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GEOUSP – Espaço e Tempo, São Paulo, n. 35, 2013, p. 19-33.

AS CIDADES PEQUENAS NA GEOGRAFIA BRASILEIRA: A CONSTRUÇÃO DE UMA


AGENDA DE PESQUISA

Orlando Moreira Junior*

Resumo: Este texto discute a abordagem que o tema cidades pequenas vem ganhando na ciência
geográfica brasileira, a partir do levantamento feito nos anais do Encontro Nacional de Geógrafos,
entre os anos de 2000 e 2010. Com base nestes, é possível observar que se destacam dois eixos
na abordagem do tema. Um que prioriza a análise dos efeitos externos na compreensão das
cidades pequenas, e outro focalizado na compreensão da dinâmica interna do tecido urbano.

Palavras-chave: Geografia, cidades pequenas, desafios, efeitos externos, dinâmica intraurbana.

SMALL CITIES IN BRAZIL GEOGRAPHY: BUILDING A RESEARCH AGENDA

Abstract: This paper addresses the discussion that the issue is gaining in small towns Brazilian
geographical science, based on the survey in the annals of Geographers National Meeting, between
the years 2000 and 2010. Based on these, it is possible to observe two axes that stand in
addressing the issue. The first priority to the analysis of external effects in the understanding of
small towns, and the second focuses on the analysis of the internal dynamics of the city.

Keywords: Geography, small towns, challenges, external effects, intra-urban dynamics.

Introdução

Este texto é um ponto de partida. As categoria de cidade esteve à margem da


ideias expostas aqui representam parte da produção geográfica. No Brasil, de maneira
discussão acerca das cidades pequenas no geral, os estudos sobre os espaços urbanos
âmbito da ciência geográfica brasileira. sempre privilegiaram as abordagens sobre
Assim, o objetivo principal desta análise é metrópoles, cidades grandes e médias.
refletir sobre o vislumbrar das cidades
Por outro lado, a segunda ideia
pequenas na Geografia nacional. Para tanto,
como forma de possibilitar a construção de abrange os avanços teóricos e metodológicos

um pensamento sobre a temática foi na busca do entendimento deste perfil de


cidades. Afinal, esta outra face do urbano
realizado um levantamento sobre a produção
geográfica referente ao tema nos anais dos brasileiro não pode ser abandonada e deve

Encontros Nacionais de Geógrafos (ENG) no constar nas pautas acadêmicas e políticas.

período de 2000 a 2010.


Como cabe à Geografia analisar e

Duas ideias principais norteiam este compreender a organização do espaço, a

ensaio. A primeira é confirmar que os estudos intenção inicial foi pensar sobre a produção
geográfica acerca da temática das cidades
a respeito das cidades pequenas não têm
sido privilegiados no cenário acadêmico. A pequenas. Se a opção pelos anais revela com
maior exatidão a amplitude que o tema
produção de conhecimento, tanto em nível
empírico quanto teórico, em torno dessa ganha no cenário da Geografia brasileira –

* Doutorando em Geografia pelo IGCE-Unesp. E-mail: orlandomoreirajunior@yahoo.com.br.


