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LESÕES POR ESFORÇO REPETITIVO NA UNB-FGA

Emily Caroline Costa Silva, emilly_caroline2@hotmail.com


Jefferson Teixeira Santana, jefferson_cz21@hotmail.com
João Vitor Nunes Correia, jv_liea@hotmail.com
Lídia Ruanny dos Santos Sousa, lidia.ruanny@gmail.com
Mateus Castellar, mateuscastellar@gmail.com

Universidade de Brasília – Campus Gama, Área Especial, Projeção A, UnB - Setor Leste – Gama

Resumo: O “mundo do trabalho” é uma esfera em que se processam muitas mudanças como aumento acelerado da
força de trabalho, implementação de tecnologias ou de certas estratégias gerenciais. Algumas dessas mudanças, ou
todas elas afetam diretamente ou indiretamente o trabalhador, podendo até causar novas formas de alteração do
estado de saúde deste trabalhador.
Assistencia, prevenção e vigilância da saúde do trabalhador são questôes muito importantes que devem ser analisadas
e postas em prática, pois nenhum trabalhador está ileso de alguma doença devido a sua atividade profissional.Sendo
assim, neste trabalho será analisada os tipos de LER, que são lesões causadas por esforço repetitivo, como
tenossinovite, tendinite, bursite, entre outras. Essas lesões não são causadas somente no trabalho, mas aqui elas serão
analisadas neste domínio.
A tendinite é a mais conhecida dessas lesões e está na Lista de Doenças Relacionadas ao Trabalho, especificamente a
Tendinite Bicipital e a Tendinite Calcificante do Ombro. Aqui será tratado sobre os tipos de tendinites mais comuns,
descrição delas, como elas podem ser zeladas e evitadas e quais são suas consequências ao trabalhador, ao trabalho
que deve ser executado ou a empresa encarregada deste exercício.
Com pesquisas e levantamento de dados, será apresentado ao longo deste trabalho como uma doença dessas pode
influenciar no âmbito de nossa universidade, que consequências ela pode trazer, e como ela pode atrapalhar o foco do
trabalho específico de uma universidade que é ensino, pesquisa e extensão.

Palavras-chave: LER, tendinite, trabalho, doença, DORT

1. INTRODUÇÃO

As lesões por esforços repetitivos, também chamadas de LER, são as doenças provocadas pelo uso inadequado
e excessivo do sistema que agrupa ossos, nervos, músculos e tendões. Atingem principalmente os membros
superiores: mãos, punhos, braços, antebraço, ombros e coluna cervical. São típicas do trabalho intenso e repetitivo
e são causadas por diversos tipos de pressões existentes no trabalho, que atacam as pessoas tanto físicas quanto
psicologicamente.
As LER também são chamadas atualmente por alguns especialistas e entidades por DORT (Doenças
Osteomusculares Relacionadas ao Trabalho), e essas LER/DORT vem crescendo muito entre as doenças do
trabalho. Mesmo esta não sendo uma doença recente, ela vêm assumindo um caráter epidêmico tendo também uma
terapia difícil já que se renovam precocemente quando simplesmente o trabalhador retoma os movimentos
repetitivos, o que cria uma incapacidade que não se resume apenas ao ambiente de trabalho (Salim, 2003).
Há um aumento frequente de pacientes diagnosticados com LER/DORT no ambiente profissional, sendo assim
este trabalho tem como objetivo fazer um levantamento de dados de quantos profissionais na UnB - Campus Gama
possuem algum tipo de LER/DORT, pois esta patologia deixam os trabalhadores deprimidos, angustiados,
sentindo-se inferiores e/ou impotentes, de maneira a fazê-los buscarem tratamentos exaustivos o que os leva a
longos períodos de afastamento do trabalho (Barbosa, Santos, & Trezza 2007).
Como o afastamento do trabalho e a impotência dos trabalhadores deve ser evitada, tem-se como objetivo
também determinar as causas dessas lesões e tentar descobrir como evitá-las de alguma maneira, seja melhorando
a estrutura da instituição, diminuindo o profissional de fazer certos esforços repetitivos, ou seja orientando o
trabalhador a respeito dos devidos cuidados que se pode ter contra as LER/DORT.
No estudo do caso da UnB – Campus Gama, a utilização de algumas tecnologias, como o datashow, mas que
realmente funcionem, reduziria o esforço repetitivo que exercem ao escrever na lousa várias horas por dia. Já
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certos trabalhos são mais difíceis de terem esforços evitados como o do pessoal da administração que opera com
digitação de documentos em computadores.
Segundo Déjours (2001), “a LER/DORT não pode ser explicada unicamente por processos biológicos e
fisiológicos, pois exite no centro disso uma verdadeira doença mental”, ou seja, essa doença afeta também toda a
estrutura da personalidade do sujeito, incapacitando-o de várias maneiras, deixando claro a necessidade de
tratamento até também psicológico por parte da empresa para o trabalhador (Echeverria & Pereira, 2007).
Como não existe uma causa única para a ocorrência da LER/DORT, há fatores psicológicos, biológicos e
sociológicos, e varia de acordo com o ambiente de trabalho, o profissional e a função deste profissional, cada
trabalhador deve ter a devida atenção na área da saúde por parte da empresa empregadora pra se evitar ao máximo
um trabalhador com esse distúrbio (Filho & Jr., 2004).

