Anda di halaman 1dari 122

SUMÁRIO

APRESENTAÇÃO 4

I - COROINHAS E ACÓLITOS 5

1.1. AQUELE QUE SERVE COM AMOR 5


1.2. UM JOVEM DEDICADO NA VIDA ECLESIAL 5
1.3. UM MISSIONÁRIO JOVEM PARA JOVENS 6
1.4. UM JOVEM RESPONSÁVEL 6
1.5. UM CONHECEDOR DA LITURGIA 7

II - ASPECTOS DA SANTA MISSA 8

2.1. SACRAMENTO 8
2.2. SACRIFÍCIO 10
2.3. BANQUETE PASCAL 13

III - EFEITOS DA SANTA MISSA E COMO PARTICIPAR DELA 15

3.1. EFEITOS DA SANTA MISSA 15


3.2. COMO PARTICIPAR DA SANTA MISSA 17
3.2.1. AÇÃO DE TODO O CORPO MÍSTICO 17
3.2.2. PARTICIPAÇÃO ATIVA 19

IV - INTRODUÇÃO À LITURGIA: NATUREZA, DEFINIÇÃO E ESPÍRITO DA


LITURGIA E DAS RUBRICAS 23

4.1. DEFINIÇÃO ESSENCIAL 23


4.2. OBJETO DA LITURGIA 23
4.3. SUJEITO DA LITURGIA 24
4.4. FINALIDADE DA LITURGIA 24
4.5. A EXCELÊNCIA DA LITURGIA 25
4.6. SIMBOLISMO 26
4.7. LITURGIA CELESTE 27
4.8. ESPÍRITO DA LITURGIA E DAS RUBRICAS 27

V - OS SANTOS SINAIS: ATITUDES E ELEMENTOS MATERIAIS 30

5.1. ATITUDES LITÚRGICAS 30


5.1.1. DE PÉ 30
5.1.2. GENUFLEXÃO 31
5.1.3. ESTAR DE JOELHOS 31
5.1.4. PROSTRAÇÃO 31
5.1.5. ESTAR SENTADO 31
5.1.6. ESTAR EM SILÊNCIO 32
5.1.7. INCLINAÇÃO 32
5.1.8. OLHOS 32
5.1.9. BEIJO LITÚRGICO 32
5.1.10. ESTENDER E ERGUER AS MÃOS 32
5.1.11. JUNTAR AS MÃOS 33
5.1.12. IMPOSIÇÃO DAS MÃOS 33
5.1.13. BATER NO PEITO 33
5.1.14. SINAL DA CRUZ 33
5.2. ELEMENTOS MATERIAIS 35
5.2.1. A ÁGUA 35
5.2.2. O PÃO 35
5.2.3. O VINHO 36
5.2.4. A LUZ E AS VELAS 36
5.2.5. INCENSO 36
5.2.6. ÓLEO 37
5.2.7. A CINZA 38
5.2.8. O SAL 38

VI - OS SANTOS LUGARES 39

6.1. OS SANTOS LUGARES NA ANTIGUIDADE CRISTÃ 39


6.2. O TEMPLO 39
6.2.1. O NOME DOS EDIFÍCIOS LITÚRGICOS E SEUS TIPOS 39
6.2.2. SACRALIDADE NO TEMPLO 40
6.2.3. DIVISÃO FÍSICA DO TEMPLO 41

VII - TEMPO SAGRADO E VESTES SAGRADAS 46

7.1. TEMPO SAGRADO 46


7.1.1. DIFERENÇA DO ANO CIVIL E ANO LITÚRGICO 46
7.1.2. FINALIDADES DO ANO LITÚRGICO 47
7.2. OS DIAS LITÚRGICOS 47
7.2.1. O DIA LITÚRGICO EM GERAL 47
7.2.2. O DOMINGO 47
7.2.3. AS SOLENIDADES, FESTAS E MEMÓRIAS 48
7.2.4. O CICLO ANUAL 48
7.2.5. O TRÍDUO PASCAL 48
7.2.6. TEMPO PASCAL 48
7.2.7. QUARESMA 48
7.2.8. NATAL 49
7.2.9. ADVENTO 49
7.2.10. COMUM 50
7.2. VESTES SAGRADAS 50

VIII - OBJETOS SAGRADOS 58

8.1. PRINCIPAIS OBJETOS 58


8.2. ALFAIAS 63
8.3. LIVROS SAGRADOS 65
IX - RITO ROMANO: INTRODUÇÃO AS FORMAS E PARTES DO RITO 66

9.1. A EXISTÊNCIA DO RITO 66


9.2. BREVE HISTÓRICO DAS FORMAS DO RITO ROMANO 66
9.3. IGUAL DIGNIDADE 67
9.4. LINGUAGEM E ORIENTAÇÃO LITÚRGICA 68
9.5. PRINCIPAIS PARTES DO RITO 69

X - RITO ROMANO: DA ENTRADA À LITURGIA EUCARÍSTICA 71

10.1. PROCISSÃO DE ENTRADA 71


10.2. SINAL DA CRUZ E SAUDAÇÃO 72
10.3. ATO PENITENCIAL 73
10.4. ABSOLVIÇÃO 74
10.5. SENHOR, TENDE PIEDADE 74
10.6. GLÓRIA 75
10.7. ORAÇÃO DO DIA (COLETA) 75
10.8. LITURGIA DA PALAVRA 76
10.9. HOMILIA 77
10.10. PROFISSÃO DE FÉ (CREDO) 77
10.11. ORAÇÃO UNIVERSAL 78

XI - RITO ROMANO: DA LITURGIA EUCARÍSTICA À BENÇÃO FINAL 79

11.1. OFERTÓRIO 79
11.2. ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS 80
11.3. PREFÁCIO 80
11.4. SANCTUS 81
11.5. ORAÇÃO EUCARÍSTICA 81
11.6. RITO DA COMUNHÃO 85
11.7. RITOS DE CONCLUSÃO 90

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 93

ANEXO I - CERIMONIÁRIOS E DIÁCONOS 98

ANEXO II - USO DO TURÍBULO E DA NAVETA 110

ANEXO III - USO DA MITRA E DO BÁCULO 112

ANEXO IV - CERIMONIAL DA SEMANA SANTA 115


APRESENTAÇÃO

O material ora disponibilizado é destinado a todos aqueles que se dedicam ao


serviço da liturgia católica, em especial aos formadores da Pastoral dos Acólitos e Coroinhas
da Paróquia Mãe Rainha, Arquidiocese de Palmas, Tocantins. A apostila é a compilação dos
textos de doze encontros temáticos estudados por esta Pastoral, onde se buscou transmitir,
de forma gradual, o conhecimento necessário não somente para o serviço, mas também
para a vivência da liturgia em sua plenitude.

As temáticas escolhidas de forma criteriosa possuem diversos graus de dificuldade,


variando desde os mais simples e singelos aos mais complexos, necessitando, portanto, que
exista um acompanhamento daqueles coroinhas mais jovens, a fim de esclarecer as diversas
dúvidas que possam surgir.

A Coordenação da Pastoral dos Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha,


formada pelos membros Gabriel Luan, Wellington Oliveira, José Daniel, Maria José e
Augusto Ranzi, oferece de bom grado o material a todos que dele necessitarem para nortear
as formações e/ou estudos litúrgicos de forma sólida, segura e totalmente baseada nos
ensinamentos e normas da Igreja.

Que todos possam tomar a consciência de que a liturgia é para ser servida e não
para ser manipulada, pois somente o serviço é o único uso legítimo da liturgia.

Aos servos da liturgia, na fidelidade à Santa Igreja.

Palmas, 7 de maio de 2016.

4
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

I Encontro
Coroinhas e acólitos

O coroinha e o acólito é:

1.1. AQUELE QUE SERVE COM AMOR:


• À Jesus
O coroinha serve primeiramente a Jesus Cristo, Nosso Senhor. Não
importa se o padre é legal ou chato, se ele é feio ou bonito, se é grande ou pequeno, se
fala bem ou fala mal, se suas homilias são boas ou ruins, pois o serviço é prestado à
Jesus. Ele foi humilhado, açoitado, coroado de espinhos, crucificado e morto na cruz
por amor a cada pessoa, cada um de maneira especial foi amado por Jesus no Calvário.

O amor é o caminho para seguir a Deus mais de perto.


(Santo Tomás de Aquino)

O sangue de Jesus foi derramado, as mãos e os pés dele foram pregados no


madeiro da cruz, ele gemeu de dor, mas não reclamou nem um segundo, pois o que ele
sofria era por amor a você. É por tudo isso que o coroinha deve amar a Jesus,
retribuindo por meio do serviço do altar.

• À Igreja Católica
Em segundo lugar, o coroinha serve a Igreja Católica, em retribuição do
amor que esta Santa Igreja nos dá, por meio dos sacramentos que nos oferece como
único meio de salvação. Somente por meio da Igreja é possível chegar ao céu, pois os
sacramentos são a porta do paraíso.

Quem crê, adora; quem adora, doa-se sem reserva.


(Santa Savina Petrili)

Servir a Igreja Católica é o também servir a Jesus, pois ela foi fundada por
ele mesmo (Mateus 16, 16-18) sobre o apóstolo Pedro e
seus sucessores, os Papas. A Igreja nos dá a Eucaristia
que é o próprio Senhor, por isso não podemos deixar de
amá-la.

• Ao Sacerdote
Em terceiro lugar, o coroinha serve com amor
ao sacerdote, que deve ser como um pai e um grande
amigo. É necessário ter o sacerdote como um amigo muito
amado, pois ele pode nos dar, através do poder da Igreja,
os sacramentos, em especial a Eucaristia, o maior tesouro
que podemos receber.

1.2. UM JOVEM DEDICADO NA VIDA ECLESIAL:


• Participando dos sacramentos
Um coroinha deve participar o máximo que puder da vida na Igreja, estando
sempre dentro dos movimentos e grupos, mas acima de tudo deve ser um jovem que
participa dos sacramentos, em especial da Santa Missa e da Confissão.

5
• Buscando a santidade
Para servir a Jesus no altar é necessário ter uma vida reta e um sincero
compromisso de buscar a santidade, rezando sempre, obedecendo os
mandamentos, sendo um exemplo para os outros.

1.3. UM MISSIONÁRIO JOVEM PARA JOVENS:


• Atrair jovens para a Igreja
Ninguém melhor para evangelizar um jovem do que outro jovem. Esta é uma
das missões do coroinha: evangelizar os jovens de sua idade. Evangelizar significa
mostrar que é importante ter fé em Deus e segui-Lo com muito amor na Igreja. Convidar
os jovens para ir à Igreja, a participar dos grupos de jovens, grupos de oração, convidar
para participar da Santa Missa, etc.

• Atrair jovens para o serviço do altar


Além de trazer jovens para Igreja, o coroinha tem a missão de evangelizar
também os jovens que já vão à Igreja. Essa evangelização tem como objetivo chamar
jovens para se dedicarem na vida eclesial (vida na igreja), servindo se ela quiser na
Santa Missa como um novo coroinha. Chame seu amigo, sua amiga, seu vizinho, seu
colega de escola para ser coroinha ou acólito. Isso é muito importante e essa missão
Deus espera de você.

1.4. UM JOVEM RESPONSÁVEL:


• Possui cuidado no serviço
O coroinha deve ter o máximo de cuidado com os objetos da igreja, sempre
tratando com carinho as vestes, os vasos sagrados, o altar, o templo, etc. Ao servir
durante a Santa Missa prestar atenção na liturgia e nas funções que ficou escalado para
realizar.
Nos encontros de formação tem que prestar bastante atenção no que está
sendo ensinado para poder não errar na hora de servir, sendo atencioso em tudo o que
foi falado, tirando suas dúvidas quando tiver.

• É zeloso com a sacralidade


É algo importantíssimo, uma das características mais necessárias de um
coroinha. Ele deve estar presente na Missa sempre com devoção, prestando atenção
da liturgia, no altar do Senhor onde acontece o Sacrifício. Não deve ficar conversando,
nem fazer coisa alguma que não possa ser feita na igreja. Não deve ficar brincando,
correndo, nem saindo toda hora. Na igreja não se deve dormir nem comer, pois é um
lugar sagrado.
No momento da Missa sua atenção deve ser o altar! Deve sempre estar
olhando para o crucifixo ou para o altar, ouvindo ou cantando as músicas, meditando
com as canções, em clima de oração e de adoração. A Santa Missa não é festa para se
fazer bagunça!

• Respeita os compromissos
O coroinha é uma criança, um jovem, mas tem muita responsabilidade. É um
jovem que cumpre com seus compromissos. O compromisso que fez a Jesus de
servir a Ele sempre com amor, de estar presente nas formações, nos encontros, nas
Missas mesmo se não estiver servindo.
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

1.5. UM CONHECEDOR DA LITURGIA:


• Sabe o que é a Missa
Ninguém pode amar aquilo que não conhece! O coroinha deve entender o
que se celebra na Santa Missa para poder ama-la de todo o coração, com toda a
sua força. Deve saber que na Santa Missa se realiza o maior de todos os milagres! Na
Santa Missa recebemos toda a graça de Deus, pois recebemos o próprio Deus! Na
Santa Missa somos lavados da nossa miséria, pois o Calvário de Jesus acontece no
altar. As graças do sacrifício de Jesus Cristo são distribuídas na Santa Missa!

• Vive a Missa
O coroinha, sabendo o que é a Missa, deve viver ela como deve ser vivida,
ou seja, com profundo amor! Em espírito de oração! Em espírito de adoração! Em
espírito de louvor devoto! Em espírito de agradecimento! A total concentração no que
acontece é muito importante! A vida do coroinha tem que ser a Santa Missa!

• Explica o significado aos outros


Novamente surge o caráter de missão!
Quem encontra um tesouro deve compartilhar!
Quem encontrou Cristo na Santa Missa não
pode ser egoísta, mas deve dar a oportunidade
a todos de encontrar Nosso Senhor na liturgia. E
isso é feito explicando aos outros como se deve
viver a Missa.

O coroinha é acima de tudo um vocacionado por Deus!

É Deus quem chama, as pessoas são apenas instrumentos de Deus. Foi


Deus que convidou você para servir no altar. Ele queria que você estivesse mais
perto dele, junto do altar onde ele derrama o seu amor por você!
Nunca esqueça que foi Deus quem te chamou! Não decepcione Nosso
Senhor Jesus Cristo!

Ser coroinha na vida, ou seja, onde estiver.

Na sua casa, na escola, no parque, no shopping, na igreja, com os amigos,


fazendo que estiver fazendo, brincando, dançando, estudando, seja coroinha! Seja
coroinha sempre! Isso quer dizer que você deve ser tudo o que falamos em todos
os lugares! Todas as tarefas e características de um coroinha devem estar presentes
sempre na sua vida!

Em Jesus o amor se confunde com o serviço. O serviço de


Jesus é o amor, e o amor dele é o seu serviço!

7
II Encontro
Aspectos da Santa Missa

A Eucaristia é:
• Sacrifício: Esta é a primeira, essencial e mais importante característica. O
Sacrifício da Eucaristia na Missa é substancialmente o mesmo da Cruz.
• Sacramento: É por este meio que o Sacrifício da cruz pode ocorrer todas as
vezes na Santa Missa, e assim recolhemos as graças dele.
• Banquete pascal: Embora esta característica já esteja incluída na palavra
sacramento, ela é vivamente importante e singular. É a comunhão de Cristo,
nossa Páscoa.

2.1. SACRAMENTO

1) O que é o Sacramento da Eucaristia?


A Eucaristia é um Sacramento que, pela admirável transformação de toda a
substância do pão no Corpo de Jesus Cristo, e de toda a substância do vinho no
seu precioso Sangue, contém verdadeira, real e substancialmente o Corpo, Sangue,
Alma e Divindade do mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor, atrás das espécies de pão e
de vinho, para ser nosso alimento, espiritual.

2) Está na Eucaristia o mesmo Jesus Cristo que está no Céu e que nasceu, na terra,
da Santíssima Virgem?
Sim, na Eucaristia está verdadeiramente o mesmo Jesus Cristo que está no Céu e
que nasceu, na terra, da Santíssima Virgem Maria.

3) Por que acredita que no Sacramento da Eucaristia está verdadeiramente Jesus


Cristo?
Eu acredito que no Sacramento da Eucaristia está verdadeiramente presente Jesus
Cristo, porque Ele mesmo disse, e assim ensina a Santa Igreja Católica.

4) O que é a hóstia antes da consagração?


A hóstia antes da consagração é pão de trigo.

5) Depois da consagração, que é a hóstia?


Depois da consagração, a hóstia é o verdadeiro Corpo de Nosso Senhor Jesus
Cristo, debaixo das espécies de pão.

6) O que está no cálice antes da consagração?


No cálice, antes da consagração, está vinho com algumas gotas de água.

7) Depois da consagração, o que tem no cálice?


Depois da consagração, há no cálice o verdadeiro Sangue de Nosso Senhor Jesus
Cristo, debaixo das espécies de vinho.

8) Quando se faz a mudança do pão no Corpo, e do vinho no Sangue de Jesus


Cristo?
A mudança do pão no Corpo, e do vinho no Sangue de Jesus Cristo, ocorre no ato em
que o sacerdote, na santa Missa, fala as palavras da consagração.
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

9) O que é a consagração?
A consagração é a renovação, por meio do sacerdote, do milagre operado por Jesus
Cristo na última Ceia, quando mudou o pão e o vinho no seu Corpo e no seu Sangue
adorável, por estas palavras: Isto é o meu Corpo; este é o meu Sangue.

10) Como é chamada pela Igreja a milagrosa transformação do pão e do vinho no


Corpo e no Sangue de Jesus Cristo?
A milagrosa conversão, que todos os dias ocorre sobre os nossos altares, é chamada
pela Igreja transubstanciação.

11) Depois da consagração não fica ainda alguma coisa do pão e do vinho?
Depois da consagração ficam só as espécies (cor, cheiro, gosto...) do pão e do vinho.

12) O que são as espécies do pão e do vinho?


Chamamos de espécies a quantidade e as qualidades sensíveis do pão e do vinho,
como a figura, a cor, o sabor.

13) Atrás das espécies de pão está só o Corpo de Jesus Cristo, e debaixo das
espécies de vinho está só o seu Sangue?
Tanto debaixo das espécies de pão, corno debaixo das espécies de vinho, está Jesus
Cristo vivo e todo inteiro com seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade. Ou seja, comungar
apenas a espécie de pão é o mesmo que comungar Jesus todo, em Corpo, Sangue,
Alma e Divindade, e se comungarmos somente bebendo do cálice estaremos
comungando Jesus todo, em Corpo, Sangue, Alma e Divindade.

14) Pode me dizer por que tanto na hóstia como no cálice está Jesus Cristo todo
inteiro?
Tanto na hóstia como no cálice está Jesus Cristo todo inteiro, porque Ele está na
Eucaristia vivo e imortal assim como no céu; por isso onde está o seu Corpo, está
também o seu Sangue, sua Alma e sua Divindade; e onde está seu Sangue está também
seu Corpo, sua Alma e sua Divindade, pois tudo isto é inseparável em Jesus Cristo.

15) Quando Jesus está na hóstia, deixa de estar no Céu?


Quando Jesus está na hóstia não deixa de estar no Céu, mas está ao mesmo tempo
tanto no Céu como no Santíssimo Sacramento da Eucaristia.

16) Jesus Cristo está presente em todas as hóstias consagradas do mundo?


Sim, Jesus está presente em todas as hóstias consagradas.

17) Está Jesus Cristo tanto numa hóstia grande como numa partícula pequenina de
uma hóstia?
Tanto numa hóstia grande, como na partícula (pedacinho) de uma hóstia, está
sempre o mesmo Jesus Cristo.

18) Por que motivo se guarda nas igrejas a Santíssima Eucaristia?


Guardamos nas igrejas a Santíssima Eucaristia para ser adorada pelos fiéis, e levada
aos doentes, quando for necessário.

19) Deve-se adorar a Eucaristia?


A Eucaristia deve ser adorada por todos, porque Ela contém verdadeira, real e
substancialmente o mesmo Jesus Cristo Nosso Senhor.
(Extraído do Catecismo Maior, parágrafos 594-619, linguagem adaptada)

9
Nota:
Todas as coisas possuem 'substância' e 'acidente' (também chamada de
'aparência' ou 'espécie' para o caso da Eucaristia). Normalmente com o
passar do tempo a aparência (espécie) vai mudando, mas a substância
permanece sempre a mesma, por exemplo, uma pessoa tem substância
e uma aparência, com o passar do tempo a aparência muda, mas a
substância não, pois continua sendo a mesma pessoa desde que era
criança. A diferença está na aparência apenas. No caso da Eucaristia
ocorre algo semelhante, mas o contrário. O que muda é a substância e
a aparência permanece. Depois da consagração a hóstia é Jesus Cristo,
mesmo parecendo pão, cheirando pão e tendo gosto de pão, pois isso
tudo é apenas a aparência (espécie); e o mesmo ocorre com o vinho.

2.2. SACRIFÍCIO

1) Deve considerar-se a Eucaristia somente como Sacramento?


A Eucaristia não é somente um Sacramento; é também o sacrifício
permanente da Nova Lei, que Jesus Cristo deixou à Igreja, para ser oferecido a Deus
pelas mãos dos seus sacerdotes.

2) Como se chama este sacrifício da Nova Lei?


Este sacrifício da Nova Lei chama-se a santa Missa.

3) O que é então a santa Missa?


A santa Missa é o sacrifício do
Corpo e do Sangue de Jesus Cristo,
oferecido sobre os nossos altares, debaixo
das espécies de pão e de vinho, em
memória do sacrifício da Cruz.

4) Quem oferece a Deus o Santo


Sacrifício da Missa?
O primeiro e principal oferente do
Santo Sacrifício da Missa é Jesus Cristo, e
o sacerdote é o ministro que em nome de
Jesus Cristo oferece este sacrifício ao
Eterno Padre. Portanto, que oferece e
celebra o Sacrifício da Missa é o próprio
Jesus Cristo.

5) Para quem se oferece o Santo


Sacrifício da Missa?
O Santo Sacrifício da Missa oferece-se só a Deus. A Missa em si é
celebrada para Deus, primeiramente, e depois para santificação do povo.
(Extraído do Catecismo Maior, parágrafos 649-660, linguagem adaptada)

A Santa Missa é o Sacrifício do Corpo e Sangue de Jesus Cristo, oferecido


no altar, sob as espécies de pão e vinho, para eternizar o sacrifício do Calvário e
nos dar seus merecimentos.
Há aproximadamente 2000 anos que Jesus morreu na cruz para nos livrar
do pecado e do inferno. Pois o sacrifício da Missa é a continuação, o
prolongamento do sacrifício do Calvário, só com esta diferença: que o sacrifício
da cruz foi cruento (sangrento) e o da Missa é incruento (não-sangrento), ou seja,
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

na cruz o sangue da vítima (Cristo) foi derramado realmente e na Missa esse


derramamento é místico e representativo.
O valor da Missa é infinito, ou seja, uma única Missa vale mais do que
todos as orações e penitências dos santos, todos os trabalhos dos apóstolos,
todos os ardores dos anjos, já que oferecemos a Deus uma homenagem consagrada
pela divindade de seu próprio Filho e que sobre o altar Deus se torna ele mesmo
o adorador de Deus.
Assim, uma única Missa seria suficiente para salvar todos os homens e
libertar do purgatório todas as almas, se o homem pudesse receber toda a graça
dela.
Você quer adorar e agradecer a Deus como Ele merece, alcançar o perdão
e as graças necessárias? Quer amar a Deus? Então assiste devotamente a Santa
Missa.
(Extraído do livro O pequeno missionário, p.
31-33, linguagem adaptada)

O sacrifício do altar não é


uma pura e simples comemoração
da paixão e morte de Jesus Cristo,
mas é um verdadeiro e próprio
sacrifício, no qual, imolando-se (se
sacrificando) incruentamente (sem
derramamento de sangue), o sumo
Sacerdote Jesus Cristo faz o mesmo
que fez uma vez sobre a cruz,
oferecendo-se todo ao Pai.
Jesus Cristo é ao mesmo
tempo a vítima do sacrifício (ele é o cordeiro de Deus) como o sacerdote que oferece
o sacrifício a Deus Pai.
Idêntico, pois, é o sacerdote, Jesus Cristo, cuja sagrada pessoa é
representada pelo seu sacerdote. Este, pela consagração sacerdotal recebida,
assemelha-se ao sumo Sacerdote Jesus Cristo e tem o poder de agir em virtude e
na pessoa do próprio Cristo; por isso, com sua ação sacerdotal, de certo modo,
"empresta a Cristo a sua língua, e lhe oferece a sua mão".
(Extraído da Encíclica Mediator Dei, parágrafos 59-63, linguagem adaptada)

Quando a Igreja celebra a Eucaristia, memorial da morte e ressurreição do


seu Senhor, este acontecimento central de salvação torna-se realmente
presente e «se realiza também a obra da nossa redenção (salvação)». Este
sacrifício é tão decisivo para a salvação da humanidade que Jesus Cristo o realizou
e só voltou para o céu depois de nos ter deixado uma maneira para participarmos
dele como se nós estivéssemos presentes no dia sua morte na cruz. O que mais
poderia Jesus ter feito por nós? Verdadeiramente, na Eucaristia demonstra-nos um
amor levado até ao «extremo» (cf. Jo 13, 1), um amor sem medida.
A Igreja vive continuamente do sacrifício redentor (salvador), e tem acesso
a ele não só através duma lembrança cheia de fé, mas também com um contato
atual, porque este sacrifício volta a estar presente, perpetuando-se,
sacramentalmente, em cada comunidade que o oferece pela mão do sacerdote.
Deste modo, a Eucaristia aplica aos homens de hoje a reconciliação obtida de uma
vez para sempre por Cristo para humanidade de todos os tempos.
Consequentemente, «o sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único
11
sacrifício». Portanto, a natureza sacrificial do mistério eucarístico não pode ser
entendida como algo isolado, independente da cruz ou com uma referência apenas
indireta ao sacrifício do Calvário.
(Extraído da Encíclica Ecclesia de Eucharistia, parágrafos 11-12, linguagem
adaptada)

A Santa Missa é um sacrifício tão santo, o mais augusto e excelente de


todos. A principal riqueza do santo Sacrifício da Missa é que ele é o mesmo sacrifício
oferecido no Calvário sobre a Cruz. Observe que na Missa não se faz apenas uma
representação (como se fosse um teatro) ou uma simples memória (como se
fosse apenas uma lembrança) da Paixão e Morte do nosso Salvador Jesus
Cristo. O mesmo que antes se realizou no Calvário, na Missa se realiza novamente:
tanto que se pode dizer que em cada Santa Missa nosso Redentor Jesus Cristo
morre por nós misticamente, sem morrer na realidade, estando ao mesmo tempo
vivo e sacrificado (Apocalipse 5, 6).
Ora, me diz sinceramente se, quando você vai à Igreja para assistir a Santa
Missa, você pensa bem que vai ao Calvário assistir à morte do Redentor, o que diria
alguém que te visse chegar numa atitude pouco modesta (indigna)? Se Maria
Madalena fosse ao Calvário e se ajoelhasse diante de Jesus crucificado vestida
quase nua, perfumada e arrumada como uma prostituta certamente seria criticada!
E o que se dirá de ti se for à Santa Missa como se fosse a uma festa mundana?
O que aconteceria, principalmente se você profanasse este ato tão santo
(que é a Missa), com gestos, risadas, cochichos (conversinhas), encontros
sacrílegos?
Que tesouro imenso! Que mina de preciosas riquezas possuímos na Igreja
de Deus! Felizes de nós se pudéssemos assistir devotamente a todas as Santas
Missas! Que acúmulo de merecimentos juntaríamos! Que fartura de graças nesta
vida, e que grau de glória na outra nos proporcionará a devota e amorosa assistência
a tantas Santas Missas!
O que me diz agora? Ousará ainda assistir à Santa Missa, sempre sentado,
tagarelando, olhando para um e outro lado? Como é possível permanecer diante do
altar com o espírito distraído e o coração dissipado, num momento em que os
Anjos e os Santos se meditam em admiração diante de tão maravilhosa obra!
(Extraído do livro as Excelências da Santa Missa, p.6-11, linguagem adaptada)

"O nosso Salvador instituiu na última Ceia, na noite em que foi entregue, o
Sacrifício eucarístico do seu Corpo e do seu Sangue para perpetuar pelo
decorrer dos séculos, até Ele voltar, o Sacrifício da cruz, confiando à Igreja, sua
esposa amada, o memorial da sua morte e ressurreição: sacramento de piedade,
sinal de unidade, vínculo de caridade, banquete pascal em que se recebe Cristo, a
alma se enche de graça e nos é concedido o penhor da glória futura."
(Extraído do Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium, n.47,, linguagem adaptada)

A Eucaristia é um sacrifício porque re-presenta (torna presente) o Sacrifício


da Cruz, porque dele é memorial e porque aplica seus frutos: Cristo, nosso Deus e
Senhor, ofereceu-se a si mesmo a Deus Pai uma única vez, morrendo como
intercessor sobre o altar da cruz, a fim de realizar por eles (os homens) uma
redenção eterna. O sacrifício de Cristo e o sacrifício da Eucaristia são um único
sacrifício.
(Extraído do Catecismo da Igreja Católica, n. 1366-7a, linguagem adaptada)
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

O Sacrifício da Missa tem como objetivo a adoração, a ação de graças, a


súplica e a satisfação dos pecados.
• Adoração: O adorador cala-se, oculta-se, apaga-se, abisma-se na
presença d'Aquele que adora, reconhecendo a soberania de Deus,
que é dono de tudo o que existe. Na Missa deve-se conservar
sempre uma atitude adoradora. Essa característica recebe o nome
de sacrifício latrêutico.
• Ação de graças: Uma graça recebida deve ser agradecida. A Santa
Missa é a maior graça que podemos receber, pois nela recebemos
não somente a graça, mas também o autor da graça que é Jesus
Cristo, em comunhão. Além de ter o dever de agradecer por receber
as graças do Sacrifício da Cruz e tornado presente no altar em nosso
favor. Essa característica recebe o nome de sacrifício eucarístico.
• Súplica: O homem é incapaz de alcançar as graças de Deus por
seus próprios méritos, por isso, deve pedir a Deus que dê todas as
graças necessárias. Essa característica recebe o nome de sacrifício
impetratório.
• Satisfação dos pecados: O homem ao se apresentar diante de
Deus que é santidade infinita sente que sua alma está manchada
pelo pecado, que tantas vezes pecou. Deus nos amou tanto que nos
deu seu Filho único para morrer em nosso favor, mas nós o
magoamos com nossos pecados. Por tudo isso, o Sacrifício da Missa
tem como objetivo também apagar essa mancha do pecado em nós.
Essa característica recebe o nome de sacrifício expiatório ou
propiciatório.
(Extraído do Catecismo Maior, Curso de Liturgia Romana de Dom Antônio
Coelho, linguagem adaptada)

2.3. BANQUETE PASCAL

Como falei anteriormente, essa parte já está subtendida no significado de


Sacramento, mas como a participação no sacramento não está ligada
obrigatoriamente com a comunhão, decidi que seria importante adicionar esta seção
para destacar a importância da sagrada comunhão eucarística.

Só por amor se deve receber Nosso Senhor Jesus Cristo na


Eucaristia, já que só por amor Ele se dá a nós.
(São Francisco de Sales)

A santa comunhão pertence à integridade do sacrifício, e à participação


nele por meio da recepção do augusto sacramento; e enquanto é absolutamente
necessária ao ministro sacrificador, aos fiéis é vivamente recomendável.

