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Escola Técnica de Saúde

Quadra 2, Conjunto A, Lote 16 – Gama – DF – (61) 3384-2573


Reconhecimento: Portaria nº 082 de 01/09/94 – SEDF
Autorização: Portaria nº 513 de 20/11/17 – SEDF

APOSTILA DE PORTUGUÊS - I

A Linguagem e os processos de Comunicação.

Elementos da comunicação

A realização da comunicação depende de seis fatores principais.

 EMISSOR (ou locutor) – quem fala ou transmite a mensagem a alguém.

 RECEPTOR ( ou interlocutor) – quem recebe a mensagem comunicada pelo emissor.

 MENSAGEM – a informação ou o texto transmitido pelo emissor.

 CÓDIGO – o sistema de sinais que permite a compreensão da mensagem.

 CANAL – o meio empregado para o envio da mensagem.

 REFERENTE – o contexto ou o assunto da mensagem.

1. Na situação a seguir, registre os elementos básicos da comunicação.

Emissor - _________________________________
Receptor - _______________________________
Mensagem - __________________________________________________________________
___________________________________________________________________________

Código - ___________________________________
Canal - ____________________________________
Referente - __________________________________________________________________

2. Numa situação comunicativa, ocorrem, às vezes, problemas de compreensão que podem chegar a
produzir efeito de humor.
Estabeleça uma relação entre essa afirmativa e as situações verificadas nas tirinhas a seguir

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Funções da Linguagem

Em todo processo de comunicação, a linguagem é expressa de acordo com a função que se


deseja enfatizar. No momento em que se estabelece uma comunicação verbal, um dos fatores
essenciais vistos acima acaba prevalecendo e determinando uma das funções da linguagem.

Há seis funções da linguagem: emotiva, referencial, apelativa, fática, metalinguística e


poética.

 Função emotiva ou expressiva – o emissor procura expressar seu mundo emocional


(marcado
pela 1ª pessoa).

SAMBA EM PRELÚDIO
Eu sem você
Não tenho porquê
Porque sem você
Não sei nem chorar...
Vinícius de Moraes

 Função referencial ou denotativa – essa função ocorre quando o destaque na


comunicação é o
referente.

Segunda-feira, dia 20 de agosto, não haverá aula.


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 Função apelativa ou conativa - o objetivo da transmissão é persuadir o receptor ( uso de


verbos
no imperativo)

COMPRE BATOM, COMPRE BATOM!!

 Função fática – a intenção é estabelecer contato.

Olá!, Bom dia!, Como vai?

 Função metalinguística – tem como fator essencial o código. O objetivo da mensagem é


referir se à própria linguagem.
Curitiba: o nome da capital do Paraná vem de CURI(pinheiro) e TYBA
(muito, grande quantidade). Curitiba, portanto, significa originariamente
“lugar onde há muitos pinheiros”.

 Função poética – ocorre quando se enfatiza a mensagem ou o texto, quando é trabalhada a


própria forma da linguagem.

Isto
“Dizem que eu finjo ou minto
Tudo o que escrevo. Não.
Eu simplesmente sinto
Com a imaginação. [...]
Fernando Pessoa

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Texto: Aí, Galera

“Jogadores de futebol podem ser vítimas de


estereotipação. Por exemplo, você pode imaginar um
jogador de futebol dizendo ‘estereotipação’? E, no
entanto, por que não?
_Aí, campeão. Uma palavrinha pra galera.
_Minha saudação aos aficionados do clube e aos demais
esportistas, aqui presentes ou no recesso de seus lares.
_Como é?
_Aí, galera.
_Quais são as instruções do técnico?
_Nosso treinador vaticinou que, com um trabalho de contenção
coordenada, com energia otimizada, na zona de preparação,
aumentam as probabilidades de, recuperado o esférico,
concatenarmos um contragolpe agudo, com parcimônia de
meios e extrema objetividade, valendo-nos na desestruturação
momentânea do sistema oposto, surpreendido pela reversão
inesperada do fluxo da ação.
_Ahn?
_É pra dividir no meio e ir pra cima pra pega eles sem calça.
_Certo. Você quis dizer mais alguma coisa?
_Posso dirigir uma mensagem de caráter sentimental, algo banal,
talvez mesmo previsível e piegas, a uma pessoa à qual sou ligado
por razões, inclusive, genéticas?
_Pode.
_Uma saudação para a minha progenitora.
_Como é?
_Alô, mamãe!
_Estou vendo que você é um, um...
_Um jogador que confunde o entrevistador, pois
sabota a não corresponde à expectativa de que o atleta seja um
ser algo primitivo com dificuldade de expressão e assim
sabota a estereotipação?
_Estereoquê?
estereotipação? _Um chato?
_Isso.”

