios
fundamentais de ética profissional relevantes.
Resposta: A

15 - (FCC/TCE-AM/2013) - Um auditor detectou indício de


irregularidade fora do escopo da auditoria, fato que foi
devidamente informado ao seu superior hierárquico para a adoção
das providências cabíveis. Essa medida foi tomada pelo auditor em
atendimento:
(A) ao sigilo profissional.
(B) ao zelo profissional.
(C) à competência técnica.
(D) à independência profissional.
(E) à ética profissional.

Comentários:
Em uma situação como essa o auditor demonstrou zelo profissional.
Embora o fato não estivesse no escopo da auditoria que ele estava
realizando, não “deixou passar” o indício que por ventura detectou,
informando ao seu chefe para que este tomasse as providências
necessárias (por exemplo, planejasse outra auditoria para verificação do
fato informado). O zelo profissional é um princípio fundamental ético que
deve ser seguido pelo auditor.
As outras alternativas também são requisitos que devem ser
cumpridos pelo auditor, mas não se referem ao fato enunciado na questão.
Resposta: B 00000000000

16 - (FCC / TRT 6ª Região / 2012) – De acordo com as normas de


auditoria externa, quando o auditor desenvolve seus trabalhos com
uma postura que inclui questionamento e avaliação crítica e
detalhada, e desempenhe os trabalhos com alerta para condições
que possam indicar possível distorção, devido a erro ou fraude nas
demonstrações financeiras, o auditor está aplicando:
(A) julgamento profissional.
(B) ceticismo profissional.
(C) equidade profissional.
(D) diligência profissional.
(E) neutralidade profissional.

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Comentários:
Embora as outras características sejam observadas na postura e no
exercício da profissão do auditor independente, quando se trata de
característica questionadora, detalhista e crítica, estamos nos referindo ao
ceticismo profissional do auditor.
Resposta: B

17 - (FCC / TRE-CE / 2012) – Um auditor externo ao proceder a


auditoria da empresa Grãos e Cia, constata no ano de 2010, na fase
pré-operacional da unidade construída em Palmas, o custo de R$
18.000.000,00 relativos à terraplanagem do terreno da fábrica.
Foram feitos os testes, que evidenciaram que o contrato de serviços
de terraplanagem foi realizado com empresa devidamente
constituída juridicamente e em atividade normal. O pagamento do
serviço contratado foi efetuado à empresa de terraplanagem e
comprovado por pagamento eletrônico constante do extrato
bancário. O auditor em procedimento complementar e diante da
expressividade dos valores foi até a unidade verificar os serviços.
Ao indagar alguns funcionários foi informado que o serviço de
terraplanagem havia sido feito pela prefeitura da cidade, a qual
também doou o terreno a empresa Grãos e Cia. Os funcionários
também informaram que nunca esteve na empresa Grãos e Cia
qualquer funcionário da empresa de terraplanagem contratada.
O procedimento do auditor mostra uma postura de:
(A) falta de ética profissional por desconfiar da administração.
(B) investigação, atitude não pertinente às atividades do auditor.
(C) julgamento profissional avaliando a licitude dos atos da equipe de
auditores.
(D) representante da Governança no processo de identificação de todas as
fraudes.
(E) ceticismo profissional adequada às normas de auditoria.

Comentários:
De forma resumida, observa-se pelo caput da questão que o auditor
00000000000

havia aplicado diversos testes para verificação da idoneidade do pagamento


à empresa que teria prestado serviços de terraplanagem, mas, mesmo
assim, entendeu ser necessária a verificação in loco para comprovação
daqueles serviços. Essa postura questionadora, conforme visto na questão
anterior, é uma característica do ceticismo profissional exigido pelas
normas de auditoria.
Não se trata de falta de ética (letra A). É uma investigação, mas essa
atitude é pertinente às atividades do auditor (letra B). Com essa postura
o auditor não está avaliando a equipe de auditores, mas sim o objeto
auditado (letra C). O auditor independente não é um representante da
Governança e nem está preocupado com todas as fraudes, apenas as
relevantes (letra D).
Resposta: E
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18 - (FCC / TRT-20ª Região / 2011) - Dentre outros, são princípios


fundamentais de ética profissional relevantes para o Auditor
quando da condução de auditoria de demonstrações contábeis:
(A) formalismo e confiabilidade.
(B) integridade e pessoalidade.
(C) confidencialidade e motivação.
(D) formalismo e objetividade.
(E) integridade e objetividade.

Comentários:
Questão bastante literal. Conforme visto na parte teórica, os cinco
princípios fundamentais de ética profissional, constantes na NBC TA 200
são: integridade; objetividade; competência e zelo profissional;
confidencialidade e comportamento (conduta) profissional.
Resposta: E

19 - (FCC / INFRAERO / 2011) – De acordo com as Normas Técnicas


de Auditoria Independente, é princípio fundamental de ética
profissional a:
(A) interação com o auditado.
(B) objetividade.
(C) parcialidade.
(D) integralidade.
(E) subjetividade.

Comentários:
Em relação à Ética, as bancas exploram bastante este tipo de
questão, e tendem a ser literais. As explicações estão na questão anterior.
Apenas cuidado com armadilhas como a letra D. O princípio é integridade
e não integralidade.
Resposta: B

20 - (FCC / TRT-4ª Região / 2011) - Não corresponde a um princípio


00000000000

fundamental da conduta ética do auditor a:


a) integridade dos trabalhos executados.
b) competência técnica nas análises e avaliações.
c) postura mental independente.
d) subjetividade na aplicação dos procedimentos.
e) confidencialidade das informações.

Comentários:
Conforme verificado na parte teórica, o auditor deve ter objetividade
na aplicação dos procedimentos de auditoria e não subjetividade. Portanto,
a letra D é o gabarito da questão. Confidencialidade (letra E),
independência de pensamento (letra C), competência profissional (letra B)
e integridade (letra A) são princípios exigidos do auditor.
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Resposta: D

21 - (FCC / ISS-SP / 2012) – A independência do auditor externo


da empresa Aquisição S.A. é comprometida pelas situações:
I. A empresa Aquisição S.A. comprou a empresa Ágile S.A.. A firma de
auditoria da adquirente é a mesma que realizou os trabalhos de due
dilligence da empresa Aquisição S.A. e de consultoria tributária no ano da
aquisição para a empresa Ágile.
II. O diretor financeiro da empresa Ágile S.A é primo em segundo grau do
diretor presidente da empresa Aquisição S.A.
III. A firma de auditoria indica escritórios de advocacia para a empresa
Aquisição S.A. em suas contingências tributárias.
Afeta a independência do auditor externo o que consta em:
(A) III, apenas.
(B) II, apenas.
(C) I, II e III.
(D) I, apenas.
(E) II e III, apenas.