Podemos participar do sacrifício também pela comunhão sacramental, por


meio do banquete do pão dos anjos, a mãe Igreja, para que com mais força
"possamos sentir em nós continuamente o fruto da redenção" repete a todos os seus
filhos o convite de Cristo Senhor: "tomai e comei... fazei isto em minha memória". O
concílio de Trento insiste "que em todas as missas os fiéis presentes participem não
só espiritualmente, mas ainda sacramentalmente da eucaristia, para que recebam
mais abundante o fruto deste sacrifício".
Queira Deus que os fiéis, mesmo todos os dias se o puderem, participem
não só espiritualmente do sacrifício divino, mas ainda da comunhão do augusto

13
sacramento, recebendo o corpo de Jesus Cristo, oferecido por todos ao Pai Eterno.
Que as crianças e jovens se aproximem dos altares para oferecer ao Redentor divino
Jesus Cristo a sua inocência e o seu entusiasmo.
(Extraído da encíclica Mediator Dei, n. 100-6, linguagem adaptada)

Por meio do sacramento da eucaristia, Cristo fica em nós


e nós ficamos em Cristo. (Papa Pio XII)

A sagrada Comunhão une-nos a CRISTO; pois JESUS diz: “Aquele que


comer a minha carne e beber o meu Sangue permanece em mim e eu nele.” A
sagrada Comunhão conserva a vida da alma: prevenindo do pecado mortal. Porque
Nosso Senhor diz: “Quem comer deste pão viverá eternamente.”
Para receber as graças é necessário se preparar de maneira correta antes
da sagrada Comunhão por meio de uma santa confissão e jejuar no mínimo uma
hora antes da Comunhão; nos vestir com decência (modéstia) e rezar com
muita devoção.
(Extraído do livro as Excelências da Santa Missa, p.91-2, linguagem adaptada)

Ninguém se atreva a comer a carne de JESUS CRISTO antes de


ter adorado Ela!
(Santo Agostinho)
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

III Encontro
Efeitos da Santa Missa e como participar dela

3.1. EFEITOS DA SANTA MISSA

NOTA: Observe-se que nessa seção ao se falar de “efeito” referimos


àquelas graças que poderão ser infusas no fiel, diferentemente do
termo corrente e já consagrado na bibliografia que relaciona a palavra
“efeito” com as finalidades do Sacrifício da Missa, isto é, adoração,
expiação, louvor e ação de graças, conforme visto no II encontro.

Já compreendemos que a Santa Missa possui um valor infinito, pois é o


próprio Deus que se dá por nós, que e imola pelas almas. Sendo o próprio Deus que
por nós se sacrificou na cruz, e este sacrifício é atualizado na Santa Missa, também
é infinito os bens que podemos alcançar. Em um único Ato (sua morte) Jesus
nos concedeu a maior das graças, a salvação, e todas as demais, por isso, em uma
única Missa poderemos receber todas as graças. Em única Missa está presente toda
a graça existente, pois a Missa é uma graça infinita.

Entenda bem, querido amigo, em uma única Missa poderemos alcançar


todas as graças. Mas é necessário fazer um alerta. Para que possamos receber tais
bênçãos é necessário que tenhamos uma disposição interior, ou seja, é
necessário que estejamos preparados, interior e exteriormente, e que participemos
da Missa de forma digna e santa. Dessa participação falaremos mais à frente.

A Santa Missa compendia toda as graças e embora possamos receber


estas graças sem pedir, pois Deus sabe o que precisamos, é muito importante que
peçamos, que supliquemos aquelas maravilhas de Deus. Ele mesmo nos
ensinou que quem pedir irá receber, quem procurar encontrará e quem bater ser-
lhes-á aberto. Portanto, não esqueça! Suplique e peça a Deus os bens que
necessita.

A Santa Missa nos alcança todas as graças espirituais e os bens que se


relacionam com a alma, como a contrição por nossos pecados, a vitória sobre
as tentações, sejam vindas de fora (más companhias e do demônio), sejam
produzidas no interior pelas revoltas da carne.
(Extraído do livro as Excelências da Santa Missa, p.28, linguagem adaptada)

São Leonardo nos explica que o principal fruto da Santa Missa são as
graças espirituais, ou seja, aquelas que irão nos ajudar na nossa salvação, como
o arrependimento dos nossos pecados, o livramento das tentações, etc. Ela nos
preserva da maldade e nos ajuda a caminhar na santidade. Nas nossas fraquezas
será a nossa força, na escuridão será a luz a iluminar o caminho, na queda será o
braço amigo a nos levantar e nos momentos de desespero será o porto-seguro.

A Missa obtém os socorros de graça, tão necessários para nos levantarmos


depois de uma queda, para permanecermos de pé e avançarmos nos caminhos de
DEUS. Por ela nos veem muitas inspirações boas e santas e forças que nos ajudam
a sacudir a tibieza e nos excitam a agir com mais fervor, com uma vontade mais
generosa e uma intenção mais pura e reta; e por isso mesmo, nos dá um tesouro
inestimável, pois todos esses meios são muito eficazes para alcançar de DEUS a

15
graça da perseverança e penitência final, de que depende a nossa salvação
eterna...
(Extraído do livro as Excelências da Santa Missa, p.29, linguagem adaptada)

E não pense que as graças da Santa Missa se restringem aos bens


espirituais. Ela poderá nos dá graças temporais (materiais) se elas nos ajudarem
na nossa salvação. Deus sabe o que precisamos!

Além disso, a Santa Missa nos obtém todos os bens temporais, contanto
que concorram à salvação da alma, por exemplo, a saúde, a abundância, a paz, e
nos livra dos males, por exemplo: epidemias, terremotos, guerras, fomes,
perseguições, processos, inimizades, miséria, calúnias, injustiças, etc.
(Extraído do livro as Excelências da Santa Missa, p.29, linguagem adaptada)

Não duvide desta verdade, amigo meu. Por acaso não foi o próprio Deus
que nos disse que quem oferecer um copo d'água, em seu nome, terá sua
recompensa? Um simples copo d'água oferecido! E nós, o que fazemos na Santa
Missa? Oferecemos, através do sacerdote, o próprio Jesus Cristo, Hóstia pura
e imaculada. Que maior oferecimento poderia ser feito à Deus que o próprio Deus,
em sacrifício? Ele certamente irá nos recompensar por esse infinito oferecimento
(oblação)!
Você já parou para pensar em quantos males poderia ter ocorrido com você
e não ocorreram? Hoje, poderia nem estar vivo. Você dormiu e acordou, ligou
aparelhos eletrônicos e não pegou choque, comeu e não passou mal, andou pela
rua e não sofreu acidente, etc. Isso é graça de Deus! Livramento de Deus! Quem
sabe esse livramento não te foi dado por causa da última Missa que participou!

"Oh! Quantas vezes DEUS não vos livrou da morte, ou, pelo menos, de
numerosos e graves perigos, graças às Santas Missas a que tiverdes assistido!"
(Extraído do livro as Excelências da Santa Missa, p.31, linguagem adaptada)

Sim! Pela Santa Missa poderemos ganhar muito mais graças do que se
fizéssemos as maiores obras.

São Bernardo diz que se ganha mais assistindo a uma única Santa
Missa (se considerar seu valor em si mesma) do que distribuindo a fortuna aos
pobres e peregrinando a todos os santuários mais famosos da Terra. Ó tesouro
incalculável da Santa Missa! Compreendei bem esta verdade: podemos merecer
mais assistindo ou celebrando uma só Santa Missa, se a considerarmos em si
mesma e em todo o seu valor intrínseco, do que se distribuíssemos nossa fortuna
aos pobres, e em seguida partíssemos a percorrer o Mundo como peregrinos,
visitando com a maior das devoções os santuários de Jerusalém, Roma,
Compostela, Loreto, etc.
(Extraído do livro as Excelências da Santa Missa, p.32, linguagem adaptada)

Eu queria subir no alto das montanhas mais altas e de lá gritar: Povo louco,
povo perdido, o que estão fazendo? Por que não correis para as Igrejas para lá
assistir a todas as Santas Missas que puderdes? Por que não imitais os santos
Anjos, que segundo São Crisóstomo, descem do Céu em legiões, quando se
celebra a Santa Missa, e se mantêm diante de nossos altares, velando-se com as
asas em sinal de profundo respeito? Esperam o momento bendito da Santa Missa a
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

fim de, com mais sucesso, intercederem por nós, pois sabem muito bem que é essa
a ocasião mais ideia para nos alcançarem as graças celestes.
(Extraído do livro as Excelências da Santa Missa, p.34, linguagem adaptada)

Veja o testemunho pessoal de São Pedro Damião:

Anda criança ele perdeu o pai e foi levado para a casa de um dos irmãos,
que o tratava com muita desumanidade a ponto de deixá-lo andar descalço, em
trapos e lhe faltando tudo. Aconteceu que um dia o menino achou na rua uma
moeda qualquer. Pense na sua alegria e como pensou que tinha achado um tesouro.
Mas ele ficou pensando em que iria gastar! A pobreza sugeria a ele mil projetos. Por
fim, depois de refletir longamente, decidiu dar o dinheiro a um sacerdote para que
celebrasse uma Santa Missa pelas santas almas do Purgatório. Podeis acreditar:
desde então a fortuna mudou para ele. Ele foi recolhido por outro dos irmãos, mais
bondoso, que o amou como um filho lhe deu boas roupas, o enviou à escola,
ajudando para que ele se tornasse esse grande homem e grande Santo que
conhecemos.
(Extraído do livro as Excelências da Santa Missa, p.36, linguagem adaptada)

No testemunho podemos aprender que a Missa poderá nos dá as graças


que nos forem necessárias. Aprendemos também que é muito importante oferecer
a Missa pelas pessoas que estão no purgatório, pois a graça da Missa poderá livra-
los desse estado e os levar para o Céu.
Portanto, não esqueça: A Santa Missa é a chave de ouro do Paraíso, pois
ela contém todas as graças!

3.2. COMO PARTICIPAR DA SANTA MISSA

A Santa Missa é o maior ato de culto da Igreja, por ser uma ação do próprio
Cristo. É Cristo o ator principal e é por isso que todos devem entrar neste mistério,
nessa ação sagrada. Todo o Povo de Deus deve entrar nesta ação, porque é um
Povo sacerdotal por fazer parte do Corpo místico de Cristo que é sacerdotal; além
disso, esse entrar deve ser ativo, uma participação ativa.

3.2.1. Ação de todo o Corpo Místico

Uma das realidades em que mais se insiste é que a Missa é uma ação
eclesial, o encontro da comunidade cristã com a pessoa e obra redentora de Cristo.
Os fieis exercem seu sacerdócio principalmente na Missa. Sua participação externa
e, sobretudo, interna é uma exigência da Missa. A Missa é o sacrifício de Cristo
total, cabeça e membros.
(Padre Manuel Garrido Bonano, extraído do Curso de liturgia romana, p. 296, linguagem
adaptada)

É importante notar que o Santo Sacrifício da Missa por ser uma ação
eclesial, o respeito pelas normas litúrgicas é fundamental. O culto é regulado para
que possamos entrar, verdadeiramente, dentro de algo maior, daquela liturgia que
nos excede, que não é criação nossa. É uma participação onde o meu "eu" entra
dentro do "nós" da Igreja universal, celebrando o mesmo mistério eucarístico, a
mesma ação sagrada.

17
Essa universalidade e abertura fundamental, que é própria de toda a liturgia,
é uma das razões pelas quais essa não se pode ser idealizada ou modificada pela
comunidade individual ou por especialistas, mas deve ser fiel às formas da Igreja
universal.
(Papa Bento XVI, Catequese na Praça São Pedro, 3 de outubro de 2012)

Irmãos, pela misericórdia de Deus, peço que ofereçais os vossos corpos


como sacrifício vivo, santo e agradável a Deus. Este é o vosso culto autêntico.
(Romanos 12, 1)

Orai, irmãos, para que o meu e o vosso sacrifício sejam aceitos junto a
Deus-Pai onipotente.
(Oração do ofertório, Missal Romano, p. 403)

Convém recordar, antes de tudo, que


o Santo Sacrifício da Missa é o ato de culto
por excelência. Nela todos os fiéis, não
somente oferecem juntamente com o
sacerdote o Santo Sacrifício, mas também
são oferecidos de uma maneira habitual e
implícita, enquanto são membros do Corpo
místico de Cristo. Mas, além disso, alguns
concorrem atualmente ao oferecimento do
Sacrifício, e ainda a sua externa celebração.
Que os fiéis ofereçam juntamente com o
sacerdote o Santo Sacrifício, e que estejam
unidos com ele em suas orações, a liturgia
nos ensina repetidas vezes, especialmente
no Ordinário da Santa Missa. Como bastante
facilidade nos convencemos desta união do
celebrante com os assistentes se nos
fixarmos em que quase sempre fala, não em
nome próprio, mas nos dos fiéis. Os fieis não
somente oferecem, junto e através do
sacerdote, mas também eles mesmos são
oferecidos. Assim nos diz Santo Agostinho:
"O sacrifício visível é um sinal sagrado do sacrifício invisível". Se a Igreja e os fiéis
são os que oferecem o Santo Sacrifício, também podemos considerar que eles
mesmos são verdadeiramente oferecidos em união com Cristo. Esta verdade
importantíssima e luminosa é explicada, de maneira muito bela, por Santo
Agostinho: "Toda a cidade redimida, ou seja, a congregação e a sociedade dos
santos, como é oferecida à Deus como sacrifício universal por meio do grande
Sacerdote, o qual também se ofereceu a si mesmo na Paixão, por nós, a fim de que
fossemos corpo de uma tão excelsa Cabeça, segundo a natureza de servo. A esta
ofereceu, nesta foi oferecido, já que, segundo ela, é Mediador, é Sacerdote e é
Sacrifício. Este é o sacrifício dos cristãos: muitos formam um corpo em Cristo. E isto
é também o que pratica frequentemente a Igreja por meio do Sacramento do altar,
bem conhecido dos fiéis, no qual se demonstra que naquilo que oferecem, eles
mesmos são oferecidos.”
(Padre Alfonso Gubianas, extraído de Nociones elementales de Liturgia, p. 133, linguagem
adaptada)
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

NOTA: O povo de Deus, Corpo místico de Cristo, é sacerdotal,


portanto, os fiéis também são sacerdotes. No entanto, deve-se
observar que existe diferenças entre o sacerdócio do presbítero (padre)
e dos fieis leigos. Ao sacerdócio do presbitério se chama 'ministerial'
ou 'hierárquico', enquanto que dos fieis leigos chama-se 'comum'.

"Tanto o sacerdócio comum dos fiéis como o sacerdócio ministerial ou


hierárquico ordenam-se um ao outro, embora se diferenciem na
essência e não apenas em grau, pois ambos participam, cada qual a
seu modo, do único sacerdócio de Cristo. O sacerdócio ministerial tem
a sua raiz na sucessão apostólica e é dotado de um poder sagrado que
consiste na faculdade e na responsabilidade de agir na pessoa de
Cristo Cabeça e Pastor. O sacerdócio ministerial é, portanto,
necessário à própria existência da comunidade como Igreja. Com
efeito, se na comunidade vem a faltar o sacerdote, ela fica privada do
exercício e da função sacramental de Cristo Cabeça e Pastor,
essencial para a própria vida da comunidade eclesial." (Congregações
Vaticanas, Instrução sobre a colaboração dos fieis leigos no Sagrado
ministério dos sacerdotes)

O sacerdócio dos fieis é um sacerdócio místico e espiritual, mas este


sentido é verdadeiro sacerdócio.
(Padre Alfonso Gubianas, extraído de Nociones elementales de Liturgia, p. 131, linguagem
adaptada)

3.2.2. Participação ativa

Primeiramente devemos persuadir-nos de que os fiéis, por formarem parte


do Corpo místico de Jesus Cristo que é a Igreja, não devem contentar-se com ser
meros expectadores dos atos de culto, ou seja das funções litúrgicas.
(Padre Alfonso Gubianas, Nociones elementales de Liturgia, p. 130, linguagem adaptada)

Esta participação ativa pode ser dividida, para melhor compreensão, em


duas partes, a interna e a externa. Ambas as formas são necessárias e uma serve
à outra. Sem a participação interior os atos externos tornam-se vãos, meros gestos
mecânicos, enquanto que sem a participação exterior, os atos internos não passam
de puro sentimentalismo e devocionismo em seu individualismo, o "eu" não é
inserido no grande "nós" da Igreja.

A. Participação interna

Quando falamos sobre os frutos da Santa Missa citamos que para que o fiel
possa receber as graças deverá ter uma disposição interior durante a celebração.
Pois bem, a disposição interior poderá ser resumida em: estar em estado de graça
(ausência de pecados mortais) e participação interior durante a celebração.
Através da Igreja, aprenderemos em que consiste esta participação interior.

É necessário que os fiéis celebrem a Liturgia com retidão de espírito, unam


a sua mente às palavras que pronunciam, cooperem com a graça de Deus, não
aconteça de a receberem em vão. Por conseguinte, devem os pastores de almas
vigiar por que não só se observem, na ação litúrgica, as leis que regulam a

19
celebração válida e lícita, mas também que os fiéis participem nela consciente,
ativa e frutuosamente.
(Vaticano II, Sacrosanctum Concilium, n. 11)

A participação ativa interior é aquela onde o fiel se une ao sacerdote nas


orações e, com ele e através dele, oferece a Deus o Cordeiro santo e imaculado,
Jesus Cristo, na Santa Missa. Não somente isto, oferece a si mesmo em oblação e
sacrifício, unindo-se ao próprio Cristo que se sacrificou.

É necessário que todos os fiéis tenham por seu principal dever e suma
dignidade participar do santo sacrifício eucarístico, não com assistência passiva,
negligente e distraída, mas com tal empenho e fervor que os ponha em contato
íntimo com o sumo sacerdote, como diz o Apóstolo: "Tende em vós os mesmos
sentimentos que Jesus Cristo experimentou", oferecendo com ele e por ele,
santificando-se com ele.
(Papa Pio XII, Mediator Dei, n. 73)

Alimentai em vós os mesmos sentimentos que existiram em Jesus


Cristo "exige de todos os cristãos que reproduzam em si, enquanto está em poder
do homem, o mesmo estado de alma que tinha o divino Redentor quando fazia o
sacrifício de si mesmo, a humilde submissão do espírito, isto é, a adoração, a
honra, o louvor e a ação de graças à majestade suprema de Deus; requer, além
disso, que reproduzam em si mesmos as condições da vítima: a abnegação de si
conforme os preceitos do evangelho, o voluntário e espontâneo exercício da
penitência, a dor e a expiação dos próprios pecados. Exige, em uma palavra, a
nossa morte mística na cruz com Cristo, de modo que possamos dizer com Paulo:
"Estou crucificado com Cristo na cruz".
(Papa Pio XII, Mediator Dei, n.74)

Todos os elementos da
liturgia tendem, pois, a
reproduzir em nossa alma a
imagem do divino Redentor
através do mistério da cruz,
segundo a palavra do apóstolo
das gentes: "Estou cravado com
Cristo na cruz e vivo, não mais
eu, mas é Cristo que vive em
mim". Por isso nos tornamos
hóstia junto com Cristo para a
maior glória do Pai.
(Papa Pio XII, Mediator Dei, 92)

Se somos o Corpo místico de Cristo devemos ter os mesmos sentimentos


de Cristo, aqueles sentimentos que Ele mesmo experimentou. Estar presente com
espírito de humildade, adoração, honra, louvor, ação de graças, renúncia de si
mesmo, espírito de penitência, arrependimento dos pecados cometidos...
quando tudo isto for alcançado poderemos dizer, como São Paulo, que já não somos
nós mesmos, mas é o próprio Cristo vivendo em nós. E como alcançaremos
tamanhas virtudes? O Papa nos ensina que devemos entrar na escola dos santos,
pois deles aprenderemos, verdadeiramente, a amar Jesus na Santa Missa.
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

Vamos à escola dos Santos, grandes intérpretes da verdadeira piedade


eucarística. Neles, a teologia da Eucaristia adquire todo o brilho duma vivência,
«contagia-nos» e, por assim dizer, nos «abrasa». Ponhamo-nos sobretudo à escuta
de Maria Santíssima, porque n'Ela, como em mais ninguém, o mistério eucarístico
aparece como o mistério da luz. Maria está presente, com a Igreja e como Mãe da
Igreja, em cada uma das celebrações eucarísticas. Na Eucaristia, a Igreja une-se
plenamente a Cristo e ao seu sacrifício, com o mesmo espírito de Maria.
(Papa São João Paulo II, Ecclesia de Eucharistia, n.62)

Eis o meio mais adequado para assistir com fruto à Santa Missa: consiste
em irdes à Igreja como se fôsseis ao Calvário, e de vos comportardes, diante do
altar, como o faríeis diante do trono de DEUS, em companhia dos Santos Anjos.
(As excelências da Santa Missa, p. 41)

Entre os hebreus, enquanto se celebravam os sacrifícios da antiga Lei, nos


quais se ofereciam apenas touros, cordeiros e outros animais, era coisa digna de
admiração ver com quanto recolhimento, modéstia e silêncio o povo todo
acompanhava. E, se bem que o número de assistentes fosse incalculável, além dos
setecentos ministros que sacrificavam, parecia, no entanto, que o templo estava
vazio, pois não se ouvia o menor ruído, nem um sopro. Ora, se havia tanto
respeito e veneração por esses sacrifícios que afinal, não eram mais que uma
sombra e figura do nosso, que silêncio, que atenção, que devoção não merece a
Santa Missa, na qual o próprio Cordeiro Imaculado, o Verbo de DEUS, se imola por
nós?!
(As excelências da Santa Missa, p. 42)

Perguntado sobre a forma que devemos estar presentes na Santa Missa,


São Padre Pio disse que devemos participar da mesma forma que Nossa
Senhora e São João estiveram no Calvário, renovando a fé, meditando na Vítima
que se oferece para nós. Nunca deixa o altar sem derramar lágrimas de
arrependimento e amor a Jesus. Escutem a Virgem que nos fala e nos
acompanha.

Devemos, no Santo Sacrifício da Missa, nos entregar em oferecimento


(oblação), mas não somente isto, pois "a oblação dos fieis não basta, é necessária
também a imolação (sacrifício)", diz Dom Antônio Coelho (p. 55).

B. Participação externa

Além participação interna, que consiste principalmente em unir a mente ao


coração do celebrante, a participação ativa se torna mais intensa e eficaz
quando se acompanha os atos externos. Os fieis podem participar ativa e
externamente ao mesmo rito da celebração de diversas maneiras: Servindo ao
celebrante no altar, como fazem o diácono, acólitos, coroinhas; tomando o Corpo e
Sangue de Jesus Cristo, vítima viva do Sacrifício da Missa; ajudando nas coisas
necessárias ao culto, como no ofertório; tomando parte no canto, nas orações ou
respondendo as orações do sacerdote que celebra, etc.
(Padre Alfonso Gubianas, Nociones elementales de Liturgia, p. 135, linguagem adaptada)

21
A comunidade cristã está chamada a entrar
na sensibilidade da linguagem dos sinais
sacramentais para cantar o dom da inefável
experiência da salvação. Cada elemento exterior da
ação litúrgica está relacionada com a vitalidade
interior que é realizada no coração de cada fiel e que
se representa nos diferentes gestos, dando-lhes sua
fecundidade para que se convertam em fonte de
crescimento da vida do fiel. A vida teológica que
anima nosso espírito é verdadeira quando se encarna
na caridade em todas suas dimensões: cada gesto é personificação de um inefável
evento de salvação.
(Pe. Antonio Donghi, No entiendo la liturgia, p. 10, linguagem adaptada)

Ao fazer o sinal da cruz, ao permanecer sentados, no ato de adoração...


acolhemos o convite divino de deixar-nos iluminar pela luz do alto, entramos em
diálogo com Deus, experimentamos a força de nossa vocação: hospedar a
Santíssima Trindade e respirar a divindade, vitalidade de nossa história.
(Pe. Antonio Donghi, No entiendo la liturgia, p. 11, linguagem adaptada)

É importante que o povo se una ao sacerdote, desde o momento que


sua voz se une a dos querubins e coros angélicos para elevar ao céu aquele hino
sagrado, que é o hino dos anjos.
(São João Crisóstomo, citado por Gubianas, p. 137)

RESUMO

1 - A participação ativa dos fieis nos mistérios sagrados e na oração pública


e solene da Igreja é a fonte primeira e indispensável do verdadeiro espírito
cristão, e a forma universal e mais frutuosa para dar culto a Deus e conseguir a
própria santificação.
2 - A participação ativa do povo nos atos litúrgicos convém que seja
integral, seguindo os textos propostos pela liturgia, tomando parte no canto
(cantando ou meditando) e praticando as cerimônias sagradas.
3 - Sendo o Santo Sacrifício da Missa o centro da Sagrada Liturgia, os fiéis
devem procurar ter nela a máxima participação interna e externa, sentindo que
estão unidos com o sacerdote celebrante, comungando dentro dela e não fazendo
outra coisa que não seja o mesmo sacrifício.
(Padre Alfonso Gubianas, Nociones elementales de Liturgia, p. 140, linguagem adaptada)
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

IV Encontro
Introdução à liturgia: natureza, definição e espírito da liturgia e das
rubricas

4.1. DEFINIÇÃO ESSENCIAL

Esta é formada gênero próximo e da diferença específica. Tal é a seguinte


definição: Liturgia é o culto da Igreja. "Culto" é a noção genérica, pois culto pode
significar uma série de atos (objeto material), ou uma homenagem prestada (efeito
do culto), ou ainda inclinação interior para esta homenagem. Na definição entra
"culto" no primeiro sentido.
"Igreja" é a noção específica, pois o culto da Igreja não é culto só interior,
mas também exterior; não é culto individual e privado, mas social e público; não
é arbitrário e natural, mas prescrito e oficial. Estes termos (exterior, público, oficial)
estão incluídos na noção de "Igreja", que necessariamente tem estas qualidades.
(Pe. J.B. Reus, Curso de Liturgia, p.18)

4.2. OBJETO DA LITURGIA

As ações litúrgicas
são múltiplas; apesar disto
formam conjunto bem
ordenado. Esta unidade
interior em todas as
manifestações e
ramificações do culto tem o
fundamento no objeto a
que se referem e no sujeito
que as põe em prática.

I. O objeto
primário da Liturgia sacra
é o culto a Deus.
Somente a ele
compete adoração, se
oferece o Sacrifício da
Missa. Ora à SS. Trindade,
ora a Deus Pai, ora a Deus
Filho, ora ao Espírito Santo
é que se presta o culto
explicitamente. Este é o
culto latrêutico (de "latria" =
adoração).

23
II. Objeto secundário é:

a) o culto dos santos, e principalmente de Maria Santíssima. O primeiro


chama-se culto de dulia ou de veneração, enquanto que o segundo, de hiperdulia
ou veneração especial.

b) o culto dos objetos que têm relação com Jesus Cristo e sua obra de
redenção. Tais são, por exemplo, as relíquias da Santa Cruz, as relíquias e imagens
dos santos. Este é chamado de culto relativo.

c) o culto de pessoas ainda vivas e de coisas sagradas. Diante do


sacerdote, por exemplo, se faz inclinações. Esta honra concede-se por motivos
religiosos e refere-se, em última análise, a Deus. Como culto das coisas sagradas
pode-se citar, por exemplo, o beijo no Evangeliário.
(Pe. J.B. Reus, Curso de Liturgia, p. 19-20)

4.3. SUJEITO DA LITURGIA

I. O primeiro sujeito da Liturgia é Jesus Cristo. Ele é o ministro principal;


sua morte na cruz foi o sacrifício que devia conciliar a humanidade pecadora com
Deus, e Ele mesmo foi o sacerdote, o liturgo, que se ofereceu a seu Pai Celeste.

II. O liturgo secundário é o sacerdote, que recebe o poder no sacramento


da ordem. Atua não só em nome de Jesus Cristo, mas também em nome da Igreja,
como seu ministro legítimo.

III. O liturgo secundário, de certa forma, é ainda cada um dos fiéis,


incorporados pelo caráter batismal em Jesus Cristo, único Sacerdote. O fiel,
portanto, não só assiste à Missa, mas a oferece, de certa forma. Não pode chamar
a vítima do céu como o sacerdote, mas pode oferecer a Deus a vítima, tornada
presente, como o seu sacrifício, em união com o sacerdote sacrificador [ministro],
em dependência dele e unido a toda a Igreja, Corpo Místico de Jesus Cristo. No
entanto, o fiel cristão, em união com Nosso Senhor, não é somente sacerdote, mas
também vítima.
(Pe. J.B. Reus, Curso de Liturgia, p. 20-21)

4.4. FINALIDADE DA LITURGIA

A Liturgia é o culto da Igreja. O culto é prestado à Santíssima Trindade e,


por apropriação, ao Pai. É prestado por Jesus Cristo, eterno e único Pontífice, ao
qual se associa, como a seu chefe, toda a humanidade regenerada. Conhecido o
sujeito (Jesus) que oferece e o sujeito (Deus Pai) a quem se oferece, resta saber a
finalidade desse oferecimento.

I. O fim primário da Liturgia é a glória de Deus.


A virtude da religião dá a Deus o culto que lhe é devido porque lhe é devido,
rende culto a Deus por que se deve dar a cada um o que lhe é devido. Deus deu à
criatura a vida e a criatura restitui-la sob forma de glória.
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

Glorificar é manifestar, clarificar, tornar alguém conhecido e,


consequentemente, admirado e louvado. Ora pela adoração, a Liturgia manifesta a
grandeza infinita de Deus. Pela ação de graças e pela súplica proclama a sua
onipotência e generosidade. Pela expiação confessa a santidade de Deus, a sua
justiça e misericórdia.

O sacrifício contém estes quatros atos num grau excelente, reconhecendo


pública e oficialmente o supremo domínio de Deus. Os sacramentos confessam que
Deus é a fonte inesgotável de toda a graça.
(Dom António Coelho, Curso de Liturgia Romana, Tomo I, n. 95-96)

II. O fim secundário da Liturgia é a santificação das almas.


Pela glorificação de Deus se realiza também a glorificação da criatura e a
beatificação da criatura será a glorificação de Deus. O bem que a criatura pode
procurar para Deus e o que pode alcançar para si mesma, são inseparáveis. São
dois frutos do mesmo ato. Portanto, buscar a glória de Deus é procurar o bem
próprio, a santidade. E santificar-se a si mesmo é glorificar a Deus.
(Dom António Coelho, Curso de Liturgia Romana, Tomo I, n. 102)

A Liturgia, por sua vez, impele os fiéis, saciados pelos «mistérios pascais»,
a viverem «unidos no amor»; pede «que sejam fiéis na vida a quanto receberam
pela fé». Da Liturgia, pois, em especial da Eucaristia, corre sobre nós, como de sua
fonte, a graça, e por meio dela conseguem os homens com total eficácia a
santificação em Cristo e a glorificação de Deus, a que se ordenam, como a seu
fim, todas as outras obras da Igreja."
(Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium, n.10)

4.5. A EXCELÊNCIA DA LITURGIA

A Liturgia católica é de excelência grandiosa.

I. É magnífica glorificação de Deus. Todas as perfeições divinas são


objeto do seu culto. Contínuas são as expressões de agradecimento, louvor, de
homenagem. A Igreja imita os santos do céu (Ap 4, 11), dando honra e glória ao
Altíssimo, associa-se a eles.

II. É fonte da fé católica, pois nela a Igreja colocou parte da tradição


católica. O Papa Celestino diz que "lex orandi lex credendi" ("a lei de rezar
estabelece a lei de crer"). Por isso das palavras usadas nas fórmulas das orações e
hinos, legitimamente compostas pela Igreja, se pode deduzir a fé católica.

