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Manifesto p’lo Pacheco

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Edições

Petit bourgeoisie

2018
O Pacheco não sabe nada de arte.
O ideal de beleza do Pacheco é de Vénus de Milo para baixo.
Mas o Pacheco JAMAIS viu um nu, ele nem sabe o que é um nu.
Ele não se atreveria.
Tapem os pénis ao Pacheco! O Pacheco é sagrado!
Ai as crianças! Pobre as crianças! Protejam as criancinhas!
O Pacheco tem um horror a nus e tem um ânus que é um horror,
jamais ele veria um nu, porque ele é tão impoluto e virgem,
é tão liberal e democrata.

Viva o Pacheco! Viva!

Só sabe o que é a censura o Pacheco e só o Pacheco sabe censurar.


Ele censura dizendo que ninguém sabe o que é censura.
Mas ele, Pacheco, sabe tudo, e sabe censurar,
sobretudo quando diz que sabe o que é a censura.
O Pacheco não é um Mestre, nem um Sábio. Ele é um Oráculo.
As suas palavras falam mais do que aquilo que dizem.
E por isso o Pacheco é belo. É grande. É Luz.

Viva o Pacheco! Viva!


O Pacheco é belo é nu.
O Pacheco nu é mais belo que a Vénus de Milo.
VRRRRRR...BRUMMMM…XIXIXIXIXIX...CUCUCU.
O Pacheco não tem uma erecção, ele tem uma erecção artística.
Queremos ver o Pacheco Nu. Já!
Queremos ver o Pacheco inteiro porque ele é forte
e sabe o que é a censura e nós não.
Queremos ver o Pacheco a urinar na cabeça de outro homem,
enquanto nos fala da história e da social-democracia.
Social-democracia, já!
Queremos o Pacheco, sentir o Pacheco, dormir com o Pacheco.
O Pacheco é a nossa Vénus.
Abaixo a Vénus de Willendorf
Viva a Vénus de Serralves! Viva a Vénus Pacheco
Gorda, Linda, Deusa, Oráculo.

Morram os detractores do Pacheco!


Viva o Pacheco!