Luis Fernando Veríssimo.

A primeira gramática da língua portuguesa foi publicada em Portugal, no ano de 1536.


Reflexo do momento histórico - a Europa vivia o auge do movimento renascentista -, apresentava
um conceito clássico de gramática: “a arte de falar e escrever corretamente”. Em outras palavras: só
falava e escrevia bem quem seguisse o padrão imposto pela gramática normativa, o chamado nível

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ou padrão formal culto. Quem fugisse desse padrão incorria em erro, não importando o que, para
quem e para que se estava falando. Qualquer que fosse o interlocutor, o assunto, a situação, a
intenção do falante, era o padrão formal culto que deveria ser seguido.
Hoje, entende-se que o uso que cada indivíduo faz da língua depende de várias
circunstâncias: do que vai ser falado e de que forma, do contexto, do nível social e cultural de quem
fala e de para quem se está falando. Isso significa que a linguagem do texto deve ser adequada à
situação, ao interlocutor e a intencionalidade do falante.
Voltemos ao texto acima (Aí, galera). As falas do jogador de futebol são inadequadas ao
contexto: a seleção vocabular, a combinação das palavras, a estrutura sintática e a frase extensa
(releia, por exemplo, a terceira resposta do jogador, num único longo período) fogem da situação a
que a fala está relacionada, ou seja, uma entrevista dada ainda no campo de jogo durante um
programa esportivo. E o mais curioso é que o jogador tem nítida consciência de qual é a função da
linguagem e de qual é o seu papel como falante, tanto que, ante a surpresa do entrevistador, passa
do padrão formal culto para o padrão coloquial, mais adequado àquela situação:
“_Uma saudação para a minha progenitora.”
Tradução, em linguagem coloquial: “_Alô, mamãe!”

Mamãe
Progenitora

Assim, podemos reconhecer em uma mesma comunidade que utiliza um único código – a língua
portuguesa, por exemplo – vários níveis e formas de expressão.

Atividades

1. Leia o texto para responder à questão.

Prevenção contra assaltos

“Como os assaltos crescem dia a dia, não podendo


contê-los, a PM, sabiamente, dá conselhos aos cidadãos
para serem menos assaltados:

1) Não demonstre que carrega dinheiro;


2) Jamais deixe objetos à vista, dentro do carro;
3) Levante todos os vidros, mesmo em movimento;
4) Não deixe documentos no veículo.
(...)”
Nesse fragmento, a função da linguagem predominante é:
Fernandes, Millôr. Prevenção contra assaltos

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a) fática
b) emotiva
c) conativa
d) referencial
e) metalinguística
2. Assinale a opção que apresenta a função da linguagem predominante nos fragmentos a seguir:

(I) ( II )

Maria Rosa quase que aceitava, de uma vez, Sentavam-se no que é de graça: banco de
para resolver a situação, tal o embaraço em que praça pública.
se achavam. Estiveram um momento calados. __ E ali acomodados, nada os distinguia do
__ Gosta de versos? resto do nada. Para a grande glória de Deus.
__ Gosto... Ele: __ Pois é.
__ Ah... Ela: __ Pois é o quê?
Pousou os olhos numa oleografia. Ele: __ Eu só disse “pois é”!
__ É brinde de farmácia? Ela: __ Mas “pois é” o quê?
É. Ele: __ Melhor mudar de conversa porque você
__ Bonita... não me entende.
__ Acha? Ela: __ Entender o quê?
__ Acho... Boa reprodução... Ele: __ Santa Virgem, Macabéa, vamos mudar de
assunto e já.
Orígenes Lessa. O feijão e o sonho.
Clarice Lispector. A hora da estrela.

a) Poética
b) Referencial
c) Fática
d) Emotiva
e) Apelativa

Padrão Formal Culto e Padrão Coloquial

De maneira geral, podemos distinguir o padrão coloquial do padrão formal culto.

Padrão Formal Culto – é a modalidade de linguagem que deve ser utilizada em situações
que exigem maior formalidade , sempre tendo em conta o contexto e o interlocutor.
Caracteriza-se pela seleção e combinação das palavras, pela adequação a um conjunto de
normas, entre elas, a concordância, a regência, a pontuação, o emprego correto das palavras

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quanto ao significado, a organização das orações e dos períodos, as relações entre termos,
orações, períodos e parágrafos.

Padrão Coloquial – faz referência à utilização da linguagem em contextos informais,


íntimos e familiares, que permitem maior liberdade de expressão. Esse padrão mais
informal também é encontrado em propagandas, programas de televisão ou de rádio, etc.

