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Na Prática da Palavra

13. Advertências quanto às Riquezas

Introdução:

O texto de hoje é uma advertência de Tiago a pessoas ricas. Nele, o autor bíblico diz que os ricos
deveriam chorar e se lamentar, pois uma desgraça cairia sobre eles. Qual a causa disso? Os ricos
estavam acumulando ilicitamente riquezas para si, enquanto os pobres estavam sendo
injustiçados, oprimidos e vivendo em miséria. Isso não estava indiferente aos olhos do Senhor.

As circunstâncias que envolvem esse texto bíblico, certamente, se repetem em nosso contexto
histórico. Em nosso país, pela injustiça e pela corrupção, os ricos têm se tornado, a cada dia, mais
ricos e os pobres mais pobres. Deus não está indiferente a isso. Aliás, para Ele, dinheiro é um
assunto de grande importância. Ele está muito interessado como ganharmos e usamos o dinheiro
e quer nos orientar quanto a isso. Sendo assim, na lição de hoje, apontaremos alguns princípio de
Deus quanto ao dinheiro que estão presentes no texto de Tiago 5.1-6. Que o Senhor fale ao seu
coração.

Desenvolvimento do ensino:

Texto-base: Tiago 5.1-6 (NVI)

Ouçam agora vocês, ricos! Chorem e lamentem-se, tendo em vista a desgraça que
lhes sobrevirá. A riqueza de vocês apodreceu, e as traças corroeram as suas
roupas. O ouro e a prata de vocês enferrujaram, e a ferrugem deles testemunhará
contra vocês e como fogo lhes devorará a carne. Vocês acumularam bens nestes
últimos dias. Vejam, o salário dos trabalhadores que ceifaram os seus campos, e
que vocês retiveram com fraude, está clamando contra vocês. O lamento dos
ceifeiros chegou aos ouvidos do Senhor dos Exércitos. Vocês viveram
luxuosamente na terra, desfrutando prazeres, e fartaram-se de comida em dia de
abate. Vocês têm condenado e matado o justo, sem que ele ofereça resistência.

1. As riquezas e bens deste mundo são perecíveis e passageiros

Tiago diz aos ricos que a riqueza deles apodreceu, que suas roupas foram corroídas pelas traças
e que o ouro e a prata deles enferrujaram (cf. Tg 5.2,3). Isso aponta para o caráter perecível e
passageiro das riquezas e bens deste mundo, ou seja, podemos perder as riquezas e bens que
temos ou podemos vir a ter. Não temos garantia da posse perpétua deles. Sendo assim, não
podemos depositar neles nossa confiança e segurança. Podemos tê-los em mãos hoje e, amanhã,
não. Sendo assim, não devemos investir toda ou o melhor de nossas vidas para conquistá-los.
Disse Jesus, em Mateus 6.19-20: “Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a

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Riquezas
ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros
nos céus, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam”.

1. Você tem consciência do caráter perecível e passageiro das riquezas?


2. Você tem depositado sua confiança e seguranças nas riquezas?
3. Você tem investido toda ou o melhor de sua vida para conquistar riquezas?

2. O desperdício de riquezas e bens é pecado

Os ricos a quem Tiago escreveu tinham muitas riquezas e bens guardados, enquanto os pobres
viviam em miséria. Conforme o primeiro ponto, essas riquezas e bens se perderam, o que se
caracterizou como um grande desperdício. Ao invés de compartilharem um pouco de suas
riquezas e bens com os pobres, de modo que suas necessidades fossem saciadas, os ricos
guardaram-nas egoisticamente para si e elas terminaram por perecer. Por isso, conforme o texto
bíblico, “a ferrugem deles testemunhará contra vocês e como fogo lhes devorará a carne” (Tg 5.3).
Isso queria dizer que aquele desperdício de bens e riquezas era um mal testemunho contra os
ricos, ou seja, era pecado aos olhos de Deus e algo contra o qual ele se levantaria.

1. Você tem desperdiçado riquezas e bens que poderiam saciar as necessidades de outras
pessoas?

3. O acúmulo de riquezas e bens para exclusivo uso próprio é pecado

Os ricos a quem Tiago escreveu estavam acumulando riquezas e bens apenas para o uso próprio.
Diz o texto que eles viviam luxuosamente, desfrutando de prazeres e fartando-se de comida (cf.
Tg 5.5), enquanto os pobres viviam em miséria. Eram pessoas indiferentes e insensíveis às
necessidades dos outros, alem de egoístas. Tiago os exorta quanto a isso, pois, certamente, é
pecado aos olhos de Deus. Através da Parábola do Bom Samaritano (cf. Lc 10.25-37), Jesus
ensina que devemos estar atentos e sensíveis aos necessitados e compartilhar com eles nossos
recursos na medida de suas necessidades.

1. Você tem compartilhado suas riquezas e bens com outras pessoas?

4. A obtenção de riquezas e bens de maneira fraudulenta é pecado

Os ricos a quem Tiago escreveu estavam acumulando riquezas de maneira fraudulenta. Diz o
texto que eles eram empregadores que não estavam pagando os salários devidos a seus
empregados (cf. Tg 5.4). Aos olhos do Senhor, isso era pecado. No livro de Provérbios, há muitas
advertências e conselhos contra práticas fraudulentas. Eis alguns exemplos: “O Senhor detesta
pesos adulterados, e balanças falsificadas não o agradam” (20.23); “Melhor é o pobre íntegro em
sua conduta do que o rico perverso em seu caminho” (28.6).

1. Cite exemplos de fraude no ganhar dinheiro. Eis um exemplo muito comum: fraude no
imposto de renda, seja de pessoa física ou jurídica.
2. Pare e pense: você tem praticado alguma fraude para ganhar dinheiro?

Conclusão e Desafios:

Nesta lição, aprendemos que:

 As riquezas e bens deste mundo são perecíveis e passageiros. Por isso, não devemos
depositar neles nossa confiança e esperança, nem investir neles toda ou o melhor de
nossas vidas;
 O desperdício de bens e riquezas é pecado, ainda mais quando há pessoas necessitadas;

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Riquezas
 O acúmulo de riquezas e bens para exclusivo uso próprio é pecado;
 A obtenção de riquezas e bens de maneira fraudulenta é pecado.

Tendo em vista esses pontos, passe sua vida em revista e veja se você está caminhando
conforme a vontade do Senhor.

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