Anda di halaman 1dari 85

ENCOSTAS NATURAIS

Caracterização dos Maciços Rochosos e


Identificação dos Fenômenos subjacentes
às instabilizações de encostas
PROBLEMA DA ESTABILIDADE
DE ENCOSTAS NATURAIS

 Queda de barreiras em estradas


 Deslizamentos de encostas de morros

 Causas naturais
 Ações do homem

 Conhecimentodos solos e dos mecanismos


dos escorregamentos
CARACTERIZAÇÃO DOS MACIÇOS ROCHOSOS

 Obras civis em rochas e solos exigem estudos


geológicos e geotécnicos detalhados e
específicos para seu sucesso:
 Geologia - Fatos determinantes, definição de
projeto adaptado as particularidades locais.
 Engenharia Civil - Conhecimentos técnicos
científicos para a execução da obra de
engenharia.
CARACTERIZAÇÃO DOS MACIÇOS ROCHOSOS

 Preliminarmente é realizado um
reconhecimento geológico da superfície,
precedido de dados topográficos e de
informações relativas a eventuais acidentes
anteriores. Nesta fase as fotografias aéreas
podem ser de grande utilidade.
CARACTERIZAÇÃO DOS MACIÇOS ROCHOSOS

 Programa de trabalhos de prospecção e ensaios


– Visa determinar a natureza dos materiais e
suas características físicas e mecânicas e as
grandes linhas estruturais do maciço. As fraturas,
assimiladas a planos, são definidas pela direção
e inclinação.
- Processos de prospecção e ensaios: Sondagens
rotativas, aberturas de galerias ou poços,
prospecção geofísica (especialmente através de
métodos elétricos ou sísmicos) e ensaios em
laboratórios e “in situ”.
CARACTERIZAÇÃO DOS MACIÇOS ROCHOSOS
 Os maciços rochosos, em determinadas áreas,
podem encontrar zonas de fraqueza ou ruptura,
causadas por falhas, dobras ou fraturas daquelas
rochas. A necessidade de uma análise estatística
rigorosa de maciços rochosos muito fraturados e a
consequente representação da distribuição das
descontinuidades tem conduzido ao uso de vários
tipos de projeção. Os mais usados, são: a
projeção estereográfica ou de ângulos iguais
(Wulf) e a projeção de áreas iguais (Lambert).
Figura – Aspecto
de rocha em corte,
em que se observa
o efeito de
dobramento.

Figura – Fratura
preenchida por uma
formação mineral que
permitiu o afastamento
dos planos formados.
 Figura –Perfil de
rocha em que se
observa o efeito de
falha
CARACTERIZAÇÃO DOS MACIÇOS ROCHOSOS
 O comportamento de um maciço rochoso em seu
conjunto é condicionado pelas três seguintes
propriedades fundamentais, estabelecidas em 1962
por Klaus:
 Propriedades tecnológicas – Dependem mais das
descontinuidades do maciço do que da resistência em
si mesma
 Resistência – Determinada pelos vínculos de
interpenetração dos “blocos” que o constituem
 Deformabilidade – Resulta, predominantemente, dos
deslocamentos relativos dos blocos que o constitui
CARACTERIZAÇÃO DOS MACIÇOS ROCHOSOS

 Fissuração do maciço rochoso – Depende,


fundamentalmente, do estado de tensão atuante no
maciço e distinguem-se em:
 Microfissuras – Largura inferior a 0,1 mm e, em geral,
vizinhas a 0,01 mm.
 Macrofissuras - Largura superior a 0,1 mm e são
vistas a olho nu.
CARACTERIZAÇÃO DOS MACIÇOS ROCHOSOS
Considerando-se:
 As zonas de homogeneidade e sua extensão;

 Os tipos de rochas e suas propriedades mecânicas;

 Os tipos de fratura e seus materiais de preenchimento;

 As condições de presença da água

Dispõe-se de indicações para uma descrição do maciço


rochoso, particularmente no que concerne à sua
heterogeneidade (distribuição irregular dos seus
materiais) e anisotropia(desigual frequência das
heterogeneidades segundo as diferentes direções)
CARACTERIZAÇÃO DOS MACIÇOS ROCHOSOS
 Depósitos naturais