2. ASPECTOS TEORICOS E NORMATIVOS

Por volta do século XVIII, o então medico italiano Bernadino Ramazzini e considerado posteriormente como
pai da Medicina Ocupacional, foi o primeiro a descrever relatos sobre as doenças causadas por movimentos
repetitivos, onde suas principais causas eram o uso continuo de seus membros para atividades como a escrita.
Em 1833 foi presenciado um grande aumento do numero de casos da doença em trabalhadores que na ocasião
do fato foi creditado ao peso da pena de aço que estaria muito pesada. Foi percebido que os sintomas, que
apresentava-se nos anotadores britânicos, eram semelhantes aos que Ramazzini tinha descrito anteriormente na
Inglaterra.
Na data de 1908 foi quando ocorreu o primeiro evento do qual se tem alguma noticia onde uma ação pôde ser
considerada como a causadora da doença em razão de movimentos rápidos e repetitivos do
telegrafistas britânicos, caracterizada pela fraqueza muscular que na época foi denominado como “ cãibra do
telegrafista”.
As verdadeiras epidemias da LER/DORT começaram a ser descritas entre os anos 70 e 80 e nessa época
ocorreu a criação e apuração do conceito da doença indenizável que foi se espalhando pelo mundo, logo
percebeu- se que a doença estava associada a vários problemas entre eles insatisfação no trabalho, distúrbios
emocionais são os que mais se destacam.
Vários casos da então “epidemia” na década de 80 onde trabalhadores submetidos a desgastantes jornadas de
trabalho começaram a apresentar sintomas de dor crônica ,que se manifestavam principalmente nos membros
superiores,em uma época de pouco conhecimento foi dao uma sigla (LER) onde muitas doenças e suas causas
foram representadas.Foi um período onde os trabalhadores por não saber o que tinham não recebiam um
tratamento especifico onde uma ideia de ser incapacitado permanentemente surgia.
No Brasil o Instituto Nacional de Seguridade Social e o orgão que trabalha com os beneficios do trabalhador
afetado pela LER/DORT,onde os direitos trabalhistas e previdencia social são assegurados.Na atualização de uma
Norma anteriormente criada fez-se necessário a criação de um termo tecnico para a LER/DORT.
“Entende-se LER/DORT como uma síndrome relacionada ao trabalho, caracterizada pela ocorrência de vários
sintomas concomitantes ou não, tais como: dor, parestesia, sensação de peso, fadiga, de aparecimento insidioso,
geralmente nos membros superiores, mas podendo acometer membros inferiores. Entidades neuro-ortopédicas
definidas como tenossinovites, sinovites, compressões de nervos periféricos, síndromes miofaciais, que podem ser
identificadas ou não”. (Instrução Normativa INSS/98/2003:1).
As LER/DORT não são consideradas doenças pela Classificação Internacional das Doenças (CID-10), da
OMS. No SUS não há reconhecimento de tal doença e nem pela perícia medica do INSS mais como uma síndrome
cercobraquial de código -M54.0 (doença relacionada à coluna vertebral).
Devido a grande quantidade de casos e o aumento que se tornou grande o bastante pra ser levado em conta
e que nos dias atuais estão mais evidentes em todos os locais de trabalho, se faz necessário uma pesquisa onde os
principais pontos e causas das LER/DORT possam ser apontados como forma de alerta e atitude preventiva
evitando num futuro ter que tomar atitudes mitigadores onde se tenta consertar aquilo que já sofreu o dano.
Porem para a realização de uma ajuda em casos como esse preciso faz-se necessário exames feitos por
especialistas, onde o trabalhador encaminhado pela previdência social do INSS terá auxilio de médicos ou até de
acompanhamento profissional para reabilitação do paciente.

3. METODOLOGIA

3.1 Tipo de pesquisa

A pesquisa realizada por um artigo cientifico pode ser feita de vários tipos e dividida em duas partes: objetivos
e procedimentos técnicos . A nossa pesquisa tem como objetivo o caráter descritivo, pois visa analisar fatos e
interpreta-los. O tipo descritivo faz uso de técnicas padronizadas como a utilização de questionários.
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Quanto aos procedimentos técnicos o Estudo de Campo é o método utilizado como forma de observação para
recolhimento de informações. O campo de coleta e limitado para que tenhamos informações precisas que sejam
úteis na elaboração de um estudo detalhado. A utilização do questionário tem como objetivo saber as atividades
e/ou ocorrências dentro do campo de pesquisa.

