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R696 Rodriguez, Tania Tavares

Bioética e bem estar de animais de laboratório. / Tania


Tavares Rodriguez; Edson Barbosa Souza; Tássia Maria Oliveira
dos Santos. – Salvador: Instituto de Ciências da Saúde/UFBA,
2013.
25 p.: il.

1. Bioética. 2. Animais. 3. Laboratório. I. Universidade Federal da


Bahia. Instituto de Ciências da Saúde. Comissão de Ética no Uso
de Animais do ICS – CEUA
CDU 614.253

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Bioética e Bem Estar de
Animais de Laboratório

Comissão de Ética no Uso de Animais do ICS

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Apresentação

A discussão sobre o uso científico de animais encontra-se em pleno


vapor! Novas normas, leis, regulamentações e diretrizes vêm surgindo
atualmente com o intuito de racionalizar o uso de animais e de qualificar
os pesquisadores. Muitas delas são novas e nasceram de reivindicações
da própria sociedade.

As informações disponíveis nesta cartilha visam orientar tanto


estudantes, quanto técnicos de biotérios e até mesmo pesquisadores ou
coordenadores de biotérios, a fim de que possam se atualizar e assim,
trabalharem respeitando os aspectos éticos, obedecendo à legislação
vigente e utilizando as técnicas mais modernas para o bem-estar de seus
animais.

Esta cartilha também visa esclarecer as principais dúvidas da sociedade


acadêmica e da sociedade protetora dos animais. Ela tem por objetivo
orientá-los sobre quais materiais complementares acessar e de como
proceder ao realizar o refinamento, a redução e a substituição,
obedecendo ao princípio básico dos três R’s, a fim de obter melhores
resultados, visto que um animal bem cuidado traz resultados mais
fidedignos.

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A quem interessa essa cartilha?

A você que a está lendo agora,


seja estudante ou pesquisador,
esta cartilha objetiva te
orientar como proceder quando
decidir utilizar animais,
esclarecendo os caminhos que
são necessários percorrer para
solicitar uma autorização para o uso cientifico de animais, além de
orientá-lo sobre os aspectos éticos e jurídicos que regem tal atividade e,
por fim, esboçar alguns procedimentos experimentais necessários para
garantir o bem-estar animal durante o experimento.

Toda pesquisa se inicia com uma ideia, seja ela original ou desenvolvida a
partir de uma ideia anterior.

Se a sua proposta envolve o uso de animais, então você deve saber que
há órgãos responsáveis por regulamentar, autorizar e fiscalizar o seu
uso, além de punir, quando necessário.

Que órgãos são esses?

A priori, você precisa saber que, assim como qualquer pesquisa com
humanos necessita de uma autorização do comitê de ética em pesquisa,
as pesquisas com animais necessitam do parecer de uma CEUA (Comissão
de Ética no Uso de Animais). Para obter o certificado da CEUA, o
pesquisador deve preencher um protocolo de experimentação animal e
submetê-lo ao julgamento da Comissão, sendo que qualquer modificação

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neste protocolo deve ser sinalizado e o documento alterado encaminhado
a tal órgão, para avaliação da relevância.

A sociedade também é parte importante do


processo de “humanização” do uso de animais;
e por isso tem voz no Conselho Nacional de
Controle da Experimentação Animal (CONCEA),
órgão integrante do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação,
constituindo-se em instância colegiada multidisciplinar de caráter
normativo, consultivo, deliberativo e recursal.

Então, qual o papel do CONCEA?

 Formular e zelar pelo cumprimento das normas, além de revê-las


periodicamente;
 Credenciar instituições para criação ou utilização de animais com
finalidade de ensino ou pesquisa científica e manter cadastro destas
através do CIUCA (Cadastro das Instituições de Uso Científico de
Animais);
 Monitorar e avaliar a introdução de técnicas alternativas que
substituam a utilização de animais em ensino ou pesquisa científica;
 Manter cadastro de protocolos experimentais ou pedagógicos
atualizado, assim como o dos pesquisadores;
 Apreciar e decidir recursos interpostos contra decisões das CEUAs,
bem como de sua Secretaria-Executiva;
 Aplicar as sanções cabíveis.

