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Análise do Mercado

de Terras

MERCADO DE TERRAS ENTRA EM COMPASSO DE ESPERA.


OPORTUNIDADES NAS NOVAS FRONTEIRAS AGRÍCOLAS

Relatório Bimestral
SETEMBRO/OUTUBRO 2014| Nº 61
Análise do Mercado de Terras
RELATÓRIO BIMESTRAL – N.º 61 – SETEMBRO/OUTUBRO 2014

índice
Introdução.......................................................................................................................................... 3
Sobre a Informa.................................................................................................................................. 4
Contexto E Perspectiva....................................................................................................................... 4
Tópico Especial.................................................................................................................................... 9
Economia........................................................................................................................................... 21
Legislação.......................................................................................................................................... 23
Análise por tipo de uso de solo....................................................................................................... 25
Longo Prazo (36 meses)..................................................................................................................26
Valorização Relativa (%)..............................................................................................................26
Desvalorização Relativa (%).........................................................................................................27
Valorização absoluta (R$/ha)......................................................................................................27
Desvalorização absoluta (R$/ha)................................................................................................28
Curto Prazo (12 meses)...................................................................................................................29
Valorização Relativa (%)..............................................................................................................29
Desvalorização relativa (%).........................................................................................................30
Análise do mercado de terras por tipo de atividade......................................................................32
Valorização relativa de terras de grãos (%) .............................................................................32
Valorização relativa de terras de cana-de-açúcar (%)..............................................................33
Valorização relativa de terras de pastagem (%).........................................................................34
Análise do mercado de terras por estado......................................................................................35
Região Norte..................................................................................................................................... 39
Acre ..............................................................................................................................................39
Amapá............................................................................................................................................39
Amazonas......................................................................................................................................39
Pará ..............................................................................................................................................40
Rondônia.......................................................................................................................................41
Roraima.........................................................................................................................................41
Tocantins......................................................................................................................................42
Região Nordeste................................................................................................................................ 42
Alagoas.........................................................................................................................................42
Bahia..............................................................................................................................................43
Ceará.............................................................................................................................................43
Maranhão.....................................................................................................................................44
Paraíba...........................................................................................................................................44
Pernambuco..................................................................................................................................45
Piauí...............................................................................................................................................45
Rio Grande do Norte....................................................................................................................46
Sergipe...........................................................................................................................................46
Região Sudeste.................................................................................................................................. 47
Espiríto Santo...............................................................................................................................47
Minas Gerais.................................................................................................................................47
Rio de Janeiro................................................................................................................................48
São Paulo......................................................................................................................................48
Região Sul.......................................................................................................................................... 49
Paraná...........................................................................................................................................49
Rio Grande do Sul........................................................................................................................49
Santa Catarina..............................................................................................................................50
Região Centro-Oeste......................................................................................................................... 50
Goiás e Distrito Federal...............................................................................................................50
Mato Grosso.................................................................................................................................50
Mato Grosso do Sul.....................................................................................................................51
Anexo - I - Tabelas de Preços de Terras no Brasil............................................................................52
Anexo - II - Índice de Inflação........................................................................................................... 77
Anexo - III - Metodologia.................................................................................................................. 78

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Análise do Mercado de Terras
RELATÓRIO BIMESTRAL – N.º 61 – SETEMBRO/OUTUBRO 2014

Introdução
Este relatório procura municiar o leitor com informações sobre o comportamento do
mercado de terras em todo o país, comparando valores, descrevendo variáveis e con-
ceitos que possibilitem traçar panoramas de curto, médio e longo prazo nesse tipo
de investimento. É importante lembrar que qualquer efetivação de compra, venda ou
avaliação de imóveis rurais deve ser baseada em estudos mais detalhados, que per-
mitam ao investidor precisar os possíveis ganhos a partir dos riscos envolvidos direta-
mente na individualidade característica de cada região ou propriedade.
Para se efetivar um negócio, orientar uma partilha de bens, fundamentar uma ne-
gociação por qualquer motivo que seja, é absolutamente essencial que se faça uma
análise particularizada de cada imóvel, considerando suas benfeitorias, características
especiais, composição entre os diversos tipos de terras, entre outros fatores relevan-
tes na formação do preço final de um imóvel.
É preciso ter em mente também que a valorização de uma propriedade em
determinada região do país em muitas ocasiões representa apenas um ganho de
capital incorporado ao patrimônio. No entanto, pode representar uma oportunidade
única, para muitos investidores se munidos de informações e dados confiáveis e
atualizados periodicamente. Tais dados podem indicar tendências capazes de dar
maior sustentação aos resultados inicialmente projetados a tempo de avaliar os
riscos ou os benefícios da atual posição do investidor no mercado.
Desde o relatório no. 11 estamos apresentando na Tabela de Preços de Terras no Bra-
sil, os dados em reais e em dólar, no intuito de refinar e diversificar as informações
disponíveis. Salientamos, porém, que as análises dos valores em dólar sejam feitas
com atenção, em virtude da flutuação da taxa cambial, o que pode induzir a erro.
Nos gráficos de acompanhamento dos preços de terras por estado, além dos valores
nominais tradicionalmente apresentados, estão incluídos os valores deflacionados
pelo IGP-DI, da Fundação Getúlio Vargas.
Assim, este relatório busca possibilitar ao leitor compreender a dinâmica e elevar seus
conhecimentos relativos ao mercado de terras e logicamente, tirar proveito disto.
A análise foi dividida em capítulos, onde se descreve, no primeiro, o cenário nacional.
Nos capítulos posteriores efetua-se uma gradativa regionalização das informações,
descrevendo-se o comportamento do mercado no cenário regional e por tipo de uso
do solo. A partir do Anexo I, pode ser verificada na íntegra a tabela com as cotações
de todos os tipos de terras dos períodos analisados neste relatório.
São Paulo, 06 de Novembro de 2014.

José Vicente Ferraz


vicente.ferraz@informaecon-fnp.com
Diretor técnico

Márcio Perin
marcio.perin@informaecon-fnp.com
Analista técnico

Informa Economics FNP


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Sobre a Informa
O Grupo Informa é um dos provedores de conhecimento mais importantes do mun-
do. Fornece informações altamente especializadas através de: publicações, eventos,
treinamentos e inteligência de mercado para as empresas e organizações ao redor do
mundo. Líder mundial em pesquisa e serviços de consultoria na indústria de alimen-
tos e no agronegócio. Empresa global com sede em Zug na Suíça, o grupo Informa
tem mais de 150 escritórios em mais de 44 países e emprega 7.000 funcionários em
todo o mundo.
A Informa Economics FNP atua há mais de 20 anos em agronegócio no Brasil. Prepa-
rada para fornecer uma gama de serviços e consultoria a clientes de diversos seg-
mentos. Com uma equipe de consultores experientes e uma rede de especialistas
associados, a FNP atua em diferentes setores do agronegócio no Brasil e no mundo,
dispõe de um dos mais completos banco de dados do segmento e publica anuários e
relatórios altamente conceituados e referências no mercado do agronegócio.

Contexto E Perspectiva
Mercado de terras no Brasil entra em compasso de espera. Valorizações expres-
sivas apenas nas novas regiões produtoras de grãos do Norte e Nordeste que se
apresentam como oportunidades de altas acima da média geral devido a melhoria
da infraestrutura.
Brasil: Preço médio por hectare
O ritmo de valorização das ter-
10.500
10.000
9.500
ras no Brasil manteve a tendência 9.000
8.500 10,6%
de queda verificada nos últimos 8.000
7.500
R$/ha

7.000
meses. No bimestre setembro-ou- 57,9%
6.500
6.000
tubro a valorização média das ter- 5.500
5.000

ras brasileiras foi de 1,2%, a R$ 4.500


4.000
3.500
9.862/ha, seguindo a tendência
Mar-Abr/012

Mar-Abr/013

Mar-Abr/014
Jan-Fev/012

Jan-Fev/013

Jan-Fev/014
Nov-Dez/011

Jul-Ago/012

Set-Out/012

Nov-Dez/012

Jul-Ago/013

Set-Out/013

Nov-Dez/013

Jul-Ago/014

Set-Out/014
Mai-Jun/012

Mai-Jun/013

Mai-Jun/014
observada nos bimestres anteri-
ores. De modo geral, os negócios
Fonte: Informa Economics-FNP
envolvendo imóveis rurais estag-
naram no período pré-eleições presidenciais e não apresentam indícios de que ocor-
ram alterações significativas antes de 2015.
As incertezas frente a política econômica, a ser adotada pelo governo federal e os
possíveis impactos sobre o agronegócios, especialmente sobre os projetos de melho-
ria logística soam pouco convidativos para investimentos no setor. Além disso, com a
queda dos preços das principais commodities agrícolas no mercado internacional, os
produtores estão mais receosos em expandir a área de cultivo.
Por outro lado, a pecuária está passando por processo de recuperação das margens
de produção, o que tem aumentado a demanda de áreas de pastagem para este fim
produtivo. Em algumas regiõeso mercado de terras de pastagem está muito mais
aquecido que o de áreas para agricultura.

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Vale ressaltar, no entanto, que ainda não foram observados movimentos de que-
da nas regiões relevantes para a produção agropecuária brasileira. As retrações de
preços mais expressivas ainda estão restritas às regiões que apresentaram colapso
em seus sistemas produtivos, como é o caso de muitas áreas de fruticultura do Nor-
deste, ou aquelas que estavam com preços fora do contexto produtivo da região. Al-
gumas áreas de café e de laranja no Sudeste, as quais vem passando por um longo
Tabela 1 - Valorização das terras brasileiras por região (%)

Valorização em 36 meses* Valorização em 12 meses**


Região
Média Maior Menor Média Maior Menor

Centro-Oeste 81 267 -13 11 64 -27

Nordeste 54 817 -68 11 122 -31

Norte 85 900 -21 20 80 -25

Sudeste 45 330 -11 8,7 136 -19

Sul 59 300 -7,0 11 63 -13

BRASIL 58 900 -68 11 136 -31


* Período de Novembro/Dezembro de 2011 a Setembro/Outubro de 2014
** Período de Novembro/Dezembrode 2013 a Setembro/Outubro de 2014
Fonte: Informa Economics FNP, Out./2014

R$/ha Brasil - Preços da terra por região


22.500
21.000 Sul
19.500
18.000
16.500
Sudeste
15.000
13.500
12.000
10.500
9.000 Centro-Oeste
7.500
6.000
4.500 Nordeste
3.000 Norte
1.500
-
Jul-Ago/012

Jul-Ago/013

Jul-Ago/014
Set-Out/012

Set-Out/013

Set-Out/014
Jan-Fev/012

Jan-Fev/013

Jan-Fev/014
Mai-Jun/012

Mai-Jun/013

Mai-Jun/014
Nov-Dez/011

Mar-Abr/012

Nov-Dez/012

Mar-Abr/013

Nov-Dez/013

Mar-Abr/014

Fonte: Informa Economics - FNP

período de baixa rentabilidade também apresentam ligeira queda, porém nada que
possa indicar um mercado de terras em forte depreciação.
Além disso, os projetos de melhorias da infraestrutura no Norte do país seguem in-
fluenciando nas taxas de valorização das terras. As áreas do chamado arco Norte
estavam consideravelmente mais baratas do que os perfis de solos equivalentes no
restante do país. O baixo preço se justificava pelas restrições logísticas. Com as mel-
horias, este diferencial negativo reduz sua importância, impactando nos preços da
terra. O que ainda restringe maiores valorizações das áreas agrícolas no Norte do país
são questões documentais a regularização ambiental da propriedade.

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Média: + 11%
Média: + 20%
Máximo: + 122%
Máximo: + 80%
Mínimo: - 31%
Mínimo: -25%

Média: + 11%
Máximo: + 64%
Mínimo: - 28%
Média: + 8,7%
Máximo: + 136%
Mínimo: - 19%

Média: + 11%
Máximo: + 63%
Mínimo: - 13%

Com isso, surgem ‘ilhas’ de oportunidades de valorização, que desafiam a tendência


geral das terras brasileiras, o arrefecimento dos preços. Neste sentido, chama-se a
atenção para as potencialidades de que as áreas agrícolas localizadas no Noroeste do
Mato Grosso, Sul e Sudoeste do Pará, Rondônia, Tocantins e as áreas de Chapada do
Maranhão continuem em ritmo forte de valorização no próximo ano.
Nos últimos 12 meses a apreciação média das terras brasileiras foi de 10,6%, per-
centual abaixo da média anualizada dos últimos 36 meses, que foi de 16,4%. Mesmo
apresentando arrefecimento, na média, as terras brasileiras seguem com taxas de
valorização superior a inflação do país.
As terras mais caras do Brasil seguem localizadas na região Sul, com destaque para as
terras agrícolas em várzea sistematizada na Grande Florianópolis, na microrregião de
Florianópolis/SC (R$ 51.500/ha). As mais baratas são as áreas de Caatinga em chapa-
da (Pio IX), na microrregião de Picos/PI (R$ 160/ha).
No âmbito das regiões geográficas brasileiras (Tabela 1), a região Centro-Oeste seg-
ue apresentando a maior valorização média nos últimos 36 meses, enquanto que as
regiões Norte e Nordeste apresentam as maiores amplitudes. No entanto, de manei-
ra geral, todas as regiões brasileiras seguem apresentando valorizações médias supe-
riores aos principais indicadores econômicos.
No Centro-Oeste, mercado pouco demandado, principalmente para as áreas de
menor aptidão agrícola, ou ainda, que estão localizadas em regiões com maiores cus-
tos logísticos para escoamento da produção. A queda nos preços internacionais da
soja tem gerado perspectivas negativas para regiões com altos custos de escoamen-

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to. A exceção são áreas consideradas de excelência, com produção de grãos consol-
idada, e as regiões que passam por melhorias de infraestrutura. As áreas de alta ap-
tidão ainda seguem com tendência de valorização, porém em menor intensidade. Já
nas áreas de baixa aptidão agrícola a tendência é de estabilização ou queda, pois o
custo para implantação e condução das lavouras restringe a sua viabilidade em perío-
dos de baixa produtividade.
Na região Norte, é onde se encontram as melhores oportunidades em termos de val-
orização. O grande destaque da região é o estado do Pará, onde o avanço das obras
de pavimentação da BR-163 no Estado e a ampliação dos Portos de Barcarena e San-
tarém, tem gerado grandes expectativas para os produtores. Nos últimos meses, teve
início o transporte de soja por balsas entre o terminal Miritituba, em Itaituba, até o
terminal de Barcarena, modal que deve gerar efeitos positivos sobre o escoamento
da produção de grãos, principalmente do Noroeste do Mato Grosso. Outro grande
destaque na região é o estado de Rondônia, que vem apresentando taxas de apre-
ciação de terras bem acima da média nacional (veja mais no “tópico especial” desta
edição).
O Nordeste, uma das regiões mais heterogêneas do país, vem mantendo projeções
distintas e também indicam boas oportunidades de valorização. Na parte semiárida,
a tendencia de valorização ou desvalorização esta atrelada aos impactos da estiagem
sobre o sistema produtivo local. O grande destaque nesta edição é o estado do Ma-
ranhão. As obras no Porto de São Luiz estão avançando e a expectativa é de que em
2015, estão concluídas. Com isso, a expectativa dos produtores é de que os custos
portuários e o tempo de carregamento sejam reduzidos, com impactos diretos so-
bre os gastos para escoamento da produção dos polos graneleiros de Balsas e Cha-
padinha. No entanto, o que provocou grande frenezzi no mercado foram os rumores
de que um grande produtor de grãos adquiriu uma área de 30 mil hectares entre Bu-
riticupu e Santa Luzia, na região FNP de Imperatriz. A possibilidade de entrada deste
grupo tem gerado a expectativa de que a produção de soja possa apresentar forte
expansão na região - tradicionalmente de produção pecuária, mas com forte influên-
cia da silvicultura nos últimos anos. No entanto, existem áreas representativas com
boa aptidão agrícola, áreas de chapada, com solos férteis e com boas extensões com
topografia plana.
Na região do Mapitoba (áreas de cerrado ao sul do Maranhão e Piauí, leste do Tocan-
tins e oeste da Bahia), as perspectivas de estabilidade registrada nas pesquisas ante-
riores se manteve, principalmente nas áreas de alta fertilidade e já consolidadas na
produção de grãos. A excesão é na região de Palmas (TO), onde a ferrovia Norte-Sul
gera pressão sobre as áreas aptas ao cultivo de grãos. Na região FNP de Balsas (MA),
o governo estadual pretende tirar do papel um projeto que prevê o asfaltamento do
Anel da Soja, que interliga as áreas produtoras e os centro de armazenagens, o que
pode gerar novo impulso de valorização das terras. O preço médio do hectare das
áreas de grãos nesta região ficou em R$ 12.154, alta de 6,6% nos últimos 12 meses.
Na média geral, a valorização das terras na região nos últimos 12 meses foi de 7,9%,
com o preço médio do hectare atingindo R$ 5.238.
No Sudeste, o esfriamento dos preços das terras agrícolas ocupadas com cana-de-
açúcar e laranja seguem ditando o ritmo do mercado. Apesar de ainda não terem

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sido reportados depreciações, salvo em algumas regiões especificas, o mercado tem


apresentando baixa liquidez. Além disso, o valor pago pelos arrendamentos, especial-
mente para cana-de-açúcar, está em queda, o que podem gerar alguma pressão baix-
ista para os preços de terras nos próximos meses. A estiagem que atingiu a região
ao longo de 2013 e 2014 é outro fator com impactos negativos sobre a produção,
podendo se refletir no mercado de terras nos próximos meses. Por outro lado, o mer-
cado de áreas com vegetação nativa segue bastante especulativo e não indica sinais
de desaceleração.
Já na região Sul do Brasil, onde se concentram as terras mais caras do país, a que-
da dos preços da soja e a desconfiança dos investidores frente ao desempenho da
economia brasileira tornaram o mercado bastante reflexivo a novos investimentos.
Este cenário gera impactos diretos sobre o mercado de terras, bastante parado na
região. Além disso, como o preço da terra é indexado em sacas de soja, o valor da
terra pode ter ligeira queda nos próximos meses, caso a oleaginosa mantenha-se
com preços em queda. No entanto, devido a infraestrutura produtiva e de escoamen-
to do estado, uma das melhores do país, o mercado de terras é bastante resistente a
quedas. A tendência é que os vendedores aumentem a quantidade de sacas indexa-
das a terra, compensando os preços mais baixos do grão. Além disso, o Sul do Brasil,
especialmente o Paraná, também pode apresentar forte incremento nos preços das
áreas de baixa aptidão agrícola e de vegetação nativa, em função da necessidade de
regularização ambiental.
Salientamos que áreas sob pressão urbana fogem da lógica estrita do mercado de
terras para a produção agropecuária.

Tabela 2 – Preço das terras brasileiras por região (R$/ha)

Cotação no bimestre de setembro/outubro de 2014


Região
Maior Média Menor

Centro-Oeste 35.000 8.833 410

Nordeste 19.000 4.306 160

Norte 14.500 3.440 190

Sudeste 41.500 15.415 920

Sul 51.500 20.173 3.500

BRASIL 51.500 9.862 160


Fonte: Informa Economics FNP, Out. de 2014

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Tópico Especial
Região de Cacoal: potencial agrícola reflete em valorização das terras
A região de Cacoal (FNP 124) figura como mais uma fronteira agrícola no Brasil. Em
especial para a expansão da soja e para integração lavoura com pecuária. As boas
condições climáticas, terras com preços atrativos e com boas extensões agricultáveis,
topografia favorável à mecanização e situação fundiária controlada levam a um au-
mento pelo interesse nessas áreas. Além disso, a troca de pasto por lavouras ocorre
principalmente quando a área é agricultável. Fazendeiros do sul do país estão in-
vestindo nesse tipo de terra, fazendo o mercado reagir e levar a valorização das ter-
ras da Região FNP 124 de Cacoal acima das médias nacionais, seja para áreas nobres,
ocupadas por grãos, ou até as fechadas, destinadas a compensação.
Diferente do que ocorre nas regiões com agricultura consolidada – com forte
desaceleração nas taxas de valorização do preço das terras - na região FNP de
Cacoal, o preço das áreas está valorizando com taxas acima da média nacional.
Nessa região, a entrada de produtores de soja do Sul e do Centro-Oeste do Bra-
sil, em busca de áreas baratas e com boa aptidão agrícola, tem aquecido o mer-
cado. Hoje áreas antes exclusivas para pecuária estão sendo destinadas para
o cultivo de grãos, principalmente soja e milho. Este processo é mais intenso
na parte Sudeste da região, que engloba as cidades de Cerejeiras, Corumbiara
e Cabixi, onde, prioritariamente, as áreas planas e com boa fertilidade natural
são as mais ocupadas, segundo informações de produtores da região. Em al-
guns casos, as pastagens chegaram a ser negociadas nos mesmos patamares
das áreas já ocupadas com grãos, principalmente se a área apresentar boa ap-
tidão agrícola. Quando a topografia permite, a diferença de valor entre as áreas
de pastagens e de grãos se dá apenas no valor do investimento necessário em
corretivos, para que a área de pastagem se torne fértil e produtiva como uma
área de grãos tradicional.

Evolução dos preços das pastagens na região FNP


R$/ha
124 (Cacoal)
8.500

8.000
Valorização média dos últimos 12 meses na região FNP 124 : 35 %
7.500
Valorização média dos últimos 12 meses no Brasil: 14 %
7.000

6.500

6.000

5.500

Média Brasil Média Região FNP 124 (Cacoal)


Fonte: Informa Economics FNP

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Índice de valorização nominal (base 100) das áreas de


grãos, 12 meses - Região FNP 124 (Cacoal)
145,00
Base 100: Cacoal = R$ 9.750
140,00 Brasil = R$ 17.776
135,00
130,00
125,00
120,00
115,00
110,00
105,00
100,00

Média Região FNP 124 (Cacoal) Média Brasil


Fonte: Informa Economics FNP

O movimento de migração de culturas tem gerado efeitos positivos sobre os preços


das áreas de pastagens. Em 12 meses, estas terras valorizaram 35% enquanto que
no Brasil este perfil de uso do solo apresentou valorização média de apenas 14%. O
preço médio das terras de pastagem na região ultrapassou o valor médio nacional
deste tipo de perfil de uso.
As áreas de grãos também estão com pressão altista, mantendo taxas de apreciação
bem acima da média nacional para as terras agrícolas. Nos últimos 12 meses essa
alta foi ainda mais acentuada, a média brasileira de valorização das áreas de grãos foi
de 9% enquanto que para a região foi de 33%.
Até mesmo áreas que não possuem aptidão para agricultura ou pecuária estão valori-
zadas – um exemplo são as terras com vegetação nativa, fator que ocorre em função
da necessidade de regularizar as áreas de compensação ambiental. De acordo com o
estudo realizado pela Informa Economics FNP em 2012, o Estado de Rondônia possuía
aproximadamente 2 milhões de hectares em áreas de vegetação nativa que teorica-
mente poderiam ser abertas (descontadas as áreas em parques de preservação ambi-
ental). Porém, de acordo com o Novo Código Florestal Brasileiro, a área total de reserva
legal que os imóveis privados do Estado necessitariam preservar seria próxima de 7,6
milhões de hectares. Dessa forma, o balanço para o estado seria negativo em aproxi-
madamente 5,5 milhões de hectares. Ou seja, além de inviabilizar a abertura de novas
áreas, os produtores, em tese, teriam que deslocar parte da área aberta para compor
sua reserva legal.
De forma geral todas as áreas tem apresentado taxas de valorização acima da média
nacional. A valorização média da região FNP 124 foi de 31% nos últimos 12 meses,
enquanto que a média nacional para o mesmo período foi de apenas 11%.
As áreas que apresentaram as menores taxas de valorização, 16%, foram as ocupadas
com café. No entanto, apesar de ser considerado baixa, se comparada com outros
tipos de uso do solo, a taxa ficou bem acima da média nacional para a cultura, (0%)
nos últimos 12 meses. A pressão sobre os preços da soja teve forte influência na val-
orização das áreas de café da região 124, uma vez que essas áreas estão diminuindo

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no estado. Fatores como clima, topografia e tradição no cultivo ajudam a manter o


café nessa área, mas a rentabilidade da commodity tem sido pouco atrativa.
A região ainda apresenta preços de terras bem abaixo da média nacional, apesar das
altas dos últimos 12 meses, fator que mantem a demanda aquecida na região. As
áreas de grãos, em outubro/14, possuíam preço médio de R$ 19.372,00/ha enquanto

Preço médio da terra Região Cacoal (FNP 124)


R$/ha
11.000
9.500
Valorização anual média dos últimos 3 anos na região FNP 124 : 22,3%
8.000
6.500 Valorização anual média dos últimos 3 anos no Brasil: 16,4%
5.000
3.500
2.000
500

Preço médio da terra na região FNP 124 Preço médio da terra no Brasil

Fonte: Informa Economics FNP

que na região FNP 124 esse tipo de área podia ser encontrado por um valor médio
de R$ 12.070,00/ha. A exceção se dá para as áreas de pastagens que, devido à alta
procura e a forte aptidão da região para a pecuária tem valores maiores que a média
nacional, R$ 6.937,00/ha, enquanto que na região analisada a média alcança foi de
R$ 7.116,00/ha.
A tendência é que a valorização das áreas na região FNP 124 Cacoal se mantenham
aquecidas nos próximos meses. Além disso, as perspectivas de melhorias na in-
fraestrutura da região podem contribuir para a apreciação das áreas à medida que os
investimentos se confirmem. Dessa forma a região de Cacoal figura como mais uma
fronteira agrícola no Brasil. Em especial para a expansão da soja e para integração
lavoura pecuária no início da substituição dessas áreas. De acordo com um estudo
realizado pela Informa Economics FNP em 2012, o Estado de Rondônia possuía cerca
de 7 milhões de hectares de pastagem naquele ano, sendo que boa parte desta área
poderia ser convertido em cultivos agrícolas.

Perfil socioeconômico da região


As cidades de Cacoal e Vilhena são os principais polos econômicos da região FNP
124 e estão localizadas as margens da BR-364, rodovia considerada essencial para o
desenvolvimento da região. As cidades de Cacoal, Vilhena, Ji-Paraná e Jaru possuem
um PIB maior, quando comparadas com as outras cidades da região, o que leva a crer
que os benefícios que a rodovia traz colaboram para esse índice.

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Representação das culturas agrícolas na região Cacoal


(FNP 124) - Área (ha)

Soja
Milho 28%
Cacau
28%
3%

Café
Feijão 17%
9% Arroz
Mandioca 13%
2%

Representação das culturas agrícolas na região Cacoal


(FNP 124) - Valor da produção (Mil Reais)

Soja
44%
Milho
15%
Cacau
Mandioca 2%
9% Feijão Arroz Café
6% 17%
7%

Fonte: IBGE

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A base econômica da região é a agropecuária e o setor de serviços, sendo este último


o que representa a maior fatia do PIB. Além disso, a área conta com muitos frigorífi-
cos e a capacidade de abate é maior do que a oferta de animais.
De acordo com o IBGE, em 2012 o efetivo do rebanho bovino da região FNP 124 estava
próximo de 8 milhões cabeças, o que representava aproximadamente 65% do efetivo
bovino do estado, levando o estado a um papel de destaque na bovinocultura nacional.
No último levantamento do IBGE (2012), a soja e o milho figuraram como as princi-
pais culturas da região, ocupando mais de 50% da área agrícola explorada. No en-
tanto, quando se considera o valor da produção, a soja predomina representando
44% dos dividendos gerados pela agricultura. Até 2012, a soja estava concentrada
principalmente nos municípios de Vilhena, Corumbiara, Cerejeiras e Chupinguaia,
enquanto que o milho estava presente em praticamente todos os municípios da
região.
Outra cultura de destaque é o café, que já teve maior representatividade na região,
ocupando áreas expressivas em praticamente todo o estado. No entanto, nos últimos
anos, a área de café vem diminuindo se concentrando quase que exclusivamente nos
municípios de Cacoal e São Miguel do Guaporé.

Condições edafoclimáticas
A região FNP 124 possui condições edafoclimáticas bastante heterogêneas. O
relevo da região destaca-se pela sua baixa altitude e pela declividade diversifi-
cada. Existem boas extensões de áreas de chapadas na região, favoráveis a ag-
ricultura. No entanto, estão distribuídas de forma heterogêneas, intercaladas
com áreas de uso restrito (sob o ponto de vista topográfico) à agricultura. Essa
distribuição leva a formação de verdadeiras “ilhas de produção agrícola”. Sen-
do assim será difícil encontrar um município que seja totalmente uniforme para
uma ou outra cultura. Essa variação de topografia tem impacto relevante na
formação de preço da terra. Assim, dentro de um mesmo município é possível
encontrar grande variação no preço das áreas, mesmo que a terra ainda esteja
ocupada com pastagem.
É o que pode ser visto em municípios como Vilhena, um extenso município que
possui grandes áreas de chapadas concentrando boa parte da produção de soja do
estado e outras áreas próximas a essas onde mudanças no perfil dos solos, asso-
ciadas a declividade acentuada dificultam a produção agrícola. Assim, nessas áreas
de baixa aptidão agrícola se concentram pastagens de menor suporte (número de
animais por hectare) e reservas de vegetação nativa para formação da reserva legal
das propriedades.
Na parte Sul/Sudeste da região onde estão os municípios de Cerejeiras, Corumbiara
e Vilhena estão concentradas as áreas de grãos. Nessas áreas o relevo é mais plano,
o que permite a mecanização. O município de destaque é Vilhena, que possui uma
grande extensão tendo as áreas mais propensas à agricultura ao sul de seus limites.
Nessa parte do município de Vilhena as altitudes podem chegar a 600 metros de al-
tura e são nessas áreas que se agrupam a maior parte da produção de grãos, com de-

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staque para soja e milho. Nas outras áreas da região, tanto central quanto ao norte,
as maiores variações são de relevo e tipo de solo, o que acaba determinando o tipo
de atividade de cada município.
A parte oeste da região é caraterizada por solos mais favoráveis à agricultura. De
acordo com a classificação da EMBRAPA, nessas áreas boa parte dos solos pos-
sui classificação boa ou regular para produção agrícola. Essa área é basicamente
preenchida por argissolos e latossolos, solos moderadamente profundos, razoavel-
mente bem drenados, permeáveis e de fácil preparo, mas que necessitam de cor-
reção de fertilidade. No entanto, são áreas que possuem relevo mais acidentado
quando comparadas com as que estão localizadas na parte leste, onde se concentra-
da a produção de grãos região da região FNP 124.
A parte leste da região FNP 124, que engloba municípios como Vilhe-
na, Cerejeiras e Corumbiara, possui muitas áreas de baixa aptidão agrícola.

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Também são encontradas manchas de latossolos, argissolos e até nitossolos (popu-


larmente conhecido como terra roxa estruturada); que associada a boas condições
topográficas favorecem bons índices de produtividade agrícola. Em outras palavras,
a região é bastante heterogênea. Isso significa dizer que na parte leste da região
podem ser encontradas tanto terras muito produtivas, quanto áreas de uso restri-
to, num raio muito pequeno.
As áreas com maiores quantidades de argissolos eutróficos, naturalmente férteis, en-
contram-se a oeste da região, mas também há manchas desse tipo de solo na parte
leste. Por mais que esses solos possuam boa fertilidade natural, é necessário cuidado
quanto ao seu manejo em especial por conta da textura, em especial nas áreas de
maior declividade. Nas áreas mais onduladas, em especial as próximas de Cacoal há
cambissolos háplicos eutróficos, que por mais que possuam boa fertilidade natural,
exigem cuidados especiais. São solos mais jovens e geralmente localizados em áreas
declivosas e que se caracterizam por serem pouco profundos e com grande presença
de pedras.
A distribuição das chuvas na região apresenta duas épocas distintas, sendo o período
de setembro à abril com as maiores precipitações e com ocorrência de chuvas prati-
camente todos os dias. Já de maio até agosto a precipitação na região se torna bas-
tante modesta, com vários dias sem chuvas.
Em relação aos grãos, a dinâmica das chuvas da região permite um ótimo desen-
volvimento de grãos como soja e milho. Em geral, o plantio no Brasil vai de setem-
bro a dezembro, com colheita de março a maio. A precipitação e os níveis de umi-
dade aumentam justamente na época recomendada de plantio. No entanto, por
conta de um volume um pouco mais acentuado de chuvas no início do ano, a sa-
fra de soja tende a começar um pouco mais tarde do que o observado nas regiões
tradicionais do Centro-Oeste.
Os altos índices pluviométricos da região durante janeiro e março dificultam a ex-
ecução das atividades de manejo para os grãos. A dificuldade maior é encontrada no

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Precipitação média na região FNP 124 média 8 anos


mm/mês dias
400 30
Precipitação Total Média de dias com chuva
350
25
300
250 20
200
150 15

100
10
50
0 5

Fonte: INMET - estações meteorológicas de Cacoal, Cerejeiras, Corumbiara, Ji-Paraná e Vilhena

mês de fevereiro, que possui o maior índice pluviométrico do ano. Além disso, au-
mentam os riscos de compactação do solos, especialmente pelo fato de que a região
produtora de grãos conta basicamente com argissolos.
Na região FNP 124 predomina o clima tropical úmido, os volumes de chuva variam
entre 1700 e 2300 mm anuais. Em relação a distribuição, a área central próxima a
Parecis é a que recebe menor volume de chuva. As áreas mais periféricas da região
FNP 124 são aquelas apresentam taxas mais elevadas de chuvas, sendo a região de
Cerejeiras ao sul do estado onde se encontram os maiores volumes, entre 1900-2300
mm anuais. De uma forma geral há bom volume de chuvas ao longo do ano e não
há relatos de veranicos na região. Com isso, a região FNP 124 pode ser caracterizada
como favorável para a agricultura.