Comentários:
Em relação ao item I, conforme determina a NBC PA 290, serviços
complementares, fiscais (consultoria tributária) ou judiciais (due diligence),
não necessariamente causariam perda de independência. Depende da
forma como esses serviços afetariam as demonstrações contábeis e sua
materialidade, dentre outros fatores. De qualquer forma, a questão não
deu essas informações e considerou que, em regra, há perda de
independência no cenário demonstrado.
No item II não há a figura do auditor. Repare que estamos falando
das duas empresas (adquirente e adquirida). Portanto, entendemos que
não há que se falar em perda de independência.
Por fim, o item III nao afeta, necessariamente, a Independência.
Resumindo, questão confusa, mas que a FCC manteve o gabarito.
Resposta: D
00000000000

22 - (FCC / MPE PE / 2012) – NÃO representa um requisito


necessário para que o auditor possa conduzir adequadamente os
trabalhos de asseguração das demonstrações contábeis:
(A) ceticismo profissional.
(B) acesso irrestrito a todas as informações necessárias para fundamentar
seu parecer.
(C) julgamento profissional.
(D) corresponsabilidade pela elaboração das demonstrações contábeis da
entidade auditada.
(E) obtenção de evidência de auditoria apropriada e suficiente.

Comentários:

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Não há corresponsabilidade do auditor em relação às demonstrações
contábeis. Essas são de responsabilidade da administração da entidade
auditada. O auditor, em seu trabalho de asseguração (auditoria ou revisão),
é contratado para emitir uma opinião acerca dessas demonstrações (ou
parte delas, no caso de asseguração limitada).
As alternativas A e C já foram amplamente explicadas até o
momento. Já a letra B está correta, pois é uma prerrogativa do auditor ter
acesso a todas as informações necessárias para conseguir dar uma opinião
acerca das demonstrações contábeis. Por fim, ele tem que se embasar em
obtenção de evidência apropriada e suficiente para emitir essa opinião
(letra E).
Resposta: D

23 - (ESAF / RFB / 2012) - Pode-se afirmar que, para a aceitação


do risco de um trabalho de auditoria externa, deve o auditor avaliar:
I. se os sócios e equipe são, ou podem razoavelmente tornar-se,
suficientemente competentes para assumir o trabalho.
II. qual a atitude dos colaboradores e dos grupos de colaboradores em
relação ao ambiente de controle interno e seus pontos de vista sobre
interpretações agressivas ou inadequadas de normas contábeis.
III. se terá acesso aos especialistas necessários para a realização do
trabalho.
a) Todas estão corretas.
b) Apenas I e II estão corretas.
c) Apenas II e III estão erradas.
d) Somente a III está correta.
e) Todas estão erradas

Comentários:
Embora esta questão tenha sido controversa, o item I pode ser
considerado correto a partir dos requisitos básicos para aceitação do
trabalho do auditor. Ele deverá avaliar essa competência dos sócios e
equipe para assumir o trabalho.
Da mesma forma, deverá avaliar o ambiente de controle da empresa
00000000000

(item II) e se poderá contar com o uso de especialistas, conforme orienta


a NBC TA 620 (item III). Portanto, todos os itens estão corretos.
Resposta: A

24 - (ESAF / CVM / 2010) - Assinale a opção que indica uma


exceção aos princípios fundamentais de ética profissional
relevantes para o auditor na condução de trabalhos de auditoria das
demonstrações contábeis.
a) Independência técnica.
b) Confidencialidade.
c) Competência e zelo profissional.
d) Comportamento e conduta profissional.
e) Objetividade.
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Comentários:
O Código de Ética Profissional do Contador (Resolução nº 803/1996),
a NBC TA 200, assim como a NBC PA 01, que trata do controle de qualidade
para firmas de auditoria, estabelecem como princípios fundamentais de
ética profissional: integridade; objetividade; competência profissional e
devido zelo; confidencialidade e comportamento profissional. Dessa forma,
para responder esta questão, bastava ficar atento para a letra “a”, que não
corresponde a um desses princípios fundamentais da ética profissional. A
ESAF tentou confundir o candidato, trocando “integridade” por
“independência técnica”.
Resposta: A

25 - (ESAF / CVM / 2010) - Assinale a opção que indica uma ação


capaz de eliminar a perda de independência da entidade de
auditoria por interesse financeiro direto.
a) Fazer constar nos relatórios produzidos o tipo de interesse financeiro, a
extensão desse interesse.
b) Encerrar o trabalho de auditoria ou transferi-lo a outra entidade.
c) Alienar o interesse financeiro direto antes de a pessoa física tornar-se
membro da equipe de auditoria.
d) Alienar o interesse financeiro ou transferi-lo temporariamente até a
conclusão dos trabalhos.
e) Comunicar às entidades de supervisão e controle a existência desse
interesse e aguardar pronunciamento.

Comentários:
Segundo a NBC PA 02, vigente à época e que tratava da
independência do auditor, interesses financeiros são a propriedade de
títulos ou qualquer outro tipo de investimento adquirido ou mantido pela
entidade de auditoria, seus sócios, membros da equipe de auditoria ou
membros imediatos da família destas pessoas, relativamente à entidade
auditada, suas controladas ou integrantes de um mesmo grupo econômico.
A mesma norma estabelece que as únicas ações disponíveis para eliminar
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a perda de independência são:


 Alienar o interesse financeiro direto antes de a pessoa física
tornar-se membro da equipe de auditoria;
 Alienar o interesse financeiro indireto relevante em sua
totalidade ou alienar uma quantidade suficiente dele para que
o interesse remanescente deixe de ser relevante antes de a
pessoa tornar-se membro da equipe de auditoria; ou
 Afastar o membro da equipe de auditoria do trabalho da
entidade auditada.
Dessa forma, a única alternativa que se enquadra nos itens previstos
pela norma é a letra “c”.
A nova norma que trata do assunto – NBC PA 290 - estabelece que
“a importância de qualquer ameaça deve ser avaliada e salvaguardas
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devem ser aplicadas quando necessário para eliminar a ameaça ou reduzi-
la a um nível aceitável. Exemplos dessas salvaguardas incluem a retirada
do membro da equipe de auditoria que tem o interesse financeiro e a
revisão, por outro auditor, do trabalho do membro da equipe de auditoria.”
Resposta: C

26 - (ESAF / CVM / 2010) - Visando manter a qualidade e a


credibilidade do seu trabalho, ao identificar ameaças que possam
comprometer a sua independência, o auditor deve tomar a seguinte
providência:
a) comunicar a direção da entidade auditada, para que sejam tomadas as
providências necessárias à sua eliminação.
b) aplicar as salvaguardas adequadas, para eliminar as ameaças ou reduzi-
las a um nível aceitável, documentando-as.
c) propor aos responsáveis pela entidade de auditoria a supressão das
ameaças mediante acordo entre as entidades.
d) documentar as ameaças e comunicá-las aos órgãos de supervisão e
controle do setor em que atua a entidade auditada.
e) eliminar as ameaças mediante comunicação aos responsáveis pela
governança da entidade auditada e fazer constar tais providências no seu
parecer.

Comentários:
Segundo a NBC PA 02, vigente à época, a independência do auditor
pode ser afetada por ameaças de interesse próprio, autorrevisão, defesa
de interesses da entidade auditada, familiaridade e intimidação. A mesma
norma determina que “quando são identificadas ameaças, exceto aquelas,
claramente, insignificantes, devem ser definidas e aplicadas salvaguardas
adequadas para eliminar a ameaça ou reduzi-la a um nível aceitável. Essa
decisão deve ser documentada”. Dessa forma, a letra “b” é a resposta
correta.
As outras opções estão erradas porque o auditor não deve comunicar
à entidade auditada nem a órgãos de supervisão e controle do setor em
que esta atua acerca de uma ameaça de independência, já que quem deve
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aplicar as salvaguardas adequadas é o próprio auditor. Além disso, não há


que se falar em acordo entre as entidades de auditoria e auditada para
supressão das ameaças.
O mesmo entendimento vale para as novas normas de auditoria.
Resposta: B

27 - (FGV/ACI-Recife/2014) - De acordo com a NBC TA 200, o


julgamento profissional é necessário para a tomada de decisões nos
assuntos a seguir, à exceção de um. Assinale-o.
(A) A subjetividade e as evidências de auditoria para cumprimento das
metas de resultados operacionais e financeiros da empresa.