Análise e Interpretação de Textos

Redação: é o ato de escrever corretamente e bem, com coesão e lógica.


Aspectos:
do emprego dos elementos na frase;
da observação semântica no contexto;
 da aplicação gramatical no período.

A redação tem que ter:


- sentido completo;
-verbo;
-princípio ( introdução), meio( desenvolvimento) e fim( conclusão).

 Um conjunto de linhas escritas de forma coesa e coerente = um parágrafo redacional;


 Um conjunto de parágrafos ordenados texto redacional.

Segundo Othon Marques Garcia, o “ parágrafo é uma unidade de composição


constituída por um, ou mais de um período, em que se desenvolve determinada idéia
central, ou nuclear, a que se agregam outras, secundárias, internamente relacionadas pelo
sentido e logicamente decorrentes dela.”

Título(Quando exigido pela Banca):

 é uma referência vaga do assunto;


é uma expressão mais curta que o tema;
na maioria das vezes, não contém verbo.

Tema:
 é uma afirmação com início, meio e fim sobre determinado assunto, onde se percebe
tomada de posição;
é um período(simples ou composto);
Tema=período=frase

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Frase declaração com sentido completo


Oração declaração com verbo

Elaboração de parágrafos:

A unidade de composição do texto o parágrafo

Idéia-núcleo/frase-núcleo/ tópico-frasal/ tema=parágrafo-padrão

Parágrafo-fragmento discursivo que contempla uma unidade de idéia no desdobramento


temático observe: quando as frases se agrupam e se ordenam, logicamente, para uma
mensagem mais ou menos ampla, dizemos que elas formam um parágrafo. E esse parágrafo
gira em torno de uma idéia-núcleo /tópico-frasal/frase-núcleo, formando o parágrafo-
padrão.

Gêneros e Tipos textuais


Ao depararmos com um texto que se inicia com “Querido Fulano, escrevo...”, sabemos que
se trata de um bilhete ou de uma carta de caráter pessoal. Se o texto se iniciar com “Prezados
Senhores, venho por meio...”, sabemos que se trata de uma correspondência formal. Se você colocar
na situação de remetente, saberá como iniciar a carta, porque todos nós temos um modelo de carta
na mente; isso é tão marcante que uma pessoa não alfabetizada tem interiorizado esse modelo e, se
tiver de ditar uma carta para que o outro escreva, saberá o que precisa ser dito e como deve ser dito.
O filme Central do Brasil, em que uma professora aposentada vive de escrever cartas ditadas por
pessoas não alfabetizadas, exemplifica muito bem essa situação.
Da mesma forma, se depararmos com um texto que se inicia com “Alô? quem fala?”,
sabemos que se trata de uma conversa telefônica. O mesmo ocorre ao lermos uma bula de remédio,
as instruções de uso de um produto qualquer, um horóscopo, um cardápio de restaurante, etc.
Como já vimos, os textos desempenham papel fundamental em nossa vida social, já que
estamos nos comunicando o tempo todo. No processo comunicativo, os textos têm função e cada
esfera de utilização de língua, cada campo de atividade, elabora determinados tipos de textos que
são estáveis, ou seja, se repetem tanto no assunto, como na função, no estilo, na forma. É isso que
nos permite reconheceram texto como carta, ou bula de remédio, ou poesia, ou notícia jornalística,
por exemplo.
O que é falado, a maneira como é falado e a forma que é dada ao texto são características
diretamente ligadas ao gênero. Como as situações de comunicação em nossa vida social são
inúmeras, inúmeros são os gêneros textuais: bilhete, carta pessoal, carta comercial, telefonema,
notícia jornalística, editorial de jornais e revistas, horóscopo, receita culinária, texto didático, ata de
reunião, cardápio, palestra, resenha crítica, bula de remédio, instruções de uso, e-mail, aula
expositiva, piada, romance, conto, crônica, poesia, verbete de enciclopédias e dicionários, etc.
Identificar o gênero textual é um dos primeiros passos para uma competente leitura de
texto. Pense numa situação bem corriqueira: um colega se aproxima e começa a contar algo que, em
determinado momento, passa a soar esquisito, até que um dos ouvintes indaga “è piada ou você está

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falando sério?”. Observe que o interlocutor quer confirmar o gênero textual, uma vez que,
dependendo do gênero, temos um ou outro entendimento.