 Aluvião: são concentrações de solos constituídas


pela ação da água ou vento, sendo que os materiais
mais comuns encontrados neste tipo de depósito
são as areias, argilas e cascalhos. Normalmente são
localizados ao longo de rios, principalmente nas
suas confluências ou em suas planícies de
inundação.
CARACTERIZAÇÃO DOS MACIÇOS ROCHOSOS
 Coluvião: Quando o solo residual é transportado pela
ação da gravidade, como nos escorregamentos, a
distâncias relativamente pequenas. Encontram-se no pé
de encostas naturais e podem ser constituídos de solos
misturados com blocos de rocha.
 Solos Residuais: são concentrações de solos maduro,
formado a partir de processos de pedogênese
(alterações realizadas pelo meio – clima tropical, quente
e úmido), após a ação do intemperismo de solos de
alteração de rocha. Normalmente são localizados em
encostas não muito íngremes.
MOVIMENTOS DE MASSA

 Chamados no meio geotécnico de deslizamentos,


podem ser vistos, do ponto de vista da Geotecnia,
na busca pela investigação da estabilidade e,
consequentemente, das condições de equilíbrio da
massa de solos e/ou rochas.
ESTABILIDADE EM ENCOSTAS NATURAIS
Objetivo:
Estudar estabilidade,
avaliando a necessidade
de medidas de
estabilização.
MOVIMENTOS DE MASSA - DEFINIÇÃO
 O movimento ocorre quando uma massa de solo/rocha,
sob determinadas condições, se desliga da restante e
ao perder a sua capacidade de equilíbrio entra em
movimento.
MOVIMENTOS DE MASSA - IMPORTÂNCIA

 É importante classificar os movimentos, bem como


investigar as suas causas, pois deste estudo depende
a correta escolha do modo de análise de estabilidade
a ser empregado e das medidas de correção
adequadas.
MOVIMENTOS DE MASSA - TIPOS

Os movimentos de massa se diferenciam em


função de:
• Velocidade de movimentação
• Forma de ruptura

A partir da identificação destes fatores, os movimentos de


massa podem ser agrupados em 3 categorias:
 Escoamentos;

 Subsidências;

 Escorregamentos
MOVIMENTOS DE MASSA - TIPOS

Por outro lado, as erosões, que também são


movimentos de massa, muitas vezes não podem ser
classificadas em um único grupo. Os mecanismos
deflagradores dos processos erosivos podem ser
constituídos de vários agentes, fazendo com que as
erosões sejam tratadas separadamente.
ESCOAMENTO
 Corresponde a uma deformação ou movimento
contínuo com ou sem superfície definida.
 Dependendo do movimento, são classificados como:

 Rastejo: Escoamento Plástico

 Corrida: Escoamento Fluido Viscoso


ESCOAMENTO - RASTEJO
 São movimentos lentos e contínuos de camadas
superficiais do solo, encosta abaixo; que se aceleram
por ocasião de chuvas e se desaceleram em épocas
de seca.
 Não possuem superfície de ruptura bem definida, e
podem englobar grandes áreas (vários planos de
deslocamento internos).
 Solos, depósitos, rocha alterada/fraturada
ESCOAMENTO - RASTEJO
 Causa: Ação da gravidade associada a efeitos
causados pela variação de temperatura e umidade.
 O deslocamento se dá quando se atinge a tensão de
fluência, a qual é inferior a resistência ao cisalhamento.
ESCOAMENTO - RASTEJO
 Os rastejos são detectáveis,
eventualmente, pela inclinação na
direção do talude de árvores,
postes e etc. E podem com o
tempo evoluir para
escorregamentos verdadeiros.
ESCOAMENTO -
RASTEJO
ESCOAMENTO - CORRIDAS

 Movimentos rápidos
velocidade ≥ 10 km/h
 Nesses escoamentos a
massa de material (solos e
blocos de rocha) escoa
como se fosse um fluido, ou
líquido viscoso, sem a
existência de uma linha de
ruptura bem definida.
ESCOAMENTO - CORRIDAS

 Muitas superfícies de
deslocamento (internas e
eternas à massa em
movimentação)
 Mobilização de solo, rocha,
detritos e água
 Grandes volumes de
material
 Extenso raio de alcance,
mesmo em áreas planas
ESCOAMENTO - CORRIDAS
 Causas: Perda de resistência em virtude de
presença de água em excesso (fluidificação)
 O processo de fluidificação pode ser originado
por:
 Adição de água

 Esforços dinâmicos (terremotos, cravação de


estacas, etc.)
 Amolgamento em argilas muito sensitivas
SUBSIDÊNCIA
 Deslocamento finito ou deformação contínua em
direção essencialmente vertical.

