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SUBESTAÇÕES - ÍNDICE

1. Apresentação (01)
2. Introdução (01)
2.1. Sistema Elétrico – Componentes (01)
2.2. Estação (01)
2.3. Subestação (01)
2.4. Classe de Isolamento (01)
2.5. Classificação (02)
2.5.1. S/E de Transmissão (02)
2.5.2. S/E de Distribuição (Urbana e Rural) (02)
2.5.3. S/E Industrial (02)
2.6. Finalidades (02)
2.6.1. S/E Chaveamento ou Manobra (02)
2.6.2. S/E Elevadora (02)
2.6.3. S/E Abaixadora (02)
2.6.4. S/E Terminal (02)
2.7. Capacidade (02)
2.7.1. S/E de Pequeno Porte (02)
2.7.2. S/E de Porte Médio (02)
2.7.3. S/E de Grande Porte (03)
2.8. Tipos (03)
2.8.1. S/E ao Tempo (03)
2.8.2. S/E Interna (Abrigada) (03)
2.8.3. S/E Blindada (03)
2.8.4. S/E Mista (03)
2.9. Prioridades (03)
2.9.1. Primeira Categoria (03)
2.9.2. Segunda Categoria (03)
2.9.3. Terceira Categoria (03)
3. Definições (03)
3.1. Equipamento de Manobra (03)
3.1.1. Ativo (04)
3.1.2. Passivo (04)
3.1.3. Chave (Switch) (04)
3.1.4. Chave a Oleo (Oil Switch) (04)
3.1.5. Chave Seca (04)
3.1.6. Chave a Ar (Air Switch) (04)
3.1.7. Chave de Faca (Knife Switch) (04)
3.1.8. Chave de Chifres (Horn Gap Switch) (04)
3.1.9. Chave de Abertura Simples (Single Break Switch) (04)
3.1.10. Chave de Abertura Dupla (Double Break Switch) (04)
3.1.11. Chave Unipolar (Single Pole Switch) (04)
3.1.12. Chave Bipolar (Double Pole Switch) (04)
3.1.13. Chave Tripolar (Three Pole Switch) (04)
3.1.14. Chave de Isoladores Rotativos (Rotating Insulador Switch) (05)
3.1.15. Chave Basculante (Tilting Insulator Switch) (05)
3.1.16. Chave de Abertura Vertical (Vertical Break Switch) (05)
3.1.17. Chave de Abertura Lateral (Side Break Switch) (05)
3.1.18. Chave Fusível (Fuse Disconnecting Switch) (05)
3.1.19. Chave com Fusíveis (Switch Fuse) (05)
3.1.20. Chave de Controle (Control Switch) (05)
3.1.21. Chave Auxiliar (Auxiliary Switch) (05)
3.1.22. Chave Separadora (Disconnecting Switch) (05)
3.1.23. Chave Terra (Ground Switch) (05)
3.1.24. Disjuntor (Circuit Breaker) (05)
3.1.25. Disjuntor a Oleo (Oil Circuit Breaker) (05)
3.1.26. Disjuntor a Ar (Air Circuit Breaker) (06)
3.1.27. Disjuntor a Jato de Ar ou Sopro (Air Blast Circuit Breaker) (06)
3.1.28. Disjuntor Seco (06)
3.2. Equipamento de Transformação (06)
3.3. Equipamentos de Comando, Controle e Proteção (06)

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3.3.1. Equipamentos de Comando (06)


3.3.2. Equipamentos de Controle (06)
3.3.3. Equipamentos de Proteção (06)
3.3.3.1. Relés de Sobre-Corrente e Relés de Sobre-Corrente Direcional (06)
3.3.3.2. Relés de Distância (06)
3.3.3.3. Relés de Sobre-Tensão (07)
3.3.3.4. Relés Diferenciais (07)
3.3.3.5. Relés de Religamento (07)
3.3.3.6. Corta-Circuito Fusível (Fuse Cutont) (07)
3.3.3.7. Corta-Circuito Fusível Indicador (Indicating Fuse) (07)
3.3.3.8. Corta-Circuito Fusível Religador (Reclosing Fuse) (07)
3.3.3.9. Fusível (Fuse Unit) (07)
3.3.3.10. Fusível de Expulsão (Expulsion Fuse Unit) (07)
3.4. Diversos (07)
3.4.1. Barramento – Barra (Bus: Busbar) (07)
3.4.2. Estruturas para Instalação de Equipamentos de Manobra (08)
4. Custos (08)
5. Diagramas Básicos de Ligações e Suas Grandezas de Influência (08)
5.1. Grandezas de Influência (08)
5.1.1. Tipo de Corrente (09)
5.1.2. Valores de Tensão (09)
5.1.3. Variedades de Tensão (09)
5.1.4. Freqüência (09)
5.1.5. Potência de Curto-Circuito (09)
5.1.6. Tratamento do Ponto Neutro (09)
5.1.7. Plano de Localização (09)
5.1.8. Condições Climáticas e Perigo de Poluição do Ar (09)
5.1.9. Condições de Serviço da Rede (09)
5.1.10. Influência do Consumidor (09)
5.1.11. Segurança de Alimentação (09)
5.2. Diagramas Básicos (10)
5.3. Diagramas Unifilares (10)
5.3.1. Pontos de Observação para Confecção do Diagrama Unifilar (10)
5.3.1.1. Regime Normal (10)
5.3.1.2. Regime Anormal (10)
5.3.1.3. Análise Técnico-Econômica (11)
5.3.2. Barramento Singelo (Simples) (11)
5.3.2.1. Características (11)
5.3.2.2. Aplicação (11)
5.3.2.2.1. Observações (12)
5.3.3. Barramento de Transferência ou Auxiliar (12)
5.3.3.1. Características (13)
5.3.3.2. Aplicação (13)
5.3.3.2.1. Observações (13)
5.3.4. Barramento Duplo (14)
5.3.4.1. Características (15)
5.3.4.2. Aplicação (15)
5.3.4.3. Exemplos (15)
5.3.4.3.1. Características (15)
5.3.4.3.2. Aplicação (15)
5.3.5. Sistema com Disjuntor Extraível (15)
5.3.5.1. Características (16)
5.3.5.2. Aplicação (16)
5.3.5.3. Exemplo (16)
5.3.5.3.1. Nota (16)
5.3.6. Sistema com Barramentos em Anel (16)
5.3.6.1. Características (16)
5.3.6.2. Aplicação (17)
5.3.6.3. Observações (17)
5.3.7. Sistema com Dois Disjuntores (17)

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5.3.7.1. Características (17)


5.3.7.2. Aplicação (17)
5.3.7.3. Observação (18)
5.3.8. Sistema com 1 e l/2 Disjuntores (18)
5.3.8.1. Aplicação (18)
5.3.9. Sistema com Chave Seccionadora de Passagem (By-Pass) (19)
5.3.9.1. Características (19)
5.3.9.2. Aplicação (19)
5.3.9.3. Exercício(20)
5.3.9.4. Adendo (21)
5.3.9.4.1. Instalação de Chaves de Aterramento (21)
5.3.9.4.2. Características (21)
5.3.9.4.3. Aplicação (21)
6. Princípios de Manobras em Subestações (21)
6.1. Introdução (21)
6.2. Chaveamento e Manobras no Sistema Elétrico de Potência (21)
6.2.1. Disjuntor (21)
6.2.2. Seccionadora (22)
6.2.3. Barramentos (22)
6.2.4. Disjuntores (23)
6.2.5. Seccionadoras (23)
6.2.6. Transformador (23)
6.2.7. Regulador de Tensão (23)
6.3. Confiabilidade Operacional (24)
7. Formas Básicas de Construção – Subestações ao Ar Livre (24)
7.1. Introdução. (24)
7.2. Subestações – Conceitos. (24)
7.3. Formas Básicas de Construção. (25)
7.3.1. Forma Simples de Construção de Uma Subestação. (25)
7.3.2. Ponto de Partida para o Projeto de uma Subestação. (26)
7.3.3. Forma Básica de Construção “KIELLINIE” Patente SIEMENS (Figuras 07.03.03.01, 07.03.03.02,
07.03.03.03 e 07.03.03.04). (28)
7.3.4. Forma Básica de Construção “DIAGONAL” (Figuras 07.03.04.01, 07.03.04.02 e 07.03.04.03).
(29)
7.3.5. Forma Básica de Construção “PERPENDICULAR” (Figuras 07.03.05.01, 07.03.05.02 e
07.03.05.03). (30)
7.3.6. Forma Básica de Construção “MASTRO INTERMEDIÁRIO” (Figuras 07.03.06.01, 07.03.06.02 e
07.03.06.03). (31)
7.3.7. Forma Básica de Construção “MASTRO EM T” (Figuras 07.03.07.01, 07.03.07.02, 07.03.07.03 e
07.03.07.04). (32)
7.3.8. Forma Básica de Construção “EXTRA ALTA TENSÃO” (Figuras 07.03.08.01, 07.03.08.02 e
07.03.08.03). (32)
8. Subestações Blindadas Isoladas a SF6 (33)
8.1. Apresentação (33)
8.2. Introdução (33)
8.3. Gás SF6 (34)
8.3.1. Comportamento Dielétrico (34)
8.3.2. Propriedades de Extinção (34)
8.3.3. Outras Propriedades (34)
8.4. Partes da Subestação (34)
8.5. Diagramas Unifilares Típicos (37)
8.6. Disposições Típicas de Subestações (38)
8.6.1. Apresentação (38)
8.7. Exemplo de Locais para Aplicação (40)
8.8. Comentários sobre a Implantação da Subestação Terminal Centro I da Light – São Paulo (40)
9. Dimensionamento Elétrico (41).
9.1. Capacidade de Interrupção (44).
9.2. A Corrente permanente de curto-circuito IK (45).
9.3. Cálculo dos valores das reatâncias de curto-circuito (46).
9.3.1. Reatância síncrona do gerador (46).

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9.3.2. Reatância percentual do transformador (46).


9.3.3. Reatância percentual de uma linha de transmissão (46).
9.3.4. Determinação da corrente eficaz média – IKMED (47).
10. Conceitos básicos para o cálculo de potência e corrente de curto-circuito (47).
10.1. Geradores acoplados em paralelo (47).
10.2. Transformadores acoplados em paralelo (48).
10.3. Gerador e transformador acoplados em série (48).
10.3.1. Gerador acoplado em série com transformador de mesma potência nominal (48).
10.3.2. Gerador conectado em série com um transformador de distinta potência nominal (48).
10.4. Gerador equivalente de uma linha de transmissão (49).
10.4.1. Exercício 1 (49).
10.4.1.1. Solução (49).
10.4.1.1.1. Curto-Circuito no ponto A (49).
10.4.1.1.2. Determinação do valor eficaz médio da corrente de curto-circuito (50).
10.4.2. Exercício 2 (50).
10.4.2.1. Solução (50).
10.4.3. Exercício 3 (52).
10.4.3.1. Cálculo das correntes e potências de curto-circuito para a alta tensão (52).
10.4.3.2. Cálculo das correntes e potências de curto-circuito para a baixa tensão (53).
11. Cálculo dos esforços térmicos e dinâmicos (54).
11.1. Introdução (54).
11.2. Esforços térmicos produzidos por curto-circuito (54).
11.2.1. Exemplo (55).
11.2.1.1. Solução (55).
11.3. Cálculo da área mínima da seção transversal do condutor através da corrente de curto-circuito (55).
11.3.1. Exemplo (55).
11.4. Cálculo das solicitações dinâmicas da corrente de curto-circuito (56).
11.4.1. Exemplo (56).
11.5. Força de atuação nos isoladores (56).
11.6. Transformadores de corrente (57).
11.6.1. Exemplo 1 (57).
11.6.2. Exemplo 2 (57).
12. Tabelas (58).
13. Exercício (59).
13.1. Geradores (59).
13.2. Conjunto LT e transformadores T1 (60).
13.3. Associação dos motores “S” em paralelo (60).
13.4. Cálculo do gerador equivalente da associação dos motores “M” e o transformador T2 (60).
13.4.1. Associação dos motores “M” (60).
13.4.2. Associação de Meq e transformador T2 (60).
13.5. Diagrama equivalente 1 (60).
13.6. Cálculo do gerador equivalente de GLT, GS e GT2 (61).
13.7. Diagrama equivalente 2 (61).
13.8. Cálculo da potência de curto-circuito na barra 13,8kV (61).
13.9. Associação em série de T3 com Geq do sistema (61).
14. Exercício (61).
14.1. I”K - Corrente simétrica de curto-circuito – valor eficaz (61).
14.2. IS - Valor máximo da corrente de curto-circuito – valor de pico (61).
14.3. IK - Corrente permanente de curto-circuito (61).
14.4. Id - Corrente de interrupção ou desligamento (62).
14.5. IKMED – Valor eficaz medio (62).
15. Projeto de S/E de 138 kV (62).
15.1. Localização da S/E no sistema elétrico (62).
15.2. Cálculos elétricos (62).
15.2.1. Diagrama unifilar básico (62).
15.2.2. Características básicas adotadas (62).
15.2.3. Condição normal (62).
15.2.4. Condição anormal (63).
15.2.5. Curto-Circuito trifásico para BT = 13,8kVA (63).
15.2.6. Cálculo dos esforços térmicos e dinâmicos (64).

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SUBESTAÇÕES - ÍNDICE

15.2.7. Transformadores de corrente e potencial (65).


15.2.8. Seccionadora e disjuntor (66).
15.3. Diagramas da S/E (67).
15.3.1. Diagrama da S/E (67).
15.3.2. Alternativas para o BAY (pórtico) de entrada para subestação (67).
15.3.3. Planta baixa da S/E (67).
15.3.4. Corte da S/E – Baixa tensão com saída subterrânea e equipamento em cubículo blindado (68).
15.3.5. Diagrama unifilar S/E 138/13,8kV – 25MVA (68).
16. Sistemas de Aterramento – Introdução (68).
17. Medição da resistividade ρ(Ω × m) – Método de Werner (68).
17.1. Efetuar as medições e anotar os valores na tabela (68).
17.2. Traçar curva da resistividade média x distância (69).
17.3. Exemplo de estratificação do solo e determinação da resistividade aparente (70).
18. Valores e efeitos da resistividade do solo (71).
19. Dimensionamento da malha de terra para subestações (71).
19.1. Dados para execução do projeto (71).
19.2. Roteiro de cálculo (72).
19.2.1. Observação (74).
19.2.1.1. Exemplo (75).
20. Transformadores para instrumentos – Introdução (78).
21. Generalidades sobre transformadores (78).
21.1. Transformadores de corrente - TCs (79).
21.1.1. Relação nominal (80).
21.1.2. Relação de espiras (80).
21.1.3. Relação efetiva ou relação verdadeira (80).
21.1.4. Erro de relação (80).
21.1.5. Erro de fase (80).
21.1.5.1. Nota 1 (81).
21.1.5.2. Nota 2 (81).
21.1.5.3. Definição da ABNT (81).
21.1.6. Corrente nominal e relação nominal (81).
21.1.7. Nível de isolamento (82).
21.1.8. Freqüência nominal (82).
21.1.9. Carga nominal (82).
21.1.10. Classe de exatidão nominal (83).
21.1.10.1. TCs para serviço de medição. (83).
21.1.10.1.1. Seleção da classe de exatidão (83).
21.1.10.1.2. Aplicações típicas (83).
21.1.10.1.2.1. Observações (83).
21.1.10.2. TCs para serviço de proteção (84).
21.1.10.2.1. Seleção da classe de exatidão (84).
21.1.10.2.1.1. Exemplos de designação. (84).
21.1.11. Fator de sobre-corrente nominal (85).
21.1.12. Fator térmico nominal (85).
21.1.13. Corrente térmica nominal (85).
21.1.14. Corrente dinâmica nominal (85).
21.1.15. Gráficos de limitação da classe de exatidão (85).
21.1.16. Tabelas e gráficos das limitações de carga e tensão para TC para serviço de relés das classes A e
B (86).
21.2. Transformadores de potencial – TPs (88).
21.2.1. Relação nominal (88).
21.2.2. Relação de espiras (88).
21.2.3. Relação real do TP (88).
21.2.4. Erro de relação (89).
21.2.5. Erro de fase (89).
21.2.6. Tensão primária nominal e relação nominal (90).
21.2.7. Nível de isolamento (90).
21.2.8. Freqüência nominal (90).
21.2.9. Carga nominal (91).
21.2.10. Classe de exatidão (91).

Página: 5
SUBESTAÇÕES - ÍNDICE

21.2.11. Potência térmica nominal (92).


21.2.12. Determinação de FCRP e do ângulo de fase ∝ de um TP a partir de dois valores conhecidos de
relação e de ângulo de fase (92).
21.3. Divisores capacitivos de potencial – DCPs (93).
21.3.1. Divisor de tensão capacitivo em vazio (93).
21.3.2. Divisor de tensão capacitivo com carga (93).
21.3.3. Divisor de tensão capacitivo compensado (94).
21.3.4. Princípio do divisor capacitivo de potencial (94).
21.3.4.1. Divisor capacitivo de potencial a vazio (94).
21.3.5. Conclusões (95).
21.3.6. Ilustrações (95).
21.3.6.1. Observação (97).
21.4. Instrumentos utilizados para ensaios (97).
21.5. Bibliografia (97).

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SUBESTAÇÕES

1. APRESENTAÇÃO

A presente apostila foi elaborada com o objetivo de apresentar os conceitos sobre SUBESTAÇÕES DE
ALTA TENSÃO assim como as aplicações típicas. O assunto é vasto, e como existe dificuldade para encontrar o
assunto em uma única obra, justificou-se a presente apostila. Foram consultadas várias fontes, as quais estão
listadas ao final da apostila, e recomenda-se, à medida do possível que o leitor adquira-as para aprofundar-se no
assunto, uma vez que na elaboração desta não houve a intenção de se esgotar o tema.
Espero sim que os prezados leitores façam sugestões e críticas construtivas na esperança de que nas
futuras edições seja possível a apresentação de um trabalho melhor.
Aos amigos alunos, que sempre colaboraram com sugestões, apoio e entusiasmo, meus especiais
agradecimentos.

WALTER HENRIQUE BERNARDELLI


Abril de 1.981
REVISÃO - 1.996/Dezembro

2. INTRODUÇÃO

2.1. SISTEMA ELÉTRICO - COMPONENTES

As estações onde energia de diversas formas é transformada em Energia Elétrica tem o nome de “Usina
Elétrica”. (Usina Termelétrica, Usina Hidrelétrica, Usina Nuclear, etc.).
A Energia Elétrica produzida nas usinas é transportada para os consumidores através das Linhas de
Transmissão. As fontes de Energia, geralmente, são situadas distante dos centros de consumo, conseqüentemente
as distâncias cobertas pelas Linhas de Transmissão são bastante elevadas.
Com o aumento das distâncias para Transmissão de Energia e Potência, torna-se mais econômico, além
de outras vantagens, transmitir a Energia em Tensões mais elevadas. O método mais econômico é a transmissão
de Energia em corrente alternada, devido à fácil transformação e a conseqüente obtenção da tensão mais
adequada para cada caso, seja em Baixa, Média, Alta ou Extra Alta Tensão.

2.2. ESTAÇÃO

Termo genérico empregado para designar um agrupamento de equipamentos elétricos capaz de executar
uma ou mais funções na geração, no transporte e na distribuição de energia elétrica, incluindo local e
edificações.

2.3. SUBESTAÇÃO

Estação transformadora cuja função é transformar e regular a energia elétrica sob tensão de transmissão
ou sub-transmissão em energia elétrica sob tensão de distribuição, bem como alimentar os circuitos de
distribuição, mediante equipamento que permite manobrar, comutar e/ou transformar energia elétrica para sua
devida finalidade.

2.4. CLASSE DE ISOLAMENTO

Os equipamentos da CLASSE DE TENSÃO DE ISOLAMENTO NOMINAL


Subestação devem suportar as sobre- CLASSE DE TENSÃO DE TENSÃO DE LINHA (V) NÍVEL DE ISOLAMENTO
ISOLAMENTO NOMINAL (Kv) (VALOR EFICAZ) NBI (Kv)
tensões de origem interna e externa
15 9,571 a 16,500 95 - 110
sem sofrerem danos. No entanto, 25 16,501 a 26,250 150
algumas sobre-tensões são tão 35,5 26,251 a 36,225 200
elevadas que é necessário a 46 36,226 a 48,300 250
instalação de dispositivos protetores, 69 48,301 a 72,450 350
pois caso contrário, o grau de 92 72,451 a 96,600 450
138 96,601 a 144,900 550 - 650
isolação seria tão alto que não se 161 144,901 a 169,050 650 - 750
justificaria economicamente. As 230 169,051 a 241,500 825 - 900 - 1,050
aplicações desses dispositivos estão 345 241,501 a 362,250 1,175 - 1,300 - -1,425
baseadas nas teorias de 440 362,251 a 462,000 1,425 - 1,550 - 1,675
“Coordenação de Isolamento”. Tabela 02.04.01

Página: 01
SUBESTAÇÕES

Em função da graduação da isolação, as estruturas isolantes são divididas em classes de valores


diferentes da rigidez dielétrica. O conjunto desses valores de tensão, tanto na freqüência industrial ou sob
impulso, forma uma escala de nível de isolamento, conforme apresentado na tabela 02.04.01 apresentada na
página 01.

2.5. CLASSIFICAÇÃO

2.5.1. S/E DE TRANSMISSÃO

Obrigatoriamente deverá possuir transformador de força. Geralmente é utilizada para a transformação


de altas tensões, e de elevadas potências: Exemplo: 150.000 kVA (150 MVA), 345/138 kV. Todas tensões são de
transmissão (não tem distribuição).

2.5.2. S/E DE DISTRIBUIÇÃO (URBANA E RURAL)

Requer o transformador de força com as tensões secundárias de 34,5 kV ou abaixo. As tensões


primárias, geralmente não excedem 138 kV, e as potências 50.000 kVA.

2.5.3. S/E INDUSTRIAL

As tensões primária variam de acordo com a capacidade de transformação e as condições do sistema da


Companhia Concessionária local (Sistema Elétrico da Região). As secundárias, geralmente, são mais elevadas
do que o padrão residencial - 220, 380, 440 V ou acima, para cargas especiais.

2.6. FINALIDADES

2.6.1. S/E CHAVEAMENTO OU MANOBRA

Subestação cuja função é realizar, exclusivamente manobra de linha. Obrigatoriamente não deverá ter
transformador de força para serviço auxiliar, geralmente usa-se transformadores de potencial. Funções: ligar e
desligar as linhas de transmissão do sistema, e demais serviços de manobra.

2.6.2. S/E ELEVADORA

Observa-se o fluxo normal de potência de baixa tensão para alta tensão, são aplicadas normalmente em
usinas geradoras.

2.6.3. S/E ABAIXADORA

Observa-se o fluxo normal de potência, inverso ao anterior, ou seja, de alta para baixa tensão, são
aplicadas na grande maioria das instalações.

2.6.4. S/E TERMINAL

Subestação cuja função é receber diretamente a energia de uma ou mais estações geradoras, através de
linhas de transmissão e alimentar estações, através das linhas de sub-transmissão.

2.7. CAPACIDADE

2.7.1. S/E DE PEQUENO PORTE

Normalmente são as subestações abaixadoras de distribuição de até 5.000 kVA e 69 kV.

2.7.2. S/E DE PORTE MÉDIO

Estão incluídas nesta classe, tanto as subestações de distribuição, transmissão e chaveamento,


apresentando tensões e capacidades médias de até 138/69 kV e 50.000 kVA.

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SUBESTAÇÕES

2.7.3. S/E DE GRANDE PORTE

Possuem altas tensões e grandes capacidades de transformação, com elevado número de Barramentos,
disjuntores, transformadores e linhas de transmissão.

2.8. TIPOS

2.8.1. S/E AO TEMPO

Ideal para as condições do Brasil, que possui grandes áreas disponíveis e clima adequado, apresentando
vantagens que justificam a sua aplicação. São normalmente de porte médio e grande, classificadas em
transmissão, distribuição e industrial.

2.8.2. S/E INTERNA (ABRIGADA)

São normalmente abrigadas em alvenaria, com isolação em ar com pequena capacidade para aplicações
industriais, ou de porte médio em regiões com grande poluição de ar, como Cubatão, ou com restrições
climáticas, como muita neve, etc. São limitadas pela dificuldade da construção de grandes galpões para servirem
de abrigo.

2.8.3. S/E BLINDADA

As de pequeno porte são blindadas, isoladas em ar. As de grande porte, acima de 138 kV, são blindadas
e isoladas em gás SF6 ou Nitrogênio. São aplicadas em industrias ou grandes centros urbanos.

2.8.4. S/E MISTA

Nestas subestações a alta tensão fica ao tempo ou abrigada em alvenaria, com isolação em ar, com
cubículos e quadros de distribuição blindadas, na média e baixa tensão, também isolados em ar.

2.9. PRIORIDADES

O tipo do equipamento escolhido para a subestação, o diagrama unifilar, ligado à confiabilidade e


funcionamento do sistema, e a análise técnico-econômica, são os fatores que devem ser considerados para
oferecer um alto grau de serviço aos consumidores, com nível de tensão adequado, freqüência estável, potência
disponível e reduzido número de interrupções.

2.9.1. PRIMEIRA CATEGORIA

Consumidores Especiais como Hospitais, Bombeiros, Aeroportos, Usinas Petroquímicas e de Alumínio,


Fundição com fornos a arco, etc.

2.9.2. SEGUNDA CATEGORIA

Todos os consumidores em geral - Indústrias, Comércio, Residências, inclusive Indústrias Rurais.

2.9.3. TERCEIRA CATEGORIA

Fazendas e consumidores temporários ou sazonais, com pequenas rendas e grande fator de diversidade.

3. DEFINIÇÕES

Os equipamentos de uma subestação podem ser assim classificados:

3.1. EQUIPAMENTO DE MANOBRA

Enquadram-se disjuntores e chaves seccionadoras, cabendo uma nova divisão, qual seja:

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SUBESTAÇÕES

3.1.1. ATIVO

Disjuntor, visto que pode manobrar sob carga normal ou defeito. Esta manobra poderá ser comandada
pelo operador, a partir da chave de comando instaladas nos painéis de comando da subestação ou no próprio
disjuntor ou automaticamente, para defeitos, através de relés de proteção.

3.1.2. PASSIVO

Seccionadoras, as quais normalmente não podem ser manobradas em carga.

3.1.3. CHAVE (SWITCH)

Dispositivo destinado a estabelecer e a interromper um circuito elétrico mediante fechamento e abertura


dos contatos. Sua operação só é possível entre limites estabelecidos de tensão, de intensidade de corrente, e em
condições normais do circuito, funcionando no máximo com estes valores nominais.

3.1.4. CHAVE A ÓLEO (OIL SWITCH)

A abertura e o fechamento dos contatos se faz imerso em óleo, e normalmente permite a operação com
carga nominal, e, são também denominadas como seccionadoras para manobras com carga.

3.1.5. CHAVE SECA

A abertura o e fechamento dos contatos se faz em meio gasoso, e, podem operar com carga ou a vazio,
dependendo de sua concepção e especificação.

3.1.6. CHAVE A AR (AIR SWITCH)

Onde a abertura e o fechamento dos contatos se faz em ar, normalmente para manobra a vazio.

3.1.7. CHAVE DE FACA (KNIFE SWITCH)

Chave seca, onde o elemento móvel é constituído por uma ou mais lâminas articuladas, que se adaptam
por encaixe às garras de contatos.

3.1.8. CHAVE DE CHIFRES (HORN GAP SWITCH)

Chave seca provida de hastes condutoras nos contatos destinados a facilitar a extinção de arco.

3.1.9. CHAVE DE ABERTURA SIMPLES (SINGLE-BREAK SWITCH)

Chave que interrompe o circuito num só ponto.

3.1.10. CHAVE DE ABERTURA DUPLA (DOUBLE-BREAK SWITCH)

Chave que interrompe o circuito em dois pontos.

3.1.11. CHAVE UNIPOLAR (SINGLE POLE SWITCH)

Chave de um polo, com operação independente e individual.

3.1.12. CHAVE BIPOLAR (DOUBLE POLE SWITCH)

Chave de dois pólos, cujos contatos se abrem ou fecham simultaneamente.

3.1.13. CHAVE TRIPOLAR (THREE POLE SWITCH)

Chave de três pólos, cujos contatos se abrem ou fecham simultaneamente.

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SUBESTAÇÕES

3.1.14. CHAVE DE ISOLADORES ROTATIVOS (ROTATING INSULADOR SWITCH)

Chave na qual a abertura ou fechamento dos contatos é obtida pela rotação de um ou mais dos
isoladores que suportam as partes condutoras da chave.

3.1.15. CHAVE BASCULANTE (TILTING INSULATOR SWITCH)

Chave na qual a abertura ou fechamento dos contatos é obtida pelo movimento basculante de um ou
mais dos isoladores que suportam as partes condutoras da chave.

3.1.16. CHAVE DE ABERTURA VERTICAL (VERTICAL BREAK SWITCH)

Chave na qual o movimento da lâmina se faz num plano perpendicular ao da base de montagem.

3.1.17. CHAVE DE ABERTURA LATERAL (SIDE BREAK SWITCH)

Chave na qual o movimento da lâmina se faz num plano paralelo ao da base de montagem.

3.1.18. CHAVE FUSÍVEL (FUSE DISCONNECTING SWITCH)

Chave na qual os fusíveis fazem parte integrante da peça móvel dos contatos móveis. Exemplo: Chave
corta-circuito ou chave Matheus.

3.1.19. CHAVE COM FUSÍVEIS (SWITCH FUSE)

Conjunto constituído por uma chave e um ou mais fusíveis, os quais não fazem parte integrante da peça
móvel dos contatos móveis.

3.1.20. CHAVE DE CONTRÔLE (CONTROL SWITCH)

Chave destinada a comandar eletricamente equipamentos de manobra e contendo indicação de sua


última operação realizada.

3.1.21. CHAVE AUXILIAR (AUXILIARY SWITCH)

Chave acionada em conseqüência de operação de qualquer equipamento principal, destinada a atuar


sobre circuitos auxiliares, tais como os de sinalização e bloqueio, etc.

3.1.22. CHAVE SEPARADORA (DISCONNECTING SWITCH)

Chave a ar que pode funcionar como chave comutadora ou como chave de desenergização do circuito
da fonte, sendo operada somente quando não passar corrente pelos seus contatos.

3.1.23. CHAVE TERRA (GROUND SWITCH)

Chave destinada a estabelecer e a interromper a ligação à terra, de um circuito ou de parte de um


equipamento.

3.1.24. DISJUNTOR (CIRCUIT BREAKER)

Dispositivo capaz de interromper e estabelecer um circuito elétrico, mediante abertura e fechamento de


contatos em condições anormais e normais do circuito, e geralmente destinado à abertura automática.
NOTA: Condições normais e anormais.

3.1.25. DISJUNTOR A ÓLEO (OIL CIRCUIT BREAKER)

Disjuntor no qual a abertura e o fechamento dos contatos se faz em óleo.

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SUBESTAÇÕES

3.1.26. DISJUNTOR A AR (AIR CIRCUIT BREAKER)

Disjuntor no qual a abertura e o fechamento dos contatos se faz em ar.

3.1.27. DISJUNTOR A JATO DE AR OU SOPRO (AIR BLAST CIRCUIT BREAKER)

Disjuntor a ar no qual a extinção do arco é auxiliada por um jato de ar.

3.1.28. DISJUNTOR SECO

Disjuntor no qual a abertura e o fechamento dos contatos se fazem em meio gasoso.

3.2. EQUIPAMENTO DE TRANSFORMAÇÃO

São equipamentos de transformação das características elétricas das tensões e correntes, proteção de
outros equipamentos contra surtos de tensão e equipamentos para comunicação. Neste item, enquadram-se os
transformadores de potência, transformadores de potencial (TP), transformadores de corrente (TC), pára-raios,
filtros de onda (bobina de bloqueio). Podem ser incluídos ainda neste item, os reatores, reguladores de tensão e
capacitores, os quais destinam-se à melhoria da regulação das linhas de transmissão possibilitando um melhor
rendimento dos sistemas a que estão conectados.

3.3. EQUIPAMENTOS DE COMANDO, CONTROLE E PROTEÇÃO

Destinam-se à supervisão dos sistemas elétricos. Conectados aos secundários dos TP’s e TC’s tomam
uma imagem do que ocorre eletricamente nos circuitos onde estão ligados os equipamentos.
Podem ser divididos em:

3.3.1. EQUIPAMENTOS DE COMANDO

Destinam-se ao acionamento de disjuntores e chaves seccionadoras. Podem ainda serem vistos como
local ou remoto, em função das suas localizações, com relação ao equipamento a ser acionado, manual ou
automático, em função da necessidade ou não da participação do operador.

3.3.2. EQUIPAMENTOS DE CONTROLE

Destinam-se à supervisão dos sistemas elétricos. Incluem-se neste item os indicadores de tensão,
corrente, potência ativa e reativa, temperatura, freqüência, medidores de controle e de faturamento,
registradores gráficos de tensão, corrente, potência ativa e reativa, temperatura, registradores de defeitos
(oscilógrafos), anunciadores óticos e acústicos, localizadores de defeitos, etc.

3.3.3. EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO

Este item compreende principalmente os reles de proteção que podem ser subdivididos em função de
sua aplicação, como segue:

3.3.3.1. RELÉS DE SOBRE-CORRENTE E RELÉS DE SOBRE-CORRENTE DIRECIONAL

Utilizados em linhas de transmissão (138 kV) de pequenas extensões, alimentadores de distribuição


(13,8 / 11,5 kV), proteção de retaguarda de transformadores, etc. Podem ainda serem de fase ou de terra, função
do tipo de falta a ser detectada. A utilização do elemento direcional é definida em função das características do
circuito a ser protegido considerada a seletividade da atuação das proteções, possibilidade de inversão do sentido
da corrente elétrica, etc.

3.3.3.2. RELÉS DE DISTÂNCIA

Utilizados em linhas de sub-transmissão (138 kV) médias e longas e linhas de transmissão (230kV
acima).

Página: 06
SUBESTAÇÕES

Recebem informações de tensão e corrente da linha protegida, resultando da divisão dessas grandezas
uma impedância que se substancialmente alterada, caracteriza a ocorrência de defeito, provocando a atuação do
relé. Em função das características construtivas do relé, pode ainda ser subdividido em: Relé de Impedância,
Relé de Reatância, Relé de Impedância Modificada, etc.

3.3.3.3. RELÉS DE SOBRETENSÃO

Destinam-se à proteção dos circuitos elétricos contra sobretensões ocorridas principalmente por
manobras. Podem ser instantâneos ou temporizados, normalmente ajustados diferentemente com o elemento
temporizado, com ajuste inferior ao do elemento instantâneo.

3.3.3.4. RELÉS DIFERENCIAIS

Destinam-se à proteção dos transformadores, reatores e barramentos, operando para defeitos dentro da
zona protegida.

3.3.3.5. RELÉS DE RELIGAMENTO

Destinam-se ao fechamento automático de linhas abertas por defeito, com o objetivo de reduzir ao
máximo o tempo de interrupção de fornecimento de energia elétrica. A supervisão dos sistemas de potência pode
ser feita ainda através de equipamentos de telecomando, telemedição e teleproteção, utilizando-se para estes fins,
microondas ou equipamento “carrier”. Podemos ainda incluir as proteções tipo fusível que são utilizadas nas
instalações de Alta Tensão.

3.3.3.6. CORTA-CIRCUITO FUSÍVEL (FUSE-CUTONT)

Dispositivo constituído por um fusível e respectivo porta fusível, destinado a interromper um circuito
pela abertura do elo fusível quando a corrente do circuito, que o percorre, ultrapassa um determinado valor.

3.3.3.7. CORTA-CIRCUITO FUSÍVEL INDICADOR (INDICATING FUSE)

Corta circuito fusível constituído de modo a indicar automaticamente a interrupção do circuito. O tubo
automaticamente se desloca para a posição de circuito aberto após a interrupção do circuito.

3.3.3.8. CORTA-CIRCUITO FUSÍVEL RELIGADOR (RECLOSING FUSE)

Corta-Circuito fusível com dois ou mais fusíveis, no qual a operação de um deles acarreta,
automaticamente, com ou sem atraso intencional, o restabelecimento do circuito, pela inserção de outro fusível
que ainda não tenha operado.

3.3.3.9. FUSÍVEL (FUSE UNIT)

Conjunto removível constituído por elo fusível e demais partes integrantes essenciais ao funcionamento
do elo fusível.

3.3.3.10. FUSÍVEL DE EXPULSÃO (EXPULSION FUSE UNIT)

Fusível caracterizado pela expulsão de gases produzidos pelo arco durante a interrupção do circuito.

3.4. DIVERSOS

3.4.1. BARRAMENTO - BARRA (BUS: BUSBAR)

Condutor ou grupo de condutores, geralmente sob a forma de barra, tubo ou laminado, constituindo
ligação comum a dois ou mais circuitos, pelo qual circula corrente com perdas desprezíveis e a distâncias
relativamente pequenas.

