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UNIVERSIDADE FEDERAL DO PARÁ

INSTITUTO DE TECNOLOGIA
FACULDADE DE ENGENHARIA CIVIL

Introdução a Ciência e Engenharia dos Materiais


TE:09004

DIAGRAMA DE FASES

LIVIA DA SILVA LIMA


Prof. Dr. Bernardo Borges Pompeu Neto
Faculdade de Engenharia Civil
POR QUE ESTUDAR
DIAGRAMA DE FASES?
– Um diagrama de fases
(também chamado de diagrama de equilíbrio)
é um “mapa” que mostram quais fases
são as mais estáveis nas
diferentes composições,
temperaturas e pressões.
• Diagramas de fases fornecem
valiosa informação sobre fusão,
solidificação, cristalização e outros
fenômenos.
• A microestrutura dos materiais
pode ser relacionada
diretamente com o diagrama de fases.
• Existe uma relação direta entre
as propriedades dos materiais e
as suas microestruturas.
DEFINIÇÕES E CONCEITOS BÁSICOS
• Componentes:
– São elementos químicos e/ou
compostos que constituem uma fase. Por exemplo, em um latão
cobre-zinco, os componentes são o cobre (Cu) e o zinco (Zn).

• Sistema:
Série de possíveis ligas com mesmos
componentes, mas composições e
microestruturas distintas

Ex: Sistema Cobre-Oxigênio


A variação da composição de oxigênio leva
a diferentes estruturas microscópicas,
bem como a formação de diferentes fases
DEFINIÇÕES E CONCEITOS BÁSICOS
• Limite de Solubilidade:
– Para muitos sistemas em uma determinada temperatura, existe
uma concentração máxima de átomos de soluto que pode ser
dissolvida no solvente formando uma solução sólida. Essa
concentração máxima é chamada limite de solubilidade.

Quando o limite de solubilidade é ultrapassado forma-se uma segunda fase


com composição distinta.
DEFINIÇÕES E CONCEITOS BÁSICOS
• Fase:
– Porção estruturalmente
homogênea de um sistema,
que possui propriedades
físicas e químicas
uniformes. Todo material puro,
assim como as soluções sólidas,
liquidas e gasosas
são consideradas como sendo
uma fase.
(ex. xarope açúcar-água).

A solubilidade do açúcar (𝐶12 𝐻22 𝑂11 𝐻2 𝑂) em um xarope de


açúcar-água
DEFINIÇÕES E CONCEITOS BÁSICOS
• Fase:
– Quando uma substância possui estruturas CCC e CFC, cada
uma dessas estruturas consiste em uma fase separada, pois as
suas respectivas características físicas são diferentes.
DEFINIÇÕES E CONCEITOS BÁSICOS
Cu+Zn - Latão
• Microestrutura:
– Através da observação microscópica,
é observada o numero de fases presentes ,
por suas proporções e pela maneira
a qual estão
distribuídas ou arranjadas. Cu+Sn – Estrutura Dentrítica

As propriedades físicas,
Comportamento mecânico de
Um material, dependem da microestrutura.

Aço Comum Baixo Carbono Al+4% Cu

Nimonic (Ni+Co) – 400X


Ti 6Al-4V – 400X
DEFINIÇÕES E CONCEITOS BÁSICOS

Figura 9.1 call

Material de fronteiras de grão


Micro-estrutura da perlita
aparentes.
Duas fases: ferrita
Uma única fase.
cementita
DEFINIÇÕES E CONCEITOS BÁSICOS
• MICROESTRUTURA DE UM AÇO

O Aço possui diversas microestruturas devido ao seu


diagrama de fases e aos diferentes métodos de
processamento
MICROESTRUTURA
Resfriamento
DE UM AÇO rápido (têmpera)

Resfriamento
moderado
Resfriamento
lento

Reaquecimento
DEFINIÇÕES E CONCEITOS BÁSICOS
• Equilíbrio de Fases:
Em termos “macroscópicos”
– Um sistema está em equilíbrio quando suas características
não mudam com o tempo, e tende a permanecer nas
condições em que se encontra indefinidamente, a não ser que
seja perturbado externamente.
Em termos termodinâmicos
– Um sistema está em equilíbrio quando sua energia livre é
mínima, consideradas as condições de temperatura, pressão e
composição em que ele se encontra não mudarem ele é estável.
– Variações dessas condições resultam numa alteração da
energia livre, e o sistema pode espontaneamente se alterar para
um outro estado de equilíbrio (no qual a energia livre seja
mínima para as novas condições de temperatura, pressão e
composição).
DIAGRAMA DE FASES DE UM COMPONENTE
• Sistema com um único componente, no qual
a composição é mantida constante (diagrama
de fases para uma substância pura); onde a
pressão e a temperatura são variáveis.

