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Proteção ao patrimônio urbanístico através da educação ambiental:

bases normativas brasileiras

Rosa Rosana G (1); Costa José Ricardo C(2); Becker Renan V B(3)

Programa de Pós Graduação em Direito e Justiça Social, Universidade Federal de Rio


(1)

Grande, Av. Itália Km 8, Rio Grande, Brasil. rosana.rosa@gmail.com.br ; (2) Programa de


Pós Graduação em Direito e Justiça Social, Universidade Federal de Rio Grande, Av. Itália
Km 8, Rio Grande. Brasil. jrcc.pel@gmail.com ; (3) Técnico em Monitoramento e Controle
Ambiental, Universidade Estadual do Rio Grande do Sul, Avenida Bento Gonçalves 8855,
Porto Alegre, Brasil. renanbbecker@hotmail.com.

INTRODUÇÃO

O presente artigo utiliza como base a Política Nacional de Educação


Ambiental/PNEA (Lei Federal nº 9.795 de 1999), para introduzir a ideia de que é
necessário que se estabeleça uma relação de pertencimento e integração entre indivíduo e
ambiente urbano, para possiblitar que a própria sociedade atue como defensora do
patrimônimo urbanísitico da localidade em que está inserida.

Busca-se determinar as bases normativas que possibilitam seja inserida a educação


ambiental nas grades curriculares estabelecidas sob a égide da Constituição Federal
Brasileira de 1988 e da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional/LDB (Lei Federal
nº 9.394 de 1996), visando atingir - através da educação ambiental - a justiça social que
estabeleça igualdade de direitos e garantias aos indivíduos, disseminando não somente a
educação ambiental, mas atuando como efetivos multiplicadores da defesa do meio
ambiente urbano em que vivem.

Para a análise proposta utilizar-se-á o método de abordagem dedutivo, baseado na


doutrina e normas legais, fundamentada na segurança à sociedade instrumento ao
estabelecimento da justiça social, utilizando-se interpretação do entendimento jurídico e
comparação com os princípios legais que tratam o tema proposto.

Assim, utilizando como técnica de pesquisa a documentação indireta, através de


pesquisa documental e bibliográfica, foi realizado um estudo de viabilidade de aplicar as
normas vigentes para que sejam tornados práticos os conceitos de educação ambiental e

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proteção ao patrimônio urbanístico, ainda que nenhuma legislação atualmente vigente tenha
inserido em seus princípios expressamente a obrigatoriedade da educação ambiental em
âmbito patrimonial. Necessário consignar que, para efeitos da análise legal realizada, somente
foram considerados nesta pesquisa os bens pertencentes ao grupo do patrimônio material
imóvel, de natureza histórica-urbanística, compostos por conjuntos arquitetônicos de
cidades históricas e com elevada representatividade cultural à sociedade em que estão
inseridos.

METODOLOGIA

Ao considerar a representação cultural de sociedades multifacetadas é necessário


permitir que características urbanísticas diversas coexistam, e possam contar a história de
várias épocas, cada qual guardando seu próprio período e identidade. Daí a importância de
discutir formas para – mediante aplicação normativa vigente – inserir a proteção do
patrimônio ambiental urbanístico nos preceitos que determinam o ensino da Educação
Ambiental, da História, e da preservação cultural.

Para isto o artigo proposto faz uma revisão bibliográfica dos documentos
legislativos brasileiros tratam da temática ambiental e da transversalidade ainda superficial
da Educação Ambiental nas escolas. Aqui a proposta é demonstrar que a questão
patrimonial urbana está inserida na questão ambiental e deve estar abarcada Educação
Ambiental, com várias possibilidades de aplicação e estudo interdisciplinar nos currículos
acadêmicos vigentes no Brasil.

É importante destacar que, embora não prevista expressamente uma educação


patrimonial urbanística, não há dúvida de que a legislação brasileira vigente é suficiente
para consignar nas bases curriculares da educação nacional o ensino da Educação
Histórico-Ambiental. Tal forma curricular para a educação tem como finalidade ser
instrumento de proteção ao patrimônio ambiental urbanístico. Em consequência, espera-se
garantir a preservação da historicidade das comunidades urbanas - podendo expandir-se ao
meio rural - que faz parte da constituição da identidade cultural dos sujeitos.
A partir de conceitos vigentes na literatura que trata do meio ambiente em todas as
suas esferas, bem como a abrangência legal dos termos ‘história’ e ‘cultura’, é possível
demonstrar a ligação que permeia todos os conceitos e dá sustentação à existência e
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aplicabilidade da educação histórico-ambiental urbanística. Em decorrência, as previsões
legais infraconstitucionais que podem ser utilizadas como meio eficaz à proteção do
patrimônio de interesse histórico, para efetivamente garantir a aplicabilidade da Educação
Histórico-Ambiental.
Em que pese à consciência de que a abordagem educacional necessita estar
coerente e proporcional à evolução social, não se pode deixar de notar que mesmo após a
edição do Decreto nº 4.281, de 25 de junho de 2002, que regulamentou a PNEA - Lei nº
9.795, de 27 de abril de 1999, a inserção prática de programas que visem à educação
histórico-ambiental nas escolas brasileiras ainda é tímida, e por vezes completamente
inexistente – o que pode, inclusive, gerar pesquisas posteriores sobre o tema. Trata-se de
um processo, com aspectos complexos, que devem superar a atrofia para, enfim, avançar.