III. A Liturgia é meio de santificação. A perfeição é, antes de tudo, o efeito


da graça divina: "Sem mim nada podeis fazer" (Jo 15, 5). Os sacramentos, orações
e sacramentais são as fontes inesgotáveis da graça santificante e atual. Na Liturgia
se acha a força para tornar a alma pura, para combater e desraigar os vícios e os
defeitos morais.
(Pe. J.B. Reus, Curso de Liturgia, p. 22)

Cristo está sempre presente na sua igreja, especialmente nas ações


litúrgicas. Está presente no sacrifício da Missa, seja na pessoa do ministro - «O que

25
se oferece agora pelo ministério sacerdotal é o mesmo que se ofereceu na Cruz» -
seja, e sobretudo, sob as espécies eucarísticas. Com razão se considera a Liturgia
como o exercício da função sacerdotal de Cristo. Nela, os sinais sensíveis
significam e, cada um à sua maneira, realizam a santificação dos homens; nela, o
Corpo Místico de Jesus Cristo - cabeça e membros - presta a Deus o culto público
integral. Portanto, qualquer celebração litúrgica é, por ser obra de Cristo sacerdote
e do seu Corpo que é a Igreja, ação sagrada por excelência, cuja eficácia, com o
mesmo título e no mesmo grau, não é igualada por nenhuma outra ação da Igreja.
(Constituição Conciliar Sacrosanctum Concilium, n.7)

4.6. SIMBOLISMO

Uma das finalidades das cerimônias litúrgicas é a estética, pois servem


para "realçar a majestade do" ato. A estima do povo cresce na mesma proporção
da pompa exterior de uma solenidade. O uso dos símbolos condiz com a natureza
humana que, com auxílio das coisas perceptíveis aos sentidos, mais facilmente
compreende certas verdades.
(Pe. J.B. Reus, Curso de Liturgia, p. 27)

As ações, tais como as genuflexões, inclinações de cabeça e de corpo,


procissões, etc., são todas realmente de grande proveito. Conduz o coração para a
piedade e inclinam o espírito a abraçar a fé. O culto exterior é baseado,
consequentemente, na psicologia; além disso, o homem deve honrar a Deus com
todo o seu ser: tanto de alma como de corpo.
(Hilário Wijten, Meu livro de Liturgia, p. 14)
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

4.7. LITURGIA CELESTE

"Pela Liturgia da
terra participamos,
saboreando-a já, na
Liturgia celeste
celebrada na cidade
santa de Jerusalém,
para a qual, como
peregrinos nos dirigimos
e onde Cristo está
sentado à direita de
Deus, ministro do
santuário e do
verdadeiro tabernáculo;
por meio dela cantamos
ao Senhor um hino de
glória com toda a milícia
do exército celestial,
esperamos ter parte e
comunhão com os
Santos cuja memória
veneramos, e
aguardamos o Salvador,
Nosso Senhor Jesus
Cristo, até Ele aparecer
como nossa vida e nós
aparecermos com Ele na
glória."
(Constituição
Conciliar Sacrosanctum
Concilium, n.8)

A liturgia nunca é somente uma mera reunião de um grupo para celebrar-


se e depois, na verdade, encontrar-se a si mesmos. Em lugar disso, a participação
na apresentação de Cristo ao Pai nos permite sempre entrar tanto na comunhão
universal de toda a Igreja, como na “communio sanctorum”, na “comunhão com
todos os santos”. Em certo modo, a liturgia é celestial. Aqui está realmente sua
grandeza, de repente o céu se abre e nós entramos no coro da adoração.
(Joseph Ratzinger, Deus e o mundo, p. 390)

4.8. ESPÍRITO DA LITURGIA E DAS RUBRICAS

A liturgia deriva sua grandeza do que ela é, não do que fazemos. Nossa
participação é, obviamente, necessária, mas como meio de nos inserirmos
humildemente no espírito da liturgia e de servimos àquele que é o verdadeiro
27
sujeito da liturgia: Jesus Cristo. A liturgia não é uma expressão da consciência
de uma comunidade que, em todo caso, é dispersa e mutante. Ela é revelação
recebida na fé e na oração, e sua medida é consequentemente a fé da Igreja, na
qual se acolhe a revelação.
(Card. Joseph Ratzinger, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé,
conferência de 22-24 de junho de 2001)

A liturgia não é um
show, não é um espetáculo
que necessite de diretores
geniais e atores de talento. A
liturgia não vive de surpresas
"simpáticas", de
acontecimentos "atraentes",
mas de repetições solenes.
Não deve expressar a
atualidade, o momento
passageiro, mas o mistério do
Sagrado. Muitos pensaram e
disseram que a liturgia deve
ser "feita" por toda a
comunidade para que seja
verdadeiramente sua. Esta é
uma visão que acabou levando a medir o "resultado" da liturgia em termos de
eficácia espetacular, de entretenimento. Deste modo, se ignorou o ‘proprium
litúrgico’, que não provém do que nós fazemos, mas do fato de que aqui acontece
Algo que todos nós juntos somos incapazes de fazer. Na liturgia opera uma
força, um poder que nem sequer a Igreja inteira pode ter: o que nela se manifesta é
o absolutamente Outro que, através da comunidade (que não é dona, mas serva,
mero instrumento), chega até nós.

Para o católico, a liturgia é o lugar comum, a fonte mesma de sua


identidade: também por esta razão deve estar "pré-determinada" e ser
"imperturbável", para que através do rito se manifeste a Santidade de Deus. Em
vez disso, a rebelião contra o que se tem chamado de "velha rigidez rubricista", que
é acusada de sufocar a "criatividade", colocou a liturgia no turbilhão do "faça como
quiser", e assim, a colocando no nível de nossa estatura medíocre, não se fez outra
coisa que torná-la trivial.
(Card. Joseph Ratzinger, Informe sobre a Fé, p. 139)

A liturgia é o ato no qual cremos que Ele (Deus) entra e que nós o tocamos.
É o ato em que se realiza o autêntico e próprio: entramos em contato com Deus. Ele
vem até nós, e nós somos iluminados por Ele. A liturgia não é algo que nós
fazemos, que mostramos nossa criatividade, ou seja, tudo o que poderíamos
fazer. Justamente, a liturgia não é nenhum show, não é um teatro, um espetáculo,
mas algo que vive desde o Outro. Por isso é tão importante o fato de que a forma
eclesial esteja pré-estabelecida.
(Papa Bento XVI, Luz do mundo)

A liturgia não é algo construído por nós, não é algo inventado por fazer
uma experiência religiosa durante um certo período de tempo. Liturgia é cantar com
o coral das criaturas e entrar na realidade cósmica.
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

De fato, a liturgia deve estimular a busca de Deus, o encontro com Ele e a


conversão a Ele. Ela nos convida a nos voltarmo-nos ao Senhor, deixando de dirigir
os olhares para nós mesmos e para as outras criaturas, inclusive do sacerdote
celebrante.
(Nicola Bux, A reforma de Bento XVI, p. 33)

A liturgia é sagrada somente se não é feita por mãos humanas, porque


de outra forma seria idolatria. Nela está ardendo o fogo da sarça que não se
consome, a Jerusalém Celeste que desce do céu, a encarnação e o nascimento de
Jesus, a transfiguração e o calvário, a ressureição e Pentecostes. Portanto,
compreendemos que a liturgia está ali onde o céu e a terra se tocam.

Consequentemente, desobedecer às normas que recordam essa


sacralidade em nome da liberdade que leva a se criar as "próprias liturgias", significa
dessacralizar e secularizar a liturgia. Mas atualmente muitas liturgias se
converteram em "danças ao redor do bezerro de ouro, que somos nós mesmos",
afirmou o cardeal Ratzinger. Na prática significa cair na tentação de tomar o lugar
de Deus.
(Nicola Bux, A reforma de Bento XVI, p. 35-36)

29
V Encontro
Os santos sinais: atitudes e elementos materiais

5.1. ATITUDES LITÚRGICAS

A alegria de voltar a encontrar para cantar nossa fé passa através de uma


linguagem composta de múltiplos sinais verbais e gestuais, aos quais nem sempre
prestamos atenção suficiente, ainda sabendo que a presença sacramental de Cristo
se encarna em nosso caminho de comunidade crente através de sinais significantes
e santificantes (Cf. Sacrosanctum Concilium, n. 7)
Na diversidade de tais sinais e em sua vitalidade, somos tomados pela mão
pela Igreja, quem nos convida a entrar em uma atmosfera de experiência divina,
onde Deus se nos revela, enquanto gozamos de sua presença e nos deixamos
envolver por sua luz. Talvez possamos nos sentir tentados em alguma ocasião a ver
o conjunto de nossas posturas como formas externas, carentes de interioridade; se
é assim, podemos correr o risco de interpretar e justificar o rito como se fosse
produto de tradição herdada e que estamos obrigados a fazer para realizar uma
ação sagrada, cujo significado escapa às nossas mãos.
Sabemos que cada elemento exterior da ação litúrgica está relacionado com
a vitalidade interior que realiza no coração de cada fiel e que se representa nos
diversos gestos, dando-lhes sua fecundidade para que se convertam em fonte de
crescimento de vida do fiel.
O esforço de interpretar com profundidade o valor das ações rituais que
repetimos com certa frequência deveria nos ajudar a superar a fácil tentação de se
acostumar com o ritual e a perceber, consequentemente, a maravilhosa
comunicação divina para nós. Viver de forma consciente os sinais significa encarnar
a própria fé.
(Pe. Antonio Donghi, p. 10-12, 126)

As explicações que se seguem são dadas por Pe. J.B. Reus (Curso de
Liturgia Romana, p. 61-77), Abbé A. Durand (O Culto Católico, 67 p.),
Romano Guardini (Os sinais sagrados, 138 p.) e Pe. A. Donghi (Não entendo
a liturgia, 126 p.).

Não há dúvida que a atitude exterior do corpo influencia a atitude interior e


que, a alma aproveitando o seu corpo, procura traduzir através do corpo os seus
pensamentos.

5.1.1. De pé

Estar diante de Deus requer uma


atitude de reverente. Imagina que estás
sentado, ora descansando, ora conversando,
de repente chega uma pessoa, para ti
respeitável, e fala contigo. Logo te coloca de
pé, a escuta e responde suas perguntas
educadamente erguido. O que significa essa
atitude? Pôr-se de pé é antes de tudo
concentração de faculdades e energias, da
postura de comodidade e abandono
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

passamos a da disciplina e rigidez. Estar de pé implica ânimo disposto, em posição


para marchar, como também para cumprir uma ordem ou começar o trabalho
designado.
É uma atitude de respeito diante de Deus. O estar de joelhos que é própria
da adoração e perseverança, enquanto que estar de pé, atenta e ativa, é própria do
servo solícito e do soldado em prontidão.
Ficar de pé revela reverência, prontidão, afeição, confiança, alegria.

5.1.2. Genuflexão

Ajoelhar durante a oração é símbolo de


adoração, de humildade e de angústia, de
penitência. A genuflexão se faz dobrando o joelho
direito, sem inclinar a cabeça nem o corpo, sem
demora, tocando o chão. Somente o celebrante faz a
genuflexão pondo as mãos sobre e o altar.
Ao fazer o gesto não seja presunçoso nem
imprudente. É preciso dar a este ato uma alma que
consista em inclinar desde dentro o coração diante
de Deus com suma reverência. Dobra o joelho,
pausadamente, e dobra o coração, dizendo em
mente: "Soberano Senhor e Deus meu!".

5.1.3. Estar de joelhos

Também têm significado de adoração. Deve ser


feita dobrando os dois joelhos, pondo-os ao chão.
Qual é a atitude daquele que é superior? Se eleva,
ergue a cabeça, os ombros e o corpo inteiro. Está dizendo:
"Sou maior que tu, sou mais que tu.". Mas quando alguém
se sente pequeno e se tem por pouco, inclina a cabeça,
abaixa o corpo: se apequena. E tanto mais quanto maior seja
a pessoa que vê, quanto menos ele mesmo vale em sua
própria estima. Mais clara ainda é a sensação pequenez na
presença de Deus. O Deus excelso, que era ontem o que é
hoje e será dentro de cem mil anos! O Deus diante do qual
tudo é com um grão de areia. O Deus santo, puro, justo e
altíssimo!

5.1.4. Prostração

Fazer prostração quer dizer lançar-se de bruços no chão. É considerada


como sinal de humildade, da dor mais profunda, da súplica de maior instância.

5.1.5. Estar sentado

Sentar-se é sinal de dignidade.

31
5.1.6. Estar em silêncio

O silêncio mostra particulares atitudes que emanam de uma riqueza interior:


a viva consciência de encontrar-se diante da presença de Deus que nos revela seu
rosto e sua salvação. A criatura quando se coloca diante de seu Criador, o glorifica
antes de tudo com o silêncio, conforme o que já diziam os antigos: se glorifica a
Deus com o silêncio, porque o silêncio é louvor ao Altíssimo. Guardar silêncio é
reconhecer-se criatura necessitada da presença divina. Além disso, o silêncio faz
brotar a súplica intensa do coração humano que clama a vinda do Senhor.
Muitas vezes consideramos que a maior forma de comunicação
interpessoal é a palavra e a sucessão de expressões dialogais. Mas se penetramos
no mundo de Deus, nos damos conta de que o silêncio constitui a linguagem habitual
da relação vivida entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo.
O silêncio é o lugar do aprofundamento, da meditação, do discernimento da
Palavra, do encontro pessoal com Deus para sondar as profundidades e as
inexoráveis riquezas da manifestação divina.

5.1.7. Inclinação

A palavra inclinação provém do latim “inclinare” e significa dobrar, diminuir,


humilhar.
Há a inclinação de corpo e de cabeça.
A inclinação de corpo se divide em duas: a profunda e a média (onde inclina-
se a cabeça e um pouco dos ombros)
A inclinação de cabeça se divide em três: a profunda, a média e a mínima.

5.1.8. Olhos

Levantar os olhos é recorrer a Deus que está nas alturas, confiar n'Ele: "À
vós que estais no céu, levantei os olhos" (Sl 122, 1). Baixar os olhos é sinal de
humildade: "o publicano não ousava levantar os olhos" (Lc 18, 13).

5.1.9. Beijo litúrgico

O beijo (ou ósculo) é, em geral, símbolo e expressão da caridade


sobrenatural, de veneração e reverência. O beijo ao altar, que representa Jesus
Cristo, ao Evangeliário, à Santa Cruz na sexta-feira santa, às mãos do sacerdote,
etc. demonstra reverência.

5.1.10. Estender e erguer as mãos

Este gesto de oração é geral em todas as nações. É expressão da alma


aflita ou necessitada ou jubilosa, que se dirige a Deus, para pedir alguma coisa,
confiar n'Ele, agradecer-Lhe. Por isso também os cristãos o conservaram.
No rito romano este é um gesto sacerdotal. Na idade média o sacerdote,
depois da consagração, estendia os braços horizontalmente, representando assim
a imagem de Jesus Cristo crucificado. Um vestígio deste gesto se conserva no uso
de se cruzar os polegares quando se está de mãos juntas.
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

5.1.11. Juntar as mãos

Este gesto liturgicamente se faz juntando as duas mãos estendidas e


cruzando os polegares diante do peito.
Mas quando alguém se apresenta ao Senhor em atitude submissa e
reverente o que faz senão estender as mãos diante do peito, com as palmas das
mãos juntas, em sinal de disciplina e respeito? Esta é expressão humilde e bem
ordenada da própria palavra, e disposição de escutar atentamente a divina palavra.
Também é sinal de conformidade e de submissão, abandono nas mãos de Deus,
atadas às nossas, por assim dizer.

5.1.12. Imposição das mãos

Em geral denota comunicação de graças. É rito visível do sacramento da


confirmação e da ordem.

5.1.13. Bater no peito

É símbolo da consciência culpada.

Faça bem este ato. Não um toquezinho leve na roupa com as polpas dos
dedos, mas com punho meio serrado deve-se bater no peito. Não viu, porventura,
em algum quadro antigo São Jerônimo no deserto, de joelhos, a golpear-se com
uma pedra? Pois é assim que deve ser: não uma mera cerimônia, mas verdadeiro
golpe! Então entenderemos o que significa o golpe no peito. O fiel refletindo, percebe
que infringiu os mandamentos e descuidou dos deveres "por sua culpa, sua culpa,
sua máxima culta". Ele então conforma seu sentir com o de Deus e odeia seus
pecados, descarregando a mão contra o peito. Reflexão que causa arrependimento
e mudança de vida.

5.1.14. Sinal da cruz

Desde os primeiros tempos cristãos, os fiéis usaram o sinal da cruz, o qual


remonta aos apóstolos e foi provavelmente instituído por Nosso Senhor. Há duas
formas: fazendo o sinal da cruz na testa, na boca e no peito (usando a polpa do
polegar) ou então na testa, no peito e nos ombros (com a mão aberta e os dedos
estendidos).

No Antigo Testamento tal símbolo já era conhecido:


a) O sangue do cordeiro tingido em forma de cruz nas portas dos Hebreus;
b) A serpente erguida em forma de cruz no deserto;

O sinal da cruz recorda o mistério da Redenção:


a) Não colocamos a mão na fronte para recordar o chefe augusto, Jesus Cristo
coroado de espinhos? Não colocamos a mão no peito como lembrança de seu
lado transpassado pela lança? Não colocamos a mão do lado esquerdo, depois
do lado direito, para não esquecer o ombro machucado pela cruz e as mãos
rasgadas pelos cravos?
b) Pela morte de Jesus Cristo, de pecadores nos tornamos justos, da esquerda,
lugar dos reprovados, passamos à direita, lugar dos eleitos.

33
É um símbolo de fé na SS. Trindade e na redenção. Quando é feita sobre
as espécies do Pão e do Vinho depois de consagrados, serve como recordação de
que a Missa é a renovação do Sacrifício da cruz; não tem significado de benzer
Nosso Senhor na santa hóstia. Quando feita sobre o Evangeliário, significa que a
fonte do evangelho é o Cristo crucificado.

As palavras do sinal da cruz recordam-nos a Santíssima Trindade e a


Encarnação:
a) Tocando a fronte recordamos o Pai eterno, inteligência e princípio de tudo, fonte
da vida.
b) Jesus desceu do céu e encarnou-se no seio da Virgem Maria, humilhando-se,
morreu na cruz para nos salvar, por isso, descendo até o peito, pronunciamos o
seu nome.
c) O Espírito Santo procede do Pai e do Filho e é o vínculo e a caridade das duas
Pessoas divinas. É a força, tocando os ombros, e o amor, passando pelo
coração.

Este sinal lembra o cristão de sua vocação: "Aquele que quer vir depois de
mim, deve carregar sua cruz todos os dias“ (Lc 9, 23). Que sua vida deve ser
oferecida a Deus Pai em oblação e sacrifício.

"O sinal da cruz é como um troféu que o cristão carrega sobre a fronte,
troféu que lembra ao demônio sua derrota vergonhosa no Calvário, e é
por isso, que à sua vista, ele treme e foge”. (Santo Inácio)

Quando fizeres o sinal da Cruz, procura fazer bem-feita. Não tão rápida e
retraída, que ninguém consiga interpretar. Faça uma verdadeira cruz, pausada,
ampla, da fronte ao peito, do ombro esquerdo ao direito. Não sentes como te abraça
por inteiro? Faz para recolher-te, concentra nela os teus pensamentos e teu coração,
enquanto vai traçando da fronte ao peito e os ombros, e verá que te envolve o corpo
e a alma, de ti se apodera, te consagra e santifica.
E por quê? Porque é sinal de totalidade e sinal de redenção. Na Cruz o
Senhor nos redimiu e pela Cruz santifica até a última fibra do ser humano.
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

5.2. ELEMENTOS MATERIAIS

5.2.1. A água

A água usa-se na Liturgia


para obter a água batismal, a água
benta e também para misturá-la com
o vinho no ofertório da Missa e para
diferentes purificações.
Em geral a água é o símbolo
da pureza interior e moral. A respeito
da mistura da água e do vinho na
Missa, diz o Catecismo romano que
a Igreja de Deus sempre misturou
água com vinho por três motivos:

a) Porque Nosso Senhor fez o mesmo.


b) Porque por esta mistura se renova a lembrança do sangue e da água que saíram
do seu lado.
c) Porque "as águas", como se lê no Apocalipse (17, 5), designam os povos, por
isso a água acrescentada ao vinho significa a união do povo fiel com Cristo, a
Cabeça.

A água benta é um sacramental e comunica às pessoas e aos objetos


aspergidos proteção contra os espíritos infernais e o auxílio divino à alma.

5.2.2. O pão

No Antigo Testamento o pão já


era matéria de sacrifício, antes mesmo
do culto mosaico, pois Melquisedeque
ofereceu o sacrifício de pão e vinho. O
pão litúrgico no culto cristão,
antigamente, era oferecido pelos fiéis,
por isto que hoje existe a procissão dos
dons. Hoje os pães não são mais
trazidos de casa pelos fiéis para que
assim se garanta a procedência do pão.

O pão representa:
a) Toda a vida humana: a vida corporal por ser alimento principal e a vida espiritual
por ser o produto da inteligência e da vontade.
b) A união do fiel com Jesus Cristo e dos fiéis entre si, por ser confeccionado de
muitos grãos moídos, que todos formam um único pão.

O pão deve ser ázimo, ou seja, sem fermento, e ser composto apenas de
farinha de trigo para que a matéria seja válida, conforme estabelece a regra aqui no
Ocidente.
"Seguindo o exemplo de Cristo, a Igreja sempre utilizou pão e vinho com água
para celebrar o banquete do Senhor. O pão para a celebração da Eucaristia

35
deve ser de trigo sem mistura, recém-feito e ázimo conforme antiga tradição
da Igreja latina."
(Instrução Geral do Missal Romano, n.319-320)

5.2.3. O vinho

O vinho já era estimado por todas as nações cultas como alimento, remédio
e matéria de sacrifício. Na parábola do bom samaritano, o vinho misturado com óleo
é o remédio para as chagas e contusões do infeliz viajante. O rei Melquisedeque
ofereceu no seu sacrifício, além do pão, o vinho.
Na Liturgia do novo
testamento foi introduzido pelo
próprio divino Redentor, Jesus
Cristo. É matéria essencial do
sacrifício eucarístico e antigamente
era levado pelos fiéis (por isso,
existe a procissão dos dons).
Tem a mesma significação
que o pão, representando toda a
vida humana e a união dos fiéis com
Jesus Cristo e entre si, por ser
composto de sumo de muitos
bagos.

5.2.4. A luz e as velas

Nas velas temos outra representação de Jesus Cristo.


a) É branca, lembrando sua pureza, sua carne nascida da Santíssima Virgem;
b) O pavio recorda-nos sua alma humana.
c) E a chama representa a sua divindade.

A Igreja é a criação de Jesus Cristo. Ela é seu reino. É, então,


surpreendente, que Ele tenha colocado em todo lugar sua marca e seu selo?

Não é permitido celebrar Missa sem velas. Deve ter no mínimo 2, mas poderá
ter 4 ou 6, e até mesmo 7 se o bispo estiver celebrando.

5.2.5. Incenso

O incenso é uma resina


aromática, através do qual a Igreja saúda
Jesus Cristo como o Deus imortal dos
séculos, pois somente a Deus se oferta
incenso.
a) Incensa-se o Santíssimo
Sacramento, porque é o próprio
Deus, Jesus Cristo, presente
realmente nas espécies, em corpo,
sangue, alma e divindade.
b) Incensa-se o altar, porque ele
representa Jesus.
c) Incensa-se o evangelho, que é a
Palavra Divina.
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

d) Incensa-se o padre, chamado a ser um outro Cristo e celebra por vezes na


pessoa de Cristo (in persona Christi).
e) Incensa-se os fiéis, que pelo batismo são membros do Corpo de Cristo.

O incenso representa a oração de Jesus na cruz e as nossas orações que


sobem unidas às palavras do Divino Redentor.

“Faça que minha oração se eleve até vós, ó meu Deus, como o incenso
queimado em vosso santuário.” (Salmo 141)

5.2.6. Óleo

O óleo litúrgico é óleo de oliveira. Servia no antigo testamento para a


consagração do altar, de sacerdotes, profetas, reis, e fazia parte dos sacrifícios. No
Novo Testamento é mencionado como meio de honrar o hóspede (Lc 7, 46) e
pessoas de estima (Maria Madalena), de curar doentes (Mc 6, 13). Nas Liturgias
mais antigas já eram encontradas fórmulas para benzer o óleo.

Distinguem-se três espécies de óleos santos: o óleo dos enfermos, óleo dos
catecúmenos e o do crisma.

a) O óleo dos enfermos constitui a matéria do sacramento dos santos óleos ou


extrema unção; devemos evitar este último nome. Pois há pessoas que se
assustam ao ouvir "extrema" e rejeitam a "Extrema Unção", aceitam, porém, os
"Santos óleos". Confere saúde corporal e espiritual e ainda constitui a unção real
para o trono eterno.
b) O óleo dos catecúmenos servia na antiguidade cristã, como o crisma, para a
unção dos catecúmenos. Chamava-se óleo do exorcismo, porque devia proteger
o catecúmeno contra o demônio. Por isto, no rito do batismo a unção com este
óleo se faz antes do batismo.
c) É matéria do sacramento da confirmação. Significa a santificação pelo Espirito
Santo e sua presença na alma. Por isso a unção com o crisma se faz depois do
batismo.

37
5.2.7. A Cinza

Já no antigo testamento a cinza


era sinal de penitência. Implorando os
israelitas o auxílio divino contra
Holofernes, puseram "cinza sobre a
cabeça". (Jdt 4, 15) "Ai de ti, Corazim! Ai
de ti, Betsaida! (...) Tiro e Sidónia teriam
feito penitência em saco e cinza." (Mt 11,
21.)
Simboliza o efeito purificador da
penitência e da dor. Lembra que o
homem volta à cinza e à terra, torna-o
humilde, indicando a sua origem humilde.

Na quarta-feira de cinzas, impõe-se cinza benta na cabeça dos fiéis, para


se lembrarem da humildade com que devemos fazer penitência.

Caducidade: é isso que a cinza significa. Nossa caducidade, não as dos


outros. A nossa, a minha. E que irei morrer, me sugere a cinza dos ramos um dia
verdejantes, quando o sacerdote no início da quaresma distribui na minha fronte o
sinal da cruz, dizendo: "Lembre-se, homem. Pó tu é e ao pó voltarás!" ("Memento
homo. Quia pulvis es, et in pulverem reverteris!").

5.2.8. O Sal

O sal, tipo da estabilidade (Lv 2, 13), impede que a comida estrague e ainda
lhe dá sabor. Por isso fazia parte dos sacrifícios como expressão do desejo de
agradar a Deus. Nos sacrifícios mosaicos o sal era muitas vezes empregado. O
profeta Eliseu (4 Rs 2, 19) tornou potável a água ruim pelo sal que nela deitou e
conferiu fertilidade para a terra, onde foi posto.

No rito do batismo alguns grãos de sal se põem na boca do catecúmeno


com as palavras: “Recebe o sal da sabedoria; seja-te ele propício, para conseguires
a vida eterna”. O sal significa, portanto, a sabedoria, a graça da fé, que leva o
catecúmeno para a vida eterna.
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

VI Encontro
Os santos lugares

6.1. OS SANTOS LUGARES NA ANTIGUIDADE CRISTÃ

O que não for citado pode ser encontrado em Pe. J.B. Reus (Curso
de Liturgia Romana), Dom António Coelho (Curso de Liturgia
Romana), Abbé A. Durand (O Culto Católico) e Pe. Alfonso
Gubianas (Noções Elementais de Liturgia).

O primeiro lugar santo nem foi o suntuoso templo de Jerusalém nem alguma
das 400 sinagogas daquela cidade, mas uma casa privada, o cenáculo. O próprio
Deus feito homem o santificou pela sua presença e pelo seu sacrifício, que ali
instituiu e ofereceu.

Os apóstolos imitaram a Nosso Senhor por necessidade (era tempo de


perseguição aos cristãos), estabelecendo casas particulares como lugares santos.
Em Jerusalém, reuniam-se os cristãos convertidos do judaísmo no templo, no
pórtico de Salomão, onde faziam as suas orações em comum. Mas o sacrifício da
Missa e a comunhão realizavam-se nas "casas" (At 2, 46), em casas particulares.
Eram muitas, por causa dos milhares de fiéis.

Em outras cidades os apóstolos fizeram o mesmo. Em Trôade os novos


cristãos se reuniram para "partir o pão" eucarístico no "terceiro cenáculo", num andar
superior (At 20, 9). Foi na casa particular de cristão abastado.

Mas haviam casas especialmente destinadas ao culto cristão. Orígenes


conta que, na perseguição de Maximino Thrax (235-238), foram destruídas as
igrejas dos cristãos. Portanto, já haviam igrejas. Já em Roma, os ricos patrícios
colocaram os seus palácios à disposição dos cristãos.

6.2. O TEMPLO

6.2.1. O nome dos edifícios litúrgicos e seus tipos

Igreja provém da palavra latina "ecclesia", e grega "ekklesia". É o termo mais


usado entre o povo, na Liturgia e no direito canônico. A palavra grega "ekklesia" (de
"kalein" = chamar) na antiguidade clássica significa a assembleia do povo, e no novo
testamento: a) a totalidade dos que foram chamados por Deus à salvação em Jesus
Cristo (I Cor 10, 32); b) uma parte da Igreja geral, por exemplo, da cidade de Roma
(Rom 1, 7); c) o lugar, onde se reúnem os membros da Igreja.

• Basílica, as quais podem ser maiores ou menores.


• Catedrais ou sé - Provém de cathedra, isto é, trono do bispo. Designa
hoje a igreja episcopal, em que o bispo tem a sua cátedra ou sede.
• Oratório, derivado de "orare" (rezar), é um nome muito próprio da casa
de Deus. Casa de oração chamava Jesus Cristo o templo de
Jerusalém (Mt 21, 30). Antigamente designava uma igreja, às vezes
também um oratório privado.

39
• Capela é o diminutivo de capa = manto pequeno. Designava
especialmente a capa pequena de São Martinho de Tours,
considerada como a mais preciosa relíquia e conservada num oratório
pequeno. Por isto este oratório foi chamado de capela. O nome
passou para outros oratórios. Atualmente, em alguns lugares, o
Tabernáculo do Santíssimo Sacramento fica na Capela.

6.2.2. Sacralidade no templo

Todas as prerrogativas e toda a dignidade da igreja provém de ser ela a Casa


de Deus. A liturgia ou as cerimônias religiosas que se praticam, já na construção, já
na consagração ou dedicação das igrejas interpretam admiravelmente estes
pensamentos.

Quando o bispo ou seu delegado coloca a primeira pedra de uma igreja e


suplica sobre ela as bênçãos do Senhor, a liturgia relembra de modo especial que
esta pedra é a imagem de Jesus Cristo, a pedra angular e irremovível que sustenta
o edifício da grande Casa de Deus ou Família de Deus, a Igreja.

É através desta
consagração que a Casa
de Deus fica exorcizada,
purificada e consagrada.
O príncipe das trevas é
dela expulso afim de
deixar a nova morada ao
domínio do Príncipe da
Luz, Jesus Cristo. Jacó,
sabendo que dormia em
lugar consagrado a Deus,
exclamou tremendo:
"Quão extraordinário é
este lugar! Só pode ser a casa de Deus e a porta do céu!" (Gn 28, 17)

Sacerdotes do Senhor e fiéis, entremos neste lugar de oração, com a mente


e coração puros! Aqui, melhor que em outros lugares, Deus recebe nossas
homenagens e despacha os nossos pedidos! Aproximando-se do arbusto em
chama, Moisés ouve a voz do Senhor que diz: "Descalça as sandálias, porque a
terra que pisas é santa!" (Ex 3, 5).

É o mesmo Senhor que nos interpela, dizendo: "Purificai o vosso coração,


despi-vos do vosso amor próprio, sacudi dos pés o pó do espírito mundano, não vos
deixeis atrair da curiosidade para os lugares profanos, entrai com temor e
acatamento no santuário do vosso Deus, recolhei-vos, enfim, à sua presença!"
(Lidvino Santini, S.J., A Santa Missa na história e na mística, p. 57-62)

“Hoje, cada um de nós pode interrogar-se: como vivo na Igreja? Quando vou
à igreja, é como se fosse ao estádio, a um jogo de futebol? É como se fosse ao
cinema? Não, é diferente.

