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PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL E SOLIDÁRIO

AGRESTE MERIDIONAL DE PERNAMBUCO

PTDRSS Versão Preliminar


Plano Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentável e Solidário

Versão Preliminar

AGRESTE MERIDIONAL DE PERNAMBUCO

2016

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PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL E SOLIDÁRIO
AGRESTE MERIDIONAL DE PERNAMBUCO

Coordenador do processo de diagnóstico do PTDRSS


Gilberto Branco
Moderação e Sistematização das Oficinas Municiais
Gaudia Maria Costa Leite Pereira, João Batista de Oliveira
Moderação da oficina de validação
João Batista de Oliveira e Maria Magaly Gonçalves de Oliveira Branco
Elaboração da versão final do documento PTDRSS
Gaudia Maria Costa Leite Pereira, Gilberto Branco, João Batista de Oliveira
Diagramação e Fotografia
João Batista de Oliveira
Revisão do Texto
Gaudia Maria Costa Leite Pereira

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PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL E SOLIDÁRIO
AGRESTE MERIDIONAL DE PERNAMBUCO

Sumário
1. SIGLAS ......................................................................................................................................... 4
2. APRESENTAÇÃO........................................................................................................................... 5
3. INTRODUÇÃO .............................................................................................................................. 6
4. METODOLOGIA ........................................................................................................................... 7
a) Atividades Preliminares........................................................................................................... 9
b) Mobilização e Sensibilização ................................................................................................... 9
c) Diagnóstico.............................................................................................................................. 9
d) Planejamento ........................................................................................................................ 11
e) Validação da Matriz............................................................................................................... 11
Capítulo 1 - Diagnóstico Territorial ................................................................................................... 12
5. DADOS SOBRE TERRITÓRIO ....................................................................................................... 13
a. Localização Geográfica .......................................................................................................... 13
b. Dados básicos do Território................................................................................................... 14
c. Indicadores Populacionais ..................................................................................................... 14
d. Políticas Públicas ................................................................................................................... 15
e. Apoio à projetos de infraestrutura PROINF - 2003-2014....................................................... 16
f. Indicadores Socioeconômico................................................................................................. 17
Capitulo 2 - Matriz de Objetivos, Estratégias e Metas....................................................................... 23
DIMENSÃO AMBIENTAL ............................................................................................................... 23
Preservar a diversidade ambiental protegida e saudável .......................................................... 23
DIMENSÃO POLÍTICOINSTITUCIONAL .......................................................................................... 24
Qualificar as implantações das políticas públicas ...................................................................... 24
DIMENSÃO SOCIOCULTURAL........................................................................................................ 25
Promover Equidade de Gênero e Geração ................................................................................ 25
Promover equidade Étnica e Povos Tradicionais ....................................................................... 25
Incrementar a Educação do Campo .......................................................................................... 25
Melhorar a qualidade das moradias da população ................................................................... 25
Oferecer Segurança Pública à população Rural ......................................................................... 26
Melhorar o Acesso à Saúde ....................................................................................................... 26
Garantir Segurança Alimentar e Nutricional.............................................................................. 26
Construir Equipamentos de Uso Público ................................................................................... 27
DIMENSÃO ECONÔMICA .............................................................................................................. 28
Garantir produção perene e de qualidade - PRODUÇÃO........................................................... 28
Garantir Eficiência Econômica e Agregação de valor aos produtos – BENEFICIAMENTO .......... 28
Apoiar a Comercialização e distribuição da produção – COMERCIALIZAÇÃO ............................ 29
Capítulo 3 - Estratégia de Gestão, Acompanhamento e Monitoramento ......................................... 30
f) Gestão ................................................................................................................................... 30
g) Acompanhamento................................................................................................................. 30
h) Monitoramento..................................................................................................................... 31
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................................................ 31
7. BIBLIOGRAFIA ............................................................................................................................ 34

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1. SIGLAS

CMDRS - Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural Sustentável

CODETAM - Comissão de Desenvolvimento Territorial do Agreste Meridional


de Pernambuco
ESPVIDA Número médio de anos que as pessoas deverão viver a partir
do nascimento, se permanecerem constantes ao longo da vida
o nível e o padrão de mortalidade por idade prevalecente no
ano do Censo.
IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

IPA - Instituto Agronômico de Pernambuco

MDA - Ministério do Desenvolvimento Agrário

METAPLAN - Método de Moderação de Grupos

PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento

PTDRS - Plano Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentável

PTDRSS - Plano Territorial de Desenvolvimento Rural Sustentável e


Solidário
SDT - Secretaria de Desenvolvimento Territorial

STR - Sindicado dos Trabalhadores Rurais

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2. APRESENTAÇÃO

O presente documento consiste no Plano Territorial de Desenvolvimento Rural


Sustentável - PTDRS, resultante do processo participativo de revisão e qualificação
do Plano Territorial do Desenvolvimento Rural Sustentável do Território da Cidadania
do Agreste Meridional, Estado de Pernambuco.

O planejamento do Desenvolvimento Territorial no Território do Agreste Meridional


teve início em 2003, a partir da constituição do Território do Agreste.

Meridional, como parte da política de desenvolvimento territorial do Governo Federal


(SDT / MDA – Secretaria de Desenvolvimento Territorial / Ministério do
Desenvolvimento Agrário). A SDT tem como missão apoiar a organização e o
fortalecimento institucional dos atores sociais locais na gestão participativa do
desenvolvimento sustentável dos territórios rurais e promover a implementação e
integração de políticas públicas

Isto se efetiva, praticamente, com a proposta de territorialização para o


desenvolvimento e de implementação de políticas públicas, através de ação
integrada e articulada de planejamento participativo.

Neste contexto, o Plano insere-se como um instrumento de Planejamento. Ele deve


orientar as ações estratégicas do Território, no sentido de viabilizar um processo de
desenvolvimento sustentável, compreendendo o Planejamento como um processo
dinâmico, contínuo, permanente, suscetível de complementações e atualizações.

O presente documento, portanto, não constitui um novo plano. Ele é fruto do


processo de revisão e qualificação do Plano elaborado anteriormente. Este
documento revisado e qualificado foi construído socialmente pelo colegiado
territorial. O processo de construção coletiva ocorreu por meio da realização de
dezoito oficinas municipais e uma oficina territorial de validação, as quais contaram
com a participação significativa e ativa dos atores territoriais, representantes das
diversas organizações da sociedade civil e do poder público, das três esferas de
governo.

Portanto, o processo de revisão e qualificação do PTDRS foi realizado levando-se


em consideração a diversidade de grupos e os interesses sociais, culturais, políticos
e econômicos, de forma a se tornar gerador e estimulador da organização contínua
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do Território, o que oportunizou ao colegiado as condições de elaborá-lo de forma


crítica e criativa.

Estes tiveram uma rica oportunidade de rever o Plano anterior, numa perspectiva de
avaliar sua validade, suas falhas e poder propor, de forma agora mais madura, mais
segura, e, portanto, com maior propriedade, seus complementos e consequentes
ajustes e correção de rumos, assegurando um Plano realmente mais qualificado,
como era o objetivo das oficinas.

“Planejamento não é fabricação de planos, mas mudança de mentalidade." Arie P.


de Geus.

3. INTRODUÇÃO

O Governo Federal, através da “Estratégia de Desenvolvimento Territorial”


coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento Territorial - SDT1 orienta suas
ações de fomento em função de um planejamento participativo construído pela
sociedade civil e poder público nos vários territórios brasileiros. No caso do Agreste
Meridional de Pernambuco, 20 (vinte) municípios estão envolvidos nesse processo:
Águas Belas, Bom Conselho, Buíque, Caetés, Capoeiras, Iati, Ibimirim, Ibirajuba,
Inajá, Itaíba, Manari, Paranatama, Pedra, Saloá, São Bento do Una, Terezinha,
Tupanatinga, Venturosa, Angelim e Garanhuns.

No Agreste Meridional de Pernambuco foi instituído como “Território Rural” em 2003,


quando foi elaborado o primeiro Plano Territorial de Desenvolvimento Rural
Sustentável – PTDRS. Posteriormente, em 2010, o PTDRS2 foi revisado. Esse Plano
foi definido para um período de cinco anos, completados em dezembro de 2015.

Hoje, o Território do Agreste Meridional tem status de “Território da Cidadania”, o


que significa, entre outras vantagens, ser atendido por 22 (vinte e dois) ministérios
que observam, para suas tomadas de decisão, o PTDRSS, em um esforço para que
os vários programas federais funcionassem de forma dinâmica e articulada, tanto

1
http://www.mda.gov.br/sitemda/secretaria/sdt/apresenta%C3%A7%C3%A3o – consultado em 19/6/2016.
2
http://sit.mda.gov.br/download/ptdrs/ptdrs_qua_territorio002.pdf consultado em 19/6/2016.