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SUBESTAÇÕES

3.4.2. ESTRUTURAS PARA INSTALAÇÃO DE EQUIPAMENTOS DE MANOBRA

Estrutura destinada a suportar o equipamento de manobra e seus pertences.

4. CUSTOS

O objetivo principal do nosso estudo, é procurar uma forma prática de projeto e aplicação de
subestações. As subestações transformadoras, por exemplo, utilizadas para fornecer energia elétrica às indústrias,
podem assumir os mais variados aspectos e disposições, tornando-se mesmo difícil encontrar-se duas
subestações idênticas. Por esse motivo, fixar os diversos tipos e padronizá-los torna-se uma tarefa incomum.
Mas, por outro lado, poder-se-a desenvolver várias configurações, as quais poderão servir como orientação
básica para qualquer tipo de subestação. A função ou tarefa mais importante das subestações é garantir a máxima
segurança de operação e serviço a todas as partes componentes dos Sistemas Elétricos. As partes defeituosas ou
sob falta devem ser desligadas imediatamente e o abastecimento de energia deve ser restaurado por meio de
comutações ou manobras. Consequentemente, a escolha das ligações quando do planejamento de uma
subestação, assume um significado especial e deve ser realizada estritamente de acordo com o planejamento do
sistema elétrico. Em sistemas elétricos interligados, a falta de uma subestação não resulta em uma falta de
alimentação, pois a energia poderá ser suprida por outra subestação do sistema.
Para tais subestações, não é necessário distender muito em sua construção. Por outro lado, em redes
radiais puras, todos os consumidores ficariam simultaneamente sem energia, quando a subestação de alimentação
principal sair fora de serviço.
1. Nestes casos, é importante considerar a possibilidade de alimentação da subestação com
circuitos duplos e a instalação de barra auxiliar para garantir o fornecimento aos
alimentadores.
Outros fatores que influenciam na escolha do diagrama de ligações são:
1. a possibilidade de seccionamento e divisão das cargas da rede, por exemplo, para reduzir a
potência de curto-circuito;
2. a sensibilidade e reação dos consumidores em caso de interrupção do fornecimento de energia,
por tempo curto ou prolongado;
3. a influência mútua entre os consumidores em caso de flutuações da tensão para subestações
acima de 30 kV;
4. regulação da tensão para fornecimento a consumidores distantes da subestação.
Ao lado do ponto de vista técnico, deve-se lembrar os custos que estão ligados à escolha do tipo de
subestação a ser construída, isto é, todos os requisitos técnicos exigidos para uma subestação são proporcionais
aos custos de investimento. Os custos de uma subestação crescem quase linearmente com a tensão. Para
instalações ao ar livre os custos isolados permanecem constantes, enquanto que nas instalações abrigadas podem
variar, devido ao custo da parte civil, que depende principalmente da tensão. Por esse motivo, a classe de tensão
138 kV é normalmente o limite alcançado para subestações abrigadas convencionais, na maioria dos casos. Na
Alemanha Ocidental, por exemplo, existe somente uma subestação abrigada de 220 kV; a execução foi escolhida
nestes moldes devido à poluição do ar causada por uma usina termoelétrica. Com o advento das subestações
blindadas a SF6, houve uma revolução na técnica de subestações abrigadas, e essas são projetadas até 750 kV.
Como exemplo, a comparação de custos de uma subestação de 138kV, instalação exterior e barramento singelo
com diversos grupos de ligação e com seccionadores do tipo pantográfico, está assim constituída: 69% -
aparelhos e equipamentos;
18% - montagem e materiais utilizados durante a montagem;
13% - estruturas e fundações.
Barramento Duplo - custo 12% maior que o primeiro;
Barramento Triplo - custo 22% maior que o primeiro.
Do total orçado, 70% representa equipamentos de Alta Tensão, incluindo o transformador de força, e, os
30% restantes, são distribuídos entre os demais itens.

5. DIAGRAMAS BÁSICOS DE LIGAÇÕES E SUAS GRANDEZAS DE INFLUÊNCIA.

5.1. GRANDEZAS DE INFLUÊNCIA

Desde que um nó pertencente a um sistema elétrico, condutores (cabos subterrâneos ou linhas aéreas)
devam ser desligados ou estabelecer ligações de continuidade, sem alterações substanciais, é conveniente a
criação de uma instalação de manobra ou subestação, pela introdução de elementos seccionadores.

Página: 08
SUBESTAÇÕES

Desta maneira, pode-se tratar de um simples ponto de distribuição, de onde vários condutores de
alimentação entram e saem ou de uma subestação transformadora da tensão de alimentação. Ambos os tipos
básicos possuem seu significado e sua importância, dependentes de sua situação na rede e sua tarefa quanto ao
fornecimento de energia. No planejamento ou projeto de uma instalação dessa natureza, deve-se levar em
consideração as seguintes grandezas de influência:

5.1.1. TIPO DE CORRENTE

Contínua, Alternada Bifásica ou Trifásica.

5.1.2. VALORES DE TENSÃO

Baixa, Média, Alta e Extra-Alta Tensão.

5.1.3. VARIEDADES DE TENSÃO

Os diversos níveis de tensões, interligados pelos transformadores a uma única subestação.

5.1.4. FREQUÊNCIA

Instalações destinadas ao acoplamento de sistemas com freqüências diferentes.

5.1.5. POTÊNCIA DE CURTO CIRCUITO

É determinativa para a escolha dos equipamentos; solicitações térmicas e dinâmicas dos condutores de
ligação.

5.1.6. TRATAMENTO DO PONTO NEUTRO

Influencia, principalmente o cálculo do aterramento, a escolha dos equipamentos e as distâncias entre as


diversas partes vivas da subestação.

5.1.7. PLANO DE LOCALIZAÇÃO

Mais utilizado para escolha da forma de execução (construção) da instalação.

5.1.8. CONDIÇÕES CLIMÁTICAS E PERIGO DE POLUIÇÃO DO AR

Os equipamentos devem ser próprios para estas instalações.

5.1.9. CONDIÇÕES DE SERVIÇO DA REDE

Qual a função que a instalação


desempenhará na rede.

5.1.10. INFLUÊNCIA DO CONSUMIDOR

Por exemplo, serviços com cargas


fortemente variáveis: fornos, máquinas de solda,
etc., podem produzir perturbações no sistema
elétrico, interferindo em outros consumidores de
energia elétrica conectados ao mesmo sistema.

5.1.11. SEGURANÇA DE ALIMENTAÇÃO

Por exemplo, alimentação de indústrias


químicas, instalações de tratamento de água,
serviços auxiliares de usinas, etc., requerem

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SUBESTAÇÕES

maior confiabilidade e segurança na alimentação, se comparados aos requisitos exigidos por pequenas cargas
rurais ou sazonais. Antes de apresentarmos os diversos diagramas básicos de ligações, vamos recordar o “método
de alimentação por dois caminhos”, cada vez mais aplicado em todos os diagramas básicos de ligações. Em
princípio, a maneira de manter a alimentação de um consumidor, através de dois caminhos, deve partir do exame
de toda a rede de alimentação. A figura 05.01.11.01, indica um exemplo deste método.
Muitas vezes não é possível realizar as duas alimentações, conforme indicado na figura 05.01.11.01,
por esse motivo a instalação deve apresentar alta segurança de serviço. Mas, sempre que possível deve-se
procurar orientar um projeto de uma rede de tal modo que cada consumidor possua, pelo menos, duas
possibilidades de ser alimentado.

5.2. DIAGRAMAS BÁSICOS

O projeto de uma instalação é realizado, com maior facilidade com o auxílio de um diagrama de
ligações, o qual é completado no decorrer do surgimento de idéias, até que contenha todas as indicações, assim
como os dados técnicos dos equipamentos, materiais, instrumentos e diversos. Um sistema de barramentos
adicional, em uma subestação de 138 kV, provoca um aumento de preço de 10 a 12% (subestações ao ar livre) e
de 28% (subestações abrigadas). Isto significa, que a escolha de um diagrama IDEAL de ligações pode
representar uma economia significativa nos custos totais de investimento. Cumpre ressaltar que cada
concessionária de energia elétrica, em função dos níveis de tensão de operação das subestações a serem
projetadas e construídas, normalmente utiliza um determinado tipo de configuração.
A título de exemplo, a CESP (Companhia Energética de São Paulo) utiliza para tensões até 230 kV, a
possibilidade “barra dupla com “By-Pass”, para tensões de 345 a 460 kV “disjunto e meio” e para tensões de
550 kV “disjuntor duplo”. É evidente que a medida que aumenta a flexibilidade operativa e a confiabilidade da
subestação, o custo de implantação da mesma também cresce. Em função das necessidades, características
elétricas, confiabilidade, etc., a subestação é definida a partir de um diagrama unifilar que fixa o princípio de
funcionamento da mesma, características dos equipamentos de pátio, comando, controle e proteção. Várias são
as possibilidades de funcionamento, das quais podemos salientar: barra simples, barra simples seccionada,
barra principal e barra de transferência, barra dupla, barra dupla e barra de transferência, barra dupla com
“bay-pass”, barra tripla, anel, anel , duplo ou interligado, disjuntor de um terço, disjuntor e meio, disjuntor
duplo.
Em uma primeira afirmação podemos dizer que, em muitos casos, por exemplo é suficiente a utilização
de barramento SINGELO. Assim sendo, façamos um estudo comparativo de todos os diagramas básicos,
apresentando suas vantagens e desvantagens.

5.3. DIAGRAMAS UNIFILARES

No diagrama unifilar estão, geralmente, apresentados todos os principais equipamentos elétricos de uma
subestação; tais como, transformadores de força, transformadores de potencial, de corrente, disjuntores, fusíveis
de força, chaves aéreas, pára-raios, etc., bem como as ligações dos circuitos entre os equipamentos. Todos os
aparelhos e equipamentos elétricos deverão ser apresentados, no diagrama unifilar, em suas posições “normais”,
de acordo com as quais as derivações dos circuitos estão desenergizadas e nenhuma força externa é aplicada ao
equipamento. Ex. As chaves fusíveis deverão ser apresentadas em posição aberta.
É necessário, também, indicar os principais dados em valores nominais do equipamento, ao lado do
símbolo. Ex.: Disjuntor 14,4 kV - 400 A - 500 MVA; transformador trifásico 138-13,8 kV 5/6,25 MVA ONAN
ONAF. É recomendável também indicar os principais instrumentos e tipo de proteção por relés do circuito.

5.3.1. PONTOS DE OBSERVAÇÃO PARA CONFECÇÃO DO DIAGRAMA UNIFILAR

5.3.1.1. REGIME NORMAL

1. Condições operativas: Capacidade da potência nominal e capacidade de C.C.


2. Manutenção de: barramento, disjuntores, chaves seccionadoras, linhas, transformadores.

5.3.1.2. REGIME ANORMAL

1. Condições de C.C. em: linha, barramento, transformador.

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SUBESTAÇÕES

5.3.1.3. ANÁLISE TÉCNICO-ECONÔMICA


Na confecção dos SEGURANÇA DO FLEXIBILIDADE
FACILIDADE DE MANUTENÇÃO
diagramas unifilares dever-se-a SISTEMA OPERATIVA
levar em conta também o custo FALHA FALHA
DISJUNTOR BARRAMENTO SECCIONADORAS
do equipamento aplicado, em EXTERNA INTERNA
COM
relação à flexibilidade e NENHUMA COM COM INTERRUPÇÃO
confiabilidade do esquema PERDA DO PERDA INTERRUPÇÃO INTERRUPÇÃO TOTAL OU
CIRCUITO DA S/E
escolhido. Da mesma forma o DO SERVIÇO DO SERVIÇO PARCIAL DO
SERVIÇO
esquema deverá ser analisado do Tabela 05.03.02.01
ponto de vista da probabilidade
de ocorrência de defeitos, bem como a freqüência da manutenção de cada equipamento.

5.3.2. BARRAMENTO SINGELO (SIMPLES)

Representa o tipo básico, e é suficiente para um grande número de subestações de distribuição. (Figuras
05.03.02.01, 05.03.02.02 e Tabela 05.03.02.01).

5.3.2.1. CARACTERÍSTICAS

1. Boa visibilidade da instalação; com isso é reduzido o


perigo de manobras errôneas por parte do operador.
2. Reduzida flexibilidade operacional; em casos de
distúrbios ou trabalhos de revisão no barramento é
necessário desligar toda a subestação.
3. Baixo custo de investimento; representa 88% de uma
instalação idêntica, em 138 kV, com barramento duplo.
4. pela introdução de um seccionamento ao longo do
barramento (Figuras 05.03.02.03 e 05.03.02.04) são
oferecidas possibilidades adicionais de operação em
grupo, limitações de distúrbios e possibilidade de
divisão da rede. Além disso, os consumidores podem
ser alimentados, no mínimo de duas maneiras
diferentes. A operação com duas tensões e freqüências,
também é possível.

5.3.2.2. APLICAÇÃO

1. Subestações transformadoras e de distribuição (Figura 05.03.02.05 - pontos 2, 3 e 4), quando a


segurança de alimentação dos consumidores pode ser obtida por intermédio de comutações.

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SUBESTAÇÕES

2. Em pontos da rede para os quais não há


necessidade de fornecimento contínuo (sem
interrupção).

5.3.2.2.1. OBSERVAÇÕES

1. A rede de média tensão (Figura 05.03.02.05 -


13,8kV) é normalmente dividida em redes
isoladas, em ilha.
2. sistema que utiliza barramento simples
(singelo), com seccionamento ao longo do
mesmo, pode ser executado utilizando-se um
disjuntor como seccionador longitudinal.
Assim, obtém-se o chamado BARRAMENTO
SINGELO COM DISJUNTOR DE
ACOPLAMENTO LONGITUDINAL (Figura
05.03.02.06).
Esta execução oferece uma conexão mais
simples, fácil e com possibilidades de separação das
diversas partes, sem SEGURANÇA DO SISTEMA FLEXIBILIDADE FACILIDADE DE MANUTENÇÃO
OPERATIVA
interrupção do serviço.
FALHA FALHA
Oferece, ainda, a EXTERNA INTERNA DISJUNTOR BARRAMENTO SECCIONADORAS

possibilidade de conexão de COM COM


PERDA RESTRITA
uma bobina limitadora de PERDA DO TEMPORÁRIA COM INTERRUPÇÃO INTERRUPÇÃO
INTERRUPÇÃO TOTAL OU TOTAL OU
corrente juntamente com o CIRCUITO PARCIAL OU DO SERVIÇO PARCIAL DO PARCIAL DO
TOTAL DA S/E
disjuntor. Uma instalação SERVIÇO SERVIÇO
com esse tipo de execução Tab ela 05.03.02.02

básica determina maior


liberdade de movimento no que se refere às diversas possibilidades de operação. Esta conexão é encontrada,
freqüentemente, nas instalações de consumo próprio de usinas elétricas, em instalações de média tensão (até 34,5
kV), de grande porte onde há necessidade de se seccionar os barramentos por causa da presença de altas correntes
de curto-circuito.

5.3.3. BARRAMENTO DE TRANSFERÊNCIA OU AUXILIAR

Página: 12
SUBESTAÇÕES

Os barramentos auxiliares (Figura 05.03.03.01), normalmente estão conectados ao barramento principal


por intermédio de um disjuntor e oferecem vantagens adicionais, tais como:

Página: 12
SUBESTAÇÕES

5.3.3.1. CARACTERÍSTICAS

1. Livre possibilidade de manobra para qualquer disjuntor, sem desligamento da derivação


correspondente. Alta segurança de alimentação.
2. Conexão de FLEXIBILIDADE
derivações sem SEGURANÇA DO SISTEMA OPERATIVA FACILIDADE DE MANUTENÇÃO

disjuntor e sem FALHA FALHA


DISJUNTOR BARRAMENTO SECCIONADORAS
utilização dos EXTERNA INTERNA
barramentos PERDA RESTRITA
COM
SEM COM INTERRUPÇÃO
principais. PERDA DO TEMPORÁRIA
INTERRUPÇÃO INTERRUPÇÃO TOTAL OU
3. Aumento de CIRCUITO PARCIAL OU DO SERVIÇO DO SERVIÇO PARCIAL DO
TOTAL DA S/E
custos SERVIÇO
relativamente Tabela 05.03.03.01

reduzido, aproximadamente 4% em se comparando


com uma subestação de 138 kV - barramento duplo.

5.3.3.2. APLICAÇÃO

1. Pontos da rede, nos quais é exigida alta segurança de


alimentação quando, por exemplo, existe
predominância de circuitos singelos.
2. Em conexão com barramentos múltiplos, para
localidades com forte poluição do ar, quando a
limpeza acarreta desligamentos freqüentes.

5.3.3.2.1. OBSERVAÇÕES

1. Normalmente os transformadores de corrente são


colocados entre o transformador e a chave
seccionadora CSA ou na saída de linha (Circuitos A e
B), para que eles permaneçam em serviço mesmo
durante a utilização do disjuntor auxiliar
(acoplamento), no circuito de reserva. Deste modo, a
proteção do transformador pode ser facilmente comutada para o disjuntor de reserva (auxiliar).
Caso as linhas não tenham comprimentos variáveis, os transformadores de corrente para as saídas de
linhas podem ser dispostos conforme indica o circuito D, da figura 05.03.03.01. Com isso pode-se
comutar facilmente o relê de distância para o disjuntor de reserva.

Página: 13
SUBESTAÇÕES

Não seria previdente comutar os transformadores de corrente, pois esses não podem trabalhar com o
secundário aberto, mesmo por pouco tempo.
2. barramento auxiliar, em conexão com um sistema de barramentos duplos, oferecem uma grande
segurança contra interrupções de fornecimento. Quase todas as partes da instalação podem ser,
consequentemente, comutadas sem tensão e sem interrupções do fornecimento.

5.3.4. BARRAMENTO DUPLO

Quando:
1. instalações de grande porte devem
trabalhar com tensões e freqüências
diferentes.
2. existem vários consumidores em uma
instalação, cujos valores nominais
de consumo são reunidos em uma
única alimentação.
3. é necessário o serviço isolado de
vários pontos de alimentação por
causa do valor das correntes de
curto-circuito.
4. serviço da instalação deve ser
contínuo, sem sofrer qualquer
interrupção. Por exemplo: durante a
manutenção dos equipamentos da
instalação.
Então:
1. é necessário, automaticamente, o emprego de
barramentos múltiplos.
De forma geral, chega-se sempre à solução empregando-se
barramentos duplos (Figura 05.03.04.01); esta escolha depende da
natureza da instalação, tipo de acoplamento dos barramentos, etc..
Em alguns casos, chega-se à conclusão da necessidade do
emprego de 4 até 6 barramentos; por exemplo: instalações para
consumo próprio de usinas
elétricas; pontos de união
de grandes redes; reunião
de diversos consumidores
com tarifas diferentes.
Conforme foi dito
acima, a escolha do sistema
de barramentos duplos é dependente, também, da disposição de
acoplamento. As figuras 05.03.04.02, 05.03.04.03 e 05.03.04.04 indicam sistemas de barramentos duplos com
disjuntores de acoplamento TRANSVERSAL e LONGITUDINAL.

Página: 14
SUBESTAÇÕES

5.3.4.1. CARACTERÍSTICAS

1. liberdade de FLEXIBILIDADE
SEGURANÇA DO SISTEMA FACILIDADE DE MANUTENÇÃO
escolha das OPERATIVA
conexões FALHA FALHA
DISJUNTOR BARRAMENTO SECCIONADORAS
EXTERNA INTERNA
para PERDA COM
RAZOÁVEL COM SEM
manobras. PERDA DO TEMPORÁRIA INTERRUPÇÃO
INTERRUPÇÃO INTERRUPÇÃO
2. divisão CIRCUITO DA
DO SERVIÇO DO SERVIÇO
PARCIAL DO
SUBESTAÇÃO SERVIÇO
racional de Tabela 05.03.04.01
todos os
circuitos em dois grupos para limitação de distúrbios e divisão da rede.
3. manutenção de um barramento, sem interrupção do fornecimento de energia aos circuitos, os quais
são conectados ao outro barramento.
4. para a manutenção dos equipamentos de um circuito, é efetivamente necessário desligar essa
alimentação. Caso seja prevista uma forma de construção adequada, pode-se utilizar o disjuntor de
acoplamento e o segundo barramento como disjuntor de reserva daquele circuito.
Com essa solução, os aparelhos são “jampeados” com o auxílio de um cabo.

5.3.4.2. APLICAÇÃO

1. Pontos de alimentação importantes, cuja saída de serviço coloca um consumidor em situações


desfavoráveis.
2. Interligação de dois sistemas importantes.

5.3.4.3. EXEMPLOS

A figura 05.03.04.03.01 caracteriza um sistema de


barramento triplo, com seccionamento longitudinal triplo e
acoplamento transversal e longitudinal, acoplamento chamado
completo, que constitui uma variação do barramento duplo para
aplicações especiais.
Pelo exame da figura podemos concluir que tal
construção é muito dispendiosa e somente é aplicada em casos
muito especiais. Suas principais características e aplicações são:

5.3.4.3.1. CARACTERÍSTICAS:

1. grande facilidade de movimento em serviço.


2. altos custos.
3. má visibilidade da instalação; com isso grande perigo de manobras errôneas por parte do
operador.

5.3.4.3.2. APLICAÇÃO

1. somente em casos excepcionais, nos quais é exigida uma operação contínua em grupo, com
quaisquer disposições das alimentações.
2. terceiro barramento fica então com objetivos de manutenção.
3. pontos de acoplamento, quando estes são em grande número.
4. instalações de grandes usinas elétricas.

5.3.5. SISTEMA COM DISJUNTOR EXTRAÍVEL

Esse tipo de sistema é aplicável em subestações


onde se exige economia de espaço.
Até agora somente foi aplicado para subestações até
138kV e a configuração típica é conforme apresentada na
figura 05.03.05.01.

Página: 15
SUBESTAÇÕES

5.3.5.1. CARACTERÍSTICAS

1. Supressão de chave seccionadora. Intertravamentos simples evitam com segurança, que o disjuntor
se movimente.
2. Áreas ou espaços de instalação reduzidos.
3. Barramentos duplos exigem 2 disjuntores por circuito, consequentemente, mais dispendioso.

5.3.5.2. APLICAÇÃO

1. Subestações para instalação abrigada (interiores), com barramento singelo para economia de espaço
(até 138 kV).
2. Subestações para instalação abrigada (interiores), com barramento duplo, com dois disjuntores,
somente para extrema segurança de serviço.

5.3.5.3. EXEMPLO

A figura 05.03.05.03.01 indica um sistema de


barramentos duplos utilizando-se disjuntores
extraíveis.

5.3.5.3.1. NOTA

Apesar dos altos custos comparativos dessas


instalações, a técnica de utilização de disjuntores
extraíveis está sendo cada vez mais difundida,
principalmente em instalações de média tensão (0,6 a
30kV), conforme indica as figuras 05.03.05.03.01.01 (a
e b) e 05.03.05.03.01.02. A utilização de disjuntores e
transformadores de corrente, em um mesmo carrinho
não é aconselhável, quando existem diversificações de correntes nos consumidores, pois seria necessário manter
diversos disjuntores de reserva.

5.3.6. SISTEMA COM BARRAMENTOS EM ANEL

5.3.6.1. CARACTERÍSTICAS

1. Um disjuntor pode sair de serviço sem prejudicar o funcionamento normal da instalação; mesmo
assim, são necessários somente n disjuntores para n circuitos.
2. Todos os equipamentos localizados no “anel” devem ser dimensionados para a “maior corrente”
do anel (aproximadamente o dobro da corrente dos circuitos derivados).
3. Sistema impróprio para grandes subestações, porque no caso do desligamento de dois disjuntores,
podem sair de serviço partes completas da instalação.

Página: 16
SUBESTAÇÕES

1. A construção é dispendiosa.
2. Pouca “visibilidade” de instalação e do fluxo de corrente.

5.3.6.2. APLICAÇÃO

1. Em regiões onde existe predominância da técnica norte americana; para instalações de médio porte
até 6 derivações.

5.3.6.3. OBSERVAÇÕES

1. Caso os transformadores (TC) de corrente estejam situados dentro do anel (disposição usual), quase
toda a instalação SEGURANÇA DO FLEXIBILIDADE
FACILIDADE DE MANUTENÇÃO
fica coberta pela SISTEMA OPERATIVA
FALHA FALHA
faixa de proteção DISJUNTOR BARRAMENTO SECCIONADORAS
EXTERNA INTERNA
das derivações. COM COM
BOA
Somente o trecho PERDA DO PERDA DE SEM
INTERRUPÇÃO INTERRUPÇÃO
UM INTERRUPÇÃO
entre o CIRCUITO CIRCUITO DE SERVIÇO
PARCIAL DE PARCIAL DO
SERVIÇO SERVIÇO
transformador de Tabela 05.03.06.01
corrente e o
disjuntor
correspondente fica fora dessa proteção. Entretanto, caso sejam instalados transformadores de
corrente em ambos os lados do disjuntor, é possível uma proteção com sobre-alcance.
2. Não se consegue com o sistema em anel, as mesmas condições apresentadas pelos barramentos
múltiplos, por exemplo: divisão da rede.

5.3.7. SISTEMA COM DOIS DISJUNTORES

5.3.7.1. CARACTERÍSTICAS

1. Enorme segurança de serviço para toda a instalação.


2. Altos custos de investimento, cerca de 160% se comparado a
uma subestação de 138kV com barramentos duplos.

5.3.7.2. APLICAÇÃO

1. Para pontos importantes do sistema elétrico, onde se requer


alta confiabilidade no fornecimento de energia elétrica.

Página: 17
SUBESTAÇÕES

5.3.7.3. OBSERVAÇÃO
FLEXIBILIDADE
Quando os SEGURANÇA DO SISTEMA
OPERATIVA
FACILIDADE DE MANUTENÇÃO
barramentos estão FALHA
trabalhando em paralelo e FALHA INTERNA DISJUNTOR BARRAMENTO SECCIONADORAS
EXTERNA
com religamento
EXCELENTE SEM INTERRUPÇÃO
automático os dois PERDA DO
PERDA DA SEM SEM
DE SERVIÇO OU
disjuntores devem ser CONTINUIDADE INTERRUPÇÃO INTERRUPÇÃO
CIRCUITO INTERRUPÇÃO
DE SERVIÇO DE SERVIÇO DE SERVIÇO
desligados e ligados em PARCIAL
sincronismo. Tabela 05.03.07.01

5.3.8. SISTEMA COM 1 E 1/2 DISJUNTORES

As características desse sistema são:


1. para cada dois circuitos existe um disjuntor de reserva;
grande segurança de serviço.
2. muitos disjuntores e seccionadores devem ser
especificados para suportar uma corrente dupla do
circuito derivado.
3. construção dispendiosa e má visibilidade da instalação: perigo de manobras errôneas.

5.3.8.1. APLICAÇÃO

Para pontos de redes com elevadas exigências no que se refere à segurança de serviço.

Página: 18
SUBESTAÇÕES

FLEXIBILIDADE
SEGURANÇA DO SISTEMA FACILIDADE DE MANUTENÇÃO
OPERATIVA
FALHA
FALHA INTERNA DISJUNTOR BARRAMENTO SECCIONADORAS
EXTERNA
SEM INTERRUPÇÃO
SEM PERDA DA EXCELENTE SEM SEM
PERDA DO DE SERVIÇO OU
CONTINUIDADE INTERRUPÇÃO INTERRUPÇÃO
CIRCUITO INTERRUPÇÃO
DE SERVIÇO DE SERVIÇO DE SERVIÇO
PARCIAL
Tabela 05.03.08.01

5.3.9. SISTEMA COM CHAVE SECCIONADORA DE PASAGEM (“BY-PASS”)

5.3.9.1. CARACTERÍSTICAS

1. uma derivação pode ser mantida em serviço,


também para o caso da manutenção de seu
disjuntor. A proteção, quando isso acontecer é
assumida por um outro disjuntor.
2. Seccionadoras sob carga, instaladas no lugar das
seccionadoras de passagem (by-pass),
possibilitam ou facilitam a comutação (ligar -
desligar) de linhas de transmissão e
transformadores a vazio.
3. em conexão com barramentos duplos, o disjuntor
de acoplamento pode servir como reserva.

5.3.9.2. APLICAÇÃO

Em conexão com barramentos singelos para


subestações de pequeno e médio portes.

FLEXIBILIDADE
SEGURANÇA DO SISTEMA FACILIDADE DE MANUTENÇÃO
OPERATIVA
FALHA FALHA
DISJUNTOR BARRAMENTO SECCIONADORAS
EXTERNA INTERNA
COM
PERDA RAZOÁVEL SEM SEM
PERDA DO INTERRUPÇÃO
TEMPORÁRIA INTERRUPÇÃO INTERRUPÇÃO
CIRCUITO PARCIAL DE
DA S/E DE SERVIÇO DE SERVIÇO
SERVIÇO
Tabela 05.03.09.01

Página: 19
SUBESTAÇÕES

5.3.9.3. EXERCÍCIO.

Considerando todos os componentes perfeitos, energizar a subestação a partir do circuito de alta tensão
C1.
1. C1, F29-4, Barra 138kV, F29-6, F29-8, F29-10, F29-14, F29-20, F29-48, F29-24, F29-30, F29-36,
F29-50, F29-26, F29-32, F29-38.
2. F52-1, energizou o transformador.
3. F52-2, energizou o regulador de tensão e barra de operação e transformador de serviço auxiliar da
S/E.
4. F52-3, alimentador 1.
5. F52-4, alimentador 2.
6. F52-5, alimentador 3.
7. F52-6, alimentador 4.
Isolar o disjuntor 52-3 para manutenção sem interromper o fornecimento de energia, utilizando o
disjuntor 52-5.
1. F29-52, energizou barra de inspeção.
2. F29-34, A52-3, A29-48 e A29-50 → Disjuntor 52-3 isolado.

Página: 20
SUBESTAÇÕES

5.3.9.4. ADENDO

5.3.9.4.1. INSTALAÇÃO DE CHAVES DE ATERRAMENTO

Com o objetivo de complementar os diversos esquemas apresentados, indicamos a seguir, as


características e aplicações das chaves de aterramento (Figura 05.03.09.05).

5.3.9.4.2. CARACTERÍSTICAS

1. alta segurança para o pessoal de serviço.


2. aumento da segurança de alimentação. Intertravamento contra conexões às partes já
aterradas.
3. redução do tempo “fora de serviço”, durante a manutenção e reparos.

5.3.9.4.3. APLICAÇÃO

Em redes com ponto neutro aterrado através de baixa resistência ôhmica e, em particular para
instalações exteriores.

6. PRINCÍPIOS DE MANOBRAS EM SUBESTAÇÕES

6.1. INTRODUÇÃO

As manobras em uma subestação estão vinculadas aos propósitos definidos pelo CENTRO DE
OPERAÇÃO DE SISTEMAS (Despacho de carga), que supervisiona a região elétrica onde a subestação faz
parte.
A rapidez exigida para o manuseio de grande quantidade de energia elétrica, envolvendo elevado
número de regiões, cidades e clientes a ele conectado, exigiram um rígido controle do carregamento e da
freqüência do sistema de potência interligado
O controle desses parâmetros, aliados à necessidade de se interligar cada vez maior quantidade de
diferentes sistemas elétricos, definiram a adoção da análise computacional para supervisão, controle e
desenvolvimento das grandes redes interligadas. As principais incumbências dos “Centros de Operação dos
Sistemas”, são:
1. coletar dados para estudos elétricos;
2. análise dos dados coletados;
3. oferta de informações precisas ao setor elétrico;
4. supervisão e controle dos equipamentos das Usinas e Subestações;
5. coordenação de manobras para o restabelecimento seguro e rápido do fornecimento de energia, em
caso de falhas elétricas. Em especial falaremos sobre o item “e”.

6.2. CHAVEAMENTO E MANOBRAS NO SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA.

Basicamente, as manobras no S.E.P. ocorrem nas subestações, tanto nas das usinas geradoras, como nas
demais subestações espalhadas por todo o sistema interligado.
Os disjuntores e seccionadores são responsáveis pela quase totalidade dessas intervenções, que ocorrem
em regime de operação normal, são as transferências de cargas entre linhas de transmissão e barramentos de
subestações, bem como a isolação de parte desses circuitos para programas de manutenção, e em regime de
contingência provocadas por faltas elétricas que quase sempre evoluem para um curto-circuito, ou provocados
por sobre cargas que podem até evoluírem para um black-out.
Cada um desses equipamentos, possuem uma característica diferente de operação, conforme descrito a
seguir:

6.2.1. DISJUNTOR

Dispositivo capaz de interromper ou estabelecer um circuito elétrico, mediante a abertura e fechamento


dos contatos principais, em condições de operação normal ou anormal, e geralmente destinado à abertura
automática.

Página: 21
SUBESTAÇÕES

6.2.2. SECCIONADORA

Dispositivo destinado a estabelecer e a interromper um circuito elétrico mediante fechamento e abertura


dos contatos limitados a parâmetros de tensão e intensidade de corrente.
1. Seccionadora para
manobra a vazio, onde a
sua operação é possível
apenas submetida à tensão
nominal e a corrente
próxima a zero. Este tipo
de seccionadora equipa
praticamente 99% das
instalações.
2. Seccionadora para
manobra com carga, onde
sua operação é possível se
submetida à tensão
nominal e à corrente
nominal.
Observamos que nenhuma
dessas seccionadoras podem operar em
situações de curto-circuito. O diagrama
unifilar da figura 06.02.01 mostra uma
subestação abaixadora onde a alta
tensão é equipada com barramento
singelo, e a baixa tensão com sistema
by-pass e nas figuras 06.02.02 e
06.02.03 vemos a foto da subestação
referida no diagrama.

6.2.3. BARRAMENTOS

O barramento simples na alta


tensão, é utilizado para distribuir
energia para o transformador de força.
Este barramento é alimentado por dois
circuitos “C-1” e “C-2” de uma linha
de transmissão. O barramento duplo
com sistema by-pass é utilizado para
alimentação dos circuitos
alimentadores 01, 02, 03 e 04 na baixa
tensão, e sua principal característica é
permitir a manobra para transferência
de cargas entre esses alimentadores, sem interrupção do fornecimento de energia elétrica.

Página: 22
SUBESTAÇÕES

6.2.4. DISJUNTORES

O disjuntor 52-1 é responsável pela conexão do barramento de A.T. ao transformador de força, e


também proteção do transformador e barra de 138kV do transformador. O disjuntor 52-2 é responsável pela
proteção das barras de B.T. e do regulador de tensão da estação. Os disjuntores 52-3, 52-4, 52-5 e 52-6 são
responsáveis pela conexão e proteção dos circuitos alimentadores.

6.2.5. SECCIONADORAS

As seccionadoras são para manobras a vazio, assim sua finalidade é isolar equipamentos ou trechos da
estação para serviços de manutenção e conectá-los novamente. Nesta configuração apresentada, as
seccionadoras 29-2 e 29-4 são responsáveis pela conexão da linha de transmissão ao barramento de 138kV, mas
sempre com os contatos do disjuntor 52-1 abertos.

6.2.6. TRANSFORMADOR

O transformador principal TF, com potência da ordem de 30MVA, alimenta todas as cargas ligadas à
subestação, recebendo energia em 138kV na A.T. e abaixando para 13,8kV na B.T.
O transformador TA é conectado através de uma chave corta-circuito à barra de 13,8kV, e sua função é
alimentar os circuitos auxiliares da estação, tais como: iluminação, ventiladores do transformador TF, sistemas
de retificação, motores, etc. Sua potência é geralmente de 45 kVA.