Tipos Textuais

Os textos, independentemente do gênero a que pertencem, se constituem de seqüências com


determinadas características lingüísticas, como classe gramatical predominante, estrutura sintática,
predomínio de determinados tempos e modos verbais, relações lógicas. Assim, dependendo dessas
características, temos os diferentes tipos textuais.
Como já vimos, os gêneros textuais são inúmeros, dependendo da função de cada texto e
das diferentes situações comunicacionais. O mesmo não acontece com os tipos textuais, que são
poucos:

Texto narrativo: Narrar é discorrer dos fatos. É contar. Consiste na elaboração de um texto
que relate episódios, acontecimentos.
“O fiscal da alfândega não podia entender por que aquela velhinha viajava tanto. A cada dois dias,
vinha ela pilotando uma motocicleta e ultrapassava a fronteira. Fora interceptada inúmeras vezes,
fiscalizada e nada. O fiscal alfandegário não se conformou com aquilo.
_Que traz a senhora aí?
_Nada não, senhor!
A cena que se repetia com tanta freqüência intrigava o pobre homem.
Não se conteve:
_Não é por nada, não; me faz um favor, dona: Não vou lhe multar, nem nada; é só por curiosidade, a
senhora está contrabandeando o quê?
_Seu fiscal, o senhor já desmontou a moto e nada achou, que quer mais?
_Só pra saber, dona!
_Ta bem, eu conto: o contrabando é a moto, moço!”

Texto Descritivo: Descrever é traduzir com palavras aquilo que se viu e observou. É a
representação, por meio das palavras, de um objeto ou imagem.
“O céu era verde sobre o gramado,
a água era dourada sob as pontes,
outros elementos eram azuis, róseos, alaranjados”
Carlos Drummond de Andrade

Texto dissertativo: Dissertar é tratar com desenvolvimento um ponto doutrinário, um tema


abstrato, um assunto genérico. Ou seja, Dissertar é expor idéias em torno de um problema qualquer.

“Os meios de comunicação de massa devem alterar, nas próximas duas ou três décadas, uma boa
parte da fisionomia do mundo civilizado e das relações entre os homens e povos. A educação.

ORTOGRAFIA

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REGRA GERAL
Palavras derivadas mantêm, na medida do possível, as características de grafia da palavra
primitiva:

Primitiva Derivadas
cruz cruzamento, cruzar, cruzeiro
falso falsidade, falsificar, falsário
jeito ajeitar, rejeitar, enjeitado

EMPREGO DO “S” E “Z”


Na hora de dúvidas entre o emprego de s e z, considere as seguintes regras:
– Palavra derivada mantém a grafia da primitiva:
ânSia  anSioso LuíS  LuiSinho
deZ  deZessete

– Substantivos abstratos em –EZ, -EZA:


a sensatez a surdez a polidez
a beleza a realeza a gentileza
Observação: são sempre femininos.
– Adjetivos gentílicos em –ÊS, -ESA:
o francês  a francesa o montês  a montês (esa)
o marquês  a marquesa
Observação: flexionam-se e são masculinos os terminados em –ês.
– Sufixos femininos em –ISA, -ESA, -ESSA:
Profeta  profetisa duque  duquesa
Conde  condessa

– Verbos em –(IS) AR e IZAR:


-(IS) AR: derivados de primitiva com S.
liSo  aliSar biS  biSar

-IZAR: derivados de primitiva sem S.


desliZe  desliZar concreto  concretiZar

Exceções:
catequeSe  catequIZAR batiSmo  batiZAR

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cristianiSmo  cristianIZAR traumatiSmo  traumatIZAR

Formação do Diminutivo:
-s (na última sílaba do radical) + inho
- (sem S) + Zinho
país = paisinho pai = paizinho
lápis = lapisinho mãe = mãezinha

Exercício

1. Complete com S ou Z:
an____ioso Lui____inho fu____ível macie____ qui____emos
fu____il gui____ado desli____ar catali____ar anali____ar
desli____e extrava____ar chine____inho sinteti____ar aneste____iar
mão____inha bali____a va____ar marqui____e fi____emos
la____anha ala____ão atri____ mai____ena despre____o
ali____ar gosto____o pre____ado anarqui____ar surde____

EMPREGO DO “X” E DO “CH”


Tome como base o seguinte: deve-se empregar CH como norma geral (termos cultos, científicos
etc.) e X nos seguintes casos:
– Após ditongos:
ameixa caixa peixe paixão

Exceção: o termo científico “caucho” (planta)


– Após a sílaba inicial “en-”:
enxada enxofre enxaqueca enxurrada

Exceções: palavras derivadas de outras que já possuam “ch”:


Encher (cheio) Encharcado (charco)
– Após a sílaba “me”:
mexer mexicano mexilhão

Exceção: mecha (substantivo)