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entre si quanto com as políticas e programas dos governos estaduais e municipais,


com possibilidade de monitoramentos.

Para esse trabalho de revisão do PTDRS, além de ele ter um caráter de continuidade
do PTDRS construído em 2010, a SDT elaborou um “GUIA PARA A CONSTRUÇÃO
DO PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL E
SOLIDÁRIO - PTDRSS”3 que será observado para os procedimentos do
levantamento de dados, análise e confecção do documento final. O “Guia” traz
alguns ajustes importantes prevendo avanços conceitual e operacional a constar na
atual revisão. Inclusive acrescentando o termo “Solidário” no documento: PTDRSS.

O percurso metodológico que norteará o processo de revisão do PTDRS será


organizado da seguinte forma:

 Pesquisa em literatura e bancos de dados para coleta de informações sobre


o Território mapeado;
 Eventos (oficinas, reuniões e seminário) para levantamentos de dados, para
isto utilizando tabela constante no “Guia” disponibilizada pela SDT;
 Validação do plano com instituições públicas e sociais que compõem a
CODETAM.

4. METODOLOGIA

No processo de convocação para


as Oficinas Municipais de
PTDRSS, as lideranças foram
orientadas para que envolvessem
os diferentes atores locais e que
tivessem atenção especial para
sensibilizarem aquelas pessoas
que possuam uma visão holística
do município e que fossem
envolvidas em ações coletivas para a busca de soluções. Considerassem ainda que

3
http://portaldosnedets.info/site/wp-content/uploads/2016/05/GUIA-PARA-A-CONSTRUCAO-PTDRSS.pdf -
consultado em 19/6/2016

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houvesse presença de representantes de entidades do poder público e dos vários


segmentos da sociedade civil, identificadas no âmbito municipal e/ou territorial.

O processo pedagógico de construção do conhecimento foi ancorado no Pós-


Construtivismo4 que permitiu uma visão singularizada de cada segmento
participante, tanto na construção do diagnóstico, como no planejamento realizado.
Ou seja, os trabalhos em grupo foram realizados respeitando o campo comum de
conhecimento de cada segmento participante, sempre norteado pela mesma
questão ou pergunta orientadora e a mesma Matriz a ser observada.

Desta maneira, foram construídas reflexões e proposições a partir do lugar que cada
sujeito ocupa no seu espaço de trabalho e vivência e que se relaciona com suas
dificuldades e com os recursos a serem potencializados, levando em consideração
carências e oportunidades. Os eventos foram interativos e participativos, sendo
utilizados recursos visuais (Metaplan), disponibilizados acesso a materiais para
registros e, principalmente, utilizaram cartazes, feitos pelos grupos, para
apresentação em plenária a fim de facilitar a reflexão e chegar à validação das
situações propostas em nível de município: Objetivos, Metas, Estratégias... em cada

oficina nos municípios.

O percurso metodológico completo que norteou a revisão do PTDRS nas oficinas


municipais é composto por 06 (seis) processos, sendo eles: Atividades preliminares;
Mobilização e sensibilização; Diagnóstico; Planejamento; Pactuação da Matriz
Municipal e Monitoramento.

4
Tendo como base o Pós-construtivismo (Conjunto de ideias pedagógicas surgidas a partir da didática. Nestes
novos modelos a aprendizagem é vista como um resultado das relações sociais. Vygotsky, contemporâneo
deste pós-construtivismo aparece como a proposta do interacionismo, no qual o pensamento é construído aos
poucos e a partir de contexto histórico e social), os grupos singularizados de aprendizagem devem ser
formados a partir de um núcleo comum de conhecimento, ou seja, que cada um/a se sinta inserido numa rede
de hipóteses possível de ser construída no grupo. Que possa haver um campo conceitual comum para
todos/as. Somente assim o/a professor/a / moderador/a poderá desenvolver provocações a partir de um núcleo
de problemas também comum ao grupo, ou seja, que venha interessar a todos (mesmo que um saiba mais do
que o/a outro/a), mas este saber/conhecer deve compor um núcleo comum que permita o desenvolvimento de
um esquema de pensamento que favorece a aprendizagem de todos/as do grupo.

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a) Atividades Preliminares

Das atividades preliminares fizeram parte a elaboração da estratégia, a metodologia


e a definição do Plano de Trabalho, considerando os objetivos e os produtos a serem
alcançados que serviriam de base para a confecção final do PTDRSS.

A pesquisa bibliográfica para a coleta e análise de dados secundários sobre a


situação atual dos 20 (vinte) municípios e alguns dados mais gerais do Território.

Também fez parte deste momento a identificação de instituições públicas e da


sociedade civil que, de maneira direta ou indireta, dialogariam com essa proposta.

Para tanto, as principais fontes de informação são o IBGE, o MDA, os CMDRS, o


Portal Transparência Brasil, os Sindicados de Trabalhadores Rurais – STR,
Secretários de Agricultura dos Municípios, PNUD e o IPA.

b) Mobilização e Sensibilização

A partir da identificação das instituições, estas foram mobilizadas e sensibilizadas e,


seus representantes, convidados para as oficinas municipais.

Nesse procedimento, houve destaque para entidades como os CMDRS e STR por
serem instituições muito ativas, agregadoras e propositivas.

c) Diagnóstico

Essa fase do processo foi subsidiada pelos dados secundários sobre o Território,
levantados anteriormente, e complementados nas oficinas com demandas
específicas da população local. As oficinas foram oportunidades para problematizar
as dificuldades e identificar os ambientes favoráveis e, a partir daí, alcançar a
construção de soluções visualizadas pela comunidade.

Para o levantamento das demandas locais foi utilizada uma tabela que traz 4 (quatro)
dimensões definidas previamente pela SDT: Ambiental, Político Institucional,
Sociocultural/Educacional, Socioeconômica, (conforme figura abaixo). No debate, as
pessoas buscaram identificar problemas e trazer propostas de soluções tendo em
vista a “Sustentabilidade e o Desenvolvimento Territorial”.

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Dimensão Socioeconômica - Busca a organização social e econômica dos


territórios segundo suas potencialidades, capazes de se tornarem dinamizadoras do
desenvolvimento e geradoras das competências sistêmicas para a sustentabilidade.
Caracteriza-se, portanto, por dois processos: a organização social das
potencialidades do território e a reestruturação social das atividades produtivas ali
predominantes, a partir da construção dos níveis de acumulação territorial e o
desenvolvimento constante da produtividade e da intersetorialidade socioprodutiva.

Dimensão sociocultural e Educacional - Procura identificar e resgatar a história


da formação dos territórios e as características sociodemográficas da diversidade
sociocultural, bem como as suas relações com os direitos à educação, saúde e o
fortalecimento da identidade cultural, visando à construção da sustentabilidade
democrática do desenvolvimento dos territórios. Quanto à educação, deve ser vista
como mecanismo sistêmico de reprodução social e cultural dos novos valores,
comportamentos imaginários e simbólicos da sustentabilidade dos territórios.

Dimensão ambiental - Consiste na valorização e avaliação da situação das


questões e dos componentes do meio ambiente dos territórios e seu bioma, assim
como a identificação dos passivos ambientais em busca da sustentabilidade.

Dimensão Político- Institucional - Consiste na análise das estruturas de poder e


das representações sociais nos espaços políticos dos territórios para compreender
as relações entre políticas públicas, os projetos políticos que as representam, as
institucionalidades a elas vinculadas e a governabilidade sócio territorial, na
perspectiva da configuração de uma moderna esfera pública ampliada, democrática
e com protagonismo dos atores locais.

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AGRESTE MERIDIONAL DE PERNAMBUCO

d) Planejamento

O Planejamento propriamente dito foi apresentado através de uma “Matriz


(Territorial) de Ações e Investimentos”, feita a partir da identificação das dificuldades
e possíveis soluções trazidas pelo diagnóstico nos municípios. Foram priorizadas,
na Matriz Territorial, aquelas demandas que sejam mais comuns para a maioria dos
municípios e que demandam investimentos dos governos em nível estadual e
federal. A Matriz é composta pela seguinte estrutura:

DIMENSÃO

Objetivo: (Objetivo relativo à dimensão)

Nº Estratégia Curto Médio Longo


Prazo Prazo Prazo

e) Validação da Matriz

Ao final da fase de levantamento de dados e já tendo pronto um esboço da Matriz


Territorial, construída a partir do levantamento bibliográfico e dos resultados das
oficinas municipais, foi convocada, pela Coordenação do Colegiado Territorial, uma
Assembleia Extraordinária que aconteceu em 14 de julho de 2016, reunindo
instituições do poder público e da sociedade civil organizada que compõem o
Colegiado para que se fizessem os ajustes e validassem a Matriz Territorial
(definitiva) que compõe este documento final do PTDRSS, válido para 10 (dez) anos
– 2016-2026.