E qual é o papel do CEUA?

 Proteger o animal utilizado na pesquisa;


 Garantir que o uso de animais ocorra dentro de normas éticas;

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 Zelar pelo bem-estar dos animais confinados em biotérios;
 Incentivar a prática dos 3 R's;
 Promover cursos para bioteristas e estudantes;
 Examinar previamente os protocolos de
experimentação animal;
 Emitir certificados de projetos de
pesquisa para as agências de fomento e
periódicos;
 Manter atualizados os cadastros dos
pesquisadores e dos procedimentos de
ensino e pesquisa com animais
realizados na instituição.

E em caso de transgressão, o que poderá


acontecer à instituição transgressora?

A instituição transgressora poderá ser punida com advertência, multa,


interdição temporária, suspensão dos financiamentos e interdição
definitiva. De modo semelhante, o pesquisador e toda a sua equipe
também sofrerá as penalidades cabíveis, como descrito no Art. 17, Lei
11.794/ 2008.

Em relação à bioética, o que se deve


observar?

Agora venho lhes trazer um conceito chave, básico, cujo sentido resume
todo material filosófico produzido nos últimos anos: ele é o Principio dos
Três R’s, cujo sentido vem de três palavras do inglês: Reduction (redução),
Replacement (substituição) e Refinement (refinamento).

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O que significam os 3R’s? Qual o impacto
de aplicar os 3R’s?

Utilizar menos animais por experimento

Obter o maior número de informações


com o menor número possível de animais

Não conduzir estudos com animais que


Redução demostremcom omeno quando
irrelevância
extrapolados para humanos

Aperfeiçoar a qualidade técnica dos


ensaios

Evitar replicação de estudos conduzidos


in vivo

Utilizar novas metodologias a partir do


Refinamento
avanço técnico-científico, tais como:

Finalização humanitária Redução do grau Melhoria da qualidade


de sofrimento de vida do animal

Desenvolver métodos alternativos à


experimentação animal, tais como
Substituição
ensaios in vitro, inclusive com a utilização
de células humanas

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Mas por que é permitido utilizar animais
em pesquisa e qual a sua importância?

De acordo com o código de Nuremberg de 1947, instituído após a


Segunda Guerra Mundial, devido às atrocidades cometidas pelos
Nazistas, qualquer experimento com humanos deve ser planejado e
baseado em resultados obtidos com a experimentação animal; Ou seja,
sem os animais não teríamos todo o avanço da medicina do último século.
Observe abaixo todos os tipos de pesquisa em que necessitamos do
auxilio de seres vivos:

Pesquisa básica - Tem a finalidade de aumentar o conhecimento em uma


determinada área.

Pesquisa aplicada - Destina-se a obter avanços relativos a aspectos


práticos da medicina: testes de produtos e produção de vacinas, por
exemplo.

Pesquisa veterinária – Cujos resultados são voltados, posteriormente,


para a própria espécie estudada.

E quais são os cuidados que devemos


ter com os animais de laboratório?

De acordo com a legislação vigente, os animais devem estar sedados


quando forem submetidos a experimentos potencialmente dolorosos,
assim como também devem receber analgésicos e/ou anestésicos.
Devem-se usar métodos de eutanásia adequados à espécie e ao tamanho
do animal ao final do experimento, quando ocorrer intenso sofrimento.

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É vedada a reutilização de animais. É também vedado o uso de
bloqueadores neuromusculares. Vale ressaltar que a quantidade de
animais deve ser a mínima necessária, mas a eficiente para produzir
resultados confiáveis, como descrito no Art. 14, Lei 11.794/2008.

Por que se deve utilizar métodos


alternativos?

É apropriada a utilização de métodos alternativos para que se possa


diminuir o número de mortes desnecessárias de animais.

Quais órgãos são responsáveis por


viabilizar o uso de métodos alternativos?

Para uma maior integração de trabalhos e estudos colaborativos fez-se


necessário a criação da RENAMA (Rede Nacional de Métodos
Alternativos), que tem por objetivo desenvolver, validar e certificar
tecnologias e métodos alternativos para os
testes de segurança e de eficácia de
medicamentos e cosméticos. Sendo assim, o
Instituto Nacional de Metrologia,
Normalização e Qualidade Industrial
(Inmetro), o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde
(INCQS) e o Laboratório Nacional de Biociências (LNBio) atuam,
inicialmente, como os Laboratórios Centrais da Rede.

