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UNIVERSIDADE DE BRASÍLIA

Disciplina: Analise Qualitativa no ensino de Ciências

Prof Gerson Mol

Texto:

Pesquisa qualitativa com texto: imagem e som: um manual prático I


Martin W. Bauer, George Gaskell (editores); tradução de Pedrinho A.
Guareschi.- Petrópolis, RJ : Vozes, 2002.

Título original: Qualitative Researching with Text, Image and Sound : a


Practical Handbook.

ISBN 85.326.2727-7

1. Ciências sociais- Metodologia 2. Ciências sociais- Pesquisa 3.


Ciências sociais- Pesquisa- Metodologia 4. Pesquisa avaliativa
(Programas de ação social) 5. Pesquisa qualitativa I. Bauer, Martin W.,
II. Gaskell, George.

Objeto da Resenha: Capitulo 4 – Entrevista Narrativa

A obra:

Trata-se de uma obra organizada por Martin Bauer e George Gaskell em


2000, com objetivo dar início a construção de um referencial teórico bem como
discutir as bases epistemológicas sobre as relações entres as pesquisas
quantitativas e qualitativas. Como os próprios editores buscaram colaboradores
com experiências em pesquisas na área social e que abarcam dos diversos
pontos de vista e abordagens de interesse as essas tipo234ewdsxzs de
pesquisa.
O livro é dividido em 4 partes: A primeira “Construindo um corpus de
pesquisa”, a segunda “Enfoques analíticos para texto, imagem e som”, e a
terceira “O auxílio do computador”, e a e última “Questões da boa pratica”
Cada das partes procura embasar o futuro pesquisador com as bases
epistemológicas (primeira parte), questões sobre o procedimento analítico
(segunda), novas tecnologias (terceira) e questões éticas e de validação da
pesquisa (quarta. Com esta organização o pesquisador pode escolher a seção
que possa trazer esclarecimentos as questões que surjam de sua pesquisa.
Como forma de agilizar a busca em cada um dos capítulos possui um box
com a palavras chaves do assunto e os aspectos que o capítulo trata,
.
Aspectos do Capitulo 4:

O objeto de investigação deste capitulo é a Entrevista Narrativa (EN).


