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DIVERSIDADE

4. DIVERSIDADE

Vamos compreender agora o que vem a ser a diversidade social, os


fundamentos da diversidade na religião, xenofobia e imigração, e o
que se compreende por minorias sociais.

4.1. O que é diversidade


A diversidade social é o conjunto de diferenças e valores comparti-
lhados pelos seres humanos na vida social. São expressões sociocul-
turais, étnicos, religiosas, físicas, modo de vida etc., ou seja, trata-se
da pluralidade daqueles que compõem a sociedade.

No entanto, sabemos que existem aqueles que não toleram aquilo


que é “diferente”, ou seja, o que pertence ao grupo da diversidade.
Os intolerantes são aqueles que compõem correntes xenofóbicas,
homofóbicas e misóginas.

Quando a intolerância se faz presente, aprofundam-se os problemas


das minorias, e estas experimentam o exílio em sua própria sociedade.

No Brasil, temos a presença da miscigenação, mas também temos a


presença do mito da democracia racial.

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4.2. Fundamentos e princípios da diversidade na religião
Um dos nossos principais temas aqui abordados é o da diversidade
religiosa, e nossa convidada para responder nossas questões foi a
professora Dra. Danit Pondé.

Verificamos que o Brasil é um país de muitas religiões, as quais


foram introduzidas desde os tempos coloniais. Assim, presenciamos
as religiões indígena, africana e católica existindo simultaneamente.

Percebemos que há uma diversidade religiosa entre o povo brasi-


leiro, e esta religiosidade está presente desde os primórdios de
nossa colonização, quando europeus se deparavam com indígenas,
africanos e mesmo outros europeus, e todos adotavam religiões
diferentes daquelas que os portugueses eram adeptos.

Nossa diversidade religiosa pode ser verificada pela presença,


no meio urbano, de diferentes templos religiosos, como cristãos,
judeus, muçulmanos e terreiros de umbanda e candomblé.

No Brasil, as pessoas podem exercer suas religiões ou credos livre-


mente, o que não quer dizer que foi sempre assim. Sabemos que há
regiões no Brasil em que as tradições religiosas possuem uma carac-
terística mais tradicional, sendo assim, nestes lugares mais conser-
vadores, percebemos que não há uma diversificação tão intensa
quanto nos grandes centros urbanos.

Percebemos que ao longo de nossa história, poucos foram os


conflitos religiosos, e quando não há respeito à diversidade, sem
dúvida estamos desrespeitando outras culturas também, abrindo
mão das diferenças.

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4.3. Correntes migratórias e xenofobia
Por que as pessoas migram?

As pessoas migram porque querem buscar melhores condições de


vida nos setores econômico, político ou social. Também há os casos
em que são obrigadas a fugirem de guerras, catástrofes naturais,
perseguições religiosas, crises financeiras ou por decisão pessoal.

No Brasil, um tipo de migração muito comum é o êxodo rural, em que


as pessoas migram do campo em direção à zona urbana. Esse processo
migratório se intensificou no país depois do aparecimento das indús-
trias na região Sudeste, para onde diversas pessoas, principalmente
nordestinos, se deslocaram em massa em busca de emprego.

Em muitos países, as políticas para receber imigrantes são muito


rígidas. Dessa forma, muitas pessoas migram ilegalmente, passando
a serem imigrantes clandestinos e se sujeitando a péssimas condi-
ções de vida. Temos como exemplo os mexicanos nos EUA, mas há
também os africanos na Europa e, mais recentemente, os sírios, por
conta das guerras em seu país de origem.

Diante desse cenário, surge um tipo de preconceito chamado de


xenofobia, caracterizado pela aversão, hostilidade, repúdio ou ódio
aos estrangeiros, e pode estar fundamentada em fatores históricos,
culturais, religiosos, dentre outros.

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A xenofobia corresponde a um problema social baseado na intole-
rância e/ou discriminação social frente a determinadas nacionali-
dades ou culturas.

A xenofobia também gera violência entre as nações, e também está


associada à humilhação, constrangimento, agressão física, moral e
psíquica. Tudo isto promovido principalmente pela não aceitação
das diferentes identidades culturais.

4.4. Homofobia e misoginia


De acordo com o professor Luiz Mott, doutor em antropologia pela
UFBA, a homofobia inclui tanto o ódio contra o homossexual quanto
o medo de ter emoções ou desejos homoeróticos.

Segundo ele, o brasileiro é um povo grotescamente contraditório,


pois sendo o mesmo que escolheu Roberta Close (transexual famosa)
como um dos modelos de beleza da mulher brasileira de uma época,
é no Brasil onde mais gays e travestis são assassinados, com uma
média de 1 homicídio a cada 26 horas.

Quanto maior é a visibilidade homoafetiva, maior é a reação dos


homofóbicos.

Em relação à misoginia, que é o ódio ou aversão às mulheres, nos


dias de hoje, da mesma forma que ocorre com a homofobia e o
racismo, a misoginia é estruturada como um distúrbio de comporta-
mento que pertence à esfera individual, e não coletiva.

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4.5. As minorias
As minorias sociais abrangem os homossexuais, idosos, negros,
mulheres, indígenas, deficientes etc. São chamadas de mino-
rias não em razão de seu número, mas sim pela situação de
desvantagem social, fazendo com que exista comportamento
discriminatório e preconceituoso.

Os direitos humanos como Direitos Fundamentais devem ser consi-


derados pela legislação de uma nação e garantidos a todos os indi-
víduos. No caso das minorias, tal consideração é especialmente
importante, posto que se tratam de grupos já discriminados.

Na democracia, há o direito à expressão para as minorias e realização


de leis políticas públicas que atendam aos seus interesses, mesmo
que estes não correspondam aos desejos da maioria da população.

Na legislação brasileira raramente se utiliza o termo “minoria” para


caracterizar a situação de vulnerabilidade de grupos minoritários.
Na Constituição Federal, são encontrados artigos que colaboram
para que os direitos sejam assegurados, por exemplo: O Estado
protegerá as manifestações culturais populares, indígenas e afro-
-brasileiras, e de outros grupos participantes do processo civiliza-
tório nacional.

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Lei 7716/89
Estabelece punições para crimes resultantes de discriminação rela-
cionados à raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Alguns
crimes são: impedir acesso ao serviço público, negar contratação,
impedir acesso aos cargos públicos, deixar de atender clientes, impedir
acesso a transporte público etc.

Conclusão
Neste bloco percebemos que as minorias sofrem ações de desprezo,
dificultando suas vidas dentro da sociedade. Também aprendemos
que imigrantes/emigrantes podem ser objeto de ódio xenofóbico.
E vimos que a diversidade é algo inerente do processo civilizatório.

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REFERÊNCIAS
ALVES, Mariana Castro. Xenofobia na Europa: Onda migratória de refugiados reacende preconceito
contra estrangeiros. Revista Pré Univesp. Dez. 2016/Jan. 2017. Disponível em: <http://pre.univesp.br/
xenofobia-na-europa#WuDZWqQvy00>. Acesso em: 12 jun. 2018.

OLIVEN, Rubens George. A parte e o todo: A diversidade no Brasil Nação. São Paulo: Ed. Vozes. 1992.

Xenofobia. Toda matéria. Disponível em: <http://www.todamateria.com.br/xenofobia>. Acesso em: 12


jun. 2018.

WHITE, Leslie A. Conceito de cultura. São Paulo: Contraponto. 2009.