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com trabalhos sobre diversas regiões do país tipologia de cidades, no Brasil, há núcleos
–, outras fontes bibliográficas não podem ser urbanos com menos de mil habitantes, bem
esquecidas. como alguns casos particulares de cidades
que chegam a ultrapassar 50 mil que
É possível encontrar artigos sobre adquirem características de cidades locais na
cidades pequenas em diferentes periódicos rede urbana.
(FABRINI, 2009; CORRÊA, 2011; GOMES et.
al., 2005; entre outros). Em alguns dos Da mesma forma, há cidades com
principais Programas de Pós-Graduação em cerca de 50 mil habitantes com
Geografia do país, Dissertações e Teses, características de uma cidade média em
também tem apreciado o tema (CRIVELARO, regiões de baixa densidade demográfica.
2008; BACELAR, 2008; MELO, 2008; Transmitindo para o cenário nacional, seria o
ANDRADE, 2001; BERNARDELLI, 2004; mesmo que dizer que existem diferenças
ENDLICH, 2006; ROMA, 2008; FIGUEIREDO, consideráveis entre cidades pequenas do
2008); entre outros). Além de livros de Sudeste e do Norte do país, por exemplo.
Geografia, que versam especificamente sobre Assim também há diferenças entre cidades
a temática das cidades pequenas (ENDLICH, pequenas antigas e novas; entre aquelas
2009; LOPES; HENRIQUE, 2010). inseridas em áreas metropolitanas e não
metropolitanas.
Todavia a opção pelos anais se
justifica por duas motivações básicas. Santos (1994), entre outros, usa o
Primeiramente, a continuidade, ou seja, conceito de cidade local com base no grau,
revela tanto a ocorrência do tema no na intensidade e na abrangência da
pensamento geográfico brasileiro quanto a centralidade desempenhada por estas
permanência progressiva de questionamentos cidades. Nesta direção é valido salientar que
sobre a temática sob o olhar do geógrafo. Em cidades pequenas e cidades locais não devem
segundo lugar, por ser um evento de nível ser vistas enquanto sinônimos, conforme
nacional, o que permite a exposição de esclarece Fresca (2010). Cidade local refere-
variados cenários e possibilidades diversas de se ao menor escalão das cidades no Brasil;
leituras acerca das cidades pequenas. cidades que atendem apenas as demandas
mais imediatas de sua população. Já a cidade
pequena seria aquela com complexidade de
atividades urbanas que extrapola o
Cidades pequenas, pequenas cidades ou
cidades locais? denominado nível mínimo, mas que tal
complexidade de atividades urbanas não gera
Essa é uma questão complexa, assim elementos necessários para que as mesmas
como é difícil notar um consenso entre os possam ser consideradas cidades
trabalhos realizados acerca do tema. Essa intermediárias.
complexidade se reflete também nos desafios
teóricos e metodológicos que os Entretanto, deve-se considerar que a

pesquisadores se deparam na leitura das cidade local tende a ser uma cidade pequena.

cidades pequenas. Isso se deve Por isso a defesa de atribuir à palavra

principalmente ao fato de que, no caso dessa “cidade” um papel substantivo, devido seu
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caráter de ser urbano, ao mesmo tempo em anais foram elencados os trabalhos que
que recebe uma qualidade: ser pequena, propunham o estudo desta tipologia de
tanto espacial quanto demograficamente. cidades, indiferentemente se
Deste modo, durante o levantamento nos
eram denominadas de cidades de permitir o acesso a informações
pequenas, pequenas cidades ou cidades atualizadas, também possibilitam, por um
locais. lado, uma leitura em nível nacional sobre o
tema e, por outro, quantificar o número de
pesquisas envolvendo cidades pequenas que
se vêm produzindo em Geografia.
As cidades pequenas na produção atual
da Geografia
Na Tabela 1, apresentam-se o ano e

Os anais do Encontro Nacional de o local onde ocorreu o evento, juntamente

Geógrafos representam uma forma eficiente com os autores e seus respectivos trabalhos

de comunicação do conhecimento e do registrados nos anais. Ressalte-se que, em

desenvolvimento da ciência. Constituem-se 2004, aconteceu o VII Congresso Brasileiro

como fonte importante na busca, apreensão e de Geógrafos, que ocorre a cada dez anos e

transmissão de novos conhecimentos. Além substitui o ENG.

Tabela 1 – Trabalhos apresentados nos ENGs e no VII Congresso Brasileiro de


Geógrafos, entre os anos de 2000 e 2010

evento/
título do trabalho autor(es)
ano
Os papéis urbanos na região de Catanduva-SP: relações entre a
BERNARDELLI
Florianópoli

produção de moradias e o trabalho volante


XII ENG

2000
s-SC

O geoprocessamento como ferramenta de gestão urbana de


CHAGAS et. al.
cidades pequenas
Cidades locais: importância para o desenvolvimento do Triângulo
OLIVEIRA; SOARES
Mineiro e Alto Paranaíba-MG
O clima das cidades tropicais de pequeno porte na região
SILVA, A. L. et. al.
sudoeste de Mato Grosso: Pedra Preta, Dom Aquino e Guiratinga
A cidade pequena e sua participação na organização espacial
João Pessoa-PB

regional: um estudo de sustentabilidade ambiental em Estrelado MICHELOTTO et. al.