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(B) A natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria
aplicados para o cumprimento das exigências das normas de auditoria e a
coleta de evidências de auditoria.
(C) As evidências de auditoria obtidas são suficientes e apropriadas ou se
algo mais precisa ser feito para que sejam cumpridos os objetivos das NBC
TAs.
(D) A avaliação das opiniões da administração na aplicação da estrutura de
relatório financeiro aplicável da entidade.
(E) A extração de conclusões baseadas nas evidências de auditoria obtidas,
por exemplo, pela avaliação da razoabilidade das estimativas feitas pela
administração na elaboração das demonstrações contábeis.

Comentários:
Segundo a NBC TA 200, o julgamento profissional é necessário, em
particular, nas decisões sobre:
• materialidade e risco de auditoria;
• a natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria
aplicados para o cumprimento das exigências das normas de auditoria
e a coleta de evidências de auditoria;
• avaliar se foi obtida evidência de auditoria suficiente e apropriada
e se algo mais precisa ser feito para que sejam cumpridos os
objetivos das NBC TAs e, com isso, os objetivos gerais do auditor;
• avaliação das opiniões da administração na aplicação da estrutura
de relatório financeiro aplicável da entidade;
• extração de conclusões baseadas nas evidências de auditoria
obtidas, por exemplo, pela avaliação da razoabilidade das estimativas
feitas pela administração na elaboração das demonstrações
contábeis.
Dessa forma, a letra A está errada, pois o auditor leva em conta a
materialidade e não a subjetividade.
Resposta: A

28 - (FGV/ISS-Recife/2014) - O reconhecimento pelo auditor de


que existem circunstâncias que podem causar distorção relevante
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nas demonstrações contábeis revela o requisito ético relacionado à


auditoria de demonstrações contábeis, denominado:
(A) julgamento profissional.
(B) evidência funcional.
(C) ceticismo profissional.
(D) condução apropriada.
(E) conformidade legal.

Comentários:
Segundo a NBC TA 200, Ceticismo profissional é a postura que inclui
uma mente questionadora e alerta para condições que possam indicar
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possível distorção devido a erro ou fraude e uma avaliação crítica das
evidências de auditoria.
Resposta: C

29 - (FGV/CGE-MA/2014) - As alternativas a seguir apresentam


princípios fundamentais do Código de Ética Profissional do
Contabilista, quando da condução de auditoria de demonstrações
contábeis, à exceção de uma. Assinale-a.
(A) Integridade.
(B) Objetividade.
(C) Competência e zelo profissional.
(D) Confidencialidade.
(E) Compromisso comportamental.

Comentários:
Compromisso comportamental (letra E) não se refere a um princípio
fundamental do Código de Ética. Cuidado para não confundir, pois o
princípio que está faltando é Comportamento Profissional.
Resposta: E

30 - (FUNDATEC / CAGE-RS / 2014) – De acordo com a NBC PA 290


– Independência – Trabalhos de Auditoria e Revisão, as ameaças à
independência do auditor se enquadram nas categorias a seguir,
exceto:
a) Interesse próprio – ocorre quando o interesse financeiro ou outro
interesse influenciará de forma não apropriada o julgamento ou o
comportamento do auditor.
b) Autorrevisão – ameaça que o auditor não avaliará apropriadamente os
resultados de julgamento dado ou serviço prestado anteriormente por
ele ou por outra pessoa da firma dele, nos quais o auditor confiará para
formar um julgamento como parte da prestação do serviço atual.
c) Defesa de interesse do cliente é a ameaça de que o auditor promoverá
ou defenderá a posição de seu cliente, a ponto em que a sua objetividade
fique comprometida.
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d) Familiaridade é a ameaça de que, devido ao relacionamento longo ou


próximo com o cliente, o auditor tornar-se-á solidário aos interesses dele
ou aceitará seu trabalho sem muito questionamento.
e) Integridade é a ameaça de que o auditor será dissuadido de agir com
honestidade em decorrência de pressões reais ou aparentes, incluindo
tentativas de exercer influência indevida sobre o auditor.

Comentários:
A letra E trocou ameaça de INTIMIDAÇÃO por INTEGRIDADE,
tornando-a incorreta. O resto está literal da NBC PA 290, que trata de
independência.
Resposta: E
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5. Responsabilidade Legal

A responsabilidade pelos controles internos, pela elaboração das


demonstrações contábeis, bem como pela prevenção e detecção de
fraudes e erros é da Administração. Não é do Auditor.

A responsabilidade do trabalho do auditor para com a sociedade em geral


(auditor externo) e com dirigentes da empresa (auditor interno e externo)
é indiscutível, e, no desempenho de suas funções, pode ser
responsabilizado por danos eventualmente causados a terceiros.

Podemos dividir a responsabilidade do auditor da seguinte forma:

Responsabilidade Profissional

No Brasil não existe a profissão do Auditor com tal denominação e


regulamentação, mas apenas a de Contador. Ao Contador, bacharel em
Ciências Contábeis com registro no CRC, é que se atribui o direito de
realizar as tarefas de auditoria.

A profissão de auditor é considerada como técnica ou aplicação


conhecimento contábil. Assim, não existe definição clara em nossa
legislação de suas responsabilidades legais. Encontramos em nossa
legislação civil, penal, comercial e profissional, apenas referências esparsas
sobre o assunto.

Perante a lei ele é responsável pelo seu parecer sobre as demonstrações,


00000000000

sendo aplicadas as sanções disciplinares pelo CFC, enquanto as sanções


civis são próprias do Estado, podendo mesmo haver cumulação de sanções.

Assim, podemos concluir que a melhor proteção para o auditor é a execução


cuidadosa de seu trabalho, juntamente com a aplicação das normas
profissionais geralmente aceitas, pois se o parecer foi elaborado de acordo
com as normas contábeis, não poderá ser responsabilizado.

A lei não atinge diretamente o profissional auditor, mas indiretamente.


Portanto, na execução do trabalho do auditor, a responsabilidade, a ética e
o elevado padrão técnico são atributos implícitos. A Infração a qualquer um
desses princípios o sujeita a denúncia ao órgão fiscalizador da profissão, o

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CRC, para aplicação da penalidade cabível (de advertência até suspensão
do exercício profissional).

As outras responsabilidades (civil, comercial e penal) estão previstas nos


códigos próprios da legislação brasileira e são de caráter geral. O exercício
da função auditoria necessita de uma fiscalização profissional rigorosa,
considerada a sua importância para o mercado de capitais.

Para finalizar este ponto é importante ressaltar que, segundo a Resolução


CFC nº 560/83, ainda vigente, as atividades de auditoria (interna e
independente) são privativas de contadores. Dessa forma, cuidado, pois
não é permitido aos técnicos em contabilidade o exercício de auditoria.