O Templo é o local onde a comunidade vai rezar, louvar o Senhor, dar graças,
mas sobretudo adorar: no Templo se adora o Senhor. E este é o ponto mais
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

importante. Isso é válido também para as cerimônias litúrgicas: o que é mais


importante? Os cantos, os ritos? O mais importante é a adoração: toda a
comunidade reunida olha para o altar, onde se celebra o sacrifício, e adora. Mas, eu
creio – humildemente o digo – que nós cristãos talvez tenhamos perdido um pouco
o sentido da adoração. E pensamos: vamos ao templo, reunamo-nos como irmãos,
é bom, é bonito. Mas o centro é ali onde está Deus. E nós adoramos Deus. Os
nossos templos são locais de adoração, a favorecem? E as nossas celebrações?

Está escrito: a minha casa será casa de oração (...) não de outra coisa. O
templo é um lugar sagrado. E devemos entrar nele, na sacralidade que nos leva à
adoração. Nada mais.

Quando se fala da alegria do templo, fala-se disto: toda a comunidade em


adoração, em oração de ação de graças, em louvor."
(Papa Francisco, homilia, Casa de Santa Marta, 22 de novembro)

6.2.3. Divisão física do templo

1. O presbitério

Presbitério (de presbyter = sacerdote) é o espaço próximo do altar, em geral


mais elevado que a nave da igreja.
Em algumas igrejas, o presbitério é separado da nave pela balaustrada,
também conhecida como mesa de comunhão.

No presbitério se encontra:

a) A credência (credentia,
abacus) – é uma pequena
mesa destinada a receber os
objetos necessários ao serviço
do mesmo. Deve ser coberta
com uma toalha branca, a qual
deve descer até ao chão,
envolvendo-a completamente.
b) Os assentos – necessários
para os sacerdotes e os
ministros auxiliares. O trono do
celebrante é sempre mais
Observe uma espécie de grade com genuflexório, é a
adornado. Na celebração
balaustrada.
"Versus populum" ("de frente
para o povo") as cadeiras ficam
atrás do altar, mas quando o sacrário está no altar ou quando a celebração é
"Versus Deum" ("De frente para Deus") as cadeiras deverão ficar do lado do
altar.
c) O ambão
d) O altar, do qual falaremos detalhadamente mais abaixo.

41
2. A Nave

A nave é o lugar destinado aos fiéis. Normalmente os fiéis sentam-se em


bancos com genuflexório. Para separar o presbitério da nave utiliza-se os degraus
e a balaustrada, também chamada de mesa da Comunhão, embora a Mesa da
comunhão propriamente dita é o Altar.

Na nave da igreja encontra-se:


a) A pia batismal, destinada a realização do batismo
b) A pia de água benta à porta da Igreja
c) Acesso à Piscina ou sacrarium – nela se lança tudo o que as rubricas do ritual e
do missal mandam deitar na piscina, como as cinzas dos santos óleos, dos
ornamentos e vestes sacras queimadas, água batismal e benta antigas, a água
com que se houverem purificado os corporais, os sanguinhos, etc. Na piscina
não se deita nada de profano.
d) O confessionário
e) Acesso à sacristia

Ainda na igreja poderão existir os


sinos, normalmente encontrados numa
torre ou em parte alta do templo. Sino
deriva da palavra "signum" (sinal), porque
ele dava sinal para os Ofícios da igreja, isto
é, avisavam os fiéis das ações litúrgicas.

Crianças ajoelhadas na balaustrada

3. O Altar

Um lugar santo é o altar cristão. O


altar significa coisa alta, "alta res", e é uma
tábua ou pedra soerguida um tanto acima
do solo, em que se oferece o sacrifício.
Sob os altares durante os primeiros
séculos de cristianismo eram guardadas
relíquias de santos, como os ossos dos
mártires.
Sobre o altar pode ainda um dossel,
isto é, um baldaquino ou um ‘ciborium’.
Deve-se distinguir o ciborium, dossel
abobadado, ordinariamente de mármore,
sustentado por quatro colunas que se
erguem nos quatro ângulos dos degraus do
altar, e o baldaquino que é um dossel de
madeira ou de tela, de forma retangular,
suspenso pelo teto da igreja.
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

O altar é símbolo:

a) De Jesus Cristo. O altar da Santa Igreja é Cristo mesmo. Atesta isto São João,
dizendo no seu Apocalipse, ter visto um altar de ouro erigido diante do trono, no
qual e pelo qual as ofertas dos fiéis são consagradas a Deus Pai."
b) Do coração humano. "Pelo altar entende-se o nosso coração, que está no meio
do corpo como o altar está no meio da igreja. A respeito deste altar manda o
Senhor: Sobre o meu altar arderá sempre o fogo. O fogo é a caridade e esta
sempre arderá em nosso coração. “

O altar poderá ser feito de Pedra ou de madeira, simbolizando:

a) A Jesus Cristo. A Pedra do altar


nos recorda a Pedra Angular,
enquanto que a madeira, o
Cristo crucificado.
b) O coração humano. Pelo altar
entende-se o nosso coração,
que está no meio do corpo
como o altar está no centro da
igreja. A respeito deste altar, o
Senhor manda: Sobre o meu
altar arderá sempre o fogo. O
fogo é a caridade e esta sempre
arderá em nosso coração.
Altar de madeira

Os altares podem ser divididos ainda em:


a) Fixos
b) Móveis

A. Localização e orientação

• O altar sempre esteve


posicionado ao final da Igreja,
normalmente em direção ao
leste, onde o sol nasce
(símbolo da ressurreição e
esperança da vinda de
Cristo).
• A Missa durante toda a
história da Igreja foi celebrada
“versus Deum” (“de frente
para Deus”) em que o
sacerdote e os fiéis olhavam Papa Bento XVI celebrando versus Deum
para a mesma direção.
• Atualmente, em muitos lugares, colocou-se o altar separando o padre e os
fiéis.
• O Papa tem considerado que o melhor seria mesmo rezar de frente para
Deus.

43
B. A Crucifixo

O Santo Sacrifício da Missa não pode ser celebrado sem uma imagem de
Cristo crucificado. O Crucifixo constitui um dos mais importantes requisitos para a
celebração da Santa Missa. Seu simbolismo consiste em identificar a relação que
existe entre o sacrifício da Missa e o sacrifício da Cruz, que é o mesmo atualizado.
Embora as rubricas permitam que a cruz possa ser colocada ao lado do altar,
convém dizer que não há nenhum lugar mais apropriado do que o altar para se
colocar o Crucifixo, pois é sobre o altar que se renova o Sacrifício da Cruz.
O Papa Bento XIV (não confundir com o Papa Bento XVI) recorda que "são
violadas as leis da Igreja se se coloca somente uma pequena imagem do
Crucificado, menor do que o quadro ou estátua de um santo".
(Padre Alfonso Gubianas, extraído de Noções Elementais de Liturgia, p. 243-244)

O Papa Bento XVI (agora sim, o Papa, hoje emérito) também nos recordou
esse ensinamento.

A cruz deveria estar no centro do altar e ser o ponto de referência comum do


sacerdote e da comunidade que reza. Deste modo, seguimos a antiga invocação
pronunciada no início da Eucaristia: "Conversi ad Dominum", voltai-vos ao Senhor.
Assim podemos ver Aquele cuja morte rasgou o véu do templo, Aquele que intercede
por nós diante do Pai e que nos acolhe em seus braços, nos transformando em
templo vivo e novo.
Um dos fenômenos verdadeiramente absurdos das últimas décadas está,
parece-me, no fato de colocar a cruz de lado para que poder ver o sacerdote. É
porque a cruz atrapalha durante a Eucaristia? Por acaso o sacerdote é mais
importante do que o Senhor? Este erro deveria ser corrigido o quanto antes.
(Joseph Ratzinger, Introdução ao Espírito da Liturgia, p. 105-106)

C. O Sacrário

Poderá ser colocado tanto em uma Capela próxima do presbitério ou no


próprio presbitério, "em lugar suficientemente elevado, no centro do fecho da abside
ou então em outro ponto que fique de igual modo bem visível", afirma o Papa Bento
XVI (Exortação Sacramentum Caritatis, n. 69). Ele afirma que "uma correta
localização do mesmo ajuda a reconhecer a presença real de Cristo no Santíssimo
Sacramento, por isso, é necessário que o lugar onde são conservadas as espécies
eucarísticas seja fácil de se identificar por qualquer pessoa que entre na igreja".

Depois do altar não existe, no templo, lugar mais sagrado do que o sacrário.
Está destinado unicamente a conservação da Sagrada Eucaristia. O sacrário deve
ter uma lâmpada que ilumine constantemente dia e noite, e que seja como um tributo
de veneração e de adoração por parte dos fiéis, e como símbolo de que Jesus Cristo,
a quem adoramos vivente na Sagrada Eucaristia, é a verdadeira luz do mundo das
almas.
(Padre Alfonso Gubianas, Noções Elementais de Liturgia, p. 245-246)

Uma igreja sem a presença eucarística está de certo modo morta. No


entanto, uma igreja em que a lâmpada arde sem cessar junto ao sacrário, está
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

sempre viva, é sempre mais do que um simples edifício de pedra: nela está sempre
o Senhor que me espera, que me chama, que quer fazer de mim uma pessoa
"eucarística".
A presença eucarística no tabernáculo não cria outro conceito de eucaristia
paralelo ou em oposição à celebração eucarística, mas, pelo contrário, constitui a
sua plena realização.
(Joseph Ratzinger, Introdução ao Espírito da Liturgia, p. 112-113)

45
VII Encontro
Tempo Sagrado e vestes sagradas

7.1. TEMPO SAGRADO

7.1.1. Diferença do ano civil e ano litúrgico

O que não estiver citado pode ser encontrado em Marcelo Lima


(Apostila de Formação Litúrgica, Módulo I) e Rodrigo Costa
(Manual dos acólitos, 2ª ed.), de onde foi retirado a maior parte
dos textos.

Durante o ano inteiro celebramos a vida de Cristo, desde a sua em


Encarnação no seio da Virgem Maria, passando pelo seu Nascimento, Paixão,
Morte, Ressurreição, até a sua Ascensão e a vinda do Espírito Santo. Mas enquanto
civilmente se comemoram fatos passados que aconteceram uma vez e não
acontecerão mais, (muito embora esses fatos influenciem a nossa vida até os dias
de hoje), no Ano Litúrgico, além da comemoração, vivemos na atualidade, no dia-a-
dia de nossas vidas, todos os aspectos da salvação operada por Cristo. A
celebração dos acontecimentos da Salvação é atualizada, tornada presente na vida
atual dos crentes.
Por exemplo: no dia 7 de setembro comemoram-se o Dia da Independência
do Brasil. Pois bem, esse fato aconteceu uma única vez na História do mundo. Já
do ponto de vista religioso, no Ano Litúrgico, a cada Natal é Cristo que nasce no
meio das famílias humanas, é Cristo que sofre e morre na cruz na Semana Santa,
é Cristo que ressuscita na Páscoa, é Cristo que derrama o Espírito Santo sobre a
Igreja no dia de Pentecostes. De forma que, ao fazermos memória das atitudes e
dos fatos ocorridos com Jesus no passado, essas mesmas atitudes e fatos tornam-
se presentes e atuantes, acontecem hoje, no aqui e agora da vida dos crentes.

Talvez seja crucial entender o conceito de memória para compreender o


tempo litúrgico: isso não significa a memória do passado, mas a capacidade do
homem, dada por Deus, para entender, em união com o hoje, o passado e o futuro.
Na verdade, o homem que perde a memória, não só esquece o passado, mas não
compreende que ele está no presente, e muito menos pode projetar-se no futuro.
(Departamento das Celebrações do Sumo Pontífice, citado por W. L
de Andrade - Salvem a Liturgia)

Na liturgia da Igreja, Cristo significa e realiza principalmente seu mistério


pascal. Durante sua vida terrestre, Jesus anunciava seu Mistério pascal por seu
ensinamento e o antecipava por seus atos. Quando chegou sua hora, viveu o único
evento da história que não passa: Jesus morre, é sepultado, ressuscita dentre os
mortos e está sentado à direita do Pai "uma vez por todas" (Rm 6,10; Hb 7,27; 9,12).
É um evento real, acontecido em nossa história, mas é único: todos os outros
eventos da história acontecem uma vez e depois passam, engolidos pelo passado.
O Mistério pascal de Cristo, ao contrário, não pode ficar somente no passado, já que
por sua morte destruiu a morte, e tudo o que Cristo é, fez e sofreu por todos os
homens participa da eternidade divina, e por isso abraça todos os tempos e nele se
mantém presente. O evento da cruz e da ressurreição permanece e atrai tudo para
a vida.
(Catecismo da Igreja Católica, n. 1085)
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

A liturgia cristã não somente recorda os acontecimentos que nos salvaram,


como também os atualiza, torna-os presentes. O mistério pascal de Cristo é
celebrado, não é repetido; o que se repete são as celebrações; em cada uma delas
sobrevêm a efusão do Espírito Santo que atualiza o único mistério.
(Catecismo da Igreja Católica, n. 1104)

Na linguagem da teologia litúrgica há um advérbio temporal que engloba bem


o tempo litúrgico: "hoje", em latim "hodie", em grego "kairós". A liturgia,
especialmente nas grandes festas, afirma que Cristo 'hoje' nasceu, 'hoje'
ressuscitou, 'hoje' ascendeu ao céu. Não é invenção: Jesus mesmo dizia: "hoje
entrou a salvação nessa casa...", "hoje estarás comigo no paraíso". Com Jesus,
Filho de Deus, o tempo do homem é "hoje", é presente. É o Espírito Santo que faz
isso, com a sua entrada no tempo e no espaço.
(Departamento das Celebrações do Sumo Pontífice, citado por W. L
de Andrade - Salvem a Liturgia, adaptado)

7.1.2. Finalidades do Ano Litúrgico

São dois os fins que se propõe realizar o Ano Litúrgico, como aliás a Liturgia
em geral: glorificar a Deus e santificar as almas. O Ano Litúrgico atinge este duplo
fim, renovando a economia da Redenção pela comemoração dos acontecimentos
que a preparam, efetuaram e perpetuaram através dos séculos, e celebrando essa
falange dos Santos em que Deus se revela admirável. Assim, dá glória a Deus,
cantando a sua obra de regeneração, mais maravilhosa que a da criação; e santifica
os homens, fazendo-os reviver os Mistérios de Jesus e contemplar os exemplos do
Salvador, de Maria e dos Santos.
(Dom António Coelho, Curso de Liturgia Romana, Vol I, P. 648)

7.2. OS DIAS LITÚRGICOS

7.2.1. O dia litúrgico em geral

Todos os dias são santificados pelas celebrações litúrgicas do Povo de Deus,


principalmente pelo Sacrifício Eucarístico e pelo Ofício Divino. O dia litúrgico se
estende de meia-noite a meia-noite. A celebração do Domingo e das solenidades,
porém, começa com as vésperas do dia precedente.

7.2.2. O domingo

No primeiro dia de cada semana, que é chamado dia do Senhor ou Domingo,


a Igreja, por tradição apostólica que tem origem no próprio dia da Ressurreição de
Cristo, celebra o mistério pascal. Por isso, o Domingo deve ser tido como o principal
dia de festa. Por causa de sua especial importância, o Domingo só cede sua
celebração às solenidades e festas do Senhor.

A Igreja celebra a cada ano a redenção realizada por Jesus Cristo,


começando pelo domingo, o dia da semana que pega o nome do Senhor
Ressuscitado, até culminar com a grande solenidade da Páscoa anual.
(Departamento das Celebrações do Sumo Pontífice, citado por W. L de
Andrade - Salvem a Liturgia)

47
7.2.3. As solenidades, festas e memórias

No ciclo anual, a Igreja, celebrando o mistério de Cristo, venera também com


particular amor a Santa Virgem Maria, Mãe de Deus, e propõe à piedade dos fiéis
as memórias dos santos Mártires e outros Santos. As celebrações, que se
distinguem segundo sua importância, são denominadas: solenidade, festa e
memória.
As solenidades são constituídas pelos dias mais importantes, cuja
celebração começa no dia precedente com as Primeiras Vésperas. Algumas
solenidades são também enriquecidas com uma Missa própria para a Vigília, que
deve ser usada na Véspera quando houver Missa vespertina.
A celebração das duas maiores solenidades, Páscoa e Natal, prolonga-se
por oito dias seguidos. Ambas as Oitavas são regidas por leis próprias.

7.2.4. O ciclo anual

Através do ciclo anual a Igreja comemora todo o mistério de Cristo, da


encarnação ao dia de Pentecostes e à vinda do Senhor.

7.2.5. O tríduo pascal

O sagrado Tríduo pascal da Paixão e Ressurreição do Senhor resplandece


como ápice de todo o ano litúrgico. O Tríduo pascal da Paixão e Ressurreição do
Senhor começa com a Missa vespertina na Ceia do Senhor, possui o seu centro na
Vigília Pascal e encerra-se com as Vésperas do Domingo da Ressurreição.
Na Sexta-feira da Paixão do Senhor, observe-se por toda a parte o sagrado
jejum pascal. E, onde for oportuno, também no Sábado Santo até a Vigília pascal.
A Vigília pascal, na noite santa em que o Senhor ressuscitou, seja
considerada a “mãe de todas as vigílias”, na qual a Igreja espera, velando, a
Ressurreição de Cristo, e a celebra nos sacramentos. Portanto, toda a celebração
desta sagrada vigília deve realizar-se à noite, de tal modo que comece depois do
anoitecer ou termine antes da aurora do Domingo.

7.2.6. Tempo pascal

Os cinquenta dias entre o Domingo da Ressurreição e o Domingo de


Pentecostes sejam celebrados com alegria e exultação, como se fossem um só dia
de festa, ou melhor, “como um grande Domingo”.
É principalmente nesses dias que se canta o Aleluia. O Domingo de
pentecostes encerra este Tempo sagrado de cinquenta dias. Os oito primeiros dias
do Tempo pascal formam a oitava da Páscoa e são celebrados como solenidades
do Senhor. No quadragésimo dia depois da Páscoa celebra-se a Ascensão do
Senhor.

7.2.7. Quaresma

O Tempo da Quaresma visa preparar a celebração da Páscoa; a liturgia


quaresmal, com efeito, dispõe para a celebração do mistério pascal tanto os
catecúmenos, pelos diversos graus de iniciação cristã, como os fiéis, pela
comemoração do batismo e penitência.
O Tempo da Quaresma vai de Quarta-feira de Cinzas até a Missa na Ceia do
Senhor exclusive. Do início da Quaresma até a Vigília pascal não se diz o Aleluia.
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

Na Quarta-feira de abertura da Quaresma, que é por toda a parte dia de jejum, faz-
se a imposição das cinzas.
Os Domingos deste Tempo são 1º,2º,3º,4º e 5º Domingos da Quaresma. O
6º Domingo, com qual se inicia a Semana Santa, é chamado “Domingo de Ramos e
da Paixão do Senhor”. A Semana Santa visa recordar a Paixão de Cristo, desde sua
entrada messiânica em Jerusalém.
Pela manhã da Quinta-feira da Semana Santa, o Bispo, presidindo a Missa
concelebrada com seu presbitério, benze os santos óleos e consagra o crisma.

No Tempo da Quaresma é proibido ornamentar com flores o altar. Excetuam-


se, porém, o domingo "Laetare" (IV na Quaresma), solenidades e festas.
(Instrução Geral do Missal Romano, n. 305)

A observância anual da Quaresma é tempo favorável pelo qual se sobe ao


monte santo da Páscoa. A penitência quaresmal não há de ser meramente interna
e individual, mas também externa e social, orientada para as obras de misericórdia
a favor dos irmãos. Neste tempo especial, os fiéis devem se aproximar mais ainda
do sacramento da Penitência, para, purificados poderem participar das alegrias do
domingo da Ressurreição.
(Cerimonial dos Bispos, n.249-251)

7.2.8. Natal

A Igreja nada considera mais venerável, após a celebração anual do mistério


da Páscoa, do que comemorar o Natal do Senhor e suas primeiras manifestações,
o que se realiza no Tempo do Natal. O Tempo do Natal vai das Primeiras Vésperas
do Natal do Senhor ao Domingo depois da Epifania ou ao Domingo depois do dia 6
de janeiro inclusive.
O Natal do Senhor tem a sua oitava organizada do seguinte modo:

a) no Domingo dentro da oitava, ou, em falta dele, no dia 30 de dezembro,


celebra-se a festa da Sagrada Família de Jesus, Maria e José;
b) no dia 26 de dezembro, celebra-se a festa de Santo Estevão, Protomártir;
c) no dia 27 de dezembro, celebra-se a festa de São João, Apóstolo e
Evangelista;
d) no dia 28 de dezembro, celebra-se a festa dos Santos Inocentes;
e) no dia 29,30 e 31 são dias dentro da oitava;
f) no dia 1º de janeiro, oitavo dia do Natal, celebra-se a solenidade de Santa
Maria, Mãe de Deus, na qual se comemora também a imposição do Santíssimo Nome
de Jesus, (preceito). O Domingo que ocorre entre os dias 2 e 6 de janeiro é o 2º Domingo
depois do Natal.

A Epifania do Senhor é celebrada no dia 6 de janeiro, a não ser que seja


transferida para o Domingo entre os dias 2 e 8 de janeiro, nos lugares onde não for
considerada dia santo de guarda, no Domingo depois do dia 6 de janeiro celebra-se
a festa do Batismo do Senhor.

7.2.9. Advento

O Tempo do Advento possui dupla característica, sendo um Tempo de


preparação para as solenidades do Natal, em que se comemora a primeira vinda do
Filho de Deus entre os homens, é também um Tempo em que, por meio desta
lembrança, voltam-se os corações para a expectativa da segunda vinda do Cristo

49
no fim dos Tempos. Por este duplo motivo, o Tempo do Advento se apresenta como
um Tempo de piedosa e alegre expectativa.
Inicia-se após o último Domingo do Tempo comum (Solenidade de Cristo Rei)
e termina no dia 24 de dezembro (vésperas do Natal do Senhor). São chamados
1º,2º,3º e 4º Domingos do Advento. Os dias de semana dos dias 17 a 24 de
dezembro inclusive visam de modo direto a preparação do Natal do Senhor.

7.2.10. Comum

Além dos Tempos que têm característica própria, restam no ciclo anual trinta
e três ou trinta e quatro semanas nas quais não se celebra nenhum aspecto especial
do mistério do Cristo; comemora-se nelas o próprio mistério de Cristo em sua
plenitude, principalmente aos Domingos. Este período é chamado Tempo Comum.
O Tempo Comum começa na Segunda-feira que segue ao Domingo depois
do dia 6 de janeiro e se estende até a terça-feira antes da quaresma inclusive;
recomeça na segunda-feira depois do Domingo de Pentecostes e termina antes das
primeiras Vésperas do 1º Domingo do Advento.
A mesma ordem é observada na série de formulários que se encontram tanto
na Liturgia das Horas (vol. III-IV) como no Missal para os Domingos e dias de
semana deste Tempo.

7.2. VESTES SAGRADAS

Batina - Hábito talar


masculino usado pelos clérigos
seculares e regulares que não
possuem hábito próprio. É
negra, possui 33 botões na
parte central e 5 em cada
manga, estendendo-se até os
calcanhares. Veste apropriada
para os coroinhas do sexo
masculino. Observe que os padres usam batina preta e o papa batina branca.
Além destas cores, há a vermelha para cardeais e violeta para bispos.

Faixa da batina - Faixa de tecido usado pelos


clérigos sobre a batina na altura do estômago.

Peregrineta – Pequena capa sobre os


ombros, aberta na frente.

Mozeta ou murça – Parecida com a


peregrineta, mas não tem abertura na frente.

Colarinho - Parte da batina usada próxima


ao pescoço, possui algumas variações, constando
sempre de uma fita branca que fica mais ou menos
O papa utiliza a batina branca, com à mostra.
faixa branca (com brasão bordado nas
pontas) e sobre a batina a peregrineta.
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

Amito – Paramento branco, normalmente quadrado ou retangular, usado no


pescoço para cobrir a veste civil ou a batina antes de pôr a alva. Entre algumas
ordens religiosas ele tem um capuz para cobrir a cabeça. "Imponde, ó Senhor, na
minha cabeça o elmo da salvação para me defender dos golpes do demônio."
(Oração para paramentação)

Alva - A alva é a veste branca que


desce até os pés (veste talar). É a veste
comum aos ministros de qualquer grau"
(IGMR). "Purificai-me, ó Senhor, e limpai meu
coração para que, purificado pelo Sangue do
Cordeiro, possa eu gozar da felicidade
eterna." (Oração para paramentação)

Cíngulo - Paramento usado para


prender a alva junto ao corpo. Todos os que
usam alva usam o cíngulo, exceto se a alva já
se ajustar ao corpo. O sacerdote cinge-se com
o cíngulo, cordão branco ou da cor dos
paramentos. Símbolo da castidade e da luta
contra as paixões desregradas. Estão
representadas no cíngulo as cordas com as
quais as mãos de Nosso Senhor Jesus Cristo
foram amarradas.
"Cingi-me, ó Senhor, com o cíngulo da
pureza e extingui meus desejos carnais, para
Papa faz uso da alva e do cíngulo prendendo
que permaneçam em mim a continência e a a alva junto a cintura.
castidade." (Oração para paramentação)

Túnica e escapulário – A túnica é uma


espécie de alva com gola fechada. O escapulário é
um paramento em forma de tira. Diferentemente da
batina e da sobrepeliz, que são vestes masculinas, a
túnica e o escapulário são unissex, sendo tais vestes
utilizadas principalmente nas ordens religiosas
(franciscanos, carmelinas, beneditinos, etc.).

Por causa disso, esse é o paramento mais


apropriado para os coroinhas do sexo feminino (onde
há). Na foto ao lado, um coroinha do sexo feminino faz
uso da túnica branca com um escapulário vermelho.

51
Estola - A estola é um dos paramentos mais ricos de
significado no Rito Romano, consiste de uma faixa estreita de
tecido de acordo com a cor da liturgia do dia decorada,
geralmente com bordado. Usado pelos clérigos sobre a alva
ou vestes corais. Os diáconos a usam a tiracolo, os sacerdotes
ao redor do pescoço e caindo sobre o peito. É usado na
celebração da missa, dos sacramentos e dos sacramentais. "Ó
Senhor, restaurai em mim a estola da imortalidade, que perdi
pela desobediência de meus primeiros pais, indigno como sou
de me aproximar de vossos sagrados mistérios, possa eu
alcançar a alegria eterna." (Oração de paramentação)

Casula - Manto sacerdotal


usado sobre estola e alva. Seu
significado remete ao caráter sacrificial
da missa, por isso é proibido o seu uso
fora da Missa, exceto na Sexta-feira da
paixão do Senhor.
É um paramento utilizado
apenas pelos presbíteros e pelos
bispos, de acordo com a cor do dia. O
branco e o dourado podem substituir
qualquer outra cor.

Na imagem à esquerda, o Papa utiliza casula gótica verde e, à


direita, uma casula romana dourada.

Há, basicamente, duas espécies de


casula: a dita romana e a gótica. Na forma
ordinária do rito romano as duas podem ser
usadas, não juntas, evidentemente. Já na Papa utiliza casula romana vermelho/dourada
forma extraordinária, para a utilização da sobre dalmática vermelha.
casula gótica é necessária uma autorização.
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

"Ó Senhor, que dissestes: 'Meu jugo é suave e meu peso é leve', fazei que
eu seja capaz de levar esta vestimenta dignamente para alcançar a vossa Graça."
(Oração de paramentação)

Dalmática - Paramento utilizado pelos diáconos sobre alva e estola e insígnia


episcopal que o bispo usa em ocasiões solenes debaixo da casula.

À direita, o papa usando


dalmática vermelha debaixo
da casula. Observe que como
a casula romana não possui
mangas, as mangas em
vermelho aparecendo na
imagem são da dalmática.

No formato, é
um pouco parecida
com a casula
romana, mas possui
manga (a meio
Diácono usando dalmática vermelha. tamanho) e gola
normalmente redonda.

Manípulo - Paramento cujo formato lembra o


de uma pequena estola, que pode ser usado no
antebraço esquerdo pelo sacerdote durante a missa.
O manípulo é colocado no braço esquerdo. Isso
simboliza a vida presente com seus sofrimentos.

O manípulo é colocado no braço esquerdo.


Isso simboliza a vida presente com seus sofrimentos.

Era um tecido que os antigos carregavam


sobre o braço. Eles se serviam dele para enxugar o
suor de seu rosto e as lágrimas de seus olhos. Esta
destinação primitiva explica porque a Igreja fez dele,
um símbolo do trabalho e das lágrimas. Ele recorda
que o Salvador, regando com seu suor e suas
lágrimas o caminho por Ele percorrido entre Belém e
o Calvário...

“Que eu seja digno, Senhor, de carregar o


manípulo das lágrimas e da dor, afim que, na alegria
eu receba a recompensa prometida àquele que Observe no braço esquerdo o manípulo roxo.
trabalha”. (Oração de paramentação)

53
Sobrepeliz - Paramento
branco, curto e com mangas
largas usados pelos acólitos ao
servir a missa ou nas vestes
corais de alguns clérigos ou
ainda pelo sacerdote ao
administrar algum sacramento
fora da Missa.

Roquete - Paramento
branco parecido com a
sobrepeliz, mas distingue-se dela
principalmente pelas mangas
mais estreitas. É veste coral,
usada normalmente somente por
À esquerda o Papa usa uma roquete e à direita um acólito usando bispos. Não pode substituir a
uma sobrepeliz. sobrepeliz.

Solidéu - Pequeno chapéu em forma de calota usado pelos


clérigos sobre a cabeça. Sua cor varia em relação ao clérigo. Os
bispos utilizam o violeta, os cardeais o vermelho e o papa o branco.

Barrete - Chapéu quadrado provido


geralmente de três palas e quase sempre de um
pompom. Usado pelos clérigos junto ao hábito diário
e, de maneira especial, com os paramentos. Sua cor
varia de acordo com o grau hierárquico do clérigo. O
barrete tem uma representação de autoridade. Ao
pronunciar uma sentença, por exemplo, os juízes na antiguidade utilizavam o
barrete.

Vimpa - Paramento semelhante ao véu


umeral, quadrado e posto nas costas. São
usadas pelos acólitos para portar as insígnias
episcopais (mitra e báculo) durante as
celebrações.
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

Véu umeral - Usado para segurar o


Santíssimo Sacramento, relíquias e os santos
óleos, o véu umeral consta de um paramento
quadrado posto sobre os ombros.

Papa usando véu umeral para dar a benção com


o Santíssimo Sacramento. Observe que debaixo
do véu umeral, o papa está usando uma capa
pluvial.

Pluvial - Capa ampla com um


feixe à frente, usado pelos clérigos em
O papa usando a capa pluvial em procissão.
procissões e ocasiões litúrgicas fora da
missa. Quando o sacerdote caminha, os
diáconos levantam as pontas do pluvial. “O pluvial, ou capa de asperges, é usado
pelo sacerdote nas ações sagradas solenes fora da Missa, nas procissões e outros
atos sagrados, segundo as rubricas próprias de cada rito.” (Cerimonial dos Bispos,
n. 66)

Capa magna - Grande


capa usada pelos Bispos e
Cardeais com vestes corais em
sinal de solenidade. É violeta para
os Bispos e vermelha para os
Cardeais. “A capa magna violácea,
sem arminho, só se pode usar
dentro da diocese e nas festas
mais solenes.” (Cerimonial dos
Bispos, n. 64)
Bispo africano usando capa magna violácea em Missa
soleníssima na África.

55
Gremial - Paramento
quadrado usado na altura da
cintura pelos Bispos. Na forma
ordinária, apenas para unções,
imposição das cinzas e
algumas outras ocasiões.