2. Complete com CH ou X:

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bru____a la____ante bu____a salsi____a en____imento


ca____umba me____er ____arque fle____a ha____ura
en____ugar ri____a ____ope ____ucro atarra____ar
pi____e en____arcar abro____ar ____ale ____ampu

EMPREGO DO “G” E DO “J”

Escrevem-se com G
– Substantivos com final –gem:
ferrugem vagem vertigem coragem
Exceção : pajem e lambujem.
– O final –gio:
colégio estágio refúgio egrégio

– Os verbos em –ger e –gir:


fugir mugir reger
– Em geral, depois do “r”:
aspergir divergir urgente
– Palavras que já possuem g no radical:
viageiro (viagem) rabugice (rabugem)

Escrevem-se com J
– O final “-aje”:
laje traje ultraje
– Os verbos em “-jar” e derivadas:
velejar despejar arranjar sujar

3. Complete a lacuna com G ou J.


ti____ela ____enipapo ____iló via____em (subst.) ri____idez
a____iota á____io rí____ido mon____e in____eção
ma____estade via____eiro ____ibóia alfor____e sar____ento
rabu____ento sar____eta here____e ri____o lambu____em

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EMPREGO DO “E” E DO “I”

Escrevem-se com “E”


– Verbos terminados em UAR, na 3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo
que ele atenue (atenuar) que ele se habitue (habituar-se)
– Verbos terminados em OAR, na 3ª pessoa do singular do presente do subjuntivo
que ele ressoe (ressoar) que ele abençoe (abençoar)

Escrevem-se com “I”


– Verbos terminados em UIR, na 3ª pessoa do singular do presente do indicativo
ele constitui (constituir) ele influi (influir)
– Verbos terminados em OER, na 3ª pessoa do singular do presente do indicativo
ele mói (moer) ele rói (roer)

Exercícios

4. Complete com “e” ou “i”.


arr____piar cran____ano retribu____ um____decer ____nvólucro
d___spender discr___ção d____lapidar m____stiço diss___minar
contribu____ indiscr____ção aboríg____ne mer____tíssimo irr____quieta
mó____ d____gladiar cum____eira ____mpecilho pr____v____nir

ACENTUAÇÃO GRÁFICA

A Acentuação Gráfica tem como pré-requisito o conhecimento da pronúncia dos


vocábulos em que fica claro a presença do acento tônico. Desse modo, podemos aplicar, de
início, uma regra geral que já facilita o emprego do acento gráfico.

REGRA GERAL:

Acentuam-se graficamente aqueles vocábulos que sem acento poderiam ser lidos ou
então interpretados de outra forma.

Exemplos: secretária/secretaria - ambrósia/ambrosia -


sábia/sabia/sabiá

Dicas para uma consulta rápida

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Se você tem alguma dúvida sobre a acentuação


gráfica de uma palavra, siga as seguintes etapas:

1. Pronuncie a palavra bem devagar,


procurando sentir onde se localiza o seu acento tônico, isto é, a sua sílaba mais forte. (Em
relação à pronúncia e à correta acentuação tônica das palavras,

Regras Básicas

Devem ser acentuados os MONOSSÍLABOS (palavras de uma só


sílaba) TÔNICOS terminados em "a", "e", "o", seguidos ou não de s: pá, pé, nó, pás, pés,
nós, etc.

Observação: Os monossílabos tônicos terminados em "z", assim como todas as


outras palavras da língua portuguesa terminadas com essa mesma letra, não são
acentuados: luz, giz, dez... (compare os seguintes parônimos: nós/noz, pás/paz, vês/vez).
Também os monossílabos tônicos, terminados em "i" e "u", não recebem acento gráfico:
pai, vai, boi, mau, pau, etc.

Oxítonas

Acentuam-se as palavras oxítonas terminadas em "a", "e", "o", seguidas ou


não de s; e também com as terminações "em" e "ens". Exemplos: cajá, café, jiló, bebê,
robô, armazém, alguém, reféns, etc.

Observações:

1. As formas verbais terminadas em "a", "e" e "o", seguidas dos pronomes


la(s) ou lo(s) devem ser acentuadas.

Exemplos: encontrá-lo, recebê-la, dispô-los, amá-loia,


vendê-la-ia, etc.
2. Não se acentuam as oxítonas terminadas em: _ az, ez, iz, oz - capaz, tenaz, talvez,
altivez, juiz, raiz, feroz... _ i(s) - Anhembi, Parati, anis, barris, dividi-lo, adquiri-las...; _ u(s)
- caju, pitu, zebu, Caxambu, Bauru, Iguaçu, Bangu, compus...; _ or - ator, diretor, detetor,
condor, impor, compor, compositor...; _ im - ruim, capim, assim, aipim, folhetim, boletim,
espadachim...;

Paroxítonas
Não são acentuadas as paroxítonas terminadas em "a", "e", "o", seguidas ou não de s; e
também as finalizadas com "em" e "ens".