6.2.7. REGULADOR DE TENSÃO

Este equipamento tem a função de manter na barra de 13,8kV uma tensão estável previamente ajustada.
Possui um sistema servo-mecânico para aumentar ou diminuir a tensão que recebe na sua entrada, mantendo
sempre estável a tensão na sua saída, que está conectada à barra de B.T. Para evidenciar a flexibilidade de
manobras entre os circuitos da subestação, efetuaremos algumas simulações.
Estas seccionadoras são divididas em dois grupos:
1. Considerando perfeitos todos os componentes da subestação, a seqüência para a energização da
instalação a partir do circuito C-1 será:
1.1. C-1 - fechar 29-4 - energiza-se a barra 1 de 138kV;
1.2. fechar 29-6, 29-8, 29-10, 29-14, 29-16, 29-20, 29-36, 29-38, 29-30, 29-32, 29-24, 29-26, 248,
29-50;
1.3. fechar 52-1 - energiza-se a barra 2 de 138kV e o transformador TF;
1.4. fechar 52-2 - energiza-se o regulador de tensão e a barra de operação;
1.5. fechar 52-3 - energiza-se o alimentador 01;
1.6. fechar 52-4 - energiza-se o alimentador 02;
1.7. fechar 52-5 - energiza-se o alimentador 03;
1.8. fechar 52-6 - energiza-se o alimentador 04;
1.9. fechar o corta-circuito Fu-1 - energiza-se o transformador auxiliar TA.
2. Isolar o disjuntor 52-4 para manutenção, transferindo a sua carga para o disjuntor 52-6, sem
interrupção do fornecimento de energia.
2.1. fechar 29-28 - energiza-se a barra de operação;
2.2. bloquear a proteção de falta a terra dos disjuntores envolvidos;
2.3. fechar 29-40 - fecha-se o anel entre os alimentadores 02 e 04;
2.4. abrir 52-4, 29-24, 29-26 - o disjuntor 52-4 está isolado para manutenção. A carga do
alimentador 02 será alimentada pelo disjuntor 52.6;
2.5. retirar o bloqueio da proteção de falta a terra do 52-6.
3. Após a manutenção colocar o disjuntor 52-4 em operação sem interrupção do fornecimento de
energia.
3.1. fechar 29-24, 29-26, 52-4 - o disjuntor 52-4 está em operação;
3.2. bloquear a proteção de falta a terra do 52-6
3.3. abrir 29-40, 29-28 - desenergiza-se a barra de operação;
3.4. retirar o bloqueio da proteção de falta a terra do 52-6 e 52-4 e a estação está em operação
normal.
4. Isolar o disjuntor 52-2 para manutenção, sem interrupção do fornecimento de energia.
4.1. bloquear a proteção de falta a terra e diferencial;

Página: 23
SUBESTAÇÕES

4.2. fechar 29-12;


4.3. abrir 52-2, 29-8, 29-10 - disjuntor isolado para manutenção.
5. Após a manutenção, colocar o disjuntor 52-2 em operação sem interrupção do fornecimento de
energia.
5.2. fechar 52-2, 29-8, 29-10;
5.3. abrir 29-12;
5.4. retirar o bloqueio da proteção a terra e diferencial - a estação está em operação normal.
Observamos que embora esta configuração não seja a mais completa, é possível um elevado grau de
manobrabilidade entre os circuitos sem interromper a energia aos consumidores ali conectados. É importante
sempre lembrar, que quanto maior o número de alternativas para manobras a planta da estação permitir, melhor
será sua performance.

6.3. CONFIABILIDADE OPERACIONAL.

Podemos entender confiabilidade operacional, como sendo a possibilidade do restabelecimento rápido e


seguro do fornecimento de energia quando uma causa externa ou interna venha produzir um desligamento
indesejado da instalação. Quanto mais rápido e seguro for esta recuperação, maior será a confiabilidade. A
regularidade operacional de um sistema de energia elétrica, está condicionado às facilidades operacionais
oferecidas desde a geração até a instalação do cliente. Outro fator importante é o tempo necessário à realização
de manobras para restabelecimento do sistema, superando os fatores que causaram as paralisações. Essas
paralisações são normalmente resultado dos seguintes fatores:
1. condições atmosféricas;
2. paralisações programadas;
3. paralisações devido a surtos de tensão ou de correntes extraordinárias;
4. acidentes com reparos de grande duração;
5. acidentes fortuitos;
6. probabilidade de falhas em componentes da instalação.
O fator econômico, participa de forma significativa, uma vez que toda interrupção é convertida sempre
em perdas monetárias, assim a máxima economia na operação de sistemas é meta a ser atingida. Esta otimização
é conseqüência da eficiente transformação energética da fonte produtora de energia, divisão racional das cargas
pelos circuitos, fator de carga do sistema, estabilidade do nível de tensão e freqüência, adequado fator de
potência e o acompanhamento sistemático da curva de consumo de energia elétrica. Esses fatores adequadamente
monitorados reverterão em benefícios financeiros tanto ao consumidor de energia como também à
concessionária supridora.

7. FORMAS BÁSICAS DE CONSTRUÇÃO - SUBESTAÇÕES AO AR LIVRE.

7.1. INTRODUÇÃO.

As redes de alta tensão até 138kV serviram, ha algumas décadas, quase tão somente à transmissão de
energia em grandes distâncias. Esses objetivos foram sendo absorvidos pelas classes de tensões mais altas 230,
345kV., etc., devido ao crescimento das concentrações de carga. Hoje em dia, as redes de alta tensão, com
tensões entre 69 e 138kV são utilizadas principalmente para a distribuição de energia. Na Europa foi escolhida a
classe de tensão 110kV, enquanto que no Brasil situa-se entre 69 e 138kV. O aumento constante da concentração
de carga e da complexidade das redes de distribuição faz com que haja um aumento conseqüente de pontos de
alimentação (nós) na rede de média tensão. Em todos esses casos devem ser construídas subestações que
preencham diversos quesitos tais como: adaptação ao local disponível, execução econômica e exigências de
serviço referentes à segurança, disposição e operação. Assim sendo, a evolução das várias formas utilizadas na
construção de subestações facilitou a implantação de diversas forma básicas, possibilitando assim uma escolha
adequada para cada tipo, escolha esta dependente, por um lado, do tipo e da disposição das chaves seccionadoras
dos barramentos e, por outro lado, da própria forma de distribuição dos barramentos e saídas de linha.

7.2. SUBESTAÇÕES - CONCEITOS.

Uma subestação é composta de chave seccionadora de barramento, cuja instalação varia de acordo com
a forma básica de construção escolhida, e de um grupo de equipamentos, isto é, disjuntores e transformadores de
força e de medida; caso necessário, também fará parte da instalação uma chave seccionadora de saída e pára-
raios. O grupo de equipamentos representa o ponto principal do circuito.

Página: 24
SUBESTAÇÕES

A ele estão diretamente dispostos os painéis de comando. A evolução das formas dos equipamentos
também colaborou decisivamente na construção das subestações. Por exemplo, a construção de disjuntores, sob a
forma de colunas singelas isoladas, permitiu que se conseguisse uma melhor visibilidade das linhas e pontos de
conexão. Não são mais necessárias as estruturas de grande altura, o que facilita e simplifica a montagem e o
controle dos equipamentos.

7.3. FORMAS BÁSICAS DE CONSTRUÇÃO.

7.3.1. FORMA SIMPLES DE CONSTRUÇÃO DE UMA SUBESTAÇÃO.

As figuras 07.03.01.01, 07.03.01.02 e 07.03.01.03, representam uma forma bem simples de construção
de uma subestação. Esta concepção de projeto deu origem a todas as demais alternativas de plantas para
subestações, sendo assim possível sua adaptação a qualquer
finalidade e disponibilidade de local. É fundamental que o
projeto de uma subestação contemple a necessidade de
manutenção, dotando a instalação de requinte adequado a essas
atividades. É necessário a previsão de espaço para tráfico de
veículos, movimentação de equipamentos e locomoção das
equipes de manutenção. Nas figuras 07.03.01.04 e 07.03.01.05
observamos a previsão de zonas de manutenção para duas
configurações diferentes de barramentos.

Página: 25
SUBESTAÇÕES

7.3.2. PONTO DE PARTIDA PARA O PROJETO DE UMA SUBESTAÇÃO.

Um ponto de partida para o projeto de


uma subestação é o mapeamento das grandezas e
parâmetros, tais como, nível de tensão, potência,
local, etc., que irão influenciar na definição do
modelo a ser adotado. Neste ponto o diagrama
unifilar deverá mostrar as características
principais da instalação, que por sua vez estará
indicada na planta do projeto principal. As figuras
07.03.02.03/04, mostra uma subestação ao tempo
com o tipo de construção em mastro
intermediário - corte e planta - apresentando
barramento flexível, na configuração de barras
duplas na A.T. e a baixa tensão conectado a um cabo isolado, na figura 07.03.02.01, vemos uma subestação com
barramento flexível. Os equipamentos estão assim distribuídos nas figuras 07.03.02.03 e 07.03.02.04, a partir da
linha de transmissão conectada do pórtico de A.T.
1. seccionadora tripolar;
2. TC de medição;
3. TC de proteção;
4. disjuntor de A.T.;
5. barramento principal;
6. seccionadoras tripolares do barramento principal;
7. barramento auxiliar;
8. seccionadoras tripolares do barramento auxiliar;
9. disjuntor de proteção do transformador;
10. TC de proteção e medição;
11. pára-raios do transformador;
12. saída dos cabos de B.T.;
13. transformador de força.
O diagrama unifilar da figura 07.03.02.02, representa a distribuição dos equipamentos principais e
também os equipamentos de proteção e indicadores de corrente, assim distribuídos a partir da linha de
transmissão.
1. PR - pára-raios de A.T.;
2. 29-2 - seccionadora de linha;

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SUBESTAÇÕES

3. 29-1 - seccionadora de aterramento;


4. TC - de medição;
5. c - instrumentos de medição;
6. 3AD - três amperímetros com demanda – um para cada fase;
7. TC - de proteção;
8. ® - relê de proteção;
9. 50/51 - relê de proteção de sobre-corrente;
10. 50 - unidade instantânea
11. 51 - unidade temporizada
12. VABN - indicação das fases em que o instrumento está instalado - V - fase vermelha, A - Fase
azul, B - fase branca e N - neutro;
13. 52-1 - disjuntor de A.T.;
14. 29-4, 29-6, 29-8 e 29-10 - seccionadoras tripolares da barra de A.T.;
15. 52-2 - disjuntor de proteção do transformador;
16. 87/T - relê diferencial do transformador;
17. 86/T - relê de bloqueio do transformador.
18. 52-3 - Disjuntor de B.T.

As linhas tracejadas indicam o ponto de atuação de cada equipamento de proteção da subestação quando
estiverem na presença de um defeito.

Página: 27
SUBESTAÇÕES

7.3.3. FORMA BÁSICA DE CONSTRUÇÃO “KIELLINIE” (Patente SIEMENS Figuras 07.03.03.01,


07.03.03.02, 07.03.03.03 e 07.03.03.04)

Esta forma de construção recebeu esse nome por serem as chaves seccionadoras de barramento
dispostas paralelamente ao barramento; os pólos das seccionadoras estão dispostos em linha. Os barramentos são
tencionados em pórticos, com cadeias duplas de isoladores que apresentam alta segurança. Essa disposição
possibilita um pequeno investimento em estruturas e permite uma ótima visibilidade da instalação.

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SUBESTAÇÕES

7.3.4. FORMA BÁSICA DE CONSTRUÇÃO - “DIAGONAL” (Figuras 07.03.04.01, 07.03.04.02, e


07.03.04.03)

Com a construção da chave seccionadora tipo pantográfica, conseguiu-se a premissa para essa forma de
execução, que tem como base a economia de espaço. O princípio dessa seccionadora está na sua forma de
contato; sua tesoura possibilita a ligação do barramento ao circuito pelo menor espaço. Quanto estão desligadas,
as seccionadoras ficam completamente separadas do barramento e, com isso, acessíveis, mesmo que o
barramento esteja energizado. As seccionadoras pantográficas também possibilitam uma ótima visibilidade da
instalação.

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SUBESTAÇÕES

7.3.5. FORMA BÁSICA DE CONSTRUÇÃO - “PERPENDICULAR” (Figuras 07.03.05.01, 07.03.05.02 e


07.03.05.03).

Em contraposição à primeira forma de execução (Kiellinie), as chaves seccionadoras de barramento são


instaladas perpendicularmente ao barramento, isto é, ao longo dos circuitos derivados. Os barramentos são
instalados sobre os próprios isoladores dos pólos das chaves seccionadoras e são mantidos na extremidade por
pequenos portais ou hastes. Em um segundo plano superior as derivações de linhas são tencionadas
perpendicularmente ao barramento. Os portais estendem-se ao longo da subestação. A instalação dos circuitos de
linhas em um plano superior facilita a movimentação na subestação.

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SUBESTAÇÕES

7.3.6. FORMA BÁSICA DE CONSTRUÇÃO - “MASTRO INTERMEDIÁRIO” (Figuras 07.03.06.01,


07.03.06.02 e 07.03.06.03).

Nesta forma de execução, as partes sob tensão situam-se em três planos distintos, onde o plano superior
é ocupado pelos circuitos de saída de linha, os quais estão tencionados entre o pórtico e o chamado mastro
intermediário. Os barramentos situados no plano intermediário são fixados em pórticos especiais, por baixo dos
circuitos.A conexão com o plano inferior, que é constituído das chaves seccionadoras de barramento, é feita
através de condutores verticais. Essa forma de construção possibilita uma fácil transposição do grupo de
equipamentos (disjuntor, seccionadora, transformadores de medição, etc.).

Página: 31
SUBESTAÇÕES

7.3.7. FORMA BÁSICA DE CONSTRUÇÃO - MASTRO EM “T”. (Figuras 07.03.07.01, 07.03.07.02,


07.03.07.03 e 07.03.07.04)

Esta forma de execução é vantajosa quando não se tem área suficiente para a construção. A parte
principal da instalação é composta de uma estrutura em forma de “T”, onde estão situados os barramentos. As
seccionadoras do barramento estão montadas em ambos os lados, sob a forma de uma construção em ponte.

7.3.8. FORMA BÁSICA DE CONSTRUÇÃO - EXTRA ALTA TENSÃO (Figuras 07.03.08.01, 07.03.08.02
e 07.03.08.03).

As instalações de extra alta tensão


possui configuração com equipamentos
especiais. Na figura 07.03.08.01, verificamos
no diagrama unifilar que a instalação é
composta de duas linhas de transmissão
aérea e uma subterrânea, interligadas em
barramento duplo e conectadas a dois
transformadores de força. A manobra de
transferência entre barras é executada por
um disjuntor de transferência, em todos os
disjuntores de linha e dos transformadores
existe a possibilidade de efetuar-se by-
pass. Notamos que as seccionadoras
tripolares são todas com abertura dupla
lateral com coluna central giratória. As
figuras 07.03.08.02 e 07.03.08.03
apresentam alternativas para a mesma

Página: 32
SUBESTAÇÕES

subestação da figura 06.03.08.01, porém, adota-se seccionadoras pantográficas, quando há


necessidade de liberação de espaço interno na subestação.

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SUBESTAÇÕES

A opção por seccionadoras com abertura dupla lateral com coluna central giratória, utiliza
espaço maior (figura 07.03.08.03), mas permite também maior área para circulação.

8. SUBESTAÇÕES BLINDADAS ISOLADAS A SF6

8.1. APRESENTAÇÃO

O presente trabalho tem por objetivo mostrar a aplicação das unidades compactas blindadas,
com gás hexafluoreto de enxofre (SF6), como meio isolante e de extinção, na realização de
subestações de alta tensão. Apresentamos uma visão geral dos métodos de distribuição de energia
elétrica, e, comentamos as vantagens da técnica SF6 em geral, analisando os principais sistemas de
conexão das subestações.

8.2. INTRODUÇÃO

A geração de energia elétrica adaptada à demanda crescente deverá ser sintonizada com uma
distribuição eficaz. Altíssimas tensões de serviço marcam as linhas de transmissão de hoje e de amanhã. Razões
econômicas exigem tais tensões para transporte de energia elétrica diretamente ao centro de consumo. Entretanto
não há mais lugar para as subestações convencionais ao ar livre, nos centros de aglomeração residencial e
industrial pois deverá ser encontrada uma solução que economiza espaço, o que normalmente vem justificar o
uso de subestações blindadas, isoladas a SF6.
A disponibilidade e o preço de um terreno adequado representam fatores importantes quando
da escolha do tipo da instalação em locais como:
1. Centros de grandes cidades
2. Centros de aglomeração industrial
3. Regiões montanhosas com vales estreitos
4. Usinas geradoras em cavernas
A blindagem completa de todas as partes energizadas da instalação por câmaras metálicas proporciona
maior segurança para pessoal de manobra, além do que é altamente resistente a influências do ambiente como
por exemplo depósitos de sal na região costeira, gases industriais, etc. Estas subestações podem ser instaladas em
galpões de construção simples, para assim manter baixas as despesas de limpeza e manutenção. A área reduzida
economiza gastos em terraplanagem, fundação e independe do clima para sua montagem quando for instalação
abrigada. Ao contrário das subestações convencionais podem ser montadas perto de edifícios em instalações
abrigadas sem alterar a arquitetura do local. As empresas que estão atualmente oferecendo as subestações SF6
aqui no Brasil são:
1. Sprecher & Schuh
2. Brown Boveri
3. Delle Alsthom
4. Siemens
5. Mitsubishi
6. Hitachi
7. Toshiba
Quem vê uma subestação blindada isolada a SF6 pela primeira vez, tem a nítida impressão de estar
diante de uma indústria petroquímica de dimensões reduzidas. A grande diferença está exatamente pelas formas

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SUBESTAÇÕES

construtivas das chaves seccionadoras, barramentos, disjuntores, etc., que fogem às formas convencionais devido
aos tubos responsáveis pela blindagem.

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SUBESTAÇÕES

O SF6 é um gás que tem rigidez dielétrica 3 (três) vezes maior que o ar, permitindo que o “gap” do
disjuntor possa ser bastante reduzido e os barramentos possam ser montados bem próximos um do outro.
Consequentemente as dimensões serão reduzidas bem como a área necessária para sua montagem. Por esses
motivos é que uma subestação em SF6 requer apenas 10% (dez por cento) da área utilizada para uma subestação
convencional de características elétricas semelhantes. Uma subestação normalmente é dividida em partes, as
quais ao serem compostas dão origem a sua configuração final.
Evidentemente esta composição vai depender da área disponível e principalmente da sua forma
geométrica. Cada parte da subestação recebe o nome genérico de “bay” , significando o conjunto de
componentes ali existentes tais como muflas, transformadores de potencial, seccionadores de linha,
transformadores de corrente, disjuntores e seccionadores de barramento e chave de aterramento. Neste caso o
bay é de linha. Portanto podemos ter bay de transformador, bay de acoplamento, etc. Embora estes conceitos
sejam aplicados a qualquer tipo de subestação, nas SF6 sua aplicação vem a simplificar a composição pois todos
os equipamentos são comprados como aparelhos constituindo assim módulos perfeitamente acopláveis.

8.3. O GÁS SF6

8.3.1. COMPORTAMENTO DIELÉTRICO

A resistência dielétrica de SF6 à pressão atmosférica é aproximadamente 3 (três) vezes maior


do que a do ar, ou seja, correspondente mais ou menos, à capacidade isoladora do óleo. O SF6 tem
duas vantagens importantes em relação ao óleo, primeiro não é combustível e além disso, sendo gás,
se deixa comprimir. O aumento de pressão dá, como resultado, um acréscimo das propriedades
isolantes. Desta maneira ganha-se a redução apreciável de volume dos conjuntos que empregam
SF6, como isolante.

8.3.2. PROPRIEDADE DE EXTINÇÃO

O SF6 é um gás eletronegativo, de tal maneira que o arco elétrico no disjuntor se desioniza
rapidamente. Devido à pequena constante de tempo do arco, o SF6 tem maiores propriedades de
extinção, na ordem de 10 vezes mais do que as do ar à mesma pressão. Desta maneira se pode
aumentar consideravelmente a potência de corte de câmara do disjuntor o que eqüivale a dizer
diminuição do número de câmaras a sobrepor em série. Isto significa um outro fator de redução de
volume das instalações.

8.3.3. OUTRAS PROPRIEDADES

O gás SF6 é quimicamente inativo, isto é, não envelhece e, além disso, é inodoro e não é
venenoso.
Com estas propriedades, proporciona às subestações em sistema de unidade em técnica SF6 grandes
vantagens em comparação com as subestações do tipo convencional. As principais vantagens são:
1. Reduzido volume: aproximadamente 10% do volume que precisa uma subestação convencional.
2. Reduzido peso, portanto transporte econômico, fundações baratas.
3. Proteção segura contra o contato involuntário do pessoal com partes de baixa e alta tensão.
4. Proteção contra contaminação dos equipamentos provocada por agentes externos, como por
exemplo: pó, gases industriais, sais, etc.
5. Despesas de conservação reduzidas ao mínimo.
6. Sem influências perturbadoras nas telecomunicações.
7. Pouco ruído.
8. Curto tempo de montagem, devido às unidades chegarem já da fábrica completas e armadas.
9. Aparelhos em sistema modular que podem funcionar em qualquer posição. Assim, facilmente se
pode fazer ampliações com um mínimo de perturbação do serviço.

8.4. PARTES DA SUBESTAÇÃO

A figura 08.04.01 mostra uma fase de um bay de linha de uma subestação com barramento duplo.
Como o barramento é duplo naturalmente temos 3 fases do lado esquerdo, três seções de barramento e as outras
três fases do lado direito. É oportuno neste ponto lembrar que no mercado mundial existem dois tipos básicos de
equipamentos SF6.

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SUBESTAÇÕES

O primeiro deles que é atualmente o mais aceito é o chamado monofásico, pois cada tubo, cada módulo,
contém uma única fase e o bay logicamente seria uma tríplice união de todos os elementos que o compõem.

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SUBESTAÇÕES

No segundo modelo, o
“trifásico”, o tubo com SF6 contem as três
fases. O modelo monofásico é o mais
recente. O monofásico comparado com o
trifásico apresenta vantagens pois só pode
acontecer curto-circuito contra a terra e
nunca trifásico ou bifásico.
Além disso todos os esforços
eletrodinâmicos são de menores
intensidades. Ainda, a montagem é mais
fácil. Assim, hoje quase todos os fabricantes
apresentam suas subestações com o modelo
monofásico pois é mais competitivo, vale
lembrar também a vantagem que o sistema
monofásico oferece do ponto de vista
operacional ou seja, a visualização mais fácil. Isso é importante pois o operador visualmente pode saber quem é
quem na subestação. Ainda na figura 08.04.01, temos a ligação do barramento para um disjuntor. A ligação é via
seccionadoras. A abertura é mínima porque é isolado a SF6. Assim como podemos notar temos dois
seccionadores do barramento. Seu comando pode ser manual, a ar ou a motor. Quanto ao disjuntor é preciso
dizer, que existem dois sistemas básicos: à pressão única e a dupla pressão. O primeiro é tecnologia mais recente
e no seu movimento ele já comprime o gás e este é o que vai ser usado na extinção. É mais simples, mais barato,
menor manutenção e não tem tantos compressores como o de dupla pressão.
A desvantagem que o de pressão única tem é que possui a capacidade de interrupção e sua velocidade
de abertura um pouco menor comparadas com o de pressão dupla. O tempo máximo para o de dupla pressão é de
40ms contra 60ms do de pressão única. Uma outra grande vantagem do SF6 é a de que esses compartimentos são
estanques. Digamos que por uma eventualidade qualquer ocorra um problema na seccionadora este fica restrito
no seu compartimento não colocando em risco o restante do conjunto.
Assim, trocar uma peça defeituosa é uma tarefa relativamente simples. O material de
blindagem é uma liga especial de alumínio. Existe também casos em que se usam o aço inox. Em
ambos os casos não magnéticos, pois as perdas de indução seriam grandes. Os defensores da
blindagem a aço ensinam que o alumínio teria perdas porque não apresentaria alta estanqueidade (≅
100%). Isso na realidade não ocorre pois os fabricantes de blindagem em alumínio dão a garantia de
menos de 1% de perdas por ano de gás SF6 , ou seja uma garantia de 10 anos de funcionamento
sem necessidade de complementação do gás.
As flanges recebem um tratamento especial com resinas para diminuir as perdas de gás. Após diversos
ensaios e estudos na comparação entre alumínio e aço, notou-se que o alumínio leva vantagens. Primeiro para a
instalação, porque é leve e os custos das fundações vão ser menores. Os fabricantes garantem a pequenas perdas
de gás e por correntes parasitas (Foucault). A espessura e característica do alumínio nestes casos são
dimensionadas para suportarem os efeitos dinâmicos e térmicos provenientes de um curto-circuito.
Portanto, o uso do alumínio está justificado e até que se prove algo ao contrário ou apareça outra liga
em melhores condições, ele continuará sendo usado. Uma vantagem a mais do SF6 é que ele não é inflamável e
não propaga chamas, tendo assim uma grande proteção contra incêndios. A tecnologia SF6 tem cerca de 30
(trinta) anos. Os fabricantes desses equipamentos afirmam que até hoje não foi preciso fazer manutenção das
subestações, no sentido que conhecemos.
Nesse particular, o único problema que pode aparecer, diz respeito à dissociação do Hexafluoreto do
Enxofre. Sob a ação dos arcos elétricos, o SF6, devido às elevadas temperaturas, se dissocia, numa reação
irreversível numa pequena parte ao se resfriar. A parcela que não volta a se associar ataca certos materiais como
o ferro e o cobre, formando fluoretos metálicos como o fluoreto de cobre e o fluoreto de enxofre.
A experiência tem demonstrado que embora em mínima quantidade devem ser eliminados, para o que
se utilizam filtros especiais constituídos de óxido de alumínio ativo (al2O3) que são colocados no caminho do
gás, no ciclo hidráulico-pneumático do gás. Entretanto estes filtros são usados no sistema à pressão dupla. No
sistema a única pressão a eliminação desses elementos é feita por filtros eletrostáticos que atualmente são os
mais utilizados. Estes filtros atraem os fluoretos e sua troca só é feita depois de cinco ou mais anos.
Da dissociação do SF6 resultam o SF5 + F. E naturalmente F é algo indesejável. No entanto só
aparecerão problemas se houver umidade. Se o compartimento estiver seco, os fluoretos comportam-se como
bons isolantes e não colocam em riscos as propriedades dielétricas da isolação.

Página: 35
SUBESTAÇÕES

Um detalhe interessante é que nas primeiras instalações de subestações a SF6 que foram feitas em
1960, existiam circuitos de monitorização, para verificar as eventuais fugas de gás, dotados de cilindro de
reserva que completaria automaticamente qualquer parcela perdida em alguma fuga.

Página: 35
SUBESTAÇÕES

Além disso essas primeiras instalações também possuíam estruturas feito andaimes, com escadas, que
se prestavam à inspeção visual de todos os elementos. Entretanto, com o tempo verificou-se que tanto a estrutura
como o circuito de monitorização eram absolutamente desnecessários, sendo portanto suprimidos. Decidiu-se
eliminar aqueles elementos e em contrapartida, aperfeiçoar o sistema de alarme, que ganhou sensores de
umidade, pressão e mais sinalizadores. Qualquer anormalidade faz soar o alarme e o técnico vai então
inspecionar executando a manutenção, se necessária.
Entretanto, a densidade é um dado mais importante que a pressão porque representa a pressão já
compensada pela temperatura ambiente. A densidade é a referência absoluta para se verificar a manutenção ou
não das características dielétricas originais do equipamento. Nunca a pressão ou a temperatura isoladamente. As
características dielétricas do gás SF6 à pressão normal indica que ele se mantém para as tensões nominais como
isolante porém não se deve Ter sobre-tensões e as chaves ou disjuntores não devem operar nestas condições.
Este fato justifica a não instalação de elementos que disparariam os disjuntores e chaves. Na posição
que o equipamento se encontra ele deve ficar até que a pressão se normalize após indicações dadas pelos alarmes
ao pessoal da manutenção. Da mesma forma como a sub-pressão é problemática, a sobre-pressão também o é.
Existem limites para a compressão do gás SF6, uma vez que ele se liquefaz à temperatura de –20o C sob a
pressão de 22 bars.
Os equipamentos funcionam com 3,5 bars aproximadamente (nesta pressão ele se liquefaz a –40o C).
Em princípio poder-se-ia aumentar mais a pressão e conseqüentemente a sua segurança. Entretanto em locais
onde a temperatura é muito baixa poderíamos ter a liquefação do gás, o que não é conveniente. O fato de
podermos aumentar a pressão desde que não tenhamos problema com a temperatura vai permitir a aplicação da
mesma subestação para tensões mais elevadas na sua quase totalidade, isto porque certos compartimentos onde
por exemplo se encontram os TCs e TPs exigem tratamentos especiais. Porém no compartimento do barramento
não teríamos problemas.
Estes fatos se traduzem em economia visto que normalmente um aumento da tensão significaria num
aumento nas dimensões de todo o sistema. Entretanto os fabricantes devem especificar também as distâncias e o
nível de impulso. Os fabricantes normalmente fazem as subestações para 138 kV e para determinadas
intensidades de corrente como por exemplo 2.500A. Se as características mecânicas suportarem o aumento da
pressão e o novo nível de impulso poderíamos utilizá-los para tensões mais elevadas porém sem ultrapassar a
corrente nominal. Caso na mesma tensão nominal (138 kV) tenhamos uma intensidade de corrente de 4.000 A
torna-se necessário passarmos para outra classe de tensão ou seja 245 kV por exemplo. Isto se faz devido as
dimensões serem maiores e a dissipação térmica provocada pelos 4.000 A ser facilitada.
Uma outra aplicação do SF6 é em cabos que se justificam em alguns casos, como, próximo de
aeroportos ou locais de difícil instalação de torres de linhas de transmissão. Evidentemente, os custos novamente
são elevados. É fato comprovado que aplicações de equipamentos a SF6 só se justifica financeiramente para
tensões acima de 245 kV comparando com os equipamentos convencionais se não levarmos em conta o terreno.
Caso contrário a opção para tensões menores podem se justificar como é o caso de aplicações em 138 kV. Pode-
se citar a Estação Terminal Centro I que compreende 10 bays de 230 kV e 11 bays de 88 kV.
O dinheiro que a Light teria que despender para aquisição de um terreno naquela
região (Alameda Glete, Helvétia e Avenida São João), suficiente para colocar uma subestação
convencional com as mesmas características, daria para comprar dez subestações a SF6
idênticas aos que lá estão. Por estas razões a solução foi aplicar SF6. Portanto, em grandes
centros nas mesmas condições vão ocorrer as mesmas opções das concessionárias.
Nessa comparação de preços convém ainda citar a limitação do planejamento e construção unicamente
a etapa que é necessária, não sendo preciso prever estruturas e fundações como são indispensáveis nas
subestações convencionais.
Como já foi comentado, as ampliações nestas subestações dispensa interrupções. A única previsão
exigida é quanto à reserva de espaço. O trabalho de ampliação se resume a acoplamentos dos módulos. A
primeira subestação a SF6 aplicada no Brasil para fins industriais, está localizada na Cia. Vale do Rio Doce na
área do Porto do Tubarão. O layout é mais ou menos o seguinte: duas linhas de entrada em 138 kV,
acoplamento, cinco transformadores sendo um para reserva. Cada transformador trifásico é de 90 MVA, 138/34,5
kV e tem um conjunto individual, pois cada um praticamente é responsável pela alimentação de uma usina de
pelotização.
A subestação é em dois andares. Essa definição foi tomada devido ao local disponível. Não havia
como dispor na horizontal por uma razão muito simples. O terreno destinado à subestação fica dentro do anel da
ferrovia que serve as usinas, ou seja, o leito da ferrovia descreve um anel, necessário inclusive às próprias
manobras de retorno dos trens, sendo que em volta desse anel ficam as usinas de pelotização e no seu interior a
subestação que irá alimentá-los.

Página: 36
SUBESTAÇÕES

A área no interior do anel não comportaria uma montagem horizontal e muito menos uma subestação
convencional. Este detalhe mais o de poluição, atmosfera marítima e manutenção, justificou a aplicação de SF6
que era somente 15% mais cara que a convencional sem levar em consideração o terreno.
A área do anel era pequena demais para se implantar uma usina de pelotização e grande demais para
ser perdida. A aplicação de subestações blindadas vem eliminar uma série de problemas em instalações cujos
locais apresentam poluição química onde a corrosão normalmente provocaria a troca de torres, chaves e até
isoladores praticamente todo o ano, como ocorrem na COSIPA em Santos e mesmo em Tubarão.
A característica mais explorada no sentido de se mostrar as vantagens das subestações a SF6 é a
economia de espaço, conforme já foi comentado.
Apenas para se ter noção da ordem de grandeza dessa economia, segundo garantem os fabricantes, é
de 90% da área ocupada pela subestação convencional para as mesmas condições nominais. Para os 905 MVA
da Centro I seria necessários 100.000 m2 se a opção fosse convencional, contra 7.000 m2 que foram
efetivamente ocupados (7%).
Uma outra vantagem ainda é com relação ao tempo de montagem. Consegue-se reduzir para 25% do
tempo, incluindo fundações e terraplanagem.

8.5. DIAGRAMAS UNIFILARES TÍPICOS

Geralmente as subestações blindadas a metal com isolamento SF6 correspondem no seu arranjo geral
às instalações ao ar livre.

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SUBESTAÇÕES

8.6. DISPOSIÇÕES TÍPICAS DE SUBESTAÇÕES.

8.6.1. APRESENTAÇÃO.

A seguir, apresentamos algumas disposições típicas de lay-out de subestações blindadas, onde notamos
as reduzidas dimensões necessárias à sua construção.

IDENTIFICAÇÃO DOS COMPONENTES DA FIGURA 08.06.01.01 IDENTIFICAÇÃO DOS COMPONENTES DA FIGURA 08.06.01.02
1. Disjuntor 1. Disjuntor
2. Mecanismo de acionamento do disjuntor 2. Mecanismo de acionamento do disjuntor
3. Isoladores 3. Isoladores
4. Chave de Aterramento 4. Chave de Aterramento
5. Chave de Aterramento rápido 5. Chave de Aterramento rápido
6. Transformador de Corrente 6. Transformador de Corrente
7. Transformador de potencial 7. Transformador de potencial
8. Painel de conexão dos cabos 8. Painel de conexão dos cabos
9. Barramento 9. Barramento
10. Painel de comando e controle 10. Painel de comando e controle
11. Buchas isoladas 11, Buchas isoladas
Tabela 08.06.01.01 Tabela 08.06.01.02

Página: 38
SUBESTAÇÕES

IDENTIFICAÇÃO DOS COMPONENTES DA FIGURA 08.06.01.04


IDENTIFICAÇÃO DOS COMPONENTES DA FIGURA 08.06.01.03 1. Disjuntor
1. Disjuntor 2. Mecanismo de acionamento do disjuntor
2. Mecanismo de acionamento do disjuntor 3. Isoladores
3. Isoladores 4. Chave de Aterramento
4. Chave de Aterramento 5. Chave de Aterramento rápido
5. Chave de Aterramento rápido 6. Transformador de Corrente
6. Transformador de Corrente 7. Transformador de potencial
7. Transformador de potencial 8. Painel de conexão dos cabos
8. Painel de conexão dos cabos 9. Barramento
9. Barramento 10. Painel de comando e controle
10. Painel de comando e controle 11, Barramento Auxiliar
Tabela 08.06.01.03 Tabela 08.06.01.04

IDENTIFICAÇÃO DOS COMPONENTES DA


FIGURA 08.06.01.05
1. Disjuntor
2. Mecanismo de acionamento do disjuntor.
3. Isoladores.
4. Chave de aterramento.
5. Chave de aterramento rápido.
6. Transformador de corrente.
7. Transformador de potencial.
8. Painel de conexão dos cabos.
9. Barramento.
10. Painel de comando e controle.
Tabela 08.06.01.05

Página: 39
SUBESTAÇÕES

8.7. EXEMPLO DE LOCAIS PARA APLICAÇÃO.

A alimentação elétrica de grandes edifícios


através de subestações de alta tensão podem ser feitas no
subsolo do edifício. Esta possibilidade auxiliará o
planejamento, aplicação e redução de custos na
construção de novos bairros, hospitais, universidades e
grandes conjuntos de lojas, escritórios e residências.

8.8. COMENTÁRIOS SOBRE A IMPLANTAÇÃO


DA SUBESTAÇÃO TERMINAL CENTRO I,
DA LIGHT – SÃO PAULO.

Devido à crescente demanda de energia elétrica


na região central da capital de São Paulo, a Light
Serviços de Eletricidade concluir que para satisfazer as
necessidades atuais e futuras dos consumidores, seria necessário aumentar a capacidade das suas subestações e,
evidentemente modificar parte da malha de distribuição. Entretanto, qualquer solução para o problema deveria
satisfazer as seguintes imposições:
1. Instalação dos centros de distribuição, o mais próximo possível das concentrações de cargas.
2. Sistema de alta confiabilidade.
3. Malha de distribuição econômica.
4. Paralela a estas imposições, comuns a qualquer tipo de subestação, surgiram outras, tais como:
5. Reduzida área da instalação, devido a problemas com desapropriações e, principalmente, alto
custo dos terrenos no centro de São Paulo.
6. Resistência dos materiais isolantes à poluição atmosférica.
7. Características arquitetônicas condizentes com os projetos de urbanização municipais.
Após adquirir subestações blindadas isoladas com SF6, solução mais adequada às
imposições estabelecidas, a Light contratou a Eletro Projetos S/A, Estudos e Projetos de Engenharia,
para que esta desenvolvesse os projetos da subestação e se encarregasse de colocá-la em
concorrência internacional.
O local escolhido para instalação da subestação Centro I, responsável pela recepção de 230
kV e posterior transformação e distribuição em 88 kV para as subestações de Paula Souza e Augusta
e 20 kV para o centro de São Paulo, delimitada pelas Alamedas Glete e Helvétia próximo da Avenida
São João tem uma área aproximada de 7.300 m2.
Neste local, a Cetenco – Engenharia S/A,
empreiteira encarregada da construção civil e a Nativa
Construções Elétricas S/A, responsável pela
montagem eletromecânica, instalaram seus canteiros
de obras. Nesta época após ler a planta indicativa das
características da instalação, comentários como: “Eu
que ver como eles vão construir uma subestação
desse porte numa área tão pequena”, foram
freqüentes. Para quem entende do assunto, segundo
os padrões convencionais a área deveria ser de pelos
menos 50.000 m2 e a Centro I ocupa somente 7.300
m2, portanto era difícil conceber tal instalação.
A montagem de uma subestação SF6 requer
que sejam resolvidos não só problemas de ordem
técnica como também de transporte, alojamento, etc.
Assim, o espaço disponível para o canteiro de obras,
devido às características próprias das subestações é bastante
reduzido contrariamente o que ocorre nas subestações
convencionais. Isto implica na impossibilidade de se
armazenar os equipamentos. Tratando-se de uma subestação
compacta e localizada no centro de São Paulo, problemas
tanto com acesso e manobra das carretas que traziam os equipamentos como com a sua descarga foram

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SUBESTAÇÕES

freqüentes. É fácil de imaginar quais os problemas provocados pelo tráfego e manobras de carretas numa
Avenida de tráfego intenso como é na Avenida São João.