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Nesses experimentos é necessária a
presença de um médico veterinário?

Não é necessária a presença de um médico veterinário em


todos os experimentos científicos, mas é obrigatório que
um veterinário seja o responsável técnico por todos os
procedimentos realizados durante a experimentação
animal e nos biotérios, buscando sempre o bem-estar
animal.

Quais as expectativas para o futuro?

Espera-se que, no futuro, as CEUAs e as instituições de pesquisa e ensino


superior estejam totalmente adequadas às novas regulamentações,
obedecendo, inclusive, às novas normas editoriais das revistas científicas,
visto que as mesmas estão exigindo certificação da CEUA como pré-
requisito para a publicação de artigos. Espera-se também que surjam
novas resoluções do CONCEA, Diretrizes e Guias de práticas para o uso
de animais, assim como, novas
políticas institucionais para a
manutenção de biotérios e
centros de criação animal. E, por
último, espera-se uma maior
participação e controle social
de todo esse processo, haja
vista tanta novidade.
https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcQNhDX9Q7zkBI8j3BRj-Gp_BtgVqAdt9iD9EZllUg2IGiau5HLr3w

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Histórico da
Vamos agora viajar por um breve histórico da legislação
vigente e conhecer mais sobre o que dispõe a lei quando o
assunto são os animais e o seu uso em pesquisas
científicas.

1988
A nossa primeira parada é na Constituição Federal,
promulgada em 1988, a qual apresenta em seu escopo um
capítulo sobre o meio ambiente (Cap. VI, Art. 225, § 1º,
inciso VII) e um inciso neste capítulo que proíbe atos de
crueldade contra os animais.

1998
A lei 9.605/98 foi um avanço, pois configura como crime os
atos lesivos ao meio ambiente e dispõe sobre as punições
contra os contraventores.

2008
Não poderíamos deixar de citar a tão famosa “Lei Arouca”, Lei
11.794/08, que dispõe especificamente sobre o uso de animais com
fins científicos, o que até então não possuía regulamentação.

2009
Nesse ponto, podemos observar um marco importante de todo esse
processo, que é o decreto de lei 6.899/09, que em 2009 cria o CONCEA
e regulamenta o CIUCA (Cadastro das Instituições de Uso Científico de
Animais).

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Legislação
2010
O decreto de lei 6.899/09 causou muita discussão, gerando
uma publicação acelerada de portarias e resoluções
normativas até a data de hoje.

Uma dessas resoluções baixa uma recomendação às agências


de amparo e fomento em pesquisa. A recomendação é para que
se cobre dos autores uma certificação da CEUA responsável
pelo projeto como pré-requisito para conceder o
financiamento.

2012
O CFMV (Conselho Federal de Medicina Veterinária) cria a resolução
1000 para orientar os pesquisadores quanto a realização da
eutanásia;

2013
A expectativa é que o debate continue e que surjam novas leis, normas e
resoluções. O CONCEA está trabalhando com afinco para orientar os
pesquisadores e, por isso, vem submetendo diretrizes e guias brasileiros
à consulta pública, contudo as atualizações não devem parar por aí. Todo
esse empenho nasce de uma necessidade social de caráter internacional
e o Brasil deve acompanhar o desenvolvimento ético de outras nações, as
quais se preocupam com a questão do bem-estar animal já há algum
tempo.

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Por que os animais merecem esta
atenção?

Estima-se que há centenas de anos, nos primórdios da medicina,


utilizavam-se animais em pesquisas e experimentos. Os anos se passaram
e a necessidade do uso dos mesmos ainda se faz presente. Porém, houve
uma mudança de paradigma e desenvolveu-se uma maior preocupação
com o bem-estar desses animais. Afinal um animal saudável e sem
estresse é virtuoso de resultados mais confiáveis.

Por que ratos e camundongos são mais


utilizados na pesquisa experimental
do que outros animais?