Responsabilidade Civil

A responsabilidade civil do contador na função de auditor independente


existe pelo fato de que esse profissional é um cidadão inserido no Estado
de Direito com profissão regulamentada, sujeito a Direitos e Deveres.

Deve-se atentar que, se referindo a responsabilidade civil, o auditor e


qualquer profissional de contabilidade estão condicionados a obrigação de
meios e não de resultados, ou seja, se o profissional trabalhar de acordo
com as normas técnicas e éticas contábeis não responderá civilmente pelos
atos que praticou, uma vez que inexiste prejuízo a apurar, dada a
inexistência da responsabilidade pelos resultados, caso contrário por culpa
estrita e literal em que se comprove imprudência e negligência por dolo ou
não, fica o profissional responsável por sua obra.

Salientamos que somente por erro inescusável, que é aquele ocorrido por
ignorância patente e profunda, é que poderá levar-se o contabilista e
auditor às barras dos tribunais para responsabilizá-lo por eventuais danos
aos clientes ou terceiros.

Responsabilidade com clientes 00000000000

O trabalho de auditoria deve ser baseado em um entendimento entre o


auditor e seu cliente.

Na realização de seu trabalho, o auditor deve agir de acordo com os termos


de seu contrato, uma vez que, caso deixe de aplicar o devido cuidado ou
deixe de guardar sigilo das informações a que teve acesso, pode tomar-se
legalmente responsável perante o cliente.

A Responsabilidade Profissional está regulada no Decreto-lei nº. 9.295, que


trata da formação dos conselhos de contabilidade, e por extensão pode ser
fiscalizada por eles.

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O auditor precisa, efetivamente, reunir maior dose de conhecimentos
técnicos e gerais da mais variada natureza como: Contabilidade, Auditoria,
Administração Geral, Finanças, Direito, Economia, Matemática, Psicologia,
Engenharia, Estatística, Tecnologia da Informação, Relações Humanas,
dente outros.

Esta soma de capacidades é realmente exigida e transforma, portanto, a


função do auditor em prática altamente especializada, requerendo grandes
esforços. Diante disso, a tarefa de auditoria pode ser prestada por:

- Profissional Liberal, individualmente;


- Sociedade de Profissionais Liberais;
- Associações de Classes de Contadores;
- Dois ou mais profissionais liberais consorciados.

A modalidade mais difundida e frequente é a prestação de serviços de


auditoria por sociedades de profissionais constituídas para tal fim.

A prática de Auditoria Contábil, seja ela interna (exceto para áreas


operacionais onde não estejam em análise as contas contábeis), seja
externa, é de exercício exclusivo do Contador e está assim regulamentada:

Dispositivo Legal Registro


Resolução CFC nº. 821/97 Registro CRC – Auditores Externos
Resolução CFC nº. 781/95 Registro CRC – Auditores Internos
Instrução CVM nº. 308/99 Registro CVM – Auditores Externos que
atuem no âmbito do mercado de valores
mobiliários

O sócio encarregado do trabalho (auditor) é o sócio ou outra pessoa


00000000000

na firma, responsável pelo trabalho e sua execução e pelo relatório de


auditoria ou outros relatórios emitidos em nome da firma, e quem,
quando necessário, tem a autoridade apropriada de um órgão
profissional, legal ou regulador. Assume a responsabilidade exclusiva pela
condução e resultado dos trabalhos.
Entretanto, são a Administração e os Responsáveis pela
Governança da empresa auditada os responsáveis pela: i) elaboração
das demonstrações contábeis; ii) implementação dos controles internos
na empresa; iii) prevenção e detecção primária de fraudes e erros.

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QUESTÕES COMENTADAS

Com relação aos conceitos gerais sobre auditoria, julgue os itens


subsequentes.

31 - (CESPE/FUB-DF/2013) - A função precípua da auditoria é a


detecção de fraudes com base nos registros contábeis e na
documentação existente na entidade. A obtenção de informações
de terceiros e o caráter preventivo das ações realizadas pela
auditoria são o efeito residual e aleatório de sua atuação.

Comentários:
A responsabilidade primária pela detecção de fraudes não é do
auditor, mas sim da administração e dos responsáveis pela governança.
Resposta: E

32 - (CESPE/INMETRO/2009) - A responsabilidade primária na


prevenção e identificação de fraudes e erros é do auditor
contratado pela entidade, que deve comunicá-los imediatamente à
administração.

Comentários:
O responsável primário pela identificação e prevenção de fraudes e
erros é a própria administração.
Cabe lembrar também que a Auditoria Interna deve assessorar a
administração da entidade no trabalho de prevenção de fraudes e erros,
obrigando-se a informá-la, sempre por escrito, de maneira reservada,
sobre quaisquer indícios ou confirmações de irregularidades detectadas no
decorrer de seu trabalho.
Resposta: E

33 - (CESPE/TRT-10/2004) - A responsabilidade sobre os controles


00000000000

internos é partilhada entre a administração da entidade e o auditor.

Comentários:
A responsabilidade pela implementação e manutenção de controles
internos eficientes na entidade é da administração, não podendo transferi-
la, ainda que parcialmente, para a auditoria. Além disso, a afirmação não
deixa claro sobre qual auditor se refere, podendo nos levar à interpretação
de que se trata da auditoria externa, o que não seria coerente.
O que normalmente cabe à auditoria – tanto interna quanto externa
– é avaliar os controles internos, no primeiro caso, para recomendar à
administração ações em prol de seu aprimoramento, e no segundo caso,
para concluir sobre a profundidade dos exames que serão aplicados durante
a execução dos trabalhos. Quanto melhores os controles internos, menos
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profundos poderão ser os exames efetuados pelos auditores
independentes.
Resposta: E

34 - (FCC/SEFAZ-PE/2014) - O objetivo da auditoria é aumentar o


grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos
usuários. No relatório do auditor independente deve constar que a
elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis
de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil é de
responsabilidade:
(A) do controle interno.
(B) da auditoria interna.
(C) dos acionistas majoritários.
(D) do departamento de contabilidade.
(E) da administração.

Comentários:
O relatório do auditor independente deve descrever a
responsabilidade da administração pela elaboração das demonstrações
contábeis. A descrição deve incluir uma explicação de que a administração
é responsável pela elaboração das demonstrações contábeis de acordo com
a estrutura de relatório financeiro aplicável e pelos controles internos que
a administração determinar serem necessários para permitir a elaboração
de demonstrações contábeis que não apresentem distorção relevante,
independentemente se causadas por fraude ou erro.
Resposta: E

35 - (ESAF/Pref. Natal/AFTM/2008) - Na execução dos trabalhos


de auditoria externa, normalmente são utilizadas equipes técnicas
para o desempenho do trabalho. Pode-se afirmar que a
responsabilidade técnica do trabalho é:
A) de toda a equipe técnica, desde que supervisionada pelo auditor.
B) dos gerentes do projeto e do sócio-auditor, por possuírem formação
pertinente. 00000000000

C) da firma de auditoria, que assume os riscos mediante contrato.


D) do auditor, que assumirá total responsabilidade pelos trabalhos
executados.
E) de todos os sócios da firma de auditoria, por responderem
solidariamente e ilimitadamente.