Sul-MG
XIII ENG

2002

A importância das cidades medias e locais na dinâmica urbana da


ENGEL et. al.
bacia do rio Araguari-Minas Gerais
Cidades locais do Cerrado mineiro: uma leitura preliminar BORGES; SOARES
Os papéis urbanos na região de Catanduva – SP: relações entre a
BERNARDELLI
produção de moradias e o trabalho volante
Rede urbana, urbanidades e as pequenas cidades: ensaiando a
ENDLICH
discussão
Para entender as cidades pequenas: contribuições para o debate GONÇALVES; COSTA
A dinâmica urbana das pequenas cidades do cerrado mineiro e
ENGEL; SOARES
VII Congresso
Brasileiro de

sua participação na rede urbana regional


Goiânia-GO
Geógrafos

Gestão pública nas pequenas cidades do Rio Grande do Norte na


2004

GOMES et. al.


era da informação
A modernidade nos espaços rural e urbano das pequenas cidades
BRIDI; SOARES
do cerrado mineiro: estudo em Tupaciguara – Minas Gerais
A questão do lugar para a compreensão da vida cotidiana em
SANT’ANA
Regente Feijó: uma análise em cidades pequenas
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evento/
título do trabalho autor(es)
ano
A dinâmica econômica em cidades pequenas: estudo de caso de
LEÃO; SPOSITO
Ouro Verde/SP.
A gestão do território no contexto da redemocratização do Brasil:
SILVA, A. B.
um olhar sobre as pequenas cidades do cariri paraibano
Rio Branco-AC

Segregação socioespacial em cidades pequenas ROMA


Cidades pequenas não devem ser consideradas urbanas? O caso
XIV ENG

LOPES
2006

de Novo Triunfo/Bahia
Um olhar sobre a urbanização, seus problemas e o planejamento
DELFINO; DIAS
das cidades locais. Estudo de caso da cidade de Jaguaruna/SC
Planejamento, gestão do território e desenvolvimento GOMES et. al.
socioespacial das pequenas cidades do Rio Grande do Norte
O processo de redefinição do espaço urbano em uma cidade de
pequeno porte: uma análise do Conjunto Habitacional Catulino DOMINGUES et. al.
Rodrigues de Lima em Rio Brilhante/MS
Existe segregação socioespacial em municípios pequenos?O caso
LAHORGUE et. al.
de Forquilhinha (SC)
Reflexões sobre as pequenas cidades do norte de Minas Gerais
PEREIRA
(BR)
Pequenas cidades no vale do Ivinhema – MS: papéis urbanos, BERNARDELLI;
reprodução social e produção de moradias MATUSHIMA
Cidade e dinâmica cultural: o contexto das cidades locais da
CASTILHO; CHAVEIRO
São Paulo-SP

microrregião Ceres, Goiás


XV ENG

Processos excludentes em pequenas cidades paulistas – a


ROSSI; MARTINUCI
2008

modelização cartográfica em Álvares Machado - SP


Entre o rural e o urbano: cidades locais no CONSAD Paraná
QUEIROZ
Centro – PR
Astolfo Dutra: dinâmica industrial de uma cidade local DEFILIPPO et. al.
Reconstituindo o estudo das cidades de pequeno porte na
MEDEIROS et. al.
Geografia urbana brasileira
Pequenas cidades da microrregião de Catalão (GO): papel dos
MELO; SOARES
processos de “modernização” econômica na dinâmica urbana
Interações espaciais em cidades pequenas e médias: o caso do
MIYAZAKI
processo de aglomeração urbana
Perfil socioeconômico das cidades pequenas do seridó ocidental
CAVALCANTE
da Paraíba
O uso do espaço pelas vaquejadas em cidades pequenas: o caso
SILVA, G.
de Santo Antônio no Rio Grande do Norte
Produção do espaço urbano, reprodução social da moradia e
desigualdades socioespaciais em cidades pequenas paulistas: os MOREIRA JUNIOR
casos de Capão Bonito e Buri
Análise da variabilidade termal nas cidades de pequeno e médio
porte paulista: o caso de Presidente Prudente e Votuporanga – FANTE
SP (1976-2009)
Porto Alegre-RS