Porque ocupam menos espaço dentro do


biotério/laboratório, podem viver em colônias, têm
menor tempo de procriação para obtenção de
variações genéticas, baixo custo de manutenção
(alimentação, enriquecimento ambiental, etc.),
facilidade em adaptação e menor tempo estimado
de recuperação.

Onde vivem os animais experimentais?

Os animais experimentais vivem em biotério, que é


todo lugar onde o animal permaneça por mais de 12
horas. Há três tipos de biotérios: criação
(reprodução), manutenção e experimentação.

http://emcs.mty.itesm.mx/wp/wp-content/uploads/2011/03/Ratas-Wistar.jpg

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Como sabemos que os ratos e
camundongos podem estar sentindo dor?

Através da avaliação do comportamento do animal e da alteração de


alguns parâmetros
fisiológicos, tais como:
 A presença da
postura de guarda
(posição natural
da espécie para
ataques);
 vocalizações;
 dificuldade em se movimentar, imobilidade, agitação;
 deficiência na auto-higienização;
 reflexo de retirada, automutilação;
 alteração na temperatura corporal e na frequência
cardiorrespiratória;
 perda de apetite e redução do peso;
 modificação da consistência das fezes e diminuição do volume de
urina;
 mudanças na pelagem.

Apesar de todos estes parâmetros,


deve-se ter em mente que não é
possível mensurar completamente a
dor de um animal apenas com a
observação. Para classificar o grau
de injúria de um determinado
experimento, deve-se extrapolar
para os seres humanos.
http://www.ninha.bio.br/biologia/mamiferos/ratos/rato-branco.jpg

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Sabendo como classificar a dor e como
identificar seus sinais, quais são os
métodos utilizados para amenizá-la?

Devem-se utilizar analgésicos/anti-


inflamatórios antes, durante ou após
o experimento, a depender do tipo de
dor e da finalidade, ou seja, a
depender das características da dor
infligida ao animal.

http://www.dol.inf.br/Html/MetodosExperimentais.html

O que são os analgésicos e como


classificamos os níveis de analgesia?

Os analgésicos são uma classe de medicamentos cuja finalidade é


diminuir a sensibilidade à dor. É utilizado, geralmente, após
procedimentos cirúrgicos a fim de amenizar o desconforto do animal.
Existem quatro níveis básicos de analgesia:

Ausência de Analgesia completa, sem manifestação de mal-estar, sem


dor reação à pressão na região onde está a lesão.
Dor leve Boa analgesia, não há mal-estar, porém ocorre reação à
pressão na região onde está a lesão.
Dor moderada Analgesia moderada, presença de sinais de mal-estar
que se manifestam ao toque na lesão.
Dor grave Sem analgesia, evidentes sinais de mal-estar, a dor piora
quando a região lesionada é pressionada.

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Para que serve a anestesia e quais
os principais tipos utilizados
em ratos e camundongos?

A anestesia serve para suspender totalmente a sensibilidade durante os


procedimentos cirúrgicos, nos quais o seu uso é obrigatório. Alguns
exemplos:

 Pré-anestésico: medetomidina, cloridrato de xilazina, cloridrato de


quetamina, acepromazina.
 Anestésicos Injetáveis: hidrato de cloral, quetamina + xilazina,
quetamina + acepromazina.
 Anestésicos Opióides: morfina, cloridrato de meperidina,
buprenorfina, butorfanol.
 Anestésicos inalatórios: isoflurano, enflurano, halotano,
metoxiflurano.

Quais são os primeiros cuidados


após uma cirurgia?

Pequenos roedores precisam ser colocados em ambiente aquecido para a


recuperação pós-anestesia (a fim de evitar hipotermia). Deve-se dar
bastante atenção à alimentação do animal, principalmente algumas horas
depois da cirurgia. Além disso, é necessário o uso de analgésicos para
evitar o desconforto no pós-operatório.

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Quais são os critérios observados para
a escolha do método mais adequado
para a morte humanitária (eutanásia)?