Comentários:
De acordo com a NBC TA 220, sócio encarregado do trabalho
(auditor) é o sócio ou outra pessoa na firma, responsável pelo trabalho,
sua execução e pelo relatório de auditoria ou outros relatórios emitidos em
nome da firma, e quem, quando necessário, tem a autoridade apropriada
de um órgão profissional, legal ou regulador. Assume a responsabilidade
exclusiva pela condução e resultado dos trabalhos.
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Resposta: D

36 - (ESAF / RECEITA FEDERAL / 2009) - A responsabilidade


primária na prevenção e detecção de fraudes e erros é:
a) da administração.
b) da auditoria interna.
c) do conselho de administração.
d) da auditoria externa.
e) do comitê de auditoria.

Comentários:
Segundo a NBC T 11, norma vigente quando da aplicação dessa
prova, a responsabilidade primária na prevenção e identificação de fraudes
e erros é da administração da entidade, através da implementação e
manutenção de adequado sistema contábil e de controle interno.
Entretanto, o auditor deve planejar seu trabalho de forma a detectar
fraudes e erros que impliquem efeitos relevantes nas demonstrações
contábeis.
Embora essa norma tenha sido revogada, o item 4 da NBC TA 240
(vigente) estabelece que “a principal responsabilidade pela prevenção e
detecção da fraude é dos responsáveis pela governança da entidade e da
sua administração”.
Por fim, conforme verificamos na NBC TI 01, a Auditoria Interna
“deve assessorar a administração da entidade no trabalho de
prevenção de fraudes e erros, obrigando-se a informá-la, sempre por
escrito, de maneira reservada, sobre quaisquer indícios ou confirmações de
irregularidades detectadas no decorrer de seu trabalho.” (Grifei)
Resposta: A

37 - (CESGRANRIO/BNDES/2013) - Uma companhia, na elaboração


das suas demonstrações contábeis financeiras relativas ao
exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010, face às
dúvidas existentes de classificação e apuração de algumas receitas,
teve a participação da auditoria externa na apuração de tais
00000000000

valores, na classificação das contas e na elaboração de parte das


demonstrações contábeis.
Nesse contexto, a responsabilidade pela elaboração de tais
demonstrações contábeis é do(a):
(A) Auditor Externo
(B) Auditor Externo e do Contador
(C) Administrador e do Auditor Externo
(D) Empresa e do Auditor Externo
(E) Empresa

Comentários:

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Questão que não dá para errar. A responsabilidade pela elaboração
das demonstrações contábeis é só da Empresa. Questões trazem como
sinônimo, também, Administração. NUNCA essa responsabilidade será
dividida com o auditor externo.
Resposta: E

38 - (FEPESE/ISS-FLORIANÓPOLIS/2014) - Analise as afirmativas


abaixo a respeito da responsabilidade da administração da entidade
em relação às demonstrações contábeis que estão sendo auditadas.
1. A administração reconhece que a elaboração das demonstrações
contábeis de forma adequada é de sua responsabilidade.
2. A administração entende que não se exime da sua responsabilidade
quando as demonstrações contábeis são auditadas de acordo com as
normas de auditoria aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade
(CFC).
3. A administração da entidade deve dar amplo e irrestrito acesso aos
auditores que estão auditando as demonstrações contábeis, exceto os
relativos à auditoria corrente.
4. A administração é responsável pelo sistema de controle interno, que é
base para o processo de auditoria.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.

A. São corretas apenas as afirmativas 1 e 2.


B. São corretas apenas as afirmativas 2 e 4.
C. São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 4.
D. São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4.
E. São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.

Comentários:
A afirmativa III está errada, pois a administração da entidade deve
dar amplo e irrestrito acesso aos auditores que estão auditando as
demonstrações contábeis, inclusive os relativos à auditoria corrente.
Resposta: C
00000000000

Bom pessoal, termino esta aula demonstrativa para o concurso do


TCE-SC por aqui.

Espero que tenham gostado da proposta e aguardo vocês na aula


01 e também no fórum de dúvidas.

Segue, a partir de agora, a relação de questões comentadas durante


a aula, a fim de que possam resolver as questões sem os
comentários, como um simulado. O gabarito está ao final.

Até a próxima aula e bons estudos!


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1 - (FCC/TCE-RS/2014) - Os manuais, de uma maneira geral,


definem auditoria como um exame analítico e pericial das
operações contábeis, desde o início até o balanço. Nos termos da
NBC TA 200, o objetivo da auditoria é:
(A) levantar informações suficientes e adequadas que permitam comparar
as metas fixadas com os resultados alcançados.
(B) controlar os procedimentos contábeis para evitar que informações de
interesse da instituição auditada sejam divulgados.
(C) aumentar o grau de confiança das demonstrações contábeis por parte
dos usuários.
(D) estabelecer metodologia para ação integrada de todos os setores da
instituição auditada.
(E) apurar e consolidar irregularidades contábeis em relatório para
subsidiar eventual investigação de ilícitos administrativos e penais.

2 - (TRT-24/Analista Contábil/2011/FCC) - Ao conduzir uma


auditoria de demonstrações contábeis, são objetivos gerais do
auditor obter segurança:
A) razoável de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres
de distorção relevante, devido à fraude ou erro, possibilitando que o auditor
expresse opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas,
em todos os aspectos relevantes, em conformidade com a estrutura de
relatório financeiro aplicável.
B) razoável de que as demonstrações contábeis como um todo estão livres
00000000000

de distorção irrelevante, devido a erros, possibilitando que o auditor


expresse opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas,
em todos os aspectos relevantes, em conformidade com a estrutura de
parecer financeiro.
C) total de que as demonstrações contábeis em parte estão livres de
distorção relevante, devido à fraude ou erro, possibilitando que o auditor
expresse opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas,
em todos os aspectos relevantes, em conformidade com a estrutura de
relatório financeiro aplicável.
D) total de que as demonstrações contábeis em parte estão livres de
distorção irrelevante, devido à fraude, possibilitando que o auditor expresse
opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas, em todos

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os aspectos relevantes, em conformidade com a estrutura de relatório
financeiro aplicável.
E) razoável de que as demonstrações contábeis em parte estão livres de
distorção irrelevante, devido à fraude ou erro, possibilitando que o auditor
expresse opinião sobre se as demonstrações contábeis foram elaboradas,
em todos os aspectos considerados, em conformidade com a estrutura de
parecer financeiro consolidado do auditor independente.

3 – (FCC / TRF 2ª Região / 2012) – O auditor independente ou


externo:
A) tem como objetivo principal a prevenção e a detecção de falhas no
sistema de controle interno da entidade.
B) deve produzir relatórios que visam atender, em linhas gerais, a alta
administração da entidade ou diretorias e gerências.
C) tem que fazer análise com alto nível de detalhes, independentemente
da relação custo-benefício, para minimizar o risco de detecção.
D) deve produzir um relatório ou parecer sobre as demonstrações contábeis
da entidade auditada.
E) tem menor grau de independência em relação à entidade auditada do
que o auditor interno.

4 - (SEFAZ-SP/AFRE/2009/ESAF) - Sobre a auditoria


independente, é correto afirmar que tem por objetivo:
A) auxiliar a administração da entidade no cumprimento de seus objetivos.
B) apresentar subsídios para o aperfeiçoamento da gestão e dos controles
internos.
C) emitir parecer sobre a adequação das demonstrações contábeis.
D) levar à instância decisória elementos de prova necessários a subsidiar a
justa solução do litígio.
E) recomendar soluções para as não-conformidades apontadas nos
relatórios.

