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UNIVERSIDADE ESTADUAL DE CAMPINAS

FACULDADE DE ENGENHARIA MECÂNICA

Apostila para o curso

Engrenagens Helicoidais
AUTOR: PROF. DR. AUTELIANO ANTUNES DOS SANTOS JUNIOR
DEPARTAMENTO DE PROJETO MECÂNICO FEM UNICAMP

Resumo
Essa apostila trata dos conceitos básicos para análise de engrenagens cilíndricas de dentes
inclinados, ou helicoidais, conforme abordados nas disciplinas Sistemas Mecânicos e
Elementos de Máquinas. Descreve geometria desse tipo de engrenagem, as solicitações as
quais os dentes estão sujeitos, a resistência dos dentes e os fatores que devem ser levados
em conta no projeto. Trata-se de um resumo, sendo necessária a consulta a textos
especializados para aprofundamento.
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Um esquema dos dentes e das variáveis envolvidas no estudo das engrenagens


helicoidais é mostrado na figura 3. Nessa figura,ψ é o ângulo de hélice, que define a inclinação
dos dentes em relação ao eixo das engrenagens; p é o passo; pn é o passo normal ou ortogonal;
pa é o passo axial e b é a largura da engrenagem. A variável b’, não mostrada, é utilizada para a
largura efetiva dos dentes, que em engrenagens helicoidais depende do ângulo de hélice.

Figura 3. Vista Superior de uma Engrenagem Helicoidal mostrando as designações mais importantes

A figura 3 também mostra os planos RR e NN. O primeiro é o plano perpendicular ao


eixo da engrenagem e o segundo é perpendicular aos dentes. A visão dos dentes em cada plano
é diferente. A figura 4 mostra os dentes em ambos os planos. Nessa figura, φn é o ângulo de
pressão normal ou ortogonal e φ é o ângulo de pressão. Pode-se notar que os ângulos são
diferentes. O ângulo normal é o que realmente está no plano de rolamento e é normalizado.
Embora o perfil dos dentes deva ser evolvental nesse plano, dificuldades de fabricação
impedem que isso ocorra. Pequenas diferenças são levadas em conta no dimensionamento
através da modificação dos fatores geométricos.

Figura 4. Visualização dos Dentes de Engrenagens Helicoidais. À esquerda, corte no Plano NN


da figura 3; à direita, corte no Plano RR

Com as figuras 3 e 4 é possível descrever as relações entre as diversas variáveis.


Assim, o passo normal pode ser calculado por:
___

[1]
_
7

Figura 7 - Fator Geométrico J para Engrenagens Helicoidas com Conjugada de 75 dentes

A resistência à flexão no pé do dente é calculada exatamente da mesma maneira


que para engrenagens de dentes retos. A equação 5 da apostila que trata desse tipo de
engrenagem é repetida aqui, na equação 10. Todos os fatores e variáveis estão descritos
na apostila citada.

3.2. Tensões e Resistência no Contato entre os Dentes


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As tensões no contato entre os dentes de engrenagens helicoidais também são


calculadas basicamente da mesma forma que para dentes retos. Novamente, a
recomendação da AGMA para o fator montagem deve ser incluída. Uma segunda
recomendação leva em consideração o número médio de dentes em contato,
representado pelo valor CR na equação. O valor de CR é chamado também de razão
de contato e pode ser calculado pela equação 11.

O termo rij na equação anterior representa um raio: quando i é substituído por a,


representa o raio da cabeça do dente; quando i é substituído por b, representa o raio de
base; quando j é substituído por p, representa o pinhão; quando j é substituído por c,
representa a coroa. Assim, rap é o raio da cabeça do dente do pinhão, e assim por diante.
O termo C é a distância entre centros, ou a soma dos raios primitivos dos dois
elementos. O passo da base pb é dado pela equação 12.

No cálculo da tensão no contato também deve ser incluída a largura real b’, já
que o contato ocorre no plano normal, ao longo de toda a largura. Essa largura pode ser
calculada dividindo a largura do denteado b pelo cosseno do ângulo de hélice. Assim, a
equação para o cálculo da tensão fica:

Da mesma forma que para as tensões na raiz do dente, não há modificação


para a forma de calcular a resistência à fadiga no contato. A equação 8 da apostila
de engrenagens cilíndricas de dentes retos é repetida abaixo para facilitar o uso
desta apostila. Os fatores multiplicadores foram definidos na apostila citada.

4. Considerações Finais

Engrenagens helicoidais são as mais utilizadas na construção de caixas de câmbio


automotivas e redutores industriais atualmente. O custo total um pouco mais elevado é
suplantado pela sua simplicidade de fabricação e pelas vantagens sobre as de dentes retos.
Algumas características de suas variáveis principais devem ser ressaltadas:

• O ângulo de pressão normalizado é o ângulo normal φn e não o ângulo. O valor do


primeiro é, normalmente, 20°.
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• O módulo normal mn também deve seguir os valores recomendados para o módulo m,


conforme a apostila de engrenagens de dentes retos, embora seja possível encontrar
uma grande quantidade de conjuntos de redução não normalizados.
• Da mesma forma que para engrenagens de dentes retos, é sempre recomendável
procurar valores reais para as resistências ao invés de usar as estimativas propostas nas
equações 10 e 13
• O ângulo de hélice, embora possa ter valor de até 30°, assume muito comumente o valor
de 15°.