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Crase - Exercícios

Questões:

01. Assinale a alternativa em que o uso da crase é obrigatório:

a) Um rapazito de paletó entrou na rua e foi perguntar à Machona pela Nhá Rita.
(Aluísio Azevedo)
b) José Cândido não tinha nem a cor nem o título convenientes à sua filha. (R. Braga)
c) Mas o peru se adiantava até à beira da mata. (G. Rosa)
d) Todos, às vezes, precisam ficar bêbados, e por isso bebem. (R. Braga)
e) (...) evitei acompanhar Dr. Siqueira em suas visitas vespertinas à nossa bem amada.
(J. Amado)

02. Qual das alternativas completa corretamente os espaços vazios?

I. E entre o sono e o medo, ouviu como se fosse de verdade o apito de um trem igual
____ que ouvira em Limoeiro. (J. Lins do Rego)

II. Habituara-se ______ boa vida, tendo de um tudo, regalada. (J. Amado)

III. Depois do meu telegrama (lembram: o telegrama em que recusei duzentos mil-réis
___ (pirata), a "Gazeta" entrou a difamar-me. (G. Ramos)

IV. Os adultos são gente crescida que vive sempre dizendo pra gente fazer isso e não
fazer _____.
(Millôr Fernandes)

a) àquele, aquela, aquele, aquilo


b) àquele, àquela, aquele, aquilo
c) àquele, àquela, aquele, àquilo
d) àquele, àquela, àquele, aquilo
e) aquele, àquela, aquele, aquilo

03. (CESCEM) Sentou-se ___ máquina e pôs-se ___ reescrever uma ___ uma as
páginas do relatório.

a) a / a / à
b) a / à / à
c) à / a / a
d) à / à / à
e) à / à / a

04. (FASP) Assinale a alternativa com erro de crase:

a) Você já esteve em Roma? Eu irei à Roma logo.


b) Refiro-me à Roma antiga, na qual viveu César.
c) Fui à Lisboa de meus avós, pois gosto da Lisboa de meus avós.
d) Já não agrada ir à Brasília. A gasolina...
e) nenhuma das alternativas está errada.

05. (ESAN) Das frases abaixo, apenas uma está correta, quanto à crase. Assinale-a:

a) Devemos aliar a teoria à prática.


b) Daqui à duas semanas ele estará de volta.
c) Puseram-se à discutir em voz alta.
d) Dia à dia, a empresa foi crescendo.
e) Ele parecia entregue à tristes cogitações.

06. (ABC - MED.) Nas alternativas que seguem, há três frases, que podem estar corretas
ou não. Leia-as atentamente e marque a resposta certa:

I. O seu egoísmo só era comparável à sua feiúra.


II. Não pôde entregar-se às suas ilusões.
III. Quem se vir em apuros, deve recorrer à justiça.

a) Apenas a frase I está correta.


b) Apenas a frase II está correta.
c) Apenas as frases I e II estão corretas.
d) Apenas as frases II e III estão corretas.
e) As três frases estão corretas.

07. (FUND. LUSÍADA) Assinale a alternativa que completa corretamente o período:


____ noite estava clara e os namorados foram _____ praia ver a chegada dos pescadores
que voltavam ____ terra.

a) Á / à / à
b) A / à / à
c) A / a / à
d) À / a / à
e) A / à / a

08. (ITA) Analisando as sentenças:

I. A vista disso, devemos tomar sérias medidas.


II. Não fale tal coisa as outras.
III. Dia a dia a empresa foi crescendo.
IV. Não ligo aquilo que me disse.

Podemos deduzir que:

a) Apenas a sentença III não tem crase.


b) As sentenças III e IV não têm crase.
c) Todas as sentenças têm crase.
d) Nenhuma sentença tem crase.
e) Apenas a sentença IV não tem crase.

09. (ABC - MED.) A alternativa em que o acento indicativo de crase não procede é:

a) Tais informações são iguais às que recebi ontem.


b) Perdi uma caneta semelhante à sua.
c) A construção da casa obedece às especificações da Prefeitura.
d) O remédio devia ser ingerido gota à gota, e não de uma só vez.
e) Não assistiu a essa operação, mas à de seu irmão.

