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EXTENSÃO CONTEMPLATIVA INTERNACIONAL

Oración Centrante Uno 2018


O Discernimento Contemplativo
Semana 2, envio 1

Oferecemos aqui as palavras do Padre Thomas Keating durante uma teleconferência a respeito
do discernimento em 2006:

O Discernimento como Processo


Por Thomas Keating

“ Padre Thomas é quem vos fala e quero convidá-los a escutar o Espírito em vocês e o Espírito em mim,
enquanto compartilho estas breves considerações sobre o discernimento como prática contemplativa.
Em um outro momento, vamos considerar os aspectos práticos e cotidianos do discernimento. Nesta
breve reflexão, vou me referir somente ao processo de discernimento, que não põe tanta ênfase na
decisão final, mas no processo em si mesmo através do qual, gradualmente, vamos nos tornando cada
vez mais conscientes do que a vontade divina nos pede que façamos no curso dos fatos ordinários da vida
cotidiana, assim como nas decisões importantes.

O primeiro ponto do processo que desejo trazer à sua atenção é o fato de que o discernimento é uma
disposição ou um hábito que cresce com o tempo. Trata-se de uma presença que, quando se desenvolve
plenamente, pode tomar duas formas. Primeiro, fazemo-nos presentes à vontade de Deus; segundo, a
presença de Deus vai se tornando cada vez mais espontânea e viva em nosso interior. Ambas as formas
ocorrem simultaneamente. Algumas vezes, podemos percebê-las de um modo e outras vezes de outro
modo, dependendo de nossa perspectiva.

Todos nós compartilhamos do interesse diário em decifrar a vontade de Deus e nunca teremos certeza
absoluta a este respeito. Sua busca e o desejo de alcançá-la são meios que Deus utiliza para aumentar
nosso anseio de conhecer a sua vontade e de segui-la. Se fosse algo que pudéssemos resolver por meio
de um e-mail ou de alguma outra forma rápida, não significaria tanto para nós. Na forma amorosa
característica de Deus, Ele gradualmente nos atrai a um anseio, a um desejo e a uma entrega à sua
vontade, tal e como se manifesta em nossa vida.

Este desenvolvimento gradual se reflete em nossa prática da Oração Centrante, na qual nos movemos
mais além de um simples aceitar (às vezes com um pouco de relutância) a vontade de Deus na nossa vida.
Na prática da Oração Centrante, nós escolhemos, deliberadamente, consentir. Consentir - e aqui ponho
ênfase na palavra consentir – à presença e ação de Deus em nosso interior. Isto implica em uma atitude
de boas-vindas e não de simples aceitação reticente. Significa o desejo de acolher a vontade divina em
nossa vida.

Quando fazemos isto, dia após dia, duas vezes ao dia, esta disposição começa a aprofundar e se
transforma em uma entrega à vontade divina e em uma união de vontades (a de Deus e a minha), que se
manifestam em uma crescente sensibilidade às indicações da vontade de Deus que a vida cotidiana
frequentemente nos oferece. Esta entrega, por sua vez, vai se transformando em discernimento como
presença. É então como contar com um amigo constante que nos acompanha na vida diária e que
possibilita que possamos responder aos movimentos do Espírito, que nos sugere que façamos isto ou
aquilo. E também nas múltiplas provas ou nos momentos de dúvida, nos ajuda a ter a paciência necessária
para perseverar diante das incertezas, das dificuldades, das encruzilhadas e nos convida a esperar que
sejam derrubados o que percebemos como obstáculos para o progresso espiritual. Não somos nós quem
realmente resolvemos um problema de discernimento, mas é Deus mesmo que, gradualmente, vai
retirando os obstáculos que nos impedem de receber a plenitude da graça.