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Exemplos: cama, seda, flecha, rede, sede, pote, ovo, coco, bolo, garagem, ferrugem, idem,
item, nuvens, imagens, viagens, etc.

São acentuadas as paroxítonas terminadas em: _ r / x / n / l (Dica: Lembre-se das


consoantes da palavra RouXiNoL) Exemplos: mártir, fêmur, fácil, útil, elétron, tórax,
córtex, etc.

Observação: Entretanto, palavras como PÓLEN, HÍFEN, quando no plural (POLENS,


HIFENS), não recebem o acento gráfico, porque nesta forma elas são regidas pela regra
anterior.

A palavra HÍFEN possui ainda um outro plural que no caso é acentuado por ser
proparoxítono: HÍFENES.

_ i / is

Exemplos: júri, cáqui (cor), lápis, miosótis, íris, tênis, cútis, etc.
Observação: Os prefixos paroxítonos, mesmo terminados em "i" ou "r", não são
acentuados.
Exemplos:
semi, anti, hiper, super, etc.
_ ã / ão (seguidas ou não de S)

Observação: O til não é considerado acento gráfico, e sim


uma marca de nasalidade.

Exemplos: ímã (ímãs), órfã (órfãs), órfão (órfãos), bênção (bênçãos) etc.
_ ôo / ôos Exemplos: vôo, enjôo, abençôo, perdôo, etc.
_ ps Exemplos: bíceps, fórceps, etc.
_ us / um / uns Exemplos: vírus, bônus, álbum, álbuns, etc.
_ ditongos orais, crescentes ou decrescentes, seguidos ou não de s. Exemplos: água,
mágoa, ódio, jóquei, férteis, fósseis, fôsseis, túneis, úteis, variáveis, área, série, sábio, etc.

Proparoxítonas

Todas as palavras proparoxítonas são acentuadas. Exemplos: lâmpada, côncavo, lêvedo,


pássaro, relâmpago, máscara, árabe, gótico, límpido, louvaríamos, devêssemos, pêndulo,
fôlego, recôndito, cândido, etc.
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PONTUAÇÃO

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Reconhecimento: Portaria nº 082 de 01/09/94 – SEDF
Autorização: Portaria nº 513 de 20/11/17 – SEDF

APOSTILA DE PORTUGUÊS - I

Os recursos da linguagem escrita correm muitas vezes o risco de ficarem longe da


extraordinária riqueza expressiva da linguagem oral. A língua escrita, a fim de traduzir mais
eficazmente a língua falada, a entoação, as pausas, os humores, as ênfases, serve-se da
pontuação. Impõe-se, pois, enunciar os sinais ortográficos e quando e como os mesmos se
utilizam. Para o que se convencionou chamar uma leitura expressiva é aconselhável o bom uso
das pausas, do tom, do questionamento e do pensamento que um texto escrito contém, quer
dizer, a correta utilização da pontuação.

SINAL DE MODO DE EMPREGO


PONTUAÇÃO
Ponto Final O ponto final indica a maior das pausas e emprega-se no fim do período e,
geralmente, do parágrafo (Penso saber que o amor não tem nada que ver com a
idade, como acontece com qualquer outro sentimento.) e nas abreviaturas
(Exmo. Sr. Dr. Jorge Sampaio).
Ponto e Vírgula O ponto e vírgula emprega-se para separar as orações justapostas, sobretudo se são
longas ou formadas por elementos separados por vírgulas (O resultado final foi o
seguinte: vinte e cinco linguistas votaram a favor do Acordo Ortográfico da
Língua Portuguesa; nove contra.) e para separar itens numa enumeração (Este
programa inclui: vocabulário e léxico; exercícios gramaticais; trabalho
fonético…).

Os dois pontos empregam-se antes de uma fala, no discurso direto (E exclamava:-


Ando aí pelas terras desde o romper da alva!); antes de uma enumeração (Os
fatores intervenientes no processo de comunicação são seis: emissor, receptor,
mensagem, código, canal e contexto); para introduzir uma oração que explica ou
confirma a ideia contida na primeira (Hoje sei como se mede a verdadeira idade:
vamos ficando velhos quando não fazemos novos amigos); na correspondência
(Meu caro amigo:).
O sinal de reticências emprega-se quando a frase fica suspensa, deixando à
imaginação do leitor a interpretação da supressão (- E o Prêmio Camões vai
para… Agustina Bessa-Luís; Para bom entendedor ...).