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Capítulo 1 - Diagnóstico Territorial

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5. DADOS SOBRE TERRITÓRIO

a. Localização Geográfica

O Território da Cidadania Agreste Meridional - PE está localizado na Região


Nordeste e é composto por 20 municípios: Águas Belas, Angelim, Bom Conselho,
Buíque, Caetés, Capoeiras, Garanhuns, Iati, Ibimirim, Ibirajuba, Inajá, Itaíba, Manari,
Paranatama, Pedra, Saloá, São Bento do Una, Terezinha, Tupanatinga e Venturosa.
O mapa abaixo mostra a localização dos municípios do Agreste Meridional e no
mapa menor à direita, o Território do Agreste Meridional em relação ao mapa do
Estado de Pernambuco e do Brasil 5.

5
http://sit.mda.gov.br/download/caderno/caderno_territorial_002_Agreste%20Meridional%20-%20PE.pdf –
consultado em 13 de julho de 2016.

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b. Dados básicos do Território

Variável Valor
Área (em Km²) 13.057,05
População Total (hab.) 587.601
População Urbana (hab.) 329.524
População Rural (hab.) 258.077
Nº de Famílias Assentadas - Reforma Agrária 2.672
Número de Projetos - Reforma Agrária 70
Área Reformada - Reforma Agrária (em hectares) 58.736
Nº de estabelecimentos da agricultura familiar 44.445
Pessoal ocupado na agricultura familiar 129.992
Número de Pescadores
Fonte: IBGE, Censo Demográfico (2010); INCRA (2014); Atlas do Desenvolvimento
Humano (2014); Índice de Desenvolvimento Humano/PNUD (2014).

c. Indicadores Populacionais

Área 2000 2010


(em População População População População População População
Município Km²) Total Urbana Rural Total Urbana Rural
(hab.) (hab.) (hab.) (hab.) (hab.) (hab.)
Águas 885,99 36.331 19.674 16.657 40.235 24.564 15.671
Belas
Angelim 118,04 9.055 4.520 4.535 10.202 6.087 4.115
Bom 792,19 42.009 25.036 16.973 45.503 29.779 15.724
Conselho
Buíque 1,329,74 44.155 15.466 28.689 52.105 21.195 30.910
Caetés 329,48 24.097 5.505 18.592 26.577 7.520 19.057
Capoeiras 336,33 19.544 4.838 14.706 19.593 6.263 13.330
Garanhuns 458,55 117.587 103.283 14.304 129.408 115.356 14.052
Iati 635,14 17.690 6.606 11.084 18.360 7.718 10.642
Ibimirim 1.906,44 24.321 13.474 10.847 26.954 14.895 12.059
Ibirajuba 189,60 7.434 2.429 5.005 7.534 3.140 4.394
Inajá 1.182,55 13.242 6.477 6.765 19.081 7.958 11.123
Itaíba 1.084,78 26.782 8.721 18.061 26.256 9.688 16.568
Manari 380,23 12.967 2.292 10.675 18.083 3.818 14.265

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Paranatama 230,89 10.348 1.647 8.701 11.001 2.241 8.760


Pedra 803,22 20.243 10.264 9.979 20.944 11.998 8.946
Saloá 252,08 15.006 5.142 9.864 15.309 7.668 7.641
São Bento 719,15 45.343 23.295 22.048 53.242 27.899 25.343
do Una
Terezinha 151,45 6.297 1.880 4.417 6.737 2.860 3.877
Tupanatinga 950,47 20.780 6.417 14.363 24.425 8.534 15.891
Venturosa 320,73 13.461 8.047 5.414 16.052 10.343 5.709
Fonte: IBGE, Censo Demográfico (2010); INCRA (2014); Atlas do Desenvolvimento
Humano (2014); Índice de Desenvolvimento Humano/PNUD (2014).

d. Políticas Públicas6

PRONATEC PNAE -
Programa Programa
- PAA - Aquisições (R$)
Bolsa Bolsa
Matrículas CONAB - Previstas da
Município Família - Família -
acumulados Valor Total Agricultura
Famílias Valor em
a partir de Proposta Familiar em
Beneficiadas R$
nov./2011 2012
Águas Belas 7,980 1,894,143,00 175 0,00 150.659,65
Angelim 2.082 466.969,00 20 0,00 0,00
Bom Conselho 8.226 1.375.519,00 198 0,00 0,00
Buíque 10.021 2.029.060,00 77 0,00 0,00
Caetés 5.292 1.041.394,00 0 0,00 0,00
Capoeiras 3.546 664.598,00 0 0,00 0,00
Garanhuns 17.045 2.751.577,00 3.059 0,00 92.700,99
Iati 3.724 744.096,00 25 0,00 0,00
Ibimirim 5.081 808.231,00 344 0,00 67.045,51
Ibirajuba 1.374 212.071,00 134 0,00 0,00
Inajá 4.508 1.129.045,00 0 0,00 0,00
Itaíba 4.970 964.571,00 63 0,00 27.881,09
Manari 3.521 976.940,00 0 0,00 0,00
Paranatama 2.231 454.950,00 179 0,00 44.816,75
Pedra 4.178 771.189,00 162 0,00 0,00
Saloá 2.956 684.407,00 61 0,00 75.746,80
São Bento do 6.975 1.280.196,00 344 0,00 46.731,00
Una
Terezinha 1.315 312.472,00 0 0,00 0,00
Tupanatinga 4.189 889.638,00 0 0,00 124.495,90
Venturosa 2.950 576.351,00 0 0,00 54.848,36

6
Idem

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e. Apoio à projetos de infraestrutura PROINF - 2003-2014

Ano Nº Projetos Valor


2003 0 0,00
2004 0 0,00
2005 1 19.665,00
2006 0 0,00
2007 1 47.500,00
2008 2 481.143,00
2009 2 742.500,00
2010 0 0,00
2011 0 0,00
2012 0 0,00
2013 0 0,00
2014 1 425,000,00
2015 0 0,00
Total 7 1.715.808,00
Fonte: CEF (20/01/16); CGMA/SDT (mar/2016).

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f. Indicadores Socioeconômico7

Abaixo, duas tabelas que foram construídas a partir de dados do PNUD:


a) A primeira traz dados sociais de cada município relativos às três décadas – 1991- 2010. Cada município é citado, portanto, três
vezes com suas respectivas pontuações medidas a cada período. Ao final de cada município citado está o percentual de
crescimento daquele município no período, considerando a primeira medição – 1991, e a última - 2010;

b) A segunda tabela continua com as mesmas colunas de dados da tabela anterior e, para facilitar a visualização, repete os dados
do percentual de crescimento citados na primeira tabela, sendo que na última linha traz a média aritmética dos vinte municípios,
portanto, a média de crescimento do Território. Chama-nos a atenção município, como Manari, que tem o menor IDH do Brasil,
mostra um percentual alto de crescimento no período.

fundamental da população adulta


13 anos de idade frequentando os
Percentual da população de 5 a 6

Percentual da população de 11 a

Percentual da população de 15 a

Percentual da população de 18 a

anos ou mais com fundamental


Subíndice de frequência escolar

Humano Municipal - Dimensão

Humano Municipal - Dimensão

Humano Municipal - Dimensão


Percentual da população de 18
20 anos de idade com o ensino
anos finais do fundamental ou
que já concluiu o fundamental
anos de idade frequentando a

Esperança de vida ao nascer


da população jovem - IDHM

Índice de Desenvolvimento

Índice de Desenvolvimento

Índice de Desenvolvimento

Índice de Desenvolvimento
17 anos com fundamental

Subíndice de escolaridade

Renda per capita média

Humano Municipal
- IDHM Educação
médio completo

Longevidade
Educação

Educação
completo

completo
escola

Renda
Ano Município

7
http://www.pnud.org.br/arquivos/evolucao-idhm-uf.xlsx; http://www.pnud.org.br/atlas/ranking/Ranking-IDHM-Municipios-2010.aspx - Consultado em 04/07/2016

