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Em meados do século passado, o escrito austríaco Stefan Zweig mudou-se para o Brasil devido à

perseguição nazista na Europa. Bem recebido e impressionado com a nova casa, Zweig escreveu um
livro cujo título é até hoje repetido: “Brasil, país do futuro”. Entretanto, quando se observa os desafios
encontrados hodiernamente pela manipulação do comportamento do usuário da internet pelo
controle de dados, vê-se que sua teoria não saiu do papel. Dessa forma, vale destacar o papel
midiático e a negligência governamental como agravantes dessa mazela social.
A princípio, é notório salientar o papel midiático como meio de controle da sociedade. Assim,
segundo o escrito brasileiro Machado de Assis, “a vida sem luta é como um mar morto no centro do
organismo universal”. Analogamente, percebe-se que essa luta vai de encontro à manipulação social,
visto que são utilizados algoritmos para definir a escolha do público com filtragem de informações no
que diz respeito às músicas, aos jogos eletrônicos e às notícias em geral.
Outrossim, vale ressaltar a inaplicabilidade das leis como origem do problema.
Concomitantemente, segundo o francês, Armand Richelieu, clérigo e estadista do século XVII, criar
uma lei e não velar pela sua execução é como autorizar aquilo que se deseja proibir. Desse modo, a
criação de leis, como as da Constituição Federal de 1988 (artigo 5°), não são aplicadas corretamente, o
que evidencia a negligência do Governo frente à questão do controle do comportamento do cidadão.
Logo, para que a teoria de Zweig torne-se realidade no presente é necessário uma ação conjunta
entre o Estado e Mídia, em que essa, por meio de propagandas, programas e palestras, promova o
senso de criticidade na população, a fim de que essa problemática seja mitigada no Brasil hodierno.
Ademais, cabe ao Governo ampliar, criar e fiscalizar as leis, além de torná-las mais severas, com a
finalidade de punir os desviantes da Carta Magna. Outras medidas devem ser tomadas, mas como
disse Oscar Wilde: “o primeiro passo é o mais importante na evolução de um homem ou nação”.