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Biologia e Geologia

10ºAno

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Tópicos Abordados:
- A Geologia, os geólogos e os seus métodos
- A Terra e os subsistemas:
- Tipos de sistemas;
- A Geosfera;
- A Hidrosfera;
- A Atmosfera;
- A Biosfera.
- As rochas, arquivos que relatam a história da Terra:
- Tipos de rochas:
- Sedimentares;
- Magmáticas;
- Metamórficas.
- Ciclo das rochas.
- A medida do tempo e a idade da Terra:
- A evolução da vida na Terra:
- Os Períodos e as Eras;
- Datação relativa;
- Datação absoluta ou radiométrica.
- A Terra, um planeta em mudança:
- Princípios básicos do raciocínio geológico;
- Tipos de linhas de interpretação dos fenómenos geológicos:
- Catastrofismo;
- Uniformitarismo;
- Neocatastrofismo;
- Mobilismo geológico;
- Teoria da deriva dos continentes;
- As placas tectónicas e os seus movimentos;
- Tipos de limites entre placas:
- Limites convergentes;
- Limites divergentes;
- Limites conservativos.

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1. A Terra e os seus subsistemas

“Qualquer porção do universo com diferentes componentes em interacção, de modo


organizado, pode ser considerado um sistema.”
in Terra Universo e Vida 10º Ano - parte 1 Geologia

Antes de podermos classificar o grande sistema que é a Terra e os seus subsistemas


temos que avaliar os vários tipos de sistemas existentes. Observemos o quadro em baixo.

Tipo de sistema Trocas de matéria? Trocas de energia?

Aberto Sim Sim

Fechado Não Sim

Isolado Não Não


Quadro 1 - Tipos de sistemas

Agora que sabemos os tipos de sistemas podemos avaliar a Terra e perceber que é
um sistema fechado, porque há trocas de energia com todos os seres vivos, e
apesar de haver trocas de matéria com o espaço (recebe cometas e lança satélites) não
podem ser consideradas válidas devido á sua massa em comparação com a da
Terra (muito menor do que a desta).

Existem vários subsistemas terrestres que estão constantemente em interacção:

1.1) Geosfera
A Geosfera é toda a parte sólida da terra (tanto superfícial como profunda)
podendo ser considerado o subsistema de maiores dimensões. É constiuída por rochas e
solos.

1.2) Hidrosfera
A Hidrosfera é toda a parte líquida ou sólida que seja constituída por água. Por
vezes fazemos confusão, mas os glaciares (água em estado líquido) também fazem parte da
hidrosfera.

1.3) Atmosfera
A Atmosfera é toda a parte gasosa que envolve os outros subsistemas. A
atmosfera, ao contrário do que a maioria pensa, não é constituída maioritariamente por
oxigénio, mas sim por azoto (cerca de 78%).

1.4) Biosfera
A Biosfera é o conjunto dos seres vivos que habitam na Terra e as suas
relações. Exemplo: os Ecossistemas fazem parte da biosfera.

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Podemos assim ligar estes subsistemas através de um quadro esquemático:

Subsistema Interage principalmente com...

Geosfera Biosfera

Hidrosfera Biosfera/Atmosfera

Atmosfera Biosfera

Biosfera Todos

Podemos chegar à conclusão que a Biosfera é o sistema vivo, logo o mais


importante, mas necessita de todos os outros.

2. As rochas, arquivos que relatam a história da Terra

Rochas são partes da constituição da Geosfera constituídas por um ou mais


minerais sólidos. Existem três tipos de rochas:
- Sedimentares;
- Magmáticas;
- Metamórficas;

2.1) Sedimentares
São rochas que se formam através da deposição de detritos ou clastos.
Podemos dividir o processo de sedimentação (processo de formação de uma rocha
sedimentar) em duas parte: a sedimentagénese e a diagénese.

2.1.1) Sedimentagénese


Meteorização Erosão Paragem dos agentes Sedimentação
(desagregação de pedaços de (detritos são removidos da (acumulação dos detritos
uma rocha original) rocha original por acção dos que se passam a chamar
agentes) sedimentos)

2.1.1) Diagénese

Compactação Cimentação
(devido à constante deposição de (os sedimentos ficam agregados
sedimentos, os sedimentos que por substâncias)
estão mais em baixo sofrem este
processo)

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Durante a sedimentagénese, mais precisamente na última fase (sedimentação) dá-se
a acumulação dos sedimentos provenientes de diferentes rochas. A uma camada que na
sua composição apresenta diferentes colocações dos materiais damos o nome de estrato.
É nestes estratos, que só as rochas sedimentares apresentam, que normalmente
encontramos os fósseis (ás rochas onde encontramos fósseis damos o nome de
fossíliferas). Fosseís são partes de seres vivos que sofreram mineralização. A
presença de um esqueleto ou partes mais rígidas ajuda neste processo e é raro encontrar
um fóssil de um ser sem esqueleto. Por vezes encontramos marcas desses seres, ao que
damos o nome de icnofosseis.