Pequenas cidades ou cidades locais? Por uma perspectiva


CASARIL
XVI ENG

teórico-metodológica atual
2010

Pequena cidade: caracterização e conceituação pelo ponto de


BACELAR
vista político-administrativo
Reflexões sobre o papel do planejamento urbano na pequena
DIAS
cidade de Rio de Contas/BA
O turismo como subsídio para o desenvolvimento de pequenas
SILVEIRA
cidades do norte de Minas Gerais
Segregação em pequenas cidades: um estudo de caso na cidade
VIEIRA
de Anadia Alagoas
Serviços especializados como nova inserção na divisão do
VEIGA
trabalho em pequenas cidades: o caso de Santa Fé – PR
Os rondonistas e os desafios na elaboração de propostas de
contribuição para o plano diretor de pequenas cidades do interior SILVA, L.
do país
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evento/
título do trabalho autor(es)
ano
Territorialidades e espaço público em pequenas cidades da
SANTOS
fronteira amazônica: reflexões sobre Oiapoque - AP
Porto Alegre-RS

Pequenas cidades e produção territorial: elementos para a


CHAGAS
XVI ENG

discussão geográfica
2010

Centros locais e pequenas cidades: distinções necessárias FRESCA


Produção industrial em pequenas cidades e reinserções na rede
ALMEIDA
urbana: o caso de Assai - PR
O uso das ferramentas de geoinformação nas políticas públicas
MARTINUCI
sociais em municípios de pequeno porte

Fonte: Anais do ENG (2000; 2002; 2006; 2008; 2010) e VII Congresso Brasileiro de Geógrafos (2004).
Organização: Orlando Moreira Junior, 2012.

É notável que, no período analisado, relevância acadêmica ainda tem reduzida


houve um crescimento gradual do número de expressão, pois ainda representam uma
trabalhos completos envolvendo o tema das parcela pequena em vista do número total de
cidades pequenas, como mostra a Figura 1. trabalhos publicado em cada edição deste
Contudo, apesar deste relativo aumento, sua evento científico.

Figura 1 – Número de trabalhos completos publicados nos ENGs (2000 a 2010)

Fonte: Pesquisa direta nos anais dos eventos.

No Brasil, a discussão sobre o tema é • Estrutura territorial, redes e


variada, e as análises procuram responder a escalas: o atual contexto de reestruturação
variáveis relativas ao tamanho da populaçào, produtiva e reorganização da ocupação do
a critérios econômicos e a funções urbanas, território e dos fluxos de pessoas,
por exemplo. A partir disso, os trabalhos mercadorias e informações concorrem para a
desmembram-se em outras classes construção de novas interações
temáticas, nas quais se podem enquadrar. socioespaciais, que articulam diferentes
Com base nisso, é possível estabelecer seis escalas, contribuindo para reconfigurar
classes temáticas principais para o estudo da dinâmicas territoriais e redefinem a rede
temática urbana: urbana e o papel da urbanização e das
cidades;
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• Desenvolvimento regional e pactos O levantamento efetuado expressa


territoriais: estudos que analisam, um vislumbrar da preocupação acadêmica
problematizam e procuram desvendar os brasileira sobre uma face do urbano ainda
atores políticos, agentes econômicos e pouco investigada pela Geografia. Ao mesmo
instrumentos de desenvolvimento que atuam tempo, permite verificar diversos desafios e
na constituição de redes regionais, circuitos incertezas presentes nos estudos que tem
produtivos e reorganização do espaço; como referencial empírico as cidades
pequenas.
• Políticas públicas, gestão do
território e planejamento urbano e regional: O primeiro está relacionado à
as políticas públicas, as atividades de dificuldade em se conceber uma reflexão
planejamento e a gestão do território sobre as cidades pequenas sem considerar o
contribuem para reconfigurar dinâmicas cenário no qual ela está inserida. Nesta
espaciais e interferem nas formas de direção muitos trabalhos visam traçar
organização e de desenvolvimento dos relações entre os centros urbanos e seu
espaços; entorno rural e as ruralidades que marcam o
modo de vida nestas cidades. Em outros
• Processos e transformações na casos, analisa-se a dependência em relação
configuração dos espaços urbanos: estudos
ao contexto urbano e regional circundante.
centrados na produção da cidade, suas Esta perspectiva engloba também a análise
transformações e permanências, seja a partir da hierarquia urbana e as estratégias de
das dimensões morfológicas ou a partir das
planejamento e gestão do território.
políticas, dos interesses e dos agentes
envolvidos no processo de apropriação e O segundo desafio diz respeito ao
produção dos espaços urbanos; tamanho demográfico e sua importância na
delimitação das cidades pequenas. É utilizado
• Ambiente e sociedade: as novas por muitos como único critério para
escalas das questões ambientais e os classificação do que seria uma cidade
dilemas, tensões e incertezas em relação aos
pequena, enquanto que outros trabalhos
atuais modos de apropriação e produção do consideram este como um dentre outros
espaço e do uso dos recursos ambientais,
fatores para tal definição. De qualquer forma,
bem como as abordagens sob o viés da isso representa uma ampla possibilidade que
sustentabilidade; se abre em relação à caracterização das
cidades pequenas a partir do seu tamanho
• Discussão conceitual e questões
populacional. Há trabalhos que classificam as
teórico-metodológicas: engloba as
cidades pequenas como aquelas com até
investigações que procuram tecer uma
2.000 habitantes, outros até 10.000, 20.000,
definição ao termo cidade pequena ou
50.0000, ao mesmo tempo em que há casos
mesmo apresentar um esforço e
que apontam aqueles núcleos urbanos com
possibilidades para uma possível
população entre 50.000 e 100.000
conceituação, assim como aproximações e
habitantes.
distinções metodológicas.
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O terceiro desafio e incerteza envolve aproximação, para diferenciá-las de cidades