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SUBESTAÇÕES

Além disso foi necessário utilizar um guindaste para retirar os equipamentos das carretas, passá-los por
cima do muro e finalmente depositá-los no canteiro de obras. Porém, não havia espaço para armazenamento
desses equipamentos. A solução foi receber os equipamentos parceladamente conforme fossem instalados os que
haviam chegado evitando-se assim que ficassem ao tempo sujeitos a chuvas muito comuns em São Paulo. A
primeira fase de instalação foi a preparação dos leitos para cabos. Todos os cabos responsáveis pela transmissão
de energia em 230 kV são da Pirelli, mais precisamente cabos OF (Óleo Fluido). O lançamento do cabo também
apresentou certos detalhes interessantes. Um cabo OF de 1.200 mm2 pesa aproximadamente 50 kg/m, e, para
poder trabalhar com um cabo de 30 m, foi necessário colocar homens de meio em meio metro, quase 60 homens
para deslocar o cabo.
Todas as partes dos conjuntos blindados, e SF6 (Delle Alsthom) chegaram ao Brasil encaixotados e
desmontados. À medida que eram desencaixotados, os cilindros eram (tubos) polidos internamente por meio de
escovas de aço para tirar toda e qualquer impureza que pudessem estar aderidas às suas paredes. Por meio de um
aspirador foram retiradas essas impurezas. Finalmente após a montagem de uma série de módulos com o auxílio
de uma ponte rolante, os tubos foram preenchidos com nitrogênio para retirar toda a umidade. Após algum
tempo foi retirado o nitrogênio e colocado o SF6. A etapa seguinte consistiu na medição da isolação entre o
barramento e a carcaça metálica. Foram utilizados aparelhos da Pirelli e do Instituto de Eletrotécnica.
Interligaram-se todos os barramentos e por meio de uma bucha colocada em um dos barramentos, aplicou-se
durante um minuto a tensão de teste de 475 kV. No instante da aplicação da tensão ocorreu o faiscamento na
bucha devido à presença de pequenas partículas de poeira a qual foi removida com percloretileno. Após sanada a
limpeza, aplicou-se novamente a tensão de teste e ouviu-se ruídos de descargas internamente ao tubo. Os ruídos
foram provocados por pequenas partículas existentes nas suas paredes e barramentos que provocaram descargas.
Estas por sua vez, queimaram as partículas com o que os ruídos desapareceram.
Quanto à resistência de terra não houve problemas pois o solo no local é bastante úmido. Por esta razão
a obtenção de uma resistência de terra condizente com a instalação foi finalmente obtida. Toda Malha de Terra
foi executada com solda Cadwel, visando melhorar as conexões, eliminando as resistências de contato. A
resistência de terra deu-se aproximadamente 2,0 ohms. Para facilitar a
compreensão do funcionamento da subestação, o diagrama unifilar foi
transformado num diagrama de bloco. A entrada de energia é feita pelo
conjunto blindado de SF6 230 kV por meio de cabos OF. Atualmente
existem duas linhas de 500 MVA e está prevista a instalação da terceira.
Em seguida a energia é distribuída para seis transformadores (TUSA),
constituindo 6 Bancos de 200 MVA cada um em 230/88 kV e dois
transformadores (GE) com previsão de um no futuro, de 130 MVA 230/20
kV. A saída dos bancos de transformadores estão ligadas ao conjunto
blindado a SF6 de 88 kV. Este blindado é responsável pela alimentação de
serviços auxiliares através de dois transformadores de aterramento (ITEL)
e pelo fornecimento de energia para as subestações Paula Souza (300
MVA) e Augusta (100 MVA). Os transformadores 1, 2 e 3 futuros,
alimentam o centro de São Paulo e não são isolados a SF6 e sim
convencional. Apresentamos acima, na Figura 08.08.01, uma subestação
blindada abrigada com blindagem trifásica. Na Figura 08.08.02, temos a
vista superior de conjuntos blindados de 138 kV com todas as células
montadas, no interior do edifício.

9. DIMENSIONAMENTO ELÉTRICO

O dimensionamento de qualquer sistema elétrico deve ser baseado em duas situações:


1. A primeira é considerando o funcionamento normal de todos os componentes, analisando-os com
relação à manobras em condições nominais ou de sobrecargas previstas, consideradas normais.
2. A segunda situação visa analisar o desempenho dos componentes quando solicitados por
condições anormais ou sejam sobre-tensões e sobre-correntes de grandes intensidades, as quais
evidentemente podem comprometer a instalação. A primeira etapa é relativamente simples e exige
muito pouco dos projetistas.
A segunda , em contraposição, exige dos projetistas o conhecimento de conceitos e métodos de cálculos
para determinação dos valores anormais assim como, critérios para comparação com os valores especificados
pelos fabricantes de equipamentos.

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SUBESTAÇÕES

É evidente que dependendo do trabalho a que se propõe o projetista existe uma forma adequada de
ataque ao problema, quando trata-se de desenvolvimento de um projeto completo de um sistema elétrico os
métodos devem apresentar soluções que indicam claramente o dimensionamento de qualquer trecho do sistema.
Para estes casos o método clássico de cálculo de corrente de curto-circuito deve ser utilizado. Entretanto quando
pretende-se dimensionar parte do sistema, considerando as contribuições de todas as fontes, mas de forma
simplificada, desprezando certas partes, a favor da segurança, utilizam-se métodos simplificados.
Uma subestação é considerada um ponto ou um nó no sistema e todos os componentes ou
equipamentos nela localizados ficam praticamente sujeitos ao mesmo valor de curto-circuito. No caso especifico
de quem pretende estudar a subestação ou melhor, dimensionar os equipamentos, torna-se bastante trabalhoso e
demorado o método clássico para o cálculo das correntes de curto-circuito. Para efeito de definições das
limitações dos equipamentos não nos interessam os valores destas correntes através dos diversos ramais ou
linhas e sim o valor que realmente chega à instalação, ou seja, o valor correspondente a todas as contribuições no
ponto em estudo. Portanto pretende-se aqui aplicar um método simplificado e muito difundido nos meios
profissionais para o caso específico de dimensionamento de subestações.
Antes de entrarmos no estudo do método simplificado em questão passaremos a discutir algumas
considerações importantes. São agrupadas sob o nome de curto-circuito todos os defeitos provocados por um
contato, tanto entre um condutor e terra, como entre condutores fase. Os curtos-circuitos são provenientes de
várias causas como :
1. De origem elétrica, como alteração das características dos isolantes, tornando-se incapazes de
suportar sobre-tensões originadas por chaveamento e manobras erradas ou mesmo por descargas
atmosféricas;
2. De origem mecânica, como a ruptura dos condutores ou isoladores, a queda de um galho de árvore
na linha ou o golpe de escavadeira em um cabo subterrâneo.
Estes contatos acidentais normalmente não afetam os condutores simultaneamente. Em caso de redes
trifásicas de altas-tensões, as experiências demonstram que 70 a 80% dos curtos-circuitos ocorrem devido a
faltas fase terra. Os defeitos ou faltas trifásicas sobre as redes de cabos subterrâneos são pouco freqüentes e
quando ocorrem normalmente são provenientes de problemas mecânicos. Exceção deve ser feitas para baixa
tensões onde a grande quantidade de cabos trifásicos aumenta o risco.
Estudaremos as características das correntes produzidas em caso de curto-circuito tripolar. Mais adiante,
aplicaremos os conceitos aqui estudados aos casos de curtos-circuitos bipolares e monopolares.
Suponhamos um gerador trifásico funcionando em vazio, que se fecha em curto-circuito tripolar. Na
figura 09.01 está representado o diagrama vetorial das condições de funcionamento para esta situação. A força
eletromotriz E, existente é produzida por um fluxo φ, defasado 90O
adiantado, que por sua vez produz um campo magnético Hr. Como
o circuito, tem um caráter predominantemente indutivo, a
corrente de curto-circuito Is que se produz está atrasada quase
90O com relação a força eletromotriz E. Esta corrente Is cria o
campo Ha que está em oposição de fase com Hr e que produz o
fluxo de excitação φ.
Porém este fluxo não pode desaparecer repentinamente,
uma vez que a diminuição do mesmo, pela lei de Lenz, origina correntes indutivas que tendem a mante-lo
invariável. Estas correntes circulam em parte através do enrolamento de excitação ou o de amortização, e em
partes de ferro. O campo magnético Had, assim formado que nos primeiros ciclos compensa o campo magnético
Ha, desaparece pouco a pouco. Com ele, também vai desaparecendo o fluxo magnético φ até chegar a um valor
que corresponde a força eletromotriz do estado de curto-circuito permanente.
Da forma analisada percebe-se como ocorre nos primeiros ciclos a elevação da corrente de curto-
circuito, assim como será a atenuação para o valor permanente. Efetivamente, ao haver desaparecido
praticamente as resistências do circuito por efeito do curto-circuito, a única oposição á passagem da corrente
esta na reatância de dispersão X1 do gerador, assim a força eletromotriz será: E = I ⋅ X 1 .
Como X1 é muito pequena e E, tem praticamente seu valor nominal, o valor de I será muito grande.
Dadas as características indutivas do circuito, a forma da corrente de curto-circuito será diferente, dependendo
do valor da força eletromotriz alternada , e o instante em que o curto-circuito ocorre.
Estudaremos os dois casos extremos, ou seja quando E = Emax e quando E = 0. Quando a força
eletromotriz passa por seu valor máximo, a corrente de curto circuito produzida é simétrica como mostra a figura
09.02, na página seguinte.
As amplitudes descressem gradualmente devido, como vimos a forte reação desmagnetizante da
corrente de curto-circuito, que é muito reativa e faz diminuir o fluxo φ , e portanto, a força eletromotriz E.

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SUBESTAÇÕES

A intensidade inicial Is corrente de curto-


circuito está limitada praticamente pela reatância
de dispersão da máquina X1 uma vez que o fluxo
de dispersão, por fechar-se quase exclusivamente
através do ar e de partes laminadas, se estabelece
instantaneamente.
O valor eficaz inicial desta corrente será:
E , onde:
I k′′ ≅
X 1

1. Is = valor máximo da corrente de


curto-circuito dinâmica.
2. I k′′ = corrente simétrica de curto-circuito inicial valor eficaz.
3. Ik = corrente permanente de curto-circuito.
Ao valor Is da corrente de curto-circuito dá-se o nome de corrente de impulso ou dinâmica,
correspondente à crista do primeiro semi-ciclo: I s = 2 × I k′′
Como vimos, o valor da corrente de curto-circuito dinâmica (Is), vai diminuindo até que, passado
alguns ciclos, alcança-se o valor correspondente a corrente de curto-circuito permanente, cuja intensidade
depende da reatância total do gerador, soma da reatância de dispersão e da síncrona. (esta última devido ao
campo girante síncrono da reação do induzido ).
Se o curto-circuito ocorre no instante em que a
força eletromotriz passa pelo valor zero, a
corrente de curto-circuito assume a forma
representada na figura 09.03.
Sabe-se que uma indutância ao ser
energizada repentinamente, a corrente que se
forma constará da componente continua de valor
igual a amplitude da corrente alternada, no caso
a indutância se conecte no momento em que a
tensão passa pelo seu valor nulo. O valor desta
componente contínua seria constante se a
resistência do circuito fosse absolutamente nula. Porem como esta resistência, ainda que pequena, tem certo
valor, o valor da componente continua se amortiza rapidamente até desaparecer.
Como o valor da componente continua é igual a amplitude da corrente alternada, teríamos que o valor
da corrente máxima de curto-circuito seria: I s = 2 × I k′′ + 2 × I k′′ = 2 2 × I k′′ ⇒ I s = 2 × 2 × I k′′ . É o
mesmo que dizer que corresponde ao dobro do valor estudado quando a tensão passa pelo valor máximo. Este
valor pode ser expresso teoricamente através da expressão: I s = f i × 2 × I k , onde o fator fi
denominado fator de impulso varia entre 1 ≤ fi ≤ 2 e pode ser determinado através do gráfico da figura 09.05 ou
R
− 1 ,033
pela expressão: f i = 1 ,022 + 0 , 978 × e X , onde:
1. R = Resistência ôhmica
2. X = Reatância Indutiva
3. Z = Impedância Total
Z = R 2
+ X L
2
.
Entretanto como queremos introduzir um método que independa da rede, com relação a seus
parâmetros, não teremos a resistência R e nem a reatância X dos circuitos, necessários para obtenção do fator de
assimetria ou impulso. Deste modo consideramos, baseados em experiências anteriores, o fi = 1,8.
Assim a corrente dinâmica de curto-circuito que corresponde ao primeiro semi-ciclo, fica:
I s = 1 ,8 × 2 × I k′′ ou I s = 2 , 55 × I k′′ .
A componente contínua é praticamente nula ao cabo de 0,25 seg. A partir dai a corrente de curto-
circuito assimétrica torna-se simétrica e vai se amortizando até o valor permanente.
Naturalmente, se o curto-circuito se estabeleceu quando a força eletromotriz tem um valor intermediário
aos que estudamos, existira sempre uma componente continua, ainda que seu valor seja inferior ao que resulta
quando a tensão é nula no instante do curto-circuito.

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SUBESTAÇÕES

Tenha-se em consideração que , para


correntes trifásicas, quando se produz um curto-
circuito tripolar e em uma das fases passa pelo
valor zero, as outras, terão valores não nulos. Por
isso as correntes de curto-circuito nestas fases será
inferior a da fase com tensão nula.
Como previamente, não podemos conhecer
o instante em que se produzirá o curto-circuito,
para o cálculo e projeto dos aparelhos de proteção e
equipamentos de manobra, temos que levar em
consideração a situação mais desfavorável e
portanto supor que o curto-circuito ocorrerá quando
a tensão passar por zero. Envolvendo as figuras
09.02 e 09.03 observaremos que o tempo que dura
o curto-circuito pode ser dividido em três:
1. Período subtransitório: durante este
período inicial, a corrente Is decresce
rapidamente. Varia de 1 a 10 ciclos a sua
duração. Corresponde à variação até a
componente continua se anular.
2. Período transitório: durante este período, a
corrente de curto-circuito vai diminuindo
lentamente. Corresponde a variação de
amplitude, porém de forma simétrica. Podem
durar até 100 ciclos.
3. Período permanente: a corrente de curto-
circuito alcança o valor permanente e se
mantêm até que o circuito seja interrompido.
Enquanto no período subtransitório ocorrem
grandes esforços eletromecânicos nos elementos
submetidos ao curto-circuito, os períodos transitório e
permanente provocam, um intenso aquecimento.
Os efeitos eletrodinâmico e térmico, devem servir como base para a especificação de toda a instalação,
que, ficará submetida a estas solicitações até que os elementos de proteção se manifestem. Definiremos alguns
conceitos, relacionados com os equipamentos de manobra ou interrupção.

9.1. CAPACIDADE DE INTERRUPÇÃO

Valor eficaz da corrente que, como máximo, o


equipamento pode interromper com segurança ou com uma
ligeira deterioração dos contatos. Muitas vezes expressa-se a
capacidade de interrupção em kA ou em MVA, cuja expressão
se refere a sistemas trifásicos como: P d = 3 × U n × I d ,
onde:
1. Pd = potência de interrupção ou desligamento
em MVA.
2. Un = tensão nominal em KV.
3. Id = corrente de interrupção ou desligamento
em kA.
Quando se fecha um disjuntor em um circuito com curto-circuito a corrente começa a circular um
instante antes do fechamento total do contatos, produzindo arcos, e aparecendo forças eletrodinâmicas de
repulsão que podem ser tão elevadas que impedem o fechamento do aparelho. Cada disjuntor tem o seu poder de
fechamento sob curto-circuito, que deve ser superior ao valor instantâneo que pode alcançar o curto-circuito. A
corrente de interrupção ou de desconexão, Id de um disjuntor se expressa por: I d = µ × I k′′ , onde:
1. I k′′ = corrente de curto-circuito eficaz simétrica inicial.
2. µ = fator de amortecimento.

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Na figura 09.05 está representado a corrente de desligamento simétrico no caso de um curto-circuito


trifásico. No Caso de curto-circuito Bifásico, os
valores das abscissas na figura 09.01.01 devem ser
multiplicados por 3 , para se obter o valor da
relação: I k′′ ( 2 ) I n . O maior valor da constante
de tempo I d ( 2 ) fornece valores mais elevados de
I d I k′′ do que no caso de curto-circuito trifásico.
No caso de curto-circuito monofásico, os valores das
abscissas I k′′ I n deverão ser multiplicados por 3.
Dentro da margem de retardo mínimo de abertura,
somente se observa uma diferença apreciável entre
I k′′ monofásico I k′′ ( 1 ) e I d ( 1 ) quando o curto-
circuito é próximo do gerador.
Por outro lado, quando os transformadores de rede são aterrados, o valor de Id(1) será igual ao da
corrente subtransitória inicial eficaz de curto-circuito I k′′( 1 ) , conforme figura 09.01.02.

9.2. A CORRENTE PERMANENTE DE CURTO-CIRCUITO Ik

O valor da corrente de curto-circuito pode ser


calculada com o auxilio das equações já indicadas para os
diversos casos de curto-circuito. A força eletromotriz a ser
calculada é a tensão Ey, que resulta no gerador sob carga e
corrente nominal, com cos φ = 0,8 e reatância síncrona. Para
tanto, pressupõe-se que a excitação do gerador não se
modifica, após o aparecimento do curto-circuito.
Eventualmente, se a maquina pode ser sobre-excitada é
necessário efetuar os cálculos com um valor de Ey mais
elevado. A carga dos consumidores, existentes na rede, já não
pode mais ser desprezada quando do calculo do valor da
corrente permanente de curto-circuito. Isto porque, no caso
de um curto-circuito na rede, a tensão residual nos terminais
do gerador será tanto maior quanto mais elevada for
impedância da rede, em relação a reatância do gerador. Os
consumidores ligados podem então ainda consumir uma certa
corrente com que se deduz da corrente que flui em direção
do ponto de curto-circuito.
Uma vez que a impedância de carga não pode ser exatamente determinada (motores, luz, aquecimento,
etc.), e como é variável a capacidade de sobre-excitarão do gerador, a determinação da corrente permanente de
curto-circuito não pode ser feita com a mesma precisão como a da corrente de interrupção Id. A corrente
permanente de curto-circuito pode ser obtida da figura 09.02.01 para as condições de excitação a plena carga e
em vazio, com auxilio do fator λ = I k I n em função da relação I k′′( 3 ) I n . Não foi levada em consideração
a influência de impedância de carga.
No caso de curto-circuito bifásico, os valores da abcissa da figura 09.02.01 devem ser multiplicados
pelo fator 3 , para se obter a relação I k′′( 2 ) I n , e, no caso de curto-circuito monofásico, deve-se multiplicar
pelo fator 3 para se obter a relação I k′′( 1 ) I n . Em conseqüência, a corrente permanente de curto-circuito
bifásico, é dada por: I k ( 2 ) = λ × 3 × I n
e, no caso de defeito monofásico será:
I k (1 ) = λ × 3 × I n ∴ I K = λ × I 3 nG → Trifásico .
Reconhece-se que a corrente permanente de curto-circuito, no caso trifásico será menor que no bifásico,
e este por sua vez, menor que no monofásico.

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9.3. CÁLCULO DOS VALORES DAS REATÂNCIAS DE CURTO-CIRCUITO.

A impedância própria dos elementos que constituem um circuito, é a característica que limita o valor da
corrente que pode circular por este circuito, o que também é valido para o caso da corrente de curto-circuito.
Como Sabemos a impedância é composta de resistência e reatância.
Quando um destes componentes é ao menos 3 vezes maior que a outra, esta última pode ser desprezada,
nos cálculos tornando-se então como valor da maior componente. Nos circuitos de corrente alternada com
tensões nominais superiores a 1.000V, pode-se desprezar a resistência e utilizar-se somente a reatância como
valor total da impedância.
Como para o momento, somente estudaremos as corrente de curto-circuito para circuitos de alta-tensão,
aplicaremos o critério anteriormente exposto. Normalmente, nos cálculos de corrente de curto-circuito se
empregam valores de reatância expressos em percentual, que é como se especificam nas placas de característica
das máquinas.
A reatância em percentual ou reatância percentual, se refere sempre a intensidade nominal a plena carga
e a força eletromotriz nominal. Por exemplo a reatância síncrona percentual de um gerador, será o valor de sua
tensão de reatância síncrona a plena carga, expressa em porcentagem da força eletromotriz do gerador.

9.3.1. REATÂNCIA SÍNCRONA DO GERADOR

X d × In
X% = × 100 = X d da mesma forma, a reatância síncrona percentual de um transformador será o
E
valor de sua tensão de curto-circuito, expressa em percentagem da tensão em seus bornes, ou seja:

9.3.2. REATÂNCIA PERCENTUAL DO TRANSFORMADOR

U cc
X% = × 100
Ub

9.3.3. REATÂNCIA PERCENTUAL DE UMA LINHA DE TRANSMISSÃO

X × I Pb
X % = × 100 ou X% = 2
, onde:
U 10 × U
1. Pb - potência base (KVA)
2. U - tensão nominal (KV)
3. X - impedância de uma fase em (Ω)
Ao dizer-se que uma reatância é de 12% referida a corrente nominal, queremos dizer que ao circular a
referida corrente é produzido no elemento do circuito considerado uma queda de tensão de 12% da tensão
nominal. Muitas vezes torna-se interessante recorrer á representação por unidade (p.u), que significa dividir por
100 o valor percentual correspondente.
Assim uma reatância de 12%, equivale a 0,12 p.u. O valor da reatância de um elemento do circuito é
expresso normalmente em relação a uma potência aparente nominal. Naturalmente, dado o valor de uma
reatância a uma potência determinada, seu valor será diferente se for referido a outra potência.
Portanto antes de processarmos os cálculos é necessário referir todos os distintos elementos do sistema a
uma referência ou base comum. Além dos geradores, transformadores e linhas existem outros elementos que
influenciam ou contribuem nos valores das correntes de curto-circuito.
Em tabelas são expressos os valores das reatâncias que devemos considerar para compensadores
síncronos e os motores elétricos referidos a potência nominal da máquina.
In ou Pn .
I k′′ = × 100 P k ′′ = × 100
x d′′ x d′′
É conveniente lembrar que motores assíncronos contribuem durante um tempo muito pequeno.
Entretanto deve ser considerado pois na região subtransitória a sua contribuição implica em efeitos mais
intensos.
Na região síncrona ou permanente de curto naturalmente sua contribuição deve ter desaparecido e
portanto não há necessidade de considera-lo no cálculo dessa corrente.
Na placa dos motores normalmente é apresentada a relação entre a corrente de partida referida a
nominal, a reatância subtransitória corresponde ao inverso dessa relação.
Para um motor cuja corrente de partida e igual a 5 vezes a nominal, a reatância será 1/5 = 0,2.

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9.4. DETERMINAÇÃO DA CORRENTE EFICAZ MÉDIA – Ikméd.

Como observamos, precisamos do valor da


corrente elétrica que servirá de base para o
dimensionamento térmico dos componentes. Temos
I k′′ que é eficaz inicial e Ik que é o valor eficaz
permanente.
Portanto necessitamos determinar o valor
médio eficaz desde o instante em que ocorre o curto
circuito, até o instante em que o dispositivo de proteção
elimine totalmente a perturbação ( até a eliminação do
arco). A figura 09.04.01 nos possibilita determinar o
valor médio da corrente de curto-circuito entre os
valores assimétrico e simétrico, através dos fatores “m”
e “n” nas curvas para determinação dos fatores “m” e
“n”, necessitamos de conhecer o tempo de duração
desde o inicio da falta até o total de interrupção do arco
elétrico pelo disjuntor. Para o fator “m” existem
indicadas no gráfico várias curvas, correspondendo cada
uma ao fator de assimetria ou de impulso fi, o qual
depende de relação R/X envolvida na falta.
Para o fator “n” existem curvas definidas pela
relação entre I k′′ e I k . Determinado os valores “m” e
“n” , a corrente de curto-circuito médio é determinada através de : I kmedio = I k′′ m+n .

10. CONCEITOS BÁSICOS PARA O CÁLCULO DE POTÊNCIA E CORRENTE DE CURTO-


CIRCUITO.

Sabemos de análises anteriores que as potências e correntes de curto-circuito são relacionadas com os
P k′′ I ′k′ I k′′ 100
valores nominais pela expressão: = . Nos geradores temos: = . Nos
Pn I n I n x ′d′ %
I ′k′ 100
transformadores temos: =
I n
x cc %

10.1. GERADORES ACOPLADOS EM PARALELO.

Quando dois ou mais


geradores estão acoplados em
paralelo sendo de diferentes
potências porém com igual
reatância subtransitória os
geradores podem ser
substituídos por um gerador
equivalente, cuja potência é a
soma das potências de cada
gerador e cuja reatância subtransitória é a comum.
x"d1 = 15%
P1 = 25 MVA
P2 = 35 MVA x"d 2 = 15%
No caso da figura temos:
Peq = 25 + 35 = 60 MVA x"d eq = 15%
Se os geradores são de potências e reatâncias diferentes, se calculará a potência equivalente de cada um
com relação a uma reatância subtransitória comum a todos e então repete-se o caso anterior.

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P1 = 15 MVA x"d 1 = 15%


P2 = 20 MVA x"d 2 = 18%
Escolhendo como referencia por exemplo 15% para a reatância temos:
P2 P 2′ 15 % 15
= ou seja P 2′ = P 2 ∴ P2′ = 20 × = 16 ,67 MVA
x ′d′ 2 15 % x d′′ 2 18
x"d 1 = 15%
P1 = 15 MVA
P1 = 15 MVA x"d 1 = 15%

P2' = 16 ,67 MVA x"d 2 = 15%


Portanto temos:
Peq = 31,67 MVA x"d = 15%

10.2. TRANSFORMADORES ACOPLADOS EM PARALELO.

No Caso de transformadores acoplados em paralelo procede-se de forma análoga aos geradores, levando
em conta a reatância de curto-circuito dos transformadores.

P1 = 20 MVA
xcc1 5
P2' = P2 ⋅ = 20 ⋅ = 12 ,5 MVA
xcc2 8 xcc1 = 5%
xcc1 5 xcc2 = 5%
P3' = P3 ⋅ = 20 ⋅ = 16.67 MVA
xcc3 8 xcc3 = 5%
Portanto temos:
Peq = P1 + P2 + P3 = 20 + 12 ,5 + 16 ,67 = 49 ,17 MVA xcc = 5%

10.3. GERADOR E TRANSFORMADOR ACOPLADO EM SÉRIE.

10.3.1. GERADOR ACOPLADO EM SÉRIE COM TRANSFORMADOR DE MESMA POTÊNCIA


NOMINAL.

No caso, o conjunto gerador-transformador, equivale a um gerador


de mesma potência, cuja reatância subtransitória é a soma das reatâncias do
gerador e do transformador.
Pg = 25 MVA x"d = 5%
Ptr = 25 MVA xcc = 5%
Peq = 25 MVA x"d eq = x"d + xcc = 15 + 5 = 20%

10.3.2. GERADOR CONECTADO EM SÉRIE COM UM TRANSFORMADOR DE DISTINTA


POTÊNCIA NOMINAL.

Agora, se opera de forma semelhante, porém reduzindo


previamente a reatância de curto-circuito, do transformador para a potência
do gerador, ou vice-versa, e soma-se as reatâncias do transformador e
gerador para obter-se a reatância equivalente da associação.
12 15
= ′′ = 7 ,5% , e como Peq = Pg = 15 MVA , temos:
⇒ x cc
6% x cc ′′

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SUBESTAÇÕES

xd′′eq = xd′′ + xcc


′ = 12 + 7 ,5 = 19 ,5%

10.4. GERADOR EQUIVALENTE DE UMA LINHA DE TRANSMISSÃO.

Para o cálculo das corrente de curto-circuito, a reatância do condutor


pode ser substituída por um gerador que produz a mesma potência de curto-
circuito que resultaria da conexão da reatância X a Tensão Un.
A Tensão de dispersão x ′d′ do gerador equivalente se calcula a partir de
: Pk′′ = U n2 X onde Un é a tensão no ponto a colocar o gerador, a qual é
geralmente 5% superior a tensão U de serviço da rede. Por outro lado, Pn é a
potência do gerador ou transformador ao qual está conectado o condutor no ponto.
Pn U 2 P ×X
x d′′ % = × 100 e, como, Pk′′ = n , temos: x d′′ % = n 2 × 100
Pk′
′ x Un
Por exemplo, se temos uma linha aérea de tensão de serviço 110kV e 20km de comprimento sendo X =
0,4Ω/km teremos: Un = 1,05 x U = 1,05 x 110 = 115,5kV e, como U = 0,4 x 20 = 8Ω, temos:
U n 2 115 ,5 2
Pk′′ = = = 1.660 MVA .
x 8
Suponhamos que a potência do gerador ou do transformador que alimenta a linha seja: Pn = 30 MVA, a
tensão de dispersão do gerador equivalente, será:
30 × 8 Pn × x P 30
x d′′ = = = 1,8% ou x d′′ = n × 100 = × 100 = 1,8%
115 ,5 2
Un 2 Pk′′ 1660

10.4.1. EXERCÍCIO 1

Sobre as barras de 6 kV da figura 10.04.01.01, estão em serviço 3 geradores


de características indicadas na figura. Determinar as correntes de curto-circuito nos
pontos A, B e C.

10.4.1.1. SOLUÇÃO

10.4.1.1.1. CURTO-CIRCUITO NO PONTO A

Neste caso os três geradores alimentam o ponto A. Passamos a


determinar o gerador equivalente para x d′′ = 15% , conforme figura
10.04.01.01.01.01 ao lado.
10 P′ 15 × 10
= G 1 ⇒ PG′ 1 = = 8 ,3
18 15 18
PG eq = 8 ,3 + 15 + 15 = 38 ,3 MVA X d′′ = 15%
1. Potência de curto-circuito:
Peq 38 ,3
Pk′′ = = ′′ = 255 MVA
× 100 = 255 MVA ⇒ PkA
x ′d′ 15
2. Corrente de curto-circuito trifásico inicial eficaz (subtransitória ).
Pk′′ 255 ′′ = 24,6 kA
I kA
I k′′ = = = 24 ,6 kA ⇒
3 ×U 1 ,73 × 6
3. Corrente dinâmica correspondente ao 1o semi-circuito (valor máximo ).
′′ = 62 ,7 kA
I s = 2 ,55 × I k′′ = 2 ,55 × 24 ,6 = 62 ,7 kA ⇒ I sA
4. Corrente nominal do gerador equivalente.
Pn 38 ,3
In = = = 3,7 kA ⇒ I nA = 3 ,7 kA
3 ×U 3 ×6
5. Corrente permanente de curto-circuito trifásico.

Página: 49
SUBESTAÇÕES

I k′′( 3 )24 ,6
= = 6 ,65
In 3,7
Para geradores de pólos salientes e xd = 1,0 ( reatância síncrona ) temos:
I kA = λ × I n = 3,4 × 3 ,7 = 12 ,6 kA
Se escolhermos um Disjuntor com tempo total de interrupção de 100ms a sua capacidade de interrupção
(figura 10.04.01.01.01.03), será: I d = µ × I k′′ = 0 ,73 × I k′′ = 0 ,73 × 24 ,6 = 17 ,96 kA ⇒ I dA = 17 ,96 kA

10.4.1.1.2. DETERMINAÇÃO DO VALOR EFICAZ MÉDIO DA CORRENTE DE CURTO-CIRCUITO.

Para o ponto B e C, devemos considerar o maior


valor das contribuições no local, ou seja: (figura
10.04.01.01.02.01).
1. Ponto B: Observamos que as contribuições
devido aos geradores G2 + G3 serão maiores
que a contribuição devido a G1, assim
devemos considerar os geradores G2 + G3 para
o cálculo a maior contribuição.
2. Ponto C: Efetuando-se análise idêntica ao
ponto B observamos que as contribuições
devido a G1 + G2 serão maiores que a
contribuição devido a G3, assim consideramos
o maior valor para o cálculo.
I kmedio = I k′′ × m + n
I kmedio = 24 ,6 × 0 ,5 + 0 ,91 = 29 ,2 kA
I kAmedio = 29 ,2 kA

10.4.2. EXERCÍCIO 2

Calcular a potência e as correntes de curto-circuito nas barras


de 20 kV, da figura 10.04.02.01, ou seja , no ponto A, com objetivo de
determinar a capacidade de interrupção que terá o disjuntor
correspondente, ali instalado.

10.4.2.1. SOLUÇÃO

Nesse caso os três geradores alimentam o ponto A. Cada


gerador conectado em série com o transformador pode ser substituído
por um gerador equivalente da mesma potência com reatância
subtransitória de: x d′′ = 15 + 10 = 25% . Os três geradores em paralelo
podemos substituir por um gerador equivalente.

Página: 50
SUBESTAÇÕES

P = P1 + P2 + P3 = 25 + 25 + 25 = 75 MVA .
Com reatância subtransitória: x ′d′ = 25% .
O sistema está conectado a duas linhas de 100 km e, como x = 0 ,38Ω / Km , temos: 100 × 0 ,38 = 38 Ω
38 × 38
(reatância de uma linha). Assim a reatância nas duas linhas em paralelo será: x = = 19Ω
38 + 38
U n 2 115 ,5 2
Logo a potência de curto-circuito de linha de transmissão será: Pk′′ = = = 702 MVA ,
x 19
Pn 75
x ′d′ = × 100 = × 100 = 10 ,7%
Pk′′ 702
1. OBSERVAÇÃO: Vamos considerar que a tensão na fonte é 5% maior que na carga, assim, a tensão
na fonte será 1,05 x 110 = 115,5 KV.
Os transformadores em paralelo T4 e T5, são equivalentes: P = P4 + P5 = 10 + 10 = 20 MVA e, a
reatância de curto-circuito será: x ′d′ = 8% .
Agora vamos reduzir a reatância à potência central de 75 MVA.
P P′ P′ 75
= ′′ = x d′′ ×
⇒ x dn =8× = 30%
x d′′ x dn′′ P 20
O circuito da figura 10.04.02.01.01 representa o circuito
equivalente.
A reatância total de curto-circuito total será:
1. Gerador equivalente = 25%
2. Linha de Transmissão = 10,7%
3. Transformadores = 30%
4. Total = 65,7%
Portanto a potência de curto-circuito no ponto A será:
P 75
′′ =
PkA = × 100 = 114 ,2 MVA
x ′′ eq 65 ,7
Observamos que o valor x ′d′ = 65 ,7% não corresponde a um gerador real, mas é apenas um valor
matemático, adotaremos então x ′d′ = 20% , que é um valor real para hidrogeradores de pólos salientes com
enrolamento de amortecimento.
75 P
Portanto, = n ⇒ PNG = 22 ,8 MVA ⇒ PNG = 22 ,8 MVA ⇒ x ′d′ = 20%
65 ,7 20
22 ,8
′′ =
PkA × 100 = 114 ,2 MVA
20
Considere-se que, também para o gerador real da figura 10.04.02.01, a potência de curto-circuito será a
mesma, se comparada ao valor calculado para a reatância x ′d′ = 65 ,7% , o que era de se esperar, uma vez que o
sistema elétrico considerado, continua o mesmo.
1. Corrente eficaz de curto-circuito, valor inicial :
′′
PkA 114 ,2
I k′′ = = = 3,3kA
3 ×Un 3 × 20
2. Corrente de dinâmica, correspondente ao primeiro semi-ciclo: I s = 2 ,55 × I k′′ = 2 ,55 × 3,3 = 8 ,4 kA
22 ,8
3. Corrente nominal do gerador : I n = = 0 ,66 kA
3 × 20
I ′′ 3,3
4. Corrente permanente do curto-circuito trifásico: k = =5
I n 0 ,66
Para gerador de polo saliente e Xd = 1,00 (reatância síncrona), magnético temos: λ = 3,2. (figura
10.04.02.01.02). Ik = λ x In = 3,2 x 0,66 = 2,1kA. Se escolhermos um disjuntor com o tempo total de interrupção
de 100ms, sua capacidade de interrupção será: I d = µ × I k′′ = 0 ,78 × 3,3 = 2 ,6 kA . (figura 10.04.02.01.03).
I k′′( 3 )
Nesse caso temos caracterizado um curto-circuito afastado do gerador, ou seja: < 2.
In

Página: 51
SUBESTAÇÕES

10.4.2.1.1. DETERMINAÇÃO DO VALOR EFICAZ MÉDIO DA CORRENTE DE CURTO CIRCUITO.

I kmedio = I k′′ × m + n
I k′′ 3 ,3
= = 1,6
I k 2 ,1
I kmedio = I k′′ × m + n
I kmedio = 3 ,3 × 0 ,95 + 0 ,5 = 3 ,97 kA

10.4.3. EXERCÍCIO 3.

Para o diagrama abaixo, calcular: as correntes e as potências de curto-


circuito nas barras de alta tensão e baixa tensão.