De fato, este parece ser o ponto: estabelecer projetos e programas que atendam
aos princípios de educação ambiental estabelecidos pela PNEA, mas que atendam aos
aspectos históricos e culturais de ensino – e não somente práticas voltadas à proteção dos
bens naturais – e, ao mesmo tempo proporcione a constante preservação do patrimônio
histórico, material e imaterial, sem que isso engesse o sistema e interrompa a possibilidade
e a característica intrínseca à sociedade de se adaptar e evoluir.

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Na legislação brasileira o debate acerca da educação ambiental é obrigatório desde


a promulgação da Política Nacional de Educação Ambiental/PNEA (Lei Federal nº 9.795 de
1999), no entanto seus efeitos sobre a sociedade nem sempre são percebidos. Muito do que
se entende como educação ambiental possui efeitos limitados ao restritos ao meio-ambiente
natural ou à política de resíduos sólidos.

Em contrapartida, a percepção de que o patrimônio urbanístico integra o meio-


ambiente e, portanto, deve ser integrado à educação ambiental, ainda encontra pouca
discussão e aplicabilidade nos currículos acadêmicos. No mesmo sentido é a lição de
SILVA (2008, p. 06) que define meio ambiente como sendo “a interação do conjunto de
elementos naturais, artificiais e culturais que propiciem o desenvolvimento equilibrado da
vida em todas as suas formas”. Em seguida, o mesmo jurista complementa que “a

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integração busca assumir uma concepção unitária do ambiente, compreensiva dos recursos
naturais e culturais”.

Em decorrência, necessário discutir o distanciamento da educação ambiental sobre a


preservação do Patrimônio Urbanístico nos currículos das escolas brasileiras, para que
possam integrar não somente a ecologia natural, mas também a ecologia humana e cultural,
o que implica em uma visão efetivamente holística quanto às questões ambientais. A grande
lição de contemplar, vivenciar e preservar o meio ambiente está realmente no fato de que o
universo não pode ser entendido “como partes ou entidades separadas, mas como um todo
sagrado, misterioso, que nos desafia a cada momento de nossas vidas, em evolução, em
expansão, em interação” (GADOTTI, 2003).

De se observar que essa concepção ampla dada ao termo meio ambiente não é
somente fruto de entendimento doutrinário. A Constituição Federal Brasileira de 1988
enfatiza a unidade do conceito de meio ambiente e a partir da análise conjunta dos artigos
216 e 225, de modo a considerar o aspecto cultural inserido na “conotação multifacetária do
bem ambiental” (MARCHESAN, 2007. p. 84). Para OLIVEIRA (2005, p. 07) a
Constituição Federal de 1988, defende a preservação do Ambiente Urbano, “apesar de não
ter feito, no Capítulo dedicado ao meio ambiente, formal distinção entre o ambiente urbano
e o rural”. Daí o entendimento de que o equilíbrio ambiental deve ser interpretado e
aplicado de forma a garantir desenvolvimento nacional e promover o bem estar social, de
onde não se poderia dissociar o ambiente urbano.

Por decorrência, o processo de educação ambiental deve inserir o indivíduo no


contexto, ele faz parte do processo, mas não há processo sem que o educando se sinta
identificado com o meio, não há forma de identificação sem memória, e tampouco haverá
memória sem a preservação e difusão da história e cultura dos povos, através da educação
histórico-ambiental.

CONCLUSÕES

A partir de uma análise textual da Constituição Federal de 1988 – CF/88, da Lei de


Diretrizes e Bases da Educação Nacional/LDB – Lei Federal nº 9.394 de 1996 e da Política
Nacional de Educação Ambiental/PNEA – Lei Federal nº 9.795 de 1999, é possível

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perceber que a legislação brasileira não prevê de forma objetiva a preservação do
patrimônio ambiental urbanístico em sua normatização. No entanto, em todas as citadas
normas é possível depreender a busca pela preservação da identidade cultural do povo
brasileiro, em toda sua diversidade e abrangência.

Assim, é possível definir as formas legais para a inclusão da educação histórico-


ambiental urbanística, visando sua aplicação nos currículos escolares e garantindo a difusão
cultural da diversidade social existente no país, contemplando não somente os aspectos
naturais, mas também os sociais e histórico-culturais. Ademais, dissociar da população o
entendimento de que o bem de interesse público é do órgão estatal e não da comunidade
deve ser a meta de projetos como os propostos atualmente no ensino da educação histórico-
ambiental.

BIBLIOGRAFIA

BRASIL. Constituição Federal. Brasília: Senado Federal, 1988. Disponível em:


<http://www.plan alto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm>. Acesso
em: 10 abr. 2015.
BRASIL. Lei Federal nº 9.795/1999. Dispõe sobre a Política Nacional de Educação
Ambiental/PNEA. Brasília: Senado Federal, 1999. Disponível em: <
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9795.htm>. Acesso em: 10 abr. 2015.
BRASIL. Lei Federal nº 9.394/1996. Dispõe sobre a Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional/LDB. Brasília: Senado Federal, 1999. Disponível em: <
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm>. Acesso em: 10 abr. 2015.
GADOTTI, Moacir. Boniteza de um Sonho: ensinar e aprender com sentido. Novo
Hamburgo: Feevale, 2003.
MARCHESAN, Ana Maria Moreira. A tutela do patrimônio cultural sob o enfoque do
direito ambiental. Porto Alegre: Livraria do Advogado, 2007.
OLIVEIRA, Antônio Inagê de Assis. Introdução à Legislação Ambiental Brasileira e
Licenciamento Ambiental. Rio de Janeiro: Lumen Juris, 2005.
SILVA, José Afonso da. Direito Urbanístico Brasileiro. 5ª ed rev. e atual.. São Paulo:
Malheiros, 2008.