a localização. As cidades, historicamente, de porte médio. Tal conceituação é atribuída,
sempre representaram uma das formas de em síntese, de acordo com os papéis de
concretizar a ocupação do espaço nacional. intermediação na rede urbana
As cidades brasileiras apresentam diferentes desempenhadas por estas cidades e, por
tamanhos, populacionais e territoriais, que conseguinte, das suas relações com outras
desempenham papéis distintos na rede cidades.
urbana e estabelecem diferentes níveis de
interdependência entre si e em relação ao Esses são apenas alguns dos desafios

campo. A localização geográfica pode diferir presentes nos diversos trabalhos acadêmicos

em suas funções urbanas e no papel que ela mencionados anteriormente. Mas o principal

desempenha na rede urbana. Como exemplo, é que esse conjunto de ensaios acerca das

podem-se citar as diferenças entre as cidades cidades pequenas possibilitam alguns

pequenas localizadas em áreas avanços na construção de um pensamento

metropolitanas e aquelas que se encontram sobre essas cidades e na constituição de uma

em áreas não metropolitanas; ou as agenda comum sobre o tema. Primeiro,

diferenças entre cidades localizadas em áreas porque demonstra uma série de

densamente povoadas e aquelas encontradas possibilidades e perspectivas analíticas nas

em regiões com baixa densidade quais essas investigações podem seguir.

demográfica. Segundo, por elucidar uma série de desafios


teórico-conceituais e metodológicos. E
O quarto desafio, notável entre os terceiro, porque indica as principais
trabalhos encontrados na pesquisa preocupações científicas sobre as cidades
bibliográfica é a dificuldade em se pequenas.
estabelecer, quantitativa e qualitativamente,
uma definição precisa para cidade pequena.
Sendo que, em diversos trabalhos, é possível
Duas formas de olhar para as cidades
verificar uma confusão conceitual entre pequenas
cidade e município, onde ambos os termos
são tratados, erroneamente, como sinônimos. Diante do levantamento efetuado é
possível identificar dois eixos analíticos mais
Os desafios são, portanto, diversos e, comumente utilizados nos estudos acerca das
em certa medida, estão diretamente cidades pequenas. O primeiro com foco na
relacionados: contribuir para dotar a noção
análise interurbana, nos quais se prioriza o
de “cidade pequena” de um conteúdo teórico- estudo da rede urbana e das relações com a
-conceitual. Conceituar cidade pequena é região, com outras cidades ou com o campo.
uma tarefa de difícil elaboração que gera uma O segundo volta-se mais para a dinâmica
série de questionamentos. No caso das
intraurbana, envolvendo questões referentes
cidades médias, por exemplo, os critérios de ao mercado imobiliário, à morfologia, às
classificação baseados no tamanho
funções e ao crescimento.
demográfico e na localização são os mais
utilizados, ao menos como primeira
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Apesar de se distinguirem, do ponto Leão e Sposito (2006), Bernardelli e