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Estrutura fundiária
A região FNP 124 pode ser caraterizada como uma região com estrutura fundiária
muito concentrada, onde apenas 2% dos grandes imóveis detém 78% da área total
da região. A concentração de grandes propriedades é característica das regiões mais
ao norte do país. Além disso, a alta concentração de grandes propriedades acaba por
moldar o mercado de terras que adquire formato mais empresarial do que familiar.
Sendo o mercado de terras mais voltado para os lucros do que para subsistência ou
lazer.

Cacoal (FNP 124) - Organização fundiária em relação a


área dos Imóveis

Grandes
78%

Pequenas
18%

Médias
4%

Cacoal (FNP 124) - Organização fundiária em relação ao


número de imóveis

Pequenas
94%

Médias Grandes
4% 2% Fonte: Incra, 2005

Na classificação do Incra para o estado, as grandes propriedades são imóveis com


mais de 15 módulos fiscais, as médias propriedades têm entre 4 e 15 módulos e
as pequenas propriedades e minifúndios tem menos de 4 módulos. O tamanho do
módulo fiscal também varia de acordo com a localidade, no entanto para a região
FNP 124 e para o resto do estado é único, sendo cada módulo fiscal composto de 60
hectares. Esse valor corrobora a tendência latifundiária do estado de Rondônia, evi-

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denciando que mesmo as propriedades consideradas pequenas, com baixo número


de módulos fiscais, representariam grandes propriedades se estivessem localizadas
em estados da região Sul.
O estado de Rondônia já passou por diversos problemas fundiários, na região FNP
124 por exemplo, ocorreram muitas disputas de terras, devido à forte presença de
grandes assentamentos de terras principalmente ao longo da BR-364 na década de
80. Nos últimos anos, os conflitos diminuíram bastante, sendo que grande parte das
áreas já foram distribuídas ou demarcadas. O maior dos assentamentos presente
hoje na região FNP 124 encontra-se na área de Boa Esperança que fica aproximada-
mente a 50 km do município de Chupinguaia.
Vale a ressalva de que o estado de Rondônia está situado em região de fronteira,
no caso a Bolívia. De acordo com o artigo 1° da lei nº 6.634, de 2 de maio de 1979,
a compra de terras por estrangeiros dentro de faixa interna de 150 Km de largura,
paralela à linha divisória terrestre do território nacional, que é designada como Faixa
de Fronteira é restrita e sujeita à aprovação pelo Conselho de Segurança Nacional.

Infraestrutura
As maiores cidades dessa região são Ji-paraná, Vilhena, Cacoal e Rolim de Moura.
A infraestrutura é um dos pontos de atenção na região FNP 124. A região possui
baixa infraestrutura rodoviária, com apenas uma rodovia federal, a BR-364, cru-
zando o estado de Rondônia no sentido Norte-Sul. Além disso, de acordo com
o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), há problemas
em vários trechos, como falta de sinalização, buracos e má condições gerais da
rodovia, que podem ser atribuídas tanto pela falta de investimentos quanto pelo
intenso tráfego de veículos pesados, especialmente por essa ser a principal rota
de escoamento da região. Existem outras rodovias federais como a BR-429, BR-
174 e a BR-421, assim como a BR-364 apresentam condições variadas, muitas
vezes péssimas e comumente possuem trechos não asfaltados ou inacabados o

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que aumenta muito o risco de acidentes.


Na região FNP 124, Ji-Paraná, Vilhena e Cacoal são as que contam com aero-
porto com voos comerciais regulares, que conectam essas cidades as principais
regiões do país. Há poucos voos diretos para locais como Rio de janeiro ou São
Paulo, mas através de conexões com cidades como Cuiabá, o acesso torna-se
mais fácil.
Em relação ao transporte ferroviário, o projeto atual é da construção da Ferro-
via Transcontinental. De acordo com a VALEC Engenharia, Construções e Ferro-
vias S.A., uma empresa pública ligada ao Ministério dos Transportes, tal ferrovia
foi planejada para ter aproximadamente 4.400 km de extensão, entre o Porto
do Açu (Rio de Janeiro) e Boqueirão da Esperança (Acre). O trecho que conec-
tará Campinorte (Goiás) e Vilhena (Rondônia) é estimado em 1641 km de ex-
tensão, denominado Ferrovia de Integração do Centro-Oeste – FICO. Com este
ramal seria possível conectar por via férrea a região de Cacoal a região Cen-
tro-Sul. De acordo com o cronograma da VALEC o trecho entre Lucas do Rio
Verde (Mato Grosso) e Vilhena tem previsão para início de obras nos primeiros
meses de 2016.
A região também conta com a Hidrovia Ji-Paraná localizada no rio Ji-Paraná que
desagua no rio Madeira próximo a Porto Velho. No entanto, não são todos os tre-
chos que são navegáveis, há muitas cachoeiras ao longo do trajeto. Por ser uma
hidrovia bastante irregular não é explorada comercialmente em larga escala, fi-
cando restrita apenas a pequenos trechos, que são utilizados para o extrativis-
mo vegetal. Atualmente, o trecho navegável, e que efetivamente é utilizado para
transporte de larga escala, fica fora dos limites da região FNP 124. A alternativa
é utilizar a hidrovia do Rio Madeira, localizada em Porto Velho, que permite até
a atracagem de navios oceânicos. Nessa via utiliza-se a BR-364 como rota até a
cidade de Porto Velho para o acesso a melhor hidrovia. Essa alternativa possui
trajeto de aproximadamente 705 Km quando consideradas as cidades de Vilhe-

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na e Porto Velho que representam o extremo sul e extremo norte do estado de


Rondônia respectivamente.
Em relação a indústria de proteína animal o estado de Rondônia possui nove
grandes frigoríficos, sendo que a região FNP 124 (Cacoal) conta com seis des-
sas unidades. Estas estão localizadas nas cidades de Ji-Paraná, Cacoal, Rolim de
Moura (2 unidades), Pimenta Bueno, Chupinguaia e Vilhena. Os dados são da
Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC). A área in-
dustrial da região é carente de esmagadoras de grãos, ou misturadoras de fer-
tilizantes. Esse tipo de indústria é encontrado em outros estados ou tem maior
destaque na região de Porto Velho, por onde entra boa parte do fertilizante uti-
lizado na região.
A infraestrutura oferecida ainda é insuficiente, porém a proximidade com o porto
de Porto Velho é um grande atrativo. Diminuindo assim a necessidade de percorrer
grandes extensões até os portos de Santos ou Paranaguá. Além disso, a sinergia cria-
da pela possibilidade de receber fertilizantes pelo mesmo porto é bastante favorável.
A análise da região FNP 124 mostra a importância da mesma para o estado. Figu-
rando como o polo agrícola de Rondônia, a região de Cacoal possui grande potencial
ainda a ser explorado. Assim, o mercado de terras sinaliza que alguns produtores e
investidores já entenderam que a região pode ser uma boa alternativa as terras com
valores elevados do Centro-Sul.

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Economia
A reeleição da atual presidente Dilma Câmbio (R$/US$)
2,60
Roussef para mais um mandato de qua- 2,50

tro anos merece uma análise mais con- 2,40

2,30
textualizada para o foco deste relatório 2,20

que é o mercado brasileiro de terras. 2,10

2,00

No contexto de uma das mais acirradas 1,90

1,80
disputas eleitorais da história recente 1,70

do país, os resultados eleitorais finais in- 1,60

1,50
dicam uma clara cisão do país com uma
parcela muito importante do eleitorado,
ainda que minoritária por pequena mar-
gem, colocando-se em oposição ao atual governo e que se manterá no poder por
mais quatro anos.
Seguramente o fator mais importante que coloca este contingente da população em
oposição ao governo é a condução da política econômica, que tem alcançado re-
sultados muito decepcionantes, notadamente no que se refere ao crescimento da
economia, mas não apenas. Parece muito claro que uma parcela crescente da popu-
lação começa a enxergar um futuro preocupante com forte deterioração das contas
públicas, crescimento do desemprego (que entretanto ainda continua baixo), inflação
elevada e até mesmo em médio prazo, ameaças de desequilíbrios no balanço de pa-
gamentos.
A parcela da população urbana e de nível econômico mais alto está começando a
sentir os primeiros efeitos do longo processo de declínio e perda de competitividade
da indústria brasileira no âmbito internacional e, principalmente, parece convencida
de que as perspectivas de superação desta situação em curto e médio prazo, salvo
por mudanças de rumo significativas na condução da política econômica, são muito
modestas.
O fato, entretanto, é que o atual governo foi reeleito e pela lógica deve manter as
bases de sua política econômica, ainda que possa sinalizar “ajustes” pontuais. Neste
ponto parece que serão muito importantes os resultados efetivos que possam ser al-
cançados notadamente durante o ano de 2015 para determinar os rumos efetivos
até 2018.
Se os resultados da política econômica em 2015 especialmente em termos de cresci-
mento da economia e manutenção do baixo desemprego forem insatisfatórios au-
menta consideravelmente a probabilidade do governo buscar uma mudança de ru-
mos mais significativa, ficando, entretanto, em aberto se na direção da ortodoxia
econômica defendida por muitos ou de soluções mais heterodoxas defendidas por
alguns outros.
Acresce ainda que provavelmente durante este ano de 2015 se poderá ter um
cenário político bastante conturbado. Não apenas as negociações políticas tendem
a ser ainda mais complexas devido ao expressivo aumento das múltiplas forças políti-
cas pulverizadas em nada menos que 28 partidos, mas também porque se desenha

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a hipótese de forte crise decorrente dos desdobramentos do “escândalo Petrobrás”


que se presume pode colocar lideranças políticas muito importantes do país em situ-
ação extremamente delicada.
Neste cenário pouco animador para 2015 cabe indagar o que se pode esperar de re-
flexos e desdobramentos para o mercado de terras brasileiro. A tentativa de resposta
tem de ser dada no que se tem de concreto até o momento, e de concreto o que se
tem é uma conjuntura econômica e política que se deteriorou claramente nestes últi-
mos meses.
Do ponto de vista da conjuntura econômica, por mais que o governo tente se afastar
de que sua política seja no sentido de praticar medidas de ajuste mais fortes nota-
damente na área fiscal e monetária (qualificadas na campanha eleitoral como medi-
das de “arroxo” contra os pobres), algumas medidas pouco populares e que possivel-
mente, inclusive, num primeiro momento até prejudiquem mais ainda o crescimento
da economia, serão inevitáveis.
Na esfera política de concreto se tem um quadro mais complexo de negociação do
executivo com o legislativo, o que também é suficiente para apontar, neste aspecto,
para uma situação mais difícil em 2015.
Especificamente para o mercado de terras se adicionarmos as estas más perspectivas
para conjuntura política e econômica interna, uma situação em que um aperto mon-
etário em 2015 nos EUA se torna quase certo, inclusive com aumento da taxa básica
de juros, com todas as implicações que este fato terá para a economia global, e tam-
bém considerar que é muito provável que os preços notadamente da soja e do milho,
mais baixos, temos que até mesmo para o mercado de terras que costuma resistir
muito mais a estas externalidades negativas, o ano de 2015 pode vir a ser de estag-
nação de preços e forte retração do volume de negócios.
Ressalte-se que não se acredita em nenhuma grande queda de preços das terras
brasileiras, mas como já ocorre (e o leitor poderá constatar neste relatório), as al-
tas tendem a ser muito mais esparsas e em menor intensidade do que ocorriam até
há poucos meses. A liquidez do mercado também tende a cair, como de fato já vem
ocorrendo, consequência da retração de compradores e vendedores em decorrência
do aumento da insegurança crescente quanto ao futuro da economia brasileira.
O mais certo é que até os primeiros meses de 2015 deveremos ter uma forte re-
tração dos negócios corporativos com terras até que algumas das muitas dúvidas que
se tem sobre o futuro econômico e político do país sejam, pelo menos, diminuídas.

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Legislação
Imposto de Renda na Venda de Imóveis Rurais
As regras de tributação no Brasil, em especial, são bastante complexas e sempre
causam inseguranças e dúvidas. Por conta disso, a grande maioria dos produtores ru-
rais prefere contar com a ajuda de um profissional especializado quando tratam da
parte tributária da propriedade. No entanto, é sempre bom que o produtor tenha
conhecimentos básicos das questões tributárias que estão envolvidas em algumas
operações, em especial a compra e venda de propriedades agrícolas para que possa,
inclusive, se precaver de problemas graves que podem atingi-lo.
Em primeiro lugar se deve ter conhecimento de um princípio básico expresso na
legislação atual do Imposto de Renda que indica que o tributo incide sobre o lucro
auferido com a transação de venda de uma propriedade rural.
A atual alíquota do imposto incidente sobre o lucro é de 15%. A Receita Federal con-
sidera como lucro, o ganho de capital correspondente a diferença entre o valor de
compra e o valor de venda da propriedade.
Para efetivar este cálculo do lucro existem regras específicas: a primeira delas des-
considera apenas as benfeitorias presentes na propriedade. Ou seja, o imposto incide
apenas sobre lucro (diferença entre o valor de compra e da venda) obtido por oca-
sião da venda da “terra nua”.
O correto preenchimento dos dados e a forma como os bens são declarados é muito
importante, pois caso o custo das benfeitorias (tanto as adquiridas pelo alienante por
ocasião da compra do imóvel quanto as por este realizadas) não tenham sido deduz-
idos como custo ou despesa da atividade rural, o seu valor integrará o custo de aqui-
sição para fins de apuração do ganho de capital.
Na hora da compra de um bem aplicam-se regras que levam em conta o ano de aqui-
sição do imóvel. Para imóveis adquiridos até 31/12/1996 aplicam-se as regras para
apuração do ganho de capital vigentes antes da edição da Lei nº 9.393, de 19 de
dezembro de 1996. Nos termos desta lei o custo de aquisição, como regra geral, deve
ser o valor constante na Declaração de Bens e Direitos. Nesse caso, os bens adquiri-
dos antes de 31/12/1991, cujo valor de mercado declarado em 31/12/1991, for infe-
rior ao custo corrigido, o contribuinte poderá atualizar o custo de aquisição, utilizan-
do a Tabela de Atualização do Custo de Bens e Direitos da Instrução Normativa SRF nº
84. Já para aqueles adquiridos após essa data, o custo é o valor da escritura (isto é, o
valor pago) corrigido até 31/12/1995. Após esse período até 31/12/1996 o valor de
alienação, em todos os casos, é o valor efetivo da transação.
Para os imóveis adquiridos a partir de 01/01/1997 passam a ser considerados, como
custo de aquisição e valor de alienação do imóvel rural, o Valor da Terra Nua (VTN),
declarado no Documento de Informação e Apuração do ITR (Imposto sobre a proprie-
dade territorial rural).
Caso o valor do imóvel presente no ITR não corresponda com a realidade de mer-
cado, o imposto poderá ser corrigido através de retificação da Receita Federal. Esse

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valor é apenas a diferença entre o imposto que foi pago e o real valor que deveria ser
pago.
Nos casos em que o Documento de Informação e Apuração do ITR não foi entregue,
a Receita Federal entende que o valor a ser utilizado no cálculo deverá estar baseado
nos valores reais da transação. Porém, existem divergências, uma vez que o judiciário
muitas vezes considera que nesse caso o imposto deve incidir sobre a tabela de va-
lores de terras presente na própria base de dados da Receita Federal. Esses valores
levam em consideração área total, área tributável da terra e grau de utilização.
Devido a estas divergências de entendimento, os alienantes dos imóveis devem aval-
iar a conveniência de buscar amparo no Poder Judiciário, devidamente orientados e
representados por advogados experientes e especializados neste tipo de ação.
É importante ressaltar que de acordo com o artigo 29 da instrução normativa SRF
nº84, de 11 de outubro de 2001, existe a possibilidade de exclusão do imposto in-
cidente, mas que este benefício segue regras específicas. Assim, para alienação, ou
seja venda, por valor igual ou inferior a R$ 440.000,00, do único imóvel que o titular
possua, individualmente, em condomínio ou em comunhão, desde que, nos últimos
cinco anos, não tenha efetuado alienação de imóvel, a qualquer título, tributada ou
não, a exclusão do imposto é possível. Tal regra aplica-se na alienação de qualquer
bem imóvel, independentemente de se tratar de terreno, terra nua, casa ou aparta-
mento, ser residencial, comercial ou de lazer, e estar localizado em zona urbana ou
rural.
Dessa forma é fundamental que o produtor esteja ciente dessas regras para evitar
problemas, que vão desde o pagamento de um imposto maior que o efetivamente
devido, até o risco de punições geradas por conta de imposto mal calculado e pago
abaixo do valor realmente devido. Seguramente, é de extrema importância que o
alienante do imóvel invista em realmente estar seguro de que está agindo correta-
mente em relação às suas efetivas responsabilidades legais, visto que o tempo em-
pregado para se informar e até mesmo a busca de aconselhamento profissional espe-
cializado é plenamente compensado ao se evitar possíveis graves problemas.
Fontes: Receita Federal, AgroDBO.

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RELATÓRIO BIMESTRAL – N.º 61 – SETEMBRO/OUTUBRO 2014

Análise por tipo de uso de solo


O detalhamento da análise do mercado de terras por tipo de uso do solo apresen-
tado a seguir identifica as áreas que mais se destacaram em termos de valorização,
no curto e longo prazo, sob a ótica relativa (%) e absoluta (R$/ha). A metodologia
desenvolvida pela Informa Economics FNP possibilita, por exemplo, que as terras pos-
sam ser identificadas segundo seu uso comum na região onde se encontra. A van-
tagem desse tipo de abordagem é que os dados são divulgados e analisados indi-
vidualmente, onde é possível evidenciar informações importantes, como liquidez e
amplitude dos preços no mercado.
É importante lembrar que os dados da pesquisa podem ser analisados sob diferentes
aspectos. Nosso trabalho destaca pelo menos dois deles: avaliação sob a ótica da val-
orização relativa e valorização absoluta. A primeira fornece em termos percentuais a
valorização de determinado preço de terra, e é de vital importância analisá-lo porque
este nos fornece um parâmetro comparativo entre o total de capital inicial e final.
A segunda ótica também tem sua importância, uma vez que indica o total em R$/
ha, retornado sob o montante investido. Como exemplo, poderíamos citar duas situ-
ações:
a) uma terra que em janeiro de 2013 custasse R$ 100,00 e em dezembro de 2013
passasse a custar R$ 200,00, teria valorização relativa de 100%, mas ganho real (valo-
rização absoluta) de apenas R$ 100,00/ha.
b) uma terra que em janeiro de 2013 custasse R$ 1.000,00 e em dezembro de 2013
passasse a custar R$ 1.200,00, valorizar-se-ia em termos percentuais 20%, mas apre-
sentaria um ganho real (valorização absoluta) de R$ 200,00/ha.
Qual a melhor opção? Depende do ponto de vista. Mas certamente, dependerá tam-
bém da quantidade de capital investido, tamanho da propriedade, liquidez do merca-
do, perspectiva de valorização etc.
A análise no longo prazo permite identificar a tendência de valorização ou desvalori-
zação do mercado, uma vez que sofre menos influência do contexto atual. No entan-
to, a análise no curto prazo também tem sua importância, uma vez que pode identi-
ficar com mais rapidez a mudança no comportamento dos preços de terras, sob uma
ótica mais recente.

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Longo Prazo (36 meses)


Valorização Relativa (%)
O ranking das maiores valorizações nos últimos 36 meses apresentou poucas alter-
ações neste relatório em relação à pesquisa anterior. De maneira geral, as áreas com
maiores taxas de valorização são terras que eram muito baratas e que apresentaram
alguma ateração conjuntural que alterou a demanda por estes perfis de uso.
As áreas de mata no norte do país estão valorizadas devido a demanda para extração
de madeira em sistemas de manejo sustentável. Já as área de mata no Sudeste, assim
como as localizadas no Sul do país, seguem em valorização devido a procura deste
pefil de uso do solo para compor reserva legal.
Em Pernambuco, o mercado de terras de Caatinga mantem-se com firme tendencia
de valorização com a evolução das obras de transposição do Rio São Francisco - se-
gundo relatos, 60% das obras no Estado estão concluídas. O projeto deve beneficiar a
produção agrícola, valorizando um ativo que tinha valor de mercado muito baixo.
Em Sergipe, mercado em valorização devido as boas condições climáticas ocorridas
ao longo de 2014, favorecendo a produção de milho, mandioca, cana-de-açúcar e lar-
anja, com impactos diretos sobre os preços das terras.

Tabela 3 – Maiores valorizações relativas no período de 36 meses

Cotação (R$/ha)
Valorização
UF Região Tipo de terra
(%)
nov/dez 11 set/out 14

AM Humaitá Mata (Apuí) 900 120 1.200

AM Humaitá Cerrado (Humaitá) 817 120 1.100


Sertão
PE Caatinga 817 60 550
Pernambucano
Sertão
PE Caatinga com água 733 180 1.500
Pernambucano
AM Humaitá Pastagem formada (Apuí) 567 330 2.200

AM Humaitá Pastagem formada (Humaitá) 529 350 2.200

AM Humaitá Terra agrícola de baixa produtividade em várzea 388 80 390


Zona da Mata Terra agrícola de baixa produtividade com coco (zona
SE 341 1.700 7.500
Sergipana da mata sul)
ES Colatina Mata 330 1.000 4.300

SE Sertão Sergipano Caatinga 317 600 2.500


Fonte: Informa Economics FNP, Out. de 2014

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Desvalorização Relativa (%)


O ranking das áreas que apresentaram maior desvalorização nos últimos 36 meses
praticamente não sofreu alterações na comparação com a pesquisa anterior. De ma-
neira geral, prevalecem no ranking terras localizadas em regiões que apresentaram
problemas estruturais em função das estiagem em 2013 e 2014.
De maneira geral, mesmo com as incertezas econômicas e políticas do país, poucas são
as áreas que tem apresentado desvalorização expressiva nos últimos meses. Isso ocorre
pelo fato de o proprietário ver na terra um ativo de menor risco, se comparado com
outros investimentos. O que se percebe é uma retração no volume de negócios.

Tabela 4 – Maiores desvalorizações relativas no período de 36 meses

Cotação (R$/ha)
Valorização
UF Região Tipo de terra
(%)
nov/dez 11 set/out 14

Sertão Central Terra agrícola de baixa produtividade (Quixeramobim/


CE -68 1.600 520
Cearense Quixadá)
RN Oeste Potiguar Caatinga (Chapada do Apodi/Baraúna) -55 2.200 1.000
Médio e Baixo
CE Terra agrícola irrigada com banana (Chapada do Apodi) -46 12.000 6.500
Jaguaribe
BA Alagoinhas Terra agrícola com laranja (Itapicuru) -31 9.400 6.500

PB Sertão Paraibano Pastagem formada de baixo suporte (Piancó/Teixeira) -28 1.300 930

PB Sertão Paraibano Pastagem formada de baixo suporte (Sousa/Cajazeiras) -27 1.350 980

RB Oeste Potiguar Terra agrícola areia fruticultura (margens do Rio Açu) -22 4.500 3.500

TO Gurupi Cerrado (Dianápolis) -21 2.150 1.700

PI Picos Terra agrícola de baixada (Oieras/Valença) -19 900 730

PB Agreste Paraibano Pastagem formada de baixo suporte (Curimataú) -17 1.200 1.000

Fonte: Informa Economics FNP, Out. de 2014

Valorização absoluta (R$/ha)


O ranking das áreas que apresentaram maior valorização absoluta nos últimos 36
meses praticamente não sofreu alterações na comparação com a pesquisa anterior.
Prevalecem as terras ocupadas com grãos, especialmente milho e soja.
Essas áreas apresentaram arrefecimento no ritmo de valorização nos últimos meses,
seguindo a tendência geral das terras no Brasil. Mesmo assim, continuam mantendo
ritmo de altas acima da média geral, ainda influenciados pelos retornos positivos ob-
tidos pelos produtores nos últimos anos.
Mesmo com a queda dos preços dos grãos, as margens ainda seguem positivas para
os produtores, o que se reflete sobre os preços das terras. A demanda pelas áreas de
alta aptidão agrícola, onde os custos de produção costumam ser menores, continua
alta, segundo a pesquisa da Informa Economics FNP. Também existe a percepção por
parte dos produtores de os preços dos grãos devem voltar a subir nos próximos anos.

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Na região FNP de Montes Claros, as terras agrícolas no perímetro irrigado estão em


valorização devido à baixa oferta deste perfil de terras e a dificuldade de se obter li-
cenças para novas frentes de irrigação. Com isso, as áreas que já contam com licença
de uso da água ficam mais demandadas, se refletindo em preços mais elevados. O
acesso a água é um fator particularmente importante para regiões secas como a de
Montes Claros.

Tabela 5 – Maiores valorizações absolutas no período de 36 meses

Cotação (R$/ha)
Valorização
UF Região Tipo de terra
(R$/ha)
nov/dez 11 set/out 14

GO Rio Verde Terra agrícola de grãos (Mineiros/Jatai) 24.000 9.000 33.000


Terra agrícola de alta produtividade (São Gabriel
MS Chapadão do Sul 21.500 13.500 35.000
d'Oeste)
Terra agrícola de alta produtividade de grãos (Toledo/
PR Cascavel 20.000 27.000 47.000
Cascavel)
Terra agrícola de alta produtividade (Chapadão/Costa
MS Chapadão do Sul 20.000 15.000 35.000
Rica)
SC Florianópolis Terra agrícola de grãos (Grande Florianópolis) 19.900 15.600 35.500

PR Londrina Terra agrícola de grãos em solo argiloso (Maringá) 19.500 23.000 42.500
Terra agrícola de alta produtividade de grãos (Francisco
PR Cascavel 19.000 23.000 42.000
Beltrão)
PR Londrina Terra agrícola de grãos em solo de arenito (Maringá) 18.300 14.200 32.500

GO Rio Verde Terra agrícola de grãos (Rio Verde) 18.000 16.000 34.000

MG Montes Claros Terra agrícola perímetro irrigado (Janaúba) 17.800 6.200 24.000
Fonte: Informa Economics FNP, Out. de 2014

Desvalorização absoluta (R$/ha)


O ranking das áreas que apresentaram maior desvalorização absoluta nos últimos 36
meses praticamente não sofreu alterações na comparação com a pesquisa anterior.
Similar ao que ocorre no ranking das maiores desvalorizações relativas, prevalecem
terras localizados em regiões que passaram por colapso produtivo.
Como exemplos, tem-se as áreas de fruticultura no Nordeste, que apresentaram
problemas de quebra de produtividade e perdas de mercado. No caso especifico
das áreas de laranja localizadas no Agreste Sergipano e Alagoinhas, a desvalorização
deve-se a migração dos produtores de citros para outras regiões, com solos e clima
mais propícios.
As terras de café conilon em morro apresentaram desvalorização devido à restrição
para a colheita mecanizada em áreas declivosas. Com o aumento dos custos com
mão-de-obra, a tendência é de que a mecanização das atividades de colheita avance,
deslocando os cultivos do café das áreas declivosas para as chapadas.
Mesmo as áreas de pasto, destinadas ao atendimento dos mercados locais de carne,
apresentaram problemas devido a longa estiagem que atingiu algumas regiões do
Nordeste, levando a falta de água e descapitalizando os pecuaristas.

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Tabela 6 – Maiores desvalorizações absolutas no período de 36 meses

Cotação (R$/ha)
Valorização
UF Região Tipo de terra
(R$/ha)
nov/dez 11 set/out 14

Médio e Baixo
CE Terra agrícola irrigada com banana (Chapada do Apodi) -5.500 12.000 6.500
Jaguaribe
SC Florianópolis Terra em várzea sistematizada (Tubarão/Araranguá) -3.000 43.000 40.000

BA Alagoinhas Terra agrícola com laranja (Itapicuru) -2.900 9.400 6.500

ES Linhares Terra agrícola de morro com café conilon -1.500 14.000 12.500

SE Agreste Sergipano Terra agrícola de alta produtividade com laranja (Boquim/Umbaúba) -1.300 12.300 11.000

RN Oeste Potiguar Caatinga (Chapada do Apodi/Baraúna) -1.200 2.200 1.000


Sertão Central Terra agrícola de baixa produtividade (Quixeramobim/
CE -1.080 1.600 520
Cearense Quixadá)
RN Oeste Potiguar Terra agrícola areia fruticultura (margens do Rio Açu) -1.000 4.500 3.500
Pastagem formada de baixo suporte (Teixeira de
BA Sudeste Baiano -700 5.000 4.300
freitas/Itamaraju)
Médio e Baixo Terra agrícola de alta produtividade com água (Chapada
CE -700 5.300 4.600
Jaguaribe do Apodi)
Fonte: Informa Economics FNP, Out. de 2014

Curto Prazo (12 meses)


Valorização Relativa (%)

De modo geral, os índices de valorização tem sido menos intensos nos últimos anos,
uma vez que a forte apreciação gerada com os projetos infraestrutura em Santarém
(PA) e Humaitá (AM), bem como os impactos da transposição do Rio São Francisco
em Pernambuco foram quase que totalmente incorporadas.
Ainda prevalecem no ranking áreas que eram muito baratas e apresentaram valori-
zação em função do aumento da demanda, em alguns casos da especulação de au-
mento da demanda.
Este é o caso, por exemplo, das áreas de vegetação nativa, principalmente áreas de
cerrado e mata Atlântida, valorizadas em função da necessidade de compor reser-
va legal em estados com baixa oferta de áreas preservadas. As taxas de apreciação
são mais expressivas nos estados onde o déficit de áreas preservadas é maior, o que
tem gerado grande movimento especulativo, mesmo tendo sido reportados poucos
negócios envolvendo este tipo de terra.

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Tabela 7 – Maiores valorizações relativas no período de 12 meses

Cotação (R$/ha)
Valorização
UF Região Tipo de terra
(%)
nov/dez 13 set/out 14

ES Linhares Mata 136 1.400 3.300

AL Zona da Mata Alagoana Mata 122 900 2.000

ES Colatina Mata 115 2.000 4.300


Terra agrícola com arroz em várzea sistematizada
MA Bacabal 88 800 1.500
(São Mateus do Maranhão)
PE Sertão Pernambucano Terra agrícola com agricultura de subsistência 83 300 550

PE Sertão Pernambucano Pastagem nativa 83 300 550

PE Sertão Pernambucano Caatinga 83 300 550

MG Governador Valadares Cerrado 83 1.200 2.200

RN Leste Potiguar Pastagem nativa 81 1.600 2.900


Pastagem nativa em várzea (Monte Alegre/
PA Santarém 80 250 450
Alenquer/Oriximiná)
Fonte: Informa Economics FNP, Out. de 2014

Desvalorização relativa (%)


No ranking das maiores desvalorizações dos últimos 12 meses, prevalecem neste
ranking regiões onde a cultura predominante, e que tradicionalmente retorna
maiores receitas aos proprietários, vem de um longo processo de baixa rentabilidade.
Também podem ser observadas quedas em algumas áreas de vegetação nativa. Esta
queda nos preços deve-se a restrição a abertura de novas para cultivo, sendo normal-
mente utilizadas para compor reserva legal, e localizadas em regiões em não existe
defict de áreas preservadas.
No Oeste Baiano, o mercado de terras está bastante parado para as áreas mais fra-
cas, ou que estejam mais distantes do polo produtor de grãos, que fica mais próximo
da divisa de Tocantins, nos municípios de Luis Eduardo Magalhães, Barreiras e São
Desiderio. Além disso, com a expansão da soja nas áreas de soja na região nos úl-
timos anos, praticamente não existe exploração pecuária nas áreas de Cerrado. As
áreas de pastagem remanescentes estão em áreas periféricas e apresentam preços
médios baixos. Mesmo nas áreas mais tradicionais de pecuária, como Santa Maria da
Vitória, Wanderley e Cotegipe, existe pressão baixista sobre os preços devido a três
anos sucessivos com déficit de chuvas. As áreas de melhor aptidão agrícola, são mais
demandadas, não sendo observada tendência de queda nos últimos meses.
Situação similar ocorre nas áreas de Cerrado de Dianópolis (TO), tradicionalmente
uma região de terras bastante valorizadas. O município de Dianópolis é bastante
heterogêneo, sendo que as melhores áreas estão localizadas na divisa com o Oes-
te Baiano, sendo por isso mais caras. Quanto mais para interior de Tocantins, menos
valorizadas são as terras. Com o avanço da soja, praticamente não existem áreas de
vegetação nativa na divisa com a Bahia, permanecendo apenas as áreas mais fracas,

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localizadas nos vales, que são mais baratos. Assim, a queda nos preços deve-se na
verdade a localização das áreas de cerrado remanescentes e não necessariamente a
uma tendência de queda dos preços na região.
A região de Ceará-Mirim/Touros, no Leste Potiguar, apesar de não figurar no ranking
das maiores desvalorizações vem apresentando queda nos preços das terras. O fe-
chamento de agroindústrias processadoras de caju e de cana-açúcar desestabilizou
o sistema produtivo da região, resultando em pressão baixista sobre os preços das
terras.