Olhemos isto com os olhos da parábola do Semeador no Evangelho de Mateus (13,1-9). Quando vacilamos
em assumir totalmente a vontade de Deus, quando não há um compromisso com a oração e com as
práticas da vida diária, que nos permitem conhecer melhor a vontade de Deus, somos a semente que caiu
aos lados do caminho, que não tem raízes e não pode penetrar na terra e crescer. Vêm os pássaros e as
comem. Os outros dois obstáculos, se vocês se lembram da parábola, são o terreno pedregoso, no qual a
terra não é profunda e as sementes germinam, mas as plantas logo se secam. O terceiro obstáculo são os
espinhos que, como Jesus explica a seus discípulos, correspondem às ansiedades do mundo e,
especialmente, às preocupações próprias dos programas emocionais para buscar a felicidade – segurança;
poder e controle; aprovação e afeto – que vínhamos carregando desde a infância e que interferem na
entrega livre ao processo de discernimento.

Talvez outra forma de dizer o mesmo seja usar o exemplo da onda radial que os aviões usavam
antigamente para se manter em curso, especialmente quando havia mal tempo e não se podia ver a terra.
Se vocês se lembram, a onda radial funcionava da seguinte maneira: quando o avião se desviava um pouco
numa direção, o piloto escutava um som específico nos seus aparelhos auditivos. Quando se desviava em
outra direção, emitia um som diferente. Mas quando o avião seguia o rumo indicado, não havia sinal
algum. Esta é uma imagem muito viva de nossa atitude na vida diária, na qual o silêncio profundo,
especialmente uma sensação de calma profunda ou de paz, que não se extingue em tempos de
dificuldades, acompanha-nos quando vamos pelo caminho correto. Quando começamos a sair deste
caminho, nos distanciamos desta paz e todos os alarmes começam a soar para nos indicar que estamos
iniciando o retorno aos programas emocionais do falso eu e à identificação excessiva com os valores do
grupo ao qual pertencemos. Isto quer dizer que estamos distanciando do caminho da entrega que nos
conduz à paz e ao amor que Deus quer nos presentear. Para voltar ao rumo correto, temos que nos
desprender dos outros sinais.

Essa é, naturalmente, a tarefa de nossa Oração Centrante, já que durante o período de oração nós nos
desapegamos deliberadamente dos pensamentos, sentimentos ou sensações que são resultados de estar
habitualmente fora do rumo correto e os colocamos nas mãos de Deus. O discernimento se converte,
então, em uma presença que, como temos dito, parece ser nosso companheiro, uma presença que sugere
o que devemos fazer ou o que não devemos fazer, que nos convida a ser pacientes e a aceitar a confusão
e a dúvida, recordando que esta pode ser a forma em que Deus aumenta em nós o desejo de conhecer
sua vontade ou de nos fazer conscientes dos obstáculos que tornam difícil poder escutar a mensagem ou
guia que Ele está nos transmitindo.

Algumas situações são muito difíceis de discernir e nem sempre desaparecem quando nosso
discernimento passa de amor a ser entrega e, finalmente, a ser presença. É o silêncio da calma profunda
em nosso interior o que nos assegura que tudo vai bem, inclusive quando nos equivocamos. Equivocar
não é um problema, uma vez que os erros mesmos nos conduzem a um conhecimento mais profundo de
nós mesmos e capacitam-nos para cumprir a vontade de Deus mais diretamente. A melhor atitude,
portanto, é agradecer e ter confiança na presença e ação de Deus em nós. O agradecimento e a confiança
nos ajudarão a discernir o que é melhor ao longo da vida.”
Para praticar nos próximos dias:

Depois de um período de Oração Centrante, praticar a Lectio Divina com a parábola do Semeador (Mateus
13,1-9). Há alguma frase que me atrai ou me chama a atenção? O que me diz em particular neste
momento? Qual é o meu compromisso com a minha prática da Oração Centrante e outros tipos de oração
contemplativa para a vida diária? Quais são algumas das formas em que me desvio do rumo que devo
seguir? Há algo em minha vida neste momento atual que requer um processo de discernimento profundo?
O que é? Lembremos: a paz profunda em nosso interior é um dos sinais de que estamos tratando de
cumprir a vontade de Deus. Não nos preocupemos tanto com os erros, como no processo de retornar,
uma e outra vez, a Ele que caminha conosco e em nós.

tin, tin, tin, tin