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GUIA DO PROFESSOR

Novos PORTUGUÊS 2

3URȃVVLRQDLV
Ana Catarino
Ana Felicíssimo
Isabel Castiajo
Planificação Anual Maria José Peixoto
Fichas de Leitura,
Escrita e Gramática
Questões de Aula
Testes de Avaliação
Índice 1. Planificação Anual . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 3

2.
Fichas de Leitura . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 11
1. Discurso político . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 12
2. Apreciação crítica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 15
3. Artigo de opinião . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 17
4. Artigo de divulgação científica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 19

3.
Fichas de Escrita . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 21
1. Texto de opinião . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 22
2. Apreciação crítica . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 23
3. Síntese . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 24
4. Exposição sobre um tema . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 25

4.
Fichas de Gramática . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 27
1. Processos fonológicos . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 28
2. Tempos e modos verbais . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 29
3. Classes de palavras . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 31
4. Funções sintáticas . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
5. Frase complexa – subordinação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 33
6. Coordenação e subordinação – identificação
e classificação de orações . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 34
7. Coordenação e subordinação – orações e funções sintáticas 35
8. Coesão e coerência . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 38
9. Dêixis pessoal, temporal e espacial . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 40

5.
Questões de Aula . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 43
1. “Sermão de Santo António”, de P. António Vieira . . . . . . . . .
e
44
2. Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 45
3. Amor de perdição, de Camilo Castelo Branco . . . . . . . . . . . . 47
4. Os Maias, de Eça de Queirós . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 50
5. Sonetos completos / Cânticos do Realismo . . . . . . . . . . . . . . . 52

6.
Testes de Avaliação . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 55
1. “Sermão de Santo António”, de P. António Vieira . . . . . . . . .
e
57
2. Frei Luís de Sousa, de Almeida Garrett . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 60
3. “Sermão de Santo António” / Frei Luís de Sousa . . . . . . . . . . 63
4. Amor de perdição, de Camilo Castelo Branco . . . . . . . . . . . . 68
5. Os Maias, de Eça de Queirós . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 71
6. Amor de perdição / Os Maias . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 74
7. Sonetos completos, de Antero de Quental . . . . . . . . . . . . . . . 79
8. Cânticos do Realismo, de Cesário Verde . . . . . . . . . . . . . . . . .

7.
81
9. Sonetos completos / Cânticos do Realismo . . . . . . . . . . . . . . . 84

Cenários de Resposta . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 89
1.
PLANIFICAÇÃO
ANUAL

Materiais disponíveis em formato editável em

NOVOS PERCURSOS PROFISSIONAIS • PORTUGUÊS 2 • GUIA DO PROFESSOR • ASA


PLANIFICAÇÃO ANUAL • ANO 2

4
MÓDULO 4
Padre António Vieira, “Sermão de Santo António”; Almeida Garrett, Frei Luís de Sousa

Domínios / Tópicos de conteúdo Objetivos Horas / Tempos


1. PLANIFICAÇÃO ANUAL

FOTOCOPIÁVEL
EDITÁVEL
Educação Literária
Padre António Vieira, “Sermão de Santo António” 14. Ler e interpretar textos literários.
• Capítulos I e V; 15. Apreciar textos literários.
• Capítulos II, III, IV, VI (excertos). 16. Situar obras literárias em função de grandes marcos
– Contextualização histórico-literária: históricos e culturais.
> objetivos da eloquência (docere, delectare, movere);
> crítica social e alegoria.
– Linguagem, estilo e estrutura:
> visão global do sermão e estrutura argumentativa;
> o discurso figurativo: a alegoria, a comparação, a metáfora;
> outros recursos expressivos: a anáfora, a antítese, a apóstrofe,
a enumeração e a gradação.

Almeida Garrett, Frei Luís de Sousa


• Leitura integral.
– Contextualização histórico-literária:
> dimensão patriótica e sua expressão simbólica;
> o sebastianismo: história e ficção; 33 horas
– Recorte das personagens principais.
– A dimensão trágica. 44 tempos
– Linguagem, estilo e estrutura: letivos de
> características do texto dramático; 45 minutos
> a estrutura da obra;
> o drama romântico: características.

Leitura
– Relato de viagem. 7. Ler e interpretar textos de diferentes géneros e graus de complexidade.
– Apreciação crítica. 8. Utilizar procedimentos adequados ao registo e ao tratamento
– Discurso político. da informação.
– Exposição sobre um tema. 9. Ler para apreciar criticamente textos variados.
– Artigo/Texto de opinião.

Escrita
– Apreciação crítica. 10. Planificar a escrita de textos.

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– Exposição sobre um tema. 11. Escrever textos de diferentes géneros e finalidades.
– Texto de opinião. 12. Redigir textos com coerência e correção linguística.
13. Rever os textos escritos.
Oralidade
Compreensão do Oral 1. Interpretar textos orais de diferentes géneros.
2. Registar e tratar a informação.
– Documentário. 3. Planificar intervenções orais.
– Discurso político. 4. Participar oportuna e construtivamente em situações de interação oral.
– Debate. 5. Produzir textos orais com correção e pertinência.
6. Produzir textos orais de diferentes géneros e com diferentes finalidades.
Expressão Oral
– Apreciação crítica.
– Exposição sobre um tema.
– Texto de opinião.

Gramática

– Funções sintáticas. 17. Construir um conhecimento reflexivo sobre a estrutura


– Formação de palavras. e o uso do português.
– Subordinação. 18. Reconhecer a forma como se constrói a textualidade.

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– Conectores – valor lógico. 19. Reconhecer modalidades de reprodução ou de citação do discurso.
– Tempos e modos verbais. 20. Identificar aspetos da dimensão pragmática do discurso.
– Deíticos.
– Referente.
– Coerência e coesão.

Avaliação – Diagnose oral e escrita.


– Observação direta (atenção/concentração; participação nas atividades
da aula; compreensão e expressão escrita e oral).
– Oralidade planificada.
– Trabalhos de casa.
– Testes de avaliação.
– Questões de aula.
– Auto e heteroavaliação.

FOTOCOPIÁVEL
EDITÁVEL
5
1. PLANIFICAÇÃO ANUAL
6
MÓDULO 5
Camilo Castelo Branco, Amor de perdição; Eça de Queirós, Os Maias

Domínios / Tópicos de conteúdo Objetivos Horas / Tempos


1. PLANIFICAÇÃO ANUAL

FOTOCOPIÁVEL
EDITÁVEL
Educação Literária
Camilo Castelo Branco, Amor de perdição 14. Ler e interpretar textos literários.
• Introdução e conclusão; 15. Apreciar textos literários.
• Capítulos IV e X. 16. Situar obras literárias em função de grandes marcos
– Sugestão biográfica (Simão e narrador) e construção do herói romântico. históricos e culturais.
– A obra como crónica da mudança social.
– Relações entre as personagens.
– Amor-paixão.
– Linguagem, estilo e estrutura:
> o narrador;
> os diálogos;
> concentração temporal da ação.

Eça de Queirós, Os Maias


• Leitura integral.
– Contextualização histórico-literária:
> a representação de espaços sociais e crítica de costumes;
> espaços e seu valor simbólico e emotivo; 34 horas
> a descrição do real e o papel das sensações.
– Representações do sentimento e da paixão: 46 tempos
> diversificação da intriga amorosa (Pedro da Maia, Carlos da Maia e Ega). letivos de
– Características trágicas dos protagonistas (Afonso da Maia, 45 minutos
Carlos da Maia e Maria Eduarda).
– Linguagem, estilo e estrutura:
> o romance: pluralidade de ações; complexidade do tempo,
do espaço e dos protagonistas; extensão;
> visão global da obra e estruturação: título e subtítulo;
> recursos expressivos: a comparação, a ironia, a metáfora,
a personificação, a sinestesia e o uso expressivo
do adjetivo e do advérbio;
> reprodução do discurso no discurso.

Leitura
– Artigo de opinião. 7. Ler e interpretar textos de diferentes géneros e graus de complexidade.
– Apreciação crítica. 8. Utilizar procedimentos adequados ao registo e ao tratamento

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– Artigo de divulgação científica. da informação.
9. Ler para apreciar criticamente textos variados.
Escrita
– Exposição sobre um tema. 10. Planificar a escrita de textos.
– Texto de opinião. 11. Escrever textos de diferentes géneros e finalidades.
12. Redigir textos com coerência e correção linguística.
13. Rever os textos escritos.

Oralidade
Compreensão do Oral 1. Interpretar textos orais de diferentes géneros.
2. Registar e tratar a informação.
– Exposição sobre um tema. 3. Planificar intervenções orais.
– Apreciação crítica. 4. Participar oportuna e construtivamente em situações de interação oral.
– Documentário. 5. Produzir textos orais com correção e pertinência.
6. Produzir textos orais de diferentes géneros e com diferentes finalidades.
Expressão Oral
– Texto de opinião.
– Apreciação crítica.
– Exposição sobre um tema.

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Gramática

– Funções sintáticas. 17. Construir um conhecimento reflexivo sobre a estrutura


– Subordinação. e o uso do português.
– Relações semânticas entre palavras. 18. Reconhecer a forma como se constrói a textualidade.
– Coesão. 19. Reconhecer modalidades de reprodução ou de citação do discurso.
– Deíticos. 20. Identificar aspetos da dimensão pragmática do discurso.
– Referente.
– Campo lexical.
– Discurso direto, indireto e indireto livre.

Avaliação – Diagnose oral e escrita. – Oralidade planificada.


– Observação direta – Trabalhos de casa.
(atenção/concentração; – Testes de avaliação.
participação nas atividades da aula; – Questões de aula.
compreensão e expressão escrita e oral). – Auto e heteroavaliação.

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EDITÁVEL
7
1. PLANIFICAÇÃO ANUAL
8
MÓDULO 6
Antero de Quental, Sonetos completos; Cesário Verde, Cânticos do Realismo

Domínios / Tópicos de conteúdo Objetivos Horas / Tempos


1. PLANIFICAÇÃO ANUAL

FOTOCOPIÁVEL
EDITÁVEL
Educação Literária
Antero de Quental, Sonetos completos 14. Ler e interpretar textos literários.
• Sonetos: “O palácio da ventura”, “Despondency”, “Lacrimae rerum”. 15. Apreciar textos literários.
– A angústia existencial. 16. Situar obras literárias em função de grandes marcos
– Configurações do ideal. históricos e culturais.
– Linguagem, estilo e estrutura:
> o discurso conceptual;
> o soneto;
> recursos expressivos: a apóstrofe, a metáfora e a personificação.

Cesário Verde, Cânticos do Realismo


• “O sentimento dum ocidental”;
• Poemas: “Num bairro moderno”, “Cristalizações” e “De tarde”.
– A representação da cidade e dos tipos sociais.
33 horas
– Deambulação e imaginação: o observador acidental.
– Perceção sensorial e transfiguração poética do real. 44 tempos
– O imaginário épico (em “O sentimento dum ocidental”): letivos de
> poema longo; 45 minutos
> estruturação do poema;
> subversão da memória épica: o poeta, a viagem e as personagens.
– Linguagem, estilo e estrutura:
> estrofe, metro e rima;
> recursos expressivos: a comparação, a enumeração, a hipérbole,
a metáfora, a sinestesia e o uso expressivo do adjetivo e do advérbio.

Leitura
– Artigo de opinião. 7. Ler e interpretar textos de diferentes géneros e graus de complexidade.
8. Utilizar procedimentos adequados ao registo e ao tratamento
da informação.
9. Ler para apreciar criticamente textos variados.

NOVOS PERCURSOS PROFISSIONAIS • PORTUGUÊS 2 • GUIA DO PROFESSOR • ASA


Escrita
– Apreciação crítica. 10. Planificar a escrita de textos.
– Texto de opinião. 11. Escrever textos de diferentes géneros e finalidades.
– Exposição sobre um tema. 12. Redigir textos com coerência e correção linguística.
13. Rever os textos escritos.

Oralidade
Compreensão do Oral 1. Interpretar textos orais de diferentes géneros.
2. Registar e tratar a informação.
– Documentário. 3. Planificar intervenções orais.
– Exposição sobre um tema. 4. Participar oportuna e construtivamente em situações de interação oral.
5. Produzir textos orais com correção e pertinência.
Expressão Oral
6. Produzir textos orais de diferentes géneros e com diferentes finalidades.
– Exposição sobre um tema.
– Apreciação crítica.

Gramática

NOVOS PERCURSOS PROFISSIONAIS • PORTUGUÊS 2 • GUIA DO PROFESSOR • ASA


– Funções sintáticas. 17. Construir um conhecimento reflexivo sobre a estrutura
– Coordenação. e o uso do português.
– Campo lexical. 18. Reconhecer a forma como se constrói a textualidade.
– Campo semântico. 19. Reconhecer modalidades de reprodução ou de citação do discurso.
– Subordinação. 20. Identificar aspetos da dimensão pragmática do discurso.
– Referente.
– Formação de palavras.
– Tempos e modos verbais.
– Processos fonológicos.
– Deíticos.

Avaliação – Diagnose oral e escrita. – Oralidade planificada.


– Observação direta – Trabalhos de casa.
(atenção/concentração; – Testes de avaliação.
participação nas atividades da aula; – Questões de aula.
compreensão e expressão escrita e oral). – Auto e heteroavaliação.

FOTOCOPIÁVEL
EDITÁVEL
9
1. PLANIFICAÇÃO ANUAL
2.
FICHAS DE
LEITURA

Materiais disponíveis em formato editável em

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2. FICHAS DE LEITURA

1. DISCURSO POLÍTICO
Nome: _______________________________________________________________ N.O: _____________ Turma: _____________ Data: ___________________

Leia o texto e responda, de seguida, às questões. Na resposta aos itens de escolha múltipla,
selecione a opção correta.

Queremos um planeta ecologicamente correto!

A mãe Natureza cada vez mais mostra a sua


indignação e revolta contra os nossos caprichos.
Ao longo de séculos, o ser humano tem vindo a
usar a inteligência para transferir lagos, espremer
5 solos, torturar florestas, aniquilar montanhas
e agonizar ecossistemas.
Tornar as cidades sustentáveis, reduzir os gas-
tos de água e diminuir a emissão de gases nocivos
à nossa atmosfera deveriam ser as maiores preo-
10 cupações mundiais. No entanto, a sociedade vai
mecanicamente satisfazendo a economia mundial
e as extravagâncias das cidades, ignorando as fe-
ridas ambientais que se vão abrindo em vários
pontos do mundo, chagando a nossa vida na Terra.
Mar de Aral (comparação entre 1989 e 2008), NASA.
15 Esta nossa “brincadeira” com o equilíbrio do
meio ambiente altera a composição dos gases 40 e de animais e que dava subsistência aos povos
atmosféricos que, como um escudo defensivo, circundantes, encontramos um arenoso deserto
impedem que os raios solares excessivos refletidos salgado repleto de restos mortais de conchas e
da Terra voltem para o espaço. Este desequilíbrio químicos dos pesticidas usados outrora. Nem uma
20 energético do planeta provoca-lhe um excedente gota de água restou para suster os barcos que por
aquecimento térmico (o chamado aquecimento 45 lá jazem enferrujados. Quanto às pessoas que lá
global) que nos está a levar ao abismo. viviam, mudaram-se como o mar, doentes com
Então, afinal o que provoca a destruição do ar a herança criada por eles próprios.
saudável do planeta? Os tais caprichos do ser Outro “belo” exemplo de como a degradação
25 humano: a queima de combustíveis fósseis, o des- ambiental levou ao colapso de uma sociedade é o
matamento e a crescente indústria. 50 desaparecimento dos famosos Rapa Nui da ilha
E o que resulta deste desequilíbrio ambiental? inicialmente chamada “umbigo do mundo” (Ilha da
O derretimento das calotas polares, as mudanças Páscoa, situada no Chile-Polinésia) e conhecida pelas
climáticas, a subida do nível dos oceanos, as ca- suas cerca de 887 colossais estátuas de pedra –
30 tástrofes naturais, as secas, a extinção de espécies, os moais (com estaturas entre 1 e 10 metros).
a destruição de ecossistemas e as ondas de calor. 55 O excessivo crescimento da população de Rapa Nui
O mar de Aral, com uma área de 68 mil quiló- levou-os a usar exaustivamente os recursos ofe-
metros quadrados, ex-situado na Ásia Central (digo recidos pela Natureza. Na ânsia obsessiva da
“ex-situado” porque deixou de existir), era um dos construção dos gigantescos e enigmáticos moais
35 maiores lagos do mundo. O assassinato ambiental e com a necessidade de alimentar a sua sobrepo-
deste mar começou em 1960, quando decidiram 60 pulação desmataram a ilha e cansaram os campos
desviar as águas dos braços dos seus rios para de cultivo. Hoje a ilha está vazia de gente e de re-
regar milhões de hectares de algodão. Agora, onde cursos naturais, mas coberta de terra infértil e de
em tempos existiu um mar repleto de vegetação estátuas de pedra.

EDITÁVEL
12 FOTOCOPIÁVEL NOVOS PERCURSOS PROFISSIONAIS • PORTUGUÊS 2 • GUIA DO PROFESSOR • ASA
2. FICHAS DE LEITURA

É mais que urgente refletirmos sobre estas aquecimento elétrico nos dias mais frios. É verdade
65 catástrofes causadas pela ambição humana em que construções destas casas são cerca de 10%
comercializar a Natureza! E, por isso mesmo, que- 80 mais caras do que as regulares; porém, poupam
remos um planeta ecologicamente correto! 90% da eletricidade outrora usada.
Ora vejamos Freiburg, na Alemanha! Esta cidade Nesta cidade-modelo de amor por tudo e por
(reconstruída depois da Segunda Guerra Mundial) todos, assistimos a práticas comportamentais de
70 é o modelo a copiar nas restantes cidades do mundo! respeito pelo ambiente, assim como à possibilidade
É uma cidade sorridente que vive sustentada pela 85 real do ser humano viver em sintonia e harmonia
consciência ecológica e pela preservação do meio com o planeta!
ambiente: a poluição de dióxido de carbono é zero; Espero sinceramente que deixemos de ser
o número de bicicletas é o dobro dos automóveis; teimosos e um dia a Terra se transforme num
75 toda a cidade é abastecida energicamente por 1780 planeta ecologicamente correto para o bem de tudo
painéis solares; e as casas têm isolamento térmico 90 e de todos!
e vidros duplos para que não seja necessário
Agnes Freitas, in www.pan-madeira.com (consultado em agosto de 2015, adaptado).

1. Quanto ao género textual, o texto que leu classifica-se como discurso político,
(A) uma vez que é evidente a sua dimensão narrativa e descritiva.
(B) dado o seu caráter predominantemente informativo.
(C) uma vez que é evidente um discurso valorativo.
(D) visto ser evidente a tomada de uma posição em relação a um tema de interesse público,
suportada por argumentos e provas.

2. De acordo com a autora do texto, o ser humano


(A) já não preserva o ambiente, apesar de o ter respeitado durante séculos.
(B) não é o principal responsável pelas alterações climáticas que têm surgido.
(C) está agora a sofrer as consequências por ter manipulado e abusado de certos recursos
da Natureza.
(D) começou agora a preocupar-se verdadeiramente com o planeta e a tomar medidas para
a sua preservação.

3. A cidade de Freiburg, na Alemanha,


(A) deve ser tida como um exemplo a seguir.
(B) é mais um caso paradigmático da influência negativa do ser humano no planeta.
(C) é um exemplo difícil de seguir, dado os custos que acarreta.
(D) é semelhante a muitas outras cidades existentes no mundo.

4. No contexto em que surge, “nocivos” (l. 8) significa


(A) prejudiciais. (C) poluentes.
(B) tóxicos. (D) inofensivos.

5. O recurso expressivo presente em “ignorando as feridas ambientais que se vão abrindo” (ll. 12-13) é a
(A) personificação. (C) metáfora.
(B) comparação. (D) antítese.
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2. FICHAS DE LEITURA

6. Explicite o assunto do texto.

7. Exponha a posição da autora do texto relativamente ao assunto.

8. Refira qual tem sido, na opinião da autora, o impacto do ser humano no planeta.

8.1. Apresente os exemplos que corroboram essa opinião.

9. Identifique o recurso expressivo presente em “Nem uma gota de água restou para suster
os barcos que por lá jazem enferrujados.” (ll. 43-45), referindo o seu valor expressivo.

10. Transcreva duas expressões que evidenciam o caráter persuasivo do texto.

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2. FICHAS DE LEITURA

2. APRECIAÇÃO CRÍTICA
Nome: _______________________________________________________________ N.O: _____________ Turma: _____________ Data: ___________________

Leia o texto e responda, de seguida, às questões. Na resposta aos itens de escolha múltipla,
selecione a opção correta.

De regresso ao “Pátio das cantigas”


Leonel Vieira realiza nova versão de um
clássico do cinema português

Sete décadas depois da estreia, o filme O pátio com menos de 30 anos nunca sequer os viu. "Por-
das cantigas regressa às salas de cinema em Por- tanto, ou veem este e espero que achem graça e
5 tugal, uma comédia do realizador Leonel Vieira que depois saltem para os antigos, que têm mais graça,
é a primeira de três "homenagens" aos clássicos 45 ou ficam-se por aqui. Eu recomendaria ver os dois",
portugueses. disse também à Lusa, admitindo que tem um pouco
"Não posso repetir esse filme, então só posso de medo da comparação entre o "seu" Evaristo e o
fazer uma homenagem", disse à agência Lusa o outro, interpretado por António Silva, ainda que seja
10 realizador Leonel Vieira. também "uma alegria muito grande" fazer esse
O filme baseia-se no sucesso do que foi realizado 50 papel.
em 1942 por Francisco Ribeiro, com atores como O ator Rui Unas é outra das primeiras escolhas.
Vasco Santana, António Silva ou Ribeirinho. Mas é No primeiro Pátio, Carlos Bonito era o músico "galã",
apenas isso, garante o realizador do novo Pátio: "não mas neste só o mesmo nome assenta num Rui Unas
15 refilmei o guião, distanciei-me muito, peguei em que faz de bombeiro, que pinta a barba e que usa
alguns elementos que mantive, que são para mim 55 lentes de contacto. "Espero que se riam e que per-
uma homenagem ao filme que nos inspira". E acres- cebam que Carlos Bonito também tem os seus en-
centa Leonel Vieira: "Fizemos um corpo totalmente cantos e fragilidades", afirma. Como Miguel Guilherme
novo, e acho que o nosso humor é renovado. São também Rui Unas foi um fã dos clássicos, que via
20 outros diálogos, as nossas cenas de humor estão "quando era mais puto". E frisa que este O pátio das
noutras cenas e não tentei refazer as cenas emble- 60 cantigas não é um remake nem um decalque, antes
máticas". uma homenagem. "Quem conhece o original vai achar
Apesar da distância temporal e do distanciamento graça, quem vê pela primeira vez se calhar vai ter
do original, diz o realizador que se percebe que um curiosidade em conhecer o original, é um filme ven-
25 é inspirado no outro, que mais não seja pelo título, cedor a todos os níveis".
pelo nome das personagens, pelas "pequenas ho- 65 Este é um otimismo partilhado por um realizador
menagens" dentro do filme. É certo que ambos se que tem a cabeça "cheia de projetos", que foi muito
passam num bairro de Lisboa, o pano de fundo para instado a fazer algo assim e que acabou por abraçar
o cruzamento das várias personagens. Mas lembra um projeto que foi ao seu encontro, através da pro-
30 o diretor que um contava o Portugal da década de posta de um amigo. "Quero que seja um êxito logo"
1940 e que o outro conta a Lisboa e o Portugal atual. 70 (o original não foi bem recebido quando estreou),
E conta-a através de uma dúzia de personagens, não porque a crítica o diga, mas porque as pessoas
de atores conhecidos, alguns ligados à comédia e gostam. "Não tentei ser génio e inventar em Portu-
outros nem tanto e todos escolhidos a dedo por gal a melhor comédia do mundo. Só tentei fazer uns
35 Leonel Vieira. bons filmes de comédia e recuperar a comédia para
Como o ator Miguel Guilherme, que "só podia 75 Portugal".
ser" o irascível Evaristo, dono de uma drogaria no Leonel Vieira fala no plural. Porque a O pátio das
filme de há 70 anos. Miguel Guilherme, agora um cantigas seguem-se O leão da Estrela e A canção
Evaristo dono de uma mercearia "gourmet", não de Lisboa.
40 esconde a admiração pelos clássicos do cinema
Isabel Pereira, in Rádio Renascença, edição online
português, mas admite que a maioria das pessoas de 26 de julho de 2015 (consultado em junho de 2017, adaptado).

EDITÁVEL
NOVOS PERCURSOS PROFISSIONAIS • PORTUGUÊS 2 • GUIA DO PROFESSOR • ASA FOTOCOPIÁVEL 15
2. FICHAS DE LEITURA

1. O realizador Leonel Vieira


(A) reproduziu a versão de Francisco Ribeiro.
(B) fez uma readaptação de dois clássicos.
(C) homenageou três clássicos portugueses.
(D) replicou o argumento do original de 1942.

2. O que fundamentalmente distingue a versão atual da anterior


(A) são os diálogos e o humor. (C) é o cenário que lhe serve de base.
(B) são as cenas acrescentadas. (D) é o tempo retratado e recriado.

3. O realizador prestou
(A) pouca atenção à seleção do elenco.
(B) especial atenção à escolha dos atores.
(C) muita atenção ao argumento e às cenas.
(D) atenção aos filmes de humor portugueses.

4. Segundo o ator Miguel Guilherme,


(A) todos os portugueses conhecem os clássicos.
(B) os lisboetas viram O pátio das cantigas.
(C) os clássicos devem ser repostos no cinema.
(D) os mais jovens desconhecem os clássicos.

5. Rui Unas acredita que


(A) quem vir esta versão não verá a anterior.
(B) quem viu a primeira versão não verá esta.
(C) o novo filme interessará a todos os espetadores.
(D) o novo filme prenderá a atenção dos mais novos.

6. Indique dois aspetos que permitem distinguir a atual versão de O pátio das cantigas da de 1942.

7. Refira os cuidados na seleção de atores, confirmando com elementos textuais pertinentes.

8. Justifique a afirmação “um realizador que tem a cabeça ‘cheia de projetos’” (ll. 65-66).

9. Comprove a pertinência deste tipo de iniciativas.

10. Explique a afirmação “Leonel Vieira fala no plural” (l. 76).

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2. FICHAS DE LEITURA

3. ARTIGO DE OPINIÃO
Nome: _______________________________________________________________ N.O: _____________ Turma: _____________ Data: ___________________

Leia o texto e responda, de seguida, às questões. Na resposta aos itens de escolha múltipla,
selecione a opção correta.

Braços abertos ao Mundo

Fronteira da Turquia, setembro de 2015.