10. (FUVEST) Indique a forma que não será utilizada para completar a frase seguinte:

"Maria pediu ____ psicóloga que ____ ajudasse ____ resolver o problema que ___
muito ____ afligia."

a) preposição (a)
b) pronome pessoal feminino (a)
c) contração da preposição a e do artigo feminino a (à)
d) verbo haver indicando tempo (há)
e) artigo feminino (a)

Resolução:

01. D 02. D 03. C 04. C

05. A 06. E 07. E 08. A

09. D 10. E

Onde, como e quando usar a crase está entre as maiores dúvidas que recebo durante
minhas aulas. Este post é uma coletânea de exercícios sobre crase. Todos os exercícios
vêm com gabarito. Bom treino, amigos leitores.

1) Até........ poucos dias, os preços desse produto estavam sujeitos........ grandes


oscilações no mercado.
a) à, a
b) a, à
c) há, a
d) à, à
e) há, à

2) "....... noite, todos os operários voltaram ....... fábrica e só deixaram o serviço ......
uma hora da manhã."
a) Há, à, à
b) A, a, a
c) À, à, à
d) À, a, há
e) A, à, a

3) No território nacional, ...... estatísticas o demonstram: ...... cada trinta minutos uma
pessoa sucumbe ...... tuberculose.
a) as, à, a
b) às, à, à
c) às, à, a
d) as, a, à
e) às, a, a

4) A frase em que o uso da crase está incorreto é:


a) O professor dirigiu-se à sala.
b) Fez uma promessa à Nossa Senhora.
c) À noite não gosto de ler.
d) Referiu-se àquilo que viu.
e) Fugiu às pressas.

5) Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas: “Quando, ...... dois dias,
disse......ela que ia ...... Europa para concluir meus estudos, pôs-se ...... chorar.”
a) a - a - a - a
b) há - à - à - a
c) a - à - a - à
d) há - a - à - a
e) n.d.a

6) Opção que preenche corretamente as lacunas: "O gerente dirigiu-se ...... sua sala e
pôs-se ...... falar ...... todas as pessoas convocadas."
a) à, à, a
b) a, à, à
c) à, a, a
d) a, a, à
e) à, a, à

7) Assinale a frase gramaticalmente correta.


a) O papa caminha à passo firme.
b) Dirigiu-se ao tribunal disposto à falar ao juiz.
c) Chegou à noite, precisamente as dez horas.
d) Esta é a casa à qual me referi ontem às pressas.
e) Ora aspirava a isto, ora aquilo, ora à nada.

8) Fique ...... vontade e confie ...... mim tudo o que tem ...... dizer.
a) a, a, à
b) à, a, a
c) à, a, à
d) à, à, à
e) a, à, a
9) Os que assistiram ...... peça chegaram ...... aplaudi-la de pé, postando-se ...... poucos
metros do palco.
a) à, à, há
b) à, a, a
c) a, a, à
d) à, a, há
e) a, à, a

10) Foi ...... mais de um século que, numa reunião de escritores, se propôs a maldição
do cientista que reduzira o arco-íris ...... simples matéria: era uma ameaça ...... poesia.
a) a, a, à
b) há, à, a
c) há, à, à
d) a, a, a
e) há, a, à

11) Refiro-me ...... atitudes de adultos que, na verdade, levam as moças ...... rebeldia
insensata e ...... uma fuga insensata.
a) às, à, a
b) as, à, à
c) às, à, à
d) as, à, a
e) às, a, à

12) Postou-se ...... porta do prédio, ...... espera de uma pessoa ...... quem entregar a pasta
de documentos.
a) a, a, a
b) à, à, a
c) à, a, a
d) a, a, à
e) à, à, à

13) "......... dois dias da prova, cedeu .......... um impulso irracional de fugir ........... ela."
a) Há, à, a
b) A, à, a
c) Há, à, à
d) A, a, à
e) A, a, a

14) Preencha as lacunas da frase abaixo e assinale a alternativa correta. "Comunicamos