5 - (CESGRANRIO/LIQUIGÁS-Auditor/2012) - São objetivos gerais


do auditor, ao conduzir a auditoria das demonstrações contábeis,
00000000000

A) obter segurança razoável de que as demonstrações contábeis estão


livres de distorção relevante, causada por fraude ou erro, permitindo que o
auditor expresse sua opinião sobre a elaboração dessas demonstrações
consoante a estrutura de relatório financeiro aplicável.
B) rastrear fraudes e identificar se a aplicação dos recursos financeiros da
empresa está de acordo com as normas impostas pelos órgãos de
fiscalização e regulamentação.
C) apresentar relatório sobre a administração e comunicar-se conforme
exigido pelas Normas Brasileiras de Contabilidade.
D) identificar se a empresa apresenta informações nas demonstrações
contábeis de acordo com as normas impostas pelo Ministério Público.
E) comprovar se os ativos e passivos sofreram variações conforme
estipulado no planejamento estratégico da empresa.
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6 - (CESPE/DPF/2013) - É licita e aceitável a realização de


trabalhos por auditores independentes que não estejam em
conformidade com as Normas Brasileiras de Contabilidade –
Estrutura Conceitual para Trabalhos de Asseguração (NBC – TA).

7 - (FCC / COPERGÁS / 2011) – De acordo com as disposições


constantes da NBC TA Estrutura Conceitual – Estrutura Conceitual
para Trabalhos de Asseguração, é correto afirmar que:
(A) os trabalhos de asseguração envolvem três partes distintas: o auditor
independente, a parte responsável e os usuários previstos.
(B) o trabalho de asseguração limitada de demonstrações contábeis é
denominado auditoria.
(C) os trabalhos de consultoria representam uma das espécies dos
trabalhos de asseguração.
(D) o trabalho de asseguração razoável de demonstrações contábeis é
denominado revisão.
(E) a parte responsável, nos trabalhos de asseguração, é a usuária das
informações a serem fornecidas pelo auditor em seu relatório.

8 - (FUNDATEC / CAGE-RS / 2014) – De acordo com a estrutura


conceitual de trabalhos de asseguração, são elementos que
necessariamente devem estar presentes em um trabalho de
asseguração executado por um auditor independente, exceto:
a) Relacionamento entre duas partes
b) Objeto apropriado
c) Critérios adequados
d) Evidências apropriadas e suficientes
e) Relatório de asseguração escrito de forma apropriada

9 - (FCC/TCE-GO/2014) - Com relação aos requisitos éticos


relacionados à auditoria de demonstrações contábeis, no caso de
trabalho de auditoria ser de interesse público e, portanto, exigido
pelo Código de Ética Profissional do Contabilista e pelas normas
00000000000

profissionais do CFC, nos termos da NBC TA 200, requer-se que o:


(A) auditor seja independente da entidade sujeita à auditoria.
(B) trabalho de auditoria seja realizado por perito com experiência
comprovada de no mínimo 5 anos e nomeado por autoridade judicial.
(C) auditor seja profissional competente para executar o trabalho com
experiência comprovada de no mínimo 2 anos.
(D) trabalho de auditoria seja realizado pela auditoria interna com a
supervisão de auditor independente com experiência comprovada de no
mínimo 5 anos.
(E) auditor seja independente e não tenha realizado trabalho de auditoria
na entidade nos últimos 10 anos.

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10 - (FCC/TCE-RS/2014) - O objetivo de uma auditoria é aumentar
o grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos
usuários. Isso é alcançado mediante a expressão de uma opinião
pelo auditor sobre se as demonstrações contábeis foram
elaboradas, em todos os aspectos relevantes, em conformidade
com uma estrutura de relatório financeiro. Esta declaração
identifica a auditoria:
(A) operacional, em conformidade com as NAT TCE.
(B) governamental, em conformidade com as NAT TCE.
(C) governamental, em conformidade com as NAG TCU.
(D) independente, em conformidade com as NBC TA.
(E) de regularidade, em conformidade com as NAG TCU.

11 - (FCC/TCE-RS/2014) - O auditor está sujeito às exigências


éticas e deve sempre estar alerta, por exemplo, à condição que
possa indicar fraude, como informações que coloquem em dúvida a
confiabilidade de documentos e respostas. Esse estado é
denominado
(A) alerta constante por parte do auditor.
(B) perfil investigativo do auditor.
(C) capacidade de percepção do auditor.
(D) ceticismo profissional do auditor.
(E) ética profissional do auditor.

12 - (FCC/TCE-RS/2014) - Nenhuma auditoria pode garantir


segurança absoluta de que as demonstrações contábeis estão livres
de distorção. Uma das fontes de limitação inerentes a uma auditoria
é a:
(A) capacidade técnica do auditor.
(B) idade média dos registros contábeis.
(C) cumplicidade do auditado com a auditoria.
(D) necessidade de que seja realizada num período de tempo razoável.
(E) finalidade social da instituição auditada.
00000000000

13 - (FCC/TCE-RS/2014) - As NBC TAs − Normas Brasileiras de


Contabilidade TAs são escritas no contexto da auditoria de
demonstrações contábeis executada por um auditor. Se, durante os
trabalhos de auditoria, o auditor concluir que determinado
procedimento estabelecido por uma NBC TA será ineficaz no
cumprimento do objetivo dessa exigência, deverá
(A) alterar o escopo da auditoria.
(B) executar procedimento alternativo.
(C) comunicar o fato ao Conselho Federal de Contabilidade.
(D) interromper imediatamente a auditoria.
(E) executar o procedimento, uma vez que é obrigatório.

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14 - (FCC/ASLEPE/2014) - De acordo com as Normas Brasileiras de
Auditoria, entre os princípios fundamentais de ética profissional
relevantes para o auditor quando da condução de auditoria de
demonstrações contábeis, figura a:
(A) integridade.
(B) publicidade.
(C) fidedignidade.
(D) legalidade.
(E) oportunidade.

15 - (FCC/TCE-AM/2013) - Um auditor detectou indício de


irregularidade fora do escopo da auditoria, fato que foi
devidamente informado ao seu superior hierárquico para a adoção
das providências cabíveis. Essa medida foi tomada pelo auditor em
atendimento:
(A) ao sigilo profissional.
(B) ao zelo profissional.
(C) à competência técnica.
(D) à independência profissional.
(E) à ética profissional.

16 - (FCC / TRT 6ª Região / 2012) – De acordo com as normas de


auditoria externa, quando o auditor desenvolve seus trabalhos com
uma postura que inclui questionamento e avaliação crítica e
detalhada, e desempenhe os trabalhos com alerta para condições
que possam indicar possível distorção, devido a erro ou fraude nas
demonstrações financeiras, o auditor está aplicando:
(A) julgamento profissional.
(B) ceticismo profissional.
(C) equidade profissional.
(D) diligência profissional.
(E) neutralidade profissional.

