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Universidade Federal do Amapá

Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação


Departamento de Meio ambiente e Desenvolvimento
Coordenação do Curso de Ciências Ambientais

RELATÓRIO DA ATIVIDADE DE CAMPO REALIZADA NA ÁREA DE PROTEÇÃO


AMBIENTAL DA FAZENDINHA

Docente: Dr. Renato Richard Hilário

Discentes: Murillo de Magalhães Rodrigues


Ozéas Mendes Lameira Júnior

Macapá/AP
2018
 Introdução
As Áreas Protegidas são territórios de terra ou mar, delimitados para a
proteção dos recursos naturais e diversidade biológica, no Brasil algumas são
Unidades de Conservação que possuem grande importância ambiental, histórica e
também cultural. Assim como regime especial para a sua preservação e manejo
sustentável.
O Estado do Amapá se destaca por sua rica biodiversidade e também por
possuir 61% da área total do território sendo Unidades de Conservação, segundo o
Atlas das Unidades de Conservação do Estado do Amapá, 2008. Visando a proteção
das riquezas naturais do estado, a biodiversidade de fauna e flora assim como a
preservação da beleza cênica e outras características que sejam julgadas essenciais
para serem preservadas, esses 61% representam 19 unidades de conservação
presentes no estado, dividindo-se em duas categorias de acordo com o Sistema
Nacional de Unidades de Conservação - SNUC Lei 9.985 de 2000, que possuem
suas próprias características e diretrizes quanto ao tipo de uso de seus recursos:
Unidades de Proteção Integral com o objetivo de preservar a natureza e admitir o
uso de seus recursos apenas por meios indiretos; e Unidades de Uso Sustentável
com o objetivo de equilibrar a conservação com o uso sustentável de seus recursos
naturais.
A Área de Proteção Ambiental - APA é classificada como uma unidade de
proteção de Uso Sustentável definida pelo Art. 15 do SNUC como uma área em
geral extensa, com um certo grau de ocupação humana, dotada de atributos
abióticos, bióticos, estéticos ou culturais especialmente importantes para a qualidade
de vida e o bem-estar das populações humanas, com o objetivo de proteger a
diversidade biológica, disciplinar o processo de ocupação e assegurar a
sustentabilidade do uso dos recursos naturais (Art. 15, Lei 9985/2000). Das 11
Unidades de Conservação de Uso Sustentável no estado do Amapá, duas delas são
da categoria APA