Tabela 8 – Maiores desvalorizações relativas no período de 12 meses

Cotação (R$/ha)
Valorização
UF Região Tipo de terra
(%)
nov/dez 13 set/out 14
Sertão Central
CE Terra agrícola de baixa produtividade (Quixeramobim/Quixadá) -31 750 520
Cearense
MT Vila Rica Mata de difícil acesso (São José do Xingu/Confresa) -27 1.100 800

AP Macapá Pastagem nativa de fácil acesso (Amapá/Pracuúba) -25 2.400 1.800


Médio e Baixo
CE Terra agrícola irrigada com banana (Chapada do Apodi) -22 8.300 6.500
Jaguaribe
TO Gurupi Cerrado (Dianápolis) -21 2.150 1.700
Pastagem formada de alto suporte (Bodoquena/
MS Bodoquena -20 6.500 5.200
Anastácio)
Pastagem formada (Rio de Janeiro/Rio Branco/Posto
BA Oeste Baiano -19 7.800 6.300
Sertanejo/Almas/Povoado de Coco-Baianópolis)
BA Alagoinhas Terra agrícola com laranja (Itapicuru) -19 8.000 6.500
Governador
MG Terra agrícola com café (Caratinga) -19 13.500 11.000
Valadares
Cerrado na chapada com 1300 mm anuais (Alça: João
BA Oeste Baiano -17 4.600 3.800
Barata/Baianópolis/Cascudeiro/Grande Leste e Oeste)
Fonte: Informa Economics FNP, Out. de 2014

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Análise do mercado de terras por tipo de atividade


Valorização relativa de terras de grãos (%)
A valorização média das áreas com grãos nos últimos 12 meses foi de 8,9%, com o
preço médio do hectare desta modalidade de uso em R$ 19.892/ha. Este índice in-
dica que as terras com grãos apresentaram valorização levemente abaixo da média
geral dos demais perfis de uso das terras, que foi de 10,6%. A taxa média anualizada
de valorização nos últimos 36 meses foi de 18,1%.
A queda dos preços da soja e do milho no mercado internacional, com reflexos diretos so-
bre a rentabilidade dos produtores brasileiros, tem se refletido sobre os preços das terras
destinadas a estes cultivos no país. Com isso, o mercado de terras para grãos vem apre-
sentando fraqueza nos últimos meses. Esta desaceleração se acentuou nos meses que
precederam as eleições presidenciais, com muitos produtores e proprietários de terras
aguardando a definição do cenário político e as possíveis alterações no programa federal
de apoio à agricultura, bem como na execução das melhorias de infraestrutura pelo país.
Obviamente, seguem existindo “ilhas de valorização”, especialmente em regiões nas
chamadas novas fronteiras agrícolas, áreas pouco tradicionais para o cultivo de grãos
e tem ganhando impulso nos últimos anos com os novos projetos de infraestrutu-
ra, principalmente o que deve efetivar um novo corredor logístico de escoamento da
produção de grãos pelo Norte do Brasil.
No Maranhão, por exemplo, a ampliação do Porto de São Luiz deve reduzir os custos por-
tuários, o que tem gerado expectativas positivas para os produtores localizados na região de
Balsas e Chapadinha. Outro projeto importante que deve dinamizar o mercado de terras na
Região de Balsas, é o asfaltamento do Anel da Soja (684 km de quatro rodovias estaduais:
MA-006; MA-007; MA-132 e MA-140), que liga as áreas produtoras de Balsas, Riachão, Caro-
lina, Tasso Fragoso e Alto Parnaíba, favorecendo o escoamento da produção das fazendas até
os terminais de armazenamento em Balsas. O primeiro trecho, que liga a região da Batavo
(distrito de Balsas), Campos Lindos (TO) até Balsas (MA), já está com obras em andamento.
Na região FNP de Imperatriz, rumores de que um grande grupo produtor de grãos adquir-
iu uma área de 30 mil hectares entre Buriticupu e Santa Luzia (no trevo da BR-222 que dá
acesso a Arame) tem gerado bastante especulação. Esta região é uma região alta, de cha-
pada, com solos férteis e com boas extensões com topografia plana, considerada de boa
aptidão para a produção de grãos. A possibilidade de entrada deste grupo tem gerado a
expectativa de que a produção de soja possa apresentar forte expansão na região.
Na região FNP de Santarém, o avanço das obras de pavimentação da BR-163, que facil-
itará a chegada da produção de grãos do Mato Grosso, gera expectativas positivas para
a região. Segundo relatos, o trecho mais longo é o que está entre os entroncamentos
das BR-230 e a BR-163 em Rurópolis até o entroncamento entre as mesmas rodovias
em Itaituba, com cerca de 130 km. Além deste ramal, existem ainda alguns trechos de
estradas sem pavimento asfáltico próximos que somados totalizam cerca de 150 km.
Além disso, já existe uma empresa realizando o transporte de soja por balsas entre o
terminal Miritituba, em Itaituba, até o terminal de Barcarena, sendo que outras empre-
sas estão avançando em seus projetos para o uso deste modal hidroviário.

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Tabela 9 – Maiores valorizações de terras de grãos no período de 12 meses

Cotação (R$/ha)
Valorização
UF Região Tipo de terra
(%)
nov/dez 13 set/out 14

MA Bacabal Terra agrícola com arroz em várzea sistematizada 88 800 1.500


(São Mateus do Maranhão)
PR Umuarama Terra agrícola de baixa produtividade de grãos 63 16.000 26.000
PR Umuarama Terra agrícola de alta produtividade de grãos 56 18.000 28.000
RO Porto Velho Terra agrícola (Ariquemes) 44 5.200 7.500
TO Palmas Terra agrícola de baixa produtividade de soja (Pedro 43 5.600 8.000
Afonso)
PR Telêmaco Terra agrícola de alta produtividade de grãos 40 20.000 28.000
Borba (Cândido Abreu/Telêmaco Borba)
RO Cacoal Terra agrícola de soja (Cerejeiras) 35 9.600 13.000
GO Rio Verde Terra agrícola de grãos (Mineiros/Jatai) 35 24.500 33.000
PA Santarém Terra agrícola (Santarém/Belterra/Transamazônica) 33 6.000 8.000
RO Cacoal Terra agrícola de soja (Vilhena) 32 11.000 14.500
Fonte: Informa Economics FNP, Out. de 2014

Valorização relativa de terras de cana-de-açúcar (%)


A crise financeira do setor sucroalcooleiro no país tem refletido na dinâmica do
mercado de terras. Algumas usinas sucroalcooleiras foram fechadas, enquanto que
outras entraram em recuperação judicial, comprometendo os investimentos na ma-
nutenção dos canaviais, postergando planos de expansão dos plantios e atrasando o
pagamento de fornecedores.
De fato, em muitas das regiões consultadas foram relatados atrasos nos pagamentos
dos fornecedores de cana-de-açúcar e dos arrendatários de terras. Também foram
observados que o valor pago pelo arrendamento está menor em 2014. Estes fatores
reduzem a pressão para abertura de novas áreas, além de tornar menos atrativas as
já em produção.
Estes fatores levaram a redução do ritmo de valorização das terras ocupadas com
cana-de-açúcar. Com um preço médio de R$ 18.844/ha, a valorização das áreas
com cana-de-açúcar nos últimos 12 meses foi de 5,4%, significativamente abaixo da
média geral, que foi de 10,6%. A taxa média anualizada de valorização nos últimos 36
meses foi de 11,7%. Nos últimos 10 anos, a taxa média anualizada desta categoria foi
11,3%. Convém destacar, que apesar da estabilização, não foi observado tendência
de queda nos preços.
Com isso, o ranking das áreas com cana-de-açúcar com maior valorização são as ter-
ras que estão localizadas em regiões áreas de produção marginal, ou que estão lo-
calizadas em regiões com disputa por outros perfis de ocupação, principalmente os
grãos.

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Tabela 10 – Maiores valorizações de terras de cana no período de 12 meses

Cotação (R$/ha)
Valorização
UF Região Tipo de terra
(%)
nov/dez 13 set/out 14

Terra agrícola com cana-de-açúcar


CE Litoral Cearense 54 3.900 6.000
(Cascavel/Beberibe)
Terra agrícola com cana-de-açúcar
CE Litoral Cearense 45 5.500 8.000
(Paraipaba/Paracuru)
Zona da Mata Terra agrícola com cana-de-açúcar (zona
AL 40 12.100 17.000
Alagoana da mata sul)
Terra agrícola de alta produtividade
RN Leste Potiguar cana-de-açúcar (Goianinha/Pedro 32 9.500 12.500
Velho)
Terra agrícola com cana-de-açúcar
PB Mata Paraibana 25 6.000 7.500
(litoral sul)
PR Umuarama Terra agrícola com cana-de-açúcar 25 14.000 17.500
São José do Rio Terra agrícola com cana-de-açúcar
SP 16 25.000 29.000
Preto (Catanduva)
Terra agrícola com cana-de-açúcar
MG Uberlândia 14 21.000 24.000
(Uberaba)
Terra agrícola de baixa produtividade
SP Bauru 14 18.500 21.000
com cana-de-açúcar
Terra agrícola com cana-de-açúcar
MT Tangará da Serra 12 12.500 14.000
(Nova Olímpia)
Fonte: Informa Economics FNP, Out. de 2014

Valorização relativa de terras de pastagem (%)


A competição com outras culturas, especialmente com a soja e a melhoria de infraestru-
tura seguem sendo os principais fatores de valorização das áreas ocupadas com pasta-
gem. No Norte, a consolidação do corredor logístico ligando os portos pluviais aos prin-
cipais centros de consumo do mundo, tem gerado valorização das terras de modo geral.
A integração lavoura-pecuária, especialmente no Sul e no Centro-Oeste do país, é outro fa-
tor de forte pressão altista sobre as terras tradicionalmente ocupadas apenas por pecuária.
De modo geral, muitas das áreas de pastagem, com boa topografia, são precificadas
com preços muito próximos das áreas agrícolas equivalentes, mesmo que o seu uso
ainda seja para pecuária. Este processo é favorecido pela melhoria das técnicas de
correção de fertilidade e pelo desenvolvimento de novas variedades, que aumentam
o variedade de áreas adaptadas aos grãos.
No entanto, com a queda dos preços dos grãos no mercado internacional, e o conse-
quente arrefecimento, mesmo que momentânea, da expansão dos grãos, reduziu a
pressão altista sobre os preços da terra de pastagem. Apesar da queda na demanda,
este perfil de terra permanece com um dos mais demandados no país.
Com isso, as áreas de pastagem seguem sendo as que apresentam as maiores de tax-
as de valorização quando comparadas com os demais perfis de ocupação da terra
para fins produtivos. Nos últimos 12 meses, as áreas de pastagem apresentaram val-
orização média de 13,7%, bem acima do verificado para a média geral, que foi 10,6%.
O preço médio deste perfil de uso do solo foi R$ 7.240/ha, com uma valorização
média anualizada de 18% nos últimos 36 meses.

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Análise do Mercado de Terras
RELATÓRIO BIMESTRAL – N.º 61 – SETEMBRO/OUTUBRO 2014

Tabela 11 – Maiores valorizações de terras de pastagem no período de 12 meses

Cotação (R$/ha)
Valorização
UF Região Tipo de terra
(%)
nov/dez 13 set/out 14

Sertão
PE Pastagem nativa 83 300 550
Pernambucano
RN Leste Potiguar Pastagem nativa 81 1.600 2.900
Pastagem nativa em várzea (Monte Alegre/Alenquer/
PA Santarém 80 250 450
Oriximiná)
MA São Luís Pastagem formada de alto suporte 77 1.500 2.650
Sertão Central
CE Pastagem em várzea irrigada nas margens dos rios 68 1.100 1.850
Cearense
GO Posse Pastagem nativa (Serra Geral) 64 2.200 3.600

MA São Luís Pastagem nativa 63 430 700

ES Colatina Pastagem nativa de morro (Baixo Guandu/Itaguaçu) 61 5.100 8.200

PR Telêmaco Borba Pastagem formada de alto suporte (Ortigueira) 59 11.000 17.500


Sertão
PE Pastagem formada 56 900 1.400
Pernambucano
Fonte: Informa Economics FNP, Out. de 2014

Análise do mercado de terras por estado

Neste bimestre, o Estado que atingiu maior valorização média em relação aos últi-
mos 36 meses foi o Amazonas (+197%). Já a menor valorização média foi registrada
na Bahia (+30%).
No curto prazo (12 meses), a maior taxa média de valorização também foi a de Ron-
donia (30%), enquanto a menor média foi observada no Amapá (-11%). Com exceção
do Amapá e da Bahia, em todos os outros Estados a valorização média nos últimos
12 meses foi superior a inflação acumulada no período (ver anexo II).
Conforme a Tabela 13, neste bimestre as cotações de terras no país variaram de R$
160 por hectare no Piauí até R$ 51.500 por hectare em Santa Catarina. A maior co-
tação média continua sendo em São Paulo, a R$ 22.114 por hectare. Já o Amapá pos-
sui a menor cotação média na federação, de R$ 932 por hectare.
A seguir, um breve comentário com as informações mais recentes e pertinentes do
mercado de terras das 27 unidades da federação. Os mapas correspondem à divisão
concebida e utilizada pela Informa Economics FNP desde o início da pesquisa, onde
são apresentados os valores nominais de terras e os valores deflacionados, segundo
metodologia própria que pode ser conferida em mais detalhes no Anexo III.
No Anexo I, na Tabela de preços de terras no Brasil são apresentados valores em R$/
ha e US$/ha, conforme metodologia descrita no Anexo III.

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RELATÓRIO BIMESTRAL – N.º 61 – SETEMBRO/OUTUBRO 2014

Notas:
Na região FNP 69, os itens “Terra agrícola de baixa produtividade de grãos (Minei-
ros)” e Terra agrícola de alta produtividade de grãos (Mineiros/Rio Verde) tiveram
suas nomenclaturas alteradas para “Terra agrícola de grãos (Mineiros/Jatai)” e “Terra
agrícola de grãos (Rio Verde), respectivamente.
Região FNP 28, a categoria “terra agrícola de alta produtividade de grãos” na região
de Marilia foi alterado para “terra agrícola de cana-de-açúcar”, visto que a maior
parte das áreas de alto suporte estão ocupadas com a gramínea. A categoria “terra
agrícola de baixa produtividade de grãos” foi alterada para “terra agrícola de grãos”.
Na região FNP 61, os itens “Terra agrícola (Guiratinga/Tesouro)” e “Terra agrícola em
parte alta (Alto Araguaia/Alto Garça)” foram alterados para “Terra agrícola (Alto Ara-
guaia/Guiratinga/Tesouro)” e “Terra agrícola em parte alta (Alto Taquari/Alto Garça)”,
respectivamente.
Na região FNP 119, o item “Terra agrícola com café/cacau (Trairão/Rurópolis/Medi-
cilândia)” foi alterado para “Terra agrícola com café/cacau (Rurópolis/Medicilândia/
Brasil Novo)”.
Na região FNP 52, os itens “Terra agrícola com laranja (Rio Bonito)”, “Terra agríco-
la de alta produtividade com coco (Macaé)” e “Terra agrícola de baixa produtividade
com coco em solo arenoso (Macaé)”, tiveram suas nomenclaturas alteradas para
“Terra agrícola (Rio Bonito)”, “Terra agrícola de alta fertilidade (Macaé)” e “Terra
agrícola com coco em solo arenoso (Macaé)”, respectivamente.
Na região FNP 7, a cidade referência Florianópolis para as áreas de grãos, pecuária e
várzea sistematizada, foi alterada para Grande Florianópolis.
Na região FNP 83, o item “Terra agrícola com cacau (Lage/Matuípe)” foi substituído
por “Terra agrícola com cacau (Lage/Mutuípe)”.
Na região FNP 125, o item “Terra agrícola com cacau (Ariquemes)” foi substituído por
“Terra agrícola (Ariquemes)”.
Na região FNP 125, o item “Terra agrícola com cacau (Machadinho d’Oeste)” foi sub-
stituído por “Terra agrícola (Machadinho d’Oeste)”.
Na região FNP 117, o item “Terra agrícola de alta produtividade (Chapadinha//Brejo)”
foi substituído por “Terra agrícola de alta produtividade (Chapadinha/Anapurus/Bre-
jo)”.
Na região FNP 117, o item “Terra agrícola de baixa produtividade (Chapadinha//Bre-
jo)” foi substituído por “Terra agrícola de baixa produtividade (Santa Quiteria/Urbano
Santos)”.
Na região FNP 57, o item “Terra agrícola com cacau” foi substituído por “Terra agríco-
la com cacau na chapada”.
Na região FNP 12, o item “Terra agrícola de alta produtividade de olerícolas (Curiti-
ba)” foi substituído por “Terra agrícola de alta produtividade de olerícolas (Curitiba/
Colombo)”.

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Na região FNP 12, o item “Terra agrícola de baixa produtividade de olerícolas (Curitiba)” foi
substituído por “Terra agrícola de baixa produtividade de olerícolas (Curitiba/Colombo)”.
Na região FNP 44, o item “Cerrado agrícola (Uberaba)” foi substituído por “Cerrado”.
Na região FNP 68, o item “Mata de difícil acesso (São Félix do Xingu/Confresa)” foi
substituído por “Mata de difícil acesso (São José do Xingu/Confresa)”.
Na região FNP 68, o item “Mata de fácil acesso (São Félix do Xingu/Confresa)” foi sub-
stituído por “Mata de fácil acesso (São José do Xingu/Confresa)”.
Tabela 12 – Valorização das terras brasileiras por unidade da federação (%)

Valorização em 36 meses* Valorização em 12 meses**


Unidade da Federação
Média Maior Menor Média Maior Menor

Acre 42 270 8 13 48 -4
Alagoas 74 236 25 20 122 -2
Amapá 32 52 -11 -11 6 -25
Amazonas 197 900 17 22 56 -12
Bahia 30 300 -31 2,1 60 -19
Ceará 41 256 -68 17 68 -31
Espírito Santo 39 330 -11 11 136 -11
Goiás e Distrito Federal 87 267 3 11 64 -8
Maranhão 84 260 -4 17 88 -5
Mato Grosso 65 208 -13 8 45 -27
Mato Grosso do Sul 90 253 -3 13 62 -20
Minas Gerais 66 287 0 10 83 -19
Pará 90 275 18 23 80 -5
Paraíba 43 200 -28 13 50 -7
Paraná 82 300 3 14 63 -7
Pernambuco 66 817 6 11 83 -6
Piauí 59 154 -19 8 48 -14
Rio de Janeiro 64 180 13 18 60 -1
Rio Grande do Norte 74 305 -55 21 81 -6
Rio Grande do Sul 55 160 10 11 56 -6
Rondônia 90 270 38 30 58 12
Roraima 65 100 47 8 30 -11
Santa Catarina 38 131 -7 7 56 -13
São Paulo 36 143 2 6,4 36 -10
Sergipe 71 341 -11 11 67 -2
Tocantins 79 186 -21 14 54 -21
* Período de novembro/dezembro de 2011 a setembro/outubro de 2014
** Período de novembro/dezembro de 2013 a setembro/outubro de 2014
Fonte: Informa Economics FNP, out/2014
Legenda: em itálico a menor e sublinhada a maior valorização na coluna

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Tabela 13 – Preços das terras brasileiras por unidade de federação (R$/ha)

Cotação no bimestre de setembro/outubro de 2014


Unidade da Federação
Média Maior Menor

Acre 1.856 5.000 370


Alagoas 6.294 17.000 790
Amapá 932 1.900 210
Amazonas 967 2.800 190
Bahia 4.536 19.000 200
Ceará 2.877 10.500 300
Espírito Santo 12.666 25.000 3.300
Goiás e Distrito Federal 11.260 34.000 2.900
Maranhão 3.046 14.500 500
Mato Grosso 6.336 24.000 420
Mato Grosso do Sul 10.306 35.000 410
Minas Gerais 11.373 34.000 920
Pará 2.869 10.000 200
Paraíba 2.509 8.000 340
Paraná 21.125 47.000 3.500
Pernambuco 8.754 17.500 550
Piauí 1.759 10.000 160
Rio de Janeiro 9.302 20.000 2.700
Rio Grande do Norte 4.455 13.000 540
Rio Grande do Sul 17.712 42.500 5.000
Rondônia 6.164 14.500 950
Roraima 1.490 2.500 750
Santa Catarina 20.762 51.500 4.200
São Paulo 22.114 41.500 3.600
Sergipe 8.689 15.000 2.500
Tocantins 5.477 14.000 740
Fonte: Informa Economics FNP, out./2014
Legenda: em itálico a menor e sublinhada a maior cotação na coluna

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Região Norte
Acre
No Acre, mercado esboça 1.900

reação com a término da pavi-


R$ /ha R$ /ha defl .
1.800
1.700

mentação da BR-364, espe- 1.600

R$/ha
1.500
cialmente para as áreas já abertas para pro- 1.400

dução pecuária e proximias a rodovia. Para


1.300
1.200

as áreas de mata, a restrição para abertura 1.100

Mar-Abr/0 12

Mar-Abr/0 13

Mar-Abr/0 14
Mai-Jun/012

Mai-Jun/013

Mai-Jun/014
Nov-Dez/011

Set-Out/012
Nov-Dez/012

Set-Out/013
Nov-Dez/013

Set-Out/014
Jan-Fev/012

Jan-Fev/013

Jan-Fev/014
Jul-Ago/012

Jul-Ago/013

Jul-Ago/014
e a lentidão na emissão de licenças ambien-
tais tem limitado novos negócios. As terras Fonte: Informa Economics-FNP

mais caras do Estado localizam-se na região


de Rio Branco (FNP 126), onde o preço médio do hectare de pastagem formada no as-
falto (Rio Branco) é R$ 5.000/ha. As mais baratas são as áreas de mata de fácil acesso
na região de Tarauacá (FNP 127), R$ 370/ha. As terras que mais valorizaram nos últi-
mos 12 meses foram as áreas de mata de fácil acesso em Tarauacá (+48%). As terras
que menos valorizaram foram as áreas de mata em Rio Branco (+4,4%).
Amapá
1.200

No Amapá, mercado com pouca 1.100


R$/ ha

R$/ ha de fl.

movimentação. Foram reporta- 1.000

R$/ha
90 0

dos aumento na demanda por 80 0

áreas agrícolas para produção,


70 0

60 0

especialmente para grãos. No entanto, im- 50 0

Mar-Abr/0 12

Mar-Abr/0 13

Mar-Abr/0 14
Mai-Jun/012

Mai-Jun/013

Mai-Jun/014
Nov-Dez/011

Set-Out/012

Nov-Dez/012

Set-Out/013

Nov-Dez/013

Set-Out/014
Jan-Fev/012

Jan-Fev/013

Jan-Fev/014
Jul-Ago/012

Jul-Ago/013

Jul-Ago/014
passes com a documentação das áreas e di-
vergências entre o estado e a união, restrigem Fonte: Informa Economics-FNP

a efetivação dos negócios. As terras mais caras


do Estado são as áreas de pastagem nativa de fácil acesso (Amapá/Pracuúba), R$ 1.900/ha.
Já as mais baratas são as áreas de pastagem nativa de difícil acesso nas cidades de Amapá
e Pracuúba, região de Macapá (FNP 133), R$ 210/ha. As terras que mais valorizaram nos úl-
timos 12 meses foram as áreas de mata, com alta de 6,4%. As áreas de pastagem nativa de
fácil acesso (Amapá/Pracuúba) foram as que menos valorizaram no período (-25%).
Amazonas
1.070
No Amazonas, o mercado de 98 5
90 0
R$/ ha

R$/ ha def l.

terras no Estado apresenta 81 5


73 0
R$/ha

pouca liquidez. No Amazo- 64 5


56 0

nas, cerca de 90% dos imóveis apresentam 47 5


39 0
30 5
problemas com a documentação de pos- 22 0
Mar-Abr/012

Mar-Abr/013

Mar-Abr/014
Mai-Jun/012

Mai-Jun/013

Mai-Jun/014
Nov-Dez/011

Set-Out/012

Nov-Dez/012

Set-Out/013

Nov-Dez/013

Set-Out/014
Jan-Fev/012

Jan-Fev/013

Jan-Fev/014
Jul-Ago/012

Jul-Ago/013

Jul-Ago/014

se. Grande parte destas áreas está na mão


de posseiros ou são áreas do Estado. Além
Fonte: Informa Economics-FNP

disso, o acesso precário, normalmente por


barco, o grande números de reservas proteção ambiental, e a restrição para abertura
de áreas para produção, são desafios relevantes para a consolidação de um mercado
de terras mais robusto. As terras mais caras do Estado são as de pastagem forma-
da de fácil acesso na região da Boca do Acre (FNP 128), R$ 2.800/ha. As mais bara-
tas são as áreas de pastagem nativa em várzea, no Baixo Amazonas (FNP 130), R$

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190/ha. As terras que mais valorizaram nos últimos 12 meses foram as áreas de mata
(Manaus), na região do Baixo Amazonas, com alta 56%. Já as que menos valorizaram
foram áreas com pastagem formada em área firme (Itacoatiara), na região do Baixo
Amazonas (-12%).

Pará
No Pará, mercado parado em 3.100

praticamente todo o esta-


R$ /ha
2.900
R$ /ha defl .
2.700

do, porém existem expecta- 2.500


2.300

R$/ha
tivas de valorização para os 2.100
1.900

próximos meses. Na região 1.700


1.500

de Belém, as áreas de pecuária próximas a 1.300

Mar-Abr/0 12

Mar-Abr/0 13

Mar-Abr/0 14
Mai-Jun/012

Mai-Jun/013

Mai-Jun/014
Nov-Dez/011

Set-Out/012
Nov-Dez/012

Set-Out/013
Nov-Dez/013

Set-Out/014
Jan-Fev/012

Jan-Fev/013

Jan-Fev/014
Jul-Ago/012

Jul-Ago/013

Jul-Ago/014
margens de rios estão em valorização devi-
do a demanda para plantio de açaí. Na par- Fonte: Informa Economics-FNP

te Sul (Santana do Araguaia, Santa Maria


das Barreiras e no Sul de Cumaru e São Felix) da região FNP de Redenção há aumen-
to do plantio de soja. Além disso, existe grande expectativa entre os produtores da
região de que a reforma do Porto de Marabá, que possibilitará o transporte de car-
gas mais pesadas, melhore a capacidade de escoamento da produção local. Na região
FNP de Santarém, o avanço das obras de pavimentação da BR-163, que facilitará a
chegada da produção de grãos do Mato Grosso, gera expectativas positivas para a
região. Segundo relatos, o trecho mais longo é que está entre os entroncamentos
das BR-230 e a BR-163 em Rurópolis até o entroncamento entre as mesmas rodovias
em Itaituba, com cerca de 130 km. Além deste ramal, existem ainda alguns trechos
de estradas sem pavimento asfáltico próximos que somados totalizam cerca de 150
km. Além disso, já existe uma empresa realizando o transporte de soja por balsas en-
tre o terminal Miritituba, em Itaituba, até o terminal de Barcarena, sendo que outras
empresas estão avançando em seus projetos para o uso deste modal hidroviário. As
áreas mais caras do Estado são as terras agrícolas com café/cacau (Rurópolis/Medi-
cilândia/Uruará/Brasil Novo), na região de Santarém, R$ 10.000/ha enquanto que
as mais baratas são as de pastagem nativa de difícil acesso em Marajó (FNP 122),
R$ 200/ha. As áreas que mais valorizaram nos últimos 12 meses foram as de past-
agem nativa em várzea (Monte Alegre/Alenquer/Oriximiná) na região de Santarém
(+153%). As que menos valorizaram foram as áreas de Mata de fácil acesso, na região
de Paragominas (-5,1%).

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Rondônia
Em Rondônia, o mercado de 6.400
6.150

terras segue bastante aque- 5.900


5.650
5.400
R$ /ha

R$ /ha defl .

cido, tanto para áreas de 5.150


4.900

R$/ha
4.650
agrícolas quanto para áreas 4.400
4.150

de pastagem. O estado se consolida com


3.900
3.650
3.400

uma nova fronteira agropecuária, favore- 3.150


2.900

Mar-Abr/012

Mar-Abr/013

Mar-Abr/014
Mai-Jun/012

Mai-Jun/013

Mai-Jun/014
Nov-Dez/011

Set-Out/012
Nov-Dez/012

Set-Out/013
Nov-Dez/013

Set-Out/014
Jan-Fev/012

Jan-Fev/013

Jan-Fev/014
Jul-Ago/012

Jul-Ago/013

Jul-Ago/014
cido pela existência de áreas com boa ap-
tidão agrícola e pela formação de um novo Fonte: Informa Economics-FNP

corredor logístico pelo Norte do país. A


substituição de áreas de pastagem, especialmente as de alto suporte, café e cacau
por cultivos de soja, acaba gerando forte pressão altista sobre os imóveis rurais de
modo geral. Além disso, a restrição para abertura de novas áreas e ocorrência de
propriedades com problemas documentais, geram tendência de valorização para os
imóveis regularizados e com boa taxa de aproveitamento da terra com agricultura ou
pecuária. As áreas mais caras do Estado são as terras agrícolas de soja em Vilhena,
na região de Cacoal (FNP 124), R$ 14.500/ha. As mais baratas são áreas de mata na
região de Porto Velho (FNP 125), R$ 950/ha. As terras que mais valorizaram nos úl-
timos 12 meses foram as áreas de mata, na região de Porto Velho (+58%). As que
menos valorizaram foram as áreas de pastagem formada (Ariquemes), na região de
Porto Velho (+12%).

Roraima

Em Roraima, mercado estável


1.600

e com baixo volume negócios.


R$/ ha

1.500 R$/ ha def l.


1.400

Alguns produtores do Sul do 1.300


R$/ha

1.200

Brasil sondando a região, bus- 1.100


1.000

cando área para a produção 90 0


80 0

de grãos, o que gerará alguma 70 0


Mar-Abr/012

Mar-Abr/013

Mar-Abr/014
Mai-Jun/012

Mai-Jun/013

Mai-Jun/014
Nov-Dez/011

Set-Out/012
Nov-Dez/012

Set-Out/013
Nov-Dez/013

Set-Out/014
Jan-Fev/012

Jan-Fev/013

Jan-Fev/014
Jul-Ago/012

Jul-Ago/013

Jul-Ago/014
valorização nos próximos meses. As áreas
mais caras do Estado são as terras agríco- Fonte: Informa Economics-FNP

las de alta produtividade na região de Boa


Vista (FNP 132), R$ 2.500/ha. As mais baratas são as áreas de mata na região de Ca-
racaraí (FNP 131), R$ 750/ha. As terras que mais se valorizaram nos últimos 12 meses
foram as áreas de campo nativo de fácil acesso em Boa Vista (+30%). As que menos
valorizaram foram as áreas de pastagem formada de baixo suporte, na região de Ca-
racaraí (-11%).

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RELATÓRIO BIMESTRAL – N.º 61 – SETEMBRO/OUTUBRO 2014

Tocantins
No Tocantins, mercado de terras 5.700

entrou em compasso de espe-


5.400
R$/ ha
5.100
4.800 R$/ ha def l.

ra, aguardando a definição do 4.500

R$/ha
4.200

cenário político e econômico do 3.900


3.600

país e na expectativa de melho-


3.300
3.000
2.700

ra dos preços da soja no merca- 2.400

Mar-Abr/012

Mar-Abr/013

Mar-Abr/014
Mai-Jun/012

Mai-Jun/013

Mai-Jun/014
Nov-Dez/011

Set-Out/012

Nov-Dez/012

Set-Out/013

Nov-Dez/013

Set-Out/014
Jan-Fev/012

Jan-Fev/013

Jan-Fev/014
Jul-Ago/012

Jul-Ago/013

Jul-Ago/014
do internacional. De modo geral, tem ocor-
rido negociações pontuais de pequenas Fonte: Informa Economics-FNP

áreas. Os negócios maiores envolvem fa-


zendas para produção pecuária. As áreas mais caras do Estado são as terras agríco-
las em várzea sistematizada, na região de Gurupi (FNP 76), R$ 14.000/ha. As mais
baratas são as áreas de cerrado (Jalapão), na região de Palmas (FNP 77), R$ 740/ha.
As terras que mais valorizaram nos últimos doze meses foram as áreas de pastagem
formada de alto suporte (+54%). As que menos valorizaram foram as áreas de Cerra-
do na região de Dianópolis, região de Gurupi (-21%).

