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Pós-Graduação a Distância

Gestão e Planejamento de Projetos Sociais

Disciplina: Fundamentos da Gestão Social


Tutor: Claudio Osmir Tomazela RA: 8069688
Aluno(a): Maria Marcilene Lima Passos Turma: DPGPS1802SBLA0E

Unidade: Claretiano – Rede de Educação


ATIVIDADE PORTFÓLIO UNIDADE 3

As modalidades de Gestão Social

A gestão social no Brasil é um processo bastante complexo, devido as


assimetrias e lacunas encontradas nas esferas econômicas, ambiental e política.
Tornando a gestão social um grande desafio envolvendo uma articulação quanto a
garantia de direitos, e uma ampliação da noção do desenvolvimento social. A análise
será decorrida nas modalidades de gestão social existentes no Brasil ao longo da
história, que nos mostra um objetivo centrado em torno de uma gestão democrática-
participativa com uma tendência a hegemonia da gestão gerencial, os serviços que
compõe a área da gestão social têm necessidades específicas para sua plena
realização, com eficiência e democracia social.
As modalidades de gestão social, estas devem ser compreendidas como
tendências temporais que se articulam em determinados momentos do
desenvolvimento cultural e científico humano. Não existem tendências lineares, e
características de uma e de outra, que permanecem com decorrer das mudanças
implementadas ao longo da execução de um projeto. Podemos dizer, em termos
gerais, que há uma superposição de conhecimentos técnicos, precisamos de traços
bem delimitados dos modelos aplicados, convivendo o passo a passo do processo de
gestão social, sendo que algumas das práticas aplicadas caíram em desuso e
acrescentando outras que se mostrem mais adequadas ou inovadoras, ao mesmo
tempo em que velhas práticas continuam em uso, buscando sempre a inovação no
processo da gestão social.
Para Bresser Pereira, na linha da administração tradicional, a
administração pública no Brasil tem sua evolução em três modelos: a administração
pública patrimonialista, a burocrática e a gerencial. Essas três formas se sucedem no
tempo, sem que, no entanto, qualquer uma delas seja inteiramente abandonada. Essa
divisão em modelos permite a aproximação do contexto e das mudanças processadas
num período.
Nesta perspectiva mais tradicional de compreensão dos modelos,
chegando a cinco modalidades de gestão social praticadas no Brasil, e que estão
inseridas em um contexto sociocultural, portanto, são diretamente ligadas a momentos
históricos dentre os quais, sempre um ou outro modelo, tem a predominância, são
elas:
Gestão Patrimonial
A gestão patrimonial vem a ter uma abordagem de utilização do Estado
para seus interesses privados, e está diretamente voltada aos interesses
particularizados de alguns grupos dominantes da sociedade. As características desse
formato de gestão social são a prevalência do Estado, caracterizando uma
centralização e representada pelos vários mecanismos burocráticos estatais
ultrapassados e legais, isso já expressa uma idéia de clientelismo. O patrimonialismo
está ligado ao poder econômico, e este é expressado pela propriedade territorial e
acumulo financeiro.
“Sua estrutura está baseada na rigidez e hierarquia, gerando uma
desigualdade de tratamento” (ZANLORENZI, 2007, p.117). O Estado pertencia ao rei
“o nepotismo e o empreguismo, senão corrupção, eram a norma” (BRESSER
PEREIRA 2003b, p. 241). Para o autor, o patrimonialismo enquanto administração,
não havia distinção entre o público e o privado, esse modelo administrativo foi
substituído pela administração burocrática clássica na década de 30.
Gestão Técnico-Burocrática
A gestão técnico-burocrática diferencia-se pela adoção de critérios técnicos
que, despersonaliza as decisões da máquina estatal, por outro lado, promove a
despolitização da população, pois a ênfase na execução das políticas está na
racionalidade burocrática dos processos. Todas as regras e formas de atuação
estarão subordinadas a critérios técnicos. Esse modelo de gestão teve predominância
no período da ditadura militar, é fundamentado na aparente neutralidade das
decisões, porém, como na gestão patrimonial, centra-se em grupos hegemônicos os
quais detêm o poder de decidir e o mantêm por muito tempo, utilizam-se
deliberadamente de estratégias que visam coibir a participação das camadas mais
pobres.
Sua abordagem estrutural se caracteriza pelos altos níveis de
padronização, produtividade por meio de especialização, disciplina e o ordenamento,