17 - (FCC / TRE-CE / 2012) – Um auditor externo ao proceder a


00000000000

auditoria da empresa Grãos e Cia, constata no ano de 2010, na fase


pré-operacional da unidade construída em Palmas, o custo de R$
18.000.000,00 relativos à terraplanagem do terreno da fábrica.
Foram feitos os testes, que evidenciaram que o contrato de serviços
de terraplanagem foi realizado com empresa devidamente
constituída juridicamente e em atividade normal. O pagamento do
serviço contratado foi efetuado à empresa de terraplanagem e
comprovado por pagamento eletrônico constante do extrato
bancário. O auditor em procedimento complementar e diante da
expressividade dos valores foi até a unidade verificar os serviços.
Ao indagar alguns funcionários foi informado que o serviço de
terraplanagem havia sido feito pela prefeitura da cidade, a qual
também doou o terreno a empresa Grãos e Cia. Os funcionários
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também informaram que nunca esteve na empresa Grãos e Cia
qualquer funcionário da empresa de terraplanagem contratada.
O procedimento do auditor mostra uma postura de:
(A) falta de ética profissional por desconfiar da administração.
(B) investigação, atitude não pertinente às atividades do auditor.
(C) julgamento profissional avaliando a licitude dos atos da equipe de
auditores.
(D) representante da Governança no processo de identificação de todas as
fraudes.
(E) ceticismo profissional adequada às normas de auditoria.

18 - (FCC / TRT-20ª Região / 2011) - Dentre outros, são princípios


fundamentais de ética profissional relevantes para o Auditor
quando da condução de auditoria de demonstrações contábeis:
(A) formalismo e confiabilidade.
(B) integridade e pessoalidade.
(C) confidencialidade e motivação.
(D) formalismo e objetividade.
(E) integridade e objetividade.

19 - (FCC / INFRAERO / 2011) – De acordo com as Normas Técnicas


de Auditoria Independente, é princípio fundamental de ética
profissional a:
(A) interação com o auditado.
(B) objetividade.
(C) parcialidade.
(D) integralidade.
(E) subjetividade.

20 - (FCC / TRT-4ª Região / 2011) - Não corresponde a um princípio


fundamental da conduta ética do auditor a:
a) integridade dos trabalhos executados.
b) competência técnica nas análises e avaliações.
c) postura mental independente. 00000000000

d) subjetividade na aplicação dos procedimentos.


e) confidencialidade das informações.

21 - (FCC / ISS-SP / 2012) – A independência do auditor externo


da empresa Aquisição S.A. é comprometida pelas situações:
I. A empresa Aquisição S.A. comprou a empresa Ágile S.A.. A firma de
auditoria da adquirente é a mesma que realizou os trabalhos de due
dilligence da empresa Aquisição S.A. e de consultoria tributária no ano da
aquisição para a empresa Ágile.
II. O diretor financeiro da empresa Ágile S.A é primo em segundo grau do
diretor presidente da empresa Aquisição S.A.
III. A firma de auditoria indica escritórios de advocacia para a empresa
Aquisição S.A. em suas contingências tributárias.
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Afeta a independência do auditor externo o que consta em:
(A) III, apenas.
(B) II, apenas.
(C) I, II e III.
(D) I, apenas.
(E) II e III, apenas.

22 - (FCC / MPE PE / 2012) – NÃO representa um requisito


necessário para que o auditor possa conduzir adequadamente os
trabalhos de asseguração das demonstrações contábeis:
(A) ceticismo profissional.
(B) acesso irrestrito a todas as informações necessárias para fundamentar
seu parecer.
(C) julgamento profissional.
(D) corresponsabilidade pela elaboração das demonstrações contábeis da
entidade auditada.
(E) obtenção de evidência de auditoria apropriada e suficiente.

23 - (ESAF / RFB / 2012) - Pode-se afirmar que, para a aceitação


do risco de um trabalho de auditoria externa, deve o auditor avaliar:
I. se os sócios e equipe são, ou podem razoavelmente tornar-se,
suficientemente competentes para assumir o trabalho.
II. qual a atitude dos colaboradores e dos grupos de colaboradores em
relação ao ambiente de controle interno e seus pontos de vista sobre
interpretações agressivas ou inadequadas de normas contábeis.
III. se terá acesso aos especialistas necessários para a realização do
trabalho.
a) Todas estão corretas.
b) Apenas I e II estão corretas.
c) Apenas II e III estão erradas.
d) Somente a III está correta.
e) Todas estão erradas

24 - (ESAF / CVM / 2010) - Assinale a opção que indica uma


00000000000

exceção aos princípios fundamentais de ética profissional


relevantes para o auditor na condução de trabalhos de auditoria das
demonstrações contábeis.
a) Independência técnica.
b) Confidencialidade.
c) Competência e zelo profissional.
d) Comportamento e conduta profissional.
e) Objetividade.

25 - (ESAF / CVM / 2010) - Assinale a opção que indica uma ação


capaz de eliminar a perda de independência da entidade de
auditoria por interesse financeiro direto.

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a) Fazer constar nos relatórios produzidos o tipo de interesse financeiro, a
extensão desse interesse.
b) Encerrar o trabalho de auditoria ou transferi-lo a outra entidade.
c) Alienar o interesse financeiro direto antes de a pessoa física tornar-se
membro da equipe de auditoria.
d) Alienar o interesse financeiro ou transferi-lo temporariamente até a
conclusão dos trabalhos.
e) Comunicar às entidades de supervisão e controle a existência desse
interesse e aguardar pronunciamento.

26 - (ESAF / CVM / 2010) - Visando manter a qualidade e a


credibilidade do seu trabalho, ao identificar ameaças que possam
comprometer a sua independência, o auditor deve tomar a seguinte
providência:
a) comunicar a direção da entidade auditada, para que sejam tomadas as
providências necessárias à sua eliminação.
b) aplicar as salvaguardas adequadas, para eliminar as ameaças ou reduzi-
las a um nível aceitável, documentando-as.
c) propor aos responsáveis pela entidade de auditoria a supressão das
ameaças mediante acordo entre as entidades.
d) documentar as ameaças e comunicá-las aos órgãos de supervisão e
controle do setor em que atua a entidade auditada.
e) eliminar as ameaças mediante comunicação aos responsáveis pela
governança da entidade auditada e fazer constar tais providências no seu
parecer.

27 - (FGV/ACI-Recife/2014) - De acordo com a NBC TA 200, o


julgamento profissional é necessário para a tomada de decisões nos
assuntos a seguir, à exceção de um. Assinale-o.
(A) A subjetividade e as evidências de auditoria para cumprimento das
metas de resultados operacionais e financeiros da empresa.
(B) A natureza, a época e a extensão dos procedimentos de auditoria
aplicados para o cumprimento das exigências das normas de auditoria e a
coleta de evidências de auditoria. 00000000000

(C) As evidências de auditoria obtidas são suficientes e apropriadas ou se


algo mais precisa ser feito para que sejam cumpridos os objetivos das NBC
TAs.
(D) A avaliação das opiniões da administração na aplicação da estrutura de
relatório financeiro aplicável da entidade.
(E) A extração de conclusões baseadas nas evidências de auditoria obtidas,
por exemplo, pela avaliação da razoabilidade das estimativas feitas pela
administração na elaboração das demonstrações contábeis.

28 - (FGV/ISS-Recife/2014) - O reconhecimento pelo auditor de


que existem circunstâncias que podem causar distorção relevante

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nas demonstrações contábeis revela o requisito ético relacionado à
auditoria de demonstrações contábeis, denominado:
(A) julgamento profissional.
(B) evidência funcional.
(C) ceticismo profissional.
(D) condução apropriada.
(E) conformidade legal.