Diagrama de fases pressão- DIAGRAMA DE FASES UNÁRIO DA ÁGUA PURA


temperatura para água. A
interseção da linha horinzontal
tracejada, na pressão de 1 atm
com a fronteira entre as fases
sólido-liquido, é o ponto de
fusão nessa pressão (T=0°C). De
maneira semelhante, o ponto3,
na interseção com a fronteira
entre as fases líquido –vapor,
representa o ponto de ebulição
(T= 100°C)

Fonte: Callister
DIAGRAMA DE FASES BINÁRIOS
SÃO MAPAS QUE REPRESENTAM AS RELAÇÕES ENTRE
TEMPERATURA E AS COMPOSIÇÕES E QUANTIDADES DAS FASES
EM EQUILÍBRIO .

LIGAS BINÁRIAS DOIS COMPONENTES

 MUITAS MICROESTRUTURAS SE DESENVOLVEM A PARTIR DE


TRANSFORMAÇÕES DE FASES, QUE SÃO AS ALTERAÇÕES OCORRIDAS
PELA MUDANÇA DE TEMPERATURA (RESFRIAMENTO). ISSO PODE
LEVAR A TRANSIÇÃO DE UMA FASE EM OUTRA OU O APARECIMENTO
OU DESAPARECIMENTO DE UMA FASE.
 OS DIAGRAMAS DE FASES BINÁRIOS SÃO ÚTEIS PARA PREVER AS
TRANSFORMAÇÕES DE FASES.
SISTEMAS ISOMORFOS BINÁRIOS
• Num sistema binário isomorfo, os dois
componentes são completamente
solúveis um no outro.
• A leitura de diagramas isomorfos é
feita primeiramente definindo o par
composição-temperatura desejado.
Esse par define um ponto no
diagrama.
• Se o ponto desejado estiver num
campo onde somente existe uma fase,
a composição já está definida, e a fase
é a indicada no campo do diagrama.
• Se o ponto estiver numa região onde
existem duas fases em equilíbrio, a
determinação da composição das
fases presentes é possível traçando-se
um segmento de reta horizontal que
passa pelo ponto e atinge as duas
linhas que delimitam o campo de
duas fases (linhas liquidus e solidus).
As composições das fases líquida e
sólida são dadas pelas intersecções
deste segmento de reta e as
respectivas linhas de contorno.
INTERPRETAÇÃO DO DIAGRAMA DE FASES
- FASES PRESENTES
 É preciso apenas localizar o ponto temperatura-composição no diagrama
de fases e observar com qual(is) fase(s) o campo de fases correspondente
está identificado.

Por exemplo, uma liga de


composição em peso igual a 60%Ni
e 40%Cu a 1100°C estaria localizada
no ponto A na Figura; de vez que
este ponto se situa na região a,
apenas a única fase a estará
presente. Por outro lado, uma liga
35%Ni e 65%Cu, em peso, a 1250°C
(ponto B ) consistirá das fases α e
fase líquida em equilíbrio.
INTERPRETAÇÃO DO DIAGRAMA DE FASES
- DETERMINAÇÃO DA COMPOSIÇÃO DAS FASES
 A primeira etapa na determinação de composições de fases (em termos
das concentrações dos componentes) é localizar o ponto temperatura-
composição no diagrama de fases.

 Para determinação das fases:


- Uma fase: trivial – composição lida
direto no gráfico

 Por exemplo, considere-se a liga


60%Ni-40%Cu, em peso, a
1100oC (ponto A). Nesta
composição e temperatura,
apenas a fase a está presente,
tendo uma composição 60%Ni-
40%Cu, em peso.

- Duas fases: Linha de amarração e Regra


da alavanca.
INTERPRETAÇÃO DO DIAGRAMA DE FASES
- DETERMINAÇÃO DA COMPOSIÇÃO DAS FASES
 LINHA DE AMARRAÇÃO
1 - Uma linha de amarração é construída pela região bifásica na temperatura
que a liga se encontra

2 - São anotadas as interseções, em ambas as extremidades , da linha de


amarração com as fronteiras entre as fases.

3 - A partir dessas interseções,


são traçadas linhas perpendiculares as linhas de amarração, até
o eixo horizontal das composições,
onde é lida a composição de cada
uma das respectivas fases.
INTERPRETAÇÃO DO DIAGRAMA DE FASES
- DETERMINAÇÃO DAS QUANTIDADES DAS FASES
 REGRA DA ALAVANCA

1 – Uma linha de amarração é construída pela região bifásica na temperatura que


a liga se encontra

2 – A composição total da liga é localizada na linha de amarração.

3 – A fração de uma fase é calculada


tomando o comprimento da linha
de amarração a partir da composição
global da liga até o limite de fase
para a outra fase e dividindo pelo
comprimento total da linha de amarração.