Região Nordeste
Alagoas
Em Alagoas, mercado para- 6.500

do na maior parte do estado e 6.100


5.700
R$/ ha

R$/ ha def l.

preços com tendência de estab- 5.300


R$/ha

4.900

ilidade. Já as áreas de mata, localizadas no 4.500


4.100

Bioma da Mata Atlântica, seguem em firme 3.700


3.300

tendência de valorização devido a necessi- 2.900


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dade regularizar as propriedades frente aos
requisitos de reserva legal. As terras mais Fonte: Informa Economics-FNP

caras do Estado são as terras agrícolas com


cana-de-açúcar na zona da mata sul (FNP 90), R$ 17.000/ha. As mais baratas são as
áreas de Caatinga no Sertão Alagoano (FNP 92), R$ 790/ha. As terras que mais valori-
zaram nos últimos 12 meses foram as áreas de mata na Zona da Mata Alagoana (FNP
90) (+122%). As áreas que menos valorizaram foram as terras agrícolas no Sertão Ala-
goano (-2,0%).

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Análise do Mercado de Terras
RELATÓRIO BIMESTRAL – N.º 61 – SETEMBRO/OUTUBRO 2014

Bahia
Na Bahia, mercado aquecido 4.800 R$/ ha

para as terras irrigáveis, onde 4.600


4.400
R$/ ha def l.

é possível instalar sistemas 4.200

R$/ha
de irrigação por pivot para
4.000
3.800

o cultivo de olerícolas, nas 3.600


3.400

proximidades de Mucugê, região de Ala- 3.200

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goinhas. Na região de Guanambi, projetos
de parques eólicos e a construção de ter- Fonte: Informa Economics-FNP

minais ferroviários tem gerado valorização


das terras. No Oeste Baiano, mercado parado paras áreas de baixa aptidão agríco-
la, mas aquecido para as áreas de alta aptidão, com bons índices pluviométricos. No
Oeste Baiano, as áreas tradicionais de pecuária em Santa Maria da Vitória, Wanderley
e Cotegipe, onde a pecuária está concentrada, três anos consecutivos de estiagem
tem gerado pressão baixista sobre os preços destas terras. As áreas mais caras do Es-
tado são as terra agrícolas com +1500 mm anuais (Placas/Bela Vista/Sítio Cotia/Linha
Dal Bo/Roda Velha II), no Oeste Baiano, R$ 19.000/ha. As terras mais baratas são as
áreas de Caatinga em Xique-Xique, na região de Irecê, R$ 200/ha. As áreas que mais
valorizaram nos últimos 12 meses foram as terras com Caatinga, na região de Jua-
zeiro (+60%). As que menos valorizaram foram as terras com pastagem formada (Rio
de Janeiro/Rio Branco/Posto Sertanejo/Almas/Povoado de Coco-Baianópolis) (-19%).

Ceará
No Ceará, mercado estável na 3.000
R$/ ha
2.800
maior parte das regiões, com
R$/ ha def l.

2.600

exceção para as regiões que


R$/ha

2.400

apresentaram problemas mais 2.200

críticos com à forte estiagem 2.000

que atingiu o Estado em 2013, as quais ain-


1.800
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da mantem tendência de desvalorização.
Já as áreas com cana-de-açúcar, localizadas Fonte: Informa Economics-FNP

próximas do litoral, apresentam tendên-


cia de valorização devido a demanda para produção de aguardente. As áreas mais
caras do Estado são as terras agrícolas de alta produtividade com cana-de-açúcar
em aluvião (baixio), na região do Cariri (FNP 105), R$ 10.500/ha. As mais baratas são
áreas com pastagem nativa na caatinga, no Cariri (FNP 106), R$ 300/ha. As terras que
mais valorizaram nos últimos 12 meses foram as áreas de pastagem em várzea irri-
gada nas margens dos rios, no Sertão Central Cearense (68%). As que menos valori-
zaram foram as terras agrícolas de baixa produtividade em Quixeramobim/Quixadá
no Sertão Central Cearense (-31%).

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Análise do Mercado de Terras
RELATÓRIO BIMESTRAL – N.º 61 – SETEMBRO/OUTUBRO 2014

Maranhão
No Maranhão, mercado em val- 3.300
R$/ ha

orização na maior parte do es- 3.100


2.900
R$/ ha def l.

2.700
tado, no entanto com baixo vol- 2.500

R$/ha
2.300

ume de negócios. O que pode 2.100


1.900

dinamizar o mercado de terras é 1.700


1.500

a inauguração dos novos termi- 1.300

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nais portuários de São Luiz, que devem reduz-
ir o tempo de carregamento e de espera para Fonte: Informa Economics-FNP

embarque. Com isso, a expectativa de que


o custo de embarque (carregamento no navio) e custos de frete para os produtores das
regiões FNP de Balsas e Chapadinha devem cair, pois os caminhões ficarão menos tem-
po parados aguardando para descarga. Na região FNP de Balsas, o asfaltamento do Anel
da Soja (684 km de quatro rodovias estaduais: MA-006; MA-007; MA-132 e MA-140), que
liga as áreas produtoras de Balsas, Riachão, Carolina, Tasso Fragoso e Alto Parnaíba, fa-
vorecendo o escoamento da produção das fazendas até os terminais de armazenamento
em Balsas, deve gerar novo impulso de valorização. O primeiro trecho a ser pavimenta-
do, que liga a região da Batavo (distrito de Balsas), Campos Lindos (TO) até Balsas (MA) já
está com obras em andamento. Na região FNP de Imperatriz, mercado bastante especu-
lativo na região, especialmente em função de boatos de que um grande grupo produtor
de grãos adquiriu uma área de 30 mil hectares entre Buriticupu e Santa Luzia (no trevo
da BR-222 que dá acesso a Arame). Esta região é uma região alta, de chapada, com so-
los férteis e com boas extensões com topografia plana, considerada de boa aptidão para
a produção de grãos. A possibilidade de entrada deste grupo tem gerado a expectativa de
que a produção de soja possa apresentar forte expansão na região. As áreas mais caras do
Estado são as terras agrícolas de alta produtividade em Balsas e Tasso Fragoso (FNP 114),
R$ 14.500/ha. As áreas mais baratas são as com pastagem nativa inundada em Pinheiro
na região de São Luís (FNP 118), R$ 500/ha. As áreas que mais valorizaram nos últimos 12
meses foram as terras agrícolas com arroz em várzea sistematizada (São Mateus do Mara-
nhão) na região de Bacabal (+88%). As que menos valorizaram foram as terras com pasta-
gem formada próximas à BR (Bacabal), na região de Bacabal (FNP 117) (-5,2%).
Paraíba
Na Paraíba, mercado com 2.600
2.500
R $/ha

R $/ha defl.

tendência de alta em pratica- 2.400


2.300

mente todo o estado, influenciado pelo 2.200


R$/ha

2.100

aumento da renda da região, em função de 2.000


1.900

programas sociais e dos preços mais eleva- 1.800


1.700

dos do boi. Na região da Mata Paraibana,


1.600
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com a exigência do CAR (Cadastro Ambien-


tal Rural) as áreas regularizadas estão mais Fonte: Informa Economics-FNP

valorizadas. Para cana-de-açúcar a necessi-


dade de mecanização, faz com as áreas planas sejam mais valorizadas. As áreas mais
caras do Estado são as terras agrícolas com cana-de-açúcar em Mamanguape, na
região da Mata Paraibana (FNP 100), R$ 8.000/ha. As mais baratas são as áreas com
Caatinga no Cariri na região de Borborema (FNP 98), R$ 340/ha. As áreas que mais
valorizaram nos últimos 12 meses foram as terras agrícolas irrigadas para fruticultura

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Análise do Mercado de Terras
RELATÓRIO BIMESTRAL – N.º 61 – SETEMBRO/OUTUBRO 2014

(Brejo), no Agreste Paraibano (50%) e as que menos valorizaram foram as áreas com
pastagem formada de baixo suporte (Sousa/Cajazeiras), no Sertão Paraibano (FNP
97) (-6,7%).

Pernambuco

Em Pernambuco, o mercado de 9.000


8.500 R$/ ha R$/ ha def l.

terras segue com tendência de valorização, 8.000


7.500

principalmente nas áreas localizadas nas

R$/ha
7.000
6.500
6.000
proximidades das obras de transposição 5.500
5.000

do Rio São Francisco. O projeto deve ben- 4.500


4.000

eficiar a produção agrícola, valorizando

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um ativo que tinha valor de mercado mui-
to baixo. Atualmente, segundo relatos, as Fonte: Informa Economics-FNP

obras avançaram significativamente, estando cerca de 60% concluídas no Estado.


Outro projeto que tem valorizado as terras no Sertão é Ferrovia Transnordestina, que
deve cortar o Sertão. No Agreste, especialmente nas áreas de Brejo de Camocim/
Bonito, as terras estão bastante valorizadas devido a demanda para produção de ol-
erícolas. As áreas mais caras do Estado são as terras agrícolas em brejo em Bonito/
Camocim de São Félix (FNP 95), R$ 17.500/ha. As mais baratas são as áreas de Caat-
inga no Sertão Pernambucano (FNP 94), R$ 550/ha. As terras que mais valorizaram
nos últimos 12 meses foram as áreas com Caatinga no Sertão Pernambucano (+83%).
As que menos valorizaram foram as áreas de pastagem formada em solo podzólico
(Bom Conselho/Correntes), no Agreste Pernambucano (-5,7%).

Piauí
No Piauí, mercado estável na 1.900 R$/ ha

maior parte do Estado. Na 1.700


R$/ ha def l.

região de Uruçuí, as áreas 1.500


R$/ha

de pecuária estão em valo- 1.300

rização. A pecuária está per- 1.100

90 0
dendo espaço nas áreas de
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chapada, as quais estão sendo convertidas


para produção de grãos. Com isso a ativ- Fonte: Informa Economics-FNP

idade está migrando para as áreas mais


baixas (Baixão), de menor aptidão para agricultura. Apesar de apresentarem boa fer-
tilidade, estas terras são baratas devido à baixa altitude. No entanto, a descoberta de
uma grande reserva de água subterrânea pode tornar estas terras bastante procura-
das para a exploração pecuária. As áreas mais caras do Estado são terras agrícolas de
alta produtividade em Uruçuí (FNP 110), R$ 10.000/ha. As terras mais baratas são as
áreas de Caatinga em chapada (Pio IX), na região de Picos (FNP 111), R$ 160/ha. As
terras que mais valorizaram nos últimos 12 meses foram as áreas de cerrado agrícola
em Bom Jesus, na região de Uruçuí (+48%). As que menos valorizaram foram as ter-
ras agrícolas com caju em Floriano, também na região de Uruçuí (-14%).

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Análise do Mercado de Terras
RELATÓRIO BIMESTRAL – N.º 61 – SETEMBRO/OUTUBRO 2014

Rio Grande do Norte


No Rio Grande do Norte, mer-
4.600
cado com tendência de alta 4.300 R $/ha

4.000 R $/ha defl.

em praticamente todo o esta- 3.700

R$/ha
3.400

do, influenciado pelo aumento da renda da 3.100


2.800

região, em função de programas sociais e 2.500


2.200

dos preços mais elevados do boi. A exceção 1.900

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são as áreas com frutíferas localizadas no
Oeste Potiguar que apresentam tendência Fonte: Informa Economics-FNP

de queda nos preços em função das quebra


de safra provocada pela estiagem nos últimos anos. As áreas mais caras do Estados
são as terras agrícolas nos vales úmidos em Ceará-Mirim/Touros, no Leste Potiguar
(FNP 104), R$ 13.000/ha. As terras mais baratas são as áreas de Caatinga do Oeste
Potiguar (FNP 101), R$ 540/ha. As áreas que mais valorizaram nos últimos 12 meses
foram as com pastagem nativa, no Leste Potiguar (+81%). As que apresentaram
menor valorização foram terras agrícolas com abacaxi (Ceará-Mirim/Touros), no Leste
Potiguar (-6,3%).

Sergipe
Em Sergipe, mercado em valori- 9.000
8.500
zação em praticamente todas as
R$/ ha

8.000 R$/ ha def l.

regiões do estado. Mesmo com


7.500
R$/ha

7.000

a queda dos preços do milho, mandioca, 6.500


6.000

cana-de-açúcar e laranja, principais cultur- 5.500


5.000

as do estado, o último ano foi favorável aos 4.500


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produtores em termos de produção, com-
pensando os preços mais baixos pagos pe- Fonte: Informa Economics-FNP

los produtos. As áreas mais caras do Esta-


do são as terras de arroz em várzea sistematizada nas margens do Rio São Francisco
na Zona da Mata Sergipana (FNP 87), R$ 15.000/ha. As mais baratas são as áreas de
Caatinga no Sertão Sergipano (FNP 89), R$ 2.500/ha. As terras que mais valorizaram
nos últimos 12 meses foram as áreas de caatinga no Sertão Sergipano (+67%). As que
menos valorizaram foram as áreas de Pastagem formada de alto suporte (sertão úmi-
do leste), no Sertão Sergipano (-2,3%).

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Análise do Mercado de Terras
RELATÓRIO BIMESTRAL – N.º 61 – SETEMBRO/OUTUBRO 2014

Região Sudeste
Espiríto Santo
No Espirito Santo, mercado deman- 13 .000 R$/ ha

dado para as áreas de chapada, que 12 .000


R$/ ha def l.

são terras disputadas para o cultivo 11 .000

R$/ha
de commodities tradicionais, como o café, 10 .000

cacau e cana-de-açúcar, e também para a 9.000

8.000
produção de cultivos de maior valor agre-

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gado, como as frutíferas, especialmente
o mamão, maracujá e o abacaxi. As áreas Fonte: Informa Economics-FNP

ocupadas com vegetação nativa também


estão bastante valorizadas, devido à baixa oferta deste perfil de terra no estado e
pela procura dos produtores para a composição da reserva legal. As áreas mais car-
as do Estado são terras agrícolas em várzea com cana-de-açúcar em Presidente Ken-
nedy/Itapemirim, na região de Cachoeiro do Itapemirim (FNP 55), R$ 25.000/ha. As
mais baratas são as áreas de mata na região de Linhares (FNP 57), R$ 3.300/ha. As
terras que mais valorizaram nos últimos meses foram as áreas com Mata na região
de Linhares (+136%). As áreas que menos valorizaram foram as terras agrícolas de
morro com café conilon na região de Linhares (-11%).

Minas Gerais

Em Minas Gerais, merca- 12 .000

do parado, com poucos


R$/ ha
11 .000 R$/ ha def l.

negócios na maior parte das 10 .000


R$/ha

9.000

regiões do estado, especial- 8.000

mente para as áreas ocupa- 7.000

das com grãos e cana-de-açúcar. Mercado 6.000


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de áreas de cerrado para compensação
ambiental segue bastante demandado Fonte: Informa Economics-FNP

e com tendência de valorização devido


a necessidade de formação de reserva legal. As áreas de café, com restrição a me-
canização também apresentam tendência de queda, especialmente as que estão lo-
calizadas nas regiões FNP Governadores Valadares e Juiz de Fora, mais distantes das
principais beneficiadoras da commodity. As áreas mais caras do Estado são as terras
agrícolas com banana irrigada (Janaúba), na região de Montes Claros (FNP 49), R$ R$
34.000/ha. As terras mais baratas são as áreas de mata na região do Jequitinhonha
(FNP 50), R$ 920/ha. As terras que mais valorizaram nos últimos 12 meses foram as
áreas de cerrado, na região de Governadores Valadares (FNP 47) (83%). As áreas que
menos valorizaram foram as terras agrícolas com café (Caratinga), na região de Gov-
ernador Valadares (-19%).

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Análise do Mercado de Terras
RELATÓRIO BIMESTRAL – N.º 61 – SETEMBRO/OUTUBRO 2014

Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, mercado 10 .000
R$/ ha
9.500
segue com baixa liquidez, com 9.000
R$/ ha def l.

8.500
negócios pontuais e bastante es- 8.000

R$/ha
7.500

peculação, especialmente na região serra- 7.000


6.500

na e para as áreas com vegetação nativa. 6.000


5.500

As áreas mais caras no Estado são as terras 5.000

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agrícolas de alta produtividade olerícola
corrigida na região de Nova Friburgo (FNP Fonte: Informa Economics-FNP

53), R$ 20.000/ha. As mais baratas são as


áreas de mata na região de Resende (FNP 51), R$ 2.700/ha. Nos últimos 12 meses
as terras que mais valorizaram foram as áreas de mata na região de Nova Friburgo
(+60%). As que menos valorizaram foram as de pastagem formada de morro (Campos
dos Goytacazes), na região de Campos dos Goytacazes (FNP 54) (-1,2%).

São Paulo
Em São Paulo, mercado es- 23 .000
22 .000
R$/ ha

tável na maior parte do esta-


R$/ ha def l.
21 .000
20 .000

do. A estiagem que atinge o 19 .000

R$/ha
18 .000
estado comprometeu a rent- 17 .000

abilidade das principais culturas produzidas


16 .000
15 .000

no estado, o que desestimulou expansão


14 .000

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das áreas de cultivo. Além disso, crises
setoriais dos produtores de cana-de-açúcar, Fonte: Informa Economics-FNP

laranja e café inibem maiores apreciações.


Em algumas regiões foram reportados que algumas usinas estariam atrasando o pa-
gamento de seus fornecedores de cana-de-açúcar e reduzindo os valores pagos para
o arrendamento da terra, com impacto direto sobre o mercado de terras. Mesmo as-
sim, não foi observada tendência de queda sobre os preços das terras, pois os propri-
etários tem a expectativa de que nos próximos anos, estes setores se recuperem. As
áreas mais caras do Estado são terras agrícolas de alta produtividade com cana-de-
açúcar na região de Piracicaba (FNP 24), R$ 41.500/ha. As mais baratas são as áreas
com pastagem formada em morro na região do Vale do Ribeira (FNP 21), R$ 3.600/
ha. As áreas que mais valorizaram nos últimos 12 meses foram as de pastagem na-
tiva em várzea, na região do Vale do Paraíba (FNP 18) (+36%). As que menos valori-
zaram foram as terras agrícolas com cana-de-açúcar (Sumaré/Indaiatuba), na região
de Campinas (-10%).

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Análise do Mercado de Terras
RELATÓRIO BIMESTRAL – N.º 61 – SETEMBRO/OUTUBRO 2014

Região Sul
Paraná
No Paraná, mercado de ter- 23 .000

21 .000

ras bastante parado e preços 19 .000


R$/ ha

R$/ ha def l.

estáveis. A queda dos preços 17 .000

R$/ha
da soja e a desconfiança dos investidores
15 .000

13 .000

frente ao desempenho futuro da economia 11 .000

brasileira tornaram o mercado bastante re- 9.000

Mar-Abr/012

Mar-Abr/013

Mar-Abr/014
Mai-Jun/012

Mai-Jun/013

Mai-Jun/014
Nov-Dez/011

Set-Out/012

Nov-Dez/012

Set-Out/013

Nov-Dez/013

Set-Out/014
Jan-Fev/012

Jan-Fev/013

Jan-Fev/014
Jul-Ago/012

Jul-Ago/013

Jul-Ago/014
flexivo a novos investimentos. Além disso,
como o preço da terra é indexados em sa- Fonte: Informa Economics-FNP

cas de soja, o valor da terra pode ter ligeira


queda nos próximos meses, caso a oleaginosa mantenha-se com preços em queda.
No entanto, devido a infraestrutura produtiva e de escoamento do estado, uma das
melhores do país, o mercado de terras é bastante resistente a quedas. A tendência
é que os vendedores aumentem a quantidade de sacas indexadas a terra, compen-
sando os preços mais baixos do grão. As áreas mais caras do Estado são as terras
agrícolas de alta produtividade de grãos (Toledo/Cascavel), na região de Cascavel, R$
47.000/ha. As terras baratas são as áreas de mata nos municípios de Cerro Azul e
Morretes, na região de Curitiba (FNP 12), R$ 3.500/ha. As áreas que mais valorizaram
nos últimos 12 meses foram as terras agrícolas de baixa produtividade de grãos, na
região de Umuarama (+63%). As que menos valorizaram foram as terras agrícolas de
baixa produtividade de grãos (Irati), na região de Guarapuava (-6,8%).

Rio Grande do Sul


No Rio Grande do Sul, mer- 19 .000

cado de terras arrefeceu, 18 .000


17 .000
R$/ ha R$/ ha def l.

com poucos negócios e 16 .000


R$/ha

15 .000

preços estáveis na maior 14 .000


13 .000

parte das regiões. A que- 12 .000


11 .000

da dos preços da soja e as incertezas 10 .000


Mar-Abr/012

Mar-Abr/013

Mar-Abr/014
Mai-Jun/012

Mai-Jun/013

Mai-Jun/014
Nov-Dez/011

Set-Out/012

Nov-Dez/012

Set-Out/013

Nov-Dez/013

Set-Out/014
Jan-Fev/012

Jan-Fev/013

Jan-Fev/014
Jul-Ago/012

Jul-Ago/013

econômicas do pais são pouco convidati- Jul-Ago/014

vos para efetivação de novos negócios. No Fonte: Informa Economics-FNP

entanto, só foram observados quedas pon-


tuais em áreas de baixa aptidão agrícola, onde o cultivo é pouco favorável em anos
de baixa rentabilidade. As áreas mais caras do Estado são as terras agrícolas de alta
produtividade com viticultura em Bento Gonçalves, na região de Caxias do Sul (FNP
4), R$ 42.500/ha. As mais baratas são as áreas de pastagem de baixo suporte nos
municípios de Vacaria e Lagoa Vermelha, R$ R$ 5.000/ha. As áreas que mais valori-
zaram nos últimos 12 meses foram as de pastagem nativa de campos em Palmeira
das Missões, na região de Passo Fundo (+56%). As que menos valorizaram foram as
terras agrícolas de baixa produtividade de grãos (Passo Fundo/Erechim), na região de
Passo Fundo (-5,7%).

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Análise do Mercado de Terras
RELATÓRIO BIMESTRAL – N.º 61 – SETEMBRO/OUTUBRO 2014

Santa Catarina
Em Santa Catarina mercado estável na 22 .000

maior parte das regiões, em 21 .000


20 .000
R$/ ha R$/ ha def l.

função das incertezas políti- 19 .000

R$/ha
18 .000

cas e econômicas que passa o 17 .000


16 .000

país. A exceção são as áreas de mata que 15 .000


14 .000

estão com demanda elevada devido ao au- 13 .000

Mar-Abr/0 12

Mar-Abr/0 13

Mar-Abr/0 14
Mai-Jun/012

Mai-Jun/013

Mai-Jun/014
Nov-Dez/011

Set-Out/012
Nov-Dez/012

Set-Out/013
Nov-Dez/013

Set-Out/014
Jan-Fev/012

Jan-Fev/013

Jan-Fev/014
Jul-Ago/012

Jul-Ago/013

Jul-Ago/014
mento da demanda para composição de
reserva legal. As áreas mais caras do Esta- Fonte: Informa Economics-FNP

do são as terras em várzea sistematizada


(Grande Florianópoliss), na região de Florianópolis (FNP 7), R$ 51.500/ha. As mais
baratas são as áreas de mata na região de Lages (FNP 6), R$ 4.200/ha. Nos últimos
12 meses as terras que mais valorizaram foram as áreas de mata, na região de Lages
(+56%). As que menos valorizaram foram as terras agrícolas de baixa produtividade
de grãos (Caçador), na região de Chapecó (FNP 5) (-13%).

Região Centro-Oeste
Goiás e Distrito Federal
Em Goiás, mercado com pouco 12 .000

volume de negócios, tanto pela 11 .000 R$/ ha

R$/ ha def l.
10 .000

baixa oferta para venda quan- R$/ha 9.000

to pela retração na demanda, 8.000

7.000

o que mantém estável o preço 6.000

das terras agrícolas. A exceção são para as 5.000


Mar-Abr/012

Mar-Abr/013

Mar-Abr/014
Mai-Jun/012

Mai-Jun/013

Mai-Jun/014
Nov-Dez/011

Set-Out/012

Nov-Dez/012

Set-Out/013

Nov-Dez/013

Set-Out/014
Jan-Fev/012

Jan-Fev/013

Jan-Fev/014
Jul-Ago/012

Jul-Ago/013

Jul-Ago/014
áreas de Cerrado, uma vez que a existe baixa
oferta deste perfil de área e a demanda está Fonte: Informa Economics-FNP

aquecida devido a necessidade de regular-


ização ambiental. Nas proximidades de Porangatu, na região FNP de Mozarlândia, o plan-
tio de soja tem valorizado as áreas de pastagem com aptidão agrícola. As áreas mais car-
as do Estado são as terras agrícolas de grãos em Rio Verde, na região de Rio Verde (FNP
69), R$ 34.000/ha. As mais baratas são as áreas de cerrado em Aruanã/Mozarlândia, na
região de Mozarlândia (FNP 74), R$ 2.900/ha. Nos últimos 12 meses as terras que mais
valorizaram foram as áreas de pastagem nativa (Serra Geral), na região de Posse (+64%).
As que menos valorizaram foram as terras agrícolas de baixa produtividade de grãos (San-
ta Helena de Goiás), na região de Rio Verde (FNP 73) (-8,3%).
Mato Grosso
No Mato Grosso, em regiões 7.000

onde a produção de soja


6.500 R$/ ha

6.000 R$/ ha def l.

está mais consolidada, mer-


5.500
R$/ha

5.000

cado com baixo volume de


4.500
4.000

negócios. A queda nos preços internacio-


3.500
3.000
Mar-Abr/012

Mar-Abr/013

Mar-Abr/014
Mai-Jun/012

Mai-Jun/013

Mai-Jun/014
Nov-Dez/011

Set-Out/012

Nov-Dez/012

Set-Out/013

Nov-Dez/013

Set-Out/014
Jan-Fev/012

Jan-Fev/013

Jan-Fev/014
Jul-Ago/012

Jul-Ago/013

Jul-Ago/014

nais da soja e a perspectiva de que o atu-


al nível de preços não viabilizaria novos
investimentos, têm deixado a demanda FonteInforma Economics-FNP

bem abaixo dos níveis normais. A exceção é para áreas consideradas excepciona-

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Análise do Mercado de Terras
RELATÓRIO BIMESTRAL – N.º 61 – SETEMBRO/OUTUBRO 2014

is como as localizadas na Serra da Petrovina, região que concentra grande número


de produtores de sementes. Nesta região, a estagnação dos negócios deve-se mais
a baixa oferta para venda. Na região FNP de Alta Floresta, mercado aquecido e com
bom volume de negócios em função da perspectiva de expansão do cultivo de grãos
nos próximos anos, com a melhoria da infraestrutura logística. Na região FNP de Vila
Rica, o mercado está demandado, porém com pouca oferta de terras, o que tem val-
orizado as áreas já abertas. Já nas áreas de mata, os preços estão em queda devido
à restrição para abertura para cultivo. A exceção são as matas com possibilidade de
manejo floresta, em valorização. As áreas mais caras do Estado são as terras agrícolas
de soja e algodão em Pedra Preta, na região de Rondonópolis (FNP 60), R$ 24.000/
ha. As mais baratas são as áreas de mata de difícil acesso na região de Aripuanã
(FNP 66), R$ 420/ha. Nos últimos 12 meses as terras que mais valorizaram foram as
áreas de Pastagem formada (Brasnorte/Nova Maringá), na região de Tangará da Serra
(+45%). As que mais desvalorizaram foram áreas de mata de difícil acesso (São José
do Xingu/Confresa), na região de Vila Rica (-27%).

Mato Grosso do Sul


No Mato Grosso do Sul, o rit-
mo de negócios retraiu bas- 11 .000
10 .500
10 .000
R$/ ha

R$/ ha def l.

tante, com muitas ofertas,


9.500
9.000
R$/ha
8.500
8.000

mais poucos negócios fecha- 7.500


7.000
6.500

dos. As áreas de alta aptidão


6.000
5.500
5.000
4.500

ainda seguem com tendência de valori- 4.000


Mar-Abr/012

Mar-Abr/013

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Mai-Jun/012

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Nov-Dez/011

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Nov-Dez/013

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Jan-Fev/012

Jan-Fev/013

Jan-Fev/014
Jul-Ago/012

Jul-Ago/013

Jul-Ago/014
zação, porém em menor intensidade. Já nas
áreas de baixa aptidão agrícola a tendência Fonte: Informa Economics-FNP

é de estabilização ou queda, pois o custo


para implantação e condução das lavouras restringe a sua viabilidade em períodos de
baixa produtividade. Nas proximidades de Ribas de Rio Pardo, na região FNP de Cam-
po Grande, o mercado de terras está mais movimentado em função da expectativa
de instalação de uma planta de celulose no município, o que deve aumentar as áreas
cultivadas com eucalipto. Na região de Campo Grande, o plantio de soja em áreas de
pastagem de alto suporte tem aumentado. Este plantio visa melhorar a qualidade das
pastagens, sendo que após um período médio de 2 anos a área retorna a pecuária.
As áreas mais caras do Estado são as terras agrícolas de alta produtividade em Cha-
padão e Costa Rica, na região de Chapadão do Sul (FNP 41), R$ 35.000/ha. As mais
baratas são as áreas de pastagem nativa de baixo suporte em Paiaguás, na região de
Corumbá (FNP 39), R$ 410/ha. Nos últimos 12 meses as áreas que mais valorizaram
foram as áreas de cerrado em Aquidauana, região de Corumbá (FNP 39) (+62%). As
que menos valorizaram foram as com pastagem formada de alto suporte (Bodoque-
na/Anastácio), região de Bodoquena (-20%).