2.2) Magmáticas
São rochas que se formam a partir da solificação do magma do interior da
Terra. Assim de acordo com o local onde solidificão podemos dividi-las em:
- Vulcânicas/extrusivas - se solidificarem à superfície;
- Plutónicas/intrusivas - se solidificarem em bolsas de magma no interior;

Podemos distinguir algumas diferenças, como apresentadas no quadro 2.

Tipo de rocha Solidificação Tipos de cristais Local onde as encontramos Exemplo(s)


magmática

Vulcânicas ou Rápida Pequenos e pouco Perto de vulcões Granito


extrusivas desenvolvidos

Plutónicas ou Lenta Grandes e Debaixo de uma caractera Basalto


intrusivas desenvolvidos vulcânica
Quadro 2 - Diferenças entre rochas magmáticas vulcânicas e plutónicas

2.3) Metamórficas
São rochas originadas a partir de rochas anteriores que devido à temperatura e/ou
tensões sofreram uma alteração.
Podemos classificar o metamorfismo de dois tipos:
- Contacto - quando a modificação se dá apenas devido á temperatura (ex.:
mármore): neste caso a rocha final não apresenta foliação;
- Regional - quando a modificação se dá devido à temperatura e ás tensões (ex.:
ardósia ou gnaise): neste caso a rocha final apresenta foliação;

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2.4) O ciclo das rochas
O ciclo das rochas inicía-se no
magma, que ao solidificar forma as
rochas magmáticas (intrusivas ou
extrusivas). Caso sejam extrusivas,
podem mais facilmente sofrer a
meteorização e a erosão. E se
transportadas para as bacias de
sedimentação, onde se dá a
acumulação dos detritos (que
se passam a chamar
sedimentos) e depois da
diagénese transformam-se
em rochas sedimentares.
Entretanto essas rochas podem
voltar a transformar-se,
especialmente se a bacia de
sedimentação for perto de uma
zona de contacto de placas, aí
sofrem metamorfismo e
tornam-se rochas Esquema 1 - O ciclo das rochas
metamórficas. Estas rochas
podem ainda sofrer devido a temperaturas ainda mais altas, uma nova fusão, o que as faz
voltar ao estado inicial, o magma.

O ciclo das rochas não é necessariamente seguido por uma ordem restrita, podendo
haver outros processos que levem de uma parte para a outra.

3. A medida do tempo e a idade da Terra


Pensa-se que a Terra tem aproximadamente 4600 m.a. e que desde a sua formação
já passou por várias transformações até chegar à forma que tem hoje.
Podemos dividir a história da Terra em Eras:
- Paleozóica (mais antigo) - há cerca de 540 m.a
- Mesozóica (médio) - há cerca de 250 m.a
- Cenozóica (mais recente) - há cerca de 65 m.a

Antes da Paleozóica falamos do Pré-Câmbrico.
Mas cada uma dessas eras ainda se subdivide em Períodos:
- Paleozóica (540 m.a.)
- Câmbrico
- Ordovício
- Silúrcio
- Devónico
- Carbonífero
- Pérmico

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- Mesozóica (250 m.a.)
- Triásico
- Jurássico
- Cretácico
- Cenozóica (65 m.a.)
- Paleogénico
- Neogénico

Estas Eras e estes Períodos são essenciais para a compreensão da história da


Terra.

Datação é o processo de atribuição de uma data inicial. Existem dois tipos de


datação.

3.1) Datação Relativa


A datação relativa é feita em relação a algo, a um objecto que serve de referência. Por
exemplo se tivermos duas amostras de um único fóssil em duas rochas sedimentares
diferentes, podemos concluir que esses estratos onde foram encontrados foram formados
no intervalo de tempo de vida desse ser vivo e ao mesmo tempo.

Esquema 1 - O estrato onde encontramos o fóssil 1 da esquerda tem a mesma idade que
o estrato onde encontramos o fóssil 1 da direita (princípio da Identidade Paleontológica)

Esta datação é imprecisa. Para uma datação mais precisa usamos a datação
absoluta ou radiométrica.

3.2) Datação Absoluta ou Radiométrica


A datação absoluta ou radiométrica da idade de uma rocha é realizada de uma forma
diferente.
Durante a vida de uma rocha, esta vai transformando os isótopos existentes nela
(chamados isótopos pai) noutros isótopos mais estáveis (isótopos filhos). O tempo que
demora a transformação de metade dos isótos pai em isótopos filho damos o nome de
semivida. Assim sabendo a semivida de um elemento e a percentagem de isótopos filho ou
de isótopos pai, consegue-se descobrir a idade da rocha.