O drama dos refugiados que, fugindo ao terror 30 Portugal recebeu os retornados de África, a
do Estado Islâmico, acorrem à Europa em busca seguir ao 25 de Abril. O país, da melhor forma que
de uma vida melhor é não apenas um desastre foi capaz, mobilizou-se para integrar os milhares
social quase sem precedentes como o grande de cidadãos nacionais que regressavam à pátria,
5 debate que a civilização moderna tem de enfrentar. muitas vezes depois de terem perdido tudo o que
O êxodo dos migrantes não é um problema 35 tinham.
ideológico nem uma questão política. A interroga- Nos anos 1980, acolhemos uma imensa vaga
ção que se coloca ao Mundo é saber que sociedade de imigração proveniente do Brasil, que procurava
queremos ser. Que princípios e valores devem entre nós uma vida melhor, instalando-se sobretudo
10 nortear a ação dos estados perante a barbárie em Lisboa e no Porto. Mais tarde, após a derrocada
e o desespero de povos confrontados com a total 40 da União Soviética, recebemos milhares de cidadãos
ausência de futuro? das repúblicas do Leste, em especial da Ucrânia,
Embora o terror seja espalhado na Síria invo- em busca de trabalho e de uma nova esperança.
cando um nome de um Deus, muito menos a ques- Gente trabalhadora e qualificada, que alcançou em
15 tão é religiosa, racial ou cultural. O murro que atinge Portugal o reconhecimento do mérito.
o estômago da sociedade ocidental, multiplicado 45 Estivemos sempre à altura do desafio. Agora
pelas histórias trágicas e pelas imagens que não somos chamados a transformar esse património
julgámos serem possíveis em pleno século XXI, social em ações concretas. Com a iniciativa e a
decorre daquela interrogação. Vamos deixar que capacidade mobilizadora da Igreja Católica, com o
20 isto continue a acontecer? Ou vamos ser dignos do envolvimento da sociedade civil, das empresas e
desenvolvimento que proclamamos para nós? 50 das comunidades, Portugal saberá de novo acolher
Portugal deve ter um papel ativo na política e distinguir-se como país de paz, de respeito pela
europeia de acolhimento dos migrantes. Somos um diferença, de acolhimento solidário e de integração
país pequeno e não poderemos receber tantos harmoniosa. Do Estado espera-se apenas que ajude
25 refugiados como a Alemanha, do mesmo modo que a criar as condições necessárias para que este
não dispomos das condições de integração ofere- 55 grande movimento humanitário possa funcionar.
cidas pela França. Temos, porém, uma história de
defesa dos direitos humanos e uma longa expe- Nuno Botelho, in JN, edição online
riência de inclusão de comunidades expatriadas. de 9 de setembro de 2015 (consultado em junho de 2017).

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2. FICHAS DE LEITURA

1. Quanto ao género textual, o texto que leu classifica-se como artigo de opinião,
(A) uma vez que se expõem factos sobre um determinado assunto.
(B) dado ser explicitado um determinado ponto de vista.
(C) visto ser evidente o relato de um dado acontecimento.
(D) já que se assiste ao predomínio de descrições.

2. Segundo Nuno Botelho, o atual êxodo de migrantes para a Europa


(A) é uma consequência de ideologias e políticas.
(B) é um facto a que os europeus já se habituaram.
(C) deve estar no centro das atenções das sociedades modernas.
(D) é um acontecimento que, apesar de recente, tem sido bem gerido.

3. Para o autor do texto, a questão dos refugiados


(A) deve ser circunscrita aos países de origem destes migrantes.
(B) deve ser um exemplo para o mundo.
(C) deve ser entendida como uma exceção.
(D) deve suscitar interrogações na sociedade atual e levá-la a refletir.

4. O recurso expressivo presente na expressão “O murro que atinge o estômago da sociedade


ocidental” (ll. 15-16) é a
(A) personificação. (C) hipérbole.
(B) metáfora. (D) sinédoque.

5. Identifique o tema deste artigo de opinião.

6. Justifique a pertinência das interrogações presentes no texto.

7. Refira a posição que, segundo o autor, Portugal deve assumir perante o problema em análise.

8. Exponha os argumentos e os exemplos apresentados que sustentam a posição do autor.

9. Apresente as condições enunciadas pelo autor para que a solução que ele apresenta possa ser
uma realidade.

10. Identifique os universos de referência invocados pelo texto.

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2. FICHAS DE LEITURA

4. ARTIGO DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA


Nome: _______________________________________________________________ N.O: _____________ Turma: _____________ Data: ___________________

Leia o texto e responda, de seguida, às questões. Na resposta aos itens de escolha múltipla,
selecione a opção correta.

Criaturas do recife
Os valiosos benefícios destas criaturas
subaquáticas
Para além de albergarem e alimentarem inúme-
ras criaturas, os recifes de coral trazem-nos enormes
5 benefícios. As estruturas subaquáticas ajudam a
proteger linhas costeiras, absorvendo 90% da ener-
gia de ondas geradas pelo vento e limitando muito
os danos causados por tempestades e pela erosão.
Recife de coral, National Oceanic
A indústria pesqueira depende igualmente dos and Atmospheric Administration, EUA.
10 recifes, sendo os seus habitantes uma das principais
fontes alimentares para mais de mil milhões de a expelir as suas algas simbióticas e a perder a sua
pessoas em todo o mundo e a sua captura uma principal fonte de alimento, num processo chamado
receita vital para quem vive em áreas remotas. branqueamento do coral. Também a pesca exces-
O comércio de peixes ornamentais para aquários 35 siva perturba este delicado ecossistema, que tende
15 é uma grande indústria, e diferentes criaturas e a ser danificado por redes e barcos. Muitos recifes
plantas encontradas no recife são importantes de coral encontram-se agora em áreas marinhas
fontes medicinais, utilizadas para tratar diversas protegidas, com a implementação de estratégias
doenças, da artrite ao cancro. de gestão costeira e piscatória para evitar danos
O maior benefício, porém, talvez seja o turismo, 40 maiores. Tenta-se, ainda, recuperar recifes enfer-
20 com os milhões de praticantes de mergulho que mos através da chamada acreção mineral, que
visitam os recifes anualmente a injetarem cerca passa por submergir uma estrutura metálica per-
de 8600 milhões de dólares na economia global. corrida por uma baixa corrente elétrica. A corrente
leva a que minerais naturais na água adiram à
Proteger os corais 45 estrutura e cristalizem, formando esqueletos rígi-
Vários fatores ameaçam os recifes de coral dos similares aos do coral. Tais estruturas depressa
25 mundiais. As alterações climáticas globais estão se tornam o lar de peixes e de outros seres marinhos.
a causar a subida das temperaturas do mar e a Alguns cientistas tentam, ainda, cruzar espécies
tornar a água mais ácida, enquanto a agricultura, mais resistentes de coral e introduzir espécies
a desflorestação e a urbanização costeiras condu- 50 novas e robustas nos recifes, na esperança de que
zem à maior infiltração de sedimentos e de outros sobrevivam aos efeitos das alterações climáticas.
30 poluentes no oceano. Ambos os fatores estão www.querosaber.sapo.pt
a alterar o habitat natural do coral, levando-o (consultado em junho de 2017, adaptado).

1. Os recifes de coral são valiosos, do ponto de vista ambiental, porque


(A) contribuem para a diminuição dos estragos provocados pelas tempestades, pelos ventos
e pela erosão.
(B) são cada vez mais utilizados para fins medicinais.
(C) ajudam a controlar as alterações climáticas.
(D) evitam a desflorestação e a urbanização costeiras descontroladas.
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2. FICHAS DE LEITURA

2. A captura de corais
(A) tem prejudicado o turismo junto ao litoral.
(B) é uma importante fonte de rendimento para os habitantes locais.
(C) é proibida para fins ornamentais.
(D) tem sido prejudicial para a indústria pesqueira.

3. O chamado processo de branqueamento do coral


(A) é uma consequência negativa da alteração do habitat natural do coral.
(B) é consequência da infiltração de sedimentos e de outros poluentes no oceano.
(C) decorre do número excessivo de visitas de turistas aos recifes.
(D) decorre da pesca excessiva e dos danos causados por redes e barcos.

4. Numa tentativa de revitalizar os recifes, os cientistas


(A) exigem a proibição da pesca excessiva.
(B) têm estudado intensamente as áreas marinhas protegidas.
(C) têm desenvolvido técnicas como a acreção mineral.
(D) defendem a proteção das linhas costeiras.

5. Os esforços desenvolvidos para recuperar recifes


(A) têm permitido o tratamento das algas simbióticas que os danificam.
(B) consistem na criação de zonas menos suscetíveis às águas ácidas.
(C) incidem sobre o controlo das alterações climáticas.
(D) estendem-se ao cruzamento de espécies mais resistentes.

6. Enuncie os principais benefícios que advêm da presença, no fundo do mar, dos recifes de coral.

7. Indique os fatores que põem em risco o habitat natural dos corais.

8. Refira as ações positivas levadas a cabo pelo ser humano na tentativa de contribuir para a
sobrevivência dos recifes de coral.

9. Exponha os benefícios resultantes da utilização da chamada técnica da acreção mineral.

10. Demonstre que o texto se pode classificar como um artigo de divulgação científica, apresen-
tando três marcas características deste género textual.

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3.
FICHAS
DE ESCRITA

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3. FICHAS DE ESCRITA

1. TEXTO DE OPINIÃO
Produza um texto de opinião, de 180 a 200 palavras, no qual evidencie o seu posicionamento relativa-
mente às escutas e à espionagem à escala mundial, considerando a planificação proposta.

• Introdução
– Identificação do tema e posicionamento crítico: a dimensão das escutas e da espiona-
gem na atualidade como consequência da globalização e da livre circulação e os aspetos
positivos e/ou negativos daí decorrentes.

• Desenvolvimento
– 1.o argumento: globalizar não pode ser sinónimo de perda de autonomia ou de violação
da paz no país que se escolhe para viver – nenhum país pode dominar outro só porque se
considera superior.
Exemplo: os países islâmicos e o radicalismo na defesa dos seus valores levaram-nos a
querer dominar o mundo, empreendendo, para tal, atentados como os que ocorreram nos
Estados Unidos, em 2001, no Reino Unido, em 2015 e 2017, ou em França, em 2015.
– 2.o argumento: controlar ou espiar pode significar violar valores democráticos e a privaci-
dade dos cidadãos, ainda que a desculpa possa ser “evitar a criminalidade”.
Exemplo: as redes de espionagem dos Estados Unidos da América e a colaboração de
outros sistemas de segurança da maioria dos países europeus.

• Conclusão
– A vigilância internacional é importante para salvaguardar a paz mundial, mas impõe-se o
respeito pela liberdade dos cidadãos, o que significa que a vida privada não pode nem deve
ser violada.

Memorial em
homenagem
às vítimas
do atentado
terrorista de
Manchester,
em 22 de
maio de 2017.

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3. FICHAS DE ESCRITA

2. APRECIAÇÃO CRÍTICA
Produza uma apreciação crítica, de 180 a 200 palavras, considerando a obra Os Maias ou o filme homó-
nimo, realizado por João Botelho, e os aspetos constantes da planificação, que deverá completar antes de
redigir o seu texto.

TÓPICOS PARA A PLANIFICAÇÃO

• Introdução • Introdução
– Indicação da obra e do seu autor, bem como – Indicação do filme, do realizador e do ano
do ano de publicação. de estreia.

• Desenvolvimento • Desenvolvimento
– Aspetos percecionados a nível – Aspetos percecionados a nível
> das críticas a certos aspetos da socie- > do argumento e das aproximações à obra
dade do século XIX; do escritor;
> da caracterização e da descrição de es- > dos cenários, da adequação e da fideli-
paços e de personagens. dade ao romance queirosiano.
– Elementos a destacar no que respeita a lin- – Elementos a destacar
guagem e justificação. e justificação.

• Conclusão • Conclusão
– […] – […]
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3. FICHAS DE ESCRITA

3. SÍNTESE
Redija uma síntese do texto que se segue, reduzindo-o a cerca de 90 a 105 palavras.

App que faz a diferença

Alunas do Secundário criaram um


software inclusivo e ganharam o concurso
nacional Apps for Good. Inglaterra à vista
para uma disputa internacional?

5 Os mentores do concurso Apps for Good


nunca entraram na Escola Básica e Secun-
dária de Santo António, no Barreiro, mas até
parece que falam para os alunos deste ter-
ritório educativo de intervenção prioritária,
10 encravado entre dois bairros sociais. […] Esta
foi uma das 16 secundárias escolhidas para
a internacionalização da ideia Apps for Good
(só se fez por cá e nos EUA), um projeto que
já desafiou 600 escolas do Reino Unido a criarem aplicações que resolvem problemas.
15 Talvez as amigas Vera, Daniela, Nélida, Isabel, Kaila e Luana, com idades entre os 17 e os 21 anos, não
tenham a noção da responsabilidade que lhes caiu no colo. Foram elas que, durante o ano letivo passado,
gastaram horas infinitas a desenvolver uma aplicação para telemóveis e tablets, com o apoio das profes-
soras Sofia Milheiro, de Língua Portuguesa, e Paula Domingues, de Tecnologias de Comunicação e Infor-
mação. Até junho, criaram a Mais Especial, uma aplicação para os alunos com necessidades educativas
20 especiais das seis escolas do agrupamento, a tempo da final regional com os candidatos do Centro Sul,
onde apresentaram dezenas de vezes a App EBSSA + especial. Um júri que andava disfarçado por entre
as bancas atribuiu-lhes o primeiro prémio e com isso ganharam o passaporte para estarem na Fundação
Gulbenkian, em Lisboa, na final nacional, em setembro.
Nessa cerimónia, Isabel foi escolhida para subir ao palco e, em três minutos, mostrar o que a aplicação
25 vale. Luana repetiu o discurso em inglês. Explicaram que a construíram a pensar nos colegas do ensino
especial, digitalizando as imagens que já os ajudavam a comunicar, mas que, na verdade, a ferramenta
pode ser útil a qualquer pessoa que tenha dificuldades de comunicação e conheça esta linguagem. O júri
atribuiu-lhes o primeiro prémio. E uma das empresas patrocinadoras ofereceu tablets a todas as meninas,
como recompensa por todo o esforço. Ainda hoje sorriem ao falarem nesse momento. Agora esperam pela
30 oportunidade para irem a Inglaterra disputar o prémio internacional.
[345 palavras]

Luísa Oliveira, in Revista Visão Júnior, n.o 1186, 26 de novembro de 2015.

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3. FICHAS DE ESCRITA

4. EXPOSIÇÃO SOBRE UM TEMA


PROPOSTA 1

Redija uma exposição, de 140 a 160 palavras, sobre a importância de uma boa alimentação.

O seu texto deverá apresentar uma estrutura coesa e seguir a planificação abaixo indicada.

• Introdução
– Apresentação do tema.

• Desenvolvimento
– Indicação de estratégias para uma alimentação cuidada e respetivos efeitos.
– Referência às causas e consequências de uma má alimentação.

• Conclusão
– Retoma do tema e fecho.

PROPOSTA 2

“[O ‘Sermão de Santo António’] é uma alegoria da alma humana, dos vícios e das virtudes, sobre as
condições de desumanidade da existência”.

Manuel Cândido Pimentel, in Documentário Grandes Livros, produzido por Companhia das Ideias (2009).

Recorde o estudo que fez da obra “Sermão de Santo António”, de Padre António Vieira.
Redija um texto expositivo, de 130 a 150 palavras, no qual demonstre que, na referida obra, Vieira critica
os vícios da sociedade do seu tempo.

Siga o plano orientador que se apresenta e escreva um texto com três parágrafos.

• Introdução
– Referência ao conceito de “alegoria”.

• Desenvolvimento
− Apresentação dos aspetos que demonstram a presença da crítica no Sermão.
− Exemplificação das virtudes e dos vícios do ser humano.

• Conclusão
– Reforço da ideia apresentada na introdução e destaque para a atualidade da obra de Padre
António Vieira.

Não se esqueça de, no final da textualização, proceder a uma leitura atenta do texto que produziu,
no sentido de verificar o cumprimento dos aspetos elencados e o respeito pelos princípios da coesão
e da coerência. Efetue as correções necessárias.
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4.
FICHAS DE
GRAMÁTICA

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4. FICHAS DE GRAMÁTICA

1. PROCESSOS FONOLÓGICOS
Nome: _______________________________________________________________ N.O: _____________ Turma: _____________ Data: ___________________

1. Identifique os processos fonológicos que ocorrem na evolução das seguintes palavras.


a. CRUDELE- > cruel
b. APOTECA- > bodega
c. HUMILE- > humilde
d. REGE- > ree > rei
e. SEMPER > sempre
f. ANTE > antes
g. PERSONA- > pessoa
h. SPELUNCA- > espelunca
i. PLUVIA- > chuva
j. DIRECTU- > direito
k. LEGERE > leger > leer > ler
l. MACULA- > mágoa
m. Monótono > monotonia
n. *Parteleira > prateleira

2. Descubra, no crucigrama, alguns dos processos fonológicos que identificou nas palavras
anteriores.

B I P A L A T A L I Z A Ç A O A
S I N C O P E M J L E R B S A R
O X Z A R T U Y U Q H X N E S M
N O E T J A K L N O F S A Q G E
O P R V T Y S U J G N M V B E T
R E D U Ç A O E V O C A L I C A
I W A S S I M I L A Ç A O U A T
Z A S D G U N E S E R E N I S E
A X P A R A G O G E O U L J K S
Ç S G U O A Z A L I O I A S A E
A Z I R C O B R U J A R E C O T
O T W F X A C Y E S E T O R P O
N M Q E A R T O J Ç K O P I N M
A F E R E S E W T U I O L V Z A

3. Considere os étimos a seguir dados e apresente, em duas frases para cada situação, palavras
que integrem esses étimos.
a. VITA-
b. LUNA-
c. OCULU-

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4. FICHAS DE GRAMÁTICA

2. TEMPOS E MODOS VERBAIS


Nome: _______________________________________________________________ N.O: _____________ Turma: _____________ Data: ___________________

1. Selecione uma das formas verbais fornecidas entre parênteses para completar corretamente
cada uma das frases.
a. (Disputamos / Disputa-mos) a bola até final do jogo.
b. (Mostraste / Mostras-te) o resultado do teste aos teus pais?
c. Quando (fizeste / fizestes) os trabalhos estavas sozinho?
d. Hoje, ninguém (ouve / houve) ninguém!
e. Nós (trazíamos / trazia-mos) muitos livros na mochila.
f. Fizeste os trabalhos de casa? Então (mostramos / mostra-mos).
g. Na próxima semana (decorreram / decorrerão) as olimpíadas de Matemática.
h. (Pedi-te / Pedir-te-ei) que chegasses cedo, mas não adiantou.

2. Complete os espaços conjugando os verbos nos tempos e modos indicados.


a. Nós que vocês chegariam atrasados. (supor – pretérito perfeito do indicativo)
b. Ele não na discussão. (intervir – pretérito perfeito do indicativo)
c. Os países da União Europeia com violência aos atentados. (opor-se – futuro do
indicativo)
d. Ele temia que alguém o . (contradizer – pretérito imperfeito do conjuntivo)
e. Os manifestantes queimaram cartazes e o presidente. (depor – pretérito per-
feito do indicativo)
f. Se vós recurso, talvez os vossos bens. (interpor + reaver –
pretérito imperfeito do conjuntivo)

3. Complete as frases com os verbos indicados, utilizando o tempo e o modo verbal mais adequados.
a. Quando tu (chegar) da escola, (arrumar) o teu quarto.
b. Há um mês, ele -te (pedir) para lhe (entregar) o trabalho
que (fazer) o ano passado.
c. Para que tu (poder) ter sucesso, (habituar-se) a estudar
todos os dias.
d. Se todas as pessoas (manter) boas relações e (fazer)
novas amizades, viveríamos mais felizes.
e. Os pais ainda (manter) certos princípios, mas os filhos já não
(crer) neles e (divergir) das suas orientações.
f. Se ao menos ele (prever) a confusão que aquilo ia dar! Mas, infelizmente, não
se (conter) e (intervir) também na discussão.
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4. FICHAS DE GRAMÁTICA

4. Selecione, para cada frase, a única opção que completa corretamente os espaços deixados em
branco.

4.1. Depois que o Sol se , deverão as atividades.


(A) pôr / suspender
(B) por / suspenderem
(C) puser / suspender
(D) puser / suspenderem

4.2. Se a interferência do provedor nos programas televisivos e se ele , não


ocorreriam tantos abusos.
(A) requerêssemos / intervisse
(B) requerêssemos / interviesse
(C) requiséssemos / intervisse
(D) requizéssemos / interviesse

4.3. Se o livro, não com ele; onde combinámos.


(A) reouveres / fiques / põe-no
(B) reouveres / fiques / põe-lo
(C) reaveres / fica / ponha-o
(D) reaveres / fique / ponha-o

4.4. Se eles as suas razões e as suas teses, não os .


(A) expuserem / mantiverem / censura
(B) expuserem / mantiverem / censures
(C) exporem / manterem / censures
(D) exporem / manterem / censura

4.5. O programa , quer os participantes ou não, a menos que algum minis-


tro as negociações.
(A) variará / quisessem / intermedia
(B) varia / queira / intermedeie
(C) varie / queiram / intermedeia
(D) varia / queiram / intermedie

4.6. Era importante que ela o trabalho para vermos se os requisitos.


(A) trouxe / cumpriu
(B) trouxesse / cumpriu
(C) traga / cumpre
(D) trouxesse / cumprisse

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4. FICHAS DE GRAMÁTICA

3. CLASSES DE PALAVRAS
Nome: _______________________________________________________________ N.O: _____________ Turma: _____________ Data: ___________________

1. Selecione a opção que completa corretamente cada um dos itens.

1.1. Em “Ele sabe muito bem o que quer.”, a palavra sublinhada é


(A) um pronome pessoal.
(B) um pronome demonstrativo.
(C) um determinante artigo definido.
(D) um quantificador.

1.2. Na frase “Creio que ela estava perturbada.”, o elemento sublinhado é


(A) uma conjunção subordinativa completiva.
(B) um pronome relativo.
(C) um pronome interrogativo.
(D) uma conjunção subordinativa causal.

1.3. Na frase “Apesar da chuva, eles vão sair.”, o segmento sublinhado corresponde a
(A) um advérbio de tempo.
(B) uma locução subordinativa causal.
(C) uma locução subordinativa temporal.
(D) uma locução subordinativa concessiva.

1.4. Em “A tua irmã saiu apressadamente.”, os termos sublinhados são, respetivamente,


(A) um pronome possessivo e um advérbio de frase.
(B) um determinante possessivo e um advérbio de modo.
(C) um quantificador relativo e um adjetivo qualificativo.
(D) um quantificador relativo e um advérbio conectivo.

1.5. Na frase “Primeiro chegaram as crianças, seguidamente os pais e finalmente os animadores.”,


os vocábulos sublinhados classificam-se como
(A) adjetivos numerais.
(B) advérbios conectivos.
(C) advérbios de frase.
(D) advérbios de predicado.

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4. FICHAS DE GRAMÁTICA

4. FUNÇÕES SINTÁTICAS
Nome: _______________________________________________________________ N.O: _____________ Turma: _____________ Data: ___________________

1. Identifique as funções sintáticas dos constituintes sublinhados nas frases seguintes.


a. A linguagem do “Sermão de Santo António” é difícil de perceber.
b. Vieira levou os seus sermões até ao Brasil.
c. A ação do orador Vieira foi criticada pelos colonos.
d. Vieira leu alguns dos seus sermões a D. Pedro IV.
e. Padre António Vieira publicou o seu último sermão na cidade de Pernambuco.
f. A diferença entre Os Maias e A ilustre casa de Ramires é enorme.
g. O livro com a poesia completa de Antero custou 15 euros.
h. Os alunos acharam alguns poemas de Antero depressivos.
i. Os resultados escolares causaram polémica.
j. Encontrei o aluno sozinho na sala.

2. Faça corresponder o constituinte sublinhado em cada uma das frases da coluna A à sua correta
função sintática, na coluna B.

Coluna A Coluna B

[A] O desejo do meu pai concretizou-se. [1] Sujeito

[B] As diligências dos advogados foram inglórias. [2] Complemento direto

[C] A mãe da Maria considerava a filha precoce. [3] Complemento indireto

[D] A jovem foi abordada por um elemento do clero. [4] Complemento oblíquo

[E] A diretora de turma deu um novo teste ao Luís. [5] Predicativo do sujeito

[F] O professor ficou contente com a atitude do Pedro. [6] Predicativo do complemento
direto
[G] O funcionário abanou a cabeça em sinal de desagrado.
[7] Complemento agente da passiva
[H] Ninguém libertou o pássaro da gaiola.
[8] Complemento do adjetivo
[I] O meu pai optou pela proposta do primeiro vendedor.
[9] Complemento do nome
[J] O João é um homem sarcástico.
[10] Modificador do nome restritivo
[K] A obra de Garrett, lírica ou dramática, tem uma dimensão
romântica. [11] Modificador do nome apositivo

[A] − ___; [B] − ___; [C] − ___; [D] − ___; [E] − ___; [F] − ___;
[G] − ___; [H] − ___; [I] − ___; [J] − ___; [K] − ___.

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4. FICHAS DE GRAMÁTICA

5. FRASE COMPLEXA – SUBORDINAÇÃO


Nome: _______________________________________________________________ N.O: _____________ Turma: _____________ Data: ___________________

1. Associe cada frase da coluna A à sua correta constituição, na coluna B.

Coluna A Coluna B

[1] Oração subordinante + oração subordinada


[A] Era bom que os alunos estudassem.
substantiva completiva + oração subordinada
adjetiva relativa restritiva
[B] Se adotarmos atitudes corretas,
protegeremos o planeta. [2] Oração subordinante + oração subordinada
substantiva completiva
[C] Foram reclassificados os testes que
apresentavam desvios significativos.
[3] Oração subordinada causal +
+ oração subordinante
[D] Embora haja inúmeros desempregados,
[4] Oração subordinante + oração subordinada
não existem postos de trabalho para todos.
adjetiva relativa restritiva + oração subordinada
[E] Como adoro música clássica, vou ao substantiva completiva + oração subordinada
espetáculo da Casa da Música. adverbial condicional

[5] Oração subordinada adverbial temporal +


[F] Mal a campainha soou, os alunos entraram. + oração subordinante

[6] Oração subordinante + oração subordinada


[G] Os alunos não esclarecem as dúvidas, ainda
adverbial temporal
que estas sejam muitas.
[7] Oração subordinada adverbial causal +
[H] Eles estão tão preocupados que decidiram + oração subordinante
reclamar.
[8] Oração subordinante + oração subordinada
[I] O professor que os acompanhou na visita de adjetiva relativa restritiva
estudo reforçou que, caso prestassem atenção
ao guia, compreenderiam melhor o romance. [9] Oração subordinante + oração subordinada
consecutiva
[J] Atendendo a que não gosto de ler, vi o filme. [10] Oração subordinante + oração subordinada
concessiva
[K] A leitura do romance foi tão demorada que
[11] Oração subordinante + oração subordinada
não fixei o conteúdo.
substantiva relativa
[L] Eles ouviram quem os alertava para [12] Oração subordinante + oração subordinada
os perigos.
adverbial consecutiva
[M] Entraram numa discussão saudável logo [13] Oração subordinada adverbial condicional +
que terminou a peça. + oração subordinante

[N] Os professores afirmam que os alunos que [14] Oração subordinada adverbial concessiva +
lerem as obras ficam melhor preparados. + oração subordinante

[A] − ___; [B] − ___; [C] − ___; [D] − ___; [E] − ___; [F] − ___;[G] − ___;
[H] − ___; [I] − ___; [J] − ___; [K] − ___; [L] − ___; [M] − ___; [N] − ___.