de vista analítico, os dois eixos aplicados na Matushima (2008), Castilho e Chaveiro
interpretação das cidades pequenas se (2008), Casaril (2010), Chagas (2010),
complementam. Afinal, contribuem para Almeida (2010), são alguns exemplos que
explicar como o espaço é produzido, ocupado discutem os papéis e as redefinições dos
e organizado socialmente. Assim, como cabe papéis urbanos a partir de uma análise da
a Geografia um papel primordial quando se rede urbana. A partir das características
trata de analisar e compreender a desta, os pesquisadores apontam diferentes
organização do espaço, estes dois eixos características da natureza e das
analíticos são respaldo para o entendimento especificidades da rede urbana brasileira. Ao
da organização espacial e econômica da mesmo tempo apresentam as tendências
urbanização. atuais da atuação dos diversos atores sociais
e dos interesses econômicos na produção do
espaço urbano em cidades pequenas, bem
como as dinâmicas que redefinem as práticas
Os efeitos externos na compreensão das
cidades pequenas socioespaciais no campo e na cidade.

Dos diversos trabalhos sobre cidades Tanto por meio da identificação dos

pequenas, a grande maioria procura papéis urbanos e da funcionalidade dos

identificar a natureza e o significado dos centros urbanos quanto embasados pela

papéis urbanos assumidos por estas diferenciação do conceito de cidade local

realidades. Para tanto os pesquisadores (SANTOS, 1982; 1994), alguns trabalhos se

fazem uso da análise da rede urbana, que empenham em realizar uma discussão

subsidia o entendimento dos processos teórico-conceitual acerca das cidades

ligados à economia, à urbanização, à divisão pequenas, como os esforços de Gonçalves e

territorial do trabalho e aos aspectos Costa (2004); Medeiros et. al. (2008),
Pereira (2008), Queiroz (2008), Roma
funcionais.
(2008), Casaril (2010) e Fresca (2010).

Nessa direção, os trabalhos


Apreender sobre as cidades a partir
geográficos que assumem esta perspectiva
analítica avaliam, sobretudo, o grau de da rede urbana e no contexto regional faz

subordinação destas cidades em relação à pensar também nas escalas, nos atores e nos

região na qual se localiza. Além de a dilemas do planejamento e da gestão do


território. Sob essa perspectiva, Bacelar
localização geográfica despontar como fator
primordial, a tendência desta corrente é (2008), procurou examinar a relação entre

efetuar uma análise pautada nas poder público e população em cidades

características das atividades econômicas pequenas. Numa abordagem dos problemas


que transcendem a questão financeira e
desenvolvidas, no tamanho e na
ambiental, o autor considera a atuação da
espacialização demográfica.
administração pública e a construção de um

Bernardelli (2000; 2002), Borges estado de bem estar social em seu referencial

(2002), Engel (2002), Engel e Soares (2004), empírico.


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A dinâmica intraurbana e sua


Ainda sob esse viés, surge a
interpretação no estudo das cidades
necessidade de se pensarem soluções de pequenas
planejamento urbano e regional próprios para
atender as especificidades das cidades Alguns aspectos despontam na

pequenas. Nessa direção, podemos observar apreciação da dinâmica interna das cidades

alguns trabalhos que se empenharam na pequenas. O primeiro é a articulação entre o


urbano, o rural e o agrícola. Não raramente,
análise do planejamento, das políticas
o setor primário possui relevância
públicas e da gestão do território na escala
significativa no conjunto das atividades
regional, como em Gomes et al. (2004;
econômicas desenvolvidas. A estrutura dos
2006).
municípios está ligada essencialmente às

Miyazaki (2010) serviu-se da rede atividades agropecuárias, principalmente

urbana para analisar a formação de uma quando nos referimos as cidades pequenas

aglomeração urbana na região de Presidente de regiões não metropolitanas.