17
PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL E SOLIDÁRIO
AGRESTE MERIDIONAL DE PERNAMBUCO

T_FREQ T_FUND11A T_FUND T_MED18 I_FREQ_ T_FUND1 I_ESCOLARI


Ano Município IDHM_E ESPVIDA IDHM_L RDPC IDHM_R IDHM
5A6 13 15A17 A20 PROP 8M DADE
1991 ANGELIM 46,84 15,00 5,11 5,79 0,182 9,10 0,091 0,144 59,09 0,568 111,48 0,423 0,326
2000 ANGELIM 84,24 38,70 16,91 10,47 0,376 13,80 0,138 0,269 62,61 0,627 162,30 0,484 0,434
2010 ANGELIM 92,25 74,40 36,58 17,06 0,551 29,72 0,297 0,448 70,08 0,751 253,26 0,555 0,572
Crescime
96,95% 396,00% 615,85% 194,65% 202,75% 226,59% 226,37% 211,11% 18,60% 32,22% 127,18% 31,21% 75,46%
nto %
BOM
1991 CONSELH 23,64 15,57 8,31 4,24 0,129 9,27 0,093 0,116 54,10 0,485 139,56 0,459 0,296
O
BOM
2000 CONSELH 56,10 26,35 12,62 8,03 0,258 17,57 0,176 0,227 60,30 0,588 159,67 0,481 0,400
O
BOM
2010 CONSELH 85,42 78,91 32,66 17,70 0,537 28,05 0,281 0,433 67,22 0,704 305,57 0,585 0,563
O
Crescime
261,34% 406,81% 293,02% 317,45% 316,28% 202,59% 202,15% 273,28% 24,25% 45,15% 118,95% 27,45% 90,20%
nto %
1991 BUÍQUE 20,86 6,77 5,07 4,46 0,093 6,84 0,068 0,084 61,01 0,600 103,34 0,411 0,275
2000 BUÍQUE 69,77 17,91 9,17 2,89 0,249 9,30 0,093 0,179 66,49 0,692 119,37 0,434 0,377
2010 BUÍQUE 84,84 75,30 32,58 17,05 0,524 22,40 0,224 0,395 69,75 0,746 176,76 0,497 0,527
Crescime
306,71% 1012,26% 542,60% 282,29% 463,44% 227,49% 229,41% 370,24% 14,33% 24,33% 71,05% 20,92% 91,64%
nto %
1991 CAETÉS 31,01 7,22 1,34 2,72 0,106 3,11 0,031 0,070 53,72 0,479 108,54 0,419 0,241
2000 CAETÉS 42,49 23,88 8,05 4,54 0,197 8,41 0,084 0,148 61,52 0,609 109,32 0,420 0,336
2010 CAETÉS 89,26 73,11 38,65 11,14 0,530 21,50 0,215 0,392 68,94 0,732 176,77 0,497 0,522
Crescime 2784,33
187,84% 912,60% 309,56% 400,00% 591,32% 593,55% 460,00% 28,33% 52,82% 62,86% 18,62% 116,60%
nto % %
CAPOEIRA
1991 24,77 10,21 3,51 3,40 0,105 6,03 0,060 0,087 56,40 0,523 118,22 0,433 0,270
S
CAPOEIRA
2000 60,04 31,86 22,54 5,86 0,301 12,63 0,126 0,225 63,33 0,639 143,80 0,464 0,406
S
CAPOEIRA
2010 87,78 85,22 37,58 15,40 0,565 23,02 0,230 0,419 69,74 0,746 215,71 0,529 0,549
S
Crescime
254,38% 734,67% 970,66% 352,94% 438,10% 281,76% 283,33% 381,61% 23,65% 42,64% 82,46% 22,17% 103,33%
nto %

18
PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL E SOLIDÁRIO
AGRESTE MERIDIONAL DE PERNAMBUCO

CORRENT
1991 34,14 14,79 7,89 6,29 0,158 8,46 0,085 0,129 54,51 0,492 123,39 0,440 0,303
ES
CORRENT
2000 61,77 27,00 9,55 7,65 0,265 14,46 0,145 0,217 60,51 0,592 168,30 0,490 0,398
ES
CORRENT
2010 81,44 70,56 23,80 16,97 0,482 24,55 0,246 0,385 68,57 0,726 247,20 0,551 0,536
ES
Crescime
138,55% 377,08% 201,65% 169,79% 205,06% 190,19% 189,41% 198,45% 25,79% 47,56% 100,34% 25,23% 76,90%
nto %
GARANHU
1991 47,69 36,46 17,43 9,91 0,279 25,53 0,255 0,271 64,31 0,655 276,37 0,569 0,466
NS
GARANHU
2000 64,48 43,26 26,51 14,99 0,373 33,09 0,331 0,358 67,36 0,706 332,38 0,599 0,533
NS
GARANHU
2010 89,87 81,70 43,57 27,84 0,607 46,62 0,466 0,556 72,69 0,795 492,44 0,662 0,664
NS
Crescime
88,45% 124,08% 149,97% 180,93% 117,56% 82,61% 82,75% 105,17% 13,03% 21,37% 78,18% 16,34% 42,49%
nto %
1991 IATI 17,86 6,87 0,17 0,24 0,063 3,75 0,038 0,053 56,03 0,517 89,51 0,388 0,220
2000 IATI 46,73 19,54 7,85 3,01 0,193 7,42 0,074 0,140 63,34 0,639 106,34 0,416 0,334
2010 IATI 84,06 72,88 26,85 12,08 0,490 20,87 0,209 0,369 71,09 0,768 200,95 0,518 0,528
Crescime 15694,1
370,66% 960,84% 4933,33% 677,78% 456,53% 450,00% 596,23% 26,88% 48,55% 124,50% 33,51% 140,00%
nto % 2%
1991 IBIMIRIM 25,79 11,59 3,05 1,00 0,104 8,35 0,084 0,097 57,61 0,544 120,30 0,436 0,284
2000 IBIMIRIM 64,81 27,21 12,88 8,70 0,284 13,10 0,131 0,219 61,52 0,609 137,19 0,457 0,394
2010 IBIMIRIM 85,36 80,15 38,32 21,47 0,563 27,89 0,279 0,446 67,33 0,706 220,98 0,533 0,552
Crescime 1156,39
230,98% 591,54% 2047,00% 441,35% 234,01% 232,14% 359,79% 16,87% 29,78% 83,69% 22,25% 94,37%
nto % %
1991 IBIRAJUBA 32,86 12,48 9,34 9,02 0,159 7,93 0,079 0,126 56,34 0,522 102,50 0,410 0,300
2000 IBIRAJUBA 86,14 44,55 18,29 9,91 0,397 12,28 0,123 0,269 63,34 0,639 135,52 0,455 0,428
2010 IBIRAJUBA 92,09 87,66 45,99 32,57 0,646 25,86 0,259 0,476 70,16 0,753 238,23 0,545 0,580
Crescime
180,25% 602,40% 392,40% 261,09% 306,29% 226,10% 227,85% 277,78% 24,53% 44,25% 132,42% 32,93% 93,33%
nto %
1991 INAJÁ 23,25 11,85 9,42 6,92 0,129 9,47 0,095 0,116 57,61 0,544 108,40 0,419 0,298
2000 INAJÁ 69,73 30,41 8,77 8,11 0,293 16,22 0,162 0,240 60,81 0,597 140,42 0,460 0,404
2010 INAJÁ 83,59 62,55 27,72 14,66 0,471 28,92 0,289 0,400 67,66 0,711 182,73 0,503 0,523