10.4.3.1. CÁLCULO DAS CORRENTES E POTÊNCIAS DE CURTO-CIRCUITO


PARA A ALTA TENSÃO.

1. Potência de curto-circuito (valor fornecido pela concessionária de energia


elétrica). PK" = 10.000 MVA
2. Corrente de curto-circuito inicial, valor eficaz I "K . ( )
PK" 10000 ⋅ 10 6
I "K = ⇒ ⇒ I "K = 41,84 kA
3 ⋅U 3 ⋅ 138 ⋅ 10 3
3. Cálculo do valor de pico da corrente de curto-circuito (IS).
I S = 2 ⋅ ∫ i ⋅ I K . Adotar ∫ i = 1,8.
I S = 2 ⋅ 1,8 ⋅ 41,84 ⇒ I S = 106 kA
4. Cálculo da potência e da corrente de desligamento.
Pd = µ ⋅ PK" e I d = µ ⋅ I "K
OBS: O tempo de atuação da proteção principal é 100ms e o tempo de atuação da proteção de
retaguarda é de 1A.

Página: 52
SUBESTAÇÕES

5. Cálculo da corrente nominal do gerador equivalente à


potência PK" = 10000 MVA .
⇒ não possuímos as características reais do gerador
equivalente, porém, sabemos que no sistema elétrico
brasileiro é de máquinas hidráulicas, que possui como
( )
característica reatância sub-transitória X "d variando entre
18 e 22%, e, para o nosso caso, vamos adotar a reatância de
18%.
X "d 18
X "d = 18% ⇒ PNG = PK" ⋅ ⇒ 10000 ⋅ ⇒ 1800 MVA
100 100
1800
I NG = ⇒ 7 ,53kA
3 ⋅ 138
I "K 41,84
= ⇒ 5 ,55 ⇒ no gráfico, calculamos o valor de µ p/ t = 0,1s
I NG 7 ,53
µ = 0 ,78 , portanto,
Pd = 0 ,78 ⋅ 10000 ⇒ Pd = 7800 MVA
7800
Id = ⇒ I d = 32 ,63kA
3 ⋅ 138
6. Cálculo da corrente permanente de curto-circuito (IK).
I K = λ ⋅ I NG ⇒ I K = 3,3 ⋅ 7 ,53 ⇒ I K = 29 ,9 kA
7. Cálculo da corrente térmica (IKter).
I KTER = I "k ⋅ m+n

I "K 41,84
= ⇒ 1,68 → t = 1s
IK 24 ,9

I KTER = 41,84 ⋅ 0 ,9 + 0 ,5 ⇒ 49 ,5 kA

10.4.3.2. CÁLCULO DAS CORRENTES E POTÊNCIAS DE CURTO-CIRCUITO PARA A BAIXA


TENSÃO.

1. Cálculo do gerador equivalente da associação.


⇒ a situação mais séria irá ocorrer quando a barra de baixa tensão estiver com a seccionadora aberta.
30 1800
Referindo a potência de 1800 ⇒ = " ⇒ X "d NOVO = 360% .
6 X d NOVO

Pn = 1800 MVA → X "d = 360 + 18 = 378%


⇒ Considerando a predominância de geração hidráulica, vamos adotar a reatância do gerador
equivalente como sendo 18%. Para X "d = 18% , temos:

1800 Peq
X "d = 18% → = ⇒ Peq = 85 ,72 MVA
378 18
85 ,72 85 ,72
PK" BT = ⋅ 100 ⇒ PK" BT = 476 ,2 MVA → I NG = ⇒ I NG = 3,6 kA
18 3 ⋅ 13 ,8

Página: 53
SUBESTAÇÕES

( )
2. Cálculo da corrente de curto-circuito – valor eficaz I "K .
476 ,2
I "K BT = ⇒ I "K BT = 19 ,92 kA
3 ⋅ 13 ,8
3. Cálculo da potência de desligamento e da corrente de desligamento(Id).
Pd = µ ⋅ PK" BT

I "K 19 ,92
= ⇒ 5 ,53; t = 0,1s ⇒ do gráfico ⇒ µ = 0,78
I NG 3,6
Pd = 0 ,78 ⋅ 476 ,2 ⇒ Pd = 371,44 MVA
I d = 0 ,78 ⋅ 19 ,92 ⇒ I d = 15 ,54 kA
4. Cálculo da corrente permanente de curto-circuito (IK).
I K = 3 ,3 ⋅ 3 ,6 ⇒ I K = 11,9 kA * mesmo gráfico 1,5
5. Cálculo da corrente térmica (IKTER).
I "K 19 ,92
= ⇒ 1,68 ; t = 0,1s * mesmo gráfico 1,6
IK 11,9
I K TER = 19 ,92 ⋅ 0 ,9 + 0 ,5 ⇒ I K TER = 23 ,57 kA

11. CÁLCULO DOS ESFORÇOS TÉRMICOS E DINÂMICOS

11.1. INTRODUÇÃO

As correntes de curto-circuito provocam esforços eletrodinâmicos nas barras, isoladores, apoios e


demais elementos do circuito. A determinação desses esforços é essencial para dimensionar e selecionar os
elementos acima citados, conforme esforço produzido.

11.2. ESFORÇOS TÉRMICOS PRODUZIDOS POR CURTO-CIRCUITO

Os equipamentos e condutores quando submetidos a correntes de curto-circuito,, experimentam um


esforço térmico adicional, que depende essencialmente do tempo de duração e do quadrado da corrente de curto-
circuito ( I 2 × t ). Deve-se comprovar se o aquecimento sofrido pelas distintas partes da instalação, esta dentro
dos limites estabelecidos para cada uma das partes. Como base para determinação do aquecimento, toma-se o
valor permanente da corrente de curto-circuito ( I k ) e o Tempo (t) desde o inicio do curto circuito até a
desconexão dos disjuntores correspondentes. Desta forma não consideramos o aquecimento produzido pela
corrente de curto-circuito subtransitória. ( I k′′ ) que em muitas ocasiões resulta maior que o próprio aquecimento
produzido pela corrente permanente de curto-circuito ( I k ). Introduziremos nos cálculos, um tempo adicional
( I k′′ )2 × T
∆ t , de modo a considerarmos a contribuição de ( I k′′ ), e cujo valor é: ∆t = , onde:
( I k )2
1. T = Fator de tempo das maquinas em segundos.
Para curto-circuito Trifásico 0,15 <T< 0,3
Para curto-circuito Bifásico 0,25<T<0,6
Os valores de “T”, São adotados tanto menores, quanto maior a distância do ponto afetado à
fonte. Considerando o calor especifico do material constante, podemos expressar:
k
θ = 2 × I k 2 × ( t + ∆t ) , onde:
S
1.2. θ = temperatura em graus Celsius (°C) - S = seção do condutor em mm2
1.3. k = constante do material: para cobre K = 0,0058, para o alumínio K = 0,0135
1.4. IK = corrente de curto-circuito em ampères
1.5. t = tempo desde o início do curto-circuito até a desconexão do Disjuntor (segundo)
1.6. ∆t = tempo adicional para levar em consideração o aquecimento produzido pela corrente de
curto-circuito transitório ( I k′′ ), em segundos.

Página: 54
SUBESTAÇÕES

As sobre-temperaturas admissíveis em caso de curto-circuito para condutores nus são as seguintes: de


cobre = 200 °C, de alumínio = 180 °C.

11.2.1. EXEMPLO

Determinar a sobre temperatura sofrida por um cabo trifásico de cobre para baixa tensão de 3 x 100
mm2 , com o tempo total de desconexão dos disjuntores de 1,5 seg., em caso de curto-circuito trifásico sendo:
I k′′ = 25 kA , I k = 15kA .

11.2.1.1. SOLUÇÃO

( I k′′ )2 ( 25 ) 2
∆t = × T . Considerando T = 0,2 temos: ∆t = × 0 ,2 = 0 ,56 seg
( I k )2 ( 15 ) 2
Para temperatura temos: k = 0,0058, S = 100 mm2, T = 1,5 seg., temos: ∆t = 0,56 seg., Ik = 15 kA
k 2
θ = 2 × I k 2 × ( t + ∆t ) ⇒ θ = 0 ,0058 × ( 15 . 000 ) × ( 1 . 5 + 0 ,56 ) ⇒ θ = 269°C
S 100 2
O valor obtido é superior do admitido, dessa forma dispomos de duas soluções:
1. Aumentar a seção transversal do cabo
2. Diminuir o tempo de desconexão do disjuntor correspondente.

11.3. CÁLCULO DA ÁREA MÍNIMA DA SEÇÃO TRANSVERSAL DO CONDUTOR ATRAVÉS DA


CORRENTE DE CURTO-CIRCUITO.

O condutor devera ter uma área mínima para suportar termicamente as solicitações do curto-circuito, e
essa área poderá ser calculada através da formula:
I k × 10 3 × t , onde:
A=
c × ρo
4 ,184 × × I n × [1 + α ( T max − T1 )]
ρr ×α
1. A = mínima seção transversal (mm2)
2. Ik = valor permanente da corrente de curto-circuito em (kA)
3. t = tempo de eliminação do defeito (Seg.)
4. c = calor especifico - cobre =- 0,925cal/°Cg, Alumínio = 0,217cal/°Cg
5. ρo = Densidade em g/cm2 - cobre =- 8,9 g/cm2, alumínio = 2,7g/cm2
6. ρr = Resistividade do material em Ω.mm2/m a temperatura T1.
ρ cobre = 0,0187Ωmm2/m, ρ alumínio = 0,0286Ωmm2/m, ambos à temperatura de 20°C
ρT2 = ρ 20 o C [1 + α ( T2 − 20 )]
7. α = coeficiente de temperatura °C-1 - Cu = 4 ,3 × 10 3 °C −1 - Al = 4 ,3 × 10 3 °C −1
8. Tmax = temperatura máxima admitida pelo condutor em °C.
condutor nu de cobre = 200 °C, condutor nu de alumínio = 180 °C
9. T1 = Temperatura inicial do condutor em °C
Para os Cálculos de barramento podemos utilizar as expressões simplificadas, da seguinte forma:
1. Condutor Flexível – alumínio: S = 13 ,1 × I kmedio × t (mm2), Cobre: S = 9 × I kmedio × t (mm2)
2. Condutor Rígido - Alumínio: S = 11,2 × I kmedio × t (mm2), Cobre: S = 7 × I kmedio × t (mm2)

11.3.1. EXEMPLO

Considerando o tempo de atuação dos Reles e do Disjuntor igual a 0,6 seg., sem ultrapassar as
temperaturas normalizadas, calcular a seção transversal de um condutor rígido em um flexível que está sujeito à
corrente de curto-circuito médio de 7,84 kA sabendo-se que o condutor é de cobre.
A f = 9 × I kmedio × t = 9 × 7 ,84 × 0 ,6 ≅ 57 mm 2 , Ar = 7 × I kmedio × t = 7 × 7 ,84 × 0 ,6 ≅ 43,2mm 2
1. Observação: conferir o valor térmico (θ)

Página: 55
SUBESTAÇÕES

11.4. CÁLCULO DAS SOLICITAÇÕES DINÂMICAS DA CORRENTE DE CURTO-CIRCUITO.

Temos na Figura 11.04.01 os condutores paralelos percorridos por


uma corrente ”I” . Estes condutores estão afastados por uma distância “a” e
comprimento “l” . Nestas condições os condutores estão sujeitos a esforço
eletromagnético.
É necessário determinar o comprimento máximo (Imáx ) que um
determinado condutor pode ter, de modo a suportar esse efeito dinâmico sem
sofrer ruptura. Esse valor pode ser determinado através da expressão:
1,17 × σ 0 ,2 × a × w
lmax = , onde:
I s 2 × 10 − 3
1. lmáx = comprimento máximo em cm
2. σ0,2 = tensão mínima de ruptura, em Kg/cm2
3. w = momento de inércia, em cm3
4. Is = corrente dinâmica de curto circuito em kA
5. a = afastamento entre os condutores paralelos, em cm

11.4.1. EXEMPLO

Para os dados abaixo, determinar o comprimento máximo para o


condutor de cobre.
1. a = 120 cm
2. σ0,2 = 1.500Kg/cm
3. w = 0,275cm3
4. Is = 40kA
1,17 × 1.500 × 120 × 0 ,275
5. lmax = ≅ 190cm
40 2 × 10 − 3

11.5. FORÇA DE ATUAÇÃO NOS ISOLADORES.

l
f = 2 ,04 × 10 − 2 × i1 × i 2 ×
a
De modo especifico temos:
l
1. Para condutor Rígido - Fh max = 2 ,04 × 10 − 2 × I s 2 × , onde Is em kA
a
2
I  l
2. Para condutor Flexível casos de N fios: Fh max = 2 ,04 × 10 − 2 ×  s  × n
 n  an
1,9
3. Para o exemplo anterior temos: Fh max = 2 ,04 × 10 − 2 × 40 2 × ≅ 51,7 Kgf
1,2
Fh max
4. A metade dessa força atuará nos isoladores: = 26 Kgf .
2
As barras devem suportar um momento de flexão, ou seja uma tensão mecânica, menor que o dobro da
tensão mecânica inicial de ruptura.
Dessa forma temos:
1. Conjugado ou momento de flexão: Barras sólidas
F ×l ( Kgf )
σ h = h max max , υσ − 2
, Imáx em “cm”, w em cm2
12 × w cm
1.1. υσ - fator de freqüência para corrente alternada υσ ≤ 1, dessa forma consideramos o valor
υσ = 1.

Página: 56
SUBESTAÇÕES

Fh max × l max ( Kgf )


Assim temos: σ h =
12 × w cm 2
51,7 × 190 Kgf Kgf
1.2. Para o nosso exercício temos: σ h = = 2.977 , 2 × σ 0 ,2 = 3.000
12 × 0 ,275 cm 2
cm 2
Logo, σ h < 2 × σ 0 ,2 - a condição está verificada.
Fn × l n
1.3. Para mais de um condutor por fase: σ hn = onde:
12 × wn
1.3.1. wn - momento resistente por barramento parcial a condição.
σ h + σ n ≤ ×σ 0 ,2 - deverá ser verificada.

11.6. TRANSFORMADORES DE CORRENTE

O transformador de corrente deverá suportar:


1. corrente nominal ( In ) permanente.
2. corrente térmica (Ikmédio) durante o tempo de eliminação do defeito.(1 seg. para norma ABNT)
I I I ′′ × m + n
3. corrente dinâmica (Is) instantaneamente Is ≅ 2,5 Ikmédio → termico = kmedio = k
In In In
A especificação térmica e dinâmica normalmente é feita em função da corrente nominal (In).

11.6.1. EXEMPLO 1

Para os valores abaixo, determinar a corrente térmica e dinâmica em função da corrente nominal.
I k′′ = 15 ,7 kA e I n = 60 A
1. Tempo total da desconexão de proteção t = 0,6 seg.
2. Influência da corrente continua m = 0,1
3. Influência da corrente alternada n = 0,77
I termico I k′′ × m + n 15 ,7 × 0 ,1 + 0 ,77
= = = 244
In In 60
Itérmico = 244In, para t = 0,6 seg.
Idinâmico = 2,5 Itérmico = 2,5 x 244 In
Idinâmico = 610 In
OBS: Devemos observar que t × I 2 é sempre constante.
(244 I n )2 × 0 ,6 = constante = 35721,6 I n2 , referido ao tempo de 0,6s. Temos que referir ao tempo
de 1 segundo, conforme prescreve a ABNT, portanto temos:
2 2
35721,6 × I n = I dn ×1 I dinâmico = 189 I n , referido ao tempo de 1 segundo.

I kmedio 2 × t × k
Os cabos de conexão dos TCs deverão ter a seção mínima de : S = , onde:
δc
1. S = seção do condutor em mm: I kmedio = I k′′ × m + n em ampères.
2. t = tempo de desconexão em seg.
3. k = número de conexão do disjuntor – com religamento automático k = 2, sem religamento
automático k = 1
4. δ = sobre-temperaturas (para TCs 190oC)
5. c = constante do material : c = 172 para o cobre, c = 74 para o alumínio

11.6.2. EXEMPLO 2

Determinar a seção da barra para TCs para os dados abaixo:


1. Ikmédio = 14,6kA
2. t = 0,6Seg.
3. k = 1 x sem religação
4. δ = 190oC

Página: 57
SUBESTAÇÕES

14.600 2 × 0 ,6 × 1
5. c = 172 para cobre - S= = 63 ,0 mm 2
190 × 172

COLABORADORES

José Luís Cardassi


Carlos Alberto Tadeu dos Reis Santos

12 – TABELAS.

CARGAS ADMISSÍVEIS PARA CONDUTORES TUBULARES DE COBRE

CORRENTE PERMANENTE EM A. VALORES


DIÂM. ESPES.
SECÇÃO PESO CORRENTE CONTÍNUA E ALTERNADA 60 HZ ESTÁTICOS
EXT. DA PAR.
MATERIAL INTERIORES INTENPÉRIES W J
2 3 4
d s mm Kg/m PINTADAS NU PINTADAS NÚ cm cm
20 2 113 1,01 E-Cu F 30 360 325 450 400 0,463 0,463
3 160 1,43 430 400 530 500 0,597 0,597
4 201 1,79 480 430 600 550 0,684 0,684
32 2 189 1,68 610 540 710 670 1,33 2,13
3 273 2,43 740 640 830 800 1,82 2,9
4 352 3,13 840 730 950 910 2,2 3,52
40 2 239 2,12 750 660 820 780 2,16 4,32
3 349 3,1 910 790 990 950 3 6
4 452 4,03 1030 900 1130 1080 3,71 7,42
5 550 4,89 1140 1000 1250 1190 4,2 8,58
50 3 443 3,94 1130 980 1210 1140 4,91 12,3
4 578 5,15 1290 1120 1380 1310 6,61 15,4
5 707 6,29 1420 1240 1520 1450 7,24 18,1
6') 829 7,38 E-Cu F 25 1530 1340 1650 1560 8,16 20,4
8') 1060 9,4 1720 1490 1840 1740 9,65 24,1
63 3 566 5,03 E-Cu F 30 1410 1220 1490 1400 8,1 25,5
4 741 6,6 1610 1400 1700 1610 10,3 32,4
5 911 8,11 1780 1640 1880 1780 12,3 38,6
6 1070 9,56 E-Cu F 25 1930 1670 2040 1930 14 44,1
8 1380 12,3 2170 1880 2300 2170 16,9 53,4
Tabela 12.01

CARGAS ADMISSÍVEIS PARA CONDUTORES TUBULARES DE COBRE

CORRENTE PERMANENTE EM A. VALORES


DIÂM. ESPES.
SECÇÃO PESO CORRENTE CONTÍNUA E ALTERNADA 60 HZ ESTÁTICOS
EXT. DA PAR.
MATERIAL INTERIORES INTENPÉRIES W J
2 3 4
d s mm Kg/m PINTADAS NU PINTADAS NÚ cm cm
32 2 189 0,509 E-Al F 10 480 400 550 540 1,33 2,13
3 273 0,739 580 480 660 640 1,82 2,9
4 352 0,95 650 550 750 730 2,2 3,52
40 2 239 0,645 590 490 650 630 2,16 4,32
3 349 0,942 720 690 790 760 3 6
4 452 1,22 820 670 890 860 3,71 7,42
5 550 1,48 900 740 980 950 4,29 8,58
50 3 443 1,2 890 730 950 920 4,91 12,3
4 578 1,56 1010 830 1090 1050 6,16 15,4
5 707 1,91 1120 920 1200 1160 7,24 18,1
6 829 2,24 1210 990 1300 1250 8,16 20,4
8 1060 2,85 E-Al F 7 1370 1120 1470 1420 9,65 24,1
63 3 566 1,53 E-Al F10 1110 900 1170 1130 8,1 25,5
4 741 2 1270 1030 1340 1290 10,3 32,4
5 911 2,46 1410 1140 1490 1430 12,3 38,6
6 1070 2,9 1520 1230 1610 1550 14 44,1
8 1380 3,73 E-Al F 7 1720 1390 1820 1750 16,9 53,4
Tabela 12.02
1. Conforme norma DIN - 1754
2. Velocidade do vento 0,6m/s, irradiação solar 0,6W/m2 condutor pintado; 0,45W/m2 condutor nu.

Página: 58
SUBESTAÇÕES

CARGAS ADMISSÍVEIS PARA BARRAS RETANGULARES DE COBRE


CARGA CONTÍNUA (λ)
VALORES ESTÁTICOS PARA BARRA
ALT. CORRENTE ALTERNADA 40 A 60Hz CORRENTE CONTÍNUA
X SECÇÃO PESO PINTADAS NÚ PINTADAS NÚ
x - - x y - - y
ESP. NÚMERO DE BARRAS NÚMERO DE BARRAS NÚMERO DE BARRAS NÚMERO DE BARRAS
1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 1 2 3 4 Wx P Jx Wx P Jy
2 3 4 3 4
mm mm Kg/m | || ||| |||| | || ||| |||| | || ||| |||| | || ||| |||| cm cm cm cm
12 x 2 24 0,210 125 225 - - 110 200 - - 130 230 - - 120 210 - - 0,048 0,0288 0,0080 0,00080
15 x 2 30 0,270 155 270 - - 140 240 - - 160 280 - - 145 255 - - 0,075 0,0562 0,0100 0,00100
15 x 3 45 0,400 185 330 - - 170 300 - - 195 335 - - 175 305 - - 0,112 0,0840 0,0220 0,00300
20 x 2 40 0,360 205 350 - - 185 315 - - 210 370 - - 190 330 - - 0,133 0,1330 0,0133 0,00130
20 x 3 60 0,530 245 425 - - 220 380 - - 250 435 - - 225 395 - - 0,200 0,2000 0,0300 0,00450
20 x 5 100 0,890 325 550 - - 290 495 - - 330 570 - - 300 515 - - 0,333 0,3330 0,0830 0,02080
25 x 3 75 0,670 300 510 - - 270 460 - - 300 530 - - 275 485 - - 0,312 0,3900 0,0370 0,00500
25 x 5 125 1,110 385 670 - - 350 600 - - 400 680 - - 360 620 - - 0,521 0,6510 0,1040 0,02600
30 x 3 90 0,800 350 600 - - 315 540 - - 360 630 - - 325 570 - - 0,450 0,6750 0,0450 0,00700
30 x 5 150 1,340 450 780 - - 400 700 - - 475 800 - - 425 725 - - 0,750 1,1250 0,1250 0,03100
40 x 3 120 1,070 460 780 - - 420 710 - - 470 820 - - 425 740 - - 0,800 1,6000 0,0600 0,00900
40 x 5 200 1,780 600 1000 - - 520 900 - - 600 1030 - - 550 935 - - 1,333 2,6660 0,1660 0,04200
40 x 10 400 3,560 835 1500 2060 2800 750 1350 1850 2500 870 1550 2180 - 800 1395 1950 - 2,666 5,3330 0,6660 0,33300
50 x 5 250 2,230 700 1200 1750 2310 630 1100 1550 2100 740 1270 1870 - 660 1150 1700 - 2,080 5,2000 0,2080 0,05200
50 x 10 500 4,450 1025 1800 2450 3330 920 1620 2200 3000 1070 1900 2700 - 1000 1700 2400 - 4,160 10,4000 0,8330 0,41600
60 x 5 300 2,670 825 1400 1980 2650 750 1300 1800 2400 870 1500 2200 2700 760 1400 1900 2500 3,000 9,0000 0,2500 0,06300
60 x 10 600 5,340 1200 2100 2800 3800 1100 1860 2500 3400 1250 2200 3100 3900 1100 2000 2800 3500 6,000 18,0000 1,0000 0,50000
80 x 5 400 3,560 1060 1800 2450 3300 950 1650 2200 2900 1150 2000 2800 3500 1000 1800 2500 3200 5,333 21,3300 0,3330 0,08330
80 x 10 800 7,120 1540 2600 3450 4600 1400 2300 3100 4200 1650 2800 4000 5100 1450 2600 3600 4500 10,660 42,6000 1,3330 0,66600
100 x 5 500 4,450 1310 2200 2950 3800 1200 2000 2600 3400 1400 2500 3400 4300 1250 2250 3000 3900 8,333 41,6600 0,4166 0,10400
100 x 10 1000 8,900 1880 3100 4000 5400 1700 2700 3600 4800 2000 3600 4900 6200 1700 3200 4400 5600 16,660 83,3000 1,6660 0,83300
Tabela 12.03

TABELA DE DISTÂNCIAS PADRONIZADAS (CONDUTORES RÍGIDOS)


SISTEMA NEUTRO ISOLADO
TENSÃO INSTALAÇÃO EXTERNA - DISTÂNCIA MÍNIMA (cm)
(kV) FASE - TERRA FASE - FASE
11,9 13 33
13,8 13 39
34,5 28 76
69 53 135
138 103 219
230 208 249
Tabela 12.04

13. EXERCÍCIO.

O Sistema elétrico é
composto dos equipamentos
conforme a figura 13.01. Os
dois geradores G entram em
operação apenas quando
ocorre a falta da fonte,
proveniente das linhas de
transmissão. Calcular a
potência de curto circuito no
ponto A, considerando a
necessidade da instalação de
um disjuntor naquele ponto.
Considerando que os
geradores e as linhas de
transmissão mais
transformadores não operam
simultaneamente, e considerando ainda que essas fontes estão conectadas na barra de 13,8kV, devemos avaliar
qual desses conjuntos irá produzir maior potência de curto circuito, e a partir daí calcular o valor do curto
circuito no ponto A.

13.1. GERADORES.

Dois geradores em paralelo, temos que a potência do gerador equivalente será a soma das potências de
cada um, e a reatância sub-transitória não será a mesma.
Peq 50
Peq = 25 + 25 = 50 MVA → X ""
d = 20% → PK"" = "" × 100 = × 100 = PK"" = 250 MVA
Xd 20

Página: 59
SUBESTAÇÕES

13.2. CONJUNTO LT E TRANSFORMADORES T1.

Como os dois conjuntos são iguais, vamos determinar o gerador equivalente a partir da associação em
paralelo desses conjuntos.

OBSERVAÇÃO: Adotamos como potência de referência para o cálculo de X "d LT o valor da potência
dos transformadores T1, associados em paralelo (50 MVA), uma vez que este valor irá facilitar o cálculo do
50
Gerador Equivalente desse conjunto. PK" = × 100 ⇒ PK" = 458 ,3 MVA
10 ,91
Comparando os valores do curto circuito produzido pelos geradores (250 MVA) e o curto circuito
produzido pelos conjuntos Linhas de Transmissão e Transformadores T1 (458 MVA), observamos que o segundo
apresenta potência de curto circuito mais elevada, assim vamos dimensionar nossa instalação com referência a
este valor, uma vez que o Conjunto Gerador estando em operação não produzirá potências de curto circuito tão
elevadas.

13.3. ASSOCIAÇÃO DOS MOTORES “S” EM PARALELO.

Como essas máquinas possuem a mesma potência e mesma reatância, o equivalente desse sistema será a
soma da potência individual de cada máquina. PeqS = 5 × 4 ,0 = 20 MVA
Com uma boa aproximação podemos calcular a reatância subtransitória desses motores como sendo o
1
inverso da corrente de partida. I P = 6 × I N ⇒ X "d S = × 100 = 16 ,67%
6

13.4. CÁLCULO DO GERADOR EQUIVALENTE DA ASSOCIAÇÃO DOS MOTORES “M” E O


TRANSFORMADOR “T2”.

13.4.1. ASSOCIAÇÃO DOS MOTORES “M”.

Como os motores possuem a mesma potência nominal, a potência equivalente será a soma de cada
potência individual.
1
PeqM = 0 ,5 × 4 = 2 MVA - I P = 8 I N ⇒ X "d M = × 100 ⇒ X "d M = 12 ,5%
8

13.4.2. ASSOCIAÇÃO DE Meq E TRANSFORMADOR T2.

13.5. DIAGRAMA EQUIVALENTE 1.

Página: 60
SUBESTAÇÕES

13.6. CÁLCULO DO GERADOR EQUIVALENTE DE GLT, GS E GT2.

50 P 50 × 18 ,5
G LT ⇒ = N ⇒ PN = ⇒ PN = 84 ,78 MVA
10 ,91 18 ,5 10 ,91
20 P 20 × 18 ,5
GS = = N ⇒ PN = ⇒ PN = 22 ,2 MVA
16 ,67 18 ,5 16 ,67

13.7. DIAGRAMA EQUIVALENTE 2.

Peq = 84 ,78 + 22 ,20 + 2 = 108 ,98 MVA , X "d = 18 ,5%

13.8. CÁLCULO DA POTÊNCIA DE CURTO CIRCUITO NA BARRA 13,8kV.

108 ,98
PK" 13 ,8 kV = × 100 ⇒ PK" 13 ,8 kV ≅ 590 MVA
18 ,5

13.9. ASSOCIAÇÃO EM SÉRIE DE T3 COM Geq DO SISTEMA.

Referindo-se a potência 108,98 MVA à potência de 2 MVA, temos:


108 ,98 2 2 × 18 ,5
= " ⇒ X "d N = , X "d N = 0 ,34%
18 ,5 xd 108 ,98
N

2
PK" A = × 100 = 30 ,58 MVA
6 ,54
30 ,58
I "K A = = 80 ,25 kA
3 × 0 ,22

14. EXERCÍCIO.

A partir da potência de curto circuito da barra 13,8kV do exercício 1, calcular: I "K , IS, IK, Id e IKmed..
PK" 13 ,8 kV = 590 MVA , conforme calculado no item 5.7.

14.1. I”k – CORRENTE SIMÉTRICA DE CURTO CIRCUITO INICIAL – VALOR EFICAZ.

PK" 590
I "K = → I "K = → I "K = 24 ,68 kA .
3 ×U 3 × 13,8

14.2. IS – VALOR MÁXIMO DA CORRENTE DE CURTO CIRCUITO DINÂMICA – VALOR DE


PICO.

I S = fi × 2 × I "K → I S = 1,8 × 2 × 24 ,68 → I S = 62 ,83kA

14.3. IK – CORRENTE PERMANENTE DE CURTO CIRCUITO.

PN 108 ,98
I K = λI N ; IN = → IN = → I N = 4 ,56 kA .
3 ×U 3 × 13,8

Página: 61
SUBESTAÇÕES

I "K
“λ” é determinado graficamente através da relação plotando com a curva :
IN
X d = 1,0 ⇒ λ = 3,25 ; I K = 3,25 × 4 ,56 → I K = 14 ,82 kA .

14.4. Id – CORRENTE DE INTERRUPÇÃO OU DESLIGAMENTO.

I "K
I d = µ × I "K ; o fator de amortecimento µ é determinado graficamente através da relação , plotando
IN
com a curva correspondente ao tempo de atuação definido; neste caso 100 ms.
I "K 24 ,68
= = 5 ,41 ⇒ µ = 0 ,76 ; I d = 0 ,76 × 24 ,68 → I d = 18 ,76 kA
IN 4 ,56

14.5. IKmed – VALOR EFICAZ MÉDIO.

I "K
I K med = I "K × m + n . Os valores de “m” e “n” são obtidos graficamente através da relação que
IK
define qual curva ou ponto intermediário entre duas curvas será utilizado para plotar com a linha vertical do
I "K 24 ,68
tempo de atuação previamente definido. = = 1,7 ⇒ m = 0 ,5 e n = 0 ,93
I K 14 ,82
I K med = 24 ,68 × 0 ,5 + 0 ,93 , I K med = 24 ,68 × 1,196 → I K med = 29 ,61kA

15. PROJETO DE S/E DE 138 kV.

15.1. LOCALIZAÇÃO DA S/E NO SISTEMA ELÉTRICO.

1. Classe de Tensão - 138 kV - NBI-650 kV, 13,8 kV – NBI-110 kV.


2. Freqüência - 60 Hz.
3. Tipo de Consumidor - Industrial Normal.
4. Carga Prevista - 8 MVA. (Aumento de 100% para os próximos 5 anos).
5. Características da LT - Uma linha aérea com um circuito de 138 kV na entrada da S/E.
6. Ambiente - Não Poluído.
7. Temperatura Anual – Mínima - 00C, Máxima - 400C e Média - 300C.
8. Local de fácil acesso.

15.2. CÁLCULOS ELÉTRICOS.

15.2.1. DIAGRAMA UNIFILAR BÁSICO.

15.2.2. CARACTERÍSTICAS BÁSICAS ADOTADAS.

1. Potência de curto circuito subtransitória – Inicial -P”K


= 5000 MVA - Valor mínimo especificado pela concessionária.
2. Variação de Tensão – Superior = 138 + 10% - Inferior = 138 – 10%.
3. Potência Nominal do Transformador de Força – 7,5 / 9,375 MVA – ONAN/ONAF.
4. Impedância Percentual - µK = 6% (Valor Mínimo).
5. Tempo total de Interrupção da Proteção – 100 ms. (6 ciclos).
6. Tempo de atuação da Proteção de Retaguarda – 1 s.

15.2.3. CONDIÇÃO NORMAL.

1. Corrente Nominal do Transformador - PN = 9375 kVA.


9 ,375 9375
Para AT - I N P = = 39 ,22 A , Para BT - I N S = = 392 ,22 A
3 × 138 3 × 13 ,8

Página: 62
SUBESTAÇÕES

Para a situação futura POTÊNCIA NOMINAL (MVA) PARA TRANSFORMADORES DE FORÇA - TENSÃO 138kV
teremos dois (2) ONAN ONAF-1 ONAF-2
transformadores em paralelo, 5,000 6,250 -
assim, a corrente será o dobro; 7,000 9,375 -
10,000 12,500 15,000
vamos considerar também uma 15,000 20,000 25,000
sobrecarga admissível de 20% 20,000 25,000 30,000
para o sistema, onde teremos Tabela 15.02.03.01
uma corrente de:
Para AT - I N P = 94 ,13 A - Para BT - I N S = 941,33 A .

15.2.4. CONDIÇÃO ANORMAL.

1. C. C. 3∅ para AT (138 kV.)


5000
PK" = 5000 MVA - Concessionária ⇒ I "K = = 20 ,9 kA
3 × 138
2. Para o quadro equivalente vamos adotar: (Livro Siemens – Corrente de C.C. em Redes 3∅ - pg.
75)
3. Características de máquinas Síncronas.
4. Gerador de Pólos Salientes – Rotor de Baixa Velocidade.
xd = 100% ⇒ Xd = 1
x”d = 20% ⇒ X”d = 0,2
Os valores adotados acima, observamos que são razoáveis para uma grande gama dos
hidrogeradores.
5. Cálculo do Gerador Equivalente do Sistema Elétrico.
PN G = X d" × PK" = 0 ,20 × 5000 = 1000 MVA - Potência Nominal
1000
I NG = = 4 ,18 kA ⇒ Potência Nominal do Gerador Equivalente.
3 × 138
6. Cálculo da Corrente de Curto Circuito de Impulso – Valor de Pico (IS).
Para uma situação mais desfavorável, vamos considerar o Fator de Impulso fi = 1,8 ⇒ grande
assimetria no curto circuito.
I S = f i × 2 × I "K = 1,8 × 2 × 20 ,9 = 53 ,2kA
1. Cálculo da Potência de Abertura – Pª
Pa = µ × PK" ⇒ Gráfico para t = 100 ms ⇒ µ = 0,78
I "K 20 ,9
= =5 ⇒ Gráfico ∴ Pa = 0 ,78 × PK" = 0 ,78 × 5000 = 3900 MVA
I NG 4 ,18
I a = 0 ,78 × 20 ,9 = 16 ,3kA
2. Cálculo da Corrente Permanente de Curto Circuito (IK).
I "K
I K = 2 I NG = 5 ⇒ Gráfico ⇒ λ = 3,3
I NG
Para X d = 1 ⇒ I K = 3,3 × 4 ,18 = 13 ,79 kA
3. Cálculo da Corrente Média de Curto Circuito ( I K méd . ).
I "K 20 ,9
I K méd . = I "K × m + n - = = 1,52 ⇒ Gráfico ⇒ n = 0 ,95
I K 13 ,79
f i = 1,8 ⇒ m = 0 ,5 , portanto, I K méd . = 20 ,9 × 0 ,5 + 0 ,95 = 25 ,08 kA

15.2.5. CURTO CIRCUITO 3∅ PARA BT = 13,8 kVA.

Esse cálculo deverá ser levado em consideração o paralelismo dos


transformadores, uma vez que futuramente esta será a condição de trabalho
da instalação.

Página: 63
SUBESTAÇÕES

Vamos considerar desprezível a influência do barramento.