Múleos - Sapatos vermelhos usados


pelo Sumo Pontífice.
Os papas durante muitos séculos
sempre usaram os Múleos, com a cor do
sangue dos mártires da Igreja, para que ele
próprio se lembrasse quem foram aqueles que
o precederam e assim, lembrasse sempre que
ele é parte de algo muito maior, e que não é O
papa, mas é um papa que deve buscar a Cristo
e ao bem da Santa Igreja. Desse modo, os
Múleos é um símbolo da completa submissão
do papa à autoridade de Jesus Cristo.
(Manual do coroinha)

• Insígnias episcopais

“As insígnias pontificais do Bispo são: o anel, o báculo pastoral, a mitra, a


cruz peitoral, e ainda o pálio se lhe for concedido pelo direito.” (Cerimonial dos
bispos, n. 57)

Báculo - Insígnia Episcopal que representa o cajado que o Bispo, pastor


diocesano, usa para conduzir suas ovelhas.

“Dentro do seu território, o Bispo usa o báculo, como sinal do seu múnus
pastoral. Aliás, qualquer Bispo que celebre solenemente o pode usar, com o
consentimento do Bispo do lugar. Quando estiverem vários Bispos presentes na
mesma celebração, só o Bispo que preside usa o báculo. Com a parte recurvada
voltada para o povo, ou seja, para a frente, o Bispo usa habitualmente o báculo na
procissão, para ouvir a leitura do Evangelho e fazer a homilia, para receber os votos,
as promessas ou a profissão da fé; e finalmente para abençoar as pessoas, salvo
se tiver de fazer a imposição das mãos.” (Cerimonial dos bispos, n. 59)
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

Férula - Objeto semelhante ao báculo.


O Sumo Pontífice usa uma em forma de cruz
como insígnia.

Mitra - Insígnia Episcopal, usada à


cabeça possui a forma de dois pentágonos
unidos, munida de duas faixas na parte de
trás: as ínfulas.
“A mitra, que será uma só na mesma
ação litúrgica, simples ou ornamentada de
acordo com a celebração, é habitualmente
usada pelo Bispo: quando está sentado;
quando faz a homilia; quando faz as saudações, as alocuções e os avisos, a não
ser que logo a seguir tenha de tirar a mitra; quando abençoa solenemente o povo;
quando executa gestos sacramentais; quando vai nas procissões. ” (Cerimonial dos
bispos, n. 60)

Cruz peitoral - Insígnia


Episcopal que consta de um crucifixo
usado com um cordão ou em corrente
simples.
A cruz peitoral é usada sobre
todas as vestes, exceto a casula, a
dalmática e o pluvial (cf. Cerimonial
dos bispos, n. 61). No entanto, por
especial concessão, o bispo pode usar
a cruz sobre a casula.

Anel episcopal – “O anel, insígnia da fidelidade e da união nupcial com a


Igreja, sua esposa, deve o Bispo usá-lo sempre.” (Cerimonial dos bispos, n. 58)
O anel do Papa é semelhante ao do bispo, mas este, porém, possui a imagem
de São Pedro gravada. Quando o papa morre ou renuncia o anel é quebrado.

Pálio - Insígnia Episcopal usada ao


redor do pescoço pelos arcebispos como
símbolo de poder e jurisdição.
É usado somente sobre a casula e
dentro de seu território de jurisdição.
Tem cor branca com cruzes de malta
gravados. As cruzes são vermelhas e com
cravos no pálio do Papa e pretas sem cravos
no pálio do arcebispo.

57
VIII Encontro
Objetos sagrados

8.1. PRINCIPAIS OBJETOS

Particular respeito e cuidado são devidos aos vasos sagrados. O material


deve ser nobre, durável e em todos os casos adaptados para o uso sacro. Os
vasos sagrados não devem ser de pobre qualidade nem destituídos de estilo
artístico. Antes de serem usados, cálices e patenas devem ser consagrados
pelo bispo ou sacerdote. (Inaestimabile Donum, n. 16)

Reprove-se qualquer uso, para a celebração da Missa, de vasos comuns ou


de escasso valor, no que se refere à qualidade, ou carentes de todo valor
artístico, ou simples recipientes, ou outros vasos de cristal, argila, porcelana
e outros materiais que se quebram facilmente. Isto vale também para os
metais e outros materiais, que se corroem (oxidam) facilmente. Os vasos
sagrados, antes de serem utilizados, sejam benzidos pelo sacerdote com o
rito que se prescreve nos livros litúrgicos. (Redemptionis Sacramentum, n.
117-118)

Cálice - O mais digno dos vasos sagrados. É usado para


portar o preciosíssimo sague. O material deve ser de prata, ouro
ou outro que não oxide ou absorva líquidos.

“Não uma vez, mas milhares de vezes, ele esteve em


contato com o sangue do nosso divino Salvador, o mesmo
sangue contido na taça do cenáculo, o mesmo que escorreu
sobre a cruz. Respondendo, assim, à exortação que nos faz S.
Jerônimo de despertar no cálice a veneração que nos inspiram
o corpo e o sangue de Jesus Cristo. ” (Abbé Durand)

Cálice
Cibório ou píxide - Vaso sagrado
semelhante ao cálice. Possui copa mais
larga e tampa. Porta o santíssimo Corpo
de Nosso Senhor para a comunhão dos
fiéis.
A Santíssima Eucaristia conserva-
se dentro deste vaso. No decorrer dos
Cibório simples séculos o seu formato variou muito,
desde a forma de pomba que pendia
primitivamente do dossel até o vaso bojudo com pé, como se
tem hoje em dia. Quando contiver o Santíssimo Sacramento, a
píxide deve estar coberta com um véu branco ornado e
guardada no sacrário. Cibório ornado
O material deve ser de prata, ouro ou outro que não
oxide ou absorva líquidos.
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

Patena - Junto com o cálice, um dos mais


importantes. É um objeto circular, raso, usado para portar a
hóstia grande (magna). Deve ter sua parte superior de ouro
ou prata.
A patena simboliza o sepulcro de Cristo.

"Compreendamos a lição que nos é dada nestes


vasos sagrados que só recebem por um instante o Santo
dos santos, nossos corações tornam-se, pela comunhão,
Patena
cálices vivos. Nossos lábios, nossa língua, são uma nova
patena sobre a qual Nosso Senhor descansa. Que Ele encontre sempre ali o ouro
da caridade e os perfumes da oração." (Abbé Durand)

Âmbula - Vasos usados para guardar os Santos


Óleos: o óleo dos catecúmenos, óleo dos enfermos e o
Santo Crisma.
Em alguns lugares também se conhece por
esse nome o Cibório.
Âmbulas

Galhetas - Vasos que portam a água e o vinho. O vinho


com uma gota d’água só vai para o cálice quando da
preparação do altar.
Galhetas

Teca - Pequeno vaso sagrado com tampa, usado para guardar hóstias
consagradas no sacrário e, mormente, levá-las como viático
aos enfermos.

Bandeja de comunhão - Pequeno prato, geralmente


munido de haste, usado durante a comunhão sob o queixo
daquele que comunga para evitar que se perca alguma
partícula das sagradas espécies. Bandeja de
comunhão

Ostensório ou Custódia - Objeto sagrado usado para


expor à Adoração Solene o Santíssimo Sacramento.

Luneta - Pequeno objeto em formato de meia lua, daí seu


nome, usado para portar e sustentar a hóstia dentro do ostensório.

Relicário - Objeto parecido com o ostensório, mas utilizado


para expor à veneração as relíquias dos santos.
Ostensório

59
Turíbulo - O vaso sagrado, munido de uma parte inferior,
onde se colocam as brasas incandescentes e se queima o
incenso; uma parte intermédia móvel, chamada opérculo, e uma
parte superior onde se predem as correstes de sustentação e a
que suspende o opérculo.
Enquanto os ouvidos se embalam e a alma se eleva aos
céus com as suaves melodias do canto, confundem os olhos e o
olfato as nuvens espiraladas que sobem do turíbulo ao alto e
enchem a igreja toda.
Como o discípulo predileto, João, narra em sua visão de
Turíbulo Patmos, contemplamos no céu os turíbulos de ouro, movidos
pelos Anjos, junto ao trono do Cordeiro. Estes turíbulos estavam
cheios de perfumes, narra o apóstolo, e revela-nos também que eles não eram outra
coisa que as orações dos Santos. O incenso, portanto, segundo São João em seu
Apocalipse, simboliza também a oração; e quando se eleva ao céu, relembra-nos
como há de ser a nossa prece, isto é, pura, ardente, aromatizante com o perfume
das nossas virtudes.

Naveta - Vaso em forma de nave, de onde vem seu


nome, que porta o incenso a ser colocado no turíbulo.

Naveta

Caldeirinha - Vaso litúrgico próprio para


água benta.

Hissopo - Objeto usado para aspergir a


Caldeirinha assembleia ou um objeto com água benta.

Hissopo

Lavabo - Conjunto de bacia e jarro com que o


sacerdote lava as mãos ao fim do ofertório. O acompanha
uma alfaia: o manustérgio.

Lavabo

Carrilhão - Conjunto de sinos, geralmente


pequenos, unidos que tocam juntos. Geralmente
é usado como campainha durante a consagração. Carrilhão
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

Matraca - Objeto de maneira de produz um som menos


estridente que os sinos e carrilhões e os substituem durante a
quaresma, ou parte dela.

Matraca

Castiçal - Usado para portar as velas,


durante a liturgia permanece sobre o altar em
número de dois, quatro, seis ou, se missa do
bispo, sete. Também é levado nas procissões.
Castiçais

Cruz do altar – O
crucifixo é a imagem na qual
está representado Nosso
Senhor crucificado. Na
liturgia, deve-se tê-lo sempre
junto ou sobre o altar. O papa
Bento XVI insistiu bastante
para que o crucifixo seja
colocado sobre o altar, no
centro do altar voltado para o
sacerdote e não ao lado do
altar.

Sobre o altar está


Altar com um crucifixo no centro e sete castiçais.
colocada a cruz com a imagem
de Jesus Cristo Crucificado, afim de recordar ao celebrante e aos fiéis a paixão de
Jesus Cristo, que o sacrifício renova misticamente.

Cruz processional – É uma haste com a


imagem de Cristo crucificado. É levada na procissão
de entrada e de saída. Guia a procissão, exceto se
houver incenso.

Cruz processional

Círio Pascal - Círio pascal é a vela abençoada e


marcada com símbolos próprios que se acende com fogo
santo na vigília pascal. Entre os símbolos, encontra-se a
cruz, as letras alfa e ômega e os cravos. Permanece
aceso durante as ações litúrgicas no templo pascal, isto
é, até a solenidade de Pentecostes. É usado também
quando há batismos. Círio pascal

61
Pálio - Objeto constituído
de um tecido decorado, sob o
qual se transporta o Santíssimo
de forma solene, com o
Ostensório. Possui quatro ou
mais hastes em que ministros
seguram para sustentar o pálio.
Normalmente é usado na
solenidade de Corpus Christi.

Procissão com o Santíssimo debaixo do pálio.

Umbela - Objeto em formato de


guarda-chuva, usado para transportar o
Santíssimo Sacramento de forma menos
solene que o pálio, normalmente quando não
se usa o Ostensório. Na Missa de quinta-feira
da semana santa usa-se a umbela na
procissão até a capela.

Umbela

Genuflexório – É um
objeto em que se ajoelha.
Normalmente o sacerdote faz
uso quando há adoração ao
Santíssimo Sacramento.
Também pode ser utilizado
durante a distribuição da
comunhão para que os fiéis se
ajoelhem para comungar o
Senhor.

Uso do genuflexório durante a comunhão


Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

8.2. ALFAIAS

Corporal - Pano quadrado dobrado três


vezes na vertical e três na horizontal. É
desdobrado sobre o altar e sobre ele se põe os
vasos sagrados que contém as sagradas
espécies para serem consagradas no Santo
Sacrifício da Missa. É com muita razão que
assim se chama: devido ao seu contato imediato
com o adorável Corpo de Cristo.

Corporal

Bursa ou bolsa do corporal -


Bolsa formada por duas partes rígidas
encapadas e unidas por tecido. Usada
para portar o corporal e colocada sobre o
véu do cálice. Sua cor varia com a do
tempo.

Algumas bolsas

Manustérgio - Pequena toalha usada


junto do lavabo, com a qual o sacerdote enxuga
as mãos depois de as ter lavado.

Manustérgio

Sanguíneo - Pequena alfaia de formato


retangular, que se encontra junto ao cálice. É usada
para evitar que alguma partícula se perca e para
limpar e secar os vasos sagrados.

Sanguíneo

63
Pala - Objeto rígido, encapado com tecido
utilizado para cobrir o cálice. Geralmente de forma
quadrangular e bordadas. Suas cores podem
variar com o tempo litúrgico, mas o preto é
proibido à pala, já que o preto é símbolo de morte.

Pala branca sobre Cálice

Véu do cálice - Véu


do Cálice é um véu que cobre
o cálice com o sanguíneo, a
pala e a patena. Sua cor varia
de acordo com a do tempo.
Sobre ele vai a bolsa do
corporal com o corporal
dentro.
"O cálice, como
convém, seja coberto com
um véu, que pode ser da cor
do dia ou de cor branca."
(IGMR, n. 118)

Véu do cálice debaixo da bursa

Véu do cibório - Véu, sempre de cor


branca, que cobre o cibório quando este porta
hóstias consagradas.

Véu cobrindo cibório


Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

8.3. LIVROS SAGRADOS

Lecionário - Lecionário é o livro usado


para se fazer as leituras, na forma ordinária. Os
lecionários contêm leituras, sequências, salmos,
aclamação ao evangelho e, ainda, o próprio
evangelho. Dentre os lecionários temos:
· Lecionário Dominical;
· Lecionário Semanal (em dois volumes);
· Lecionário Santoral;
· Lecionário do Pontifical Romano;
Existem ainda os lecionários para a
liturgia das horas.
Usa-se os lecionários sempre do ambão.

Missal - Principal livro da missa onde se


encontra o ordinário, orações sacerdotais
próprias de cada dia e, na forma extraordinária,
também a epístola e o evangelho.

Cerimonial dos Bispos - Livro que reúne as rubricas de todas as


celebrações de cunho episcopal.

Pontifical - Livro que reúne os textos das celebrações presididas pelo bispo
como crisma, ordenações, etc.

Gradual Romano e Simples - O Gradual Romano é um livro litúrgico que


contém exclusivamente músicas. Apenas música e toda a música necessária para
a celebração de qualquer Missa do ano litúrgico. A Conferência Episcopal do Brasil
infelizmente não traduziu o livro para o português, como mandou a Santa Sé. Cada
música contém partituras para o canto gregoriano.
O Gradual Simples é também um livro litúrgico que contém apenas músicas,
mas as melodias são mais simples, em tons salmódicos.

Ritual romano - Chamamos de rituais, os livros que contém os ritos de


sacramentos e sacramentais, listados a seguir: · Ritual do Batismo de Crianças; ·
Ritual das Exéquias; · Ritual da Iniciação Cristã de Adultos; · Ritual da Unção dos
Enfermos; · Ritual da Sagrada Comunhão e Culto Eucarístico Fora da Missa; · Ritual
da Penitência · Ritual de Bênçãos; · Ritual do Matrimônio; · Ritual do Exorcismo e
outras súplicas.

Evangeliário - Evangeliário, ou Livro dos Evangelhos, é o livro litúrgico que


reúne os evangelhos lidos na missa. É, dentro do rito romano, a representação física
da palavra de Deus e, em particular, das sagradas escrituras.

65
IX Encontro
Rito romano: Introdução as formas e partes do rito

9.1. A EXISTÊNCIA DO RITO

A liturgia católica possui um Rito, diferentemente do que muitos pensam, a


liturgia não é uma obra que o sacerdote realiza, muito menos que o povo realiza.
Ter consciência de que existe um rito é entender que existe uma forma estabelecida,
pré-estabelecida, através da qual todos devem se submeter. O Rito é como um dom
que Deus deu à Igreja através dos tempos, é um patrimônio da Igreja que deve ser
conservado com grande estima. Ignorar as prescrições do rito é rejeitar o Dom de
Deus.

O Rito também é aquilo que marca a identidade, ou seja, ele expressa algo
específico, a fé. O Rito católico expressa a fé católica, a fé da Igreja do mundo
inteiro. Através da celebração do rito a Igreja dá testemunho de sua unidade, da sua
universalidade, mesmo se existem casos particulares. Essencialmente, o rito é a
expressão da fé. A forma como oramos expressa o que nós cremos ("lex orandi lex
credendi").

Neste último ponto, ignorar as normas do rito é, de certa forma, mutilar essa
identidade. A comunidade que não segue o rito já não aparece como uma PARTE
de um TODO, mas apenas uma parte separada do todo. A comunidade que inventa
suas normas litúrgicas, desobedece às normas estabelecidas pela Igreja, se separa
desta identidade. Não está mais ligada nem no espaço (não celebra como a Igreja
do mundo todo celebra) nem no tempo (não celebra como a Igreja sempre celebrou).

9.2. BREVE HISTÓRICO DAS FORMAS DO RITO ROMANO

O Rito que a Igreja celebra no Ocidente é o Romano. O Rito Romano possui


duas formas: a ordinária e a extraordinária. Ambas as formas são estabelecidas pela
Igreja, ou seja, existem normas da Igreja a respeito delas.

Substancialmente as duas formas do único Rito Romano são iguais. A


diferença é apenas acidental, com algumas cerimônias que uma forma possui e a
outra não, mas essencialmente têm a mesma estrutura. Depois veremos isso com
um pouco mais de detalhe.

A forma extraordinária do Rito Romano tem origem antiguíssima, pois já com


o Papa São Gregório Magno (596-604) a Missa era celebrada com essa forma. A
Igreja conservou esse patrimônio durante os séculos, fazendo pequenas
modificações. O Papa São Pio V fez algumas pequenas modificações por ocasião
do Concílio de Trento, por isso que muitas pessoas chamam a forma extraordinária
de Missa de São Pio V ou Missa Tridentina. O Papa São João XXIII também fez
algumas pequenas alterações e publicou elas em 1962. A forma extraordinária é
celebrada usando esse Missal de 1962.
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

O Beato Papa Paulo autorizou


algumas reformas no Missal e as
promulgou em 1970. É com esse Missal
que se celebra a forma ordinária do Rito
Romano. Então nós temos dois Missais
que foram promulgados com apenas 8
anos de diferença.
As formas ortodoxas de um Rito
são realidades vivas, nascidas do
diálogo do amor entre a Igreja e seu
Senhor. Elas são expressões da vida da
Igreja, em que são destiladas a fé, a
oração e a vida de gerações inteiras, e
que encarnam em formas específicas
tanto a ação de Deus quanto a resposta
do homem. Se a unidade da fé e a
unidade do mistério aparecem
claramente nas duas formas de
celebração, isso só pode ser uma razão
para que todos possam se alegrar e
agradecer ao bom Deus.
(Joseph Ratzinger, Papa Bento XVI, Palestra no 10º
aniversário do Motu Próprio Ecclesia Dei)

9.3. IGUAL DIGNIDADE

As duas formas do Rito romano


têm igual dignidade e, além disso,
igualdade jurídica. A forma
extraordinária do Rito Romano foi a
liturgia que em todos os séculos da era
cristã impulsionou na vida espiritual
numerosos Santos e reforçou muitos
povos na virtude da religião e fecundou
a sua piedade (Papa Bento XVI, Motu
Proprio Summorum Pontificum).
Deve gozar da devida honra pelo
seu uso venerável e antigo, por isso é
permitido celebrar o Santo Sacrifício da
Missa segundo a edição típica do Missal
Romano, promulgada por São João
XXIII em 1962. Para tal celebração,
segundo um ou outro Missal, o
sacerdote não necessita de qualquer
autorização da Sé Apostólica nem do
seu Ordinário e poderá ser realiza tanto
nos domingos, como durante a semana
e dias de preceito. Também poderão
ser realizados casamentos,
ordenações, funerais, etc. na forma
extraordinária.
(Papa Bento XVI, Motu Proprio Summorum Pontificum)

67
Não existe qualquer contradição entre uma edição e outra do Missale
Romanum. Na história da Liturgia, há crescimento e progresso, mas nenhuma
ruptura. Aquilo que para as gerações anteriores era sagrado, permanece sagrado e
grande também para nós...
(Papa Bento XVI, Carta que acompanha o Summorum Pontificum)

9.4. LINGUAGEM E ORIENTAÇÃO LITÚRGICA

Algumas pessoas,
ainda que bem-intencionadas,
por falta de conhecimento
acabam fazendo distinção das
duas formas do Rito Romano
de forma errada. Dizem que a
Missa celebrada na forma
ordinária é “voltada para o
povo” e em vernáculo (idioma
do local), enquanto que a
Missa celebrada na forma
extraordinária é “de costas
para o povo” e em latim. São
dois grandes erros!
Comecemos
esclarecendo que não existe
esse termo “de costas para o
povo”. Em tais celebrações o
sacerdote não fica de costas
para o povo, mas “de frente
para Deus”, pois todos estão
voltados para a mesma
direção, os fiéis e o sacerdote
estão de frente para a cruz,
voltados para a cruz. O altar
pode tanto estar afastado da Papa celebrando a forma ordinária de frente
parede quanto junto da parede, pois o para Deus.
que importa é que todos estejam
virados para a mesma direção, todos
no mesmo sentido, todos em direção
à Deus.

Tendo desmentido este termo, isto é, acabado com esse mito, convém dizer
que a orientação litúrgica não é algo que possa distinguir a forma do Rito. Pois as
duas formas do Rito podem ser celebradas “de frente para Deus” (versus Deum).
Em encontros anteriores pudemos ver que a forma ordinária também pode ser
celebrada voltada para a cruz, como os próprios Papas Bento XVI e Francisco
fizeram.

E a linguagem da celebração? Também ela não é um fator que possa


distinguir, a priori, as formas do Rito. Pois a forma ordinária também é em latim, o
que existe é uma concessão para que a forma ordinária possa ser celebrada em
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

vernáculo. A forma ordinária poderá ser celebrada integralmente em latim ou em


parte em latim e parte em vernáculo, como diversas vezes é celebrada pelo Papa.
Já a forma extraordinária poderá ser celebrada em latim e com as leituras em
vernáculo.

Desta forma, podemos perceber que a orientação e o latim são dois


elementos que podem estar presentes nas duas formas do Rito. A diferença das
duas formas não está na linguagem e na orientação, mas nas cerimônias, como
dissemos.

9.5. PRINCIPAIS PARTES DO


RITO
Sem entrar em muitos
detalhes, veremos que o Rito
Romano é dividido em duas grandes
partes: a Liturgia da Palavra,
também chamada de Missa dos
catecúmenos, e a Liturgia
Eucarística, também conhecida
como Missa dos fiéis. Embora
tenhamos em mente que a Missa
possui essas partes, devemos
entender que essas partes não estão
separadas, mas juntas numa mesma
liturgia, tanto é que não é permitido
celebrar a liturgia somente com uma
das partes ou celebrá-las em locais
diferentes.
Abaixo podemos ver um
quadro com as principais partes de
ambas as formas do Rito Romano.
Observe que a estrutura é muito
semelhante, exceto no que diz
respeito aos ritos iniciais e finais,
além disso, na forma extraordinária
também há mais orações em voz
baixa do que na ordinária.
Missa na forma ordinária

69
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

X Encontro
Rito romano: Da entrada à liturgia Eucarística

10.1. PROCISSÃO DE ENTRADA

Estando os fiéis reunidos na Igreja, o sacerdote encaminha-se para o altar


enquanto se executa o Cântico de Entrada ou então se lê a Antífona de Entrada.

Aqueles que se aproximam do altar fazem a reverência devida:


• Se não houver sacrário no presbitério, faz-se a inclinação.
• Se houver o sacrário no presbitério, faz-se a genuflexão.
• Aqueles que portam as velas e a cruz processional fazem inclinação
de cabeça.

O sacerdote ao aproximar-se do altar faz reverência e beija-o. Se for utilizado


incenso ele então incensará a cruz do altar, o altar e as imagens. Caso não haja
incenso, ele irá para a cadeira.

A procissão se dará na seguinte ordem:

À frente vai a Cruz Processional, precedida pelo turíbulo. A Cruz é o


estandarte da cristandade, a bandeira de guerra do cristianismo. Após a cruz vão
dois coroinhas portando velas, estes cumprem a palavra do Senhor que diz: "Vós
sois a Luz do Mundo!" e anunciam a presença de Deus na história da humanidade.

Após as velas seguem os demais coroinhas, que caminham à frente do


sacerdote. Estes coroinhas representam os profetas que precederam a Nosso
Senhor e o anunciaram. Por último vem o sacerdote, paramentado com a casula,
que remete ao calvário. É a figura de Cristo que caminha em direção ao Calvário.

Este simples rito, riquíssimo em significado, dá o tom da celebração. Os


coroinhas caminham sérios, sabendo que estão indo para o altar do Senhor, onde
se renova o Sacrifício de Cristo. Estão caminhando para o Calvário. Aonde a Cruz
vai, eles vão atrás. É a Via Crucis de Jesus novamente. Este é um momento
importantíssimo, por isso o coroinha deve-se comportar e se concentrar; estará
sério, não olhará para os lados, não falará com ninguém, dará passos solenes com
o olhar meio baixo, em direção ao altar.

Para uma Missa mais solene, com a presença de concelebrantes,


Evangeliário ou então para aquela celebrada por um bispo, a ordem da procissão é
como abaixo.

71
Instruções

• Antes de começar a procissão mantenha silêncio, não fique conversando


com os demais coroinhas. Falar apenas se for para tirar alguma dúvida.
Se concentre naquele momento, prepare o espírito com seriedade.
• Durante a procissão de entrada, mantenha um passo lento e sério, postura
solene com coluna reta. Também mantenha distância daquele que vai à
sua frente, para que quando este chegar ao altar para fazer sua
reverência, a fila não pare.
• Não leve nenhum tipo de folheto ou qualquer objeto que não seja
reservado à liturgia. Aqueles que não levam turíbulo, naveta, cruz ou velas
devem ir com as mãos livres, unidas junto ao peito em oração, nada de
entrar batendo palmas.

10.2. SINAL DA CRUZ E SAUDAÇÃO

Terminado o Cântico de Entrada, todos, de pé, se benzem juntamente com


o sacerdote, enquanto somente o sacerdote diz:

C. Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo.


Ao que todos respondem:
R. Amem

Observemos que somente o sacerdote diz o texto. Todos fazem o sinal


(gesto) sobre si mesmo, mas somente o celebrante diz “Em nome...”. Este texto não
pode ser substituído, e nenhum outro gesto pode ser acrescentado.
Este sinal nos recorda aquela cruz redentora de Cristo, sacrifício que
estamos a participar novamente de modo incruento sobre este altar para louvor e
exaltação do Vosso "santo Nome, para o nosso bem e de toda a Santa Mãe Igreja."
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

Em seguida o sacerdote dirá:


C. A graça de Nosso Senhor Jesus Cristo...
Ao que todos respondem:
R. Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo.

Ou então:
C. O Senhor esteja convosco
R. Ele está no meio de nós.

Instruções

• No sinal da cruz faça o sinal sem dizer nada, apenas o sacerdote deve
pronunciar as palavras. Ao fiel cabe responder o Amém.
• Faça o sinal prestando atenção no gesto e não por mero mecanicismo. Tenha
em mente que este gesto vai demonstrar que você está ali presente em nome
da Trindade e que este mesmo gesto é um sinal de proteção contra o inimigo
que irá fazer de tudo para que você se distraia.

10.3. ATO PENITENCIAL

O sacerdote exorta os fiéis ao recolhimento, e convida-os ao Ato Penitencial.


O Ato Penitencial possui três fórmulas, que podem ser recitadas ou, se achar
necessário, cantadas.
Não podemos esquecer que para estar presente no Calvário do Senhor
devemos estar purificados, a fim de não sermos considerados indignos que estar no
Monte Santo, pois o lugar que pisamos é lugar santo. Que pureza nos exige esse
altar, que logo se tornará o Calvário? Que estado de graça nos exige a comunhão
com Deus ao fim da Missa? Por isso devemos rezar o Ato Penitencial com dor no
coração por causa dos nossos pecados.

1. FÓRMULA

Confesso a Deus todo-poderoso e a vós, irmãos e irmãs, que pequei muitas vezes
por pensamentos e palavras, atos e omissões (batendo no peito) por minha culpa,
minha tão grande culpa. (E continuam) E peço à Virgem Maria, aos anjos e santos,
e a vós, irmãos e irmãs, que rogueis por mim a Deus, nosso Senhor.

Que espetáculo sublime! A Igreja da terra unida à Igreja do céu, forma um


exército que se aproxima da misericórdia divina. Nos céus, Maria, os anjos e os
santos prostrados ao pé do trono de Deus pedem graças para aquele que reza, de
forma humilde e espera o perdão. Enquanto que nós rezamos sobre a terra, nossa
oração é repetida por todos os bem-aventurados no céu.

2. FÓRMULA

É recitado de forma alternada entre o sacerdote e os fiéis.

C. Tende compaixão de nós, Senhor.


R. Porque somos pecadores.

73
C. Manifestai, Senhor, a vossa misericórdia.
R. E dai-nos a vossa salvação.

3. FÓRMULA

C. Senhor, que viestes salvar os corações arrependidos, tende piedade de nós.


R. Senhor, tende piedade de nós.
C. Cristo, que viestes chamar os pecadores, tende piedade de nós.
R. Cristo, tende piedade de nós.
C. Senhor, que intercedeis por nós junto do Pai, tende piedade de nós.
R. Senhor, tende piedade de nós.

Esta terceira fórmula possui várias opções para os diversos tempos litúrgicos.
Também podem ser formuladas outras fórmulas, desde que com a mesma estrutura
de tropos (“invocação").

Instruções

• Este é o momento em que você deve pensar em todas as vezes que você
ofendeu a Deus por causa dos seus pecados. Recorde esses momentos e
peça perdão a Deus por ter sido tantas vezes infiel ao seu amor divino.
• Se a missa for celebrada “de frente para o povo”, nada de ficar olhando para
as pessoas. Abaixe um pouco os olhos ou então olhe para a cruz.
• Durante o canto você poderá escolher: cantar ou ficar em silêncio. Mas nas
duas opções o importante é que aquele texto seja vivido, porque caso
contrário torna-se um texto morto. Viva o momento da liturgia, o tempo de
Deus.

10.4. ABSOLVIÇÃO

Após o Ato Penitencial segue-se a absolvição do sacerdote, que diz:

C. Deus todo-poderoso tenha compaixão de nós, perdoe os nossos pecados e nos


conduza à vida eterna.
R. Amém.

Cabe esclarecer que esta absolvição não possui a eficácia do sacramento da


confissão.
O Ato Penitencial poderá ser substituído pela benção e aspersão da água em
recordação do batismo aos domingos, particularmente, no tempo pascal.

10.5. SENHOR, TENDE PIEDADE

Terminado o Ato Penitencial inicia-se o 'Senhor, tende piedade' (Kyrie).


Algumas pessoas não sabem que Ato Penitencial é diferente do Kyrie, por isso
acabam fazendo errado. Uma coisa é o Ato penitencial, outra coisa é o Kyrie.

C. Kyrie, eléison (Senhor, tende piedade de nós)


R. Kyrie, eléison (Senhor, tende piedade de nós)
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

C. Christe, eléison (Cristo, tende piedade de nós)


R. Christe, eléison (Cristo, tende piedade de nós)
C. Kyrie, eléison (Senhor, tende piedade de nós)
R. Kyrie, eléison (Senhor, tende piedade de nós)

Quando na Missa se utiliza as duas primeiras fórmulas do Ato Penitencial,


deve-se cantar ou recitar o kyrie. A Missa somente não terá o Kyrie quando, no Ato
Penitencial, for usada a terceira fórmula. E mesmo nos dias em que o Ato Penitencial
é substituído pela benção e aspersão de água benta há o Kyrie.

10.6. GLÓRIA

O Hino do 'Glória a Deus nas alturas' ('Glória in excelsis Deo') é cantado ou


recitado somente aos domingos, exceto no tempo do Advento e da Quaresma, nas
solenidades e festas e ainda em celebrações especiais mais solenes. O texto do
Glória é fixo, ou seja, não poderá jamais ser mudado.