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Ex1.:
Isótopos pai: Urânio235
Semivida do Urânio235: 7 x 108 anos
Isótopos filho: Chumbo207
Percentagem de isótopos pai: 50%

Se a percentagem de isótopos pai já está a 50% significa que metade (original:
100%) dos isótopos pai já se transformou em filho, passou 1 semivida, ou seja a idade
daquela rocha é de 7 x 108 anos.

4. A Terra, um planeta em mudança

4.1) Princípios básicos do raciocínio geológico


Um dos principais problemas com que os geólogos se debatem actualmente, é
“Porque é que os dinossauros se extinguiram?”. Existem várias possibilidades, uns
cientistas dizem que ocorreu devido à queda de um meteorito gigante na Terra que
teria mais tarde criado uma grande nuvem de fumo e levado à extinção, outros
pensam que foi devido a grandes catástrofes naturais, como erupções vulcânicas em
muitos locais do planeta que levaram à sua extinção, mas não se tem 100% de
certezas. Podemos classificar as linhas de interpretação principais para fenómenos que
ocorreram na Terra (como a extinção dos dinossauros) em três.

4.1.1) Catastrofismo
O Catastrofismo defendido principalmente por Cuvier, explicava que tudo o que
mudava na Terra ao longo dos tempos era devido a grandes catástrofes e que depois
dessas catástrofes os locais eram repovoados por outras espécies. Esta teoria foi aceite até
1960.

4.1.2) Uniformitarismo
O Uniformitarismo defendido pelos geólogos da segunda parte do séc. XX e alguns
da actualidade, diz que as leis naturais não se alteram, o que acontece hoje, já
acontecia no passado (princípio das causas actuais) e ainda que as mudanças
geológicas são cíclicas.

4.1.3) Neocatastrofismo
Esta nova teoria reconhece o Uniformitarismo como principal guia, mas também
atribui importância a fenómenos catastróficos ocasionais que tenham mudado a
história da Terra.

4.2) Mobilismo geológico

4.2.1) Teoria da Deriva dos continentes


Wegner, um cientista do final do século XIX, apresentou a teoria da Deriva dos
continentes. Ele dizia que no início da Terra e até há cerca de 152 M.a. os continentes
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estavam unidos num supercontinente ao qual deu o nome de Pangeia e ao único
oceano que o rodeava deu o nome de Pantalassa. Há 152 M.a., a Pangeia dividiu-se em
dois, a Laurásia e o Gonduana. E só há cerca de 2/3 M.a. é que todos os continente
assumiram a forma e posição actual.
Em que é que Wegner se baseou quando apresentou esta teoria? Baseou-se em três
factos:
- testemunhos fósseis - encontrou fósseis semelhantes em vários continentes
diferentes dum mesmo período;
- o complemento das linhas dos continentes - ele verificou que os continentes
como que “encaixavam” uns nos outros, como um puzzle;
- a existência de formações rochosas num continente que como que se
prelongam para outro - ex.: uma montanha encontrada perto da costa de um
continente que encaixa com uma nas mesmas condições mas noutro continente;

4.2.1) As placas tectónicas e os seus movimentos


Ao longo dos tempos, foi-se descobrindo que os continentes e oceanos estavam
assentes sobre placas que devido ao facto de terem movimento deu-se o nome de placas
tectónicas. Existem muitas placas tectónicas entre as quais, as mais conhecidas:
- placa euro-asiática;
- placa pacífica;
- placa indo-australiana;
- placa nazca;
- placa africana;
- placa norte/sul americana;
- placa antárctica;

Existem três tipos de limites entre placas:

4.2.1.1) Limites convergentes


Neste tipo de limites, as duas placas envolvidas estão em colisão constante e dá-
se a subducção de uma das placas (uma mergulha sobre a outra) e a placa que não
mergulha é parcialmente fundida. Dependendo do tipo de placas em confronto, podemos ter
diferentes cenários:
- Se a colisão ocorrer entre placa oceânica/placa continental a placa que
mergulha (sofre subducção) é a placa oceânica necessariamente;
- Se a colisão se der entre placa oceânica/placa oceânica a que sofre subducção
é a placa mais antiga;
- Se a colisão se der entre placa continental/placa continental então não há
formação de crosta nem destruição desta.

4.2.1.2) Limites divergentes


Neste tipo de limites as placas envolvidas tendem cada vez mais a afastar-se uma
da outra, criando um vale central chamado rifte e origina a expansão da crosta. Só existem
dois tipos de cenários de placas divergentes:
- Placa oceânica/oceânica;
- Placa continental/continental.

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4.2.1.3) Limites conservativos
Neste tipo de limites, as placas deslizam uma em relação à outra, não originando
mudanças em nenhuma das placas.

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