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EEMTI HERMINO BARROSO – REDAÇÃO – Prof.

ª Germana – 2º ano

Nome: _________________________________________________________. Nº ____. Turma: ___.

Texto 1
Trapalhadas do Fisco
O contribuinte brasileiro precisa receber um melhor tratamento das autoridades fiscais. Ele é
vítima constante de um Leão sempre descontente de sua mordida. Não há ano em que se sinta a
salvo. É sempre surpreendido por novas regras, novas alíquotas, novos assaltos ao seu bolso.
A Receita Federal precisa urgentemente estabelecer regras constantes que facilitem a vida
do brasileiro. Essas regras não podem variar ao sabor da troca de ministros. Cada um que entra se
acha no direito de alterar o que foi feito anteriormente.
Agindo assim, a única coisa que se faz de concreto é perpetuar dois tipos de contribuintes
que bem conhecemos. O que paga em dia seus tributos e o que sonega de tudo quanto é forma.
Enquanto este continua livre de qualquer punição, aquele é vítima de impostos cada vez maiores. A
impressão que se tem é de que mais vale ser desonesto que honesto.
Se o brasileiro é empurrado para a sonegação é porque há razões muito fortes para isso.
Ninguém sabe para onde vai o dinheiro arrecadado. O que deveria ser aplicado na educação e na
saúde some como por milagre ninguém sabe onde. Há muitos anos que não se fazem investimentos
em transportes. Grande parte da população continua sofrendo por falta de moradia. Paga-se muito
imposto em troca de nada.
Vale a pena lembrar o ano de 1991 quando, além das complicações costumeiras, os
contribuintes foram surpreendidos com a suspensão da entrega da declaração na data prevista. Um
deputado entrou na Justiça alegando inconstitucionalidade no fator multiplicador do imposto a
pagar e a receber. Todos sentiram um alívio, mesmo que temporário.
Folha de São Paulo, março 1992.

01. Explicite a ideia-chave (ou tópico frasal) de cada parágrafo do texto.


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02. Em cada parágrafo, a partir do segundo, destaque o(s) termo(s) (pode ser mais de uma palavra) que
retoma a ideia do parágrafo anterior.
Por exemplo, 2º parágrafo: “brasileiro”; 3º:_____________________________________________________________
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Texto 2
As mãos de Ediene
Fritz Ultzeri
Ediene tem 16 anos, rosto redondo, trigueiro, índio e bonito das meninas do sertão
nordestino. Vaidosa, põe anéis nos dedos e pinta os lábios com batom. Mas Ediene é diferente.
Jamais abraçará, não namorará de mãos dadas e, se tiver filhos, não os aconchegará em seus braços
para dar-lhes calor e o alimento dos seios de mão. A razão é simples. Ediene não tem braços.
Ela os perdeu numa maromba, máquina do século passado, com dois cilindros de metal que
amassam o barro para fazer telhas e tijolos numa olaria. Os dedos que enche de anéis são os pés,
com os quais escreve, desenha e passa batom nos lábios. Ediene, ainda menina, trabalhava na
máquina infernal, quando se distraiu e seus braços voltaram ao barro. Ela é uma das centenas de
crianças mutiladas, todos os anos, trabalhando como gente grande em troca de minguados cobres,
indispensáveis para manter a vida das famílias miseráveis em todo o país.
Crianças que, a partir dos três anos ajudam as famílias em canaviais, carvoarias, plantações
de sisal, garimpos e olarias, sem direito a estudo, a brincadeiras, ao convívio dos amigos; infância
para sempre roubada, para ganhar entre R$ 12,50 e R$ 50,00 POR MÊS DE TRABALHO COM
JORNADAS DE ATE 14 HORAS! Quanto tempo você leva para gastar R$ 12,50? O que consegue
comprar com isso?
Pense e reflita que custa um mês de trabalho duro de um menino semiescravo no Brasil.
Até quando? Talvez fosse o caso de aproveitar a proposta de reforma do Judiciário e adotar
de vez a lei mulçumana, a Sharia. O ladrão teria a mão direita decepada. Se fosse crime hediondo (o
que rouba criança e doente ou explora trabalho infantil é ladrão hediondo), perderia as duas mãos,
esmagadas numa maromba bem azeitada. O Aurélio define, entre outras coisas, maromba como
“esperteza e malandragem”. Se todos os marombeiros e ladrões tivessem medo de perder as mãos
numa maromba, talvez Ediene não fosse obrigada a escrever com os pés, pudesse carregar seu filho
e acariciá-lo, feliz, com o carinho que só as mães sabem dar.
Jornal do Brasil, Caderno B, 02/12/1999.

03. Explicite a ideia-chave (ou tópico frasal) de cada parágrafo do texto.


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04. Em cada parágrafo, a partir do segundo, destaque o(s) termo(s) (pode ser mais de uma palavra) que
retoma a ideia do parágrafo anterior.
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