Prudente-SP, na qual identificou a interação


A forte relação estabelecida entre as
espacial entre uma cidade média e cidades
cidades pequenas e o campo induz a pensar
pequenas. Já Roma (2008) a utilizou para
sobre a pluralidade do que se pode
formular a hipótese de constituição de uma
considerar cidade e urbano no Brasil. Por
segregação socioespacial interurbana. Dentre
exemplo, nas cidades paulistas de Osvaldo
os indicadores verificados na análise da rede
Cruz e Mariápolis, estudadas por Roma
urbana em seu objeto de estudo, a
(2008), de que se avaliam qualificativos que
pesquisadora considerou o fato de se tratar
compõem o limiar entre cidade e não cidade.
de uma cidade local; a dependência das
Ainda sob essa perspectiva, Bernardelli
relações interurbanas para suprir as
(2000; 2002; 2004) destaca, a partir da
necessidades de acesso aos meios de
análise de seu referencial empírico – as
consumo coletivo e privado; e a presença de
cidades pequenas da região de Catanduva-SP
elementos que levam ao questionamento do
–, que, apesar de essas cidades se revelarem
caráter urbano da cidade. Estes elementos
parte do espaço urbano, em razão de nelas
observados permitiram confirmar a
estar ausente muito do que hoje caracteriza o
existência, entre as cidades por ela
urbano, também o negam.
analisadas, de uma segregação que
transcende os limites do espaço urbano. Essa discussão sobre o caráter
urbano das cidades pequenas pode ser
Sendo assim, os efeitos externos das
notada ainda nos trabalhos de Lopes (2006),
cidades pequenas são fundamentais para o
Queiroz (2008) e Silva, L. (2010). Os três
seu entendimento no contexto regional.
pesquisadores identificam a estreita relação
Desse modo, a rede urbana assume papel
existente entre cidade e campo, na qual
central na interpretação dessas realidades
atividades não urbanas tomam forma nas
urbanas e subsidia a compreensão da
cidades e se materializam tanto em seu
dinâmica interna do tecido urbano, suas
espaço físico quanto nas ações contidas no
configurações e transformações.
plano imaterial, como costumes, hábitos e
pensamentos.
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O segundo aspecto que envolve o segregação socioespacial (ROMA, 2006;


pensamento sobre a dinâmica urbana está 2008; VIEIRA, 2010).
ligada as questões demográficas e aos
Exemplificações acerca da
movimentos migratórios que o engendram.
Lisboa (2008) aborda os efeitos migratórios problemática habitacional e da (re)produção

na realidade brasileira, considerando a da moradia podem ser examinadas em


Matushima e Bernardelli (2008), Bernardelli
migração do campo para a cidade
(particularmente a pequena), a migração (2000; 2002; 2004), Domingues et al.

cidade-cidade (em especial da pequena para (2006) e Moreira Junior (2010). Nesses, se
verifica como a localização e a distribuição
as maiores) e os motivos que contribuem
para a não migração. das moradias pela cidade são entendidas no
contexto do urbano como um todo e na
Modificações nos conteúdos das articulação das práticas dos agentes
relações produtivas e sociais no campo se produtores da cidade.
intensificaram, expulsando o camponês e o
pequeno produtor rural em direção as A abordagem do planejamento e da
gestão do espaço urbano também está
cidades. Nesta direção, as cidades pequenas,
muitas vezes, representam um caráter presente nos estudos acerca das cidades
pequenas. Muitos trabalhos examinados
temporário para muitos, se considerarmos a
ocorrência da chamada migração em etapa, procuram avançar nesta direção, como em

como salienta Endlich (2006). Delfino e Dias (2006), Dias (2010), Gomes et
al. (2004; 2006), Silva, A. B. (2006) e Silva,
De qualquer maneira esta espécie de L. (2010). Esses autores trazem ao debate
migração denuncia um duplo processo. No diversas contribuições sobre a gestão
primeiro ocorre a desterritorialização do compartilhada dos espaços e as
camponês ou do pequeno proprietário. Já o possibilidades de políticas voltadas para o
segundo é marcado por uma planejamento urbano e regional de áreas não
reterritorialização precária nas áreas metropolitanas.
periféricas das cidades, atribuindo a elas um
papel residencial (BERNARDELLI, 2000; Contudo, diversas possibilidades,
desafios e incertezas rondam os tópicos do
2002; 2004).
planejamento e da gestão do território no
Os desdobramentos dos processos cenário nacional. Como uma das
migratórios são diversos, sendo que, em possibilidades para ultrapassar alguns dos
geral, nas cidades pequenas tem contribuído entraves, Chagas et al. (2000); Rossi e
para intensificar as desigualdades sociais e Martinuci (2008) e Martinuci (2010), colocam
espaciais. As cidades pequenas apresentam o geoprocessamento como um instrumento
graves problemas socioespaciais, de diferente valioso e prático para a gestão municipal em
natureza. Nesta direção, diversos trabalhos cidades pequenas. Adiciona-se, ainda, a
visam identificar os problemas urbanos, emergência de uma preocupação ambiental
principalmente a partir da análise da nas questões sociais das cidades, atreladas a
qualidade de vida, dos indicadores sociais e produção, planejamento e gestão do espaço
econômicos (CAVALCANTE, 2010) ou da urbano.
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Nessa direção, dentre os trabalhos Considerações finais