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6. COORDENAÇÃO E SUBORDINAÇÃO – IDENTIFICAÇÃO E CLASSIFICAÇÃO DE ORAÇÕES


Nome: _______________________________________________________________ N.O: _____________ Turma: _____________ Data: ___________________

1. Estabeleça a correspondência entre cada uma das orações sublinhadas na coluna A e a sua
correta classificação, na coluna B.

Coluna A Coluna B

[1] Oração coordenada


[A] O texto garrettiano que mais apreciei foi Frei Luís de Sousa.
adversativa

[B] Garrett perguntava se o papel do escritor era o silêncio. [2] Oração subordinada
substantiva relativa
[C] Quem lê atentamente Antero de Quental percebe [3] Oração subordinada
a sua angústia existencial. substantiva completiva

[D] Eça de Queirós foi tão crítico que chocou mentalidades. [4] Oração subordinada adjetiva
relativa restritiva e oração
coordenada disjuntiva
[E] Ainda que muitos criticassem Cesário, Pessoa considerou-o
um mestre. [5] Oração coordenada conclusiva
[6] Oração subordinada adjetiva
[F] Cesário inovou mas foi incompreendido na sua época. relativa restritiva

[7] Oração subordinada adverbial


[G] Cesário percorria os locais onde vivia ou viveu. concessiva

[8] Oração subordinada adverbial


[H] Cesário morreu jovem, logo não assistiu ao seu reconhecimento.
consecutiva

[A] − ___; [B] − ___; [C] − ___; [D] − ___;

[E] − ___; [F] − ___; [G] − ___; [H] − ___.

2. Transforme as frases simples em frases complexas, recorrendo a conjunções ou locuções


conjuncionais coordenativas com o valor lógico indicado entre parênteses.

a. Julgo que Cesário era pouco reconhecido. Poucos literatos privavam com ele. (Explicativa)

b. Alguns escritores contemporâneos de Antero consideravam-no um revolucionário. Outros reco-


nheciam já o seu talento. (Adversativa)

3. Classifique as orações sublinhadas e a conjunção destacada a negrito que as introduz.


a. Pessoa afirmou que admirava Antero de Quental, Cesário Verde e Camilo Pessanha.
b. Este é o poema de Cesário que mais críticas suscitou.
c. Cesário optou pelo campo para cuidar da sua saúde.
d. Antero ficou tão irritado com Castilho que o desafiou para um duelo.
e. Este texto, que todos os estudantes de Coimbra leram, deu azo a inúmeras especulações.

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7. COORDENAÇÃO E SUBORDINAÇÃO – ORAÇÕES E FUNÇÕES SINTÁTICAS


Nome: _______________________________________________________________ N.O: _____________ Turma: _____________ Data: ___________________

1. Selecione a opção que completa corretamente cada um dos itens.

1.1. A oração sublinhada em “Eles ficaram interessados na casa, mas o banco recusou-lhes o em-
préstimo.” classifica-se como
(A) coordenada disjuntiva. (C) coordenada copulativa.
(B) coordenada copulativa assindética. (D) coordenada adversativa.

1.2. A oração sublinhada em “Os estudantes que entraram na Universidade festejaram com a família.”
classifica-se como
(A) subordinada substantiva completiva.
(B) subordinada adjetiva relativa restritiva.
(C) subordinada relativa adjetiva explicativa.
(D) subordinada substantiva relativa.

1.3. O segmento sublinhado em “Choveu tanto que a garagem inundou.” corresponde a uma oração
(A) subordinada adverbial consecutiva.
(B) subordinada substantiva completiva.
(C) subordinada adverbial causal.
(D) subordinada adjetiva relativa restritiva.

1.4. A oração sublinhada em “Creio que o estudo compensa.” classifica-se como


(A) subordinante.
(B) subordinada adverbial consecutiva.
(C) subordinada substantiva completiva.
(D) subordinada substantiva relativa.

1.5. A oração sublinhada em “Eles estavam certamente inseguros pois tremiam imenso.” é
(A) coordenada conclusiva. (C) subordinada adverbial causal.
(B) subordinada adverbial consecutiva. (D) coordenada explicativa.

1.6. O segmento sublinhado em “Tanto vejo televisão como estudo.” é uma oração
(A) subordinada adverbial comparativa. (C) subordinada adverbial concessiva.
(B) subordinada adverbial causal. (D) subordinada adverbial consecutiva.

1.7. A oração sublinhada em “Vemos o filme enquanto as crianças brincam.” classifica-se como
(A) subordinada adverbial causal. (C) subordinada adverbial concessiva.
(B) subordinada adverbial temporal. (D) subordinada adverbial consecutiva.

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2. Faça corresponder a cada oração sublinhada nas frases da coluna A a sua correta classifica-
ção, na coluna B.

Coluna A Coluna B

[A] Li Frei Luís de Sousa mas também li Os Maias. [1] Oração coordenada copulativa
[B] Os alunos ficaram em silêncio logo que a peça
começou.
[2] Oração coordenada explicativa

[C] O ator deve estar doente pois mal se ouvia. [3] Oração coordenada adversativa
[D] Caso entendam esta peça, perceberão todas as outras. [4] Oração subordinada substantiva
[E] Exigiram que se fizesse silêncio durante completiva
a representação. [5] Oração subordinada substantiva
[F] Leram o texto como se o estivessem a declamar. relativa

[G] Disseram-nos para estarmos atentos. [6] Oração subordinada adjetiva relativa
restritiva
[H] Para me concentrar, mudei de lugar.
[7] Oração subordinada adjetiva relativa
[I] Só perceberá a obra quem a ler. explicativa
[J] A obra onde se critica o adultério foi a mais apreciada. [8] Oração subordinada adverbial
[K] Vi os atores no palco, que estava ainda às escuras. temporal

[L] Sei alguma coisa sobre Eça de Queirós, mas não falarei [9] Oração subordinada adverbial final
dele na exposição oral.
[10] Oração subordinada adverbial
[M] Aquele ator falava de tal modo que captava a atenção concessiva
do público.
[11] Oração subordinada adverbial
[N] Ainda que tenhas dificuldade na interpretação, consecutiva
não deves desistir.
[12] Oração subordinada adverbial
[O] Sentaram-se na primeira fila dado que ouviam mal. condicional

[P] Sempre que ouviam Dâmaso Salcede, desatavam a rir. [13] Oração subordinada adverbial causal
[Q] O ator que veio à frente simulou um ataque cardíaco.
[14] Oração subordinada adverbial
[R] Vou terminar a leitura que estou cansada. comparativa

[A] − ___; [B] − ___; [C] − ___; [D] − ___; [E] − ___;
[F] − ___;[G] − ___; [H] − ___; [I] − ___;
[J] − ___; [K] − ___; [L] − ___; [M] − ___;
[N] − ___; [O] − ___; [P] − ___; [Q] − ___; [R] − ___.

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4. FICHAS DE GRAMÁTICA

3. Divida e classifique as orações nas frases seguintes.


a. Na vida, deparamo-nos com vários obstáculos, mas não podemos desistir.
b. Logo que os alunos se sentaram, o professor deu início à aula.
c. A professora sistematizou os conteúdos para que os alunos pudessem estudar mais facilmente.
d. Ela considerou que o teste devia ser adiado.
e. Entrei em casa e liguei imediatamente o computador.
f. Ele estudou tanto que conseguiu a nota desejada.
g. A professora pediu-me para abrir a porta da sala 8.
h. Gosto muito de peixe, ainda que prefira a carne.
i. Embora tenha dificuldades, ele nunca desiste.
j. Os animais que estão em vias de extinção têm de ser protegidos.
k. Quando cheguei à escola, que ainda estava fechada, encontrei dois alunos.
l. Eles escolheram quem os apoiou.

4. Considere as frases a seguir apresentadas.


a. Santo António louvava a Deus ainda que criticasse os homens.
b. Vieira ordenou aos colonos que parassem com a exploração dos índios.
c. É provável que os colonos andassem aflitos com as críticas de Vieira.
d. Antero perguntou aos companheiros como correra a sessão no Casino Lisbonense.
e. Alguns alunos perguntaram quem escrevera esse poema.
f. Este jovem ofereceu à colega o livro que os pais lhe tinham dado.
g. Os Maias têm muitos exemplares na biblioteca para que todos os alunos os possam ler.

4.1. Identifique e classifique a oração subordinada presente em cada uma das frases.

4.2. Registe a função sintática desempenhada pelos elementos sublinhados em cada frase.

5. Leia as frases que se seguem.


a. Os colonos que criticavam as pregações de Vieira quiseram expulsá-lo do Brasil.
b. Os professores pediram para lermos os poemas expressivamente.

5.1. Classifique a oração subordinada sublinhada em cada frase.

5.2. Indique a função sintática desempenhada por cada uma dessas orações subordinadas.

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4. FICHAS DE GRAMÁTICA

8. COESÃO E COERÊNCIA
Nome: _______________________________________________________________ N.O: _____________ Turma: _____________ Data: ___________________

1. Una as frases de cada alínea, construindo frases complexas pelo recurso à subordinação.

a. (1) A chuva é necessária em todas as regiões do planeta.


(2) A maioria das pessoas não tem consciência disso.
(3) A chuva é fonte de vida.
b. (1) As pessoas reconhecem o valor da chuva e do sol para a agricultura.
(2) A atividade comercial depende, antes de mais, dos recursos naturais.
c. (1) O planeta Terra é essencial à vida humana.
(2) Muitos não preservam o planeta Terra.
(3) Extraímos os nossos alimentos do planeta Terra.
d. (1) Na cidade, as pessoas esquecem que a harmonia do planeta depende do equilíbrio entre
os dias de sol e os dias de chuva.
(2) Na cidade já não se tem noção da origem dos alimentos.

2. Detete o uso indevido do relativo e reescreva o segmento textual, corrigindo-o.

As comemorações do centenário do Orfeu decorreram na reitoria da Universidade do Porto,


cidade cuja eu nasci, e duraram quatro semanas. As atividades que abrilhantaram os festejos
realizaram-se na sala magna, onde se assistiu à primeira conferência em que deu início às festi-
vidades. O ponto alto das solenidades foi o momento onde o cineasta falou do filme cujo retrata
a vida do grupo de intelectuais fundadores da revista.

3. Leia os seguintes segmentos textuais, retirados da revista Saúde & Lar (novembro 2015, p. 24),
e que se apresentam de forma desordenada.
(A) Mas é sempre positivo tentar calçar os sapatos da outra parte com a qual temos de conviver.
(B) Assim, quando reivindicares o teu merecido direito à liberdade, não te esqueças de que os
adultos sacrificaram mais do que uma vez esse mesmo direito para satisfazer as tuas neces-
sidades, ou simplesmente os teus gostos.
(C) Além disso, o teu intenso sentido de justiça não vai permitir que esqueças que a todo o direito
corresponde um dever.
(D) É normal que a tua energia juvenil te leve a pensar que necessitas de, e mereces, uma maior
independência; mas ao mesmo tempo – a sinceridade acima de tudo – dás-te conta de que te
faz falta o apoio dos teus pais e professores.
(E) Os jovens têm dificuldade em compreender algumas das atitudes dos adultos. E é lógico que
assim seja, porque às diferenças de idade juntam-se as provocadas pelas profundas modifica-
ções culturais e sociais com que temos de conviver.

3.1. Ordene-os de modo a obter uma sequência coesa e coerente.

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4. FICHAS DE GRAMÁTICA

4. Leia com atenção o excerto textual apresentado e selecione, seguidamente, a opção que com-
pleta corretamente cada um dos itens, procurando identificar o mecanismo de coesão presente
em cada enunciado.

[...] Frei Luís de Sousa é uma peça fantomática em volta de dois fantasmas, um sendo a alego-
ria do outro, D. João a de Portugal que ele leva no nome. Um só personagem tem os pés no presente
por tê-los no futuro, mas os restantes fantasmas acabam por convertê-lo em Frei Luís de Sousa,
em cronista encerrado entre os quatro muros, entregue à evocação desse mesmo passado que o
devorou vivo. É o duplo de Garrett que por sua vez escreverá o Frei Luís de Sousa para mostrar
como também ele não tem presente ou só o tem sob a forma dessa escrita através da qual o pre-
sente – todos os presentes – manifesta a sua intrínseca e irremível irrealidade.
Eduardo Lourenço, in www.tnsj.pt/2001/minisite20/autor_cntframe.htm
(consultado em junho de 2017)

4.1. Em “[...] em volta de dois fantasmas, [...] mas os restantes fantasmas [...]” (ll. 1-3) está presente,
através dos elementos sublinhados, a coesão
(A) lexical por reiteração.
(B) lexical por substituição (sinonímia).
(C) gramatical frásica.
(D) gramatical interfrásica.

4.2. As palavras sublinhadas na passagem “Um só personagem tem os pés no presente [...] à evo-
cação desse mesmo passado [...]” (ll. 2-4) ilustram a coesão
(A) lexical por reiteração.
(B) lexical por substituição (antonímia).
(C) gramatical temporal.
(D) gramatical referencial (por anáfora).

4.3. O elemento sublinhado em “[...] por tê-los no futuro, [...]” (l. 3) assegura a coesão
(A) lexical por reiteração.
(B) lexical por substituição (hiperonímia/hiponímia).
(C) gramatical frásica.
(D) gramatical referencial (por anáfora).

4.4. A palavra sublinhada na passagem “[...] mas os restantes fantasmas acabam por convertê-lo
[...]” (l. 3) ilustra a coesão
(A) lexical por reiteração.
(B) lexical por substituição (antonímia).
(C) gramatical interfrásica.
(D) gramatical referencial (por anáfora).

4.5. Na passagem “[...] acabam por convertê-lo em Frei Luís de Sousa, [...] É o duplo de Garrett [...]”
(ll. 3-5) os elementos sublinhados evidenciam a coesão

(A) lexical por substituição (sinonímia). (C) gramatical frásica.


(B) lexical por substituição (antonímia). (D) gramatical temporal.
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4. FICHAS DE GRAMÁTICA

9. DÊIXIS PESSOAL, TEMPORAL E ESPACIAL


Nome: _______________________________________________________________ N.O: _____________ Turma: _____________ Data: ___________________

Leia o seguinte texto.

Uma mulher fantástica


Ela perguntou como ele reagiria se um dia uma tia hipotética dela viesse hospedar-se com eles.
Ele respondeu:
– E desde quando a sua tia solteira de Surupinga se chama Hipotética? Eu sei que ela se chama
Amanda. Você vive falando nela.
5 – Está bem. A tia não é hipotética. É a tia Amanda.
– A visita dela é hipotética.
– Também não.
– Eu sou hipotético.
– Não. Você é um homem compreensivo, que receberá a tia Amanda como se ela fosse a sua tia
10 também. Porque você sabe como eu gosto dela.
– Você não gosta da sua tia Amanda. Você adora a sua tia Amanda. A tia Amanda é seu ídolo.
– Eu sempre a achei um exemplo de mulher moderna, ativa, independente...
– Que nunca saiu de Surupinga.
– Como não? A tia Amanda mora em Surupinga mas conhece o mundo todo! Já fez até curso de
15 respiração cósmica na Índia.
– Respiração cósmica?
– Você aprende a respirar no ritmo do Universo, muito mais lento e profundo do que o ritmo da
Terra.
[…] Ela volta sempre para Surupinga porque cuida dos negócios da família. A tia Amanda também
20 é uma executiva de sucesso. É uma mulher fantástica.
– E quando seria essa visita hipotética da tia Amanda?
Ouvem a campainha da porta.
– Deve ser ela agora!
– Espera. E onde a tia Amanda vai dormir?
25 – Aqui, no sofá.
– No sofá? Não vai ser desconfortável, para uma senhora?
– E quem disse que ela é uma senhora? Tia Amanda não é uma senhora. É uma moça. Linda.
Elegante. Fantástica.
– Titia!
30 – Celinha! Querida!
– Entre!
– Preciso de um homem para carregar esta mala.
– Por sorte, eu tenho um em casa.
Tia Amanda examina-o dos pés à cabeça.
35 – Mmm. Então esse é o famoso... como é mesmo o nome?
– Reinaldo.
Quem diz o nome é a Celinha, porque Reinaldo está paralisado. Fascinado. Embasbacado. Final-
mente, consegue falar.
– E essa é a famanda tia Amosa. Ahn, a famosa tia Amanda.
40 – E você, titia? Arrasando corações, como sempre?

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4. FICHAS DE GRAMÁTICA

– Você sabe o que eu penso dos homens, Celinha. Homem só serve para abrir pote e segurar
porta.
Ela dá conta da presença de Reinaldo e acrescenta:
– Desculpe, Roberto. E para carregar mala. […]
45 Mais tarde, Reinaldo e Celinha no quarto: […]
– Você disse que ela era fantástica mas esqueceu um detalhe.
– Qual?
– Ela, além de fantástica, é... fantástica!
– Vocês conversaram bastante enquanto eu fazia o jantar...
50 – Conversamos. Combinamos que ela vai dar-me aulas de respiração cósmica.
Celinha ficou pensativa, antes de dizer:
– Não sei se vai ter tempo...
– Por quê?
– Ela vai embora amanhã de manhã.
55 – Já? Por quê?
– Os negócios em Surupinga. Estão exigindo a presença dela.
– Ela disse-lhe?
– Não. Ela ainda não sabe.
Celinha chegara à conclusão de que as pessoas às vezes podem ser fantásticas demais.
Luís Fernando Veríssimo, Mais comédias para ler na escola,
in www.portaldocriador.org (consultado em novembro de 2015).

1. Transcreva do texto dois exemplos para cada um dos deíticos abaixo indicados.
a. Tempo.
b. Pessoa.
c. Espaço.

2. Identifique os referentes dos deíticos:


a. “agora” (l. 23).
b. “Aqui” (l. 25).

3. Indique o valor espacial do determinante demonstrativo “esta” (l. 32).

4. Selecione o valor temporal do advérbio “amanhã” (l. 54).


(A) Anterioridade.
(B) Simultaneidade.
(C) Posterioridade.

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5.
QUESTÕES
DE AULA

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5. QUESTÕES DE AULA

QUESTÃO DE AULA – “SERMÃO DE SANTO ANTÓNIO”, DE P.e ANTÓNIO VIEIRA


1. Nome: _______________________________________________________________ N.O: _____________ Turma: _____________ Data: ___________________

1. Associe cada um dos elementos da coluna A ao segmento que na coluna B completa adequa-
damente o seu sentido, convocando conhecimentos sobre o “Sermão de Santo António”.
[5 itens x 16 pontos = 80 pontos]

Coluna A Coluna B

[1] pretendeu louvar e repreender.


[A] As repreensões
[2] tem uma dimensão alegórica.
[3] ganham um relevo maior do que os louvores.
[B] A ação do orador português
[4] equivalem à Introdução e à Peroração.
[5] apresentou o seu único texto argumentativo.
[C] Com o “Sermão de Santo António”,
o padre António Vieira [6] foi determinante na defesa da liberdade dos índios.
[7] integram a Peroração.
[D] O “Sermão de Santo António” [8] privilegia o ornato estilístico, servindo-se em particular da
metáfora como processo retórico.

[9] correspondem ao desenvolvimento do texto argumentativo.


[E] A Exposição e a Confirmação
[10] limitou-se à crítica dos jesuítas maus pregadores.

[A] − ___; [B] − ___; [C] − ___; [D] − ___; [E] − ___.

2. Classifique cada uma das afirmações acerca do “Sermão de Santo António” como verdadeira
(V) ou falsa (F). [12 itens x 10 pontos = 120 pontos]

a. O “Sermão de Santo António” foi proferido em São Luís do Maranhão.


b. Este sermão está dividido em cinco capítulos.
c. O “Sermão de Santo António” enaltece os peixes por serem superiores aos homens na inte-
ligência e na compreensão das suas palavras.
d. O orador serve-se de um conceito predicável para construir o seu sermão.
e. O Exórdio termina com a invocação a Santo António.
f. Na Exposição e na Confirmação surgem os louvores e as repreensões aos índios brasileiros.
g. Os louvores são endereçados ao peixe de Tobias, à Rémora, ao Torpedo e ao Quatro-olhos.
h. As repreensões salientam vícios ou defeitos como a ignorância, a cegueira, a vaidade e a
hipocrisia.
i. Os peixes repreendidos são o Tubarão, a Baleia, o Espadarte e o Polvo.
j. Na Peroração, a comparação deixa de ser feita com os homens e passa a ser feita com
o próprio orador.
k. O orador português é considerado o primeiro defensor dos direitos humanos.
l. Vieira foi um orador que marcou uma época no âmbito da eloquência sagrada.

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5. QUESTÕES DE AULA

2. QUESTÃO DE AULA – FREI LUÍS DE SOUSA, DE ALMEIDA GARRETT


Nome: _______________________________________________________________ N.O: _____________ Turma: _____________ Data: ___________________

1. Associe cada um dos tópicos de conteúdo relativos a Frei Luís de Sousa, listados na coluna A,
às situações que o exemplificam, na coluna B.
[6 itens x 10 pontos = 60 pontos]

Coluna A Coluna B

[1] O velho aio hesita entre a fidelidade ao passado e o apego


[A] Dimensão patriótica e sua
ao presente.
expressão simbólica.
[2] O texto apresenta divisão em atos e cenas.

[B] Dimensão trágica. [3] O gesto corajoso do marido de D. Madalena de Vilhena


ao incendiar a sua casa.

[4] D. Sebastião é o rei admirado por Maria.


[C] Sebastianismo: história e ficção.
[5] Celebração da força e da resistência dos portugueses.
[6] O assunto é nacional e está impregnado de messianismo.
[D] Recorte das personagens
principais.
[7] O afunilamento do espaço e a concentração temporal
indiciam a tragicidade da ação.

[8] A crença no regresso de D. Sebastião é alimentada por


[E] Estrutura do texto dramático. Maria e Telmo Pais.

[9] A perda do retrato anuncia a destruição familiar.


[F] Características do drama
[10] Figura fantasmática e trágica que precipita a catástrofe
romântico.
familiar.

[A] − ___; [B] − ___; [C] − ___; [D] − ___; [E] − ___; [F] − ___.

2. Selecione a opção que completa corretamente cada um dos itens relativos a Frei Luís de Sousa.
[7 itens x 20 pontos = 140 pontos]

2.1. As duas primeiras cenas do ato I


(A) constituem o momento de apresentação dos protagonistas.
(B) dão conta das circunstâncias do desaparecimento de D. Sebastião.
(C) mostram a evolução do conflito vivido no seio da família.
(D) fazem a apresentação do conflito e dos seus antecedentes.

2.2. As personagens principais são as que


(A) vivem diretamente o conflito e sofrem com ele.
(B) constituem o núcleo que afronta a família.
(C) causam os desacatos que levam à tragédia familiar.
(D) têm o mesmo tipo de comportamento ao longo da ação.

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5. QUESTÕES DE AULA

2.3. As figuras femininas em Frei Luís de Sousa


(A) estão reduzidas a uma geração.
(B) são irrelevantes neste drama.
(C) ganham especial relevo nesta obra.
(D) pertencem a dois estratos sociais.

2.4. D. Madalena e Maria de Noronha têm a uni-las


(A) os laços de sangue e o instinto fatal.
(B) a crença sebastianista na vinda de D. João de Portugal.
(C) o mesmo conflito: nenhuma delas acredita na sua felicidade.
(D) a doença que as impede de viver a felicidade do presente.

2.5. Pode considerar-se que Frei Jorge


(A) cumpre a função do coro da tragédia clássica.
(B) vai acompanhando o evoluir da crise familiar.
(C) agudiza a situação da família, lembrando o pecado em que vive.
(D) assume exclusivamente o papel de confessor da família.

2.6. Telmo Pais é o fiel servidor que


(A) condena Manuel de Sousa por este ter casado com D. Madalena.
(B) acredita que o seu primeiro amo teria morrido na batalha de Alcácer Quibir.
(C) vive um enorme conflito interior ao sentir-se dividido entre dois amos.
(D) cumpre todas as ordens que D. Madalena lhe dá relativamente a Maria.

2.7. A catástrofe ocorre


(A) aquando da decisão dos pais de Maria ingressarem na vida conventual.
(B) com a morte física de Maria e a tomada de hábito dos seus progenitores.
(C) quando Frei Jorge propõe aos pais de Maria o ingresso num convento.
(D) com a chegada do Romeiro trazendo notícias de D. João de Portugal.

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5. QUESTÕES DE AULA

3. QUESTÃO DE AULA – AMOR DE PERDIÇÃO, DE CAMILO CASTELO BRANCO


Nome: _______________________________________________________________ N.O: _____________ Turma: _____________ Data: ___________________

1. Classifique cada uma das afirmações acerca da obra e do autor como verdadeira (V) ou falsa (F).
[15 itens x 4 pontos = 60 pontos]

a. O autor de Amor de perdição, à semelhança do protagonista da sua obra-prima, teve uma vida
conturbada.
b. Na base da prisão de Camilo Castelo Branco está a apropriação indevida de um romance de
Ana Plácido.
c. O êxito de Amor de perdição deveu-se à grandeza trágica da história e ao sentimentalismo
exacerbado.
d. A sugestão biográfica prende-se com o facto de o romance camiliano se ter baseado na his-
tória de amor de um tio do autor.
e. As razões que levaram à prisão de Camilo são muito diferentes das que conduziram o seu tio
Simão Botelho ao cárcere.
f. A ação do romance camiliano é reveladora da tolerância da sociedade da época face ao poder
do amor.
g. Ao escrever o seu romance, Camilo tinha a intenção de suscitar a compaixão para a sua
situação amorosa.
h. A transformação que se verificou no protagonista do romance deveu-se à sua maturidade.
i. O amor de Simão e Teresa vai agravar a oposição dos progenitores de ambos.
j. A submissão dos protagonistas de Amor de perdição está na base do enredo deste romance
camiliano.
k. Amor de perdição representa a denúncia de uma sociedade repressiva.
l. As denúncias sociais veiculadas no romance são os casamentos por conveniência e o auto-
ritarismo paterno.
m. O convento representa, no romance, a forma de apaziguar a paixão.
n. A classe social de Mariana não a impede de exprimir o seu amor por Simão.
o. A filha do ferrador autorreprime-se e isso leva-a ao suicídio.

1.1. Corrija as afirmações que classificou como falsas. [35 pontos]

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5. QUESTÕES DE AULA

2. Associe cada um dos tópicos de conteúdo relativos a Amor de perdição, listados na coluna A,
aos segmentos textuais da obra que o exemplificam, na coluna B.
[5 itens x 11 pontos = 55 pontos]

Coluna A Coluna B

[1] “Folheando os livros de antigos assentamentos, no cartório das


cadeias da Relação do Porto, li, no das entradas dos presos desde
[A] O amor-paixão. 1803 a 1805, a folha 232 […]”

[2] “[…] filho de Domingos José Correia Botelho e de D. Rita Preciosa


Caldeirão Castelo Branco […]”

[3] “O leitor decerto se compungia; e a leitora, se lhe dissessem em


[B] A obra como crónica menos de uma linha a história daqueles dezoito anos, choraria!”
da mudança social.
[4] “Amou, perdeu-se, e morreu amando.”
[5] “Assim eu lhe soubesse dizer o doloroso sobressalto que me
causaram aquelas linhas, de propósito procuradas, e lidas com
amargura e respeito e, ao mesmo tempo, ódio.”
[C] Relação entre
personagens. [6] “Parecia bonançoso o céu de Teresa. Seu pai não falava em claustro
nem em casamento. Baltasar Coutinho voltara ao seu solar de Castro
Daire.”

