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Transfiguração de Jesus (CC)

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1) Introdução

Façamos em primeiro lugar, uma leitura atenta das informações de que dispomos, tal como
estão na Versão da Boa Nova (Tradução e transculturação), da Sociedade Bíblica de Portugal

Mateus 17:1/8

Seis dias depois, Jesus subiu a uma montanha e apenas levou consigo Pedro e os dois irmãos
Tiago e João. O seu aspecto transformou-se então diante deles. O rosto ficou brilhante como o
Sol e a roupa, branca como a luz. Nisto, os três discípulos viram Moisés e Elias a conversar com
Jesus. Então Pedro exclamou: “Senhor, é tão bom estarmos aqui! Se quiseres, vou levantar três
tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias.” Ainda ele estava a falar, quando
uma nuvem brilhante apareceu por cima deles. Da nuvem saiu uma voz que dizia: “Este é o
meu Filho querido, em quem tenho toda a satisfação. Escutem o que ele diz!” Ao ouvirem
aquela voz os discípulos curvaram-se até ao chão e tiveram muito medo. Mas Jesus
aproximou-se deles e tocou-lhes, dizendo: “Levantem-se! Não tenham medo!” Quando se
levantaram, não viram mais ninguém senão Jesus.
Marcos 9:2/8

Seis dias depois, Jesus subiu a uma montanha, e levou com ele apenas Pedro, Tiago e João. Lá
em cima, o seu aspecto transformou-se diante deles e a sua roupa ficou brilhante. Era branca
como a neve. Ninguém no mundo seria capaz de a branquear assim. Nisto, os discípulos viram
Elias e Moisés a conversar com Jesus. Então Pedro disse: “Mestre, é tão bom estarmos aqui!
Vamos levantar três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias.” Pedro nem
sabia o que estava a dizer. É que os discípulos estavam cheios de medo. Depois apareceu por
cima deles uma nuvem que os envolveu na sua sombra. E dessa nuvem uma voz dizia: “Este é
o meu Filho querido. Oiçam o que ele diz!”

Lucas 9:28/36

Cerca de uma semana depois de ter dito estas palavras, Jesus levou consigo Pedro, João e
Tiago e subiu a um monte para orar. Quando estava em oração, o seu aspecto transformou-se
e a sua roupa ficou de um branco muito brilhante. Nisto dois homens puseram-se a falar com
ele. Eram Moisés e Elias, rodeados duma luz celestial, a falar da sua morte, que ia cumprir-se
em Jerusalém. Pedro e os companheiros estavam a cair de sono, mas quando acordaram viram
a glória de Jesus e os dois homens que estavam lá com ele. Quando aqueles homens se iam a
retirar, Pedro, sem saber bem o que estava a dizer, exclamou: “Mestre, é tão bom estarmos
aqui! Vamos levantar três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias.” Enquanto
dizia estas coisas, uma nuvem apareceu por cima deles e os discípulos ficaram cheios de medo
quando a nuvem passou por eles. Da nuvem saiu então uma voz, que dizia: “Este é o meu Filho
querido. Escutem o que ele diz.” Quando se ouviu aquela voz, Jesus já estava sozinho. Os
discípulos calaram-se e naqueles dias não contaram a ninguém nada do que tinham visto.

Este acontecimento da vida do Mestre foi presenciado por Pedro, Tiago e João, os três sempre
chamados para as ocasiões especiais. Foram os únicos que assistiram à ressurreição da filha de
Jairo e eram os que mais próximo estavam do Mestre no Jardim do Getsêmane. No entanto, é
Mateus, assim como Marcos e Lucas que nos descrevem o que aconteceu.

Parece estranho que só Pedro, que sugeriu a construção das três tendas, se refira ao assunto
em 2ª Pedro 1:16/18, sem contar o que na verdade aconteceu. Tiago não faz qualquer
referência a este acontecimento nas suas cartas. Mas, mais estranho ainda é o caso de João
que escreveu um evangelho e omite este acontecimento. Parece pouco provável que João se
esquecesse dum acontecimento tão importante. Talvez ele próprio tivesse dúvidas do que
aconteceu.