..... V. Sª. que encaminhamos ...... petição anexa ...... Divisão de Fiscalização, que está
apta ...... prestar ...... informações solicitadas."
a) a, a, à, a, as
b) à, a, à, a, às
c) a, à, a, à, as
d) à, à, a, à, às
e) à, a, à, à, as

15) O progresso chegou inesperadamente ..... subúrbio. Daqui ...... poucos anos, nenhum
dos seus moradores se lembrará mais das casinhas que, ...... tão pouco tempo, marcavam
a paisagem familiar.
a) aquele, a, a
b) àquele, à, há
c) àquele, à, à
d) àquele, a, há
e) aquele, à, há

16) Estou ....... espera de certa pessoa, ....... quem poderei pedir informações .......
respeito desse processo.
a) à, à, a
b) a, à, à
c) à, a, a
d) à, a, à
e) a, a, à

17) Preencha corretamente as lacunas, seguindo a ordem fraseológica.

...... três semanas, cheguei ...... Lisboa; daqui ...... três dias farei uma excursão
......França; depois farei uma visita ...... ruínas da Itália; de lá regressarei ....... São Paulo.
a) Há, à, há, a, as, à
b) A, a, a, a, às, a
c) Há, a, a, à, às, a
d) Há, a, há, à, às, a
e) A, à, há a, as, à

18) Assinale a alternativa que preenche corretamente os espaços: “............... algum


tempo, vai até ........... montanha e volta .......... casa para descansar.”
a) a - à - à
b) há - a -a
c) há - à - à
d) à - a - a
e) a - a – a

19) Assinale a alternativa que preenche corretamente os espaços: “Durante .........


semana, o rapaz deveria apresentar-se ......... direção da escola, para repor todas as aulas
......... que faltara.”
a) a - à - a
b) a - a - à
c) à - à - a
d) à - à - à
e) à - a – a

20) Assinale a opção que preenche corretamente as lacunas da seguinte frase: "Um
homem condenado ...... ignorância é alguém ...... quem foi roubada uma parte do seu
direito ...... vida."
a) à, a, à
b) a, à, a
c) à, a, a
d) a, à, à
e) a, a, à
21) Já ...... tempos venho dizendo que essas medidas têm sido nefastas não só ...... uma
determinada categoria profissional, como também ....... toda a sociedade.
a) à, a, a
b) há, a, a
c) há, a, à
d) há, à, a
e) à, à, à

22) “Na minha visita ........ Bahia, ........ dois meses atrás, percorri toda ........ parte
central de Salvador, ........ fim de melhor apreciar ........ beleza da cidade, que nada fica
........ dever ........ maioria dos grandes centros comerciais do país e, daqui ........ pouco,
será um dos maiores.”
a) a, a, à, à, à, a, a, há
b) à, a, a, a, à, à, a, a
c) à, há, a, a, a, a, à, a
d) a, há, à, a, a, a, a, há
e) a, a, a, à, a, a, a, à

23) (Fei 1995) - Assinalar a alternativa que preenche corretamente as lacunas das
seguintes orações:

I. Precisa falar____cerca de três mil operários.


II. Daqui____alguns anos tudo estará mudado.
III. ____dias está desaparecido.
IV. Vindos de locais distantes, todos chegaram____tempo____reunião.
a) a - a - há - a - à
b) à - a - a - há - a
c) a - à - a - a - há
d) há - a - à - a - a
e) a - há - a - à – a

24) (Uelondrina 1994) - Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da


frase apresentada.

Daí ...... poucos instantes, o menino entregou-se ...... reflexões mais sérias e colocou-se
...... disposição do diretor.
a) há - à - à
b) a - à - a
c) há - a - à
d) à - a - a
e) a - a – à

25) (Mackenzie 1996) - Assinale a alternativa que preenche com exatidão as lacunas.

Estou aqui desde ______ 8 h, mas só poderei ficar até ______ 9h 30min, porque ______
10h 30min assistirei ______ sessão solene de abertura de uma importante exposição de
arte moderna, precisando, para isso, dirigir-me ______ Rua 7 de abril e ir _____ Galeria
"Sanson Flexor".
a) às - às - às - a - a - a
b) às - as - às - à - à - à
c) as - as - às - a - à - à
d) as - as - às - à - à - à
e) às - as - as - à - à – à

26) (Uelondrina 1995) - Assinale a letra correspondente à alternativa que preenche


corretamente as lacunas da frase apresentada.