3.2 População e amostra

Nesta pesquisa será englobado a UnB – Campus Gama, pois assim conseguiremos delimitar melhor a nossa
amostra, trabalhando com professores e servidores da faculdade que estão mais sujeitos a esse tipo de doença por
causa do seu tipo de trabalho.
Os professores geralmente têm elevadas prevalências de dor musculoesquelética em membros superiores,
inferiores e dorso, com essa informação percebemos como é importante verificar se a nossa população também vai
apresentar esses sintomas.
Outro fator importante é analisar o ambiente de trabalho para estas ocorrências. A identificação desse fator
pode contribuir para a adoção de políticas públicas que visem à prevenção de adoecimento e promovam bem-estar
dessa categorial profissional.

3.3 Instrumento(s) de coleta de dados

Será utilizado para a coleta de dados um questionário auto elaborado com algumas perguntas abertas e outras
fechadas, dividido em duas partes, na parte introdutória e na parte especifica sobre as LER/DORT, sendo que a
segunda parte do questionário só necessitará ser respondida de acordo com as respostas da parte introdutória.

3.4 Procedimento de coleta de dados

Os dados serão coletados através de questionários aplicados na UnB – Campus Gama no período de uma
semana.

3.5 Análise de dados

Para analisar os dados quantitativos que serão coletados, será feita a montagem do gráfico de barras e de pizza.
Esse gráfico é construído com barras retangulares que possuem um comprimento proporcional aos valores que ele
representa. Essas barras podem ser desenhadas verticalmente ou horizontalmente. Através desses gráficos será
feita toda a análise estatística dos resultados.
Para a elaboração desses gráficos será utilizado o software MATLAB (MATrix LABoratory) que é um
software interativo de alta performance voltado para o cálculo numérico.
3.6 Limitações do estudo

Tendo em vista os meios utilizados para fazer o levantamento de dados, é possível notar que não há nenhum
modo de validar as informações recebidas. Para evitar que uma possível discrepância dos dados seja gerada,
alguns formulários podem ser desconsiderados, devido a sua baixa confiabilidade.
Entretanto, devido ao pequeno numero de indivíduos da população, todos os dados rejeitados tem que ser
cuidadosamente compensados, para não gerar erros deliberadamente.
O estudo realizado somente trata de doenças osteomusculares relacionadas ao trabalho nos membros
superiores. Por este motivo, não foram incluídas na análise de dados como LER/DORT as lesões que se localizem
nos membros anteriores e coluna, além daquelas que não tem relação com movimentos repetitivos ou posições não
ergonômicas, como por exemplo, lesões por pancas ou cortes.

4. RESULTADOS

O processo de avaliação de uma doença pode ser baseado primeiramente na área da pesquisa teórica sobre o
assunto e logo mais em uma pesquisa de campo onde se busca resposta sobre aqueles que têm conhecimento da
doença, aqueles que sabem reconhecer que cuidados devem ser tomados para prevenir e aqueles que se tratam de
alguma maneira essa dor em busca de uma melhoria.
A partir dos gráficos construídos em cima dos questionários, aplicados inicialmente aos professores e logo
após os funcionários administrativo, e possível ver que os professores que lesionam disciplinas do tronco básico
tiveram menos casos de LER/DORT que os professores de matérias especificas, como mostra do gráfico (1). Ao
contrario do esperado a pesquisa mostrou que o tipo de matéria lesionada não influencia na obtenção da
LER/DORT.
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Gráfico (1),sobre a quantidade de professores do ciclo avançado que apresentam LER/DORT.

Dos casos registrados com LER/DORT a maioria dos professores exerciam a profissão na FGA a mais de 4
anos, e suas dores foram surgindo de acordo com o tempo; esse tempo que foi de 2 a 6 semestres. O tempo de
serviço na FGA e as horas semanais contam como fator agravante nos casos estudados, pois aqueles que sentem a
dor há mais tempo passam mais horas semanais na instituição, não somente com horas de trabalho mais também
com horas extras. Foi estudado o período de resistência a adquirir a doença que relaciona os anos na FGA com o
tempo sentindo dores nos membros superiores, como mostra o gráfico (2).

Gráfico (2), Tempo na FGA por Semestres sentindo dores.

Nos casos apresentados aos os funcionários administrativos 30% apresentaram indícios de lesões ocasionados
por esforço repetitivos no serviço exercido, e desse quase a totalidade apresentam dores na região do pulso, local
onde na digitação e manuseio de objetos eletrônicos como maior exemplo o computador fica desconfortável com
mais horas usando o aparelho. O tratamento alternativo se mostrou uma das formas mais utilizadas por eles para
diminuir ou extinguir a dor.
A pesquisa mostra que dos questionários respondidos uma media de 70% escolheu SIM na hora de dizer se o
trabalho deles era propicio ao desenvolvimento de alguma doença relacionada a esforços repetitivos. O que
evidencia o ambiente estudantil como grande agente no aumento de LER/DORT nos últimos anos.
Os resultados apesar de terem sido esclarecedores não retratam com exatidão quantos casos no total foram
encontrados, pois apenas 30% do total de professores e funcionários tiveram disponibilidade de responder o
questionário apresentado a eles. Contudo e possível observar que para o tamanho da instituição como a UnB-FGA
os casos são mais baixos que o esperado e que o conhecimento sobre a LER/DORT e maior do que os estudos
realizados por especialistas em outras áreas mostram.