 Descrição da atividade
A aula referente a Atividade de Campo na disciplina de Áreas Protegidas II do
Curso de Ciências Ambientais, foi realizada no dia 05 de maio de 2018, começando
às 13:00 horas com uma contagem dos acadêmicos presentes e logo em seguida a
alocação em frente à entrada (00°02’57’’S, 051°08’15’’W) da sede da APA, em
seguida nos deslocamos para o ponto (00°02’53’’S, 051°08’09’’W), onde o Guarda
Parques Nerivan da Silva, que também foi nosso guia durante o percurso, deu
algumas considerações sobre a unidade em relação a sua gestão e importância para
a comunidade que reside dentro da área, bem como para o estado. Fez uma
explanação em relação a UC ser a mais antiga do estado, com 136 ha e habitada
por aproximadamente 366 famílias do qual pelo menos 80% são extrativistas e
dependem diretamente dos recursos naturais da APA, como pesca e até mesmo
educação ambiental, enfrentando diversos conflitos socioambientais como o despejo
indevido de resíduos no local, o desmatamento dos buritizeiros na época do Macapá
Verão, ocasionando uma baixa qualidade ambiental tanto para moradores quanto
para visitantes da unidade. Além das adversidades de origem local, ainda sofre com
problemas de infraestrutura adequada e ausência da Chefia da unidade, o que
impossibilita o gerenciamento e fiscalização da APA. Neste ponto, a Turismóloga
Isabel que desenvolve trabalho voluntário na UC desde 2002, falou sobre o potencial
da unidade, começando pelo plano de manejo inexistente, que deveria ter sido
entregue em 2004 e mesmo com muitos problemas a área é constantemente
utilizada para pesquisas científicas e de educação ambiental, como forma de mitigar
a importância de se preservar e fomentar o potencial turístico que a APA da
Fazendinha possui, até como forma de manter economicamente a população que ali
reside.
Em seguida teve início o percurso, que é denominada como “Trilha da Cotia”
o qual possui aproximadamente 600m de extensão. A primeira parada marcada
neste relatório como “Ponto 1” foi explicado sobre o Jatobá (Hymenaea courbaril)
como é chamado em área de terra firme, ou mais o adequado Jutaí por estar em
área de várzea. O guia alertou a importância da árvore por suas propriedades na
medicina natural.
Na parada 2 foi identificada a árvore de Pracuúba (Mora paraensis), que
também é conhecida popularmente de Pracuúba branca ou Pracuúba vermelha e
tem predominância em área de várzea e sua madeira processada possui alto valor
comercial e utilizada para fins medicinais. Também foi explicado sobre as suas
raízes conhecidas como sapopemas, que agem como escoras na árvore de grande
porte garantindo sustentação em caso de fortes ventanias.
O caminho segue trilha adentro até o ponto de parada número 3 onde foram
identificadas duas espécies de árvores também bastante conhecidas na região, o
Pracaxi (Pentachletra macroloba) conhecido por seu óleo cicatrizante e antioxidante
e o Breu Branco (Protium heptaphyllum) que é muito utilizado na indústria de
cosméticos e a madeira que possui alto teor de qualidade.
No ponto 4 foi identificada pelo guia a palmeira espinhosa Murumuru
(Astrocaryum murumuru), endêmica de várzea alta e por isso durante a trilha a
cautela era dobrada pois por todo o caminho era possível encontrá-lo, a chamada de
Ouro da Amazônia também é usado na indústria de cosmético através do óleo que
sua fruta produz. Não muito longe, no Ponto 5, outra fruta foi apresentada para a
classe chamada de Abiurana (Pouteria caimito), ou mais conhecida como abiu da
floresta.
No ponto de parada 6 a espécie em evidência foi o Pau Mulato
(Calycophyllum spruceanum). Chama atenção por ser de grande porte, conhecida
como árvore emergente, pois sua copa ultrapassa o dossel e por isso vem sendo
muito utilizado no manejo de açaí por oferecer sombra, principalmente no período de
estiagem. Possui um tronco com coloração diferenciada e aparência envernizada
muito utilizada como madeira ornamental ou mesmo em telhados por ter uma
excelente durabilidade quando não exposta às intempéries. Desenvolveu um
mecanismo de defesa contra cipós ou pragas soltando a casca como uma pele e
uma germinação que só acontece em torno de 40º C, como foi possível observar no
Ponto 7, um tronco queimado e próximo a ele uma muda de Pau Mulato, apesar de
não ter outra árvore da mesma espécie tão perto. Isso demonstra que mesmo com o
esforço de dispersão, a semente adormece para se manifestar apenas em
condições ideais.
Por fim, o Ponto 8, onde o grupo atravessou o igarapé do Aturiá 2 e seguiu a
trilha até a praia com uma parada apenas para identificar a área ecótona de várzea
para praia. Após uma breve pausa para descanso, retornamos para o ponto de
partida do percurso, onde foi feita a recontagem dos integrantes e finalizada a
atividade.

 Referências
BRASIL. O Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza. Ministério do
Meio Ambiente. Brasil, 2011.

DRUMMOND, J.A., DIAS, T.C.A.C., BRITO, D.M.C. Atlas das Unidades de Conservação
do Estado do Amapá. MMA/IBAMA-AP; GEA/SEMA, Macapá, 2008.