 Podem ser subdivididos em:

 Subsidência propriamente dita


 Recalques
 Desabamento ou quedas
SUBSIDÊNCIA PROPRIAMENTE DITA
 A subsidência por definição é o resultado do
deslocamento da superfície gerado por adensamento
ou afundamento de camadas, como resultado da
remoção de uma fase sólida, liquida ou gasosa. Em
geral envolve grandes áreas e as causas mais comuns
são:
 Ação erosiva das águas subterrâneas
 Atividades de mineração
 Efeito de vibração em sedimentos não consolidados
 Exploração de petróleo
 Bombeamento de águas subterrâneas
SUBSIDÊNCIA PROPRIAMENTE DITA

Afundamento de pista na
região de Fervedouro, MG.
Lençol freático
comprometendo a
estabilidade da base da
estrada pelo carreamento de
partículas.
RECALQUES

Os recalques são movimentos verticais de uma


estrutura, causados pelo peso próprio ou pela
deformação do solo gerada por outro agente. As
causas mais comuns são:

 Ação do peso próprio


 Remoção do confinamento lateral devido a
escavações
 Rebaixamento do lençol d’água
QUEDAS
 Os desabamentos ou quedas são
subsidências bruscas, envolvendo
colapso na superfície.
 Movimentos tipo queda livre ou
em plano inclinado a velocidades
muito altas de blocos ou lascas de
rocha intactos, resistentes ao
intemperismo.
 São desabamentos (subsidências
bruscas, envolvendo colapso na
superfície)
QUEDAS
 Sem planos de deslocamento
 Movimento tipo queda livre ou em plano inclinado

 Velocidades muito altas

 Material rochoso

 Pequenos a médios volumes

 Geometria variável: lascas, placas, blocos etc.

 Rolamento de matacão

 Causas: Chuvas intensas e prolongadas que


provocam a erosão do solo no qual os mesmos estão
apoiados.
QUEDAS
QUEDAS
A queda do barranco por desbarracamento é
causado pela perda da coesão do material.
 COESÃO é uma força interna que mantém as
partículas do material grudadas uma nas
outras.
 Enquanto a argila tem uma coesão alta, o silte
tem uma coesão menor e a areia quase não
tem coesão.
 Imaginemos um talude formado por uma argila
de boa qualidade, isto é, uma argila com alta
coesão.
QUEDAS
 Asintempéries, isto é, a sucessão de períodos
de chuva seguida de períodos de estiagem
(sem chuva) faz com que a argila vá perdendo,
gradualmente a sua coesão.

 Com a perda da
coesão, começam a
se formar no solo
trincas e rachaduras
que vão aumentando
com o tempo.
QUEDAS
 Chega um dia que a coesão se torna tão baixa que
o talude já não consegue ficar de pé e então
desbarranca. No desbarrancamento, as casas e
árvores tombam para fora e vão rolando por cima
das casas de baixo que ficam soterradas.
 O desbarrancamento ocorre, geralmente, no dia de
chuva pois a água da chuva penetra nas
rachaduras acelerando o processo. Mas não há
necessidade de estar chovendo para ocorrer um
desbarrancamento. O solo já fragilizado pelas
trincas pode romper por alguma trepidação no solo
como a passagem de veículos pesados.
QUEDAS
QUEDAS
 Você pode perceber que há risco de
desbarrancamento observando o piso na parte de
cima do talude pois surgem trincas no sentido
logitudinal (paralelo) do talude.
 Você pode diminuir o risco de desbarrancamento
colocando lonas plásticas por sobre as trincas.
ESCORREGAMENTOS
 Definição: Movimentos rápidos ao longo de
superfícies bem definidas.
 São, portanto, os únicos que podem ser
submetidos a análises estáticas através de modos
de equilíbrio-limite.
 Poucos planos de deslocamento (externos)

 Deslocamento sobre uma ou mais superfícies


ESCORREGAMENTOS
 Pequenos a grandes volumes de material
 Geometria e materiais variáveis
ESCORREGAMENTO CIRCULAR

Também chamado de escorregamento por


rotação ocorrem sobretudo em solos homogêneos ou
com características não muito variáveis, em que a
superfície de deslizamento que se desenvolve
apresenta uma forma curva ou praticamente circular em
muitos casos.