19
PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL E SOLIDÁRIO
AGRESTE MERIDIONAL DE PERNAMBUCO

Crescime
259,53% 427,85% 194,27% 111,85% 265,12% 205,39% 204,21% 244,83% 17,44% 30,70% 68,57% 20,05% 75,50%
nto %
1991 ITAÍBA 15,09 9,72 2,71 1,25 0,072 5,42 0,054 0,065 55,20 0,503 98,85 0,404 0,236
2000 ITAÍBA 47,08 16,99 6,32 4,76 0,188 7,71 0,077 0,140 62,96 0,633 150,17 0,471 0,347
2010 ITAÍBA 87,00 69,35 26,32 16,14 0,497 19,45 0,195 0,364 66,25 0,688 218,32 0,531 0,510
Crescime
476,54% 613,48% 871,22% 1191,20% 590,28% 258,86% 261,11% 460,00% 20,02% 36,78% 120,86% 31,44% 116,10%
nto %
1991 MANARI 8,04 0,10 0,10 0,10 0,020 0,66 0,007 0,014 51,47 0,441 84,28 0,378 0,133
2000 MANARI 50,96 13,69 3,58 2,97 0,178 3,84 0,038 0,106 59,33 0,572 112,64 0,425 0,295
2010 MANARI 88,46 71,80 23,74 7,59 0,479 19,42 0,194 0,354 65,89 0,682 155,49 0,477 0,487
Crescime 1000,25 23640,0 2295,00 2842,42
nto % % 71700,00% 0% 7490,00% % % 2671,43% 2428,57% 28,02% 54,65% 84,49% 26,19% 266,17%
PARANAT
1991 30,97 8,48 2,19 1,27 0,107 3,86 0,039 0,076 53,72 0,479 120,49 0,436 0,251
AMA
PARANAT
2000 60,48 22,87 10,40 2,17 0,240 9,68 0,097 0,177 59,87 0,581 135,47 0,455 0,360
AMA
PARANAT
2010 95,47 73,29 26,85 21,79 0,544 24,61 0,246 0,418 67,17 0,703 213,74 0,528 0,537
AMA
Crescime 1126,03
208,27% 764,27% 1615,75% 408,41% 537,56% 530,77% 450,00% 25,04% 46,76% 77,39% 21,10% 113,94%
nto % %
1991 PEDRA 25,41 12,03 5,02 4,51 0,117 9,96 0,100 0,111 57,14 0,536 137,96 0,458 0,301
2000 PEDRA 68,47 29,03 11,12 4,59 0,283 14,48 0,145 0,226 64,05 0,651 175,19 0,496 0,418
2010 PEDRA 89,31 77,98 31,06 22,19 0,551 29,08 0,291 0,445 69,59 0,743 244,48 0,550 0,567
Crescime
251,48% 548,21% 518,73% 392,02% 370,94% 191,97% 191,00% 300,90% 21,79% 38,62% 77,21% 20,09% 88,37%
nto %
1991 SALOÁ 39,04 10,21 5,35 4,06 0,147 7,61 0,076 0,118 56,83 0,531 174,50 0,495 0,314
2000 SALOÁ 86,75 28,38 9,08 5,75 0,325 12,98 0,130 0,239 63,34 0,639 152,88 0,474 0,417
2010 SALOÁ 92,12 79,82 30,64 13,60 0,540 25,61 0,256 0,421 69,61 0,744 259,10 0,559 0,559
Crescime
135,96% 681,78% 472,71% 234,98% 267,35% 236,53% 236,84% 256,78% 22,49% 40,11% 48,48% 12,93% 78,03%
nto %
SÃO
1991 BENTO 20,81 20,28 6,47 3,31 0,127 9,69 0,097 0,116 58,31 0,555 176,89 0,498 0,318
DO UNA

20
PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL E SOLIDÁRIO
AGRESTE MERIDIONAL DE PERNAMBUCO

SÃO
2000 BENTO 32,93 36,49 20,48 7,69 0,244 15,50 0,155 0,210 65,56 0,676 309,10 0,587 0,437
DO UMA
SÃO
2010 BENTO 83,68 80,19 36,30 20,99 0,553 29,09 0,291 0,446 72,34 0,789 319,47 0,593 0,593
DO UNA
Crescime
302,11% 295,41% 461,05% 534,14% 335,43% 200,21% 200,00% 284,48% 24,06% 42,16% 80,60% 19,08% 86,48%
nto %
TEREZINH
1991 25,98 15,07 10,38 2,90 0,136 6,48 0,065 0,106 59,01 0,567 88,08 0,385 0,285
A
TEREZINH
2000 48,29 22,39 14,06 7,94 0,232 9,95 0,100 0,175 63,10 0,635 92,91 0,394 0,352
A
TEREZINH
2010 87,41 79,24 30,93 21,29 0,547 25,65 0,257 0,425 67,65 0,711 225,28 0,536 0,545
A
Crescime
236,45% 425,81% 197,98% 634,14% 302,21% 295,83% 295,38% 300,94% 14,64% 25,40% 155,77% 39,22% 91,23%
nto %
TUPANATI
1991 9,23 10,50 4,45 1,74 0,065 4,74 0,047 0,058 56,68 0,528 80,20 0,370 0,225
NGA
TUPANATI
2000 65,62 13,62 7,37 2,01 0,222 8,38 0,084 0,161 61,52 0,609 102,39 0,410 0,343
NGA
TUPANATI
2010 88,17 74,15 25,30 17,52 0,513 20,65 0,207 0,379 69,82 0,747 172,52 0,494 0,519
NGA
Crescime
855,25% 606,19% 468,54% 906,90% 689,23% 335,65% 340,43% 553,45% 23,18% 41,48% 115,11% 33,51% 130,67%
nto %
VENTURO
1991 46,16 18,09 12,13 6,04 0,206 12,21 0,122 0,173 61,01 0,600 135,61 0,455 0,361
SA
VENTURO
2000 86,74 43,58 17,79 10,25 0,396 18,29 0,183 0,306 64,48 0,658 204,55 0,521 0,472
SA
VENTURO
2010 96,15 79,04 42,97 21,76 0,600 31,42 0,314 0,484 70,04 0,751 276,94 0,570 0,592
SA
Crescime
108,30% 336,93% 254,25% 260,26% 191,26% 157,33% 157,38% 179,77% 14,80% 25,17% 104,22% 25,27% 63,99%
nto %

Município Média de Crescimento nos três anos - 1991/2000/2010 – Em %


ANGELIM 96,95 396,00 615,85 194,65 202,75 226,59 226,37 211,11 18,60 32,22 127,18 31,21 75,46
BOM CONSELHO 261,34 406,81 293,02 317,45 316,28 202,59 202,15 273,28 24,25 45,15 118,95 27,45 90,20
BUÍQUE 306,71 1012,26 542,60 282,29 463,44 227,49 229,41 370,24 14,33 24,33 71,05 20,92 91,64

21
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AGRESTE MERIDIONAL DE PERNAMBUCO

CAETÉS 187,84 912,60 2784,33 309,56 400,00 591,32 593,55 460,00 28,33 52,82 62,86 18,62 116,60
CAPOEIRAS 254,38 734,67 970,66 352,94 438,10 281,76 283,33 381,61 23,65 42,64 82,46 22,17 103,33
CORRENTES 138,55 377,08 201,65 169,79 205,06 190,19 189,41 198,45 25,79 47,56 100,34 25,23 76,90
GARANHUNS 88,45 124,08 149,97 180,93 117,56 82,61 82,75 105,17 13,03 21,37 78,18 16,34 42,49
15694,1
IATI 370,66 960,84 4933,33 677,78 456,53 450,00 596,23 26,88 48,55 124,50 33,51 140,00
2
IBIMIRIM 230,98 591,54 1156,39 2047,00 441,35 234,01 232,14 359,79 16,87 29,78 83,69 22,25 94,37
IBIRAJUBA 180,25 602,40 392,40 261,09 306,29 226,10 227,85 277,78 24,53 44,25 132,42 32,93 93,33
INAJÁ 259,53 427,85 194,27 111,85 265,12 205,39 204,21 244,83 17,44 30,70 68,57 20,05 75,50
ITAÍBA 476,54 613,48 871,22 1191,20 590,28 258,86 261,11 460,00 20,02 36,78 120,86 31,44 116,10
23640,0
MANARI
1000,25 71700,00 0 7490,00 2295,00 2842,42 2671,43 2428,57 28,02 54,65 84,49 26,19 266,17
PARANATAMA 208,27 764,27 1126,03 1615,75 408,41 537,56 530,77 450,00 25,04 46,76 77,39 21,10 113,94
PEDRA 251,48 548,21 518,73 392,02 370,94 191,97 191,00 300,90 21,79 38,62 77,21 20,09 88,37
SALOÁ 135,96 681,78 472,71 234,98 267,35 236,53 236,84 256,78 22,49 40,11 48,48 12,93 78,03
SÃO BENTO DO
302,11 295,41 461,05 534,14 335,43 200,21 200,00 284,48 24,06 42,16 80,60 19,08 86,48
UNA
TEREZINHA 236,45 425,81 197,98 634,14 302,21 295,83 295,38 300,94 14,64 25,40 155,77 39,22 91,23
TUPANATINGA 855,25 606,19 468,54 906,90 689,23 335,65 340,43 553,45 23,18 41,48 115,11 33,51 130,67
VENTUROSA 108,30 336,93 254,25 260,26 191,26 157,33 157,38 179,77 14,80 25,17 104,22 25,27 63,99
Média de
Desenvolvimento 297,51 541,41 1368,79 681,08 464,19 399,05 390,28 434,67 21,39 38,53 95,72 24,97 101,74
do Território %

22
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Capitulo 2 - Matriz de Objetivos, Estratégias e Metas

Na Assembleia Extraordinária do Colegiado Territorial convocada especialmente


para validação dos dados que constariam no PTDRS, realizada no dia 14 de julho
de 2016, os representantes presentes puderam verificar a Matriz sistematizada a
partir das demandas produzidas nas Oficinas Municipais e, a partir dessa base,
fazerem ajustes e deliberarem sobre quais estratégias seriam assumidas pelo
Colegiado.