X”eq é um valor teórico, portanto devemos adotar um valor comercial, vamos usar X” = 20%.
1. Cálculo de P”K.
58 ,82
PK" = = 294 ,1 MVA ⇒ PK" = 294 ,1 MVA
0 ,2
2. Cálculo de I”K.
294 ,1
I "K = = 12 ,30 kA ⇒ I "K = 12 ,30 kA
3 × 13 ,8
3. Cálculo de IS.
I S = 2 × f i × I "K = 2 × 1,8 × 12 ,3 = 31,31kV ⇒ I S = 31,31 kA
I "K 12 ,30
= = 5 ⇒ I "K = 5 × I N G → Muito Próximo do Gerador.
I NG 2 ,46
eq

4. Cálculo de Pa e Iª
Pa = µ × PK" ⇒ Gráfico → µ = 0,78
Pa = 229 ,40 MVA I a = 9 ,60 kA
5. Cálculo de IK.
I K = λ × I NG ⇒ Gráfico → λ = 3,3 ∴ I K = 8 ,12 kA
eq

6. Cálculo de IKmed.
I K med = I "K × m + n ⇒ Gráfico ⇒ m = 0,5 e n = 0,95

I K med = 12 ,3 × 0 ,5 + 0 ,95 = 14 ,81 ∴ I K med = 14 ,81 kA

15.2.6. CÁLCULO DOS ESFORÇOS


TÉRMICOS E DINÂMICOS.

Barramento Rígido e Flexível de


Cobre.
Rígido → 7 × I K med × t (mm 2 ) , Flexível → 9 × I K med × t (mm 2 ) , t = 1s
A.T .  AR = 7 ⋅ 25 ,8 ⋅ 1,0 = 180 ,6 mm 2  B.T .  AR = 7 ⋅ 14 ,81 ⋅ 1,0 = 103 ,67 mm2 
   
138 kV  AF = 9 ⋅ 25 ,8 ⋅ 1,0 = 232 ,2mm 2  13 ,8 kV  AF = 9 ⋅ 14 ,81 ⋅ 1,0 = 133 ,29 mm 2 
1. Tabela de Barramentos Rígidos.
1.1. Para 138 kV - IN = 94,13 A - AR = 180,6 mm2.
1.1.1. Cálculo do Esforço Térmico.
2
 I "K 
∆t =   × T - Considerar T = 0,25 - c. c. 3φ - Pior situação.
 IK 
 
2
 20 ,9 
∆t =   × 0 ,25 = 0 ,57 s
 13 ,79 
1.1.2. Cálculo da sobre-temperatura na barra de 138 kV.
K 0 ,0058
θ = 2 × I K 2 × (t + ∆t ) = × 13790 2 × (1 + 0 ,57 ) = 42 ,86 0 C
A 201 2
Menor que 200 0C que é o máximo valor admissível de sobre-temperatura para o cobre.
Desse forma, o condutor suporta a sobre-temperatura.
1.1.3. Cálculo do Comprimento Máximo do Barramento (lmáx).

Página: 64
SUBESTAÇÕES

1,17 × δ 0 ,2 × a × W
l máx = 2 −3
- σ0,2 = 1500Kg/cm2 – tensão mínima de ruptura do cobre.
I S × 10
1,17 × 1500 × 219 × 0 ,684
lmáx = ≅ 304 ,77 cm ⇒ I máx = 300 ,00 cm
53 ,2 2 × 10 − 3
Valor adotado por ser múltiplo de 6m que é o comprimento da barra.
1.1.4. Cálculo da Força Máxima de Atuação.
l 300
Fhmax = 2 ,04 × 10 − 2 × I S × = 2 ,04 × 10 − 2 × 53 ,2 2 ×
2
= 79 ,09 Kgf
a 219
F 79 ,09
A força que atua no isolador é: h = = 39 ,55 Kgf
2 2
As barras devem suportar uma tensão mecânica menor que o dobro da tensão mecânica
inicial de ruptura (σ0,2), condição esta que deve ser verificada.
Fh × l máx 79 ,09 × 300
σ h = máx = = 2561,77 Kgf / cm 2
12 × W 12 × 0 ,684
Como 2 x σ0,2 = 2 x 1500 = 3000 Kgf/cm2, temos que σh < σ0,2 ⇒ condição
satisfeita.
2. Tabela de Barramentos Rígidos.
2.1. Para 13,8 kV - IN = 941,33 A - AR = 103,67 mm2.
2.1.1. Cálculo dos Esforços Térmicos.
2
 I "K   12 ,3 
2
 
∆t =   × T - Consid. T = 0,25s - Pior Situação. - ∆t =   × 0 ,25 = 0 ,57 s
 IK   8 ,12 
2.1.2. Cálculo da sobre-temperatura na barra de 13,8 kV.
K 0 ,0058
θ = 2 × I K 2 × (t + ∆t ) = × 8120 2 × (1 + 0 ,57 ) = 5 0 C
AR 349 2
Menor que 2000C
que é o valor
máximo de
temperatura
admissível para
barra de cobre, assim, o condutor satisfaz a condição.
2.1.3. Cálculo do Comprimento Máximo do Barramento.
1,17 × ρ 0 ,2 × a × W 1,17 × 1500 × 39 × 3
lmáx = = = 457 ,66 cm
2
I S × 10 −3
31,312 × 10 − 3
lmáx = 450 cm - valor adotado.
2.1.4. Cálculo da Força Máxima de Atuação. -
450
Fhmáx = 2 ,04 × 10 − 2 × 31,31 2 × = 230 ,75 Kgf
39
F 230 ,75
2.1.4.1. Força que atua nos Isoladores. - h = = 115 ,38 Kgf
2 2
As barras devem suportar uma tensão mecânica menor que o dobro da tensão mecânica inicial de
ruptura (σ0,2), condição esta que deve ser verificada.
Fh × l máx 230 ,75 × 450
σ h = máx = = 2884 ,40 Kgf , como 2 x σ0,2 = 2 x 1500 = 3000 Kgf/cm2, temos
12 × W 12 × 3
que σh < σ0,2 ⇒ condição satisfeita.

15.2.7. TRANSFORMADORES DE CORRENTE E POTENCIAL.

1. Dimensionamento Térmico e Dinâmico.


1.1. Para 138 kV (A. T.) - TCs para o Disjuntor Geral de A. T.

Página: 65
SUBESTAÇÕES

I ter I K mëd 2508 × 10 3


I N P = 94 ,13 A ⇒ = = = 266 ,4
IN IN 94 ,13
I ter = 266 ,4 I N P para 0,1 seg.
1.1.1. Como os TCs devem ser dimensionados para 1,0 seg., temos:
( 2
) 2
(
I 2 × t = C ter ⇒ 266 I N P × 0 ,1 = K I N P × 1 )
K = 84 ⇒ I ter = 84 I N P para 1 seg.
Idim = 2,5ITer = 2,5 x 266,4 ⇒ I dim = 666 I N P para 0,1 seg. (mercado 100A).
1.1.2. TCs de Bucha para os Transformadores.
94 ,13
I NP = ≅ 47 ,1 A, assim temos :
T
2
I ter = 168 I N P = 84 I N P , para 1,0 seg.
I dim = 332 I N P = 666 I N P , para 0,1 seg. (mercado 100A).
1.2. Para 13,8 kV - B.T.
1.2.1. TC dos Disjuntores. (Calcular)
1.2.2. Transformador de Força. (Calcular)
2. Dados para Especificação do Transformador de Corrente – TC.
2.1. Classe de Tensão - UN = 138 kV - NBI - 650 kV
2.2. Corrente Nominal e Relação Nominal.
Relação Dupla - 50 x 100 : 5
2.3. Freqüência Nominal - 60 Hz
2.4. Carga Nominal - ABNT ⇒ C (VA) - cos.ϕ = 0,9 / ANSI ⇒ B - Impedância.
2.5. Classe de Exatidão Nominal – TC para Medição e Proteção.
ABNT ⇒ x : 0,3 ⇒ C - 12,5
ANSI ⇒ 0,3 ⇒ B - 0,5
TC - Medição - Saturação do Núcleo - (0,3; 0,6 e 1,2%)
TC - Proteção - Sem Saturação do Núcleo - (2,5 e 10%)
2.6. Fator de sobre-corrente Nominal (F). - F -5 -10 -15 (ABNT) - Serviço de Proteção.
2.7. Fator Térmico Nominal. - 1,0 - 1,2 - 1,3 - 1,5 - 2,0 (para Regime Permanente).
2.8. Corrente Térmica Nominal - IKtér
2.9. Corrente Dinâmica Nominal - IS (0,1 Seg.)
3. Dados para Especificação do Transformador de Potencial.
3.1. Tensão Primária Nominal e Relação Nominal - 138 kV.
138.000
3
V
115
3
3.2. Nível de Isolamento - NBI - 650 kV.
3.3. Freqüência Nominal - 60 Hz.
3.4. Carga Nominal - VA.
3.5. Classe de Exatidão - 0,3 - 0,6 ou 1,2.
3.6. Potência Térmica Nominal.
1,33(Grupo de Ligação 1 e 2) ou 3,6 x VA Nominal(Grupo de Ligação 3)

15.2.8. SECCIONADORA E DISJUNTOR.

1. Especificação da Seccionadora.
1.1. Seccionadora Tripolar de Linha.
1.1.1. Corrente Nominal - 93,13 A
1.1.2. Tensão Nominal - 138 kV + 5% - NBI - 650 kV.
1.1.3. Corrente de Curto Circuito Nominal – I”K = 20,9 kA
1.1.4. Corrente de Curto Circuito Dinâmico - IS = 53,2 kA.

Página: 66
SUBESTAÇÕES

1.1.5. Instalação ao Tempo.


2. Especificação do Disjuntor.
2.1. P”K = 5.000 MVA, I”K = 20,9 kA
2.2. UN = 138 kV + 5% = 145 kV - Tipo = PVO
2.3. IN = 93,13 A - Acionamento = Mola
2.4. IS = 53,2 kA - Instalação = Ao Tempo

15.3. DIAGRAMAS DA S/E.

15.3.1. DIAGRAMA DA S/E.

15.3.2. ALTERNATIVAS PARA O “BAY” (PÓRTICO) DE ENTRADA PARA SUBESTAÇÃO.

15.3.3. PLANTA BAIXA DA S/E.

Página: 67
SUBESTAÇÕES

15.3.4. CORTE DA S/E – BAIXA TENSÃO COM SAÍDA SUBTERRÂNEA E EQUIPAMENTO EM


CUBÍCULO BLINDADO.

15.3.5. DIAGRAMA UNIFILAR S/E 138/13,8Kv – 25MVA.

16. SISTEMAS DE ATERRAMENTO – INTRODUÇÃO.

O aterramento constitui uma função importante, sob todos os aspectos, na operação do moderno sistema
de energia elétrica. Ele contribui para melhorar a operação e a continuidade do serviço e para aumentar a
segurança dos equipamentos e pessoas.

17. MEDIÇÃO DA RESISTIVIDADE ρ (Ω x m) – MÉTODO


DE WENNER

Esse método consiste em se cravar 4 (quatro) hastes no


solo, em linha reta, mantendo-se intervalos entre elas iguais a
“a”. A profundidade das hastes não deve exceder a 1/20 de “a”.
As hastes são ligadas conforme figura 17.01. Para eliminar o
problema da alta resistividade apresentada freqüentemente,
devido à pequena parte das hastes enterradas no solo, e correntes
parasitas percorrendo o instrumento, induzindo leituras erradas,
um terminal “GUARD” é conectado a um 5a haste entre P2 e C2.

17.1. EFETUAR AS MEDIÇÕES E ANOTAR OS VALORES


NA TABELA.

1. indicar na ocasião, a condição do solo (seco, úmido, molhado,


etc.) e o tipo aproximado do solo.
2. fazer um croqui da locação dos pontos, indicando o ponto de
medição e o sentido de colocação das hastes.
3. ρ = 2 π a R (Ω.m)
4. R = resistência medida em ohms (Ω).

Página: 68
SUBESTAÇÕES

5. a = RESISTIVIDADE MEDIDA ρ = 2 x a R(Ω.m)


espaçamento DISTÂNCIA PONTOS RESISTIVIDADE
(m) entre as a(m) A B C ........ MÉDIA - ρm
hastes. 2 RA2 ρA2 RB2 ρB2 RC2 ρC2 .
4 RA4 ρA4 RB4 ρB4 RC4 ρC4 .
A resistividade 8 RA8 ρA8 . . . . .
assim calculada nos dará a 16 . . . . . . .
resistividade média do solo 32 . . . . . . .
. . . . . . . .
a uma profundidade igual a
Tabela 17.01.01
“a” conforme mostra a
figura 17.02.01.

17.2. TRAÇAR CURVA DA RESISTIVIDADE MÉDIA X DISTÂNCIA.

Com os valores de ρ1 e ρ2 – valores máximo e


mínimo respectivamente obtidos da curva e calcula-se
ρ2
, pela curva anexa conforme figura 17.02.02.
ρ1
Determina-se pela curva da figura 17.02.02, o
ρm ρ
valor de K 1 = , tendo-se 2 , escolhe-se a curva que
ρ1 ρ1
a
deve ser interceptada com a ordenada =1.
d
As curvas baseiam-se numa configuração do solo de
duas camadas estratificadas, as quais podem substituir qualquer
solo real, desde que ρ1 passe a representar a camada superficial
com uma profundidade “d” e ρ2 a camada inferior, com uma
profundidade infinita, conforme mostrado na figura 17.02.03.

Assim, ρ m = K 1 ⋅ ρ 1 , com o valor de ρm na curva ρm x


d, determinamos o valor de a ≡ d correspondente.
Logo as características do solo serão representadas
conforme figura 17.02.04.
Calculada a resistividade aparente do solo ρa, determina-
se:
1. r = raio do círculo cuja curva é equivalente à
superfície ocupada pela malha de terra.
A
2. r= (m), onde A é expressa em m2.
π
3. curva (figura 17.02.05) onde a ordenada de
a
α= = 1 , pois a = d,
d
ρ2
interceptar a curva ,
ρ1
ρa
tem-se = K 2 . Assim,
ρ1
ρ a = K 2 ⋅ ρ1
4. Resistividade superficial do solo ρs. Considerar a
resistividade superficial do solo ρs, como sendo a superfície coberta por brita. Logo, ρs = 3.000 Ω.m.

Página: 69
SUBESTAÇÕES

17.3. EXEMPLO DE ESTRATIFICAÇÃO DO SOLO E DETERMINAÇÃO DA RESISTIVIDADE


APARENTE.

1. Tabela de valores obtida nas medições.


ρ2 159 ,3
= = .132 ⇒ curva da
ρ 1 1204 ,8
figura 17.02.02, tem-se
ρm
= 0 ,75 = ρ m = 903 ,6 Ω ⋅ m
ρ1
ρm ⇒ curva da figura 17.03.02 ⇒ d = 14m
4800
A = 60 x 80 = 4.800m2 ⇒ r = = 39 m - Raio do círculo com área equivalente à
π
superfície ocupada
RESISTÊNCIA (Ω)
pela malha de
DISTÂNCIA PONTOS RESISTIVIDADE MÉDIA
terra. a(m) A B C D E
MÉDIA
ρ = 2 x a R(Ω.m)
r 39 2 70,80 74,00 37,40 55,70 48,00 57,20 718,60
= = 2 ,79 ⇒ 4 31,80 51,70 38,60 39,40 36,00 39,50 992,30
d 14 8 21,90 27,30 25,50 21,50 23,70 24,00 1204,80
curva da figura 16 6,50 9,90 7,80 7,10 8,70 8,00 803,90
32 1,00 1,15 1,10 1,50 1,37 1,22 246,10
17.02.05 ⇒ 64 0,27 0,25 0,38 0,60 0,50 0,40 159,30
ρa Tabela 17.03.01
= 0 ,70
ρ1
ρ a = 0 ,70 ⋅ 124 ,8 = 842 ,0Ω ⋅ m

Página: 70
SUBESTAÇÕES

18. VALORES E EFEITOS DA RESISTIVIDADE DO SOLO.

As tabelas abaixo, mostram:


1. Valores da resistividade do solo “ρ” em função do tipo de solo.
2. Efeitos da umidade do solo sobre o valor da resistividade “ρ”.
3. Efeitos do índice de sal no solo na resistividade “ρ”.
4. Efeitos da temperatura do solo na resistividade “ρ”.

VALORES DA RESISTIVIDADE DO SOLO "ρ" EM EFEITOS DA UMIDADE DO SOLO SOBRE O VALOR DA


FUNÇÃO DO TIPO DE SOLO RESITIVIDADE "ρ"
TIPO DO SOLO ρ (Ω * m) ÍNDICES DE UMIDADE (%) ρ (Ω * m) - SOLO ARENOSO
Limo 10 a 100 0 10.000.000
Humus 10 a 150 2,5 1.500
Lama 5 a 100 5 430
Argila com 20% de umidade 330 10 185
Argila seca 1.500 a 5.000 15 105
Areia comum 3.000 a 8.000 20 63
Granito 1.500 a 10.000 30 42
Tabela 18.01 Tabela 18.02

EFEITOS DO ÍNDICE DE SAL NO SOLO NA EFEITOS DA TEMPERATURA DO SOLO NA


RESITIVIDADE "ρ" RESITIVIDADE "ρ"
ρ (Ω * m) - SOLO 0 ρ (Ω * m) - SOLO
SAL ADICIONADO (%) TEMPERATURA ( C )
ARENOSO ARENOSO
0 107 20 72
0,1 18 10 99
1 4,6 0 (ÁGUA) 138
5 1,9 0 (GELO) 300
10 1,3 -5 790
20 1 -15 3.300
Tabela 18.03 Tabela 18.04

19. DIMENSIONAMENTO DA MALHA DE TERRA PARA SUBESTAÇÕES

19.1. DADOS PARA EXECUÇÃO DO PROJETO

1. Resistividade aparente do solo (ρa)


2. Resistividade da primeira camada do solo (ρ1)
3. Resistividade superficial definida pelo material de acabamento da
área ocupada pela malha – no caso de pedra britada ρs = 3.000DURAÇÃO DO CURTO- FATOR
Ω.m. CIRCUITO MULTIPLICADOR
4. Máxima corrente de curto-circuito fase-terra. Deve ser SEGUNDOS CICLOS K2
analisado os valores na alta e baixa tensão e optar-se pelo 0,008 1/2 1,65
valor mais crítico. Deve-se ainda considerar um valor de 0,1 6 1,15
0,25 15 1,1
segurança que levará em conta o crescimento da corrente 0,5 ou Mais 30 ou Mais 1
de curto-circuito, do sistema elétrico, devido ao aumento OBSERVAÇÃO: O tempo poderá ser fixado em 0,5
da geração e interligação entre sistemas. Dependendo do segundos conforme recomendação do AIEE – 80
tempo de eliminação da corrente de curto-circuito, Icc Tabela 19.01.01

CIRCULAR MIL POR AMPER


deve-se ainda aplicar o valor da tabela (CM/A) 1CM = 5,067 * 10-6 cm2 | 1Cm = 5,067 * 10-4 mm
ao lado. CABO SINGELO OU JUNTAS SOLDADAS JUNTAS
t (s)
5. Tempo de duração do curto-circuito, é SOLDA IXOTÉRMICA CONVENCIONAIS CAVILHADAS
dado pelo tempo total desde a 30 40 50 65
sensibilização do relé de proteção até 4 14 20 24
1 7 10 12
a extinção do arco nas câmaras dos 0,6 6,5 10 12
disjuntores. Normalmente este tempo Ω 5 6,5 8,5
é fornecido pela curva de tempo x Tabela 19.01.02
corrente dos reles mais a curva do
disjuntor. Com esses valores obtém-se na tabela ao lado a bitola do condutor que irá compor a
malha.

Página: 71
SUBESTAÇÕES

6. Resistência dos cabos pára-raios (guarda) e resistência das torres. Quando não houver
possibilidade de conhecer esses valores separados, adota-se um valor entre 8 a 10 Ω para a
resistência equivalente da associação entre as resistências dos cabos pára-raios (guarda) e a
resistência das torres existentes ao redor da subestação até 1 ou 2 Km de raio, dependendo da
concentração de torres nesse trecho ao redor da subestação (adotar menor valor de resistência para
maior número de torres).
7. Área da malha de terra.
A
A = π ⋅r 2 ∴r = A(m2)
π
r = raio da circunferência com área idêntica à superfície ocupada pela malha de terra.
8. Corrente de pick-up.
9. Corrente dos reles de terra. Correntes não suficientes para sensibilizarem os relés de terra, podem
fluir por longos períodos para terra. Essas correntes não devem entretanto oferecer perigos para as
pessoas que se encontram na subestação.
( R + 1,5 ρ s ) ⋅ 9 ⋅ Lt
I pick −up < c , onde:
Rc ⋅ K m ⋅ K i ⋅ ρ 1
Rc - resistência do corpo humano
Lt - comprimento total dos condutores da malha de terra
Ki e Km - coeficientes a serem definidos
ρ1 - resistividade da primeira camada de solo
ρ2 - resistividade superficial
10. Resistência do Corpo Humano.
Rc = 1.000 Ω (adotado) para não úmidas
Rc = 100.00 a 300.00 Ω em áreas secas

19.2. ROTEIRO DE CÁLCULO.

Esse cálculo visa determinar um espaçamento mínimo entre condutores, que nos fornecerá o potencial
de toque, passo, etc., dentro de valores admissíveis. O processo é interativo visando uma solução econômica.
1. Determinação dos espaçamentos entre condutores.
1.1. Dessa forma supõe-se uma configuração da “rede”, e
como valor prático costuma-se iniciar com
espaçamento entre os cabos da ordem de 10% dos
comprimentos dos lados.
2. Determinação do número de condutores.
L
2.1. N a = a + 1 - número de condutores na direção
la
“a” com comprimento Lb.
L
2.2. N b = b + 1 - número de condutores na direção “b”
lb
com comprimento Lª
2.3. la = 0,1 La ; lb = 0,1 Lb ; Na = Nb = 11
3. Cálculo do comprimento dos condutores.
3.1. Lt = La . Nb + Lb . Na + 200 (m)
4. Os 200m adicionais correspondem aos cabos unem os equipamentos à malha de terra.
5. Bitola mínima do condutor.
5.1. Da duração do curto-circuito e do tipo de junção a ser utilizada determina-se o número de
(mm2/A) CM/A que multiplicado pela corrente de curto-circuito fase terra nos dá a secção
mínima permitida (tabela da página 04).
6. Determinação do coeficiente de malha Km.
1  l2 
6.1. Km ≅ ⋅ ln  , onde:
2π  4 ⋅ π ⋅ h ⋅ d ( n − 1 ) 

6.1.1. l – espaçamento em metros, entre condutores na direção considerada (a ou b).
6.1.2. d – diâmetro do condutor (m)

Página: 72
SUBESTAÇÕES

6.1.3. h – profundidade de enterramento do condutor (m)


6.1.4. n – número de condutores na direção considerada
6.1.5. Adicionar ou subtrair a correção de Km. Esta correção é função da profundidade,
espaçamento, do diâmetro do cabo e número de condutores.
7. Determinação do coeficiente de correção de irregularidade (Ki).
7.1. O coeficiente Ki auxilia a corrigir o efeito da não uniformidade de distribuição de corrente da
malha para o solo.
7.2. Ki ≅ 0,65 + 0,172 n (para cada direção considerada), Para n > 10 ⇒ Ki = 2
8. Determinação do coeficiente de superfície Ks.
8.1. Esse coeficiente introduz no cálculo o efeito do número
de condutores, do espaçamento entre condutores e da
profundidade da malha para cálculo da diferença de
potencial entre dois pontos quaisquer da superfície do
solo.
11 1 ln( 0 ,655n − 0 ,327 ) 
8.2. K s ≅  +
π  2h l + n
+
l  , para n > 6

9. Determinação do coeficiente de cerca Kc.
9.1. Introduz o efeito produzido pelo diâmetro do condutor h,
l, x
1 ( h 2 + x 2 ) ⋅( h 2 + ( l + x )2 ) 1  2l + x   3l + x  ( n + 1 )⋅ l + x 
9.2. K c = ⋅ ln⋅ + ⋅ ln⋅   ⋅  ......  
2π 2
h ⋅ d ⋅( h + l ) 2 π  2l   3l   ( n + 1 )⋅l 
10. Potencial de passo Ep. (figuras 19.02.03 e 19.02.04)
11. É a diferença de potencial que aparece entre dois (2) pontos no chão
distanciados de 1 (um) metro devido à passagem da corrente de falha
pela malha de terra. Esta tensão de passo é: Ep = (Rc + 2Rk) Ik, onde:
11.1. Distância entre os pés no solo adotada é de 1 metro.
11.2. Rc = resistência do corpo humano (adotado 1.000 Ω)
3 ⋅ ρs
11.3. Rk = ;
1m
11.4. Rk = 3 . 3000 = 9.000 Ω (brita) – resistência de contato entre o
solo com brita e os pés.
11.5. Rc = 100 kΩ a 300 kΩ (mãos
secas)
11.6. R1, R2, Ro – resistências dos
trechos de terra considerados.
11.7. Ic = é a máxima corrente
admitida pelo corpo humano.
11.7.3. 100mA - limite de
fribilação (para
duração da falha
desconhecida)
11.7.4. 25mA - para tempo
maior que 1 minuto
(asfixia devido
contração da língua).
0 ,116
11.7.5. I c = ,
t
116 + 0 ,7 ρ s
Ep = (V).
t

12. Potencial de toque Et. (Figura


19.02.05)
12.1. É a diferença de potencial entre o ponto da estrutura ao alcance da mão e um ponto do solo a
um (1) metro de distância da base, devido à corrente de falha para terra.

Página: 73
SUBESTAÇÕES

12.2. Esse potencial de toque é dado


 R 
por: E t =  R c + k  × I c ou
 2 
116 + 0 ,174 × ρ s
Et =
t
13. Cálculo do comprimento mínimo dos
condutores necessários ao sistema de
aterramento.
Km ⋅ Ki ⋅ ρa ⋅ I ⋅ t
13.1. L a = (p/
b 0 ,174 ⋅ ρ s + 116
cada direção, considerar os
respectivos Km e Ki).
13.2. Condição: Lt ≥ La e Lt ≥ Lb, caso a
condição não seja satisfeita,
devemos recalcular Lt.
14. Cálculo da resistência de terra.
ρa ρa
14.1. Rm = +, onde:
4 ⋅ r Lt
14.1.1. r = raio do círculo equivalente à área ocupada pela malha de terra.
14.1.2. Lt = comprimento total dos cabos da malha de terra.
15. Potencial de malha Em.
15.1. É a diferença de potencial que aparece, caso uma pessoa no interior da malha de terra, tocar
com as mãos em uma estrutura aterrada.
K ⋅ K m ⋅ ρ1 ⋅ I
15.2. E ma = i
b Lt
15.2.1. Condição: E ma < Et e E mb < Et (potencial de toque)
16. Cálculo da tensão de toque na cerca.
K ⋅ρ ⋅I
16.1. E c = c 1
Lt
16.1.1. Condição: Ec ≤ Et
17. Corrente de choque.
K ⋅K ⋅ρ ⋅I
17.1. E pei = s i 1
Lt
17.1.1. Condição: E peia ≤ E p e E perb ≤ E p
E per
17.2. I per = ≤ I Pick −up
1.000 + 6 ⋅ ρ 1
Em
17.3. I m = ≤ I Pick −up , onde:
1.000 + 1,5 ⋅ ρ 1
17.3.1. Eper = potencial de passo na periferia da malha de terra.
17.3.2. Iper = corrente na periferia da malha de terra.
17.3.3. Im = corrente de choque devido ao potencial de malha de terra.
18. Resistência de aterramento final.
R ⋅R
18.1. Rat = m n - Rn = resistência do cabo pára-raios.
Rm + Rn

19.2.1. OBSERVAÇÃO

O número de hastes pode ser calculado, mas, geralmente a distribuição dessas hastes se processa da
seguinte maneira:
1. Transformador

Página: 74
SUBESTAÇÕES

2. Pára-raios
3. Reguladores (neutro)
4. Ângulo agudo dos cantos ( 3 a 4 hastes) e nos 4 ângulos ao redor da casa de comando.
5. Periferia da malha com a instalação de hastes, aproximadamente de 10m em 10m.

19.2.1.1. EXEMPLO

Dimensionamento de uma malha de terra.


1. Dados:
1.2. Pinstalada = 15MVA
1.3. ρa = 435 Ωm
1.4. Tempo de eliminação do curto-circuito fase x terra = 0,6 Seg.
1.5. ρs = 3.000Ωm
1.6. Profundidade da malha de terra = 60 cm
1.7. ρ1a.camada = 1.300 Ωm
1.8. Área disponível = 30 x 45 m
1.9. Tensão = 34,5 / 13,8kV
1.10. Corrente de curto-circuito fase x terra (IFT) = 1.240 A
1.11. Corrente de pick-up do relé de proteção contra falta para terra – Ipick-uo = 30A
1.12. Fator de crescimento do sistema elétrico de potência = K1= 1,3
2. Cálculo da corrente de falta (I”k).
2.1. I k′′ = K 1 ⋅ K 2 ⋅ I FT , onde:
2.1.1. K1 = crescimento do sistema
– 1,3
2.1.2. K2 = fator de assimetria –
1,0 para t = 0,6 Seg.
2.1.3. I k′′ = 1,3 ⋅ 1.240 = 1.612 A
3. Determinação da bitola mínima do cabo da
malha de terra.
3.1. Para t = 0,6s ⇒ S= 6,5 CM/A
(soldado)
3.2. S = 1.612 . 6,5 = 10.478 CM
3.3. Utilizamos 2/0 AWG (ABNT - PNB – 165
3.4. 2/0 AWG = 133.100 CM (circular mil)
4. Determinação do número de condutores nas direções “a” e “b”.

5. Determinação de Km.
1  l2  1  32 
5.1. K ma = × ln ×  = ×l ×   = 0 ,3805
2π  4π × h × d × ( n − 1 )  2π  4π × 0 ,6 × 0 ,0105 × 10 
5.2. d2/0AWG = 0,0105m (diâmetro do condutor 2/0 AWG).
5.3. k m a = 0 ,3805

1  4 ,5 2 
5.4. K mb = × ln ×   = 0 ,5149
2π  4π × 0 ,6 × 0 ,0105 × 10 
5.5. K mb = 0 ,5149
6. Determinação de Ki.
6.1. Ki = 0,65 x 0,172 x n - como n > 10, o valor de Ki = 2.
6.2. n = número de condutores na direção considerada, só é válido para “n” pequeno, ou seja n
< 10.
7. Determinação do comprimento dos cabos com a configuração adotada.
7.1. Lt = (La x Nb) + (Lb x Na) = 30 x 11 + 45 x 11
7.2. Lt = 825m
8. Determinação do comprimento mínimo dos cabos necessários.
Analisando os parâmetros que compõem a equação de “L”, verificamos que na direção “b”
obteremos o maior valor de “L”.

Página: 75
SUBESTAÇÕES

K mb ⋅ K i ⋅ ρ a ⋅ I a ⋅ t
8.1. L =
116 + 0 ,174 ⋅ 3.000
0 ,5149 ⋅ 2 ⋅ 435 ⋅ 1.612 ⋅ 0 ,6
8.2. L = = 876 m
116 + 0 ,174 ⋅ 3.00

8.3. 876m > 825m


8.3.1. Condição não verificada, logo
devemos fazer uma nova
tentativa, e definirmos outro
espaçamento entre os cabos.
9. Nova tentativa para definição do número de
condutores.
9.1. Adotaremos lb = 3m e manteremos la =
30m.
1  32 
9.2. K ma = ln   = 0 ,3805 → igual ao anterior.
2π  4π ⋅ 0 ,6 ⋅ 0 ,0105 ⋅ 10 

1  32 
9.3. K mb = ln   = 0 ,3165
2π  4π ⋅ 0 ,6 ⋅ 0 ,0105 ⋅ 15 
9.4. K i a = K i b = 2 , número de condutores maior que 10.
10. Novo comprimento mínimo.
Nesse caso, os parâmetros que compõem a equação de “L”, indicam a direção “a” para obtermos
maior comprimento.
0 ,3805 ⋅ 2 ⋅ 435 ⋅ 1.612 ⋅ 0 ,6
10.1. La = = 648 m
116 + 0 ,174 ⋅ 3.000
11. Comprimento dos cabos da nova configuração.
12. Lt = ( 30 ⋅ 16 ) + ( 45 ⋅ 11 ) = 975 ⇒ Lt = 975 > 648 m - condição satisfeita.
13. Verificação da corrente de pick-up dos dispositivos de proteção de falha para terra.
13.1. Ipick-up dos reles = 30 A - dado
( R + 1,5 ρ s ) ⋅ 9 ⋅ Lt ( 1.000 + 1,5 ⋅ 3.000 ) ⋅ 9 ⋅ 975
13.2. I = c = = 48 ,8 A
Rc ⋅ K m ⋅ Ki ⋅ ρ1 1.000 ⋅ 0 ,3805 ⋅ 2 ⋅ 1.300
13.3. 48,8 A > 30 A
13.3.1. Condição verificada, pois a corrente “I” é maior que a corrente “Ipick-up” de falha
para terra, logo será suficiente para sensibilizar o sistema de proteção.
14. Determinação de Ks – Coeficiente de superfície.
11 1 l ( 0 ,655 n − 0 ,327 ) 
14.1. K s =  + + n 
π  2h l + h l 
1 1 1 ln ( 0 ,655 ⋅ 11 − 0 ,327 ) 
14.2. K sa = + +
π  2 ⋅ 0 ,6 3 + 0 ,6 3 

1 1 1 ln ( 0 ,655 ⋅ 16 − 0 ,327 ) 
14.3. K sb = + +
π  2 ⋅ 0 ,6 3 + 0 ,6 3 

14.4. K sa = 0 ,647 K sb = 0 ,688
15. Determinação das máximas tensões admissíveis.
116 + 0 ,7 ρ s 116 + 0 ,7 ⋅ 3.000
15.5. de passo Ep = ∴ Ep = = 2.861V
t 0 ,6
116 + 0 ,174 ρ s 116 + 0 ,174 ⋅ 3.000
15.6. de toque Et = ∴ Et = = 824V
t 0 ,6
16. Determinação do valor máximo da corrente Ic.

Página: 76
SUBESTAÇÕES

0 ,116 0 ,116
16.1. I c = = = 0 ,150 A
t 0 ,6
17. Verificação do potencial de passo na periferia.
K ⋅ K ⋅ ρ ⋅ I 0 ,622 ⋅ 2 ⋅ 1.300 ⋅ 1.612
17.1. E per = s i 1 = = 2.674V
Lt 975
17.2. E per < E p - condição satisfeita.
18. Verificação do potencial de malha - Em < Et
K ⋅K ⋅ρ ⋅I 0 ,3165 ⋅ 2 ⋅ 1.300 ⋅ 1.612
18.1. Em = m i 1 cc = = 1.360V ⇒ Em = 1.360V > Et = 824V
Lt 975
18.1.1. Condição não satisfeita. É necessário mudar e diminuir o espaçamento de forma
que o potencial de malha seja suportável.
19. Terceira tentativa.
19.1. Adotaremos espaçamento na direção “a” igual à direção “b” - la = lb = 2m.
30 45
19.2. N a = + 1 = 16 ; Nb = + 1 = 23
2 ,0 2 ,0
1  22 
19.3. K ma = ⋅ ln   = 0 ,193
2π  4π ⋅ 0 ,6 ⋅ 0 ,0105 ⋅ 15 
1  22 
19.4. K mb = ⋅ ln   = 0 ,132
2π  4π ⋅ 0 ,6 ⋅ 0 ,0105 ⋅ 22 
20. Novo comprimento da nova configuração.
20.1. Lt = ( 30 ⋅ 23 ) + ( 45 ⋅ 16 ) = 1.410 m
21. Novo comprimento mínimo “L”.
0 ,193 ⋅ 2 ⋅ 435 ⋅ 1.612 ⋅ 0 ,6
21.1. La = = 328 m ∴ Lt > La - condição satisfeita.
116 + ( 0 ,174 ⋅ 3.000 )
22. Verificação da corrente de pick-up da proteção de terra.
( 1.000 + ( 1,5 ⋅ 3.000 )) ⋅ 9 ⋅ 1.140
22.1. I = = 112 ,45 A
1.000 ⋅ 0 ,193 ⋅ 2 ⋅ 1.300
23. I = 112 ,45 A > I pick −up = 30 A - condição satisfeita.