Instruções

• Você tem a opção de cantar ou de ficar em silêncio, mas sempre da forma


como explicado. Em ambos os casos, o canto deve penetrar em seu coração.
O canto deve ser vivido.
• Nada de erguer os braços, balançar as mãos, bater palminhas, etc. O Glória
é um hino alegre, mas lembre-se que você não está na casa da Dona Joana
e nem fazendo uma festinha com seus amigos. A Missa é algo muito sério e
importante.
• Quem estiver com o Missal deve procurar estar atento para que ao final do
hino apresente o Missal o sacerdote quando ele disser “Oremos”.

10.7. ORAÇÃO DO DIA (COLETA)

A seguir, o sacerdote convida o povo a rezar, dizendo: "Oremos". Todos se


conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência
de que estão na presença de Deus e formulando interiormente (em silêncio) os seus
pedidos.
O sacerdote então reza a oração chamada de Coleta, pois recolhe todos os
pedidos da assembleia e eleva-os a Deus. Os fiéis fazem com que a oração também
seja sua pela aclamação do "amém".

Instruções

• O sacerdote provavelmente vai fazer alguns instantes de silêncio para que


os fiéis coloquem suas intenções. Assim você deve fazer. Coloque as suas
intenções mentalmente. A Coleta é justamente isso, coletar as intenções e
coloca-la no altar do Senhor.
• Uma riqueza que muitos deixam passar sem perceber é o texto da oração.
Observe a beleza da oração e associe seu pensamento às palavras do
sacerdote que as lê.

75
10.8. LITURGIA DA PALAVRA

A Liturgia da Palavra tem seu centro nas sagradas leituras e sua conclusão
com a homilia, a profissão de fé e a oração universal (dos fiéis). Este é o momento
de silenciar e colocar-se à escuta da Palavra do Senhor para aprender dele o
ensinamento divino.
As leituras serão feitas do ambão se houver presença do povo. Tais leituras
não podem ser substituídas por textos não-bíblicos.
O ministro das leituras é o Leitor, do salmo o Salmista e do Evangelho é o
diácono. Na ausência destes ministros, o sacerdote poderá ler tudo.

Instruções

• As leituras não é momento para ficar com conversinhas, por isso, todos
devem prestar atenção.
• O turiferário deve estar atento, observando se o turíbulo está aceso e, se
necessário, sair discretamente quando iniciar o salmo para colocar mais
carvão.
• Quando estiver no final do salmo, os coroinhas ceroferários e o naveteiro
devem ir discretamente até a sacristia buscar as velas e a Naveta para
entrarem no momento do Evangelho.

Silêncio

A liturgia da palavra deve ser celebrada de tal forma que ajude na meditação,
por isso, deve ser evitada toda e qualquer tipo de pressa que impeça o recolhimento
dos presentes. Recomenda-se que após cada leitura e da homilia haja um breve
instante de silêncio para aprofundamento e interiorização da palavra sob ação do
Espírito Santo.

Primeira leitura

O leitor dirige-se para o ambão para proferir a primeira leitura, que todos
ouvem sentados.

Salmo

O texto é tirado do Lecionário e poderá ser rezado, mas recomenda-se que


ele seja cantado, pois os salmos são próprios para o canto. O Salmo poderá ser
substituído somente pelo Responsório do Gradual, mas nunca por outros textos.
Todos estão sentados, exceto o cantor ou o coral, evidentemente.

Segunda leitura

Se houver segunda leitura, o leitor a fará do ambão, da mesma forma como


na primeira leitura.

Aclamação ao Evangelho

É o canto em que a igreja acolhe o Senhor que vai falar no Evangelho. É


cantado por todos, de pé. Será entoado a aclamação 'Aleluia', exceto no tempo da
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

quaresma. O que poucas pessoas sabem é que o texto para ser cantado não é
qualquer texto, mas o que vem no lecionário (ou no Gradual).

Instruções

• É neste momento que se deve apresentar o turíbulo.


• Aqueles que estão nas funções de turiferário, naveteiro e ceroferários devem
aproximar-se do sacerdote para que ele imponha o incenso. Se o espaço não
for curto demais, o turiferário e o naveteiro ajoelham-se na frente do
sacerdote. Em seguida se dirigem para o ambão.
• Se houver a presença do diácono, os coroinhas devem se levantar assim que
o diácono se levantar. Se não houver diácono, levanta-se quando o
sacerdote se levantar.
• O diácono se inclinará diante do sacerdote e pedirá a sua benção. Se não
houver diácono, o sacerdote celebrante se inclinará diante do altar e fará a
oração prescrita em voz baixa, em seguida se dirigirá ao ambão.

Evangelho

A proclamação do Evangelho é feita pelo diácono ou, se não houver diácono,


por um sacerdote concelebrante e se não tiver nenhum dos dois o próprio celebrante
proclamará. Todos escutam de pé, voltados para o ambão. Utiliza-se velas e incenso
durante a proclamação e em dias mais solenes há a procissão com o Evangeliário.
No início, todos fazem o sinal da cruz na fronte (testa), boca e peito e, em
seguida, escuta de mãos juntas.

10.9. HOMILIA

A homilia é obrigatória aos domingos e festas de preceito e não pode ser


omitida, exceto por motivo grave, como por exemplo em casos em que o sacerdote
está com problema de saúde. Este momento é reservado ao sacerdote ou, em casos
especiais, ao diácono. A homilia jamais poderá ser feita por um leigo, mesmo se for
seminarista, catequista ou seja o que for.

Instruções

• Toda a atenção deve estar voltada para a homilia. Este não é momento para
sair, beber água, mas de ficar sentado, em silêncio, ouvindo o sacerdote
explicar as leituras.

10.10. PROFISSÃO DE FÉ (CREDO)

A profissão de fé, também chamada de Símbolo, deve ser cantado ou


recitado pelo sacerdote com o povo aos domingos e solenidades. Esta profissão tem
por objetivo levar todo o povo reunido a responder à palavra de Deus anunciada da
sagrada Escritura e explicada pela homilia.
Todos devem ficar inclinados nas palavras "que foi concebido pelo poder do
Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria" no Símbolo apostólico (Credo resumido) e
nas palavras "e se encarnou pelo Espírito Santo, no seio da Virgem Maria" no
Símbolo Niceno-Constantinopolitano (Credo mais longo).

77
10.11. ORAÇÃO UNIVERSAL

A Oração Universal é também chamada de Oração dos Fiéis. O sacerdote


celebrante irá introduzir a oração com breve exortação, convidando os fiéis a
rezarem, e depois fará a conclusão. O padre estará de pé junto à cadeira e o ministro
(que pode ser o diácono ou um fiel leigo) estará no ambão.

A partir de agora começará a Liturgia Eucarística, ou seja, a parte sacrifical


da Missa onde Jesus, que está no céu vivo e como que imolado, estará
verdadeiramente e realmente presente na Eucaristia. O altar será preparado pelo
ofertório para o Santo Sacrifício, a renovação o sacrifício da Cruz.
No próximo encontro!!!
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

XI Encontro
Rito romano: Da Liturgia Eucarística à benção final

"O nosso Salvador, na última Ceia, na noite em que foi traído,


instituiu o Sacrifício Eucarístico do seu Corpo e do seu
Sangue, para perpetuar o Sacrifício da Cruz pelos séculos
afora, até à sua vinda..." (Const. De sacra Liturgia, n. 47)

11.1. OFERTÓRIO

No início da liturgia eucarística são levadas ao altar as oferendas que se


converterão no Corpo e Sangue de Cristo. Isto poderá ocorrer de duas formas:

• Forma simples: as ofertas são levadas da credência até o altar.


Primeiro leva-se o cálice, apenas com o sanguíneo, com a paterna,
onde está a hóstia magna (grande), coberto com o corporal. Em
seguida, os cibórios com as demais hóstias, as galhetas do vinho e da
água.
• Forma solene: Primeiro prepara-se o altar, "colocando-se nele o
corporal, o sanguíneo, o missal e o cálice, e a seguir trazem-se as
oferendas" (IGRM, n. 73) em procissão do fundo da igreja. Os
responsáveis por trazer os dons na procissão são os fiéis, que levam
primeiro os cibórios com as hóstias e em seguida as galhetas. O
sacerdote ou o diácono as recebe e as passa para o ministro
encarregado de levar os dons até o altar (coroinha). Também é
permitido levar nesta procissão uvas e pães, como sinal simbólico,
mas estes devem ser colocados em outro lugar da igreja, fora o altar.

Quando o diácono ou, na sua ausência, o próprio sacerdote coloca a gota


d'água no cálice, ele reza em voz baixa "Pelo mistério desta água".

Depois de haver deposto sobre o altar todos os dons a serem consagrados,


o sacerdote fará, em voz baixa, as orações do ofertório.
O sacerdote procederá assim:
Erguerá a patena e rezará em voz baixa a oração "Bendito sejais, Senhor,
Deus do universo, pelo pão" e, depois de terminada a oração, depositará a patena
sobre o corporal.
Tomará o cálice e elevando-o um pouco rezará em voz baixa a oração
"Bendito sejais, Senhor, Deus do universo, pelo vinho" e, depois de terminada a
oração, depositará o cálice sobre o corporal.
Em seguida, o sacerdote se inclinará um pouco diante do altar e rezará em
voz baixa a oração "De coração contrito e humilde" e voltando-se para o lado
procederá da seguinte forma:

• Sem turíbulo: Os coroinhas levarão o lavado e o manustérgio para o


sacerdote, que lavará, de forma simbólica, as mãos rezando em voz
baixa a oração "Lavai-me, Senhor". Caso o sacerdote sinta sede
pode-se oferecer-lhe água. Então ele voltará para o altar e rezará em
voz alta "Orai, irmãos e irmãs", ao que os fiéis respondem "Receba o
Senhor por tuas mãos este sacrifício"

79
• Com turíbulo: Os coroinhas apresentam o turíbulo e a naveta ao
sacerdote que impõe o incenso sobre os carvões em brasa. Se for
conveniente o diácono poderá segurar a naveta enquanto o sacerdote
impõe incenso no turíbulo, mas devolvendo em seguida ao naveteiro.
Em seguida o sacerdote, precedido pelo primeiro diácono e seguido
do cerimoniário, segurando sua casula, e do segundo diácono,
incensará a cruz, o altar e as oblatas tão somente. Feito isto, o diácono
tomará o turíbulo e incensará o sacerdote celebrante (e se houver
concelebrantes, todos os concelebrantes juntos), depois os fiéis
presentes, entregando o turíbulo, ao final, para o turiferário, que se
retirará. Enquanto o diácono incensa os fiéis, o sacerdote lavará as
mãos e tudo o mais descrito acima.

11.2. ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS

As oblatas são os dons que são oferecidos, ou seja, o pão e o vinho. Este
nome vem de oblação que quer dizer oferecimento.

Na Missa se diz uma só oração sobre as oferendas, que termina com a


conclusão mais breve, isto é: “Por Cristo, nosso Senhor”; se, no fim, se fizer menção
do Filho, a conclusão será: “Que vive e reina para sempre”. O povo, unindo-se à
oração, a faz sua pela aclamação “Amém”.

Instruções

• A partir deste momento se dará início uma série de orações, por isso, o coroinha
deve estar atento às orações, realizando os gestos prescritos, mas sem
descuidar de seus ofícios.
• Mantenha silêncio total, nada de conversas. Falar apenas para responder as
invocações do sacerdote, quando for o caso.

11.3. PREFÁCIO

Começando a Oração Eucarística, o sacerdote abre os braços e diz:


C. O Senhor esteja convosco.
O povo responde:
R. Ele está no meio de nós.
Erguendo as mãos, o sacerdote prossegue:
C. Corações ao alto.
O povo:
R. O nosso coração está em Deus.
O sacerdote com os braços abertos, acrescenta:
C. Demos graças ao Senhor, nosso Deus.
O povo:
R. É nosso dever e nossa salvação.

O sacerdote, de braços abertos, continua o prefácio.

O texto do prefácio poderá ser rezado ou cantado, principalmente em


ocasiões mais solenes. É através do prefácio, principalmente, que o sacerdote, em
nome de todo o povo santo, glorifica a Deus e lhe rende graças por toda a Obra da
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

salvação ou então por um dos seus aspectos, de acordo com o dia, a festividade ou
o tempo litúrgico.
Há dezenas de prefácios que devem ser usados conforme a memória que se
celebra, mas há também aqueles que estão juntos com as Orações Eucarísticas que
podem ser usados sempre que não houver prefácio próprio para o dia, desde que
se observe as diretrizes quanto à escolha da Oração Eucarística.

Instruções

• Terminado o prefácio se dará início ao Santo, durante o qual, devem entrar


os coroinhas que portam as velas, o turíbulo e a naveta. Se colocarão diante
do altar.
• Um ou dois coroinhas devem ficar encarregados do sino para tocar nos
momentos previstos.

11.4. SANCTUS

Todo o povo santo de Deus, unindo-se aos santos e anjos dos céus, canta
ou se une ao coro para entoar o hino do Sanctus (Santo). É a partir deste momento
que se realiza de forma mais clara a união das duas liturgias: a liturgia terrestre, da
Igreja peregrina, e a liturgia celeste, da qual fazem parte os espíritos celestes.

(Português) (Latim)
Santo, Santo, Santo Sanctus, Sanctus, Sanctus
Senhor, Deus do universo! Dóminus Deus Sábaoth!
O céu e a terra proclamam a vossa glória Pleni sunt caeli et terra glória tua
Hosana nas alturas! Hosánna in excélsis!
Bendito o que vem Benedíctus qui venit
em nome do Senhor! in nómine Dómini!
Hosana nas alturas! Hosánna in excelsis!

11.5. ORAÇÃO EUCARÍSTICA

Seguiremos a estrutura da Oração Eucarística I (Cânon Romano) por ser


aquele que deve ou ao menos deveria ser rezado aos domingos e dias solenes. A
estrutura das demais Orações Eucarísticas é um pouco diferente, especialmente
quanto à ordem.

Te igitur

O sacerdote suplica para que Deus aceite e abençoe as oferendas do altar,


que são dons puros e santos. A oferenda é feita pela Santa Igreja Católica, pela
unidade e comunhão do Papa e do bispo local, e por todos os fiéis católicos.

Memento dos vivos

Momento em que se suplica a Deus para que Ele se recorde de todas as


pessoas que vivem sobre a terra. Neste momento se oferece o sacrifício de louvor
destas pessoas para que cheguem a salvação.

81
Comunicantes

Este é o momento em que a Igreja recorda e venera a memória da Santíssima


Virgem Maria e de todos os santos, a fim de que nos auxiliem, por meio de seus
méritos e orações, e nos protejam sempre em nossas vidas.

"Honremos, diz o celebrante, a memória da Santíssima Virgem, Mãe de


Deus, dos Santos Apóstolos e de todos os santos. O Sacrifício é oferecido, não aos
Santos, mas a Deus e somente a Deus. Somente se sacrifica em honra e memória
dos Santos, mas o oferecimento é feito a Deus. Todavia, fazer memória deles é
implorar indiretamente a sua intercessão." (Dom Bernardo de Vasconcelos, A Missa
e a Vida Interior, p. 67)

Hanc Igitur

Momento em que o sacerdote que oferece a Missa por si e por todos os


reunidos, pedindo ainda que nos Deus nos livre da condenação eterna.

"O sacerdote estende as mãos sobre o cálice e a hóstia, à semelhança do


que outrora fazia o Sumo Sacerdote sobre a vítima que era imolada em expiação
pelos pecados. Jesus, a única vítima digna de Deus, vai ser imolado por nós. O
sacerdote pede ao Senhor que se digne aceitar o sacrifício oferecido por ele e por
todos os seus filhos, esta «oblação da nossa servidão», como diz o texto sagrado."
(Dom Bernardo de Vasconcelos, A Missa e a Vida Interior, p. 73)

Quam oblationem (epiclese)

O Sacerdote suplica a Deus santificador a benção sobre as oferendas para


que se tornem um sacrifício espiritual perfeito, a fim de se converterem real e
verdadeiramente no Corpo e no Sangue de Jesus Cristo, nosso Senhor e Redentor.

Instruções

• Nesta oração o sacerdote imporá as mãos sobre as ofertas e o coroinha


deverá tocar o sino a fim de que todos, exceto o sacerdote, se ajoelhem.
• O turiferário e o naveteiro se ajoelharão também. Os ceroferários poderão se
manter em pé, se necessário.

Narrativa e consagração
Este é o momento em que ocorrerá de forma sacramental e incruenta a
renovação do Sacrifício de Cristo. As espécies do pão e do vinho irão se tornar no
Corpo e no Sangue de Jesus Cristo.

Qui, prídie quam paterétur, accépit Na véspera da sua paixão, Ele tomou
panem in sanctas ac venerábiles o pão em suas santas e adoráveis
manus suas, et elevátis óculis in mãos, e, levantando os olhos ao céu,
cælum ad te Deum Patrem suum para Vós, Deus seu Pai todo-
omnipoténtem, tibi grátias agens poderoso, dando graças, abençoou-
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

benedíxit, fregit, dedítque discípulis o, partiu-o e deu-o aos seus


suis, dicens: discípulos, dizendo:

ACCÍPITE ET MANDUCÁTE EX TOMAI TODOS E COMEI:


HOC OMNES: HOC EST ENIM ISTO É O MEU CORPO,
CORPUS MEUM, QUOD PRO QUE SERÁ ENTREGUE
VOBIS TRADÉTUR. POR VÓS.

Símili modo, postquam cenátum est, De igual modo, no fim da Ceia, tomou
accípiens et hunc præclárum cálicem este sagrado cálice em suas santas e
in sanctas ac venerábiles manus adoráveis mãos e, dando graças,
suas, item tibi grátias agens abençoou- o e deu-o aos seus
benedíxit, dedítque discípulis suis, discípulos, dizendo:
dicens:

ACCÍPITE ET BÍBITE EX EO TOMAI TODOS E BEBEI: ESTE É O


OMNES: HIC EST ENIM CALIX CÁLICE DO MEU SANGUE, O
SÁNGUINIS MEI NOVI ET ÆTÉRNI SANGUE DA
TESTAMÉNTI, QUI PRO VOBIS ET NOVA E ETERNA ALIANÇA, QUE
PRO MULTIS EFFUNDÉTUR IN SERÁ DERRAMADO POR VÓS E
REMISSIÓNEM PECCATÓRUM. POR MUITOS PARA REMISSÃO
HOC FÁCITE IN MEAM DOS PECADOS.
COMMEMORATIÓNEM. FAZEI ISTO EM MEMÓRIA DE MIM.

O que se segue abaixo são os comentários de Dom Bernardo de


Vasconcelos em seu livro “A Missa e a Vida Interior”.

Este é o ponto central, ao redor do qual gravitam todas as fórmulas e


cerimônias. É o momento mais augusto da Santa Missa. O sacerdote,
que nunca deixou de obrar em nome de Jesus e como seu ministro,
agora desapareceu ante a pessoa sagrada de Jesus que vem renovar os
gestos, as palavras e os milagres da última Ceia, que vem realizar o
mistério por excelência da nossa fé - mysterium fidei.

Realmente o sacerdócio é a maior dignidade da terra. Ó que grande e


digno de veneração é o ofício dos sacerdotes, aos quais é concedido
consagrar com palavras santas o Senhor de majestade, bendizê-lo com
os lábios, tocá-lo com as mãos, recebê-lo no próprio peito e ministrá-lo
aos outros! Ó que limpas devem ser aquelas mãos! Que pura a boca,
que santo o corpo e que imaculado o coração do sacerdote que em
tantas vezes entra o Autor da pureza!

Ó meu irmão, honremos os sacerdotes. Conheces o caso daquele santo


jovem ordenado por São Francisco de Sales? Olha! Esse jovem tinha a
felicidade de ver o seu Anjo da Guarda, que o acompanhava sempre em
forma visível. Até ele ser ordenado presbítero o anjo andava sempre na
frente dele. Pois logo que São Francisco de Sales o ordenou sacerdote,
o Anjo recusou-se a andar na frente dele e obrigou o novo padre a passar
primeiro! Tal é aos olhos dos Anjos a dignidade sacerdotal! Tal foi a lição
que esse Anjo nos deu a nós, pobres pecadores.

83
Quanto a nós, meu irmão, que recebemos tantas vezes, talvez todos os
dias, o Senhor Sacramentado em nossos corações, quão limpos, castos
e puros devemos ser! O que será de nós se não recebermos o Senhor o
melhor que pudermos? E depois não esqueçamos que somos templos
de Deus.

Se não orarmos, se não conversamos com Ele, como saberemos o que


Ele quer de nós e o que devemos fazer?

Instruções

• Durante as elevações o diácono, ou na sua ausência, o turiferário incensará


o Santíssimo Sacramento com três ductos e três ictos.
• Este momento requer o silêncio absoluto! Nem uma agulha deve cair no
chão. Aqui ocorre o maior milagre do universo, maior do que a criação. Um
simples pão e um pouco de vinho se tornarão no Corpo e Sangue de Jesus
Cristo, nosso Deus.

Unde et memores

O sacerdote nesta oração, como que correspondendo aquele desejo do


Senhor que diz: «Toda as vezes que isto fizerdes, fazei em memória de mim»,
recorda todos os mistérios de Jesus: a bem-aventurada Paixão, a Ressurreição e a
Ascensão aos Céus.

Supra quae propítio (recebei a oferta)

Roga-se a Deus que receba com agrado o Sacrifício do Corpo e do Sangue


de Nosso Senhor Jesus Cristo assim como recebeu a oferta de Abel, de Abraão e
de Melquisedec. A tradução da CNBB esqueceu (sic) de traduzir o resto da oração,
que continua pedindo para que o Santo Anjo eleve a Santa Hóstia ao altar de Deus
a fim de que nós possamos alcançar as bênçãos e graças do céu.

Memento dos mortos

Momento em que se recorda dos fiéis falecidos, aqueles que estão no


purgatório, para que descansem em Cristo, o lugar da consolação, da luz e da paz,
isto é, a fim de que possam gozar da alegria de chegar ao céu.

Memento dos pecadores

Suplica-se a Deus para que tenha misericórdia de nós, pobres pecadores, a


fim de que possamos entrar na assembleia dos bem-aventurados apóstolos,
mártires e de todos os santos.

Per ipsum

Para finalizar a Oração Eucarística o sacerdote oferece aquele Sacrifício por


Cristo, com Cristo e em Cristo a Deus Pai, na unidade do Espírito Santo,
demonstrando que o Sacrifício seja sempre para a honra e glória de Deus.
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

Cristo é o único Caminho, fora do qual os homens se perdem e correm para


a perdição; é a Verdade infalível, fora da qual tudo é erro e trevas; é a única Vida
verdadeira, que salva da morte; é a Vida viva.

Instruções

• Aqueles que quiserem podem permanecer ajoelhados até o fim desta oração.

11.6. RITO DA COMUNHÃO

Havendo consumado a oblação (oferecimento) e o Sacrifício da Missa resta-


nos participar do Banquete celeste, do Corpo e do Sangue de Cristo, que é o
alimento da alma, pois todo aquele que come a carne e bebe o sangue do Senhor
tem a vida eterna.

Pater Noster (Pai Nosso)

A celebração eucarística termina na participação comum no banquete pascal


em que Cristo, imolado e ressuscitado, nos convida a alimentar-nos com o seu
Corpo e com o seu Sangue derramado na Cruz.
Mas para nos podermos alimentar na mesa eucarística é indispensável estar
em harmonia com a Vontade do Pai e em verdadeira paz com os irmãos. Para isto
tende a recitação comunitária do Pai Nosso, para a qual o sacerdote convida agora
os fiéis.

Præcéptis salutáribus móniti, et divína Fiéis aos ensinamentos do Salvador,


institutióne formáti, audémus dícere: ousamos dizer:

PATER NOSTER, qui es in cælis: PAI NOSSO que estais nos céus:
sanctificétur nomen tuum; santificado seja o vosso nome;
advéniat regnum tuum; fiat venha a nós o vosso reino; seja
volúntas tua, sicut in cælo, et feita a vossa vontade, assim
in terra. Panem nostrum cotidiánum na terra como no céu. O pão nosso
da nobis hódie; et dimítte nobis de cada dia nos dai hoje; perdoai-
débita nos as
nostra, sicut et nos dimíttimus nossas ofensas, assim como nós
debitóribus perdoamos
nostris; et ne nos indúcas in a quem nos tem ofendido; e não
tentatiónem; nos deixeis cair em tentação, mas
sed líbera nos a malo. livrai- nos do mal.

Não se diz amém, e o sacerdote Não se diz amém, e o sacerdote


sozinho continua: sozinho continua:

Líbera nos, quǽsumus, Dómine, ab Livrai-nos, Senhor, de todo o mal e


ómnibus malis, da propítius pacem dai ao mundo a paz em nossos dias,
in diébus nostris, ut, ope para que, ajudados
misericórdiæ tuæ adiúti, et a pela vossa misericórdia, sejamos
peccáto simus semper líberi et ab livres do pecado e de toda a
omni perturbatióne secúri: perturbação, enquanto esperamos
exspectántes beátam spem et

85
advéntum Salvatóris nostri Iesu a vinda gloriosa de Jesus Cristo
Christi. nosso Salvador.

E o povo responde:
E o povo responde:
R. Quia tuum est regnum, et
potéstas, et glória in sǽcula. R. Vosso é o reino, poder e a glória
para sempre.

O sacerdote continua rezando, sozinho, a oração "Senhor Jesus Cristo que


dissestes aos vossos apóstolos". Terminada a oração prossegue-se com o Rito da
paz.

Instruções

• O Pai Nosso é recitado por todos, mas somente o sacerdote ergue as mãos
durante a oração, pois faz as vezes do próprio Cristo.
• Não se diz amém após o término da oração, pois o sacerdote continua
rezando.

Ósculo da paz (Rito da paz)

O sacerdote dá aos presentes a paz sacerdotal, dizendo:


C. A paz do Senhor esteja sempre convosco.
Ao que os fiéis respondem:
R. O Amor de Cristo nos uniu.

Em seguida, se for oportuno, poderá o sacerdote ou o diácono proferir


"Saudai-vos na Paz de Cristo" ou então omitir essa cerimônia simbólica, pois a paz
já foi dada pelo próprio sacerdote. Se houver essa cerimônia simbólica, convém que
cada um dê a paz somente aos que estão mais próximos e que o sacerdote não saia
do presbitério.
A CNBB, na VI Assembleia Geral de 1970, decidiu que “o rito da
paz seja realizado por cumprimento entre as pessoas do modo
com que as mesmas se cumprimentam entre si em qualquer
lugar público”.

Instruções

• O coroinha deve saudar apenas os mais próximos e se estiver no presbitério


não deverá descer dele.
• Faça a saudação de maneira sóbria, sem gracinhas.

Agnus Dei (Cordeiro de Deus)

O sacerdote toma a Hóstia, parte-a sobre o altar, e lança um fragmento dela


sobre o cálice, dizendo em silêncio a oração "Esta união do Corpo e Sangue". E
enquanto isto, todos cantam ou recitam o Agnus Dei.

Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi: Cordeiro de Deus, que tirais o pecado
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

miserére nobis. do mundo: tende piedade de nós.


Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi: Cordeiro de Deus, que tirais o pecado
miserére nobis. do mundo: tende piedade de nós.
Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi: Cordeiro de Deus, que tirais o pecado
dona nobis pacem. do mundo: dai-nos a paz.

O sacerdote reza em silêncio a oração "Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus


vivo" ou "A comunhão do vosso Corpo e Sangue".

Instruções

• A oração deve ser rezada ou cantada sem erguer as mãos em direção ao


altar.
• Algumas pessoas fazem um gesto de erguer as mãos em direção do altar e,
em seguida, juntá-la ao peito. Esse gesto é um resquício do tradicional gesto
feito na forma extraordinária, que pode ser feito também na forma ordinária.
• Segundo o Missal, no número 42 da Instrução Geral, os gestos tradicionais
do Rito Romano podem ser usados. Portanto, é permitido bater no peito em
cada invocação do Agnus Dei.

Ecce Agnus Dei (Eis o Cordeiro de Deus)

O sacerdote faz uma genuflexão, toma a hóstia, a levanta um pouco sobre a


patena ou sobre o cálice e, voltando-se para os fiéis, diz em voz alta a oração
"Felizes os convidados", ao que respondem com a oração "Senhor, eu não sou
digno".

Comunhão do sacerdote

O sacerdote reza em silêncio a oração "O Corpo de Cristo e me guarde para


a vida eterna" e comunga o Corpo de Cristo. Em seguida, reza em silêncio "O
Sangue de Cristo me guarde para a vida eterna" e comunga o preciosíssimo
Sangue.
Se houver concelebrantes eles comungam depois do sacerdote celebrante.
Eles mesmos tomarão a Hóstia da píxide e a molhará dentro do cálice. Em seguida,
comungam por si mesmos.

Comunhão dos fiéis

Todas as demais pessoas, inclusive os diáconos, deverão receber a


comunhão do sacerdote, por isso nunca poderão tomar a Hóstia da píxide ou molhá-
la no Cálice para comungarem.
Se houver necessidade (devido a ausência de sacerdotes concelebrantes ou
diáconos ou por causa do grande número de pessoas) de ministros extraordinários
da comunhão eucarística (MECES), estes somente deverão se aproximarem do
altar, isto é, subir ao presbitério, quando o sacerdote houver comungado.

87
Depois o sacerdote toma a patena ou a píxide e aproxima-se das pessoas da
assembleia que comungam. Erguendo a Hóstia dirá "Corpus Christi" ou "O Corpo
de Cristo" e ao que recebe responde "Amem". Enquanto ocorre a comunhão, o coral
canta a Antífona da Comunhão ou outro canto adequado.

1. Se a comunhão for dada em uma espécie, isto é, somente na espécie


do Pão, as pessoas poderão receber a comunhão:

• De joelhos ou em pé, desde que façam uma


reverência antes de comungar
• Na língua ou na mão.

2. Se a comunhão for dada nas duas espécies, isto é, na espécie do Pão


e na do Vinho, as pessoas poderão receber a comunhão:

• De joelhos ou em pé, desde que façam uma


reverência antes de comungar
• Na língua, somente.

Convém recordar qual a melhor forma de comungar! O Papa Bento XVI


insistiu para que todos pudessem comungam da forma mais piedosa e reverente
possível: de joelhos e na língua.

Quando a comunhão é dada na mão corre-se o perigo de cair algum


fragmento da Hóstia Sagrada. Pequenos fragmentos podem ficar nas mãos do
comungante e, com isso, cair ao chão, ser pisado! Jesus sendo pisoteado na Missa
é um grande sacrilégio! Receba a comunhão na boca e assim você evita de cometer
esse pecado. O uso da bandeja da Comunhão é um instrumento obrigatório,
segundo o Missal Romano (n. 118), pois também evita a profanação do Corpo e
Sangue do Senhor.

“Na administração do sacramento eucarístico, deve mostrar-se um


particular zelo, a fim de que não se percam os fragmentos das
hóstias consagradas, já que em cada um deles está presente o
Corpo inteiro de Cristo. Por isso, tome-se o cuidado, para que os
fragmentos se não separem facilmente da hóstia e não caiam por
terra, onde - é horrível dizê-lo! - Se poderão misturar com a porcaria
e ser calcados pelos pés”. (Instrução da Sagrada Congregação da
disciplina dos sacramentos)

“Sê vigilante, a fim de que não percas nada do Corpo do Senhor.


Se tu deixasses cair algo, deverias considerá-lo como se tivesses
cortado um dos membros do teu próprio corpo. Diz-me, peço-te, se
alguém te desse grãozinhos de ouro, não os segurarias porventura
com a máxima cautela e diligência, com a intenção de não perder
nada? Acaso não deverias cuidar, com a máxima cautela e
vigilância ainda maior, a fim de que nada e tão pouco um
fragmentozinho do Corpo do Senhor pudesse cair por terra, porque
é, de longe, bem mais precioso do que o ouro ou pedras
preciosas?” (São Cirilo, Catecismo místico, 5,21)
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

Segundo o Papa, "dobrar os joelhos na presença do Deus vivo é


irrenunciável", pois é um gesto de adoração.