29 - (FGV/CGE-MA/2014) - As alternativas a seguir apresentam


princípios fundamentais do Código de Ética Profissional do
Contabilista, quando da condução de auditoria de demonstrações
contábeis, à exceção de uma. Assinale-a.
(A) Integridade.
(B) Objetividade.
(C) Competência e zelo profissional.
(D) Confidencialidade.
(E) Compromisso comportamental.

30 - (FUNDATEC / CAGE-RS / 2014) – De acordo com a NBC PA 290


– Independência – Trabalhos de Auditoria e Revisão, as ameaças à
independência do auditor se enquadram nas categorias a seguir,
exceto:
a) Interesse próprio – ocorre quando o interesse financeiro ou outro
interesse influenciará de forma não apropriada o julgamento ou o
comportamento do auditor.
b) Autorrevisão – ameaça que o auditor não avaliará apropriadamente os
resultados de julgamento dado ou serviço prestado anteriormente por
ele ou por outra pessoa da firma dele, nos quais o auditor confiará para
formar um julgamento como parte da prestação do serviço atual.
c) Defesa de interesse do cliente é a ameaça de que o auditor promoverá
ou defenderá a posição de seu cliente, a ponto em que a sua objetividade
fique comprometida.
d) Familiaridade é a ameaça de que, devido ao relacionamento longo ou
00000000000

próximo com o cliente, o auditor tornar-se-á solidário aos interesses dele


ou aceitará seu trabalho sem muito questionamento.
e) Integridade é a ameaça de que o auditor será dissuadido de agir com
honestidade em decorrência de pressões reais ou aparentes, incluindo
tentativas de exercer influência indevida sobre o auditor.

Com relação aos conceitos gerais sobre auditoria, julgue os itens


subsequentes.

31 - (CESPE/FUB-DF/2013) - A função precípua da auditoria é a


detecção de fraudes com base nos registros contábeis e na
documentação existente na entidade. A obtenção de informações

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de terceiros e o caráter preventivo das ações realizadas pela
auditoria são o efeito residual e aleatório de sua atuação.

32 - (CESPE/INMETRO/2009) - A responsabilidade primária na


prevenção e identificação de fraudes e erros é do auditor
contratado pela entidade, que deve comunicá-los imediatamente à
administração.

33 - (CESPE/TRT-10/2004) - A responsabilidade sobre os controles


internos é partilhada entre a administração da entidade e o auditor.

34 - (FCC/SEFAZ-PE/2014) - O objetivo da auditoria é aumentar o


grau de confiança nas demonstrações contábeis por parte dos
usuários. No relatório do auditor independente deve constar que a
elaboração e adequada apresentação das demonstrações contábeis
de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil é de
responsabilidade:
(A) do controle interno.
(B) da auditoria interna.
(C) dos acionistas majoritários.
(D) do departamento de contabilidade.
(E) da administração.

35 - (ESAF/Pref. Natal/AFTM/2008) - Na execução dos trabalhos


de auditoria externa, normalmente são utilizadas equipes técnicas
para o desempenho do trabalho. Pode-se afirmar que a
responsabilidade técnica do trabalho é:
A) de toda a equipe técnica, desde que supervisionada pelo auditor.
B) dos gerentes do projeto e do sócio-auditor, por possuírem formação
pertinente.
C) da firma de auditoria, que assume os riscos mediante contrato.
D) do auditor, que assumirá total responsabilidade pelos trabalhos
executados.
E) de todos os sócios da firma de auditoria, por responderem
00000000000

solidariamente e ilimitadamente.

36 - (ESAF / RECEITA FEDERAL / 2009) - A responsabilidade


primária na prevenção e detecção de fraudes e erros é:
a) da administração.
b) da auditoria interna.
c) do conselho de administração.
d) da auditoria externa.
e) do comitê de auditoria.

37 - (CESGRANRIO/BNDES/2013) - Uma companhia, na elaboração


das suas demonstrações contábeis financeiras relativas ao
exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2010, face às
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dúvidas existentes de classificação e apuração de algumas receitas,
teve a participação da auditoria externa na apuração de tais
valores, na classificação das contas e na elaboração de parte das
demonstrações contábeis.
Nesse contexto, a responsabilidade pela elaboração de tais
demonstrações contábeis é do(a):
(A) Auditor Externo
(B) Auditor Externo e do Contador
(C) Administrador e do Auditor Externo
(D) Empresa e do Auditor Externo
(E) Empresa

38 - (FEPESE/ISS-FLORIANÓPOLIS/2014) - Analise as afirmativas


abaixo a respeito da responsabilidade da administração da entidade
em relação às demonstrações contábeis que estão sendo auditadas.
1. A administração reconhece que a elaboração das demonstrações
contábeis de forma adequada é de sua responsabilidade.
2. A administração entende que não se exime da sua responsabilidade
quando as demonstrações contábeis são auditadas de acordo com as
normas de auditoria aprovadas pelo Conselho Federal de Contabilidade
(CFC).
3. A administração da entidade deve dar amplo e irrestrito acesso aos
auditores que estão auditando as demonstrações contábeis, exceto os
relativos à auditoria corrente.
4. A administração é responsável pelo sistema de controle interno, que é
base para o processo de auditoria.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.

A. São corretas apenas as afirmativas 1 e 2.


B. São corretas apenas as afirmativas 2 e 4.
C. São corretas apenas as afirmativas 1, 2 e 4.
D. São corretas apenas as afirmativas 1, 3 e 4.
E. São corretas apenas as afirmativas 2, 3 e 4.
00000000000

GABARITO

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
C A D C A C A A A D
11 12 13 14 15 16 17 18 19 20
D D B A B B E E B D
21 22 23 24 25 26 27 28 29 30
D D A A C B A C E E
31 32 33 34 35 36 37 38
E E E E D A E C
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Referências utilizadas na elaboração das aulas

ALMEIDA, Marcelo Cavalcanti. Auditoria: um curso moderno e completo. 7.


ed. São Paulo: Atlas, 2010.

ATTIE, William. Auditoria: conceitos e aplicações. 5. ed. São Paulo: Atlas,


2010.

________. Auditoria Interna. 2. ed. São Paulo: Atlas, 2009.

BRITO, Claudenir; FONTENELLE, Rodrigo. Auditoria privada e


governamental: Teoria de forma objetiva e mais de 400 questões
comentadas. Niterói: Impetus. 2. ed. 2015.

CONSELHO FEDERAL DE CONTABILIDADE. Normas Brasileiras de


Contabilidade.

CREPALDI, Sílvio Aparecido. Auditoria contábil: teoria e prática. 8. ed. São


Paulo: Atlas, 2012.

FONTENELLE, Rodrigo. Auditoria: mais de 219 questões de concursos com


gabarito comentado. Rio de Janeiro: Elsevier. 1. ed. 2012.

FRANCO, Hilário e MARRA, Ernesto. Auditoria contábil. 4. ed. São Paulo:


Atlas, 2011.

RIBEIRO, Juliana Moura e RIBEIRO, Osni Moura. Auditoria fácil. 1. ed. São
Paulo: Saraiva, 2012.

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