Praticamente todos os itens citados são tidos, pelos Conselheiros/as como sendo
urgentes, no entanto, muitos escapam à governança do Colegiado e demanda
negociações e construção de parcerias. Assim, o prazo para efetivação das ações
não foi definido e ficou de essa definição constar no Plano Operacional que deverá
ser feito pelo Colegiado como forma de dar andamento às necessidades trazidas
pelos municípios.

DIMENSÃO AMBIENTAL

Objetivo Preservar a diversidade ambiental protegida e saudável Prazo

Nº Estratégia Curto Médio Longo


Criação de um programa de formação sobre meio ambiente
1. (cuidados com o solo, água, fauna e flora) considerando a X X X
especificidade do semiárido.
Identificação e mapeamento das Áreas de Proteção
2. X X
Permanentes – APPs.
Recuperação de matas ciliares, revitalização de rios e
3. X X X
recuperação de nascentes.
4. Construção de sementeira de plantas nativas. X X X
Inclusão do tema Meio Ambiente na grade curricular da
5. X X X
educação formal.
Criação do Plano Municipal de Saneamento Básico que
contemple: Efetivação do saneamento básico (tratamento dos
6. X X
esgotos); Plano Municipal de reciclagem de resíduos sólidos e
aterro sanitário e coleta seletiva nas comunidades rurais.
7. Construção de biodigestores. X X X
8. Construção de bioágua. X X X
Incrementar políticas de resgate da flora nativa para
9. X X X
arborização e jardinagem de áreas públicas e sociais.

23
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AGRESTE MERIDIONAL DE PERNAMBUCO

Fortalecimento (ou criação) de Secretaria Municipal de Meio


10. X X
Ambiente.
Criação (ou fortalecimento) dos Conselhos Municipais de Meio
11. X X
Ambiente e Conselho do Fundo de Meio Ambiente.
12. Uso Racional das áreas de preservação. X X X
13. Turismo Ecológico. X X X
14. Reuso da água. X X X
15. Revitalização de áreas degradadas. X X X
16. Estímulo ao uso de energia renovável. X X X
17. Criação de parques ambientais. X X
Implementar (ou criar) Plano Diretor que contemple
18. normatizar e fiscalizar ocupação imobiliária e dimensão de X X X
estradas vicinais.

DIMENSÃO POLÍTICOINSTITUCIONAL
Objetivo Qualificar as implantações das políticas públicas

Nº Estratégia Curto Médio Longo


19. Capacitação dos agentes institucionais. X
Criação de canais de informações atualizadas sobre Políticas
20. X X
Públicas.
21. Transparência nas ações de instituições sociais. X X X
Valorização dos espaços coletivos (CMDRS, Fóruns, Comissões,
22. X X X
Associações, STR.).
Criação de espaço físico e liberação de recursos financeiros
23. X X X
para funcionamento do CMDRS (apoio institucional).
Nomeação dos Secretários de Governo Municipal passar por
24. consulta pública - Fóruns, Conselhos, associações -, sendo X X
escolhidos pelos interessados naquela pasta.
Criação (ou divulgação) de serviços de ouvidoria para
instituições que atendem o público: órgãos públicos e privados,
25. X X
a exemplo de bancos, correios, secretarias municipais, órgãos
estaduais, sindicatos...
26. Formação da sociedade para entender sobre Políticas Públicas. X X
Melhoramento estruturas das entidades que atuam no
27. X X X
município (IPA, BNB, Outras).
Fortalecimento (ou criação) da Secretaria de Agricultura
28. X X X
(prever recursos orçamentários).
Criação de órgãos no município como agências bancárias,
29. X X
cartórios, delegacias especializadas...
Destinação de prédios públicos não utilizados para uso da
30. comunidade local (associações, produção comunitária, centro X
cultural, trabalho com jovens e idosos...).

24
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DIMENSÃO SOCIOCULTURAL
Objetivo Promover Equidade de Gênero e Geração
Nº Estratégia Curto Médio Longo
Fomentar a criação de unidades produtivas para mulheres e
31. X X X
ATER específica.
Promover oficinas de capacitação sobre Gênero, Direitos da
32. X X
Mulher e Feminismo.
33. Criação e estruturação do Conselho de Direitos da Mulher. X X X
34. Criação de Delegacia das Mulheres. X X X
35. Criação da Secretaria Municipal da Mulher e Juventude. X X
Criação de condições para maior participação da mulher nas
36. X X X
políticas públicas.
Implantação Unidade Móvel do CRAS para atender a população
37. X X
rural.

Objetivo Promover equidade Étnica e Povos Tradicionais

Nº Estratégia Curto Médio Longo


38. Identificação de grupos étnicos no município. X X X
39. Resgate e valorização cultural dos diferentes grupos. X X X
Criação de Câmara Temática Específica dos grupos étnicos no
40. X
Colegiado Territorial.
Oferecer Assistência Técnica e Social de acordo com as
41. X X X
necessidades específicas de cada localidade.
42. Regularização das áreas específicas. X X X

Objetivo Incrementar a Educação do Campo


Nº Estratégia Curto Médio Longo
Educação contextualizada ao universo do rural considerando:
Inclusão de conteúdos do campo nas disciplinas escolares
43. X X X
(explorar os temas transversais); Capacitação dos docentes da
escola pública.
Discussão das propostas de Educação do Campo em conjunto
44. X X X
com várias instituições pertinentes.

Objetivo Melhorar a qualidade das moradias da população

Nº Estratégia Curto Médio Longo


45. Construção de casas de alvenaria. X X X
46. Reservatórios de água nas residências. X X
Desburocratizar o acesso ao Programa Nacional de Habitação
47. X
Rural – PNHR.
48. Construção de banheiros com fossas e sumidouros. X X X

25
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Objetivo Oferecer Segurança Pública à população Rural

Nº Estratégia Curto Médio Longo


Provocar a criação de Patrulhas Móveis (com viaturas
49. X X
adequadas) para o meio rural.
50. Estimular a criação e manutenção de Guardas Municipais. X X
51. Estimular monitoramento por câmaras. X X
52. Estimular a Implantação Guarda Patrimonial. X X
Solicitar o aumento do contingente de policiais para o
53. X X X
município.
54. Provocar a presença frequente de um delegado no município. X X X
55. Divulgar a existência do disk denúncia 0800. X
Reformular o sistema de segurança discutindo com a sociedade
56. X X X
(criação dos Conselhos de Justiça).

Objetivo Melhorar o Acesso à Saúde


Nº Estratégia Curto Médio Longo
Oficinas sobre temas específicos e cuidados necessários (saúde
57. da mulher, hipertensão, diabetes, DSTs, controle de vetores X X X
etc.).
Melhoria de todos os serviços de saúde (atendimentos
58. X X X
ambulatoriais).
59. Criação de laboratórios para realização rápida de exames. X X
Hospital Regional no Agreste Meridional, equipado e com
60. X X
médicos plantonistas e salas de cirurgias.
Pontos de Apoio aos PSF/UBS com médicos permanentes,
61. remédios e aparelhos necessários (banho de luz em criança, X X
radiografia e outros).
62. Aprimoramento do atendimento das Agentes de Saúde. X X
Fomentar a produção e distribuição de produtos fitoterápicos
63. X X X
e saúde preventiva.
Apoiar os Municípios para elaborarem o Plano Municipal da
64. X X
Política do Idoso.
Criação/Manutenção de Casas de Apoio em Recife (enquanto
65. X X X
não tem o hospital equipado).
66. Criação de um CAPS Regional. X X
67. Implantação do Serviço de Atenção Domiciliar – SAD. X X

Objetivo Garantir Segurança Alimentar e Nutricional


Nº Estratégia Curto Médio Longo
68. Ampliar Políticas de Renda Mínima. X X X
Merenda escolar de boa qualidade nutricional observando
69. X X X
diferentes faixas etárias.
Universalização das cisternas e outros reservatórios de água
70. para consumo humano e produtivo (mapear necessidade das X X
famílias).