24. Determinação de Ks.


1 1 1 l ( 0 ,655 ⋅ 16 − 0 ,327 ) 
24.1. K sa =  + + n 
π  2 ⋅ 0 ,6 2 + 0 ,6 2 
1 1 1 l n ( 0 ,655 ⋅ 23 − 0 ,327 ) 
24.2. K sb = + +
π  2 ⋅ 0 ,6 2 + 0 ,6 2 

24.3. K sa = 0 ,757 K sb = 0 ,816
25. Verificação do potencial de passo na periferia (Eper < Ep).
0 ,816 ⋅ 2 ⋅ 1.300 ⋅ 1.612
25.1. E per = = 2.425 ,5V
1.410
25.2. E per = 2.425 ,5V < E p = 2.861V - condição satisfeita.
26. Verificação do potencial de malha (Em < Et).
0 ,193 ⋅ 2 ⋅ 1.300 ⋅ 1.612
26.1. E m = = 573 ,7V
1.410
26.2. E m = 573 ,3V < E t = 824V - condição satisfeita.
27. Verificação da corrente de choque pelo corpo humano.
E per 2.425 ,5
27.1. I per = = = 0 ,275 A
1.000 + 6 ⋅ ρ 1 1.000 + 6 ⋅ 1.300

Página: 77
SUBESTAÇÕES

27.2. I per > I k = 0 ,150 A - condição satisfeita.


Em 573,7
27.3. Im = = = 0 ,194 A
1.000 + 1,5 ⋅ ρ 1 1.000 + 1,5 ⋅ 1.300
27.4. I m > I c = 0 ,150 A - condição não satisfeita.
27.5. Observamos que não consideramos nas fórmulas de Iper e Im, as resistividades das britas, dos
calçados e nem as resistividades de contato. Todas essas resistências estão em série. Se
considerarmos nos cálculos, a resistividade das britas de 3.000Ω.m, temos:
2.425 ,5
27.5.1. I per = = 0 ,09 A
1.000 + 6 ⋅ ( 1.300 + 3.000 )
27.5.2. I per > I c = 0 ,150 A - condição satisfeita.
573,7
27.5.3. Im = = 0 ,077 A
1.000 + 1,5 ⋅ ( 1.300 + 3.000 )
27.5.4. I m < I c = 0 ,150 A - condição satisfeita.
28. Determinação da resistência de aterramento da malha.
A 35 ⋅ 40
28.1. r= = = 21,11m
π π
ρ ρa 435 435
28.2. Rm = + = + = 5 ,46 Ω
4π Lt 4 ⋅ 21,11 1410
29. Se considerarmos os valores da resistência de aterramento do cabo guarda e das torres da linha de
transmissão, como Rn = 8Ω, teremos o valor da resistência do sistema de aterramento.
R ⋅R 5 ,46 ⋅ 8
29.1. Rat = m n = = 3 ,25Ω
Rm + Rn 5 ,46 + 8

20. TRANSFORMADORES PARA INSTRUMENTOS – INTRODUÇÃO.

A grande expansão dos sistemas elétricos tem exigido o uso de correntes e tensões cada vez maiores, tal
é o valor da potência envolvidas. Não existindo instrumentos de medição e de proteção, de uso prático, que
possam medir diretamente essas tensões e correntes, faz-se necessário um dispositivo que possa “reduzir”,
tantas vezes quanto necessário, os altos valores a serem medidos até se adequarem aos níveis (tensão e corrente)
dos instrumentos de medição e proteção. Ao mesmo tempo, este dispositivo deverá “isolar” os instrumentos de
medidas e de proteção (os quais operam em níveis de isolamento baixos) das altas tensões existentes nos
sistemas a serem medidos ou protegidos. O dispositivo em questão é o transformador para instrumentos.

21. GENERALIDADES SOBRE TRANSFORMADORES

A figura 21.01, representa um transformador real


qualquer:
Sendo:
1. U1 = tensão eficaz primária
2. I1 = corrente eficaz primária
3. r1 = resistência ôhmica do enrolamento
primário
4. x1 = reatância de dispersão do enrolamento primário
5. n1 = número de espiras do enrolamento primário
6. E1 = força eletromotriz primária (valor eficaz)
7. E2 = força eletromotriz secundária (valor eficaz)
8. r2 = resistência ôhmica do enrolamento secundário
9. x2 = reatância de dispersão do enrolamento secundário
10. n2 = número de espiras do enrolamento secundário
11. I2 = corrente eficaz secundária
12. V2 = tensão eficaz secundária
13. Z = impedância da carga
14. Φ = fluxo magnético útil no núcleo do transformador

Página: 78
SUBESTAÇÕES

Para este transformador apresentado vale as seguintes expressões fasoriais:


r r r r r r
U 1 = E1 + r1I1 + jx1I1 = − E1 + Z1I1 (equação 1)
r r r r r r
U 2 = E2 + r2 I 2 + jx2 I 2 = − E2 + Z 2 I 2 (equação 2),
r r r r n r r r
n1 I 1 + n2 I 2 = n1 I0 onde I1 = − 2 × I 2 + I0 (equação 3), sendo I 0 a corrente de excitação do
n1
transformador.
Esta corrente, como veremos logo adiante, é composta de duas parcelas:
1. Iu = “componente de magnetização” ou “corrente magnetizante” que produz o fluxo Φ.
2. Ip = “componente de perdas” ou “corrente de perdas” responsável
pelas perdas no núcleo: perdas por corrente de Foucault, histerese e
pequeno efeito Joule.
A menos das perdas (Z1 I1 e Z2 I2 ), vale também:
E1 U n
= = 1 relação de transformação (equação 4)
E2 U 2 n2
Desprezando a corrente I0 , normalmente muito pequena perto da corrente
nominal primária vale também a seguinte expressão:
I 2 n1
= relação de transformação (equação 5).
I1 n2
O transformador apresentado na figura 21.01, possui o diagrama mostrado
na figura 21.02. Dentre os vários tipos de transformadores, trataremos, neste curso,
dos transformadores para instrumentos. São eles: Transformadores de corrente
(TCs), Transformadores de potencial (TPs) e Divisores capacitivos de potencial
(DCPs)

21.1. TRANSFORMADORES DE CORRENTE (TCs)

Os TCs destinam-se a evitar a conexão direta de instrumentos de medição


e proteção nos circuitos de corrente alternada de alta tensão. Permite, desta forma,
isolar o circuito de alta tensão dos instrumentos de medição e proteção, bem como
adaptar a grandeza a medir, no caso a corrente, em uma proporção conhecida e de
modo a assegurar uma medição mais favorável. A figura 21.01.01 representa,
esquematicamente, o TC. O TC tem n1 < n2 , dando assim no secundário uma
corrente I2 < I1. Os TCs têm geralmente poucas espiras no primário, e dependendo
do valor da corrente primária, este pode ser apenas uma espira, constituída por uma
barra colocada em série no circuito. Uma primeira observação essencial é que a
corrente I1 é fixada pelo circuito externo, pela carga Z, e portanto não depende da
carga Z’ do(s) instrumento(s) ligado(s) no secundário do TC. Como são
empregados para alimentar instrumentos de baixa impedância (amperímetros, bobinas de corrente de
wattímetro, de medidores de watt-hora e bobinas de corrente de diversos reles) diz-se que são transformadores
que funcionam com o secundário quase em curto circuito permitindo a circulação de uma corrente secundária
proporcional a primária em módulo e com a menor defasagem angular possível entra ambas. O equilíbrio de
funcionamento do transformador de corrente é mostrado pela equação:
r r r
n1 I 1 + n2 I 2 = n1 I0 (equação 6).
Ou seja, as forças magnetomotrizes (f.m.m.) produzidas nos enrolamentos primários e secundários
dando como resultado a força magnetomotriz de magnetização. A equação 6 nos mostra que se, por um motivo
qualquer, o enrolamento secundário ficar aberto, obviamente a corrente secundária será zero, logo, toda f.m.m.
produzida pela corrente primária I1 irá se converter em f.m.m. de magnetização. Isto causará a saturação do
núcleo de ferro aumentando em conseqüência, as perdas a um valor elevadíssimo, devido ao alto valor da
indução. Isto provoca um aquecimento excessivo. Além dos problemas citados, existe o fato da elevada tensão
induzida no circuito secundário, o que coloca em risco os instrumentos e principalmente vidas humanas. Por esta
razão, os transformadores de corrente devem ter sempre o seu secundário fechado. Os enrolamentos não
utilizados devem ser curto-circuitados, desde que não pertençam ao mesmo núcleo. Quando um TC possuir dois
ou enrolamentos no mesmo núcleo e apenas um destes enrolamentos for utilizado o(s) outro(s) deve(m) ficar
aberto(s) pois, o enrolamento fechado equilibra o TC. Costuma-se para efeito de cálculo, desprezar a corrente de
magnetização. A equação anterior, pode então, ser escrita sob a forma:

Página: 79
SUBESTAÇÕES

N1 I 2
N1 I1 = N 2 I 2 (equação 7), ou ainda: = (equação 8).
N 2 I1
Ao se fazer tal aproximação, depara-se com o transformador de corrente ideal. Para defini-lo melhor,
deve-se compreender as definições das seguintes grandezas:

21.1.1. RELAÇÃO NOMINAL.

É a que se especifica, ou seja: É a relação da corrente nominal primária para a corrente nominal
I
secundária. É um dado de placa. K c = 1n (equação 9).
I 2n
21.1.2. RELAÇÃO DE ESPIRAS.

É a relação do número de espiras do enrolamento secundário para o número de espiras do enrolamento


n
primário. Notar que é o contrário do TP como veremos: K e = 2 (equação 10).
n1

21.1.3. RELAÇÃO EFETIVA OU RELAÇÃO VERDADEIRA.

É aquela que o transformador efetivamente fornece. De outro modo: “É a relação da corrente primária
I
para a corrente secundária, sendo ambas, medidas em termos de valores eficazes”: K r = 1 (equação 11).
I2
Em posse do significado dessas grandezas pode-se definir o transformador ideal: “ É o transformador
no qual, o número que mede a relação nominal, relação de espiras e relação efetiva, é o mesmo “. Analisando
as equações 7 e 8 verifica-se que as correntes primária e secundária são inversamente proporcionais ao
respectivo número de espiras. Da suposição feita acima pode-se concluir que a relação de
transformação será grandemente influenciada pela corrente de excitação, o que, provocará um “ erro
de relação “ e, ao mesmo tempo, um “ erro de fase “, como pode ser observado no diagrama fasorial
mostrado na figura 21.01.03.01. A figura 21.01.03.01 mostra o diagrama fasorial de um TC.
O TC introduz 2 (dois) erros a saber:

21.1.4. ERRO DE RELAÇÃO.

A corrente de excitação I0, composta da corrente magnetizante Iu responsável pela produção


do fluxo Φ0 e da corrente de perdas responsável pela alimentação das perdas no núcleo por histerese e
correntes de Foucault, causa um pequeno erro de relação. Para a correção do erro de relação
K
definiremos agora o que vem a ser o “fator de correção de relação”: FCRc = r (equação 12).
Kc
Sendo, como já visto: Kr = relação efetiva ou verdadeira e Kc = relação nominal.
Portanto, o fator de correção da relação é o fator pelo qual deve ser multiplicada a relação nominal Kc
do TC para se obter a relação efetiva ou verdadeira Kr. O erro de relação percentual fica sendo:
Erro relação percentual: % = 100(FCRc - 1) (equação 13).

21.1.5. ERRO DE FASE.

Como pode ser notado no diagrama fasorial, figura 21.01.03.01, a corrente primária I1 é defasada da
corrente secundária I2 por um ângulo de 180 o ± β . O ângulo de 180o é compensado pela marcação correta da
polaridade do TC, como mostra o diagrama da figura 21.01.03.01, e o ângulo ± β se constitui no erro de fase do
transformador, devido a corrente de excitação I0. O ângulo β será positivo quando a corrente secundária reversa
(-I2) for adiantada da corrente primária I1, e será negativo quando a corrente secundária reversa (-I2) for atrasada
da corrente primária I1.

Página: 80
SUBESTAÇÕES

Os erros de fase e de relação não são valores fixos em um dado TC, dependem da corrente primária,
freqüência, forma de onda da corrente primária e carga secundária incluindo os cabos secundários. Sob
condições normais, onde a freqüência e a forma de onda da corrente primária são praticamente constantes, tais
erros dependem principalmente da corrente primária e da carga secundária incluindo o efeito dos cabos
secundários. Definiremos agora o que vem a ser “fator de correção de transformação” de um TC (FCTc).
É definido como sendo o fator pelo qual se deve multiplicar a leitura indicada por um wattímetro, cuja
bobina de corrente é alimentada através do referido TC, para corrigir o efeito combinado do fator de correção da
relação FCRc e do ângulo de fase β. Da ABNT-EB-251, item 4.3..1.2.1, transcrevemos as duas normas seguintes:

21.1.5.1. NOTA 1

Os limites do fator de correção da transformação (FCTc) podem ser considerados os mesmos limites do
fator de correção da relação (FCRc), quando o fator de potência da carga é unitário, visto que, nestas condições, o
ângulo de fase (β) do TC, por ser pequeno, não introduz erro significativo.

21.1.5.2. NOTA 2

Para qualquer fator de correção da relação (FCRc) conhecido de um TC, os valores limites positivo e
negativo do ângulo de fase (β) em minutos são expressos por: β = 2600 . (FCRc - FCTc) (equação 14). Sendo o
fator de correção da transformação como os valores mínimo o máximo do fator de correção da transformação
(FCTc) deste transformador. De posse de todos esses conceitos pode-se agora definir o TC.

21.1.5.3. DEFINIÇÃO DA ABNT

“ Transformador para instrumentos, cujo enrolamento primário é conectado em série em um circuito,


que se destina a reproduzir em seu secundário a corrente do seu circuito primário, com sua posição fasorial
substancialmente mantida, em uma proporção definida, conhecida e adequada para uso com instrumentos de
medição, controle ou proteção “.
É muito comum, ao se estuda um transformador de corrente, fazer analogia com os transformadores de
força. Existem, de fato, muitas semelhanças entre ambos.
A principal reside no fato de que ambos dependem fundamentalmente do mecanismo da indução
magnética.
Em termos de operação, existe diferenças consideráveis:
1. Num transformador de força, a corrente que circula no primário é função direta da corrente que
circula no secundário.
2. Num transformador de corrente, a corrente que circula no enrolamento primário independe da
corrente do enrolamento secundário, uma vez que o enrolamento primário é conectado em série
com o circuito.
Segundo a norma ABNT-EB-251, os valores nominais que caracterizam os transformadores de corrente
são os seguintes:
1. Corrente nominal e relação nominal;
2. Nível de isolamento;
3. Freqüência nominal:
4. Carga nominal:
5. Classe de exatidão;
6. Fator de sobre-corrente nominal (somente para TC para serviço de reles);
7. Fator térmico nominal;
8. Corrente térmica nominal;
9. Corrente dinâmica nominal.
Far-se-á em seguida, um desenvolvimento das características acima, tentando apresentar alguns
aspectos de outra norma ANSI (USA).

21.1.6. CORRENTE NOMINAL E RELAÇÃO NOMINAL

Segundo a ABNT as correntes primárias nominais e as relações nominais são as especificadas na tabela
21.01.06.01. As relações nominais são baseadas na corrente secundária nominal de 5 A. Segundo a norma ANSI
as correntes primárias nominais e as relações nominais são especificadas nas Tabelas 21.01.06.02 e 21.01.06.03.

Página: 81
SUBESTAÇÕES

CORRENTES PRIMÁRIAS NOMINAIS / RELAÇÕES


NOMINAIS PARA TC PARA TCs QUE NÃO SÃO DO TIPO BUCHA - CORRENTES EM (A)
Corrente Corrente Corrente Relação dupla com conexão série- Relação dupla com taps no
Nominal Relação Primária Relação Primária Relação RELAÇÃO SIMPLES
paralelo no enrolamento primário. enrolamento secundário
Primária Nominal Nominal Nominal Nominal Nominal
A A A 10:05 800:05:00 25 x 50:05:00 25/50:5
5 1:1 100 20:01 1000 200:1 15:05 1.200:5 50 x 100:05:00 50/100:5
10 2:1 125 25:1 1200 240:1 25:04:00 1.500:5 100 x 200:05:00 100/200:5
15 3:1 150 30:1 1500 300:1 40:05:00 2.000:5 200 x 400:05:00 200/400:5
20 4:1 200 40:1 2000 400:1 50:05:00 3.000:5 400 x 800:05:00 300/600:5
25 5:1 250 50:1 2500 500:1 75:05:00 4.000:5 600 x 1.200:5 400/800:5
30 6:1 300 60:1 3000 600:1 100:05:00 5.000:5 1.000 x 1.200:5 600/1.200:5
40 8:1 400 80:1 4000 800:1 200:05:00 6.000:5 2.000 x 2.000:5 1.000/2.000:5
50 10:01 500 100:01:00 5000 1000:01:00 300:05:00 8.000:5 1.500/3.000:5
60 12:01 600 120:01:00 6000 1200:01:00 400:05:00 12.000:5 2.000/4.000:5
75 15:01 800 160:01:00 8000 1600:01:00 600:05:00
Tabela 21.01.06.1 TABELA 21.01.06.2

PARA TCs MULTI-RELAÇÃO DO TIPO BUCHA Segundo as normas da ABNT e ANSI (Tabelas
RELAÇÃO DE
TAPS
RELAÇÃO DE
TAPS
21.01.06.01, 21.01.06.02 e 21.01.06.03), os TCs, para
CORRENTES
SECUNDÁRIO
CORRENTES
SECUNDÁRIO serviços de medição, devem ser selecionados de modo que a
(A) (A)
corrente de serviço esteja compreendida entre 10% e 100%
600:05:00 2.000:5 da corrente nominal primária. Vide paralelogramos de
50:05:00 x2-x3 300:05:00 x3-x4 limite da classe de exatidão nominal anexos. (figuras
100:05:00 x1-x2 400:05:00 x1-x2
150:05:00 x1-x3 500:05:00 x4-x5
21.01.02, 21.01.03 e 21.01.04).
200:05:00 x4-x5 800:05:00 x2-x3
250:05:00 x3-x4 1.100:5 x2-x4 21.1.7. NÍVEL DE ISOLAMENTO
300:05:00 x2-x4 1.200:5 x1-x3
400:05:00 x1-x4 1.500:5 x1-x4
450:05:00 x3-x5 1.600:5 x2-x5 É definido com base na classe de tensão de serviço
500:05:00 x2-x5 2.000:5 x1-x5 no circuito no qual o TC será conectado. Deve-se considerar
600:05:00 x1-x5 3.000:5
a tensão máxima de serviço. Cuidados especiais devem ser
1.500:5 x2-x3
2.000:5 x2-x4
tomados quanto à classe de isolamento. É sabido que o
1.200:5 3.000:5 x1-x4 custo é função direta da classe de tensão de isolamento
100:05:00 x2-x3 4.000:5 nominal.
200:05:00 x1-x2
300:05:00 x1-x3 2.000:5 x1-x2
21.1.8. FREQÜÊNCIA NOMINAL
400:05:00 x4-x5 3.000:5 x1-x3
500:05:00 x3-x4 4.000:5 x1-x4
600:05:00 x2-x4 As freqüências nominais para os TCs são 50 e/ou
800:05:00 x1-x4 5.000:5 60 Hz.
900:05:00 x3-x4
1.000:5 x2-x5 3.000:5 x1-x2
1.200:5 x1-x5 4.000:5 x1-x3 21.1.9.CARGA NOMINAL
5.000:5 x1-x4
TABELA 21.01.06.3 Todas as considerações sobre a classe de exatidão
dos transformadores de corrente, que veremos adiante, estão
condicionados ao conhecimento das cargas dos mesmos. As publicações dos fabricantes fornecem as cargas dos
reles, medidores, etc., que somadas às impedâncias dos cabos secundários, representarão a carga total do TC. De
uma maneira geral, a carga do TC diminui a medida que aumenta a corrente secundária to TC, devido à saturação
dos circuitos magnéticos dos reles, medidores e outros instrumentos. Segundo a ABNT as cargas nominais são
designadas pela letra “C” seguida pelo número de volt-amperes em 60 Hz, com corrente nominal 5 A e fator de
CARGAS NOMINAIS PARA TC potência normalizado conforme
CARGAS NOMINAIS CARACTERÍSTICAS A 60 Hz E 5 A Tabela 21.01.09.01.
POTÊNCIA FATOR DE RESISTÊNCIA INDUTÂNCIA IMPEDÂNCIA Para seleção da carga nominal de
DESIGNAÇÃO
APARENTE (VA) POTÊNCIA EFETIVA (a) (Mh) (a)
(1) (2) (3) (4) (5) (6)
um transformador de corrente
C 2,5 2,5 0,9 0,09 0,116 0,1 destinados à medição ou à
C 5,0 5 0,9 0,18 0,232 0,2 proteção, somam-se as potências
C 12,5 12,5 0,9 0,45 0,58 0,5 consumidas pelos instrumentos de
C 25 25 0,5 0,5 2,3 1
C 50 50 0,5 1 4,6 2
medição ou de proteção a serem
C 100 100 0,5 2 9,2 4 ligados no seu secundário. Quando
C 200 200 0,5 4 18,4 8 necessário, considera-se também
T A B E L A 21.01.09.1 as potências consumidas pelas
conexões e cabos secundários.

Página: 82
SUBESTAÇÕES

Feito isso, adota-se a carga CARGAS NOMINAIS PARA TC


CARACTERÍSTICAS CARACTERÍSTICAS PARA 60 Hz E 5 A
padronizada de valor imediatamente
RESISTÊNCIA INDUTÂNCIA IMPEDÂNCIA VOLT- FATOR DE
superior ao valor calculado. Segundo a DESIGNAÇÃO
(a) (mH) (a) AMPERES POTÊNCIA
ANSI as cargas nominais são designadas B-0,1 0,09 0,116 0,1 2,5 0,9
pela letra “B” seguida pelo valor da B-0,2 0,18 0,232 0,2 5 0,9
impedância em 60Hz, com corrente B-0,5 0,45 0,58 0,5 12,5 0,9
B-1 0,5 2,3 1 25 0,5
nominal 5A e fator de potência B-2 1 4,6 2 50 0,5
normalizado conforme Tabela B-4 2 9,2 4 100 0,5
21.01.09.02. B-8 4 18,4 8 200 0,5
T A B E L A 21.01.09.2

21.1.10. CLASSE DE EXATIDÃO NOMINAL

Especial atenção deve ser dada a esse item. É de primordial importância para a correta especificação do
TC. Os TCs, são agrupados em duas classes distintas:
1. TCs para serviço de medição
2. TCs para serviço de proteção

21.1.10.1. TCs PARA SERVIÇO DE MEDIÇÃO

É importante que esses transformadores retratem fielmente a corrente a ser medida. É imprescindível,
que apresentem erros de fase e de relação mínimos dentro de suas respectivas classes de exatidão. Segundo as
normas ABNT e ANSI, os transformadores de corrente devem manter sua exatidão na faixa de 10 a 100% da
corrente nominal. Em caso de curto-circuito, não há necessidade que a corrente seja transformada com exatidão.
É vantajoso que em condições de curto-circuito, o transformador sature, proporcionando assim, um auto de
proteção aos equipamentos de medição conectados no secundário. As figuras 21.01.15.01, 21.01.15.02 e
21.01.15.03, mostram os paralelogramos de exatidão definidos para cada uma das classes. Considera-se que o
TC para serviço de medição, está dentro de sua classe de exatidão, quando o ponto determinado pelo erro de fase
e pelo FCRc estiver dentro do paralelogramo de exatidão.

21.1.10.1.1. SELEÇÃO DA CLASSE DE EXATIDÃO

Para serviço de medição, indica-se a classe de exatidão seguida do símbolo da maior carga nominal com
a qual se verifica essa classe de exatidão. Cada enrolamento secundário deverá ser indicado com todas as suas
classes de exatidão com as cargas nominais correspondentes.
Exemplo: x:0,3-C12,5 - segundo norma ABNT 0,3B-0,5 - segundo norma ANSI
Para acontecer que o TC tenha diferentes classes de exatidão, para diferentes cargas. Nestas condições,
estas classes deverão ser indicadas da seguinte maneira: x: 0,6-C2,5:1,2-C12,5. A seleção da classe de exatidão
é função direta da aplicação a que se destina o TC. É APLICAÇÕES TÉCNICAS
importante considerar, que tanto o TC como os CLASSE DE
APLICAÇÃO
instrumentos de medição devam possuir uma classe de PRECISÃO
exatidão, se não igual, porém compatíveis. 0,3
Medidas em laboratório. Medidas de potência e energia
e
para fins de faturamento.
0,6
21.1.10.1.2. APLICAÇÕES TÍPICAS Alimentação usual de:
, Amperímetros;
21.1.10.1.2.1. OBSERVAÇÕES 1,2 , wattímetro;
, Medidas de kWh;
, Fasímetros, etc.
1. É também normalizada a classe de exatidão
T A B E L A 21.01.10.01.02.1
3, sem limitação do ângulo de fase. Por não
ter limitação do ângulo de fase, esta classe
de exatidão não deve ser usada em serviço de medição de potência ou de energia. No caso de um
TC para serviço de medição com classe de exatidão 3, considera-se que ele está dentro de sua
classe de exatidão, em condições especificadas, quando nestas condições, o fator de correção de
relação estiver entre os limites 1,03 e 0,97.
2. Todo TC para serviço de medição, com um único enrolamento secundário e com classes de
exatidão 0,3 ou 0,6 ou 1,2, deve estar dentro da sua classe de exatidão para todos os valores de
fator de potência indutivo da carga medida no primário do TC compreendidos entre 0,6 e 1,0, uma
vez que estes limites definem o traçado dos paralelogramos das figuras 21.01.15.01, 21.01.15.02 e
21.01.15.03.

Página: 83
SUBESTAÇÕES

21.1.10.2. TCs PARA SERVIÇO DE PROTEÇÃO

Os TCs usados para alimentação de reles devem retratar


fielmente as correntes de curto-circuito. Sendo estas correntes
múltiplas da corrente nominal, é importante que o TC não sofra os
efeitos de saturação. Para aplicação com reles não é necessário
considerar o efeito de erro de fase. A corrente secundária se
apresenta com um baixo fator de potência, podendo-se afirmar, que
a mesma está em completa oposição de fase com a corrente de
excitação. Portanto, o efeito da corrente de excitação no erro de fase
é desprezível. Segundo a ABNT os TCs para serviço de reles são
enquadrados em uma das seguintes classes de exatidão: 2,5 (erro
percentual até 2,5%) e 10 (erro percentual até 10,0%). Considera-se que um TC para serviço de reles está dentro
de sua classe de exatidão em condições especificadas, quando nestas condições, o seu erro percentual não for
superior a 2,5% no caso da classe de exatidão 2,5, ou a 10% no caso da classe de exatidão 10, desde a corrente
nominal até uma corrente cujo valor é dado pelo produto da corrente nominal pelo fator de sobre corrente
nominal. Segundo a ANSI os TCs, para serviço de reles, são enquadrados em apenas uma classe de exatidão: 10
(erro percentual até 10,0%). Anteriormente, a norma
ANSI também normatizava o TC classe 2,5.
Consideremos agora o circuito equivalente do TC,
referido ao seu secundário. (figura 21.01.10.02.01). Pelo
circuito equivalente da figura 21.01.10.02.02, pode-se
concluir que parte da corrente primária é consumida para
excitação do núcleo, e a corrente I2 é uma parcela da
corrente primária realmente transferida para o
secundário. Conclui-se ainda, que a f.e.m., secundária é
função da corrente de excitação (I’0), das impedâncias do
secundário e da própria carga (Zc). A curva que relaciona
E2 e I’0 é denominada “curva de excitação secundária”
(figura 21.01.10.02.02). Ela fornece subsídios
importantes para a correta especificação do TC. Esta
curva permite determinar o ponto a partir do qual o TC
irá saturar (Knee-point ou joelho da curva).

21.1.10.2.1. SELEÇÃO DA CLASSE DE EXATIDÃO

De acordo com a ABNT, os TCs para serviço de reles são classificados, quanto à impedância, nas duas
classes seguintes:
1. Transformador classe B - é um TC cujo enrolamento secundário apresenta reatância desprezível.
Nesta classe se enquadram os transformadores com núcleo rotoidal, com o enrolamento secundário
uniforme distribuído sobre o mesmo.
2. Transformador classe A - é um TC cujo enrolamento secundário apresenta reatância que não pode
ser desprezada. Nesta classe se enquadram todos os TCs, exceto os que são definidos como classe
B.
O método de seleção da classe de exatidão considera que o TC está fornecendo à carga uma corrente
igual ao produto de sua corrente nominal pelo fator de sobre-corrente nominal (F5; F10; F15 - somente para a
classe B - é F20) e o TC é classificado na base do valor máximo da tensão eficaz, que o mesmo pode manter no
seu secundário sem prejuízo da sua exatidão. Os TCs para serviço de reles da classe A, devem estar dentro da sua
classe de exatidão para tensões secundárias e cargas especificadas nas tabelas 21.01.16.01 e 21.01.16.02 e nas
figuras 21.01.16.01 e 21.01.16.02. Os TCs para serviço de reles, da classe B, devem estar dentro da sua classe de
exatidão, para tensões secundárias e cargas especificadas nas tabelas 21.01.16.03 e 21.01.16.04 e nas figuras
21.01.16.03 e 21.01.16.04.

21.1.10.2.1.1. EXEMPLOS DE DESIGNAÇÃO

1. Transformador para proteção, classe baixa impedância, com classe de exatidão nominal 2,5, com
fator de sobre-corrente nominal igual a 10 e uma carga de 100 VA, seria designado por:
B2,5F10C100.

Página: 84
SUBESTAÇÕES

2. Transformador para proteção, classe alta impedância, com classe de exatidão igual a 10, com fator
de sobre-corrente nominal igual a 20 e com carga de 50 VA, seria designado por: A10F20C50.
De acordo com a ANSI, na antiga denominação ANSI teríamos para os dois exemplos o seguinte: 2,6 L
400 e 10 H 200. Notar que a letra L é abreviatura de “LOW” que significa BAIXA e H é abreviatura de
“HIGH” que significa ALTA. Segundo esta norma a especificação da carga é indireta, pela especificação da
tensão secundária máxima admissível para a classe de exatidão. O fator de sobre-corrente, é sempre considerado
igual a 20. Na moderna denominação ANSI teríamos para os dois exemplos o seguinte: 10 c 400 e 10 T 200.
Observação: Atualmente a ANSI não normatiza mais a classe 2,5 e substitui as letras L por C e H por T.

21.1.11. FATOR DE SOBRECORRENTE NOMINAL

É o fator empregado em transformadores de corrente para serviço de proteção. É expresso pela relação
entre a máxima corrente com a qual o transformador mantém sua classe de exatidão e a corrente nominal.
Segundo a ABNT este fator pode ser 5, 10, 15 (somente para a classe B) ou 20 e segundo a ANSI, igual a 20.

21.1.12. FATOR TÉRMICO NOMINAL

É o fator pelo qual deve ser multiplicada a corrente nominal primária de um TC, para se obter a corrente
primária máxima que o transformador deve suportar, em regime permanente, operando em condições normais,
sem exceder os limites de temperatura especificados para sua classe de isolamento. Segundo a ABNT este fator
pode ser 1,0; 1,20; 1,30; 1,50 e 2,0.

21.1.13. CORRENTE TÉRMICA NOMINAL

É definido como sendo o valor eficaz da corrente primária


simétrica que o transformador pode suportar por um determinado
tempo (normalmente 1,0 segundos) com o enrolamento secundário
curto-circuitado, sem exceder os limites de temperatura
especificados para sua classe de isolamento. Para instalações
protegidas por disjuntor, o TC é selecionado como segue: LT’s
(limite térmico) - máxima corrente de interrupção do disjuntor.

21.1.14. CORRENTE DINÂMICA NOMINAL

É definida como sendo o maior valor eficaz da corrente


primária que o transformador deve suportar durante determinado
tempo (normalmente 0,1 segundos), com o enrolamento secundária
curto-circuitado, sem se danificar mecanicamente devido às forças eletromagnéticas existentes.

21.1.15. GRÁFICOS DE LIMITAÇÃO DA CLASSE DE EXATIDÃO.

Figuras: 21.01.15.01, 21.01.15.02 e 21.01.15.03.

Página: 85
SUBESTAÇÕES

21.1.16. TABELAS E GRÁFICOS DAS LIMITAÇÕES DE CARGA E TENSÃO PARA TC PARA


SERVIÇO DE RELÉS DAS CLASSES A E B.

LIMITAÇÕES DE CARGA E TENSÕES SECUNDÁRIAS DE TC PARA SERVIÇO DE RELÉS DA CLASSE "A" COM FREQUÊNCIA NOMINAL DE 60 Hz
DESIGNAÇÃO DA CORRENTE CORRENTE DESIGNAÇÃO DA CORRENTE CORRENTE DESIGNAÇÃO DA CORRENTE
CLASSE DE SECUNDÁRIA DE 5A SECUNDÁRIA DE CLASSE DE SECUNDÁRIA DE 5A SECUNDÁRIA DE CLASSE DE SECUNDÁRIA DE 5A
EXATIDÃO ATÉ 25A 25A ATÉ 100A EXATIDÃO ATÉ 25A 25A ATÉ 50A EXATIDÃO ATÉ 25A
A A A A A A
TENSÃO CARGA TENSÃO CARGA TENSÃO CARGA TENSÃO CARGA TENSÃO CARGA
2,5 10 2,5 10 2,5 10
SECUND. MÁXIMA SECUND. MÁXIMA SECUND. MÁXIMA SECUND. MÁXIMA SECUND. MÁXIMA
F F F F F F
(V) (VA) (V) (VA) (V) (VA) (V) (VA) (V) (VA)
20 20 10 10 5 5
C 12,5 2,0 x is 2 50 50/is C 12,5 2,0 x is 2 50 50/is C 12,5 2,0 x is 2,0
C 25 4,0 x is 4 100 100/is C 25 4,0 x is 4 100 100/is C 25 4,0 x is 4,0
C 50 8,0 x is 8 200 200/is C 50 8,0 x is 8 200 200/is C 50 8,0 x is 8,0
C 100 16,0 x is 16 400 400/is C 100 16,0 x is 16 400 400/is C 100 16,0 x is 16,0
C 200 32,0 x is 32 800 800/is C 200 32,0 x is 32 800 800/is C 200 32,0 x is 32,0
is = Corrente Secundária em Ampères.
TABELA 21.01.16.01

Nota: Considera-se que o


transformador está dentro
da sua classe de exatidão,
para uma carga nominal
considerada, quando o
erro percentual é inferior
ao erro percentual
garantido por esta classe
de exatidão, para todos os
valores de tensão e
corrente compreendidos
dentro dos seguintes
limites:
1. Linha cheia correspondente
à carga nominal
considerada;
2. Vertical correspondente ao
limite de corrente para o fator de sobre-corrente nominal considerado.
3. Vertical correspondente à corrente secundária de 5 A;
4. Base.

Nota: Considera-se que o


transformador está dentro
da sua classe de exatidão,
para uma carga nominal
considerada, quando o
erro percentual é inferior
ao erro percentual
garantido por esta classe
de exatidão, para todos os
valores de tensão e
corrente compreendidos
dentro dos seguintes
limites:
1. Linha cheia
correspondente à
carga nominal
considerada;
2. Vertical correspondente ao limite de corrente para o fator de sobre-corrente nominal
considerado.
3. Vertical correspondente à corrente secundária de 5 A;
4. Base.

