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História da Arte: da Tradição à

Contemporaneidade

André Dorigo
História da Arte: da Tradição à Contemporaneidade André Dorigo
Deus como centro do universo:
arte Paleocristã, Bizantina,
Românica e Gótica

História da Arte: da Tradição à Contemporaneidade André Dorigo


Arte Paleocristã

História da Arte: da Tradição à Contemporaneidade André Dorigo


O Judaísmo
• A religião judaica tem como características fundamentais o
monoteísmo e um profundo respeito aos seus textos
sagrados.
• Segundo a tradição judaica, o homem possui duas tendências:
uma para praticar o bem e a outra o mal. No primeiro caso, o
homem serve a Deus e ao próximo segundo os preceitos
da Lei divina. No outro, ele vive em pecado e viola as
escrituras.
• A busca desenfreada por bens materiais, por prazer sexual
ou por cultuar ídolos são alguns exemplos pecaminosos.
Para que o homem obedeça a Deus e não faça o mal através
do pecado, deve resistir às tentações.

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William Blake, A tentação e queda de Eva, ilustração para a obra Paraíso
História da Arte: da Tradição à Contemporaneidade
Perdido de John
Milton, 1808. André Dorigo
O Judaísmo
• Além de contrastar com o politeísmo mesopotâmico e
greco-romano, o judaísmo proíbe a adoração de
imagens, conforme o segundo mandamento bíblico:

• “Não farás para ti mesmo ídolos, nem imagens de


tudo aquilo que está no céu acima, nem abaixo na
terra, nem na água abaixo da terra” (ÊXODO: 20,4).

• O episódio bíblico da adoração ao bezerro de ouro, é


considerado o mais grave pecado cometido pelos judeus,
o qual colocou em risco a sua própria existência.

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REMBRANDT van Rijn, Moisés quebrando as tábuas da Lei, 1659,
Óleo sobre
História da Arte: da Tradição tela, 169 x 137
cm, Staatliche Museen, Berlin
à Contemporaneidade André Dorigo
Classicismo, Judaísmo e Cristianismo

• O cristianismo é resultado do sincretismo entre o judaísmo e


aspectos da cultura clássica. A aceitação de Jesus de Nazaré
como Khristós, — o ungido (o escolhido), em grego —
significava acolher a idéia helênica da encarnação.

• Portanto, crer em Jesus Cristo e na sua ressurreição é acreditar


na libertação dos pecados e numa vida eterna.

• Além disso, tal como o Filho de Deus tornou-se homem, a


imagem também seria uma encarnação, o que legitimava o seu
uso. Nesse sentido, as imagens passaram a representar as
narrativas bíblicas e, além de narrativas, são persuasivas,
pois serviam de orientação aos pecadores na busca pela
salvação de suas almas.

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CARAVAGGIO, A conversão no caminho para Damasco,1600-01, Óleo sobre
História tela, 230
da Arte: da x 175 cm,
Tradição Capela Cerasi, Igreja
de Santa Maria del Popolo, Roma.
à Contemporaneidade André Dorigo
CARAVAGGIO, A conversão no caminho para Damasco (detalhe).
História da Arte: da Tradição à Contemporaneidade André Dorigo
Arte Paleocristã
• Antes do cristianismo se tornar a religião oficial do Império
Romano, no século IV d.C., houve muitas perseguições a seus
adeptos.
• Por causa disso, as primeiras manifestações da arte cristã
ocorreram principalmente nas paredes e tetos de catacumbas.
• As imagens eram muito simples, às vezes apenas símbolos,
como o peixe, a pomba, a âncora e a cruz. Os artistas também
buscavam inspiração em imagens clássicas.
• Os primeiros templos se baseavam na basílica romana, espaços
cobertos sustentados por colunas destinados a assembleias
cívicas ou para comércio. A decoração era feita com mosaicos
e pinturas na parede com os ensinamentos de Cristo.