26
PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL E SOLIDÁRIO
AGRESTE MERIDIONAL DE PERNAMBUCO

Oficinas de capacitação da população sobre hábitos de


71. X X X
alimentação saudável.
Implantação da Agroecologia como sistema a ser adotado na
72. produção (quintais produtivos, hortas, fitoterápicos, pequenos X X X
animais...).
ATER específica para produção e incentivo à alimentação
73. X X X
alternativa (para humanos e animais).
Investimentos em empreendimentos de geração de renda que
74. independam das condições climáticas (artesanato, turismo, X X X
arte/cultura, lazer, tecnologias etc.).
75. Criar Programa de Horta nas Escolas. X X
Implantar Sistema de Produção Integrada da Embrapa:
76. hidropônica, hortas, pequenos animais (galinha, peixe, suínos, X X
caprinos, ovinos).
77. Criação de banco de sementes crioulas (plantas e animais). X X X
Controle efetivo da desnutrição da população (crianças,
78. X X X
gestantes, idosos).
79. Compras institucionais (PAA e PNAE). X X X
Formação das pessoas quanto aos seus direitos à alimentação,
80. previstos na Constituição Federal - Conselho Municipal de X X X
Segurança Alimentar – COMSEA.
Estruturar, descentralizar, interiorizar centros de
81. X X X
pesquisa/informações sobre mudanças climáticas.
Participação na Política Nacional de Integração Lavoura
82. X X X
Pecuária Floresta - Lei - 12.805/2013.

Objetivo Construir Equipamentos de Uso Público


Nº Estratégia Curto Médio Longo
83. Escolas (reforma, manutenção e construção). X X X
84. Creches na zona rural. X X X
85. Espaços de esporte, lazer e cultura (zona rural). X X X
86. Bibliotecas nas zonas rurais e urbanas. X X X
87. Espaços de convivência do idoso na zona rural. X X X
Pontos de Internet (Wi-fi) grátis nas associações rurais e outros
88. X X X
locais, frequentado por grupos de pessoas.
89. Democratização de Rádios Comunitárias. X X X
Fortalecer e descentralizar a propriedade (sítio) modelo para
práticas de produção sustentável de Brejão (IPA) para ser
90. X
equipamento de referência em agroecologia, difusão de
tecnologias, sementes, amostra de equipamentos etc.

27
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DIMENSÃO ECONÔMICA
Objetivo Garantir produção perene e de qualidade - PRODUÇÃO

Nº Estratégia Curto Médio Longo


Qualificação dos produtores através de ATER pública de
91. X X X
qualidade, contínua, multi e interdisciplinar.
Elaboração de diagnósticos regionalizados e específicos para
92. X X X
cada ambiente produtivo.
93. Realização de cursos em tecnologias diversas. X X X
Realização de análise de solos, com orientações subsequentes:
94. X X X
correção, uso adequado e racional do solo.
Promoção de intercâmbios entre os agricultores que operam
95. X X X
em ambientes parecidos.
96. Construção de barragens de grande, médio e pequeno porte. X X X
97. Adoção da Agroecologia como sistema produtivo adequado. X X X
98. Aquisição de tratores 4x4 com implementos. X X X
99. Crédito rápido e barato para os produtores. X X X
Estudo geo-ambiental, geológico e geofísico para identificar
100. X X X
água no subsolo e sua exploração.
101. Perfuração de poços mediante estudo. X X X
102. Construção de adutoras. X X X
Estudos geológicos para identificar fontes de minérios que
103. X X X
possam ser explorados.
Manutenção (desassoreamento) e melhoria em reservatórios
104. X X X
de água.
105. Regularização Fundiária e Reordenamento Agrário. X X X
106. Reforma Agrária. X X X
Fortalecer instituições que trabalham pelo desenvolvimento
107. X X X
(CMDRS, IPA, ADAGRO, Secretaria de Agricultura...).
Adoção de tecnologias sustentáveis: bioágua, biodigestores,
108. mini incineradores, curva de nível, barreiras de contenção, X X X
rotação de culturas, cisterna calçadão...
Criação de bancos de sementes crioulas e sua adoção como um
109. X X X
equipamento em favor do Desenvolvimento Sustentável.
110. Energia trifásica para produção. X X X
111. Melhoria genética dos animais. X X X
Criação de pequenos animais (galinhas, suínos, caprinos,
112. X X X
ovinos, peixes, abelhas...).
113. Aquisição de máquinas de costura. X X

Garantir Eficiência Econômica e Agregação de valor aos


Objetivo
produtos – BENEFICIAMENTO
Nº Estratégia Curto Médio Longo
Construção de micro indústria de processamento de frutas,
114. X X X
cereais, leite, abatedouros para animais, de pequeno porte.

28
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AGRESTE MERIDIONAL DE PERNAMBUCO

Incentivar o associativismo/cooperativismo como mecanismo


115. X X X
de otimização dos recursos.
Políticas efetivas de apoio aos produtores em tempo hábil
116. X X X
(aração de terras, sementes crioulas, insumos).
Capacitação sobre a legislação e a importância de que seja
117. X X X
observada, para diferentes produtos.
Capacitação em beneficiamento e criação de produtos
118. X X X
derivados do leite, cortes especiais, frutas, etc.
Crédito facilitado para investir em beneficiamento /
119. X X X
processamento da produção.
120. Cozinha industrial comunitária nas comunidades. X X
121. Batedeira de grãos. X X
122. Aquisição de ensiladeiras e forrageiras. X X
Facilitar aquisição de máquinas úteis (empacotadeiras,
123. X X X
batedeiras, despolpadora, freezer, ordenhadeira...).
Departamento de Vigilância Sanitária estruturada com
124. condições para fiscalizar e orientar os produtores e X X X
fornecedores.
Redistribuição para outros municípios dos tanques
125. X
resfriadores, com geradores, que não estão sendo utilizados.
126. Matadouros Públicos Municipais para grandes animais. X X

Apoiar a Comercialização e distribuição da produção –


Objetivo
COMERCIALIZAÇÃO
Nº Estratégia Curto Médio Longo
Construção de estrutura de armazenamento dos produtos da
127. X X
Agricultura Familiar.
128. Cursos/capacitação em técnicas de venda. X X
129. Capacitação sobre Planejamento da Produção. X X X
Políticas de apoio à logística de adequação, transporte,
130. X X X
embalagem e marketing dos produtos.
Construção de espaços apropriados para exposição dos
131. X X X
produtos, para comercialização (barracas de feiras, tendas).
Simplificação das burocracias de comercialização (licenças,
132. X X X
notas fiscais, controles etc.).
Construção e Manutenção das Estradas Vicinais Municipais
(Liga Caetés a Paranatama – Saloá – Bom Conselho; Lagoa do
133. X X X
Ouro - Bom Conselho – Iati – Águas Belas – Venturosa – Pedra
- Buíque).
134. Crédito facilitado e barato para investir na comercialização. X X X
135. Construção de pontes. X X X
Ampliar e desburocratizar as compras institucionais (PAA,
136. X X X
PNAE) e só comprar de Agricultores Familiares.
Implantação de uma Rede Territorial de Artesanato e outros
137. X X X
produtos da Agricultura Familiar.
138. Conseguir selo da Agricultura Familiar. X X X
139. Implantar o Projeto Colmeia – IBGE. X

29
PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL E SOLIDÁRIO
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Capítulo 3 - Estratégia de Gestão, Acompanhamento e


Monitoramento

f) Gestão

A gestão do PTDRSS será feita sob a liderança da Coordenação do Colegiado


Territorial que desencadeará processo de construção de Plano Operacional onde
serão listadas as ações definidas como eficazes para alcançar os resultados
previstos demonstrados nas demandas trazidas pelos municípios.

Para isto, deverá ser convocada a Câmara Técnica de Inclusão Produtiva para
contribuir nessa construção, de modo que haja viabilidade técnica e argumentos
consistentes para a busca de parcerias.