Solos espessos
homogêneos e rochas
muito fraturadas
 escorregamento por rotação
ESCORREGAMENTO POR TRANSLAÇÃO

o Surgem principalmente quando existe a pouca


profundidade e relativamente paralelo à superfície do
talude, um estrato mais resistente subjacente à massa
instável.
o A superfície de deslizamento que se desenvolve
apresenta uma forma plana ou poligonal.
 escorregamento por translação
ESCORREGAMENTO PLANAR

Solos pouco
espessos,
solos e rochas
com um plano
de fraqueza
ESCORREGAMENTO COM SUPERFÍCIE
COMPOSTA

o Poderá ainda existir deslizamentos que são a


conjugação dos dois anteriores. Isto acontece quando no
interior de um estrato existe uma camada fina de um
material mais fraco, caso em que a superfície de
deslizamento apresenta uma forma circular nas
extremidades e poligonal no contacto com essa camada.
ESCORREGAMENTO EM CUNHA

Solos e rochas com dois


planos de fraqueza
ESCORREGAMENTOS
EROSÕES VIOLENTAS (AVALANCHES)
 São fenômenos classificados como desastres naturais,
pelo seu alto poder destrutivo e pelos danos que
podem provocar em instalações e equipamentos
urbanos ou na própria natureza original.
EROSÕES VIOLENTAS (AVALANCHES)

 São movimentos de massa que se desenvolvem em


períodos de tempo muito curtos (alguns segundos a
pouco minutos) e que tem algumas peculiaridades
como:
 velocidades elevadas (18 a 72 Km/hora);

 alta capacidade de erosão e destruição, devido a


grandes pressões de impacto (30 a 1000 kPa);
 transporte de detritos (galhos e troncos de árvores,
blocos de rocha, cascalho, areia e lama) a grandes
distâncias, mesmo em baixas declividades (5 graus a
15 graus).
Erosões Violentas (Avalanches)

Locais onde houveram avalanches e escorregamentos


rotacionais, N. Friburgo, janeiro de 2011.
EROSÕES VIOLENTAS (AVALANCHES)
 Ocorrem, em geral, após longos períodos de chuva,
quando uma incidência pluviométrica mais intensa (6
a 10 mm em dez minutos) provoca escorregamentos
de solo e rocha para dentro do curso d’água.
 A massa de solo mistura-se com a água, em
abundância, e é dirigida para os talvegues,
arrastando árvores e materiais pedregosos que
encontra pelo caminho (GUIDICINI et al.).
 A concentração de sólidos, em volume, pode variar
em ampla faixa, de 30 a 70%. A vazão de um debris
flow pode alcançar um valor de 10 a 20 vezes (ou
mais) a vazão de cheia (água), para a mesma bacia
hidrográfica e mesma chuva (Massad et al., 1997).
EROSÃO

 A ação antrópica, tem sido o fator condicionante na


deflagração dos processos erosivos, nas suas várias
formas de atuação, como desmatamento e
construção de vias de acesso, sem atenção às
condições ambientais naturais.
EROSÃO - VOÇOROCA
 Futai e outros (2005) mostraram que o processo de
evolução da voçoroca pode provocar escorregamentos
sucessivos, conforme indicam as seguintes fases:
 a infiltração reduz a sucção do talude da voçoroca, que
dependendo da duração e intensidade da chuva pode
ocorrer um escorregamento;
 após o período chuvoso o solo começa a secar e volta
a ganhar resistência;
 material coluvionar resultante do escorregamento é
levado pelo próprio escoamento superficial das chuvas
que causaram o escorregamento e principalmente pela
exfiltração contínua no pé da voçoroca;
 novas chuvas poderão causar novos escorregamentos.
EROSÃO
 A potencialidade do desenvolvimento de processos
erosivos depende de fatores externos e internos,
conforme mostrado na Tabela 1.
EROSÃO
 Na gênese e evolução das erosões os mecanismos
atuam de modo isolado ou em conjunto, fenômenos tais
como: erosão superficial, erosão subterrânea,
solapamento, desmoronamento e instabilidade de
talude, além das alterações que os próprios solos
podem sofrer em consequência dos fluxos em meio
saturado e não saturado em direção aos taludes,
tornando complexo o conhecimento dos mecanismos
que comandam o processo erosivo ao longo do tempo.
Consequentemente, em muitos casos, as tentativas de
contenção de sua evolução. São muitas vezes
infrutíferas.
MOVIMENTOS DE MASSA - CAUSAS
 As duas causas mais comuns na redução resistência
ao cisalhamento do solo, levando à sua instabilização,
são as variações na frente de saturação e a alteração
ou modificação progressiva da estrutura do solo sob a
ação de agentes geológicos.
CAUSAS GERAIS DOS ESCORREGAMENTOS