Página: 86
SUBESTAÇÕES

LIMITAÇÕES DE CARGA E TENSÕES SECUNDÁRIAS DE TC PARA SERVIÇO DE RELÉS DA CLASSE "A" COM FREQUÊNCIA NOMINAL DE 50 Hz
DESIGNAÇÃO DA CORRENTE CORRENTE DESIGNAÇÃO DA CORRENTE CORRENTE DESIGNAÇÃO DA CORRENTE
CLASSE DE SECUNDÁRIA DE 5A SECUNDÁRIA DE CLASSE DE SECUNDÁRIA DE 5A SECUNDÁRIA DE CLASSE DE SECUNDÁRIA DE 5A
EXATIDÃO ATÉ 25A 25A ATÉ 100A EXATIDÃO ATÉ 25A 25A ATÉ 50A EXATIDÃO ATÉ 25A
A A A A A A
TENSÃO CARGA TENSÃO CARGA TENSÃO CARGA TENSÃO CARGA TENSÃO CARGA
2,5 10 2,5 10 2,5 10
SECUND. MÁXIMA SECUND. MÁXIMA SECUND. MÁXIMA SECUND. MÁXIMA SECUND. MÁXIMA
F F F F F F
(V) (VA) (V) (VA) (V) (VA) (V) (VA) (V) (VA)
20 20 10 10 5 5
C 12,5 1,86 x is 1,86 46,5 46,5/is C 12,5 1,86 x is 1,86 46,5 46,5/is C 12,5 1,86 x is 1,86
C 25 3,72 x is 3,72 93 93/is C 25 3,72 x is 3,72 93 93/is C 25 3,72 x is 3,72
C 50 7,44 x is 7,44 186 186/is C 50 7,44 x is 7,44 186 186/is C 50 7,44 x is 7,44
C 100 14,88 x is 14,88 372 372/is C 100 14,88 x is 14,88 372 372/is C 100 14,88 x is 14,88
C 200 29,76 x is 29,76 741 741/is C 200 C 200 29,76 x is 29,76
is = Corrente Secundária em Ampères.
TABELA 21.01.16.02

LIMITAÇÕES DE CARGA E TENSÕES SECUNDÁRIAS DE TC PARA SERVIÇO DE RELÉS DA CLASSE "A" COM FREQUÊNCIA NOMINAL DE 60 Hz
DESIGNAÇÃO DA CORRENTE DESIGNAÇÃO DA CORRENTE DESIGNAÇÃO DA CORRENTE DESIGNAÇÃO DA CORRENTE
CLASSE DE SECUNDÁRIA DE 5A CLASSE DE SECUNDÁRIA DE 5A CLASSE DE SECUNDÁRIA DE CLASSE DE SECUNDÁRIA DE 5A
EXATIDÃO ATÉ 100A EXATIDÃO ATÉ 75A EXATIDÃO 25A ATÉ 50A EXATIDÃO ATÉ 25A
FATOR DE SOBRE-CORRENTE F20 FATOR DE SOBRE-CORRENTE F15 FATOR DE SOBRE-CORRENTE F10 FATOR DE SOBRE-CORRENTE F5
B B B B B B A A
TENSÃO CARGA TENSÃO CARGA TENSÃO CARGA TENSÃO CARGA
2,5 10 2,5 10 2,5 10 2,5 10
SECUND. MÁXIMA SECUND. MÁXIMA SECUND. MÁXIMA SECUND. MÁXIMA
F F F F F F F F
(V) (VA) (V) (VA) (V) (VA) (V) (VA)
20 20 15 15 10 10 5 5
C 12,5 0,5 x is 0,5 C 12,5 0,5 x is 0,5 C 12,5 0,5 x is 0,5 C 12,5 0,5 x is 0,5
C 25 1,0 x is 1,0 C 25 1,0 x is 1,0 C 25 1,0 x is 1,0 C 25 1,0 x is 1,0
C 50 2,0 x is 2,0 C 50 2,0 x is 2,0 C 50 2,0 x is 2,0 C 50 2,0 x is 2,0
C 100 4,9 x is 4,0 C 100 4,9 x is 4,0 C 100 4,9 x is 4,0 C 100 4,9 x is 4,0
C 200 8,0 x is 8,0 C 200 8,0 x is 8,0 C 200 8,0 x is 8,0 C 200 8,0 x is 8,0
16,0
32,0
is = Corrente Secundária em Ampères.
TABELA 21.01.16.03

Nota: Considera-se que o


transformador está dentro
da sua classe de exatidão,
para uma carga nominal
considerada, quando o
erro percentual é inferior
ao erro percentual
garantido por esta classe
de exatidão, para todos os
valores de tensão e
corrente compreendidos
dentro dos seguintes
limites:
1. Linha cheia correspondente
à carga nominal
considerada;
2. Vertical correspondente ao
limite de corrente para o fator de sobre-corrente nominal considerado.
3. Vertical correspondente à corrente secundária de 5 A;
4. Base.

Página: 87
SUBESTAÇÕES

LIMITAÇÕES DE CARGA E TENSÕES SECUNDÁRIAS DE TC PARA SERVIÇO DE RELÉS DA CLASSE "A" COM FREQUÊNCIA NOMINAL DE 60 Hz
DESIGNAÇÃO DA CORRENTE DESIGNAÇÃO DA CORRENTE DESIGNAÇÃO DA CORRENTE DESIGNAÇÃO DA CORRENTE
CLASSE DE SECUNDÁRIA DE 5A CLASSE DE SECUNDÁRIA DE 5A CLASSE DE SECUNDÁRIA DE CLASSE DE SECUNDÁRIA DE 5A
EXATIDÃO ATÉ 100A EXATIDÃO ATÉ 75A EXATIDÃO 25A ATÉ 50A EXATIDÃO ATÉ 25A
FATOR DE SOBRE-CORRENTE F20 FATOR DE SOBRE-CORRENTE F15 FATOR DE SOBRE-CORRENTE F10 FATOR DE SOBRE-CORRENTE F5
B B B B B B A A
TENSÃO CARGA TENSÃO CARGA TENSÃO CARGA TENSÃO CARGA
2,5 10 2,5 10 2,5 10 2,5 10
SECUND. MÁXIMA SECUND. MÁXIMA SECUND. MÁXIMA SECUND. MÁXIMA
F F F F F F F F
(V) (VA) (V) (VA) (V) (VA) (V) (VA)
20 20 15 15 10 10 5 5
C 12,5 0,465 x is 0,465 C 12,5 0,465 x is 0,465 C 12,5 0,465 x is 0,465 C 12,5 0,465 x is 0,465
C 25 0,930 x is 0,930 C 25 0,930 x is 0,930 C 25 0,930 x is 0,930 C 25 0,930 x is 0,930
C 50 1,860 x is 1,860 C 50 1,860 x is 1,860 C 50 1,860 x is 1,860 C 50 1,860 x is 1,860
C 100 3,720 x is 3,720 C 100 3,720 x is 3,720 C 100 3,720 x is 3,720 C 100 3,720 x is 3,720
C 200 7,440 x is 7,440 C 200 7,440 x is 7,440 C 200 7,440 x is 7,440 C 200 7,440 x is 7,440
C 400 14,880 x is 14,880 C 400 14,880 x is 14,880
C 800 29,760 x is 29,760
is = Corrente Secundária em Ampères.
TABELA 21.01.16.04

Página: 87
SUBESTAÇÕES

Nota: Considera-se que o


transformador está
dentro da sua classe de
exatidão, para uma carga
nominal considerada,
quando o erro percentual
é inferior ao erro
percentual garantido por
esta classe de exatidão,
para todos os valores de
tensão e corrente
compreendidos dentro
dos seguintes limites:
1. Linha cheia correspondente
à carga nominal
considerada;
2. Vertical correspondente ao limite de corrente para o fator de sobre-corrente nominal considerado.
3. Vertical correspondente à corrente secundária de 5 A;
4. Base.

21.2. TRANSFORMADORES DE POTENCIAL (TPs)

Transformador de potencial (TP) é o transformador, cujo enrolamento


primário é colocado em derivação com um circuito elétrico, que se destina a
reproduzir no seu circuito secundário a tensão do seu circuito primário com sua
posição fasorial substancialmente mantida, em uma proporção conhecida e
adequada para uso com instrumentos de medição, controle ou proteção. A figura
21.02.01, representa esquematicamente, o TP.
O TP tem n1 > n2, dando assim no secundário uma tensão U2 < U1 . Os
TPs devem ter seu ponto de funcionamento muito próximo à condição de
funcionamento a vazio, o que, corresponde a uma alta impedância conectada no seu secundário. Devido a isso, a
gama de variação da tensão é muito restrita para a variação da carga desde o regime a vazio até o regime a plena
carga. Diferentemente do TC, o TP precisa ter não só seus enrolamentos isolados entre si e do núcleo, mas
também as próprias bobinas, camadas e espiras de cada enrolamento precisam ser devidamente isoladas uma das
outras, devido à grande diferença de potencial existente entre os bornes do circuito primário. As perdas no ferro
e no cobre, a impedância e a corrente de magnetização adquirem importância secundária no TP uma vez que se
exige do mesmo uma transformação fiel e “exata” da tensão primária, mas tais fatores não deixam de causar
pequenos erros na relação e no ângulo de fase. Distinguem-se as seguintes relações nos TPs:

21.2.1. RELAÇÃO NOMINAL

É a que se especifica (relação nominal indicada pelo fabricante na placa do TP), sendo a relação da
U
tensão nominal primária para tensão nominal secundária: K p = 1n (equação 15).
U 2n

21.2.2. RELAÇÃO DE ESPIRAS

É a relação do número de espiras do enrolamento primário para o número de espiras do enrolamento


n
secundário: K e = 1 (equação 16).
n2

21.2.3. RELAÇÃO REAL DO TP

É aquela que o transformador efetivamente fornece. É a relação da tensão primária para a tensão
U
secundária: K r = 1 (equação 17).
U2

Página: 88
SUBESTAÇÕES

De posse dessas três relações pode-se definir o transformador ideal: “É o transformador no


qual, o número que mede a relação nominal, relação de espiras e relação efetiva, é o mesmo”.
Como pode ser notado no diagrama fasorial, figura 21.02.03.01, a corrente de excitação I0 ,
necessária na alimentação do fluxo φ e das perdas por histerese e correntes de Foucault no núcleo, causa
uma pequena queda de tensão no enrolamento primário.
Também a corrente de carga I2 que é extraída para a alimentação da carga secundária, causa
uma pequena queda de tensão em ambos enrolamentos, primário e secundário.
Como resultado, a tensão secundária é ligeiramente diferente daquela que a relação nominal
indica, e também existe um ligeiro ângulo de defasagem adicional ao de 180o normalmente existente.
A figura 21.02.03.01 mostra o diagrama fasorial de um TP. O TP introduz dois erros a saber:

21.2.4. ERRO DE RELAÇÃO

Como já dissemos, as correntes I0 e I2 causam quedas de tensões internas nos TPs. Estas quedas
de tensões são responsáveis pelo erro de relação. Para a correção do erro de relação definiremos agora o
K
que vem a ser o “fator de correção da relação”: FCR p = r (equação 18), sendo como já visto, Kr =
Kp
relação real do TP, e Kp = relação nominal do TP.
Portanto, o fator de correção de relação é o fator pelo qual deve ser multiplicada a relação nominal Kp
do TP para se obter a relação Kr. O erro de relação percentual fica sendo: ∈ rel. % = 100 (FCRp - 1)
(equação 19).

21.2.5. ERRO DE FASE

Como pode ser notado no diagrama fasorial, figura 21.02.02, a tensão U1 é defasada da tensão
secundária U2 por um ângulo de 180o ± α . O ângulo de 180o é compensado pela marcação correta da polaridade
do TP, como mostra o diagrama da figura 21.02.01, e o ângulo ± α se constitui no erro de fase do TP. O ângulo
α será positivo quando a tensão secundária reversa (-U2) for adiantada da tensão primária U1 , e será negativo
quando a tensão secundária (-U2) for atrasada da tensão primária U1. Os erros de relação e de fase não são
valores fixo em um dado TP, pois variam com a carga secundária, tensão primária, freqüência, forma de onda da
tensão primária é efeito dos casos secundários. Sob condições comuns, onde tensão primária, freqüência e forma
de onda da tensão são praticamente constantes, tais erros dependem principalmente da carga secundária e do
efeito dos cabos secundários. Definiremos agora o que vem a ser “fator de correção de transformação” de um
TP (FCTp).
É definido como sendo o fator pelo qual se deve multiplicar a leitura indicada por um wattímetro, cuja
bobina de potencial é alimentada através do referido TP, para corrigir o efeito combinado do fator de correção de
relação FCRp e do ângulo de fase. Da ABNT-EB-251, item 3.2.1.1, transcrevemos as suas notas seguintes:
NOTAS:
1. Os limites de correção da transformação (FCTp) podem ser considerados iguais aos limites do fator
de correção da relação (FCRp), quando o fator de potência da carga é unitário visto que nestas
condições, o ângulo de fase (α) to TP, por ser pequeno, não introduz erros significativos.
2. Para qualquer fator de correção da relação (FCRp) conhecido de um TP, o valor limite positivo ou
negativo do ângulo de fase (α) em minutos é expresso por: α = 2600 x (FCTp - FCRp).
Sendo FCTp os valores máximo e mínimo do fator de correção da transformação desse
transformador.
Segundo a ABNT-EB-251, os valores nominais que caracterizam um TP, são:
1. Tensão primária nominal e relação nominal
2. Nível de isolamento
3. Freqüência nominal
4. Carga nominal
5. Classe de exatidão
6. Potência térmica nominal

Página: 89
SUBESTAÇÕES

21.2.6. TENSÃO PRIMÁRIA NOMINAL E RELAÇÃO NOMINAL

A tensão normalizada é selecionada para uma tensão igual ou imediatamente superior à tensão de
serviço. Veja a seguir, a Tabela 21.02.06.01.

21.2.7. NÍVEL DE ISOLAMENTO

A seleção da classe de tensão de isolamento de um TP, depende da máxima tensão de linha do circuito.
A Tabela 21.02.07.01, a seguir, apresenta as correspondências entre as classes de tensão de isolamento e as
tensões de linha, segundo a ABNT.

TENSÕES PRIMÁRIAS NOMINAIS E RELAÇÕES NOMINAIS


Grupo 1 Grupos 2 e 3
Para ligação de fase
Classe de Para ligação de fase para neutro
para fase
Tensão de
Relações Nominais
Isolamento Tensão Tensão Tensão Tensão
Nominal Primária Relação Primária
(kV) Secund. deSecund.
Nominal Nominal Nominal
Aprox.de
(V) (V) NÍVEIS DE ISOLAMENTO – TENSÕES DE LINHA
115 / 3 115V
ESPAÇAMENTOS MÍNIMOS NO AR
(1) (2) (3) (4) (5) (6)
Classe de Espaçamentos Mínimos no Ar
115 01:01 - - -
0,6 Tensão de Tensão de Linha
230 02:01 230 / 3 02:01 1,2:1
Isolamento (Valor Eficaz em De Fase Para De Fase Para
e 402,5 3,5:1 402 ,5 / 3 3,5:1 02:01
Nominal V) Terra (mm) Terra (mm)
460 04:01 460 / 3 04:01 2,4:1
1,2 (kV)
575 05:01 575 / 3 05:01 03:01
(1) (2) (3) (4)
2.300 20:01 2300 / 3 20:01 12:01
3.450 30:01:00 3450 / 3 30:01:00 17,5:1 0,6 até 660 - -
5 1m2 até 1.320 25 25
4.025 35:01:00 4025 / 3 35:01:00 20:01
4.600 40:01:00 4600 / 3 40:01:00 24:01:00 5 1.321 a 5.500 65 65
6.900 60:01:00 6900 / 3 60:01:00 35:01:00 8,7 5.501 a 9.570 90 100
8,7
8.050 70:01:00 8050 / 3 70:01:00 40:01:00 15-B 9.571 a 16.500 130 140
15 11.500 100:01:00 11500 / 3 100:01:00 60:01:00 15 150 170
15-B 13.800 120:01:00 13800 / 3 120:01:00 70:01:00 25 16.501 a 26.250 200 230
23.000 200:01:00 23000 / 3 200:01:00 120:01:00 34,5 26.501 a 36.225 300 330
25
25.000 200:1(*) 25000 / 3 200:1(*) 120:1(*) 46 36.225 a 48.300 380 430
34,5 34.500 300:01:00 34500 / 3 300:01:00 175:01:00 69 48.301 a 72.450 600 650
46 46.000 400:01:00 46000 / 3 400:01:00 240:01:00 92 72.451 a 96.600 750 850
69 69.000 600:01:00 69000 / 3 600:01:00 350:01:00 138-B 96.601 a 144.900 950 1.050
92 92.000 800:01:00 92000 / 3 800:01:00 480:01:00 138 1.100 1.250
138 115.000 1.000:1 115000 / 3 1.000:1 600:01:00 161-B 144.901 a 169.050 1.100 1.250
138-B 138.000 1.200:1 138000 / 3 1.200:1 700:01:00 161 1.300 1.450
16 161.000 1.400:1 161000 / 3 1.400:1 800:01:00 230-B2 1.500 1.650
161-B 230-B1 169.051 a 241.500 1.600 1.800
230 196.000 1.700:1 196000 / 3 1.700:1 1.000:1 230 1.950 2.150
230-B1 345-B2 Ainda não normatizado
230-B2 230.000 2.000:1 230000 / 3 2.000:1 1.200:1 345-B1 241.501 a 362.250 Ainda não normatizado
345 287.000 2.500:1 287000 / 3 2.500:1 1.400:1 345 Ainda não normatizado
345-B1 1.500:1(**) 440-B2 Ainda não normatizado
345-B2 345.000 3.000:1 345000 / 3 3.000:1 1.700:1 440-B1 362.251 a 462.000 Ainda não normatizado
440 402.500 3.500:1 402500 / 3 3.500:1 2.000:1 440 Ainda não normatizado
440-B1 1. Os valores recomendados para ensaios dielétricos
440-B2 460.000 4.000:1 460000 / 3 4.000:1 2.400:1 correspondentes a cada um dos níveis de isolamento constam da
(*) – Tensões secundárias de 125V e V 115
são / consideradas
3 tabela 02.02.11.01.
nomalizadas para sistemas existentes no Brasil.Não são recomendadas 2. B = nível de isolamento baixo, permitido por esta
para futuros projetos. especificação.
TABELA 21.02.06.01 Tabela 21.02.07.01

21.2.8. FREQÜÊNCIA NOMINAL

As freqüências nominais para TP são 50 Hz e/ou 60 Hz.

Página: 90
SUBESTAÇÕES

21.2.9. CARGA NOMINAL

É a potência aparente em VA, indicada na placa do transformador, com a qual o mesmo não ultrapassa
os limites de sua classe de exatidão. As cargas nominais estão apresentadas nas tabelas 21.02.10.01 e
21.02.10.02, segundo a ABNT e ANSI, respectivamente. Para determinação da carga nominal de um TP, basta
somar todas as potências absorvidas por cada um dos instrumentos conectados no seu secundário (reles,
medidores, voltímetros, etc.).

21.2.10. CLASSE DE EXATIDÃO

Os TPs são enquadrados em uma das seguintes classes de exatidão: 0,3; 0,6; 1,2.
Tanto pela norma ABNT quanto ANSI cada classe de exatidão engloba uma faixa de erro de relação e
erro de fase. Considera-se que um TP está dentro de sua classe de exatidão em condições específicas quando,
nestas condições, o ponto determinado pelo fator de correção da relação (FCRp) e pelo ângulo de fase (α) estiver
dentro do “paralelogramo de exatidão”, especificado na figura 21.02.10.01.
Observações:
1. É também normalizada a classe de exatidão 3 sem limitação do ângulo
de fase.
2. Por não ter limitação de ângulo de fase, esta classe de exatidão não
deve ser usada em serviço de medição de potência ou energia.
3. No caso de um TP com classe de exatidão 3, considera-se que ele está
dentro de uma classe de exatidão em condições especificadas quando, nestas
condições, o fator de correção da relação estiver entre os limites 1,03 e 0,97.
4. Todo TP com um único enrolamento secundário deve estar dentro de
sua classe de exatidão nas seguintes condições:
5. Para tensão compreendida na faixa de 90% a 100% da tensão nominal,
com freqüência nominal.
6. Para todos os valores de carga, desde em vazio até a carga nominal
especificada, mantido o fator de potência.
7. Para todos os valores de fator de potência indutivo da carga medido no
primário do transformador, compreendido entre 0,6 e 1,0, uma vez que estes limites
definem o traçado dos paralelogramos na figura 21.02.10.01.
8. Num TP com vários enrolamentos secundários cada um destes
enrolamentos deve estar dentro da classe de exatidão correspondente, nas condições
especificadas no item 2, destas observações, seja com os outros enrolamentos em
vazio, seja com os outros enrolamentos com carga nominal.
CARGAS NOMINAIS PARA TP
Características
Potência Aparente ( ) . ( )
Tensão Secundária Nominal 115V Tensão Secundária Nominal 115 / 2 V
Símbolo
60 Hz Fator de 50 Hz Fator de
Resistência (W) Indutância (mH) Resistência (W) Indutância (mH)
Potência 0,75 Potência 0,806
(1) (2) (3) (4) (5) (6) (7)
P12,5 793,60 1.857,200 264,50 619,070 12,5 13,43
P25 396,80 928,600 132,25 309,530 25,0 26,86
P50 198,40 464,300 66,13 154,770 50,0 53,78
P100 99,20 232,150 33,06 77,383 100,0 107,44
P200 49,60 116,080 16,53 38,693 200,0 214,88
P400 24,80 58,040 8,26 19,346 400,0 429,76

As características a 60 Hz e 120 V são válidas para tensões secundárias entre 100 e 120 V, e as características a 60 Hz e 69,3 V são
válidas para tensões secundárias entre 58 e 75 V. Em tais condições as potências aparentes serão diferentes das especificadas.

Tabela 21.02.10.01

Página: 91
SUBESTAÇÕES

GRUPOS PARA LIGAÇÃO DE TRANSFORMADORES DE POTENCIAL


Grupo Ligação Designação Tipo de Isolamento
1 Entre Fases - Total
Entre Fase e Feutro de 2-T Total (**)
CARGAS NOMINAIS PARA TP 2 Sistema Sólido ou 2-R Bucha do neutro de isolamento reduzido (***)
Símbolo Características da Carga Efetivamente Aterrados (*) 2-P Progressivo (***)
da Carga VA Fator de Potência 3-T Total (**)
Entre Fase e Neutro de
W 12,5 0,10 3 3-R Bucha do neutro de isolamento reduzido (***)
Sistemas Quaisquer (*)
X 25,0 0,70 3-P Progressivo (***)
Y 75,0 0,85
(*) A especificação da ligação dos transformadores dos grupos 2 e 3, refere-se à ligação à terra do
Z 200,0 0,85
neutro dos sistemas. O terminal do neutro dos TPs de ambos estes grupos é sempre diretamente aterrado.
ZZ 400,0 0,85
As cargas normalizadas possuem valores (**) Todos os TPs com nível de isolamento até 15kV inclusive, devem ter isolamento total.
de resistência ® e indutância (L) (***) As extremidades com isolamento reduzido e a respectiva bucha devem satisfazer às exigências
constantes. Base 120, 60 Hz especificadas para o nível de isolamento de 5kV.
TABELA 21.02.10.02 Tabela 21.02.11.01

21.2.11. POTÊNCIA TÉRMICA NOMINAL


Ensaio com Sequência Ensaios de Impulso
É a máxima Nível de
Industrial Durante 1 Minuto Com Onda cortada Com Onda Plena
Isolamento
potência que o TP pode (Valor Eficaz em kV) Valor de Crista (kV) Tempo Mim.de Corte (kV) Valor de Crista (kV)
fornecer em regime 0,6 4 - - -
permanente sob tensão e 1,2 10 36 1 30
5 19 59 1,5 60
corrente nominal, sem
8,7 26 88 1,6 75
exceder os limites de 15-B 34 110 1,8 95
temperatura 15 34 130 2 110
especificados. Para os 25 50 175 3 150
TPs pertencentes aos 34,5 70 230 3 200
46 95 290 3 350
grupos de ligação 1 e 2 69 140 400 3 350
(tabela 21.02.11.01 92 185 520 3 450
acima), a potência 138-B 230 630 3 550
térmica não deve ser 138 275 750 3 650
161-B 275 750 3 650
inferior a 1,33 vezes a
161 325 865 3 750
carga mais alta em volt- 230-B2 360 950 3 825
amperes (VA), referente 230-B1 395 1.085 3 900
à exatidão do 230 460 1.210 3 1.050
transformador. Para os 345-B2 510 1.350 3 1.175
345-B1 570 1.500 3 1.300
do grupo de ligação 3, a
345 630 1.640 3 1.425
potência térmica não 440-B2 630 1.640 3 1.425
deve ser inferior a 3,6 440-B1 680 1.785 3 1.550
vezes a carga mais alta 440 740 1.925 3 1.675
em VA, referente à Tabela 21.02.11.02

exatidão do transformador.

21.2.12. DETERMINAÇÃO DE FCRP E DO ÂNGULO DE FASE


α DE UM TP A PARTIR DE DOIS VALORES
CONHECIDOS DE RELAÇÃO E DE ÂNGULO DE
FASE.

Tomam-se 2 eixos perpendiculares. No eixo das abscissas,


marca-se o erro de ângulo de fase; no eixo das ordenadas marca-se o
fator de correção da relação (FCRp).
Ensaia-se o transformador de potencial para duas condições
de carga, sendo ambas com cosα = 1.
Determinados os valores do ângulo de fase e do fator de
correção da relação, marca-se os pontos no gráfico. Esses pontos
determinarão uma reta e limitarão a origem dos ângulos das cargas,
cujos fatores de potência sejam diferentes de 1 (um). No exemplo
acima, a seqüência seria a seguinte:
1. Traçado dos eixos ortogonais com as escalas convenientes.

Página: 92
SUBESTAÇÕES

2. Ensaio do transformador com as condições de carga 200 e 100VA, com cosα = 1.


3. A partir de 100VA, no sentido 200-100VA, traça-se um segmento de valor (200-100) = 100,
determinando assim a origem.

21.3. DIVISORES CAPACITIVOS DE POTENCIAL (DCPs)

Em sistemas tendo tensões acima de 100 kV, o divisor


capacitivo de potencial está sendo cada vez mais usado, principalmente
aos TPs convencionais, e porque é possível usá-lo também como um
elemento de conexão em sistemas de freqüência de carrier. Um divisor
capacitivo de potencial pode ser definido como um projeto de um
transformador de potencial onde um divisor de tensão capacitivo tem
seus terminais extremos conectados à tensão a ser reproduzida, e um
transformador de potencial intermediário magnético, cuja finalidade é ter
enrolamento primário conectado a “taps” do divisor capacitivo de tensão. Na
prática, como mostrado na figura 21.03.01, o divisor capacitivo de potencial e o
enrolamento primário do transformador intermediário são conectados à terra em
um mesmo ponto. Ao analisarmos as propriedades de um divisor capacitivo de
potencial, devemos primeiramente estudar o comportamento do divisor de
tensão capacitivo separadamente.

21.3.1. DIVISOR DE TENSÃO CAPACITIVO EM VAZIO

Como na figura 21.03.01.01, o divisor de tensão consiste de dois


capacitores conectados em série tendo capacitâncias Ca e Cb, sendo suas perdas
representadas pelas resistências série Ra e Rb, respectivamente. O divisor de
potencial é conectado a uma tensão alternada U com a freqüência angular.

21.3.2. DIVISOR DE TENSÃO CAPACITIVO COM CARGA

A figura 21.03.02.01 mostra o divisor de tensão com uma carga de


impedância Z pela qual circula a corrente I. A relação entre a tensão de saída U2
e a tensão primária U pode ser determinada pela equação:
r Za r Z − Zb r
U2 = ×U − a × I (equação 21). Substituindo na equação 21 o
Z a + Zb Z a + Zb
primeiro termo do segundo membro pelo seu valor dado na equação 20 temos:

r r Z × Zb r
U 2 = U1 − a × I (equação 22).
Z a + Zb
A equação 22 é claramente representada pelo diagrama
equivalente da figura 21.03.02.02. O diagrama pode ser simplificado como
na figura 21.03.02.03. Admitindo que Za e Zb tem iguais ângulos, a
capacitância Ce na figura 21.03.02.03 é a soma das capacitâncias
componentes Ca e Cb. A tensão U1 é a tensão sem carga, determinada
C
somente pelas capacitâncias Ca e Cb: U 1 = × U (equação 23).
Ca + Cb
A equação 21 pode ser escrita na forma: U 2 = U 1 − Z e × I (equação 24).
A figura 21.03.02.04 mostra o diagrama fasorial do circuito. Na prática as perdas
nos capacitores são muito pequenas e podem ser
desprezadas (o ângulo de fase para a impedância Za
e Zb é muito próximo de 90o, desviando desse valor
por cerca de 10 minutos). Portanto a queda de tensão Ze x I será puramente
capacitiva, o que ocorre normalmente; verificamos que a tensão U2 aumenta com a
corrente I e está adiantada da tensão primária U de um ângulo α:
U 2 = U1 − Ze × I .

Página: 93
SUBESTAÇÕES

21.3.3. DIVISOR DE TENSÃO CAPACITIVO COMPENSADO

O efeito que a queda de


tensão Ze x I capacitiva tem sobre
a tensão U2 pode ser compensada
inserindo-se em série com a carga,
uma bobina de indutância L e
resistência R1, tal que a queda de tensão WLI
seja numericamente igual a Ze x I, como
mostra na figura 21.03.03.01. As variações de
U2 podem agora ser limitados a queda de tensão RL que é função direta da corrente de
carga. Veja figuras 21.03.03.02 e 21.03.03.03.

21.3.4. PRINCÍPIO DO DIVISOR CAPACITIVO DE POTENCIAL

Com ajuda de um transformador de potencial conectado, como


mostra a figura 21.03.01, a carga secundária é tirada do divisor de tensão
capacitivo em uma tensão mais alta, reduzindo assim a corrente I. Dessa
maneira a tensão U1 torna-se uma tensão intermediária, a qual com a ajuda
do transformador é reduzida a uma tensão secundária final. Conhecendo-se
o valor das capacitâncias do divisor de tensão, podemos determinar a tensão
intermediária U1 e a relação de transformação. A indutância necessária para
a compensação do divisor de tensão capacitivo é normalmente incluída no
transformador intermediário, consistindo das indutâncias normais de
dispersão dos enrolamentos do transformador e de uma indutância adicional
em série. O circuito completo para um divisor capacitivo de potencial é
mostrado na figura 21.03.04.01, onde o transformador intermediário é representado de maneira convencional,
seno R1 a resistência primária, L1 a indutância série, R2 e L2 a resistência de indutância secundárias referidas ao
lado primário, e Zm a impedância de magnetização consistindo da resistência Rm em paralelo com a indutância
Lm. A indutância série total L1 + L2 inclui as indutâncias normais de dispersão mais a indutância adicional
necessária para obter a compensação desejada da capacitância equivalente Ce = Ca + Cb do divisor de tensão
capacitivo. A impedância Z representa a carga nos terminais secundários.

21.3.4.1. DIVISOR CAPACITIVO DE


POTENCIAL À VAZIO

Na figura 21.03.04.01.01 é mostrado o


diagrama equivalente do DCP com o enrolamento
secundário aberto. É interessante observar a única
diferença entre um DCP e um TP comum é a
capacitâ
ncia em
série
com o
enrolamento primário. A tensão a vazio U20 é obtida da figura
21.03.04.01.01 como equação 25.
Zm
U 20 = U 1 − Z e × Lm − Z1 ×L m U 20 = × U1
Z m + Z1 + Z e
(equação 25)
A equação 25 expressa como a tensão secundária a vazio
desvia da tensão ideal U1. Assim podemos determinar o erro da
relação e o erro de ângulo de fase do DCP a vazio:
U − U1 − Z1 + Z e
ε 0 + jα0 = 20 = (equação 26).
U1 Z m + Z1 + Z e
As condições a vazio são graficamente mostradas na figura 21.03.04.01.02.

Página: 94
SUBESTAÇÕES

O erro de relação ε0 pode ser corrigido através da relação de espiras do transformador. Para assegurar
que o erro de ângulo de fase α0 seja conservado, em limites razoáveis é essencial que a maior parte da indutância
de compensação esteja no circuito primário do transformador.

21.3.4.2 - DIVISOR CAPACITIVO DE POTENCIAL COM CARGA

Consideremos o DCP da figura 21.03.04.02.01 com uma carga de impedância Z a qual consome a
corrente I e a potência aparente S. A relação entre a tensão primária U e a tensão secundária U2 é dada pela
r Zm Cb r  Z ⋅ (Z1 + Z 2 )  r
equação: U 2 = ⋅ ⋅ U − Z 2 + m  ⋅ I (Equação 27).
Z m + Z e + Z1 Ca + Cb  Z m + Z1 + Z e 
1
42r4 3
U1
1444 42 r
4 44 43
U 20

O termo, da equação 27, independente da


corrente I é idêntico a tensão U20 de acordo com as
equações 23 e 25. A expressão dentro de colchetes
representa a impedância interna entre os pontos A e B
da figura 21.03.04.01.01 se o lado de entrada é
iniciando curto-circuitado. Pelo visto a equação 27
corresponde ao circuito equivalente da figura
21.03.04.02.02 onde podemos ver como os elementos
componentes influenciam nas propriedades de medição
do DCP. Para maior facilidade no estudo da
dependência de carga, podemos desprezar a
impedância de magnetização Zm, pois a mesma é na prática da
ordem de 50 (cinqüenta) a 500 (quinhentas) vezes a impedância (Ze
+ Z1). Isto conduz ao circuito mostrado na figura 21.03.04.02.02,
através do qual analisaremos algumas propriedades características
dos divisores capacitivos de potencial. A queda de tensão (Ze + Z1 +
Z2) . I expressa a variação da tensão secundária com a carga. Quando
o circuito é exatamente sintonizado para a freqüência angular Wn, as
I
quedas de tensões reativas e Wn . LI cancelam-se, sendo os
W n ×C e
erros em carga ε1 e α1 na figura 21.03.03.02 determinados unicamente pela queda RI. Os erros resultantes ε e α
são obtidos pela soma dos erros a vazio e com carga conforme figura 21.03.03.03, considerando a carga indutiva
com ângulo de fase φ.

21.3.5 - CONCLUSÕES

1. No transformador de potencial há sempre uma queda de tensão reativa devido a indutância de


dispersão nos enrolamentos. Essa queda de tensão pode ser evitada nos DCPs por adequada
sintonização.
2. Uma variação de freqüência provoca a alteração do erro de relação e ângulo de fase do DCP.
3. Uma modificação na carga Z provoca alteração no erro de relação e ângulo de fase.
4. Os erros de relação podem ser corrigidos através de enrolamentos de compensação no primário do
transformador intermediário.

21.3.6 – ILUSTRAÇÕES

As figuras 21.03.06.01, 21.03.06.02, 21.03.06.03, 21.03.06.04, 21.03.06.05 e 21.03.06.06 mostram os


( )
diversos tipos de DCPs utilizados no Brasil. U 2 = U 20 − Z e + Z1 + Z 2 * I
Em TCs, TPs e DCPs de sistemas de potência são geralmente realizados os seguintes ensaios e
verificações:
1. Verificação do estado geral.
1.1. Condições de limpeza
1.2. Nível de óleo isolante

Página: 95
SUBESTAÇÕES

1.3. Vazamento de óleo isolante


2. Ensaio de isolação com corrente contínua
3. Ensaio de isolação com corrente alternada
4. Medição da resistência ôhmica dos enrolamentos secundários.
5. Neste ensaio, deve-se medir a resistência ôhmica dos
enrolamentos secundários em todas as derivações.
6. Ensaio de relação de
transformação
7. Levantamento da curva de saturação.
8. Ensaio de polaridade
9. Verificação da exatidão (determinação dos erros de relação e
ângulo de fase), só para TCs, TPs e DCPs de medição.
10. Ensaio no óleo isolante.
Na recepção ou na troca são executados todos os ensaios e verificações
relacionados.
Na manutenção preventiva, os ensaios dos itens a, b, c, d, e h são
executados de 3 (três) em 3 (três) anos. O ensaio no óleo isolante é executado
sempre que possível anualmente, não excedendo o período de 2 (dois) anos.

Página: 96
SUBESTAÇÕES

21.3.6.1 – OBSERVAÇÃO

A parte indutiva dos divisores capacitivos de potencial tem os ensaios e verificações conforme
descritos, porém na sua coluna capacitiva são realizados os seguintes ensaios tanto na recepção ou na troca e
manutenção preventiva de 3 (três) em 3 (três) anos:
1. Ensaio de isolação com corrente alternada.
2. Ensaio de capacitância da coluna capacitiva.

21.4. INSTRUMENTOS UTILIZADOS PARA ENSAIOS

1. Megger, 500/100/2500/5000/10000 Volts. Ensaio de isolação com corrente contínua.


2. Dobre, MEU-2500 e NH-10 com acessórios. Ensaio de isolação com corrente alternada (Fator de
Potência).
2.1. Observação: Para TCs, TPs e DCPs acima de 460 kV, o ensaio de isolação com corrente
alternada é executado com ponto “Schering”, capacitor padrão galvanômetro e
acessórios. (tg δ).
3. Ponte “Kelvin” ou “Weatstone”. Ensaio de resistência ôhmica dos enrolamentos.
4. “Transformer Turn Ratio” (T.T.R.). Ensaio de relação de transformação.
5. Ponte METK. Ensaio de relação de transformação somente para TPs e DCPs.
6. Varivolt monofásico. Levantamento da curva de saturação.
7. Fonte de corrente contínua e voltímetro de zero central. Ensaio de polaridade.
8. Conjunto “Knopp” completo ou TCs e TPs padrões, cargas padronizadas, comparador de relação
e ângulo de fase. Verificação de exatidão em TCs e TPs.
9. DCPs de referência, capacitor à gás e comparador de relação e ângulo de fase. Verificação de
exatidão em DCPs.
10. Testador de rigidez dielétrica do óleo isolante. Ensaio no óleo.
11. Ponte de “Schering”, capacitor padrão, galvanômetro e acessórios. Ensaio na coluna capacitiva
dos DCPs.
12. Instrumentos de uso geral: Amperímetros, Voltímetros, Multímetros, Higrômetros, Termômetros,
etc.

21.5 - B I B L I O G R A F I A

1. Electrical Metermen’s Handbool - Edison Electrical Institute - 1.965


2. Medição de Energia Elétrica - Sólon de Medeiros Filho - 1.976
3. ABNT - Normas EB251 e MB459 - 1.972
4. ANSI (USA) - Normas C57.13 - 1.968
5. Introduction to Instruments Transformers - Brian B. Jenkins
6. Transformadores para Instrumentos - Publicações USP
7. Proteção dos Sistemas Elétricos - Publicação EFEI - Prof. Amadeu Casal Caminha - M.Sc.
8. Propriedades e Aferição dos Divisores Capacitivos de Potencial - Manoel Arlindo Zaroni Torres.

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