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Análise do Mercado de Terras
RELATÓRIO BIMESTRAL – N.º 61 – SETEMBRO/OUTUBRO 2014

Anexo - I - Tabelas de Preços de Terras no Brasil

Preços de Terras (R$/ha)


2011 2013 2014
Tipo de Terra Padrão Nov-Dez Nov-Dez Set-Out
R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha
Acre
Rio Branco Região FNP 126
Mata (Rio Branco) 400 218 450 192 430 175
Mata fácil acesso 250 136 600 256 800 326
Pastagem formada de difícil acesso 1,10 UA 1.750 954 1.800 767 2.300 939
Pastagem formada de fácil acesso (Senador Guiomard/Xapuri) 1,10 UA 3.000 1.635 3.800 1.619 4.300 1.755
Pastagem formada no asfalto (Rio Branco) 1,10 UA 3.800 2.071 5.000 2.130 5.000 2.040
Tarauacá Região FNP 127
Mata (Cruzeiro do Sul/Tarauacá) 170 93 320 136 400 163
Mata de fácil acesso 100 54 250 107 370 151
Pastagem formada de difícil acesso 0,90 UA 1.000 545 900 383 1.100 449
Pastagem formada de fácil acesso (Cruzeiro do Sul/Tarauacá) 1,00 UA 1.300 708 1.600 682 2.000 816

Alagoas
Agreste Alagoano Região FNP 91
Caatinga (agreste norte) 700 381 1.050 447 1.500 612
Caatinga (agreste sul) 550 300 920 392 1.500 612
Pastagem formada (agreste norte) 0,90 UA 3.300 1.798 4.050 1.725 4.500 1.836
Pastagem formada (agreste sul) 0,70 UA 3.000 1.635 4.050 1.725 4.500 1.836
Terra agrícola (agreste norte) 3.000 1.635 8.100 3.451 8.400 3.428
Terra agrícola (agreste sul) 2.500 1.362 7.250 3.089 8.400 3.428
Sertão Alagoano Região FNP 92
Caatinga 450 245 660 281 790 322
Pastagem formada 0,55 UA 1.200 654 1.750 746 2.100 857
Pastagem nativa 0,20 UA 850 463 1.350 575 1.800 734
Terra agrícola 1.650 899 2.550 1.086 2.500 1.020
Zona da Mata Alagoana Região FNP 90
Mata 800 436 900 383 2.000 816
Pastagem formada (zona da mata central) 0,95 UA 5.650 3.079 8.000 3.408 9.000 3.672
Pastagem formada (zona da mata norte) 0,75 UA 3.500 1.907 5.500 2.343 7.500 3.060
Pastagem formada (zona da mata sul) 0,70 UA 3.700 2.016 7.100 3.025 10.500 4.285
Terra agrícola com cana-de-açúcar (zona da mata central) 65 ton. 10.000 5.449 14.000 5.964 15.000 6.121
Terra agrícola com cana-de-açúcar (zona da mata norte) 60 ton. 8.000 4.360 9.500 4.047 10.000 4.081
Terra agrícola com cana-de-açúcar (zona da mata sul) 60 ton. 12.500 6.812 12.100 5.155 17.000 6.937

Amapá
Macapá Região FNP 133
Mata 330 180 470 200 500 204
Pastagem nativa de difícil acesso (Amapá/Pracuúba) 0,25 UA 235 128 200 85 210 86
Pastagem nativa de difícil acesso (margens do Rio Araguari) 0,25 UA 220 120 330 141 330 135
Pastagem nativa de fácil acesso (Amapá/Pracuúba) 0,30 UA 1.450 790 2.400 1.022 1.800 734
Pastagem nativa de fácil acesso (margens do Rio Araguari) 0,25 UA 1.400 763 2.050 873 1.900 775
Terra agrícola para reflorestamento 600 327 850 362 850 347
Fonte: Informa Economics FNP, Outubro de 2014

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Análise do Mercado de Terras
RELATÓRIO BIMESTRAL – N.º 61 – SETEMBRO/OUTUBRO 2014

(Continuação)

Preços de Terras (R$/ha)


2011 2013 2014
Tipo de Terra Padrão Nov-Dez Nov-Dez Set-Out
R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha
Amazonas
Baixo Amazonas Região FNP 130
Mata (Itacoatiara) 120 65 180 77 240 98
Mata (Manaus) 120 65 180 77 280 114
Mata (Parintins) 110 60 175 75 220 90
Pastagem formada em área firme (Itacoatiara) 0,64 UA 600 327 795 339 700 286
Pastagem formada em área firme (Manaus) 0,75 UA 600 327 795 339 720 294
Pastagem formada em área firme (Parintins) 0,50 UA 600 327 795 339 700 286
Pastagem nativa em várzea 0,10 UA 90 49 150 64 190 78
Terra agrícola de baixa produtividade 100 54 180 77 280 114
Boca do Acre Região FNP 128
Mata 150 82 245 104 270 110
Pastagem formada 0,75 UA 650 354 1.500 639 1.650 673
Pastagem formada de fácil acesso 0,75 UA 1.000 545 2.300 980 2.800 1.143
Humaitá Região FNP 129
Cerrado (Humaitá) 120 65 800 341 1.100 449
Mata (Apuí) 120 65 850 362 1.200 490
Pastagem formada (Apuí) 0,60 UA 330 180 1.500 639 2.200 898
Pastagem formada (Humaitá) 0,50 UA 350 191 1.500 639 2.200 898
Terra agrícola de baixa produtividade (Humaitá) 400 218 1.200 511 1.300 530
Terra agrícola de baixa produtividade em várzea 80 44 300 128 390 159

Bahia
Alagoinhas Região FNP 85
Pastagem formada (Alagoinhas) 0,75 UA 4.000 2.180 4.900 2.087 5.000 2.040
Pastagem formada (Boa Vista do Tupim/Ibiquera) 440 240 500 213 700 286
Pastagem formada (Feira de Santana/Serrinha) 0,80 UA 3.600 1.962 6.000 2.556 6.800 2.775
Pastagem formada (Itabejara/Mundo Novo) 0,40 UA 1.350 736 2.400 1.022 3.200 1.306
Pastagem formada (Ribeira do Pombal) 0,65 UA 4.000 2.180 4.500 1.917 4.500 1.836
Pastagem formada (Sátiro Dias) 0,55 UA 3.300 1.798 4.000 1.704 4.000 1.632
Terra agrícola (Adustina/Paripiranga) 6.500 3.542 6.100 2.599 5.800 2.367
Terra agrícola com coco (Aporá/Acajutiba) 50 unid/pé 4.000 2.180 4.400 1.874 5.500 2.244
Terra agrícola com laranja (Itapicuru) 1,0 cx/pé 9.400 5.122 8.000 3.408 6.500 2.652
Terra agrícola com laranja (Rio Real) 10.200 5.558 10.200 4.345 10.000 4.081
Terra agrícola irrigada (Mucugê) 2.700 1.471 5.800 2.471 8.700 3.550
Guanambi Região FNP 81
Caatinga (Bom Jesus) 170 93 275 117 410 167
Caatinga (Guanambi) 315 172 480 204 650 265
Pastagem formada (Bom Jesus da Lapa) 0,30 UA 930 507 1.400 596 1.500 612
Pastagem formada (Vale do Iuiu) 0,40 UA 1.600 872 1.750 746 2.100 857
Terra agrícola (Candiba/Pindaí/Urandi) 2.200 1.199 1.850 788 2.000 816
Terra agrícola (Rio do Antônio/Caculé) 1.600 872 1.700 724 1.800 734
Terra agrícola irrigada (Bom Jesus da Lapa/Rio São Francisco) 6.400 3.488 9.000 3.834 9.000 3.672
Terra agrícola irrigada (Guanambi) 5.900 3.215 6.400 2.727 8.000 3.264
Irecê Região FNP 84
Caatinga 180 98 220 94 310 126
Caatinga (Xique-Xique) 105 57 140 60 200 82
Pastagem formada (distante de Irecê) 0,40 UA 900 490 960 409 1.100 449
Terra agrícola (distante de Irecê) 600 327 740 315 870 355
Terra agrícola (próxima a Irecê) 1.800 981 2.300 980 2.500 1.020
Terra agrícola irrigada (Irecê/Lapão/João Dourado/Ibititá) 3.500 1.907 3.700 1.576 4.000 1.632
Fonte: Informa Economics FNP, Outubro de 2014

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Análise do Mercado de Terras
RELATÓRIO BIMESTRAL – N.º 61 – SETEMBRO/OUTUBRO 2014
(Continuação)

Preços de Terras (R$/ha)


2011 2013 2014
Tipo de Terra Padrão Nov-Dez Nov-Dez Set-Out
R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha
Bahia
Juazeiro Região FNP 86
Caatinga 170 93 250 107 400 163
Pastagem formada (Jacobina) 0,35 UA 1.700 926 2.000 852 1.900 775
Pastagem formada (Juazeiro) 0,20 UA 270 147 460 196 600 245
Pastagem formada (Monte Santo) 0,25 UA 300 163 450 192 670 273
Terra agrícola de alta produtividade 1.700 926 3.300 1.406 4.300 1.755
Terra agrícola de baixa produtividade 850 463 1.500 639 2.000 816
Terra agrícola irrigada (Juazeiro) 5.000 2.725 9.200 3.919 9.200 3.754
Terra agrícola irrigável (próxima a Juazeiro) 3.000 1.635 5.300 2.258 5.000 2.040
Oeste Baiano Região FNP 82
Cerrado com 1100 mm anuais (Tabocas/Sítio Rio Grande/Angical) 770 420 850 362 1.250 510
Cerrado com 1400 mm (Gleba Sambaíba/Formosa do Rio Preto: Garganta/Coaceral) 2.200 1.199 4.000 1.704 4.000 1.632
Cerrado em vales (Wanderley/Cotegipe) 1.150 627 2.000 852 1.800 734
Cerrado na chapada com 1300 mm anuais (Alça: João Barata/Baianópolis/Cascudeiro/Grande Leste e Oeste) 1.800 981 4.600 1.960 3.800 1.551
Cerradonachapadacom1500mmanuais(GlebaBomJesus/RodaVelhaI/LuísEduardoMagalhães/NovoParaná) 5.000 2.725 8.000 3.408 7.000 2.856
Cerrado/Caatinga (Santa Maria da Vitória) 325 177 850 362 1.300 530
Pastagem formada (Alça: João Barata/Baianópolis/Cascudeiro/Grande Leste e Oeste) 0,80 UA 4.500 2.452 8.000 3.408 7.500 3.060
Pastagem formada (Rio de Janeiro/Rio Branco/Posto Sertanejo/Almas/Povoado de Coco-Baianópolis) 0,70 UA 3.200 1.744 7.800 3.323 6.300 2.571
Pastagem formada (Santa Maria da Vitória) 0,55 UA 2.000 1.090 3.200 1.363 3.500 1.428
Pastagem formada (Wanderley/Cotegipe) 0,60 UA 2.125 1.158 4.500 1.917 4.000 1.632
Terra agrícola com +1500 mm anuais (Placas/Bela Vista/Sítio Cotia/Linha Dal Bo/Roda Velha II) 12.200 6.648 17.500 7.455 19.000 7.753
Terra agrícola com 1400 mm anuais (Gleba Sambaíba/Formosa do Rio Preto: Garganta/Coaceral) 6.500 3.542 12.000 5.112 12.500 5.101
Terra agrícola com 1500 mm anuais (Gleba Bom Jesus/Roda Velha I/Luís Eduardo Magalhães/Novo Paraná) 11.000 5.994 15.500 6.603 16.000 6.529
Recôncavo Baiano Região FNP 83
Caatinga 950 518 950 405 860 351
Pastagem formada de alto suporte (Castro Alves/Amargosa) 1,00 UA 3.900 2.125 3.650 1.555 4.000 1.632
Pastagem formada de baixo suporte (Castro Alves/Amargosa) 0,95 UA 3.000 1.635 2.900 1.235 3.000 1.224
Terra agrícola 3.900 2.125 4.000 1.704 3.700 1.510
Terra agrícola com cacau (Lage/Mutuípe) 40 @ 6.400 3.488 6.500 2.769 6.000 2.448
Terra agrícola com café (sul) 15 sc benef. 5.000 2.725 4.800 2.045 4.500 1.836
Terra agrícola com laranja (Cruz das Almas/Santo Antônio de Jesus) 1,0 cx/pé 9.000 4.905 10.000 4.260 10.000 4.081
Sudeste Baiano Região FNP 79
Mata (cacau) 900 490 1.050 447 1.500 612
Pastagem formada de alto suporte (Itabuna) 0,90 UA 4.350 2.371 5.200 2.215 5.000 2.040
Pastagem formada de alto suporte (Teixeira de Freitas/Itamaraju) 1,00 UA 7.200 3.924 7.500 3.195 7.500 3.060
Pastagem formada de baixo suporte (Itabuna) 0,90 UA 2.050 1.117 2.500 1.065 2.700 1.102
Pastagem formada de baixo suporte (Teixeira de freitas/Itamaraju) 0,75 UA 5.000 2.725 5.000 2.130 4.300 1.755
Terra agrícola com cana-de-açúcar (Mucuri/Nova Viçosa) 70 ton. 7.500 4.087 9.000 3.834 9.000 3.672
Terra agrícola de alta produtividade com cacau (Ilhéus) 50 @ 5.000 2.725 5.500 2.343 5.700 2.326
Terra agrícola de baixa produtividade com cacau (Ilhéus) 30 @ 3.500 1.907 3.700 1.576 3.500 1.428
Terra agrícola para reflorestamento (Mucuri) 6.500 3.542 6.700 2.854 7.200 2.938
Vitória da Conquista Região FNP 80
Caatinga (Manoel Vitorino/Maracás) 500 272 700 298 780 318
Pastagem formada (Jitaúna/Itagi/Itagibá) 0,70 UA 3.850 2.098 4.300 1.832 4.500 1.836
Pastagem formada de alto suporte (Itapetinga/Potiraguá) 0,90 UA 5.200 2.834 6.500 2.769 6.500 2.652
Pastagem formada de alto suporte (Vitória da Conquista) 0,70 UA 3.650 1.989 4.200 1.789 4.200 1.714
Pastagem formada de baixo suporte (Itapetinga/Potiraguá) 0,65 UA 3.000 1.635 3.800 1.619 4.000 1.632
Pastagem formada de baixo suporte (Vitória da Conquista) 0,55 UA 2.500 1.362 2.300 980 2.300 939
Terra agrícola de alta produtividade com cacau (Jitaúna/Itagí/Itagibá) 50 @ 4.200 2.289 5.100 2.173 5.000 2.040
Terra agrícola de alta produtividade com café (Jequié) 15 sc benef. 4.500 2.452 5.000 2.130 4.200 1.714
Terra agrícola de alta produtividade com café (Vitória da Conquista) 15 sc benef. 5.500 2.997 6.500 2.769 6.200 2.530
Terra agrícola de baixa produtividade com cacau (Jitaúna/Itagí/Itagibá) 30 @ 3.000 1.635 3.600 1.534 3.300 1.347
Fonte: Informa Economics FNP, Outubro de 2014

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Análise do Mercado de Terras
RELATÓRIO BIMESTRAL – N.º 61 – SETEMBRO/OUTUBRO 2014

(Continuação)

Preços de Terras (R$/ha)


2011 2013 2014
Tipo de Terra Padrão Nov-Dez Nov-Dez Set-Out
R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha
Ceará
Cariri Região FNP 105
Caatinga 170 93 300 128 400 163
Pastagem formada na caatinga 0,35 UA 620 338 700 298 670 273
Pastagem nativa na caatinga 0,10 UA 210 114 290 124 300 122
Terra agrícola com caju em solo de areia quartzosa 750 409 1.600 682 2.400 979
Terra agrícola de alta produtividade com cana-de-açúcar em aluvião (baixio) 80 ton. 6.100 3.324 9.800 4.175 10.500 4.285
Terra agrícola de grãos em solo latossolo bruno não cálcico 2.650 1.444 3.100 1.321 3.100 1.265
Terra agrícola irrigada com banana em solo latossolo bruno não cálcico 4.000 2.180 6.200 2.641 6.200 2.530
Litoral Cearense Região FNP 108
Caatinga (interior) 240 131 300 128 450 184
Caatinga (litoral) 350 191 600 256 850 347
Terra agrícola com caju (litoral) 1.650 899 2.600 1.108 3.300 1.347
Terra agrícola com caju (Pacaju/Redenção/Barreira) 1.200 654 2.300 980 3.500 1.428
Terra agrícola com cana-de-açúcar (Cascavel/Beberibe) 60 ton. 2.800 1.526 3.900 1.661 6.000 2.448
Terra agrícola com cana-de-açúcar (Paraipaba/Paracuru) 65 ton. 4.250 2.316 5.500 2.343 8.000 3.264
Médio e Baixo Jaguaribe Região FNP 107
Caatinga 420 229 600 256 730 298
Caatinga com água (Chapada do Apodi) 2.150 1.172 2.000 852 3.000 1.224
Mata de carnaúba em várzea 900 490 1.100 469 1.500 612
Terra agrícola de alta produtividade com água (Chapada do Apodi) 5.300 2.888 4.600 1.960 4.600 1.877
Terra agrícola de arroz em várzea irrigada 80 sc 3.500 1.907 5.500 2.343 7.500 3.060
Terra agrícola irrigada com banana (Chapada do Apodi) 12.000 6.539 8.300 3.536 6.500 2.652
Sertão Central Cearense Região FNP 106
Pastagem em várzea irrigada nas margens dos rios 520 283 1.100 469 1.850 755
Pastagem nativa na caatinga 0,15 UA 190 104 250 107 310 126
Pastagem nativa na caatinga (Quixeramobim/Quixadá) 0,40 UA 320 174 350 149 360 147
Terra agrícola de baixa produtividade (Quixeramobim/Quixadá) 1.600 872 750 320 520 212
Terra agrícola de baixa produtividade de agricultura de subsistência 370 202 350 149 350 143
Sobral Região FNP 109
Caatinga 220 120 320 136 360 147
Pastagem formada (Sobral) 0,35 UA 2.000 1.090 1.800 767 1.700 694
Pastagem nativa (Sobral) 0,10 UA 330 180 350 149 360 147
Terra agrícola (Tianguá) 2.200 1.199 3.000 1.278 4.100 1.673
Terra agrícola em vales úmidos (Sobral) 1.650 899 2.400 1.022 2.400 979
Terra agrícola na zona úmida (Tianguá) 2.700 1.471 3.500 1.491 4.500 1.836

Espírito Santo
Cachoeiro do Itapemirim Região FNP 55
Mata 950 518 2.400 1.022 3.800 1.551
Pastagem formada de morro em região baixa (Cachoeiro de Itapemirim) 1,20 UA 8.200 4.469 10.300 4.388 11.000 4.489
Pastagem formada de morro em região serrana (Guaçuí/Alegre) 0,75 UA 5.200 2.834 7.900 3.366 10.000 4.081
Pastagem formada de morro em região serrana (Vargem Alta/Castelo) 0,75 UA 5.300 2.888 9.200 3.919 11.000 4.489
Pastagem formada em chapada (litoral) 0,90 UA 10.300 5.613 12.200 5.197 13.000 5.305
Pastagem formada em várzea (litoral) 1,10 UA 16.000 8.719 19.500 8.307 20.000 8.161
Terra agrícola com café arábica (Guaçuí/Alegre) 16 sc benef. 11.500 6.267 11.300 4.814 11.500 4.693
Terra agrícola com café arábica (Vargem Grande/Castelo) 16 sc benef. 12.000 6.539 14.500 6.177 14.500 5.917
Terra agrícola com café conilon (Cachoeiro de Itapemirim) 20 sc benef. 13.000 7.084 12.800 5.453 13.000 5.305
Terra agrícola com cana-de-açúcar em chapada (Presidente Kennedy/Itapemirim) 60 ton. 16.000 8.719 14.500 6.177 16.000 6.529
Terra agrícola em várzea com cana-de-açúcar (Presidente Kennedy/Itapemirim) 70 ton. 19.000 10.354 24.500 10.437 25.000 10.201
Fonte: Informa Economics FNP, Outubro de 2014

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Análise do Mercado de Terras
RELATÓRIO BIMESTRAL – N.º 61 – SETEMBRO/OUTUBRO 2014

(Continuação)

Preços de Terras (R$/ha)


2011 2013 2014
Tipo de Terra Padrão Nov-Dez Nov-Dez Set-Out
R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha
Espírito Santo
Colatina Região FNP 56
Mata 1.000 545 2.000 852 4.300 1.755
Pastagem formada (Montanha/Ecoporanga) 0,75 UA 6.700 3.651 7.500 3.195 10.500 4.285
Pastagem formada de morro (Santa Maria de Jetibá/Santa Leopoldina) 0,45 UA 5.300 2.888 7.600 3.238 9.500 3.876
Pastagem formada de morro (São Gabriel da Palha/Colatina) 0,65 UA 7.000 3.815 8.900 3.792 11.500 4.693
Pastagem nativa de morro (Baixo Guandu/Itaguaçu) 0,35 UA 2.900 1.580 5.100 2.173 8.200 3.346
Terra agrícola com café conilon (São Gabriel da Palha/Colatina) 20 sc benef. 13.700 7.466 18.500 7.881 18.500 7.549
Terra agrícola com café conilon na região serrana (Baixo Guandu/Itaguaçu) 16 sc benef. 10.500 5.722 11.500 4.899 13.500 5.509
Terra agrícola com cana-de-açúcar (Boa Esperança) 70 ton. 9.500 5.177 12.500 5.325 12.200 4.978
Terra agrícola com olericultura (Santa Maria de Jetibá/Santa Leopoldina) 11.850 6.458 14.000 5.964 14.500 5.917
Terra agrícola de reflorestamento (Montanha/Ecoporanga) 6.200 3.379 9.000 3.834 9.000 3.672
Terra agrícola de reflorestamento (São Gabriel da Palha/Colatina) 6.600 3.597 9.000 3.834 9.000 3.672
Terra agrícola de reflorestamento (São Gabriel da Palha/Colatina) 4,000 8,500 8,800
Linhares Região FNP 57
Mata 920 501 1.400 596 3.300 1.347
Pastagem formada em área de chapada 1,00 UA 6.700 3.651 11.000 4.686 14.000 5.713
Pastagem formada em área de morro 0,75 UA 5.200 2.834 8.000 3.408 8.500 3.468
Pastagem formada em várzea (turfa) 1,20 UA 7.000 3.815 9.000 3.834 13.000 5.305
Terra agrícola com cacau na chapada 40 @ 13.500 7.357 18.500 7.881 20.500 8.365
Terra agrícola com cana-de-açúcar 70 ton. 10.000 5.449 13.500 5.751 15.000 6.121
Terra agrícola de mamão/maracujá 13.500 7.357 16.500 7.029 19.500 7.957
Terra agrícola de morro com café conilon 18 sc benef. 14.000 7.629 14.000 5.964 12.500 5.101
Terra agrícola em chapada com café conilon 20 sc benef. 15.000 8.174 19.500 8.307 19.500 7.957
Terra agrícola para reflorestamento 6.500 3.542 9.500 4.047 10.000 4.081

Goiás
Catalão Região FNP 70
Cerrado agrícola 4.000 2.180 5.900 2.514 7.000 2.856
Cerrado não agrícola 1.500 817 3.200 1.363 3.800 1.551
Pastagem formada de alto suporte 1,00 UA 5.000 2.725 9.200 3.919 9.500 3.876
Pastagem formada de baixo suporte 0,60 UA 3.500 1.907 6.600 2.812 7.200 2.938
Terra agrícola de grãos em chapada 9.000 4.905 17.600 7.498 18.000 7.345
Entorno de Brasília Região FNP 73
Cerrado agrícola 4.500 2.452 6.600 2.812 6.700 2.734
Cerrado não agrícola 3.700 2.016 3.900 1.661 3.800 1.551
Pastagem formada de alto suporte (Cristalina/Formosa) 1,00 UA 8.000 4.360 9.500 4.047 10.500 4.285
Pastagem formada de alto suporte (Padre Bernardo) 0,50 UA 7.200 3.924 10.000 4.260 10.400 4.244
Pastagem formada de baixo suporte (Cristalina/Formosa) 1,00 UA 6.700 3.651 7.900 3.366 7.900 3.224
Terra agrícola de alta produtividade de grãos (Cristalina/Formosa) 12.500 6.812 18.500 7.881 18.000 7.345
Terra agrícola de alta produtividade de grãos (Planaltina/Padefe) 10.800 5.885 13.500 5.751 16.500 6.733
Terra agrícola de baixa produtividade de grãos (Cristalina/Formosa) 8.300 4.523 12.500 5.325 12.500 5.101
Entorno de Goiânia Região FNP 72
Cerrado (Silvânia/Vianópolis) 5.000 2.725 7.600 3.238 10.000 4.081
Pastagem formada (Ceres/Palmeiras do Goiás) 1,10 UA 7.000 3.815 13.100 5.581 13.500 5.509
Pastagem formada de alto suporte (Silvânia/Vianópolis) 1,00 UA 7.800 4.251 13.500 5.751 15.000 6.121
Pastagem formada de baixo suporte (Silvânia/Vianópolis) 0,60 UA 5.700 3.106 10.600 4.516 11.500 4.693
Terra agrícola de alta produtividade 11.000 5.994 21.000 8.946 22.000 8.977
Terra agrícola de baixa produtividade 8.000 4.360 17.000 7.242 17.500 7.141
Fonte: Informa Economics FNP, Outubro de 2014

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Análise do Mercado de Terras
RELATÓRIO BIMESTRAL – N.º 61 – SETEMBRO/OUTUBRO 2014

(Continuação)

Preços de Terras (R$/ha)


2011 2013 2014
Tipo de Terra Padrão Nov-Dez Nov-Dez Set-Out
R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha
Goiás
Iporá Região FNP 71
Cerrado (demais regiões) 1.650 899 4.200 1.789 6.000 2.448
Cerrado (Iporá/Montes Claros) 2.200 1.199 5.400 2.301 6.000 2.448
Pastagem formada de alto suporte (demais regiões) 0,90 UA 4.300 2.343 9.000 3.834 12.000 4.897
Pastagem formada de alto suporte (Iporá/Montes Claros) 1,10 UA 4.800 2.616 10.300 4.388 11.500 4.693
Pastagem formada de baixo suporte (demais regiões) 0,60 UA 3.500 1.907 6.700 2.854 8.000 3.264
Pastagem formada de baixo suporte (Iporá/Montes Claros) 0,70 UA 3.500 1.907 8.000 3.408 9.000 3.672
Mozarlândia Região FNP 74
Cerrado (Aruanã/Mozarlândia) 1.100 599 1.800 767 2.900 1.183
Cerrado (Bonópolis/Porangatu) 1.900 1.035 3.500 1.491 4.400 1.795
Pastagem formada de alto suporte (Aruanã/Mozarlândia) 1,10 UA 5.150 2.806 6.200 2.641 8.000 3.264
Pastagem formada de alto suporte (Bonópolis/Porangatu) 1,00 UA 5.200 2.834 7.800 3.323 8.500 3.468
Pastagem formada de baixo suporte (Aruanã/Mozarlândia) 0,80 UA 4.000 2.180 4.600 1.960 5.000 2.040
Pastagem formada de baixo suporte (Bonópolis/Porangatu) 0,70 UA 3.150 1.717 4.600 1.960 5.000 2.040
Posse Região FNP 75
Cerrado (vale do Rio Paranã) 1.000 545 2.000 852 3.200 1.306
Pastagem formada (Serra Geral) 0,80 UA 2.000 1.090 3.500 1.491 5.400 2.203
Pastagem formada (vale do Rio Paranã) 0,70 UA 3.600 1.962 6.000 2.556 7.000 2.856
Pastagem nativa (Serra Geral) 0,20 UA 2.000 1.090 2.200 937 3.600 1.469
Rio Verde Região FNP 69
Cerrado agrícola na chapada 3.300 1.798 4.000 1.704 4.800 1.959
Cerrado pecuário em área declivosa 2.700 1.471 3.100 1.321 3.200 1.306
Pastagem formada (Aporé) 0,90 UA 5.000 2.725 8.000 3.408 9.000 3.672
Pastagem formada (Caçu) 1,00 UA 4.500 2.452 9.200 3.919 10.500 4.285
Pastagem formada de alto suporte (Goiatuba) 1,00 UA 9.000 4.905 13.000 5.538 12.500 5.101
Pastagem formada de alto suporte (Mineiros) 1,00 UA 6.500 3.542 14.000 5.964 14.500 5.917
Pastagem formada de alto suporte (Rio Verde) 1,10 UA 8.200 4.469 14.500 6.177 15.500 6.325
Pastagem formada de alto suporte (Santa Helena de Goiás) 1,30 UA 7.850 4.278 13.200 5.623 13.500 5.509
Pastagem formada de baixo suporte (Goiatuba) 0,65 UA 6.500 3.542 8.500 3.621 8.000 3.264
Pastagem formada de baixo suporte (Mineiros) 0,60 UA 4.800 2.616 8.100 3.451 9.000 3.672
Pastagem formada de baixo suporte (Rio Verde) 0,70 UA 7.000 3.815 10.500 4.473 11.500 4.693
Pastagem formada de baixo suporte (Santa Helena de Goiás) 0,90 UA 7.000 3.815 10.000 4.260 11.000 4.489
Terra agrícola de alta produtividade de grãos (Goiatuba) 11.500 6.267 18.500 7.881 23.500 9.589
Terra agrícola de alta produtividade de grãos (Santa Helena de Goiás) 14.000 7.629 22.000 9.372 25.500 10.405
Terra agrícola de baixa produtividade de grãos (Goiatuba) 10.000 5.449 13.200 5.623 14.500 5.917
Terra agrícola de baixa produtividade de grãos (Santa Helena de Goiás) 8.600 4.687 18.000 7.668 16.500 6.733
Terra agrícola de grãos (Mineiros/Jatai) 9.000 4.905 24.500 10.437 33.000 13.466
Terra agrícola de grãos (Rio Verde) 16.000 8.719 30.000 12.781 34.000 13.874
Fonte: Informa Economics FNP, Outubro de 2014

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Análise do Mercado de Terras
RELATÓRIO BIMESTRAL – N.º 61 – SETEMBRO/OUTUBRO 2014

(Continuação)

Preços de Terras (R$/ha)


2011 2013 2014
Tipo de Terra Padrão Nov-Dez Nov-Dez Set-Out
R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha
Maranhão
Bacabal Região FNP 116
Mata de cocais (Bacabal) 650 354 850 362 1.000 408
Mata de cocais (São Domingos/Presidente Dutra) 500 272 700 298 1.000 408
Pastagem formada de alto suporte (São Domingos/Presidente Dutra) 0,65 UA 880 480 1.500 639 2.100 857
Pastagem formada de baixo suporte (São Domingos/Presidente Dutra) 0,50 UA 500 272 750 320 1.050 428
Pastagem formada em áreas mais distantes (Bacabal) 0,75 UA 2.000 1.090 2.500 1.065 3.200 1.306
Pastagem formada próximas à BR (Bacabal) 0,80 UA 4.000 2.180 5.800 2.471 5.500 2.244
Terra agrícola (São Domingos/Presidente Dutra) 1.150 627 1.400 596 1.600 653
Terra agrícola com arroz em várzea sistematizada (São Mateus do Maranhão) 100 sc 500 272 800 341 1.500 612
Balsas Região FNP 114
Cerrado (Balsas/Tasso Fragoso) 2.700 1.471 4.000 1.704 4.800 1.959
Cerrado (Fortaleza dos Nogueiras) 2.650 1.444 3.700 1.576 3.800 1.551
Cerrado não agrícola (Balsas/Tasso Fragoso) 550 300 680 290 870 355
Cerrado não agrícola (Fortaleza dos Nogueiras) 450 245 600 256 710 290
Pastagem formada de alto suporte (Fortaleza dos Nogueiras) 0,65 UA 2.000 1.090 3.600 1.534 4.900 1.999
Pastagem formada de baixo suporte (Fortaleza dos Nogueiras) 0,45 UA 1.000 545 2.500 1.065 3.400 1.387
Terra agrícola de alta produtividade (Balsas/Tasso Fragoso) 7.500 4.087 13.800 5.879 14.500 5.917
Terra agrícola de baixa produtividade (Balsas/Tasso Fragoso) 4.900 2.670 10.500 4.473 10.500 4.285
Codó Região FNP 117
Cerrado (Chapadinha/Brejo) 1.200 654 1.200 511 1.400 571
Mata de babaçu (Codó/Caxias) 470 256 520 222 670 273
Mata de cocais (Chapadinha/Brejo) 430 234 560 239 800 326
Pastagem formada de alto suporte (Codó/Caxias) 0,60 UA 1.600 872 1.800 767 2.000 816
Pastagem formada de baixo suporte (Codó/Caxias) 0,40 UA 540 294 770 328 900 367
Pastagem nativa (Codó/Caxias) 0,15 UA 500 272 600 256 850 347
Terra agrícola de alta produtividade (Chapadinha/Anapurus/Brejo) 3.800 2.071 5.400 2.301 5.700 2.326
Terra agrícola de baixa produtividade (Santa Quiteria/Urbano Santos) 2.500 1.362 2.300 980 2.400 979
Imperatriz Região FNP 115
Mata (Imperatriz/Açailândia/Cidelândia) 1.000 545 1.800 767 2.000 816
Mata (Santa Luzia/Buriticupu) 500 272 1.300 554 1.800 734
Pastagem formada de alto suporte (Imperatriz/Açailândia/Cidelândia) 0,90 UA 4.500 2.452 6.000 2.556 7.000 2.856
Pastagem formada de alto suporte (Santa Luzia/Buriticupu) 0,70 UA 3.000 1.635 4.000 1.704 5.200 2.122
Pastagem formada degradada (Imperatriz/Açailândia/Cidelândia) 0,65 UA 1.500 817 3.400 1.448 4.700 1.918
Pastagem formada degradada (Santa Luzia/Buriticupu) 0,50 UA 850 463 1.700 724 2.500 1.020
Pastagem formada no toco (Santa Luzia/Buriticupu) 0,55 UA 900 490 2.600 1.108 3.100 1.265
São Luís Região FNP 118
Pastagem formada de alto suporte 0,60 UA 1.500 817 1.500 639 2.650 1.081
Pastagem formada de baixo suporte 0,40 UA 600 327 890 379 1.300 530
Pastagem nativa 0,20 UA 330 180 430 183 700 286
Pastagem nativa inundada (Pinheiro) 0,30 UA 350 191 400 170 500 204
Fonte: Informa Economics FNP, Outubro de 2014

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RELATÓRIO BIMESTRAL – N.º 61 – SETEMBRO/OUTUBRO 2014

(Continuação)

Preços de Terras (R$/ha)