4- A fração da outra fase é determinada


da mesma maneira.
INTERPRETAÇÃO DO DIAGRAMA DE FASES
- DETERMINAÇÃO DAS QUANTIDADES DAS FASES
 REGRA DA ALAVANCA
A fração da fase líquida, WL, é
calculada pela razão entre a
distância desde a composição global
até a fronteira com a fase sólida e o
comprimento total da linha de
amarração. Ou seja,

S
WL 
RS
ou
C  C0
WL 
C  CL
INTERPRETAÇÃO DO DIAGRAMA DE FASES
- DETERMINAÇÃO DAS QUANTIDADES DAS FASES
 REGRA DA ALAVANCA
Analogamente, a proporção da fase
 , W , é

R
W 
RS
ou
C0  CL
WL 
C  CL
INTERPRETAÇÃO DO DIAGRAMA DE FASES
- DETERMINAÇÃO DAS QUANTIDADES DAS FASES
 REGRA DA ALAVANCA

FRAÇÃO LIQUIDA

FRAÇÃO SÓLIDA
INTERPRETAÇÃO DO DIAGRAMA DE FASES
- RESUMO DOS PROCEDIMENTOS
 AS COMPOSIÇOES DAS FASES SÃO EXPRESSAS EM TERMOS DAS PORCENTAGENS
EM PESO DOS COMPONENTES (POR EXEMPLO %p Cu, %p Ni).

 PARA QUALQUER LIGA MONOFÁSICA, A COMPOSIÇÃO DESSA FASE É A MESMA


QUE A COMPOSIÇÃO GLOBAL DA LIGA. SE DUAS FASES ESTIVEREM PRESENTES,
DEVERÁ SER EMPREGADA UMA LINHA DE AMARRAÇÃO, CUJAS EXTREMIDADES
DETERMINAM AS COMPOSIÇÕES DAS RESPECTIVAS FASES.

 EM RELAÇÃO AS FRAÇÕES DAS FASES (POR EXEMPLO, A FRAÇÃO MÁSSICA DA


FASE α OU DA FASE LÍQUIDA), QUANDO EXISTE UMA ÚNICA FASE, A LIGA É
COMPOSTA TOTALMENTE POR ESSA FASE. POR OUTRO LADO, PARA UMA LIGA
BIFÁSICA, A REGRA DA ALAVANCA É USADA, NA QUAL É DETERMINADA A RAZÃO
ENTRE OS COMPRIMENTOS DOS SEGMENTOS DA LINHA DA AMARRAÇÃO.
DESENVOLVIMENTO DA
MICROESTRUTURA EM LIGAS ISOMORFAS
RESFRIAMENTO EM CONDIÇÃO
DE EQUILIBRIO

Condições Iniciais
- Ligas durante a solidificação
- Resfriamento lento
- Equilíbrio entre fases continuo

Representação esquemática
do desenho da microestrutura
durante a solidificação de
equilíbrio para uma liga com
35%pNi - 65%pCu.

O resfriamento subsequente não


produz nenhuma alteração
microestrutural ou de composição.

Composição (%p Ni)


DESENVOLVIMENTO DA
MICROESTRUTURA EM LIGAS ISOMORFAS
RESFRIAMENTO FORA DAS
CONDIÇÕES DE EQUILIBRIO
Condições Iniciais
- Ligas durante a solidificação
- Resfriamento lento
- Equilíbrio entre fases continuo
- Taxas de difusão na fase liquida elevada
Representação esquemática do
desenho da microestrutura durante a
solidificação de equilíbrio para uma
liga com 35%pNi - 65%pCu.

Composição (%p Ni)


SISTEMAS EUTÉTICOS BINÁRIOS
• Em uma reação eutética, são encontradas três regiões monofásicas no diagrama α,
β e liquido. Uma fase liquida transforma-se isotermicamente em duas fases sólidas
diferentes (L → α+β) no resfriamento. O limite de solubilidade em uma dada temperatura
corresponde à concentração máxima de um
componente que ficará em solução em uma fase
especifica. Para um sistema eutético binário, os
Tal reação é observada limites de solubilidade serão encontrados ao longo
nos diagramas de fases das fronteiras entre fases, linhas solidus e solvus
cobre-prata
SISTEMAS EUTÉTICOS BINÁRIOS
Uma importante reação ocorre para uma liga com composição 𝐶𝐸 conforme
ela muda de temperatura ao passar pela temperatura 𝑇𝐸 ; essa reação pode ser
escrita da seguinte maneira:

