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Capa: Femande Comacchia Imager de capa: Cena do time ‘Oniy angels have wings (Howard Hawi, 1938) Da esqueria para a diets ita Hayworh, Cary Grant @ Jean Arthur Columbia Pitures/Phototest © Columbia Pictures CGoordenagao: Ana Carolina Freitas @ Beatriz Marchosin| Copidlesque: Monica Saddy Marine Diagramacao: DPG Editora Fevisao: Bruna Fernanda Abreu Cristiane Ruteisen Scanavinie isabel Petroniha Costa, Dados Internacionais de Catalogacio na Publicagso (CIP) (Cémara Brasileira do Livro, SP, Brasil), Giveira Fr, Lu Cars ‘Arise on scéne no cinema: Do classico a0 cinema de tuxa! Luiz Carlos Oliveira J. ~ Campinas, SP: Papius, 2093. — (Colegio Campo imagotico) Boologratia, ISBN 976-€5-200-1061-1 1.Cinema~ Estetica 2. Cinema Historia erica 9. Cinema Teoria 4, Estetica de fuxo 5, Mise en sotne |. Tie. Il Série saoetse 00-791.4901 indices para eatslogo sistemético: 1. Cinema: Estétca 791.4901 2. Cinema: Teoria 794.4301 Excaio no caso 0 ciagies, a gratia deste ivro esta atualizata segundo 0 ‘Acordo Orogrifen da Lingua Porguesa adotade no Brasil a partir de 2009, 1# Reimpresséo 2014 roibida a reproaugao Total ou paral {da obra de acordo com a lei §. 610198, Ecitor athada a Associagao Brasra dos Direitos Reprograticos (ABR). DIREITOS RESERVADOS PARA A LINGUA PORTUGUESA MR. Comacchia Lvraria e Ecitora Ltda, Papinus Eatora Dr. Gabel Penteado, 253 CEP 19081-306 - Vila Jogo Jorge Fonettax: (18) 3780-1300 ~ Campinas ~ Sao Paulo ~ Brasil E-mail: editora@papirus.com br ~ www papirus.com br 4 O OLHAR, O QUADRO, A CENA Um olhar se detém sobre um determinado aspecto do mundo. Esse olhar obtém um quadro, Desse quadro, ou de uma sucessio de quadros, organiza-se uma cena. Toda mise en scéne inclui essas trés etapas fundamentais. O que diferencia uma mise en scéne da outra, e caracteriza os estilos individuais dos cineastas, so ‘0s sentimentos e as convic¢des diversas que eles empregam em cada uma dessas atividades. “Numa encenacao, hé sempre uma parte de coreografia, ou seja, de dominio total dos movimentos num espaco definido’, diz Jacques Aumont. Mas ha também, ele mesmo completa, “a parte de ‘mistério’ de que fala Eric Rohmer, que é muito simplesmente a marca pessoal do cineasta, o jogo do seu olhar ~ sem regras a priori a nao ser a da expressao, do charme, da elegancia, da medida, em suma, sem outra regra que nao a da arte” (Aumont 2008b, p. 52). O cinema é uma interpelacao de aparéncias fugidias. Diante disso, uns sentem necessidade de fixar um centro, um niicleo de imantagao das evidéncias alcangado por um maximo de concentragao e foco. Outros preferem que seus filmes revelem menos uma vontade de ordenacio e sabedoria do que uma arte fundada no instante, descoberta no proprio ato de sua criacao. Foi assim desde sempre. Num pequeno texto intitulado “Le plan” (numero especial de Cahiers du Cinéma, novembro de 2000), Aumont identifica nos primérdios da atividade cinematografica a formagao de duas modalidades de plano ~ o termo “plano” aqui tomado como unidade fundamental, o “elemento celular de base do edificio filmico” (Bonitzer 1982, p. 16) A primeira modalidade, Aumont a denomina plano-tableau, nao no sentido de um tableau de pintura, de efeitos de enquadramento ou de composigio, e sim no Amise en scéne no cinema 189