2) Visão ou realidade?

Será que Moisés e Elias apareceram mesmo, fisicamente?

Em caso afirmativo, estaremos perante um complicado problema teológico, pois apareceram


antes da segunda vinda de Cristo e antes da ressurreição final o que nos parece contradizer
várias passagens bíblicas neotestamentárias. A título de exemplo, pois há mais passagens,
podemos citar Mateus 25:31/32, Romanos 3:9, Romanos 3:12, Romanos 3:20/23, 1ª
Tessalonicenses 4:15/17.

No caso de Elias, ainda o poderíamos considerar como uma excepção, se é que há excepções,
pois como vemos em 2º Reis 2:11, ele foi arrebatado ao Céu num carro de fogo, mas Moisés
não consta que tenha sobrevivido à morte natural.

Há certos indícios que me levam a considerar mais provável a hipótese duma visão colectiva
dos três apóstolos. Lucas afirma que Pedro e os companheiros estavam a cair de sono. Mas
adormeceram e acordaram, ou tiveram a sensação de acordar?
Não se sabe que monte era este. Já foram levantadas algumas hipóteses, mas sem se chegar a
uma conclusão.

Nenhum dos evangelistas nos diz a que horas ocorreu este acontecimento. Certos indícios
levam-nos a pensar que terá sido a altas horas da noite, pois estavam com muito sono, e à
noite seria mais perceptível o brilho do rosto e das vestes de Jesus bem como o brilho da
nuvem que segundo Mateus apareceu por cima deles. Mas segundo Marcos apareceu por cima
deles uma nuvem que os envolveu na sua sombra. Portanto, se tinha sombra, já parece sugerir
que era de dia.

Mas há outro pormenor ainda mais difícil de compreender. Moisés viveu a mais de 1200 anos
antes de Cristo, e Elias foi contemporâneo do Rei Acab, portanto a cerca de 850 anos antes de
Cristo. Não há nenhuma pintura, muito menos uma fotografia que nos mostre como eram.
Como seria possível os três apóstolos reconhecerem imediatamente os antigos personagens
do Velho Testamento se fosse um facto real? Parece-me muito mais provável que fosse, não
direi um vulgar sonho, pois não iriam todos sonhar o mesmo, mas uma visão que lhes foi
concedida.

3) Transfiguração de Cristo

Mateus e Marcos falam somente na transformação do rosto e das vestes de Jesus, que se
tornaram muito brancas e brilhantes, mas Lucas acrescenta que foi enquanto Jesus orava. Não
podemos deixar de relacionar esta transformação ou transfiguração, com o contacto com Deus
o Pai através da oração.

Isto suscita-nos algumas perguntas que ficarão para sempre sem resposta. A visão que eles
tiveram era a do Cristo na sua segunda vinda, como alguns afirmam? Geralmente afirma-se
que Cristo se transfigurou no alto do monte. Mas tenho dúvidas se esse não será o verdadeiro
Cristo o eterno Filho de Deus que se transfigurou para nascer como homem chamado Jesus,
que se tornou verdadeiro homem para connosco contactar, como vemos em Filipenses 2:6/7.
Assim, o Cristo que eles viram seria o verdadeiro Cristo que sempre existiu.

4) Pedido de Pedro

O que podemos pensar da ideia de Pedro em construir três tendas, certamente três abrigos de
montanha para se abrigarem do frio da noite?

Sugestão muito ingénua que bem poderia ser a minha sugestão. Talvez nós, pecadores como
Pedro, estejamos em condições de compreender o seu pedido. Talvez fizéssemos idêntico
pedido, pois as suas palavras mostram bem o anseio de toda a humanidade … inclusive dos
crentes…. Ou talvez deva dizer….o anseio dos crentes em especial.

Nesse momento, o grande apóstolo Pedro não era mais do que uma criança extasiada perante
a glória do seu Senhor, perante a visão maravilhosa desse Cristo que havemos de ver um dia
quando voltar a este mundo.