2011 2013 2014
Tipo de Terra Padrão Nov-Dez Nov-Dez Set-Out
R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha
Mato Grosso
Alta Floresta Região FNP 67
Mata (Colider/Alta Floresta) 1.300 708 1.650 703 1.600 653
Mata (Guarantã/Matupá) 1.200 654 1.350 575 1.500 612
Mata (Nova Bandeirante/Nova Monte Verde) 1.000 545 1.250 533 1.500 612
Pastagem formada (Guarantã/Matupá) 1,10 UA 2.500 1.362 4.700 2.002 5.500 2.244
Pastagem formada (Nova Bandeirante/Nova Monte Verde) 1,00 UA 2.600 1.417 4.500 1.917 5.000 2.040
Pastagem formada de alto suporte (Colíder/Alta Floresta) 1,10 UA 3.500 1.907 6.200 2.641 6.000 2.448
Pastagem formada de baixo suporte com juquira (Colider/Alta Floresta) 0,60 UA 2.200 1.199 3.400 1.448 3.600 1.469
Terra agrícola de soja (Guarantã/Matupá) 45 sc 4.000 2.180 7.000 2.982 7.000 2.856
Alto Araguaia Região FNP 61
Cerrado (Alto Araguaia/Alto Garça) 1.850 1.008 2.600 1.108 2.200 898
Cerrado (Guiratinga/Tesouro) 1.750 954 2.400 1.022 2.200 898
Pastagem formada (Guiratinga/Tesouro) 0,60 UA 3.000 1.635 4.100 1.747 5.000 2.040
Pastagem formada em parte baixa (Alto Araguaia/Alto Garça) 0,70 UA 4.000 2.180 5.800 2.471 5.700 2.326
Terra agrícola (Alto Araguaia/Guiratinga/Tesouro) 11.000 5.994 14.100 6.007 15.500 6.325
Terra agrícola em parte alta (Alto Taquari/Alto Garça) 14.000 7.629 17.300 7.370 18.000 7.345
Aripuanã Região FNP 66
Mata (Juara/Porto dos Gaúchos) 1.300 708 1.350 575 1.450 592
Mata (Juína/Castanheira) 530 289 660 281 720 294
Mata difícil acesso (Aripuanã) 480 262 480 204 420 171
Mata fácil acesso (Aripuanã) 590 322 850 362 1.100 449
Pastagem formada (Aripuanã) 1,00 UA 1.900 1.035 2.900 1.235 2.700 1.102
Pastagem formada (Juara/Porto dos Gaúchos) 1,20 UA 2.850 1.553 3.200 1.363 4.200 1.714
Pastagem formada (Juína/Castanheira) 1,10 UA 2.650 1.444 3.000 1.278 3.000 1.224
Terra agrícola de arroz/soja (Porto dos Gaúchos) 55 sc 3.700 2.016 7.200 3.067 7.800 3.183
Barra do Garças Região FNP 65
Mata (Barra do Garça/Novo São Joaquim) 1.100 599 1.200 511 1.300 530
Mata (Canaranã/Água Boa/Nova Xavantina) 1.000 545 1.100 469 1.500 612
Mata (Querência) 1.100 599 1.600 682 2.300 939
Pastagem formada (Barra do Garça/Novo São Joaquim) 0,70 UA 3.000 1.635 4.700 2.002 4.500 1.836
Pastagem formada (Canaranã/Água Boa/Nova Xavantina) 0,80 UA 3.500 1.907 4.600 1.960 4.800 1.959
Pastagem formada (Querência) 0,80 UA 3.300 1.798 6.000 2.556 7.500 3.060
Pastagem nativa em várzea em parte baixa (Cocalinho/Araguaiana) 0,10 UA 850 463 1.150 490 1.100 449
Terra agrícola (Barra do Garça) 5.000 2.725 12.000 5.112 10.500 4.285
Terra agrícola (Canaranã/Água Boa/Nova Xavantina) 6.000 3.270 11.000 4.686 11.000 4.489
Terra agrícola (Novo São Joaquim/General Carneiro) 5.500 2.997 12.500 5.325 12.000 4.897
Terra agrícola (Querência) 5.000 2.725 13.500 5.751 13.500 5.509
Cáceres Região FNP 58
Pastagem formada (Mirassol/Araputanga) 0,70 UA 5.700 3.106 7.800 3.323 8.000 3.264
Pastagem formada em parte alta (Cáceres) 0,80 UA 3.200 1.744 3.900 1.661 4.000 1.632
Pastagem nativa do Pantanal (Cáceres) 0,20 UA 500 272 680 290 850 347
Terra agrícola para cana-de-açúcar (Lambari) 80 ton. 7.800 4.251 9.700 4.132 10.000 4.081
Cuiabá Região FNP 59
Cerrado 800 436 1.250 533 1.300 530
Pastagem formada de alto suporte 0,90 UA 3.900 2.125 6.600 2.812 6.300 2.571
Pastagem formada de baixo suporte em solo arenoso 0,50 UA 1.900 1.035 3.100 1.321 3.000 1.224
Pastagem nativa do Pantanal 0,10 UA 720 392 980 417 900 367
Terra agrícola de baixa produtividade (Rosário) 2.600 1.417 4.100 1.747 4.200 1.714
Terra agrícola para cana-de-açúcar (Poconé) 70 ton. 5.700 3.106 8.500 3.621 8.000 3.264
Fonte: Informa Economics FNP, Outubro de 2014

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(Continuação)

Preços de Terras (R$/ha)


2011 2013 2014
Tipo de Terra Padrão Nov-Dez Nov-Dez Set-Out
R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha
Mato Grosso
Pontes e Lacerda Região FNP 62
Cerrado (Comodoro) 1.550 845 1.700 724 1.800 734
Cerrado (Pontes e Lacerda) 2.300 1.253 2.500 1.065 2.200 898
Mata (Comodoro) 1.550 845 2.100 895 2.100 857
Pastagem formada (Comodoro) 1,00 UA 3.700 2.016 4.700 2.002 5.000 2.040
Pastagem formada (Pontes e Lacerda) 1,20 UA 4.200 2.289 5.100 2.173 5.500 2.244
Pastagem formada (Vila Bela da Santíssima Trindade) 1,20 UA 4.000 2.180 6.900 2.940 6.700 2.734
Pastagem nativa alagavel (Pontes e Lacerda/Vila Bela) 0,20 UA 1.350 736 1.450 618 1.900 775
Rondonópolis Região FNP 60
Cerrado (Itiquira) 1.200 654 2.000 852 2.100 857
Pastagem formada (Pedra Preta) 1,30 UA 5.500 2.997 8.600 3.664 9.000 3.672
Pastagem formada de alto suporte (Rondonópolis/Itiquira) 1,20 UA 5.500 2.997 7.600 3.238 8.200 3.346
Pastagem formada de baixo suporte (Poxoréo/Dom Aquino/Jaciara) 0,60 UA 2.500 1.362 4.000 1.704 5.000 2.040
Pastagem formada de baixo suporte em solo arenoso (Rondonópolis/Itiquira) 0,80 UA 3.000 1.635 3.100 1.321 4.000 1.632
Terra agrícola de alta produtividade de soja/algodão (Primavera do Leste/Campo Verde) 55 sc 15.500 8.447 22.100 9.415 23.000 9.385
Terra agrícola de baixa produtividade de soja/algodão (Primavera do Leste/Campo Verde) 45 sc 9.500 5.177 17.000 7.242 16.500 6.733
Terra agrícola de soja/algodão (Pedra Preta) 50 sc 16.000 8.719 23.100 9.841 24.000 9.793
Terra agrícola de soja/algodão (Rondonópolis/Itiquira) 52 sc 12.600 6.866 19.000 8.094 19.500 7.957
Sinop Região FNP 64
Cerrado agrícola (Nova Ubiratã) 2.300 1.253 3.800 1.619 5.200 2.122
Cerrado em solo arenoso (Paranatinga) 900 490 1.450 618 1.400 571
Cerrado/Mata (Gaúcha do Norte) 900 490 1.100 469 1.200 490
Mata (Feliz Natal/Tapurah) 1.000 545 1.200 511 1.500 612
Pastagem formada (Diamantino) 0,90 UA 5.700 3.106 6.500 2.769 9.000 3.672
Pastagem formada (Feliz Natal) 0,80 UA 2.600 1.417 4.100 1.747 4.500 1.836
Pastagem formada (Gaúcha do Norte) 0,80 UA 1.800 981 2.750 1.172 2.800 1.143
Pastagem formada (Nova Mutum) 0,90 UA 4.800 2.616 6.000 2.556 8.500 3.468
Pastagem formada (Paranatinga) 0,70 UA 2.800 1.526 4.000 1.704 4.000 1.632
Pastagem formada de alto suporte (Tapurah) 1,00 UA 4.200 2.289 5.000 2.130 6.700 2.734
Pastagem formada de baixo suporte (Tapurah) 0,60 UA 2.900 1.580 4.000 1.704 4.600 1.877
Terra agrícola arroz/soja (Gaúcha do Norte/Paranatinga) 40 sc 4.400 2.398 6.400 2.727 7.500 3.060
Terra agrícola arroz/soja (Sinop/Tapurah) 48 sc 7.600 4.142 12.000 5.112 15.000 6.121
Terra agrícola de soja/algodão (Diamantino/Nova Ubiratã) 50 sc 14.000 7.629 16.000 6.816 16.000 6.529
Terra agrícola de soja/algodão (Sorriso/Lucas do Rio Verde/Nova Mutum) 52 sc 10.000 5.449 16.600 7.072 21.000 8.569
Tangará da Serra Região FNP 63
Cerrado (Brasnorte/Nova Maringá) 1.000 545 1.200 511 1.700 694
Cerrado (Campo Novo do Parecis) 2.300 1.253 3.500 1.491 3.500 1.428
Cerrado agrícola (Sapezal/Campos de Júlio) 2.600 1.417 4.000 1.704 4.000 1.632
Cerrado pecuário (Sapezal/Campos de Júlio) 2.150 1.172 3.200 1.363 3.200 1.306
Pastagem formada (Brasnorte/Nova Maringá) 1,00 UA 2.600 1.417 5.500 2.343 8.000 3.264
Pastagem formada (Campos de Júlio) 1,00 UA 4.000 2.180 8.000 3.408 9.000 3.672
Pastagem formada de alto suporte em solo latossol (Tangará da Serra) 1,10 UA 5.200 2.834 8.500 3.621 10.500 4.285
Pastagem formada de baixo suporte em solo podzólico (Tangará da Serra) 0,70 UA 3.650 1.989 6.000 2.556 8.500 3.468
Terra agrícola com cana-de-açúcar (Nova Olímpia) 75 ton. 7.400 4.033 12.500 5.325 14.000 5.713
Terra agrícola com cana-de-açúcar (Tangará da Serra) 80 ton. 9.000 4.905 12.000 5.112 12.500 5.101
Terra agrícola de arroz/soja (Brasnorte/Nova Maringá) 45 sc 5.800 3.161 12.000 5.112 13.000 5.305
Terra agrícola de soja/algodão (Campo Novo do Parecis) 50 sc 9.500 5.177 16.000 6.816 18.000 7.345
Terra agrícola de soja/algodão (Sapezal/Campos de Júlio) 52 sc 8.400 4.578 16.000 6.816 18.000 7.345
Fonte: Informa Economics FNP, Outubro de 2014

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(Continuação)

Preços de Terras (R$/ha)


2011 2013 2014
Tipo de Terra Padrão Nov-Dez Nov-Dez Set-Out
R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha
Mato Grosso
Vila Rica Região FNP 68
Mata (Alto Boa Vista/São Félix do Araguaia leste) 580 316 670 285 650 265
Mata (São Félix do Araguaia oeste) 620 338 720 307 750 306
Mata de difícil acesso (São José do Xingu/Confresa) 650 354 1.100 469 800 326
Mata de fácil acesso (São Félix do Xingu/Confresa) 1.100 599 1.400 596 1.200 490
Pastagem formada (Vila Rica) 0,80 UA 2.500 1.362 3.800 1.619 4.200 1.714
Pastagem formada de alto suporte (São José do Xingu/Confresa) 1,00 UA 3.500 1.907 4.900 2.087 4.500 1.836
Pastagem formada de baixo suporte (São José do Xingu/Confresa) 0,90 UA 2.100 1.144 3.000 1.278 3.000 1.224
Pastagem formada parte alta (Alto Boa Vista/São Félix do Araguaia leste) 0,70 UA 900 490 1.400 596 2.000 816
Pastagem nativa em várzea parte baixa (Alto Boa Vista/São Félix do Araguaia) 0,10 UA 350 191 490 209 500 204
Terra agrícola de soja (São José do Xingu/Confresa) 4.000 2.180 7.500 3.195 9.500 3.876

Mato Grosso do Sul


Bodoquena Região FNP 35
Cerrado 1.500 817 1.950 831 2.500 1.020
Pastagem formada de alto suporte (Bela Vista/Caracol) 0,70 UA 4.200 2.289 6.500 2.769 7.000 2.856
Pastagem formada de alto suporte (Bodoquena/Anastácio) 0,85 UA 5.200 2.834 6.500 2.769 5.200 2.122
Pastagem formada de alto suporte (Jardim/Bonito/Nioaque) 0,75 UA 5.400 2.943 7.200 3.067 7.200 2.938
Pastagem formada de baixo suporte (Bela Vista/Caracol) 0,55 UA 2.100 1.144 3.500 1.491 4.200 1.714
Pastagem formada de baixo suporte (Bodoquena/Anastácio) 0,60 UA 2.600 1.417 3.700 1.576 3.800 1.551
Pastagem formada de baixo suporte (Jardim/Bonito/Nioaque) 0,55 UA 3.700 2.016 5.500 2.343 5.000 2.040
Terra agrícola (Jardim/Bonito) 6.800 3.706 9.900 4.218 11.000 4.489
Campo Grande Região FNP 37
Cerrado (Ribas do Rio Pardo) 2.600 1.417 3.100 1.321 4.000 1.632
Pastagem formada de alto suporte (Campo Grande) 0,90 UA 7.200 3.924 10.000 4.260 11.500 4.693
Pastagem formada de alto suporte (Ribas do Rio Pardo) 0,75 UA 4.500 2.452 6.900 2.940 8.000 3.264
Pastagem formada de baixo suporte (Campo Grande) 0,65 UA 3.700 2.016 6.500 2.769 7.700 3.142
Pastagem formada de baixo suporte (Ribas do Rio Pardo) 0,55 UA 3.200 1.744 4.900 2.087 5.500 2.244
Chapadão do Sul Região FNP 41
Cerrado pecuário (Chapadão do Sul/Costa Rica) 2.700 1.471 4.300 1.832 4.800 1.959
Cerrado pecuário (São Gabriel d'Oeste/Camapuã) 2.300 1.253 3.400 1.448 4.500 1.836
Pastagem formada (Alcinópolis) 0,75 UA 3.500 1.907 4.300 1.832 5.700 2.326
Pastagem formada (Cassilândia) 0,85 UA 3.700 2.016 5.700 2.428 8.000 3.264
Pastagem formada (Chapadão do Sul/Costa Rica) 0,90 UA 5.650 3.079 7.800 3.323 9.500 3.876
Pastagem formada (São Gabriel d'Oeste/Camapuã) 0,75 UA 4.000 2.180 5.000 2.130 7.700 3.142
Terra agrícola (Camapuã) 6.000 3.270 12.500 5.325 12.000 4.897
Terra agrícola de alta produtividade (Chapadão/Costa Rica) 15.000 8.174 30.000 12.781 35.000 14.282
Terra agrícola de alta produtividade (São Gabriel d'Oeste) 13.500 7.357 29.000 12.355 35.000 14.282
Terra agrícola de baixa produtividade (Chapadão/Costa Rica) 11.000 5.994 19.700 8.393 20.500 8.365
Terra agrícola de baixa produtividade (São Gabriel d'Oeste) 9.400 5.122 18.000 7.668 20.500 8.365
Corumbá Região FNP 39
Cerrado (Aquidauana) 850 463 1.850 788 3.000 1.224
Pastagem formada de alto suporte (Aquidauana) 0,90 UA 4.300 2.343 7.800 3.323 8.200 3.346
Pastagem formada de baixo suporte (Aquidauana) 0,65 UA 2.500 1.362 4.700 2.002 5.100 2.081
Pastagem melhorada com humidícola (Nhecolândia) 0,50 UA 1.200 654 1.400 596 1.500 612
Pastagem nativa de alto suporte (Nhecolândia) 0,25 UA 720 392 970 413 900 367
Pastagem nativa de alto suporte (Paiaguás) 0,20 UA 570 311 750 320 850 347
Pastagem nativa de baixo suporte (Nabileque) 0,10 UA 750 409 800 341 730 298
Pastagem nativa de baixo suporte (Nhecolândia) 0,15 UA 530 289 600 256 610 249
Pastagem nativa de baixo suporte (Paiaguás) 0,10 UA 260 142 370 158 410 167
Fonte: Informa Economics FNP, Outubro de 2014

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Análise do Mercado de Terras
RELATÓRIO BIMESTRAL – N.º 61 – SETEMBRO/OUTUBRO 2014

(Continuação)

Preços de Terras (R$/ha)


2011 2013 2014
Tipo de Terra Padrão Nov-Dez Nov-Dez Set-Out
R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha
Mato Grosso do Sul
Coxim Região FNP 40
Cerrado pecuário 1.200 654 2.300 980 2.500 1.020
Pastagem formada de alto suporte (Coxim/Pedro Gomes) 0,90 UA 4.700 2.561 6.000 2.556 6.500 2.652
Pastagem formada de alto suporte (Rio Verde do Mato Grosso/Rio Negro) 0,55 UA 4.700 2.561 6.500 2.769 6.500 2.652
Pastagem formada de baixo suporte (Coxim/Pedro Gomes) 0,55 UA 2.800 1.526 3.500 1.491 4.500 1.836
Pastagem formada de baixo suporte (Rio Verde do Mato Grosso/Rio Negro) 0,80 UA 3.100 1.689 3.800 1.619 4.500 1.836
Terra agrícola em chapada (Sonora) 12.000 6.539 14.700 6.262 16.000 6.529
Dourados Região FNP 33
Cerrado 3.900 2.125 7.000 2.982 10.500 4.285
Pastagem formada de alto suporte (Dourados) 0,90 UA 8.000 4.360 12.900 5.496 13.500 5.509
Pastagem formada de alto suporte (Ponta Porã) 0,85 UA 7.500 4.087 12.600 5.368 13.500 5.509
Pastagem formada de baixo suporte (Dourados) 0,70 UA 6.500 3.542 9.500 4.047 10.500 4.285
Pastagem formada de baixo suporte (Ponta Porã) 0,65 UA 6.000 3.270 9.300 3.962 10.500 4.285
Terra agrícola de alta produtividade (Dourados) 10.000 5.449 19.100 8.137 21.000 8.569
Terra agrícola de alta produtividade (Ponta Porã) 10.000 5.449 17.900 7.626 20.000 8.161
Terra agrícola de baixa produtividade (Dourados) 8.000 4.360 16.600 7.072 18.000 7.345
Terra agrícola de baixa produtividade (Ponta Porã) 8.000 4.360 15.500 6.603 17.500 7.141
Naviraí Região FNP 32
Cerrado 2.800 1.526 5.500 2.343 7.700 3.142
Pastagem formada de alto suporte (Iguatemi/Tacuru/Amambaí) 0,85 UA 7.200 3.924 12.200 5.197 13.500 5.509
Pastagem formada de alto suporte (Mundo Novo/Eldorado) 0,90 UA 7.200 3.924 12.200 5.197 13.500 5.509
Pastagem formada de alto suporte (Naviraí/Caarapó) 0,90 UA 7.200 3.924 12.200 5.197 13.500 5.509
Pastagem formada de baixo suporte (Iguatemi/Tacuru/Amambaí) 0,65 UA 5.600 3.052 9.500 4.047 11.000 4.489
Pastagem formada de baixo suporte (Mundo Novo/Eldorado) 0,70 UA 5.700 3.106 9.500 4.047 11.000 4.489
Pastagem formada de baixo suporte (Naviraí/Caarapó) 0,70 UA 5.600 3.052 9.500 4.047 11.000 4.489
Terra agrícola (Mundo Novo/Eldorado) 9.500 5.177 15.100 6.433 16.500 6.733
Terra agrícola de alta produtividade (Naviraí/Caarapó) 9.500 5.177 18.200 7.754 19.500 7.957
Terra agrícola de baixa produtividade (Naviraí/Caarapó) 7.200 3.924 14.100 6.007 16.500 6.733
Nova Andradina Região FNP 34
Cerrado 2.500 1.362 5.600 2.386 8.000 3.264
Pastagem formada de alto suporte (Ivinhema) 1,10 UA 6.850 3.733 11.000 4.686 13.500 5.509
Pastagem formada de alto suporte (Nova Andradina) 0,85 UA 6.850 3.733 11.100 4.729 13.500 5.509
Pastagem formada de baixo suporte (Ivinhema) 0,75 UA 5.700 3.106 9.000 3.834 10.000 4.081
Pastagem formada de baixo suporte (Nova Andradina) 0,60 UA 5.700 3.106 9.100 3.877 10.000 4.081
Rio Brilhante Região FNP 36
Cerrado 2.800 1.526 4.600 1.960 6.000 2.448
Pastagem formada de alto suporte (Rio Brilhante/Maracaju) 0,90 UA 8.000 4.360 14.500 6.177 16.500 6.733
Pastagem formada de alto suporte (Sidrolândia/Nova Alvorada do Sul) 0,85 UA 7.500 4.087 12.000 5.112 14.000 5.713
Pastagem formada de baixo suporte (Rio Brilhante/Maracaju) 0,70 UA 5.300 2.888 7.500 3.195 10.000 4.081
Pastagem formada de baixo suporte (Sidrolândia/Nova Alvorada do Sul) 0,65 UA 5.000 2.725 7.500 3.195 9.000 3.672
Terra agrícola de alta produtividade (Rio Brilhante/Maracaju) 11.500 6.267 20.000 8.520 22.500 9.181
Terra agrícola de alta produtividade (Sidrolândia/Nova Alvorada do Sul) 8.750 4.768 18.300 7.796 20.000 8.161
Terra agrícola de baixa produtividade (Rio Brilhante/Maracaju) 7.250 3.951 14.700 6.262 15.000 6.121
Terra agrícola de baixa produtividade (Sidrolândia/Nova Alvorada do Sul) 6.700 3.651 13.500 5.751 15.000 6.121
Três Lagoas Região FNP 38
Cerrado 2.800 1.526 4.000 1.704 4.000 1.632
Pastagem formada de alto suporte (Águas Claras/Inocência) 0,80 UA 5.500 2.997 6.900 2.940 6.800 2.775
Pastagem formada de alto suporte (Três Lagoas/Aparecida do Taboado) 1,00 UA 6.800 3.706 11.000 4.686 11.000 4.489
Pastagem formada de baixo suporte (Águas Claras/Inocência) 0,60 UA 3.500 1.907 5.500 2.343 5.500 2.244
Pastagem formada de baixo suporte (Três Lagoas/Aparecida do Taboado) 0,60 UA 4.150 2.262 7.500 3.195 7.000 2.856
Fonte: Informa Economics FNP, Outubro de 2014

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Análise do Mercado de Terras
RELATÓRIO BIMESTRAL – N.º 61 – SETEMBRO/OUTUBRO 2014

(Continuação)

Preços de Terras (R$/ha)


2011 2013 2014
Tipo de Terra Padrão Nov-Dez Nov-Dez Set-Out
R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha
Minas Gerais
Araxá Região FNP 45
Cerrado 3.150 1.717 3.500 1.491 3.700 1.510
Pastagem formada de alto suporte (Patos de Minas) 0,90 UA 6.400 3.488 9.500 4.047 10.000 4.081
Pastagem formada de alto suporte (São Gotardo) 0,90 UA 6.500 3.542 10.500 4.473 11.500 4.693
Pastagem formada de baixo suporte (Patos de Minas) 0,60 UA 3.600 1.962 6.500 2.769 7.000 2.856
Pastagem formada de baixo suporte (São Gotardo) 0,60 UA 3.600 1.962 6.500 2.769 6.700 2.734
Terra agrícola com café (Campos Altos/Ibiá) 18 sc benef. 18.000 9.809 26.500 11.290 27.000 11.017
Terra agrícola com café (Patrocínio/Carmo do Paraíba) 20 sc benef. 17.000 9.264 27.000 11.503 27.000 11.017
Terra agrícola de alta produtividade (Padapé) 19.500 10.626 29.500 12.568 32.000 13.058
Terra agrícola de baixa produtividade 10.000 5.449 17.500 7.455 17.500 7.141
Belo Horizonte Região FNP 46
Cerrado agrícola 2.000 1.090 3.000 1.278 3.000 1.224
Pastagem formada de campo 0,60 UA 3.000 1.635 8.000 3.408 11.000 4.489
Pastagem formada de cerrado 1,00 UA 3.500 1.907 7.000 2.982 8.500 3.468
Terra agrícola de alta produtividade de cultura 6.000 3.270 13.200 5.623 15.500 6.325
Terra agrícola de alta produtividade de cultura irrigável 8.000 4.360 14.200 6.049 19.500 7.957
Terra agrícola de baixa produtividade no cerrado 2.500 1.362 7.000 2.982 9.000 3.672
Governador Valadares Região FNP 47
Cerrado 650 354 1.200 511 2.200 898
Pastagem formada (Carlos Chagas/Ataléia) 0,90 UA 4.500 2.452 5.500 2.343 5.500 2.244
Pastagem formada (Nanuque) 1,00 UA 6.500 3.542 7.000 2.982 7.500 3.060
Pastagem formada (Teófilo Otoni) 0,60 UA 3.600 1.962 5.000 2.130 5.500 2.244
Pastagem formada de alto suporte em áreas baixas (Governador Valadares) 1,00 UA 7.500 4.087 10.000 4.260 10.500 4.285
Pastagem formada de baixo suporte em área de morro (Governador Valadares) 0,70 UA 4.000 2.180 5.800 2.471 6.000 2.448
Terra agrícola com café (Caratinga) 18 sc benef. 10.500 5.722 13.500 5.751 11.000 4.489
Terra agrícola de alta produtividade com café (Capelinha) 18 sc benef. 13.500 7.357 17.500 7.455 16.500 6.733
Terra agrícola de baixa produtividade com café (Capelinha) 12 sc benef. 8.000 4.360 11.000 4.686 10.000 4.081
Terra agrícola de reflorestamento (Governador Valadares) 4.200 2.289 5.300 2.258 6.200 2.530
Terra agrícola de reflorestamento (Nanuque) 4.000 2.180 6.000 2.556 7.000 2.856
Jequitinhonha Região FNP 50
Mata 500 272 620 264 920 375
Pastagem formada de alto suporte 0,65 UA 3.700 2.016 5.800 2.471 5.400 2.203
Pastagem formada de baixo suporte 0,40 UA 2.700 1.471 3.500 1.491 3.200 1.306
Terra agrícola de alta produtividade 3.300 1.798 6.000 2.556 5.600 2.285
Terra agrícola de baixa produtividade 2.200 1.199 3.000 1.278 2.800 1.143
Juiz de Fora Região FNP 43
Cerrado 2.000 1.090 3.300 1.406 4.000 1.632
Pastagem formada de alto suporte 0,90 UA 4.700 2.561 7.600 3.238 7.300 2.979
Pastagem formada de baixo suporte 0,60 UA 3.000 1.635 5.600 2.386 5.500 2.244
Terra agrícola de alta produtividade 5.500 2.997 9.500 4.047 9.000 3.672
Terra agrícola de alta produtividade com café (Manhuaçu) 14 sc benef. 13.700 7.466 16.000 6.816 14.500 5.917
Terra agrícola de alta produtividade com café (Muriaé) 15 dc benef. 10.500 5.722 12.000 5.112 10.500 4.285
Terra agrícola de baixa produtividade 3.000 1.635 5.600 2.386 6.500 2.652
Terra agrícola em várzea sistematizada (Muriaé) 6.500 3.542 12.000 5.112 13.000 5.305
Fonte: Informa Economics FNP, Outubro de 2014

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Análise do Mercado de Terras
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(Continuação)

Preços de Terras (R$/ha)


2011 2013 2014
Tipo de Terra Padrão Nov-Dez Nov-Dez Set-Out
R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha
Minas Gerais
Montes Claros Região FNP 49
Cerrado agrícola e pecuário 1.800 981 2.100 895 2.500 1.020
Cerrado inaproveitável 550 300 1.100 469 1.200 490
Pastagem formada (Janaúba) 0,50 UA 3.000 1.635 4.000 1.704 4.500 1.836
Pastagem formada (Montes Claros) 0,40 UA 3.000 1.635 4.500 1.917 4.200 1.714
Pastagem formada (Pirapora) 0,30 UA 2.000 1.090 2.900 1.235 2.700 1.102
Terra agrícola com banana irrigada (Janaúba) 17.000 9.264 26.000 11.077 34.000 13.874
Terra agrícola de baixa produtividade 1.200 654 2.000 852 2.500 1.020
Terra agrícola irrigável (Montes Claros) 6.200 3.379 11.500 4.899 11.000 4.489
Terra agrícola perímetro irrigado (Janaúba) 6.200 3.379 16.500 7.029 24.000 9.793
Terra agrícola perímetro irrigado (Pirapora) 6.500 3.542 13.000 5.538 16.000 6.529
Pouso Alegre Região FNP 42
Mata 2.500 1.362 3.700 1.576 5.000 2.040
Pastagem formada em encosta (Alfenas/Guaxupé/Varginha) 0,85 UA 7.900 4.305 8.100 3.451 8.200 3.346
Pastagem formada em encosta (Pouso Alegre/Lavras) 0,80 UA 7.000 3.815 8.500 3.621 11.000 4.489
Pastagem formada em várzea (Alfenas/Guaxupé/Varginha) 1,10 UA 7.000 3.815 10.000 4.260 10.000 4.081
Pastagem formada em várzea (Pouso Alegre/Lavras) 1,00 UA 7.000 3.815 10.500 4.473 13.000 5.305
Terra agrícola com café (Alfenas/Guaxupé/Varginha) 19 sc benef. 15.500 8.447 16.500 7.029 16.000 6.529
Terra agrícola com café (Pouso Alegre/Lavras) 17 sc benef. 15.500 8.447 19.500 8.307 21.500 8.773
Terra agrícola de grãos (Alfenas/Guaxupé/Varginha) 11.000 5.994 15.100 6.433 15.200 6.202
Terra agrícola de grãos (Pouso Alegre/Lavras) 10.000 5.449 16.500 7.029 19.000 7.753
Terra agrícola em várzea sistematizada (Pouso Alegre) 11.500 6.267 16.000 6.816 19.000 7.753
Uberlândia Região FNP 44
Cerrado 5.900 3.215 9.500 4.047 12.000 4.897
Pastagem formada (Frutal) 0,85 UA 9.000 4.905 10.000 4.260 13.200 5.386
Pastagem formada (Uberaba) 0,90 UA 10.000 5.449 11.500 4.899 14.500 5.917
Pastagem formada de alto suporte (Ituiutaba) 0,80 UA 8.500 4.632 10.600 4.516 12.700 5.182
Pastagem formada de baixo suporte (Ituiutaba) 0,75 UA 5.350 2.915 8.800 3.749 11.000 4.489
Terra agrícola (Uberlândia) 80 ton. 12.500 6.812 16.500 7.029 20.000 8.161
Terra agrícola com café (Araguari) 30 sc benef. 20.500 11.171 30.000 12.781 27.500 11.221
Terra agrícola com cana-de-açúcar (Conceição das Alagoas/Água Comprida) 85 ton. 14.000 7.629 21.500 9.159 24.000 9.793
Terra agrícola com cana-de-açúcar (Uberaba) 13.200 7.193 21.000 8.946 24.000 9.793
Terra agrícola de alta produtividade (Ituiutaba) 10.500 5.722 14.500 6.177 15.500 6.325
Terra agrícola de baixa produtividade (Ituiutaba) 8.200 4.469 11.000 4.686 12.500 5.101
Unaí Região FNP 48
Cerrado agrícola e pecuário 2.900 1.580 5.200 2.215 6.000 2.448
Cerrado inaproveitável 880 480 1.700 724 2.400 979
Pastagem formada de alto suporte no cerrado 0,80 UA 4.700 2.561 7.500 3.195 9.500 3.876
Pastagem formada de baixo suporte no cerrado 0,45 UA 2.700 1.471 4.900 2.087 7.000 2.856
Pastagem formada em área de cultura na parte baixa 0,90 UA 2.500 1.362 5.700 2.428 8.300 3.387
Terra agrícola de alta produtividade no cerrado em sequeiro 8.500 4.632 14.900 6.348 14.500 5.917
Terra agrícola de alta produtividade no cerrado irrigado 8.600 4.687 15.800 6.731 17.500 7.141
Terra agrícola de baixa produtividade no cerrado em sequeiro 4.000 2.180 9.000 3.834 9.500 3.876
Fonte: Informa Economics FNP, Outubro de 2014

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RELATÓRIO BIMESTRAL – N.º 61 – SETEMBRO/OUTUBRO 2014

(Continuação)

Preços de Terras (R$/ha)