O Ponto de Exclamação é usado no final de uma frase para exprimir sentimentos,


emoções, dor, ironia, surpresa e estados de espírito (Oh, que cidade maravilhosa é
esta, a do Rio de Janeiro!).

O sinal de aspas emprega-se antes e no final de citações ou transcrições textuais


Aspas que não pertencem à pessoa que as faz
(“-Vamos derrotar o preconceito e vencer o medo de novo”, disse Dilma); com
qualquer palavra estrangeira que seja citada, ou palavra que não seja de linguagem
corrente – neologismo, regionalismo, calão, etc.(- Mando-lhe um «email», assim

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que chegar a casa – disse a Débora ao professor.); quando é necessário destacar


uma palavra, um título, etc. (Gil Vicente é vulgarmente designado como o «pai»
do teatro português; Luís de Camões, como todos sabem, escreveu o poema
épico «Os Lusíadas»).
Parênteses O parênteses) serve para isolar uma frase intercalada e que constitui uma
explicação ou um pormenor: São Paulo ( a maior cidade do Brasil) é uma
metrópole de contrastes; Este ano comemora-se o décimo quinto aniversário da
CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa).

Travessão O travessão emprega-se, principalmente, para indicar a mudança de interlocutor no


discurso dialogado (- Levanta-te ó dono das preguiças!) e para intercalar

— expressões que queremos destacar (A distinção fundamental entre duas


atitudes opostas – vencedora e otimista para uns e perdedora e pessimista para
outros – começa a fazer-se desde a mais tenra idade).
A vírgula, é com certeza, o sinal ortográfico mais usado, indica uma pequena pausa
Vírgula e emprega-se, principalmente, para separar os elementos coordenados da mesma
oração que não estejam ligados pelas conjunções e, nem, ou. (As palavras barco,
rede, remo, vela e pescador pertencem ao campo lexical de pesca), para separar
os vocativos (Pedro, vai estudar!), para separar o aposto (Nuno Álvares Pereira,
grande estratego militar, comandou o exército português que derrotou os
Castelhanos na Batalha de Aljubarrota), para separar as proposições circunstanciais
que precedem as principais ou nelas estejam intercaladas (Segundo Borges, Eça de
Queirós foi, e é, o maior romancista de todos os tempos.), antes da conjunção
mas (A segunda parte de A Cidade e as Serras está cheia de seduções pelas
belezas do Douro, mas não deixa de chamar a atenção para a miséria dos
trabalhadores rurais), para separar as conjunções ou locuções conjuntivas porém,
portanto, pois, por consequência, etc. (Estou certo, porém, que vocês irão
compreender-me quando analisarem as minhas razões.), para indicar a omissão
de uma palavra, principalmente de um verbo, que se subentende facilmente (Eis a
poesia, toda viva, da serra...). Ainda sobre o emprego da vírgula, note-se que é
erro grave: separar o sujeito do predicado, quando seguidos, separar o verbo do seu
nome predicativo ou do seu complemento direto, separar um substantivo do seu
complemento determinativo.

Note-se, por exemplo, o que uma simples vírgula pode fazer:


Se o homem soubesse o valor que tem a mulher, ficaria de joelhos à sua frente.
Se o homem soubesse o valor que tem, a mulher ficaria de joelhos à sua frente.
Dizer Quem canta, seus males espanta é muito diferente de dizer Quem canta seus males,
espanta!
Transcrevem-se de seguida várias histórias que evidenciam o valor da pontuação na língua
escrita e oral. Leia os textos seguintes, em voz alta.
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O Oráculo Ambíguo
- Na antiga Grécia havia um célebre oráculo, que respondia com segurança a todas
as perguntas que se lhe fizessem sobre o futuro, que, para nós, hoje, já é passado. Um pai
aflito, um dia, perguntou ao oráculo se o seu filho, que devia partir para a guerra,
regressaria são e salvo.
O oráculo respondeu-lhe, tendo o pai ouvido: Irá. Virá. Nunca morrerá nas armas!
O pai ficou satisfeitíssimo com a resposta. Mas a sua alegria não durou muito
tempo. Logo depois de dois meses recebeu a dolorosa notícia da morte do filho em
combate. Desesperado, escreveu ao oráculo, a fim de reclamar contra o engano da profecia.
O oráculo lamentou muito o que havia sucedido, mas fez ver ao velho pai que nada tinha a
corrigir. A sua profecia, agora escrita, estava certa e havia-se cumprido:
Irá. Virá nunca. Morrerá nas armas!