centralização de decisões, hierarquia, ordem no ambiente de trabalho, baixo custo
nos processos e divisão de funções. As contribuições dessa abordagem até os dias
de hoje, são inegáveis. Os princípios e métodos delas podem ser facilmente
identificados nas organizações contemporâneas.
Gestão Gerencial
A gestão gerencial faz parte de um movimento internacional, em princípio
a gestão gerencial caracteriza-se pela busca da eficiência modificando o modelo
weberiano então vigente. Para que isso aconteça implementa-se de instrumentos de
controle orçamentário e avaliação de desempenho institucional.
Desta forma foi criada a chamada “administração por objetivos”, com avaliação dos
resultados diante do que fora planejado. Este modelo gerencial está focado nas
práticas neoliberais que reduzem a responsabilidade do Estado em seu papel perante
as questões sociais, em especial a determinados grupos mais vulneráveis as mazelas
sociais.
Promovendo e incentivando a concorrência entre os níveis de Estado e
adotando princípios da gestão empresariais. Por outro lado, importantes as práticas
adotadas para a democratização, como a prestação de contas e a necessidade da
transparência na gestão pública, pois propõe também a participação de alguns atores
sociais, porém, reduzida apenas a processos protocolares, sem desenvolver
capacidades de negociação ou discussão, nas decisões que deveriam envolver
diferentes setores da sociedade civil.
Gestão Democrática-Participativa
A gestão democrático-participativa se caracteriza pela ação local e
descentralização das tomadas de decisão, maior integração das políticas e programas
governamentais e a articulação entre as esferas do poder governamental. Esta gestão
adota como suas prioridades as demandas das classes populares, realizando uma
transformação das gestões tradicionais que frequentemente privilegiam os grupos de
poder já estabelecidos. Esta gestão prevê o acesso da população à serviços
essenciais e privilegia os interesses populares, tendo como premissa a garantia de
direitos e não mero assistencialismo, bem como amplia também o processo de
democratização com a adoção de instrumentos e mecanismos de participação social,
tonando as políticas públicas um processo de conquista social e entrando na lógica
do direito social, portanto, um sistema de garantia de direitos, implementando
estratégias para que sistematicamente ocorra a participação popular como uma forma
de que os setores desprivilegiados, além do aprendizado de cidadania tenha a prática,
que possam influenciar os processos políticos.
Gestão em redes
A gestão em rede é uma modalidade que tem uma mutação constate e
apresenta características mais afeitas aos modelos gerenciais e democrático-
participativo. É uma gestão focada na articulação das políticas, atualmente fortemente
setorizadas, para potencializar os recursos e assegurar serviços sociais que atendam
às necessidades da população. Suas principais características são a horizontalidade,
negociação, articulação dos atores sociais, participação da sociedade civil,
aproveitamento consciente dos recursos, interação entre setores, negociação e
diversidade.
Formada por uma vontade lógica de superação das políticas setorizadas e
desarticuladas que muito prejudicam a garantia de direitos vistos em seu âmbito
coletivo. Existem vários tipos de redes, por exemplo de pertencimento, que estão
relacionadas às interconexões comunitárias, dentre outras. Contemporaneamente,
existe um movimento de ampliação dos direitos de cidadania, que necessitam de
respostas imediatas de políticas adequadas, que sejam eficazes diante das
necessidades da população vulnerável e que possam acompanhar o fluxo constante
que tem se instituído na sociedade com as mudanças tecnológicas e as novas
demandas, que somadas às anteriores na questão de direitos sociais.
REFERÊNCIAS

Gestão Social – Disponível em: https://www.pucsp.br/cedepe/download/enapeg13-


18-012-13.pdf – Acesso em: 19 de outubro de 2018 às 10h55min

KAUCHAKJE, S. Gestão pública de serviços sociais. Curitiba: Inter saberes, 2012.


(Biblioteca Digital Pearson).

Projetos – Disponível em:


https://www.projetos.unijui.edu.br/.../3.../19-gestao-social-aproximacoes-conceituais –
Acesso em: 17 de outubro de 2018 às 08h47min

Revistas Eletrônicas – Disponível em:


www.revistaseletronicas.fiamfaam.br/index.php/situs/article/download/349/pdf -
Acesso em: 11 de outubro de 2018 às 11h33min