[7] “– Hás de casar! Quero que cases! Quero!… Quando não, amaldiçoada
serás para sempre, Teresa! Morrerás num convento!”
[D] Sugestão biográfica.
[8] “Considero-te perdida, Teresa. O sol de amanhã pode ser que eu
o não veja. Tudo, em volta de mim, tem uma cor de morte.”

[9] “– Vossa senhoria! – disse o meirinho, espantado; e, aproximando-se,


acrescentou a meia voz: – Venha, que eu deixo-o fugir.”

[E] Linguagem e estilo. [10] “É já o meu espírito que te fala, Simão. A tua amiga morreu. A tua
pobre Teresa, à hora em que leres esta carta, se me Deus não engana,
está em descanso.”

[A] − ___; [B] − ___; [C] − ___; [D] − ___; [E] − ___.

3. Selecione a opção que completa corretamente cada um dos itens relativos a Amor de perdição.
[10 itens x 5 pontos = 50 pontos]

3.1. Pode encontrar-se em Amor de perdição uma sugestão biográfica, dado que Camilo
(A) viveu situações semelhantes às do protagonista.
(B) se serviu da biografia do irmão, Simão Botelho.
(C) relata a biografia do protagonista do romance.
(D) tem um percurso de vida idêntico ao do seu primo.

3.2. Entre Simão e Teresa existe


(A) uma relação fria e interesseira. (C) um amor marcado por desavenças.
(B) um amor incondicional, sem limites. (D) um relacionamento calculista.

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5. QUESTÕES DE AULA

3.3. Tadeu de Albuquerque e Baltasar Coutinho representam


(A) as personagens adjuvantes ao relacionamento de Simão e Teresa.
(B) indivíduos cujo estatuto social lhes permite certas liberdades.
(C) a igualdade social, a razão e a justiça reinantes na época.
(D) as personagens oponentes à relação entre Simão e Teresa.

3.4. As decisões de Simão eram


(A) refutadas pela sua família. (C) incentivadas por Mariana.
(B) semelhantes às de João da Cruz. (D) criticadas por Teresa.

3.5. O protagonista do romance pode considerar-se uma personagem


(A) linear, mantendo a mesma conduta do princípio ao fim da ação.
(B) digna do respeito de toda a família, exemplificativa dos seus valores.
(C) modelada, dado passar por diferentes fases ao longo da ação.
(D) controversa e contrária aos ideais defendidos pelo autor.

3.6. O narrador de Amor de perdição


(A) adota sempre a focalização omnisciente.
(B) assume uma visão interna dos acontecimentos.
(C) não tece qualquer tipo de comentários.
(D) flutua entre diferentes tipos de focalização.

3.7. O amor-paixão é o sentimento


(A) que une Simão a Mariana.
(B) que Tadeu de Albuquerque nutre pela filha.
(C) espelhado na relação de Simão e Teresa.
(D) visível na atitude de Baltasar Coutinho.

3.8. Um dos aspetos característicos do herói romântico presencia-se


(A) no recurso ao suicídio. (C) na adoção do absolutismo.
(B) na defesa da honra. (D) na obediência às regras sociais.

3.9. A obra de Camilo


(A) veicula um elogio aos valores da época retratada.
(B) critica qualquer tipo de imposição.
(C) funciona como crónica social.
(D) constitui uma autobiografia do autor.

3.10. A linguagem utilizada na obra


(A) é uniforme e reveladora da erudição do autor.
(B) é reveladora do estatuto social das personagens.
(C) está em consonância com o estatuto social do autor.
(D) revela unicamente a preocupação com a literariedade.
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5. QUESTÕES DE AULA

4. QUESTÃO DE AULA – OS MAIAS, DE EÇA DE QUEIRÓS


Nome: _______________________________________________________________ N.O: _____________ Turma: _____________ Data: ___________________

1. Selecione a opção que completa corretamente cada um dos itens relativos a Os Maias.
[10 itens x 10 pontos = 100 pontos]

1.1. Santa Olávia é o espaço físico onde


(A) vive a família de Ega. (C) Pedro se refugia após a fuga de Maria.
(B) mora a família Silveira. (D) Carlos passa a sua infância e juventude.

1.2. A casa de Benfica, que pertencera à família Maia, corresponde


(A) a um espaço trágico, onde ocorreu o suicídio de Pedro.
(B) ao lugar que Pedro da Maia habitou com Maria Monforte.
(C) ao local onde Afonso morou na infância e na juventude.
(D) ao espaço que vai ser reabilitado por Carlos da Maia.

1.3. O Ramalhete era um palacete da família Maia que


(A) foi vendido quando Afonso da Maia morreu no seu jardim.
(B) esteve longo tempo desabitado mas foi, depois, reconstruído.
(C) surge apenas referido no início da obra por estar desabitado.
(D) foi abandonado por Afonso porque Pedro aí se suicidara.

1.4. Afonso da Maia teve uma juventude conturbada em virtude


(A) dos conflitos com a mãe e com o pai.
(B) de ter ideais monárquicos, opostos aos do pai.
(C) dos ideais liberais e revolucionários que defendia.
(D) do seu diletantismo e da sua desobediência para com o pai.

1.5. Os diferentes episódios relatados em Os Maias cumprem o objetivo de


(A) salientar a importância de Carlos na sociedade lisboeta.
(B) divulgar as atividades culturais típicas do século XIX.
(C) proporcionar ao leitor momentos cheios de humor.
(D) denunciar mentalidades, costumes e ideais tacanhos.

1.6. Carlos da Maia e Ega envolveram-se ambos em


(A) relações adúlteras. (C) disputas literárias.
(B) conflitos com os Cohen. (D) cenas de pancadaria.

1.7. A casa que Carlos comprou ao Craft para viver com Maria Eduarda, a Toca, tinha
(A) um jardim com uma estátua de S. João Batista.
(B) um quarto com uma decoração estridente e sensual.
(C) quadros soturnos e horripilantes espalhados por todo o lado.
(D) uma decoração que agradara imenso a Maria Eduarda.
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5. QUESTÕES DE AULA

1.8. A crítica à imprensa é exemplificada


(A) nos jornais Corneta do diabo e A tarde.
(B) na carta que Dâmaso escrevera e publicara.
(C) no bilhete que Maria Monforte deixara a Pedro.
(D) no artigo que Ega redige para o jornal O século.

1.9. A verdadeira identidade de Maria Eduarda é desvendada quando


(A) Castro Gomes procura Carlos e relata o seu passado com Maria Eduarda.
(B) Vilaça, depois das diligências em Paris, a revela a Afonso.
(C) o senhor Guimarães procura Ega com um cofrezinho.
(D) Carlos conversa com Alencar, que fora amigo da sua mãe.

1.10. Dez anos após o desenlace trágico, Carlos


(A) casa em Paris e regressa a Lisboa para se encontrar com Ega.
(B) regressa a Portugal e encontra-se com o Eusebiozinho.
(C) reencontra Maria Eduarda e esta diz-lhe que casara.
(D) passeia com Ega por Lisboa e constatam que nada mudara.

2. Associe cada um dos elementos da coluna A ao segmento que na coluna B completa adequada-
mente o seu sentido, convocando conhecimentos sobre Os Maias. [10 itens x 10 pontos = 100 pontos]

Coluna A Coluna B

[A] A geração de 70 [1] impera uma crítica de costumes mordaz.


[2] associa-se ao período de acalmia e de amor à vida que Afonso
[B] As Conferências do Casino
e Carlos viveram.

[C] O título Os Maias [3] visava a alteração da mentalidade e da cultura nacional.

[D] O subtítulo do romance [4] adquirem um forte valor simbólico.


queirosiano [5] levaram sempre uma vida recatada.
[E] Nos episódios da vida [6] correspondem a um projeto levado a cabo pelos jovens
romântica relatados da geração de 70.
[F] A representação do [7] envolveram-se em relações adúlteras.
sentimento amoroso
[8] sugere a existência de várias gerações de uma família.
[G] Os espaços em Os Maias
[9] é palco da ação central e local onde ocorre o convívio social.
[H] A quinta de Santa Olávia [10] assistiu ao desmoronar da família Maia.

[I] Lisboa, a capital cosmopolita, [11] remete para a representação de espaços sociais.
[12] decorreram na cidade de Coimbra.
[J] Maria Monforte, Ega, Carlos,
entre outros, [13] é visível nas relações amorosas de Pedro, Carlos da Maia e Ega.

[A] − ___; [B] − ___; [C] − ___; [D] − ___; [E] − ___;
[F] − ___; [G] − ___; [H] − ___; [I] − ___; [J] − ___.

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5. QUESTÕES DE AULA

5. QUESTÃO DE AULA – SONETOS COMPLETOS / CÂNTICOS DO REALISMO


Nome: _______________________________________________________________ N.O: _____________ Turma: _____________ Data: ___________________

1. Classifique cada uma das afirmações como verdadeira (V) ou falsa (F), considerando a produção
poética de Antero de Quental. [10 itens x 6 pontos = 60 pontos]

a. Antero de Quental foi um grande defensor dos hábitos mentais do povo português, preconi-
zando uma viragem na lírica portuguesa.
b. Na obra Sonetos, constata-se que Antero de Quental procura um sentido para a vida.
c. O pessimismo, a angústia existencial e a desilusão são temáticas ausentes da poesia ante-
riana.
d. A morte é encarada por Antero como o único caminho para a libertação do sofrimento.
e. Na poesia de Antero, as ideias surgem sob a forma de interrogação angustiada e não respondida.
f. O poema “O palácio da ventura” assenta a sua construção em duas comparações similares.
g. Em Antero surge a dimensão religiosa e metafísica, formulada num plano de profunda
inquietação.
h. A poesia de Antero apresenta duas faces: uma sombria e desesperada e outra mais aberta
à esperança.
i. Antero acaba por concluir que a luta pelos ideais valera a sua entrega e dedicação.
j. O suicídio de Antero pode ser interpretado como desistência da busca da Luz que procurou
sem nunca alcançar.

1.1. Corrija as afirmações que classificou como falsas. [40 pontos]

2. Selecione a opção que completa corretamente cada um dos itens relativos à poética de Cesário
Verde. [5 itens x 10 pontos = 50 pontos]

2.1. Um dos traços da poesia de Cesário Verde é


(A) a subjetividade devido ao caráter biográfico.
(B) a rutura com a lírica tradicional.
(C) o privilégio dado ao mundo rural.
(D) a expressão de sentimentos e emoções.

2.2. A poesia de Cesário Verde assume


(A) uma dimensão descritiva.
(B) um cariz simbólico-épico.
(C) uma vertente visualizante.
(D) uma dimensão cronológica.
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5. QUESTÕES DE AULA

2.3. Na poesia cesárica, o leitor


(A) é convidado a refletir sobre a realidade retratada.
(B) é chamado a ver e a recriar os espaços visualizados.
(C) é interpelado pelo sujeito poético para agir.
(D) limita-se a usar a visão para ler o que lhe é dado.

2.4. O poeta toma o real como base


(A) e retrata-o fiel e objetivamente.
(B) e evoca situações da sua infância.
(C) e faz a descrição de figuras humanas.
(D) mas interpreta-o e transforma-o.

2.5. O imaginário épico resulta


(A) das evocações/situações descritas em “O sentimento dum ocidental”.
(B) da viagem que o poeta faz pelas cidades que visita.
(C) da evocação das viagens marítimas da época quinhentista.
(D) da fuga ou evasão do cenário mórbido que presencia em Lisboa.

3. Associe cada um dos elementos da coluna A ao segmento que na coluna B completa adequa-
damente o seu sentido, convocando conhecimentos sobre a produção poética de Cesário Verde.
[5 itens x 10 pontos = 50 pontos]

Coluna A Coluna B

[A] Geograficamente, os [1] uma atração pelo quotidiano e o gosto pela deambulação
poemas de “O sentimento no mundo urbano.
dum ocidental” destacam
[2] um gesto transformador e o reconhecimento, no mundo,
[B] O sujeito lírico de de uma multiplicidade de coisas.
“O sentimento dum
[3] o gosto pelo lirismo puro e o recurso às emoções.
ocidental” assume
[4] um tom lírico e subjetivo, resultante da comoção sentida.
[C] À poesia cesárica preside [5] o espaço citadino como palco da deambulação do sujeito poético.
[6] a continuidade poética e estilística de tradição nacional.
[D] A transformação do real
[7] graças à imaginação transfiguradora e criativa.
ocorre
[8] sentimentos de raiva e de nostalgia por não ter vivido uma infância
[E] Cesário Verde revela, feliz.
na sua poesia, [9] a atitude de um observador que se deixa impressionar pelo observado.

[A] − ___; [B] − ___; [C] − ___; [D] − ___; [E] − ___.

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6.
TESTES DE
AVALIAÇÃO

Materiais disponíveis em formato editável em

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6. TESTES DE AVALIAÇÃO

MATRIZES DOS TESTES DE AVALIAÇÃO


TESTES DE AVALIAÇÃO N.OS 1, 2, 4, 5, 7, 8 — Testes de Unidade

Domínios e GRUPOS
Conteúdos
I II

EDUCAÇÃO LEITURA Cotação /


LITERÁRIA E GRAMÁTICA Pontos

Excerto da obra Conteúdos gramaticais


Tipologia lecionada lecionados
de itens

Resposta restrita 1. a 5. 100


(5 itens x 20 pontos)
Resposta curta
e/ou Escolha 10 itens x 10 pontos
ou 100
múltipla e/ou
Verdadeiro/Falso 20 itens x 5 pontos

COTAÇÃO 100 100 200

TESTES DE AVALIAÇÃO N.OS 3, 6, 9 — Testes Finais de Módulo

Domínios e GRUPOS
Conteúdos
I II III

EDUCAÇÃO LEITURA EXPRESSÃO


Cotação /
LITERÁRIA E GRAMÁTICA ESCRITA
Pontos
Itens A e B Conteúdos Géneros textuais
Excertos das obras gramaticais do Programa
Tipologia de cada uma das lecionados
de itens unidades do módulo

Escolha múltipla 1. a 7. 35
(7 itens x 5 pontos)

Resposta curta 8., 9. e 10. 15


(3 itens x 5 pontos)

Itens A e B
Resposta restrita 100
(5 itens x 20 pontos)

Tema e tipologia – 15
Estrutura e coesão – 10
Resposta extensa Léxico e adequação do 50
discurso – 5
Correção linguística – 20
(30 + 20 pontos)

COTAÇÃO 100 50 50 200

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6. TESTES DE AVALIAÇÃO

TESTE DE AVALIAÇÃO – “SERMÃO DE SANTO ANTÓNIO”, DE P.e ANTÓNIO VIEIRA


1. Nome: _______________________________________________________________ N.O: _____________ Turma: _____________ Data: ___________________

GRUPO I

Apresente as suas respostas de forma bem estruturada.

Leia com atenção o excerto do “Sermão de Santo António”.

Nesta viagem, de que fiz menção, e em todas as que passei a Linha Equinocial, vi debaixo dela o
que muitas vezes tinha visto, e notado nos homens, e me admirou que se houvesse estendido esta
ronha, e pegado também aos peixes. Pegadores se chamam estes, de que agora falo, e com gran-
de propriedade, porque sendo pequenos, não só se chegam a outros maiores, mas de tal sorte se
5 lhes pegam aos costados, que jamais os desferram. De alguns animais de menos força, e indústria
se conta que vão seguindo de longe aos Leões na caça, para se sustentarem do que a eles sobeja.
O mesmo fazem estes Pegadores, tão seguros ao perto, como aqueles ao longe; porque o peixe
grande não pode dobrar a cabeça, nem voltar a boca sobre os que traz às costas, e assim lhes sus-
tenta o peso, e mais a fome. Este modo de vida, mais astuto que generoso, se acaso se passou, e
10 pegou de um elemento a outro, sem dúvida que o aprenderam os peixes do alto depois que os nos-
sos Portugueses o navegaram; porque não parte Vizo-Rei ou Governador para as Conquistas, que
não vá rodeado de Pegadores, os quais se arrimam a ele, para que cá lhes matem a fome, de que lá
não tinham remédio. Os menos ignorantes, desenganados da experiência, despegam-se, e buscam
a vida por outra via; mas os que se deixam estar pegados à mercê, e fortuna dos maiores, vem-lhes
15 a suceder no fim o que aos Pegadores do mar.
[...] Eis aqui, peixezinhos ignorantes, e miseráveis, quão errado, e enganoso é este modo de vida,
que escolhestes. Tomai exemplo nos homens, pois eles o não tomam em vós, nem seguem, como
deveram, o de Santo António.
[...] Lá diz a Escritura daquela famosa árvore, em que era significado o grande Nabucodonosor,
20 que todas as aves do Céu descansavam sob os seus ramos, e todos os animais da terra se recolhiam
à sua sombra, e uns e outros se sustentavam de seus frutos: mas também diz que tanto que foi
cortada esta árvore as aves voaram, e os outros animais fugiram. Chegai-vos embora aos grandes;
mas não de tal maneira pegados, que vos mateis por eles, nem morrais com eles.
Padre António Vieira, “Sermão de Santo António”, in Obra completa (dir. José Eduardo Franco e Pedro Calafate),
tomo II, vol. X, Lisboa, Círculo de Leitores, 2014, pp. 157-159.

1. Explique o sentido alegórico da referência aos Pegadores.

2. Indique um argumento e um exemplo de que o orador se socorre para ilustrar o seu raciocínio.

3. Esclareça a importância da referência a Santo António, no final do segundo parágrafo.

4. Retire do texto um exemplo de adjetivação, explicitando a sua expressividade.

5. Explicite a dimensão crítica do excerto.

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6. TESTES DE AVALIAÇÃO

GRUPO II

Responda às questões. Na resposta aos itens de escolha múltipla, selecione a opção correta.

Leia atentamente o texto.

“A cultura é o capital europeu mais importante”

O músico catalão Jordi Savall, reconhecido globalmente como voz maior na divulgação da música
antiga, é a terceira figura distinguida pelo Prémio Europeu Helena Vaz da Silva. “É um prémio com
um grande valor porque vem de instituições europeias com uma grande sensibilidade para a cultura”,
comentou ao Expresso, referindo crer que “neste momento, a Europa tem de tomar a consciência de
5 que a sua cultura é talvez o nosso capital mais importante e o que está menos valorizado ao nível das
instituições europeias”. A cultura, continuou, “está fragmentada em cada um dos estados, e não há
uma política que a possa coordenar, por isso um prémio como este é importante porque nos ajuda a
tomar consciência do valor da cultura europeia”.
Esta visão de uma identidade cultural estabelecida através da música passa, de resto, pelas com-
10 posições que tem chamado aos mais de 200 discos que já lançou. [...]
Esta mesma ideia passará pelo programa que apresentará a 10 de outubro na Fundação Calouste
Gulbenkian, em Lisboa, dois dias depois da cerimónia em que receberá o prémio que agora o distingue.
Acompanhado pelo Hespèrion XXI (um dos vários grupos que fundou), apresentará um programa que
percorre obras e compositores europeus de 1500 a 1700. É um programa que apresenta a Europa
15 musical desde o Renascimento até ao primeiro Barroco, com músicas italianas, hispânicas, francesas,
alemãs, inglesas… [...]
A diversidade deste programa, que assinalará um novo encontro com uma plateia portuguesa,
caracteriza a essência de uma obra que não só cruza épocas como geografias. [...] Este ano, depois
de nos ter dado já a conhecer dois novos discos [...], prepara-se para lançar “Barroque splendor”, no
20 qual juntou uma multidão de cantores e instrumentistas para a gravação da “Missa Salisburgensis” de
Heinrich Ignaz Franz von Biber (1644-1704). [...] O disco, como os demais lançados por ele nos últimos
anos, é mais uma edição da Alia Vox. E depois? Com uma agenda de trabalho intensa nos palcos e um
ritmo firme no trabalho de preparação de novos programas, Jordi Savall revela ao Expresso que, para
a quadra do Natal, haverá um outro disco, com obras do tempo de El Greco.
Nuno Galopim, E, A Revista do Expresso, edição 2231, 1 de agosto de 2015.

1. Com a afirmação “reconhecido globalmente como voz maior na divulgação da música antiga”
(ll. 1-2),
o autor do texto defende que Jordi Savall
(A) é o maior músico que se dedica à música antiga.
(B) é reconhecido como o mais importante músico na divulgação da música antiga.
(C) é reconhecido em todo o mundo como a voz da música antiga.
(D) tem um papel irrelevante na divulgação da música antiga.

2. A cultura “está fragmentada em cada um dos estados” (l. 6) significa que


(A) cada estado europeu se preocupa apenas com a cultura do seu próprio país.
(B) os europeus não dão o devido valor à cultura.
(C) não existe propriamente uma cultura europeia.
(D) existem alguns mecanismos de coordenação de uma cultura europeia.
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6. TESTES DE AVALIAÇÃO

3. Da leitura do texto infere-se que Jordi Savall defende


(A) a existência de uma identidade cultural europeia concretizada através da música.
(B) a valorização crescente da cultura por parte dos governantes.
(C) que só a música poderá conferir uma identidade cultural à Europa.
(D) a inexistência de uma identidade cultural europeia.

4. O prémio europeu Helena Vaz da Silva tem um enorme valor porque


(A) permite a divulgação da música antiga.
(B) reconhece o valor dos músicos laureados.
(C) ajuda ao reconhecimento da cultura musical antiga.
(D) contribui para a consciencialização da importância da cultura europeia.

5. O constituinte sublinhado em “dois dias depois da cerimónia em que receberá o prémio que
agora o distingue” (l. 12) desempenha a função sintática de
(A) sujeito simples.
(B) complemento indireto.
(C) complemento direto.
(D) complemento oblíquo.

6. O segmento textual sublinhado na frase “A diversidade deste programa, que assinalará um


novo encontro com uma plateia portuguesa, caracteriza a essência de uma obra que não só
cruza épocas como geografias.” (ll. 17-18) é uma oração
(A) subordinada substantiva completiva.
(B) subordinada adjetiva relativa explicativa.
(C) subordinada adverbial consecutiva.
(D) subordinada adverbial causal.

7. Na oração “haverá um outro disco, com obras do tempo de El Greco.” (l. 24), o sujeito é
(A) simples.
(B) subentendido.
(C) indeterminado.
(D) composto.

8. Indique a função sintática desempenhada pela expressão sublinhada em “O músico cata-


lão Jordi Savall […] é a terceira figura distinguida pelo Prémio Europeu Helena Vaz da Silva.”
(ll. 1-2).

9. Identifique o referente do determinante possessivo sublinhado em “neste momento, a Europa


tem de tomar a consciência de que a sua cultura é talvez o nosso capital mais importante”
(ll. 4-5).

10. Classifique a oração subordinada presente no segmento “apresentará um programa que per-
corre obras e compositores europeus de 1500 a 1700.” (ll. 13-14).

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6. TESTES DE AVALIAÇÃO

2. TESTE DE AVALIAÇÃO – FREI LUÍS DE SOUSA, DE ALMEIDA GARRETT


Nome: _______________________________________________________________ N.O: _____________ Turma: _____________ Data: ___________________

GRUPO I

Apresente as suas respostas de forma bem estruturada.

Leia o excerto de Frei Luís de Sousa. Se necessário, consulte as notas.

CENA V
JORGE, MADALENA, MARIA

JORGE – Ora seja Deus nesta casa! (Maria beija-lhe o escapulário1 e depois a mão; Madalena, somen-
te o escapulário)

MADALENA – Sejais bem-vindo, meu irmão!


5 MARIA – Boas tardes, tio Jorge!

JORGE – Minha senhora mana! – A bênção de Deus te cubra, filha! – Também estou desassossegado
como vós, mana Madalena: mas não vos aflijais, espero que não há de ser nada. – É certo que
tive umas notícias de Lisboa...

MADALENA (assustada) – Pois que é, que foi?


10 JORGE – Nada, não vos assusteis; mas é bom que estejais prevenida, por isso vo-lo digo. Os governa-
dores querem sair da cidade... é um capricho verdadeiro... Depois de aturarem metidos ali dentro
toda a força da peste, agora que ela está, se pode dizer, acabada, que são raríssimos os casos,
é que por força querem mudar de ares2.

MADALENA – Pois coitados!


15 MARIA – Coitado do povo! – Que mais valem as vidas deles? Em pestes e desgraças assim, eu enten-
dia, se governasse, que o serviço de Deus e do rei me mandava ficar, até à última, onde a miséria
fosse mais e o perigo maior, para atender com remédio e amparo aos necessitados. – Pois, rei
não quer dizer pai comum de todos?

JORGE – A minha donzela Teodora3! – Assim é, filha; mas o mundo é doutro modo: que lhe faremos?
20 MARIA – Emendá-lo.

JORGE (para Madalena, baixo) – Sabeis que mais? Tenho medo desta criança.

MADALENA (do mesmo modo) – Também eu.

JORGE (alto) – Mas, enfim, resolveram sair: e sabereis mais que, para corte e “buen-retiro”4 dos nos-
sos cinco reis, os senhores governadores de Portugal por D. Filipe de Castela que Deus guarde,
25 foi escolhida esta nossa boa vila de Almada, que o deveu à fama de suas águas sadias, ares
lavados e graciosa vista.

MADALENA – Deixá-los vir.


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6. TESTES DE AVALIAÇÃO

JORGE – Assim é: que remédio! Mas ouvi o resto. O nosso pobre convento de S. Paulo tem de hospe-
dar o senhor Arcebispo D. Miguel de Castro, presidente do governo. – Bom prelado é ele; e, se
30 não fosse que nos tira do humilde sossego de nossa vida, por vir como senhor e príncipe secu-
lar... o mais, paciência. Pior é o vosso caso...

MADALENA – O meu!

JORGE – O vosso e de Manuel de Sousa: porque os outros quatro governadores – e aqui está o que
me mandaram dizer em muito segredo de Lisboa – dizem que querem vir para esta casa, e pôr
35 aqui aposentadoria5.

MARIA (com vivacidade) – Fechamos-lhes as portas. Metemos a nossa gente dentro – o terço de meu
pai tem mais de seiscentos homens – e defendemo-nos. Pois não é uma tirania?... – E há de ser
bonito!... Tomara eu ver seja o que for que se pareça com uma batalha!
Almeida Garrett, Frei Luís de Sousa (ato I, cena V), Porto, Edições Caixotim, 2004, pp. 78-80.

1
tira de pano que os frades e freiras de certas ordens trazem pendente sobre o peito; 2 a peste, que começara no fim de outubro de
1598, estava quase extinta em agosto de 1599; contudo, em outubro desse ano, voltaram a ouvir-se os rebates, não tendo parado nunca
até fevereiro de 1602; 3 segundo Rodrigues Lapa, a donzela Teodora representa um tipo de sabedoria feminina de elevada qualidade;
4
estância de recreio; 5 instalar-se, alojar-se.

1. Elabore o retrato de Frei Jorge.

2. Refira, por palavras suas, a notícia de que Frei Jorge é portador.

3. Descreva a reação das duas figuras femininas intervenientes.

4. Identifique os argumentos apresentados para a instalação dos governadores em Almada.

5. Indique dois elementos formais que tornam o discurso de Maria mais vivo, tendo em conta
a sua última fala.

GRUPO II

Responda às questões.