analisados, apenas três envolve a relação
entre ambiente e sociedade. Destes, dois A delimitação das cidades pequenas
deve ir além de dados quantitativos – como
estão relacionados a climatologia. Enquanto
Fante (2010) traz uma análise climática de os demográficos, de desenvolvimento

cidades denominadas de pequenas, mas que econômico e social, entre outros –, devendo,
sobretudo, considerar também os aspectos
na verdade apresentam populações acima de
100 mil habitantes, Silva, A. L. et al. (2002) qualitativos, como por exemplo, sobre suas

procura conhecer o clima e a realidade das características, seus cotidianos, suas funções
e suas formas.
cidades pequenas, na região sudoeste de
Mato Grosso. O outro ensaio representa uma
Construir um pensamento a respeito
preocupação com a sustentabilidade
das cidades pequenas requer um pensamento
ambiental. Michelotto et al. (2002), visa
muito mais amplo que perpassa por uma
compreender as novas especificidades da
reflexão sobre a cidade e o urbano, bem
cidade de Estrelado Sul-MG sob o viés da
como pelo entendimento dos processos
sustentabilidade socioambiental.
atrelados a economia e a urbanização

Em suma, fica claro que refletir sobre brasileira. A tentativa de estabelecer uma
classificação ou uma conceituação à cidade
a dinâmica interna das cidades pequenas
engloba pensar os conteúdos sociais, pequena é uma tarefa bastante difícil e

políticos, econômicos e ideológicos presentes complexa, devido, sobretudo, a


heterogeneidade destas realidades urbanas.
no processo de produção e transformação do
espaço urbano. Desse modo, modificações na
Nessa direção, a proposta do
morfologia e nos conteúdos sociais são
levantamento do que tem sido produzido na
adicionados ao espaço urbano das cidades
área geográfica no Brasil – tendo por base os
pequenas. Recebem formas, objetos,
anais dos ENGs – permite observar o modo
conteúdos e problemas (violência,
que se tem desenrolado as discussões sobre
insegurança, drogas, pressão imobiliária,
o tema, os conceitos que são abordados, os
favelização etc.), que não até então não
recortes espaciais e os referenciais empíricos
faziam parte da sua paisagem. Exemplos
envolvidos em cenários diferenciados. Ao
disto são cidades pequenas que apresentam
mesmo tempo em que evidenciam os
índices elevados de violência; aquelas que
variados olhares sobre as cidades pequenas,
atualmente abrigam presídios gerando,
especialmente no que diz respeito as bases
dentre outros, problemas de segurança; as
lógicas da investigação científica. Reconhecer
que já evidenciam o aparecimento de favelas
estes fundamentos e teorias acerca da
ou áreas de ocupação irregular; além de
natureza do espaço urbano em cidades
outros diversos problemas econômicos e
pequenas permite promover uma visão crítica
sociais. Este conjunto de cidades
e proporciona uma reflexão dos principais
representam, portanto, espaços muito mais
problemas que nelas se manifestam.
complexos e heterogêneos do que se pode
inferir. Apesar de se notar um avanço em
pesquisas sobre cidades pequenas no Brasil,
uma série de desafios e incertezas ainda
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permeia o debate. A carência ou insuficiência estabeleçam uma agenda comum de


do pensar científico sobre as cidades pesquisa para a compreensão das cidades e
pequenas precisa ser corrigida por pesquisas da vida urbana. A questão ainda parece estar
teórico-conceituais e empíricas que tanto em aberto, apesar de sua importância no
façam abordagens comparativas quanto quadro da urbanização brasileira.

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