Devem-se respeitar os requisitos dos protocolos de pesquisa em questão,


tais como: a natureza da pesquisa, o tipo da espécie, a quantidade de
animais, a eficácia do procedimento e a rapidez do procedimento de
eutanásia. Tudo deve ser feito de acordo com a necessidade do animal, e
não baseada na sensibilidade do pesquisador. Um método adequado de
eutanásia deve garantir a perda da consciência de forma rápida,
irreversível e desprovida de experiência emocional ou física
desagradável, ou seja, o animal não deve apresentar dor, estresse,
apreensão ou ansiedade.

Quais são as exigências básicas para


que a eutanásia seja executada?

É preciso respeitar algumas regras básicas para que a eutanásia seja


aceita:
 Ausência de sinais de agitação, condições dolorosas, estresse,
ansiedade e de angústia do animal;
 Procedimento rápido, de fácil aplicação e irreversível;
 Respeitar o tempo mínimo para a perda de consciência;
 Pesquisador sem envolvimento emocional durante a execução da
eutanásia (deve-se levar em consideração que o procedimento é
para o bem do animal e/ou da pesquisa);
 Animal com efeitos fisiológicos e psicológicos não desejáveis;

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 Menor impacto ambiental possível;
 Procedimento realizado longe dos biotérios (para evitar estresse
aos outros animais).

Segundo o CONCEA, quais métodos


de eutanásia são aceitos para ratos
e camundongos?

Aceitáveis:
 Anestésicos inalatórios: halotano, isofluorano ou sevofluorano;
 Anestésicos gerais injetáveis por via intraperitoneal: sobredoses a
partir de três vezes a dose requerida para a anestesia geral (a
solução de barbitúricos deve ser misturada com lidocaína na
concentração de 10 mg/mL ou outro anestésico local, para
minimizar a dor);
 A exsanguinação pode ser feita por punção cardíaca, desde que o
animal esteja sob efeito de anestesia geral;

Aceitáveis sob restrição:


 deslocamento cervical
 decapitação
 uso de micro-ondas
 CO2

E quais os métodos de eutanásia


não aceitos?

Embolia gasosa; traumatismo craniano; incineração in vivo; hidrato de


cloral para pequenos animais; clorofórmio ou éter sulfúrico;
descompressão; afogamento; exsanguinação sem inconsciência prévia;

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imersão em formol ou qualquer outra substância fixadora; uso isolado de
bloqueadores neuromusculares, cloreto de potássio ou sulfato de
magnésio; qualquer tipo de substância tóxica, natural ou sintética, que
possa causar sofrimento ao animal e/ou demandar tempo excessivo para
morte; eletrocussão sem insensibilização ou anestesia prévia.

O que é o estresse e qual o prejuízo


que ele causa à pesquisa?

O estresse é uma reação de adaptação do organismo, através de


respostas biológicas que permitem o animal superar determinadas
exigências do meio ambiente e o desgaste físico causado por esse
processo.

Podem causar estresse no animal, desde a falta de exercícios até a falta


de cuidados pós-operatórios. Um animal estressado fica inquieto,
agressivo, pode apresentar disfunções cardiorrespiratórias, além de
reflexo urinário e de defecação, prejudicando a pesquisa.

O que se pode fazer para deixar


os animais menos estressados?

Prover condições para que suas necessidades possam ser satisfeitas


(água, comida, temperatura, umidade, luz, limpeza) e, principalmente,
prover uma vida mais dinâmica ao animal com o ambiente enriquecido.

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O que é enriquecimento ambiental
e como isso pode ajudar?

http://www.bio-serv.com/Rodent_Enrichment_Devices/BTRAT.html
É o ato de dinamizar o ambiente em que o animal
está inserido para tornar o local mais complexo e
interativo, utilizando-se de recursos como: abrigos
pré-moldados, rodas de plástico, tubos de PVC,
material para fazer ninho (papel, musgo, feno e
outros) etc. Isso é importante porque tenta recriar
seu habitat natural a fim de proporcionar uma vida
menos tediosa e estressante.

É importante avaliar o impacto sobre os animais e


os resultados científicos, além de citá-los sempre na
metodologia dos estudos.

Qual deve ser o destino dos


animais eutanasiados?

Os animais mortos devem ser coletados por empresa especializada e


incinerados.