1. Tendo em conta a leitura global da obra Frei Luís de Sousa, classifique como verdadeira (V)
ou falsa (F) cada uma das afirmações seguintes.
a. Frei Luís de Sousa retrata a situação política portuguesa após a batalha de Alcácer Quibir.
b. D. Madalena é apresentada, ao longo da peça, como uma personagem com características român-
ticas.
c. No palácio de D. João, a sala está decorada com os retratos de D. Sebastião, D. João de Portugal
e Camões.
d. O Romeiro é uma personagem impiedosa que não se arrepende do sofrimento que provocou na
família de D. Madalena de Vilhena.
e. A morte de Maria em palco é uma das características da tragédia clássica.

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6. TESTES DE AVALIAÇÃO

2. Identifique as funções sintáticas desempenhadas pelos constituintes sublinhados nas frases


que se seguem.
a. “– Sejais bem-vindo, meu irmão!” (l. 4)
b. “– A bênção de Deus te cubra, filha!” (l. 6)

3. Classifique a oração subordinada presente na frase “– É certo que tive umas notícias de
Lisboa...” (ll. 7-8).

4. Indique o tempo e o modo em que se encontra a forma verbal “governasse” (l. 16).

5. Refira o antecedente do pronome pessoal que integra o vocábulo “Emendá-lo” (l. 20).

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6. TESTES DE AVALIAÇÃO

3. TESTE DE AVALIAÇÃO – “SERMÃO DE SANTO ANTÓNIO” / FREI LUÍS DE SOUSA


Nome: _______________________________________________________________ N.O: _____________ Turma: _____________ Data: ___________________

GRUPO I

Apresente as suas respostas de forma bem estruturada.

Leia com atenção o excerto do “Sermão de Santo António”.

Começando pois pelos vossos louvores, irmãos peixes, bem vos pudera eu dizer que entre todas
as criaturas viventes, e sensitivas, vós fostes as primeiras, que Deus criou. A vós criou primeiro que
as aves do ar, a vós primeiro que aos animais da terra, e a vós primeiro que ao mesmo homem. [...]
Vindo pois, irmãos, às vossas virtudes, que são as que só podem dar o verdadeiro louvor; a pri-
5 meira, que se me oferece aos olhos hoje, é aquela obediência, com que chamados acudistes todos
pela honra de vosso Criador, e Senhor, e aquela ordem, quietação, e atenção, com que ouvistes a
palavra de Deus da boca de Seu servo António. Oh grande louvor verdadeiramente para os peixes, e
grande afronta, e confusão para os homens! Os homens perseguindo a António, querendo-o lançar
da terra, e ainda do mundo, se pudessem, porque lhes repreendia seus vícios, porque lhes não que-
10 ria falar à vontade, e condescender com seus erros; e no mesmo tempo os peixes em inumerável
concurso acudindo à sua voz, atentos, e suspensos às suas palavras, escutando com silêncio, e com
sinais de admiração, e assenso (como se tiveram entendimento) o que não entendiam. Quem olhas-
se neste passo para o mar, e para a terra, e visse na terra os homens tão furiosos, e obstinados, e no
mar os peixes tão quietos, e tão devotos, que havia de dizer? Poderia cuidar que os peixes irracionais
15 se tinham convertido em homens, e os homens não em peixes, mas em feras. Aos homens deu Deus
uso de razão, e não aos peixes: mas neste caso os homens tinham a razão sem o uso, e os peixes
o uso sem a razão.
Padre António Vieira, “Sermão de Santo António”,
in Obra completa (dir. José Eduardo Franco e Pedro Calafate),
tomo II, vol. X, Lisboa, Círculo de Leitores, 2014, pp. 140-141.

1. Indique as virtudes dos peixes enumeradas por Padre António Vieira.

2. Explicite a oposição entre os homens e os peixes referida pelo orador.

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6. TESTES DE AVALIAÇÃO

Leia o excerto de Frei Luís de Sousa. Se necessário, consulte as notas.

CENA VIII
MADALENA, MANUEL DE SOUSA, JORGE

MADALENA – Jorge, meu irmão, meu bom Jorge, vós, que sois tão prudente e refletido, não dais
nenhum peso às minhas dúvidas?

JORGE – Tomara eu ser tão feliz que pudesse, querida irmã.


5 MADALENA – Pois entendeis?...

MANUEL – Madalena… senhora! Todas estas coisas são já indignas de nós. Até ontem, a nossa des-
culpa, para com Deus e para com os homens, estava na boa fé e seguridade de nossas cons-
ciências. Essa acabou. Para nós já não há senão estas mortalhas (tomando os hábitos de cima
da banca) e a sepultura de um claustro. A resolução que tomámos é a única possível; e já não
10 há que voltar atrás… Ainda ontem falávamos dos condes de Vimioso... Quem nos diria... oh! in-
compreensíveis mistérios de Deus!... Ânimo, e ponhamos os olhos naquela cruz! – Pela última
vez, Madalena... pela derradeira vez neste mundo, querida... (Vai para a abraçar e recua). Adeus,
adeus! (Foge precipitadamente pela porta da esquerda.)

CENA IX
MADALENA, JORGE; coro dos frades dentro
15 MADALENA – Ouve, espera; uma só, uma só palavra, Manuel de Sousa!... (Toca o órgão dentro.)

CORO (dentro) – De profundis clamavi ad te, Domine; Domine, exaudi vocem meam1.

MADALENA (indo abraçar-se com a cruz) – Oh, Deus, Senhor meu! pois já, já? Nem mais um instante,
meu Deus? – Cruz do meu Redentor, ó cruz preciosa, refúgio de infelizes, ampara-me tu, que me
abandonaram todos neste mundo, e já não posso com as minhas desgraças... e estou feita um
20 espetáculo de dor e de espanto para o céu e para a terra! – Tomai, Senhor, tomai tudo... A minha
filha também?... Oh! a minha filha, a minha filha... também essa vos dou, meu Deus. E, agora, que
mais quereis de mim, Senhor? (Toca o órgão outra vez.)

CORO (dentro) – Fiant aures tuae intendentes; in vocem deprecationis meae2.

JORGE – Vinde, minha irmã, é a voz do Senhor que vos chama. Vai começar a santa cerimónia.
25 MADALENA (enxugando as lágrimas e com resolução) – Ele foi?

JORGE – Foi sim, minha irmã.

MADALENA (levantando-se) – E eu vou. (Saem ambos pela porta do fundo).

Almeida Garrett, Frei Luís de Sousa (ato III, cenas VIII e IX), Porto, Edições Caixotim, 2004, pp. 144-146.

1
do mais profundo do ser clamo a ti, Senhor; Senhor, ouve a minha voz
2
estejam os teus ouvidos atentos à voz da minha súplica

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6. TESTES DE AVALIAÇÃO

3. Localize no tempo e no espaço as cenas apresentadas.

4. Caracterize a evolução do estado de espírito de D. Madalena, considerando as suas intervenções.

5. Justifique a atitude de Manuel de Sousa Coutinho.

GRUPO II

Responda às questões. Na resposta aos itens de escolha múltipla, selecione a opção correta.

Leia o excerto que relata uma viagem.

Um português na Antiguidade

Não me recordo como é que percebi que aquele senhor já de idade avançada e aspeto discreto na
multidão era português. Talvez ele tenha respondido ao telemóvel, e eu estivesse a passar ao lado.
Ou talvez a filha ainda estivesse com ele e a conversa entre ambos tenha sido o descodificador da
sua origem. Esta segunda hipótese é menos provável, porque não recordo jamais ter visto a filha;
5 apenas sei que ele a tinha acompanhado a Istambul para um congresso. Eram ambos médicos, isso
recordo, mas ele já aposentado. A filha tinha vindo por motivos profissionais; ele por puro deleite
pessoal.
Há duas razões para que este episódio tenha ficado bem registado na minha memória. Uma é
imediata: aquele senhor era o meu primeiro português depois do Equador, teriam passado uns dez
10 meses, uns 17 fusos horários, desde que eu tinha encontrado esse capitão de traineira do Algarve
em Guayaquil, vivia lá. Mas isso é outra história. A explicação da distância é que efetivamente entre
o Equador e a Turquia, se formos em direção oeste, sucedem-se 17 fusos horários; e a explicação
do tempo é que eu não estava a viajar de avião e, entre a travessia de dois oceanos, o Pacífico e o
Índico, e dois continentes, a Oceânia e a Ásia, mais as cidades, os desvios e os encontros, realmente
15 quando vamos a dar por ela demoramos num instante dez meses.
Há outra razão mais subtil mas mais indelével que mantém o senhor português em Istambul na
minha memória: ele representava uma forma que desaparece de viajar e ver o mundo. Com cerca
de 80 anos na altura, imagino que teria efetuado as suas grandes viagens entre os vinte e tal e os
60 anos, portanto foi durante as décadas de 40 a 70 que ele esteve mais ativo a percorrer o mundo.
20 Corrijo: ele não percorreu o mundo, isso não o interessava particularmente. Ele percorreu o mun-
do antigo, o berço da nossa civilização, a nossa origem comum.
Visitou com carinho e cuidado tudo o que resta desses lugares definidores da História do
Ocidente, quase sempre vendo coisas que não estão ao alcance da vista, mas da imaginação.
Viu Persépolis vestida outra vez de gente, sorriu no entulho de Troia com a porta aberta na mu-
25 ralha impenetrável, navegou o Eufrates cintilante pintalgado de velas assírias, trocou sestércios
nos mercados esplendorosos de Cartagena, acariciou as paredes ausentes nas basílicas de Éfeso
e nos templos de Palmira, pasmou pelos deuses novamente vivos nos altares vazios de Agrigento.
Que outra cidade mais adequada para o encontrar do que Istambul, a antiga Constantinopla,
a ainda mais antiga Bizâncio?
[...]

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6. TESTES DE AVALIAÇÃO

30 Ficámos a conversar à sombra nos jardins que rodeiam a Mesquita Azul. Porquê tanta viagem,
perguntei-lhe. Sempre tinha lido e amado os clássicos, estudara profundamente a Antiguidade,
percecionava o mundo como um fluir contínuo de diferentes épocas históricas interligadas de tal
maneira que não fazia sentido olhar para a nossa sem ter em conta as que lhe antecederam.
O pai insistira para que fosse médico, uma tradição de família que a filha tinha mantido. Mas
35 ele, se tivesse podido escolher, teria sido arqueólogo. Claro que nem sequer existia a profissão, em
Portugal, na altura. Eis a razão de tanto viajar: reportar à luz o passado. Não como arqueólogo mas
como reconstrutor.
Colecionava a vida tal como ela acontecera há milénios. E eu fiquei a pensar como era diferente
viajar na altura em que ele viajou, e da forma como viajou. Mas que difícil, mas que prazer. Difícil: os
40 anos e anos de estudo e reflexão sobre os lugares e os povos que os ergueram; os meses e meses
de preparação com os itinerários, os tempos de percurso, os intérpretes, as divisas, os vistos; uma
incerteza sobre o destino e sobre cada dia que passava entre a partida e o regresso. Prazer: chegar
a qualquer um desses lugares fundamentais da Humanidade e visitá-lo em silêncio e em paz, respi-
rar tranquilamente a poeira dos séculos, recriar tanta História com a segurança e a precisão de um
45 virtuoso da eternidade.
O telemóvel tocou, a filha esperava-o no hotel. Despediu-se de mim com uma cumplicidade
reservada, de um jeito antiquado, como se também eu tivesse 80 anos e percebesse por onde ele
tinha andado e nada mais nos unisse senão a nostalgia de um mundo que desaparece.
Fiquei a vê-lo afastar-se entre as tendas de souvenirs, as roullotes de hambúrgueres, a massa
50 disforme de excursões sinuosas e coloridas que seguiam um altifalante.
Gonçalo Cadilhe, in Visão, edição online de 28 de setembro de 2011
(consultado em junho de 2017).

1. A recordação do acontecimento, que é o objeto da reflexão do autor, baseia-se


(A) no facto de ter retido dois aspetos: o encontro com um português após a viagem de longos
meses e a forma peculiar como este concebia o ato de viajar.
(B) no facto de o interlocutor português representar uma forma antiga de viajar.
(C) principalmente na alegria sentida por ver portugueses ao fim de dez meses.
(D) na surpresa suscitada ao ver dois portugueses médicos em Istambul.

2. Para se deslocar do Equador à Turquia, Gonçalo Cadilhe utilizou


(A) os mesmos transportes que o viajante evocado.
(B) todos os meios de transporte existentes por onde passou.
(C) vários meios de transporte, à exceção do avião.
(D) apenas os transportes que seriam utilizados há 40 anos.

3. O velho viajante convocado pelo autor viajou bastante, em tempos, para


(A) conhecer os locais onde a nossa civilização teve origem.
(B) compreender o efeito das civilizações antigas na atualidade.
(C) concretizar em adulto o sonho que não realizou na juventude.
(D) perceber em termos arquitetónicos as diferentes épocas históricas.

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6. TESTES DE AVALIAÇÃO

4. Na frase “Eram ambos médicos” (l. 5)


(A) existe um predicado que integra um complemento direto.
(B) o sujeito é “ambos” e “médicos” é o predicativo do sujeito.
(C) o sujeito é o constituinte “ambos médicos”.
(D) “ambos” é o sujeito e “médicos” é o complemento direto.

5. A palavra “impenetrável” (l. 25) classifica-se, quanto ao processo de formação, como


(A) derivada por prefixação e sufixação.
(B) composta (radical + palavra).
(C) derivada por prefixação.
(D) derivada por sufixação.

6. Na frase “Ficámos a conversar à sombra nos jardins” (l. 30), o segmento sublinhado corresponde
ao
(A) predicativo do sujeito.
(B) predicado, constituído pelo verbo e pelo complemento oblíquo.
(C) modificador.
(D) predicado, constituído pelo verbo e pelo complemento direto.

7. A oração “que a filha tinha mantido” (l. 34) é subordinada


(A) adverbial final.
(B) substantiva relativa.
(C) adjetiva relativa restritiva.
(D) substantiva completiva.

8. Transcreva, do primeiro período do texto, duas marcas exemplificativas de deíticos pessoais.

9. Indique o referente do elemento sublinhado em “que mantém o senhor português em Istambul


na minha memória” (ll. 16-17).

10. Identifique o mecanismo de coesão utilizado em “Mas que difícil, mas que prazer.” (l. 39), con-
siderando os elementos sublinhados.

GRUPO III

As viagens podem proporcionar momentos inesquecíveis, prazeres inarráveis, memórias inolvidáveis.

Num texto expositivo, de 140 a 170 palavras, apresente uma experiência relacionada com uma viagem
que o(a) tenha marcado, referindo o local e a data, apresentando e descrevendo os acontecimentos
vivenciados.

Planifique previamente o seu texto e reveja-o no final.

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6. TESTES DE AVALIAÇÃO

4. TESTE DE AVALIAÇÃO – AMOR DE PERDIÇÃO, DE CAMILO CASTELO BRANCO


Nome: _______________________________________________________________ N.O: _____________ Turma: _____________ Data: ___________________

GRUPO I

Apresente as suas respostas de forma bem estruturada.

Leia o seguinte excerto de Amor de perdição. Se necessário, consulte as notas.

De manhã, veio a bordo um facultativo1, por convite do capitão. Examinando o condenado, disse
que era febre maligna a doença, e bem podia ser que ele achasse a sepultura no caminho da Índia.
Mariana ouviu o prognóstico, e não chorou.
Às onze horas saiu barra fora a nau. Às ânsias da doença acresceram as do enjoo. [...]
5 Ao segundo dia de viagem, Mariana disse a Simão:
– Se o meu irmão morrer, que hei de eu fazer àquelas cartas que vão na caixa?
Pasmosa serenidade a desta pergunta!
– Se eu morrer no mar – disse ele –, Mariana, atire ao mar todos os meus papéis, todos; e estas
cartas que estão debaixo do meu travesseiro também.
10 Passada uma ânsia, que lhe embargava a voz, Simão continuou:
– Se eu morrer, que tenciona fazer, Mariana?
– Morrerei, senhor Simão.
– Morrerá?!... Tanta gente desgraçada que eu fiz...
A febre aumentava. [...]
15 Era o dia 27 de março, o nono de enfermidade de Simão Botelho. [...]
Ao romper da manhã apagara-se a lâmpada. Mariana saíra a pedir luz, e ouvira um gemido ester-
toroso2. Voltando às escuras, com os braços estendidos para tatear a face do agonizante, encontrou
a mão convulsa3, que lhe apertou uma das suas, e relaxou de súbito a pressão dos dedos.
Entrou o comandante com uma lâmpada, e aproximou-lha da respiração, que não embaciou
20 levemente o vidro.
– Está morto! – disse ele.
Mariana curvou-se sobre o cadáver, e beijou-lhe a face. Era o primeiro beijo. Ajoelhou depois ao
pé do beliche com as mãos erguidas, e não orava nem chorava.
Algumas horas volvidas, o comandante disse a Mariana:
25 – Agora é tempo de dar sepultura ao nosso venturoso amigo… [...]
Do porão da nau foi trazida uma pedra, que um marujo lhe atou às pernas com um pedaço de cabo.
[...]
Mariana estava, no entanto, encostada ao flanco da nau, e parecia estupidamente encarar aque-
les empuxões que o marujo dava ao cadáver, para segurar a pedra na cintura.
Dois homens ergueram o morto ao alto sobre a amurada. Deram-lhe o balanço para o arremes-
30 sarem longe. E, antes que o baque do cadáver se fizesse ouvir na água, todos viram, e ninguém já
pôde segurar Mariana, que se atirara ao mar.
Camilo Castelo Branco, Amor de perdição (conclusão),
Lisboa, Publicações Dom Quixote, 2006, pp. 220-223.

1
médico; 2 som da respiração que imita o ruído da água que ferve; 3 trémula, agitada.

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6. TESTES DE AVALIAÇÃO

1. Faça o levantamento das expressões indicativas da passagem do tempo, explicando a sua


funcionalidade.

2. Identifique no texto os comportamentos da personagem Mariana que indiciam o seu destino


trágico.

3. Demonstre como o diálogo estabelecido entre Mariana e Simão reflete a relação existente entre
os dois.

4. Explicite o sentido da frase “Tanta gente desgraçada que eu fiz...” (l. 13), tendo em conta o con-
texto.

5. Demonstre que as falas de Mariana são reveladoras do seu estatuto social.

GRUPO II

Responda às questões.

1. Tendo em conta a leitura global da obra Amor de perdição, classifique como verdadeira (V)
ou falsa (F) cada uma das afirmações seguintes.

a. O amor entre Simão e Teresa é impossível porque pertencem a estratos sociais diferentes.
b. Teresa não aceita casar com Baltasar Coutinho porque ele é seu primo.
c. Mariana e João da Cruz são adjuvantes de Simão na sua relação com Teresa.
d. Mariana sente por Simão um amor fraterno.
e. Simão apresenta-se como um herói romântico, nomeadamente pela sua preocupação na defesa
da honra.
f. No final da obra, Simão morre e Teresa suicida-se.
g. No decorrer da ação, verifica-se, em vários momentos, uma concentração temporal.
h. O narrador tece frequentemente juízos de valor sobre as personagens que apresenta.
i. Para além de uma história de amor e de paixão, Amor de perdição constitui uma crónica da
mudança social.
j. Ao longo da narrativa, Camilo Castelo Branco tece elogios aos membros da Igreja.

2. Classifique as orações que se seguem.

a. “que era febre maligna a doença” (l. 2)


b. “Mariana curvou-se sobre o cadáver, e beijou-lhe a face.” (l. 22)

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6. TESTES DE AVALIAÇÃO

3. Identifique as funções sintáticas desempenhadas pelos constituintes sublinhados nas seguin-


tes transcrições textuais.

a. “Às onze horas saiu barra fora a nau.” (l. 4)


b. “que hei de eu fazer àquelas cartas que vão na caixa?” (l. 6)
c. “Mariana, atire ao mar todos os meus papéis” (l. 8)
d. “– Agora é tempo de dar sepultura ao nosso venturoso amigo...” (l. 25)

4. Refira o tempo e o modo em que se encontram as formas verbais sublinhadas nas passagens
apresentadas.

a. “– Morrerá?!... Tanta gente desgraçada que eu fiz...” (l. 13)


b. “A febre aumentava.” (l. 14)

5. Identifique os referentes dos pronomes pessoais sublinhados nas passagens que se seguem.

a. “e aproximou-lha da respiração” (l. 19)


b. “Deram-lhe o balanço para o arremessarem longe.” (ll. 29-30)

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6. TESTES DE AVALIAÇÃO

5. TESTE DE AVALIAÇÃO – OS MAIAS, DE EÇA DE QUEIRÓS


Nome: _______________________________________________________________ N.O: _____________ Turma: _____________ Data: ___________________

GRUPO I

Apresente as suas respostas de forma bem estruturada.

Leia com atenção o seguinte excerto de Os Maias.

De repente o vozeirão do Vargas dominou tudo, como um urro de toiro. Diante do jóquei, sem cha-
péu, com a face a estoirar de sangue, gritava-lhe que era indigno de estar ali, entre gente decente!
Quando um gentleman duvida do juiz da corrida, faz um protesto! Mas vir dizer que há ladrões, era só
de um canalha e de um fadista, como ele, que nunca devia ter pertencido ao Jockey Club! – O outro,
5 agarrado pelos amigos, esticando o pescoço magro como para lhe morder, atirou-lhe um nome sujo.
Então o Vargas, com um encontrão para os lados, abriu espaço, repuxou as mangas, berrou:
– Repita lá isso! Repita lá isso!
E imediatamente aquela massa de gente oscilou, embateu contra o tabuado da tribuna real, re-
moinhou em tumulto, com vozes de “ordem” e “morra”, chapéus pelo ar, baques surdos de murros.
10 Por entre o alarido vibravam, furiosamente, os apitos da polícia; senhoras, com as saias apanha-
das, fugiam através da pista, procurando espavoridamente as carruagens – e um sopro grosseiro de
desordem reles passava sobre o hipódromo, desmanchando a linha postiça de civilização e a atitude
forçada de decoro...
Carlos achou-se ao pé do marquês, que exclamava, pálido:
15 – Isto é incrível! Isto é incrível!…
Carlos, pelo contrário, achava pitoresco.
– Qual pitoresco, homem! É uma vergonha, com todos esses estrangeiros!
[…]
O marquês, num grupo a que se juntara o Clifford, Craft, e Taveira, continuava a vociferar:
– Então, estão convencidos? Que lhes tenho eu sempre dito? Isto é um país que só suporta hor-
20 tas e arraiais... Corridas, como muitas outras coisas civilizadas lá de fora, necessitam primeiro gente
educada. No fundo todos nós somos fadistas! Do que gostamos é de vinhaça, e viola, e bordoada,
e viva lá seu compadre! Aí está o que é!
Ao lado dele, Clifford, que no meio daquele desmancho todo esticava mais corretamente a sua
linha de gentleman, mordia um sorriso, assegurando, com um ar de consolação, que conflitos iguais
25 sucedem em toda a parte... Mas no fundo parecia achar tudo aquilo ignóbil. Dizia-se mesmo que ele
ia retirar a “Mist”. E alguns davam-lhe razão. Que diabo! Era aviltante para um belo animal de raça
correr num hipódromo sem ordem e sem decência, onde a todo o momento podiam reluzir navalhas.
Eça de Queiroz, Os Maias (cap. X), Lisboa, Livros do Brasil, 28.a ed., s/data, pp. 325-326.

1. Contextualize a ação narrada neste excerto.

2. Demonstre a expressividade da comparação presente na primeira frase do texto.

3. Comprove a intenção satírica de Eça ao longo do texto.

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6. TESTES DE AVALIAÇÃO

4. Explique o sentido do seguinte segmento textual: “Isto é um país que só suporta hortas
e arraiais...” (ll. 19-20).

5. Compare as opiniões e atitudes de Carlos e Clifford com as do marquês.

GRUPO II

Responda às questões. Na resposta aos itens de escolha múltipla, selecione a opção correta.

Leia com atenção o seguinte texto. Se necessário, consulte a nota.

Conta-me histórias…

Ler aos filhos desde cedo foi sempre um conselho dos pediatras. Há quem recomende a leitu-
ra desde os seis meses do bebé. Em setembro, a revista norte-americana Pediatrics publicou um
estudo que registou imagens de ressonâncias magnéticas da atividade cerebral das crianças de
três a cinco anos, enquanto ouviam histórias para a sua idade. Percebeu-se que havia diferenças
5 na ativação cerebral entre crianças a quem liam de vez em quando e as que viviam em casas com
muitos livros, em que a leitura era habitual. A ativação era significativamente maior numa região
do hemisfério esquerdo do cérebro, chamada córtex, de associação parietal temporal-occipital, que
está relacionada com a “integração multissensorial que integra som e estimulação visual”, explica
o autor principal do estudo, John S. Hutton, Investigador do Centro Médico Hospitalar Infantil
10 de Cincinatti, EUA.
Crescer com livros, ler em voz alta para as crianças são atos que ajudam ao desenvolvimento da
linguagem e ao sucesso escolar, está comprovado. Para o psicólogo clínico Eduardo Sá, este estudo
científico não é “completamente surpreendente”. “A grande novidade são as provas imagiológicas
da forma como estimulamos o cérebro, que se torna mais versátil e mais capaz de transformar
15 mais imagens em palavras.” Por outro lado, destaca, “é importante que se perceba que a relação
é o grande arquiteto do sistema nervoso, através do modo como estimula áreas cerebrais. E, em
função de uma estimulação coerente e constante, cria redes sinápticas1 estáveis que passam a
ser o nosso software. Ou seja, o software adquire-se e desenvolve-se e não é um “equipamento de
base” da natureza humana, como, por vezes, tantos dos que têm uma visão estritamente biológica
20 do desenvolvimento e da vida psíquica são levados a “insinuar”.
Para o psicólogo, “estes dados permitem-nos perceber que, por falta da estimulação indispen-
sável, muitas crianças acumulam danos, que as limitam vida fora, sem que aqueles que lhes fazem
mal sejam severamente punidos. […] «O sistema nervoso funciona como um músculo que precisa
de ser estimulado, sob o risco de, ao não suceder assim, atrofiar». Além do mais, porque o acesso
25 à palavra nos permite vestir em palavras aquilo que sentimos, crianças que melhor verbalizam
podem tornar-se mais felizes”. Por fim, as histórias de embalar. “As histórias juntam imagens
e palavras, ajudam a pensar. Crianças que mais precocemente acedem às histórias são mais aptas
para a matemática, para a língua materna, para a representação e para a relação. Mais histórias
significa crianças mais saudáveis e crianças mais inteligentes”, remata.

Katya Delimbeuf, in E, A Revista do Expresso, n.o 2241, 10 de outubro 2015, p. 100.

1
relativo a sinapse: pontos de comunicação entre células nervosas

EDITÁVEL
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6. TESTES DE AVALIAÇÃO

1. Segundo um estudo divulgado pela revista Pediatrics,


(A) a atividade cerebral das crianças com menos de cinco anos varia em função do número de livros
que lhes são lidos.
(B) não existe qualquer relação entre a atividade cerebral das crianças com menos de cinco anos
a quem são lidos livros e a quantidade que é lida.
(C) todas as crianças com menos de cinco anos apresentam a mesma atividade cerebral face
à leitura.
(D) a atividade cerebral como reação à leitura tem o seu início pelos seis meses de vida.