O Texto da Herança
Um homem rico, antes de morrer, pediu papel e lápis, e escreveu assim: Deixo os
meus bens à minha irmã não ao meu sobrinho jamais será paga a conta do alfaiate nada
aos pobres. Não teve tempo de pontuar - e morreu.
Chegou o SOBRINHO que fez a seguinte pontuação numa cópia do bilhete:
Deixo os meus bens à minha irmã? Não! Ao meu sobrinho. Jamais será paga a
conta do alfaiate! Nada aos pobres!
A IRMÃ do morto chegou em seguida, com outra cópia do escrito; e pontuou-o
deste modo:
Deixo os meus bens à minha irmã. Não ao meu sobrinho! Jamais será paga a
conta do alfaiate! Nada aos pobres!
Surgiu o ALFAIATE que, pedindo a cópia do original, fez estas pontuações:
Deixo os meus bens à minha irmã? Não! Ao meu sobrinho? Jamais! Será paga a
conta do alfaiate. Nada aos pobres!
O juiz estudava o caso, quando chegou o REPRESENTANTE DOS POBRES,
mais sabido, tomando outra cópia, que pontuou assim:
Deixo os meus bens à minha irmã? Não! Ao meu sobrinho? Jamais! Será paga a
conta do alfaiate? Nada! Aos pobres.

A Rebelião

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Há tempos que já lá vão, a população de uma pequena cidade rebelou-se contra o


governo. Deslocaram-se, então, dois navios de guerra que fundearam em frente ao lugarejo.
O comandante, após comprovar a insurreição - chefiada por padres - enviou uma mensagem
à Corte:
- Devo bombardear a cidade?
A Corte respondeu: - Não, há que poupar a população!
Porém o telegrafista achou desnecessária a vírgula:
- Não há que poupar a população!

O Rei Impiedoso e o Escrivão Clemente


Um opositor político do rei estava preso, aguardando a sentença do rei. Perguntou-
se ao soberano se o condenado poderia contar com a bondade real. Respondeu o rei:
- Não, mate! Mas o espertalhão do escrivão “esqueceu-se” de pôr a vírgula no
documento que levou a assinar ao soberano. Assim, a ordem que os guardas receberam foi:
Não mate!. E o prisioneiro foi salvo...
Assim é a vida, nós é que fazemos a pontuação que nos convém e isto faz a
diferença.
Vejamos as situações em que se empregam os principais sinais de pontuação na língua
portuguesa.
Qual a pontuação a ser feita na seguinte frase? "Maria toma banho porque sua mãe
disse ela pegue a toalha". Talvez com um ponto, uma exclamação e duas vírgulas, consiga
fazer com que a frase tenha sentido. Mas, contam-se pelo menos dezoito formas de pontuar
que dão sentido à frase:
I) Maria toma banho porque sua. Mãe! disse ela, pegue a toalha!
II) Maria toma banho, porque sua. Mãe! disse ela, pegue a toalha!
III) Maria toma banho porque sua. Mãe! – disse ela – pegue a toalha!
IV) Maria toma banho, porque sua. Mãe! – disse ela – pegue a toalha!
V) Maria toma banho porque sua. Mãe! (disse ela) pegue a toalha!
VI) Maria toma banho, porque sua. Mãe! (disse ela) pegue a toalha!
VII) Maria toma banho porque sua. "Mãe!" disse ela. "Pegue a toalha!"
VIII) Maria toma banho, porque sua. "Mãe!" disse ela. "Pegue a toalha!"
IX) Maria toma banho porque sua. "Mãe!" – disse ela – "Pegue a toalha!"
X) Maria toma banho, porque sua. "Mãe!" – disse ela – "Pegue a toalha!"
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XI) Maria toma banho porque sua. "Mãe!" (disse ela) "Pegue a toalha!"
XII) Maria toma banho, porque sua. "Mãe!" (disse ela) "Pegue a toalha!"
XIII) Maria toma banho porque sua. – Mãe! disse ela, pegue a toalha!
XIV) Maria toma banho, porque sua. – Mãe! disse ela, pegue a toalha!
XV) Maria toma banho porque sua. – Mãe! – disse ela – pegue a toalha!
XVI) Maria toma banho, porque sua. – Mãe! – disse ela – pegue a toalha!
XVII) Maria toma banho porque sua. – Mãe! (disse ela) pegue a toalha!
XVIII) Maria toma banho, porque sua. – Mãe! (disse ela) pegue a toalha!

ATIVIDADE: a Pontuação
Coloque os sinais que faltam nas expressões.

ATIVIDADE a Acentuação e a Pontuação


Pontue e coloque os acentos em falta nos três textos.

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