2011 2013 2014
Tipo de Terra Padrão Nov-Dez Nov-Dez Set-Out
R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha
Pará
Belém Região FNP 123
Mata 200 109 420 179 600 245
Pastagem formada de alto suporte 0,80 UA 2.200 1.199 2.000 852 2.600 1.061
Pastagem formada de baixo suporte no toco 0,60 UA 650 354 1.350 575 1.500 612
Terra agrícola de alta produtividade (próxima a Belém) 2.200 1.199 2.100 895 2.800 1.143
Terra agrícola de baixa produtividade de difícil acesso 450 245 700 298 950 388
Terra agrícola de baixa produtividade de fácil acesso 1.000 545 1.400 596 1.700 694
Ilhas Região FNP 122
Pastagem nativa com acesso (Marajó) 0,10 UA 180 98 270 115 310 126
Pastagem nativa de difícil acesso (Marajó) 0,10 UA 130 71 200 85 200 82
Paragominas Região FNP 121
Mata de difícil acesso 700 381 1.000 426 1.500 612
Mata de fácil acesso 1.600 872 3.900 1.661 3.700 1.510
Pastagem formada de alto suporte 0,70 UA 3.200 1.744 4.900 2.087 5.200 2.122
Pastagem formada de baixo suporte 0,50 UA 1.600 872 2.900 1.235 3.100 1.265
Terra agrícola (Paragominas/Ulianópolis/Dom Eliseu) 4.000 2.180 7.200 3.067 9.000 3.672
Redenção Região FNP 120
Mata (Marabá) 1.350 736 1.600 682 1.900 775
Mata (Redenção) 1.200 654 1.600 682 2.300 939
Mata (São Félix) 1.100 599 1.500 639 1.500 612
Mata (Tucumã) 1.100 599 1.700 724 2.200 898
Pastagem formada de alto suporte (Marabá) 0,75 UA 3.200 1.744 4.500 1.917 5.000 2.040
Pastagem formada de alto suporte (Redenção) 0,90 UA 3.200 1.744 4.600 1.960 5.300 2.163
Pastagem formada de alto suporte (São Félix) 0,75 UA 2.700 1.471 4.200 1.789 4.300 1.755
Pastagem formada de alto suporte (Tucumã) 0,95 UA 3.150 1.717 4.600 1.960 5.300 2.163
Pastagem formada de baixo suporte (Marabá) 0,60 UA 1.500 817 2.300 980 3.100 1.265
Pastagem formada de baixo suporte (Redenção) 0,65 UA 1.200 654 2.000 852 2.500 1.020
Pastagem formada de baixo suporte (São Félix) 0,55 UA 1.000 545 1.700 724 2.100 857
Pastagem formada de baixo suporte (Tucumã) 0,75 UA 1.300 708 1.900 809 2.400 979
Santarém Região FNP 119
Mata (Monte Alegre/Alenquer/Oriximiná) distante da BR 430 234 640 273 700 286
Mata (Monte Alegre/Alenquer/Oriximiná) próxima à BR 500 272 750 320 950 388
Mata (Santarém/Belterra/Transamazônica) distante da BR 650 354 1.000 426 1.300 530
Mata (Santarém/Belterra/Transamazônica) próxima à BR 1.000 545 1.500 639 1.800 734
Pastagem formada (Monte Alegre/Alenquer/Oriximiná) mecanizável 0,75 UA 1.100 599 1.500 639 2.000 816
Pastagem formada (Monte Alegre/Alenquer/Oriximiná) não mecanizável 0,70 UA 700 381 900 383 1.100 449
Pastagem formada (Santarém/Belterra/Transamazônica) mecanizável 0,70 UA 1.800 981 3.500 1.491 5.200 2.122
Pastagem formada (Santarém/Belterra/Transamazônica) não mecanizável 0,70 UA 700 381 900 383 1.400 571
Pastagem nativa em várzea (Monte Alegre/Alenquer/Oriximiná) 0,10 UA 120 65 250 107 450 184
Terra agrícola (Monte Alegre/Alenquer/Oriximiná) 1.400 763 1.950 831 2.200 898
Terra agrícola (Santarém/Belterra/Transamazônica) 2.155 1.174 6.000 2.556 8.000 3.264
17 sc
Terra agrícola com café/cacau (Rurópolis/Medicilândia/Brasil Novo) benef./40@
5.100 2.779 7.000 2.982 10.000 4.081
Fonte: Informa Economics FNP, Outubro de 2014

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Análise do Mercado de Terras
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(Continuação)

Preços de Terras (R$/ha)


2011 2013 2014
Tipo de Terra Padrão Nov-Dez Nov-Dez Set-Out
R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha
Paraíba
Agreste Paraibano Região FNP 99
Caatinga (Brejo) 530 289 660 281 850 347
Caatinga (Curimataú) 360 196 400 170 380 155
Pastagem formada de baixo suporte (Brejo) 0,65 UA 1.200 654 1.500 639 1.900 775
Pastagem formada de baixo suporte (Curimataú) 0,55 UA 1.200 654 930 396 1.000 408
Pastagem nativa (Brejo) 0,25 UA 1.000 545 940 400 1.200 490
Pastagem nativa (Curimataú) 0,20 UA 400 218 440 187 500 204
Terra agrícola irrigada fruticultura (Brejo) 2.500 1.362 5.000 2.130 7.500 3.060
Borborema Região FNP 98
Caatinga (Cariri) 180 98 240 102 340 139
Caatinga (Seridó) 250 136 310 132 380 155
Pastagem formada de baixo suporte (Cariri) 0,45 UA 550 300 500 213 650 265
Pastagem formada de baixo suporte (Seridó) 0,45 UA 450 245 500 213 650 265
Pastagem nativa (Cariri) 0,20 UA 410 223 430 183 550 224
Pastagem nativa (Seridó) 0,20 UA 350 191 430 183 520 212
Mata Paraibana Região FNP 100
Mata (litoral norte) 530 289 650 277 750 306
Mata (litoral sul) 850 463 850 362 900 367
Pastagem formada de baixo suporte (litoral sul) 0,80 UA 2.800 1.526 3.100 1.321 3.100 1.265
Pastagem formada de baixo suporte (Mamanguape) 0,75 UA 2.100 1.144 2.700 1.150 2.800 1.143
Pastagem nativa (litoral norte) 0,25 UA 950 518 1.600 682 2.000 816
Pastagem nativa (litoral sul) 0,30 UA 1.000 545 1.400 596 2.000 816
Terra agrícola com cana-de-açúcar (litoral sul) 3.600 1.962 6.000 2.556 7.500 3.060
Terra agrícola com cana-de-açúcar (Mamanguape) 3.900 2.125 7.500 3.195 8.000 3.264
Terra agrícola irrigada com fruticultura (litoral sul) 6.300 3.433 7.400 3.153 7.400 3.020
Terra agrícola irrigada com fruticultura (Rio Tinto) 4.700 2.561 7.500 3.195 7.500 3.060
Sertão Paraibano Região FNP 97
Caatinga (Piancó/Teixeira) 300 163 250 107 350 143
Caatinga (Sousa/Cajazeiras) 360 196 290 124 370 151
Pastagem formada de baixo suporte (Piancó/Teixeira) 0,50 UA 1.300 708 950 405 930 379
Pastagem formada de baixo suporte (Sousa/Cajazeiras) 0,50 UA 1.350 736 1.050 447 980 400
Pastagem nativa (Piancó/Teixeira) 0,15 UA 700 381 570 243 600 245
Pastagem nativa (Sousa/Cajazeiras) 0,20 UA 800 436 650 277 700 286
Terra agrícola irrigada com coco (Sousa/Cajazeiras) 5.200 2.834 6.000 2.556 6.000 2.448
Terra agrícola irrigada com fruticultura (Piancó/Teixeira) 4.400 2.398 4.300 1.832 5.500 2.244
Terra agrícola irrigada com fruticultura (Sousa/Cajazeiras) 5.800 3.161 6.000 2.556 6.500 2.652

Paraná
Campo Mourão Região FNP 14
Pastagem formada de alto suporte 1,10 UA 9.500 5.177 15.500 6.603 16.500 6.733
Pastagem formada de baixo suporte 0,60 UA 7.000 3.815 12.500 5.325 12.500 5.101
Terra agrícola de alta produtividade de grãos (Campo Mourão) 25.000 13.624 39.000 16.615 41.500 16.934
Terra agrícola de baixa produtividade de grãos (Campo Mourão) 16.000 8.719 29.000 12.355 29.700 12.119
Fonte: Informa Economics FNP, Outubro de 2014

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(Continuação)

Preços de Terras (R$/ha)


2011 2013 2014
Tipo de Terra Padrão Nov-Dez Nov-Dez Set-Out
R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha
Paraná
Cascavel Região FNP 9
Mata (Francisco Beltrão) 4.000 2.180 6.500 2.769 10.500 4.285
Mata (Toledo/Cascavel) 7.200 3.924 13.000 5.538 14.000 5.713
Pastagem formada de alto suporte (Vera Cruz) 1,10 UA 10.000 5.449 15.000 6.390 19.000 7.753
Pastagem formada de baixo suporte (Guaraniaçu/Laranjeiras do Sul) 0,60 UA 7.000 3.815 10.500 4.473 12.500 5.101
Terra agrícola de alta produtividade de grãos (Francisco Beltrão) 23.000 12.534 38.000 16.189 42.000 17.138
Terra agrícola de alta produtividade de grãos (Toledo/Cascavel) 27.000 14.714 41.000 17.467 47.000 19.178
Terra agrícola de baixa produtividade de grãos (Francisco Beltrão) 14.500 7.902 22.500 9.585 24.500 9.997
Terra agrícola de baixa produtividade de grãos (Santa Lúcia/Capitão) 14.500 7.902 21.200 9.032 21.500 8.773
Terra agrícola para reflorestamento (Francisco Beltrão) 7.600 4.142 9.000 3.834 13.000 5.305
Terra agrícola para reflorestamento (Toledo/Cascavel) 8.600 4.687 12.000 5.112 14.500 5.917
Curitiba Região FNP 12
Mata (Cerro Azul/Morretes) 2.000 1.090 2.500 1.065 3.500 1.428
Pastagem formada de baixo suporte (Cerro Azul) 0,70 UA 4.000 2.180 6.300 2.684 7.600 3.101
Terra agrícola de alta produtividade de olerícolas (Curitiba/Colombo) 15.000 8.174 16.700 7.115 20.500 8.365
Terra agrícola de baixa produtividade de olerícolas (Curitiba/Colombo) 8.500 4.632 12.700 5.410 15.000 6.121
Guarapuava Região FNP 10
Mata 4.500 2.452 8.000 3.408 11.000 4.489
Pastagem formada de alto suporte 0,80 UA 11.500 6.267 19.000 8.094 23.500 9.589
Pastagem formada de baixo suporte 0,50 UA 7.500 4.087 15.000 6.390 20.500 8.365
Terra agrícola com reflorestamento 20.000 10.899 18.500 7.881 20.500 8.365
Terra agrícola de alta produtividade de grãos (Guarapuava) 21.000 11.444 31.000 13.207 32.500 13.262
Terra agrícola de alta produtividade de grãos (União da Vitória) 14.000 7.629 22.000 9.372 22.500 9.181
Terra agrícola de baixa produtividade de grãos (Irati) 13.500 7.357 22.000 9.372 20.500 8.365
Londrina Região FNP 17
Pastagem formada em áreas declivosas 6.000 3.270 12.500 5.325 17.000 6.937
Pastagem formada em solo de arenito (Londrina) 1,00 UA 10.000 5.449 14.500 6.177 15.000 6.121
Pastagem formada em solo de arenito (Maringá) 1,10 UA 10.000 5.449 20.000 8.520 22.500 9.181
Terra agrícola com cana-de-açúcar arenito (Maringá/Apucarana) 90 ton. 13.500 7.357 24.000 10.224 23.000 9.385
Terra agrícola de alta produtividade com café 20 sc benef. 21.000 11.444 26.000 11.077 27.500 11.221
Terra agrícola de grãos em solo argiloso (Apucarana/Londrina) 23.000 12.534 33.500 14.272 36.000 14.690
Terra agrícola de grãos em solo argiloso (Maringá) 23.000 12.534 38.000 16.189 42.500 17.342
Terra agrícola de grãos em solo de arenito (Apucarana/Londrina) 14.000 7.629 24.000 10.224 23.000 9.385
Terra agrícola de grãos em solo de arenito (Maringá) 14.200 7.738 30.000 12.781 32.500 13.262
Paranavaí Região FNP 16
Pastagem formada de alto suporte 1,00 UA 11.500 6.267 18.700 7.967 21.500 8.773
Pastagem formada de baixo suporte 0,70 UA 9.000 4.905 16.000 6.816 17.600 7.182
Terra agrícola com cana-de-açúcar 80 ton. 11.750 6.403 22.000 9.372 23.800 9.712
Terra agrícola com laranja 1,5 cx/pé 13.500 7.357 23.000 9.798 23.800 9.712
Terra agrícola de grãos 12.000 6.539 26.500 11.290 28.000 11.425
Ponta Grossa Região FNP 11
Pastagem formada de alto suporte 0,90 UA 8.500 4.632 14.000 5.964 17.500 7.141
Pastagem formada de baixo suporte 0,60 UA 4.500 2.452 9.500 4.047 12.500 5.101
Pastagem nativa (Castro) 0,30 UA 4.750 2.588 7.000 2.982 8.000 3.264
Terra agrícola de alta produtividade de grãos (Lapa) 15.000 8.174 21.000 8.946 22.500 9.181
Terra agrícola de alta produtividade de grãos em solo argiloso (Ponta Grossa/Castro) 18.000 9.809 29.000 12.355 29.000 11.833
Terra agrícola de baixa produtividade de grãos em solo arenoso (Ponta Grossa/Castro) 10.500 5.722 20.000 8.520 22.500 9.181
Terra agrícola de reflorestamento 7.000 3.815 10.500 4.473 10.500 4.285
Fonte: Informa Economics FNP, Outubro de 2014

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Preços de Terras (R$/ha)


2011 2013 2014
Tipo de Terra Padrão Nov-Dez Nov-Dez Set-Out
R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha
Paraná
Telêmaco Borba Região FNP 15
Pastagem formada de alto suporte (Ortigueira) 0,70 UA 4.800 2.616 11.000 4.686 17.500 7.141
Pastagem formada de alto suporte (Santo Antônio da Platina) 0,90 UA 9.000 4.905 15.000 6.390 15.000 6.121
Pastagem formada de baixo suporte (Ortigueira) 0,60 UA 3.000 1.635 8.500 3.621 12.000 4.897
Pastagem formada de baixo suporte (Santo Antônio da Platina) 0,80 UA 6.500 3.542 10.000 4.260 11.500 4.693
Terra agrícola de alta produtividade com café (Santo Antônio da Platina) 20 sc benef. 13.000 7.084 23.000 9.798 27.000 11.017
Terra agrícola de alta produtividade de grãos (Cândido Abreu/Telêmaco Borba) 10.500 5.722 20.000 8.520 28.000 11.425
Terra agrícola de alta produtividade de grãos (Santo Antônio da Platina) 12.000 6.539 26.000 11.077 27.500 11.221
Terra agrícola de grãos (Andirá/Cambará) 16.000 8.719 19.000 8.094 22.500 9.181
Terra agrícola de reflorestamento 6.500 3.542 9.500 4.047 11.000 4.489
Umuarama Região FNP 13
Pastagem formada de alto suporte 1,00 UA 10.000 5.449 13.000 5.538 17.500 7.141
Pastagem formada de baixo suporte 0,60 UA 8.000 4.360 12.500 5.325 14.000 5.713
Terra agrícola com cana-de-açúcar 80 ton. 10.500 5.722 14.000 5.964 17.500 7.141
Terra agrícola de alta produtividade de grãos 12.500 6.812 18.000 7.668 28.000 11.425
Terra agrícola de baixa produtividade de grãos 9.500 5.177 16.000 6.816 26.000 10.609

Pernambuco
Agreste Pernambucano Região FNP 95
Pastagem formada em brejo (Bonito/Camocim de São Félix) 1,10 UA 8.000 4.360 13.000 5.538 17.500 7.141
Pastagem formada em solo arenoso (Lajedo/Calçado) 0,80 UA 5.700 3.106 8.400 3.579 8.700 3.550
Pastagem formada em solo podzólico (Bom Conselho/Correntes) 1,00 UA 7.700 4.196 8.700 3.706 8.200 3.346
Terra agrícola em brejo (Bonito/Camocim de São Félix) 8.500 4.632 13.500 5.751 17.500 7.141
Terra agrícola em solo arenoso (Lajedo/Calçado) 6.200 3.379 10.500 4.473 12.000 4.897
Terra agrícola em solo podzólico (Bom Conselho/Correntes) 8.000 4.360 10.500 4.473 10.000 4.081
Perímetro Irrigado do São Francisco Região FNP 93
Caatinga 200 109 600 256 690 282
Terra agrícola irrigada em projetos de lotes de colonização (Petrolina) 7.200 3.924 11.500 4.899 15.500 6.325
Terra agrícola irrigável em projetos de lotes de colonização (Petrolina) 6.500 3.542 10.500 4.473 12.500 5.101
Terra agrícola irrigável em projetos de lotes empresariais (Petrolina) 5.000 2.725 9.100 3.877 11.000 4.489
Terra agrícola irrigável ribeirinha (Rio São Francisco) 3.750 2.044 6.000 2.556 7.500 3.060
Sertão Pernambucano Região FNP 94
Caatinga 60 33 300 128 550 224
Caatinga com água 180 98 1.000 426 1.500 612
Pastagem formada 0,50 UA 630 343 900 383 1.400 571
Pastagem nativa 0,15 UA 200 109 300 128 550 224
Terra agrícola com agricultura de subsistência 200 109 300 128 550 224
Zona da Mata Pernambucana Região FNP 96
Pastagem formada (interior sul) 0,85 UA 8.200 4.469 9.200 3.919 9.200 3.754
Pastagem formada (litoral sul) 1,00 UA 8.800 4.796 11.300 4.814 11.500 4.693
Terra agrícola com banana (Vale do Siriji) 6.000 3.270 9.000 3.834 9.000 3.672
Terra agrícola com cana-de-açúcar (interior norte) 60 ton. 7.000 3.815 12.000 5.112 12.500 5.101
Terra agrícola com cana-de-açúcar (interior sul) 60 ton. 7.000 3.815 10.500 4.473 10.500 4.285
Terra agrícola com cana-de-açúcar (litoral norte) 65 ton. 8.300 4.523 12.500 5.325 12.500 5.101
Terra agrícola com cana-de-açúcar (litoral sul) 65 ton. 7.900 4.305 11.000 4.686 10.500 4.285
Fonte: Informa Economics FNP, Outubro de 2014

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Análise do Mercado de Terras
RELATÓRIO BIMESTRAL – N.º 61 – SETEMBRO/OUTUBRO 2014

(Continuação)

Preços de Terras (R$/ha)


2011 2013 2014
Tipo de Terra Padrão Nov-Dez Nov-Dez Set-Out
R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha
Piauí
Parnaíba Região FNP 113
Cerrado (mais distante) 130 71 235 100 330 135
Cerrado (próximo ao Rio Parnaíba) 240 131 345 147 380 155
Pastagem formada (mais distante) 0,75 UA 410 223 410 175 410 167
Pastagem formada (Parnaíba/Luís Correa/Buriti dos Lopes) 0,80 UA 580 316 850 362 980 400
Pastagem nativa 0,20 UA 170 93 170 72 190 78
Terra agrícola de arroz de sequeiro (próximo ao Rio Parnaíba) 45 sc 420 229 395 168 420 171
Terra agrícola de arroz em várzea sistematizada (próximo ao Rio Parnaíba) 80 sc 1.050 572 950 405 1.050 428
Picos Região FNP 111
Caatinga (Paulistana) 140 79 140 64 170 75
Caatinga em chapada (Pio IX) 120 68 120 55 160 71
Pastagem formada de baixada (Oieras/Valença) 0,70 UA 750 424 700 319 700 309
Pastagem formada de baixada (Paulistana) 0,60 UA 650 367 620 283 660 291
Terra agrícola de baixada (Oieras/Valença) 830 469 800 365 730 322
Terra agrícola em chapada com caju (Pio IX) 1.400 791 1.300 593 1.300 573
Teresina Região FNP 112
Caatinga 150 82 195 83 250 102
Mata amazônica de babaçu 300 163 375 160 420 171
Pastagem formada (Campo Maior/Alto Longa) 0,40 UA 750 409 820 349 750 306
Pastagem nativa arbustiva (Campo Maior/Alto Longa) 0,15 UA 250 136 250 107 240 98
Terra agrícola (próxima ao Rio Parnaíba) 1.850 1.008 1.900 809 2.000 816
Terra agrícola com cana-de-açúcar (José de Freitas/Barras) 60 ton. 1.950 1.063 1.900 809 2.000 816
Terra agrícola em várzea (próxima ao Rio Parnaíba) 1.900 1.035 1.850 788 1.850 755
Terra agrícola para fruticultura (Lagoa do São Francisco) 850 463 1.350 575 1.550 632
Uruçuí Região FNP 110
Caatinga (Bom Jesus) 260 142 415 177 470 192
Caatinga (Corrente) 170 93 275 117 400 163
Cerrado (Floriano) 320 174 390 166 550 224
Cerrado agrícola (Bom Jesus) 2.000 1.090 2.700 1.150 4.000 1.632
Cerrado agrícola (Uruçuí) 2.200 1.199 3.500 1.491 4.000 1.632
Cerrado não agrícola (Uruçuí) 500 272 670 285 750 306
Pastagem formada (Floriano) 0,60 UA 700 381 1.050 447 1.200 490
Pastagem formada na caatinga (Bom Jesus) 0,60 UA 625 341 1.050 447 1.500 612
Pastagem formada na caatinga (Corrente) 0,65 UA 550 300 990 422 1.200 490
Terra agrícola com caju (Floriano) 2.300 1.253 2.900 1.235 2.500 1.020
Terra agrícola de alta produtividade (Bom Jesus) 4.000 2.180 7.500 3.195 8.000 3.264
Terra agrícola de alta produtividade (Uruçuí) 5.200 2.834 9.500 4.047 10.000 4.081
Terra agrícola de baixa produtividade (Bom Jesus) 2.300 1.253 4.700 2.002 4.700 1.918
Terra agrícola de baixa produtividade (Floriano) 600 327 950 405 1.200 490
Terra agrícola de baixa produtividade (Uruçuí) 3.100 1.689 6.500 2.769 6.300 2.571
Fonte: Informa Economics FNP, Outubro de 2014

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Análise do Mercado de Terras
RELATÓRIO BIMESTRAL – N.º 61 – SETEMBRO/OUTUBRO 2014

(Continuação)

Preços de Terras (R$/ha)


2011 2013 2014
Tipo de Terra Padrão Nov-Dez Nov-Dez Set-Out
R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha
Rio de Janeiro
Campos dos Goytacazes Região FNP 54
Pastagem em várzea (Itaperuna) 1,20 UA 8.500 4.632 9.700 4.132 9.600 3.917
Pastagem formada (São Francisco de Itabapoana) 1,20 UA 6.800 3.706 8.600 3.664 8.800 3.591
Pastagem formada de morro (Campos dos Goytacazes) 0,80 UA 7.000 3.815 8.100 3.451 8.000 3.264
Pastagem formada de morro (Itaperuna) 0,75 UA 6.500 3.542 7.200 3.067 7.500 3.060
Terra agrícola de baixada com cana-de-açúcar (Campos dos Goytacazes) 80 ton. 10.700 5.831 13.100 5.581 13.500 5.509
Terra agrícola de fruticultura (São Francisco de Itabapoana) 8.500 4.632 12.100 5.155 12.100 4.937
Terra agrícola de morro com cana-de-açúcar (Campos dos Goytacazes) 70 ton. 7.300 3.978 9.600 4.090 10.200 4.162
Macaé Região FNP 52
Mata 2.800 1.526 3.000 1.278 4.000 1.632
Pastagem formada de alto suporte 1,00 UA 5.300 2.888 9.000 3.834 12.500 5.101
Pastagem formada de baixo suporte 0,75 UA 3.000 1.635 5.000 2.130 7.500 3.060
Terra agrícola (Rio Bonito) 1,0 cx/pé 9.000 4.905 9.000 3.834 10.700 4.366
Terra agrícola de alta fertilidade (Macaé) 60 unid./pé 7.500 4.087 7.500 3.195 11.300 4.611
Terra agrícola com coco em solo arenoso (Macaé) 40 unid./pé 5.000 2.725 5.500 2.343 8.300 3.387
Terra agrícola irrigada em várzea 7.800 4.251 9.100 3.877 14.000 5.713
Nova Friburgo Região FNP 53
Mata 1.800 981 2.500 1.065 4.000 1.632
Pastagem formada de alto suporte 0,80 UA 4.500 2.452 7.500 3.195 10.000 4.081
Pastagem formada de baixo suporte 0,60 UA 2.600 1.417 4.200 1.789 5.500 2.244
Terra agrícola de alta produtividade olerícola corrigida 11.200 6.103 17.500 7.455 20.000 8.161
Terra agrícola de baixa produtividade olerícola 5.000 2.725 11.000 4.686 14.000 5.713
Resende Região FNP 51
Mata 1.450 790 2.300 980 2.700 1.102
Pastagem formada de alto suporte 0,80 UA 5.500 2.997 11.000 4.686 12.000 4.897
Pastagem formada de baixo suporte degradada 0,55 UA 2.150 1.172 4.000 1.704 4.100 1.673
Terra agrícola de tomate (Paty de Alferes) 2.500 1.362 5.300 2.258 5.750 2.346
Terra agrícola declivosa (Resende) 3.650 1.989 4.900 2.087 5.000 2.040
Terra agrícola mecanizável (Resende) 6.000 3.270 10.000 4.260 11.500 4.693

Rio Grande do Norte


Agreste Potiguar Região FNP 103
Caatinga (João Câmara) 550 300 600 256 950 388
Caatinga (Santo Antônio) 600 327 600 256 900 367
Terra agrícola com caju 1.800 981 3.000 1.278 4.800 1.959
Terra agrícola com mamão 3.000 1.635 7.500 3.195 9.000 3.672
Terra agrícola de alta produtividade 3.000 1.635 7.500 3.195 9.700 3.958
Terra agrícola de baixa produtividade 1.500 817 3.600 1.534 4.500 1.836
Leste Potiguar Região FNP 104
Pastagem formada de baixo suporte 0,45 UA 1.800 981 2.900 1.235 4.000 1.632
Pastagem formada de capineiras no baixio dos rios 0,90 UA 5.000 2.725 7.500 3.195 10.000 4.081
Pastagem nativa 0,10 UA 750 409 1.600 682 2.900 1.183
Terra agrícola com abacaxi (Ceará-Mirim/Touros) 8.000 4.360 11.200 4.771 10.500 4.285
Terra agrícola com caju (Ceará-Mirim/Touros) 4.000 2.180 8.800 3.749 10.000 4.081
Terra agrícola de alta produtividade cana-de-açúcar (Goianinha/Pedro Velho) 6.500 3.542 9.500 4.047 12.500 5.101
Terra agrícola de baixa produtividade cana-de-açúcar (Goianinha/Pedro Velho) 4.000 2.180 6.000 2.556 6.200 2.530
Terra agrícola nos vales úmidos (Ceará-Mirim/Touros) 9.500 5.177 12.000 5.112 13.000 5.305
Fonte: Informa Economics FNP, Outubro de 2014

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Análise do Mercado de Terras
RELATÓRIO BIMESTRAL – N.º 61 – SETEMBRO/OUTUBRO 2014

(Continuação)

Preços de Terras (R$/ha)


2011 2013 2014
Tipo de Terra Padrão Nov-Dez Nov-Dez Set-Out
R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha
Rio Grande do Norte
Oeste Potiguar Região FNP 101
Caatinga 230 125 350 149 540 220
Caatinga (Chapada do Apodi/Baraúna) 2.200 1.199 1.000 426 1.000 408
Caatinga (Serra do Mel/Apodi) 900 490 660 281 920 375
Caatinga em solo calcáreo (Chapada do Apodi) 480 262 750 320 1.100 449
Terra agrícola areia fruticultura (margens do Rio Açu) 4.500 2.452 2.900 1.235 3.500 1.428
Terra agrícola com caju (Serra do Mel/Apodi) 3.000 1.635 2.900 1.235 3.300 1.347
Terra agrícola com melão irrigado (Chapada do Apodi/Baraúna) 4.500 2.452 5.500 2.343 6.000 2.448
Terra agrícola para banana irrigada (Açu) 6.500 3.542 5.500 2.343 6.000 2.448
Potiguar Central Região FNP 102
Caatinga (Caicó/Currais Novos) 350 191 540 230 700 286
Caatinga (Pedro Avelino/Lages) 220 120 390 166 580 237
Pastagem formada de baixo suporte (Pedro Avelino/Lages) 0,50 UA 400 218 900 383 1.200 490
Pastagem formada de capineiras no baixio dos rios (Caicó/Currais Novos) 0,90 UA 1.400 763 2.600 1.108 3.250 1.326
Pastagem nativa (Caicó/Currais Novos) 0,20 UA 400 218 900 383 1.150 469
Pastagem nativa (Pedro Avelino/Lages) 0,10 UA 210 114 600 256 850 347
Pastagem nativa em varzéa (Caicó/Currais Novos) 750 409 2.000 852 2.850 1.163
Terra agrícola com caju na região serrana (Seridó) 2.500 1.362 2.500 1.065 3.000 1.224
Terra agrícola com culturas anuais no baixio dos rios 900 490 2.200 937 3.200 1.306

Rio Grande do Sul


Caxias do Sul Região FNP 4
Pastagem de alto suporte (Vacaria/Lagoa Vermelha) 0,30 UA 6.500 3.542 6.600 2.812 7.700 3.142
Pastagem de baixo suporte (Vacaria/Lagoa Vermelha) 0,25 UA 3.500 1.907 4.100 1.747 5.000 2.040
Terra agrícola de alta produtividade com viticultura (Bento Gonçalves) 38.500 20.980 39.000 16.615 42.500 17.342
Terra agrícola de alta produtividade para viticultura (Bento Gonçalves) 26.000 14.169 35.000 14.911 39.500 16.118
Terra agrícola de alta produtividade para viticultura (Caxias do Sul) 25.500 13.896 37.000 15.763 42.500 17.342
Terra agrícola de alta produtividade para viticultura (Garibaldi) 23.000 12.534 31.000 13.207 33.000 13.466
Terra agrícola de grãos (Vacaria/Lagoa Vermelha) 17.500 9.537 26.500 11.290 28.000 11.425
Terra agrícola para maçã (Vacaria/Lagoa Vermelha) 19.000 10.354 23.500 10.011 23.000 9.385
Passo Fundo Região FNP 3
Pastagem nativa de campos (Palmeira das Missões) 0,30 UA 7.000 3.815 9.000 3.834 14.000 5.713
Pastagem nativa de campos (Santa Rosa/Três Passos) 0,30 UA 7.000 3.815 8.000 3.408 9.500 3.876
Pastagem nativa de campos (Santo Ângelo/Cruz Alta) 0,20 UA 5.500 2.997 8.500 3.621 10.500 4.285
Terra agrícola de alta produtividade de grãos (Passo Fundo/Erechim) 22.400 12.207 32.500 13.846 32.500 13.262
Terra agrícola de alta produtividade de grãos (Santa Rosa/Três Passos) 17.000 9.264 21.000 8.946 21.000 8.569
Terra agrícola de alta produtividade de grãos (Santo Ângelo/Cruz Alta/Palmeira das Missões) 18.500 10.081 26.000 11.077 30.000 12.242
Terra agrícola de baixa produtividade de grãos (Passo Fundo/Erechim) 11.500 6.267 17.500 7.455 16.500 6.733
Terra agrícola de baixa produtividade de grãos (Santa Rosa/Três Passos) 11.000 5.994 13.500 5.751 14.000 5.713
Terra agrícola de baixa produtividade de grãos (Santo Ângelo/Cruz Alta/Palmeira das Missões) 10.000 5.449 18.000 7.668 22.500 9.181
Pelotas Região FNP 2
Pastagem nativa de campos (Bagé) 0,60 UA 4.500 2.452 6.000 2.556 9.000 3.672
Pastagem nativa de campos (Pelotas) 0,50 UA 5.000 2.725 6.000 2.556 9.000 3.672
Pastagem nativa de campos (Porto Alegre/Camaquã) 0,55 UA 6.500 3.542 6.500 2.769 8.500 3.468
Terra agrícola com arroz em várzea (Porto Alegre/Camaquã) 110 sc 10.500 5.722 12.000 5.112 13.500 5.509
Terra agrícola para arroz em várzea com água (Bagé) 110 sc 7.800 4.251 13.500 5.751 15.500 6.325
Terra agrícola para arroz em várzea com água (Pelotas) 110 sc 9.300 5.068 13.500 5.751 15.000 6.121
Terra agrícola para arroz em várzea sem água (Bagé) 110 sc 6.700 3.651 10.500 4.473 10.500 4.285
Terra agrícola para arroz em várzea sem água (Pelotas) 110 sc 7.250 3.951 11.000 4.686 10.500 4.285
Fonte: Informa Economics FNP, Outubro de 2014

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Análise do Mercado de Terras
RELATÓRIO BIMESTRAL – N.º 61 – SETEMBRO/OUTUBRO 2014

(Continuação)

Preços de Terras (R$/ha)


2011 2013 2014
Tipo de Terra Padrão Nov-Dez Nov-Dez Set-Out
R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha
Rio Grande do Sul
Uruguaiana Região FNP 1
Pastagem nativa de campos (Santa Maria/Cachoeira do Sul) 0,50 UA 5.500 2.997 7.800 3.323 10.000 4.081
Pastagem nativa de campos (São Borja/São Gabriel) 0,55 UA 5.000 2.725 7.500 3.195 8.500 3.468
Pastagem nativa de campos (Uruguaiana) 0,50 UA 4.000 2.180 6.500 2.769 8.000 3.264
Terra agrícola de grãos (Santa Maria/Cachoeira do Sul) 9.600 5.231 16.000 6.816 18.500 7.549
Terra agrícola de grãos (São Borja/São Gabriel) 7.850 4.278 15.500 6.603 16.500 6.733
Terra agrícola para arroz em várzea (Santa Maria/Cachoeira do Sul) 110 sc 10.850 5.913 16.500 7.029 18.500 7.549
Terra agrícola para arroz em várzea (Uruguaiana) 110 sc 7.300 3.978 11.000 4.686 12.000 4.897
Terra agrícola para arroz em várzea com água (São Borja/São Gabriel) 110 sc 6.200 3.379 13.500 5.751 14.000 5.713
Terra agrícola para arroz em várzea sem água (São Borja/São Gabriel) 110 sc 5.000 2.725 11.000 4.686 13.000 5.305