2. Segundo o psicólogo clínico Eduardo Sá, a criação de redes de informação


(A) é inata, mas a leitura ajuda a desenvolvê-la.
(B) não é inata, construindo-se e desenvolvendo-se através de estímulos.
(C) é uma das faculdades do ser humano, seja ou não este submetido a estímulos.
(D) não necessita de ser estimulada, uma vez que se trata de uma faculdade inata.

3. Para o psicólogo, a leitura de histórias à noite deve ter início o quanto antes, pois
(A) as crianças necessitam de momentos de lazer e de interação com os adultos.
(B) desenvolve o sentido da audição.
(C) permite o desenvolvimento de competências que melhoram o desempenho escolar e atitudinal.
(D) facilita o adormecimento e melhora a qualidade do sono.

4. Os processos fonológicos operados na evolução da palavra LEGERE para “Ler” (l. 1) são
(A) apócope, síncope e crase.
(B) aférese, síncope e crase.
(C) prótese, síncope e sinérese.
(D) epêntese, apócope e sinérese.

5. O segmento “quem recomende a leitura desde os seis meses do bebé” (ll. 1-2) configura uma
oração subordinada
(A) adverbial final. (C) substantiva relativa.
(B) adverbial temporal. (D) adverbial consecutiva.

6. No segmento “explica o autor principal do estudo” (ll. 8-9) observam-se as funções sintáticas
(A) predicado e complemento direto.
(B) predicado, complemento direto e modificador do nome restritivo.
(C) predicado, sujeito, modificador do nome restritivo e complemento do nome.
(D) predicado, sujeito e complemento do nome.

7. O termo “software” (l. 18) exemplifica o processo irregular de formação de palavras denomi-
nado por
(A) conversão. (C) truncação.
(B) acronímia. (D) empréstimo.

8. Indique a classe e a subclasse da palavra que introduz a oração “que ajudam ao desenvolvi-
mento da linguagem e ao sucesso escolar” (ll. 11-12).

9. Justifique a utilização das aspas na expressão “completamente surpreendente” (l. 13).

10. Classifique a oração introduzida pela conjunção “porque” (l. 24).


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6. TESTES DE AVALIAÇÃO

6. TESTE DE AVALIAÇÃO – AMOR DE PERDIÇÃO / OS MAIAS


Nome: _______________________________________________________________ N.O: _____________ Turma: _____________ Data: ___________________

GRUPO I

Apresente as suas respostas de forma bem estruturada.

Leia o excerto que se segue de Amor de perdição. Se necessário, consulte as notas.

Ao romper da alva dum domingo de junho de 1803, foi Teresa chamada para ir com seu pai à pri-
meira missa da igreja paroquial. Vestiu-se a menina assustada, e encontrou o velho na antecâmara
a recebê-la com muito agrado, perguntando-lhe se ela se erguia de bons humores para dar ao autor
de seus dias um resto de velhice feliz. O silêncio de Teresa era interrogador.
5 – Vais hoje dar a mão de esposa a teu primo Baltasar, minha filha. É preciso que te deixes cega-
mente levar pela mão de teu pai. Logo que deres este passo difícil, conhecerás que a tua felicidade
é daquelas que precisam de ser impostas pela violência. Mas repara, minha querida filha, que a vio-
lência de um pai é sempre amor. Amor tem sido a minha condescendência e brandura para contigo.
Outro teria subjugado a tua desobediência com maus tratos, com os rigores do convento, e talvez
10 com o desfalque do teu grande património. Eu, não. Esperei que o tempo te aclarasse o juízo, e
felicito-me de te julgar desassombrada do diabólico prestígio do maldito que acordou o teu inocente
coração. Não te consultei outra vez sobre este casamento, por temer que a reflexão fizesse mal ao
zelo1 de boa filha com que tu vais abraçar teu pai, e agradecer-lhe a prudência com que ele respei-
tou o teu génio, velando sempre a hora de te encontrar digna do seu amor.
15 Teresa não desfitou os olhos do pai; mas tão abstraída estava, que escassamente lhe ouviu as
primeiras palavras, e nada das últimas.
– Não me respondes, Teresa?! – tornou Tadeu, tomando-lhe cariciosamente as mãos.
– Que hei de eu responder-lhe, meu pai? – balbuciou2 ela.
– Dás-me o que te peço? Enches de contentamento os poucos dias que me restam?
20 – E será o pai feliz com o meu sacrifício?
– Não digas sacrifício, Teresa… Amanhã a estas horas verás que transfiguração se fez na tua
alma. Teu primo é um composto de todas as virtudes; nem a qualidade de ser um gentil moço lhe
falta, como se a riqueza, a ciência e as virtudes não bastassem a formar um marido excelente.
– E ele quer-me, depois de eu me ter negado? – disse ela com amargura irónica.
25 – Se ele está apaixonado, filha!... e tem bastante confiança em si para crer que hás de amá-lo
muito!...
– E não será mais certo odiá-lo eu sempre!? Eu agora mesmo o abomino como nunca pensei que
se pudesse abominar! Meu pai… – continuou ela, chorando, com as mãos erguidas – mate-me; mas
não me force a casar com meu primo! É escusada a violência, porque eu não caso!...
30 Tadeu mudou de aspeto, e disse irado:
– Hás de casar! Quero que cases! Quero!… Quando não, amaldiçoada serás para sempre, Teresa!
Morrerás num convento! Esta casa irá para teu primo! Nenhum infame3 há de aqui pôr um pé nas
alcatifas de meus avós. Se és uma alma vil, não me pertences, não és minha filha, não podes herdar
apelidos honrosos, que foram pela primeira vez insultados pelo pai desse miserável que tu amas!

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6. TESTES DE AVALIAÇÃO

35 Maldita sejas! Entra nesse quarto, e espera que daí te arranquem para outro, onde não verás um
raio de sol.
Teresa ergueu-se sem lágrimas, e entrou serenamente no seu quarto. Tadeu de Albuquerque foi
encontrar seu sobrinho, e disse-lhe:
– Não te posso dar minha filha, porque já não tenho filha. A miserável, a quem eu dei este nome,
40 perdeu-se para nós e para ela.
Camilo Castelo Branco, Amor de perdição (cap. IV),
Lisboa, Publicações Dom Quixote, 2006, pp. 56-58.

1
cuidado, interesse; 2 dizer de forma hesitante, sem convicção, gaguejar; 3 que não tem boa fama, vil.

1. Demonstre de que forma é visível neste excerto o tema do amor-paixão.

2. Apresente a conceção que Tadeu de Albuquerque tem sobre o casamento, relacionando-a com
a época em análise.

Leia com atenção o seguinte excerto de Os Maias.

Até aos Olivais, não cessou de ruminar coisas vagas e violentas que faria para aniquilar o Dâmaso.
No seu amor não haveria paz, enquanto aquele vilão o andasse comentando sordidamente pelas es-
quinas das ruas. Era necessário enxovalhá-lo de tal modo, com tal publicidade, que ele não ousasse
mais mostrar em Lisboa a face bochechuda, a face vil... Quando o coupé parou à porta da quinta,
5 Carlos decidira dar bengaladas no Dâmaso, uma tarde, no Chiado, com aparato...
Mas depois, ao regressar da quinta, vinha já mais calmo. Pisara a linda rua de acácias que
os pés dela pisariam na manhã seguinte: dera um longo olhar ao leito que seria o leito dela, rico,
alçado sobre um estrado, envolto em cortinados de brocatel cor de oiro, com um esplendor sério
de altar profano... Daí a poucas horas, encontrar-se-iam sós naquela casa muda e ignorada do mun-
10 do; depois, todo o verão os seus amores viveriam escondidos nesse fresco retiro de aldeia; e daí a
três meses estariam longe, na Itália, à beira de um claro lago, entre as flores de Isola Bela... No meio
destas voluptuosidades magníficas, que lhe podia importar o Dâmaso, gorducho e reles, palrando
em calão nos bilhares do Grémio! Quando chegou à rua de S. Francisco, resolvera, se visse o Dâmaso,
continuar a acenar-lhe, de leve, com a ponta dos dedos.
15 Maria Eduarda fora passear a Belém com Rosa, deixando-lhe um bilhete, em que lhe pedia para
vir à noite faire un bout de causerie. Carlos desceu as escadas, devagar, guardando esse bocadi-
nho de papel na carteira, como uma doce relíquia; e saía o portão, no momento em que o Alencar
desembocava defronte, da travessa da Parreirinha, todo de preto, moroso e pensativo. Ao avistar
Carlos, parou de braços abertos; depois vivamente, como recordando-se, ergueu os olhos para
20 o primeiro andar.
Não se tinham visto desde as corridas, o poeta abraçou com efusão o seu Carlos. E falou logo
de si, copiosamente. Estivera outra vez em Sintra, em Colares com o seu velho Carvalhosa: e o que
se lembrara do rico dia passado com Carlos e com o maestro em Seteais!... Sintra, uma beleza.
Ele, um pouco constipado. E apesar da companhia do Carvalhosa, tão erudito e tão profundo, apesar
25 da excelente música da mulher, da Julinha (que para ele era como uma irmã), tinha-se aborrecido.
Questão de velhice...

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6. TESTES DE AVALIAÇÃO

– Com efeito – disse Carlos – pareces-me um pouco murcho... Falta-te o teu ar aureolado.
O poeta encolheu os ombros.
– O Evangelho lá o diz bem claro... Ou é a Bíblia que o diz?... Não; é S. Paulo... S. Paulo ou Santo
30 Agostinho?... Enfim a autoridade não faz ao caso. Num desses santos livros se afirma que este mun-
do é um vale de lágrimas...
– Em que a gente se ri bastante – disse Carlos alegremente.

Eça de Queiroz, Os Maias (cap. XIII), Lisboa, Livros do Brasil, 28.a ed., s/data, pp. 422-424.

3. Justifique o estado de espírito de Carlos, considerando o primeiro parágrafo e os verbos


“ruminar” e “aniquilar” (l. 1).

4. Interprete a última afirmação de Carlos, relacionando-a com o bilhete que Maria Eduarda lhe
deixara.

5. Refira três características do estilo da linguagem queirosiana, exemplificando com segmentos


textuais.

GRUPO II

Responda às questões. Na resposta aos itens de escolha múltipla, selecione a opção correta.

Leia com atenção o seguinte texto.

Que força é Eça?

Publicado em 1888, com 990 páginas, Os Maias levou oito anos a ser burilado por Eça, que vivia
fora de Portugal e, à distância, expôs no romance toda a sua pendência desconsolada por um país
obsoleto e estagnado, ridicularizando demolidoramente parlamentares, poetas medíocres e jorna-
listas. A ironia deste romance é que os porta-vozes dessas críticas são eles próprios, João da Ega
5 e Carlos da Maia, não mais do que uns janotas, ociosos, pedantes, indolentes e parasitas da socie-
dade. Que têm sempre uns livros para publicar que nunca chegam a escrever (As memórias de um
átomo ou o Lodaçal). Ou um consultório escrupulosamente decorado, muito bem ataviado, mas que
não recebe doentes.
“O que domina como objeto de reflexão é Portugal, personagem oculta por detrás das persona-
10 gens visíveis. Um país aparentemente sem remédio, um país que as elites não são capazes de salvar”
(Jacinto Prado Coelho); “Livro niilista, livro desesperado mesmo, Os Maias são o dobre a finados
duma nação retratada com vitriólica ironia e vingativa sátira” (João Medina). Recebido com muitas
e severas reservas, à época, é hoje considerado “a mais perfeita obra de arte literária que ainda
se escreveu em Portugal, depois de Os Lusíadas” (Gaspar Simões) ou “expressão estética excecional
15 da consciência desistente da geração intelectual a que Eça pertenceu” (Isabel Pires de Lima).
E esta é uma das formas como se pode rever Os Maias, buscar a sua dramática atualidade,
nesta adaptação de João Botelho, numa reverência muito respeitosa (talvez demasiada), que
coloca o texto literário a prevalecer sobre a linguagem cinematográfica, e todos os exteriores ao
abrigo de qualquer anacronismo – e de qualquer realismo também: foram filmados num grande

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6. TESTES DE AVALIAÇÃO

20 hangar em Azeitão, com telas de grandes dimensões pintadas pelo artista plástico João Queiroz.
Assim, passam as personagens, não só através da Lisboa novecentista, cruzada por transeuntes,
pregões, fadistas, caleches e pelo famoso “americano”, mas também das bermas do Douro, Sintra,
Itália e Paris. Tudo isto sem sair dos estúdios de Azeitão.
Encontramos o Portugal de agora (em crise política, económica e de identidade) sobretudo nas
25 palavras de desalento e desistência. Desde a petulância de Ega e Carlos, que acham que “isto aqui é
uma choldra”, a um mestre de obras republicano, a  desbarretar-se e a deixar arrastar os trabalhos,
enquanto filosofa sobre a solução para “desatravancar” o país desta “cambada”, destas “cavalga-
duras”: “Um navio fretado à custa da nação, em que se mandasse barra fora o rei, a família real,
a cambada dos ministros, dos políticos, dos deputados, dos intrigantes...”.

Ana Margarida de Carvalho, in Visão, n.o 1122, 4 a 10 de setembro de 2014 (texto com supressões).

1. Para caracterizar o país queirosiano e os tipos sociais satirizados, a autora, no primeiro período,
recorre à
(A) dupla adjetivação e à enumeração, respetivamente.
(B) ironia e à metáfora, respetivamente.
(C) dupla adjetivação e à ironia.
(D) ironia e à comparação.

2. Ao referir-se a Carlos e a Ega, a autora pretende


(A) enaltecer o comportamento destas personagens da obra queirosiana.
(B) enunciar aspetos pouco exuberantes no comportamento dos dois amigos.
(C) mostrar o paradoxo que existe no facto de serem estes o motor das críticas presentes em Os Maias.
(D) criticar os membros mais ativos da alta sociedade lisboeta.

3. A opção de João Botelho de seguir escrupulosamente o texto da obra, tal como é evidente no
penúltimo parágrafo,
(A) tem como objetivo mostrar semelhanças entre o Portugal oitocentista e o Portugal do séc. XXI.
(B) pretende fazer prevalecer o texto literário sobre a obra cinematográfica.
(C) deve-se à falta de dinheiro para retratar fielmente os espaços referidos na obra.
(D) mostra o respeito do realizador pela obra de Eça de Queirós.

4. O termo “porta-vozes” (l. 4) exemplifica o processo de formação de palavras por


(A) composição por radical mais palavra.
(B) derivação por prefixação.
(C) derivação por sufixação.
(D) composição por palavra mais palavra.

5. A oração “que as elites não são capazes de salvar” (l. 10) é introduzida por
(A) um pronome relativo.
(B) uma conjunção subordinativa completiva.
(C) uma conjunção subordinativa causal.
(D) uma conjunção subordinativa consecutiva.

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6. TESTES DE AVALIAÇÃO

6. O segmento “pelo artista plástico João Queiroz” (l. 20) desempenha a função sintática de
(A) sujeito.
(B) complemento direto.
(C) complemento agente da passiva.
(D) complemento oblíquo.

7. O conector “mas também” (l. 22), no contexto em que surge, tem um valor
(A) adversativo.
(B) disjuntivo.
(C) conclusivo.
(D) aditivo.

8. Indique a subclasse a que pertence o verbo viver (l. 1), no contexto em que surge.

9. Indique a função sintática do segmento “personagem oculta por detrás das personagens visí-
veis” (ll. 9-10).

10. Classifique a oração “que ainda se escreveu em Portugal” (ll. 13-14).

GRUPO III

Escreva um texto expositivo, cuidado e coeso, contendo entre 130 e 170 palavras, sobre a importân-
cia das vivências amorosas para o ser humano.
Observe os seguintes tópicos: vocabulário claro e diversificado; estrutura tripartida do texto (intro-
dução – apresentação do tema; desenvolvimento – apresentação das ideias e sua fundamentação;
conclusão – reforço do tema/ideias).

EDITÁVEL
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6. TESTES DE AVALIAÇÃO

7. TESTE DE AVALIAÇÃO – SONETOS COMPLETOS, DE ANTERO DE QUENTAL


Nome: _______________________________________________________________ N.O: _____________ Turma: _____________ Data: ___________________

GRUPO I

Apresente as suas respostas de forma bem estruturada.

Leia o seguinte poema de Antero de Quental.

Noturno

Espírito que passas, quando o vento


Adormece no mar e surge a lua,
Filho esquivo da noite que flutua,
Tu só entendes bem o meu tormento…

5 Como um canto longínquo – triste e lento –


Que voga e subtilmente se insinua,
Sobre o meu coração que tumultua,
Tu vertes pouco a pouco o esquecimento…

A ti confio o sonho em que me leva


10 Um instinto de luz, rompendo a treva,
Buscando, entre visões, o eterno Bem.

E tu entendes o meu mal sem nome,


A febre de Ideal, que me consome,
Tu só, Génio da Noite, e mais ninguém!

Antero de Quental, Poesia completa (org. e pref. de Fernando Pinto do Amaral),


Lisboa, Publicações Dom Quixote, 2001, p. 240.

1. Caracterize o estado de espírito do sujeito poético.

2. Faça o levantamento dos vocábulos ou expressões que apontam para a relação entre o sujeito
lírico e a noite, explicitando-a.

3. Explicite a funcionalidade do uso dos travessões no verso 5.

4. Justifique o uso das maiúsculas nos vocábulos “Bem” (v. 11) e “Ideal” (v. 13).

5. Explique o sentido do título do poema.

EDITÁVEL
NOVOS PERCURSOS PROFISSIONAIS • PORTUGUÊS 2 • GUIA DO PROFESSOR • ASA FOTOCOPIÁVEL 79
6. TESTES DE AVALIAÇÃO

GRUPO II

Responda às questões. Na resposta aos itens de escolha múltipla, selecione a opção correta.

1. O poeta invoca o espírito da noite porque


(A) acredita que só na noite encontrará paz e tranquilidade.
(B) pede que lhe seja permitido continuar a sonhar.
(C) sente que a noite intensifica o seu sofrimento.
(D) atenua a solidão que a noite acarreta.

2. A referência à noite, ao longo do poema, constitui uma


(A) metáfora. (C) sinédoque.
(B) personificação. (D) aliteração.

3. Na primeira quadra, o vocábulo “esquivo” (v. 3) é sinónimo de


(A) desconfiado. (C) terno.
(B) solidário. (D) afável.

4. No verso “A ti confio o sonho em que me leva” (v. 9), o elemento sublinhado desempenha a fun-
ção sintática de
(A) sujeito. (C) complemento indireto.
(B) complemento direto. (D) vocativo.

5. No verso “Um instinto de luz, rompendo a treva,” (v. 10) está presente uma
(A) metáfora. (C) antítese.
(B) personificação. (D) anáfora.

6. A expressão “Génio da Noite” (v. 14) desempenha a função sintática de


(A) sujeito. (C) complemento indireto.
(B) complemento direto. (D) vocativo.

7. Associe cada um dos elementos da coluna A ao segmento que na coluna B completa adequa-
damente o seu sentido.

Coluna A Coluna B

[1] está presente uma conjunção subordinativa.


[A] Na expressão “Espírito que passas” (v. 1)
[2] está presente uma oração subordinada adverbial
temporal.
[B] Na passagem “quando o vento / Adormece
[3] está presente um complemento oblíquo.
no mar” (vv. 1-2)
[4] está presente um complemento direto.
[C] No excerto “Tu só entendes bem o meu
[5] está presente um pronome relativo.
tormento…” (v. 4)
[6] estão presentes uma oração subordinada adverbial
[D] No verso “Buscando, entre visões, o eterno temporal e uma oração subordinante.
Bem.” (v. 11) [7] estão presentes dois deíticos pessoais.

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6. TESTES DE AVALIAÇÃO

8. TESTE DE AVALIAÇÃO – CÂNTICOS DO REALISMO, DE CESÁRIO VERDE


Nome: _______________________________________________________________ N.O: _____________ Turma: _____________ Data: ___________________

GRUPO I

Apresente as suas respostas de forma bem estruturada.

Leia o excerto do poema de Cesário Verde.

Cristalizações
[…]
Mal encarado e negro, um para enquanto eu passo;
Dois assobiam, altas as marretas
Possantes, grossas, temperadas d’aço;
E um gordo, o mestre, com um ar ralasso
5 E manso, tira o nível das valetas.

Homens de carga! Assim as bestas vão curvadas!


Que vida tão custosa! Que diabo!
E os cavadores descansam as enxadas,
E cospem nas calosas mãos gretadas,
10 Para que não lhes escorregue o cabo.

Povo! No pano cru rasgado das camisas


Uma bandeira penso que transluz!
Com ela sofres, bebes, agonizas:
Listrões de vinho lançam-lhe divisas,
15 E os suspensórios traçam-lhe uma cruz!

Cesário Verde, Cânticos do Realismo – O livro de Cesário Verde,


Lisboa, INCM, 2005, p. 115.

1. Caracterize o grupo social destacado, evidenciando os sentimentos que este provoca no sujeito
poético.

2. Descreva o estado de espírito do “eu” lírico perante os aspetos observados, e justifique a sua
resposta.

3. Atente na última estrofe e explique de que modo surge a transfiguração do real.

4. Identifique a presença de dois recursos expressivos ao longo do excerto, referindo a sua fun-
cionalidade.

5. Comprove a presença da dimensão épica neste excerto, exemplificando.

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6. TESTES DE AVALIAÇÃO

GRUPO II

Responda às questões. Na resposta aos itens de escolha múltipla, selecione a opção correta.

Leia o texto.

África acima, de Gonçalo Cadilhe

Depois do sucesso das fantásticas narrativas de histórias e estórias, em Planisfério pessoal e


A Lua pode esperar, Gonçalo Cadilhe ofereceu-nos este sublime livro, da editora Oficina do Livro,
sobre as suas ínfimas peripécias no planeta Africano, aquele que os viajantes mais experimentados
consideram o mais entusiasmante e desafiante de todos os planetas.
5 Eu devo ter sido dos primeiros a comprá-lo, […] e, assim como o autor, também o livro fez uma
larga viagem, de mão em mão.
A qualidade da escrita de Cadilhe faz-nos sentir, também nós, a negociar com os guardas das
fronteiras, a atravessar “estradas” em condições impensáveis em carros nas mesmas condições, a
sofrer com o calor abrasador. Permite-nos, com a qualidade das descrições, imaginar o grandioso
10 mundo que ele vai conhecendo e invejá-lo. E é essa inveja que Cadilhe não entende. A atividade que
tem, tem-na porque procurou forma de arranjar meios e apoios para percorrer o Mundo e porque,
claro, tem este talento especial para a escrita. E viajar não tem de ser só lazer. Não o é seguramente
da forma como ele o faz:
“É este o meu projeto: atravessar África. Prosseguir do sul para o norte, utilizando as estradas
15 do continente, recorrendo aos transportes públicos, aos autocarros maltratados pelos anos, aos
comboios que ainda andam, pedindo boleia, viajando com as pessoas da terra – em terra onde
estiver, farei como vir. Excluo o transporte aéreo, voar sobre África não é viajar por África. Aliás,
voar não é viajar”.
Consegue facilmente, a partir deste excerto, imaginar-se as peripécias, as aventuras, as sur-
20 presas e os sustos que se foram sucedendo durante a viagem. Para saber mais, só mesmo len-
do. Será certamente uma atividade mais rápida e cómoda do que os oito meses, quinze países,
27 000 quilómetros e 50 000 palavras que depois resultaram em África acima. Deixo uma citação de
Gonçalo Cadilhe que retirei há tempos de uma das suas crónicas na revista Única do jornal Expresso:
“A solidão do viajante é a solidão do palhaço: a de reservar para si toda a tristeza que lhe vai na alma,
25 e de entregar aos outros a máscara da alegria.”
Revista Única, 6 de abril de 2007.

1. O autor do texto centra-se sobretudo


(A) em toda a obra de Gonçalo Cadilhe.
(B) em África acima.
(C) na admiração que tem por Cadilhe.
(D) no desejo que tem de viajar por África.

2. Ao afirmar que “o livro fez uma larga viagem, de mão em mão” (ll. 5-6), o autor sugere que
(A) também viajou acompanhado por este livro.
(B) passou por África, levando esse livro consigo.
(C) emprestou o livro a outros para que o lessem.
(D) África acima foi divulgado por ele a outros.

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6. TESTES DE AVALIAÇÃO

3. O texto apresenta marcas específicas de um


(A) artigo de apreciação crítica.
(B) artigo de divulgação científica.
(C) artigo de opinião.
(D) relato de viagem.

4. A frase “Gonçalo Cadilhe ofereceu-nos este sublime livro” (l. 2) integra constituintes com as
seguintes funções sintáticas:
(A) sujeito e predicado com complemento indireto e complemento direto.
(B) sujeito e predicado com complemento direto.
(C) sujeito e predicado com predicativo do complemento direto.
(D) sujeito e predicado com complemento indireto e complemento oblíquo.

5. O verbo considerar em “consideram o mais entusiasmante e desafiante de todos os planetas”


(l. 4) classifica-se como

(A) copulativo.
(B) transitivo direto.
(C) transitivo indireto.
(D) transitivo predicativo.

6. O grupo nominal “A qualidade da escrita de Cadilhe” (l. 7) integra


(A) dois modificadores do nome restritivos.
(B) dois complementos do nome.
(C) um complemento do nome e um complemento do adjetivo.
(D) um complemento do adjetivo e um modificador do nome restritivo.

7. A oração “que ele vai conhecendo” (l. 10) é subordinada


(A) adverbial causal.
(B) substantiva relativa.
(C) substantiva completiva.
(D) adjetiva relativa restritiva.

8. Identifique a função sintática do constituinte “com os guardas” (l. 7).

9. Indique o referente do elemento sublinhado em “invejá-lo” (l. 10).

10. Transforme em discurso indireto o segmento “em terra onde estiver, farei como vir. Excluo
o transporte aéreo, voar sobre África não é viajar por África.” (ll. 16-17), iniciando-o do modo
seguinte:
Gonçalo Cadilhe afirmou que…

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6. TESTES DE AVALIAÇÃO

9. TESTE DE AVALIAÇÃO – SONETOS COMPLETOS / CÂNTICOS DO REALISMO


Nome: _______________________________________________________________ N.O: _____________ Turma: _____________ Data: ___________________

GRUPO I

Apresente as suas respostas de forma bem estruturada.

Leia o poema de Antero de Quental.

Hino à razão

Razão, irmã do Amor e da Justiça,


Mais uma vez escuta a minha prece.
É a voz dum coração que te apetece,
Duma alma livre, só a ti submissa.

5 Por ti é que a poeira movediça


De astros e sóis e mundos permanece;
E é por ti que a virtude prevalece,
E a flor do heroísmo medra e viça.

Por ti, na arena trágica, as nações


10 Buscam a liberdade, entre clarões;
E os que olham o futuro e cismam, mudos,

Por ti, podem sofrer e não se abatem,


Mãe de filhos robustos, que combatem
Tendo o teu nome escrito em seus escudos!

Antero de Quental, Sonetos,


(edição organizada, prefaciada e anotada por António Sérgio),
Lisboa, Livraria Sá da Costa Editora,
3.a ed., 1968, p. 56.