Uma ..... uma, todas as alunas prestarão contas ..... diretora daquilo que fizeram .....
pouco.
a) à - a - a
b) a - à - há
c) à - à - a
d) a - a - há
e) à - à – há

27) (Fuvest 1996) - Assinale a alternativa que preenche adequadamente as lacunas do


texto.

"Chegar cedo ...... repartição. Lá ...... de estar outra vez o Horácio conversando ...... uma
das portas com Clementino."
a) à - há - a
b) à - há -à
c) a - há - a
d) à - a - a
e) a - a – à

28) (Uece 1996) - Preenchem-se os espaços de

"________ meses que desejo tanto que elas ________, que, daqui ________ pouco, irão
para ________ Argentina", com:
a) faz, viagem, há, à
b) faz, viajem, a, a
c) fazem, viagem, a, à
d) fazem, viajem, há, a
e) n.d.a.

29) (Fatec 1996) - Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da frase,
na seqüência.

Regina estava _____ indecisa quanto _____ mandar _____ faturas _____ ___notas
fiscais e se _____ folha bastaria para o bilhete.
a) meia; à; as; anexo; às; meia.
b) meia; à; as; anexas; as; meia.
c) meio; a; às; anexo; às; meio.
d) meia; a; às; anexo; as; meio.
e) meio; a; as; anexas; às; meia.

30) (Cesgranrio 1991) - CINZAS DA INQUISIÇÃO


1 Até agora fingíamos que a Inquisição era um episódio da história européia, que tendo
durado do século XII ao século XIX, nada tinha a ver com o Brasil. No máximo. se
prestássemos muita atenção, íamos ouvir falar de um certo Antônio José - o Judeu, um
português de origem brasileira, que foi queimado porque andou escrevendo umas peças
de teatro.
2 Mas não dá mais para escamotear. Acabou de se realizar um congresso que começou
em Lisboa, continuou em São Paulo e Rio, reavaliando a Inquisição. O ideal seria que
esse congresso tivesse se desdobrado por todas as capitais do país, por todas as cidades,
que tivesse merecido mais atenção da televisão e tivesse sacudido a consciência dos
brasileiros do Oiapoque ao Chuí, mostrando àqueles que não podem ler jornais nem
freqüentar as discussões universitárias o que foi um dos períodos mais tenebrosos da
história do Ocidente. Mas mostrar isso, não por prazer sadomasoquista, e sim para
reforçar os ideais de dignidade humana e melhorar a debilitada consciência histórica
nacional.
3 Calar a história da Inquisição, como ainda querem alguns, em nada ajuda a história de
instituições e países. Ao contrário, isto pode ser ainda um resquício inquisitorial. E no
caso brasileiro essa reavaliação é inestimável, porque somos uma cultura que finge
viver fora da história.
4 Por outro lado, estamos vivendo um momento privilegiado em termos de reconstrução
da consciência histórica. Se neste ano (l987) foi possível passar a limpo a Inquisição, no
ano que vem será necessário refazer a história do negro em nosso país, a propósito dos
cem anos da libertação dos escravos. E no ano seguinte, 1989, deveríamos nos
concentrar para rever a "república" decretada por Deodoro. Os próximos dois anos
poderiam se converter em um intenso período de pesquisas, discussões e mapeamento
de nossa silenciosa história. Universidades, fundações de pesquisa e os meios de
comunicação deveriam se preparar para participar desse projeto arqueológico,
convocando a todos: "Libertem de novo os escravos", "proclamem de novo a
República".
5 Fazer história é fazer falar o passado e o presente criando ecos para o futuro.
6 História é o anti-silêncio. É o ruído emergente das lutas, angústias, sonhos,
frustrações. Para o pesquisador, o silêncio da história oficial é um¢ silêncio
ensurdecedor. Quando penetra nos arquivos da consciência nacional, os dados e os
feitos berram, clamam, gritam, sangram pelas prateleiras. Engana-se, portanto, quem
julga que os arquivos são lugares apenas de poeira e mofo. Ali está pulsando algo.
Como num vulcão aparentemente adormecido, ali algo quer emergir. E emerge. Cedo
ou tarde. Não se destrói totalmente qualquer documentação. Sempre vai sobrar um
herege que não foi queimado, um judeu que escapou ao campo de concentração, um
dissidente que sobreviveu aos trabalhos forçados na Sibéria. De nada adiantou aquele
imperador chinês ter queimado todos os livros e ter decretado que a história começasse
com ele.
7 A história recomeça com cada um de nós, apesar dos reis e das inquisições.
(Affonso R. de Sant'Anna. A RAIZ QUADRADA DO ABSURDO. Rio de Janeiro,
Rocco, 1989, p. 196-198.)