Rondônia
Cacoal Região FNP 124
Cerrado (Cerejeiras) 1.500 817 2.500 1.065 3.200 1.306
Cerrado (Vilhena) 1.700 926 2.500 1.065 3.200 1.306
Mata 700 381 1.400 596 1.900 775
Pastagem formada (Cabixi) 0,70 UA 3.000 1.635 6.000 2.556 8.500 3.468
Pastagem formada (Cacoal/Ji-Paraná) 1,10 UA 3.700 2.016 5.000 2.130 7.000 2.856
Pastagem formada (Corumbiara/Chupinguaia) 1,10 UA 4.400 2.398 6.500 2.769 9.000 3.672
Pastagem formada (Rolim de Moura/São Felipe) 1,20 UA 3.900 2.125 5.400 2.301 7.000 2.856
Pastagem formada (Vilhena/Pimenta Bueno) 0,90 UA 4.000 2.180 7.000 2.982 9.000 3.672
Terra agrícola com café (Cacoal) 18 sc benef. 4.500 2.452 5.800 2.471 6.700 2.734
Terra agrícola com café (Ji-Paraná/Ouro Preto) 18 sc benef. 4.700 2.561 5.800 2.471 6.700 2.734
Terra agrícola de soja (Cerejeiras) 45 sc 7.700 4.196 9.600 4.090 13.000 5.305
Terra agrícola de soja (Vilhena) 45 sc 9.200 5.013 11.000 4.686 14.500 5.917
Porto Velho Região FNP 125
Mata 300 163 600 256 950 388
Mata fértil (Ariquemes) 580 316 1.200 511 1.800 734
Pastagem formada (Ariquemes) 1,10 UA 2.500 1.362 5.800 2.471 6.500 2.652
Pastagem formada (Guajará-Mirim) 0,20 UA 1.000 545 2.800 1.193 3.700 1.510
Pastagem formada (Machadinho d'Oeste) 0,90 UA 2.000 1.090 3.400 1.448 4.000 1.632
Pastagem formada (Porto Velho) 0,75 UA 2.400 1.308 3.000 1.278 3.800 1.551
Terra agrícola (Ariquemes) 40 @ 2.500 1.362 5.200 2.215 7.500 3.060
Terra agrícola (Machadinho d'Oeste) 40 @ 3.000 1.635 4.000 1.704 5.000 2.040
Terra agrícola com café (Machadinho d'Oeste) 18 sc benef. 4.700 2.561 5.300 2.258 6.500 2.652

Roraima
Boa Vista Região FNP 132
Campo nativo difícil acesso 530 289 720 307 880 359
Campo nativo fácil acesso 870 474 1.150 490 1.500 612
Terra agrícola com arroz em várzea 90 sc 1.500 817 2.050 873 2.200 898
Terra agrícola de alta produtividade 1.600 872 2.450 1.044 2.500 1.020
Caracaraí Região FNP 131
Mata 420 229 650 277 750 306
Pastagem formada de alto suporte 0,90 UA 1.000 545 1.750 746 1.800 734
Pastagem formada de baixo suporte 0,60 UA 400 218 900 383 800 326
Fonte: Informa Economics FNP, Outubro de 2014

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(Continuação)

Preços de Terras (R$/ha)


2011 2013 2014
Tipo de Terra Padrão Nov-Dez Nov-Dez Set-Out
R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha
Santa Catarina
Chapecó Região FNP 5
Pastagem formada (Caçador) 0,55 UA 8.500 4.632 11.000 4.686 10.500 4.285
Pastagem formada (Chapecó) 0,80 UA 12.000 6.539 15.000 6.390 15.500 6.325
Pastagem formada (São Miguel d'Oeste) 0,65 UA 7.800 4.251 9.000 3.834 9.000 3.672
Pastagem formada (Xanxerê) 0,85 UA 10.000 5.449 12.000 5.112 15.000 6.121
Terra agrícola de alta produtividade de grãos (Caçador) 16.500 8.992 20.000 8.520 18.000 7.345
Terra agrícola de alta produtividade de grãos (Chapecó) 31.500 17.166 36.500 15.550 37.500 15.302
Terra agrícola de alta produtividade de grãos (São Miguel d'Oeste) 28.500 15.531 36.000 15.337 37.500 15.302
Terra agrícola de alta produtividade de grãos (Xanxerê) 29.000 15.803 36.500 15.550 42.500 17.342
Terra agrícola de baixa produtividade de grãos (Caçador) 9.000 4.905 12.000 5.112 10.500 4.285
Terra agrícola de baixa produtividade de grãos (Chapecó) 17.000 9.264 23.000 9.798 22.500 9.181
Terra agrícola de baixa produtividade de grãos (São Miguel d'Oeste) 13.000 7.084 15.500 6.603 15.500 6.325
Terra agrícola de baixa produtividade de grãos (Xanxerê) 15.000 8.174 28.000 11.929 29.000 11.833
Terra agrícola para reflorestamento (Caçador) 5.250 2.861 7.000 2.982 8.500 3.468
Terra agrícola para reflorestamento (Chapecó) 9.500 5.177 12.500 5.325 12.500 5.101
Terra agrícola para reflorestamento (São Miguel d'Oeste) 6.800 3.706 7.000 2.982 7.000 2.856
Terra agrícola para reflorestamento (Xanxerê) 8.000 4.360 10.000 4.260 10.000 4.081
Florianópolis Região FNP 7
Pastagem (Grande Florianópolis) 0,75 UA 6.500 3.542 12.000 5.112 15.000 6.121
Pastagem (Itajaí) 0,85 UA 17.000 9.264 21.000 8.946 21.000 8.569
Pastagem (Tubarão/Araranguá) 0,80 UA 6.500 3.542 8.500 3.621 10.500 4.285
Terra agrícola de grãos (Grande Florianópolis) 15.600 8.501 28.000 11.929 35.500 14.486
Terra agrícola de grãos (Itajaí) 27.000 14.714 38.000 16.189 39.000 15.914
Terra agrícola de grãos (Tubarão/Araranguá) 15.000 8.174 19.000 8.094 20.000 8.161
Terra agrícola de reflorestamento (Araranguá) 8.000 4.360 10.500 4.473 10.500 4.285
Terra em várzea sistematizada (Grande Florianópolis) 130 sc 37.000 20.163 46.000 19.597 51.500 21.015
Terra em várzea sistematizada (Itajaí) 130 sc 43.000 23.433 46.000 19.597 48.000 19.586
Terra em várzea sistematizada (Tubarão/Araranguá) 130 sc 43.000 23.433 40.000 17.041 40.000 16.322
Joinville Região FNP 8
Pastagem (Jaraguá do Sul) 0,50 UA 7.300 3.978 11.000 4.686 15.000 6.121
Pastagem (Rio do Sul) 0,45 UA 7.500 4.087 10.000 4.260 11.500 4.693
Terra agrícola de grãos (Jaraguá do Sul) 18.500 10.081 31.000 13.207 33.000 13.466
Terra agrícola de grãos (Rio do Sul) 15.600 8.501 27.000 11.503 30.000 12.242
Terra agrícola de reflorestamento (Jaraguá do Sul) 5.900 3.215 11.000 4.686 12.500 5.101
Terra agrícola de reflorestamento (Rio do Sul) 5.900 3.215 10.500 4.473 12.000 4.897
Terra em várzea sistematizada (Jaraguá do Sul) 41.500 22.615 48.000 20.449 50.000 20.403
Terra em várzea sistematizada (Rio do Sul) 41.500 22.615 47.000 20.023 49.000 19.994
Lages Região FNP 6
Mata 2.500 1.362 2.700 1.150 4.200 1.714
Pastagem formada (Canoinhas) 0,65 UA 8.500 4.632 10.000 4.260 12.200 4.978
Pastagem nativa (Canoinhas) 0,30 UA 6.000 3.270 7.300 3.110 8.500 3.468
Pastagem nativa (Lages) 0,50 UA 5.200 2.834 7.000 2.982 9.500 3.876
Terra agrícola de alta produtividade de grãos (Canoinhas) 18.000 9.809 22.500 9.585 24.700 10.079
Terra agrícola de alta produtividade de grãos (Lages) 10.000 5.449 14.500 6.177 17.000 6.937
Terra agrícola de baixa produtividade de grãos (Canoinhas) 10.000 5.449 13.000 5.538 14.500 5.917
Terra agrícola de baixa produtividade de grãos (Lages) 6.000 3.270 8.000 3.408 8.500 3.468
Terra agrícola para maçã (São Joaquim) 11.500 6.267 14.000 5.964 12.500 5.101
Terra agrícola para reflorestamento (Canoinhas) 6.200 3.379 8.500 3.621 9.200 3.754
Terra agrícola para reflorestamento (Santa Cecília/Campo Belo do Sul) 4.200 2.289 7.200 3.067 8.500 3.468
Fonte: Informa Economics FNP, Outubro de 2014

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(Continuação)

Preços de Terras (R$/ha)


2011 2013 2014
Tipo de Terra Padrão Nov-Dez Nov-Dez Set-Out
R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha
São Paulo
Araçatuba Região FNP 29
Pastagem formada de alto suporte 1,20 UA 15.000 8.174 17.200 7.328 18.000 7.345
Pastagem formada de baixo suporte 0,70 UA 11.000 5.994 15.200 6.475 16.000 6.529
Terra agrícola com cana-de-açúcar (Araçatuba) 85 ton. 16.000 8.719 18.500 7.881 18.500 7.549
Terra agrícola de alta produtividade de grãos (Birigui/Coroados) 18.250 9.945 21.200 9.032 21.000 8.569
Terra agrícola de baixa produtividade de grãos (Buritama) 13.500 7.357 17.600 7.498 18.000 7.345
Araraquara Região FNP 26
Pastagem formada de alto suporte 1,00 UA 14.700 8.011 16.000 6.816 16.000 6.529
Pastagem formada de baixo suporte 0,60 UA 12.900 7.030 14.000 5.964 14.000 5.713
Terra agrícola com cana-de-açúcar 80 ton. 25.000 13.624 32.500 13.846 31.100 12.690
Terra agrícola com laranja 2,5 cx/pé 24.600 13.406 30.000 12.781 32.000 13.058
Terra agrícola de grãos 24.000 13.079 32.000 13.633 35.000 14.282
Bauru Região FNP 23
Pastagem formada de alto suporte 1,00 UA 12.000 6.539 16.500 7.029 19.000 7.753
Pastagem formada de baixo suporte 0,60 UA 9.000 4.905 10.000 4.260 11.500 4.693
Terra agrícola de alta produtividade com cana-de-açúcar 85 ton. 19.500 10.626 28.000 11.929 30.000 12.242
Terra agrícola de alta produtividade de grãos 19.500 10.626 24.000 10.224 28.500 11.629
Terra agrícola de baixa produtividade com cana-de-açúcar 75 ton. 10.800 5.885 18.500 7.881 21.000 8.569
Terra agrícola de baixa produtividade de grãos 10.800 5.885 16.500 7.029 19.000 7.753
Campinas Região FNP 20
Pastagem formada (Bragança Paulista/Socorro) 1,10 UA 16.500 8.992 19.000 8.094 20.000 8.161
Pastagem formada (Mogi-Mirim Pedreira) 0,70 UA 17.000 9.264 19.000 8.094 19.500 7.957
Terra agrícola com cana-de-açúcar (Paulínia/Nova Odessa) 90 ton. 29.000 15.803 36.000 15.337 37.200 15.179
Terra agrícola com cana-de-açúcar (Sumaré/Indaiatuba) 95 ton. 29.500 16.076 34.500 14.698 31.000 12.650
Terra agrícola com laranja (Artur Nogueira) 2,0 cx/pé 26.500 14.441 31.000 13.207 37.000 15.098
Terra agrícola de fruticultura (Jundiaí) 30.250 16.485 36.000 15.337 40.500 16.526
Itapetininga Região FNP 19
Pastagem formada (Apiaí) 0,50 UA 6.200 3.379 7.600 3.238 7.700 3.142
Pastagem formada (Itapetininga) 1,00 UA 11.500 6.267 14.500 6.177 16.000 6.529
Pastagem formada (Itapeva) 1,00 UA 9.300 5.068 10.500 4.473 14.000 5.713
Pastagem formada (Taquarituba) 1,10 UA 9.200 5.013 14.000 5.964 14.000 5.713
Terra agrícola com reflorestamento (Itapeva) 9.800 5.340 10.000 4.260 12.000 4.897
Terra agrícola de grãos (Itapetininga) 17.000 9.264 23.000 9.798 25.000 10.201
Terra agrícola de grãos (Itapeva) 15.500 8.447 21.500 9.159 25.800 10.528
Terra agrícola de grãos (Taquarituba) 15.200 8.283 23.000 9.798 25.000 10.201
Terra agrícola de tomate (Apiaí) 6.500 3.542 9.500 4.047 12.200 4.978
Marília Região FNP 28
Pastagem formada de alto suporte 1,00 UA 10.500 5.722 14.500 6.177 15.200 6.202
Pastagem formada de baixo suporte 0,60 UA 8.750 4.768 12.500 5.325 13.000 5.305
Terra agrícola com café (Marília/Garça) 20 sc benef. 13.850 7.547 17.000 7.242 15.500 6.325
Terra agrícola de cana-de-açúcar 13.500 7.357 19.500 8.307 19.500 7.957
Terra agrícola de grãos 11.000 5.994 16.000 6.816 16.000 6.529
Ourinhos Região FNP 22
Pastagem formada (Ourinhos) 0,70 UA 12.000 6.539 13.500 5.751 14.500 5.917
Pastagem formada em terras mistas (Assis) 1,10 UA 13.000 7.084 15.000 6.390 15.500 6.325
Terra agrícola com cana-de-açúcar (Assis) 85 ton. 20.000 10.899 25.000 10.650 26.500 10.813
Terra agrícola com cana-de-açúcar (Ourinhos) 80 ton. 17.800 9.700 24.000 10.224 25.500 10.405
Terra agrícola de grãos (Assis) 19.500 10.626 25.000 10.650 26.500 10.813
Terra agrícola de grãos (Ourinhos) 17.800 9.700 24.000 10.224 25.500 10.405
Fonte: Informa Economics FNP, Outubro de 2014

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(Continuação)

Preços de Terras (R$/ha)


2011 2013 2014
Tipo de Terra Padrão Nov-Dez Nov-Dez Set-Out
R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha
São Paulo
Piracicaba Região FNP 24
Pastagem formada de alto suporte 1,10 UA 18.500 10.081 26.000 11.077 27.000 11.017
Pastagem formada de baixo suporte 0,70 UA 14.000 7.629 22.500 9.585 21.500 8.773
Terra agrícola de alta produtividade com cana-de-açúcar 90 ton. 36.800 20.054 42.000 17.893 41.500 16.934
Terra agrícola de baixa produtividade com cana-de-açúcar 80 ton. 21.000 11.444 35.000 14.911 35.000 14.282
Pirassununga Região FNP 27
Pastagem formada de alto suporte 1,10 UA 16.500 8.992 19.500 8.307 18.500 7.549
Pastagem formada de baixo suporte 0,70 UA 14.000 7.629 17.500 7.455 16.500 6.733
Terra agrícola com café (Espírito Santo do Pinhal) 22 sc benef. 23.000 12.534 28.000 11.929 28.000 11.425
Terra agrícola com cana-de-açúcar 85 ton. 29.500 16.076 30.000 12.781 30.000 12.242
Terra agrícola com laranja 2,5 cx/pé 26.000 14.169 28.000 11.929 29.000 11.833
Terra agrícola de alta produtividade de grãos (Casa Branca) 23.000 12.534 30.000 12.781 32.000 13.058
Presidente Prudente Região FNP 25
Pastagem formada de alto suporte 1,10 UA 10.000 5.449 13.500 5.751 14.800 6.039
Pastagem formada de baixo suporte 0,60 UA 7.500 4.087 12.000 5.112 13.200 5.386
Terra agrícola de alta produtividade de grãos 12.500 6.812 19.500 8.307 20.500 8.365
Terra agrícola de baixa produtividade com cana-de-açúcar 80 ton 13.200 7.193 15.000 6.390 14.500 5.917
Terra agrícola de baixa produtividade de grãos 9.000 4.905 15.000 6.390 17.000 6.937
Ribeirão Preto Região FNP 31
Pastagem formada de alto suporte 1,30 UA 14.700 8.011 21.300 9.074 24.000 9.793
Pastagem formada de baixo suporte 0,80 UA 10.500 5.722 18.500 7.881 19.500 7.957
Terra agrícola com café (Franca) 24 sc benef. 23.000 12.534 27.500 11.716 27.000 11.017
Terra agrícola com cana-de-açúcar (Bebedouro/Barretos) 95 ton. 25.000 13.624 30.000 12.781 30.000 12.242
Terra agrícola com cana-de-açúcar (Ribeirão Preto/Sertãozinho) 100 ton. 27.300 14.877 36.000 15.337 39.500 16.118
Terra agrícola com cana-de-açúcar (Serrana/Cravinhos) 90 ton. 26.000 14.169 32.500 13.846 35.000 14.282
Terra agrícola com laranja (Bebedouro) 3,0 cx/pé 23.000 12.534 26.000 11.077 28.500 11.629
Terra agrícola de grãos (Batatais/Itupeva) 23.000 12.534 26.300 11.204 27.500 11.221
Terra agrícola de grãos (Guaíra) 23.000 12.534 29.200 12.440 33.000 13.466
São José do Rio Preto Região FNP 30
Pastagem formada de alto suporte 1,10 UA 16.000 8.719 20.000 8.520 21.000 8.569
Pastagem formada de baixo suporte 0,70 UA 13.000 7.084 17.000 7.242 18.500 7.549
Terra agrícola com cana-de-açúcar (Catanduva) 95 ton. 21.000 11.444 25.000 10.650 29.000 11.833
Terra agrícola com cana-de-açúcar (São José do Rio Preto) 85 ton. 19.500 10.626 26.000 11.077 29.000 11.833
Terra agrícola com laranja (Catanduva) 2,5 cx/pé 21.000 11.444 24.000 10.224 25.500 10.405
Terra agrícola com laranja (São José do Rio Preto) 2,5 cx/pé 20.600 11.226 24.000 10.224 25.500 10.405
Terra agrícola de alta produtividade de grãos (Votuporanga) 17.000 9.264 23.000 9.798 23.500 9.589
Terra agrícola irrigada com fruticultura (Jales) 16.000 8.719 23.000 9.798 23.000 9.385
Vale do Paraíba Região FNP 18
Pastagem formada de alto suporte 0,90 UA 11.500 6.267 14.000 5.964 19.000 7.753
Pastagem formada de baixo suporte 0,60 UA 6.700 3.651 9.500 4.047 11.500 4.693
Pastagem nativa de morro 0,40 UA 5.000 2.725 5.000 2.130 5.700 2.326
Pastagem nativa em várzea 1,00 UA 7.000 3.815 12.500 5.325 17.000 6.937
Terra agrícola em várzea sistematizada 16.500 8.992 23.000 9.798 29.000 11.833
Vale do Ribeira Região FNP 21
Pastagem formada de morro 0,90 UA 3.000 1.635 3.500 1.491 3.600 1.469
Pastagem formada em várzea (Eldorado/Sete barras) 1,30 UA 4.300 2.343 5.000 2.130 4.800 1.959
Terra agrícola com banana (margem do Ribeira) 17.000 9.264 18.200 7.754 18.500 7.549
Terra agrícola com banana (outras áreas) 6.200 3.379 8.500 3.621 9.700 3.958
Fonte: Informa Economics FNP, Outubro de 2014

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Análise do Mercado de Terras
RELATÓRIO BIMESTRAL – N.º 61 – SETEMBRO/OUTUBRO 2014

(Continuação)

Preços de Terras (R$/ha)


2011 2013 2014
Tipo de Terra Padrão Nov-Dez Nov-Dez Set-Out
R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha R$/ha US$/ha
Sergipe
Agreste Sergipano Região FNP 88
Pastagem formada de alto suporte (agreste úmido sul) 0,90 UA 6.000 3.270 9.000 3.834 9.200 3.754
Pastagem formada de baixo suporte (agreste seco norte) 0,60 UA 4.000 2.180 6.000 2.556 6.500 2.652
Terra agrícola de alta produtividade com laranja (Boquim/Umbaúba) 1,5 cx/pé 12.300 6.703 11.000 4.686 11.000 4.489
Terra agrícola de alta produtividade de mandioca (agreste úmido Sul) 5.000 2.725 8.000 3.408 9.500 3.876
Terra agrícola de baixa produtividade com laranja (Boquim/Umbaúba) 1,0 cx/pé 9.000 4.905 8.500 3.621 8.800 3.591
Terra agrícola de baixa produtividade de mandioca (agreste seco norte) 4.000 2.180 6.500 2.769 7.000 2.856
Sertão Sergipano Região FNP 89
Caatinga 600 327 1.500 639 2.500 1.020
Pastagem formada de alto suporte (sertão úmido leste) 0,80 UA 4.800 2.616 8.700 3.706 8.500 3.468
Pastagem formada de baixo suporte (sertão seco oeste) 0,55 UA 1.200 654 3.300 1.406 4.500 1.836
Terra agrícola de alta produtividade de mandioca (sertão úmido leste) 5.700 3.106 10.500 4.473 11.000 4.489
Terra agrícola de baixa produtividade de mandioca (sertão seco oeste) 1.500 817 4.000 1.704 5.900 2.407
Zona da Mata Sergipana Região FNP 87
Pastagem formada de alto suporte (zona da mata central e norte) 1,00 UA 5.400 2.943 9.500 4.047 10.500 4.285
Pastagem formada de baixo suporte (zona da mata sul) 0,65 UA 3.200 1.744 7.400 3.153 7.800 3.183
Terra agrícola com cana-de-açúcar (zona da mata central e norte) 65 ton. 9.000 4.905 12.000 5.112 12.000 4.897
Terra agrícola de alta produtividade com coco (zona da mata sul) 60 unid./pé 3.300 1.798 8.600 3.664 10.200 4.162
Terra agrícola de baixa produtividade com coco (zona da mata sul) 40 unid./pé 1.700 926 5.200 2.215 7.500 3.060
Terra agrícola de baixa produtividade de mandioca (zona da mata sul) 4.700 2.561 6.500 2.769 9.000 3.672
Terra de arroz em várzea sistematizada (Rio São Franscisco) 100 sc 9.800 5.340 14.500 6.177 15.000 6.121

Tocantins
Araguaína Região FNP 78
Cerrado 1.150 627 1.650 703 2.000 816
Mata de babaçu 1.100 599 1.600 682 1.800 734
Pastagem formada de alto suporte com juquira 1,00 UA 2.000 1.090 3.600 1.534 4.000 1.632
Pastagem formada de alto suporte sem juquira 1,30 UA 2.900 1.580 5.300 2.258 5.600 2.285
Pastagem formada de baixo suporte com juquira 1,00 UA 930 507 1.850 788 2.500 1.020
Pastagem formada de baixo suporte sem juquira 0,70 UA 1.650 899 3.050 1.299 3.100 1.265
Terra agrícola de soja (Campos Lindos) 6.500 3.542 12.100 5.155 13.000 5.305
Gurupi Região FNP 76
Cerrado (Dianápolis) 2.150 1.172 2.150 916 1.700 694
Cerrado forte (mata) 970 529 1.650 703 2.500 1.020
Cerrado fraco 750 409 930 396 1.300 530
Pastagem formada de alto suporte 0,90 UA 3.850 2.098 3.900 1.661 6.000 2.448
Pastagem formada de baixo suporte 0,60 UA 2.750 1.499 3.100 1.321 4.000 1.632
Pastagem nativa em várzea 0,10 UA 1.750 954 2.900 1.235 4.000 1.632
Terra agrícola de soja (Dianápolis) 50 sc 7.600 4.142 14.500 6.177 13.500 5.509
Terra agrícola de soja (Gurupi/Taguatinga) 35 sc 5.400 2.943 9.300 3.962 9.000 3.672
Terra agrícola em várzea sistematizada 100 sc 8.000 4.360 13.500 5.751 14.000 5.713
Palmas Região FNP 77
Cerrado (jalapão) 330 180 500 213 740 302
Cerrado (próximo a Belém-Brasília a leste) 700 381 1.350 575 2.000 816
Cerrado Pesado (próximo a Belém-Brasília a oeste) 1.350 736 1.750 746 2.400 979
Pastagem formada de alto suporte 0,90 UA 3.100 1.689 3.500 1.491 4.400 1.795
Pastagem formada de baixo suporte 0,60 UA 2.400 1.308 2.500 1.065 2.900 1.183
Terra agrícola de alta produtividade de soja (Pedro Afonso) 50 sc 7.000 3.815 9.900 4.218 12.000 4.897
Terra agrícola de baixa produtividade de soja (Pedro Afonso) 35 sc 3.700 2.016 5.600 2.386 8.000 3.264
Terra agrícola de soja (Porto Nacional) 50 sc 5.400 2.943 9.100 3.877 11.000 4.489
Fonte: Informa Economics FNP, Outubro de 2014

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Anexo - II - Índice de Inflação


Para a análise dos dados utilizamos como medida de inflação o Índice Geral de Preços
Disponibilidade Interna (IGP-DI). Ele é calculado pela Fundação Getúlio Vargas entre
o primeiro e o último dia do mês e sua divulgação ocorre por volta do dia 10 do mês
seguinte. Este índice mede os preços que afetam diretamente a atividade econômi-
ca do País, excluída as exportações. É composto pela média ponderada do Índice de
Preços ao Consumidor (IPC), Índice de Preços no Atacado (IPA) e do Índice de Nacion-
al de Custo da Construção, calculados para o respectivo período.

Anexo II – Histórico do Índice Geral de Preços - Disponibilidade Interna (IGP-DI), em %

Ano
Mês
2011 2012 2013 2014

Janeiro 0,98% 0,30% 0,31% 0,40%


Fevereiro 0,96% 0,07% 0,20% 0,85%
Março 0,61% 0,56% 0,31% 1,48%
Abril 0,50% 1,02% -0,06% 0,45%
Maio 0,01% 0,91% 0,32% -0,45%
Junho -0,13% 0,69% 0,76% -0,63%
Julho -0,05% 1,52% 0,14% -0,55%
Agosto 0,61% 1,29% 0,46% 0,06%
Setembro 0,75% 0,88% 1,36% 0,02%
Outubro 0,40% -0,31% 0,63% 0,59%
Novembro 0,43% 0,25% 0,28%
Dezembro -0,16% 0,66% 0,69%

Acumulado ao ano 5,00% 8,11% 5,53% 2,22%

Acumulado nos últimos 12 meses: 3,22%


Acumulado nos últimos 36 meses: 16,94%
Fonte: FGV/Agência Estado, Out. de 2014

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Anexo - III - Metodologia


O levantamento sistemático de preços de terras no Brasil é resultado do trabalho de
pesquisa e acompanhamento de mercado realizado pela equipe de consultores da Infor-
ma Economics-FNP, com o apoio de informações de mais de 600 colaboradores, dentre
os quais estão peritos, engenheiros agrônomos ligados à instituições bancárias, feder-
ações e secretarias de agricultura, produtores rurais e imobiliárias especializadas. O tra-
balho de pesquisa teve início em 2001, quando foram definidos os princípios metodológi-
cos que possibilitam avaliar com a precisão requerida, a enorme diversidade de tipos de
terra que compõem o cenário do mercado de terras nacional. A área de abrangência da
pesquisa é composta por todo território nacional, excluindo-se as áreas reconhecida-
mente urbanizadas como Grande São Paulo e Grande Rio de Janeiro, onde em muitas
ocasiões os preços de terras são excessivamente distorcidos pela especulação imobiliária.
Neste sentido, a Informa Economics FNP optou por dividir o país em 133 regiões homogêneas,
tendo como base cidades polo para a compra de insumos ou comercialização da produção, per-
fil de uso do solo e clima. O Estado do São Paulo, por exemplo, foi dividido em 14 regiões: Araça-
tuba, Araraquara, Bauru, Campinas, Itapetininga, Marília, Ourinhos, Piracicaba, Pirassununga,
Ribeirão Preto, Presidente Prudente, São José do Rio Preto, Vale do Paraíba e Vale do Ribeira. O
mapa completo do Brasil, dividido em 133 regiões, pode ser conferido na figura ao lado.
Cada uma das 133 regiões foi avaliada individualmente, sendo identificados os principais
tipos de terras presentes em cada uma delas, de acordo com as características básicas já
mencionadas, como tipo de solo, distância da cidade polo, uso do solo e clima, além de out-
ras mais específicas, como nível de intensidade da exploração agropecuária, possibilidade
de mecanização, proximidade a rios, relevo, vegetação atual ou anterior, pluviosidade média
e ainda outras que perfazem a formação do preço da terra naquela região. Na região do
Vale do Paraíba (São Paulo), por exemplo, são pesquisados os preços para 5 tipos de terras:
Pastagem formada de alto suporte, Pastagem formada de baixo suporte, Pastagem nativa
de morro, Pastagem
nativa em várzea e Ter-
ra agrícola em várzea
sistematizada. Desta-
ca-se que estes tipos de
terra se referem-se ao
perfil de uso predomi-
nante na propriedade.
É importante desta-
car, que as citações
de áreas de pastagem
referem-se a pro-
priedades com pre-
dominância na ocu-
pação da terra com
Regiões FNP
pastagens, mas isso Fonte: Informa Economics FNP
não quer dizer que
todos os hectares da

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propriedade sejam destinados para esse fim. O mesmo acontece quando o estudo
se refere à terras agrícolas com cana-de-açúcar. São propriedades onde existem mais
hectares ocupados com canaviais, e assim sucessivamente para os demais tipos de
terra. Por exemplo, se numa área de 1000 ha, 70% da área disponível (descontando o
percentual destinado a formação da reserva legal do imóvel) for ocupada com culti-
vos agrícolas e o restante for área de pastagem, o estudo considerará que se trata de
uma propriedade tipicamente agrícola.
Assim, mais de 1.000 tipos de terra foram identificados e tem o preço acompanha-
do bimestralmente, tendo como base os períodos de janeiro/fevereiro, março/abril,
maio/junho, julho/agosto, setembro/outubro e novembro/dezembro de cada ano.
O preço de cada tipo de terra é pesquisado quanto ao valor mínimo e máximo prati-
cado na região, sendo publicado o valor mais frequente praticado (valor baseado na
área total dos imóveis e não somente na área útil). Os preços se referem a opinião
dos especialistas consultados. Quando possível, também são utilizados parâmetros
de negócios efetivamente realizados, mencionados pelos colaboradores. Em todos
os casos são preços à vista. Com pagamentos em parcelas, os valores são trazidos a
valor presente (preço à vista), utilizando como referência a CDI (Certificado de De-
pósito Interbancário) vigente no mês de publicação do trabalho. O objetivo é obter
um parâmetro de preços atuais e observar as tendências de valorização ou desvalo-
rização da terra em cada uma das áreas pesquisadas. Todos os tipos de terras são co-
tados na unidade de medida de área utilizada na região (reais por alqueire, reais por
tarefa etc.), e publicados em R$/ha (reais por hectare).
Os dados são armazenados em um banco de dados próprio, a partir do qual são feit-
as análises que permitem a equipe, verificar o comportamento nacional e regional de
preços, possibilitando a descrição de tendências e cenários futuros do mercado de
terras. Assim, a partir de informações ordenadas e analisadas periodicamente é pos-
sível que a equipe possa confrontar os dados de pesquisa obtidos com as realidades
particulares de cada região do país, adicionando conteúdo e revelando o comporta-
mento e as tendências do mercado de terras nacional, compilados neste relatório.
No relatório bimestral constam análises e tabelas do mercado nacional de terras (Norte, Sul,
Sudeste, etc.), estadual e por tipo de uso do solo. Então, os dados são comparados em dois
períodos distintos: 36 e 12 meses (chamados de longo e curto prazo). Depois, avaliam-se as
maiores valorizações e desvalorizações para os dois períodos, tanto em termos relativos (%),
como em termos absolutos (R$/ha). No Anexo I consta a tabela completa com as cotações
atualizadas do último bimestre disponível, em reais e em dólar, bem como os valores de co-
tações de terras dos bimestres anteriores a 36 e 12 meses. Estas informações visam possibili-
tar ao leitor a verificação dos resultados demonstrados, bem como permite concluir qualquer
outra informação relevante para uma análise particular. Para conversão do valor bimestral de
reais para dólar, utiliza-se a média em dólar do mês par do bimestre correspondente.
Os gráficos com a evolução dos preços de terras por Estado, apresentam os valores
nominais e os valores deflacionados pelo IGP-DI, da Fundação Getúlio Vargas, tomando
por referência o último índice disponível do mês, ao mês da publicação do relatório.
Exemplo: Relatório do Bimestre Maio/Junho de 2013, publicado no início de Julho de
2013, utiliza-se o IGP do mês de Junho de 2013 para a atualização dos dados.

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