"Por meio d'Ele, o Crucificado, se cumpre a profecia do Antigo


Testamento: todos se põem de joelhos diante de Jesus, Aquele que
ascendeu, e se dobram os joelhos diante do único Deus verdadeiro,
que está sobre todos os deuses. Quem aprende a crer também
aprende a ajoelhar. (Papa Bento XVI, Joseph Ratzinger, Introdução
ao Espírito da Liturgia, p. 218)

Instruções

• No momento da comunhão os coroinhas devem fazer uma fila no próprio


presbitério. Todos comungarão, de preferência, de joelhos e na boca.
• Um dos coroinhas deve segurar a bandeja da Comunhão para que os
coroinhas comunguem.
• Quando a comunhão for dada aos demais fiéis, devem ir junto com o ministro
(seja ele ordinário, como é o caso dos sacerdotes e dos diáconos, seja ele
extraordinário, como é o caso do acólito instituído ou dos Mece’s) para
segurar a bandeja da Comunhão e para observar se alguém tenta roubar a
Sagrada Eucaristia.

Outras normas

a. "Cada um examine a si mesmo em profundidade para que, quem seja


consciente de estar em pecado grave, não celebre a Missa nem
comungue o Corpo do Senhor sem recorrer antes à confissão
sacramental." (Redemptionis Sacramentum, n. 81)

b. "Deve-se vigiar para que não se receba a sagrada Comunhão, por


ignorância, os não-católicos ou, inclusive, os não-cristãos, etc.
Corresponde aos pastores advertir, no momento oportuno, aos
presentes sobre a verdade e disciplina que se deve observar
estritamente." (Redemptionis Sacramentum, n. 84)

c. "É de responsabilidade do sacerdote celebrante distribuir a


Comunhão, se é o caso, ajudado pelos outros sacerdotes e diáconos;
e este não deve prosseguir a Missa até que haja terminado a
Comunhão dos fiéis. Só aonde a necessidade o requeira, os ministros
extraordinários podem ajudar ao sacerdote celebrante, de acordo com
as normas do direito. Porque isto não está previsto para assegurar
uma plena participação aos leigos, mas sim que, por sua natureza, ou
suplementação e provisoriedade. Reprove-se o costume daqueles
sacerdotes que, apesar de estar presentes na celebração, abstém-se
de distribuir a Comunhão, delegando esta tarefa a leigos."
(Redemptionis Sacramentum, n. 88, 151, 157)

d. "A bandeja para a Comunhão dos fiéis se deve manter, para evitar o
perigo de que caia a hóstia sagrada ou algum fragmento."
(Redemptionis Sacramentum, n. 93)

89
e. "Não se permita ao comungante molhar por si mesmo a hóstia no
cálice, nem receber na mão a hóstia molhada." (Redemptionis
Sacramentum, n. 104)

f. “De acordo com a normativa estabelecida nos cânones, «quem joga


por terra as espécies consagradas, e as leva ou retém com uma
finalidade sacrílega, incorre em excomunhão latae sententiae
reservada à Sé apostólica; o clérigo pode ser castigado, além disso
com outra pena, sem excluir a expulsão do estado clerical». Neste
caso se deve considerar incluída qualquer ação, voluntária e grave,
de desrespeito às sagradas espécies. De modo que, se alguém atua
contra as normas acima indicadas, por exemplo, armazenando as
sagradas espécies no lavabo da sacristia, ou em um lugar indigno, ou
pelo chão, incorre nas penas estabelecidas." (Redemptionis
Sacramentum, n. 107)

Purificação dos vasos

Quando a distribuição da comunhão estiver terminada o próprio sacerdote,


um concelebrante ou um diácono poderá purificar os vasos sagrados sobre o altar.
No entanto, também poderá delegar um acólito instituído para purificar os vasos na
credência após o término da Missa. Quem purifica os vasos deve rezar a oração "O
que em nossa boca recebemos".
É recomendado que após a distribuição da comunhão se guarde um
momento de silêncio para oração pessoal, que deverá ser feita em individualmente
em silêncio ou presidida pelo sacerdote.

Instruções

• O coroinha deve apresentar a galheta com a água logo após de haver sido
recolhidas as Hóstias consagradas que restarem.
• O sacerdote ou o diácono deverá tomar o que restar do Preciosíssimo
Sangue no cálice. Em seguida purifica-lo com abundante água.
• Haverá ao menos dois coroinhas para ajudarem a remover os vasos
purificados e leva-los até a credência. Não se deve esquecer de fazer a
reverência ao aproximar-se do altar ao deixa-lo.

Oração depois da Comunhão

Para completar a oração do povo de Deus e encerrar todo o rito da


Comunhão, o sacerdote profere a oração depois da Comunhão, em que implora os
frutos do mistério celebrado.
O sacerdote proferirá "Oremos", ao que todos devem se levantar. Em
seguida, ele rezará a oração prescrita para a ocasião disponível no Missal.

11.7. RITOS DE CONCLUSÃO

Se for necessário e oportuno poderá haver um breve tempo para avisos.


Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

O sacerdote, voltado para o povo, diz:


C. O Senhor esteja convosco.
Ao que o povo responde:
R. Ele está no meio de nós.

Em seguida, dá a benção sacerdotal, dizendo:


C. Abençoe-vos Deus todo-poderoso, Pai, Filho, + e Espírito Santo.
R. Amem.

Esta benção poderá ser enriquecida com uma benção solene, proposta pelo
Missal para várias ocasiões.

Em seguida, o próprio sacerdote ou um diácono proferirá:


C. Ide em paz e o Senhor vos acompanhe.
R. Graças a Deus.

O sacerdote, depois de haver beijado o altar, e todos os ministros fazem


reverência ao altar (inclinação ou genuflexão) e retiram-se em procissão, na mesma
ordem que entraram.

91
MENSAGEM FINAL
PAPA SÃO JOÃO PAULO II

"Por isso, sinto o dever de fazer um veemente apelo para que as


normas litúrgicas sejam observadas, com grande fidelidade, na
celebração eucarística. Constituem uma expressão concreta da
autêntica eclesialidade da Eucaristia; tal é o seu sentido mais
profundo. A liturgia nunca é propriedade privada de alguém, nem
do celebrante, nem da comunidade onde são celebrados os santos
mistérios.

Atualmente também deveria ser redescoberta e valorizada a


obediência às normas litúrgicas como reflexo e testemunho da
Igreja, una e universal, que se torna presente em cada celebração
da Eucaristia. O sacerdote, que celebra fielmente a Missa segundo
as normas litúrgicas, e a comunidade, que às mesmas adere,
demonstram de modo silencioso, mas expressivo o seu amor à
Igreja.

A ninguém é permitido aviltar este mistério que está confiado às


nossas mãos: o tesouro é demasiado grande para que alguém
possa permitir-se de tratá-lo a seu livre arbítrio, não respeitando o
seu carácter sagrado nem a sua dimensão universal. ”

(Encíclica Ecclesia de Eucharistia, n. 52)


Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

LEGISLAÇÃO OFICIAL

Cerimonial dos Bispos.

Instrução Geral do Missal Romano, 3ª ed.

Missal Romano, 2ª ed.

Missal Romano, 3ª ed. típica.

DOCUMENTOS DO MAGISTÉRIO

BENTO XVI, Papa. Discurso do Papa aos membros do Instituto Litúrgico Santo
Anselmo, 2011.

BENTO XVI, Papa. Discurso do Papa aos participantes da peregrinação das


Scholae cantorum organizada pela Associação italiana Santa Cecília, 2012.

BENTO XVI, Papa. Exortação Apostólica Sacramentum Caritatis: sobre a Eucaristia,


fonte ápice da vida e missão da Igreja.

BENTO XVI, Papa. Exortação Apostólica Verbum Domini: sobre a Palavra de Deus
na vida e missão da Igreja.

BENTO XVI, Papa. Motu Proprio Latina Lingua.

BENTO XVI, Papa. Motu Proprio Summorum Pontificum.

Catecismo da Igreja Católica

Catecismo da Santa Missa

Catecismo de São Pacômio. Bibliotheca Patristica.

Catecismo de São Pio X.

Catecismo Romano. Comentado por Frei Leopoldo Pires. Martins. Vozes:


Petrópolis, 1951.

Catecismo Romano. Comentado por Padre Alfonso M. Gubianas. Editorial Litúrgica


Española: Barcelona (Espanha), 1926.

Código de Direito Canônico. 1983.

Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos sacramentos. Instrução


Inaestimabile Donum: sobre o culto do Mistério Eucarístico.

93
Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos sacramentos. Instrução
Redemptionis Sacramentum: sobre algumas coisas que se devem observar e evitar
acerta da Santíssima Eucaristia.

Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos sacramentos; Congregação


para a Doutrina da Fé et al. Instrução Ecclesia de mysterio: acerca de algumas
questões sobre a colaboração dos fieis leigos no Sagrado Ministério dos
Sacerdotes.

JOÃO PAULO II, Papa. Encíclica Ecclesia de Eucharistia: sobre a Eucaristia na sua
relação com a Igreja.

PAULO VI, Papa. Exortação Apostólica Sacrificium Laudis: sobre a língua latina a
ser usada no Ofício Litúrgico coral por parte dos religiosos obrigados ao coro.

PIO X, Papa. Motu Proprio Tra le sollecitudini.

PIO XI, Papa. Constituição Apostólica Divini Cultus Sanctitatem: sobre a liturgia,
canto gregoriano e música sacra.

PIO XII, Papa. Encíclica Mediator Dei: sobre a Sagrada Liturgia.

PIO XII, Papa. Encíclica Musicae Sacre Disciplina: sobre a Música Sacra.

PIO XII, Papa. Encíclica Mystici Corporis: o Corpo Místico de Jesus Cristo e nossa
união nele com Cristo.

TRENTO, Sacrosanto e ecumênico Concílio. Documentos em latim e português. Vol.


1. Lisboa (Portugal).

VATICANO II, Sacrosanto e ecumênico Concílio. Constituição Conciliar


Sacrosanctum Concilium: sobre a sagrada liturgia.

LIVROS

BONAÑO, Manuel Garrigo. Curso de Liturgia Romana. BAC: Madri (Espanha), 1961.

BUX, Padre Nicola. La reforma de Benedicto XVI: La liturgia entre la innovación y la


tradición. Ciudadela: Madri (Espanha), 2009.

COELHO, Dom António. Curso de Liturgia Romana: Liturgia fundamental, laudativa


e sacramental. Vol. 1. PAX: Braga (Portugal), 1941.

COELHO, Dom António. Curso de Liturgia Romana: Liturgia sacrifical. Vol. 2. PAX:
Braga (Portugal), 1943.

DANIÉLOU, Jean. Sacramentos y Culto segun los Santos Padres.2ª ed.


Guadarrama: Madri (Espanha), 1964.
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

DANIEL-ROPS. Missa est: comentários e orações. Livraria Tavares Martins: Porto,


1953.

DENZINGER, Henrici. Compêndio dos símbolos, definições e declarações de fé e


moral da Igreja Católica. Paulinas e Loyola: São Paulo, 2006.

DONGHI, Padre Antonio. No entiendo la Liturgia: explicación de los gestos, las


palabras y las acciones de la liturgia. 2ª ed. Editora Vaticana: Vaticano, 2007.

DURAND, Abbé A. O culto católico em suas cerimônias e seus símbolos. Tradução


de Rodson Carvalho (Grupo de estudos São Pio X)

FOURNÉE, Jean. A Missa de frente para Deus. Tradução de Luís Augusto


Rodrigues Domingues (Associação Redemptionis Sacramentum).

GAMBER, Mons. Klaus. A reforma da liturgia romana. Tradução de Luís Augusto


Rodrigues Domingues (Associação Redemptionis Sacramentum).

GAMBER, Mons. Klaus. Voltados para o Senhor. Tradução de Luís Augusto


Rodrigues Domingues (Associação Redemptionis Sacramentum).

GUARDINI, Romano. El Espirito de la Liturgia.

GUARDINI, Romano. Los signos sagrados. 2ª ed. Editorial Litúrgica Española:


Barcelona, 1965.

GUBIANAS, Padre Alfonso M. Nociones elementales de Liturgia. Barcelona, 1930.

GUÉRANGER, Dom Prosper Luis Paschal (Abade de Solesmes). A heresia anti-


litúrgica. Tradução de Luís Augusto Rodrigues Domingues (Associação
Redemptionis Sacramentum).

GUÉRANGER, Dom Prosper Luis Paschal (Abade de Solesmes). El año liturgico:


Adviento y navidade. Vol. 1. Editorial Aldecoa: Burgos (França), 1954.

GUÉRANGER, Dom Prosper Luis Paschal (Abade de Solesmes). El año liturgico:


Septuagesima, cuaresma y pasion. Vol. 2. Editorial Aldecoa: Burgos (França), 1956.

JUNGMANN, Joseph A. Missarum Sollemnia: El Sacrificio de la Misa. 2ª ed. BAC:


Madri (Espanha), 1951.

LERCARO, Giacomo; ROUSSEAU, Olivier. Pío X y la Reforma Litúrgica. Cuadernos


Phase: Barcelona (Espanha).

MARINI, Mons. Guido (Mestre de celebrações litúrgicas Pontifícias). A linguagem da


Celebração Litúrgica. Departamento para as celebrações litúrgicas do Sumo
Pontífice.

MARINI, Mons. Guido (Mestre de celebrações litúrgicas Pontifícias). Introdução ao


Espírito da Liturgia. Departamento para as celebrações litúrgicas do Sumo Pontífice.

95
MORAES, Francisco Lafayette. O Santo Sacrifício da Missa: pelas origens da Santa
Missa. Rio de Janeiro, 1992.

PENIDO, Mons. Dr. M. Teixeira-leite. Iniciação teológica: o mistério dos


sacramentos. Vol. 2. Vozes: Petrópolis, 1961.

PENIDO, Mons. Dr. M. Teixeira-leite. O Corpo Místico Vozes: Petrópolis, 1944.

PORTO-MAURÍQUI, São Leonardo. As excelências da Santa Missa.

RATZINGER, Joseph A. Dios y el mundo: creer y vivir en nuestra época. Barcelona


(Espanha), 2005.

RATZINGER, Joseph A. El espíritu de la liturgia: una introducción. Ediciones


Cristandad: Madri (Espanha), 2001.

RATZINGER, Joseph A. El nuevo Pueblo de Dios. Editorial Herder: Barcelona


(Espanha), 1972.

RATZINGER, Joseph A. Informe sobre la Fe. 2ª ed. BAC: Madri (Espanha), 1985.

RATZINGER, Joseph A. La fiesta de la Fe: ensayo de Teología Litúrgica. 3ª ed.


Desclée de Brouwe: Bilbao (Espanha), 1999.

RATZINGER, Joseph A. Obras completas: Teología de la Liturgia. Vol. 11. BAC:


Madri (Espanha), 2012.

RATZINGER, Joseph A. Un canto nuevo para el Señor. 2ª ed. Ediciones Sígueme:


Salamanca (Espanha), 2005.

REID, Dom Alcuin. A Sacrosanctum Concilium e a reforma do Ordo Missae.


Tradução de Luís Augusto Rodrigues Domingues (Associação Redemptionis
Sacramentum).

REUS, Padre João Batista. Curso de Liturgia. 2ª ed. Vozes: Petrópolis, 1944.

RIGHETTI, Mario. Historia de la Liturgia: La eucaristía y los sacramentos. Vol. 1.

RIGHETTI, Mario. Historia de la Liturgia: La eucaristía y los sacramentos. Vol. 2.

ROC, Jesús Mestre. Curso de introduccion a la Liturgia. Stat Veritas: Buenos Aires
(Argentina), 2009.

SANTINI, Mons. Lidvino. A Santa Missa na História e na Mística. Vozes: Petrópolis.

SCHNEIDER, Dom Athanasius. Dominus Est (É o Senhor): sobre a Sagrada


Comunhão. Edições Anunciai a Boa Nova: 2008.

TRINDADE, Dom Frei Henrique G. A Missa das queridas crianças. 6ª ed. Vozes:
Petrópolis, 1957.
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

VAESSEN, Padre Guilherme. O Pequeno missionário: manual de instruções,


orações e cânticos. Vozes: Petrópolis, 1953.

VASCONCELOS, Dom Bernardo. A missa e a vida interior. 2ª ed. Opus Dei: Braga
(Portugal), 1936. Disponibilização: Alexandria Católica.

WIJTEN, Cônego Hilário. Meu livro de liturgia. 3ª ed.Vozes: Petrópolis, 1955.

APOSTILAS

Apostila de Formação Litúrgica. Módulo I. Diocese de Rondonópolis: Paróquia São


Francisco de Assis.

Apostila de Formação Litúrgica. Módulo II. Diocese de Rondonópolis: Paróquia São


Francisco de Assis.

Apostila de Formação Litúrgica. Módulo III. Diocese de Rondonópolis: Paróquia São


Francisco de Assis.

Curso de formação de novos Acólitos. Departamento de Liturgia do Patriarcado de


Lisboa (Portugal).

Manual dos acólitos. 2ª ed. Arquidiocese de Niteroi: Paróquia Santa Ana de Itaúna.

SITES
Aos agradeço de forma muito especial pelo
trabalho esplêndido disponibilizado na
internet. Por diversas vezes utilizei
explicações ou informações de forma direta,
sem, no entanto, explicitar a fonte para não
poluir o texto, mas saibam todos da imensa
contribuição dos sites oferecida a presente
apostila.
Direto da Sacristia

Manual do Coroinha

Regozija-te com a Verdade

Salvem a Liturgia

New Liturgical Movement

Associação Redemptionis Sacramentum

Presbíteros

97
ANEXO I
Cerimoniários e diáconos

1. INTRODUÇÃO: FUNÇÕES E MINISTÉRIOS

Na celebração da Santa Missa todos, quer ministros ordenados, quer fiéis


leigos, exercendo suas funções e ministérios, façam tudo e só aquilo que lhes
compete. (IGMR, 91)

Quanto ao diácono e ao mestre de cerimônias, assim diz a Instrução Geral:

94. Depois do presbítero, o diácono, em virtude da


sagrada ordenação recebida, ocupa o primeiro lugar entre
aqueles que servem na celebração eucarística [...] Na Missa, o
diácono tem partes próprias no anúncio do Evangelho e, por vezes,
na pregação da palavra de Deus, na proclamação das intenções
da oração universal, servindo o sacerdote na preparação do altar
e na celebração do sacrifício, na distribuição da Eucaristia aos
fiéis, sobretudo sob a espécie do vinho e, por vezes, na orientação
do povo quanto aos gestos e posições do corpo.

106. É conveniente, ao menos nas igrejas catedrais e outras


igrejas maiores, que haja algum ministro competente ou mestre
de cerimônias, a fim de que as ações sagradas sejam
devidamente organizadas e exercidas com decoro, ordem e
piedade pelos ministros sagrados e os fiéis leigos.

2. INTRODUÇÃO: O CERIMONIÁRIO

Assim descreve o Cerimonial dos Bispos, n. 34:

O cerimoniário deve ser perfeito conhecedor da sagrada


liturgia, sua história e natureza, suas leis e preceitos. Mas deve
ao mesmo tempo ser versado em matéria pastoral, para saber
como devem ser organizadas as celebrações, quer no sentido de
fomentar a participação frutuosa do povo, quer no de promover o
decoro das mesmas.
Procure que se observem as leis das celebrações
sagradas, de acordo com o seu verdadeiro espírito, bem como as
legítimas tradições da Igreja particular que forem de utilidade
pastoral.
Deve, em tempo oportuno, combinar com os cantores,
assistentes, ministros celebrantes tudo o que cada um tem a fazer
e a dizer. Porém, dentro da própria celebração, deve agir com
suma discrição, não fale sem necessidade; não ocupe o lugar dos
diáconos ou dos assistentes, pondo-se ao lado do celebrante;
tudo, numa palavra, execute com piedade, paciência e diligência.
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

O cerimoniário não é um acólito mais velho e não exerce a função de


acólito (não incensa, não serve na credência, não porta cruz, etc) numa mesma
celebração.
Poderíamos resumir o trabalho do cerimoniário a três P’s:
• Preparar
• Prever
• Precaver
O cerimoniário terá a máxima atenção em tudo, exatamente em tudo. Sua
visão deverá abarcar o momento atual, com todas as cerimônias que estão
ocorrendo e todos os ministros presentes, e momento seguinte, isto é, prever
antecipadamente tudo o que for ocorrer e prepara-los antecipadamente. Deve estar
em constante estado de alerta.
Enquanto o servidor do altar executa, o cerimoniário planeja e zela para que
saia tudo como deve ser. Podemos comparar o cerimoniário a um maestro de uma
orquestra. Não é ele quem executa a peça, mas é por meio de seu cuidado que a
obra sai de uma maneira perfeita. Sem a presença de um cerimoniário, uma liturgia
complexa pode ter muitas falhas.

Não deve esquecer que, embora coordene a liturgia,


deve ser um fidelíssimo servidor da liturgia e não
seu dono.

Nas procissões, não existe um lugar definido para os cerimoniários, eles


devem se dividir ao longo dela a fim de auxiliar na movimentação de todos os
ministros. Podem se colocar à frente do turiferário, guiando a procissão; um pouco
atrás do celebrante, principalmente se for bispo, para cuidar das insígnias; podem
se colocar à frente dos concelebrantes, guiando-os para seus lugares que são
distintos dos outros ministros. Podem ainda auxiliar o celebrante a subir ou descer
os degraus, se for necessário. Podem atuar ainda na procissão das oferendas e do
evangelho.

Além da função de manter a organização e decoro da celebração, poderá


auxiliar na incensação (nunca incensando), segurando a casula do celebrante para
que não toque no turíbulo junto com o primeiro diácono, mudando as páginas do
Missal tanto quanto o librífero leva o livro até a cátedra, quanto no altar. É, também,
função do cerimoniário pôr e retirar as insígnias do bispo e entregá-las aos
acólitos-assistentes.
Na ausência de cerimoniário, o primeiro diácono realiza todas as funções do
mesmo.

3. NORMAS PRÉVIAS

Gestos e posições do corpo

Na celebração do Santo Sacrifício da Missa deve-se prezar pela uniformidade


dos gestos, conforme as normas estabelecidas.
42. Os gestos e posições do corpo tanto do sacerdote, do diácono e dos ministros,
como do povo devem contribuir para que toda a celebração resplandeça pelo
decoro e nobre simplicidade, se compreenda a verdadeira e plena significação de
suas diversas partes e se favoreça a participação de todos. Deve-se, pois, atender
às diretrizes desta Instrução geral e da prática tradicional do Rito romano [...]

99
Assim como o mestre de cerimônias, o diácono deve ser um perfeito
conhecedor das normas litúrgicas, em especial dos gestos e posições do corpo:
43. [...] Para se obter a uniformidade nos gestos e posições do corpo numa mesma
celebração, obedeçam os fiéis aos avisos dados pelo diácono, por um ministro
leigo ou pelo sacerdote, de acordo com o que vem estabelecido no Missal.

Genuflexão e inclinação

A genuflexão faz-se somente ao Santíssimo Sacramento e à Santa Cruz,


desde a sexta-feira santa até a Vigília pascal.
Se houver tabernáculo no altar, faz-se a genuflexão ao chegar (princípio da
Missa) e ao se retirar (término da Missa), mas não durante a Missa. Mas sempre
que se passar diante do Santíssimo Sacramento faz-se genuflexão, exceto quando
se caminha em procissão. (IGMR, n. 274)
Aqueles que portam a cruz processual e as velas não fazem genuflexão,
apenas inclinação de cabeça.

A inclinação de cabeça será feita (IGMR, n. 275):


• Ao nome de Jesus ou quando se nomeiam juntas as três Pessoas
Divinas;
• Ao nome de Maria ou do santo cuja memória se celebra a Missa.

A inclinação de corpo será feita (IGMR, n. 275):


• Ao chegar e retirar-se do altar;
• No credo às palavras “E se encarnou” ou “Foi concebido”;
• [O diácono] quando pede a benção para proclamar o Evangelho;
• Ao se incensar alguém, etc.

Incensação

Ao se incensar deve-se observar o que a Instrução estabelece quanto aos


ductos e ictos (IGMR, n.277).

• São incensados com três ductos do


turíbulo: o Santíssimo Sacramento, as
relíquias da santa Cruz e as imagens do
Senhor expostas para veneração pública,
as oferendas para o sacrifício da Missa, a
cruz do altar, o Evangeliário, o círio
pascal, o sacerdote e o povo.
• Com dois ductos são incensadas as
relíquias e as imagens dos Santos
expostas à veneração pública, mas
somente uma vez no início da celebração,
após a incensação do altar.
• O altar é incensado, cada vez com um só
icto.

O ministro segurará o turíbulo de forma que o opérculo (tampa) fique aberto.


Com a mão esquerda segurando a capsula junto ao peito, levanta a uma certa
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

distância de si, à altura dos olhos - esta elevação chama-se ductos – e balança para
cima e para frente - este movimento chama-se ictus.

4. RITO DA MISSA

Procissão de entrada

• 118. [...] Quando se realiza a procissão da entrada preparem-se


também o Evangeliário; nos domingos e dias festivos, o turíbulo e a
naveta com incenso, quando se usa incenso; cruz a ser levada na
procissão e castiçais com velas acesas.
• 172. Conduzindo o Evangeliário, um pouco elevado, o diácono
precede o sacerdote que se dirige ao altar; se não, caminha a seu
lado.

A ordem da procissão (cf. CB, n. 128) variará conforme o número e tipos de ministros
ordenados, mas segue-se o esquema:

1 - Cerimoniário (auxiliar)
2 - Turiferário e Naveteiro
3 - Cruciferário
4 - Ceroferários
5 - Demais acólitos e coroinhas
6 - O Evangeliário, se houver
7 - Demais diáconos
8 - Concelebrantes, se houver
9 - O sacerdote celebrante, ao centro
10 - Mestre de cerimônias, ao canto

Chegada ao altar

• 173. Chegando ao altar, se conduzir o Evangeliário, omitida a


reverência, sobe ao altar. E, tendo colocado o Evangeliário com

101
preferência sobre o altar, com o sacerdote venera o altar com um
ósculo.
• 49. Chegando ao
presbitério, o sacerdote, o
diácono e os ministros
saúdam o altar com uma
inclinação profunda. Em
seguida, em sinal de
veneração o sacerdote e o
diácono beijam o altar; e o
sacerdote, se for oportuno,
incensa a cruz e o altar.

Durante a incensação do altar, o primeiro diácono precede o sacerdote


celebrante e o cerimoniário o acompanha logo atrás, podendo ainda haver um
segundo diácono ao fim.

Ato penitencial

O cerimoniário, se for
necessário, deverá
preparar o hissopo e a
caldeirinha, sobretudo no
tempo pascal, onde se
pode substituir o ato
penitencial pela aspersão.
Quando se utilizar a 3ª
fórmula do ato penitencial,
se não for cantado, o
diácono poderá proferir as
invocações. (CB, n. 132)

Posição: em pé, de mãos juntas postas ao peito.

Senhor, tende piedade

• 52. Depois do ato penitencial inicia-se sempre o “Senhor, tende


piedade”, a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato
penitencial.

Seguem-se as mesmas prescrições.


Na ausência do Glória o cerimoniário deve alertar, previamente, o librífero
para que apresente o Missal após a absolvição.

Glória a Deus

Quando previsto, entoa-se o glória.


Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

Oração do dia (Coleta)

Terminada a cerimônia anterior, o Kyrie ou Glória, se houver, o sacerdote


celebrante convoca os fieis à Oração do dia.
Ao Oremus o librífero
apresenta o Missal. Se este for
apresentado fechado, o
cerimoniário irá abri-lo na posição
previamente marcada com a
Coleta. Se for necessário, também
passará a página.
Não compete ao diácono
nem ao cerimoniário segurar o
microfone, a não ser em caso de
necessidade, mas a um acólito que
Mons. Guido Marini, cerimoniário pontifício, deverá apresentar e manter para que
segurando o microfone. o sacerdote possa abrir os braços.

Dois acólitos segurando o livro e o microfone.

Leituras

O diácono não deverá esperar o sacerdote celebrante se levantar para pedir


a benção, pois o sacerdote abençoará sentado, manifestando que é ele quem
preside.
• O diácono [...] inclinado diante do sacerdote, pede, em voz baixa a
bênção, dizendo: Dá-me a tua bênção. O sacerdote o abençoa,
dizendo: O Senhor esteja em teu coração. O diácono faz o sinal da
cruz e responde: Amém. Em seguida, feita uma inclinação ao altar,
toma o Evangeliário, que louvavelmente se encontra colocado sobre
o altar e dirige-se ao ambão, levando o livro um pouco elevado,
precedido do turiferário com o turíbulo fumegante e dos ministros com
velas acesas. [Proclamado o evangelho] ... beija o livro, dizendo em
silêncio: Pelas palavras do santo Evangelho, e volta para junto do
sacerdote.

103
Se o sacerdote
celebrante for bispo, o
diácono poderá levar o
Evangeliário para que ele
possa abençoar o povo
traçando o sinal da cruz
com o livro.

Os fieis devem ter


consciência de que este
gesto é uma benção e
não uma apresentação do
Benção que o bispo dá com o Evangeliário Evangeliário, devendo se
persignar e não aclamar o
livro.

Ao termino da proclamação, o Evangeliário pode ser levado para a credência


ou outro lugar adequado e digno (IGMR, n. 175).

O cerimoniário
auxiliar poderá acompanhar
os leitores, fazendo com
eles a inclinação profunda
ao altar antes de subir ao
presbitério. Deverá também
passar a página do
lecionário se a próxima
leitura estiver em página
seguinte. O primeiro
cerimoniário (mestre)
deverá atentar para a Proclamação do Evangelho pelo diácono
entrada do turíbulo e das velas
para a proclamação do Evangelho, enquanto que o auxiliar deverá recolher o
lecionário do ambão.

Homilia e Profissão de fé

• 66. A homilia, via de


regra é proferida pelo
próprio sacerdote
celebrante ou é por ele
delegada a um sacerdote
concelebrante ou,
ocasionalmente, a um
diácono, nunca, porém, a
um leigo.
• 68. O símbolo deve
Inclinação na Profissão de Fé – Et incarnatus est ser cantado ou recitado
pelo sacerdote com o povo
aos domingos e solenidades; pode-se também dizer em celebrações
especiais de caráter mais solene. Quando cantado, é entoado pelo
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

sacerdote ou, se for oportuno, pelo cantor ou pelo grupo de cantores;


é cantado por todo o povo junto, ou pelo povo alternando com o grupo
de cantores.

Oração Universal

• 71. Cabe ao sacerdote celebrante, de sua cadeira, dirigir a oração. Ele


a introduz com breve exortação, convidando os fiéis a rezarem e
depois a conclui. As intenções propostas sejam sóbrias, compostas
por sábia liberdade e breves palavras e expressem a oração de toda
a comunidade.
As intenções são proferidas, do ambão ou de outro lugar apropriado, pelo
diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo.

Preparação dos dons

• 178. Terminada a oração universal, enquanto o sacerdote permanece


em sua cadeira, o diácono prepara o altar com a ajuda do acólito;
cabe-lhe ainda cuidar dos vasos sagrados. Assiste o sacerdote na
recepção das dádivas do povo. O diácono entrega ao sacerdote a
patena com o pão que vai ser consagrado; derrama vinho e um pouco
d'água no cálice, dizendo em silêncio: Pelo mistério desta água e, em
seguida, apresenta o cálice ao sacerdote.
• 140. As
oblações dos fiéis
são recebidas pelo
sacerdote, ajudado
pelo acólito ou
outro ministro. O
pão e o vinho para
a Eucaristia são
levados para o
celebrante, que as
depõe sobre o altar,
enquanto as outras
dádivas são
colocadas em outro
Incensação no ofertório com o primeiro diácono e o cerimoniário lugar adequado (cf.
n.73).