Em outras palavras, mediante um resfriamento, uma fase líquida se


transforma em duas fases sólidas, α e β, na temperatura 𝑇𝐸 ; a reação oposta ocorre
quando a liga é aquecida. Essa é chamada de reação eutética (que se funde com
facilidade), e 𝐶𝐸 e 𝑇𝐸 representam a composição e a temperatura do eutético,
respectivamente. 𝐶𝛼𝐸 e 𝐶𝛽𝐸 são as respectivas composições das fases α e β na
temperatura 𝑇𝐸 .
O SISTEMA FERRO-CARBONO
• INTRODUÇÃO
O estudo do sistema ou liga Fe-C é a base para o entendimento do
comportamento de dois dos mais importantes grupos de ligas
metálicas que existem:

FERROS
AÇOS
FUNDIDOS

• FATORES ESPECIAIS COMO:


abundância do elemento na natureza

facilidade de transformação do minério em


elemento metálico

larga faixa de propriedades

baixo custo
O SISTEMA FERRO-CARBONO
• INTRODUÇÃO

A compressão do diagrama Fe-C é extremamente


importante, pois através dele é possível obter informações
sobre a microestrutura das ligas de Fe-C em função da
temperatura e composição.

Existe uma forte correlação entre o desenvolvimento


de suas várias microestrutura e as propriedades
mecânicas atribuídas as ligas.
O SISTEMA FERRO-CARBONO
O SISTEMA FERRO-CARBONO
O ferro puro, Ao Ser aquecido, Experimenta
Duas Alterações Na Sua Estrutura Cristalina Antes
De Se fundir.

FERRO α FERRITA α (CCC)

TRANSF. POLIMORFICA

AUSTENITA 𝜸
FERRO 𝜸
(CFC)

TRANSF. POLIMORFICA

FERRO 𝜹 FERRITA 𝜹 (CCC)

TF = 1538 °C
O SISTEMA FERRO-CARBONO

FERRITA AUSTENITA
Estrutura -CCC Estrutura= CFC
Temperatura de “existência”= até 912 °C Temperatura de “existência”= 912-1394
Solubilidade máx. do C = 0,022% a 727 ° C ° C Solubilidade máx. do carbono =
É mole e dúctil. 2,14% a 1147 °C
É mais dura.
EIXO DAS COMPOSIÇÕES
PONTOS IMPORTANTES DO
DIAGRAMA DE FASES Fe-C
DESENVOLVIMENTO DA MICROESTRUTURA
EM LIGAS FERRO-CARBONO
A transformação Eutetóide ocorre
pela decomposição da Austenita em
Ferrita e Cementita, na forma de
lamelas intercaladas. Esta
microestrutura é chamada de
PERLITA e é uma mistura de duas
fases.
Ponto a=somente austenita até 727 °C.
Ao cruzar 727 °C até o ponto b, a austenita
se transforma de acordo com a reação:
𝜸 ↔ 𝜶 + 𝐅𝐞𝟑 C.

Microestrutura – camadas alternadas ou


lamelas compostas pelas duas fases α e
𝐅𝐞𝟑 C, que se formam simultaneamente.
DESENVOLVIMENTO DA MICROESTRUTURA
EM LIGAS FERRO-CARBONO

AS CAMADAS CLARAS MAIS GROSSAS


REPRESENTAM A FASE FERRITA,
ENQUANTO A FASE CEMENTITA
APARECE COMO LAMELAS FINAS, A
MAIORIA APRESENTANDO COR ESCURA

MECANICAMENTE, A PERLITA
APRESENTA PROPRIEDADES
INTERMEDIÁRIAS ENTRE A MACIA E
DÚCTIL FERRITA E DURA E FRÁGIO
CEMENTITA.
DESENVOLVIMENTO DA MICROESTRUTURA
EM LIGAS FERRO-CARBONO
A transformação Hipoeutetóide ocorre pela
formação de ferrita Proeutetóide, seguida
pela decomposição da Austenita em Ferrita
e Cementita, na forma de lamelas
intercaladas. Esta microestrutura é chamada
de Ferrita + Perlita.
DESENVOLVIMENTO DA MICROESTRUTURA
EM LIGAS FERRO-CARBONO
A transformação Hipereutetóide ocorre pela
formação de Cementita proeutetóide,
seguida pela decomposição da Austenita em
Ferrita e Cementita, na forma de lamelas
intercaladas. Esta microestrutura é chamada
de rede de Cementita em contorno de grão
+ Perlita.
REFERÊNCIAS
• CALLISTER JR, Willian D.; RETHWISCH, David G; tradução
Sergio Murilo Stamile Soares. Ciência e Engenharia de
Materiais: Uma Introdução. 9. ed. Rio de Janeiro, RJ: Ed. LTC,
2016.

• CRUZ, Nilson C. Ciencias dos Materiais I – Aula 6. Sorocaba.


59 slides. Apresentação em PowerPoint.

• LOUZADA, Dímisson Abreu. Tecnologia dos Materiais.


Cachoeiro de Itapemirim- Espirito Santo. 19 slides.
Apresentação em PowerPoint.