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1) Representação de Cristo entre São Pedro e São Paulo. Abaixo, há os mártires São
Gorgonio, Pedro (exorcista), São Marcelino e São Tibúrcio. 2) Catacumba de Marcelino e
Pedro (executados pelo Imperador Diocleciano no século IV), Roma.
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Representação de Cristo (como o Bom Pastor), além de pães e peixe,
Catacumba de São Calixto, Roma.
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Representação de Cristo como o Bom Pastor e de Hermes (ou Mercúrio na
mitologia romana), divindade protetora da agricultura e dos animais, além do
comércio e da comunicação.
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Representação de Cristo como o Bom Pastor, Mausoléu de Gala Placídia
(Imperatriz romana), Século V, Ravena, Itália.
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Planta baixa de basílica de Constantino

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Ruínas da basílica de Constantino, Foro Romano, século IV d.C.
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Reconstituição do interior da basílica de Constantino, Foro Romano, século IV d.C.
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Arcos e abóbadas

Arco redondo ou romano Abóboda cilíndrica Abóboda de aresta

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Interior da basílica de Santa Sabina, século V d.C., Roma. Possui planta
retangular e a nave (parte de teto alto) tem 24 colunas com capitéis coríntios
que sustentam arcos redondos.
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Fachada da Basílica de São Paulo Extra-muros, século IV d.C., Roma. Possui um
sarcófago com restos mortais de São Paulo. O pórtico com colunas coríntias foi
adicionado no século XIX.
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Arte Bizantina

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O Império Bizantino
• A cidade de Constantinopla (atual Istambul) foi fundada em 330 pelo
Imperador Constantino. Ela tornou-se a capital do chamado Império
Bizantino.
• Em 395, após a morte do Imperador Teodósio, o Império Romano se
dividiu em dois:
• Império Romano do Ocidente, cuja capital era Roma. A tomada da
cidade por bárbaros, em 476, marca o início da Idade Média.
• Império Romano do Oriente (Império Bizantino), que se manteve
íntegro até 1453, com a tomada de Constantinopla pelos turcos.
Considera-se o início da Idade Moderna.
• A arte bizantina teve o seu ápice no governo do Imperador
Justiniano (527-565). Representações de poder e riqueza com a
construção de basílicas, ricamente decoradas com mosaicos.

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Corte do Imperador Justiniano com o Arcebispo Maximiano, Mosaico, Basílica
de San Vitale, Ravena, Itália, século VI d.C.
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Detalhe da representação do Imperador Justiniano
História da Arte: da Tradição à Contemporaneidade André Dorigo
Imperatriz Teodora com seus assistentes, Mosaico, Basílica de San Vitale, Ravena,
Itália, século VI d.C.
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Detalhe
História da Arte: da Tradição da representação
à Contemporaneidade do Imperatriz Teodora André Dorigo
Cristo Pantocrator (Aquele que tudo rege em grego), Mosaico, Basílica de
Hagia
História da Arte: Sofiaà(Santa
da Tradição Sabedoria), Istanbul, Turquia, século VI d.C. André Dorigo
Contemporaneidade
São João Batista, Mosaico, Basílica de Hagia Sofia (Santa Sabedoria),
Istanbul, Turquia,
século VI d.C.
História da Arte: da Tradição à Contemporaneidade André Dorigo
Nossa Senhora do Perpétuo Socorro,
Ícone, século
XV d.C.
História da Arte: da Tradição à Contemporaneidade André Dorigo
Basílica de Hagia Sophia (Santa Sabedoria). Arquitetos: Isidoro de Mileto e Artêmio de
Trales, Istambul (Ex-Constantinopla), Turquia, século VI d.C.
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Nave da Basílica de Santa Sofia. A cúpula (abóboda hemisférica) tem cerca de 56 metros
deHistória
altura da
doArte:
chão da e está sobre
Tradição 40 janelas em arco. Detalhe do pendente da cúpula
à Contemporaneidade central.
André Dorigo
Cúpula com diâmetro de cerca de 30 metros e semi-cúpulas da Basílica de Santa Sofia.
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