O correto mesmo é não se


levar o cálice na procissão das
oferendas, tendo em vista que a
IGMR (n. 73) diz que primeiro
“prepara-se o altar, colocando-se
nele o corporal, o purificatório, o
missal e o cálice” e “a seguir,
trazem-se as oferendas”.

Incensação do povo pelo primeiro diácono

105
O cerimoniário poderá acompanhar a procissão, se for necessário.
• 178. Quando se usa incenso, [o diácono] serve o sacerdote na
incensação das oferendas, da cruz e do altar, e depois ele mesmo ou
o acólito incensa o sacerdote e o povo.

Oração Eucarística

Se a Missa for estacional, antes de iniciar o prefácio, o primeiro diácono retira


o solidéu do bispo.
• 150. Um pouco antes da consagração, o ministro [acólito], se for
oportuno, adverte os fiéis com um sinal da campainha. Faz o mesmo
em cada elevação, conforme o costume da região. Se for usado
incenso, ao serem mostrados ao povo a hóstia e o cálice após a
consagração, o ministro os incensa.

Enquanto o Papa reza, dois concelebrantes circundam o altar

Antes da epiclese (invocação do Espírito Santo sobre as oblatas), o diácono


deverá descobrir o cálice e a píxide. Depois da consagração, o diácono, se for
conveniente, cobre novamente o cálice e a píxide. (CB, n. 155)

• 179. A partir da epiclese até a elevação do cálice o diácono


normalmente permanece de joelhos. Se houver vários diáconos,
um deles na hora da consagração pode colocar incenso no turíbulo
e incensar na apresentação da hóstia e do cálice.
• 180. À doxologia final (Por Cristo...) da Oração eucarística, de pé ao
lado do sacerdote, [o diácono] eleva o cálice, enquanto o sacerdote
eleva a patena com a hóstia, até que o povo tenha aclamado: Amém.

O cerimoniário deverá está de joelhos, da mesma forma que os diáconos.


No entanto, se por alguma necessidade, como quando as fórmulas de consagração
estiverem em páginas diferentes (o que não é o nosso caso), tiver que permanecer
de pé, deverá genufletir assim que puder, evitando, porém, fazer junto com o
sacerdote. Também não deverá apoiar-se no altar.
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

O cerimoniário
deverá permanecer
próximo ao altar para
poder passar as
páginas do Missal e,
remover o microfone,
se este for usado
sobre o altar. No
entanto, não deve
colocar-se de forma a
impedir que os
concelebrantes se
aproximem do altar.
Deverá colocar-se
um pouco atrás. No momento da consagração todos estão ajoelhados, exceto o Papa
e os concelebrantes. O cerimoniário somente está em pé por
necessidade, o que não é o caso de nossa paróquia

Quando se utilizar a 1ª Oração Eucarística (indicada para domingos,


solenidades e memórias de santos mencionados na Oração, cf. IGMR 365) o
cerimoniário poderá ajudar o celebrante, indicando com a mão as partes próprias do
dia, como o “Recebei, ó pai”, “Em comunhão”, etc.
O diácono deve se colocar um pouco atrás dos concelebrantes, ajoelhado,
conforme dito anteriormente, e assim que terminar a consagração levantar-se-á para
cobrir o cálice.

Oração Dominical

• 237. A seguir, o celebrante principal, de mãos unidas, diz a exortação


que precede a Oração do Senhor e, com as mãos estendidas, reza a
Oração do Senhor com os demais concelebrantes, também de mãos
estendidas, e com todo o povo.

Observe que somente quem abre os braços na Oração dominical é o


celebrante principal e, se houverem, os concelebrantes. Caso contrário se diria
assim “com os demais concelebrantes e com todo o povo, também de mãos
estendidas”. Diz o mesmo o Cerimonial dos Bispos:

• 159. [... ] o Bispo junta as mãos e proclama o convite à oração


dominical, a qual todos a seguir cantam ou recitam. Enquanto isso, o
Bispo e os concelebrantes mantêm as mãos estendidas.

O gesto de erguer as mãos é puramente sacerdotal, demonstrando a


mediação feita pelo próprio Jesus; o sacerdote agindo in persona Christi exprime
essa missão de mediação abrindo os braços na Coleta, Oração Eucarística, Oração
dominical, etc.

107
Rito da paz

• 181. Depois que o sacerdote disse a oração pela paz e: A paz do


Senhor esteja sempre convosco, o povo responde: O amor de Cristo
nos uniu, o diácono, se for o caso, faz o convite à paz, dizendo, de
mãos juntas e voltado para o povo: Meus irmãos e minhas irmãs,
saudai-vos em Cristo Jesus.

A frase do diácono, acima citada, poderá ser alterada por uma frase
semelhante (cf. Ordinário da Missa)

• 82. Convém, no entanto, que cada qual expresse a paz de maneira


sóbria apenas aos que lhe estão mais próximos.

O diácono é o primeiro a receber a saudação, depois os demais ministros.


Se há concelebração, os presbíteros mais próximos do celebrante recebem a
saudação antes do diácono.

NOTA: A Congregação para o Culto Divino esclareceu


que não se deve omitir a frase do celebrante (“A paz
do...”), mas a do diácono (“Meus irmãos, saudai-
vos...”) poderá ser omitida ou deixada para o fim da
Missa, tendo em vista que é apenas um sinal da paz
já dada pelo sacerdote.

Fração do Pão e comunhão

• 182. Tendo o sacerdote comungado, o diácono recebe a Comunhão


sob as duas espécies do próprio sacerdote e, em seguida, ajuda o
sacerdote a distribuir a Comunhão ao povo.

• 162. Outros presbíteros


eventualmente presentes podem
ajudar o sacerdote na
distribuição da Comunhão. Se
não houver e se o número dos
comungantes for muito grande, o
sacerdote pode chamar ministros
extraordinários para ajudá-lo, ou
seja, o acólito instituído bem
como outros fiéis, que para isso
foram legitimamente delegados.
Papa distribuindo a Sagrada Comunhão

• 280. Se a hóstia ou alguma partícula cair no chão, seja recolhida com


reverência; se for derramado um pouco do Sangue, lave-se com água
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

o lugar onde caiu, e lance-se depois esta água na piscina construída


na sacristia.

Na nossa paróquia deve-se ter cuidado redobrado por causa do piso


cimentado, onde facilmente os líquidos infiltram e os fragmentos das partículas
entram nas cavidades.
Purificação dos vasos sagrados

A purificação dos vasos sagrados poderá ser realizada no altar, depois da


comunhão, ou na credência, após a Missa.

• 279. Os vasos sagrados são purificados pelo sacerdote ou pelo


diácono ou pelo acólito instituído depois da Comunhão ou da Missa,
na medida do possível junto à credência. A purificação do cálice é feita
com água, ou com água e vinho, a serem consumidos por aquele que
purifica o cálice. A patena seja limpa normalmente com o sanguinho.
• 278. Sempre que algum fragmento da hóstia aderir aos dedos,
principalmente após a fração ou a Comunhão dos fiéis, o sacerdote
limpe os dedos sobre a patena ou, se necessário, lave-os. Da
mesma forma recolha os fragmentos, se os houver fora da patena.

• Terminada a distribuição da Comunhão, um dos diáconos consome o


resto do Sangue, leva o cálice para a credência e aí, imediatamente
ou depois da Missa, o purifica e o compõe. Enquanto isso, outro
diácono ou um dos concelebrantes leva para o sacrário as
partículas consagradas que tiverem sobrado. (CB, n. 165)

Benção final

• 185. Se for usada a oração sobre o povo ou a fórmula da bênção


solene, o diácono diz: Inclinai-vos para receber a bênção. Dada a
bênção pelo sacerdote, o diácono despede o povo, dizendo de mãos
unidas e voltado para o povo: Ide em paz e o Senhor vos acompanhe.

Se a Missa é estacional, o cerimoniário coordenará, aqui e em toda a Missa,


os momentos em que o bispo fará uso de suas insígnias.
A procissão de saída se dará da mesma forma e ordem como na entrada.

109
ANEXO II
Uso do Turíbulo e da Naveta

1. MODO DE MANUSEAR

TURÍBULO: O turíbulo deve ser segurado tendo a capsula com as argolas


na mão esquerda, junto ao peito, e as correntes na mão direta. Uma regra prática
para manuseá-lo com mais facilidade é colocar o dedo mínimo dentro da argola da
cápsula e o dedo indicador ou o polegar na argola da corrente do opérculo (tampa).
Dessa forma basta distanciar os dois dedos que a tampa ficará mais aberta,
podendo ser ajustada conforme se desejar.
No momento de apresentar o turíbulo o turiferário deve erguer a corrente
central (do opérculo/tampa).

NAVETA: A naveta deve ser segurada com as duas mãos, sendo


interessante colocar a mão esquerda sobre a tampa caso haja perigo de a mesma
sair facilmente. Ao apresentar a naveta o naveteiro deve abrir a tampa e mantê-la
em altura conveniente para o sacerdote.

Ressalta-se que o naveteiro e o turiferário fazem vênia de cabeça sempre


que se aproximam e se afastam do sacerdote. Aquele que incensa e o que é
incensado faz vênia profunda tanto antes como após incensar.

2. MOMENTOS EM QUE SE UTILIZA

Procissão de entrada e início da Missa

Antes de se iniciar a Santa Missa, mas na sua proximidade, o acólito


turiferário e o naveteiro deve apresentar os objetos para que o sacerdote celebrante
imponha o incenso, traçando o sinal da cruz sem dizer nada. Na procissão, o
turiferário e o naveteiro vão à frente de todos, exceto do cerimoniário, se houver.
Chegando ao presbitério farão a vênia de cabeça e subirão ao altar,
aguardando o sacerdote também subir e oscular o altar. Em seguida, apresentam o
turíbulo novamente e, se necessário, o sacerdote imporá mais incenso para que
incense o altar, a cruz do altar e as imagens.
O sacerdote, durante a incensação do altar, será acompanhado por um
cerimoniário ou na sua ausência, por um diácono ou pelo próprio turiferário, que
segurará parte de sua casula para não queimar. Se houverem dois diáconos, um
deles poderá preceder o sacerdote e o outro acompanhar logo atrás do cerimoniário.
• Procissão e altar: ictos sucessivos;
• Cruz e imagens de Jesus: três ductos de dois ictos;
• Imagens dos santos: dois ductos de dois ictos.

Proclamação do Evangelho

Principiada aclamação do Aleluia, o turiferário e o naveteiro, bem como os


ceroferário, entrarão na igreja e se aproximarão da cadeira do sacerdote; se
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

ajoelharão (se houver espaço) e apresentarão os objetos para impor incenso. Em


seguida, aguardarão o diácono receber a benção e se dirigirão ao ambão.
O diácono ou, na sua ausência, um concelebrante ou ainda o próprio
sacerdote celebrante fará a proclamação, porém após o sinal da cruz (fronte, peito
e testa) ele incensará o livro.
• Livro: três ductos de dois ictos.

Ofertório

No tempo oportuno e suficiente o turiferário e o naveteiro entrarão na igreja


durante o ofertório. Logo que o sacerdote terminar a oração “De coração contrito e
humilde”, diante do altar, e antes do Lavabo os acólitos apresentarão o turíbulo e a
naveta para impor incenso.
O sacerdote incensará as oblatas (dons), a cruz e o altar, conforme dito
anteriormente, porém não as imagens. Terminado isto, o diácono ou, na sua
ausência, o próprio turiferário incensará o sacerdote, os concelebrantes todos juntos
(se houver) e a assembleia.
• Ofertas: Sinal da cruz ou três ductos de dois ictos
• Cruz: três ductos de dois ictos
• Altar: ictos sucessivos
• Sacerdote e assembleia: três ductos de dois ictos

Consagração

Durante o canto do Sanctus, o turiferário e o naveteiro, bem como os


ceroferários, entrarão na igreja e permanecerão, de pé, diante do altar. Ao soar do
sino na Epiclese se ajoelharão e permanecerão desta forma até o fim da
Consagração ou até a conclusão da Oração Eucarística.
Assim que houver sido tomada a posição diante do altar o diácono imporá o
incenso no turíbulo, mas se não houver diácono o próprio naveteiro colocará o
incenso antes de entrarem na igreja. Durante cada elevação o diácono ou, na sua
ausência, o turiferário incensará o Senhor Sacramentado.
• Santíssimo: Três ductos de três ictos

111
ANEXO III
Uso da Mitra e do Báculo

1. RITOS INICIAIS

Procissão de entrada

Durante a procissão o bispo segue com a mitra, segurando o báculo na


mão esquerda e abençoando os fieis com a mão direita. O mitrífero e o baculífero
seguem no fim da procissão. (cf. Cerimonial dos bispos, 128).

Saudação do altar

Ao chegar frente ao presbitério faz-se a vênia. (idem, 130). (obs.: idem quer
dizer que é a mesma referência anterior)
Já no presbitério o bispo entrega o báculo e retira a mitra, entregando ao
baculífero e ao mitrífero, respectivamente. (idem, 131)
Então o bispo, presbíteros e diáconos fazem inclinação profunda e beijam o
altar. (idem, 131)
O bispo ainda sem a mitra e sem o báculo incensa o altar. Em seguida todos
se benzem com o sinal da cruz.

Ato penitencial

Sem mitra e sem báculo, o bispo convida os fieis para o ato penitencial e
por fim dá a absolvição.

Kyrie, eleison

Sem mitra e sem báculo, diz-se então o ‘Senhor, tende piedade de nós’,
exceto se ele foi incluído no ato penitencial. (cf. Instrução Geral do Missal Romano,
58).

Glória in excelsis

Sem mitra e sem báculo, canta-se ou se diz o ‘Glória’.

Oração colecta

Sem mitra e sem báculo, o bispo convida o povo à oração, cantando ou


dizendo de mãos juntas o ‘Oremos’. (idem, 54).
No fim o bispo senta e recebe a mitra. (cf. Cerimonial dos bispos, 136).

2. LITURGIA DA PALAVRA

Primeira leitura

O bispo com a mitra e todos os fieis escutam sentados até o evangelho.


Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

Salmo
Segunda Leitura
Aleluia/Aclamação ao Evangelho

O turiferário e o naveteiro se aproximam do bispo para impor o incenso.


O diácono recebe a bênção do bispo.
O bispo levanta e o mitrífero recebe a mitra do bispo. (idem, 140)
O diácono diz “O Senhor esteja convosco” e o povo responde “Ele está no
meio de nós”. Em seguida continua dizendo “Proclamação do Evangelho de Jesus
Cristo” e todos respondem “Glória a vós Senhor” e fazem o sinal da cruz conforme
prescrito. (idem, 141).
Após o bispo fazer o sinal da cruz o baculífero entrega o báculo. (idem,
141)
Obs.: alguns bispos preferem receber o báculo assim que entrega a mitra.

Homilia

Após o fim da leitura do evangelho, o bispo fará a homilia, de preferencia –


é opcional - com mitra e báculo, sentado na cátedra ou em outro lugar
conveniente. (idem 142).

Profissão de fé

Ao terminar a homilia, o bispo retira a mitra e entrega o báculo ao mitrífero


e o baculífero, respectivamente. (idem, 143)

Oração universal

Sem mitra e sem báculo, o bispo convida os fieis para a oração universal.

3. LITURGIA EUCARÍSTICA

Preparação dos dons

Se a preparação demorar bispo senta-se com a mitra até que o altar esteja
preparado com os dons. (idem, 145) Caso contrário, senta-se sem mitra. (idem, 60)
Após estar preparado o bispo vai até o altar, retira a mitra e profere as
formulas prescritas. (idem, 146)

Oração sobre as oblatas

Ainda sem mitra e sem báculo recita a oração sobre as oferendas.


O diácono retira o solidéu do bispo e entrega-o ao ministro. (idem, 153)

Oração Eucarística

Sem mitra, sem báculo e sem solidéu o bispo recita a Oração Eucarística.

Rito de comunhão

Sem mitra, sem báculo e sem solidéu.

113
Oração dominical

Sem mitra, sem báculo e sem solidéu.

Rito da paz

Sem mitra, sem báculo e sem solidéu.

Comunhão

Sem mitra, sem báculo e sem solidéu.


Após a comunhão quando o bispo retornar à cátedra e a Reserva Eucarística
for guardada no sacrário ele recebe o solidéu. (idem, 166)

Oração depois da comunhão

Sem mitra, sem báculo e com solidéu o bispo recita a oração. (idem, 167)

4. RITOS FINAIS

Avisos se necessários

Sem mitra, sem báculo e com solidéu (idem, 168). Alguns bispos preferem
receber a mitra assim que se sentam.

Bênção

Se a benção for solene: O bispo recebe a mitra e enquanto profere as


primeiras invocações o povo responde amém. Recebe o báculo e dá a benção final,
dizendo “Abençoe-vos Deus todo-poderoso...” e fazendo o sinal da cruz. (idem, 169)
Se a benção for simples: O bispo recebe a mitra e o báculo e profere a
benção final, dizendo “Abençoe-vos Deus todo-poderoso...” e fazendo o sinal da
cruz. (idem, 169)

Saudação ao altar

Com a mitra e o báculo faz a saudação e saem em procissão. (idem, 170)


Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

ANEXO IV
Cerimonial da Semana Santa

1. DOMINGO DE RAMOS

A missa do Domingo de Ramos (Missa da Paixão do Senhor) é celebrada


com paramentos vermelhos e tem como diferencial uma procissão que ocorre de
uma capela menor até a igreja matriz, onde os fiéis em suas mãos ramos de
palmeira, recordando a entrada messiânica de Jesus em Jerusalém.
O padre poderá usar a Capa Asperges (Capa Pluvial) ou, na sua falta, a
casula.
A liturgia terá as seguintes cerimônias:
• Sinal da Cruz e saudação (cf. CB n. 266)
• Exortação e Oração de benção dos ramos (texto no Missal)
• Aspersão dos ramos (o sacerdote ou o diácono)
• Evangelho com incenso e velas (diácono)
• Breve homilia (opcional)

Após isto segue-se com a procissão na seguinte ordem:


1. Cerimoniário puxando a procissão
2. Turiferário e naveteiro (se a procissão for longa, levar carvão)
3. Cruciferário (a cruz com dois ramos de palmeira como ornamento)
4. Ceroferários
5. Demais coroinhas e acólitos
6. Demais ministros leigos
7. Diáconos
8. Sacerdote
9. Cerimoniário para servir no que o sacerdote precisar e ordenar os
fieis na procissão
10. Os fiéis com os ramos

Ao chegar na igreja haverá:


• Incensação do altar
• Oração do dia (Oremos)
• Leituras
• História da Paixão (Sem velas, incenso e sinal da cruz sobre o livro)
• Homilia (Obrigatória)

A Santa Missa então prossegue como de costume.

115
2. MISSA DA CEIA DO SENHOR

“Com a missa celebrada nas horas vespertinas da Quinta-feira Santa, a Igreja


dá início ao tríduo pascal e recorda aquela última ceia em que o Senhor Jesus, na
noite em que ia ser traído, tendo amado até ao extremo os seus que estavam no
mundo, ofereceu a Deus Pai o seu Corpo e Sangue sob as espécies do pão e do
vinho e deu aos apóstolos como alimento, e ordenou-lhes, a eles e aos seus
sucessores no sacerdócio, que fizessem a mesma oferta. ” (Cf. CB n. 297)
Nesta Missa se faz memória a instituição da Eucaristia, a instituição da
Ordem Sacerdotal e ao mandamento do Senhor sobre a caridade fraterna.
(Paschalis Sollemnitatis, n. 45)
Antes da Santa Missa, o tabernáculo deverá estar vazio. Deve-se consagrar
hóstia em quantidade suficiente para a comunhão na Missa deste dia e para o dia
seguinte. (cf. Missal Romano p. 247)

A Santa Missa começa da seguinte forma:


• Sinal da cruz e saudação
• Ato penitencial e Kyrie
• Glória (no qual tocam-se os sinos)
• Oração do dia
• Leituras e homilia
• Cerimônia do lava-pés

Observe que até a homilia a única diferença é a presença dos sinos durante
o Glória. Em seguida, procede-se com a execução do lava-pés, no qual o sacerdote
celebrante lava, enxuga e beija dos pés de 12 pessoas.

O Lava-pés é um gesto que expressa a caridade que todos devem ter para
com os outros, pois se o Mestre nos lavou os pés, cabe a todos nós lavar os pés
uns dos outros, ajudar o irmão.

E assim continua a Missa:


• Oração dos fiéis
• Não há CREDO
• Cânon
• Comunhão
• Oração Pós-comunhão

Quando o sacerdote ou o diácono purificar os vasos litúrgicos, ele deve deixar


o cibório (aberto) sobre o corporal no altar.

Prossegue-se assim:
• O sacerdote de pé na frente do altar impõe o incenso.
• O sacerdote ajoelhado na frente do altar incensa o Santíssimo
Sacramento.
• O sacerdote toma o cibório, fecha-o e o leva em procissão.

A procissão até o lugar da reposição se dará na seguinte ordem:


1. Cerimoniário puxando a procissão
2. Cruciferário e ceroferários
3. Acólitos e coroinhas
4. Diáconos
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

5. Turiferários (é recomendado que sejam dois turíbulos)


6. Sacerdote com o cibório fechado

"Durante a procissão, canta-se o hino “pange língua” ou outro


cântico eucarístico. A procissão e a reposição do Santíssimo
Sacramento não podem ser feitas nas igrejas em que na
Sexta-feira Santa não se celebra a Paixão do Senhor."
(Paschalis Sollemnitatis, n. 54, Congregação para o Culto Divino)

Ao chegar na Igreja a liturgia está estabelecida da seguinte forma:


• O cibório é deposto aberto sobre o altar
• O sacerdote incensa o Santíssimo Sacramento
• Canta-se “Tão sublime Sacramento” e guarda-se o Santíssimo no
tabernáculo. Após breve instante de adoração silenciosa, todos
retiram-se em silêncio para a sacristia.

Neste momento ou em outro oportuno remove-se a toalha do altar, as velas


e a cruz.

TÃO SUBLIME SACRAMENTO


(Tantum ergo Sacramentum)

Tão sublime Sacramento Tantum ergo Sacramentum


adoremos neste altar, Veneremur cernui
pois o Antigo Testamento Et antiquum documentum
deu ao Novo o seu lugar. Novo cedat ritui
Venha a fé por suplemento Praestet fides supplementum
os sentidos completar. Sensuum defectui

Ao Eterno Pai cantemos Genitori, Genitoque,


e a Jesus, o Salvador. Laus et Jubilatio, Salus, honor,
Ao Espírito exaltemos, Virtus quoque
na Trindade eterno amor. Sit et benedictio
Ao Deus Uno e Trino demos Procedenti ab utroque
a alegria do louvor. Compar sit laudatio.
Amém. Amen.

117
3. CELEBRAÇÃO DA PAIXÃO DO SENHOR

Na sexta-feira, dia em que "Cristo, nosso cordeiro pascal, foi imolado" (I Cor
4, 7), a Igreja, com a meditação da paixão do seu Senhor e Esposo e adorando a
cruz, comemora o seu nascimento do lado de Cristo que repousa na cruz, e
intercede pela salvação do mundo todo. (Paschalis Sollemnitatis, n. 58,
Congregação para o Culto Divino)
Neste dia não se celebra o Santo Sacrifício da Missa, mas a Eucaristia é
distribuída aos fiéis durante a celebração da paixão do Senhor, que ocorre depois
do meio-dia, especialmente pelas três horas da tarde. Este dia é dia de penitência,
sendo obrigatória a observação da abstinência e do jejum.
É proibido celebrar qualquer sacramento, exceto os da Penitência e da Unção
dos Enfermos. (Paschalis Sollemnitatis, n. 59, Congregação para o Culto Divino)
Antes da celebração o altar está desnudado, isto é, sem toalha, velas e cruz.

O início da liturgia ocorre da seguinte forma:


• O sacerdote, os diáconos, os acólitos e coroinhas entram em
procissão silenciosa, sem velas e sem cruz.
• O sacerdote e os diáconos prostram-se diante do altar e os coroinhas
e acólitos ajoelham-se.
• Todos rezam alguns instantes em silêncio e após isto o sacerdote se
dirige à cadeira.
• Da cadeira o sacerdote lê um texto do Missal, convidando todos a
rezar (Não diz “Oremos”)
• Leituras
• História da paixão, como no domingo de ramos
• Homilia
Após a homilia a liturgia prescreve a Oração Universal, com 10 intenções
• O diácono enuncia as intenções
• Todos ajoelham-se e o sacerdote reza a oração.

O segundo momento da celebração litúrgica é a Adoração da Santa Cruz do


Senhor.
• A cruz é levada em procissão, velada e precedida de dois castiçais.
• O sacerdote recebe a cruz e decobre: (A cada elevação, todos devem
se ajoelhar)
• A parte superior, eleva-a e diz “Eis o Lenho da Cruz...”
• O braço direito, eleva-a e diz “Eis o Lenho da Cruz...”
• O restante da cruz, eleva-a e diz “Eis o Lenho da Cruz...”
• Mantendo-se os dois castiçais ao lado da cruz, segurada pelo
diácono, todos a adoram. Deve haver algum coroinha com um pano
para limpar a cruz onde for beijada.
• Ao término da adoração, a cruz é levada para o seu lugar habitual.

O terceiro momento da celebração litúrgica é a Comunhão


• Coloca-se a toalha do altar, os castiçais, a cruz, o corporal e o missal.
• Depõe-se o cibório aberto sobre o corporal
• Segue-se o rito da comunhão, mas sem o rito da paz
• Oração Pós-comunhão
• Oração de benção sobre o povo
• Todos se retiram em silêncio e o altar é desnudado.
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

4. VÍGILIA PASCAL

Antes da Missa o altar estar coberto com a toalha e tendo sobre si as velas
e a cruz. As imagens devem estar descobertas.
Toda a Vigília seja celebrada à noite, de modo que comece depois do
escurecer e termine antes da aurora de domingo.
A liturgia se realiza em quatro partes: a liturgia da luz, liturgia da Palavra,
liturgia batismal e a liturgia Eucarística. Os paramentos desta Missa são da cor
branca.

Antes da Missa deve-se preparar:


• Uma fogueira fora da Igreja
• Círio Pascal com os cravos
• Um estilete ou outro objeto cortante para riscar o Círio
• A pia batismal ou um recipiente digno para a água batismal
• Uma vela ou lanterna para iluminar o livro (Missal)
• Turíbulo e incenso
• Velas para todos

Primeira Parte da Liturgia

• Apagam-se as luzes da Igreja. As velas do altar permanecem apagadas.


• O sacerdote, paramentado como para a Missa, e o povo aproximam-se da
fogueira.
• Os acólitos não levam cruz, nem as velas processionais, apenas o Círio, o
Turíbulo, a Naveta e o Missal.
• Um acólito segura o Círio próximo ao sacerdote
• O sacerdote faz o sinal da Cruz e saúda o povo com o texto do Missal (cf. CB
339)
• Abençoa o fogo com o texto do Missal
• Cerimônia antes de acender o Círio
1. O sacerdote faz a incisão (risco) no círio primeiro na vertical e
depois na horizontal, dizendo o texto do Missal. Em seguida faz a
incisão (risco) nos números do ano, dizendo o texto do Missal.
2. O sacerdote aplica os cinco grãos de incenso no Círio, formando
uma cruz, primeiro na vertical e depois na horizontal, dizendo o
texto do Missal.
• Toma-se o carvão da fogueira e coloca-o no Turíbulo. O sacerdote impõe o
incenso no Turíbulo.

Feito isto, o sacerdote acende o Círio, dizendo o texto do Missal.


• O diácono toma o Círio e caminha, precedido pelo turiferário e naveteiro:
1. Na entrada da igreja, ergue e diz "Eis a luz de Cristo!" (O sacerdote
então acende sua vela com o fogo do Círio)
2. No meio da igreja, ergue e diz "Eis a luz de Cristo!" (Todos então
acendem suas velas com o fogo do Círio)
3. Ao chegar diante do altar, voltado para os fiéis, ergue e diz "Eis a
luz de Cristo!"

(Cada vez que o diácono cantar "Eis a luz de Cristo" o povo


responde "Demos graças a Deus")
119
• O sacerdote vai para a sua cadeira, o diácono coloca o Círio no candelabro,
junto do ambão ou altar e acendem-se então as luzes da Igreja.
• O diácono proclamará o Precônio Pascal: Se necessário o sacerdote impõe
mais incenso para que o diácono incense o Lecionário e o Círio. (Todos em
pé com velas acesas)

Segunda Parte da Liturgia

• Todos apagam as suas velas e sentam-se.


• O sacerdote, sentado, lê o texto do Missal (cf. CB n. 346)
• Leituras (Antigo Testamento) e Salmos - Todos sentados
(Após cada leitura, o sacerdote diz "Oremos" e reza o texto do Missal)
• Acendem-se as velas do altar e o sacerdote entoa solenemente o Glória a
Deus nas alturas (tocam-se os sinos)
• Oração do Dia (Coleta)
• O leitor lê a Epístola (Novo Testamento) - Todos sentados
• Salmo - Todos sentados – O incenso deve entrar durante o Salmo
• Evangelho, sem velas, somente com incenso
• Homilia (Obrigatória)

Terceira Parte da Liturgia


(Cerimônias sem batismo)

• O sacerdote exorta o povo com o texto do Missal


• Ladainha - A qual todos estão de pé por ser tempo pascal
• Benção da água batismal com texto do Missal
• O sacerdote mergulha o Círio na água, rezando o texto do Missal
• Renovação das promessas do batismo - Todos de pé com velas acesas
• Aspersão com a água batismal
• Não há o CREDO
• Oração dos fieis

Quarta Parte da Liturgia

• O sacerdote sobe ao altar e começa a o ofertório


• Recomenda-se cantar a Oração Eucarística I
• Recomenda-se cantar o Salmo 117 ou o Salmo 33 durante a comunhão

A Missa prossegue como de costume

• No final da Missa, depois da benção final, o diácono diz "Ide em paz e o


Senhor vos acompanhe, aleluia, aleluia!" e todos respondem "Graças a Deus,
aleluia, aleluia!"
• Todos saem em procissão como de costume.
Curso de Liturgia Romana – Grupo de Acólitos e Coroinhas da Paróquia Mãe Rainha.
Palmas, Tocantins.

5. DOMINGO DE PÁSCOA
(Missa do Dia)

A Missa do dia do domingo da Páscoa tem por memória a ressurreição do


Senhor e Salvador que, passando pela morte, deu a vida eterna àqueles que nele
creem e seguem os seus passos. Ensinando-nos que para chegarmos à glória da
ressurreição devemos passar pelo caminho da Cruz.

A missa do dia da Páscoa deve ser celebrada com grande


solenidade. Em lugar do ato penitencial, é muito conveniente
fazer a aspersão com a água benzida durante a celebração
da vigília. Durante a aspersão, pode-se cantar a antífona “Vidi
aquam” ou outro cântico de caráter batismal. Com essa
mesma água convém encher os recipientes (vasos, pias) que
se encontram à entrada da igreja. (Paschalis Sollemnitatis, n.
97, Congregação para o Culto Divino)

O círio pascal, colocado junto do ambão ou perto do altar,


permaneça aceso ao menos em todas as celebrações
litúrgicas mais solenes deste tempo, tanto na missa como nas
laudes e vésperas, até ao domingo de Pentecostes. Fora do
tempo da Páscoa não se acenda o círio pascal nem seja
conservado no presbitério. (Paschalis Sollemnitatis, n. 99-
100, Congregação para o Culto Divino)

A Celebração do Santo Sacrifício da Missa ocorre sem nenhuma cerimônia


diferente em relação aos dias solenes. Mas permanece a resposta com o “Aleluia”
no “Ide em paz...”, onde todos respondem desta forma até o Segundo Domingo da
Páscoa.

121