1. Explicite o modo como o sujeito lírico encara a Razão.

2. Refira o valor expressivo da anáfora “Por ti”.

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6. TESTES DE AVALIAÇÃO

Leia o excerto que se apresenta da obra de Cesário Verde.

O sentimento dum ocidental

Nas nossas ruas, ao anoitecer,


Há tal soturnidade, há tal melancolia,
Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia
Despertam um desejo absurdo de sofrer.
5 O céu parece baixo e de neblina,
O gás extravasado enjoa-nos, perturba;
E os edifícios, com as chaminés, e a turba
Toldam-se d’uma cor monótona e londrina.
Batem os carros de aluguer, ao fundo,
10 Levando à via-férrea os que se vão. Felizes!
Ocorrem-me em revista, exposições, países:
Madrid, Paris, Berlim, S. Petersburgo, o mundo!
Semelham-se a gaiolas, com viveiros,
As edificações somente emadeiradas:
15 Como morcegos, ao cair das badaladas,
Saltam de viga em viga os mestres carpinteiros.
Voltam os calafates, aos magotes,
De jaquetão ao ombro, enfarruscados, secos;
Embrenho-me, a cismar, por boqueirões, por becos,
20 Ou erro pelos cais a que se atracam botes.

Cesário Verde,
Cânticos do Realismo – O livro
de Cesário Verde, Lisboa, INCM,
2005, pp. 122-123.

3. Localize no tempo e no espaço a deambulação do sujeito poético, exemplificando com elemen-


tos textuais pertinentes.

4. Justifique o recurso às exclamações na terceira estrofe.

5. Explicite a reação do “eu” poético perante a realidade observada.

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6. TESTES DE AVALIAÇÃO

GRUPO II

Responda às questões. Na resposta aos itens de escolha múltipla, selecione a opção correta.

Leia o texto.

A poesia objetiva (opinião de Pessoa acerca do poeta Cesário Verde)

Houve em Portugal, no século XIX, três poetas, e três somente, a quem legitimamente compete
a designação de mestres. São eles, por ordem de idades, Antero de Quental, Cesário Verde e Camilo
Pessanha.
[…] Cesário Verde foi um dos mais radicais revolucionários que há na literatura.
5 […] Para medir a grandeza de Cesário é preciso lê-lo depois de por ampla leitura se estar satu-
rado e integrado no género poético no meio do qual a sua obra surge como um relâmpago. É depois
de ler essas obras que se deve ler Cesário; e é refletindo então em que foi o meio psíquico, onde
aquelas eram representativas e usuais, que irrompeu a obra de Cesário Verde.
Da violência enorme do contraste salta aos olhos, a par da extraordinária originalidade de
10 Cesário, o conceito psicologicamente explicativo […], a chave dessa individualidade sociologicamen-
te considerada.
Quanto à novidade da obra o contraste é flagrante. Em vez da retórica oca e do concomitante
sentimentalismo difuso, da carência completa de tudo quanto fosse a visão artística do mundo exte-
rior, da longa estrofe retumbante – o verso sóbrio e severo, o sentimento reprimido, a visão nítida […]
15 das cousas, o epíteto revelador, o uso simples […] da quadra, ou da quintilha, quase sempre apenas
do decassílabo e do alexandrino. […]
Dizer que Cesário sofreu influências várias quer dizer simplesmente que foi vivo. Todos os au-
tores sofrem influências; a diferença começa no uso que fazem delas. Quanto maior a capacidade
de compreensão de um espírito, mais facilmente influenciado é; quanto maior a sua capacidade de
20 criação mais facilmente converte essas muitas influências na substância da sua personalidade. […]
Um espírito superficial tomará como pormenor curioso da obra de Cesário o cantar ele a cidade
e também o campo.
O mais curioso deste pormenor é que ele é falso. Cesário não canta nem as cidades nem os cam-
pos. Canta a vida humana, e canta nos campos e nas cidades, em relação à natureza livre dos cam-
25 pos e à natureza artificial das cidades. Poderá parecer que é um amante do minucioso da natureza.
Mas uma comparação, ainda que ligeira, com os que amam e pintam minuciosamente a natureza,
mostra, pela nenhuma parecença com Cesário, mesmo no modo de descrever, que Cesário não
é como eles.
E finalmente, quanto a sentimento, um só geralmente pode ter o esteta: o amor à vida e, corres-
30 pondentemente, o horror à morte.
Fernando Pessoa, Páginas sobre Literatura e Estética (org. António Quadros),
Mem Martins, Publicações Europa-América, pp. 125-126.

1. O texto apresentado pode considerar-se um texto de opinião, uma vez que o autor
(A) refere as características da poesia de Cesário Verde.
(B) expõe e explicita o seu ponto de vista sobre Cesário Verde.
(C) demonstra de forma objetiva e concisa a exemplaridade de Cesário Verde.
(D) tenta persuadir o leitor, influenciando-o, através de argumentos incisivos.
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6. TESTES DE AVALIAÇÃO

2. A originalidade da obra de Cesário Verde assenta


(A) no retrato que faz da cidade e do campo.
(B) na visão artística e comum do mundo exterior.
(C) fundamentalmente no domínio versificatório.
(D) na rutura com o sentimentalismo reinante.

3. No texto afirma-se que na poesia de Cesário


(A) predomina o canto da cidade e do campo.
(B) está ausente qualquer tipo de preocupação social.
(C) se evidencia o canto da vida humana, no campo e na cidade.
(D) se privilegia a cidade e alguns grupos sociais que aí se movimentam.

4. O pronome pessoal “(l)o”, em “é preciso lê-lo” (l. 5), exemplifica a coesão


(A) lexical, por substituição. (C) gramatical, interfrásica.
(B) gramatical, referencial. (D) lexical, por reiteração.

5. No contexto em que surge, a forma verbal “irrompeu” (l. 8) significa


(A) surgiu.
(B) invadiu.
(C) sobreviveu.
(D) explodiu.

6. O predicado “converte essas muitas influências na substância da sua personalidade” (l. 20)
integra um
(A) complemento indireto e um complemento direto.
(B) complemento direto e um predicativo do complemento direto.
(C) complemento direto e um complemento oblíquo.
(D) predicativo do sujeito e um modificador do nome restritivo.

7. O segmento “da sua personalidade” (l. 20) desempenha a função sintática de


(A) modificador do nome restritivo.
(B) modificador do nome apositivo.
(C) complemento do adjetivo.
(D) complemento do nome.

8. Crie um campo lexical, com o mínimo de três palavras, a partir do nome “leitura” (l. 5).

9. Classifique a oração “que Cesário não é como eles” (ll. 27-28).

10. Identifique o mecanismo de coesão utilizado em “o amor à vida […] o horror à morte” (ll. 29-30).

GRUPO III

Redija um texto expositivo, entre 120 e 150 palavras, no qual apresente as características da poesia de
Antero de Quental e de Cesário Verde que considere mais pertinentes.
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CENÁRIOS DE RESPOSTA

CENÁRIOS DE RESPOSTA 8. Segundo o autor do texto, Portugal tem condições para receber
alguns destes migrantes, porque já deu provas, no passado, de
FICHAS DE LEITURA estar à altura destas situações, nomeadamente quando se deparou
com a vaga dos retornados de África ou com a imigração elevada de
FICHA 1 – DISCURSO POLÍTICO (pp. 12-14)
brasileiros e de cidadãos do Leste europeu.
1. (D); 2. (C); 3. (A); 4. (A); 5. (C).
9. Segundo ele, é necessária a colaboração da Igreja Católica,
6. O texto apresenta como assunto os problemas ecológicos que da sociedade civil, das empresas e das comunidades. É também
afetam o planeta, decorrentes da ação humana. Evidenciam-se, imperioso que o Estado crie condições para que este acolhimento
contudo, boas práticas para uma vida ecologicamente sustentável. possa ser uma realidade.
7. Segundo a autora do texto, é urgente que se tomem medidas 10. O texto invoca acontecimentos atuais, como sendo o drama
para controlar a situação de degradação do planeta e que se atue
dos refugiados, que fogem à violência e ao terror perpetrados pelo
de forma a preservá-lo.
autoproclamado Estado Islâmico, bem como eventos passados,
8. A queima de combustíveis fósseis, o desmatamento de flo- relacionados com a migração em Portugal, tais como a chegada
restas, a utilização abusiva de recursos naturais e o fomento de de milhares de retornados de África, após o 25 de Abril, a afluên-
indústrias têm levado ao aquecimento global, que, por sua vez, cia de cidadãos brasileiros ao país, nos anos 1980, e a acentuada
tem conduzido a um desequilíbrio ambiental, à extinção de certas imigração de cidadãos do Leste da Europa que veio a verificar-se
espécies e à destruição de ecossistemas. anos mais tarde.
8.1. O desaparecimento do mar de Aral, motivado pelo uso exces-
sivo e desmedido das suas águas, e a extinção dos Rapa Nui na ilha FICHA 4 – ARTIGO DE DIVULGAÇÃO CIENTÍFICA (pp. 19-20)
da Páscoa são exemplos que ilustram a opinião da autora. 1. (A); 2. (B); 3. (A); 4. (C); 5. (D).
9. O recurso expressivo presente no segmento selecionado é a 6. Os corais albergam espécies marinhas que servem de alimento
personificação. Através dela sugere-se a morte dos objetos (neste a outras espécies e ao próprio Homem, ajudam a proteger as li-
caso, os barcos), que outrora foram úteis e que, portanto, tinham nhas costeiras e são importantes fontes medicinais e de rendi-
vida, mas que agora estão parados, enferrujando. mento para o ser humano, graças ao comércio e ao turismo que
10. “É mais que urgente refletirmos sobre estas catástrofes impulsionam.
causadas pela ambição humana em comercializar a Natureza!” 7. As alterações climáticas, a pesca excessiva, a agricultura,
(ll. 64-66); “Ora vejamos Freiburg, na Alemanha! Esta cidade a desflorestação e a urbanização desregrada são fatores que
(reconstruída depois da Segunda Guerra Mundial) é o modelo a põem em risco o habitat natural dos corais.
copiar nas restantes cidades do mundo!” (ll. 68-70).
8. A delimitação de áreas protegidas, a recuperação de recifes
FICHA 2 – APRECIAÇÃO CRÍTICA (pp. 15-16) danificados e o cruzamento de diferentes espécies introduzidas
nos recifes, com vista à sua sobrevivência, são ações positivas que
1. (C); 2. (D); 3. (B); 4. (D); 5. (C).
contribuem para a sobrevivência dos recifes.
6. Dois aspetos distintos são a inclusão de outros diálogos e a
9. Esta técnica permite que minerais naturais na água adiram
inclusão de um outro tipo de humor em cenas nas quais original-
à estrutura e cristalizem, formando esqueletos rígidos similares
mente não existia.
aos do coral. Assim, depressa se tornam o lar de peixes e de ou-
7. Os atores são conhecidos e alguns estão ligados à comédia, tros seres marinhos.
como é o caso de Rui Unas e de Miguel Guilherme, tal como se
10. Caráter expositivo, informação seletiva e hierarquização das
pode constatar em “uma dúzia de personagens, de atores co-
ideias são as marcas específicas do artigo de divulgação cien-
nhecidos, alguns ligados à comédia” (ll. 32-33); “o ator Miguel
tífica, género em que se integra o texto. A última característica
Guilherme, que ‘só podia ser’ o irascível Evaristo” (ll. 36-37); ou
referida é visível, por exemplo, na atribuição de entretítulos, que
“O ator Rui Unas é outra das primeiras escolhas.” (l. 51).
contribuem para a organização da informação. O uso de vocabu-
8. A afirmação anuncia os aspetos desvendados imediatamente a lário específico – “algas simbióticas”, “branqueamento do coral”,
seguir, onde é dito que esta paixão pelos clássicos não se fica pela “ecossistema”, “acreção mineral” – está ao serviço quer do teor
atualização de O pátio das cantigas, porque o realizador tem em expositivo do texto quer da seleção da informação.
mãos outros projetos.
9. Este tipo de iniciativas, para além de preservar um património
FICHAS DE ESCRITA
cultural único, permite aos mais jovens conhecer uma realidade
distinta e valorizar o que é feito e divulgado em Portugal. São ações FICHA 1 – TEXTO DE OPINIÃO (p. 22)
deste tipo que conferem identidade a um país e o enriquecem. As escutas e a espionagem tomaram dimensões extraordiná-
10. A afirmação remete para a intenção de realizar novas versões rias, sendo, hoje, uma prática comum, utilizada em quase todos os
de outros clássicos, concretamente O leão da Estrela e A canção países do mundo e desencadeada pelo fenómeno da globalização.
de Lisboa. Efetivamente, a abertura de fronteiras e a facilidade de comuni-
cação entre pessoas assumiram dimensões inimagináveis, ao ponto
FICHA 3 – ARTIGO DE OPINIÃO (pp. 17-18) de qualquer terrorista passar facilmente de um país para outro.
1. (B); 2. (C); 3. (D); 4. (B). Veja-se o sucedido em Nova Iorque, Paris ou Londres, por exemplo,
onde centenas de pessoas inocentes perderam a vida. Por isso, e
5. O tema é o êxodo dos migrantes.
face às constantes ameaças a que todos os cidadãos estão sujeitos,
6. As interrogações servem para chamar a atenção para os proble- torna-se premente e até aceitável a implementação de escutas, de
mas que o êxodo dos migrantes está a trazer à Europa e, sobretudo, modo a impedir catástrofes como estas que vão ocorrendo.
para levar o interlocutor a refletir sobre a importância de certos va- Porém, se por um lado se percebe que sejam operacionaliza-
lores da sociedade ocidental, os quais, na opinião do autor do texto, dos sistemas de vigilância cada vez mais sofisticados, por outro,
devem ser tidos em conta nas possíveis soluções que venham a ser pode correr-se sérios riscos de violação da privacidade, uma vez
encontradas. que ninguém tem a certeza de que a sua vida pessoal não será
7. O autor do texto defende que Portugal deve ter um papel ativo vigiada por esses serviços de espionagem, o que pode ser visto
no que diz respeito ao acolhimento destes migrantes. como um atentado à liberdade de cada cidadão.

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CENÁRIOS DE RESPOSTA

Deste modo, pode concluir-se que a vigilância internacional se Proposta 2


torna premente para salvaguardar a paz mundial, mas é também O “Sermão de Santo António” é um texto alegórico, pois Padre
urgente que se respeite a liberdade dos cidadãos.
António Vieira assume como auditório fictício os peixes, quando,
[194 palavras]
na realidade, se dirige aos homens.
FICHA 2 – APRECIAÇÃO CRÍTICA (p. 23) Deste modo, ao apresentar as virtudes dos peixes através
A obra Os Maias, publicada em 1888, é, porventura, a mais das referências ao peixe de Tobias, à Rémora, ao Torpedo e ao
importante de Eça e uma das mais representativas do Realismo/ Quatro-olhos, exerce uma forte crítica ao ser humano – a ima-
Naturalismo em Portugal. gem positiva dos peixes reforça a imagem negativa dos homens, o
Uma análise apropriada desta obra permitirá destacar vá- que permite inferir a superioridade moral dos peixes. Na segunda
rios aspetos reveladores do modo de pensar e agir da sociedade parte do sermão, Vieira regista os defeitos dos homens; partindo das
portuguesa oitocentista. Em primeiro lugar, refiram-se as mor- espécies Pegadores, Voadores, Roncadores e Polvo, critica a cor-
dazes, mas adequadas, críticas à sociedade. Desde a imprensa, rupção, a repressão, a vaidade, a falsidade, a hipocrisia, a traição,
sensacionalista, dúplice e fingida, patente, por exemplo, no diretor a ambição, o parasitismo, reveladores do caráter humano.
d’A Tarde (Neves), à sociedade que vive de aparências, inculta A alegoria é, assim, um meio de satirizar o comportamento
e rude (corridas de cavalos e Teatro da Trindade), são diversos do ser humano, o que confere a esta obra um caráter intemporal.
os tipos da elite lisboeta satirizados.
[137 palavras]
Porém, a obra vive também dos interessantes momentos des-
critivos das personagens e dos espaços onde se movem. Assim,
temos o retrato cómico de um Dâmaso gordalhufo, aspirante a FICHAS DE GRAMÁTICA
“chic”, ou as descrições sensuais de Madame Gouvarinho e Raquel FICHA 1 – PROCESSOS FONOLÓGICOS (p. 28)
Cohen. Os espaços, detalhadamente apresentados, promovem
1. a. supressão: síncope do “d” – apócope do “e”; b. supressão +
as sensações que nos permitem captar a realidade.
A linguagem, recheada de adjetivos, diminutivos irónicos, ver- + alteração: aférese do “a” – sonorização (p > b; d > g); c. inserção:
bos fortes e expressivos, está ao serviço da caracterização dos epêntese do “d”; d. supressão + alteração: síncope do “g” – sinérese
espaços e das personagens, realçando os aspetos mais distintivos. (ee > ei); e. alteração: metátese (er > re); f. inserção: paragoge do
Do exposto, percebe-se a perspicácia de Eça, exímio analista “s”; g. alteração + supressão: assimilação (rs > ss) − síncope do
da sociedade sua contemporânea, no modo como, tão habilmente, “h”; h. inserção: prótese do “e”; i. alteração: palatalização (pl > ch);
a desenhou literariamente. j. alteração: vocalização (c > i); k. supressão + alteração: apócope
[192 palavras] do “e” – síncope do “g” – crase (ee > e); l. supressão + alteração:
síncope do “l” – sonorização (c > g); m. alteração: redução vocálica;
FICHA 3 – SÍNTESE (p. 24)
n. alteração: metátese (“par” / “pra”).
Seis alunas da Escola Básica e Secundária de Santo António,
2.
no Barreiro, criaram um software que lhes valeu o primeiro pré-
mio no concurso nacional do Apps for Good, projeto que premeia B I P A L A T A L I Z A Ç A O A
a criação de aplicações que resolvem problemas. S I N C O P E M J L E R B S A R
O X Z A R T U Y U Q H X N E S M
Trata-se de uma ferramenta para telemóveis e tablets, pen-
N O E T J A K L N O F S A Q G E
sada para alunos com necessidades educativas especiais, que O P R V T Y S U J G N M V B E T
lhes permite digitalizar imagens que os ajudam a comunicar. R E D U Ç A O E V O C A L I C A
No entanto, esta aplicação tem utilidade também para outras pes- I W A S S I M I L A Ç A O U A T
soas que apresentam dificuldades de comunicação. Z A S D G U N E S E R E N I S E
A X P A R A G O G E O U L J K S
Além de terem sido premiadas com tablets, estas alunas Ç S G U O A Z A L I O I A S A E
garantiram a presença na final internacional, em Inglaterra. A Z I R C O B R U J A R E C O T
[95 palavras] O T W F X A C Y E S E T O R P O
N M Q E A R T O J Ç K O P I N M
FICHA 4 – EXPOSIÇÃO SOBRE UM TEMA (p. 25) A F E R E S E W T U I O L V Z A

Proposta 1 3. Possibilidades de respostas: a. Este jovem tem uma grande vi-


Dificilmente haverá quem não saiba que a qualidade de vida talidade. / Esta carta de condução já é vitalícia. b. Ontem estavas
depende muito dos hábitos alimentares do nosso dia a dia. com um ar lunático. / Assistimos ao eclipse lunar. c. Comprei ou-
Está mais que provado que comer várias vezes ao dia e de tros óculos. / Ele tem um problema ocular.
forma variada e equilibrada contribui para a manutenção da saúde
dos indivíduos, prevenindo o aparecimento de doenças e promo- FICHA 2 – TEMPOS E MODOS VERBAIS (pp. 29-30)
vendo o bem-estar. 1. a. Disputamos; b. Mostraste; c. fizeste; d. ouve; e. trazíamos;
Pelo contrário, o consumo excessivo de sal, açúcares e gor- f. mostra-mos; g. decorrerão; h. Pedi-te.
duras resulta, muitas vezes, em problemas de saúde vários.
Em Portugal, mais de metade da população tem excesso de peso, 2. a. supusemos; b. interveio; c. opor-se-ão; d. contradissesse;
e o número tem vindo a aumentar, na faixa etária dos 18 aos e. depuseram; f. interpusésseis / reouvésseis.
25 anos. Efetivamente, é entre os jovens que mais se têm verificado 3. a. chegares / arruma; b. pediu / entregares / fizeste; c. possas /
índices de obesidade excessivos, até porque são eles os principais habitua-te; d. mantivessem / fizessem; e. mantêm / creem / diver-
consumidores da designada “comida de plástico”. gem; f. previsse / conteve / interveio.
Em suma, são evidentes os efeitos negativos que uma má
alimentação pode trazer, pelo que se torna premente que certos 4.1. (C); 4.2. (B); 4.3. (A); 4.4. (B); 4.5. (D); 4.6. (B).
hábitos sejam alterados e que a ingestão que fazemos dos alimen-
FICHA 3 – CLASSES DE PALAVRAS (p. 31)
tos passe a ser mais equilibrada.
[159 palavras] 1.1. (B); 1.2. (A); 1.3. (D); 1.4. (B); 1.5. (B).

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90 FOTOCOPIÁVEL NOVOS PERCURSOS PROFISSIONAIS • PORTUGUÊS 2 • GUIA DO PROFESSOR • ASA
CENÁRIOS DE RESPOSTA

FICHA 4 – FUNÇÕES SINTÁTICAS (p. 32) 4.1. a. “ainda que criticasse os homens” – oração subordinada adver-
1. a. Complemento do nome / complemento do adjetivo; b. Comple- bial concessiva; b. “que parassem com a exploração dos índios” –
mento direto / complemento oblíquo; c. Complemento do nome / oração subordinada substantiva completiva; c. “que os colonos
andassem aflitos com as críticas de Vieira” – oração subordinada
complemento agente da passiva; d. Complemento direto / comple-
substantiva completiva; d. “como correra a sessão no Casino Lis-
mento indireto; e. Complemento direto / modificador (GV); f. Com-
bonense” – oração subordinada substantiva completiva; e. “quem
plemento do nome / predicativo do sujeito; g. Modificador do nome
escrevera esse poema” – oração subordinada substantiva relativa;
restritivo / complemento oblíquo; h. Sujeito / predicativo do com-
f. “que os pais lhe tinham dado” – oração subordinada adjetiva rela-
plemento direto; i. Modificador do nome restritivo / complemento
tiva restritiva; g. “para que todos os alunos os possam ler” – oração
direto; j. Predicativo do complemento direto / modificador (GV). subordinada adverbial final.
2. [A] – [9]; [B] – [5]; [C] – [6]; [D] – [7]; [E] – [3]; [F] – [8]; 4.2. a. “a Deus” – complemento direto; b. “aos colonos” – com-
[G] – [2]; [H] – [1]; [I] – [4]; [J] – [10]; [K] – [11]. plemento indireto; “com a exploração dos índios” – complemento
oblíquo; c. “com as críticas de Vieira” – complemento do adjetivo;
FICHA 5 – FRASE COMPLEXA – SUBORDINAÇÃO (p. 33) d. “aos companheiros” – complemento indireto; “a sessão no Ca-
1. [A] – [2]; [B] – [13]; [C] – [8]; [D] – [14]; [E] – [3]; [F] – [5]; sino Lisbonense” – complemento direto; e. “esse poema” – com-
[G] – [10]; [H] – [9]; [I] – [4]; [J] – [7]; [K] – [12]; [L] – [11]; plemento direto; f. “à colega” – complemento indireto; “os pais” –
[M] – [6]; [N] – [1]. sujeito; g. “os” – complemento direto.
5.1. a. Oração subordinada adjetiva relativa restritiva; b. Oração
FICHA 6 – COORDENAÇÃO E SUBORDINAÇÃO – IDENTIFICAÇÃO subordinada substantiva completiva.
E CLASSIFICAÇÃO DE ORAÇÕES (p. 34)
5.2. a. Modificador do nome restritivo; b. Complemento direto.
1. [A] – [6]; [B] – [3]; [C] – [2]; [D] – [8]; [E] – [7]; [F] – [1];
[G] – [4]; [H] – [5]. FICHA 8 – COESÃO E COERÊNCIA (pp. 38-39)
2. a. Julgo que Cesário era pouco reconhecido, pois poucos lite- 1. Possibilidades de respostas: a. A chuva, que é fonte de vida, é
ratos privavam com ele. b. Alguns escritores contemporâneos de necessária em todas as regiões do planeta, embora a maioria das
Antero consideravam-no um revolucionário mas outros reconhe- pessoas não tenha consciência disso. b. As pessoas, cuja atividade
ciam já o seu talento. comercial depende, antes de mais, dos recursos naturais, reco-
3. a. Oração subordinada substantiva completiva – conjunção su- nhecem o valor da chuva e do sol para a agricultura. c. O planeta
bordinativa completiva; b. Oração subordinada adjetiva relativa Terra, de onde extraímos os nossos alimentos, é essencial à vida
restritiva – pronome relativo; c. Oração subordinada adverbial final – humana, apesar de muitos não o preservarem. d. Na cidade já não
conjunção subordinativa final; d. Oração subordinada adverbial con- se tem noção da origem dos alimentos. As pessoas, aí, esquecem
secutiva – conjunção subordinativa consecutiva; e. Oração subordi- que a harmonia do planeta depende do equilíbrio entre os dias de
nada adjetiva relativa explicativa – pronome relativo. sol e os dias de chuva.
2. As comemorações do centenário do Orfeu decorreram na rei-
FICHA 7 – COORDENAÇÃO E SUBORDINAÇÃO – ORAÇÕES E FUNÇÕES toria da Universidade do Porto, cidade onde eu nasci, e duraram
SINTÁTICAS (pp. 35-37) quatro semanas. As atividades que abrilhantaram o evento reali-
1.1. (D); 1.2. (B); 1.3. (A); 1.4. (C); 1.5. (D); 1.6. (A); 1.7. (B). zaram-se na sala magna, onde se assistiu à primeira conferência
que deu início às festividades. O ponto alto das solenidades foi o
2. [A] – [1]; [B] – [8]; [C] – [2]; [D] – [12]; [E] – [4]; [F] – [14]; momento em que o cineasta falou do filme que retrata a vida do
[G] – [4]; [H] – [9]; [I] – [5]; [J] – [6]; [K] – [7]; [L] – [3]; [M] – [11]; grupo de intelectuais fundadores da revista.
[N] – [10]; [O] – [13]; [P] – [8]; [Q] – [6]; [R] – [13].
3.1. (E) – (A) – (D) – (B) – (C).
3. a. “Na vida, deparamo-nos com vários obstáculos” – oração
4.1. (A); 4.2. (B); 4.3. (D); 4.4. (C); 4.5. (A).
coordenada; “mas não podemos desistir” – oração coordenada
adversativa; b. “Logo que os alunos se sentaram” – oração su-
FICHA 9 – DÊIXIS PESSOAL, TEMPORAL E ESPACIAL (pp. 40-41)
bordinada adverbial temporal; “o professor deu início à aula” –
oração subordinante; c. “A professora sistematizou os conteú- 1. a. “agora” (l. 23); “amanhã” (l. 54); “Já” (l. 55); b. “Eu” (l. 3);
dos” – oração subordinante; “para que os alunos pudessem es- “Você” (l. 4); “vive falando” (l. 4); “Vocês” (l. 49); c. “saiu de Suru-
tudar mais facilmente” – oração subordinada adverbial final; pinga” (l. 13); “Aqui” (l. 25); “Esta mala” (l. 32); “em casa” (l. 33).
d. “Ela considerou” – oração subordinante; “que o teste devia ser 2. a. Refere-se ao momento da enunciação, ou seja, do diálogo
adiado” – oração subordinada substantiva completiva; e. “Entrei entre o enunciador e o seu interlocutor; b. Reporta-se à sala onde
em casa” – oração coordenada; “e liguei imediatamente o compu- os dois interlocutores se encontram quando soa a campainha.
tador” – oração coordenada copulativa; f. “Ele estudou tanto” – 3. O determinante demonstrativo “esta” indica proximidade.
oração subordinante; “que conseguiu a nota desejada” – oração 4. (C).
subordinada adverbial consecutiva; g. “A professora pediu-me” –
oração subordinante; “para abrir a porta da sala 8” – oração su-
bordinada substantiva completiva; h. “Gosto muito de peixe” – QUESTÕES DE AULA
oração subordinante; “ainda que prefira a carne” – oração su- QUESTÃO DE AULA 1 – “SERMÃO DE SANTO ANTÓNIO”, DE P.e ANTÓNIO
bordinada adverbial concessiva; i. “Embora tenha dificuldades” – VIEIRA (p. 44)
oração subordinada adverbial concessiva; “ele nunca desiste” – 1. [A] – [3]; [B] – [6]; [C] – [1]; [D] – [2]; [E] – [9].
oração subordinante; j. “Os animais […] têm de ser protegidos” –
oração subordinante; “que estão em vias de extinção” – oração 2. a. V; b. F; c. V; d. V; e. F; f. F; g. V; h. V; i. F; j. V; k. V; l. V.
subordinada adjetiva relativa restritiva; k. “Quando cheguei à
QUESTÃO DE AULA 2 – FREI LUÍS DE SOUSA, DE ALMEIDA GARRETT
escola” – oração subordinada adverbial temporal; “que ainda es-
(pp. 45-46)
tava fechada” – oração subordinada adjetiva relativa explicativa;
“encontrei dois alunos” – oração subordinante; l. “Eles escolheram” – 1. [A] – [3], [5]; [B] – [7], [9], [10]; [C] – [4], [8]; [D] – [1]; [E] – [2];
oração subordinante; “quem os apoiou” – oração subordinada [F] – [6].
substantiva relativa. 2.1. (D); 2.2. (A); 2.3. (C); 2.4. (A); 2.5. (B); 2.6. (C); 2.7. (B).