Toda a atenção de Pedro estava nas imagens espectaculares, pois ele esqueceu tudo…
Esqueceu os outros apóstolos que ficaram em baixo e não subiram ao monte, esqueceu os
seus irmãos na fé e esqueceu a grande obra para que o Senhor os estava a preparar, porque
nessa altura ele via o Cristo que sempre desejara conhecer: O Cristo vencedor, o Cristo que há-
de vir a reinar sobre todas as nações da terra, o Cristo com todo o seu poder e glória.……………..

Foi um fracasso completo o pedido de Pedro.


É o que nos espera….sempre que tentamos alterar a programação ou a calendarização dos
acontecimentos segundo os planos do Senhor e queremos ver o Céu já hoje, já neste mundo,
sempre que tentamos que os nossos cultos sejam como que uma antecipação da segunda
vinda de Cristo que tanto protestantes como católicos ou islâmicos aguardam ansiosamente.

É maravilhoso ver um culto com grande assistência, num templo próprio, com coros bem
ensaiados. Aí sim! Sente-se o poder do Senhor, mas..... Será mesmo assim?

E nas pequenas missões por vezes em casas particulares com poucos crentes? Será que não se
sente o poder do Senhor quando os crentes são poucos?

Lembro-me dum Pastor indiano me dizer que a Igreja começou com pequenos grupos nas
casas particulares e quando Jesus voltar, também assim estará. Não me esqueci disto, e
realmente parece que as grandes igrejas são muitas vezes as mais vulneráveis e as mais fracas.

Por vezes ouvimos dizer: “No próximo domingo vamos ter um domingo espiritual, um domingo
em cheio... De manhã a Escola Dominical, depois o culto, depois os ensaios. De tarde a reunião
dos jovens, as confraternizações e à noite o culto. É um domingo todo ocupado com o trabalho
do Senhor. Um domingo passado em comunhão com o Senhor, mas… tudo dentro do Templo”
Mas, será isso que o Senhor espera de nós? Esses cultos agradam a quem? Agradam a Deus ou
agradam aos crentes? “... Mestre, é bom que nós estejamos aqui! Façamos três cabanas, uma
para ti, outra para Moisés e outra para Elias.”

Três cabanas, era o que Pedro queria construir. Três toscas tendas ou cabanas, de ramos e
folhas de árvore era o que ele queria oferecer a Moisés que deixara a corte do Egipto para
servir ao Senhor, era o que queria oferecer a Elias que fora arrebatado aos Céus num carro de
fogo.

Três toscas cabanas, produto das mãos rudes de três homens pecadores, precursoras de todas
as grandes igrejas e catedrais que muito mais tarde, com a mesma ingenuidade, os crentes irão
oferecer ao Senhor dos Céus e da Terra.

Pedro ficou decepcionado. É o que quase sempre acontece, quando queremos ver o Céu já
neste mundo. Era na verdade bom estarem aí, mas não era ainda o arrebatamento final.
5) A nuvem, manifestação divina

Certamente que Deus não tem forma. Quando Deus se manifesta em alguma coisa que o
homem possa ver, é sempre em alguma coisa que não tenha forma definida, como o fogo
Êxodo 3:2, ou o pão Marcos 14:22. O fogo não tem forma e o pão tem a forma, que o padeiro
ou a dona da casa, ou o crente lhe quiser dar.

Nesta altura, Deus manifesta-se em forma de nuvem e fala aos discípulos.

Penso que é esta a parte mais importante deste acontecimento.

Mas, como interpretar esta passagem? Já levantámos questões para que não temos respostas.
Como interpretar este acontecimento?

Alguns dizem que a mensagem principal é o testemunho de Moisés e Elias de que Cristo era de
facto o Messias que eles esperavam.

Outros dizem que foi uma preparação dos apóstolos para os dias dolorosos que os esperavam.

Mas, há aqui um pormenor, que me parece importante para esta questão.

Segundo Mateus, parece haver una certa relação entre a afirmação de Pedro e a manifestação
divina: Ainda ele estava a falar, quando uma nuvem brilhante apareceu…
Lucas também dá uma certa ênfase que nos leva a pensar que entre a afirmação de Pedro e as
palavras de Deus há uma certa relação de causa e efeito: Enquanto dizia estas coisas, uma
nuvem apareceu por cima deles e os discípulos ficaram cheios de medo…

Será que devemos considerar as palavras de Deus como uma repreensão ou correcção à
proposta de Pedro ou uma instrução aos crentes?