 A instabilidade do talude será deflagrada quando as


tensões cisalhantes mobilizadas se igualarem à
resistência ao cisalhamento isto é
CAUSAS GERAIS DOS ESCORREGAMENTOS

 Esta condição pode ser atingida com o aumento das


tensões cisalhantes mobilizadas ou pela redução da
resistência.

 Varnes (1978) divide os mecanismos deflagradores


nesses 2 grupos.

 O aumento das tensões cisalhantes mobilizadas e;


 A redução da resistência ao cisalhamento.
MOVIMENTOS DE MASSA - CAUSAS
 As causas dos movimentos de massa ainda podem ser
definidas como:
- causas internas, que atuam reduzindo a resistência ao
cisalhamento do solo que compõe o talude, sem alterar a
sua geometria;
- causas externas, que modificam o estado de
tensão atuante sobre o maciço, ocasionando um acréscimo
nas tensões cisalhantes, igualando ou superando a
resistência original do solo, levando o maciço a situação de
ruptura; e,
- causas intermediárias, que são as que não podem ser
definidamente classificadas em uma das duas classes
anteriores.
MOVIMENTOS DE MASSA - CAUSAS
 Nieble e Guidicini (1984), quando determinam e classificam
os agentes responsáveis por escorregamentos em taludes e
encostas naturais, os dividem em:
 Agentes predisponentes: são os formados pelo conjunto de
condições geológicas, geométricas e ambientais que irão
contribuir para que os movimentos de maciço ocorram. Esses
agentes dependem apenas das condições naturais,
como por exemplo: os tipos de complexo geológicos,
morfológicos, climatológicos, hidrológicos, gravitacionais,
termo-solar e vegetações originais;
 Agentes efetivos: são os diretamente responsáveis pelo
desencadeamento das movimentações de massa de solos,
como por exemplo: ocorrência de chuvas intensas, erosões
por chuva ou vento, abalos sísmicos, ações do ser humano,
fusões de gelo e neve.
 Tabela . Fatores deflagradores dos movimentos de
massa (adaptada de Varnes, 1978)
Ação Fatores Fenômenos geológicos/antrópicos
Aumento da Remoção de Massa Erosão
Solicitação (lateral ou de base) Escorregamentos
Cortes
Sobrecarga Peso da água da chuva, neve, granizo, etc.
Acúmulo natural de material (depósitos)
Peso da vegetação
Construção de estruturas, aterros etc.
Solicitações dinâmicas Terremotos, ondas, vulcões etc.
Explosões, tráfego, sismos induzidos
Pressões laterais Água em trincas
Congelamento
Material expansivo
Redução da Características Características geomecânicas do material
resistência inerentes ao material Tensões
(geometria, estruturas,
etc.)
Mudanças ou fatores Intemperismo: redução na coesão, ângulo de
variáveis atrito
Variação das poropressões
CAUSAS GERAIS DOS ESCORREGAMENTOS

 A cobertura vegetal pode produzir efeitos favoráveis ou


desfavoráveis na estabilidade das encostas, por
exemplo:
 O sistema raticular pode atuar como reforço e/ou
caminho preferencial de infiltração.
 A presença da copa das árvores reduz o volume de
água que chega à superfície do talude
 Os caules das árvores geram um caminho preferencial
de escoamento de água;
 A cobertura vegetal aumenta o peso sobre o talude; etc.
 Apesar dos efeitos contrários, a retirada da cobertura
vegetal é indiscutivelmente um poderoso fator de
instabilização.
CAUSAS GERAIS DOS ESCORREGAMENTOS
 Com relação à ação antrópica, as principais modificações
indutoras dos movimentos gravitacionais de massa são
(Augusto-Filho, 1995):
 Remoção da cobertura vegetal.
 Lançamento e concentração de águas pluviais e/ou
servidas.
 Vazamentos na rede de abastecimento, esgoto e presença
de fossas.
 Execução de cortes com geometria incorreta
(altura/inclinação).
 Execução deficiente de aterros (geometria, compactação e
fundação).
 Lançamento de lixo nas encostas/taludes.
CAUSAS GERAIS DOS ESCORREGAMENTOS
CAUSAS GERAIS DOS ESCORREGAMENTOS
CAUSAS GERAIS DOS ESCORREGAMENTOS
A ação da água da chuva