Deve-se considerar que este capitulo possui um caráter fortemente didático, já
evidenciado nos capítulos anteriores. Então este possui, especialmente, a
característica de roteiro para que a EN seja um instrumento que permita a
construção do corpus de pesquisa como explicado no Capitulo 2.
Na pesquisa qualitativa que se utiliza da Entrevista Narrativa (EN) é
necessário entender que esta técnica de coleta de dados envolve a
presencialidade de atores, desta forma é importante que as considerações sobre
como esta articulação.
Os autores sugerem que a narrativa é uma forma discursiva que remota
à obra de Aristóteles, Poética. Incluem sob este mesmo aspecto de constituição
histórica e reflexo de uma construção humana experiência humanaEM como
poquais ocorre a pesquisa qualiEste capítulo possui aspectos introdutórios a
pesquisa qualitativa. Um dos aspectos que é destacado pelos autores são os
relativos a epistemologia da pesquisa qualitativa e quantificava e como estão
estas duas formas de pesquisas estão relacionadas. Então no texto, os autores,
no caso os próprios editores, procuram um tom conciliatório entre as
comunidades que utilizam os dois formatos. Isto já se encontrava anunciado na
própria apresentação da obra feita por Pedro Guareschi, que é também
responsável pela tradução do original em inglês.
Este capitulo está dividido em seis subtítulos que procuram dar subsídios
ao início da pesquisa qualitativa. Inicialmente são considerações sobre a postura
do pesquisador em relação ao seu objeto de estudo, dando ênfase à
autorreflexão e podemos inferir também sobre como o objeto modifica o
pesquisador. Desta forma o pesquisador muda de esfera de observação, lugar
inatingível pelo objeto para outra em que interage com o objeto e seus atores.
Sobre este aspecto os autores alertam para a concepção da
imparcialidade ingênua que muitos iniciantes na pesquisa qualitativa possuem.
A isto está associado a necessidade do entendimento dos acontecimentos
sociais, que é uma postura subjetiva do pesquisador em que deverá considerar
sobre suas percepções sobre os acontecimentos. Os autores deixam claro a
necessidade da sistematização das observações e que não apenas o
acontecimento social deva ser compreendido, mas que a análise deve estender-
se as movimentações dos atores, bem como os seus vestígios materiais, termo
usado por Bauer e Gaskell no final do primeiro subtítulo.
O segundo subtítulo tem a intenção de lançar luzes sobre a construção do
delineamento da pesquisa. Avançando sobre o tema, sugerimos que os autores
pretendem criar um entorno metodológico que suporte quais são os parâmetros
para limitar a pesquisa. Os autores criam um quadro onde estão as quatro
dimensões da pesquisa social. São elas: princípios de delineamento, geração de
dados, analise de dados e interesses de conhecimento.
Infere-se que os autores consideram que estas formas de encadeamento
entre as dimensões citadas sejam em série. e não é discutido, neste momento,
a reconstrução do projeto após a constituição da pesquisa. Isto será tratado mais
adiante sob o tema saturação da pesquisa, quando é discutido a formação do
corpus da mesma. Diferente de outras seções, nesta apenas há a citação de
Habemas e seu trabalho sobre a construção do consenso e processos
emancipatórios. Não fica claro se os autores aventam a possibilidade do
delimeamento ser construído a partir das propostas de Habemas, apenas
podemos entender que o encadeamento é linear mas que existem possibilidades
de combinações entre princípios de delineamento e métodos de coleta.
O próximo subtítulo trata dos tipos de dados, mas início este segmento
faz referências aos trabalhos Berger e Luckmann, 1979 e Luckmsnn,1995 sobre
os mecanismos dos processos de comunicação relacionando pesquisa social,
processos de comunicação e os dados sociais. E os interliga através das
concepções existentes na referencias citadas.
Desta concepção de mundo surge os modos dos dados sociais se
manifestam e para tanto consideram um aspecto formal e outro informal. Esta
separação na gênese dos dados também se manifesta no suporte material da
comunicação. que segundo os autores tem três possibilidades: texto, imagem e
sons. Subentende-se exista ligação com as competências e conhecimentos
prévios para utilizar-se de uma forma ou outra, e que também está implícito
regras que condicionam e regulam esta ligação.
A antepenúltima seção deste capitulo encerra-se com considerações
sobre a dicotomia acadêmica sobre qualitativa e quantitativa. Os autores deixam
bem claro, não apenas nesta seção, mas em todo o texto que se trata de uma
discussão estéril. Para lidar com a elucidação da questão estabelecem um
roteiro para dissertar sobre o assunto.
Consideram relações (os itens do roteiro) que para seriam, normalmente,
utilizadas para garantir a supremacia de um método sobre outro, como elo de
comunicação entre as duas formas de pesquisa. Aqui uma ressalva que não está
captada nesta resenha. Neste texto tratamos como dois métodos separados,
mas os autores consideram que não são formas de entendimento de fenômeno
que se excluem e nem se complementam, mas se utilizam de métodos que são
comuns aos dois, mas não pertencem exclusivamente a um ou outro.
No último segmento os autores nos conduzem a um passeio pela história
da filosofia da ciência buscando o fato gerador da dicotomia, que segundo eles
estão nas ideias de ciência e retórica, passando por Comte e seu positivismo e
desembocando, novamente, em Habemas. Apesar de um tom apolítico da obra,
observa uma proximidade a aspectos do materialismo histórico dialético. Junta-
se a isso as ideias de Habemas sobre o potencial emancipatório e da forte
ligação ao diálogo. Não é explicitado aqui, se a proposta de Habemas também
tem reflexo no diálogo que se estabelece internamente do pesquisador pelo
contato com o objeto. Os autores, talvez nem consideram esta possibilidade,
preferem alertam os pesquisadores para os questionamentos sobre
pressupostos e analises que surgem durante e após o afastamento do
pesquisado do objeto.
Embora com contato na filosofia, este primeiro permite ao pesquisador de
primeira viagem em visão bem ampla sobre a pesquisa qualitativa. Não que os
autores centrassem suas observações e escritos neste assunto mas procuram
dar um entorno epistemológico não pelas limitações do método, mas
estabelecendo o diálogo entre as duas faces da investigação social e a
humanidade que se esconde no pesquisador.