Assinale a opção em que a indicação entre parênteses NÃO completa corretamente a


lacuna da frase:
a) Os amigos .... procuraram para dar-lhe os parabéns. (a)
b) Seria conveniente que ele se referisse .... recomendações do chefe. (às)
c) Ele disse que .... anos vem escrevendo suas memórias. (há)
d) Ela nunca chegou .... gritar com o filho. (a)
e) Ele criou problemas todas .... vezes em que veio aqui. (às)
31) (Ita 1995) - Indique a alternativa em que há erro gramatical:
a) Àquelas daria a atenção devida?
b) Nem a traças nem a cupins conheço a solução.
c) Havia duas moças, você deu importância à de cá mas não a de lá.
d) Àquela prefiro esta.
e) Dobre à esquina, à direita, e você estará junto à Machado de Assis, bela praça.

32) (Uece 1996) - Empregou-se corretamente o sinal indicativo de crase em:


a) Sobre a visita à Quixadá, os moradores nos mostraram os pontos turísticos.
b) Sou favorável à uma suspensão temporária do namoro.
c) A garota à cuja vida aludimos tem um comportamento excelente.
d) A relação à qual nos referimos já dura muitos anos.
e) n.d.a.

33) (Mackenzie 1996) - Aponte a alternativa que completa adequadamente as lacunas.

I - Foi ofendido, mas não conseguiu dar importância _____

II - Quando ia _____ pé à cidade mais próxima, olhava demoradamente as pessoas cara


_____ cara.

III - Como não damos ouvido _____ reclamações, a polícia fica _____ distância.

IV - Pôs-se _____ falar _____ toda pessoa seus mais íntimos segredos.

V - Sei _____ quem puxaste, pois temes lançar-te _____ novas conquistas.
a) I - aquilo; II - à, à; III - à, à; IV - a, a; V - a, a
b) I - àquilo; II - a, a; III - a, à; IV - a, a; V - à, a
c) I - àquilo; II - a, a; III - a, a; IV - a, a; V - a, a
d) I - aquilo; II - à, a; III - à, a; IV - à, a; V - a, à
e) I - àquilo; II - a, à; III - a, à; IV - à, à; V - à, a

34) (Uelondrina 1995) - Assinale a letra correspondente à alternativa que preenche


corretamente as lacunas da frase apresentada.

O aluno recorreu ..... escondidas ..... várias autoridades, para chegar ..... situação mais
cômoda.
a) as - a - àquela
b) as - à - aquela
c) às - a - àquela
d) às - à - aquela
e) as - à – àquela

35) (Fei 1994) - Assinalar a alternativa que preenche corretamente as lacunas das frases
adiante:

I. Enviei dois ofícios_______ Vossa Senhoria.


II. Dirigiam-se______casa das máquinas.
III. A entrada é vedada______toda pessoa estranha.
IV. A carreira______qual aspiro é almejada por muitos.
V. Esta tapeçaria é semelhante ______ nossa.
a) a - a - à - a - a
b) a - à - a - à - à
c) à - a - à - a - a
d) à - à - a - à - à
e) a - a - à - à – a

36) (Ita 1996) - Assinale a opção que completa corretamente as lacunas das frases a
seguir:

I - Saíram daqui______ pouco, mas voltarão daqui______ pouco, pois moram


apenas______dois quilômetros de distância.
II- _______foram suas amigas? _______ estarão agora?
a) há - a - a - Aonde - Onde
b) há - há - à - Onde - Onde
c) há - a - a - Aonde - Aonde
d) a - a - à - Para onde - Por onde
e) a - há - há - Por onde – Aonde

37) (Cesgranrio 1998) - Texto: "As Sem -Razões do Amor"

Eu te amo porque te amo.


Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,


é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo


bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,


e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

Carlos Drummond de Andrade

Assinale a frase em que à ou às está mal empregado:


a) Amores à vista.
b) Referi-me às sem-razões do amor.
c) Desobedeci às limitações sentimentais.
d) Estava meu coração à mercê das paixões.
e) Submeteram o amor à provações difíceis.

38) (Uelondrina 1996) - Assinale a letra correspondente à alternativa que preenche


corretamente as lacunas da frase apresentada.

O relatório refere-se ...... últimas prestações de contas, e chega ...... insinuar que erros
existem ...... muito tempo.
a) às - à - há
b) às - a - há
c) as - à - à
d) às - a - à
e) as - a – a

39) (Uelondrina 1994) - Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas da


frase apresentada.

Dada ...... falta de recursos, solicitamos ...... Diretoria ...... suspensão da campanha.
a) a - à - a
b) a - à - à
c) a - a - à
d) à - à - a
e) à - a – a

40) (Puccamp 1995) - A frase em que o acento grave indica corretamente a ocorrência
de crase é:
a) Ele deve muito aos pais, que sempre lutaram ombro à ombro para garantir-lhe um
bom tratamento médico.
b) Puseram a vítima e o acusado frente à frente, para o possível reconhecimento do
agressor.
c) Acompanhou-o passo à passo durante sua estada no Brasil.
d) Quero que você fique bem à vontade para negar meu pedido, se não puder
atendê-lo.
e) Ele sempre vem à pé, por isso costuma atrasar-se.

41) (Uelondrina 1996) - Assinale a letra correspondente à alternativa que preenche


corretamente as lacunas da frase apresentada.

Não compreendo, ...... vezes, esse seu comportamento; ...... mim mesma você prometeu
não voltar ...... falar nesse assunto.
a) às - a - a
b) às - a - à
c) as - à - à
d) às - à - a
e) as - a – a

42) (Puccamp 1999) - Ação à distância, velocidade, comunicação, linha de montagem,