 O escorregamento de terras é frequente,


principalmente no tempo das chuvas. Este fenômeno
deve-se à subida do nível freático que altera a
distribuição de tensões no solo, introduz pressões
neutras, diminui as tensões efetivas e introduz forças
de percolação, fazendo com que a resistência ao
corte do solo diminua, levando a uma maior
tendência para a instabilidade.
CAUSAS GERAIS DOS ESCORREGAMENTOS

A ação da água

 Força de percolação, no sentido do escorregamento


gerando erosões internas e/ou externas;
 Perda de resistência do solo por encharcamento
 Aumento do peso específico do solo e, portanto da
componente da força da gravidade que atua na direção
do escorregamento;
 Diminuição da resistência efetiva do solo pelo
desenvolvimento de pressões neutras.
 Atuando como agente no processo de intemperismo,
promovendo alterações nos minerais constituintes
CAUSAS GERAIS DOS ESCORREGAMENTOS
 O fluxo de água no terreno origina-se de muitas
fontes, mas principalmente da chuva e da neve,
como resultado do ciclo hidrológico,
esquematicamente representado na Figura
 Deslocamento de bloco de rocha na BR381 no período
das chuvas. A penetração da água nas microfissuras
aceleraram o intemperismo e a expansão das
microfissuras promovendo o deslocamento.
 Gabiões sendo superados pelos deslizamentos de terra
nas encostas das estradas durante o período das chuvas.
 Queda de uma encosta na região de fervedouro, MG após
as chuvas. BR116 quase interditada. Presença de solo
Latossolo de estrutura frágil.
 Solos erodidos das encostas das estradas deslocam junto
com a água das chuvas até as partes mais baixas onde
estão os rios e córregos provocando sérios problemas de
assoreamento.
 Gabião não resistiu a pressão do deslizamento de solo da
encosta e cedeu. Falta de identificação das características
do solo e de seus horizontes.
 Gabião não
resistiu a pressão
do deslizamento
de solo da encosta
e cedeu.Falta de
identificação das
características do
solo e de seus
horizontes.
 Cortes nas rochas
para construção de
estradas sem
considerar os
fatores ambientais e
demais
componentes do
intemperismo.
Tendência de
ocorrerem
microfraturas e
desmoronamentos.
ESCORREGAMENTO

 Ex.: Processo de instabilização de encosta por


escorregamento causado pela formação de lama
no interior do talude.
 A água da chuva que infiltra (entra) no terreno ou o
vazamento de uma tubulação de água de
abastecimento, de esgoto sanitário ou de água pluvial
vai formar uma rede de percolação. Nos locais em que
ocorrem a infiltração a rede corre para baixo.
Entretanto, na medida em que a água vai encontrando
camadas menos permeáveis do solo, a direção do
fluxo vai mudando na direção de fora do talude.
ESCORREGAMENTO
ESCORREGAMENTO

 Como a pressão de percolação é alta, a água vai


carriando (carregando) as partículas finas da argila.
 No lugar em que estava a partícula, sobra então
um vazio. Com a formação de vazios, as demais
partículas se movimentam (fenômeno conhecido
como adensamento, pois a argila vai ficar com
menos vazios, isto é, mais densa) e esse
movimento produz lama.
ESCORREGAMENTO

 A lama forma uma superfície arredondada que serve


de escorregador para a parte de cima do talude.
Então ocorre o "escorregamento".
 No escorregamento, as casas e árvores tombam para
dentro do talude. A terra que escorregou vai parar na
parte de baixo do talude que se levanta. Casas que
estavam no pé do talude são levantadas.
BIBLIOGRAFIA UTILIZADA

 MELLO, Victor F. B.; TEIXEIRA, Alberto H. - 1963 -


Mecânica dos solos, fundação e obras de terra, Vol 2,
2ª Edição; Universidade de São Paulo, Escola de
Engenharia de São Carlos

 MARANGON, M. - Tópicos em Geotecnia e Obras de


Terra Unidade 01 – Geologia Aplicada à Engenharia

 Gerscovich, Denise M S, 2009 - Estabilidade de Talude,


Faculdade de Engenharia - Universidade do Estado do
Rio de Janeiro