As ações concretas do PTDRSS serão realizadas nos municípios e, no espaço


municipal, a gestão é feita pelo CMDRS que deverá relatar os encaminhamentos à
Coordenação do Colegiado.

g) Acompanhamento

O acompanhamento do cumprimento das ações previstas no PTDRSS se dará em


três níveis:

1. Em primeira instância, a Coordenação do Colegiado Territorial terá atenção


no que se refere à busca e efetivação de parcerias institucionais e
acompanhará o desenrolar desse processo de modo que assegure seu pleno
cumprimento;
2. Em segunda instância, os CMDRS, nos municípios, acompanham a
realização de obras, aquisição e gestão dos equipamentos, observam a
qualidade dos serviços prestados, etc.;
3. Por fim, a Plenária do Colegiado Territorial, a quem tanto a Coordenação
como os CMDRS devem informar os encaminhamentos, delibera sobre os

30
PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL E SOLIDÁRIO
AGRESTE MERIDIONAL DE PERNAMBUCO

resultados que estão sendo alcançados e toma as devidas providências de


ajustes.

h) Monitoramento

A CODETAM, em nível territorial, e as instituições municipais, especialmente os


CMDRS, serão os principais monitores do PTDRSS. Para tanto, o documento final
será apresentado em Plenária Territorial, e socializado com todos os municípios, a
fim de que os representantes locais se apropriem do produto (PTDRSS) como algo
que precisa acontecer de fato, tornar-se realidade e impactar direto e positivamente
na melhoria efetiva da qualidade de vida da população em cada um dos municípios
que compõem o Território.

Como instrumento de monitoramento a Câmara Técnica deverá apresentar o Plano


de Trabalho detalhado para que todos os envolvidos possam estar cientes do que
foi acordado entre as partes que se comprometeram com os serviços, incluindo aí
os custos, os prazos, as especificações dos serviços e materiais e contatos das
pessoas responsáveis. Com isto, conseguir absoluta transparência e governança
aos delegados e beneficiários diretos dos serviços.

6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Fica evidenciado nas Estratégias trazidas pelas pessoas envolvidas no processo de
construção do PTDRSS algumas situações bastante críticas. Elas têm consciência
do que está acontecendo e da gravidade da situação. Imaginam o que seja possível
fazer para resolver as falhas de gestão em cada dimensão trabalhada nos grupos,
mas reunir as condições efetivas para agirem de outra forma, este passa a ser o
principal desafio a ser enfrentado coletivamente a partir desse levantamento
registrado aqui.

Com algumas pequenas diferenças entre os municípios, em linha geral pode-se


destacar algumas situações:

DIMENSÃO AMBIENTAL

O meio ambiente está devastado e depauperado, os recursos naturais explorados à


exaustão e visivelmente avariados e escassos, não existe saneamento básico, as

31
PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL E SOLIDÁRIO
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águas estão poluídas por esgotos e outros materiais e contaminadas por


agrotóxicos. As fontes se esgotando e o subsolo tem água salobra. As APPs não
são devidamente identificadas e, quando o são, representam as partes mais férteis
da propriedade, em geral muito pequenas, a maioria não chegando a um hectare, e
são exploradas e depreciadas. As terras têm baixa produtividade porque estão
fracas.

DIMENSÃO POLÍTICO-INSTITUCIONAL

As instituições, especialmente as públicas, não funcionam a contento. Os


funcionários tidos como insuficientes; despreparados para lidar com as famílias; sem
poder de decisão, pois as gerências ficam em Recife; assoberbados de trabalhos,
principalmente serviços burocráticos ou fora de suas funções; faltam estrutura e
logística de operação das instituições nos municípios, inclusive combustíveis e
material de expediente; falta agilidade nos processos, sempre morosos, serviços
chegando fora dos prazos, exigências burocráticas exageradas...

DIMENSÃO SOCIOCULTURAL

Essa é uma das dimensões que vem se desenvolvendo mais rapidamente, com
exceção da Educação do Campo que vem sofrendo retrocessos severos nos últimos
anos. Entretanto, ainda há muito a fazer.

Mulheres e jovens continuam à margem, embora com relativa reação


progressivamente ganhando forma. Os povos tradicionais ainda estão bastante
isolados, mas é possível perceber avanços na organização dos quilombolas.

Foram construídas muitas casas pelo Programa Nacional de Habitação Rural, mas
ainda há uma demanda muito grande.

A Segurança Pública é precária nos municípios, tem poucos policiais – na maioria


dos municípios tem dois. Não tem delegacia nem cadeia pública.

A Saúde ainda deixa muito a desejar, exames simples não são feitos nos municípios,
não há médicos suficientes, principalmente em algumas áreas de especializações,
bem como a assistência fora do domicílio é bastante precarizada, desde o transporte
difícil e quando consegue é inadequado, até os locais de hospedagens e acesso ao
tratamento, poucos municípios tem casas de apoios em Recife e transporte para os
pacientes em visitas a laboratórios e consultas.

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PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL E SOLIDÁRIO
AGRESTE MERIDIONAL DE PERNAMBUCO

Garantir Segurança Alimentar e Nutricional representa um desafio constante, a fome


ronda cada família. Os programas sociais têm representado importante meio de
contornar essa situação, especialmente as transferências de renda (bolsa família,
salário maternidade), mas também as compras institucionais (PAA, PNAE), ambas
citadas como sendo de grande valor em eficiência para assegurar uma renda para
as famílias.

DIMENSÃO ECONÔMICA

PRODUÇÃO: Garantir a produção em terra desgastada e fraca, propriedades


pequenas, sem assistência técnica suficiente, sem infraestrutura de suporte e sem
tecnologia adequada é um desafio. Não obstante, as propriedades estão vivas e
ativas e, conforme se verifica nas demandas trazidas, há confiança e esperança dos
produtores que vislumbram possibilidades reais de vida no ambiente rural do
semiárido. Para isto apontam necessidades urgentes, elementos, aliás, que já
deveriam existir na região, pois são bastante óbvios: barragens, adutoras,
tecnologias adequadas etc.

BENEFICIAMENTO: além do grau de complexidade quanto ao beneficiamento da


produção da família rural, em geral uma produção relativamente pequena que não
poderia se auto sustentar pela produção em escala, e diversificada, o que exige
várias tecnologias e vários equipamentos para cada produto. Entretanto, as famílias
apontam algumas soluções que acreditam que contornaria os obstáculos para a
agregação de valor aos seus produtos.

COMERCIALIZAÇÃO: desde as péssimas estradas vicinais ao transporte


inadequado; da embalagem inapropriada ao marketing que não é feito; da ausência
de local de estocagem ao local de venda indevido; da falta de condições financeiras
para segurar os produtos para vender na entressafra, aos atravessadores que
exploram ao máximo. A comercialização é um elemento que se dá aos moldes
feudais, os produtores simplesmente repassam seus produtos aos atravessadores
que lhes pagam o que querem, não há poder nenhum de barganha. Esse parece ser
um gargalo importante, cujas soluções apontadas carecem de análises mais
aprofundadas, pois não trazem em si a evidência de resolver a situação que
passaria, necessariamente, pelo empoderamento dos produtores na relação com os
consumidores dos seus produtos.

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PLANO TERRITORIAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL SUSTENTÁVEL E SOLIDÁRIO
AGRESTE MERIDIONAL DE PERNAMBUCO

7. BIBLIOGRAFIA
Caderno Territorial 002 – Agreste Meridional de Pernambuco – disponível em:
http://sit.mda.gov.br/download/caderno/caderno_territorial_002_Agreste%20Meridio
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OLIVEIRA, J.B. de; PEREIRA, G.M.C.L; Guia de Planejamento, Monitoramento,


Avaliação e Sistematização, disponível em
https://1drv.ms/f/s!AsHov9TAkfkC_XIm6vZI0OBEs744 consultado em 12 de julho de
2016

CORDIOLLI, Sérgio. Enfoque Participativo do Trabalho com grupos. In: Markus


Brose (org.) Metodologia Participativa. Uma Introdução a 29 instrumentos. Porto
Alegre: Tomo Editorial, 2001

FREIRE, Paulo. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa.


43. ed., São Paulo: Paz e Terra, 2011;

Guia para a construção do plano territorial de desenvolvimento rural sustentável e


solidário - PTDRSS, disponível em: http://portaldosnedets.info/site/wp-
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http://www.ibge.gov.br/home/estatistica/populacao/censo2010/ - consultado em 4
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INCRA (2014) – disponível em:


http://www.incra.gov.br/sites/default/files/manual_de_indicadores_do_relatorio_de_
gestao_2013_2015.pdf - consultado em 4 de julho de 2016;

Orientações Gerais Para a Elaboração e Qualificação do PTDRS, disponível em:


http://portal.mda.gov.br/dotlrn/clubs/planosdedesenvolvimentoterritorial/file-
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PNUD - Atlas do Desenvolvimento Humano dos Municípios – Disponível em


http://www.pnud.org.br/arquivos/evolucao-idhm-uf.xlsx;
http://www.pnud.org.br/atlas/ranking/Ranking-IDHM-Municipios-2010.aspx -
Consultado em 04 de julho de 2016;

PTDRS do Território Agreste Meridional de Pernambuco, disponível em:


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