Pedro colocou o próprio Cristo em pé de igualdade com Moisés e Elias, os grandes


personagens da tradição judaica, ao pretender construir uma tenda para cada um.

Deus não se refere a Moisés ou Elias, mas limita-se a declarar que Cristo é o seu Filho, o
Escolhido a quem os apóstolos deveriam ouvir. Será que se trata de certa maneira duma
repreensão de Deus? Será também para nós, esta repreensão, quando consideramos o próprio
Filho de Deus como mais um personagem bíblico, assim como muitos outros, e a sua
mensagem igualmente inspirada, tal como a de Moisés?

O que se passa a seguir, parece confirmar que Deus tentou mostrar a importância do seu Filho.
Vejamos o que dizem os evangelistas.

Segundo Mateus, Quando se levantaram, não viram mais ninguém senão Jesus. Segundo
Lucas, Quando se ouviu aquela voz, Jesus já estava sozinho.

6) Como interpretar esta passagem?


Penso que não se tratou dum acontecimento verídico, mas duma visão concedida aos
apóstolos e como tal, a sua interpretação deve ser idêntica à duma parábola. Devemos
procurar o pensamento principal que o Mestre, ou talvez o próprio Pai, lhes quis transmitir.

Depois deles terem ficado maravilhados com o aspecto de Jesus, os antigos personagens, a
nuvem e a voz que lhes falou…repentinamente tudo desaparece e fica só Jesus.

Que significa isto? Que mensagem podemos tirar daqui? Que é que isto diz às igrejas dos
nossos dias, que buscam os imponentes edifícios, as elaboradas liturgias, os grandes corais, as
grandes multidões etc?

Estão esquecendo o principal, o importante, pois só Cristo é importante.

Só Cristo basta.

Só Cristo deve ser ouvido.

Só Cristo dá a salvação.

Só Cristo é a Palavra de Deus.

Quem vê a Cristo vê a Deus.

Quem ouve a Cristo ouve o próprio Deus.

Pedro ficou decepcionado. Foi um fracasso completo o seu pedido.

Os peregrinos não se preocupam em construir grandes moradias. Era na verdade bom estarem
aí, mas…. não era ainda o arrebatamento final.
Cristo volta a descer do monte. Volta novamente para o meio da tristeza, do pecado, da
incompreensão. Volta para o meio do oportunismo e da corrupção no seio da sua própria
Igreja. Volta para ser traído por um apóstolo e abandonado pelos outros, para sofrer com o
desânimo e a incredulidade do homem.

Cristo volta para tomar a estrada de Jerusalém, para cumprir o pedido que Deus Pai lhe fizera,
volta para tomar a sua Cruz.

Uma visão destas, não temos dúvidas de que ficou marcada para todo o sempre na mente do
Apóstolo Pedro…

Quantas vezes, caminhando Pedro por esses longos caminhos, pedregosos e poeirentos, sob o
calor tórrido na companhia do Jesus, não teria suspirado pelo outro Mestre que conhecera um
dia no alto do monte?

Quantas vezes o missionário, em terras distantes, desiludido com as dificuldades e com o


reduzido número de crentes, não é tentado a orar ao “outro Cristo”, que conheceu nas
grandes igrejas do ocidente? Mas…. Será que Cristo não está tanto ou ainda mais presente,
onde só dois ou três se reunirem em seu Nome?

7) Conclusão

Geralmente os nossos cultos, em especial os cultos de oração, são cultos para pedir a Deus.

Preocupamo-nos muito com os nossos pedidos e é raro preocuparmo-nos com os poucos


pedidos do próprio Deus.
Vamos terminar com este pedido do nosso Pai, pois é o mais urgente para a nossa geração,
pois sem isso, o cristianismo não terá futuro.

“Este é o meu Filho querido. Oiçam o que ele diz!”