triunfo das massas, Holocausto: através das metáforas e das realidades que marcaram
esses cem últimos anos, aparece a verdadeira doença do progresso...
O século que chega ao fim é o que presenciou o Holocausto, Hiroshima, os regimes dos
Grandes Irmãos e dos Pequenos Pais, os massacres do Camboja e assim por diante. Não
é um balanço tranquilizador. Mas o horror desses acontecimentos não reside apenas na
quantidade, que, certamente, é assustadora.
Nosso século é o da aceleração tecnológica e científica, que se operou e continua a se
operar em ritmos antes inconcebíveis. Foram necessários milhares de anos para passar
do barco a remo à caravela ou da energia eólica ao motor de explosão; e em algumas
décadas se passou do dirigível ao avião, da hélice ao turborreator e daí ao foguete
interplanetário. Em algumas dezenas de anos, assistiu-se ao triunfo das teorias
revolucionárias de Einstein e a seu questionamento. O custo dessa aceleração da
descoberta é a hiperespecialização. Estamos em via de viver a tragédia dos saberes
separados: quanto mais os separamos, tanto mais fácil submeter a ciência aos cálculos
do poder. Esse fenômeno está intimamente ligado ao fato de ter sido neste século que os
homens colocaram mais diretamente em questão a sobrevivência do planeta. Um
excelente químico pode imaginar um excelente desodorante, mas não possui mais o
saber que lhe permitiria dar-se conta de que seu produto irá provocar um buraco na
camada de ozônio.
O equivalente tecnológico da separação dos saberes foi a linha de montagem. Nesta,
cada um conhece apenas uma fase do trabalho. Privado da satisfação de ver o produto
acabado, cada um é também liberado de qualquer responsabilidade. Poderia produzir
venenos, sem que o soubesse - e isso ocorre com freqüência. Mas a linha de montagem
permite também fabricar aspirina em quantidade para o mundo todo. E rápido. Tudo se
passa num ritmo acelerado, desconhecido dos séculos anteriores. Sem essa aceleração, o
Muro de Berlim poderia ter durado milênios, como a Grande Muralha da China. É bom
que tudo se tenha resolvido no espaço de trinta anos, mas pagamos o preço dessa
rapidez. Poderíamos destruir o planeta num dia.
Nosso século foi o da comunicação instantânea, presenciou o triunfo da ação à
distância. Hoje, aperta-se um botão e entra-se em comunicação com Pequim. Aperta-se
um botão e um país inteiro explode. Aperta-se um botão e um foguete é lançado a
Marte. A ação à distância salva numerosas vidas, mas irresponsabiliza o crime.
Ciência, tecnologia, comunicação, ação à distância, princípio da linha de montagem:
tudo isso tornou possível o Holocausto. A perseguição racial e o genocídio não foram
uma invenção de nosso século; herdamos do passado o hábito de brandir a ameaça de
um complô judeu para desviar o descontentamento dos explorados. Mas o que torna tão
terrível o genocídio nazista é que foi rápido, tecnologicamente eficaz e buscou o
consenso servindo-se das comunicações de massa e do prestígio da ciência.
Foi fácil fazer passar por ciência uma teoria pseudocientífica porque, num regime de
separação dos saberes, o químico que aplicava os gases asfixiantes não julgava
necessário ter opiniões sobre a antropologia física. O Holocausto foi possível porque se
podia aceitá-lo e justificá-lo sem ver seus resultados. Além de um número, afinal
restrito, de pessoas responsáveis e de executantes diretos (sádicos e loucos), milhões de
outros puderam colaborar à distância, realizando cada qual um gesto que nada tinha de
aterrador.
Assim, este século soube fazer do melhor de si o pior de si. Tudo o que aconteceu de
terrível a seguir não foi se não repetição, sem grande inovação.
O século do triunfo tecnológico foi também o da descoberta da fragilidade. Um moinho
de vento podia ser reparado, mas o sistema do computador não tem defesa diante da má
intenção de um garoto precoce. O século está estressado porque não sabe de quem se
deve defender, nem como: somos demasiado poderosos para poder evitar nossos
inimigos. Encontramos o meio de eliminar a sujeira, mas não o de eliminar os resíduos.
Porque a sujeira nascia da indigência, que podia ser reduzida, ao passo que os resíduos
(inclusive os radioativos) nascem do bem-estar que ninguém quer mais perder. Eis
porque nosso século foi o da angústia e da utopia de curá-la.
Espaço, tempo, informação, crime, castigo, arrependimento, absolvição, indignação,
esquecimento, descoberta, crítica, nascimento, vida mais longa, morte... tudo em
altíssima velocidade. A um ritmo de STRESS. Nosso século é o do enfarte.
(Adaptado de Umberto Eco, Rápida Utopia. VEJA, 25 anos, Reflexões para o futuro.
São Paulo, 1993).

A frase em que o acento grave indica INCORRETAMENTE a ocorrência de crase é:


a) O século que chega à seus últimos anos presenciou fatos assustadores, como
assinala o autor do texto.
b) Da energia eólica a humanidade passou, paulatinamente, às outras formas de energia
hoje conhecidas.
c) À beira do século XXI o homem vive a angústia gerada por suas próprias conquistas.
d) O desconhecimento do processo total do trabalho permite que o indivíduo produza, à
sua revelia, coisas indesejáveis.
e) Deve-se à aceleração tecnológica e científica muito do que se entende como
progresso, mas paga-se por ela um alto preço.

43) (Mackenzie 1997) - I - Refiro-me àquilo e não a isto.


II - Sairemos bem cedo, para chegar à tempo de assistir a cerimônia.
III - Dirigiram-se à Sua Excelência e declararam que estão dispostos à cumprir o seu
dever e a não permitir a violação da lei.

Quanto ao emprego da crase, assinale:


a) se todas as afirmações estão incorretas.
b) se todas estão corretas.
c) se apenas I está correta.
d) se apenas III está correta.
e) se apenas II está correta.