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Referências

GOLDIM, J. R., RAYMUNDO, M. M. Aspectos Éticos relativos ao manejo


de animais utilizados em atividades didáticas e em experimentação
científica. In: MARRONI, N.P., CAPPI, E. Fisiologia Prática. 1.ed. Canoas:
Ulbra, p.9-17, 2001.

GUIMARÃES, M.A.; MÁZARO, R. Princípios éticos e práticas do uso de


animais de experimentação – São Paulo: UNIFESP – Universidade Federal
de São Paulo, 2004.

LAPCHIK, V.B.V., MATTARAIA, V.G.M., KO, G.M. Cuidados e Manejo de


Animais de Laboratório. São Paulo: Atheneu, 2009, 708p.

RUSSELL, W.M.S., BURCH, R.L. The Principles of Humane Experimental


Technique. London:Methuen, 1959, 238p.

BRASIL (1988). Constituição da República Federativa do Brasil, Capítulo


VI, Do Meio Ambiente, Art.225, § 1º, inciso VII. Promulgada em 5 de
outubro de 1988, Brasília. Disponível em:
<http://www.senado.gov.br/bdtextual/const88/const88.htm>. Acesso em:
6 set. 2005.

BRASIL (1998). Dispõe sobre as sanções penais e administrativas


derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente, e dá outras
providências. Disponível em:
<http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9605.htm>.Acesso em: 18 fev.
2013.

BRASIL (2008). Lei 11.794. Regulamenta o inciso VII do § 1o do art. 225


da Constituição Federal, estabelecendo procedimentos para o uso
científico de animais; revoga a Lei no 6.638, de 8 de maio de 1979; e dá
outras providências. Publicada no Diário Oficial da União de 09.10.2008.

22
Disponível em: <https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-
2010/2008/lei/ l11794.htm>. Acesso em: 9 jan.2012.

BRASIL (2009). Decreto 6.899. Dispõe sobre a composição do Conselho


Nacional de Controle de Experimentação Animal - CONCEA, estabelece as
normas para o seu funcionamento e de sua Secretaria-Executiva, cria o
Cadastro das Instituições de Uso Científico de Animais - CIUCA,
mediante a regulamentação da Lei no 11.794, de 8 de outubro de 2008,
que dispõe sobre procedimentos para o uso científico de animais, e dá
outras providências. Publicada no Diário Oficial da União de 16.07.2009.
Disponível em: <http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/ _Ato2007-
2010/2009/Decreto/D6899.htm>. Acesso em: 9 jan.2012.

CONCEA, MCTI. Disponível em:


<http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/313178/Resolucoes_Nor
mativas.html>.Acesso em:18 fev.2013.

CONCEA, MCTI. Disponível em:


<http://www.mct.gov.br/index.php/content/view/311277/Publicacoes_do_
CONCEA.html>.Acesso em:15 ago.2013.

Colégio Brasileiro de Experimentação Animal (COBEA) – Princípios éticos


na Experimentação Animal (1991). Disponível em:
<http://www.cobea.org.br/>. Acesso em: 9 jan.2012.

VETERINÁRIA, Conselho Federal de Medicina. Brasília – DF Disponível


em: <http://www.cfmv.org.br/portal/legislacao/
resolucoes/resolucao_1000.pdf>. Acesso em: 10 out. 2012.

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UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
INSTITUTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE

PRÓ-REITORIA DE AÇÕES AFIRMATIVAS E


ASSISTÊNCIA ESTUDANTIL (PROAE)

REITORA: Dora Leal Rosa


PRÓ-REITOR PROAE: Dirceu Martins

REALIZAÇÃO:
Edson Barbosa Souza
Tássia Maria Oliveira dos Santos

COORDENAÇÃO:
Tania Tavares Rodriguez

CONSULTORIA:
Comissão de Ética no Uso de Animais do ICS

APOIO:
Programa Permanecer/UFBA

PROJETO GRÁFICO:
Arley Prates Mendes Nunes

CAPA:
Yasmin Souza do Vale

REVISÃO DE TEXTO:
Lucas C. S. Portela

2012/2013

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Universidade Federal da Bahia
Instituto de Ciências da Saúde
Comissão de Ética no Uso de Animais do ICS

www.ceuaics.ufba.br
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