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QUESTÃO DE AULA 3 – AMOR DE PERDIÇÃO, DE CAMILO CASTELO (ll. 16-17) ou “Chegai-vos embora aos grandes; mas não de tal
BRANCO (pp. 47-49) maneira pegados, que vos mateis por eles, nem morrais com eles.”
1. a. V; b. F – Na base da prisão de Camilo Castelo Branco está (ll. 22-23).
o caso adúltero com Ana Plácido; c. V; d. V; e. F – As razões GRUPO II
que levaram à prisão de Camilo são as mesmas que conduzi-
1. (B); 2. (A); 3. (A); 4. (D); 5. (C); 6. (B); 7. (C).
ram o seu tio Simão Botelho ao cárcere: um amor proibido;
f. F – A ação do romance camiliano é reveladora da valorização 8. Complemento agente da passiva.
das convenções/conveniências sociais face aos interesses/senti- 9. “a Europa”.
mentos do indivíduo; g. V; h. F – A transformação que se verificou 10. Oração subordinada adjetiva relativa restritiva.
no protagonista do romance deveu-se ao poder transformador/
regenerador do amor; i. V; j. F – A determinação na defesa dos TESTE DE AVALIAÇÃO 2 – FREI LUÍS DE SOUSA, DE ALMEIDA GARRETT
ideais pessoais e a rebeldia face às regras sociais estão na base (pp. 60-62)
do enredo deste romance camiliano; k. V; l. V; m. F – O convento
representa, no romance, a repressão, o castigo para a paixão; GRUPO I
n. F – Mariana, apesar de amar Simão, sabe que a sua classe 1. Frei Jorge é um homem religioso, preocupado com a família,
social nunca lhe permitirá ter um relacionamento com ele; o. V. tranquilizador daqueles que o rodeiam e amistoso para com a so-
2. [A] – [4], [8], [10]; [B] – [9]; [C] – [2], [6]; [D] – [1], [7]; brinha, Maria.
[E] – [3], [5]. 2. Frei Jorge traz uma notícia que vai colocar em sobressalto toda
3.1. (A); 3.2. (B); 3.3. (D); 3.4. (A); 3.5. (C); 3.6. (D); 3.7. (C); 3.8. (A); a família. Neste momento, avisa as senhoras da família que, em
3.9. (C); 3.10. (B). virtude da peste que grassava em Lisboa e dos bons ares do local
onde se encontram, os governadores pretendem, por capricho,
QUESTÃO DE AULA 4 – OS MAIAS, DE EÇA DE QUEIRÓS (pp. 50-51) sair de Lisboa e instalarem-se em Almada, mais precisamente no
1.1. (D); 1.2. (A); 1.3. (B); 1.4. (C); 1.5. (D); 1.6. (A); 1.7. (B); 1.8. (A); palácio de Manuel de Sousa Coutinho.
1.9. (C); 1.10. (D). 3. Inicialmente, D. Madalena fica assustada com as palavras de
2. [A] – [3]; [B] – [6]; [C] – [8]; [D] – [11]; [E] – [1]; [F] – [13]; Frei Jorge e revela compreensão face à pretensão dos governa-
[G] – [4]; [H] – [2]; [I] – [9]; [J] – [7]. dores quererem fugir da peste. Porém, quando Frei Jorge dá a
entender que ela se deverá preparar para uma má notícia rela-
QUESTÃO DE AULA 5 – SONETOS COMPLETOS / CÂNTICOS cionada com as decisões dos governadores, fica espantada, ad-
DO REALISMO (pp. 52-53) mirada, atónita, como se vê em “O meu!” (l. 32). Maria mostra-se
1. a. F – Antero de Quental foi um grande opositor dos hábitos revoltada, pois não aceita nem admite que os representantes do
mentais do povo português, preconizando uma viragem na lírica povo o abandonem em momentos de grande aflição e mostra-se
portuguesa; b. V; c. F – O pessimismo, a angústia existencial e indignada perante o facto de estes pensarem que as suas vidas
a desilusão são temáticas recorrentes da poesia anteriana; d. V; valem mais do que as dos outros cidadãos (“– Que mais valem as
e. V; f. F – O poema “O palácio da ventura” assenta a sua constru- vidas deles?” – l. 15).
ção em duas metáforas antagónicas; g. V; h. V; i. F – Antero acaba 4. Em Almada não havia peste. A vila tinha bons ares, boas águas
por concluir que a luta pelos ideais fora em vão; j. V. e uma bela paisagem.
2.1. (B); 2.2. (C); 2.3. (B); 2.4. (D); 2.5. (A). 5. A vivacidade do discurso de Maria é visível no recurso às excla-
3. [A] – [5]; [B] – [9]; [C] – [2]; [D] – [7]; [E] – [1]. mações, interrogações retóricas e reticências.

GRUPO II
TESTES DE AVALIAÇÃO 1. a. V; b. V; c. V; d. F; e. F.
TESTE DE AVALIAÇÃO 1 – “SERMÃO DE SANTO ANTÓNIO”, 2. a. Vocativo; b. Complemento indireto.
DE P.e ANTÓNIO VIEIRA, (pp. 57-59)
3. Oração subordinada substantiva completiva.
GRUPO I
4. Pretérito imperfeito do conjuntivo.
1. Através da referência aos peixes Pegadores, Padre António
5. “o mundo”.
Vieira atinge os homens oportunistas, interesseiros e parasitas,
que se aproveitam dos outros, o que ilustra o caráter alegórico
TESTE DE AVALIAÇÃO 3 – “SERMÃO DE SANTO ANTÓNIO” / FREI LUÍS
do excerto.
DE SOUSA (pp. 63-67)
2. O orador apresenta como argumento o facto de os peixes não
deverem viver “pegados” aos grandes ao ponto de isso implicar GRUPO I
a sua morte (“Chegai-vos embora aos grandes; mas não de tal ma- A
neira pegados, que vos mateis por eles, nem morrais com eles.” – 1. Obediência, ordem, quietação e atenção são as virtudes dos pei-
ll. 22-23). xes enumeradas pelo orador.
3. Criticando os homens, o orador apresenta, mais uma vez, Santo 2. Os homens perseguiam Santo António, queriam matá-lo por
António como o exemplo a seguir. lhes apontar os defeitos, enquanto os peixes, em grande número,
4. Exemplos: “peixinhos, ignorantes e miseráveis” (l. 16); “errado, ouviam atentamente as palavras do santo, com uma atitude de
e enganoso” (l. 16). A expressividade da adjetivação reside no respeito e de assentimento.
pormenor da caracterização, que vai ao encontro do objetivo do B
orador: incutir vivacidade ao discurso. 3. As duas cenas apresentadas situam-se no final do ato III, uma
5. Ao criticar o comportamento dos peixes e, por inferência, o dos vez que se referem a aspetos relacionados com a tomada do há-
homens, o orador concretiza a crítica social que é característica do bito por parte de D. Madalena e Manuel de Sousa Coutinho. Esta
“Sermão de Santo António”, e que conduz à moralidade visível em cerimónia decorre na parte baixa do palácio de D. João de Portu-
segmentos como: “Eis aqui, peixezinhos ignorantes, e miseráveis, gal, mais precisamente na capela da Sr.a da Piedade, na igreja de
quão errado, e enganoso é este modo de vida, que escolhestes.” S. Paulo dos Domínicos de Almada, e a altas horas da noite.

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4. Quando D. Madalena se dirige a Frei Jorge, parece ter dúvidas revestem-se de alguma formalidade, nomeadamente quando diz
quanto às notícias que davam como vivo o seu primeiro marido, “senhor Simão” (l. 12).
como se percebe na sua primeira intervenção. Contudo, as certe-
4. A frase de Simão refere-se à infelicidade de Teresa, à morte de
zas de Manuel de Sousa Coutinho levam-na a assumir uma atitude
João da Cruz e à eventualidade da morte de Mariana.
de desespero, ao ponto de entrar numa espécie de delírio que a faz
dirigir-se a Deus, pedindo-Lhe ajuda para suportar a dor dilacerante 5. As falas de Mariana revelam o seu estatuto social na medida em
provocada pela necessidade de ter de se separar daqueles que mais que trata Simão por “senhor Simão” (l. 12), forma de tratamento
ama. Seguidamente, revolta-se contra este Deus que tudo lhe tirou, que se usava relativamente a alguém com um estatuto social
inclusive a filha; só nas duas últimas réplicas se perceciona a resig- superior.
nação, ao aceitar aquele destino trágico.
GRUPO II
5. Manuel de Sousa Coutinho sempre agiu com maior racionali-
dade e, mais uma vez se percebe, pela sua intervenção, que a sua 1. a. F; b. F; c. V; d. F; e. V; f. F; g. V; h. V; i. V; j. F.
honradez prevalece sobre a emoção. Por isso, vendo D. Madalena 2. a. Oração subordinada substantiva completiva; b. Orações coor-
vacilar na decisão tomada, reage de forma mais fria, tentando denadas copulativas.
fazê-la compreender que nada mais lhes restava senão concreti-
3. a. Sujeito; b. Complemento indireto; c. Vocativo; d. Comple-
zar a decisão de se separarem e de ingressarem na vida conven-
tual. Pede, por isso, a D. Madalena que ganhe ânimo e não vacile, mento indireto.
afastando-se de imediato. Deste modo, sobressai a racionalidade 4. a. “Morrerá” – futuro do indicativo; “fiz” – pretérito perfeito do
e a frieza, ainda que com o intuito de não alimentar as incertezas indicativo; b. “aumentava” – pretérito imperfeito do indicativo.
da esposa.
5. a. “uma lâmpada”; b. “o morto”.
GRUPO II
TESTE DE AVALIAÇÃO 5 – OS MAIAS, DE EÇA DE QUEIRÓS (pp. 71-73)
1. (A); 2. (C); 3. (A); 4. (B); 5. (C); 6. (A); 7. (C).
8. “me”, “recordo”, “percebi”. GRUPO I

9. ”outra razão mais subtil mas mais indelével” (l. 16). 1. A ação deste excerto insere-se no episódio relativo às corridas
de cavalos, constante do capítulo X, e refere-se ao momento em
10. Coesão interfrásica.
que o jóquei de um cavalo (o Júpiter, vencido numa das compe-
GRUPO III tições) veio pedir satisfações ao juiz da corrida, afirmando que a
Resposta de caráter pessoal, podendo, todavia, apresentar-se a se- sua derrota se deveu a uma fraude. Esta situação gerou a indigna-
guinte planificação como ponto de partida. Introdução – indicação ção do Vargas e os ânimos acabaram por se exaltar.
do local visitado e da data/época em que tal aconteceu. Desenvol- 2. A comparação da voz do Vargas com o som produzido pelo touro
vimento – descrição dos aspetos observados, em termos arquitetó- põe em evidência não só o vigor da voz da referida personagem
nicos, civilizacionais, culturais, étnicos… Conclusão – aspetos mais
mas sobretudo o facto de se tratar de um comportamento pouco
emblemáticos.
adequado em público, o que evidencia o caráter crítico desta pas-
TESTE DE AVALIAÇÃO 4 – AMOR DE PERDIÇÃO, DE CAMILO CASTELO sagem.
BRANCO (pp. 68-70) 3. Ao longo do texto, tanto através das palavras do narrador como
GRUPO I dos comentários do marquês, é criticado o comportamento dos
que assistiam à corrida, afirmando-se que “um sopro grosseiro
1. As expressões “De manhã” (l. 1), “Às onze horas” (l. 4), “Ao se-
gundo dia de viagem” (l. 5), “Era o dia 27 de março, o nono de en- de desordem reles” (ll. 11-12) tinha desmanchado as aparências
fermidade de Simão Botelho” (l. 15), “Ao romper da manhã” (l. 16), de povo civilizado que tinham sido evidenciadas. Critica-se o inte-
“Algumas horas volvidas” (l. 24) contribuem para a concentração resse ridículo e “postiço” dos portugueses pelas corridas e a sua
temporal da ação, a qual decorre, agora, precipitadamente, em vocação para desordens, afirmando o marquês que “gostamos é
nove dias, sendo apenas relatados os aspetos fundamentais que de vinhaça, e viola, e bordoada” (l. 21).
conduzem ao culminar da ação. 4. O segmento referido reduz as preocupações dos portugueses a
2. Mariana vai demonstrando, ao longo do tempo, que está de- assuntos considerados insignificantes pelo enunciador, realçando
terminada a suicidar-se, se Simão morrer. Assim, a atitude que o atraso em que Portugal se encontra.
a personagem assume, quando confrontada com a iminência
5. O marquês fica indignado com o comportamento arruaceiro do
da morte de Simão, é reveladora de alguém que deixa de sofrer
povo português, a ausência de modos e a hipocrisia ao importar do
com a vida, convicta de que cedo se vai desprender dos aspetos
terrenos e, por isso, não chorou quando ouviu o prognóstico do estrangeiro atividades que não sabia cumprir ou dignificar. Carlos
seu amado e perguntou-lhe, nas palavras do narrador, com uma e Clifford veem o tumulto de forma diferente – o primeiro garante
“Pasmosa serenidade” (l. 7), o que fazer às suas cartas, se Simão que é “pitoresco”, sente-se como observador de toda aquela con-
morresse no mar. Depois, acaba por revelá-lo explicitamente, fusão e nada o afeta. Considera-se, e é, diferente daquela gente,
quando o degredado lhe pergunta o que fará ela se ele morrer nos gostos, na educação e no comportamento, daí que entenda
no mar. A resposta é imediata: “– Morrerei, senhor Simão” (l. 12). aquela confusão como um motivo de interesse que dava um certo
Finalmente, é ainda indicativo do seu suicídio o facto de não ter colorido ao acontecimento. Clifford, apesar de achar deplorável
chorado nem orado, quando Simão morre, como se acreditasse a atitude presenciada, mantém a sua postura educada e correta
que, em breve, estaria junto dele, e o facto de apresentar uma e desvaloriza o sucedido.
postura inerte e estranha, enquanto os marujos davam puxões ao
cadáver do académico para segurar a pedra à cintura. GRUPO II
3. Apesar de Mariana amar Simão, tem plena consciência de que 1. (A); 2. (B); 3. (C); 4. (A); 5. (C); 6. (C); 7. (D).
o seu amor não é correspondido e de que ele sente por ela ape- 8. Pronome relativo.
nas um amor fraternal. Por essa razão, designa-o de “meu irmão”
(l. 6). Por outro lado, por reconhecer que Simão é detentor de 9. Trata-se de uma citação.
um estatuto social mais elevado do que o seu, as suas palavras 10. Oração subordinada adverbial causal.

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TESTE DE AVALIAÇÃO 6 – AMOR DE PERDIÇÃO / OS MAIAS (pp. 74-78) 3. Os travessões acrescentam informação adicional, pormenori-
GRUPO I zando a caracterização do “canto longínquo”, personificado pelo
A “espírito” que atenua o sofrimento do sujeito poético.
1. O tema do amor-paixão é visível no facto de Teresa demonstrar 4. O uso das maiúsculas acentua o caráter transcendente da
estar dominada por um sentimento tão avassalador que está dis- busca que o sujeito lírico efetua, sem sucesso, advindo daí a razão
posta a morrer por ele, recusando o casamento com outro homem.
do seu drama.
2. Apesar de ter noção de que Teresa não ama Baltasar, tendo
5. O título do poema anuncia a entidade a quem o eu lírico confia
recusado já uma vez contrair matrimónio com ele, Tadeu menos-
preza o amor e acredita que, enquanto pai, tem o direito de impor o seu drama íntimo, e que lhe confere alguma serenidade.
à filha o casamento com o primo, chegando mesmo a confessar GRUPO II
que o amor de um pai, por vezes, se manifesta sob a forma de
1. (A); 2. (B); 3. (A); 4. (B); 5. (C); 6. (D).
violência. Esta mentalidade coaduna-se com a que vigorava na
época, uma vez que os casamentos de conveniência eram usuais, 7. [A] – [5]; [B] – [2]; [C] – [7]; [D] – [4].
como forma de preservar os privilégios ou de ascender económica
e socialmente. TESTE DE AVALIAÇÃO 8 – CÂNTICOS DO REALISMO, DE CESÁRIO
B VERDE (pp. 81-83)

3. Tendo tido conhecimento de que Dâmaso tecia comentários GRUPO I


pouco abonatórios sobre o seu relacionamento com Maria Eduarda, 1. O grupo social destacado é o povo e, neste caso concreto, a
em diversos locais incluindo o Grémio, e perante amigos e conheci- atenção recai nos cavadores que abrem as valetas e que o su-
dos de ambos, Carlos fica indignado e furioso, até porque os uniam jeito poético compara a animais (“as bestas” – v. 6) por serem
laços de amizade, e decide dar uma lição a Dâmaso. Durante o per-
“Homens de carga!” (v. 6). Contudo, revela comiseração por eles,
curso até aos Olivais, a ideia de o destruir, de forma tão visível e
até porque tem consciência de que o povo sofre, agoniza e tem,
violenta que pudesse constituir uma lição, não abandona Carlos,
tal como os trabalhadores que a esta classe pertencem, uma
que congemina, demoradamente, sobre essa possibilidade.
“vida tão custosa” (v. 7).
4. A última afirmação de Carlos revela a sua felicidade e o modo
como o amor entre ele e Maria Eduarda o traz enlevado e deli- 2. O “eu” lírico mostra-se atento e crítico relativamente a tudo
ciado. Perante a constatação de Alencar de que o mundo é “um o que observa. Porém, na segunda estrofe, percebe-se que tem
vale de lágrimas” (l. 31), Carlos não consegue senão pensar em pena dos pobres trabalhadores, quando afirma “Que vida tão
si e na sua felicidade, fruto do bilhete de Maria Eduarda, em que custosa!” (v. 7) e dá conta da sua comiseração mas, simultâ-
esta o convidava a visitá-la à noite, e que guardou como se fosse nea e respetivamente, da sua imaginação criadora, ao falar do
uma “doce relíquia” (l. 17). sofrimento e da agonia do povo e ao ver uma bandeira no pano
5. A dupla adjetivação, presente, por exemplo, em “muda e igno- rasgado das camisas, divisas nos listrões de vinho e uma cruz
rada” (l. 9), “gorducho e reles” (l. 12) ou “moroso e pensativo” nos suspensórios.
(l. 18), o uso de estrangeirismos como “coupé” (l. 4) e a expressi-
3. A transfiguração do real está presente na associação que o
vidade do verbo (“ruminar” – l. 1 e “palrando” – l. 12) e do advér-
bio (“copiosamente” – l. 22) constituem características típicas do sujeito poético faz entre o pano rasgado das camisas dos traba-
estilo da linguagem queirosiana. lhadores e a bandeira, os suspensórios e a cruz, o que reforça,
simultaneamente, o caráter épico do poema.
GRUPO II
4. Neste excerto destaca-se a adjetivação, usada na caracteri-
1. (A); 2. (C); 3. (B); 4. (D); 5. (A); 6. (C); 7. (D).
zação dos trabalhadores (“Possantes, grossas, temperadas, […]
8. Verbo principal transitivo indireto. ralasso” – vv. 3-4; “E manso […] calosas mãos gretadas” – vv. 5 e
9. Modificador do nome apositivo. 9), e fá-lo de forma tão pormenorizada que o leitor pode mesmo
10. Oração subordinada adjetiva restritiva. imaginá-los no desempenho das suas tarefas. As exclamações
conferem bastante expressividade ao texto, uma vez que, atra-
GRUPO III
vés delas, se consegue percecionar as emoções do sujeito poético
Resposta de caráter pessoal. Contudo, o aluno pode seguir o se- quando observa a realidade que retrata. Neste caso, a sua como-
guinte cenário: Introdução – evidenciação da importância do amor
ção vem ao de cima quando avalia o esforço desmedido daqueles
para o ser humano. Desenvolvimento – constatação de que o amor
homens, bem como a vida dura que levam (“Homens de carga!
contribui para o bem-estar; factualidade da necessidade de amar
Assim as bestas vão curvadas!” – v. 6).
para o equilíbrio emocional na relação consigo e com os outros;
explicitação de que a consciência de ser amado desenvolve nobres 5. A dimensão épica é visível na referência ao povo como uma
sentimentos no relacionamento social. Conclusão – reforço da personagem coletiva e ao esforço do trabalho por ele produzido
ideia de que o amar e ser amado é fundamental para a harmonia (“Homens de carga!” – v. 6), realçada pelo recurso à exclamação
pessoal e social. e a vocabulário valorativo (“Possantes, grossas” – v. 3, “custosa”
– v. 7, “calosas” – v. 9, “gretadas” – v. 9, “sofres, bebes, agonizas”
TESTE DE AVALIAÇÃO 7 – SONETOS COMPLETOS, DE ANTERO DE
– v. 13), ilustrativo da visão subjetiva do sujeito poético.
QUENTAL (pp. 79-80)
GRUPO I GRUPO II
1. O sujeito poético sente-se só, em sofrimento e incompreendido, 1. (B); 2. (C); 3. (A); 4. (A); 5. (D); 6. (B); 7. (D).
num conflito interior, tendo apenas a noite como companheira 8. Complemento oblíquo.
e confidente, encontrando nela tranquilidade e serenidade.
9. “ele” [Gonçalo Cadilhe].
2. As expressões “Tu só entendes bem o meu tormento…” (v. 4),
“A ti confio o sonho” (v. 9) ou “E tu entendes o meu mal sem nome” 10. Gonçalo Cadilhe afirmou que em terra onde estivesse faria
(v. 12) demonstram que o sujeito, atormentado, encontra na noite como visse. Excluía o transporte aéreo porque voar sobre África
o apaziguamento de que necessita. não era viajar por África.

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CENÁRIOS DE RESPOSTA

TESTE DE AVALIAÇÃO 9 – SONETOS COMPLETOS / CÂNTICOS 5. Desde o primeiro momento, o sujeito poético refere a pertur-
DO REALISMO (pp. 84-87) bação e o enjoo provocados pelo “gás extravasado” (v. 6), e ainda
GRUPO I o “desejo absurdo do sofrer” (v. 4). A deceção e o desânimo são
A ainda despertados pelas edificações, que o “eu” compara a gaio-
las, e pelos tipos humanos retratados, ao ponto de confessar que
1. A Razão é, para o “eu” lírico, fonte de virtude, de heroísmo, de
se embrenha a cismar e a errar pelos cais. Por tudo isto, facil-
harmonia (“irmã do Amor e da Justiça” – v. 1), e está na base da
mente se percebe que no sujeito poético prevalece um sentimento
ânsia de liberdade que move o ser humano. Desta forma, defende
de desânimo e de disforia que lhe desperta o desejo de fuga.
a prevalência da racionalidade.
2. A anáfora “Por ti” enfatiza a importância da Razão, pois permite GRUPO II
explicitar os domínios que ela abrange, deixando claro que ocupa 1. (B); 2. (D); 3. (C); 4. (B); 5. (A); 6. (C); 7. (D).
um lugar central no modo como o sujeito poético encara o mundo. 8. Livro, biblioteca, livraria.
B 9. Oração subordinada substantiva completiva.
3. O sujeito poético encontra-se a deambular pela cidade de Lis- 10. Coesão lexical por antonímia.
boa, num fim de tarde, uma vez que logo na primeira estrofe se
faz referência ao Tejo, ao bulício e à azáfama típicos do final de GRUPO III
um dia de trabalho. Por isso, os versos “Nas nossa ruas, ao anoi- Resposta de caráter pessoal. Contudo, o aluno pode seguir a se-
tecer” (v. 1) e “Que as sombras, o bulício, o Tejo, a maresia” (v. 3) guinte planificação: Introdução – importância destes dois poetas
atestam a localização espácio-temporal anteriormente registada. no panorama da literatura portuguesa. Desenvolvimento – Antero
A deambulação é também evidente na forma verbal “erro” (v. 20). de Quental: características dos Sonetos: a angústia existencial,
4. As exclamações presentes na terceira estrofe tradu- a inquietação espiritual, a consciência da imperfeição humana,
zem a emotividade, o estado de espírito do “eu” poético; a desilusão e o desespero; Cesário Verde: traços identitários da
estas exclamações (“Felizes!” – v. 10; “Madrid, Paris, Berlim, sua obra: a imaginação, a deambulação, a transfiguração do real,
S. Petersburgo, o mundo!” – v. 12) parecem sugerir uma certa o imaginário épico, a cidade e os tipos sociais. Conclusão – refe-
inveja daqueles que partem e, desse modo, fogem da realidade rência aos traços distintivos dos dois poetas, embora pertencen-
onde se encontra o “eu”. Estes podem ver outras capitais, co- tes ambos ao Realismo.
nhecer o mundo, em vez de ficarem emparedados e sujeitos ao
“desejo absurdo de sofrer” (v. 4) que a cidade onde o “eu” poético
se encontra lhe desperta.

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